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Eletrônica Digital
ACESSE AQUI O SEU LIVRO 
NA VERSÃO DIGITAL!
Me. Emerson Charles Martins da Silva
Me. Luiz Sperandio
Esp. Larissa Vilxenski Calsavara
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3411
FICHA CATALOGRÁFICA
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. SILVA, Emerson Charles Martins da; 
SPERANDIO, Luiz; CALSAVARA, Larissa Vilxenski.
Eletrônica Digital. 
Emerson Charles Martins da Silva; Luiz Sperandio; Larissa Vilxenski 
Calsavara.
Maringá - PR.: Unicesumar, 2020.
216 p.
“Graduação - EaD”. 
1. Eletrônica 2. Digital 3. Engenharia. 4. EaD.
CDD - 22 ed. 621.38 
CIP - NBR 12899 - AACR/2
ISBN 978-65-5615-166-3
Impresso por: 
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB- 9-1679 Fotos: Shutterstock
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar
Diretoria de Design Educacional
Equipe Produção de Materiais
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 Jd. Aclimação - Cep 87050-900 | Maringá - Paraná
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
DIREÇÃO UNICESUMAR
Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos 
Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis 
Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
EXPEDIENTE
BOAS-VINDAS
Reitor 
Wilson de Matos Silva
Neste mundo globalizado e dinâmico, 
nós trabalhamos com princípios éticos 
e profissionalismo, não somente para 
oferecer educação de qualidade, mas 
também, acima de tudo, gerar a conversão 
integral das pessoas ao conhecimento. 
Baseamo-nos em quatro pilares: 
intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Assim, iniciamos a Unicesumar em 1990, 
com dois cursos de graduação e 180 
alunos. Hoje, temos mais de 100 mil 
estudantes espalhados em todo o Brasil, 
nos quatro campi presenciais (Maringá, 
Londrina, Curitiba e Ponta Grossa) e em 
mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil 
e, também, no exterior, com dezenas de 
cursos de graduação e pós-graduação. Por 
ano, produzimos e revisamos 500 livros e 
distribuímos mais de 500 mil exemplares. 
Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 por 
sete anos consecutivos e estamos entre os 
10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos 
educadores soluções inteligentes para as 
necessidades de todos. Para continuar 
relevante, a instituição de educação 
precisa ter, pelo menos, três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a 
qualidade.Por isso, desenvolvemos para 
os cursos híbridos, metodologias ativas, 
as quais visam reunir o melhor do ensino 
presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão,
que é promover a educação de qualidade
nas diferentes áreas do conhecimento,
formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento
de uma sociedade justa e solidária.
Meu nome é Emerson Charles Martins da 
Silva, passei a infância numa cidade bem 
pequena, aproximadamente, na época, 
uns 3 mil habitantes, e esta história se 
inicia em meados da década de 80, apro-
ximadamente, em 1985 (com dez anos de 
idade), eu já era um garoto muito curioso, 
desmontava as coisas em casa, quando es-
tragadas, tentava consertar, às vezes, aca-
bava estragando coisas boas, mas a curio-
sidade era muito grande e, nessa época, 
não existiam as informações disponíveis 
de hoje, então, tinha que me contentar 
com os livros da escola, muitas vezes, já 
antigos e com poucas informações novas 
para aquela época. Então, sentia que ne-
cessitava de mais conhecimento. 
Foi aí que, em 1988, com, aproximadamen-
te, 12 anos de idade, vi um anúncio em 
uma revista de um curso de eletrônica, rá-
dio e TV por correspondência. Meu pai me 
presenteou com o curso, todo mês bus-
cava as apostilas na agência dos correios 
e íamos estudando, logo, se tivéssemos 
dúvida em relação ao material, tínhamos 
que mandar uma carta lá para a sede do 
curso e essa carta demorava, às vezes, 30, 
60 dias para voltar com a resposta.
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
Saltando para minha adolescência, quando 
ganhei um computador, foi mais um mun-
do de conhecimento que se apresentava a 
mim. Mais uma vez, aprendi a usar, a es-
tragar, a desmontar e a consertar. Foi nes-
ta época (por volta de 2002), que tive meu 
primeiro contato com a programação. Foi 
utilizando uma plataforma de chat online 
chamada mIRC, na qual os comandos para 
configurar, acessar salas e iniciar bate-pa-
pos eram muito semelhantes a linhas de 
código de programação. Então, eu descobri 
que o código-fonte do script (nome dado ao 
programa da plataforma mIRC) era aberto 
e totalmente editável. Gastei horas e horas 
abrindo e editando arquivo por arquivo, 
criando, assim, um script personalizado. 
Mais adiante, ao concluir o Ensino Médio, 
essas duas áreas de interesse (eletricidade 
e computação) foram decisivas nas minhas 
escolhas acadêmicas: automação industrial 
e engenharia elétrica.
Deixando o passado de lado, hoje, sou pro-
fessor em cursos de engenharia e entusias-
ta quando o assunto é tecnologia. Adoro ler, 
conhecer e usar tecnologia em geral (TVs, 
aparelhos de som, computadores, videoga-
mes, celulares, microcontroladores, auto-
mação etc.). Sou bebedor assíduo de tereré 
e kombucha, sendo, um dos meus hobbies 
atuais, a produção artesanal de kombucha. 
Outros hobbies são pilotar motocicleta, pe-
dalar, cozinhar, afiar facas (experimente, é 
terapêutico, além de que ninguém merece 
cozinhar com facas sem fio) e jogar RPG. Um 
dia, aprenderei música e violão, mas ainda 
não consegui paciência para isso.
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
Quem é Luiz Sperandio.
Como diz meu psicólogo, “para entender-
mos quem é, temos que conhecer quem 
era”. Um garoto inquieto, que gostava de 
ler, entender as coisas, e fazer algo com 
cada compreensão nova. Adorava Lego 
e construir novos brinquedos a partir de 
outros quebrados (às vezes, de forma 
proposital, só para desmontar e usar as 
peças – que meus pais não leiam isto). Já 
nesta época, uma coisa me fascinava: a 
eletricidade. Era a maior diversão mexer 
com fios, pilhas, lâmpadas, interruptores, 
motores elétricos etc. De forma lúdica e 
empírica, acredito que aprendi muita coi-
sa sobre isso.
em computadores, já que gamers preci-
sam de boas máquinas para rodar seus 
jogos. Como sempre gostei muito de ficção 
científica também, aos 17 anos, me mudei 
para Florianópolis para cursar engenha-
ria de controle e automação na UFSC. Um 
curso que tinha eletrônica, programação, 
inteligência artificial e robótica na grade 
curricular me pareceu ideal.
Durante minha graduação, tive a opor-
tunidade de fazer um estágio na Airbus, 
na França. Isto despertou outros interes-
ses que nem imaginava que teria, como 
aeronáutica e a própria língua e cultura 
francesas. Esta experiência, apesar de ter 
agregado muito conhecimento profissio-
nal, mudou para sempre quem eu sou e 
a forma como vejo o mundo.
Hoje, continuo com meus games e o inte-
resse em computadores de ponta. Sempre 
que sai uma placa nova da Nvidia, me dá 
vontade de jogar dinheiro na tela do com-
putador (apesar de ser muito pão-dura 
para, realmente, fazer isso). E gosto muito 
de estudar também, isto é algo que acre-
dito que nunca devemos parar de fazer 
e, atualmente, meus interesses são data 
science e big data, que nada mais são do 
que uma categoria de inteligência artificial. 
Não sei onde isso vai me levar, mas sei que 
pretendo nunca parar de aprender
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
Meu nome é Larissa Vilxenski Calsava-
ra, sempre gostei de videogames. Em 
casa, eu jogava Super Mario com meu 
irmão e, na casa da minha amiga, jogá-
vamos Sonic.Na época, computadores 
pessoais não eram comuns, mas, depois 
de alguns anos, migrei para jogos de 
PC como World of Warcraft e Minecraft. 
Isto despertou em mim muito interesse 
REALIDADE AUMENTADA: sempre que encontrar esse ícone, esteja conectado 
à internet e inicie o aplicativo Unicesumar Experience. Aproxime seu dispositivo 
móvel da página indicada e veja os recursos em Realidade Aumentada. Explore as 
ferramentas do App para saber das possibilidades de interação de cada objeto.
PODCAST: professores especialistas e convidados, ampliando as discussões 
sobre os temas.
PÍLULA DE APRENDIZAGEM: uma dose extra de conhecimento é sempre 
bem-vinda. Posicionando seu leitor de QRCode sobre o código, você terá 
acesso aos vídeos que complementam o assunto discutido.
PENSANDO JUNTOS: ao longo do livro, você será convidado(a) a refletir, questionar 
e transformar. Aproveite este momento!
EXPLORANDO IDEIAS: com este elemento, você terá a oportunidade de explorar 
termos e palavras-chave do assunto discutido, de forma mais objetiva.
EU INDICO: enquanto estuda, você pode acessar conteúdos online que ampliaram a 
discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tecnologia a seu favor.
Quando identificar o ícone de QR-CODE, utilize o aplicativo Unicesumar 
Experience para ter acesso aos conteúdos online. O download do 
aplicativo está disponível nas plataformas: Google Play App Store
IMERSÃO
RECURSOS DE 
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
11
57
35
83
10
Sistemas de Numeração
Circuitos 
Combinacionais na 
Prática
Lógica Combinacional
Simplificação de 
circuitos lógicos
1
3
2
4
PROVOCAÇÕES INICIAIS
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
151
111
197
131
173
Circuitos 
Sequenciais II
Circuitos aritméticos 
somadores e 
subtratores
Dispositivos Lógicos 
Programáveis
Circuitos Sequenciais I
Contadores
7
5
9
6
8
INICIAIS
PROVOCAÇÕES
Você já teve a necessidade de ligar para o atendimento automático de algum banco para verificar serviços, 
saldos, extratos ou outros assuntos?
Em caso positivo, já se perguntou como os sistemas de atendimento telefônico automático identificam 
as teclas digitadas? Os sistemas de atendimento automático reconhecem as teclas digitadas por meio de 
um conversor de frequência único e universal que representa cada tecla pressionada. Você pode fazer o 
teste ligando para uma central de uma empresa de telefonia, por exemplo, o sistema pedirá para digitar 
algumas teclas, em que poderá confirmar se a tecla digitada corresponde à tecla pedida pela gravação.
Após a experiência, note que, ao digitar alguma tecla, você ouve um som, este som é aquele que a central 
identifica como o som único de cada tecla, basicamente, todos os equipamentos que utilizam essa técnica 
trabalham com este decodificador.
A eletrônica digital, entre outras aplicações, faz a tradução da linguagem humana para a linguagem de 
máquina, dessa forma, podemos nos comunicar com qualquer equipamento eletrônico digital.
O campo da engenharia estuda, em grande escala, o desenvolvimento de máquinas para as mais diversas 
áreas, desde a indústria de eletrodomésticos até computadores, aviões, equipamentos médicos etc. O 
engenheiro tem, como atribuição, desenvolver máquinas que desenvolvam funções análogas aos huma-
nos e, com isso, essas máquinas devem ter a capacidade de interagir com sistemas combinacionais e 
sequenciais, relacionando a combinação de estado de sensores, temporização e contagem sincronizadas, 
por exemplo.
Agora que sabemos um pouco da aplicação da eletrônica digital, você já se sente preparado(a) ou curio-
so(a) para seguirmos os estudos?
Antes de iniciarmos a imersão no mundo da Eletrônica Digital, você seria capaz de listar dez exemplos 
de máquinas e equipamentos que você utiliza em casa e no trabalho que realizam tarefas automáticas 
que dependem da combinação de eventos, por exemplo, o pressionar de um botão ou a temporização 
para finalizar uma tarefa?
ELETRÔNICA DIGITAL
1
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Sistemas de 
Numeração
Me. Emerson Charles Martins da Silva
Nesta unidade, você terá a oportunidade de aprender como as calculadoras, 
os computadores e as diversas máquinas digitais fazem operações com 
sistemas de numeração diferentes internamente, como fazem para trans-
formar, em linguagem de máquina, dados inseridos, executar as operações 
e devolver o resultado de forma legível para o usuário. 
12
UNICESUMAR
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Você já deve ter ouvido falar que as máquinas eletrônicas, os equipamentos digitais, entendem somente os 
números 0 e 1, mas já se perguntou como eles fazem as operações com números decimais? Como eles fazem 
a contagem de produtos passando, um a um, por uma linha de produção? Ou como a calculadora faz ope-
rações com 0 e uns? Como ela faz a operação com 0 e uns e nos mostra o resultado em números decimais?
Os sistemas eletrônicos digitais são desenvolvidos com circuitos ou blocos lógicos conversores de siste-
mas de numeração ou códigos. Um sistema de numeração é uma forma de representar números, dados ou 
valores de forma consistente e que consigamos apresentar dados que representam valores únicos e possamos, 
também, fazer operações com esses valores, tais como as operações matemáticas algébricas e lógicas. Dessa 
forma, os circuitos digitais possuem a capacidade de fazer operações em diferentes sistemas de numeração. 
Faremos um teste utilizando a internet. Em qualquer site de busca, digite: “calculadora de conversão 
de bases”, serão mostrados alguns sites gratuitos para conversão de bases online. Em qualquer uma dessas 
calculadoras, digite um número decimal qualquer e peça para a calculadora transformar em binário, depois, 
em hexadecimal, depois, em octal. Serão mostrados números que representam a quantidade que você digitou 
em decimal, mas agora, em um sistema de numeração diferente. Anote os resultados desses números, eles 
serão úteis até o final dos estudos desta unidade.
Após esta experiência com a calculadora online, vimos que um dado pode ser representado em sistemas 
diferentes, mas representa sempre o mesmo valor quantitativo. Em eletrônica digital, este recurso de conver-
são entre bases é utilizado devido às características do sistema e, muitas vezes, por causa da dificuldade que 
os sistemas digitais têm de manipular dados que são corriqueiros para o mundo analógico dos humanos. 
Assim, a escolha do tipo de tecnologia de um projeto digital passa, também, pelo tipo de dado que o sistema 
manipulará.
Agora que sabemos um pouco onde podemos aplicar a eletrônica digital, você já se sente preparado(a) 
ou curioso(a) para seguirmos nos estudos?
Conforme citado anteriormente, os circuitos digitais fazem, também, as operações entre sistemas de 
numeração, dessa forma, precisamos, agora, conhecer os sistemas de numeração mais utilizados na área de 
eletrônica digital e como fazer transformações de um sistema para o outro. 
Conforme nos aprofundar-
mos nos estudos, aprenderemos, 
também, como os sistemas digi-
tais trabalham esta transforma-
ção de um sistema qualquer para 
outro.
Aprenderemos, primeiramen-
te, os quatro sistemas de numera-
ção mais utilizados, como eles são 
formados e como podemos fazer 
transformações de um sistema 
para o outro, de forma que um 
valor em um deles represente a 
mesma grandeza em outro siste-
ma de numeração.
13
UNIDADE 1
SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL
O sistema decimal, para nós, é muito familiar. Quando crianças, aprendemos a quantificar algumas 
coisas, como mostrar nos dedos da mão a nossa idade, quantas balas ganhamos, tudo isso sem saber-
mos, ainda, ler e escrever, logo, o sistema decimal já nos é conhecido.
O sistema decimal é formado por dez números distintos, são eles: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Todos 
os outros números são formados pela combinação desses dez, não existe nenhum outro número, no 
sistema decimal, que não seja a combinação desses números apresentados. Dessa forma, em caso de 
um número formado por mais de um desses, só precisamossaber o quanto cada um representa dentro 
de um valor, ou seja, se for um número decimal formado pela combinação desses dez números, cada 
número representará determinado grau de importância dentro desse valor. Cada número representa 
uma parcela maior ou menor desse valor, assim, chamamos o sistema de numeração decimal de sis-
tema de base 10.
Vamos, agora, a um exemplo de como os números são formados na base 10, mas esse exemplo 
representa a formação de um número para qualquer base.
O valor total é apresentado pela soma dos números (individuais), multiplicados pela (base elevada 
à posição dele no número), sendo que a posição sempre começa com 0, da direita para a esquerda.
Vamos ao exemplo do número 35910 (lê-se 359 na base 10).
Dá para notar que o número 3 tem um significado maior no número 359, ou seja, ele, quando mul-
tiplicado pela base elevada à posição, representa 300, dizemos, então, que ele é o algarismo mais sig-
nificativo. O número 9 representa a menor parte do número 359, ele, quando multiplicado pela base 
elevada à posição, representa somente o 9, dizemos, então, que ele é o algarismo menos significativo.
SISTEMA DE NUMERAÇÃO BINÁRIO
O sistema binário é o sistema mais utilizado para operações lógicas, é o sistema mais utilizado pelas 
máquinas digitais.
O sistema binário é formado por apenas dois números distintos, são eles: 0 e 1. Todos os outros 
números são formados pela combinação desses dois, não existe nenhum outro número, no sistema 
binário, que não seja a combinação desses números apresentados. Dessa forma, em caso de um nú-
mero formado por mais de um desses, só precisamos saber o quanto cada número representa dentro 
de um valor, ou seja, se for um número binário formado pela combinação desses dois números, cada 
um representará determinado grau de importância dentro desse valor. Cada número representa uma 
3x102+5x101+9x100
Leia-se:
3 x base 10 elevada à posição 2 + 5 x base 10 elevada à posição 1 + 9 x base 10 
elevada à posição 0.
Então, temos: (3 x 100) + (5 x 10) + (9 x 1) = 300 + 50 + 9 = 359.
14
UNICESUMAR
No sistema binário, cada dígito recebe o nome de bit (binary digit), o conjunto de 4 bits recebe 
o nome de nibble, e o grupo de 8 bits recebe o nome de byte, termos que são utilizados, com 
muita frequência, na área da informática.
Fonte: Capuano e Idoeta (2011).
parcela maior ou menor desse valor, chamamos o sistema de numeração binário de sistema de base 2.
Vamos, agora, a um exemplo de como os números são formados na base 2.
O valor total é apresentado pela soma dos números (individuais) multiplicados pela (base elevada 
à posição dele no número), sendo que a posição sempre começa com 0, da direita para a esquerda. 
Vamos ao exemplo do número 1012 (lê-se 101 na base 2).
Então, temos: (1 x 4) + (0 x 2) + (1 x 1) = 4 + 0 + 1 = 510. V
Dá para notar que o número 1 da posição dois tem um significado maior no número 510, ou seja, ele, 
quando multiplicado pela base elevada à posição, representa 4, dizemos, então, que ele é o algarismo mais 
significativo. O número 1 da posição 0 representa a menor parte do número 510, ele, quando multiplicado 
pela base elevada à posição, representa somente 1, dizemos, então, que ele é o algarismo menos significativo.
Essa formação do número binário, ou formação de qualquer base, já faz a transformação da base para um 
número decimal, ou seja, o número 1012 na (base 2) representa o mesmo valor que o número 510 (base 10).
SISTEMA DE NUMERAÇÃO OCTAL
O sistema octal, apesar de ser o menos utilizado, tem sua importância dentro dos sistemas digitais.
Ele é formado por oito números distintos, são eles: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. Todos os outros números 
são formados pela combinação desses oito, não existe nenhum outro número, no sistema octal, que 
não seja a combinação desses apresentados. Dessa forma, em caso de um número formado por mais 
de um desses, só precisamos saber o quanto cada número repre-
senta dentro de um valor, ou seja, se for um número octal formado 
pela combinação desses oito, cada um representará determinado 
grau de importância dentro desse valor. Cada número representa 
uma parcela maior ou menor desse valor, chamamos o sistema de 
numeração octal de sistema de base 8.
Quer ter mais informações sobre os assuntos que estamos estu-
dando? Preparei um podcast especial que vai te ajudar a entender 
melhor sobre eletrônica digital, vamos lá?
Vamos, agora, a um exemplo de como os números são formados 
na base 8, mas esse exemplo representa a formação de um número 
para qualquer base.
15
UNIDADE 1
É possível notar que o número 1 tem um significado maior do número 10110, ou seja, ele, quando 
multiplicado pela base elevada à posição, representa 64, dizemos, então, que ele é o algarismo mais sig-
nificativo. O número 5 representa a menor parte do número 10110, ele, quando multiplicado pela base 
elevada à posição, representa somente o 5, dizemos, então, que ele é o algarismo menos significativo.
SISTEMA DE NUMERAÇÃO HEXADECIMAL
Por último, conheceremos o sistema hexadecimal. Este é formado por 16 caracteres distintos, em que 
são utilizados números e letras para representar um valor, são eles: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E, F. 
Todos os outros números hexadecimais são formados pela combinação desses 16 caracteres, não existe 
nenhum outro número no sistema hexadecimal que não seja a combinação desses números e letras 
apresentados. Dessa forma, em caso de um número formado por mais de um desses, só precisamos 
saber o quanto cada número representa dentro de um valor, ou seja, se for um número hexadecimal 
formado pela combinação desses 16 números/letras, cada número/letra representará determinado 
grau de importância dentro desse valor. Cada número representa uma parcela maior ou menor desse 
valor, chamamos o sistema de numeração hexadecimal de sistema de base 16.
Vamos, agora, a um exemplo de como os números são formados na base 16, mas esse exemplo 
representa a formação de um número para qualquer base.
O valor total é apresentado pela soma dos números (individuais), multiplicados pela (base elevada 
à posição dele no número), sendo que a posição sempre começa com 0, da direita para a esquerda.
Um detalhe diferente dos outros sistemas apresentados até agora, é que temos, no sistema hexade-
cimal, as letras que representam valores numéricos, conforme a tabela a seguir.
Tabela 1 - tabela de conversão decimal-hexadecimal 
VALOR 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F
CORRESPONDÊNCIA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Fonte: o autor. 
1x82 + 4x81 + 5x80
Leia-se:
1x base 8 elevada à posição 2 + 4 x base 8 elevada à posição 1 + 5 x base 8 elevada 
à posição 0.
Então, temos: (1 x 64) + (4 x 8) + (5 x 1) = 64 + 32 + 5 = 10110.
O valor total é apresentado pela soma dos números (individuais), multiplicados pela (base elevada 
à posição dele no número), sendo que a posição sempre começa com 0, da direita para a esquerda.
Vamos ao exemplo do número 1458 (lê-se 145 na base 8).
16
UNICESUMAR
Vamos ao exemplo do número 28916 (lê-se 289 na base 16).
2x162 + 8x161 + 9x160
Leia-se:
2 x base 16 elevada à posição 2 + 8 x base 16 elevada à posição 1 + 9 x base 16 
elevada à posição 0.
Então, temos: (2 x 256) + (8 x 16) + (9 x 1) = 512 + 128 + 9 = 64910.
Ax162 + 2x161 + Fx160
Leia-se:
A x base 16 elevada à posição 2 + 2 x base 16 elevada à posição 1 + F x base 16 
elevada à posição 0.
Dá para notar que o número 2 tem um significado maior do número 64910, ou seja, ele, quando mul-
tiplicado pela base elevada à posição, representa 512, dizemos, então, que ele é o algarismo mais signi-
ficativo. O número 9 representa a menor parte do número 64910, ele, quando multiplicado pela base 
elevada à posição, representa somente o 9, dizemos, então, que ele é o algarismo menos significativo.
Utilizando um número com letras.
Vamos ao exemplo do número A2F16 (lê-se A2F na base 16).
Agora, temos um número formado, também, por letras A2F16, em que, consultando a tabela, temos 
que A = 10 e F=15.Para fazermos o cálculo, devemos substituir essas letras pelos valores numéricos 
correspondentes da Tabela 1.
Dessa forma, temos: (A x 256) + (2 x 16) + (F x 1) = (10 x 256) + (2 x 16) + (15 x 1) = 260710.
As informações de algarismo menos significativo e mais significativo são iguais aos outros sistemas 
de numeração já apresentados.
TRANSFORMAÇÃO ENTRE SISTEMAS NUMÉRICOS
Vimos, até o momento, que, para transformar um número de uma base qualquer para a base 10, faz-se 
o somatório dos algarismos multiplicados pela base elevada posição. 
Veremos, agora, para transformar um número de base 10 para qualquer uma das outras bases, 
sendo elas binário, octal ou hexadecimal.
17
UNIDADE 1
MÉTODO DAS DIVISÕES 
SUCESSIVAS
O método para transformar um número de base 
10 para qualquer base consiste no que chamamos 
de divisões sucessivas. O que é isso? Consiste em 
dividir o número da base 10, sucessivamente, por 
aquela que está querendo transformar, sendo que 
o quociente tem de ser inteiro e nunca pode ser 
um número igual ou maior que o valor da base 
(divisor) que se pretende. Ao chegar o momento 
quando não dá mais para fazer uma divisão in-
teira, a divisão é cessada e pega-se os restos dela, 
incluindo o último quociente no sentido da última 
divisão para a primeira divisão efetuada, assim, 
esse número representará o valor na base desejada 
que representa o valor da base 10.
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚMERO 
DE BASE 10 PARA BASE 2
Primeiramente, faremos a transformação de um 
número decimal, no caso, número 5710, em que 
representaremos ou transformaremos esse número 
em um número da base 2 pelo método das suces-
sivas divisões.
5710 para base 2:
2
2
2
2
2
57
28
14
7
3
11
1
1
0
0
Conforme explicado, foram efetuadas sucessivas 
divisões do número 57 por 2 (base requerida), 
utilizando sempre divisões inteiras até o ponto 
onde não se consegue mais dividir e ter, como 
resultado, um número inteiro. Em vermelho, estão 
os valores dos restos das divisões que devem ser 
sempre menores do que o divisor.
Conforme explicado, então, temos que o nú-
mero 5710 = 1110012. 
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚMERO 
DE BASE 10 PARA BASE 8
Faremos, agora, a transformação de um número 
decimal, no caso, número 6510, em que represen-
taremos esse número na base 8, pelo método das 
sucessivas divisões.
6510 para base 8:
65 8
88
10
1
Efetuamos sucessivas divisões do número 65 por 
8 (base requerida), utilizando, sempre, divisões 
inteiras até o ponto onde não se consegue mais di-
vidir e ter, como resultado um número inteiro. Em 
vermelho, estão os valores dos restos das divisões 
que devem ser sempre menores do que o divisor.
Conforme explicado, então, temos que o nú-
mero 6510 = 1018.
18
UNICESUMAR
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚMERO 
DE BASE 10 PARA BASE 16
Faremos, agora, a transformação de um número 
decimal no caso número 67510, em que represen-
taremos esse número na base 16, pelo método das 
sucessivas divisões.
