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EBOOK ANATOMIA DENTAL 2

Resumo de anatomia dental: funções dos dentes; dentições (decídua 20, permanente 32) e grupos; fixação (ligamento periodontal, gônfose, osso alveolar); idades de erupção para decíduos e permanentes; partes e estruturas (coroa, colo, raiz, esmalte, dentina, polpa); notação FDI e faces dentárias.

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Anna Paula

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ANATOMIA DENTAL 
 
FUNÇÕES GERAIS DOS DENTES 
• Mastigação, fonação. 
• Proteção e sustentação de tecidos moles. 
• Auxiliam na articulação das palavras (J,T,D) 
• Atuam na estética da face. 
• Fixam-se nos ossos por meio de fibras colágenas, 
que constituem o ligamento alvéolo dental ou 
ligamento periodontal. 
• A união da raiz do dente ao seu alvéolo é 
denominada gonfose (articulação fibrosa do 
corpo). 
• O homem é difiodonte (Duas dentições) – 
Dentição mista é exceção. 
DENTIÇÕES 
• Dentadura Decídua - 20 dentes. 
• Dentadura Permanente - 32 dentes. 
GRUPOS DE DENTES 
• Anteriores: Incisivos e Caninos 
• Posteriores: Pré-molar e Molar 
 
 
 
FIXAÇÃO DOS DENTES NA BOCA 
O dente fica fixado no osso alveolar pelo ligamento 
periodontal, e o nome dessa união é chamada de 
Gônfose. 
Osso Alveolar: O osso alveolar corresponde ao 
tecido ósseo cortical ou compacto que delimita a 
superfície do alvéolo dental. 
Ligamento Periodontal: É uma estrutura fibrosa do 
tecido conjuntivo, com componentes nervosos e 
vasculares, que une o cemento da raiz ao osso 
alveolar. 
IDADE EM QUE NORMALMENTE OS 
DENTES ERUPCIONAM 
Dentição de Leite 
Incisivos Centrais Inferiores 6 a 9 Meses 
Incisivos Superiores 8 a 10 Meses 
Incisivos Laterais Inferiores 15 a 21 Meses 
Primeiros Molares 15 a 21 Meses 
Caninos 16 a 20 Meses 
Segundos Molares 20 a 24 Meses 
Dentição Permanente 
Primeiros Molares 6 Anos 
Incisivos Centrais 7 Anos 
Incisivos Laterais 8 Anos 
Primeiros Pré-Molares 9 Anos 
Segundos Pré-Molares 10 Anos 
Caninos Entre 11 e 12 Anos 
Segundos Molares Entre 12 e 13 Anos 
Terceiros Molares Entre 15 e 25 Anos 
PARTES DO DENTE 
 
Anatomicamente: 
COROA, COLO e RAIZ. 
 
 
 
ANATOMIA DENTAL 
 
 
COROA 
É parte superior do 
dente, e geralmente a 
única parte visível. O 
formato da coroa 
determina a função do 
dente. Apresenta faces, 
bordas e ângulos. 
Coroa Anatômica: parte 
do dente revestida pelo 
esmalte (Recoberta por gengiva). 
Coroa Clínica: parte do dente exposta na cavidade 
bucal (Visível). 
 COLO 
 
O colo é o segmento imediato 
entre a coroa e a raiz (Linha 
sinuosa). 
 
 
 
RAIZ 
Parte compreendida entre o 
colo e o ápice Inserida no 
processo alveolar, revestida 
por cemento. 
Porção dental implantada nos 
alvéolos da maxila e da 
mandíbula. Existem 3 tipos de 
raízes: 
Unirradicular, Birradicular e 
Tri/Multirradicular. 
 
 
Raiz Unirradicular: Possui somente 1 raíz. 
Raiz Birradicular: Possui 2 raízes. 
RaizTrirradicular/Multirradicular: Possuim 3 ou 
mais raízes. 
ESTRUTURAS DO DENTE 
ESMALTE: Camada externa do dente, que é 
extremamente dura e durável 
DENTINA: Encontra-se a baixo do esmalte, é uma 
camada de tecido macio 
POLPA: Camada mais interna do dente, altamente 
e única camada vascularizada e inervada. 
NOTAÇÃO DENTÁRIA 
Cada dente tem um número que identifica e o 
localiza no arco dental. São dois algarismos. O 
primeiro se refere ao quadrante (um dos 4 
hemiarcos). O segundo e a ordem do dente no 
quadrante. 
1- Incisivo Central 
2- Incisivo Lateral 
3- Canino 
4- Primeiro Pré-molar 
5- Segundo Pré-molar 
6- Primeiro Molar 
7- Segundo Molar 
8- Terceiro Molar 
 
