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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL 
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE MODA 
 
 
 
 
 
 
TANISE SILVEIRA DE SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
 
‘’CHÁ DA ALICE’’ 
COLEÇÃO DE VESTUÁRIO CASUAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Torres 
 
2015
1 
TANISE SILVEIRA DE SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
‘’CHÁ DA ALICE’’ 
COLEÇÃO DE VESTUÁRIO CASUAL 
 
 
 
 
 
 
Projeto Tecnológico em Design de Moda 
submetido ao curso Superior de Tecnologia 
em Design de Moda da Universidade 
Luterana do Brasil, como requisito parcial 
para a obtenção do título de Tecnólogo em 
Design de Moda. 
 
 
Orientador: Prof. Me. Bruna Lummertz Lima 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Torres 
 
2015
2 
 
TANISE SILVEIRA DE SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
‘’CHÁ DA ALICE’’ 
COLEÇÃO DE VESTUÁRIO CASUAL 
 
 
 
Projeto Tecnológico em Design de Moda 
aprovado para a obtenção do título de 
tecnólogo em Design de Moda no curso 
Superior de Tecnologia em Design de Moda 
da Universidade Luterana do Brasil pela 
banca examinadora composta por: 
 
 
 
 
 
Prof. Me. Bruna Lummertz Lima 
 
 
 
 
Designer Rafael Körbes 
 
 
 
 
Prof. Rossana Quartiero 
 
 
 
 
Orientador Prof. Me. Bruna Lummertz Lima 
 
 
 
 
 
 
Torres, 14 de maio de 2015. 
 
DEDICATÓRIA 
 
À todos aqueles que acreditaram que este sonho seria possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradecer a Deus parece clichê, mas sem Ele não teria a força e a dedicação 
necessárias para a conclusão deste projeto. Foram seis meses de luta e choro, mas 
também de muitas alegrias e conquistas, que sem a fé Nele eu não teria conseguido 
obter. 
 Gostaria de agradecer imensamente à minha família, principalmente meus 
pais, por me ensinarem a ser o que sou hoje, à toda educação, amor e atenção dada 
ao longo da minha vida. Ao meu primo Jhonathan, pelo incentivo, apoio e as 
palavras de motivação que muitas vezes me tiravam do sério, mas tinham um 
objetivo: fazer com que me dedicasse ainda mais ao meu projeto. Ao meu namorado 
e amigo Cristian, por estar sempre comigo, me apoiando, e aturando minhas crises 
de choro e mau humor, sempre me fazendo acreditar que era possível realizar todos 
os meus sonhos... 
 Quero agradecer à minha orientadora diva, que sempre me mostrou o caminho 
certo, e também às minhas colegas de curso, que estavam presentes nesta trajetória 
desde o inicio, em especial à Luana Silveira e à Franciele Freitas, muito mais que 
amigas, elas se tornaram minhas irmãs, das quais dividi, e espero dividir, muitos 
outros momentos incríveis e outros nem tanto, nas quais pude ver qual o verdadeiro 
significado da palavra amizade. 
 Aos meus professores que estiveram presentes nessa caminhada e às minhas 
modelos gravidinhas, que tornaram esse momento ainda mais especial, meu muito 
obrigada! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
’A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem. ’’ 
Oscar Niemayer 
 
RESUMO 
 
Esse projeto tem como objetivo o desenvolvimento de uma coleção de vestuário 
gestante, no segmento casual, para o projeto tecnológico de Design de Moda. Para 
a elaboração do mesmo, foram efetuadas pesquisas relacionadas ao design e 
design de moda, sendo definido o público-alvo e conceito do produto; Houve estudos 
mercadológicos definindo o prêt-à-porter como modo de produção e 
comercialização, sendo assim, criada a marca Donna Incinta, com seu conceito e 
ideais. Também foi realizada a investigação sobre as tendências de moda 
primavera/verão 2016 e comportamento. Para a concretização do projeto, 
necessitou-se de buscas em referências bibliográficas do tema escolhido: ‘’Alice, no 
País das Maravilhas’’ e seus elementos. A coleção foi desenvolvida a partir das 
análises do tema, onde foram definidos os elementos de design e de estilo, cartela 
de cores, tecidos e aviamentos dos 20 croquis apresentados e dos 5 croquis que 
serão apresentados e avaliados juntamente com o trabalho e sua metodologia 
descritiva para a banca examinadora profissional. 
 
Palavras-chave: Moda gestante. Casual. Prêt-à-porter. Alice, no País das 
Maravilhas. Lúdico.
 
ABSTRACT 
 
 
There were marketing studies defining pret-a-porter as a way of production and 
commercialization, as such, and Donna Incinta trademark created like your concept 
and ideals. Also the investigation about the tendencies of fashion of the 
spring/summer of 2016 and the behavior were realized. As objective, this project has 
the development of a selection of the clothing for pregnant women, in the casual 
segment, for the technological project of fashion design. For the concretization of the 
project, it was necessary to research the bibliographical references about the topic 
chosen: "Alice in the Wonderland" and its elements. In order to prepare the same, the 
related research of design and fashion design was made to define the audience and 
the product concept. The collection was developed from the analysis of the topic, 
where the elements of design and style were defined, cartouche of colors, fabrics and 
trims of 20 sketches presented and 5 sketches which will be presented and evaluated 
together with the work and your descriptive methodology for the professional 
examination team. 
 
Key words: Fashion for the pregnant. Casual. Prêt-à-porter. Alice in the wonderland. 
Playful. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1: Bordado encontrado na Inglaterra ............................................................. 26 
Figura 2: Máquina semi-industrial zig-zag ................................................................ 26 
Figura 3: Bordados de Alice...................................................................................... 27 
Figura 4: Inspiração bordados................................................................................... 28 
Figura 5: Baby boom .................................................................................................29 
Figura 6: Leila Diniz....................................................................................................30 
Figura 7: Painel público-alvo .................................................................................... 32 
Figura 8: Painel lifestyle ........................................................................................... 33 
Figura 9: Logomarca ................................................................................................ 34 
Figura 10: Painel conceito do produto ...................................................................... 35 
Figura 11: Pesquisa de mercado .............................................................................. 38 
Figura 12: Emma Fiorezi .......................................................................................... 42 
Figura 13: Megadose ................................................................................................ 43 
Figura 14: Painel tendência comportamental ........................................................... 45 
Figura 15: Soft pop ................................................................................................... 46 
Figura 16: Tendência de moda ................................................................................. 47 
Figura 17: Irmãs Lidell .............................................................................................. 48 
Figura 18: Charles .................................................................................................... 49 
Figura 19: Cenas do filme de Tim Burton ................................................................. 51 
Figura 20: Primeiro look de Alice .............................................................................52 
Figura 21: Vestidos de Alice .................................................................................... 53 
Figura 22: Terceiro modelo de Alice ......................................................................... 54 
Figura 23: Modelos finais usados ............................................................................. 54 
Figura 24: Painel do tema ........................................................................................ 55 
Figura 25: Zig Zag. ................................................................................................... 56 
Figura 26: Linha........................................................................................................ 67 
Figura 27: Cores de Alice ......................................................................................... 68 
Figura 28: Textura .....................................................................................................69 
Figura 29: Elementos de estilo ................................................................................. 70 
Figura 30: Cartela de cores ...................................................................................... 72 
Figura 31: Cartela de tecidos ................................................................................... 73 
 
7 
 
Figura 32: Cartela de aviamentos ............................................................................ 74 
Figura 33: Cartela de aplicações .............................................................................. 74 
Figura 34: Croqui 1 ................................................................................................... 76 
Figura 35: Croqui 2 ................................................................................................... 77 
Figura 36: Croqui 3 ................................................................................................... 78 
Figura 37: Croqui 4 ................................................................................................... 79 
Figura 38: Croqui 5 ................................................................................................... 80 
Figura 39: Croqui 6 ................................................................................................... 81 
Figura 40: Croqui 7 ................................................................................................... 82 
Figura 41: Croqui 8 ................................................................................................... 83 
Figura 42: Croqui 9 ................................................................................................... 84 
Figura 43: Croqui 10 ................................................................................................. 85 
Figura 44: Croqui 11 ................................................................................................. 86 
Figura 45: Croqui 12 ................................................................................................ 87 
Figura 46: Croqui 13 ................................................................................................. 88 
Figura 47: Croqui 14 ................................................................................................ 89 
Figura 48: Croqui 15 ................................................................................................. 90 
Figura 49: Croqui 16 ................................................................................................. 91 
Figura 50: Croqui 17 ................................................................................................. 92 
Figura 51: Croqui 18 ................................................................................................. 93 
Figura 52: Croqui 19 ................................................................................................. 94 
Figura 53: Croqui 20 ................................................................................................. 95 
Figura 54: Quadro da coleção .................................................................................. 97 
Figura 55: Ficha de modelagem look 1..................................................................... 99 
Figura 56: Ficha técnica look 1................................................................................ 101 
Figura 57: Ficha de modelagem look 2 .................................................................. 104 
Figura 58: Ficha técnica look 2 ............................................................................... 105 
Figura 59: Ficha de modelagem look 3 .................................................................. 107 
Figura 60: Ficha técnica look 3 ............................................................................... 108 
Figura 61: Ficha de modelagem bermuda look 4 ................................................... 110 
Figura 62: Ficha de modelagem blusa look 4 ......................................................... 111 
Figura 63: Ficha técnica bermuda look 4 ............................................................... 112 
Figura 64: Ficha técnica blusa look 4.......................................................................113 
 
8 
 
Figura 65: Ficha de modelagem blusa look 5 ......................................................... 115 
Figura 66: Ficha de modelagem bermuda look 5.................................................... 116 
Figura 67: Ficha técnica blusa look 5 ..................................................................... 117 
Figura 68: Ficha técnica bermuda look 5 ................................................................118 
Figura 69: Tag .........................................................................................................120 
Figura 70: Loja .........................................................................................................122 
Figura 71: Web site..................................................................................................123 
Figura 72: Outdoor...................................................................................................124 
Figura 73: Promoção ...............................................................................................125 
Figura 74: Redes Sociais ........................................................................................126 
Figura 75: Sustentabilidade .....................................................................................127 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 01: Mulheres que tiveram filhos no Brasil ......................................................13 
Tabela 02: Cronograma da coleção ......................................................................... 53 
Tabela 03: Tabela de parâmetro .............................................................................. 55 
Tabela 04: Planilha de custos look 1......................................................................... 92 
Tabela 05: Planilha de custos look 2 .................................................................... ..106 
Tabela 06: Planilha de custos look 3........................................................................109 
Tabela 07: Planilha de custos look 4 ...................................................................... 114 
Tabela 08: Planilha de custos look 5 .......................................................................119 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS 
 
ABIT Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção 
IBGE Instituto brasileiro de geografia estatística 
INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial 
PROTEC Projeto tecnológico em Design de Moda 
SEBRAE Serviço brasileiro de apoio à micro e pequenas empresasULBRA Universidade Luterana do Brasil 
WGSN Serviço online de previsão de tendências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução...............................................................................................................14 
1.1 Delimitação do tema.............................................................................................15 
1.2 Objetivos...............................................................................................................15 
1.2.1 Objetivo geral....................................................................................................15 
1.2.2 Objetivos específicos.........................................................................................15 
1.3 Problema..............................................................................................................16 
1.4 Justificativa...........................................................................................................16 
2. Metodologia............................................................................................................18 
2.1 Metodologia de projeto.........................................................................................18 
3. Referencial teórico..................................................................................................19 
3.1 Design..................................................................................................................19 
3.2 Design de moda...................................................................................................20 
3.2.1 Princípios do design..........................................................................................21 
3.2.2 Áreas de atuação do designer de moda............................................................22 
3.3 Design de superfície.............................................................................................24 
3.3.1 Bordado.............................................................................................................25 
3.4 A história do vestuário gestante...........................................................................28 
3.4.1 Leila Diniz..........................................................................................................29 
3.4.2 A virada do século e as mudanças no vestuário gestante................................30 
4. O consumidor e a marca........................................................................................31 
4.1 Público-alvo..........................................................................................................31 
4.1.1 Lifestyle público-alvo.........................................................................................32 
4.2 Marca....................................................................................................................33 
4.2.1 Conceito da marca............................................................................................34 
4.2.2 Conceito do produto..........................................................................................35 
4.3 Briefing.................................................................................................................36 
5. Pesquisas de moda................................................................................................37 
5.1 Pesquisas de mercado.........................................................................................37 
5.1.1 Segmento de mercado......................................................................................38 
5.1.2 Processo de produção e comercialização do produto de moda........................39 
 
12 
 
5.1.3 Análise de concorrentes....................................................................................41 
5.1.3.1 Emma Fiorezi.................................................................................................41 
5.1.3.2 Megadose.......................................................................................................43 
5.2 Pesquisa de comportamento...............................................................................44 
5.3 Pesquisa de tendências.......................................................................................46 
5.4 Pesquisa do tema................................................................................................48 
5.4.1 A história...........................................................................................................49 
5.4.2 A história adaptada por Tim Burton...................................................................50 
5.4.3 A personagem Alice..........................................................................................51 
5.4.4 Inspiração para a coleção.................................................................................55 
5.5 Pesquisa de campo..............................................................................................56 
5.6 Pesquisa qualitativa-instrumento questionário.....................................................56 
5.6.1 As marcas compradas.......................................................................................57 
5.6.2 A busca por roupas para gestante....................................................................57 
5.6.3 Modelagem das roupas.....................................................................................58 
5.6.4 Ajuste ou modificação das peças......................................................................59 
5.6.6 Autoestima na gestação....................................................................................60 
5.6.7 Análise geral dos dados coletados....................................................................61 
6. Desenvolvimento da coleção..................................................................................62 
6.1 Sazanalidade........................................................................................................62 
6.2 Projeto de coleção................................................................................................62 
6.2.1 Cronograma da coleção....................................................................................63 
6.2.2 Mix de produto...................................................................................................64 
6.2.3 Mix de moda......................................................................................................64 
6.2.4 Tabela de parâmetro.........................................................................................65 
6.3 Elementos de design da coleção..........................................................................66 
6.3.1 Linha..................................................................................................................66 
6.3.2 Cor.....................................................................................................................67 
6.3.3 Textura..............................................................................................................68 
6.4 Elementos de estilo..............................................................................................70 
6.5 Release da coleção..............................................................................................71 
6.6 Cartela de cores...................................................................................................71 
6.7 Cartela de tecidos.................................................................................................72 
 
13 
 
6.8 Cartela de aviamentos..........................................................................................73 
6.9 Croquis.................................................................................................................756.10 Quadro de coleção.............................................................................................96 
7. Descrição do processo produtivo do produto.........................................................98 
7.1 Detalhamento técnico look 1 confeccionado (croqui 1)........................................98 
7.1.1 Modelagem........................................................................................................98 
7.1.2 Ficha técnica...................................................................................................100 
7.1.3 Planilha de custos...........................................................................................102 
7.2 Detalhamento técnico look 2 confeccionado (croqui 12)....................................102 
7.2.1 Modelagem......................................................................................................103 
7.2.2 Ficha técnica...................................................................................................104 
7.2.3 Planilha de custos...........................................................................................105 
7.3 Detalhamento técnico look 3 confeccionado (croqui 14)....................................105 
7.3.1 Modelagem......................................................................................................105 
7.3.2 Ficha técnica...................................................................................................107 
7.3.3 Planilha de custos...........................................................................................108 
7.4 Detalhamento técnico look 4 confeccionado (croqui 13)....................................108 
7.4.1 Modelagem......................................................................................................108 
7.4.2 Ficha técnica...................................................................................................111 
7.4.3 Planilha de custos...........................................................................................113 
7.5 Detalhamento técnico look 5 confeccionado (croqui 7)......................................113 
7.5.1 Modelagem......................................................................................................113 
7.5.2 Ficha técnica...................................................................................................116 
7.5.3 Planilha de custos...........................................................................................118 
8. Estratégias de marketing......................................................................................118 
8.1 Produto...............................................................................................................118 
8.2 Preço..................................................................................................................120 
8.3 Praça..................................................................................................................120 
8.4 Promoção...........................................................................................................121 
9. Sustentabilidade...................................................................................................125 
10. Considerações finais..........................................................................................126 
Anexo.......................................................................................................................134 
Apêndice A...............................................................................................................139 
 
14 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho tem como objetivo desenvolver uma coleção de vestuário 
no segmento casual, com método de produção prêt-à-porter, para gestantes, de 
acordo com as tendências primavera/verão 2016, e com os elementos (cor, silhueta 
e textura) e princípios (repetição, harmonia, equilíbrio, ritmo, gradação, contraste e 
proporção) do design, inspirada no filme do diretor Tim Burton, ''Alice, no País das 
Maravilhas. '' 
 A ideia central tem como objetivo aliar a maturidade de ‘’ ser mãe’’ com a 
inocência, infantilidade e dinâmica do tema escolhido, agregando descontração e 
bom humor ás roupas, deixando-as usáveis nas diversas ocasiões que as mamães 
necessitam participar. Mesclando conforto, leveza e descontração, a coleção propõe 
um jeito leve de se vestir, fazendo com que o público se sinta confortável e de bem 
consigo mesmo, elevando sua autoestima. 
 A personagem central da história Alice no País das Maravilhas serve de base 
para o desenvolvimento deste trabalho, pois representa a mulher nessa nova fase 
da vida. Uma fase na qual apesar de seus medos, e, muitas vezes, inexperiência, a 
enche de amor e carinho. 
 O presente projeto utiliza a metodologia estabelecida pelo projeto tecnológico 
em Design de Moda, da Universidade Luterana do Brasil campus Torres. Serão 
apresentadas as pesquisas referentes ao design; público-alvo, conceituando a 
criação da marca Donna Incinta; as etapas do desenvolvimento do produto, tais 
como os croquis, modelagem, fichas técnicas e as ações de marketing para a 
divulgação da marca. 
Com base nas tendências de moda primavera/verão 2016 e de 
comportamento, os princípios e elementos do design, e de acordo com a temática 
(Alice, no País das Maravilhas), foram sendo definidas formas, cartela de cores, 
tecidos e insumos, que irão compor os 20 looks da coleção “Chá da Alice” e 
delimitando, por fim, os cinco looks a serem confeccionados para a apresentação na 
banca festiva. 
 