67510 para base 8:
675 16
1642
2A
3
675 16
1642
210
3
Efetuamos, então, sucessivas divisões do número 
675 por 16 (base requerida), utilizando sempre 
divisões inteiras até o ponto onde não se consegue 
mais dividir e ter, como resultado, um número 
inteiro. Em vermelho, estão os valores dos restos 
das divisões que devem ser sempre menores do 
que o divisor.
Neste caso, devemos substituir por letras os 
números entre 10 e 15 que possam aparecer, por 
ser um sistema hexadecimal, dessa forma, temos 
que o número 67510 = 2A316.
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚ-
MERO DE BASE 8 PARA BASE 2
A transformação de um número da base 8 (base 
octal) para base 2 (base binária) consiste em sepa-
rar os algarismos da base 8 e representar, cada um 
deles, em números binários de três bits da direita 
para esquerda, ou seja, esses números de três bits 
podem variar entre 0002 e 1112, que seriam nú-
meros de 0 até 7.
2 3 7
010 011 111
37
(010)(011)(111)(000) (101)(101)
0 6 5 5
Exemplo de transformação de números da 
base 8 para a base 2:
Transformação do número 2378 para base 2:
Logo, o número 2378 representa o número 
100111112, pois os zeros à esquerda podem ser 
desprezados, neste caso.
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚ-
MERO DE BASE 2 PARA BASE 8
A transformação do número da base 2 (número 
binário) para a base 8 (octal) consiste em separar o 
número binário em grupos de três bits, da direita 
para a esquerda, e cada número desse será repre-
sentado por um número octal. Como é separado 
em números de três bits, esse número pode variar 
entre 000 e 111, ou seja, de 0 a 7, que são todas 
as possibilidades de combinações da base octal.
Vamos a um exemplo de transformação de um 
número da base 2 para base 8.
01110111101011012 para base 8: 
Veja que, para dividir, sempre em grupos de três, 
foram acrescentados mais dois zeros à esquerda, 
dessa forma, temos:
01110111101011012 = 7366558.
19
UNIDADE 1
O bit menos significativo de um número 
binário recebe o nome de LSB (do inglês 
Least Significant Bit), e o bit mais significa-
tico, de MSB (do inglês Most Significant Bit). 
Fonte: adaptado de Capuano e Idoeta 
(2011). 
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚMERO 
DE BASE 16 PARA BASE 2
A transformação de um número da base 16 (he-
xadecimal) para a base 2 (binária) consiste em 
separar os algarismos da base 16 e representar, 
cada um deles, em números binários de quatro 
bits, ou seja, esses números de quatro bits podem 
variar entre 00002 e 11112, que seriam números 
de 0 até 15 (lembrando que, a partir do número 
10, temos as letras).
Exemplo de transformação de números da 
base 16 para base 2.
Transformação do número 4A5816 para base 2:
Logo, o número 4A5816 equivale a 1001010010110002 (desprezando zeros à esquerda).
TRANSFORMAÇÃO DE UM NÚMERO DE BASE 2 PARA BASE 16
A transformação do número da base 2 (número binário) para a base 16 (hexadecimal) consiste em 
separar o número binário em grupos de quatro bits, da direita para esquerda, e cada número desse 
será representado por um número hexadecimal. Como são separados em números de quatro bits, esse 
número pode variar entre 0000 e 1111, ou seja, de 0 a 15, que são todas as possibilidades de combina-
ções da base hexadecimal (lembrando que, a partir do número 10, temos as letras).
Vamos a um exemplo de transformação de um número da base 2 para a base 16.
110110010011101111101011012 para base 16.
(0100)(1110)(1111)(1010)(1101)(0110)(0011)
3 6 4 E F A D
4 A 5 8
0100 1010 0101 1000
Logo, o número 110110010011101111101011012 equivale à 
364EFAD16.
Obs: para representar o núme-
ro binário, sempre em quatro 
bits, da direita para esquerda, 
foram acrescentados dois zeros 
à esquerda.
20
UNICESUMAR
OPERAÇÕES ARITMÉTICAS COM 
NÚMERO BINÁRIOS
Os circuitos digitais são capazes de realizar opera-
ções lógicas e aritméticas, durante nossos estudos, 
veremos a diferença entre essas operações. Antes 
de estudarmos os circuitos que fazem as opera-
ções aritméticas, aprenderemos, então, de forma 
manual, e, no decorrer dos estudos, aprenderemos 
a desenvolver os circuitos digitais que realizam 
essas operações. Dentre elas, estão as operações 
de adição, subtração, divisão e multiplicação, cuja 
operação de divisão é a mais complexa de ser rea-
lizada por um circuito digital. 
OPERAÇÃO DE ADIÇÃO NO 
SISTEMA BINÁRIO
Como citamos anteriormente, os circuitos digitais 
fazem as operações lógicas e aritméticas, na maioria 
dos casos, no sistema binário, dessa forma, nesse pri-
meiro caso, aprenderemos a operação de adição com 
todas as possíveis combinações para o sistema biná-
rio, que são elas: (0+0), (0+1), (1+0) e (1+1), onde:
0
0
0
+
Vemos que, na soma 0 + 0, temos, como resultado, 
um número 0, ou seja, um resultado com apenas 
um bit, dessa forma, não temos necessidade de 
transportar nenhum valor para a próxima coluna.
0
1
1
+
Vemos, também, que, na soma 0 + 1, temos, como 
resultado, um número 1, ou seja, um resultado 
com apenas um bit, dessa forma, não temos ne-
cessidade de transportar nenhum valor para a 
próxima coluna.
Da mesma forma, na soma 1 +0, temos, como 
resultado, um número 1, também, um resulta-
do com apenas um bit, dessa forma, não temos 
necessidade de transportar nenhum valor para a 
próxima coluna.
1
0
1
+
1
1
0
+
1
1
bi
t d
e 
tr
an
sp
or
te
 b
t
Dentro da operação de adição, a única combina-
ção que teremos que analisar com mais cuidado 
é a soma de 1 + 1, se fossem números decimais, 
teríamos, como resultado, o número 2, na operação 
com números binários, esse resultado tem de ser 
o mesmo, mas, para representar o número dois 
em binário, necessitamos de dois dígitos. Assim, 
na operação 1 + 1, o resultado é 0 e vai um bit de 
transporte (bt) para ser somado na próxima coluna 
da esquerda. Como, para este exemplo, não temos 
número na próxima coluna, o mesmo “desce” para 
o valor do resultado, conforme a solução. Temos, 
então, como resultado da soma 1 + 1, o número 
102, que representa o número 2 em decimal.
Vamos a um exemplo de soma de números de 
mais de um bit:
11012+10002
1 1 0 1
1 
1 0
+ 0 0 0
1 0 1
1
Verificamos que surgiu um bt somente a partir da 
coluna quatro (direita para esquerda), dessa forma, 
temos, como resultado, 101012, que pode ser com-
provado se transformarmos em decimal, assim, te-
mos soma 1101 (1310) + 1000(810) = 10101 (2110).
21
UNIDADE 1
OPERAÇÃO DE SUBTRAÇÃO NO SISTEMA BINÁRIO
A operação de subtração no sistema binário segue os mesmos princípios da matemática básica com 
algumas observações que temos para os sistemas digitais, para que eles consigam efetuar uma opera-
ção de subtração. Para nós, humanos, é muito simples ver que uma operação resultou em um valor 
negativo, mas, para um sistema digital, isso é uma tarefa um pouco mais trabalhosa. 
Em uma operação de subtração efetuada por um sistema digital, a primeira operação é verificar se 
o subtraendo é maior que o minuendo, por um circuito comparador. Se o subtraendo for maior que 
o minuendo, essa operação resultará em um valor negativo, e o sistema digital necessita fazer, neste 
caso, uma representação desse número negativo para que o sistema possa entender e realizar as ope-
rações. Uma das técnicas que temos para representar um número negativo é o complemento de dois, 
ou seja, quando detectado, pelo circuito comparador, que o resultado é negativo, o circuito necessita 
fazer uma conversão, o complemento de dois é umas das maneiras de representar um valor negativo. 
Outras serão adicionadas mais à frente, tais como os circuitos digitais que executam as tarefas de 
operações algébricas.
1
0
1
- 11
0
- 0
1
1
-1
1
0
0
0
-
Na operação de subtração no sistema binário, temos, então, as quatro possibilidades, são elas:
Vemos que, na subtra-
ção 0 - 0, temos, como 
resultado, número 0, ou 
seja, um resultado com 
apenas um bit, dessa 
forma, não temos 
necessidade de 
transportar nenhum 
valor para a próxima 
coluna.
Vemos, também, que, 
na subtração 1 - 0, 
temos, como resultado, 
um número 1, ou seja, 
um resultado com 
apenas um bit, dessa 
forma, não temos 
necessidade de 
transportar nenhum 
valor para a próxima 
coluna.
Da mesma forma, na 
subtração 1 - 1, temos, 
como resultado, o 
número 0, também um 
resultado com apenas 
um bit, dessa forma, 
não temos necessidade 
de transportar nenhum 
valor para a próxima 
coluna.
Dentro da operação de 
subtração, a única 
combinação que 
teremos que analisar, 
com mais cuidado, é a 
subtração de 0 - 1. A 
operação 0 - 1 resulta 
em 1 e temos um bit 1 
de transporte, que vai 
para a próxima coluna 
da direita para esquerda, 
mas, na posição abaixo 
da linha do minuendo, 
demonstraremos isso 
com mais clareza na 
subtração de números 
de mais de um bit.
Sabemos que, em uma operação com números decimais qua (1 – 0) = -1, mas pode-se observar que, na 
subtração representada aqui, aparece o valor 11, que, em binário, representa o número 3, dessa forma, 
teremos que representar essa valor em complemento de 1, quando necessário.
22
UNICESUMAR
Faremos, então, dois exemplos de subtração:
Exemplo: a) subtração com minuendo maior que 
o subtraendo, resultando em um valor positivo.
11002-10012.
Explicando, então, a operação, começando da pri-
meira coluna da direita para esquerda, chamare-
mos de coluna 0: 
• Temos, na coluna 0, 0 (minuendo) - 1 (sub-
traendo), que resulta em 1 (no resultado 
principal) e transporta 1 para a coluna 1 na 
posição entre o minuendo e o subtraendo.
• Próxima operação: na coluna 1, temos 0 
(do minuendo) - 1 (bit de transporte da 
operação anterior), que resulta, então, em 
1, e transporta 1 para coluna 2, dessa for-
ma, esse resultado 1 subtrai o 0 (subtraen-
do coluna 1), resultando em 1 no resultado 
principal da coluna 1.
• Agora, na coluna 2, temos 1 (do minuen-
do) - 1 (bit de transporte anterior) que re-
sulta em 0, assim, fazemos esse 0 - 0 (do 
subtraendo coluna 2), resultando em 0 no 
resultado principal da coluna 2.
• Por último, na terceira coluna, temos 1 (do 
minuendo) - 1 (do subtraendo) resultando 
em 0 no resultado principal coluna 2.
Logo, então, temos que 11002 - 10012 = 00112, 
se transformarmos em decimal, temos que 1210-
910=310.
Exemplo: b) operação com subtraendo maior 
que o minuendo, dessa forma, teremos um resul-
tado negativo.
- 1
1 1 0 0 
1 0 0 1 
1
0 0 1 1 
3 2 1 0
colunas
minuendo
subtraendo
resultado principal
10012 - 11112.
Explicando o procedimento, temos:
• Na coluna 0, temos: 1 (minuendo) - 1 
(subtraendo), resultando em 0 no resul-
tado principal da coluna 0, sem bt para a 
próxima coluna.
• Na coluna 1, temos: 0 (minuendo) - 1 (sub-
traendo), resultando em 1 no resultado 
principal da coluna 1 e com 1 de trans-
porte para coluna 2, entre o minuendo e 
o subtraendo.
• Na coluna 2, temos: 0 (minuendo) - 1 (bt 
da operação anterior), resultando em 1 e já 
transportando bt para coluna 3, daí temos 
1 (resultado dessa operação - 1 (subtraen-
do coluna 2), resultando em 0 no resultado 
principal da coluna 2.
• Na coluna 3, temos 1 (minuendo) - 1 (bt 
que veio da operação anterior) = 0, esse 0, 
então, subtrai 1 do subtraendo da terceira 
coluna que dá no resultado principal 1 (ter-
ceira coluna) e envia um bt para a quarta 
coluna, como nela não tem nenhum valor, 
“desce” o 1 para o resultado principal da 
coluna 4.
Dessa forma, temos que 10012 - 11112 = 110102, 
se transformarmos em decimal, temos 910 - 1510 
= 2610, veja, então, em decimal, teríamos que 
possuir o valor - 610 e não 2610, assim, agora, 
aprenderemos a representar esse número 2610 
em valor que representa, numericamente, o valor 
verdadeiro negativo.
- 1
1 0 0 1 
1 1 1 1 
1
1 0 1 0 
3 2 1 0
colunas
minuendo
subtraendo
resultado principal
1
1
23
UNIDADE 1
MULTIPLICAÇÃO NO SISTEMA 
BINÁRIO
A operação de multiplicação com números bi-
nários é efetuada, exatamente, como no sistema 
decimal, em que multiplicamos número a número 
e, a cada resultado da multiplicação, deslocamos 
os valores à esquerda, ao final das multiplicações, 
somamos as colunas uma a uma, utilizando as 
propriedades de adição com números binários, 
conforme o exemplo a seguir. 
1 1 0 1 
1 1 0 1 
1 0 0 1 1 1 0 
1 1
0 0 0 0 
x
1 1 0 1 
1 1 0
Neste exemplo, temos o número 11012( 1310) mul-
tiplicado por 11002(610), temos, como resultado, 
10011102, que equivale a 78 no sistema decimal.
DIVISÃO SEM SINAL NO SISTE-
MA BINÁRIO
A operação de divisão para sistemas digitais é a 
mais complexa de todas, pois envolve o processo de 
deslocamento de bits comparação e subtração. Nos 
sistemas que utilizam a linguagem de programa-
ção, a operação de divisão utiliza bastante espaço 
de memória, pois uma divisão simples para nós, é 
um processo bem complexo para o sistema digital.
Na prática, o processo de deslocamento é exe-
cutado por um circuito digital chamado shift-
-register, o processo de comparação é realizado 
por outro circuito digital comparador e o pro-
cesso de subtração é realizado por um circuito 
subtrator, estes podem também serencontrados 
em circuitos integrados com funções específicas 
de deslocamento, de comparação e de subtração.
Para aprendermos o método de divisão de cir-
cuitos digitais, utilizaremos o exemplo a seguir 
com números binários:
Na divisão para sistemas binários, utilizaremos sem-
pre valores inteiros. Veja que temos, acima, o número 
10 (dividendo em decimal) dividido por 3 (divisor 
em decimal) temos o quociente 3 (em decimal) e o 
resto 1 (em decimal). Para realizar esta tarefa, segui-
remos uma sequência de operações conforme os pas-
sos, aqui, apresentados, para operações de números 
de quatro bits (PEDRONI, 2010).
1. Durante a inicialização, o dividendo é car-
regado na metade direita do registrador 
de resto.
2. O vetor inteiro é deslocado uma posição 
para a esquerda, com um 0 preenchendo 
a posição vazia (extrema direita).
3. O divisor é subtraído da metade esquerda 
do resto.
4. Se o resultado for negativo, o divisor é so-
mado de volta ao resto, restaurando seu 
valor, então, é realizado um shift para a 
esquerda e, novamente, a posição vazia é 
preenchida com 0.
5. Ao contrário, se o resultado for positivo, 
o resultado da subtração deverá ser co-
locado na parte esquerda do registrador 
do resto e o mesmo deverá ser deslocado 
completo para a esquerda e a posição vazia 
é preenchida com um 1.
Os passos 4 e 5 são realizados de acordo com o 
resultado da operação do passo 3, ou seja, faz um 
ou outro, nunca os dois.
1 0 1 0 1 1 
1 1 1 
divisor
quociente
dividendo
resto
24
UNICESUMAR
Dica rápida de como verificar se o resultado de uma subtração foi negativo: se o resultado da 
subtração estourou, ou seja, se apareceu um bit 1 à esquerda, a mais que o valor do minuendo 
ou subtraendo (o que for maior), então, a subtração resultou em valor negativo.
6. Os passos de 2 a 4 ou 5 deverão ser realizados quatro vezes para dividendo de quatro bits.
7. Após a última iteração, a metade esquerda do registrador do resto deve ser deslocada para a 
direita, e a posição vazia da extrema esquerda preenchida com 0.
8. O quociente aparecerá na metade direita do registrador do resto.
9. O resto verdadeiro aparecerá em sua metade esquerda.
Vamos, então, à solução dos exemplos, utilizando os passos de 1 a 9.
Passo 1 – Resto = 00001010.
Passo 2 – Desloca o resto para a esquerda e preenche, com 0, a posição extrema direita.
Resto = 00010100
Passo 3 – Em seguida, o divisor (com quatro bits) é subtraído da metade esquerda do resto anterior.
0 0 1 0 
1
0 0 1 1 
1 1 1 1 1 
1 11
Novamente, resultado negativo. Desloca o resto 
para esquerda e acrescenta 0 à direita, repetimos 
Neste caso, o resultado foi negativo, então, o di-
visor é somado de volta ao resto, restaurando seu 
valor, ou seja, despreza a subtração realizada e dá 
um shift para a esquerda e, novamente, no regis-
trador de resto, e a posição vazia é preenchida 
com 0.
Resto = 00101000
Vamos repetir, mais três vezes, os passos 2 a 4 (ou 5).
Metade esquerda – Divisor.
os passos por mais duas vezes.
Resto = 01010000
Metade esquerda – Divisor
0 1 0 1 
0 0 1 1 
 0 0 1 0 
1
Temos, agora, um resultado positivo, então, rea-
lizamos o passo 5.
O resultado da subtração é substituído na parte 
esquerda do resto, então, desloca-se uma posição 
à esquerda e acrescenta 1 na extrema direita:
Substituindo, temos = 00100000
25
UNIDADE 1
Agora, desloca para a esquerda e acrescenta 1 na 
direita.
01000001
Repetimos, na última vez, os passos 2 a 4 (ou 5).
Metade esquerda – Divisor
0 1 0 0 
0 0 1 1 
 0 0 0 1 
1 1-
Temos, agora, mais uma vez, resultado positivo, 
então, realizamos o passo 5.
O resultado da subtração é substituído na parte 
esquerda do resto.
Substituindo, temos = 00010001
Agora, desloca para a esquerda e acrescenta 1 na 
direita.
Resto = 00100011
Esta foi a última iteração, então, a metade esquer-
da do registrador do resto deve ser deslocada para 
a direita, e a posição vazia, preenchida com 0.
Resto = 00010011
O quociente aparecerá na metade direita do 
registrador do resto.
Quociente = 0011 = 3 em decimal.
O resto verdadeiro aparecerá em sua metade 
esquerda.
Resto verdadeiro = 0001 = 1 em decimal.
Logo, se analisarmos o resultado convertendo 
para decimal, temos que 10 dividido por 3 será o 
quociente igual a 3, e o resto, igual a 1.
REPRESENTAÇÃO DE UM NÚMERO NEGATIVO EM COMPLEMENTO DE 2
A representação de um número negativo em complemento de 2 consiste em fazer duas operações, 
primeiramente, fazer o complemento de 1 desse número, depois, com o resultado, soma-se uma uni-
dade a esse complemento de 1, a este resultado final, então, damos o nome de complemento de 1, essa 
forma de apresentar o número em complemento de 2 representa o valor negativo do número.
Vejamos dois exemplos, supondo que sabemos que esses dois valores são negativos:
11012.
0 0 1 0 
0 0 0 1 
 0 0 0 1 
+
1 1 0 1 número principal
complemento de 1
soma uma unidade ao complemento de 1
complemento de 2
Explicando: 
• Primeiramente, faz-se o complemento de 1, essa tarefa é 
efetuada trocando os números 0 por 1 e os números 1 por 0, 
resultando em um valor com todos os bits complementados.
• Segunda tarefa é somar 1 somente ao complemento de 1.
• O resultado da soma do complemento de 1 com 1 nos dá o 
complemento de 2.
Neste exemplo, então, se tiver-
mos o valor negativo 11012, em 
complemento de 2, ele será re-
presentado por 00112 ou 112.
Voltando ao caso da subtra-
ção 10012 - 11112, que resultou 
em valor negativo, faremos o 
complemento de dois de 110102.
26
UNICESUMAR
Temos, agora, o resultado representado em complemento de 2, dessa forma, temos 001102, que equivale 
a 610, ou seja, para um circuito digital é o valor -610, que confirma o valor correto da subtração 910-1510.
Você anotou os números e os resultados da experiência proposta no início desta unidade, aquela que 
você fez conversões na calculadora online. Faça, agora, a transformação passo a passo dos números 
inseridos para as bases requeridas, se os valores foram os mesmos, você entendeu, corretamente, como 
a calculadora fez para mostrar os resultados.
0 0 1 0 1 
0 0 0 1 1 
 0 0 0 1 0 
+
1 1 0 1 0 número principal
complemento de 1
soma uma unidade ao complemento de 1
complemento de 2
1
Deter o conhecimento de eletrônica digital, para o(a) engenheiro(a) 
das áreas de eletroeletrônica, automação e informática, é a maneira 
única e eficaz de se comunicar com as máquinas e, assim, projetá-las, 
repará-las, entendê-las e, também, ser entendido(a) por elas.
27
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
O mapa, a seguir, mostra uma relação de entradas de dados à esquerda, em um 
sistema digital ao centro, e algumas saídas de dados que podem ser obtidas de 
operações aritméticas.
Faça você, também, seu mapa mental, utilizando as mesmas entradas em um sis-
tema digital, mostrando mais possibilidades de saídas.
SISTEMA
DECIMAL
SISTEMAS
DIGITAIS
SISTEMA
BINÁRIO
SISTEMA
OCTAL
SISTEMA
HEXADECIMAL
ATENDIMENTO
AUTOMÁTICO
TELEFÔNICO
PAINEL DE
DISPLAYS
RELÓGIO E
CALCULADORAS
SISTEMA DE
SENHA DE
SEGURANÇA
SISTEMA
DECIMAL
SISTEMAS
DIGITAIS
SISTEMA
BINÁRIO
SISTEMA
OCTAL
SISTEMA
HEXADECIMAL
SISTEMA
DECIMAL
SISTEMAS
DIGITAIS
SISTEMA
BINÁRIO
SISTEMA
OCTAL
SISTEMA
HEXADECIMAL
28
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
29
1. Sobre o sistema de base 10, que é o mais utilizado no cotidiano das pessoas, pode-se afirmar que:
a) É composto pelos números 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.
b) Pode ser representado, também, por letras.
c) As máquinas digitais não necessitam fazer nenhuma conversão desse sistema para outro, pois 
já fazem operações com facilidade no sistema decimal, que aprendemos desde crianças.
d) Possui dez algarismos diferentes, de 0 a 9.
e) O valor total do número decimal é apresentado pela soma dos números (individuais), multipli-
cados pela base(elevada à posição dele no número), sendo que a posição sempre começa com 
0, da esquerda para direita.
2. Sobre o sistema de base 2, também conhecido como binário, pode-se afirmar que:
a) Não é possível representar valores negativo nesse sistema.
b) Para transformar um número binário em decimal, basta fazer sucessivas divisões.
c) A transformação do número da base 2 (número binário) para a base 8 (octal) consiste em separar 
o número binário em grupos de três bits da direita para esquerda.
d) Não são utilizados em equipamentos (máquinas) digitais.
e) Para representar um número binário negativo, uma das maneiras é utilizar a representação em 
complemento de 2, então, basta somar o valor 2 ao número que se deseja representar.
3. Para acessar um local de segurança que possui uma porta com sistema de senha, a pessoa de-
verá digitar os números decimais 4,9,3 em sequência. Para que seja liberada a porta, o sistema 
deverá entender quais números binários de quatro bits na sequência correta? 
a) 10012,11012 e 00112.
b) 10012,10012 e 01012.
c) 01002,01112 e 00112.
d) 01002,10012 e 00112.
e) 01002, 10012, e 10112.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
30
4. Quando digitamos valores para uma operação em uma calculadora, a mesma faz a conversão 
dos números decimais digitados para números binários, faz a operação e fornece o resultado, 
novamente, em números decimais. Se inserimos os números decimais 39 e 12, respectivamente, 
qual seria o resultado da soma e da subtração desses números, respectivamente, na memória 
da calculadora, ou seja, ainda na base 2?
a) 1000112 e 0111112.
b) 1100112 e 0110112.
c) 1100112 e 1110112.
d) 1100012 e 1110102.
e) 0110112 e 1100112.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
31
1. D. O sistema de numeração decimal é formado por 10 algarismos diferentes, de 0 a 9, qualquer outro 
número formado além desses é combinação dos mesmos.
2. C. A transformação do número da base 2 (número binário) para a base 8 (octal) consiste em separar o 
número binário em grupos de três bits da direita para esquerda e representa-los com algarismos de 0 a 7.
3. D. O sistema terá de fazer conversão dos números decimais para números binários por meio de divisões 
sucessivas por dois, conforme solução a seguir.
4. B. O sistema terá de fazer conversão dos números decimais para números binários por meio de divisões 
sucessivas por 2, em seguida realizar a soma e a subtração dos números conforme solução a seguir.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
32
CAPUANO, F. G.; IDOETA, I. V. Elementos de eletrônica digital. São Paulo: Érica, 2011.
PEDRONI, V. A. Eletrônica Digital Moderna e VHDL. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
33
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
34
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
2
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Lógica 
Combinacional
Me. Emerson Charles Martins da Silva
Nesta unidade, aprenderemos como as máquinas tomam algumas decisões, 
como elas se comportam quando recebem dados digitais e os processam 
para emitir resultados em função das informações disponibilizadas nas 
entradas. Dessa forma, podemos elaborar máquinas para executar tarefas 
de acordo com nossa necessidade.
36
UNICESUMAR
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Em nossas atividades diárias, tomamos decisões que, geralmente, são intuitivas e automáticas, e, também, 
são em função de algum acontecimento ou de alguma informação que recebemos. Mas e as máquinas 
digitais? Você sabe como elas tomam decisões? Como elas conseguem nos dar uma resposta em função 
de uma informação?