 
ANATOMIA DENTAL 
 
Notação de dois dígitos da FDI 
Dente Permanente 
Superior Direito Superior Esquerdo 
18 17 16 15 14 13 12 11 21 22 23 24 25 26 27 28 
48 47 46 45 44 43 42 41 31 32 33 34 35 36 37 38 
Inferior Direito Inferior Esquerdo 
Dentes Deciduos (Dentes de leite) 
Superior Direito Superior Esquerdo 
 55 54 53 52 51 61 62 63 64 65 
 85 84 83 82 81 71 72 73 74 75 
Inferior Direito Inferior Esquerdo 
Código do 
quadrante 
1 
Superior 
direito 
2 
Superior 
esquerdo 
3 
Inferior 
esquerdo 
4 Inferior direito 
 
 
Código do dente 
1 incisivo central 
2 incisivo lateral 
3 caninos 
4 1º pré-molar 
etc. etc. 
8 3º molar 
 
A DENTIÇÃO DECÍDUA NÃO CONTÉM OS PRÉ – 
MOLARES E NEM O TERCEIRO MOLAR 
 
 
 
 
NOMENCLATURA DAS 
FACES DOS DENTES 
FACES LIVRES 
As faces livres são aquelas que não mantem 
contato com outros dentes. Elas são duas: 
Face vestibular: É a frente do dente. Essa face fica 
voltada para os lábios ou bochecha. 
Face lingual/palatina: É parte de trás do dente. Essa 
face fica voltada para o palato ou para a língua. 
Cada face livre pode ser subdividida em TERÇOS. 
Na horizontal: terço mesial, terço médio, terço 
distal; 
Na vertical: terço oclusal/incisal, terço médio, terço 
cervical. 
 
 
 
 
ANATOMIA DENTAL 
 
FACES PROXIMAIS 
As faces proximais são as duas faces que fazem 
contato com os dentes vizinhos. 
Face Mesial: É a face mais próxima da linha média. 
Face Distal: É a face mais distante da linha media. 
Assim como as faces livres, as faces proximais são 
divididas em TERÇOS. 
Na Horizontal: Terço Cervical, Terço Médio, Terço 
Incisal. 
Na Vertical: Terço Lingual, Terço Médio, Terço 
Vestibular. 
FACE OCLUSAL 
A face oclusal é o topo dos dentes posteriores. Essa 
face também pode ser reconhecida como o lado 
cortante dos posteriores, que fica voltada para o 
dente antagonista, ou seja a face que esta em 
contato com outro dente. 
 
Terços da Face Oclusal 
No sentido Mésio-Distal: Terço Mesial, Terço 
Médio, Terço Distal. 
No sentido Vestíbulo-Lingual: Terço Vestibular, 
Terço Médio, Terço Lingual. 
BORDAS INCISAIS 
Segmento de reta que delimitam transição entre 
faces dentais, o nome das faces que as limitam. 
Característica importante dos dentes anteriores, é 
formada pelo encontro das faces vestibular e 
lingual desses dentes. 
 
ÂNGULOS 
Junção de duas ou mais superfícies. Ex.: ângulo 
mésio-incisal, inciso-distal. 
 
 
ANATOMIA DENTAL 
 
CONVERGÊNCIA 
DIREÇÃO DAS FACES DA COROA DOS DENTES NOS 
SENTIDOS VERTICAL E HORIZONTAL 
DIREÇÕES CONVERGENTES DAS 
FACES LIVRES 
VERTICAL 
As faces vestibular e lingual convergem em direção 
incisal ou oclusal. 
VESTIBULAR: Convexa, maior, converge em direção 
ao lingual SEMPRE VESTIBULAR SERÁ MAIOR 
LINGUAL: Côncava (parte de dentro da colher), 
menor. 
HORIZONTAL 
Ambas as faces livres convergem ligeiramente na 
direção distal (examina-se o dente por incisal ou 
oclusal). 
Sentido direita – esquerda 
Vestibular: Maior e converge para lingual 
Lingual: Menor 
Distal: É mais estreita 
Mesial: É mais larga 
SEMPRE VESTIBULAR E MESIAL SERÃO MAIORES (NO GERAL) 
 