 
 
15 
 
 
 
1.1 Delimitação do tema 
 
 Coleção de vestuário para gestantes, no segmento casual, com forma de 
produção prêt-à-porter, que residem no litoral gaúcho e catarinense, pertencentes à 
classe C, que têm entre 25 e 35 anos, seguindo as tendências Primavera/Verão 
2016 aliadas dos elementos e princípios do design, inspirada no filme ''Alice, no País 
das Maravilhas'', do diretor Tim Burton, lançado em 2010. 
 
1.2 Objetivos 
 
 
1.2.1 Objetivo Geral 
 
 Desenvolver uma coleção de vestuário para gestantes no segmento casual, 
através do processo de comercialização prêt-à-porter, de 25 a 35 anos, com base 
nas tendências primavera/verão 2016, de acordo com os elementos de design, de 
cor, textura e silhueta baseada no filme ‘’ Alice, no País das Maravilhas. ’’ 
 
1.2.2 Objetivos específicos 
 
 Pesquisar sobre o problema e justificativa para solucioná-lo; 
 Analisar o público-alvo escolhido; 
 Realizar pesquisas sobre concorrentes, segmento de mercado, método de 
produção e tendências de moda e comportamento para primavera/verão 2016; 
 Pesquisar o tema escolhido; 
 Definir croquis, cores, formas, texturas, estampas e modelagens a serem usadas, 
bem como o mix de moda e produto; 
 Desenvolver 20 croquis; 
 Definir estratégias de marketing a serem usadas na presente coleção, bem como 
a sustentabilidade será agregada ao projeto. 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
1.3 Problema 
 
 Como desenvolver uma coleção de moda para o vestuário de gestantes unindo 
conforto à estética das roupas, utilizando o meio de produção prêt-à-porter, de 
acordo com as tendências primavera/verão 2016 inspirada no tema ''Alice, no País 
das Maravilhas'' de acordo com os elementos e princípios do design? 
 
1.4 Justificativa 
 
 Ter um filho cedo, com idade aproximada de 20 anos, deixou de ser desejo de 
muitas mulheres, que começaram a priorizar suas carreiras e resolveram adiar a 
maternidade para quando estiverem estabilizadas financeiramente, com a carreira 
definida. 
Segundo estudos do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (2013), 
o número de adolescentes grávidas diminuiu consideravelmente. Em 2002 o número 
era de 20,4% e foi para 17,7% em 2012. 
 
''O grupo de mães em idade mais avançada também aumenta no país. As 
mulheres quese tornaram mães entre 30 e 34 somavam 14,4% em 2002. 
Dez anos depois, em 2012, o grupo representava 19%. Em um recorte 
regional, os dados revelam que a gravidez tardia é ainda mais frequente no 
Sudeste (21,4%) e no Sul do país (20,7%) '' (PLATONOW, 2013). 
 
 Outro estudo, realizado com aproximadamente cinco mil pessoas, pelo instituto 
Gallup (2013), dos Estados Unidos, apontou que 58% das pessoas afirmam que as 
mulheres deveriam ter seu primeiro filho aos 25 anos. Outro apontamento foi que a 
preferência pela maternidade tardia está ligada ao nível de educação. As 
americanas com nível superior preferem esperar até os 26 anos ou mais para ter 
filhos, diferentemente das com menor escolaridade (MACHADO, 2013). 
De acordo com a obstetra CODESSO (2015), as mulheres estão adiando a 
maternidade, pois priorizam os estudos, a profissão, a compra da casa própria e 
viagens. ‘’ Antigamente, o limite era 35 anos. Na última década, ficou mais comum 
deixar para mais tarde, até os 40, ou um pouco mais. ’’ 
Deve-se ao fato da mudança de comportamento da sociedade. Com maiores 
e melhores oportunidades de emprego e escolaridade, as mulheres querem estar 
 
17 
 
sempre trabalhando e aprimorando seus conhecimentos, estando sempre em 
movimento, fazendo novos contatos, e explorando mais seu potencial. Para isso, 
tudo é planejado em sua vida, até mesmo a gravidez. E mesmo nesse período elas 
não querem descansar, estão buscando roupas confortáveis e que estejam de 
acordo com as tendências de moda. 
Segundo Cândido (2013), gerente de unidade de Gestão Estratégica do 
SEBRAE, há um grande potencial de demanda e pouca oferta na área de vestuário 
para as gestantes. As jovens e futuras mamães que gostam de manter um estilo 
próprio, dificilmente encontram algo apropriado para elas, pois há falta de opção 
para estarem na moda. Por isso, essa área é uma excelente oportunidade de 
mercado. 
Outro estudo do IBGE (2010) revelou que aproximadamente, 83 milhões de 
mulheres tiveram filho no País, o que demonstra o grande potencial do mercado. 
Desse número, ressalta-se que mais de 2,7 milhões eram de mulheres de Santa 
Catarina. 
 
Tabela 1. Mulheres que tiveram filhos Brasil 
Fonte: IBGE (2010) 
 
 
Com o grande número de mulheres tendo filhos, o mercado de moda gestante 
pode ser mais explorado, pois apesar dos números este é um mercado escasso. 
 
 
18 
 
 
“O número de mulheres que tem filhos no Brasil é grande, como mostrou os 
dados do Censo de 2010. Nesse sentido, os empresários do setor podem 
adotar estratégias para a criação de coleções próprias a fim de diversificar 
mercados e aproveitar esse potencial que ainda é pouco explorado, ou 
mesmo, potencializar os negócios para atender de forma diferenciada as 
grandes redes de varejo que possuem pouca diversificação na moda 
gestante. As oportunidades de mercado são grandes e se bem exploradas 
poderão alavancar os pequenos negócios” (SEBRAE, 2013) 
 
 Um dos maiores grupos se encontra na faixa etária de 25 a 29 anos. 
Consumidoras jovens, que procuram além do conforto, a estética das roupas, 
seguindo às tendências de moda. Proposta da marca Donna Incinta, que busca unir 
o conforto de roupas com modelagens especificas com as tendências de moda, 
desfiladas nas principais passarelas do mundo. 
 
2. METODOLOGIA 
 
2.1 Metodologia de projeto 
 
Entende-se por metodologia as operações pelo qual o produto/serviço é 
realizado. A ordem em que é feita cada operação e qual operação exatamente deve 
ser feita varia de acordo com a metodologia proposta (MUNARI, 2008). 
 
‘’ O método de projeto, para o designer, não é absoluto nem definitivo; pode 
ser modificado caso ele encontre outros valores objetivos que melhorem o 
processo. E isso tem a ver com a criatividade do projetista, que, ao aplicar o 
método, pode descobrir algo que o melhore. ’’ (MUNARI, 2008; p.11) 
 
 Segundo o Dicionário Aurélio (2015) metodologia significa ‘’ arte de dirigir o 
espírito na investigação da verdade; Aplicação do método no ensino’’. É a maneira 
como se guia o projeto, sempre em busca da melhor finalização para o mesmo. 
A metodologia utilizada para a realização deste trabalho é de acordo com o 
PROTEC (Projeto tecnológico do curso superior de tecnologia em Design de Moda) 
da ULBRA Campus Torres. 
Seguindo a metodologia estabelecida pelo PROTEC, o processo usado para 
a elaboração desse trabalho se dá da seguinte forma: identificar o problema; 
pesquisar sobre o público-alvo, concorrentes, tendências, tema e mão-de-obra a ser 
usada; gerar ideias a partir do coletado; identificar as restrições do público-alvo, bem 
como o lugar que ele vive; fazer a seleção de ideias e implementá-las; avaliar, 
 
19 
 
definindo modelagem, tecidos, cores, formas e estampas; apresentar estratégias de 
marketing e sustentabilidade. 
 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
3.1 Design 
 
 A palavra design deriva do latim designo que significa designar, determinar, 
empreender, eleger. Ela está associada à concepção de um produto, bem como o 
planejamento e o projeto do mesmo. 
O primeiro registro que se tem da palavra design data do ano de 1588 e está 
registrada no Oxford English Dictionary, que o define como ''um plano ou um esboço 
concebido pelo homem para algo que se há de realizar, um primeiro esboço 
desenhado para uma obra de arte ou um objeto de arte aplicada, necessário para 
sua execução. '' 
 
''O design é em sua essência um processo criativo e inovador, provedor de 
soluções para problemas de importância fundamental para as esferas 
produtivas, tecnológicas, econômicas, sociais, ambientais e culturais. '' 
(MOURA, 2010; p. 71;) 
 
Nascido da necessidade de melhorar a industrialização, tendo um projeto 
eficaz para a fabricação de determinado produto, foi que o design surgiu. 
 
''O desenho industrial (ou design) é uma atividade projetual que consiste em 
determinar as propriedades formais dos objetos produzidos industrialmente. 
Por propriedades formais não se entende apenas as características 
exteriores, senão, sobretudo, as relações funcionais e estruturais que fazem 
com que um produto tenha uma unidade coerente do ponto de vista, tanto 
do produtor, como do consumidor '' (MALDONADO apud BADUY, 2010, p. 
32). 
 
 Entende-se por design todo o produto que é elaborado a partir de um projeto, 
que tem por finalidade atender os desejos e necessidades do consumidor; sendo um 
produto eficiente e/ou belo. 
 Segundo Conti (2010) ''em seu significado mais amplo design é sinônimo de 
atividade projetual. Diferentemente da ideia comum que vê o design como acréscimo 
de valor estético atribuído a qualquer objeto de decoração. '' 
 
20 
 
 Para a elaboração de um projeto de design é preciso seguir os elementos 
(linha, forma, textura, silhueta, cor e padronagem) e os princípios (repetição, ritmo, 
gradação, radiação, contraste, harmonia, equilíbrio e proporção), pois eles dirigem o 
foco de atenção em uma criação de moda, definindo o design como tal. (TREPTOW, 
2013) 
 
3.2 Design de moda 
 
O termo moda deriva do latim modus, que significa escolha, ou mecanismos 
de escolhas, que vão de acordo com o gosto individual. A moda, desde seus 
primórdios, se caracteriza por sua efemeridade, por estar sempre mudando e se 
inovando. Segundo Mademoiselle Chanel (1883-1971), a moda não é algo que 
existe apenas nas roupas. A moda está no céu, na rua; a moda tem a ver com 
ideias, com a maneira como vivemos, com o que está acontecendo. 
Nem sempre a moda existiu. Segundo Castilho (2008), podemos falar em ‘’ 
moda’’ a partir da Idade Média, quando ela começou a obedecer mudanças 
sazonais, que ocorriam com periodicidade e começaram a ser aceitas pela 
sociedade. 
‘’ Só a partir do final da Idade Média é possível reconhecer a ordem própria 
da moda, a moda como sistema, com suas metamorfoses incessantes, seus 
movimentos bruscos, suas extravagâncias. A renovação das formas se 
torna umvalor mundano, a fantasia exibe seus artifícios e seus exageros na 
alta sociedade, a inconstância em matéria de formas e ornamentações já 
não é exceção, mas regra permanente: a moda nasceu’’ (LIPOVETSKY, 
2009, p. 24). 
 
Com o surgimento do Prêt-à-porter, é que o ciclo da moda se tornou como 
conhecemos atualmente: com coleções lançadas sazonalmente, e com tendências 
estabelecidas; a moda ganhou espaço no mundo, e se tornou uma das áreas de 
maior lucratividade. Segundo a ABIT- Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de 
Confecção- (2011) o Brasil é o quarto maior produtor de vestuário do mundo, sendo 
o segundo maior empregador da indústria de transformação. 
 
 
 
 
 
21 
 
‘’ No século XV, a palavra Mode começou a ser utilizada em francês 
(significando basicamente ‘’ modo’’), tendo se desenvolvido a partir da 
palavra latina Modus, que faria referência à medida agrária, e mais tarde 
passou a significar também ‘’ maneira de se conduzir’’. Portanto, este 
sentido de ‘’ ao modo’’, ‘’ à maneira’’, passou a designar os gostos, as 
preferências, como também a maneira como as pessoas se vestiam, suas 
escolhas estéticas, opiniões e gostos do momento’’ (NÓBILOS apud 
POLLINI, 2011; p.10). 
 
A moda começou a ganhar status na sociedade, exercendo importante papel 
na vida da população. A cada dia, com o avanço da tecnologia, se percebe o grande 
crescimento dessa área. E com esse avanço, a demanda de compra e venda se 
torna cada vez maior, fazendo com que as empresas empreguem profissionais 
ágeis, que entendam o funcionamento do mercado, e saibam como desenvolver 
produtos que, além de agradar ao público-alvo, favoreça também as empresas. 
Por isso o design se uniu à moda, pois é preciso ter um projeto bem 
elaborado e com metas traçadas por profissionais que entendam do assunto para 
que o mesmo se consolide e obtenha o resultado esperado. 
 
‘’ Entendido como um conjunto de trajes e acessórios que se articula com o 
corpo, o vestuário revela as formas que o corpo assume no decorrer da 
História, definindo estilos de época, que também definem modelos de corpo. 
Por meio do design de moda, pode-se colher o espírito do tempo, os modos 
de pensar, as relações sociais e as tecnologias. ‘’ (CASTILHO, 2008; p.37) 
 
No design de moda, o corpo se torna o suporte para o projeto a ser 
desenvolvido. A partir dele, a roupa toma forma, passando do plano à 
tridimensionalidade (KöRBES, 2012). 
 
3.2.1 Princípios do design 
 
Segundo Treptow (2013, p.129) ‘’ os princípios do design são a principal 
ferramenta para dirigir o foco de atenção em uma criação de moda’’. Todo o 
designer os usa, mesmo sem se dar conta. Segundo Treptow (2013) eles são 
classificados como: 
- Repetição: Um princípio quase inevitável de se aparecer nos produtos. Ele se 
manifesta até na simples sequência de botões em uma camisa. 
- Ritmo: É caracterizado pela repetição em padrão elaborado, como botões 
distribuídos dois a dois em uma camisa. 
 
22 
 
- Gradação: É uma repetição complexa, em que cada vez o padrão se apresenta 
com uma dimensão maior ou menor que a anterior em sequência. 
- Radiação: Parte de um ponto que gera linhas que seguem direções distintas. O uso 
mais frequente em design de moda se dá por meio dos franzidos e drapeados. 
- Contraste: Ocorre quando dois elementos diferentes se localizam no mesmo 
produto, dividindo assim a atenção sobre as duas áreas. 
- Harmonia: Combina elementos com características próximas, gerando uma 
sensação de unidade e continuidade ao propor que as partes apresentem uma 
característica comum ao todo. 
- Equilíbrio: É a distribuição do peso e importância visual dos elementos do design. 
Não deixando que nada fique exagerado e deslocado sem que isso seja de 
propósito. 
- Proporção: Diz respeito à maneira como comparamos cada uma das partes em 
relação ao todo no design de uma peça, avaliando a utilização de aviamentos de 
forma concisa. 
 Na coleção ‘’Chá da Alice’’ serão utilizados os princípios de repetição e ritmo, 
dados por meio das aplicações de pedras. 
 
3.2.2 Áreas de atuação do designer de moda 
 
Apesar de ser muito confundido com o estilista e de suas enormes 
semelhanças, o designer de moda se diferencia por fazer seu trabalho todo 
ancorado em pesquisas, e não de forma livre. Segundo Moura (2010), o designer 
deve atender as demandas da indústria, do comércio ou do setor de serviços, 
sempre pensando na melhor solução. Ele deve propor propostas, a partir de um 
panorama cultural e social, que visam melhorar a qualidade de vida do ser humano 
em seus núcleos socioculturais e econômicos. 
 O designer de moda deve se preocupar não somente com o produto a ser 
lançado, mas tudo que ele envolve, como o público-alvo que ele quer atingir, as 
estratégias de marketing a serem usadas, as novas tecnologias que podem ser 
usadas no seu projeto, e todas as demais preocupações mercadológicas. 
 
 
 
23 
 
''o designer de moda deve centrar-se não apenas na comercialização do 
produto, mas na funcionalidade e nos benefícios que possa proporcionar ao 
usuário, ainda que, sobretudo no design de moda, muitos desses benefícios 
sejam atributos intangíveis. '' (TREPTOW, 2013; p.42) 
 
 Sendo assim, o designer de moda é de fundamental importância para as 
empresas, sendo o maior responsável pela coleção a ser lançada, bem como os 
materiais, cores, estampas, texturas, modelagem, processos e métodos de 
divulgação a serem usados. Tudo deve passar aos olhos do designer, fazendo com 
que esse profissional venha se destacando cada vez mais, fazendo tanto sucesso 
quanto as grandes celebridades do cinema e/ou da música. ''O designer se torna 
uma celebridade, e suas constantes aparições na mídia contribuem para a 
divulgação da marca'' (TREPTOW, p. 42; 2013). 
 
‘’Ser um profissional de moda não é apenas saber representar a ideia no 
desenho e consequentemente o desenho em um produto final, mas retratar 
nele os desejos específicos de cada tribo. Entender a moda na sua 
totalidade é saber interpretar no produto as expectativas e desejos 
contemporâneos’’ (ANCHIETA, p. 6 2004). 
 