Pois bem, o matemático George Boole (1815-1864) modelou e criou uma forma de representação do 
comportamento dos sistemas digitais, dessa forma, seremos capazes de entender essas informações. Os 
sistemas digitais estão em muitas situações do nosso dia a dia, como elevadores, prensas, cancelas de esta-
cionamento e em muitos outros sistemas que, muitas vezes, não paramos para pensar como funcionam. 
Podemos, então, fazer um teste. Ao utilizar um elevador, você pode pressionar qualquer andar no teclado, 
mas verá que o elevador só se movimentará se a porta estiver totalmente fechada e, caso esteja aberta ou 
alguém ou algo obstruir o fechamento total, mesmo recebendo comando para se movimentar, o elevador não 
deve se mover. É este tipo de análise que o sistema digital faz, ele verifica se todas as condições necessárias 
foram atendidas, para este caso, a única condição que analisamos foi a porta fechada, o sistema verifica se 
ela está fechada ou não e toma a decisão ou de se locomover ou se movimentar ou de ficar parado.
Para nós, humanos, é óbvio que o elevador só pode se movimentar com a porta fechada ou se estivermos 
analisando a cancela de estacionamento, por exemplo, para nós, também é óbvio que a cancela só pode 
fechar quando não há um carro embaixo dela. Em uma prensa de uma indústria, ela só deverá fechar se, 
embaixo, não houver nada além da peça a ser prensada, mas o sistema digital tem de ser informado destas 
condições, então, sensores são colocados ao longo das máquinas para informar se esta ou aquela condição 
está ou não sendo atendida, dessa forma, sempre que desenvolvemos o sistema digital, precisamos dar todas 
as informações que ele necessita para o correto funcionamento, mesmo que, para nós, sejam informações 
intuitivas.
37
UNIDADE 2
Não podemos falar de sistemas digitais sem falar em lógica combinacional. Ela é uma ferramen-
ta que faz o processamento das informações de entrada de um sistema, levando em consideração so-
mente as combinações das mesmas, ou seja, não faz análise de tempo ou da sequência de como essas 
combinações acontecem, ficando implícito, neste momento dos estudos, que todas as modificações 
nas entradas acontecem ao mesmo tempo. Dessa forma, a saída pode ter seu valor alterado em fun-
ção, simplesmente, da combinação das entradas, por isso, damos o nome lógica combinacional. 
Três elementos serão abordados, aqui, para o entendimento inicial de como descrever o comportamento 
combinacional de um circuito, são eles: funções lógicas, portas lógicas e tabela verdade.
A função E ou AND transporta, para saída, o valor verdadeiro sempre que todas as entradas forem 
verdadeiras. Considerando, neste momento, um valor verdadeiro como 1 e valor falso como 0, toda vez que 
as entradas de uma função AND forem verdadeiras, a saída será verdadeira, basta que uma das entradas 
seja falsa para que a saída também seja falsa. Teoricamente, podemos adotar uma lógica AND com infinitas 
entradas, mas, na utilização prática, devemos nos atentar aos dispositivos disponíveis no mercado que têm 
o número de portas e entradas limitadas para que sejam utilizadas em um projeto.
Para um primeiro exemplo, temos um bloco lógico AND com duas entradas A e B, e uma saída S, 
conforme a Figura 1.
Figura 1 - bloco lógico AND de duas entradas 
Fonte: o autor.
A função lógica que representa o bloco AND é mostrada na função 1:
S AxB= � (1)
que também pode ser escrito como a função 2:
S A B= . (2) 
em ambos os casos das equações 1 e 2, lê-se: A and B ou também A e B.
As portas lógicas são os elementos que executam as funções lógicas. Temos três portas lógicas básicas 
e, pela combinação delas, obtemos os circuitos combinacionais. Apresentaremos todas as possibilidades 
de combinações das entradas e a resposta que teremos na saída em função do tipo de lógica que será 
executada, internamente, ao circuito.
A
B
S&
38
UNICESUMAR
A porta lógica que representa a função lógica AND é apresentada na Figura 2:
Figura 2 - Porta lógica AND
Fonte: o autor. 
A tabela verdade citada é uma tabela que deverá conter todas as 
possibilidades das entradas, de preferência, em ordem crescente, e 
o valor da saída em função das combinações das entradas de acordo 
com a Tabela 1.
A
B
S
Tabela 1 - Tabela verdade: lógica AND 
A B S
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Fonte: o autor.
Vimos, na Tabela 1, que basta que uma das entradas esteja em nível lógico 0 para que a saída tenha 
valor 0, não importando o número de entradas existentes. Veja, na Figura3, o exemplo de uma porta 
lógica de três entradas, sua função lógica e sua tabela verdade.
Figura 3 - Tabela verdade, função e porta lógica AND
Fonte: o autor.
Uma lógica AND pode ser implementada em um sistema de acionamento de uma serra, por exemplo, 
para garantir a segurança do operador, a serra (saída) só será acionada se dois botões (entradas) loca-
lizados separados e longe da serra, forem pressionados ao mesmo tempo, se acaso o operador tirar a 
mão de um dos botões, a serra deverá parar.
A função OU ou OR transporta para a saída o valor verdadeiro, desde que, pelo menos, uma das 
entradas seja verdadeira, considerando o valor verdadeiro 1 e o valor falso, 0. Para a função OU, a saída 
só será falsa se todas as entradas forem falsas.
A função OU pode ser escrita como a função 3:
S A B� �� (3)
lê-se: A ou B ou também A or B.
A
B S
C
S = A . B . C A B C S
0 0 0 0
0
0
0
0
0
0
1111
1 1
1
1 0
0
0
0
00
0
0
1
1 1
1
1
0
39
UNIDADE 2
A Figura 4 mostra a porta lógica que representa a função lógica OU.
Figura 4 - Porta lógica OU
Fonte: o autor.
Temos, então, todas as possibilidades de combinação de entradas 
da porta lógica OU de duas entradas na Tabela 2. 
A
B
S Tabela 2 - Tabela verdade porta OU
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
Fonte: o autor. 
Teoricamente, podemos adotar portas OU de infinitas entradas, mas, ao iniciar um projeto, devemos 
nos atentar às limitações físicas dos componentes eletrônicos a serem utilizados no projeto. A Figura 
5 nos mostra a tabela verdade e a porta lógica para a função lógica OU de três entradas. 
Figura 5 - Tabela verdade, porta lógica e função OU 
Fonte: o autor.
A função não, not ou inversora é a única que possui somente 1 entrada. Só temos duas possibilidades 
de entrada, ou seja, se a entrada for 0, a saída será 1, se a entrada for 1, a saída será 0.
Se tivermos um bloco inversor com entrada A e saída S, a função que representa a lógica inversora 
corresponde à função 4:
S A= � (4).
A barra em cima de uma variável, ou uma função, representa a inversão do valor, ou seja, a complemen-
tação. Se a variável é 1, ela barrada é 0, se a variável é 0, ela barrada é 1, se a função está toda barrada, 
logo, o resultado final de toda função será complementado. 
S = A + B + C A B C S
0 0 0 0
1
1
1
1
1
1
1111
1 1
1
1 0
0
0
0
00
0
0
1
1 1
1
1
0
A
B S
C
40
UNICESUMAR
Veja, na Figura 6, a porta lógica que representa a função inversora:
Figura 6 - Porta lógica inversora
Fonte: o autor.
A tabela verdade da porta inversora é a mais simples, pois tem 
somente duas combinações de entradas, conforme a Tabela 3:
A S
Tabela 3 - Tabela verdade função not 
A S
0 1
1 0
Fonte: o autor.
No desenvolvimento de projetos digitais, geralmente, necessitamos de circuitos mais complexos do 
que somente uma porta lógica, dessa forma, aprenderemos, agora, a montar circuitos combinacio-
nais, retirar suas funções, montar tabelas verdades e, assim, resolvermos algumas situações práticas 
utilizando estas ferramentas.
A seguir, temos um circuito combinacional que também chamamos de porta lógica. O circuito da 
Figura 7 é uma combinação de uma porta AND com uma porta NOT, do lado direito da igualdade, 
temos a porta NAND, utilizada nos circuitos.
A esta combinação, damos o nome de função NÃO E, NE ou NAND. Retiraremos dela a tabela 
verdade e a função lógica.
Figura 7 - Porta NAND
Fonte: o autor.
Pela Figura 7, vemos que o resultado da saída da função AND é aplicado na entrada da porta inversora, 
dessa forma, temos que a saída da porta inversora é o valor da saída da porta AND invertida, ou seja, 
complementada, assim, temos a função NAND mostrada na função 5:
A
S
A
B
S
B
S A B= . (5)
para este sistema, então temos que a Tabela 4 a 
seguir:
Tabela 4 - Tabela verdade função NAND 
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 0
Fonte: o autor.
Dá para verificar que é a tabela verdade da lógica AND, mas com todas saídas invertidas.
Se combinarmos, agora, uma porta lógica OU com uma porta lógica NOT, teremos o circuito 
combinacional, ou porta lógica NÃO OU ou NOR ou também chamado de NOU.
41
UNIDADE 2
A porta lógica NOR apresenta, na saída, os valores da porta lógica OR invertidos. Podemos repre-
sentar a porta NOR pela função 6:
S A B� � (6)
a Tabela 5 mostra todas as possíveis combinações 
para a lógica NOR de duas entradas.
Tabela 5 - Tabela lógica NOR de duas entradas 
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 0
Fonte: o autor.
Verificando a Tabela 5, vemos que ela representa a tabela da lógica OR com todos os valores de saídas in-
vertidos.
A Figura 8 apresenta o bloco lógico NOR e, também, a porta utilizada para representação.
Figura 8 - Bloco lógico e porta lógica NOR 
Fonte: o autor.
O circuito combinacional ou exclusivo (XOR) 
faz parte de tipos de circuitos especiais que apare-
cem sempre nos sistemas digitais. É um circuito 
combinacional que, por meio da combinação de 
duas portas AND, uma porta OU e duas portas 
INVERSORAS que fornecem, para a saída, um 
sinal verdadeiro (1), sempre que as entradas forem 
diferentes em um sinal falso (0) e sempre que as 
entradas forem iguais (TOCCI; WIDMER; MOSS, 
2011). Este tipo de circuito lógico só existe com 
duas entradas, caso se queira fazer operação, ou 
A
B
S
A
B
exclusivo com mais de uma de duas variáveis, de-
ve-se utilizar circuitos de duas entradas em cascata.
A função lógica que representa o circuito XOR 
é mostrada na função 7:
S AB AB� � (7)
mas a equação simplificada que mais utilizamos 
em circuitos digitais é apresentada na função 8:
S A B� � (8)
nos dois casos das funções 7 e 8, lê-se A ou ex-
clusivo B.
O circuito combinacional XOR é construído 
pela seguinte combinação de portas, conforme a 
Figura 9:
Figura 9 - Bloco lógico ou exclusivo
Fonte: o autor.
A B
42
UNICESUMAR
A Tabela 6 mostra todas as possíveis combinações para o circuito 
combinacional XOR.
Tabela 6 - Tabela verdade XOR 
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 0
Fonte: o autor.
Em softwares de programação 
em blocos ou também em cir-
cuitos integrados dedicados, 
encontraremos a representa-
ção do bloco lógico ou exclusi-
vo, como o da Figura 10, que se 
parece com a representação de 
portas lógica.
Figura 10 - Circuito XOR ou exclusivo
Fonte: o autor.
Outro circuito especial que encontramos bastante em sistemas digitais é o NOU exclusivo, também 
conhecido como XNOR ou comumente chamado circuito coincidência. É um circuito também 
combinacional formado por portas lógicas OU, AND e INVERSORA, que produz, na saída, um sinal 
verdadeiro, sempre que as entradas forem iguais, e um sinal falso sempre que as entradas forem diferentes 
(TOCCI; WIDMER; MOSS, 2011), dá para verificar que a tabela verdade desse circuito combinacional 
é igual à tabela verdade no circuito XOR com os valores invertidos.
Temos, então, na Tabela 7, os valores de entradas e saídas possíveis para a lógica XNOR, esse circuito 
também só existe com duas entradas e, caso tenhamos que fazer uma lógica XNOR com mais de duas 
variáveis, devemos fazê-la de duas em duas, em cascata.
A
B
S
Tabela 7 - Tabela verdade lógica XNOR
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Fonte: o autor.
A função lógica que representa o circuito combinacional é mostrada na função 9:
S AB A B� � . (9)
Temos, porém, uma forma mais simplificada de representar a função coincidência, que é pela função 10:
S A B� � (10)
lê-se A coincidência B. 
43
UNIDADE 2
A Figura 11 apresenta o circuito combinacional COINCIDÊNCIA.
Figura 11 - Circuito combinacional COINCIDÊNCIA 
Fonte: o autor.
Esse circuito combinacional também é encontrado em softwares de programação em blocos ou em 
circuitos integrados dedicados com uma forma representativa mais simplificada, conforme a Figura 12.
A B
S
Figura 12 - Bloco circuito XNOR 
Fonte: o autor.
Exemplos resolvidos
1. Para as duas funções a seguir, apresente o circuito lógico equivalente.
a) S A BC D� � � � �
b) S A C B D� � � � �.
Solução:
a) Uma dica é você separar, em soma de produtos, e tratar o que está dentro de parêntesescomo 
um termo só. Verificamos que temos três parcelas separadas por sinais de +, que representa 
a lógica OU, dessa forma, temos uma porta OU de três entradas, fazendo a lógica com as três 
parcelas, ao mesmo tempo, da seguinte forma:
Figura 13 - Circuito lógico do exercício A
Fonte: o autor.
A
B.C
D
A+(B.C)+D
A B C D
44
UNICESUMAR
b) Da mesma forma, separaremos em três parcelas para aplicar na porta OU, essa maneira cha-
ma-se soma de produtos.
Figura 14 - Circuito lógico do exercício B
Fonte: o autor. 
2. Para o circuito lógico da Figura 15, apresente a função lógica.
A
B.D
C
A B C D
S= A+C+(B.D)
Figura 15 - Circuito lógico
Fonte: o autor.
Solução: 
Primeiramente, retiraremos a saída de cada parcela. Dessa forma, temos:
• As variáveis C e D são entradas da porta NAND, e X é a saída da porta NAND, logo: X C D= .
• A variável A, entra na porta inversora, logo na saída da porta inversora, temos: Y A=
• Por fim, as variáveis B e C são entradas da porta AND, dessa forma, a saída da porta AND é: 
Z BC= .
• A saída S é uma porta lógica NOR de três entradas, sendo a equação de saída: S X Y Z� � �
• Substituindo os valores de X, Y e Z, temos, então, a saída S em função das entradas A, B, C e D na 
forma: S C D A BC� � � � �. ( . )
X
Y
A B C D
Z
S
45
UNIDADE 2
3. Exemplo resolvido de 
como retirar uma fun-
ção lógica de uma tabela 
verdade qualquer.
a) Para a Tabela 8, a seguir, retira-se a função lógica equivalente.
Tabela 8 - Tabela de exemplo 
Linha A B C S
0 0 0 0 1
1 0 0 1 0
2 0 1 0 0
3 0 1 1 1
4 1 0 0 0
5 1 0 1 1
6 1 1 0 0
7 1 1 1 0
Fonte: o autor.
Solução:
• Para retirarmos a função lógica da saída S, temos que retirar a soma dos produtos cujos resul-
tados em S sejam iguais a 1, os que são resultados iguais a 0 não nos interessam. Consideramos, 
também, para as variáveis A, B e C que, onde os valores delas foram iguais a 0, então, essa variável 
será barrada, e onde ela assume o valor 1, ela será representada sem barra.
• Notamos que temos S=1 somente nas linhas 0, 3 e 5, então, somaremos somente os produtos 
dessas linhas, assim temos:
b) S A BC A BC A BC� � � � � � �( . . ) . . . .
c) Para a Tabela 9, retirar a função lógica equivalente.
Tabela 9 - Tabela de exemplo 
Linha A B C S
0 0 0 0 0
1 0 0 1 1
2 0 1 0 1
3 0 1 1 1
4 1 0 0 0
5 1 0 1 0
6 1 1 0 1
7 1 1 1 1
Fonte: o autor.
Solução: 
Usando os mesmos critérios do exercício anterior, utilizaremos somente as combinações de entrada 
onde a saída S é igual a 1, colocando barra nas variáveis de entrada com valor 0.
Então, temos:
S A BC A BC A BC A BC A BC� � � � � � � � � � � � � � �. . . . . . . . . . , utilizamos somente os valores das linhas 
1, 2, 3, 6 e 7.
• A primeira parcela se re-
fere à linha 0, colocando 
barra nas três variáveis 
que são 000, a segunda 
parcela corresponde à li-
nha 3, colocando barra 
somente na variável A, 
pois temos 011, e, na ter-
ceira parcela, colocamos 
barra somente na variá-
vel B, pois temos o valor 
101 nessa combinação.
46
UNICESUMAR
4. Agora, apresentaremos um circuito lógico e retiraremos a tabela verdade desse circuito.
a) Monte a tabela verdade do circuito da Figura 16.
Figura 16 - Circuito do exercício A
Fonte: o autor.
A B
s
Solução: 
Primeiramente, temos que montar a tabela ver-
dade com todas as possibilidades de entrada de 
acordo com o número de variáveis. Neste exem-
plo, temos somente as variáveis A e B, o cálculo 
para tabela com duas é dado por 2n, em que n é 
o número de variáveis. Dessa forma, temos 22 
combinações = 4 possibilidades diferentes.
Tabela 10 - Tabela do exemplo A
A B S
0 0 1
0 1 1
1 0 0
1 1 1
Fonte: o autor.
Preencher os valores de S. Deveremos colocar todas as combinações de entradas para os valores de A 
e B, são eles: 00,01,10 e 11 e, assim, para cada combinação dessas, teremos um valor de S.
Então, temos a Tabela 10:
Passo 1: colocando A = 0 e B = 0, no circuito 
da Figura 16, teremos 0 na saída da porta AND, 
assim, esse 0 entra na porta OU.
Na entrada da porta inversora, temos o valor 0, 
mas, na saída dela, teremos valor 1, assim, teremos, 
na porta OU, os valores 0 e 1, relembrado que, para 
uma porta OU, basta que uma das entradas seja 
1 que a saída será 1, então, vamos lá na tabela e 
preencher 1 para a combinação de A = 0 e B = 0.
Passo 2: A = 0 e B = 1, nas entradas da porta 
AND, temos 0 e 1, como em uma porta AND, 
basta que uma das entradas seja 0 para que ela 
assuma valor 0 na saída, dessa forma, teremos 0 
na primeira entrada da porta OU.
Na porta inversora, temos 0 na entrada, o que 
faz com que tenhamos 1 na saída, assim, temos, 
novamente, nas entradas da porta OU, 0 e 1, fa-
zendo com que tenhamos 1, novamente, na saída 
S, vamos, então, na tabela e preenchemos as com-
binações 01 com S = 1.
Passo 3: A = 1 e B = 0, nas entradas da porta 
AND, temos 1 e 0, o que nos mostra, na saída, o va-
lor 0, que vai para uma das entradas da porta OU.
Na entrada da porta inversora, temos 1, então, 
teremos 0 na saída da porta inversora e, assim, 0 na 
outra entrada da porta OU. Com as duas entradas 
da porta OU em 0, então, teremos 0 na saída S 
também, valor que preencheremos na Tabela 10.
Passo 4: a última combinação é A = 1 e B = 
1, assim, temos na saída da porta AND, o valor 
1 que vai para a primeira entrada da porta OU.
Na entrada da porta inversora, temos 1, o que 
dá, na saída dela, o valor 0, então, nas entradas da 
porta OU, temos 1 e 0, que faz com que tenhamos 
1 na saída da porta OU, que é a saída S. Preenche-
remos, então, o último valor da Tabela 10 com 1.
47
UNIDADE 2
b) Para o circuito da Figura 17, apresenta a tabela verdade:
Passo 1: para a combinação de entrada 000, 
temos, na saída da porta inversora 1 e na saída da 
porta OU, o valor 0, assim, temos na entrada do 
circuito combinacional XNOR (circuito coinci-
dência) os valores 1 e 0, relembrando que, para a 
lógica XNOR, sempre que os valores de entradas 
forem diferentes, a saída é 0.
Passo 2: para a combinação de entrada 001, 
temos, na saída da porta inversora 1 e na saída da 
porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada do 
circuito combinacional XNOR (circuito coinci-
dência), os valores 1 e 1, sempre que as entradas 
da XNOR forem iguais, a saída será 1.
Passo 3: para a combinação de entrada 010, 
temos, na saída da porta inversora 1 e na saída da 
porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada do 
circuito combinacional XNOR (circuito coinci-
dência), os valores 1 e 1, sempre que as entradas 
da XNOR forem iguais, a saída será 1.
Passo 4: para a combinação de entrada 011, 
temos, na saída da porta inversora 1 e na saída da 
porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada do 
circuito combinacional XNOR (circuito coinci-
dência), os valores 1 e 1, sempre que as entradas 
da XNOR forem iguais, a saída será 1.
Passo 5: para a combinação de entrada 100, 
temos, na saída da porta inversora 0 e na saída da 
porta OU, o valor 0, assim, temos, na entrada do 
circuito combinacional XNOR (circuito coinci-
dência), os valores 0 e 0, sempre que as entradas 
da XNOR forem iguais, a saída será 1.
Passo 6: para a combinação de entrada 101, 
temos, na saída da porta inversora 0 e na saída 
da porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada 
do circuito combinacional XNOR (circuito coin-
cidência), os valores 0 e 1, para a lógica XNOR, 
sempre que os valores de entradas forem diferen-
tes, a saída é 0.
Passo 7: para a combinação de entrada 110, 
temos, na saída, da porta inversora 0 e na saída 
da porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada 
do circuito combinacional XNOR (circuito coin-
cidência), os valores 0 e 1, para a lógica XNOR, 
sempre que os valores de entradas forem diferen-
tes, a saída é 0.
Passo 8: para a combinação de entrada 111, 
temos, na saída da porta inversora 0 e na saída 
da porta OU, o valor 1, assim, temos, na entrada 
do circuito combinacional XNOR (circuito coin-
cidência), os valores 0 e 1, para a lógica XNOR, 
sempre que os valores de entradas forem diferen-
tes, a saída é 0.
Figura 17 - Circuitode exemplo B 
Fonte: o autor.
Solução: 
Utilizaremos o mesmo método do exercício anterior, mas, agora, temos três variáveis de entrada, 
então, calculando o número de combinações, temos 2n = 23 = 8 possíveis combinações, conforme tabela.
A B
s
C
48
UNICESUMAR
Substituindo os valores, agora, na Tabela 11, temos:
As portas lógicas e os circuitos combinacionais (AND, OR, NOT, NAND, NOR, XOR e XNOR) podem 
ser encontrados em circuitos integrados específicos para essas funções, o que facilita bastante o desen-
volvimento dos circuitos digitais. Agora que aprendemos as funções lógicas, portas lógicas e alguns 
circuitos combinacionais, notamos que os sistemas digitais têm sua linguagem própria e necessitamos 
saber como nos comunicar nessa linguagem para que o sistema realize as funções da maneira correta.
Tabela 11 - Tabela exemplo B 
A B C S
0 0 0 0
0 0 1 1
0 1 0 1
0 1 1 1
1 0 0 1
1 0 1 0
1 1 0 0
1 1 1 0
Fonte: o autor.
Para que servem os circuitos integrados lógicos? Antes da invenção 
destes, os circuitos eram grandes, utilizando dezenas, centenas e até 
milhares de componentes eletrônicos. Com o advento do circuito 
integrado, conseguimos desenvolver circuitos complexos otimizan-
do o tempo e o tamanho dos circuitos. Isso veio ao encontro das 
necessidades dos engenheiros, pois, a partir daí, foram possíveis 
equipamentos com mais capacidade de processamento, menores 
em tamanho, com menos consumo de energia e, consecutivamente, 
menos custos de produção e comercialização.
49
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
No mapa mental, a seguir, fiz uma análise resumida das lógicas AND e OR e de 
como elas funcionam.
ENTRADAS
A e B
LÓGICA
OR
LÓGICA
AND
BASTA QUE UMA
DAS ENTRADAS
ESTEJA EM “0”,
QUE A SAÍDA
SERÁ “0”
BASTA QUE UMA
DAS ENTRADAS
ESTEJA EM “1”,
QUE A SAÍDA
SERÁ “1”
ENTRADAS
A e B
LÓGICA
OR
LÓGICA
AND
ENTRADAS
A e B
LÓGICA
OR
LÓGICA
AND
Baseado no mapa apresentado, preencha o mapa, a seguir, com uma análise simples 
do comportamento das lógicas XOR E XNOR.
50
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
51
1. Se reportando, agora, à retirada de um circuito lógico a partir de uma função lógica, apresente 
o circuito lógico equivalente das duas funções a seguir.
a) 
b) 
2. A tabela, a seguir, mostra o comportamento de um sistema qualquer. Assinale a alternativa da 
função que corresponde ao comportamento correto da tabela.
A B C S
0 0 0 1
0 0 1 1
0 1 0 0
0 1 1 0
1 0 0 0
1 0 1 1
1 1 0 0
1 1 1 1
a) S A B C A B C A B C A B C� � � � � � � � � � � �. . . . . . . .
b) S A BC A BC A BC A BC� � � � � � � � � � � �. . . . . . . .
c) S A BC A BC A BC A B C� � � � � � � � � � � �� �. . . . . .
d) S A BC A BC A BC A BC� � � � � � � � � � � �. . . . . . . .
e) S A BC A BC A BC A BC� � � � � � � � � � � �. . . . . . . .
3. A lógica XNOR é um circuito combinacional formado por algumas portas lógicas. Se referindo a 
ela, assinale a alternativa correta.
a) Sempre que as entradas forem de valores iguais, a saída recebe estado lógico 0.
b) A equação da função XNOR é: S A B A B� �. .
c) É também chamada de circuito coincidência. 
d) A equação da função XNOR é: S A B A B� �. .
e) É conhecida como circuito diferenciador.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
52
4. Para o circuito da figura a seguir, apresente os valores da saída S por meio do preenchimento 
da tabela. 
A B C S
0 0 0
0 0 1
0 1 0
0 1 1
1 0 0
1 0 1
1 1 0
1 1 1
A B C
S
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
53
1. a. Precisamos fazer a soma dos produtos, desenhando cada parcela separada pelo sinal de +, 
conforme a sequência a seguir, e executar a lógica OU com todas elas.