 
DIREÇÕES CONVERGENTES DAS 
FACES DE CONTATO 
VERTICAL 
As faces mesial e distal convergem em direção a 
cervical O maior diâmetro mésio-distal está no 
terço incisal ou oclusal e o menor no cervical. 
ÁREA DE CONTATO: As áreas de contato situam-se, 
pois, próximas à borda incisal ou à face oclusal, 
muito mais deslocadas para vestibular do que para 
lingual. 
A área de contato cria quatro espaços em torno 
dela. No sentido vertical (olhando-se por vestibular 
ou por lingual), reconhece-se um pequeno espaço 
no lado oclusal da área de contato, o sulco 
interdental, e um grande espaço prismático no 
lado oposto, o espaço interdental, ocupado pela 
papila interdental da gengiva. 
No sentido horizontal (olhando por oclusal), chama 
a atenção um grande espaço em forma de V aberto 
para a lingual, denominado ameia* lingual, e um 
espaço bem menor do lado vestibular, a ameia 
vestibular. 
ESPAÇO INTERDENTAL 
É o espaço entre um dente e o outro 
 
 
 
ANATOMIA DENTAL 
 
AMEIA LINGUAL 
Grande espaço em forma de V aberto para a língua 
AMEIA VESTIBULAR 
Espaço bem menor do lado vestibular 
 
HORIZONTAL 
No sentido horizontal, as faces de contato mesial e 
distaL convergem em direção lingual. Faz exceção 
o primeiro molar superior e também o segundo 
molar superior decíduo 
As maiores proeminências ou áreas mais elevadas 
da coroa ficam próximas da oclusal nas faces de 
contato e próximas da cervical nas faces livres. Se 
unirmos essas proeminências numa linha contínua 
que contorne toda a coroa, teremosa linha 
equatorial* da coroa, a qual será mais sinuosa 
quanto mais anterior for o dente. 
Linha equatorial da coroa de um molar inferior 
vista por vestibular (à esquerda), por distai (no 
meio) e por um aspecto mésio-lingual (à direita). 
 
 
 
 
 
DETALHES ANATÔMICOS DA COROA DENTAL 
 
CÍNGULO 
Saliência arredondada no terço cervical da face 
lingual de incisivos e caninos. Corresponde a 
porção mais saliente do lobo lingual. 
Nem todo dente possui cíngulo. 
CÚSPIDES 
Saliência em forma de pirâmide, típica de pré-
molares e molares, encontrada na região oclusal. 
VERTENTES 
Cada lado das cúspides. 
Cada cúspide apresenta vertentes externas ou lisas 
e vertentes internas ou triturantes. 
 
ARESTAS 
Segmento de reta formado pela união de vertentes 
de uma mesma cúspide ou crista marginal 
CRISTAS MARGINAIS 
 
São saliências de esmalte. 
Delimita os dentes. 
São situadas nas duas bordas mesial e distal da face 
lingual de incisivos e caninos (vai do cíngulo aos 
ângulos incisais). 
Situada nas bordas mesial e distal da face oclusal 
de pré-molares e molares. 
FUNÇÃO: 
Evitar que partículas de alimentos que devem ser 
trituradas escapem da zona mastigatória 
Protegem a área de contato entre dentes, evitando 
impacção alimentar nela. 
 
 
DETALHES ANATÔMICOS DA COROA DENTAL 
 
PONTE DE ESMALTE 
Eminência linear que une cúspides, interrompendo 
um sulco principal. 
Nem todo dente tem ponte de esmalte. 
TUBÉRCULO 
Saliência menor que a cúspide, sem formadefinida 
EX: Tubérculo de CARABELLI (molar superior) e o 
tubérculo molar (molar inferior decíduo). 
BOSSA 
Saliência larga do terço cervical da face vestibular 
dos dentes, próxima à gengiva. 
 
Elevação arredondada de esmalte situada no terço 
cervical da face vestibular médio da face lingual de 
pré-molares. Região mais proeminente de todos os 
dente. Maior perímetro do dente. 
SULCO PRINCIPAL 
Depressão linear aguda, estreita, que separa as 
cúspides outras. 
Corta o dente ao meio. 
Sua principal função é separar as cúspides. 
1 Sulco Principal 
2 Sulco Ocluso Lingual 
3 Sulco Ocluso Lingual 
SULCO SECUNDÁRIO 
Pequeno e pouco profundo. 
Distribui-se irregularmente. 
Número variável nas faces oclusais. 
Torna a superfície mastigatória menos lisa. 
Aumenta a eficiência da trituração. 
FISSURAS 
Defeitos de 
desenvolvimento - 
Inúmeros 
buraquinhos. 
 