 Tendo o conhecimento de todas as áreas da moda, o designer de moda pode 
seguir trabalhando nos mais diversos ramos que essa área tem, tais como: 
 
- Modelista: faz moldes a partir dos desenhos do estilista (PORTAL EDUCAÇÃO, 
2014). 
- Figurinista: é o profissional que produz roupas e acessórios para teatro, cinema, 
novela, shows ou programas de TV (PORTAL EDUCAÇÃO, 2014). 
- Jornalista de moda: se dedica a escrever sobre o tema, da criação ao aspecto 
econômico. Geralmente, estuda a história da moda e tem preparação para cuidar da 
parte visual do trabalho jornalístico (PORTAL ITS A FASHION INSIGHT, 2015) 
- Stylist: ajuda clientes a combinar roupas, estilos e cores. Valorizando o tipo físico 
da cliente (PORTAL CATHO, 2015) 
- Fotógrafo de moda: Acompanha a produção de fotos de moda para revistas, 
catálogos, exposições e anúncios (PORTAL GUIA DO ESTUDANTE, 2015). 
- Produtor de moda: É responsável por produzir desfiles, catálogos, editoriais de 
revistas e organizar campanhas publicitárias (PORTAL GUIA DO ESTUDANTE, 
2015). 
 
24 
 
- Coolhunter: Responsável por prever, com antecedência de até dois anos, 
tendências que podem se tornar hits (PORTAL CATHO, 2015) 
- Designer gráfico: é o responsável por um projeto que será reproduzido em escala e 
em plataforma multimídia, ele trabalha com a parte visual e de comunicação da 
empresa (ONDERA, 2015). 
- Designer têxtil: Elabora projetos de estamparia, texturas e cores de tecidos para 
moda e decoração, de acordo com as tendências de mercado e coleções. (PORTAL 
CATHO, 2015) 
- Designer de acessórios: Realiza desenhos de acessórios como sapatos, bolsas e 
artefatos em geral de acordo as necessidades do consumidor e análise das 
tendências de moda (PORTAL CATHO, 2015). 
- Costureiro industrial: Prepara máquinas e amostras decostura, manuseia 
equipamentos na montagem em série de peças de vestuário. Projeta e modela 
confecções de roupas sob encomenda e na preparação de peças e produtos. 
(PORTAL CATHO, 2015) 
- Professor de moda: Ministra e prepara o material didático das aulas de Moda 
conforme orientação e conteúdo previamente distribuído, aplica provas, desenvolve 
trabalhos em aula e esclarece dúvidas. (PORTAL CATHOS, 2015) 
 
3.3 Design de superfície 
 
Segundo o dicionário Aurélio (2008), superfície é a parte exterior dos corpos; 
a aparência, extensão que o reveste. O Design de superfície engloba o 
desenvolvimento de estampas e texturas que revestem e delimitam o produto a ser 
confeccionado. 
‘’ O design de superfície compreende tudo o que se refere às atividades de 
design voltadas para todos os tipos de acabamento: pinturas, texturas, 
tecidos, não tecidos, couros, vinis, borrachas, cromo, adesivos, hot 
stamping, tampografia, filmes, películas e assim por diante. ‘’ (BILL; 
AURIANI; 2012) 
 
 De acordo com Bastos (2012) o design de superfície é uma atividade em que 
se desenvolvem projetos de constituição e/ou revestimentos de superfícies, usando 
diversas técnicas diferentes, nas quais conferem qualidades estéticas, funcionais e 
estruturais ao objeto. 
Design de superfície é toda estampa e/ou textura que se repete, causando um 
 
25 
 
efeito único, não englobando somente tecidos, mas se tratando de tudo que tiver um 
padrão, como muros, cercas, pontes, calçadas (RUBIM, 2010). 
 O design de superfície pode se dar por meio de quatro fontes diferentes, sendo 
elas: virtual, web design; estrutura, tecelagem; superfície-objeto, a forma como o 
objeto se projeta por ele mesmo; e superfície-tratamento, que é a aplicação de uma 
imagem sobre um substrato (RUBIM, 2010). 
 Tendo como objetivo tratar, explorar e ressaltar a interface comunicativa dos 
objetos, unindo características funcionais e estéticas, o design de superfície se 
localiza como uma especialidade do grande campo do design (FREITAS, 2012). 
 As superfícies são interfaces comunicativas em sua essência, que exercem 
função mediadora entre o ambiente externo e o interno, estabelecendo um modo de 
comunicação que envolve a percepção dos sentidos (FREITAS, 2012). 
 
3.3.1 Bordado 
 
 O bordado é a arte de decorar com figuras, utilizando fio e agulha. Ele pode ser 
executado manualmente ou a máquina, podendo ser usados diversos materiais para 
complementar o ornamento, tais como lantejoulas, pedras preciosas e 
semipreciosas, entre outras (PORTAL BORDADOS UNIVERSAL, 2015). 
Registros históricos remontam o surgimento dos bordados da Pré-história, 
originário do ponto cruz. No tempo em que os homens moravam em cavernas, o 
ponto cruz era usado na costura das vestes usadas, feitas de peles de animais. As 
agulhas, usadas para a confecção das roupas, eram feitas de ossos e as linhas 
eram fibras vegetais (REBOUÇAS, 2011). 
Há relatos de que o bordado com aplicações era apreciado pelo homem há 
cerca de 30 mil a.c. A base dessa informação seria um fóssil, encontrado na Rússia, 
que tinha as vestes adornadas com grânulos de marfim (REBOUÇAS, 2011). 
Na Idade Média, a Itália teve grande colaboração para difundir o bordado por 
toda Europa. Tomando novas formas, sendo recortado, dando origem as rendas, o 
bordado espalhou-se pelo mundo, assumindo a condição definitiva de artesanato 
decorativo (PORTAL BORDADOS UNIVERSAL, 2015). 
Já na Idade Moderna, o bordado espalhou-se pela Ásia e Estados Unidos, se 
tornando uma arte popular. Os bordados tinham diversos motivos, tais como flores e 
 
26 
 
letras do alfabeto, das quais eram assinadas pelo bordador. Na Inglaterra foram 
encontrados trabalhos do ano de 1598, conforme figura a seguir (PORTAL 
BORDADOS UNIVERSAL, 2015). 
 
 
Figura 1. Bordado encontrado na Inglaterra. 
Fonte: Portal Bordados Universal (2015) 
 
 No início do século XX, surgiu o bordado a máquina, de costura doméstica reta 
e com pedal. Embora fosse feito na máquina, o trabalho exigia esforço por parte do 
bordador, que tinha de movimentar braços e pernas para obter resultado e tinha 
pouco rendimento comparado a outras formas de bordar (REBOUÇAS, 2011). 
Na década de 1950 surgiu o bordado em máquina de costura zig-zag 
industrial, garantindo uma produtividade maior e mais eficaz. A figura abaixo mostra 
um bordado feito em máquina de costura semi-industrial zig-zag: (PORTAL 
BORDADOS UNIVERSAL, 2011). 
 
Figura 2. Máquina semi-industrial zig-zag 
Fonte: Portal Bordados Universal (2015). 
 
Acompanhando a evolução tecnológica, na década de 1980 surgiram as 
máquinas de bordar eletrônicas profissionais e industriais. Aliadas a softwares de 
 
27 
 
criação, uniram o antigo prazer de bordar com a facilidade, praticidade, 
produtividade e elevação da renda obtida com este tipo de trabalho. A cada ano 
surgem novos modelos com mais recursos para facilitar o trabalho dos bordadores 
(REBOUÇAS, 2011). 
 Para o desenvolvimento desta coleção fez-se uso de bordados desenvolvidos à 
mão, sendo complementados por aplicações de pedras. A escolha pelos bordados 
se deu por conta da temática escolhida. No primeiro vestido usado pela personagem 
Alice, no filme de Tim Burton, a barra da saia é toda bordada, com personagens que 
remetem às próximas cenas que Alice passará no filme. A imagem a seguir ilustra 
isto: 
 
Figura 3. Bordados de Alice. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
Fazendo referência ao uso de bordados no filme, a coleção ‘’Chá da Alice’’ 
também os utiliza, porém, para complementá-los, os bordados utilizados nessa 
coleção são unidos a pedrarias, também advindas da temática escolhida, pois 
representa a grandeza dos detalhes mostrados no filme de Tim Burton, uma das 
principais características da obra. A figura a seguir mostra uma cena do filme, 
especificando os detalhes tão grandiosos no filme e uma imagem de um dos 
bordados presentes na coleção ‘’Chá da Alice’’. 
 
 
28 
 
 
Figura 4. Inspiração bordados. 
Fonte: montagem autora (2015) 
 
Os bordados são aplicados manualmente, estando presentes tanto nos 
decotes, quanto no cós da maioria das peças a serem desenvolvidas na coleção. 
 
 
3.4 A história do vestuário gestante 
 
Devido ao baby boom o marketing começou a considerar o nicho de mercado 
gestante, dando mais atenção à este segmento, tornando-o mais atraente e propicio. 
Essa fase ocorreu após a Segunda Grande Mundial, nos anos 1950, onde depois do 
caos e o medo que se irradiava, as pessoas decidiram viver intensamente, 
aproveitando cada instante. Assim, houve um grande número de nascimentos de 
bebês, e uma fixação para que as mulheres voltassem para suas casas, para que 
cuidassem de seus filhos e maridos (PORTAL MODA HISTÓRICA, 2014). 
 
‘’ Imagine a situação: você está há tanto tempo lutando contra o inimigo, em 
países estranhos, que nem se lembra do gosto da comida de casa. Seu dia-
a-dia é composto de corpos mutilados e mortos, sangue e poeira. Tudo com 
o que você sonha é voltar para o conforto do seu lar. A luta termina e você 
faz parte do grupo vitorioso. É recebido em seu país como herói. O que 
acontece nove meses depois? Você é pai.’’ (DEURSEN, 2006.) 
 
A figura 5 mostra uma imagem retirada em 1941, do Hospital St. Joseph, em 
Chicago. 
 
29 
 
 
 
Figura 5. Baby Boom. 
Fonte: Portal Conservapedia (2014) 
 
 As roupas que surgiram serviam para ‘’ disfarçar’’ a gravidez. As mulheres das 
classes médias, ao verem-se reduzidas ao papel materno, começaram a ficar 
irritadas, mesmo quando o estado em que se encontravam gerava gentilezas e 
concessões à sua condição de gestante. O tradicional vestuário de grávida começou 
a ser recusado, pois elas queriam maior liberdade, não queriam ser tratadas de 
forma diferente de como eram antes, tendência que se confirmou posteriormente, 
até o total desaparecimento de trajes específicos da gravidez. Na década de 1990,a 
exibição da barriga popularizou-se, porém sempre associada a roupas que 
traduzissem juventude adolescente e um padrão de extravagância típico de 
mulheres não grávidas (ARAÚJO, 2011). 
 
3.4.1 Leila Diniz 
 
A atriz Leila Diniz ficou conhecida na década de 1960, época da ditadura, por 
ser fotografada exibindo sua barriga de gestante na praia. Numa época em que isso 
não era normal, pois as gestações eram escondidas. Na época, Leila se destacou 
por sua ousadia, pois não seguia os padrões impostos pela sociedade, sendo 
tachada até mesmo de vulgar pelas mulheres da época, por não ter vergonha de 
exibir seu corpo e esconder seu estilo de ser e de viver (LOPES, 2011). 
 
30 
 
Abaixo segue imagem de Leila exibindo sua gestação. 
 
 
Figura 6. Leila Diniz. 
Fonte: montagem autora (2015) 
 
Leila foi considerada uma mulher a frente do seu tempo, muito ousada, que 
detestava convenções. Foi invejada e muito criticada pela sociedade machista das 
décadas de 1960 e 1970. Era mal vista pela direita opressora, difamada pela 
esquerda ultrarradical e vista como vulgar pelas mulheres em geral da época 
(LOPES, 2011). 
 Mesmo assim, Leila não se deixou abater. As críticas eram deixadas de lado 
pela atriz e ao longo dos anos ela começou a despertar o interesse das mulheres em 
segui-la, fazendo as mulheres se sentirem mais livres na escolha de seus atos. 
 
3.4.2 A virada do século e as mudanças no vestuário gestante 
 
 Com a virada do século e o grande avanço da tecnologia esse conceito mudou. 
As mulheres perceberam os riscos que uma roupa inapropriada pode causar, como 
as roupas que são muito justas, que dificultam o retorno do sangue venoso, o que 
coloca a circulação em risco e favorece o surgimento de problemas vasculares na 
gravidez (LIMAS, 2014). 
Elas começaram a procurar novamente roupas que a deixassem confortáveis 
e que ao mesmo tempo fossem atuais. A procura e a falta de resposta foram ficando 
 
31 
 
maior, e as empresas começaram a perceber a falta de roupas e produtos 
apropriados para gestantes, fazendo surgir diversas marcas para este público. 
 
"Fiquei grávida do meu primeiro filho e tive grandes dificuldades de me 
vestir bem nesse período, seja por causa do estilo das lojas da época, seja 
pela modelagem não apropriada e bem feita, sem qualidade e com poucas 
opções, e como já trabalhava como estilista de moda feminina, tive a ideia 
de fazer uma nova grife direcionada à gestante" (LOBO, em entrevista ao 
PORTAL GESTÃO & NEGÓCIOS, 2010). 
 
 Hoje, embora ainda precise ser mais explorado, a gestante tem maiores 
opções de busca para seu vestuário, podendo vestir-se melhor com roupas 
adequadas a esse momento tão importante. 
 Percebendo a necessidade de maiores opções e a procura de vestuário no 
segmento moda gestante, com um preço acessível ao público, a marca Donna 
Incinta surgiu. 
 
 
4. O CONSUMIDOR E A MARCA 
 
4.1 Público-alvo 
 
 O público-alvo da marca Donna Incinta serão grávidas, que têm entre 25 e 35 
anos. Extrovertidas estão sempre de tentando ficar de bem com a vida, gostando 
assim de animar as pessoas a sua volta e sempre demonstrar um sorriso; são 
carinhosas, pois prestam atenção e dão valor às pessoas que as cercam sempre 
sendo atenciosas a elas, e sempre priorizando a família; Determinadas, elas vão em 
busca de seus sonhos e metas, não importando as dificuldades. 
 Moram no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e pertencem à classe 
C. Independentes, possuem casa própria, trabalham, e são casadas. Não gostam de 
ficar paradas, e mesmo grávidas elas não param nunca. A seguir, painel do público-
alvo. 
 
32 
 
 Figura 7. Público-alvo 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
São atentas às tendências de moda, sempre buscando informações em 
revistas e sites conhecidos. Não querem ter que usar camisetas largas nesse 
período tão importante na vida de uma mulher. 
 
4.1.1 Lifestyle público-alvo 
 
 KÖRBES (2012) diz que a expressão ‘’ estilo de vida’’ é usada para sugerir ou 
representar o modo de vida, e maneira de ser de alguém, ou um grupo de pessoas, 
onde é refletido os gostos de cada ser. 
Com o passar dos anos a mulher se tornou cada vez mais independente, 
mostrando ser capaz de trabalhar, estudar, e ter os mesmos direitos que os homens. 
O público-alvo da marca são mulheres que trabalham, e que estão cada vez mais 
em busca de conhecimento, pesquisando e fazendo cursos para se aperfeiçoarem. 
São casadas e consideram a família a base de tudo, dedicando-se a momentos 
especiais ao lado das pessoas que amam. 
 Gostam da natureza, de praticar exercícios físicos, e de apreciar as coisas 
simples da vida, como o pôr-do-sol e um dia na praia. Mesmo grávidas elas não 
querem parar de trabalhar, fazendo o melhor possível, por isso sempre estão em 
 
33 
 
busca de conforto nas suas roupas, nunca deixando de lado sua vaidade, pois são 
mulheres delicadas e atentas às últimas tendências de moda. A seguir, na figura 7 é 
apresentado o painel de Lifestyle do público-alvo. 
 
Figura 8. Lifestyle. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
 
São mulheres apaixonadas e determinadas àquilo que fazem, vivendo cada 
momento intensamente, se entregando de verdade, aproveitando o máximo que 
podem, dando o seu melhor sempre. 
 
4.2 Marca 
 
 De acordo com COBRA (2008) as marcas habitam o mundo dos sonhos, do 
desejo, da fantasia e do jogo. Gravitando assim, mais no imaginário do que na 
realidade. Na imagem abaixo, o logo da marca Donna Incinta: 
 
34 
 
 
Figura 9. Logomarca. 
Fonte: Autora (2015) 
 
O nome Donna Incinta significa ''futura mamãe'' em italiano. Combinando 
atitude e o jeito irreverente do público-alvo da marca, o nome tem doçura, 
simbolizada pelas cores escolhidas: rosa e cinza, com a essência da força e 
coragem que as mamães possuem. O desenho da futura mamãe com um coração 
na barriga simboliza o amor que a mãe sente pelo filho, antes mesmo de tê-lo em 
seus braços. Tornando esse momento ainda mais especial, a Donna Incinta oferece 
produtos feitos com amor e carinho, para que a futura mamãe se sinta ainda mais 
linda e preparada para o nascimento de seu bebê. 
 
4.2.1 Conceito da marca 
 
Segundo a INPI- Instituto Nacional da Propriedade Industrial (2015), a marca 
é um sinal que identifica os produtos ou serviços de uma empresa no mercado, 
distinguindo-os dos de outras empresas. 
A marca Donna Incinta tem como finalidade atender as necessidades e 
desejos de seu público-alvo, oferecendo produtos confortáveis, que não impeçam os 
movimentos do corpo, seguindo as tendências de moda e funcionais, com uma 
modelagem específica favorecendo esse período. 
A marca também se preocupa com a sustentabilidade, reutilizando os restos 
dos tecidos para outros fins, tais como sapatos, álbuns e camisetas para bebês. 
Fazendo o possível para que suas clientes tenham consciência de seus atos, 
percebendo como está ficando o mundo em que seus filhos irão crescer. 
 