A B C
S
A+B
B+C
Saída da porta
XOR, lógica entre
os produtos
b. Aqui, devemos fazer a lógica XOR entre os produtos, desenhando cada parcela separada pelo sinal de 
+, conforme a sequência a seguir, e aplicar a lógica XOR com todas elas.
A B C
S
D A
B.C
D.B
Saída da porta
OU, soma de
produtos
2. D. Para retirar a função lógica da tabela verdade, nos preocupamos somente com as combinações em que 
a saída S é igual a 1, sabendo que as entradas (ABC), quando barradas, são nível lógico 0 e não barradas 
nível lógico 1. Assim, separamos as parcelas com o sinal de + e temos, neste caso, apenas quatro combi-
nações com a saída S em 1. 
3. C. É também chamada de circuito coincidência, pois sempre que as entradas coincidirem de serem iguais, 
0 ou 1, a saída será verdadeira, ou seja, igual a 1.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
54
4. Temos que colocar todas as oito combinações possíveis nas entradas (ABC) e analisar a lógica das portas 
até a saída S.
Caso 000:
Na saída da porta NOR, temos 1, na saída da porta OR, temos 0, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Caso 001:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 0, dessa forma, valores iguais entrando em 
uma porta XOR, temos 0 na saída.
Caso 010:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Caso 011:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Caso 100:
Na saída da porta NOR, temos 1, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores iguais entrando em 
uma porta XOR, temos 0 na saída.
Caso 101:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Caso 110:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Caso 111:
Na saída da porta NOR, temos 0, na saída da porta OR, temos 1, dessa forma, valores diferentes entrando 
em uma porta XOR, temos 1 na saída.
Assim, basta preencher a tabela com os valores de saída.
A B C S
0 0 0 1
0 0 1 0
0 1 0 1
0 1 1 1
1 0 0 0
1 0 1 1
1 1 0 1
1 1 1 1
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
55
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G. L. Sistemas digitais: princípios e aplicações. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2011.
56
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
3
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Circuitos 
Combinacionais 
na Prática
Agora, nesta unidade, criaremos algumas situações hipotéticas parecidas 
com as que temos em nosso dia a dia, traduziremos o cotidiano numa lin-
guagem digital, de maneira que possamos fornecer as informações para o 
sistema digital e, assim, ele resolva o problema real, nos dando uma resposta 
em função do que informamos a ele.
Me. Emerson Charles Martins da Silva
58
UNICESUMAR
Você sabe como o sistema de ar-condicionado opera para manter a temperatura sempre próxima do 
valor que você define?
A combinação de sentenças de entrada no estágio de controle de um aparelho de ar-condicionado 
utiliza termostatos e pressostatos para entender a diferença entre o valor desejado e o valor atual da 
temperatura, combinando suas sentenças. Mas como a lógica combinacional dessas sentenças pode 
definir a tomada de decisão para ligar ou desligar o aparelho?
Na ciência, especialmente na física e/ou na matemática, os pesquisadores passam a vida tentando 
modelar os acontecimentos e fenômenos cotidianos em modelos matemáticos e tentam descrever uma 
regra geral para eles. Na eletrônica digital, também é possível transformar algumas situações ou alguns 
comportamentos em letras e números e criar algumas regras de solução para situações corriqueiras.
No caso do controle de temperatura baseado em um sistema de ar-condicionado, quando a pressão 
ou a temperatura atinge determinados valores, contatos associados aos elementos sensíveis (à pressão 
dentro de um capilar ou à temperatura) mudam de estado e sua combinação pode inferir em aciona-
mento do compressor do sistema de resfriamento.
59
UNIDADE 3
Agora que já sabemos manipular números biná-
rios, faça o teste no forno micro-ondas: digite cada 
número e repare que o painel sempre lhe fornece 
um valor decimal. Esta unidade lhe mostrará a 
maneirade fazer esta conversão, também cha-
mada codificação/decodificação, para melhorar 
nossa interação com os equipamentos digitais. 
Vamos fazer esta experiência?
Iniciaremos nossa escrita com circuitos combinacionais, mas com a intenção de explorá-los na 
prática, ok? Existem várias maneiras de traduzir um problema prático do nosso mundo real para um 
sistema digital, mas todas elas se resumem a um processo que consiste em você criar um sistema e 
descobrir, no seu problema, quais são as entradas e quais são as saídas para esse sistema. As entradas são 
os dados que você oferecerá a ele, as saídas apresentarão os resultados das operações que esse sistema 
fará com os dados fornecidos na entrada. No momento, estamos tratando de um sistema combina-
cional que não envolve nem temporização, nem contagem, o sistema combinacional fará as operações 
lógicas com os dados das entradas e apresentará o resultado na saída (CAPUANO; IDOETA, 1997). 
Com certeza, você já viu esses painéis de chamada de senha nas salas de espera de diversos estabelecimentos, 
como aqueles painéis em que você retira uma senha e aguarda atendimento. Como o sistema, por exemplo, 
mostra, no painel, o número 7, em decimal, se, dentro de sua memória, esse número está na base 2, que, 
neste caso, seria 1112? Em sua residência, deve ter algum equipamento que faça essa conversão, verifique, 
novamente, o forno micro-ondas. Verificou? Quando você digita o tempo de cozimento, ele mostra os valores 
sempre em decimal, correto? Caro(a) estudante, você usa isso sempre, nem se deu conta do que acontece lá.
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
60
UNICESUMAR
A representação do sistema combinacional, neste momento, poderá ser feita da seguinte forma:
ENTRADAS SAÍDASSISTEMA
DIGITAL
Figura 1 - Representação de um sistema digital combinacional 
Fonte: o autor.
Uma maneira clássica de resolver um problema de lógica combinacional é, depois de distinguir as 
entradas e as saídas, colocar esses dados em uma tabela verdade, de forma organizada, em que teremos 
todas as possíveis combinações de entrada e, de acordo com o seu problema, a previsão do que deverá 
ter na saída em função dessas combinações e, assim, retirar dessa tabela verdade a função lógica e o 
circuito lógico que realizará a tarefa (CAPUANO; IDOETA, 1997). 
Resolveremos, então, alguns problemas hipotéticos para nos familiarizarmos com esta maneira de 
solucionar problemas combinacionais.
Caso 1 – Guilhotina 
Em uma empresa gráfica, temos uma guilhotina de corte de papel, conforme a Figura 2:
Figura 2 - Guilhotina de papel 
61
UNIDADE 3
Temos, então, que fazer algumas convenções de 
acordo com o funcionamento que desejamos da 
máquina. Vamos a elas: 
• Nesse sistema, temos uma saída (cilindro 
atuador) que avança a guilhotina, o chama-
remos de G. De acordo com a combinação 
de entrada, teremos o acionamento ou não 
de G.
• O recuo de G é automático, sem que ne-
cessite de nenhum comando, o mesmo será 
recuado por uma mola.
• Para o avanço de G, o sistema tem que en-
viar 1 para saída, caso o sistema envie 0, 
G retorna ao estado inicial (recuado, para 
cima).
• Por motivos de segurança do operador 
da máquina, a guilhotina somente deverá 
avançar se o operador pressionar o botão A 
e o botão B (que estão em locais separados) 
ao mesmo tempo, pois isso evitará que o 
operador esteja com a mão embaixo da 
guilhotina ajustando os papéis, e a prensa 
seja acionada, provocando um acidente.
• Adotaremos a convenção de que, quan-
do o botão estiver pressionado, enviará ao 
sistema o nível lógico 1, quando estiver li-
berado, enviará ao sistema o nível lógico 0.
• Caso o operador retire a mão de um dos 
botões, o sistema desativará a guilhotina.
• Dividiremos a tarefa em três passos, são 
eles: elaboração da tabela verdade, reti-
rada da função lógica oriunda da tabela 
verdade, apresentação do circuito lógico 
que realizará a tarefa. 
1º passo: elaboração da tabela verdade:
• Temos duas entradas: botão A e botão B.
• Temos apenas uma saída que o sistema 
deverá acionar ou não, é a guilhotina G.
• Logo, teremos uma tabela verdade com 
duas entradas e uma saída, vamos a ela:
Tabela 1 - Tabela verdade guilhotina 
A B G
Caso 0 0 0 0
Caso 1 0 1 0
Caso 2 1 0 0
Caso 3 1 1 1
Fonte: o autor.
Caso 0:
No caso 0, temos 0 para A e 0 para B, pelas 
nossas convenções, ambos os botões estão libera-
dos, logo, a guilhotina estará recuada, recebendo 
nível lógico 0.
Caso 1:
No caso 1, temos botão A em 0 (liberado) e 
botão B em 1 (pressionado), mas, por motivos 
de segurança, a guilhotina deverá estar recuada, 
recebendo 0 do sistema.
Caso 2:
No caso 2, temos botão A em 1 (pressionado) e 
botão B em 0 (recuado), então, a guilhotina deverá 
estar recuada por motivos de segurança.
Caso 3:
No caso 3, temos botão A em 1 (pressionado) e 
botão B também em 1 (pressionado), dessa forma, 
as mãos do operador estão acionando os botões ao 
mesmo tempo e, assim, a guilhotina deverá descer 
e cortar os papéis de forma segura.
2º passo: retirada da função lógica oriunda da 
tabela verdade:
Recordando a Unidade 2, sabemos que, na 
tabela verdade, o que nos interessa são as saídas 
com resultados em 1, neste caso, somente com 
as entradas A e B em nível lógico 1 (as duas sem 
barra) é que teremos a saída acionada (1).
62
UNICESUMAR
Assim, a função lógica da saída será representada 
pela função 1: 
G AB= . (1)
3º passo: a apresentação do circuito lógico que 
realizará a tarefa está na Figura 3:
A B
G
Figura 3 - Lógica sistema de guilhotina 
Fonte: o autor.
Notamos que, para esse sistema, apenas uma porta 
lógica AND resolve o problema.
Caso 2 – Misturador de 
tintas
Apresentamos, agora, mais um 
caso hipotético: o de um mis-
turador de tintas que as fabrica 
nas cores secundárias a partir 
das cores primárias.
Vamos, então, às conven-
ções para o desenvolvimento 
do sistema que fabricará as 
cores. As cores primárias são: 
amarelo, azul e vermelho, as 
cores secundárias são: laranja, 
violeta e verde.
Para a obtenção de cores 
secundárias, temos que mis-
turar, na mesma proporção, 
as primárias, de acordo com a 
cor secundária que se deseja, 
assim, temos:
Laranja = amarelo + vermelho.
Violeta = azul + vermelho.
Verde = amarelo + azul.
Nosso sistema é representado pela Figura 4:
TANQUES DE TINTAS PRIMÁRIAS
AMARELO AZUL VERMELHO
VAm VAz Vm
TANQUE MISTURADOR
VL VIOL VD Vdesc
Figura 4 - Misturador de tintas
Fonte: o autor.
63
UNIDADE 3
Vamos às convenções de funcionamento adotadas para esse sistema:
• As válvulas VAm, VAz e Vm são manuais e manuseadas pelo operador. Para a escolha da tinta 
a ser fabricada, adotamos que, sempre que estiverem abertas (deixando passar a tinta), estarão 
em nível lógico 1, e sempre que estiverem fechadas, estarão em nível lógico 0.
• As válvulas VL (laranja), VIOL (violeta) e VD (verde) são válvulas de saídas das cores secundárias 
que são acionadas pelo sistema para direcionar a tinta fabricada para seu destino específico. 
Adotamos que, sempre que estiverem abertas (passando tinta), estarão em nível lógico 1, e 
sempre que estiverem fechadas, estarão em nível lógico 0.
• A válvula Vdesc é, também, saída, e acionada pelo sistema, é a válvula de descarte que descartará 
a tinta fabricada sempre se algum motivo ou erro for diferente das três cores secundárias.
• Para que tenhamos a fabricação de apenas uma tinta de cada vez, adotaremos a seguinte hie-
rarquia:
• Quando nenhuma válvula das tintas primárias estiver acionada, todas as saídas das tintas se-
cundárias e as da Vdesc estarão fechadas.
• Se apenas uma das tintas primárias estiver aberta, todas as saídas das tintas secundárias estarão 
fechadas, e a da Vdesc, aberta para descarte.
• Se todas as tintas primárias estiverem abertas, a válvula de descarte (Vdesc) deverá estar aberta, 
pois a tinta fabricada será a mistura de todas as tintas, não originando uma tinta secundária, e 
as válvulas das tintas secundárias deverão estar fechadas.
• Para fabricar a tinta laranja,deverão estar acionadas as tintas amarela e vermelha, desde que a 
azul esteja fechada.
• Para fabricar a tinta violeta, deverão estar acionadas as tintas azul e vermelha, desde que a 
amarela esteja fechada.
• Para fabricar a tinta verde, deverão estar acionadas as tintas azul e amarela, desde que a vermelha 
esteja fechada.
Vamos, então, aos três passos para resolver esse sistema, relembrando-os: montagem da tabela verdade, 
retirada da função ou das funções lógicas das saídas, montagem do circuito lógico.
Temos, agora, um sistema com três entradas (cores primárias) e quatro saídas (cores secundárias 
+ válvula de descarte):
1º passo: elaboração da tabela verdade. A Tabela 2 representa o funcionamento do sistema:
Tabela 2 - Tabela verdade: misturador de tintas 
VAm VAz Vm VL VIOL VD Vdesc
Caso 0 0 0 0 0 0 0 0
Caso 1 0 0 1 0 0 0 1
Caso 2 0 1 0 0 0 0 1
Caso 3 0 1 1 0 1 0 0
Caso 4 1 0 0 0 0 0 1
Caso 5 1 0 1 1 0 0 0
Caso 6 1 1 0 0 0 1 0
Caso 7 1 1 1 0 0 0 1
Fonte: o autor.
64
UNICESUMAR
Análise dos oito casos possíveis 
das combinações das entradas:
Caso 0: todas as entradas fe-
chadas. Conforme nossas con-
venções, todas as saídas deverão 
estar fechadas.
Caso 1: somente a tinta pri-
mária vermelha está aberta. 
Conforme convenções, as saí-
das secundárias deverão estar 
fechadas e somente a válvula de 
descarte aberta.
Caso 2: somente a tinta pri-
mária azul está aberta. Confor-
me convenções, as saídas secun-
dárias deverão estar fechadas e 
somente a válvula de descarte 
aberta.
Caso 3: estão abertas as tin-
tas azul e vermelha, logo, será 
fabricada a cor violeta (VIOL 
ligada) e desligada a Vdesc. 
Caso 4: somente a tinta 
primária amarela está aberta. 
Conforme convenções, as saí-
das secundárias deverão estar 
fechadas e somente a válvula de 
descarte aberta.
Caso 5: estão abertas as tin-
tas amarela e vermelha, logo, 
será fabricada a cor laranja (VL 
ligada) e desligada a Vdesc.
Caso 6: estão abertas as tin-
tas azul e amarela, logo, será fa-
bricada a cor verde (VD ligada) 
e desligada a Vdesc. 
Caso 7: todas as entradas 
abertas. Conforme convenções, 
as saídas secundárias deverão 
estar fechadas e somente a vál-
vula de descarte aberta. 
2º passo: retirada da função lógica oriunda da tabela verdade. Neste 
caso, temos quatro saídas, dessa forma, teremos quatro funções ló-
gicas, uma para cada saída, assim, utilizaremos as combinações de 
entradas onde a respectiva saída assume nível lógico 1. Vamos a elas:
Função da saída da cor laranja (VL):
A função 2 apresenta o único caso em que teremos a fabricação 
da cor laranja, dessa forma, a função de VL é:
VL VAmVAzVm= . . (2).
A função 3 apresenta o único caso em que teremos a fabricação da 
cor violeta:
VIOL VAmVAzVm= . . (3).
A função 4 apresenta o único caso em que teremos a fabricação 
da cor verde:
VD VAmVAzVm= . . (4).
A função 5 apresenta os casos em que teremos a saída de descarga 
ativada, que são quatro casos. Temos de fazer essa soma de quatro 
produtos.
Vdesc VAmVAzVm VAmVAzVm VAmVAzVm VAmVAzVm� � � �( . . ) ( . . ) ( . . ) ( . . )
(5).
3º passo: apresentação do circuito lógico que realizará a tarefa. De-
senhamos cada função separada, conforme mostrado na Figura 5.
VAm VAz Vm
VL
VIOL
VD
Vdesc
Figura 5 - Circuito lógico do misturador de tintas
Fonte: o autor. 
65
UNIDADE 3
No início desta unidade, mencionamos os painéis 
de chamadas de senha, também falamos sobre o 
display do forno micro-ondas. Trataremos, agora, 
do assunto codificação de decodificação para 
display de 7 segmentos, construídos por meio 
de leds, para entendermos, ainda mais, como os 
sistemas digitais nos fornecem as informações. 
A Figura 6 mostra um display de 7 segmentos de 
uso comum, presente em vários equipamentos 
eletrônicos.
Figura 6 - Display de 7 segmentos
O display da Figura 6 é um dispositivo eletrônico formado por um conjunto de leds, são 8 leds formando 
os 7 segmentos e o ponto decimal. Existem dois tipos de displays numéricos, os de ânodo comum e os 
de cátodo comum, a diferença entre eles está no nível lógico que devemos fornecer para que ele seja 
aceso ou apagado (TOCCI; WIDMER, 2003). 
O led (diodo emissor de luz) é o componente básico na formação do display, no momento, o que 
necessitamos saber sobre o led é: um dispositivo da família dos semicondutores que possui uma 
junção que separa um material do tipo N (negativo) e do tipo P (positivo). Esse dispositivo, quando 
alimentado por uma tensão que consegue vencer a barreira de potencial dessa junção, que é de, aproxi-
madamente, 2,0 volts (podendo variar muito este 
valor de acordo com a aplicação do led), emitirá 
luz. Esta luz se difere em função das características 
de fabricação e podemos ter leds de várias cores 
diferentes, como também bicolores, tricolores e de 
alto brilho. Os leds, há muito tempo, são utilizados 
na iluminação residencial, de ruas, de veículos, 
nos televisores a leds e muitas outras aplicações.
O símbolo do led é apresentado na Figura 7, 
em que temos o terminal ânodo (A) e o terminal 
cátodo (K). Para que o led emita luz, o mesmo 
deve ser polarizado diretamente, ou seja, o ânodo 
tem que ser polarizado positivamente em relação 
ao cátodo, dessa forma, sempre que o ânodo for 
mais positivo que o cátodo ao ponto de a diferença 
de potencial ser maior que a tensão de ruptura da 
junção, os elétrons saltarão de um material para 
outro, vencendo barreira de potencial e, assim, 
emitindo luz (MALVINO, 1995). Figura 7 - Led comum: imagem e símbolo
66
UNICESUMAR
A imagem do led da Figura 7 (vermelho) mostra o mais comum 
encontrado no mercado, mas os leds são fabricados de muitas 
formas e tamanhos diferentes, logo, podem ser utilizados nas mais 
variadas aplicações.
Como a corrente do led é pequena, no momento da energização, 
devemos saber suas características para podermos aplicar a tensão 
ideal e, assim, ele trabalhar sem exceder sua corrente a ponto de 
queimar. Dessa forma, utilizamos, sempre, um resistor limitador 
de corrente para que o led possa ser alimentado com valores de 
tensão maiores do que o indicado, mas o resistor, além de limitar 
a corrente, também divide a tensão total aplicada com o led, fa-
zendo com que o mesmo trabalhe dentro de suas características 
(MALVINO, 1995). 
O display de 7 segmentos, então, na verdade, é formado por um 
conjunto de leds que, de acordo com a polarização, se ânodo ou 
cátodo comum, deve ser forne-
cido 0 ou 1 para ser acionado 
(CAPUANO; IDOETA, 1997). 
O display de ânodo co-
mum é um tipo de display que 
tem todos os ânodos do con-
junto de leds interligados, e, 
para acionarmos cada led, de-
vemos aplicar tensão 0V (que, 
no momento, trataremos como 
nível 0) nos terminais cátodos 
dos leds e uma tensão positiva 
no comum (ânodos +v), que 
trataremos como nível lógico 
1, conforme a Figura 8 mostra.
Figura 8 - Led ânodo comum
Fonte: o autor.
ÂNODO 
ÂNODO 
f
g
a
b
e
d
DC
c
a
b
c
d
e
f
g
Na Figura 8, vemos, também, 
que cada segmento que forma o 
caractere 8 (que seriam todos os 
leds acesos) tem uma letra (mi-
núscula). Esta representa cada 
led de a até g, dessa forma, para 
mostrarmos um caractere, te-
mos que ligar os leds referentes 
à combinação de determinado 
caractere que se deseja mostrar.
67
UNIDADE 3
Para mostrar o número 2, temos que acionar os leds a, b, g, e, d e apagar os leds f, c. 
Como, na Figura 8, temos um display do tipo ânodo comum precisamos aplicar o 
nível 0V nos segmentos que desejamos acender e o nível +V (nível 1) nos segmentos 
que desejamos apagar, como também aplicar +V (nível 1) no ânodo comum dos leds.
O display tipo cátodo comum é um tipo que tem todos os cátodos do conjunto 
de leds interligados. Para acionarmos cada led, devemos aplicar tensão +V (nível 1) 
nos terminais ânodos dos leds e uma tensão 0V (nível 0) no comum (ânodos 0V), 
conforme a Figura 9 mostra (TOCCI; WIDMER, 2003). 
01 EXEMPLO
CÁTODO
f
g
a
b
e
d
DC
c
a
b
c
d
e
f
g
CÁTODO
Figura 9 - Display decátodo comum
Fonte: o autor. 
Para mostrar o número 3, no display da Figura 9, temos que acionar os leds a, b, c, d, 
g e apagar os leds f, e. Como, na Figura 9, temos um display do tipo cátodo comum, 
precisamos aplicar novel +V (nível 1) nos segmentos que desejamos acender e nível 
0V (nível 0) nos segmentos que desejamos apagar, como também aplicar 0V no 
cátodo comum dos leds.
Agora, para resgatar alguns conceitos abordados no início desta 
unidade, entenderemos como funciona um decodificador binário 
para sete segmentos. Começamos assim:
Primeiro, desenvolvemos um sistema de três entradas A, B, C, 
que, de acordo com as oito combinações possíveis (0 a 7), em bi-
nário, o sistema decodifique essas combinações e mostre, em um 
display de sete segmentos, os números de 0 a 7, em decimal. Neste 
exemplo, não utilizaremos o ponto decimal; o bloco representativo 
é mostrado na Figura 10.
68
UNICESUMAR
Figura 10 - Bloco do decodificador 7 segmentos
Fonte: o autor. 
1º passo: elaboração da tabela verdade. Para esse sistema, pela Figura 10, temos 3 entradas (A, B, C) 
e temos 7 saídas (a, b, c, d, e, f, g), dessa forma, nossa tabela verdade é apresentada na Tabela 3:
Tabela 3 - Tabela verdade: decodificador 
A B C a b c d e f g
Caso 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0
Caso 1 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0
Caso 2 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1
Caso 3 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1
Caso 4 1 0 0 0 1 1 0 0 1 1
Caso 5 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1
Caso 6 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1
Caso 7 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0
Fonte: o autor.
Analisaremos, então, todas as oito possibilidades de combinações das entradas.
• Caso 0: entradas ABC = 000. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
0, assim, temos que ligar todos os leds, exceto o led g, assim, o display mostrará o número 0.
• Caso 1: entradas ABC = 001. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
1, assim, temos que ligar somente os leds “b”, “c” e apagar os outros.
• Caso 2: entradas ABC = 010. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
2, assim, temos que apagar os leds “c” e “f ” e ligar os demais.
• Caso 3: entradas ABC = 011. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
3, assim, temos que apagar os leds “e” e “f ” e ligar os demais.
• Caso 4: entradas ABC = 100. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
4, assim, temos que apagar os leds “a”, “d e “e”, mas ligar os demais.
69
UNIDADE 3
• Caso 5: entradas ABC = 101. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
5, assim, temos que apagar os leds “b” e “e”, mas ligar os demais.
• Caso 6: entradas ABC = 110. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
6, assim, temos que apagar os leds “a” e “b” e ligar os demais.
• Caso 6: entradas ABC = 111. Neste caso, queremos que o display mostre, em decimal, o número 
7, assim, temos que acender os leds “a”, “b”, “c” e apagar os demais.
2º passo: retirada da função lógica oriunda da tabela verdade. Dessa forma, teremos uma função 
lógica para cada saída, de um total de 7. Pela tabela verdade, utilizaremos somente as combinações 
onde a saída assume valor 1. 
A função 6 que representa a saída de letra a:
a A BC ABC A BC A BC A BC� � � � �. . . . . . . . . . (6).
A função 7 que representa a saída b:
b A BC A BC A BC ABC A BC A BC� � � � � �. . . . . . . . . . (7).
A função 8 que representa a saída c:
c A BC A BC A BC A BC A BC A BC A BC� � � � � � �. . . . . . . . .. . . . . . (8).
A função 9 que representa a saída d:
d A BC A BC ABC A BC A BC� � � � �. . . . . . . . (9).
A função 10 que representa a saída e:
e A BC A BC A BC� � �. . . . . . (10).
A função 11 que representa a saída f:
f A BC A BC A BC A BC� � � �. . . . . . . . (11).
A função 12 que representa a saída g:
g A BC ABC A BC A BC A BC� � � � �. . . . . . . . (12).
3º passo: apresentação do circuito lógico que realizará a tarefa do decodificador. Teremos que retirar 
um circuito para cada função lógica.
70
UNICESUMAR
A Figura 11 mostra o circuito da saída da letra a.
Figura 11 - Circuito da saída a 
Fonte: o autor.
A Figura 12 mostra o circuito da saída b.
Figura 12 - Circuito saída b
Fonte: o autor.
A Figura 13 mostra o circuito da saída c.
Figura 13 - Circuito da saída c
Fonte: o autor.
A Figura 14 mostra o circuito da saída d.
Figura 14 - Circuito da saída d
Fonte: o autor.
A Figura 15 mostra o circuito da saída e.
Figura 15: Circuito da saída e.
Fonte: o autor.
71
UNIDADE 3
A Figura 16 mostra o circuito da saída f.
Figura 16 - Circuito da saída f
Fonte: o autor.
A Figura 17 mostra o circuito da saída g.
Figura 17 - Circuito da saída g
Fonte: o autor.