 
 
DETALHES ANATÔMICOS DA COROA DENTAL 
 
Fenda. Falta de fusão (normal ou anormal), linear, 
entre duas partes de tecido duro ou mole. 
FOSSAS OU FACETAS 
Depressões encontradas na terminação do sulco 
principal ou no encontro e um sulco principal com 
um ou dois secundários. 
FOSSA LINGUAL 
Escavação ampla e profunda da face lingual de 
dentes anteriores (particularmente dos incisivos 
superiores). 
LINHA EQUATORIAL 
Linha de maior contorno da coroa, divide a coroa 
em área retentiva (abaixo) e expulsiva (acima). 
 
 
LOBOS DE DESENVOLVIMENTO 
Centro primário de formação do dente, ou seja, a 
cúspide individual em desenvolvimento. 
São centros primários de formação do dente 
durante sua embriogênese, porções que depois se 
fusionam deixando sulcos como vestígios de sua 
independência. 
SULCOS DE DESENVOLVIMENTO 
Depressões encontradas na terminação do sulco 
principal ou no encontro e um sulco principal com 
um ou dois secundários. 
 
 
 
DENTIÇÃO DECÍDUA 
 
FUNÇÕES 
• Preparar os alimentos para a digestão e 
assimilação em etapas em que a criança está 
em máximo crescimento. 
• Servem de guia de erupção: mantêm o espaço 
para a dentição permanente. 
• Início da fonação. 
• Estimulam o crescimento da maxila e da 
mandíbula. 
ERUPÇÃO 
É o processo de desenvolvimento dental que 
movimenta um dente desde sua posição na cripta 
através do processo alveolar na cavidade bucal até 
ocluir com seu antagonista, e continuando ao 
longo da vida do indivíduo. 
Sintomas durante erupção 
• Salivação mais abundante. 
• Irritabilidade invulgar devido à dor das 
gengivas. 
• Diminuição do apetite pelo aumento da dor 
que produz a sucção. 
• Febre baixa a causa da inflamação. 
Alívio de sintomas no bebê 
• Mordedores. 
• Esfregar a gengiva suavemente com água fria. 
• Alimentos e líquidos frios. 
• Analgésicos e anti-inflamatórios. 
• Gel frio para gengivas. 
CARACTERISTICAS GERAIS 
• Dentição decídua – 20 dentes. 
• Não contém os pré-molares e nem terceiro 
molar. 
• As coroas dos decíduos são mais baixas e largas 
• O colo apresenta maior constrição. 
• As bossas cervicais são muito proeminentes. 
• Os sulcos e outras depressões são pouco 
marcados. 
 
 
• As raízes são longas (com vida curta) em 
proporção à coroa e são mais retilíneas. 
• Nos molares, o bulbo radicular é curto e as 
raízes são muito divergentes . 
• O esmalte é mais delgado. 
MORFOLOGIA GERAL 
• A forma dos incisivos e caninos decíduos copia a 
dos homônimos permanentes. 
• Os segundos molares se assemelham aos 
primeiros molares permanentes. 
• Os primeiros molares decíduos têm forma 
própria. 
NUMERAÇÃO 
Incisivos centrais superiores (51 e 61) 
Incisivos laterais superiores (52 e 62) 
Caninos superiores (53 e 63) 
Primeiro molar superior (54 e 64) 
Segundo molar superior (55 e 65) 
Incisivos centrais inferiores (71 e 81) 
Incisivos laterais inferiores (72 e 82) 
Caninos inferiores (73 e 83) 
Primeiro molar inferior (74 e 84) 
Segundo molar inferior (75 e 85) 
 
 
 
 
DENTIÇÃO DECÍDUA 
 
 
PERDA PREMATURA 
• Extrusão dos antagonistas; 
• Desarmonia do plano oclusal; 
• Modificação da dimensão vertical; 
• Deficiência mastigatória; 
• Alteração dos diastemas; 
• Altera-se a fonação; 
• Mudanças na estrutura óssea e gengival. 
DIFERENÇAS ENTRE DENTES 
DECÍDUOS E PERMANENTES 
• Falta de correspondência de grupos: Os pré-molares 
substituem os molares decíduos. 
• Desigualdade no comprimento dos arcos dentários: Os 
dentes decíduos são + pequenos e em menor número. 
• Descontinuidade do arco dentário: Existência de 
diastemas no arco dentário da dentição decídua. 
• Tamanho da série de molares: Descendente nos 
definitivos e ascendente nos decíduos. 
• Cor: Mais branco azulado devido à menor calcificação 
Volume: São menores que os definitivos. 
• Proporção entre coroa e raiz: A raiz dos dentes decíduos 
é relativamente maior que a dos permanentes. 
• Colo: O colo dos dentes decíduos é bem mais deprimido 
que nos dentes permanentes formando um 
estrangulamento. 
 