35 
 
4.2.2 Conceito do produto 
 
Mais do que roupas usáveis e atuais, a marca Donna Incinta procura deixar a 
mulher ainda mais bonita nessa fase da vida, atendendo suas necessidades fazendo 
roupas confortáveis, que não impeçam a movimentação e nem prejudiquem a 
gestação, podendo ser usadas em qualquer fase da gestação, pois são feitas com 
uma modelagem especifica e adequada, tendo detalhes pensados para se 
adaptarem ao corpo da gestante, tais como cós elástico, bolsos falsos, onde o tecido 
fica para dentro e com o crescimento da barriga, este tecido pode ser colocado para 
fora, sendo abotoado por botões localizados no cós; e franzidos, proporcionando 
assim mais conforto. Na figura 10 é apresentado as características do produto que a 
marca Donna Incinta propõe às suas consumidoras. 
 
 
Figura 10. Painel conceito do produto. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
Os produtos são casuais, podendo ser usados nas mais diferentesocasiões, 
sempre seguindo as tendências de moda e com peças de qualidade, deixando a 
 
36 
 
futura mamãe confiante e elevando sua autoestima, que nesse período, em muitos 
casos conforme pesquisa realizada e mostrada logo adiante, parece que some. 
Unindo conforto e qualidade, a marca mostra que a mulher é linda em todas 
as etapas da vida, e deixa ainda mais aparente o quanto essa etapa em especial -a 
gestação- é uma fase maravilhosa na vida das mulheres. Com ênfase para os 
detalhes, a marca mostra como os detalhes fazem importância numa peça, fazendo 
com que as consumidoras observem melhor a peça, e percebam que tudo foi 
planejado com delicadeza nos mínimos detalhes. 
 
4.3 Briefing 
 
 O briefing tem como objetivo reunir todas as informações básicas necessárias 
para o desenvolvimento do produto, que serão levadas a um grupo externo de 
design. Onde, este grupo irá analisar e prever qual será a metodologia usada, o 
prazo, e o custo no projeto de desenvolvimento do produto (CORRÊA, 2008). 
 
Nome da marca: Donna Incinta 
Segmento de mercado: casual; 
Público-alvo: gestantes entre 25 e 35 anos; 
Características: conforto, com modelagem especifica para a gestante e qualidade 
nas peças; 
Localidade: litoral da região sul do país, nos estados de Rio Grande do Sul e Santa 
Catarina; 
Pontos positivos: deixar a mulher ainda mais bonita durante a gravidez; 
Diferencial dos produtos em relação à concorrência: preço; 
Local de uso: compromissos do dia a dia. 
Temática da coleção Chá da Alice: cores e silhueta da personagem central da 
história Alice, no País das Maravilhas; 
Estação: Primavera/verão 2016; 
Dimensão da coleção: Composta por 20 modelos; 
Média de preço dos produtos: RS 40,00 a RS 350,00. 
Principais mercados onde será distribuído: Rio Grande do Sul e litoral Sul de Santa 
Catarina; 
 
37 
 
Imagem do produto no mercado: Beleza, conforto e qualidade; 
Concorrentes: Megadose e Emma Fiorezi. 
 
5. PESQUISAS DE MODA 
 
 As pesquisas de moda exigem disciplina e técnica para que o profissional de 
criação possa descobrir e registrar o que está nas ruas, vitrines, feiras, revistas e 
desfiles, e também para que se possa até mesmo compreender o que está no 
imaginário dos consumidores (TREPTOW, 2013). 
 
5.1 Pesquisas de mercado 
 
 De acordo com o SEBRAE – Serviço Brasileiro de apoio à micro e pequenas 
empresas (2010), a pesquisa de mercado revela os desejos e as necessidades dos 
consumidores, visando o que eles querem, e o que possivelmente vão querer. 
Antecipando as necessidades das quais os consumidores ainda não se deram conta 
nem tiveram consciência. 
O mercado de vestuário para gestantes começou a inovar há cerca de 15 
anos, tendo lojas especializadas a somente esse tipo de roupa, pois antes elas eram 
comercializadas em lojas de roupas e artigos para bebês. E eram, em sua maior 
parte, camisolas, vestidos e itens mais caseiros para os noves meses de gestação e 
pós parto, sem preocupação com as tendências de moda (GONÇALVES, 2012). 
 Com a procura cada vez maior da mulher, que ganhou espaço na sociedade, 
desempenhando papeis de suma importância, o desenvolvimento e fabricação 
dessas roupas se tornaram fundamental. Mas ainda é um setor com pouca 
concorrência, não sendo encontrado em diversas cidades (GONÇALVES, 2012). 
 Não sendo possível encontrar roupas com tanta facilidade, quanto como é 
possível em outros setores têxteis, muitas mulheres acaba fazendo ajustes em suas 
roupas. O aparecimento na mídia de várias famosas grávidas, como a duquesa Kate 
Middleton, fez com que as grávidas percebessem que é possível se vestir com 
roupas próprias para grávidas, e ainda sim permanecerem lindas. Isso fez com que a 
procura ficasse maior, evidenciando o quanto essa área está em expansão. (SIS; 
SEBRAE, 2013) 
 
38 
 
 A figura a seguir representa como o mercado de moda gestante está 
atualmente. 
 
 
Figura 11. Painel Pesquisa de Mercado. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
 Apesar de haver pouca demanda e o mercado não ter tantos concorrentes, a 
área de vestuário para gestantes vem crescendo cada vez mais, sendo possível 
encontrar roupas para as mais diversas ocasiões e nos mais diversos segmentos, 
tais como jeans, biquínis e moda festa. A preocupação em fidelizar os clientes, é o 
principal objetivo das marcas em ascensão hoje, pois sendo um mercado ainda não 
muito explorado, há muito que se enfrentar, principalmente a barreira entre o ‘’ estar 
confortável’’ e o ‘’ ser bonita’’, que muitas vezes se torna difícil. 
 
5.1.1 Segmento de mercado 
 
O processo de segmentação serve para identificar e desenvolver diversos 
perfis para que a empresa possa avaliar o quão atrativo é cada segmento e possa 
escolher aquele que mais lhe trará benefícios (ELAINA, 2015). 
Os segmentos de moda classificam o mercado em feminino, masculino e 
infantil, com base nas atitudes típicas de cada grupo em relação a moda e às 
 
39 
 
marcas, bem como o estilo de vida, os tipos de roupas, as lojas, restaurantes e 
demais lugares que visitam com mais frequência, e quanto gastam a cada ida 
nesses lugares; sendo possível, a partir desse ponto, obter novos segmentos, tais 
como fashion, casual, beachwear, entre outros; e separar os produtos que serão 
mais consumidos por determinados grupos (PORTAL EDUCAÇÃO, 2013). 
 O segmento escolhido para o desenvolvimento dessa presente coleção, bem 
como a criação da marca, é o casualwear. Este segmento surgiu nos Estados 
Unidos, depois da segunda Grande Guerra Mundial; onde enquanto na Europa a 
indústria têxtil estava enfraquecida, os americanos estavam lucrando com a 
disseminação do ready-to-wear, fazendo esse modo de produção se popularizar e 
ganhar mais adeptos, se tornando o famoso prêt-à-porter, desenvolvido na Europa 
(SILVA, 2012). 
 É um estilo adotado para se frequentar ambientes informais, sendo 
caracterizado pelo conforto e versatilidade. Segundo os especialistas do Centro de 
Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (SENAI/CETIQT, 2011), moda casual é um 
segmento que enfatiza o conforto e a expressão pessoal dos usuários. É uma roupa 
do dia-a-dia, que inclui diversas peças de vestuário e acessórios. 
 Dentro do segmento casual ainda se pode classificar outros segmentos, tais 
como: casual chic, despojado e sofisticado; estilos que ficam entre o esportivo e o 
formal, sempre zelando o conforto nas peças (SILVA, 2012). 
 Por ser um segmento onde o conforto e a versatilidade são pontos essenciais 
para determina-los, este é o segmento escolhido para a confecção de roupas para 
gestantes propostas neste trabalho. 
 
5.1.2 Processo de produção e comercialização do produto de moda 
 
 Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a economia europeia estava 
devastada, pois muito se foi gasto e destruído. A população estava poupando o 
resto que havia. A Alta-Costura estava em declínio, e para não ir à falência as 
maisons tiveram que encontrar um jeito de poder vender seus produtos, pois se 
estava racionando até os tecidos (ZANETTINI, 2015). 
 Nos Estados Unidos o cenário era outro, melhor para as empresas: as marcas 
estavam produzindo e vendendo suas roupas casual wear. Os empresários 
 
40 
 
europeus vendo os lucros que os americanos vinham obtendo e o sucesso de suas 
vendas resolveram estudar e analisar como os americanos conseguiam fazer e 
vender seus produtos a um preço menor e produzi-los tão rapidamente. 
Assim, fizeram surgir, na França, o prêt-à-porter (pronto para vestir) (TREPTOW, 
2013). 
‘’ Com o intuito de aperfeiçoar o setor industrial, no final da década de 1940, 
o empresário J.C Weill desenvolveu, na França, um novo sistema de 
manufatura. Intitulado por prêt-à-porter, o método consistia na produção do 
vestuário baseada nas fórmulas norte americanas de fabricação em série. 
Sua terminologia é uma derivação do francês “prêt” (pronto) e “à - Porter” 
(para usar)’’(ZANETTINI, p. 2. 2015). 
 
Diferente da Alta Costura, onde as roupas são feitas sob medida e com 
exclusividade, o prêt-à-porter se caracteriza pela produção em grande escala, sem 
exclusividade, porém não deixando de serem peças com qualidade. Segundo 
Treptow (2013) pode-se compreender o prêt-à-porter por toda roupa que não é 
produzida para um consumidor específico e exclusivo, mas sim para um grupo de 
consumidores que compartilham de gostos semelhantes. 
 Em 1950 o prêt-à-porter ganhou força, e seu maior público se tornou os jovens. 
Os meios de comunicação, como a televisão, o rádio e o cinema, auxiliaram na 
divulgação desse novo método de produção, fazendo com que o prêt-à-porter se 
tornasse mais famoso, vendido e fabricado pelos novos empresários que visavam 
obter lucro e sucesso (TREPTOW, 2013). 
 
‘’ Dividindo com a alta costura o posto de difusor das tendências, este novo 
sistema passou também a ditar padrões de estilos, modelagens, cores e 
afins, sem a necessidade de buscar referencial no antigo modelo de 
produção. ‘’ (ZANETTINI, p. 3, 2015) 
 
O prêt-à-porter se tornou importante, pois fez com que a indústria europeia 
sistematizasse novos critérios para a fabricação em série, tendo que ser criada uma 
nova lógica de criação - o design. Se tornando a mola propulsora para o 
desenvolvimento de novas técnicas de design. 
Assim, para a realização do método não bastava simplesmente criar produtos 
e vendê-los em grandes quantidades, era, e cada vez está se aperfeiçoando mais, a 
pesquisa e o desenvolvimento de um projeto eficaz, que busca realizar tanto as 
necessidades, quanto os desejos do consumidor. 
 
41 
 
O processo escolhido para a elaboração do presente trabalho é o prêt-à-
porter. As peças a serem confeccionadas seguem uma grade de medidas, que varia 
do tamanho P ao GG, podendo ser produzidas em quantidades e cores diversas. 
 
5.1.3 Análise de concorrentes 
 
Entende-se por concorrentes as empresas que atuam no mesmo ramo de 
atividade, desenvolvendo produtos semelhantes e atendendo aos desejos do 
público-alvo. Os concorrentes, por sua vez são divididos em dois grupos: 
Concorrentes diretos e concorrentes indiretos (SAVI, 2010). 
Os concorrentes diretos são aqueles que desenvolvem o mesmo tipo de 
produto e que visam satisfazer o mesmo tipo de público. Já os concorrentes indiretos 
são aqueles que desenvolvem produtos similares, mas que nem sempre disputam o 
mesmo público, ou vice e versa (SAVI, 2010). 
A análise da concorrência é importante para que se saiba quais os pontos 
fortes e fracos do concorrente, tais como seus preços, estratégias de marketing e 
como ele se dirige ao seu público; desenvolvendo assim métodos eficazes que 
possam auxiliar na melhor maneira de cativar o público-alvo (LOBO, 2010). 
A marca Donna Incinta encontrou dois concorrentes em especial: Emma 
Fiorezzi e Megadose. Consideradas concorrentes por oferecer às suas 
consumidoras um mix contemporâneo e fashion, aliando conforto e tendências de 
moda. 
 
5.1.3.1 Emma Fiorezi 
 
Segundo o Portal Emma Fiorezi (2015), a marca visa unir conforto e um mix 
contemporâneo e já é marca confirmada quando o assunto é moda gestante. 
 
''Há vinte e oito anos, a marca Emma Fiorezi faz parte do universo gestante 
trazendo bem-estar, versatilidade e sofisticação às futuras mamães. 
Enfatizamos a beleza dessa mulher urbana e feminina que trabalha, viaja, é 
mãe, esposa e gosta de cuidar de sua vaidade, por meio de produtos 
extremamente atrelados às necessidades e descobertas desta nova fase de 
sua vida'' (PORTAL FIOREZI, 2015). 
 
 
42 
 
A marca possui duas lojas próprias localizadas no Paraná, além de ter seus 
produtos vendidos em 900 pontos de vendas espalhados no território nacional. 
Também conta com serviço online, estando presente nas redes sociais mais 
acessadas do momento: facebook, instagram, twitter, youtube e pinterest (PORTAL 
EMMA FIOREZI, 2015). 
A figura a seguir mostra alguns dos looks da coleção verão 2015 da marca. 
 
 
Figura 12. Verão 2015 Emma Fiorezi 
Fonte: Fiorezi (2015). 
 
Com grade de tamanhos que varia do PP ao GG, seus preços variam de 
R$60,00 a R$400,00, além de seus produtos poder ser encontrados em diversas 
lojas em território nacional, e também online. A marca também conta com uma linha 
de acessórios, que possui diversos modelos de cintos (PORTAL EMMA FIOREZZI, 
2015). 
A marca Emma Fiorezzi partilha do mesmo público-alvo, mesmo segmento e 
método de produção que a marca Donna Incinta. O caimento das peças e a 
aproximação que a marca tem com seu público, é a mesma que a marca proposta 
neste trabalho busca fazer, tornando essa marca um concorrente direto. 
 
 
 
 
 
43 
 
5.1.3.2 Megadose 
 
 De acordo com o Portal Megadose (2015), a marca foi fundada em 1995 por 
Luiza e Luiz Esteves, a marca Megadose possui produtos distribuídos em diversos 
pontos do Brasil. Sua filial está localizada em Cianorte, no Paraná. A marca possui 
também representantes em diversos lugares espalhados pelo território brasileiro. 
Sua grade de tamanhos varia do PP ao EG, e seus preços variam de R$ 80,00 a 
R$380,00. 
 
''A Megadose surgiu com a proposta de suprir as necessidades de mulheres 
jovens e modernas, que buscavam peças com estilo e conforto para serem 
usadas em um período único e especial: a gestação. Em pouco tempo o 
trabalho foi aperfeiçoado, e a busca por um produto impecável proporcionou 
a expansão da marca. '' (Portal Megadose, 2015). 
 
Na figura 10, abaixo, é mostrado alguns dos looks da coleção verão 2015 
apresentados pela marca Megadose. 
 
Figura 13. Verão 2015 Megadose 
Fonte: Megadose (2015). 
 
A marca ainda conta com uma linha de lingeries. Presente no instagram, 
facebook, vimeo e pinterest, a Megadose possui ainda um Portal oficial, sempre 
mostrando os últimos lançamentos de moda, com dicas para a futura mamãe. 
(PORTAL MEGADOSE, 2015). 
 
44 
 
A Megadose também partilha do mesmo público-alvo e método de produção 
que a marca Donna Incinta. Porém a aproximação e o estilo de roupas são 
diferentes da marca proposta neste projeto, tornando a marca Megadose um 
concorrente indireto. 
 
 
5.2 Pesquisa de Comportamento 
 
A pesquisa de comportamento trata de uma análise que faz as prospecções 
do que as pessoas vão consumir, como vão agir, pensar e fazer as coisas. Uma das 
maiores empresas de previsões e análises de tendências é a WGSN. Para o ano de 
2016, a empresa chegou a três macrotendências: Social Superheroes, Data 
Divination e Everyday Utopias (CARMINATI, 2014). 
Para a elaboração desse trabalho o foco foi na macrotendência Everyday 
Utopias. ‘’Encontramos nossas próprias utopias em realidades mundanas. 
Buscamos pequenos paraísos no dia a dia. Tiramos os excessos e deixamos apenas 
o que é essencial, e o amor ressurge como combustível da contemporaneidade’’ 
(CARMINATI, 2014). 
A seguir, segue painel de tendência comportamental do público-alvo da marca 
Donna Incinta. 
 
 
45 
 
 
Imagem 14. Painel de tendência comportamental. 
Fonte: Montagem Autora. (2015) 
 
 
 
Essa tendência é expressa por três correntes: 
-Viceless: Valorização da vida simples. Trata-se de valorizar o tempo, a simplicidade 
das coisas, o prazer. Onde é deixado de lado tudo que não é essencial, que não faz 
falta. Isso reflete as pessoas que largam a cidade, para morar no campo, ou em 
cidades mais tranquilas, zelando pelo sossego e paz de espirito. 
- Micro Adventures: Trata-se do prazer e aventura nas pequenas coisas, coisas que 
muitas vezes passam despercebidas. Essa corrente valoriza o prazer que é dado às 
essas pequenas coisas, a aventura que muitas vezes é deixado de lado para se ter 
uma vida mais regrada. 
- Re’love’ution: Tem como base o amor, é através dele que tudo é construído; ele 
deve ser o combustível do mundo atual. Com as pessoas cada vez mais distantes 
desse sentimento, essa corrente preza para queas pessoas se amem mais, e amem 
também o seu próximo. 
 