Podemos, também, mostrar algumas mensagens com letras nos displays de 7 segmentos e, devido à 
limitação na disposição dos leds, não temos como formar todas as letras do alfabeto, mesmo assim, dá 
para usar este recurso sempre que possível, dada a facilidade de manuseio deste componente.
Agora, mostraremos uma mensagem com letras no display de 7 segmentos, do tipo cátodo comum. 
Desenvolveremos um decodificador de 2 entradas, em que, de acordo com as combinações de 00 a 11, 
em binário, teremos a mensagem PARE, conforme a Figura 18.
Figura 18 - Mensagem mostrada no display de 7 segmentos
Fonte: o autor.
As letras serão apresentadas uma de cada vez, de acordo com a combinação de entrada, como mostra 
a Tabela 4.
Tabela 4 - Combinações da mensagem PARE 
Casos Comb A B a b c d e f g
0 P 0 0 1 1 0 0 1 1 1
1 A 0 1 1 1 1 0 1 1 1
2 R 1 0 0 0 0 0 1 0 1
3 E 1 1 1 0 0 1 1 1 1
Fonte: o autor. 
72
UNICESUMAR
Para preencher a Tabela 4, devemos analisar as quatro combinações de entradas, como segue:
• Caso 0: entradas AB = 00. Neste caso, queremos que o display mostre a letra P, assim, temos que 
desligar os segmentos “c” e “d” e ligar os demais.
• Caso 1: entradas AB = 01. Neste caso, queremos que o display mostre a letra A, assim, temos 
que desligar somente o segmento “d”, mas ligar os demais.
• Caso 2: entradas AB = 10. Neste caso, queremos que o display mostre a letra “r” em minúsculo, 
conforme a Figura 18, assim, temos que ligar os segmentos “e” e “g” e desligar os demais.
• Caso 3: entradas AB = 11. Neste caso, queremos que o display mostre a letra E, assim, temos que 
desligar os segmentos “b” e “c”, mas ligar os demais.
Após montarmos a Tabela 4, vamos ao segundo passo, que é retirar as funções lógicas da tabela verdade. 
Temos, novamente, 7 saídas, uma para cada segmento, de “a” até “g”. Como já sabemos, para montar as 
funções lógicas, só nos interessam as situações das saídas que estão em nível lógico 1.
Logo, as saídas serão:
a A B A B AB� � �. . (13)
b A B A B� �. . (14)
c A B= . (15)
d A B= . (16)
e A B A B A B AB� � � �. . . (17)
f A B A B AB� � �. . (18)
g A B A B A B AB� � � �. . . (19)
Sempre que uma tabela verdade apresentar, para as saídas, nível lógico 0 em todas as com-
binações, podemos ligar essa saída para o GND do circuito, e o oposto também é válido, ou 
seja, sempre que uma saída estiver em nível 1 na tabela verdade em todas as combinações, 
podemos ligar essa saída diretamente para +Vcc da alimentação do circuito. 
Fonte: o autor.
73
UNIDADE 3
Antes de montarmos o circuito lógico, analisaremos as funções lógicas obtidas. Temos duas situações 
interessantes para simplificar nosso circuito lógico, são elas:
• Situação 1: as funções das saídas “a” e “f ” são iguais, isso significa que as duas saídas, “a” e “f ”, 
serão ligadas e desligadas sempre ao mesmo tempo, dessa forma, podemos interligá-las, eco-
nomizando, assim, algumas portas lógicas.
• Situação 2: as saídas “e”, assim como as saídas “g”, estão ligadas em todas as combinações, vejam 
que, na tabela, para qualquer combinação, estas duas estarão sempre em 1, dessa forma, pode-
mos ligá-las à alimentação do circuito, ou seja, podemos ligar para +Vcc do circuito, já que, em 
qualquer situação, as mesmas estarão acionadas. Nesta condição, também podemos representar,simplesmente, como e = g = 1.
O terceiro passo, agora, é montar o circuito lógico de acordo com as funções lógicas, o mesmo é apre-
sentado na Figura 19.
Figura 19 - Circuito lógico da mensagem PARE
Fonte: o autor.
74
UNICESUMAR
Os equipamentos eletrônicos estão, há muito tempo, fazendo parte 
do cotidiano da maioria das pessoas, equipamentos tais como smar-
tphones, computadores, televisores digitais e muitos outros. Todos 
eles, sem exceção, têm, dentro de seus chips, as lógicas digitais estu-
dadas, aqui, nesta unidade. Sem elas, você, futuro(a) engenheiro(a), 
não conseguiria desenvolver equipamentos cada vez mais versáteis 
e/ou avançar em novos possibilidades tecnológicas em sua profissão.
No caso do sistema de controle de ar-condicionado, que uti-
liza as sentenças de entradas combinadas para atuar na saída em 
um compressor, temos um exemplo de aplicação prática, porém, 
há inúmeros equipamentos que utilizam esta tecnologia para sua 
operação, como eletrodomésticos, máquinas industriais, sistemas 
de proteção eletrônicos, acionamentos elétricos etc.
Agora, antes de finalizar este assunto, observe, ao final do exer-
cício do decodificador da mensagem PARE, que ocorreram duas 
situações em que tivemos funções repetidas. Isto nem sempre acon-
tece, mas devemos, sempre, analisar as funções lógicas para tentar 
encontrar essas situações e, assim, simplificar o circuito.
75
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
O mapa, a seguir, mostra uma 
relação de entradas e saídas 
em um sistema digital, se re-
ferindo ao que construímos 
juntos, nesta unidade.
Faça você, também, seu mapa mental, utilizando as mesmas entradas em um sistema digital, 
mostrando mais possibilidades de saídas para decodificadores de 7 segmentos. Vamos lá? 
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
76
1. Em engenharia, um profissional deve analisar cada combinação de sentenças para propor uma 
solução lógica que resolva o problema dado. No caso da solução de um problema com lógica 
combinacional, quais passos devem ser seguidos?
a) Conversão dos dados para hexadecimal.
b) Conversão dos dados para sistema binário.
c) Montagem da tabela verdade, retirada da função ou das funções lógicas das saídas, montagem 
do circuito lógico.
d) Somente montagem da tabela verdade.
e) Somente retirada das funções lógicas
2. O acionamento de máquinas industriais pode utilizar a combinação de elementos de entrada, 
como botões e sensores. Para a tabela, a seguir, assinale a alternativa correta que apresenta a 
função lógica de saída:
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 1
1 1 0
a) S A B A B� �. . .
b) S A B A B� �. . .
c) S A B A B� �. . .
d) S A B A B� �. . .
e) S =1 .
3. Para formar o caractere “S” (conforme a figura), em um dis-
play de 7 segmentos do tipo ânodo comum, quais segmentos 
devemos acionar? E em qual nível lógico devemos colocá-lo?
a) Devemos apagar os segmentos c” e “f”, colocando-os em 1, e acender os demais segmentos, 
colocando-os em 0.
b) Devemos apagar os segmentos “b” e “e”, colocando-os em 0, e ligar os demais segmentos, colo-
cando-os em 1.
c) Devemos acender os segmentos “e” e “g”, colocando-os em 1, e apagar os demais segmentos, 
colocando-os em 0.
d) Devemos apagar os segmentos “b” e “e”, colocando-os em 1, e acender os demais segmentos, 
colocando-os em 0. 
e) Devemos acender os segmentos “b” e “e”, colocando-os em 0, e apagar os demais segmentos, 
colocando-os em 1.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
77
4. O display de led é um recurso luminoso que permite a exibição de valores numéricos e alfanu-
méricos, de acordo com a necessidade e do tipo do display. Em um display de 7 segmentos do 
tipo cátodo comum, desejamos mostrar a mensagem SIGA, como segue: 
Cada letra será mostrada no display, separadamente, de acordo com as combinações de entradas 
que são mostradas a seguir:
comb A B a b c d e f g
S 0 0 1 0 1 1 0 1 1
I 0 1 0 1 1 0 0 0 0
G 1 0 1 0 1 1 1 1 1
A 1 1 1 1 1 0 1 1 1
Apresente:
a) A funções lógicas para as 
saídas de “a” até “g” da 
tabela.
b) O circuito combinacional 
que realizará a tarefa re-
presentada pela tabela.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
78
1. C. Primeiramente, é necessário analisar o problema e, então, montar a tabela verdade, obter a função (ou 
funções) lógica(s) das saídas e, finalmente, montar o circuito lógico correspondente.
2. B. Temos duas situações cuja saída tem valor 1, neste caso, em que temos a combinação 00, assim, as duas 
entradas AB são barradas, e o segundo caso é para a combinação de entrada 10, dessa forma, somente 
a entrada B é barrada.
3. D. Trata-se de um display ânodo comum, em que, para acender um segmento, necessita de 0, assim, apa-
gando os segmentos “b” e “e”, e acendendo os demais, temos a combinação da letra S.
4. Vemos, pela tabela, que as saídas “a”, “f” e “g” são ligadas e desligadas juntas, dessa forma, são iguais, 
assim, temos:
a f g A B A B A B� � � � �. . . , as três saídas “a”, “f” e “g” são iguais e podem ser interligadas.
b A B A B� �. . .
c =1 - como a saída “c” está ligada em todas as combinações de entrada, podemos simplesmente ligá-la 
para +Vcc, ou seja, c = 1.
d A B A B� �. . .
e A B A B� �. . .
O circuito combinacional fica:
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
79
CAPUANO, F. G.; IDOETA, I. V. Elementos de eletrônica digital. 26. ed. São Paulo: Érica, 2007.
MALVINO, A. P. Eletrônica. v. 1. São Paulo: Makron Books, 1995.
 TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S. Sistemas digitais: princípios e aplicações. São Paulo: Pearson, 2003. 
80
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
81
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
82
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
4
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Simplificação de 
circuitos lógicos
Nesta unidade, aprenderemos algumas técnicas de simplificação de cir-
cuitos. Isto nos levará a desenvolver circuitos que executem a função que 
pretendemos, por meio de um hardware menor, possibilitando agilidade 
no desenvolvimento, menos complexidade e, também, menos consumo de 
energia quando implementado.
Me. Emerson Charles Martins da Silva
84
UNICESUMAR
Você já reparou no tamanho 
de um televisor TRC (tubos de 
raios catódicos) da década de 
90, como ele era grande na me-
dida de profundidade? Se com-
pararmos com os televisores de 
plasma, led ou LCD, veremos 
grande diferença no tamanho se 
nos referirmos à profundidade. 
E nos celulares e smartpho-
nes: reparou o quanto o tama-
nho e a funcionalidade dos apa-
relhos celulares evoluíram com 
o passar dos anos?
A diminuição em tamanho e 
consumo dos equipamentos 
eletrônicos tem a ver com, ba-
sicamente, duas estratégias da 
engenharia. A primeira é de-
senvolver componentes e cir-
cuitos com tecnologias cada 
vez melhores nestes requisitos, a 
segunda é trabalhar com circui-
tos otimizados, ou seja, de for-
ma que se possa simplificar os 
hardwares e softwares a ponto 
de eliminar situações repetidas, 
deixando o sistema mais leve e 
com menos consumo.
Quando os processos produtivos avançam, a complexidade também aumenta, e analisar seu com-
portamento dinâmico requer ferramentas que permitam, rapidamente, o entendimento de cada inte-
ração em uma máquina com diversas sentenças de entradas e de saídas, por exemplo. Sabendo desta 
necessidade é que a análise dos sistemas digitais requer simplificação de suas expressões, para permitir 
a interpretação e implementação de recursos.
Para simplificar a combinação de sentenças de entrada e a resposta na saída de sistemas de controle, 
por exemplo, é possível utilizar ferramentas de análise algébrica capazes de traduzir a relação combina-
cional de entradas em poucas variáveis agrupadas. Este processo requer o uso de conceitos de álgebra 
de Boole, técnica que descreve as regras para a manipulação das variáveis lógicas em um sistema digital.
85
UNIDADE 4
Neste momento, sugiro que você, futuro(a) engenheiro(a), faça duas experiências. Caso não tenha, 
em casa, um telefone celular do início da década de 90 ou um televisor desta mesma época, vá a uma 
assistência técnica de eletrônica/celulares e peça para ver um equipamento destes: peguena mão, fique 
atento(a) a cada detalhe: estrutura, peso, por exemplo. Compare com os que você tem em casa e anote 
as diferenças. Se achar necessário, fotografe os equipamentos, ao retornar da experiência, responda à 
pergunta: por que alguns aparelhos smartphones modernos possuem rádio FM integrado e não rádio 
AM (analise esta situação em termos de hardware)?
Após a experiência de comparação dos equipamentos da década de 90, você deve ter chegado à conclu-
são da diferença em tamanho e complexidade dos equipamentos. As fontes de alimentação utilizadas 
pelas centrais telefônicas das décadas de 80 e 90, com capacidade de 2000 W, por exemplo, pesavam 
em torno de 50 kg, ocupavam 1 m³ de volume e produziam ruído audível ao ouvido humano.
A partir do ano 2000, novas tecnologias permitiram a miniaturização de suas dimensões. Para a 
mesma potência de 2000 W, o conversor tinha 2 kg e media o mesmo que um caderno universitário 
de dez matérias. A evolução nos permite melhorar o custo e o tempo de desenvolvimento desses 
equipamentos, mas as funções e as lógicas exigidas não são suprimidas, elas existem e estão, ainda, 
nos equipamentos, mas implementadas de uma forma otimizada.
Dadas as experiências que a evolução tecnológica trouxe, como você, estudante, acredita que serão 
os dispositivos eletrônicos nos próximos dez anos, em termos de smartphones e computadores?
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
86
UNICESUMAR
Agora, aprenderemos a simplificar circuitos lógicos, inclusive os 
que desenvolvemos nas unidades anteriores. Temos várias técni-
cas de simplificação e a primeira que veremos é a simplificação 
por mapa de Karnaugh, também conhecida por diagramas de 
Veitch-Karnaugh. 
Estes mapas ou diagramas permitem a simplificação, de maneira 
mais rápida, dos casos extraídos de tabelas verdade, obtidas de situa-
ções quaisquer (CAPUANO; IDOETA, 2011). Notaremos, por meio 
de exemplos de simplificação (quando possíveis), que os circuitos 
já desenvolvidos ficarão menores, o que nos possibilitará, em caso 
de montagem dos mesmos, um circuito eletrônico menor e menos 
complexo. Aprenderemos a extrair os valores de uma tabela verdade 
de duas variáveis de entrada e colocá-los no mapa de Karnaugh.
Temos, então, a Tabela 1, que 
nos apresenta todas as com-
binações de entradas. Enume-
ramos as posições das saídas 
de forma que os valores que 
constam nessas posições sejam 
transportados para o mapa de 
Karnaugh da Figura 1.
Tabela 1 - Tabela para duas variáveis de entrada 
A B S
0 0 S0
0 1 S1
1 0 S2
1 1 S3
Fonte: o autor.
O mapa de Karnaugh para 2 variáveis é apresentado, na Figura 1, da seguinte forma:
No mapa da Figura 1, a posição de saída S0 
corresponde, simultaneamente, às entradas A e 
B , dessa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=0 e B=0, transportaremos para a 
posição S0 do mapa.
A posição de saída S1 corresponde, simulta-
neamente, às entradas A e B , dessa forma, o 
valor que for, na saída, referente às entradas A=0 e 
B=1, transportaremos para a posição S1 do mapa.
A posição de saída S2 corresponde, simulta-
neamente, às entradas A e B , dessa forma, o 
valor que for, na saída, referente às entradas A=1 e 
B=0, transportaremos para a posição S2 do mapa.
Figura 1 - Mapa de Karnaugh para 2 variáveis
Fonte: o autor.
Vamos entender o mapa: temos que analisar, sem-
pre, a quais entradas uma saída pertence simulta-
neamente, assim, descrevemos todas as situações, 
a seguir, para o mapa de 2 variáveis de entradas.
S0 S1
S2 S3
A
A
B B
87
UNIDADE 4
0A
A
B B
1
1 1
A posição de saída S3 correspon-
de, simultaneamente, às entra-
das A e B , dessa forma, o valor 
que for, na saída, referente às en-
tradas A=1 e B=1, transportare-
mos para a posição S3 do mapa.
Para confirmar nosso enten-
dimento de como transportar os 
dados da tabela verdade para o 
mapa, transportaremos os valo-
res de saída da Tabela 2 para o 
mapa da Figura 2.
Tabela 2 - Tabela do exemplo 
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
Fonte: o autor. 
Transportando os valores da Tabela 2 para o mapa da Figura 2, 
temos:
Figura 2 - Mapa do exemplo
Fonte: o autor.
Vamos, então, retirar a função lógica da tabela 
verdade (Tabela 2) pelo método que sabemos até 
agora, sem simplificação, para, depois, podermos 
comparar se o circuito admite ou não simplifica-
ção e, caso positivo, se teve uma redução signifi-
cativa do circuito. 
Extraindo, então, da Tabela 2, as saídas com 
valores em 1, temos:
S A B A B A B� � �. . . (1)
O circuito da função lógica (1), ainda sem simpli-
ficação, é mostrado na Figura 3: 
Figura 3 - Circuito da função (1)
Fonte: o autor. 
Agora, aprenderemos como retirar os termos co-
muns, para que possamos tentar simplificar as fun-
ções. Para os mapas de 2 variáveis, primeiramente, 
procuramos os valores de saídas em 1 dos vizinhos 
na horizontal ou na vertical, nunca na diagonal. 
Na Figura 4, temos o mapa do exemplo com as 
marcações dos vizinhos na horizontal e na verti-
cal, neste caso, temos os dois.
88
UNICESUMAR
Figura 4 - Termos vizinhos marcados
Fonte: o autor.
A marcação em vermelho junta dois vizinhos na 
horizontal, então, temos que analisar à qual va-
riável de entrada esses dois vizinhos são comuns. 
Dá para notar que essas duas saídas são comuns à 
entrada A, assim, esse termo todo fica somente A.
A marcação em amarelo junta dois vizinhos 
na vertical. Analisando as duas saídas associadas, 
vemos que elas são comuns somente à entrada B, 
dessa forma, esse termo todo fica somente B.
Temos que fazer isso até que não sobre nenhu-
ma saída em 1 a ser associada, neste caso, nosso 
trabalho termina aqui, pois sobrou somente um 0, 
que não nos interessa nesta simplificação. Agora, 
é somar as parcelas simplificadas dos temos mar-
cados, temos, então:
S A B� � (2)
O circuito referente à função (2) fica:
0A
A
B B
1
1 1
A B
S
Figura 5 - Circuito da função (2)
Fonte: o autor.
Comparando o circuito da Figura 5 com o circuito 
da Figura 3, vemos que houve uma simplifica-
ção significativa, isso quer dizer que eliminamos 
os casos repetidos do circuito, agora, podemos 
montar um mais simples, deixando claro que o 
funcionamento dos dois circuitos é exatamente 
igual, visto que a Tabela 2 do exemplo se resume 
à tabela verdade, à lógica OR já estudada. Agora, 
analisaremos a lógica XOR, estudada na Unidade 
2 e representada na Tabela 3:
Tabela 3 - Tabela lógica XOR 
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 0
Fonte: o autor. 
Transportando para o mapa de Karnaugh, temos 
a Figura 6.
0A
A
B B
1
1 0
Figura 6 - Mapa da função XOR
Fonte: o autor.
Notamos, neste caso, que não temos vizinhos 
nem na vertical, nem na horizontal, dessa forma, 
a função XOR está entre os casos que não admi-
tem simplificação. Logo, a função lógica continua 
a mesma estudada na Unidade 2. Neste mesmo 
raciocínio, analisaremos a função lógica XNOR, 
estudada, também, na Unidade 2, e apresentada 
na Tabela 4, a seguir.
89
UNIDADE 4
Tabela 4 - Tabela função XNOR 
A B S
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Fonte: o autor.
Transportando para o mapa de Karnaugh, temos 
a Figura 7.
0A
A
B B
1
10
Figura 7 - Mapa de Karnaugh para a lógica XNOR
Fonte: o autor.
Notamos, também, neste caso, que não temos vi-
zinhos nem na vertical, nem na horizontal, des-
sa forma, a função XNOR está, também, entre 
os casos que não admitem simplificação. Logo, 
a função lógica continua a mesma estudada na 
Unidade 2.
Agora, aprenderemos a simplificar diagramas 
com 3 variáveis de entrada. Primeiramente, veri-
ficaremos todas as possibilidades de entrada de 
uma tabela de 3 variáveis de entrada, e nomear as 
saídas. A Tabela 5 mostra este caso.
Tabela 5 - Tabela com 3 variáveis de entrada e saídas no-
meadas
A B C S
0 0 0 S0
0 0 1 S1
0 1 0 S2
0 1 1 S3
1 0 0 S4
1 0 1 S5
1 1 0 S6
1 1 1 S7
Fonte: o autor. 
O mapa de Karnaugh para 3 variáveis de entrada 
é um pouco diferente de 2 entradas, o mesmo é 
mostrado na figura a seguir: 
Figura 8 - Mapa de Karnaugh para 3 variáveis
Fonte: oautor. 
O primeiro passo é aprendermos a transportar os 
valores da tabela verdade para o mapa de Karnaugh, 
respeitando as posições corretas, então, analisare-
mos todos os casos. Temos que analisar sempre à 
quais entradas uma saída pertence, simultanea-
mente, assim, descrevemos todas as situações a 
seguir para o mapa de 3 variáveis de entradas.
A
A
B B
S0
C C C
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
90
UNICESUMAR
No mapa da Figura 8, a posição de saída S0 
corresponde, simultaneamente, às entradas A 
e B e C , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=0 e B=0 e B= 0, transpor-
taremos para a posição S0 do mapa.
• A posição de saída S1 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , dessa 
forma, o valor que for, na saída, referente às 
entradas A=0 e B=1 e C = 1, transportare-
mos para a posição S1 do mapa.
• A posição de saída S2 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=0 e B=1 e C = 0, transporta-
remos para a posição S2 do mapa.
• A posição de saída S3 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=0 e B=1 e C = 1, transporta-
remos para a posição S3 do mapa.
• A posição de saída S4 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=1 e B=0 e C = 0, transporta-
remos para a posição S4 do mapa.
• A posição de saída S5 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=1 e B=0 e C = 1, transporta-
remos para a posição S5 do mapa.
• A posição de saída S6 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=1 e B=1 e C = 0, transporta-
remos para a posição S6 do mapa.
• A posição de saída S7 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C , des-
sa forma, o valor que for, na saída, referente 
às entradas A=1 e B=1 e C = 1, transporta-
remos para a posição S7 do mapa.
Para chegarmos ao melhor patamar de simplifica-
ção, temos que tentar associar o maior número de 
elementos comuns (em 1) possíveis. Para o mapa de 
3 entradas, temos 8 possíveis combinações, ou seja, 
8 posições para agruparmos da seguinte forma:
• Devemos agrupar o maior número de ter-
mos comuns (em 1) possíveis, começando 
com 8 (se houver), depois 4 (se houver) e 
por fim 2 elementos;
• Não é possível agrupar qualquer outro nú-
mero de elementos diferentes destes citados.
• No caso de apenas 2 elementos, não pode-
mos agrupar na diagonal, somente vertical 
e horizontal.
Temos, agora, uma tabela aleatória para que pos-
samos analisar e colocar em prática a ferramenta 
de simplificação por mapa de Karnaugh de 3 va-
riáveis. Veja a Tabela 6 a seguir.
Tabela 6 - Tabela verdade 
A B C S
0 0 0 1
0 0 1 0
0 1 0 1
0 1 1 1
1 0 0 0
1 0 1 1
1 1 0 1
1 1 1 1
Fonte: o autor. 
Então, executaremos passos organizados para 
simplificar um circuito de 3 entradas, são eles:
c) Extrair a função lógica antes da simplifi-
cação da Tabela 6.
d) Montar o circuito sem a simplificação da 
Tabela 6.
e) Transportar os dados de saída da Tabela 
6 para o mapa de Karnaugh da Figura 10.
f) Retirar a função lógica simplificada do 
mapa da Figura 9.
g) Montar o circuito simplificado da função 
lógica simplificada.
91
UNIDADE 4
a) Como já sabemos, neste caso, nos preocupamos apenas com as combinações onde as saídas 
estão em nível lógico 1. Temos, então, a função lógica da Tabela 6.
S A BC A BC A BC A BC A BC A BC� � � � � �. . . . . . . . . . . . (3)
b) Da função lógica (3) retiramos o circuito lógico equivalente, mostrado na Figura 9.
Figura 9 - Circuito equivalente da função lógica (3)
Fonte: o autor. 
c) Transportando os dados da Tabela 6 para 
o mapa da Figura 10.
A
A
B B
C C C
1
1 1
1
1
1
0
0
Figura 10 - Mapa de Karnaugh da Tabela 6
Fonte: o autor.
d) Agora, retiraremos a função lógica sim-
plificada, associando os vizinhos, come-
çando com o número de 4 elementos vi-
zinhos, se houver.
• Temos, primeiramente, 4 vizinhos na 
horizontal e na vertical, conforme a 
Figura 11.
Figura 11 - Termos vizinhos
Fonte: o autor.
• Todos os elementos vizinhos pertencem, 
simultaneamente, à região B, logo, esta as-
sociação fica somente B.
• Temos, ainda, mais duas posições em 1, 
devemos associar todos os elementos 1 
do mapa. Um elemento, mesmo que tenha 
sido utilizado em uma associação, pode 
ser utilizado novamente, se for para me-
lhor simplificação da função lógica. Dessa 
forma, agruparemos o elemento S5 com o 
vizinho S7, conforme a Figura 12.
A
A
B B
C C C
1
1 1
1
1
1
0
0
A
A
B B
C C C
1
1 1
1
1
1
0
0
Figura 12 - Segundo agrupamento de elementos
Fonte: o autor.
92
UNICESUMAR
• Vemos que, agora, os elementos agrupados 
pertencem, ao mesmo tempo, à região A 
e, também, à região C, dessa forma, esta 
parcela fica A.C.
• Temos, ainda, o elemento S0 para associar. 
Veja que ele não tem vizinho na vertical e 
na horizontal, mas o mapa de Karnaugh 
nos permite, neste caso, fechar o mapa em 
forma de cilindro, de forma que as duas 
posições mais à esquerda fiquem vizinhas 
das 2 posições mais à direita, fazendo com 
que as posições S0 e S4 fiquem vizinhas 
das posições S2 e S6, conforme marcado 
em azul, na Figura 13.
A
A
B B
C C C
1
1 1
1
1
1
0
0
Figura 13 - Terceiro passo do agrupamento
Fonte: o autor.