 
INCISIVOS E CANINOS 
 
• As coroas são muito baixas e largas. 
• O diâmetro mésio-distal predomina sobre o 
cérvico-incisal. 
• Faces de contato são mais convexas, o mesmo 
acontece com a bossa vestibular. 
• Colo estreito 
• A raiz não se desvia para a distal. 
SEGUNDOS MOLARES 
• São maiores do que os primeiros molares (na 
dentição permanente é ao contrário). 
• Constituem um modelo quase exato dos 
primeiros molares permanentes 
• O colo apresenta nítida constrição devido ao 
grande desenvolvimento da bossa vestibular 
• Pronunciada divergência das raízes (para alojar os 
germes dos dentes permanentes). 
 
 
 
 
DENTIÇÃO DECÍDUA 
 
 
PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR 
• Anatomia própria 
• O dente permanente que lhe é mais próximo em 
concordância morfológica é o pré-molar superior. 
• Apresenta quatro cúspides (disto-lingual 
frequentemente ausente e a disto-vestibular 
reduzida). 
• Suas cúspides mésio-vestibular e mésiolingual, 
bem desenvolvidas, correspondem então, em 
semelhança, às cúspides vestibular e lingual do 
pré-molar superior. 
• Pode ser considerado como intermediário entre 
pré-molar e molar. 
• Face Vestibular: 
• Borda oclusal praticamente horizontal 
•As bordas mesial e distal são pouco convergentes. 
• No terço cervical há elevação bem distinta logo 
abaixo da raiz mésio-vestibular(tubérculo molar ou 
de Zuckerkandl). 
• Os dois terços oclusais da face vestibular são 
bastante inclinados para a lingual 
 
 
Face lingual: 
• Retangular 
• Convexa 
• Dois terços oclusais inclinados EM MENOR GRAU 
(para a vestibular) 
Faces de contato: 
• A mesial é maior 
• As bordas vestibular e lingual convergem 
fortemente para a oclusal. 
• O tubérculo molar mostra-se bem saliente por 
este ângulo de observação 
Face oclusal: 
• A coroa é mais larga na borda vestibular do que 
na lingual • Mais larga na borda mesial do que na 
distal 
• Um sulco mésio-distal divide a coroa em partes 
vestibular e lingual, dominadas pelas cúspides 
mésio-vestibular e mésiolingual, respectivamente. 
Raiz: 
• As raízes equivalem-se em número, posição e 
forma às do segundo molar superior 
• São mais delgadas, divergentes e não 
apresentam a base comum de implantação (bulbo 
radicular), elas saem diretamente da coroa 
PRIMEIRO MOLAR INFERIOR 
• Tem quatro cúspides, sendo duas vestibulares e 
duas linguais 
 Face vestibular: 
• É retangular, com a borda oclusal mostrando o 
contorno das cúspides vestibulares em dentes sem 
ou com pouco desgaste. 
 
 
 
 
DENTIÇÃO DECÍDUA 
 
 
• As bordas mesial e distal são paralelas, se bem 
que a mesial é reta e mais alta e a distal é curva 
(convexa). 
• Presença do tubérculo molar no terço cervical. 
• A face vestibular é inclinada para a lingual 
Face lingual: 
• É menor que a vestibular 
• Bastante convexa 
• Cúspides linguais fazendo pouca saliência na 
borda oclusal. 
Faces de contato: 
• Muito espessas cervicalmente, vão perdendo 
espessura à medida que se aproximam da oclusal. 
• A principal causa desta arquitetura é a presença 
do tubérculo molar, combinada com a grande 
inclinação lingual da face vestibular 
Face oclusal: 
• É alongada na direção mésio-distal. 
• Ângulo mésio-vestibular é proeminente por 
causa do tubérculo molar. 
• As quatro cúspides são separadas por sulcos 
irregulares mésio-distal e vestíbulo-lingual, que se 
cruzam nas proximidades da crista marginal distal. 
• Frequentemente uma ponte de esmalte liga a 
cúspide mésio-vestibular à mésio-lingual, 
interrompendo assim o sulco mésio-distal e 
provocando o aparecimento de duas fossetas. Uma 
das fossetas é mesial, menor, e a outra é distal, 
maior 
Raiz: as raízes mesial e distal são delgadas, 
achatadas mésio-distalmente, bem separadas e a 
furca fica próximo à linha cervical 
 