 
 
 
46 
 
5.3 Pesquisa de Tendências 
 
 A tendência de moda é a base do que fazer na área do têxtil e do vestuário. Ela 
é baseada conforme os gostos semelhantes de um determinado grupo de pessoas 
em relação à economia, desejos e necessidades. Ao determinar e analisar todos os 
sinais dados deste grupo, as tendências são elaboradas por profissionais que 
entendam e conhecem profundamente a área (CORRÊA, 2008). 
 Segundo o Portal de pesquisas WGSN (Serviço online de previsão de 
tendências) uma das principais tendências para o verão 2016 é o Soft Pop, onde os 
temas lúdicos e emocionais têm um peso intelectual em um novo clima cultural, ou 
seja, a SOFT POP nada mais é do que um mix criativo dos sentidos, que não está 
restrita ao gênero, sexualidade ou etnia (WGSN, 2014). 
 Na imagem que segue, pode-se ver o painel de tendência de moda de acordo 
com a tendência soft pop. 
 
 
Figura 15. Soft Pop. 
Fonte: WGSN (2015) 
 
Essa tendência tem como inspiração o exagero e cultura pop dos anos 1990. 
As silhuetas acompanham a forma feminina com tecidos maleáveis e pops de cores 
alegres. Os tons candy predominam, e o rosa pastel vira a cor oficial (WGSN, 2014). 
 
47 
 
A escolha dessa tendência se deu pelo fato de que mulheres grávidas 
preferem roupas mais claras, em tons pastel e nudes, por simbolizarem a leveza, 
pois estão vivendo um momento delicado, e, além disso, gostam de evidenciar ainda 
mais sua feminilidade nesse período. A escolha das demais cores a serem usadas 
na coleção ‘’Chá da Alice’’ teve como referência a temática escolhida, dando 
evidência também ao lado sensual da mulher. 
Além das cores, a silhueta marcada, e o uso de tecidos mais leves foram de 
total importância para a escolha e o uso dessa tendência. A seguir segue painel que 
demonstra essa escolha das gestantes. 
 
 
Figura 16. Painel de tendência de moda 
Fonte: Montagem autora (2015). 
 
No lugar da cor rosa, a coleção ‘’Chá da Alice’’ propõe que o azul seja a cor 
da vez, estando em três tonalidades claras e representadas em nove, das vinte e 
oito peças desenvolvidas. A silhueta marcada e os tecidos leves também fazem 
parte dos elementos desta tendência usados na elaboração desse projeto. 
 
 
 
 
 
 
48 
 
5.4 Pesquisa do tema 
 
Em 1865 a história ''Alice, no País das Maravilhas'' foi publicada na forma que 
conhecemos hoje. Surgida de um mero acaso, a história conquistou muitos fãs pelo 
mundo afora, tanto crianças, quanto adultos. 
 A história foi criada por Charles Lutwidge Dodson, durante um passeio de 
barco no ano de 1862. Charles era professor de matemática na Universidade de 
Oxford, e lá ele conheceu Henry George Liddell, pai de três meninas. Na companhia 
do amigo Robinson Duckworth, Charles improvisou uma história para entreter as 
suas três irmãs: Lorina Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance Liddell (BUENO, 
2014). 
 Alice se encontra à direita na figura, que mostra as três irmãs Lindell: 
 
 
Figura 17. Irmãs Lindell 
Fonte: Portal Books many books (2014) 
 
 Com base em pessoas e lugares que ele mesmo conhecia, criou os 
personagens e o lugar onde se passava a história. 
 
''A maior parte das aventuras foram baseadas e influenciadas em pessoas, 
situações e edifícios de Oxford e da Christ Church, por exemplo, o Buraco 
do Coelho (Rabbit Hole) simbolizava as escadas na parte de trás do salão 
principal na Christ Church. Acredita-se que uma escultura de um grifo e de 
um coelho presente na Catedral de Ripon, onde o pai de Carroll foi um 
membro, forneceu também inspiração para o conto '' (SOUZA, 2014). 
 
A seguir imagem do criador da história. 
 
49 
 
 
Figura 18. Charles. 
Fonte: Google (2015) 
 
 Em 1864, Charles passou a história para o papel e a deu de presente para 
Alice. Influenciado pelos amigos, em 1865, decidiu publicar o livro, aumentando a 
história, acrescentando personagens como o Chapeleiro Maluco e o Gato de 
Chesire. A primeira edição não foi aceita, sendo leiloada, anos depois, por mais de 
um milhão de reais. Sob o pseudônimo de Lewis Carroll, o livro (segunda 
publicação) foi traduzido para mais de 125 línguas, sendo lido até mesmo pela 
Rainha Vitória e Oscar Wilde (SOUZA, 2014). 
 
5.4.1 A história 
 
 A história narra a trajetória de Alice, uma menina curiosa, que, em um dia 
tedioso, acabou avistando um coelho branco de terno e com um relógio, que corria 
muito apressado dizendo que estava atrasado. Estando ela atrás do coelho, acabou 
caindo em um grande buraco que deu de encontro a uma grande sala, com várias 
portas, de tamanhos diferentes. Mas todas estavam trancadas, exceto uma. Mas 
Alice era grande demais para passar por ela. Tomou então um frasco de um líquido, 
no qual no rótulo dizia ‘’ beba-me’’, vendo que não se tratava de veneno, Alice tomou 
e encolheu. Podendo assim passar pela pequenina porta (CARROLL, 2014). 
 Ao passar pela porta Alice se encontrou no País das Maravilhas, uma floresta 
grande, com plantas e árvores muito diferentes das que conhecia, e com animais 
 
50 
 
estranhos, dos mais diversos tamanhos. Um reino onírico, onde convive com 
criaturas estranhas e jamais imagináveis vivendo inusitadas aventuras. (CARROL, 
2014) 
‘’Como o Rato e as Aves que ela amedrontou por contar histórias de sua 
gatinha Dinah; Bill, um Lagarto que sempre servia para receber ordens (ou 
para perder seu giz e tentar desenhar com o dedo numa lousa); uma 
Lagarta fumando narguilé que dá conselhos e trava conversas muito 
perturbadoras; o chá perpétuo na casa da Lebre de Março, acompanhada 
do Chapeleiro Maluco e do Caxinguelê dorminhoco; a Rainha de Copas 
injusta e cruel, sempre mandando cortar a cabeça de qualquer um e por 
qualquer motivo’’ (FERRAZ, 2013). 
 
Ao fim de tantas loucuras e personagens inusitados, Alice acaba acordando, e 
percebe que tudo na verdade não passou de um sonho. 
 
5.4.2 A história adaptada por Tim Burton 
 
 Lançado em abril de 2010 pelo diretor Tim Burton, o filme Alice, no País das 
Maravilhas uniu fantasia e aventura, numa adaptação que conferiu ao elenco o 
Oscar de melhor direção de arte e figurino em 2011 e também em 2011 o prêmio 
BAFTA por melhor maquiagem e figurino. Nesta versão Alice amadurece, e volta ao 
País das Maravilhas, não se lembrando de sua última ida àquele local (PORTAL 
ADORO CINEMA, 2015). 
 
‘’ Alice (Mia Wasikowska) é uma jovem de 17 anos que passa a seguir um 
coelho branco apressado, que sempre olha no relógio. Ela entra em um 
buraco que a leva ao País das Maravilhas, um local onde esteve há dez 
anos apesar de nada se lembrar dele. Lá ela é recepcionada pelo 
Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) e passa a lidar com seres fantásticos e 
mágicos, além da ira da poderosa Rainha de Copas (Helena Bonham 
Carter). ’’ (PORTAL ADORO CINEMA, 2015). 
 
 O filme conta com a participação de Johnny Depp, que interpreta o Chapeleiro 
Maluco, e Mia Wasikowska, que faz o papel de Alice. Sucesso em bilheteria, o filme 
atingiu R$ 10,5 milhões no Brasil, sendo o maior recorde da Disney no país. 
Também foi o quarto filme da história da Disney a passar a marca de R$10 milhões 
num período de três dias em cartaz (JORNAL A FOLHA DE SÃO PAULO, 2010). 
 
 
 
 
51 
 
‘’A menina Alice acorda de um pesadelo e pergunta ao pai se ficou maluca. 
Ele mede sua febre carinhosamente e dá o diagnóstico: sim. “Mas deixe eu 
te contar um segredo: as melhores pessoas são”. A cena é uma das tantas 
que recheiam o filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, em que o 
diretor pode colocar para fora seu amor pela excentricidade. O escuro e 
macabro é o belo, a loucura é a sanidade, não se encaixar é superar os 
limites da sociedade’’ (LUCENA, 2010). 
 
Na figura 16, segue painel com os personagens e cenas do filme de Tim 
Burton. 
 
 
Figura 19. Cenas do filme de Tim Burton. 
Fonte: Montagem autora (2015). 
 
 Segundo Burton(2010), Carrol criou uma história que ultrapassa qualquer 
geração e continua nas cabeças das pessoas, mas que até então o diretor nunca 
tinha visto um filme com esta história que lhe chamasse a atenção. Assim, o diretor 
foi tentado a dar para este quadro uma emoção real que nunca foi vista em versão 
alguma. Versão esta que ficou marcada para muitas pessoas. 
 
5.4.3 A personagem Alice 
 
 A jovem de 19 anos, caracterizada no filme de Tim Burton, como a mais nova 
Alice, não se encaixa no mundo que vive não sendo semelhante aos demais 
 
52 
 
familiares e conhecidos que aparecem logo no começo do filme. Carregando certa 
tristeza consigo, após descobrir que irá ser pedida em casamento por um homem 
que odeia, ela foge, indo parar no País das Maravilhas e vivendo muitas aventuras 
(LUCENA, 2010). 
 Com figurino desenvolvido por Colleen Atwood, Alice aparece ao longo do filme 
com seis modelos diferentes, sendo um deles uma armadura usada para salvar o 
País das Maravilhas ao final da história. A figurinista inspirou-se nas ilustrações das 
primeiras edições do livro, feitas pelo próprio Lewis Carroll e por John Tenniel 
(VASONE, 2010). 
Abaixo segue o painel com croqui e peça desenvolvida para figurino do filme: 
 
 
Figura 20. Primeiro look de Alice no filme. 
Fonte: divulgação Disney (2010) 
 
 O vestido azul de Alice, mostrado na figura acima, está entre os hits de estilo 
da história adaptada por Tim Burton, cuja caracterização é fruto da parceria entre 
Valli O’Reilly, responsável pela maquiagem, Terry Baliel, que assina o cabelo e 
Colleen Atwood, que desenvolveu o figurino (VASONE, 2010). 
 A figurinista desenvolveu três versões do famoso vestido azul, conhecido por 
todos do clássico da Disney lançado em 1951. No primeiro modelo, apesar da idade 
de Alice, o estilo ainda é infantil e lembra o modelo tradicional infantil da Disney. No 
entanto, o modelo desenvolvido não possui avental, nem crinolina, é um pouco mais 
curto e a personagem se recusa a colocar meias e espartilho para compor o visual, 
 
53 
 
numa atitude rebelde e “feminista” para a época de cintura estrangulada (VASONE, 
2010). 
 O segundo modelo é caracterizado por ser mais solto e despojado, com 
ombros e braços à mostra, dando os ares de maturidade que a personagem pede. 
No chá, com o Chapeleiro Maluco, Alice usa um vestido tomara-que-caia, com um 
laço na frente (VASONE, 2010). Abaixo segue a imagem do modelo. 
 
 
Figura 21. Vestidos de Alice. 
Fonte: Montagem Autora (2015). 
 
Alice aparece depois, no Castelo de Copas, e a Rainha manda lhe fazer um 
vestido, pois com o aumento de seu corpo, não há roupas que sirvam. O vestido 
produzido então é vermelho e preto, de um ombro só, com saia de tule em camadas, 
babados listrados e detalhe de corações (VASONE, 2010). Representado na 
imagem abaixo. 
 
 
54 
 
 
Figura 22. Terceiro modelo de Alice. 
Fonte: Divulgação Disney (2010). 
 
Ao final, após o uso da armadura, usada na luta para salvar o País das 
Maravilhas, Alice aparece de volta ao mundo real, usando um traje tradicional àquela 
época, composto por vestido e casaco longo. A seguir, os dois últimos modelos 
usados por Alice ao longo do filme. 
 
 
Figura 23. Modelos finais usados. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
As roupas desenvolvidas por Colleen Atwood ganharam o Oscar de melhor 
figurino e serviram como inspiração para o desenvolvimento deste presente projeto. 
 
55 
 
5.4.4 Inspiração para a coleção 
 
Com base nessa história, a autora deste projeto buscou inspiração para o 
desenvolvimento da coleção da marca Donna Incita, para o verão 2015/2016. As 
cores dos vestidos usados pela personagem central, também inspiradas na 
tendência soft pop, bem como sua silhueta, marcada na cintura e sua doçura, foram 
os elementos retirados da história para serem usados neste projeto de moda. 
A seguir segue painel com inspiração para a coleção ‘’Chá da Alice’’. 
 
 
Figura 24. Painel do tema. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
A autora deste projeto propõe que a mulher, público-alvo da marca, seja a 
personagem principal Alice: aventureira e curiosa, que descobre um mundo 
totalmente diferente do seu, um mundo mágico, onde ela enfrenta seus medos. Uma 
futura mamãe que está entrando em um mundo que ela não tem pleno 
conhecimento, mas que cada dia se torna um dia de aprendizado, onde ela viva 
novas experiências, sem nunca perder sua feminilidade e sua doçura. 
 
 
56 
 
5.5 Pesquisa de Campo 
 
A escolha dos fornecedores de matéria-prima ou de produtos a serem usados 
nos produtos desenvolvidos, tem grande importância no planejamento da empresa. 
É preciso descobrir quem são, onde se localizam, e quais são os mais adequados 
para o negócio que está sendo planejado. É necessário que o fornecedor atenda às 
necessidades da empresa, tendo o produto desejado, no tempo desejado (SEBRAE, 
2015). 
 Para a confecção dos cinco looks escolhidos, os tecidos e aviamentos usados 
foram comprados na loja Zig Zag, localizada em Capão da Canoa. Abaixo segue 
figura com logo da loja. 
 
 
Figura 25. Zig Zag. 
Fonte: Reprodução Facebook (2015) 
 
A escolha por essa loja se deu pela variedade de tecidos e cores, bem como 
o preço e qualidade dos produtos. 
 
5.6 Pesquisa Qualitativa- Instrumento Questionário 
 
A pesquisa qualitativa se trata de um estudo que tem como objeto interpretar 
e compreender um determinado fenômeno no qual se observa (CARNAZ et.al, 
2011). 
Esse tipo de pesquisa pode ser feito de vários modos, tais como amostras, 
entrevistas e o método escolhido para a realização desta pesquisa: o questionário. 
Neste método as respostas dadas as perguntas elaboradas são coletadas e 
analisadas, uma a uma, para que se possa fazer um relatório final (CARNAZ et.al, 
2011). 
 
57 
 
Para um maior aprofundamento de estudo do público-alvo, bem como as 
necessidades e desejos deste, a autora deste presente trabalho realizou um 
questionário com 10 pessoas, com idades entre 25 e 35 anos. As pariticipantes 
deste questionário são de diversas localidades, sendo elas: Capão da Canoa, 
Torres, Três Forquilhas, Terra de Areia e Três Cachoeiras, localizadas no estado do 
Rio Grande do Sul e Americana e Vila Mariana, localizadas no estado de São Paulo. 
Foi elaborado um questionário com o total de 5 questões, todas relacionadas 
ao segmento moda gestante. Estes questionários foram entregues às participantes 
em mãos ou via internet, através de contato por email e/ou Facebook. 
Foram questionadas às participantes sobre as marcas gestantes e marcas do 
vestuário feminino em geral, se encontram peças com facilidade, com modelagens 
especificas e confortáveis para esse período, se ajustam ou modificam essas peças 
e o que elas acham que falta no segmento de moda gestante. 
As respostas dadas por elas serão analisadas a seguir e os questionários 
apresentados integralmente no item apêndice. 
 
5.6.1 As marcas compradas 
 
 A primeira pergunta do questionário é relacionada às marcas de vestuário, não 
só vestuário gestante, mas o vestuário feminino em geral: ‘’Quais marcas você 
costuma comprar?’’. Das dez participantes, oito afirmaram não comprarem por 
marca, mostrando não terem afinidade com nenhuma marca especifica. 
 O preço e a qualidade da peça são o que as fazem comprar o produto, 
independente da marca deste. ‘’Compro o que me agrada, independente de marca!’’ 
– disse uma das participantes. 
 
5.6.2 A busca por roupas para gestante 
 
 Na segunda pergunta foi questionado se durante a gravidez as roupas são 
encontradas com facilidade. Todas as participantes responderam não encontrar com 
facilidade. Pelo contrário, a busca por roupas próprias para gestantes são de difícil 
retorno e as peças encontradas, ao ponto de vista das participantes, não são de 
preço tão acessível, o que dificulta ainda mais a compra. 
 
58 
 
 ‘’As casas especializadas sãocaras e preciso procurar muito para achar algo 
que não seja ridículo. ’’- resposta de uma das participantes. O mercado gestante 
está se desenvolvendo mais, porém nem todas tem acesso à ele. Com o 
questionário, foi possível identificar a grande procura pelas mulheres e ao mesmo 
tempo a revolta por não acharem roupas adequadas, a um preço mais acessível e 
conforme seu próprio estilo. 
 