Os 2 elementos S0 e S2 são vizinhos na horizon-
tal e pertencem, simultaneamente, às regiões A 
e C , dessa forma, temos esta parcela da função 
como AC. .
Podemos, agora, somar todas as parcelas sim-
plificadas para formar a função lógica equivalente 
simplificada.
Temos, então:
S B AC AC� � �. . (4)
Neste caso, ainda dá para verificar mais uma sim-
plificação. Sabendo que AC AC. .+ é a expressão 
da função lógica XNOR, podemos substituir na 
função lógica final.
A B
S
C
S B A C� � �( ) (5)
e) Por último, apresentamos o circuito sim-
plificado da função (5) na Figura 14.
Figura 14 - Circuito simplificado
Fonte: o autor. 
Comparando o circuito da Figura 9 com o da Figura 14, notamos que, para este exemplo, tivemos um 
nível de simplificação enorme, o que, na prática, nos dará facilidade de montagem, um circuito menor 
em dimensões e, também, com menos consumo de energia, pois diminuiu muito o número de portas 
lógicas e, consecutivamente, de circuitos integrados. Simplificaremos, então, o circuito do exemplo 3-b 
da Unidade 2. Para aquele exemplo, temos a Tabela 7: 
93
UNIDADE 4
A
A
B B
C C C
1
1
1
1
1
0
0
0
Tabela 7 - Tabela do exemplo 3-b da Unidade 2
A B C S
0 0 0 0
0 0 1 1
0 1 0 1
0 1 1 1
1 0 0 0
1 0 1 0
1 1 0 1
1 1 1 1
Fonte: o autor.
E a função lógica da Tabela 7, que é:
S A BC A BC A BC A BC A BC� � � � �( . . ) ( . . ) ( . . ) ( . . ) ( . . ) (6)
Assim, transportaremos os dados de saída da Tabela 7, simplificar 
por Karnaugh e confirmar se deu ou não simplificação. Os dados 
transportados para o mapa de Karnaugh são apresentados na Fi-
gura 15. 
Figura 15 - Mapa de Karnaugh da Tabela 7
Fonte: o autor. 
Vamos, agora, às simplificações: 
• Começando, sempre, com o maior número de termos, neste 
caso, temos 4 termos vizinhos marcados em amarelo, esses 
termos pertencem, simultaneamente, à região B, logo, esta 
parcela da função fica somente B, conforme a Figura 16.
94
UNICESUMAR
Figura 16 - Agrupamentos de termos da Tabela 7
Fonte: o autor. 
• A seguir, temos um termo sozinho (S1) que 
está vizinho com S3, na horizontal, devemos 
associar os dois, onde marcamos em verme-
lho. Dessa forma, os dois pertencem, simul-
taneamente, às regiões A e C, assim, a outra 
parcela fica AC. , conforme a Figura 17.
Agora, aprenderemos a simplificar diagramas 
com quatro variáveis de entrada, primeiramente, 
verificaremos todas as possibilidades de entrada 
de uma tabela de 4 variáveis de entrada e nomear 
as saídas. A Tabela 8 mostra este caso.
Tabela8 - Tabela para 4 variáveis de entrada
A B C D S
0 0 0 0 S0
0 0 0 1 S1
0 0 1 0 S2
0 0 1 1 S3
0 1 0 0 S4
0 1 0 1 S5
0 1 1 0 S6
0 1 1 1 S7
1 0 0 0 S8
1 0 0 1 S9
1 0 1 0 S10
1 0 1 1 S11
1 1 0 0 S12
1 1 0 1 S13
1 1 1 0 S14
1 1 1 1 S15
Fonte: o autor. 
O mapa de Karnaugh para tabelas de 4 variáveis 
de entrada deve possuir 16 posições (S0 a S15), o 
que engloba todas as possibilidades de combina-
ções de entrada.
A Figura 18 mostra o mapa com todas as posi-
ções numeradas. Repare que a metade de baixo do 
mapa se parece com a metade de cima, espelhada.
A
A
B B
C C C
1
1
1
1
1
0
0
0
Figura 17 - Termos associados
Fonte: o autor. 
Finalmente, podemos apresentar a função lógica 
final, somando as 2 parcelas retiradas do mapa de 
Karnaugh, da seguinte forma:
S B AC� � . (7)
Comparando, agora, a função (6) com a função 
(7), notamos, também, um grande grau de simpli-
ficação. Montando o circuito da função 7, teremos 
uma economia bem considerável de tempo, har-
dware e consumo de energia.
A
A
B B
C C C
1
1
1
1
1
0
0
0
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
Figura 18 - Mapa de Karnaugh para 4 variáveis de entrada
Fonte: o autor.
95
UNIDADE 4
• No mapa da Figura 18, a posição de saída S0 
corresponde, simultaneamente, às entra-
das A e B e C e D , dessa forma, o valor 
que tiver na saída referente às entradas A=0 
e B=0 e B=0 e D=0, transportaremos para a 
posição S0 do mapa.
• A posição de saída S1 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=0 e B= 0 e D=1, 
transportaremos para a posição S1 do mapa.
• A posição de saída S2 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=0 e B= 1 e D=0, 
transportaremos para a posição S2 do mapa.
• A posição de saída S3 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=0 e B= 1 e D=1, 
transportaremos para a posição S3 do mapa.
• A posição de saída S4 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=1 e B= 0 e D=0, 
transportaremos para a posição S4 do mapa.
• A posição de saída S5 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=1 e B= 0 e D=1, 
transportaremos para a posição S5 do mapa.
• A posição de saída S6 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=1 e B= 1 e D=0, 
transportaremos para a posição S6 do mapa.
• A posição de saída S7 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=0 e B=1 e B= 1 e D=1, 
transportaremos para a posição S7 do mapa.
• A posição de saída S8 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=1 e B=0 e B= 0 e D=0, 
transportaremos para a posição S8 do mapa.
• A posição de saída S9 corresponde, simul-
taneamente, às entradas A e B e C e D
, dessa forma, o valor que for, na saída, refe-
rente às entradas A=1 e B=0 e B= 0 e D=1, 
transportaremos para a posição S9 do mapa.
• A posição de saída S10 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=1 e B=0 e B= 1 e 
D=0, transportaremos para a posição S10 
do mapa.
• A posição de saída S11 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=1 e B=0 e B= 1 e 
D=1, transportaremos para a posição S11 
do mapa.
• A posição de saída S12 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=1 e B=1 e B=0 e 
D=0, transportaremos para a posição S12 
do mapa.
• A posição de saída S13 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
Novamente, aprenderemos a transportar os valores da tabela verdade para o mapa de Karnaugh, res-
peitando as posições corretas. Assim, analisaremos todos os casos.
Temos que analisar, sempre, à quais entradas uma saída pertence, simultaneamente, assim, des-
crevemos todas as situações, a seguir, para o mapa de 4 variáveis de entradas.
96
UNICESUMAR
referente às entradas A=1 e B=1 e B=0 e 
D=1, transportaremos para a posição S13 
do mapa.
• A posição de saída S14 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=1 e B=1 e B=1 e 
D=0, transportaremos para a posição S14 
do mapa.
• A posição de saída S15 corresponde, si-
multaneamente, às entradas A e B e C 
e D , dessa forma, o valor que for, na saída, 
referente às entradas A=1 e B=1 e B=1 e 
D=1, transportaremos para a posição S15 
do mapa.
Para chegarmos ao melhor patamar de simplifica-
ção, temos que tentar associar o maior número de 
elementos comuns possíveis (em 1). Para o mapa 
de 4 entradas, temos 16 possíveis combinações, 
ou seja, 16 posições para agruparmos da seguinte 
forma:
• Devemos agrupar o maior número de ter-
mos comuns (em 1) possíveis, começando 
com 16 (se houver), depois, 8 (se houver), 
depois, 4 (se houver) e, por fim, 2 elementos.
• Não é possível agrupar qualquer outro nú-
mero de elementos diferentes destes citados.
• No caso de apenas 2 elementos, não pode-
mos agrupar na diagonal, somente na ver-
tical e horizontal.
Agora, colocaremos, em prática, o que foi explanado sobre simplificação, utilizando o 
mapa de Karnaugh para uma tabela verdade de 4 variáveis de entrada. Veja a Tabela 
9 a seguir:
Tabela 9 - Tabela de exemplo com 4 variáveis de entrada 
A B C D S
0 0 0 0 1
0 0 0 1 1
0 0 1 0 1
0 0 1 1 1
0 1 0 0 1
0 1 0 1 1
0 1 1 0 0
0 1 1 1 0
1 0 0 0 0
1 0 0 1 0
1 0 1 0 1
1 0 1 1 1
1 1 0 0 0
1 1 0 1 0
1 1 1 0 1
1 1 1 1 1
Fonte: o autor.
97
UNIDADE 4
A Figura 19, a seguir, mostra o mapa de Karnaugh 
com os valores da Tabela 9 transportados. Note 
que mantivemos a marcação das posições para 
facilitar a identificação.
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
0 0
0 0
0 0
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
0 0
0 0
0 0
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
0 0
0 0
0 0
Figura 19 - Mapa com os valores transportados 
Fonte: o autor.
Agora, aplicaremos as associações dos elementos 
para a simplificação. Podemos começar com qual-
quer uma das possíveis associações, neste caso, será 
com as posições S0, S1, S2, S3 (marcadas em amare-
lo). Notamos que elas estão vizinhas na horizontal 
e em número de 4, que é permitido para associação. 
A Figura 20 mostra esta primeira associação.
Figura 20 - Primeira associação 
Fonte: o autor.
Temos, então, que verificar, na associação da Fi-
gura 20, à quais entradas elas pertencem, simul-
taneamente. A parcela da função resultante da 
Figura 20 fica: A B. , pois os 4 elementos perten-
cem, ao mesmo tempo, apenas a estas duas regiões.
Olhando, agora, temos mais uma associação 
de 4 elementos, são eles: S10, S11, S14 e S15 (mar-
cados em verde). Dessa forma, podemos associar 
conforme a Figura 21, veja:
Figura 21 - Segunda associação de elementos
Fonte: o autor.
Os 4 elementos marcados em verde, na Figura 21, 
pertencem, ao mesmo tempo, às regiões AC. , 
que é mais uma parcela da nossa função lógica final.
Mapa de Karnaugh é um método de sim-
plificação gráfico criado por Edward Veit-
ch (1952) e aperfeiçoado pelo engenheiro 
de telecomunicações Maurice Karnaugh. 
Por esse método, podemos mapear os 
valores de umatabela verdade e extrair 
a função lógica simplificada. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Veitch
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Veitch
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Karnaugh
98
UNICESUMAR
Por último, verificamos que sobrou, ainda, sem 
associar, os elementos S4 e S5. Eles são vizinhos 
na horizontal, mas note que temos, também, os 
elementos S0 e S1, os quais são vizinhos deles na 
vertical. Elementos com valores em 1 podem ser 
utilizados, novamente, para reduzir, ainda mais, 
a função, ou seja, se associarmos somente S4 e S5, 
teremos uma parcela da função maior do que se 
associarmos S0, S1, S4 e S5, pois, quanto maior o 
número de elementos, menor fica nossa função. 
Dito isso, temos marcado em azul, na Figura 
22, a última associação para este exemplo. Esta 
parcela, fica, então, AC. .
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
0 0
0 0
0 0
A
A
B
B
S0
C C
D
S1 S3 S2
S4 S5 S7 S6
B
D D
S12 S13 S15 S14
S8 S9 S11 S10
1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
0 0
0 0
0 0
Assim, podemos apresentar a função reduzida da 
Tabela 9 pela função 8, a seguir: 
S A B AC AC� � �. . . (8)
Faremos mais três considerações sobre esse exem-
plo. A primeira delas é que, se tivéssemos feito a 
associação somente dos elementos S4 e S5, confor-
me a Figura 23 (marcado em azul), nossa última 
parcela ficaria A BC. . , onde aparece um termo B 
na parcela, ficando um pouco maior.
Figura 22 - Última associação
Fonte: o autor.
A segunda observação é que, na função 8, a segunda e a terceira parcela 
( AC AC. .+ ) nos lembram algo já estudado, que é a lógica XNOR.
Dessa forma, nossa função 8 pode ser resumida e apresentada pela função 9.
S A B A C� � �. ( ) (9)
A terceira observação é a comparação da função lógica (10) retirada da tabela verdade sem a simpli-
ficação, com a função (9). Veja que tivemos um nível grande de simplificação.
S A BC D ABC D ABC D ABC D ABC D ABC D
ABC D
� � � � � � �( . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . �� � �A BC D ABC D ABC D. . . . . . . . . )
 (10)
Figura 23 - Outra possibilidade de associação
Fonte: o autor.
99
UNIDADE 4
O diagrama de Karnaugh é uma das ferramen-
tas para simplificação de circuitos lógicos, ele é 
muito eficaz quando temos uma tabela verdade já 
preenchida, como vimos nos exemplos, mas exis-
tem outras maneiras de simplificação. A seguir, 
aprenderemos mais uma ferramenta de simplifi-
cação de funções lógicas, que é também conhecida 
como álgebra de Boole.
As funções lógicas podem, também, ser chama-
das de funções booleanas. Por meio da álgebra de 
Boole, podemos reduzir funções lógicas completas 
ou incompletas, sem a necessidade de montar uma 
tabela verdade. É uma tarefa não muito fácil, pois, 
às vezes, é difícil saber se já chegamos ao melhor 
resultado da simplificação. Para isso, conheceremos 
algumas ferramentas que nos ajudarão nessa tarefa, 
que são os postulados, as propriedades e os teore-
mas (CAPUANO; IDOETA, 2011). Vamos a eles:
Nem sempre é possível simplificar um 
circuito digital, pois existem circuitos que 
não admitem simplificações e já estão 
em sua forma mínima, mas devemos fa-
zer a análise da simplificação em todos 
os circuitos, pois isso nos dará a certeza 
de que o circuito montado é o melhor 
e mais otimizado para o caso. Note, 
também, que, quanto maior o número 
de elementos associados, menor fica a 
parcela da função lógica e, consecutiva-
mente, menor será o circuito.
Postulado da complementação: 
• Se A=1, logo, A = 0 , e se A=0, logo, A =1. Dessa forma, se barrarmos 2 vezes uma variável, ela 
terá o valor inicial (sem barra).
• Postulado da adição: analisando as 4 possibilidades de adição, temos: 
0 0 0
0 1 1
1 0 0
1 1 1
� �
� �
� �
� �
�
�
�
�
�
�
�
• Dessa forma, podemos adotar as identidades:
A
A A
A A A
A A
� �
� �
� �
� �
�
�
�
�
�
�
�
1 1
0
1
.
• Para provar, é só substituir A por 0 ou por 1, que confirmaremos o resultado.
• Postulado da multiplicação: analisando as 4 possibilidades de multiplicação, temos: 
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
.
.
.
.
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
, 
deste postulado, podemos retirar as seguintes identidades: 
A
A A
A A A
A A
.
.
.
.
0 0
1
0
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
.
100
UNICESUMAR
Podemos, também, utilizar algumas das propriedades da álgebra matemática, são elas:
• Propriedade comutativa: podemos utilizar na adição e na multiplicação. Dessa forma, temos: 
A+B = B+A e, também, A.B = B.A.
• Propriedade associativa na adição: A+(B+C) = (A+B)+C = (A+C)+B = A+B+C.
• Propriedade associativa na multiplicação: A.(B.C) = (A.B).C = (A.C).B = A.B.C.
• Propriedade distributiva: A.(B+C) = A.B+A.C.
Não existe uma regra de qual ferramenta aplicar 
primeiro, devemos analisar cada caso individual-
mente e podemos até chegar a resultados um pouco 
diferentes, mas o nível de simplificação sempre será 
o mesmo e, se aplicarmos os valores 0 e 1 na função 
final, obrigatoriamente, devemos ter o mesmo 
resultado de saída para tabela verdade. 
A melhor maneira de aprender os conceitos for-
necidos é na prática, vamos, então, a alguns exem-
plos. Para a função lógica (11), a seguir, apresente a 
função reduzida aplicando álgebra de Boole.
Temos dois teoremas que são chamados de teo-
remas de De Morgan, são eles:
1. O complemento do produto é igual à 
soma dos complementos.
• A B A B. � � .
2. O complemento da soma é igual ao pro-
duto dos complementos.
• A B A B� � .
S A BC AC A B� � �. . . . (11)
Primeiramente, podemos isolar a variável A, que é comum a todas as parcelas, aplicando a proprie-
dade distributiva.
S A BC C B� � �( . ) (12)
Notamos, agora, entre parênteses, que podemos aplicar o teorema de De Morgan, em que a soma 
do complemento é o complemento do produto.
S A BC BC� �( . . ) (13)
Fazendo BC X. = , logo, teremos
S A X X� �( . ) (14)
Aplicando, agora, entre parênteses, a identidade de S X X� � �1 .
Assim, finalmente, temos que S A= .( )1 , ou seja,
S A= (15)
101
UNIDADE 4
O que significa S=A? significa que o valor da saída depende somente da variável “A”. Se A=1, logo S=1 
e se A=0, logo S=0 independente dos valores de B e C. Vamos a mais um exemplo de redução de ex-
pressão utilizando álgebra booleana.
S AC B D C ACD� � � �( ) .( ) (16)
Quando temos barras passando por toda função, ou parte dela, podemos utilizar os teoremas de De 
Morgan para separar essas barras, dessa forma, quando temos barras em cima de barras, podemos 
começar a eliminar aquelas de baixo. Aplicaremos, então, De Morgan no primeiro parênteses somen-
te em AC. e no segundo parêntese todo.
• Primeiramente, utilizando que o complemento do produto é igual à soma dos complemen-
tos. Assim, temos: 
S A C B D C A C D� � � � � � �( ) .( ) (17)
Temos uma barra no primeiro parêntese, podemos aplicar De Morgan, novamente, e “quebrar essa 
barra” (o complemento da soma é igual ao produto dos complementos), ao mesmo tempo, aplicaremos 
a propriedade distributiva na segunda parcela.
S AC B D C A C C C D� � � �. . . . . . (18)
• Aplicando que A A= e que C C. = 0 , temos:
S AC B D C A C D� � �. . . . . (19)
• Aplicando distributiva nos termos comuns, temos:
S C A C D AB� � �. ( . )( )1 (20)
• Aplicando que A+1=1, ou seja, (qualquer coisa)+1=1, temos, então.
S C A C D� �. ( . )( )1 (21)
Logo, na expressão booleana final, fica:
S C A C D� �. . ou até mesmo S C A D� �.( ) (22)
102
UNICESUMAR
Você deve ter notado, no decorrer desta unidade, que, de uma ideia 
inicial de um sistema digital, passamos por uma análise de sim-
plificação de nosso hardware. Notamos, também, que, em quase 
todos os casos, conseguimos um nível de redução significativo e, 
consecutivamente, de custos de um projeto digital. Essa tarefa tem 
de ser inerente ao engenheiro que venha a trabalhar com sistemas 
digitais, um grande diferencial na área de projetos.
Quanto à comparação entre a tecnologia de tubos de raios cató-
dicos (TRC) utilizada nos televisores antigos e as utilizadas,atual-
mente, nos modernos smartphones, notamos uma brutal mudança 
graças às tecnologias inovadoras que surgiram após novos materiais 
serem desenvolvidos pela ciência, o que permitiu o aumento da 
frequência de chaveamento dos circuitos internos dos dispositivos.
Com isso, tivemos a miniaturização de diversos dispositivos, 
como computadores, telefones celulares, televisores, rádios, fontes 
de alimentação etc. Fato que responde, também, à questão rela-
tiva ao rádio FM integrado em pequenos dispositivos, como os 
smartphones, por exemplo. A onda de rádio que atua na faixa de 
MHz (alta frequência), assim, pode operar com componentes pe-
quenos, possíveis de serem fabricados com os materiais que temos 
na atualidade. Já a faixa de AM opera em kHz, baixa frequência, o 
que exige componentes de maiores dimensões, não integráveis em 
equipamentos tão reduzidos.
103
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
DIMINUIÇÃO
DE TAMANHO
DIMINUIÇÃO
DE CONSUMO
SIMPLIFICAÇÃO
DE EXPRESSÕES
MAPA DE
KARNAUGH
ÁLGEBRA DE
BOOLE
A partir deste momento, resgataremos o conhecimento acumulado até aqui para ve-
rificar características do processo de simplificação de expressões. No mapa, a seguir, 
são apresentadas duas vantagens conseguidas com a simplificações das expressões.
Apresente, no seu 
mapa, mais duas 
vantagens consegui-
das com a simplifi-
cação de expressões 
booleanas.
SIMPLIFICAÇÃO
DE EXPRESSÕES
MAPA DE
KARNAUGH
ÁLGEBRA DE
BOOLE
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
104
1. Um processo de controle lógico foi decodificado e a expressão que o descreve é dada a seguir. 
Pelo método de simplificação por álgebra de Boole, simplifique a expressão dada:
S A B C D C B� �� ��� �� � �� ��� ��. .
2. Em uma máquina com entradas A, B, C e uma 
saída S, dada na tabela a seguir, apresente:
A B C S
0 0 0 1
0 0 1 0
0 1 0 0
0 1 1 1
1 0 0 0
1 0 1 0
1 1 0 1
1 1 1 0
a) A expressão lógica antes da simplificação.
b) O circuito lógico antes da simplificação.
c) Expressão lógica simplificada por meio 
do diagrama de Karnaugh.
d) O circuito lógico equivalente simplificado 
por Karnaugh.
3. Os displays de 7 segmentos podem mostrar alguns caracteres diferentes de números, como já 
vimos na Unidade 3, neste momento, se reportando à figura a seguir:
Vamos desenvolver um sistema digital decodificador para 7 segmentos, de 2 entradas, que mostra 
a palavra PARE, conforme a combinação de entradas da tabela a seguir:
casos comb A B a b c d e f g
0 P 0 0 1 1 0 0 1 1 1
1 A 0 1 1 1 1 0 1 1 1
2 R 1 0 0 0 0 0 1 0 1
3 E 1 1 1 0 0 1 1 1 1
Dessa forma, por meio da ferramenta de simplificação de diagrama de Karnaugh, apresente os 
seguintes itens:
• Dica: para cada saída, deve-se fazer um diagrama de Karnaugh.
a) Funções lógicas simplificadas por Karnaugh (uma para cada saída de “a” até “g”).
b) Circuito lógico simplificado por diagrama de Karnaugh.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
105
4. A utilização de ferramentas de simplificação de expressões lógicas permite a otimização de códigos 
e circuitos lógicos. Sobre a simplificação por diagrama de Karnaugh, assinale a alternativa correta:
a) Existem casos que não permitem simplificação, tais como lógica XOR e OR.
b) Podemos associar 2 elementos na vertical e diagonal para simplificar os termos.
c) Em um mapa de Karnaugh de 4 entradas, podemos associar 16, 8, 6, 4 e 2 elementos por vez, 
começando, sempre, pelo maior.
d) Os elementos de um mapa de Karnaugh que já foram associados podem ser utilizados, nova-
mente, em outra associação, para simplificar, ainda mais, a expressão.
e) A lógica XNOR é também simplificada por diagrama de Karnaugh, apresentando bom nível de 
simplificação.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
106
1. S A B C D C B� �� ��� �� � �� ��� ��. . .
Aplicando De Morgan nos dois colchetes, temos:
S A B C D C B� � ��� �� � � �� ��� ��( ) .
Aplicando De Morgan nos dois parênteses, temos:
S A B C D C B� � � �( . ) ( . ) .
Aplicando a propriedade distributiva no termo comum C , temos:
S A B C B D� � � �( . ) ( )1 .
Como 1 1� �B , temos:
S A B C D� � �( . ) .
2. a) Como nos preocupamos onde a saída é 1, temos a expressão completa antes da simplificação.
S A BC A BC A BC� � �. . . . . . .
b)
c)
A
A
B B
C C C
1
0 0
1
1
0
0
0
 • Veja que, no mapa de Karnaugh da 
questão 2, não temos 1 vizinhos nem 
na horizontal, nem na vertical, logo, esse 
circuito não admite simplificação por 
diagrama de Karnaugh.
d) O mesmo circuito da letra B, pois não admite simplificação por Karnaugh.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
107
a) Simplificação por Karnaugh
 • Função do segmento “a” simplificado por Karnaugh:
A
A
B B
1
10
1
a)
A
A
B B
1
10
1
b)
a A B� � .
A função da saída “f” é igual à função da saída “a”, logo, as duas podem ser interligadas, pois são acionadas 
e desacionadas sempre ao mesmo tempo.
Logo, temos: f A B� � .
 • Função do segmento “b” simplificado por Karnaugh:
A
A
B B
1
10
1
c)
 • Função do segmento “b” simplificado por Karnaugh:
b A= .
 • Função do segmento “c” simplificado por Karnaugh:
c A B= . .
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
108
 • Função do segmento “d” simplificado por Karnaugh:
d A B= . .
 • Função do segmento “e” e “g” simplificado por Karnaugh:
 • Os segmentos “e” e “g” estão em nível lógico 1 em todas as combinações de entrada, logo, os mesmos 
podem ser ligados ao +Vcc do circuito.
3. b) Circuito lógico simplificado.
A
A
B B
10
d)
0 0
A
A
B B
1
e) e g)
1 1
1
4. D. Podemos associar um elemento mais de uma vez, para simplificar a expressão.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
109
CAPUANO, F. G.; IDOETA, I. V. Elementos de eletrônica digital. São Paulo: Érica, 2011.
110
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
5
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Circuitos aritméticos 
somadores e 
subtratores
Nesta unidade, o(a) estudante terá a oportunidade de aprender como 
implementar os circuitos somadores e subtratores digitais utilizados em 
circuitos lógicos combinacionais e sequenciais, com implementação prática 
de portas lógicas às operações aritméticas de soma e subtração estudadas 
nas unidades anteriores. Este estudo permitirá entender como ocorre a 
sequência de operações necessárias para realizar a soma e a subtração de 
números binários em circuitos lógicos digitais.
Me. Emerson Charles Martins da Silva
112
UNICESUMAR
Você sabe como a sua calculadora faz para realizar operações de 
soma e subtração quando dois valores são digitados?
Esta operação é muito útil no processamento de dados quando 
operações lógicas e aritméticas devem ser realizadas por um cir-
cuito eletrônico, por exemplo, as tomadas de decisões automáticas 
que controladores digitais devem indicar para acionar dispositivos, 
mostradores digitais de grandezas quantitativas, como peças produ-
zidas em uma linha de produção, número de giros de um eixo etc. 