 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS COMUNS A TODOS OS DENTES 
 
FACES CURVAS 
As faces da coroa de um dente são sempre curvas. 
Na maioria das vezes, convexas. 
Em algumas faces aparecem também 
concavidades alternando-se com as convexidades. 
Ex: lingual de anteriores e oclusal de posteriores. 
Faces sempre arredondadas (só seriam planas em 
caso de desgaste). 
FACE VESTIBULAR 
MAIOR QUE A LINGUAL 
Face vestibular maior que a lingual - em 
consequência da convergência das faces de 
contato para lingual, a face vestibular tem 
dimensões maiores do que a face lingual. 
EXCEÇÃO: na dentição permanente é o primeiro 
molar superior e na dentição decídua, é o segundo 
molar superior. Em ambos o tamanho da face 
lingual predomina sobre o da vestibular. 
FACE MESIAL 
MAIOR QUE A DISTAL 
Mesial maior que a distal. 
Mesial mais alta que a distal. 
 
 
EXCEÇÃO: incisivo central inferior (coroa simétrica) 
e 1 pré-molar inferior (face distal mais alta que a 
mesial). 
FACE MESIAL PLANA E RETA 
FACE DISTAL CONVEXA E CURVA 
Face mesial mais plana e reta. 
Face distal convexa e curva (por ser menor), nos 
pré molares este detalhe é menos marcado. 
LINHA CERVICAL 
Separa raiz de coroa. 
Nos molares, ela é uma linha praticamente reta. 
Pouco curva nos pré-molares. 
Nos caninos e incisivos mais acentuada. 
 
 
CARACTERÍSTICAS COMUNS A TODOS OS DENTES 
 
BOSSA VESTIBULAR 
A maior proeminência vestibular. 
FUNÇÃO 
Protegem a borda livre da gengiva. 
Desviam da gengiva os alimentos mastigados, 
evitando impacção alimentar. 
A papila interdental é protegida pelas cristas 
marginais e áreas de contato. 
DESVIO DISTAL DA RAIZ 
Raízes em geral se desviam distalmente. 
O terço apical é o que mais se desvia. 
Menor desvio na raiz do incisivo central inferior e 
na raiz lingual dos molares superiores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
POLPA 
 
 
 
 
 
É um dos tecidos mais importante do dente, uma vez 
que forma a dentina. Reage aos ataques físicos, 
químicos e bacteriológicos, procurando defender o 
dente. 
CAVIDADE PULPAR 
A cavidade pulpar é um compartimento de tecido 
conjuntivo que é vascularizado e inervado localizado no 
centro do dente envolvido pela dentina. A cavidade 
pulpar é morfologicamente similar ao próprio dente, 
apesar de suas menores proporções. 
Espaço situado no centro da coroa e da raiz do dente. 
Limita-se quase que exclusivamente por dentina e 
contém a polpa dental. 
É classicamente dividida em: câmara pulpar e canal 
radicular. 
VOLUME DA CAVIDADE PULPAR 
 
TAMANHO DA CAVIDADE PULPAR 
Num dente em erupção (incompletamente 
desenvolvido), a cavidade pulpar é ampla, 
correspondendo a um terço do dente. 
Aos três anos, chega a um quarto; depois vai sendo 
lentamente reduzida pela constante formação de 
dentina secundária nos dentes com vitalidade pulpar. 
Essa deposição gradativa pode ser bem observada ao 
nível do forame apical dos dentes em erupção, o qual 
se apresenta bem amplo e em forma de funil. Por causa 
da posição de dentina e cemento, o forame apical vai 
aos poucos se estreitando, para se tornar uma área bem 
constrita. 
Na câmara pulpar há deposição acentuada no teto e no 
soalho, ficando a câmara achatada e com os divertículos 
menos acentuados 
CÂMARA PULPAR E CANAL RADICULAR 
Câmara pulpar: é um espaço no interior da coroa dental, 
que se prolonga até o bulbo radicular dos dentes 
posteriores. (Tem em relação com a coroa do dente) 
Canal Radicular: é a continuação da câmara até a região 
apical do dente, onde se abre por um (ou mais que um) 
forame apical. (Tem em relação com a sua raiz) 
 