5.6.3 Modelagem das roupas 
 
 Segundo análise feita com os dados coletados pôde-se perceber que o 
conhecimento e entendimento de cada uma das participantes em relação ao 
mercado de moda gestante foram de fundamental importância para a resposta à 
terceira questão que perguntava se as modelagens das roupas são adequadas para 
elas. 
 Pôde-se perceber, com a análise, a grande dificuldade das gestantes em 
encontrar roupas com modelagens especificas para essa fase. A falta de mercado 
gestante perto de onde moram é um dos principais problemas, pois dificulta a 
compra de novas roupas. 
 ‘’Agora nessa fase as roupas que eu tenho já estão ficando apertadas, terei 
que buscar outras roupas e aqui pela região sei que não tem, vou ter que ir em Porto 
Alegre pra encontrar o que quero. ‘’ – Disse uma das participantes, moradora da 
cidade de Capão da Canoa. 
 Por não ter lojas de roupas gestantes na região em que moram, muitas acabam 
tendo que optar por roupas em tamanhos maiores, até mesmo plus size, que ficam 
confortáveis, mas muitas vezes não fazem seu estilo. 
 Com o crescimento do segmento moda gestante, mesmo não sendo possível 
encontrar roupas com facilidade, algumas participantes, que buscam sempre por 
mais informação e tendências, comemoram. Atualmente é possível ver roupas com 
modelagens próprias para gestantes baseadas nas tendências de moda, mas a 
dificuldade de encontrar essas roupas é maior. 
 
 
 
 
59 
 
5.6.4 Ajuste ou modificação das peças 
 
A quarta perguntou questionou se após a compra de uma roupa a participante 
ajusta ou modifica esta peça. Sete participantes responderam não fazer nenhuma 
modificação ou ajuste nas peças, pois afirmam buscar comprar peças do seu 
tamanho certo. 
 Analisando as respostas foi possível verificar que as mulheres buscam comprar 
roupas que sejam ideais para si, não importa se engordarão ou não. A roupa deve 
servir no momento da compra, não precisando ser feito nenhum ajuste, já que ao 
fazer uma modificação na peça, esta, na maioria das vezes, não poderá ser 
reaproveitada após a gestação. A maioria das mulheres prefere comprar roupas 
prontas, que não precisam ser modificadas, que combinem com seu estilo e que as 
deixe confortáveis nesta fase que estão. 
 ‘’Na maioria das vezes procuro comprar adequadas ao meu número e estilo’’, 
afirmou uma das participantes. Baseado nisso, a marca Donna Incinta propõe 
roupas que se ajustem ao corpo da mulher ao longo da gestação, sendo do tamanho 
exato delas, mas se adequando ao seu corpo ao longo do tempo, sem prejudicar a 
gravidez. Peças com modelagens próprias para gestantes, com cós maiores de 
tecido elástico, botões maiores, franzidos que deixam a barriga livre, bolsos falsos 
com tecido extra. Detalhes que fazem a diferença no segmento moda gestante. 
 
5.6.5 O que falta nas peças gestantes 
 
Tamanhos maiores, sofisticação, estilo e preço menor. Quando questionadas 
sobre o que faltava nas peças gestantes sugestões não faltaram. Cada vez mais as 
gestantes estão à procura de roupas que valorizem essa fase da vida, roupas que 
além de fazerem com que elas sintam-se confortáveis, que as façam se sentir 
bonitas. 
‘’Falta tamanho, conforto e beleza nas peças, pois estamos nos achando 
gordas assim nos parece que nenhuma roupa nos vai bem, e nem ficamos bonitas’’ 
– resposta de uma das participantes. A falta de tamanhos próprios para gestante é 
um problema enfrentado por muitas, pois por não serem feitos com uma modelagem 
 
60 
 
que se ajuste ao corpo ao longo da gravidez, as roupas acabam deixando de servir 
logo, deixando também de ser confortável. 
 A sofisticação das peças, concordando com as tendências de moda, também 
deixa a desejar. A maioria das mulheres busca por estar sempre no que é chamado 
‘’estar na moda’’, ou seja, gostam de seguir as tendências de moda de acordo com o 
estilo de cada uma, por isso não gostam das famosas roupas das gestantes: batas, 
leggings e roupas largas em geral. ‘’Eu acho que falta roupas mais estilosas, tipo pra 
gente sair das "batinhas", e legging de suplex’’, relatou uma das participantes. Outra 
participante disse ter dado todas as roupas de gestantes compradas para a 
cunhada, pois não suporta mais batas e roupas largas. 
 Além disso, outro problema comum para as gestantes é o preço das peças. A 
maioria não vê viabilidade em comprar uma peça de roupa que irá ser usada por um 
determinado tempo e depois descartada. Pela grande dificuldade em encontrar a 
peça ideal, com conforto e estilo desejados, o preço se torna o maior inimigo. 
Segundo uma das participantes, ‘’o mais difícil para gestantes é comprar roupas que 
não vamos usar mais depois, isso é o que mais comentamos! Então deveria existir 
algo que pudéssemos usar depois da gravidez, que acho isso não tem como... ’’ 
 Existe possibilidade de estas peças serem criadas, unindo conforto, beleza e 
um preço mais acessível ao público, proposta esta que a marca Donna Incinta 
propõe a fazer. O mercado de moda gestante atualmente é que tem percebido a 
grande lacuna existente nesse nicho. A falta de marcas e a grande procura por elas 
têm sido muito grandes. 
 
5.6.6 Autoestima na gestação 
 
 Para a complementação da pesquisa qualitativa sobre o público-alvo, outra 
análise foi feita para saber mais sobre como é a autoestima das mulheres durante a 
gestação. 
A pergunta: ‘’você sofre de baixa estima nesse momento da vida? Se sente 
deprimida?’’ foi realizada com 33 mulheres de diversas localidades do Brasil, 
questionadas através da rede social Fcebook. 
 
61 
 
Destas, 29 afirmaram estarem com a estima baixa, sentindo-se tristes, sem 
ânimo e até mesmo feias. Isto oscila ao longo da gravidez, fazendo-as se sentirem 
bipolares também. 
A falta de roupas é um dos principais motivos que as fazem sentir-se feias, 
pois as roupas não ficam com o mesmo caimento de antes e a maioria de suas 
roupas não servem mais, o não aceitamento disso faz com que se sintam gordas e 
deprimidas e com a estima baixa. 
Os questionários respondidos e a pesquisa sobre autoestima encontram-se 
no apêndice A. 
 
5.6.7 Analise geral dos dados coletados 
 
 Após análise feita constatou-se que o público gestante é carente de 
mercadorias, o que as deixa insatisfeitas e atingem seu ego. A grande procura e a 
pouca demanda de produtos faz com que este segmento seja de grande 
crescimento, porém poucas empresas têm investido nele. 
 Conforto, estética e preço menor é o que o público mais busca, a não união 
destes três elementos faz com que a consumidora desista da compra, fazendo-a 
acreditar que não há vantagem em comprar roupas próprias para gestantes, pois se 
as peças não fazem seu estilo e estas serão usadas por pouco tempo não há 
necessidade de fato de fazer a aquisição do produto. 
 Não ter lojas próprias neste segmento na região em que moram também 
dificulta o acesso à essas roupas, pois não tendo como se locomoverem para tão 
longe as mulheres se vêm obrigadas a comprar roupas mais largas, que deixarão de 
usar logo, para se sentirem confortáveis. Um dos maiores desejos é a fabricação de 
roupas com modelagens específicas, que se adaptem durante toda gestação e que 
possam ser usadas depois deste período, não sendo preciso serem passadas 
adiante. 
 A proposta da marca Donna Incinta é desenvolver peças que serão usadas ao 
longo de toda gestação e podem também ser usadas depois, pois sua modelagem é 
própria para a gestante, tendo maior elasticidade e detalhes que fazem com quea 
peça não fique nem grande, nem pequena demais, que ela fique ideal para cada 
mulher. A grade de tamanhos, o conforto e a estética das roupas, seguindo as 
 
62 
 
tendências de moda, são baseadas nos desejos do público-alvo, o que faz com que 
as peças sejam feitas de tamanhos diversos, de acordo com as tendências e tendo o 
conforto como foco principal. 
 
 
6. DESENVOLVIMENTO DA COLEÇÃO 
 
 Entende-se por coleção os produtos de uma mesma linha, que possuem 
características e direcionamentos de segmento iguais. Estes produtos podem ser 
desenvolvidos para serem usados com outros já existentes no mercado (TREPTOW, 
2013). 
 
 
6.1 Sazonalidade 
 
A sazonalidade trata-se de um fenômeno de mudanças de hábitos conforme 
períodos do ano. Ela serve para melhor nortear as empresas, dando maior foco a 
determinadas épocas do ano (OLIVEIRA, 2010). 
A marca Donna Incinta desenvolve duas coleções por ano: outono/inverno e 
primavera/verão. A coleção ‘’Chá da Alice’’ será desenvolvida para a estação 
primavera/verão 2016. 
 
 
6.2 Projeto de Coleção 
 
Para o desenvolvimento eficaz de uma coleção de moda, é preciso que esta 
seja coerente e contemple com o perfil do consumidor, a identidade da marca, o 
tema da coleção e a proposta de cores, materiais e silhuetas estabelecidos 
(TREPTOW, 2013). 
 
 
 
 
 
 
63 
 
6.2.1 Cronograma da coleção 
 
O cronograma da coleção se trata de uma tabela na qual são cruzadas as 
atividades e datas de planejamento, para que a coleção seja desempenhada com 
sucesso (TREPTOW, 2013). 
Este cronograma serve para organizar todas as atividades a serem exercidas, 
a fim de atribuir-lhes datas de execução para que a coleção possa ser desenvolvida 
no tempo estipulado. Normalmente as empresas estipulam datas para o lançamento 
de suas coleções, buscando lança-las em data propícia à venda, como por exemplo, 
fim de ano, e desfiles regionais/nacionais, entre outras datas importantes 
(ZIMMERMANN, 2010). 
Com o cronograma é possível determinar todas as etapas necessárias para 
atingir os objetivos e metas da empresa, definindo datas e prazos para cada fase, 
sendo possível também monitorar o cumprimento das etapas e prazos definidos 
(ZIMMERMANN, 2010). 
A seguir, cronograma para o desenvolvimento da coleção ‘’Chá da Alice’’: 
 
Tabela 02. Cronograma da coleção 
Fonte: montagem autora (2015) 
 
64 
 
O cronograma elaborado foi desenvolvido a partir de cada item do PROTEC, 
estabelecido pela Universidade Luterana do Brasil, Campus Torres. 
 
6.2.2 Mix de produto 
 
O mix de produtos refere-se à variedade de produtos oferecidos por uma 
empresa. Esta empresa pode oferecer produtos das mais variadas categorias, tais 
como acessórios, calçados, roupas, agendas. (TREPTOW, 2013, p. 95). 
Esse mix é definido a partir do desejo do público-alvo, bem como a 
sazonalidade e o conceito da marca. O número de peças de um determinado 
produto é determinado a partir da demanda do mercado (TREPTOW, 2013, p. 95). 
Na coleção ‘’Chá da Alice’’ os produtos serão divididos em calças, vestidos, 
macacões, blusas, croppeds, camiseta, bermudas e saias. 
 
6.2.3 Mix de Moda 
 
Em uma coleção de moda são identificadas três categorias de produtos: 
básico, fashion e vanguarda (PIRES 2000 apud TREPTOW, 2013). 
Segundo TREPTOW (2013) os produtos considerados básicos costumam ter 
venda garantida, estando presentes em quase todas as coleções. Em média, 10 % 
da coleção deve se direcionar a esse tipo de produto. Já a maior parte do foco da 
coleção é destinada aos produtos fashion, pois estes representam 70% da coleção, 
estando de acordo com as tendências do momento. Os produtos vanguarda são 
peças complementares, que muitas vezes não tem foco comercial e sim conceitual, 
onde o conceito da coleção desenvolvida é mostrado, chamando assim mais 
atenção e atraindo mais olhares à coleção. 
 A coleção ‘’Chá da Alice’’, da marca Donna Incinta será composta por 28 
peças, sendo 13 peças fashion, 15 básicas, e nenhuma vanguarda, pois a autora 
acreditou não ser viável a sua proposta, por buscar despertar o interesse e aquisição 
da consumidora por looks que de fato usarão, pois as mulheres não se sentem 
totalmente confiante ao comprarem roupas de moda gestante, acreditando que não 
serão usadas depois. A proposta da marca Donna Incinta é chamar atenção das 
 
65 
 
clientes com peças que elas poderão usar, fazendo-as se sentirem confiantes e que 
queiram continuar usando essas peças até mesmo depois da gestação. 
 
6.2.4 Tabela de Parâmetro 
 
 A tabela de parâmetro funciona como guia para o trabalho da equipe de 
criação. Nela, consta o cruzamento de dados, onde são distribuídos a quantidade de 
modelos que serão produzidas de cada artigo listado no mix de produto entre as 
categorias do mix de moda (TREPTOW, 2013). 
 A tabela a seguir é baseada na tabela de parâmetro da Treptow (2013). 
 
Mix de moda/ 
Mix de produto 
Básico Fashion Vanguarda Total 
Vestido 4 4 0 8 
Saia 2 1 0 3 
Calça 2 1 0 3 
Top Cropped 1 1 0 2 
Blusas 2 4 0 6 
Camiseta 1 0 0 1 
Bermuda 2 0 0 2 
Macacão 1 2 0 3 
Total 15 13 0 28 
Distribuição 
percentual 
54 % 46 % 0 % 100 % 
Tabela 02. Tabela de Parâmetro 
Fonte: Adaptado de TREPTOW (2013). 
 
 
A coleção ‘’Chá da Alice’’, da marca Donna Incinta, é composta por 26 peças, 
sendo 14 peças básicas, equivalente a 54% da coleção, 12 peças fashions, 46 % da 
coleção, e na categoria vanguarda não possui nenhuma peça, como é ilustrado na 
tabela anterior. 
 
 
 
 
 
66 
 
6.3 Elementos de Design da Coleção 
 
 Os elementos de design servem como ferramenta estética, para dar foco ao 
trabalho do designer e proporcionar a criação de efeitos sob o modelo desenvolvido 
(VITÓRIA, 2010). 
 Os elementos do design de moda são a linha, a cor, a textura, a padronagem, a 
silhueta e a forma. Guiados pelos princípios do design, estes elementos são 
utilizados para fazer as mais diversas combinações a serem usadas pelo designer 
(KEISER, GARNER, apud TREPTOW, 2013). 
Para a elaboração deste trabalho foram usados três elementos de design, 
sendo eles: linha, cor e textura. 
 
6.3.1 Linha 
 
Segundo TREPTOW (2013) a linha é uma sequência de pontos, que pode ser 
suave ou marcante, implicando flexibilidade ou rigidez. Na moda, o uso mais comum 
delas se dá por meio das costuras, que unem as partes de um traje ou delimitam as 
bainhas. 
 ‘’As linhas podem ser usadas para delimitar diferentes seções no design ou 
para direcionar o olhar do usuário em uma direção específica, pois geram uma 
sensação de movimento’’ (CANHA, 2015). 
 Na coleção ‘’Chá da Alice’’ o uso da linha é marcante por causa da linha 
império, que se trata de uma costura ou detalhe localizada logo abaixo do busto, 
usado em muitos looks; a linha do cós também é marcante e essas duas linhas, 
tanto a do cós, quanto do corte império, tem por função buscar colocar em evidencia 
a barriga. 
 
67 
 
 
Figura 26. Linha 
Fonte: Autora (2015) 
 
A linha acompanha a silhueta da gestante, sendo leve e dando maior 
flexibilidade às roupas. 
 
6.3.2 Cor 
 
A cor é o reflexo da luz sobre o objeto, desempenhando papel de suma 
importância em todos os ramos do design. Ela influencia a percepção da forma, 
provocando reação intuitiva, emocional e física (VITÓRIA, 2010). 
Segundo Canha (2015), as ‘’cores geram contraste, chamam a atenção, dão 
aspecto de profundidade, podem dar ênfase e podem mudar a maneira com a qual 
nos relacionamos com um objeto’’. 
Abaixo, segue painel com cores e suas respectivas inspirações, retiradas do 
filme, usadas na coleção ‘’Chá da Alice’’: 
 
 
68 
 
 
Figura 27. Cores de Alice. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
As cores usadas no desenvolvimento da coleção ‘’Chá da Alice’’ tem como 
referência a personagem central do tema escolhido, ’Alice, no País das Maravilhas’, 
especificamente os vestidos usados por esta, sendo elas:azul, em algumas 
variações de tonalidades, remetendo à tendência soft pop, onde os tons são mais 
claros, vermelho, branco e preto. 
 
6.3.3 Textura 
 
 A relação da roupa com o corpo não é apenas visível, é também tátil. Por isso 
a textura é de suma importância, agindo como suporte e reforço à imagem principal 
reforçando o conceito visual do trabalho (CANHA, 2015). 
 Referindo-se às características da superfície, a textura pode se relacionar com 
o contexto no qual é inserida, reforçando ou complementando a mensagem que o 
designer quer passar (CANHA, 2015). 
 
69 
 
 Além de ser explorada nos tecidos, dos mais diversos modelos, as texturas 
podem se dar por meio de aplicações, bordados e efeitos tridimensionais 
(TREPTOW, 2013). 
 A marca Donna Incinta fará o uso de bordados, complementados por 
aplicações de pedras na sua coleção ‘’Chá da Alice’’, conforme figura a seguir. 
 
 
Figura 28. Textura. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
 Indo de acordo com a temática escolhida, as pedras servem para 
complementar a coleção, mostrando a riqueza nos pequenos detalhes, e buscar 
satisfazer os desejos do público-alvo, ressaltando nas aplicações os detalhes que 
fazem com que a mulher se sinta mais poderosa e confiante. 
 
 
 
 
 
70 
 
6.4 Elementos de Estilo 
 
 Os elementos de estilo são detalhes utilizados repetidamente em uma coleção, 
com variações de um modelo para outro. Eles podem ser elementos ou princípios do 
design, como a estamparia, o corte, a presença de uma cor dominante, e 
principalmente, a utilização de aviamentos e detalhes na modelagem, tendo por 
objetivo criar a unidade visual entre as peças (TREPTOW, 2013). 
 Na coleção ‘’Chá da Alice’’, dois elementos destacam-se, sendo eles: a linha e 
a aplicação de pedras, dadas por meio dos bordados. Abaixo segue figura com os 
elementos de estilo presentes na maior parte dos looks da coleção ‘’Chá da Alice’’. 
 