Você sabe como realizar essas operações utilizando elementos de 
eletrônica digital?
Os circuitos dos dispositivos eletrônicos modernos utilizados na 
indústria são capazes de tomar decisões importantes que dependem 
da interação entre valores de entrada, como: o número de giros de um 
eixo, a quantidade de peças que passam por uma esteira ou mesmo 
a quantidade de bits de um trem de pulsos em uma comunicação 
entre dispositivos.
Os modernos smartphones e computadores pessoais têm compo-
nentes dedicados a processar dados com rapidez e volume, permitin-
do a execução de programas pesados e de arquivos complexos, com a 
relação entre hardware e softwares adequados, porém, com o mesmo 
princípio funcional lógico que você, estudante, aprenderá agora.
Nesta unidade, você entenderá como montar, com portas lógicas, 
um circuito capaz de realizar soma e/ou subtração. Aquelas mesmas 
portas lógicas que estudamos em unidades anteriores, colocando, na 
prática, a simplificação por diagrama de Karnaugh e outras ferra-
mentas muito importantes.
Como você está entrando no mundo da eletrônica digital, dos somadores e subtratores, podemos rea-
lizar umadinâmica importante para o seu aprendizado. Gostaria que você listasse cinco dispositivos 
que conheça e que necessitam de operações de soma e subtração. Vejamos, a seguir, dois exemplos:
• Uma máquina de enrolar transformadores que deve realizar a soma de enrolamentos de uma 
bobina com a outra para acumular o total de espirais enroladas.
• Máquina de embalagens que possui 200 caixas e, à medida que o processo automático retira 
caixas de uma pilha, o valor é decrementado do total para que, ao final das 200 unidades, uma 
lâmpada seja acionada, informando o momento da inserção de mais caixas.
E aí, conseguiu pensar em mais alguns exemplos para efetivar o seu exercício? 
113
UNIDADE 5
Como seria possível determinar, automaticamente, o momento correto quando um atuador robótico 
deve interromper seu funcionamento, chegando ao fim de sua trajetória de solda, sem o uso de estru-
turas de incremento e decremento eletrônicas?
Os robôs de solda utilizam servomecanismos que são acionados para atuar em trajetórias predefinidas, em 
que cada grau de liberdade realimenta a base de controle com sua posição atual, podendo, assim, posicionar a 
ferramenta em qualquer posição do espaço tridimensional limitado pelas suas dimensões (GENTILIN, 2020). 
Para que o posicionamento possa ocorrer, entretanto, cada servoatuador deve realizar um movimento 
finito, que depende de um número de graus variante no tempo. Um encoder absoluto ou incremental informa 
ao circuito de controle pulsos que correspondem a cada grau de giro do eixo. O movimento de cada atuador 
tem um valor total de pulsos a serem executados pelo curso do eixo até o fim de sua trajetória. Esta, quando 
tem início, deve incrementar ou decrementar de sua posição atual o valor total a ser cumprido.
Pensando neste exemplo, como seria possível incrementar ou decrementar valores a ponto de de-
terminar a posição do eixo da máquina, utilizando elementos de eletrônica digital? 
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
114
UNICESUMAR
Agora, implementaremos um circuito que soma dois números bi-
nários de 1 bit apenas. Seja um número “a”, seja um número “b”, 
conforme já estudamos, teremos um número “s” como resultado, 
podendo ou não ter 1 bit de transporte que, a partir de agora, cha-
maremos de carry out (CO). Dessa forma, podemos montar uma 
tabela verdade de acordo com todas as combinações de soma entre o 
número “a” e o número “b”, resultando em uma saída “s” e, também, 
em uma saída “CO” quando houver o bit de transporte, conforme 
visto nas operações aritméticas. A Tabela 1 nos apresenta todas as 
possibilidades de soma de “a” + “b”.
Tabela 1 - Tabela de soma de números 
de 1 bit 
A B S CO
0 0 0 0
0 1 1 0
1 0 1 0
1 1 0 1
Fonte: o autor. 
Agora que sabemos simplificar expressões por 
diagrama de Karnaugh, podemos retirar expres-
sões simplificadas para as saídas “S” e “CO”. 
Transportando, então, a saída “S” para o mapa 
de Karnaugh, temos, na Figura 1:
A
A
B B
1 1
0 1
s)
Figura 1 - Tabela verdade para saída “S” 
Fonte: o autor.
Notamos, pela Figura 1, que não temos vizinhos 
nem na horizontal, nem na vertical, somente na 
diagonal, logo, não podemos associar os termos 
em 1, dessa forma, temos que escrever a expres-
são lógica dos dois termos que apresentamos na 
expressão 1 a seguir.
S A B A B� �. . (1)
Mas a expressão 1 nos lembra um dos casos que 
não admitem simplificação e, também, nos lembra 
a função do circuito combinacional XOR, dessa 
forma, podemos substituir a expressão 1 por:
S A B� � (2)
Agora, transportaremos os dados da saída CO 
para o mapa de Karnaugh, conforma a Figura 2.
Figura 2 - Dados da saída CO no mapa de Karnaugh
Fonte: o autor.
Na Figura 2, temos apenas um termo em “1”, assim, 
também não temos simplificação. Temos, então, 
que escrever a expressão completa desse termo 
em 1, que fica:
CO AB= . (3)
A
A
B B
1
0 1
co)
0
115
UNIDADE 5
Podemos, agora, montar o circuito que faz a ope-
ração de adição com números de apenas 1 bit 
(mostrado na Figura 3). A este tipo de circuito 
damos o nome de meio somador ou também 
utilizamos o termo em inglês half adder.
A B
S
COAND
XOR
Figura 3 - Circuito meio somador 
Fonte: o autor. 
Para verificar se o circuito faz a soma correta de 
dois números de 1 bit, faremos, então, a prova. 
Colocaremos todas as possibilidades de entrada 
da tabela verdade (Tabela 1) no circuito da Figura 
3 e veremos os resultados.
• Combinação A=0 e B=0. Em uma porta 
XOR, sempre que as entradas forem iguais, 
as saídas assumem nível lógico “0”, logo, 
a saída S=0. Em uma porta lógica AND, 
sempre que temos, pelos menos, uma das 
entradas em “0”, a saída assume nível lógico 
“0”, dessa forma, a saída CO=0.
• Combinação A=0 e B=1. Em uma porta 
XOR, sempre que as entradas forem diferen-
tes, as saídas assumem nível lógico “1”, logo, 
a saída S=1. Em uma porta lógica AND, 
sempre que temos, pelos menos, uma das 
entradas em “0”, a saída assume nível lógico 
“0”, dessa forma, a saída CO=0.
• Combinação A=1 e B=0. Em uma porta 
XOR, sempre que as entradas forem diferen-
tes, as saídas assumem nível lógico “1”, logo, 
a saída S=1. Em uma porta lógica AND, 
sempre que temos, pelos menos, uma das 
entradas em “0”, a saída assume nível lógico 
“0”, dessa forma, a saída CO=0.
• Combinação A=1 e B=1. Em uma porta 
XOR, sempre que as entradas forem iguais, as 
saídas assumem nível lógico “0”, logo, a saída 
S=0. Em uma porta lógica AND, sempre que 
temos as duas entradas em “1”, a saída assume 
nível lógico “1”, dessa forma, a saída CO=1.
Confirmamos, então, que os resultados da análise 
das combinações conferem a tabela verdade do 
circuito meio somador.
Para uma simplificação, podemos representar 
o circuito da Figura 3 em um bloco, mostrando 
apenas suas entradas e saídas, deixando implícito 
o que tem dentro do bloco, conforme a Figura 4.
b a
co s
MEIO
SOMADOR
Figura 4 - Bloco do circuito meio somador 
Fonte: o autor.
O circuito meio somador faz a soma de números 
de apenas 1 bit, mas isso nem sempre é suficiente. 
Agora, aprenderemos como somar números de mais 
de 1 bit, mas, para isso, desenvolveremos um circuito 
capaz de realizar esta tarefa e, com a junção de vários 
destes, podemos somar números de “n” bits. 
116
UNICESUMAR
Para somar o número de A com o número B de 
2 bits da Figura 5, estudaremos o somador com-
pleto, também chamado, em inglês, de full adder. 
Figura 5 - Soma de dois números de dois bits
Fonte: o autor.
Primeiramente, analisaremos os dados da Figura 
5. Vemos que o número A tem o bit “0” (A0) mais à 
direita, e o bit “1” (A1), mais à esquerda. Do mesmo 
modo, temos o número B com o bit “0” (B0) mais 
à direita, e o bit”1” (B1), mais à esquerda. Temos, 
agora, também, mais um termo, que é o transporte 
de entrada CI (carry in) que pode ou não aparecer 
na entrada da soma a partir da coluna 1.
A
B
S
A
B
S
+
1
1
1
0
0
0
CI1
CO1 CO0
Conforme fazemos na aritmética, somamos bit a 
bit, da direita para a esquerda; a soma de A0 com 
B0 resulta em S0 e pode ou não ter 1 bit de trans-
porte CO0 (saída). Na coluna 1, temos a soma de 
A1 com B1 e, como resultado, a soma S1, podendo 
ter ou não o bit de transporte CO0, lembrando que, 
em caso de resultar 1 bit de transporte da coluna 
“0” (saída CO), esse bit será transportado para a 
entrada da coluna 1, somando-se a A1 e B1.
Como na entrada da soma da coluna “0” não 
tem nenhum dado somando com A0 e B0, não te-
mos um carry in, dessa forma, a soma da coluna “0” 
pode ser realizada com o meio somador estudado.
Montaremos, então, a tabela verdade para o 
circuito somador completo. Temos que somar o 
número A com o número B, levando em conside-
ração que podemos ter 1 bit carry in na entrada 
da soma e, também, que teremos as saídas S e o bit 
de transporte de saída CO. 
Com o objetivo de melhorar o entendimento 
para montar a tabela verdade, apresentaremos, pri-
meiramente, na Figura 6, o bloco para um circuito 
somador completo.
b a Ci
co s
SOMADOR
COMPLETO
Figura 6 - Blocodo somador completo
Fonte: o autor. 
Como um sistema de freio ABS atua sem 
que o veículo em movimento sofra um 
deslizamento ocasionado pelo travamen-
to das rodas durante a frenagem? Este 
sistema, geralmente, utiliza um disco per-
furado que modula a passagem da luz 
de um acoplador óptico para informar se 
há ou não movimento no eixo e, assim, 
realizar a frenagem sem o travamento 
das rodas. Mas como esse processo de 
detecção automática ocorre no que tange 
aos somadores e subtratores?
117
UNIDADE 5
Observando a Figura 6, verifi-
camos que existem 3 entradas 
e 2 saídas, assim, nossa tabela 
verdade (Tabela 2) terá 8 pos-
síveis combinações de entrada. 
O valor de S e Co, em cada li-
nha da Tabela 2, é o resultado 
de A+B+Ci da linha respectiva, 
soma esta que aprendemos na 
Unidade 1.
Tabela 2 - Tabela para somador completo 
A B Ci S Co
0 0 0 0 0
0 0 1 1 0
0 1 0 1 0
0 1 1 0 1
1 0 0 1 0
1 0 1 0 1
1 1 0 0 1
1 1 1 1 1
Fonte: o autor. 
Transportaremos os valores da Tabela 2 para o mapa de Karnaugh, 
sendo um para a saída S, e outro, para a saída Co.
A Figura 7 apresenta o mapa para saída S:
Figura 7 - Dados da saída S transportados para mapa de Karnaugh
Fonte: o autor.
Notamos, no mapa da Figura 7, que não possuímos termos em 1 vizinhos, logo, não temos como sim-
plificar com associação. Escreveremos, então, a expressão lógica completa e verificaremos se há alguma 
simplificação por fatoração. A função 4 mostra a expressão lógica completa da saída “S”.
• A expressão 4 mostra a soma dos termos das posições (S1+S2+S4+S7) do mapa de Karnaugh 
(TOCCI; WIEDMER, 2003).
S A BCi A BCi A BCi A BCi� � � �. . . . . . . . (4)
Por fatoração, simplificaremos a expressão (4). Primeiramente, evidenciaremos nos termos onde 
for comum e, também , assim, temos:
S Ci A B A B Ci A B A B� � � �.( . . ) .( . . ) (5)
A
A
B B
ci
1
1 10
0
s)
cici
1
0
0
118
UNICESUMAR
Resolvendo os parênteses, notamos que aparecem as funções XNOR e XOR, respectivamente, da es-
querda para a direita, assim, temos:
 S Ci A B Ci A B� � � �.( ) .( ) (6)
Sabemos, também, que
A B A B� � � (7)
Reescrevendo, temos:
S Ci A B Ci A B� � � �.( ) .( ) (8)
Fazendo
S A B X A B X� � � � �, (9)
Substituindo, temos:
S Ci X Ci X� �. . (10)
Assim, podemos escrever
S Ci X� � (11)
Retomando o valor de X, temos, então, a expressão final para o circuito somador completo.
S Ci A B� � � , reorganizando: S A B Ci� � � (11)
A
A
B B
ci
1
0
0
co)
cici
1
1 1
0 0
Agora, transportaremos os dados da Tabela 2 da saída Co para o 
mapa de Karnaugh, conforme Figura 8.
Figura 8 - Dados da saída Co da Tabela 2
Fonte: o autor.
119
UNIDADE 5
Da Figura 8 temos 3 pares que podemos associar, marcados de cores 
diferentes, em que:
Em amarelo, temos dois termos “1” comuns às regiões: BCi.
Em vermelho, temos dois termos “1” comuns às regiões: A B.
Em azul, temos dois termos “1” comuns às regiões: ACi.
Logo, nossa expressão lógica para saída Co fica:
Co A B ACi BCi� � �. . (12)
Agora, já temos as expressões 
de saída para o somador com-
pleto, então, podemos montar o 
circuito que realiza esta tarefa, 
mostrado na Figura 9.
A B
S
Ci
Co
Figura 9 - Circuito somador completo 
Fonte: o autor.
Agora que desenvolvemos o meio somador e o somador completo, 
podemos fazer um circuito para a soma de 2 números de 3 bits, 
mas este exemplo pode ser estendido e utilizado para desenvolver 
um somador de “n” bits. Para ficar mais simples, faremos o esque-
ma em blocos com o objetivo de identificar todas as entradas e 
saídas, em seguida, faremos o circuito com portas lógicas para um 
somador de 3 bits. 
A Figura 10 apresenta o somador de 3 bits em blocos. Note que 
o bit de transporte de saída do meio somador (Co0, bloco mais à 
direita) fornece o dado para o bit de transporte de entrada (Ci1) 
do somador completo logo à esquerda, Veja, também, que o bit de 
transporte de saída do segundo bloco (Co1) fornece dado para o bit 
de transporte de entrada do próximo bloco (Ci2) e isso se repetirá 
para n blocos que forem adicionados.
120
UNICESUMAR
Figura 10 - Esquema em blocos para somador de 3 bits 
Fonte: o autor.
Para montarmos o circuito lógico do somador de 3 bits da Figura 10, temos que nos atentar para o 
número de entradas (temos 8) e de saídas (temos 6) e aplicar nas expressões lógicas do meio somador e 
do somador completo. Dessa forma, temos o circuito lógico na Figura 11 (CAPUANO; IDOETA, 1997).
SOMADOR
COMPLETO
B2
SOMADOR
COMPLETO
A2 Ci2
CO2 S2 CO1 S1
B1 A1Ci1 B0 A0
MEIO
SOMADOR
CO0 S0
Ci2 B2 A2 Ci1 B1 A1 BO AO
S0
Co0
S1
Co1
S2
Co2
Figura 11 - Circuito somador de 3 bits com portas lógicas
Fonte: o autor.
121
UNIDADE 5
Agora, aprenderemos como implementar a função de subtração 
com números binários. Na Unidade 1, aprendemos a fazer a opera-
ção manualmente, mas, nessa parte dos estudos, desenvolveremos 
um circuito com portas lógicas que pode executar uma operação 
de subtração de n bits. A subtração entre 2 números de bit resulta 
em 2 saídas, o resultado da subtração “S” e o bit de transporte de 
saída quando houver “Co”.
Vamos, então, ao primeiro e mais simples circuito, que é o meio 
subtrator. O circuito meio subtrator é um circuito capaz de reali-
zar a subtração de números de apenas 1 bit, dessa forma, temos de 
analisar todas as possíveis combinações de subtração utilizando 
“0” e “1”, como vimos na Unidade 1. A Tabela 3 nos mostra todas as 
possíveis combinações para subtração e, como fizemos na adição, 
chamaremos os bits de transporte de saída de Carry out (Co), e os 
bits de transporte de entrada, de Carry in (Ci).
Tabela 3 - Combinações de subtração 
de apenas 1 bit 
A B S Co
0 0 0 0
0 1 1 1
1 0 1 0
1 1 0 0
Fonte: o autor. 
Primeiro passo é transportar os 
dados da Tabela 3 para o mapa 
de Karnaugh da Figura 12 (saí-
da S) e verificar se temos algu-
ma simplificação. Faremos isso 
para as duas saídas “S” e “Co”.
Figura 12 - Mapa de Karnaugh para saída S
Fonte: o autor. 
A
A
B B
0
0 1
s)
1
Pelas regras de simplificação 
por diagrama de Karnaugh, 
vemos, na Figura 12, que não 
temos vizinhos nem na hori-
zontal, nem na vertical, somente 
na diagonal, o que não permite 
associação para simplificação, 
dessa forma, temos que retirar a 
expressão completa e ver se tem 
alguma simplificação por fato-
ração. A função 13 apresenta a 
expressão lógica completa:
S A B A B� �. . (13)
A expressão lógica 13 nos, lembra mais uma vez, de um circuito combinacional conhecido, a XOR, 
logo, podemos reescrever 13 como:
S A B� � (14)
Agora, transportaremos os dados da saída Co para o mapa de Karnaugh, conforme a Figura 13.
122
UNICESUMAR
Figura 13 - Mapa de Karnaugh para saída Co
Fonte: o autor.
Temos somente um termo em 1, logo, não é possível a simplificação, 
dessa forma, tomaremos a expressão completa para a saída Co, 
como segue:
Co A B= . (15)
Agora que já temos as expressões para as saídas S e Co, montaremos 
o circuito lógico que executa essa tarefa. O mesmo é apresentado 
na Figura 14.
A
A
B B
0
0 1
co)
0
A B
S
CO
XOR
AND
Figura 14 - Circuito lógico meio subtrator 
Fonte: o autor. 
Verificaremos, também, se o circuito faz a subtração correta de dois 
números de 1 bit. Aplicaremos todas as possibilidades de entrada da 
tabela verdade (Tabela 3) no circuito da Figura 14 para aferirmos 
os resultados.
123
UNIDADE 5
• Combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, sempre que as entradas forem iguais, as saídas 
assumem nível lógico “0”, logo, a saída S=0. Em uma porta lógica AND, sempre que temos, pe-
los menos, uma das entradas em “0” (entrada B), a saída assume nível lógico “0”, dessa forma, a 
saída CO=0.
• Combinação A=0 e B=1. Em uma porta XOR, sempre que as entradas forem diferentes, as saídas 
assumem nível lógico “1”, logo, a saída S=1. Em uma porta lógica AND, sempre que temos as 
duas entradas em “1”, que é o caso, agora, pois o “0” de A é aplicado em uma inversora, a saída 
assume nível lógico “1”,dessa forma, a saída CO=1.
• Combinação A=1 e B=0. Em uma porta XOR, sempre que as entradas forem diferentes, as saí-
das assumem nível lógico “1”, logo, a saída S=1. Em uma porta lógica AND, sempre que temos, 
pelos menos, uma das entradas em “0” (entrada B), a saída assume nível lógico “0”, dessa forma, 
a saída CO=0.
• Combinação A=1 e B=1, em uma porta XOR, sempre que as entradas forem iguais, as saídas 
assumem nível lógico “0”, logo, a saída S=0. Em uma porta lógica AND, sempre que temos, pe-
los menos, uma das entradas em “0” (entrada B), a saída assume nível lógico “0”, dessa forma, a 
saída CO=0.
Confirmamos, então, que os resultados da análise das combinações conferem a tabela verdade 
do circuito meio subtrator.
Para uma simplificação, podemos representar o circuito da Figura 14 em um bloco, mostrando 
apenas suas entradas e saídas, deixando implícito o que tem dentro do bloco, conforme a Figura 15:
b a
MEIO
SUBTRATOR
co s
Figura 15 - Bloco do circuito meio subtrator 
Fonte: o autor. 
O circuito meio subtrator é também conhecido, 
no inglês, como half- subtractor – (HS).
O circuito meio subtrator faz a subtração de 
números de apenas 1 bit, mas isso nem sempre é su-
ficiente. Para efetuarmos subtração de números de 
“n” bits, temos que desenvolver um circuito capaz 
de realizar essa tarefa, dessa forma, estudaremos, 
agora, o circuito subtrator completo, também 
conhecido, no inglês, como full subtractor (FS).
124
UNICESUMAR
Em engenharia, normalmente, utilizamos calculadoras eletrônicas 
para auxiliar nos cálculos que dimensionam elementos e permitem 
a execução de diferentes dispositivos, além de estudar a natureza 
matemática das funções numéricas, tudo a partir de operações de 
soma e subtração e demais instruções lógicas existentes nas uni-
dades lógicas aritméticas dos microcontroladores embarcados em 
sua estrutura.
Os somadores e subtratores digitais são utilizados sempre que 
temos valores a serem incrementados ou decrementados, como: 
número de rotações do um eixo de uma máquina que posiciona 
peças automaticamente, quando há a necessidade de calcular valores 
entre entidades binárias e tomadas de decisões lógicas que envolvem 
sentenças numéricas binárias. Um dos usos mais comuns desta 
tecnologia é nos circuitos de controle discreto, na comunicação de 
dados e, até mesmo, no incremento e decremento de objetos que 
são adicionados em uma esteira de transporte industrial.
125
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Chegamos ao final desta unidade e realizaremos o resgate de todos os principais 
conceitos que são fundamentais para seu aprendizado. Analise o mapa conceitual 
dado a seguir:
Com base no mapa conceitual e nos termos relacionados ao somador/subtrator, 
preencha seu mapa conceitual, inserindo o significado de cada termo.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
126
1. Em uma máquina utilizada para envasar refrigerantes, um sensor de proximidade detecta a pre-
sença das garrafas que passam por uma esteira de transporte. O líquido refrigerante é envasado 
até que o volume contido no tanque de armazenamento atinja 10%, momento em que o envase 
deve ser interrompido. Sobre o uso de somador e subtrator no circuito de controle de envase, 
assinale a alternativa correta:
a) O somador permite que o número de garrafas seja incrementado e o envase possa ser inter-
rompido quando o volume total envasado for equivalente a 90% do total do tanque.
b) O subtrator pode subtrair o volume de refrigerante de cada garrafa do total armazenado no 
tanque, pois utiliza a estrutura carry on simétrico.
c) O subtrator pode incrementar a quantidade de garrafas finalizada.
d) Uma garrafa que passa pelo sensor representa o decremento do total de garrafas.
e) O volume de refrigerante de cada garrafa é monitorado pelo sensor de proximidade descrito 
na questão.
2. Em operações lógicas binárias, é muito comum a soma de bits que podem ocorrer entre duas 
variáveis, “a” e “b”. Com base na técnica de soma de 2 números binários de 1 bit apenas, assinale 
a alternativa correta:
a) A soma de um número “a” e um número “b” produz, como resultado, o número “s”, em que é 
opcional ter 1 bit de transporte, conhecido como carry out, que determina a paridade do sinal.
b) A soma de um número “a” e um número “b” produz, como resultado, o número “s”, em que sem-
pre haverá 1 bit de transporte, conhecido como carry on.
c) A soma de um número “a” e um número “b” produz, como resultado, o número “s”, em que a 
sobra do índice é conhecida como carry in.
d) A soma de um número “a” e um número “b” produz, como resultado, o número “s”, em que é 
necessário ter 1 bit de desvio, conhecido como latch.
e) A soma de um número “a” e um número “b” produz, como resultado, o número “s”, em que é 
possível ou não ter 1 bit de transporte, conhecido como carry out.
3. A soma de bits é uma operação utilizada por diversas tecnologias, sobretudo em cálculos e 
comparações entre bits. Para testar se o circuito faz a soma correta de dois números de 1 bit é 
necessário:
a) A combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, as saídas assumem nível lógico “1”, logo, a saída S=0. 
b) A combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, as saídas assumem nível lógico “0”, logo, a saída S=1. 
c) A combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, as saídas assumem nível lógico “0”, logo, a saída S=0. 
d) A combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, as saídas assumem nível lógico “1”, logo, a saída S=2. 
e) A combinação A=0 e B=0. Em uma porta XOR, as saídas assumem nível lógico “1”, logo, a saída S=3. 
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
127
1. A. Quando o total de garrafas atingir 90%, significa que o tanque está em 10% de seu volume.
2. E. Ao somar 2 números binários, podemos ter 1 bit de transporte denominado carry out.
3. C. A operação de “a” e “b” aplicada a uma porta XOR resulta que as saídas assumem nível lógico “0”, logo, 
a saída S=0.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
128
CAPUANO, F. G.; IDOETA, I. V. Elementos de Eletrônica Digital. 26. ed. São Paulo: Érica, 1997. 
GENTILIN, F. A. Automação Industrial. Maringá: Unicesumar, 2020. 
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S. Sistemas Digitais: Princípios e Aplicações. São Paulo: Pearson, 2003.
129
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
130
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
6
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Circuitos Sequenciais I
Me. Luiz Carlos Campana Sperandio
Nesta unidade, você terá a oportunidade de entender a diferença entre 
um sistema síncrono e um sistema assíncrono, aprender como o elemento 
mais básico de memória assíncrona funciona e como ele é empregado em 
circuitos digitais.
132
UNICESUMAR
Nos circuitos que trabalhamos até o momento, em Eletrônica 
Digital, empregamos apenas a lógica combinacional, na qual 
a saída do sistema é gerada por meio de certa combinação 
dos estados atuais das entradas do sistema, porém há situa-
ções em que a sequência de eventos pode definir a lógica de 
operação de um processo. 
E se precisarmos criar uma solução cuja saída dependa não 
apenas do estado atual das entradas do sistema, mas também 
do estado atual da própria saída?