 
 
 DENTE JOVEM DENTE IDADE AVANÇADA DENTE CARIADO 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
CÂMARA PULPAR 
A anatomia interior segue, em linhas gerais, a anatomia 
exterior do dente (menores proporções). Desta 
maneira, a forma da câmara pulpar varia de acordo com 
a forma da coroa dental. 
Nos dentes molares ela é dilatada, tendendo a cúbica e, 
tal como a coroa. 
Possui seis paredes (vestibular, lingual, mesial, distal, 
oclusal e cervical) 
PAREDES DA CÂMARA PULPAR 
Parede oclusal, incisal ou teto: é a porção que limita a 
cavidade voltada para a face oclusal. Essa parede não é 
lisa, tendo as mesmas formas que a face oclusal ou a 
borda incisal apresentam. 
Parede Oclusal recebe o nome de Teto, nele há reentrâncias ou divertículos 
(espaços ocupados pelos cornos pulpares, sob cada cúspide) da câmara pulpar. Os 
cornos pulpares mesiais são mais longos que os distais. Eles serão maiores quanto mais 
desenvolvidas forem as cúspides. 
Parede cervical ou assoalho: é a parede oposta a parede 
oclusal. Nem sempre as duas paredes ficam 
perfeitamente paralelas. Essa parede também não é 
lisa. 
 Situa-se num nível além do colo, já no interior do bulbo radicular. Em seus 
ângulos há depressões afuniladas que correspondem às entradas dos canais 
radiculares 
Parede mesial, parede distal, parede lingual e parede 
vestibular: são as paredes correspondentes as faces do 
dente. 
 
FORMA DA CÂMARA PULPAR NOS 
DIFERENTES GRUPOS DENTAIS 
INCISIVOS: A câmara dos incisivos assemelha-se a uma 
cunha, porque o teto se reduz a uma aresta reentrante, 
em correspondência com a borda incisal da coroa. 
CANINOS: Nos caninos, o teto é uma ponta 
arredondada. 
Como os dentes anteriores são unirradiculares, 
não existe um limite entre câmara pulpar e canal 
radicular ambos os espaços continuam-sereciprocamente, sem transição. 
PRÉ-MOLARES: O mesmo acontece com os pré-molares, 
salvo o primeiro pré-molar superior que, por possuir 
dois canais e tem um soalho bem caracterizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
CANAL RADICULAR 
O canal radicular acompanha a forma da raiz, sendo 
sempre mais amplo no seu início no soalho da câmara 
e, a partir daí, vai se afilando até o seu término no 
forame apical, onde se apresenta constrito. 
Pela didática, são três terços: Terço apical, terço médio 
e terço cervical. 
Na prática, são dois canais: Dentina e cemento (pequena 
porção apical) 
Raiz cônica: possui um canal em seu interior (de secção 
transversal circular ou oval) 
Raiz alargada: possui dois canais (desecção achatada) 
 
Pelo forame apical que o feixe vásculo-nervoso penetra 
(Esse vascúlo-nervoso faz parte da polpa). 
O forame apical nem sempre se situa no ápice, podendo 
estar deslocado para uma das faces da raiz. Ex: delta 
apical. 
RAMIFICAÇÕES E FUSÕES DOS 
CANAIS RADICULARES 
Há casos de canais duplos em toda a extensão da raiz, muitas 
vezes com a existência de intercanais (formando ou não um 
plexo anastomótico) 
1. CANAL PRINCIPAL: É o mais importante, esse canal 
passa normalmente pelo eixo dental e pode alcançar 
sem interrupção o ápice radicular. 
2. CANAL COLATERAL: Esse canal segue um percurso 
paralelo ao canal principal, podendo alcançar 
independentemente o ápice. Normalmente é menos 
calibroso que o canal principal. 
 