 
Figura 29. Elementos de estilo 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 A linha, que segue a silhueta do corpo, sendo mais solta evidenciando a 
barriga é um dos elementos de estilo optados para o desenvolvimento deste projeto. 
A modelagem desenvolvida, mais ampla e elástica, faz com que a barriga fique mais 
livre, não impedindo os movimentos, e deixando a mulher mais bonita. A linha 
 
71 
 
império, localizada abaixo do busto e alinha do cós, fortalecem a evidenciação da 
barriga. 
 As aplicações de pedras, usadas em grande parte dos modelos, serviram para 
ressaltar as peças, dando sofisticação à elas, e mostrando como a marca pensa em 
cada detalhe elaborado para que suas consumidoras fiquem ainda mais lindas. Além 
disso, elas são responsáveis por simbolizarem a riqueza de detalhes contida na 
temática da coleção, mostrando a coleção buscou por levar a temática da coleção 
até mesmo nos detalhes. 
 
 
6.5 Release da Coleção 
 
 Com inspiração na temática Alice, no País das Maravilhas, a marca Donna 
Incinta buscou levar as futuras mamães, mulheres entre 25 e 35 anos, a um mundo 
mágico, com a coleção ‘’Chá da Alice’’. Uma coleção de vestuário casual, para a 
primavera/verão 2016, onde a beleza se une ao conforto das peças, desenvolvidas 
com modelagem específica para as gestantes. A paleta de cores vai desde os tons 
mais neutros, aos tons mais escuros. A leveza das peças e os detalhes, expressos 
por meio de pedrarias fazem com que se evidencie a beleza da mulher, que fica 
ainda maior nesse período. 
 
6.6 Cartela de Cores 
 
 As cores servem como catalisadores no desenvolvimento de uma coleção. 
Através delas é possível definir uma venda, alterar o espaço e criar a magia da 
história (PORTAL PANTONE, 2012). 
 As cores escolhidas para o desenvolvimento deste trabalho tem como 
inspiração a temática escolhida: Alice, no País das Maravilhas, bem como a 
tendência soft pop. A figura a seguir mostra as cores usadas. 
 
 
72 
 
 
Figura 30. Cartela de Cores 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
 A cor azul foi retirada dos vestidos de Alice, que, em sua maioria, ao longo do 
filme, são desta cor; as tonalidades deste tom escolhidas seguem também a 
tendência soft pop, onde as tonalidades mais claras são as utilizadas. O vermelho 
escuro foi escolhido por também fazer parte de um dos vestidos usados por Alice. As 
cores: preto e branco serviram tanto para complementar a coleção, quanto para dar 
o ar mais ‘’dark’’ à coleção, assim como o filme de Tim Burton. 
 
 
6.7 Cartela de Tecidos 
 
 A cartela de tecidos visa a demonstrar os materiais a serem utilizados na 
coleção. Deve-se ter uma pequena amostra do tecido, para que este possa ser 
sentido, e para que fique claras sua textura e leveza (TREPTOW, 2013). 
 A escolha dos tecidos para o desenvolvimento deste projeto se deu por conta 
de sua leveza e caimento. Abaixo segue cartela de tecidos que serão utilizados na 
elaboração deste projeto. 
 
73 
 
 
Figura 31. Cartela de tecidos 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
Os tecidos foram escolhidos por seu caimento, e pelos efeitos que cada um dará a 
roupa ao final do processo de produção. 
 
6.8 Cartela de Aviamentos 
 
 Os aviamentos são de fundamental importância na confecção de uma peça de 
roupa. Além da utilidade que exercem, servem também como elementos 
decorativos– garantindo um grande nível de detalhamento nas peças desenvolvidas, 
sendo assim divididos em duas categorias: funcionais e decorativos (PORTAL 
AUDACES, 2013). 
 A cartela a seguir mostra os aviamentos utilizados no desenvolvimento da 
coleção ‘’Chá da Alice’’: 
 
74 
 
 
Figura 32. Cartela de aviamentos. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 A coleção ‘’Chá da Alice’’ irá usar, em sua maioria, aviamentos com 
funcionalidade, buscando levar conforto e comodidade às suas consumidoras. Para 
agregar elementos decorativos e embelezar as peças, aviamentos decorativos 
também foram usados. Abaixo segue painel de aplicações usadas: 
 
 
Figura 33. Cartela de Aplicações 
Fonte: Montagem Autora (2015). 
 
As pedras, bordadas nas peças, serviram para complementar a coleção e 
satisfazer o desejo da mulher, público-alvo, de continuar ainda mais bonita nessa 
fase de suas vidas. 
 
 
75 
 
6.9 Croquis 
 
 O croqui é um desenho figurativo utilizado para obter e comunicar ideias 
rapidamente. Ele serve para que se tenha noção de como será a peça a ser 
confeccionada. É por meio dos croquis que os modelos imaginados tomam forma, 
transformando a criação em realidade e facilitando sua confecção (MAGALHÃES, 
2013). 
 Os croquis elaborados neste projeto foram desenvolvidos com o auxilio do 
programa CorelDraw X6, sendo assim, todos vetorizados. Foram desenvolvidos 20 
croquis, dos quais 5 serão escolhidos para confecção e apresentação. 
 A seguir, os 20 croquis desenvolvidos. 
 
 
 
76 
 
 
Figura 34. Look 1. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
77 
 
 
Figura 35. Look 2. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
78 
 
 
Figura 36. Look 3. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
79 
 
 
Figura 37. Look 4. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
80 
 
 
Figura 38. Look 5. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
81 
 
 
Figura 39. Look 6. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
82 
 
 
Figura 40. Look 7. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
83 
 
 
Figura 41. Look 8. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
84 
 
 
Figura 42. Look 9. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
85 
 
 
Figura 43. Look 10. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
86 
 
 
Figura 44. Look 11. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
87 
 
 
Figura 45. Look 12. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
88 
 
 
Figura 46. Look 13. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
89 
 
 
Figura 47. Look 14. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
90 
 
 
Figura 48. Look 15. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
91 
 
 
Figura 49. Look 16. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
92 
 
 
Figura 50. Look 17. 
Fonte: Montagem Autora(2015) 
 
 
93 
 
 
Figura 51. Look 18. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
94 
 
 
Figura 52. Look 19. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
95 
 
 
Figura 53. Look 20. 
Fonte: Montagem Autora (2015) 
 
 
96 
 
6.10 Quadro da Coleção 
 
 O quadro da coleção serve para que o estilista/designer tenha noção se há 
coerência entre as peças desenvolvidas, se o conjunto se relaciona de maneira 
coesa (GONÇALVES, 2015). 
 A seguir, quadro da coleção ‘’Chá da Alice’’. 
 
 
 
97 
 
 
Figura 54. Quadro da Coleção 
Fonte: Autora (2015) 
 
98 
 
7. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO DO PRODUTO 
 
O processo produtivo se trata da combinação de fatores de produção, que, 
juntos, proporcionam a obtenção de um determinado produto. Para o 
desenvolvimento de um produto pode-se utilizar vários tipos de processos 
produtivos, combinados com os mais diversos fatores para se chegar a um produto 
final predeterminado (PORTAL INFOPÉDIA, 2015). 
 
7.1 Detalhamento técnico Look 1 confeccionado (Croqui 1) 
 
 O primeiro croqui escolhido para ser confeccionando foi o de número 1. Ele é 
composto por um vestido longo, em malha, reto, costas nuas com elástico para dar 
maior sustentação, decote frente única, com quatro pences, bordado com pedras em 
formato quadrado. 
 
7.1.1 Modelagem 
 
A modelagem é parte fundamental e essencial para o desenvolvimento do 
produto; A partir dela, os desenhos selecionados serão elaborados e 
confeccionados, dando origem aos protótipos, que são as primeiras peças que 
nortearão a confecção das demais (TREPTOW, 2013). 
 A modelagem pode se dar por meio de dois processos: a moulage ou a 
modelagem plana. A moulage é o método característico da Alta-Costura e consiste 
em desenvolver os modelos sobre um manequim, confeccionado em medidas 
padronizadas. Já na modelagem plana, os modelos são traçados sobre o papel, 
utilizando uma tabela de medidas e cálculos geométricos (TREPTOW, 2013). 
 Para a confecção dos modelos escolhidos e desenvolvidos neste projeto, usou-
se a modelagem plana. A ficha de modelagem com os detalhes da primeira peça 
confeccionada será apresentada a seguir. 
 
 
99 
 
 
Figura 55. Ficha de modelagem Look 1. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
100 
 
7.1.2 Ficha técnica 
 
 A ficha técnica serve para nortear o modelista no desenvolvimento do molde da 
peça a ser confeccionada, nesta ficha estão todos os detalhes necessários para a 
confecção da peça, tais como medidas, estampas, aviamentos a serem usados e 
demais informações, como marca e a qual coleção a peça pertence, bem como o 
desenho indicando onde estão localizados estes detalhes (CORRÊA, 2008). 
 A ficha técnica do look 1 é apresentada a seguir. 
 
101 
 
 
Figura 56. Ficha técnica look 1. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
 
 
 
 
 
 
102 
 
7.1.3 Planilha de Custos 
 
 
 Segundo TREPTOW (2013) o preço de venda é um elemento fundamental na 
relação de competitividade entre as empresas de qualquer setor. É necessário 
analisar o preço das empresas concorrentes e conhecer o público-alvo, saber o 
quanto ele pode, e está disposto a pagar pelo produto apresentado. 
 Atualmente é preciso controlar os gastos, tendo o cuidado para evitar 
desperdícios e/ou improdutividade, para que as margens de lucro sejam atraentes 
em um mercado cada vez mais competitivo (TREPTOW, 2013). 
A melhor forma de chegar ao preço de venda de um produto é fazer o cálculo 
das despesas envolvidas na execução deste produto, como a matéria-prima, 
embalagem e mão-de-obra, estabelecendo um preço que seja de acordo com seus 
concorrentes, de modo que fique atrativo para o público-alvo (GALHARDO, 2012). 
Os preços praticados pela marca Donna Incinta variam de R$ 40,00 a R$ 
350,00. A tabela a seguir mostra a planilha de custos do primeiro look 
confeccionado. 
 
Processo Vestido 
Tecidos R$ 37,90 
Aviamentos/Acessórios R$ 5,00 
Mão-de-obra R$ 50,00 
Papel para modelagem R$ 1,90 
Total de custos R$ 94,80 
Margem para precificação 100% 
Valor da venda R$ 189,60 
Tabela 03. Planilha de Custos look 1. 
Fonte: Autora (2015). 
 
 
7.2 Detalhamento técnico look 2 a ser confeccionado (croqui 12) 
 
O segundo look a ser confeccionado trata-se de um macacão longo, sem 
mangas, com calça flare, decote V, faixa no cós e também no ombro, ambas 
removíveis, para facilitar o ajuste. 
 
 
103 
 
7.2.1 Modelagem 
 
A seguir ficha de modelagem do segundo look. 
 
 
104 
 
 
Figura 57. Ficha de modelagem look 2. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
105 
 
7.2.2 Ficha técnica 
 
A ficha técnica do segundo look a ser confeccionado segue abaixo. 
 
 
Figura 58. Ficha técnica look 2. 
Fonte: autora (2015) 
 
106 
 
 
7.2.3 Planilha de Custos 
 
 Abaixo segue planilha de custos no desenvolvimento do segundo look. 
 
Processo Macacão 
Tecidos R$ 39,90 
Mão-de-obra R$ 40,00 
Papel para modelagem R$ 1,90 
Total de custos R$ 81,80 
Margem para precificação 100% 
Valor da venda R$ 163,60 
Tabela 04. Planilha de Custos look 2. 
Fonte: Autora (2015). 
 
 
 
7.3 Detalhamento Técnico Look 3 a ser confeccionado (croqui 14) 
 
O terceiro croqui escolhido para ser confeccionado é o de número 14. Trata-
se de um vestido curto, pelo joelho, meio godê, com aplicações de pedras redondas 
no busto. Alças largas. 
 
7.3.1 Modelagem 
 
A seguir, ficha de modelagem do terceiro look confeccionado. 
 
107 
 
 
Figura 59. Ficha de modelagem look 3. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
108 
 
7.3.2 Ficha Técnica 
 
Abaixo, segue ficha técnica do look de número três. 
 
 
Figura 60. Ficha técnica look 3. 
Fonte: Autora (2015) 
 
109 
 
7.3.3 Planilha de Custos 
 
Processo Vestido 
Tecidos R$ 43,89 
Aviamentos/Acessórios R$ 10,00 
Mão-de-obra R$ 40,00 
Papel para modelagem R$ 1,35 
Total de custos R$ 95,24 
Margem para precificação 100% 
Valor da venda R$ 190,45 
Tabela 05. Planilha de Custos look 3. 
Fonte: Autora (2015). 
 
 
7.4 Detalhamento Técnico Look 4 a ser confeccionado (croqui 13) 
 
 O quarto look a ser confeccionado é composto por uma bermuda, em sarja, 
com barrigueira e cós em suplex, barras viradas. Blusa, com mangas, aberturas no 
ombro, decote canoa com aplicações de pedras quadradas. 
 
7.4.1 Modelagem 
 
As fichas de modelagem do quarto look são apresentadas a seguir. 
 
110 
 
 
Figura 61. Ficha de modelagem bermuda look 4. 
 Fonte: Autora (2015) 
 
111 
 
 
Figura 62. Ficha de modelagem blusa look 4. 
Fonte: Autora (2015) 
 
112 
 
 
 
7.4.2 Ficha Técnica 
 
 A seguir, as fichas técnicas, da blusa e bermuda, que compõem o quarto look 
são apresentadas. 
 
 
Figura 63. Ficha técnica bermuda look 4. 
Fonte: Autora (2015) 
 
113 
 
 
Figura 64. Ficha técnica blusa look 4. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
 
7.4.3 Planilha de Custos 
 
A seguir planilha de custos, gerada a partir dos gastos totais mais a soma da 
porcentagem em cada uma das peças, no desenvolvimento do terceiro look. 
 
Processo Bermuda Blusa 
Tecidos R$ 33,90 R$ 15,96 
Mão-de-obra R$ 30,00 R$ 20,00 
Papel para modelagem R$ 0,90 R$ 0,90 
Total de custos R$ 64,80 R$ 36,86 
Margem para precificação 80% 60% 
Valor da venda R$ 116,64 R$ 58,97 
Tabela 06. Planilha de Custos look 4. 
Fonte: Autora (2015). 
 
 
7.5 Detalhamento Técnico Look 5 a ser confeccionado (croqui 7) 
 
 O quinto look confeccionado é composto por uma bermuda em jeans, com 
barrigueira e cós em suplex, bordas viradas, bolsos frontais pespontados. E uma 
blusa em malha, com mangas curtas, aberturas no ombros, decote canoa com 
aplicações de pedras quadradas. 
 
7.5.1 Modelagem 
 
A seguir são apresentadas as fichas de modelagem das peças que compõem 
o quinto look. 
 
 
115 
 
 
Figura 65. Ficha de modelagem blusa look 5. 
Fonte: Autora (2015) 
 
116 
 
 
Figura 66. Ficha de modelagem bermuda look 5. 
Fonte: Autora (2015)117 
 
7.5.2 Ficha Técnica 
 
As fichas técnicas do quinto look seguem abaixo. 
 
 
Figura 67. Ficha técnica blusa look 5. 
Fonte: Autora (2015) 
 
118 
 
 
Figura 68. Ficha técnica bermuda look 5. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 
 
 
 
119 
 
7.5.3 Planilha de Custos 
 
Abaixo, segue planilha de custos na confecção das peças que compõem o 
quinto look. 
 
Processo Bermuda Blusa 
Tecidos R$ 29,90 R$ 19,95 
Aviamentos/Acessórios R$ - R$12,50 
Mão-de-obra R$ 30,00 R$ 20,00 
Papel para modelagem R$ 0,90 R$ 0,90 
Total de custos R$ 60,80 R$ 53,35 
Margem para precificação 80% 60% 
Valor da venda R$ 109,44 R$ 85,36 
Tabela 07. Planilha de Custos look 5. 
Fonte: Autora (2015). 
 
 
8. ESTRATÉGIAS DE MARKETING 
 
 O marketing serve para que se possam descobrir as necessidades e desejos, 
sejam eles explícitos ou ocultos, do consumidor, com a finalidade de desenvolver 
produtos que se tornem rapidamente objetos de desejos, despertando a atenção do 
consumidor e levando-o até a satisfação de sonhos e fantasias (COBRA, 2007). 
 Formando um conjunto de ferramentas que tem por objetivo alcançar as 
estratégias de marketing relacionadas ao mercado está o mix de marketing, também 
conhecido como os quatro P’s de marketing, sendo eles: produto, preço, praça e 
promoção (PEREIRA, 2012). 
 
8.1 Produto 
 
Refere-se às características e atributos que o produto ou serviço desenvolvido 
pela empresa terá. Neste item as características do produto deverão ser decididas, 
tais como tamanhos, cores e funcionalidades (BORGES, 2013). 
 
120 
 
 As peças desenvolvidas pela marca Donna Incinta possuem grade de 
tamanhos que variam entre P e GG. Todas estas peças possuem uma tag, na qual 
possui um adesivo na parte de trás onde é identificado este tamanho, uma breve 
descrição da roupa e o código de barras da peça; o nome da marca vai na frente. A 
tag é no formato da boneca símbolo da marca conforme ilustrado na figura abaixo. 
 