3. CANAL LATERAL: Esse canal liga o canal principal à 
superfície externa do dente. 
4. CANAL SECUNDÁRIO: Esse canal sai do canal principal 
na sua porção apical e termina na região peri-apical do 
dente. 
5. CANAL ACESSÓRIO: É o canal que deriva de um canal 
secundário e vai até à superfície externa do dente. 
6. INTERCONDUTO OU INTERCANAL: É um canal que 
coloca em comunicação os canais principais. Esse canal 
fica localizado em dentina, não atinge a região de 
cemento. 
7. CANAL RECORRENTE: é aquele que sai do canal 
principal e a ele volta, o trajeto é feito só em dentina. 
8. CANAIS RETICULARES: É o resultado do 
entrelaçamento de três ou mais canais que correm 
quase paralelamente, por meio de ramificações do 
intercanal, apresentando um aspecto reticulado. 
9. DELTAS: São múltiplas derivações que se encontram 
próximas do mesmo ápice e que saem do canal principal 
para terminar na zona apical. O canal principal, próximo 
ao ápice radicular, pode dar múltiplas derivações e 
terminar em forma de delta. 
10. CAVO-INTERRADICULARES: Nos dentes molares, 
tanto inferiores quanto superiores, também pode ser 
observada uma série de canais que põe em contato a 
câmara pulpar com o ligamento periodontal, nas 
regiões de bifurcação e trifurcação. 
O tratamento endodôntico é complexo, pois os dentes 
não apresentam um único canal, mas sim um SISTEMA 
DE CANAIS RADICULARES. 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
CAVIDADE PULPAR DO 
DENTES PERMANENTES 
 
INCISIVOS E CANINOS SUPERIORES 
A câmara pulpar é dilatada na área correspondente ao 
cíngulo, mostrando nela um divertículo côncavo. 
Não há limite nítido entre ela e o canal radicular, 
sempre único nestes dentes. 
O canal é volumoso, conóide e reto, não oferecendo 
dificuldades no tratamento endodôntico. 
INCISIVOS E CANINOS INFERIORES 
As câmaras pulpares acompanham a forma das coroas 
respectivas. Os canais radiculares, retilíneos no incisivo 
central e pouco encurvados nos demais, são achatados 
na direção mésio-distal e, portanto, alargados na 
direção vestíbulo lingual, principalmente no terço 
médio. 
O canal algumas vezes se bifurca com uma ilhota de 
dentina entre as divisões vestibular e lingual; na maioria 
das vezes, as divisões se fusionam novamente para 
terminar num forame apical comum (canal bifurcado-
fusionado) 
 
 
 
PRÉ-MOLARES INFERIORES 
Câmaras pulpares são irregularmente cúbicas, como 
divertículo vestibular bem maior do que o lingual. 
Apesar de geralmente exibirem canal único e cônico, 
dois canais independentes numa única raiz são comuns 
no primeiro pré-molar. 
PRÉ-MOLARES SUPERIORES 
Câmaras pulpares são irregularmente cúbicas e 
achatadas na direção mésiodistal. 
Soalho com as entradas dos canais de baixo de cada 
cúspide. 
Os canais são paralelos ou convergentes (raramente 
divergentes) e se encurvam para a distal. 
O segundo pré-molar superior geralmente apresenta 
uma raiz com um canal central achatado mésio-
distalmente, com ou sem ilhota de dentina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
MOLARES SUPERIORES 
O primeiro molar superior contém uma câmara pulpar 
relativamente cúbica, sendo que o assoalho tem 
diâmetros menores que os do teto. 
Dele emergem três canais, cujas entradas se dispõem 
segundo os ângulos de um triângulo. 
O canal mésio-vestibular, se único, é alargado, em 
forma de fita e, se duplo, ambos são ovoides em secção. 
 
A raiz mésio-vestibular é geralmente curva, primeiro na 
direção mesial e depois na direção distal, o que dificulta 
a manipulação de seu(s) canal(is). 
A raiz disto-vestibular é mais reta, tem canal único de 
secção circular, muito estreito, mas cujo acesso é mais 
fácil que o precedente. 
Canal lingual é o maior, o mais reto e o mais longo de 
todos. Sua entrada é ampla e infundi buliforme 
(afunilado). 
 
 
 
 
 
MOLARES INFERIORES 
A câmara segue a forma da coroa, com um soalho 
convexo, tendo nas bordas as aberturas dos canais (dois 
mesiais e um distal). 
Os canais mésio-vestibular e mésio-lingual são estreitos 
(principalmente o mésio-lingual) encurvados para a 
distal, podem ser independentes ou se fusionarem no 
ápice. 
O canal distal é o mais largo, o mais reto e não oferece 
dificuldades de penetração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DA CAVIDADE PULPAR 
 
QUADRO RESUMO