 
Figura 69. Tag. 
Fonte: Autora (2015) 
 
As roupas da marca Donna Incinta são caracterizadas por possuírem 
modelagens específicas, que podem ser usadas em todas as fases da gestação e 
até mesmo depois, pois além de serem desenvolvidas com tecidos confortáveis, elas 
possuem ajustes em pontos estratégicos, que proporcionam que a barriga cresça 
sem impedir os movimentos da mulher e sem prejudica-la. 
Cós elástico, bolsos falsos, botões largos e franzidos são alguns dos ajustes 
feitos nas modelagens para que a gestante se sinta confortável, e ao mesmo tempo 
bonita, pois as roupas desenvolvidas pela marca seguem as tendências de moda. 
 
 
 
121 
 
8.2 Preço 
 
 Segundo COBRA (2007) ‘’o preço está associado ao conceito de valor 
percebido – a relação da soma dos custos sob a ótica do cliente. Preço é tudo o que 
o consumidor percebe ter dado em sacrifício para obter o produto’’ (COBRA, p. 168; 
2007). 
O modo de produção e comercialização da marca Donna Incinta é o prêt-à-
porter. Caracterizado pela confecção em massa, este método torna-se mais rentável, 
pois os produtos são produzidos em grande escala, trazendo valores em maiores 
múltiplos. 
O preço estabelecido nos produtos da marca Donna Incinta é calculado a 
partir dos gastos totais na confecção da peça, tais como mão-de-obra, tecidos, 
insumos e embalagens utilizadas. 
A partir de pesquisas e análises para determinar o valor ‘’x’’ que o produto 
será colocado à venda pelos lojistas, os produtos serão vendidos em lojas próprias, 
por representantes. 
A média de preço dos produtos da marca Donna Incinta varia conforme as 
modelagens, tecidos e insumos usados em cada peça, ficando entre R$ 40,00 e 
R$350,00. 
A margem de lucro estabelecida varia conforme as peças, sendo 100% a 
margem para vestidos e macacões, 80% para bermudas e saias e 60% para blusas 
em geral. 
 
8.3 Praça 
 
A praça refere-se ao local que o produto estará disponibilizado. Neste caso, 
pode ser on-line ou em lojas físicas. É a partir dessa distribuição que o consumidor 
terá acesso a oferta do produto oferecido (BORGES, 2013). 
 Os produtos da marca Donna Incinta serão comercializados em lojas físicas, 
próprias da marca, por representantes e em longo prazo, também via on-line. 
Localizadas na região do litoral norte gaúcho e sul catarinense, onde se pôde 
analisar uma grande demanda e pouca oferta neste segmento, as lojas físicas 
 
122 
 
contarão com um ambiente espaçoso, onde a gestante se sinta confortável, além de 
também possuir um espaço onde elas poderão sentar e descansar. 
A figura a seguir ilustra a fachada da loja. 
 
Figura 70. Loja. 
Fonte: montagem autora (2015) 
 
As cores para as lojas próprias da loja são as mesmas da logomarca: rosa, 
branco e cinza, que simbolizam a doçura e feminilidade da marca. Com duas vitrines 
de cada lado da entrada, proporcionando maior visibilidade, os manequins são 
mudados quinzenalmente, fazendo o consumidor poder ver mais peças, chamando 
assim sua atenção. 
 
8.4 Promoção 
 
As ações promocionais e de propaganda ajudam a ampliar o conhecimento 
da marca; quanto maior o investimento feito pela empresa, maior o retorno obtido. 
No entanto, é necessário o profundo conhecimento pelo público-alvo, saber quais 
métodos chama mais a atenção para eles, saber qual o tempo de duração que a 
campanha deverá ter, e, sobretudo, como a criatividade vai ser usada na elaboração 
dos métodos de divulgação (COBRA, 2007). 
 
123 
 
 
‘’A comunicação é hoje responsável pela influência de boa parte dos 
artigos de moda consumidos no mundo. Graças à internet, ninguém está 
distante de outra pessoa ou de uma informação mais do que seis segundos. 
Mas não é só. As revistas, os jornais, os filmes, quase todos os meios de 
comunicação circulam em velocidade tais que as notícias chegam 
praticamente no mesmo dia, ou ao mesmo tempo, a quase todos os lugares 
do mundo’’ (COBRA, p. 22; 2007). 
 
 
Neste projeto serão utilizados como canais de comunicação e divulgação: 
outdoor, catálogos, sacolas de papel personalizadas, etiquetas personalizadas, web 
site, redes sociais e brindes como ursinhos aromatizantes e sapatinhos de bebê. A 
figura abaixo mostra o web site da marca Donna Incinta. 
 
 
Figura 71. Site da marca. 
Fonte: Autora (2015) 
 
Com público residente no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a 
marca Donna Incinta verificou maior visibilidade na colocação de outdoors na BR-
 
124 
 
389, conhecida como Estrada do Mar, e também na BR-101, por serem vias de 
acesso ao litoral. A figura a seguir mostra o outdoor. 
 
 
Figura 72. Outdoor. 
Fonte: Montagem autora (2015) 
 
Sacolas feitas de papel, com o logo da marca e de tamanhos variados, serão 
dadas às consumidoras a cada compra. Além disso, a marca fará a distribuição de 
brindes para as compras acima de R$ 200,00, que serão sapatinhos de bebê e 
ursinhos aromatizantes, feitos de fontes renováveis (sobra dos tecidos usados nas 
coleções). 
 
125 
 
 
Figura 73. Promoção. 
Fonte: autora (2015) 
 
Para manter maior contato e afinidade com suas clientes, a marca Donna 
Incinta faz uso de duas redes sociais: Instagram e Facebook, onde são postadas 
fotos, dicas e informações da marca e do universo gestante em geral, conforme 
mostra a figura a seguir. 
 
126 
 
 
Figura 74. Redes sociais. 
Fonte: autora (2015) 
 
A marca Donna Incinta buscou estar presente em diversos pontos, para 
facilitar o acesso das consumidoras aos produtos e promover maior afinidade. 
 
9. SUSTENTABILIDADE 
 
 Na moda, as questões que dizem respeito a sustentabilidade abrangem todo o 
ciclo de produção e consumo do vestuário, desde a produção de fibras até o 
descarte final do produto (FERNANDES, 2013). 
 Abrangendo muito mais do que apenas utilizar materiais que não violem os 
direitos dos animas, a sustentabilidade na moda também é reutilizar os tecidos, 
reduzir os resíduos químicos na fabricaçãodos produtos e fazer a reciclagem do que 
antes parecia não servir para mais nada (HUNGRIA, 2013). 
 Preocupada com a sustentabilidade, a marca Donna Incinta busca levar aos 
seus consumidores questões relativas à este assunto, mostrando como de fato está 
ficando o mundo em que seus filhos irão crescer e como as pequenas atitudes 
podem melhorar essa situação. 
 
127 
 
 A marca Donna Incinta propõe reutilizar as sobras dos tecidos que seriam 
descartados. Produzindo sapatinhos de bebê e ursinhos aromatizantes, a proposta 
da marca é levar produtos com amor e dedicação para serem usados tanto pelas 
consumidoras, quanto pelos seus filhos, tendo como foco principal no 
desenvolvimento destes produtos a sustentabilidade. A figura a seguir mostra os 
produtos desenvolvidos. 
 
 
Figura 75. Sustentabilidade. 
Fonte: Autora (2015) 
 
 A escolha destes dois produtos se deu para promover maior aproximação do 
público-alvo com a marca. Mostrando que a marca se preocupa com sua 
consumidora e também com seu filho, desenvolvendo produtos com amor e 
dedicação. 
 
 
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Após o término deste projeto pode-se concluir que para a elaboração de um 
projeto de moda é necessário que se faça inúmeras pesquisas, a fim de projetar um 
produto com todos os requisitos do mercado, atendendo as necessidades e os 
desejos do consumidor. 
 
128 
 
A pesquisa em livros e sites de confiança, de autores renomados, é de suma 
importância, pois através da ideia inicial deles o projeto é desenvolvido; pesquisas 
de cunho prático, tais como as tendências atuais e futuras a serem usadas no 
desenvolvimento da coleção são essenciais para que a criatividade possa ser 
explorada, e se possa antever o que será novidade e desejado. 
Um bom projeto de moda deve atender os mínimos detalhes, fazendo o autor 
prestar atenção nas pesquisas realizadas, para que se mantenha o foco no 
desenvolvimento de ideias, desenvolvendo produtos que chamem a atenção do 
público-alvo, promovendo-os de modo satisfatório e tendo o cuidado com questões 
envolvendo a sustentabilidade. 
A partir dos objetivos específicos que nortearam o desenvolvimento deste 
trabalho, esta coleção chega ao fim com todos os objetivos alcançados. Houve a 
criação da marca Donna Incinta, apresentação dos potenciais concorrentes, escolha 
do segmento, modo de produção e qual público-alvo a ser o foco da marca. A partir 
de pesquisas aprofundadas sobre o público-alvo (feitas a partir de questionários com 
o público) foi possível descobrir quais são de fato suas necessidades e desejos, 
sendo possível desenvolver peças com modelagens específicas e apropriadas ao 
corpo da gestante, guiadas de acordo com as tendências de moda. 
Foram desenvolvidos vinte croquis, dos quais cinco foram escolhidos para a 
confecção e representação na banca final da coleção ‘’Chá da Alice - Verão 
2015/2016’’. Por fim, foram apresentadas questões relativas ao marketing e 
sustentabilidade. 
Ao fim, conclui-se que um bom designer de moda deve estudar e se 
aprofundar sobre o projeto, deve conhecer seu público-alvo, saber de seus desejos, 
o que o faz feliz, o que o aborrece, para que se possa desenvolver um produto de 
sucesso. E principalmente, deve-se fazer o projeto com amor e dedicação, pensando 
nos mínimos detalhes para que a coleção proposta seja de agrado e faça sucesso 
com seu público, atraindo assim mais consumidores a sua marca. 
 
 
 
 
 
 
129 
 
REFERÊNCIAS 
 
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em: 16.mar.2015 às 21:07. 
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Eletrônica BSP. Disponível em: www.marciaauriani.com.br/imprensa/. Acesso em 
20.abr.2015 às 14:47. 
ANCHIETA, Adriana. A complexidade da moda como profissão. 2004. Disponível 
em: http://www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/2-Coloquio-de-
Moda_2006/artigos/6.pdf acesso em 19.mar.2015 às 13:11. 
ARAÚJO, Fernanda Becker de. A arte e o design como suporte ao 
desenvolvimento de coleção de moda. SC. 2011. Disponível em: 
http://www.pergamumweb.udesc.br/dados-bu/000000/000000000013/000013F6.pdf. 
Acesso em: 01 mai. 2015, 13:08:33. 
BADUY, Dorotéia. Design de Moda: olhares diversos. Ed. Estação das Letras e 
Cores Editora.SP. 2008. 
BASTOS, Bruna. O design de superfície. 2012. Portal Choco la Design. Disponível 
em: http://chocoladesign.com/o-design-de-superficie. Acesso em: 17/03 às 12:49. 
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Lewis Carrol. 2014. Portal books many books. Disponível em: 
http://booksmanybooks.blogspot.com.br/2014/07/a-verdadeira-historia-de-alice-no-
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135 
 
ANEXO – Fotos do Editorial 
 
 
 
 
 
136 
 
 
 
137 
 
 
 
138 
 
 
139 
 
APÊNDICE A 
 
Questionários na íntegra 
 
A seguiros questionários realizados com o público-alvo são apresentados na 
íntegra, bem como a pesquisa sobre autoestima na gravidez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
140 
 
Questionário 
Idade: 26 Região/ Localidade: RS/Capão da Canoa 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Hering, por ser mais básica. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Não encontro com facilidade, é bem complicado, e as lojas que existem pra gestante 
eu acho meio caras as peças. 
 
 3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Agora nessa fase as roupas que eu tenho já estão ficando apertadas, terei que ir 
buscar outras roupas, e aqui pela região sei que não tem, vou ter que ir em Poa pra 
encontrar o que quero. Que lá eu sei que tem calça jeans própria pra gestante 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Ajusto. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Eu acho que falta roupas mais estilosas, tipo pra gente sair das "batinhas”, e legging 
de suplex, ou calças. 
 
 
 
 
 
 
141 
 
Questionário 
 
Idade: 25 anos Região/ Localidade: Torres/RS 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não compro roupas por maracas, busco um preço acessível, pois não vou usar 
novamente depois da gravidez e confortáveis para ocasião! 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Raramente, agora estão investindo mais especificamente em barrigas de gestantes, 
antigamente teríamos que nos adaptar a roupas de tamanhos para gordinhos, dai 
nós que estamos com o mesmo corpo, apenas com a barriga maior de gestante, 
ficava muito desconfortável e nada bonito. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
As que estão fazendo agora sim, cos mais larguinhos e macios, nada de muito 
estreito na barriga, e bem a cinturado para mamães que não gostão de tudo muito 
largo só por causa da gestação, que é meu caso! 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
No momento não, pois já estou de seis meses e minha barriga pouco cresceu, então 
estou usando calças Jeans com aquele cos de elástico, que foi a melhor coisa que 
inventaram e legins com tecido mais macio! 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Estampas, cores, vidas, acessórios, pois sempre gostei de tudo muito estilos e 
normalmente as gestantes tem que usar coisas de gestantes, que são coisas mais 
neutras e larguinhas com coisas de mulheres normais pra dar uma quebrada e não 
ficar tão gestante sem estilo. 
 
142 
 
Questionário 
 
Idade: 26 Região/ Localidade: Três Forquilhas 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não tenho nenhuma marca especifica, compro o que me agrada, independente de 
marca! 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Sim 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
De certa forma, sim! 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Normalmente, não. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Sofisticação! 
 
 
 
 
 
 
143 
 
Questionário 
 
Idade: 28 anos Região/ Localidade: Torres/RS 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não ligo muito para marca, avalio pelo preço e qualidade. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Não. As casas especializadas são caras e preciso procurar muito para achar algo 
que não seja ridículo. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Geralmente não, as que ficam boas na cintura são largas nas pernas como um 
padrão. Estou com dificuldade de encontrar calças bacanas para o inverno. Sem 
contar que vou perder muitas blusas porque vão esticar e as mais confortáveis são 
frias para o inverno. 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Geralmente não. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Um estilo bacana que valorize a gravida em qualquer estação, não só no verão. 
 
 
 
144 
 
Questionário 
Idade: Região/ Localidade: Capão da Canoa/RS 
 
1. Quais marcas você costuma comprar? 
Sempre de material bom,resistente e confortável.Procuro várias marcas mais 
nenhuma em específico 
 
2. Você encontra roupas com facilidade? 
Nao por sinal com muita dificuldade,quase sempre tem que mandar fazer é procurar 
modelos que também não é fácil. 
 
3. As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Nao pela dificuldade de encontrar 
 
4. Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Geralmente modifico as peças 
 
5. O que você acha que falta nas peças? 
Falta tamanho, conforto e beleza nas peças, pois estamos nós achando gordas 
assim nos parece que nenhuma roupa nos vai bem,e nem ficamos bonitas 
 
 
 
 
 
145 
 
Questionário 
Idade: 26 Região/ Localidade: Terra de Areia/ RS 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não escolho por marca. Não tenho nenhuma preferida. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Não encontro roupas pra gestante com facilidade. É muito difícil. Tem que procurar 
muito 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Algumas são adequadas. 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Não. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Falta estilo nas peças para gestante... que nem aqui onde moro você não encontra 
roupas para gestantes os lojistas não investem nisso. Ai tive que comprar roupas de 
gordinhos senhoras 
 
 
 
 
 
 
146 
 
QUESTIONÁRIO 
Idade: 28 Região/Localidade: Americana/SP 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não compro por marcas. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Só comprei um shorts tipo social pra sair.. O resto aderi a vestidos mesmo.. Paguei 
$170,00 no shorts que vou usar somente agora! Já os vestidinhos pago $80,00 
$90,00 e uso ate acabar com eles.. Pois não são pra gestantes.. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
O meu problema é: Uso 48 e só engordei 900gramas.. Mas a minha barriga ta média 
para grande. Então se fosse ver eu precisava de roupas com elástico na cintura 
toda. Não só a frente na barriga! Ou tamanhos plus size para gestantes. 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Não. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Um preço que vale a pena.. 
 
 
 
 
 
 
147 
 
Questionário 
 
Idade: 27 Região/ Localidade: Vila Mariana/SP 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não compro por marcas. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Foi difícil de encontrar. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Das roupas que comprei sim. 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Não. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Falta modernidade! Dei todas as roupas que comprei pra minha cunhada, não 
suporto mais batas e roupas largas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 
 
Questionário 
 
Idade: 29 Região/ Localidade: Três Cachoeiras/RS 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Não uso marca especifica de roupa, uso de todas as marcas. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
As roupas de gestantes é difícil de achar algo q se ajuste adequadamente, 
principalmente calças. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadas para você? 
Ainda não cheguei a mudar minhas roupas, mais acho que modelagem de gestantes 
são complicadas de se ajustar! 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Não passei por isso ainda, mais acho q vou ajustar sim. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
O mais difícil para gestantes é comprar roupas que não vamos usar mais depois, 
isso é o que mais comentamos! Então deveria existir algo que pudéssemos usar 
depois da gravidez, que acho isso não tem como... 
 
 
 
 
 
149 
 
Questionário 
 
 
Idade: 35 Região: Capão da Canoa/RS 
 
1- Quais marcas você costuma comprar? 
Rocel, Anselmi, Hering, Vuello. 
 
2- Você encontra roupas com facilidade? 
Durante a gravidez não. 
 
3- As modelagens das roupas são adequadaspara você? 
Destas marcas durante a gravidez poucas opções podem ser adequadas. 
 
4- Após a compra você ajusta ou modifica as peças? 
Na maioria das vezes procuro comprar adequadas ao meu número e estilo. 
 
5- O que você acha que falta nas peças? 
Tamanhos maiores com opções e estilo iguais aos tamanhos 38 a 40. 
 
 
150 
 
Pesquisa sobre autoestima na gravidez

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