Este tipo de problema é solucionado por meio 
de circuitos sequenciais. Basicamente, eles são 
compostos por circuitos combinacionais associa-
dos a elementos de memória.
A parte combinacional recebe tanto os esta-
dos das entradas externas quanto os estados das 
saídas dos elementos de memória responsáveis 
por armazenar estados de saídas do circuito com-
binacional, gerando, então, as saídas externas do 
sistema digital. Assim, as saídas a serem geradas 
pelo sistema dependem tanto das entradas exter-
nas atuais quanto das próprias saídas atuais.
Note que esta é uma característica muito cla-
ra no circuito sequencial: a realimentação, ela é 
muito presente em sistemas de controle. O ter-
mo sequencial foi escolhido devido aos sistemas 
deste tipo apresentarem uma sequência temporal 
de entradas, saídas e estados internos. Ademais, 
existe uma infinidade de produtos utilizados por 
você que, certamente, fazem uso de circuitos se-
quenciais, comocalculadoras, câmeras digitais, 
controladores de semáforos, cronômetros, entre 
outros. A ilustração, a seguir, mostra este arranjo 
básico que compõe um circuito sequencial.
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
133
UNIDADE 6
Vamos, agora, fazer um experimento mental, pro-
posto por Vahid (2008), com situações práticas 
para entendermos a diferença de um circuito com-
binacional e de um circuito sequencial? 
Na primeira situação, trata-se do acionamento de 
uma campainha residencial. Imagine que você chega 
à casa de seu colega e aperta o botão da campainha, 
então, ela toca. Se você apertar novamente, a campa-
inha tocará novamente e, quantas vezes você apertar, 
tantas vezes a campainha tocará (a menos que você 
quebre o botão de tanto apertar). Seu colega abre a 
porta para lhe receber, um tanto enfurecido pela 
quantidade de vezes que você tocou a campainha.
Na segunda situação, trata-se do acionamento 
de um portão eletrônico. Você e seu colega irão de 
carro, hoje, à universidade. A garagem da casa dele 
possui portão eletrônico, assim, para saírem com 
o carro, seu colega aperta o botão do controle de 
acionamento remoto do portão, que, então, come-
ça a abrir. No meio do processo de abertura, ele 
aperta, acidentalmente, o botão de novo, e o portão 
Figura 1 - Circuito sequencial
Fonte: Tocci, Widmer e Moss (2011, p. 175). 
para no meio do percurso. Seu colega, então, aper-
ta novamente o botão, e o portão começa a fechar.
Vamos refletir sobre a primeira situação ex-
perimentada. Note que, para a campainha tocar, 
basta você apertar o botão, independentemente 
de quantas vezes você já apertou, ou mesmo, há 
quanto tempo apertou pela última vez. Perceba 
que não há um elemento de memória neste sis-
tema, a saída depende, unicamente, da entrada. 
Assim, trata-se de um circuito combinacional. 
Agora, analisaremos a segunda situação. Perce-
ba que, cada vez que o botão era pressionado, uma 
ação diferente era feita, levando em consideração 
as ações anteriores. Note que há uma sequência 
das ações a serem executadas e, para isso, faz-se 
necessário o uso de elementos de memória para 
guardar quais foram as ações anteriores. Assim, 
trata-se de um circuito sequencial. 
Entendido o que são os circuitos sequenciais 
e suas aplicações, estudaremos os conceitos e as 
teorias acerca desses circuitos.
134
UNICESUMAR
Caro(a) estudante, você compreendeu, por meio 
de exemplos simples e corriqueiros, qual a dife-
rença entre um sistema combinacional e um sis-
tema sequencial. Você estudou os sistemas combi-
nacionais nas unidades anteriores, certo? Agora, o 
foco será nos sistemas sequenciais. Para começar, 
primeiramente, devemos entender o comporta-
mento temporal dos circuitos sequenciais e, para 
tal, tais circuitos são classificados em dois grupos: 
síncronos e assíncronos. 
Segundo Güntzel e Nascimento (2001), em 
um circuito sequencial assíncrono, a saída gerada 
é atualizada assim que ocorre uma mudança de 
estado em uma ou mais entradas. Assim, o atraso 
entre a mudança na entrada e a mudança na saída 
está associado ao tempo de propagação pelas por-
tas lógicas tanto do trecho combinacional quanto 
da própria memória (que, logo mais, veremos que 
também é composta por portas lógicas). 
Apesar de parecer uma característica simples 
e com pouco impacto, o tempo de propagação 
dos componentes nem sempre é fixo, podendo 
apresentar variações por diversos motivos. Este 
fato dificulta e muito a realização de projetos de 
circuitos sequenciais assíncronos, por isso, sempre 
que possível, são evitados.
De forma a contornar esta dificuldade com os 
circuitos assíncronos, foram, então, desenvolvidos 
os circuitos sequenciais síncronos. Este tipo de 
circuito controla a troca de estados por meio de 
um sinal de relógio (mais conhecido pelo termo 
em inglês, clock). Trata-se de um sinal periódico 
(se repete ao longo do tempo), os parâmetros mais 
importantes de um sinal de clock são: borda de 
subida, borda de descida, nível baixo, nível 
alto, período e frequência. A Figura 2 ilustra 
um sinal de clock, apresentando seus principais 
parâmetros.
135
UNIDADE 6
Figura 2 - Exemplo de sinal de clock 
Fonte: Güntzel e Nascimento (2001, p. 2).
O período, denotado pela letra T, é o tempo que o sinal leva para se repetir, e sua unidade de medida é o 
segundo (s). Ou seja, trata-se do tempo entre duas bordas de subida (ou descida) sucessivas. A partir do 
período, deriva-se outro parâmetro igualmente útil e importante: a frequência. Denotada pela letra f, é 
definida como o inverso do período, e sua unidade de medida é o hertz (Hz). Matematicamente falando:
f
T
=
1
 
Ainda, o sinal de clock determina quando os elementos de memória registrarão os valores presentes 
em suas entradas e, para que isso ocorra, de forma adequada, o atraso no trecho combinacional deve 
ser inferior ao período do sinal de clock. Vamos ao Exemplo 1 para fixar estes conceitos de tempo de 
atraso e sinal de clock.
Um certo sistema digital síncrono é controlado por um sinal de clock de 500 MHz. 
Qual é o maior atraso permitido no circuito combinacional para que o sistema fun-
cione adequadamente?
Resolução
Como vimos anteriormente, para pleno funcionamento do sistema, o atraso deve ser 
inferior ao período do sinal de clock. Assim:
T
f
� �
�
� � ��
1 1
500 10
2 10 26
9 s ns
 
Temos, então, que o atraso no circuito combinacional deve ser inferior a 2 ns.
Agora, entenderemos, por meio de um exemplo didático, como funciona a análise 
das entradas e saídas de um sistema digital controlado por um sinal de clock. Utili-
zaremos um sistema do tipo caixa-preta, isto é, não sabemos como é formado, quais 
circuitos o compõem, mas sabemos como serão as saídas para cada entrada possível, 
e é isso que nos interessa neste momento. 
EXEMPLO01
136
UNICESUMAR
Consideraremos que esse sistema possui duas entradas, nomeadas A e B, e apenas 
uma saída, nomeada X. Seu comportamento é descrito da seguinte forma: somente 
quando as duas entradas estiverem em nível alto é que a saída será colocada tam-
bém em nível alto, e a saída só é atualizada a cada borda de subida do sinal de clock. 
Cientes disso, é injetado um sinal na entrada A e outro na entrada B, gerando um 
sinal na saída X. Estes três sinais, juntamente com o sinal de clock, estão apresentados 
na Figura 3 a seguir.
Figura 3 - Sinais de clock, entradas e saída do sistema digital empregado 
Fonte: o autor.
Ao analisar o comportamento da saída X, na Figura 3, repare que, em vários momen-
tos, as entradas A e B estiveram, simultaneamente, em nível alto, entretanto, em alguns 
deles, a saída X permaneceu em nível baixo. Mas por que isso, caro(a) aluno(a)? 
Lembra que a saída é atualizada somente na borda de subida do sinal de clock? Pois, 
então, somente nos instantes de borda de subida do sinal de clock é que as entradas 
A e B estão em nível alto, simultaneamente, a saída X comuta para nível alto. Ao 
passar por nova borda de subida do sinal de clock, uma entrada (ou ambas) está em 
nível baixo, então, a saída comuta para nível baixo.
Este exemplo serviu para ilustrar como é o comportamento típico das saídas de 
sistemas digitais síncronos e que será muito explorado daqui em diante. Os mais 
atentos devem ter se familiarizado com o comportamento do sistema empregado, 
nada mais é do que a operação lógica AND controlada por um sinal de clock. 
137
UNIDADE 6
Vamos dar sequência ao conteúdo! Quando iniciamos nosso 
estudo dos circuitos sequenciais, vimos que se tratam de circuitos 
combinacionais associados a elementos de memória. Agora, estu-
daremos o primeiro elemento de memória: o latch. De acordo com 
Floyd (2007), o latch é um dispositivo de memória temporária que 
apresenta dois estados estáveis (biestável), podendo permanecer em 
um dos estados estáveis usando realimentação cruzada, em que as 
saídas são conectadas de volta às entradas opostas. Tratam-se dos 
elementos de memória mais básicos e simples existentes.
Antes de apresentar as configuraçõesde latches, entenderemos o 
que são estados estáveis. Estes estados referem-se à saída do dispo-
sitivo: quando a saída está em nível alto, então, está no estado SET; 
quando a saída está em nível baixo, então, está no estado RESET 
(também chamado de CLEAR).
Aqui, trabalharemos com três configurações distintas de latches. 
A primeira delas é o latch SR (ou RS, dependendo da referência 
literária). Pergunta aos atentos: o que significa SR? É claro, refere-se 
a SET e RESET. Este dispositivo apresenta duas entradas ( S e R ) e 
duas saídas ( Q e Q ). Em condições normais, Q é sempre o oposto 
(ou o complemento) de Q . Quando nos referirmos ao estado do 
latch, estamos nos referindo ao estado da saída Q . Um latch SR é 
composto por duas portas NOR de duas entradas cada, interligadas 
com realimentação cruzada, conforme é apresentado na Figura 4.
(a) (b)
R
S
Q
Q
Q
QS
R
Figura 4 - Latch SR: diagrama lógico (a) e símbolo lógico (b)
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
138
UNICESUMAR
Tomando por base o que sabemos sobre por-
tas NOR e o arranjo apresentado na Figura 4, 
analisaremos o comportamento do latch SR. 
Considere inicialmente, que as entradas R e S
, e também a saída Q , estão em nível baixo. A 
operação lógica NOR de Q = 0 e S = 0 resulta 
em Q =1 , já a operação lógica NOR de R = 0 
e Q =1, resulta em Q = 0 . Note que o latch não 
apresenta mudança de estado enquanto per-
manecer nestas condições. Agora, alteraremos 
a entrada S para nível alto. A operação lógica 
NOR de Q = 0 e S =1 resulta em Q = 0 , na 
sequência, a operação lógica NOR de R = 0 e 
Q = 0 resulta em Q =1. Assim, aplicando nível 
alto na entrada S e nível baixo na entrada R , 
estamos colocando o latch em estado SET. 
Agora, retornaremos a entrada S para ní-
vel baixo. A operação lógica NOR de Q =1 e 
S = 0 resulta em Q = 0 , na sequência, a ope-
ração lógica NOR de R = 0 e Q = 0 resulta em 
Q =1 . Note que, mesmo levando a entrada S , 
novamente, a nível baixo, o latch continua sus-
tentando o estado SET.
Levaremos a entrada R a nível alto. A ope-
ração lógica NOR de R =1 e Q = 0 resulta em 
Q = 0 , na sequência, a operação lógica NOR de 
Q = 0 e S = 0 resulta em Q =1 . Assim, apli-
cando nível alto na entrada R e nível baixo 
na entrada S , estamos colocando o latch em 
estado RESET. Agora, retornaremos a entrada 
R para nível baixo. A operação lógica NOR de 
R = 0 e Q =1 resulta em Q = 0 , na sequência, 
a operação lógica NOR de Q = 0 e S = 0 resulta 
em Q =1 . Note que, mesmo levando a entrada 
R , novamente, a nível baixo, o latch continua 
sustentando o estado RESET.
Por fim, levaremos tanto R quanto S a nível 
alto. A operação lógica NOR de R =1 e Q =1 
resulta em Q = 0 , na sequência, a operação lógica 
NOR de Q = 0 e S =1 resulta em Q = 0 . Note 
que, tanto Q quanto Q estão em nível baixo. Mas 
lembra-se que Q é o oposto de Q ? Temos aí a 
chamada condição inválida, na qual o estado do 
latch é imprevisível, por isso, não deve ser apli-
cada. Deve-se ter isso claro na mente ao utilizar 
latch SR: não pode ocorrer a condição inválida!
Como futuros(as) engenheiros(as), gostamos 
mesmo é de números, tabelas e gráficos, certo? 
Então, reuniremos todos esses dados de nosso ex-
perimento mental com o latch SR em uma tabela 
verdade. Ela está apresentada na Tabela 1.
Tabela 1 - Tabela verdade do latch SR
Entradas
S R
Saídas
Q Q
Comentários
0 0 NC NC Mantém estado atual
1 0 1 0 SET
0 1 0 1 RESET
1 1 1 1 Condição inválida
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Você consegue identificar por que o latch 
é um dispositivo de memória? Devido à si-
tuação em que, se ambas as entradas fo-
rem para nível baixo, será mantida a saída 
atual (armazenado o estado) até que uma 
das entradas seja alterada. Lembra como 
é formada uma informação digital? É por 
meio de códigos binários (arranjos de 0s e 
1s). Então, note que podemos armazenar 
informações por meio de latches, em que 
cada um armazena um bit da informação.
139
UNIDADE 6
Dadas na Figura 5, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas S e R de 
um latch SR, determine a forma de onda gerada na saída Q , considerando que, ini-
cialmente, o latch está em estado RESET.
S
R
Figura 5 - Formas de onda nas entradas de um latch SR no Exemplo 2
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Resolução
Como, inicialmente, o latch SR está em estado RESET, isto significa que, inicial-
mente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apre-
sentada na Figura 6.
S
R
Q
Figura 6 - Formas de onda nas entradas e saída de um latch SR no Exemplo 2
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Concluído o estudo do latch SR, agora, entenderemos como funciona o latch SR 
controlado. Este dispositivo, caro(a) aluno(a), apresenta o mesmo comportamen-
to do latch SR comum, com as mesmas interações entre as entradas, de forma 
a gerar a saída. Segundo Floyd (2007), a diferença é que possui uma entrada de 
habilitação, denotada EN (do inglês, enable), que controla quando a saída será 
ou não atualizada. É como se fosse uma chave liga/desliga: enquanto EN estiver 
em nível baixo, o estado do latch não se alterará; enquanto EN estiver em nível 
alto, aí o latch funcionará como um latch SR comum. A Figura 7 apresenta a 
estrutura do latch SR controlado.
EXEMPLO02
140
UNICESUMAR
(a) (b)
R
S
Q
Q
Q
Q
EN
Figura 7 - Latch SR controlado: diagrama lógico (a) e símbolo lógico (b)
Fonte: adaptada de Floyd (2007), Güntzel e Nascimento (2001).
Como a interação entre as entradas S e R com a saída Q é a mesma do latch SR 
comum, pularemos a análise estado a estado, partindo para a construção da tabela 
verdade. A diferença nesta tabela verdade é o emprego da entrada de habilitação 
EN , enquanto esta permanece em nível baixo, o estado da saída continua o mesmo. 
A tabela verdade do latch SR controlado é apresentada na Tabela 2.
Tabela 2 - Tabela verdade do latch SR controlado 
Entradas Saídas
Comentários
EN S R Q Q
0 X X NC NC Mantém estado atual
1 0 0 NC NC Mantém estado atual
1 1 0 1 0 SET
1 0 1 0 1 RESET
1 1 1 1 1 Condição inválida
Fonte: adaptada de Güntzel e Nascimento (2001).
Dadas, na Figura 8, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas EN , S e 
R de um latch SR controlado, determine a forma de onda gerada na saída Q , con-
siderando que, inicialmente, o latch está em estado RESET.
S
R
EN
Figura 8 - Formas de onda nas entradas de um latch SR controlado no Exemplo 3
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
EXEMPLO03
141
UNIDADE 6
Resolução
Como, inicialmente, o latch SR controlado está em estado RESET, isto significa que, 
inicialmente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apre-
sentada na Figura 9.
S
R
Q
EN
Figura 9 - Formas de onda nas entradas e saída de um latch SR controlado no Exemplo 3
Fonte: adaptado de Floyd (2007).
Concluída a análise do latch SR controlado, conheceremos o último tipo de 
latch que estudaremos: o latch D controlado. Este possui apenas uma entrada, 
denotada D , além da entrada de habilitação EN . Internamente, trata-se do 
latch SR controlado, mas com a entrada R conectada à entrada S por meio 
de uma porta lógica inversora. A vantagem deste arranjo é que ele elimina 
a condição inválida, visto que o sinal em R é sempre o oposto do sinal em S 
(FLOYD, 2007). A Figura 10 apresenta o diagrama lógico e o símbolo lógico do 
latch D controlado.
(a) (b)
D
EN
Q
Q
Q
Q
D
EN
Figura 10 - Latch D controlado: diagrama lógico (a) e símbolo lógico (b)
Fonte: adaptada de Floyd (2007), Güntzel e Nascimento (2001).
142
UNICESUMAR
Analisaremos, agora, o comportamento do latch 
D controlado. Note que, quando as entradas D 
e EN estão em nível alto, o latch está no estado 
SET (a saída Q está em nível alto). Quando a 
entrada D está em nível baixo e a entrada EN 
está em nível alto, o latch está no estado RESET 
(a saída Q está em nível baixo). Quando a en-
trada EN está em nível baixo, independente-
mente da entrada D , o latchmantém o estado 
atual. Simplificando, quando a entrada EN está 
em nível alto, a saída Q segue a entrada D
. A tabela verdade do latch D controlado está 
apresentada na Tabela 3.
Tabela 3 - Tabela verdade do latch D controlado
Entradas Saídas
Comentários
EN D Q Q
0 X NC NC Mantém estado atual
1 1 1 0 SET
1 0 0 1 RESET
Fonte: adaptada de Güntzel e Nascimento (2001).
Dadas, na Figura 11, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas EN e D de 
um latch D controlado, determine a forma de onda gerada na saída Q , considerando 
que, inicialmente, o latch está em estado RESET.
D
EN
Figura 11 - Formas de onda nas entradas de um latch D controlado no Exemplo 4
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Resolução
Como, inicialmente, o latch D controlado está em estado RESET, isto significa que, 
inicialmente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apre-
sentada na Figura 12.
S
Q
EN
Figura 12 - Formas de onda nas entradas e saída de um latch SR controlado no Exemplo 4
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
EXEMPLO04
143
UNIDADE 6
Como todo(a) engenheiro(a), você deve estar, ago-
ra, se questionando: “certo, mas para que servem 
esses latches?”. Como vimos, os latches são ele-
mentos básicos de memória e suas aplicações 
giram em torno disso. 
A computação é uma área que faz amplo uso de 
tais componentes. Um bom exemplo é o emprego 
do latch D na multiplexação de dados em um barra-
mento. Barramentos são vias de comunicação com-
partilhadas em diversos dispositivos. Assim, cada 
envio de informação é feito um dispositivo por vez.
Para conversar um pouco mais a respeito das aplicações dos cir-
cuitos sequencias, em especial dos latches, teremos um convidado 
especial para participar do podcast desta sexta unidade. Tenho 
certeza que nossa conversa lhe ajudará a abrir, ainda mais, a sua 
mente e visão a respeito deste assunto. Dê o play!
Para receber uma informação pelo barramento, um dispositivo fica conectado a ele por meio de um latch 
D. Quando esse dispositivo deseja receber um dado do barramento, então, sua entrada EN vai para 
nível alto e, assim, o dado presente na entrada D (conectada ao barramento) é replicado na saída Q 
A partir daí, a entrada EN retorna a nível baixo, liberando o barramento para que outro dispositivo 
o utilize, e o dado coletado continua armazenado na saída Q pelo tempo que for necessário (eis, aqui, 
a capacidade de memória do latch!), (FLOYD, 2007). 
Caro(a) aluno(a), assim concluímos o estudo dos latches e, também, demos nossos primeiros pas-
sos no mundo dos circuitos digitais sequenciais. Na próxima unidade, conversaremos a respeito dos 
flip-flops, que são dispositivos baseados nos latches, mas controlados por um sinal de clock.
Como vimos, os circuitos digitais sequenciais têm, como característica fundamental, a realimentação 
do estado atual junto às entradas, de forma que o próximo estado será definido a partir das entradas e 
do estado atual. Note que há uma sequência de estados que o circuito assumirá, ou seja, uma atuação 
temporal. Este comportamento nos permite utilizar circuitos sequenciais quando precisamos de me-
mória de estado ou de bit para a solução de determinado problema. Este é o caso, por exemplo, da 
operação do portão eletrônico que analisamos no início da unidade. Cada vez que apertamos o botão 
do controle remoto, uma ação é realizada considerando as entradas (botão e sensores fim-de-curso) e 
o estado atual. Se você parar para pensar, verá que este tipo de comportamento é aplicado em soluções 
e equipamentos dos mais diversos tipos, como o botão liga/desliga de um eletroeletrônico, o botão 
abrir/fechar da porta de elevador, entre outros.
144
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Chegamos ao fim de mais uma unidade e, como de costume, temos novos conteúdos 
e aprendizados a compreender e a fixar. Para orientar e facilitar este processo, propo-
nho a você preencher o mapa mental da unidade, alimentando-o com as informa-
ções mais importantes que estudamos. Desafio você a dar, “de cabeça”, sequência ao 
preenchimento do mapa, ou seja, sem consultar o texto. Ao concluir, aí sim, consulte 
o texto para verificar se faltou alguma informação relevante ou se entendeu, de forma 
equivocada, algum ponto. 
La
tc
h 
SR
La
tc
he
s
La
tc
h 
SR
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tc
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on
tr
ol
ad
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A
G
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R
A
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 C
O
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 V
O
C
Ê
145
1. Dadas as formas de onda aplicadas nas entradas S e R de um latch SR, determine a forma de 
onda da saída Q , considerando que o estado inicial é de nível baixo.
S
Q
R
Formas de onda aplicadas nas entradas S e R de um latch SR
Fonte: adaptada de Floyd (2007). 
2. Dadas as formas de onda aplicadas nas entradas EN , S e R de um latch SR controlado, deter-
mine a forma de onda da saída Q , considerando que o estado inicial é nível baixo.
S
Q
R
EN
Formas de onda aplicadas nas entradas EN , S e R de um latch SR controlado
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
146
3. Dadas as formas de onda aplicadas nas entradas EN e D de um latch D controlado, determine 
a forma de onda da saída Q , considerando que o estado inicial é nível baixo.
Q
D
EN
Formas de onda aplicadas nas entradas EN e D de um latch D controlado 
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
C
O
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A
 S
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A
S 
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A
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147
1. 
S
Q
R
2. 
S
Q
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EN
3. 
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
148
FLOYD, T. L. Sistemas digitais: fundamentos e aplicações. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.
GÜNTZEL, J. L.; NASCIMENTO, F. A. Introdução aos Sistemas Digitais. Florianópolis: UFSC, 2001.
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G. L. Sistemas digitais: princípios e aplicações. 11. ed. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2011.
VAHID, F. Sistemas digitais: projeto, otimização e HDLs. Porto Alegre: Bookman, 2008.
149
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
150
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
7
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Circuitos 
Sequenciais II
Nesta unidade, você terá a oportunidade de entender como é feito o con-
trole por meio de um sinal de clock e a diferença em relação ao controle 
assíncrono, visto na unidade anterior. Além do mais, você aprenderá como 
funciona o elemento mais básico de memória síncrona e como ele é em-
pregado em circuitos digitais.
Me. Luiz Carlos Campana Sperandio
152
UNICESUMAR
Na unidade anterior, estudamos os latches, que são dispositivos 
básicos de memória. Dentre eles, vimos versões controladas, nas 
quais o estado do latch só é atualizado enquanto a entrada EN 
estiver em nível alto. Esta é uma característica muito interessante 
e útil, porém pode ser um problema em determinadas aplicações, 
não é mesmo?
Agora, pergunto a você: como fazer para controlar um sistema 
com vários desses dispositivos? Ou pior, como controlar a transfe-
rência do dado de um dispositivo para outro?
Caro(a) aluno(a), situações e necessidades como estas estimula-
ram o desenvolvimento dos circuitos sequenciais síncronos. Como 
vimos na unidade anterior, neste tipo de sistema, os dispositivos são 
controlados por meio de um sinal de clock. Este sinal é uma forma 
de onda periódica, que apresenta largura de pulso, amplitude e 
frequência bem definidas. 
A grande vantagem no emprego do sinal de clock é que, em dado 
sistema, é necessário gerar apenas um único sinal, o qual, além 
de controlar todos os dispositivos que fizerem uso dele, garantirá 
que esses dispositivos estejam operando em sincronismo, e isso é 
essencial na grande maioria dos sistemas digitais modernos.
Vamos compreender isso tudo de forma prática? Chame uma 
pessoa para lhe ajudar em uma experiência, dividiremos nossa 
atividade em duas etapas.
Em um primeiro momento, vocês devem contar, em silêncio, 
mentalmente, 60 segundos, sem olhar no relógio, iniciando a con-
tagem quando você falar “já”. Ao terminar a contagem, você e seu 
ajudante devem falar “eureca”. 
Feito isso, na sequência, procure e acesse, na internet,um me-
trônomo online. Ao digitar o termo “metrônomo” no Google, será 
exibido um nesta página, bastante simples e funcional. Configure 
o metrônomo para 60 bpm e, então, você e seu ajudante devem 
contar 60 segundos, um segundo a cada batida do metrônomo, 
novamente, iniciando ao você falar “já” e, ao final da contagem, 
ambos devem falar “eureca”.
Em um segundo momento, faça uma bolinha de papel e sente-se 
de frente com o seu ajudante. Com o metrônomo desligado, de 
olhos fechados e sem falar, vocês devem passar, alternadamente, a 
bolinha um para o outro. Agora, liguem o metrônomo em 40 bpm 
e repitam este mesmo processo, entregando/recebendo a bolinha a 
cada batida do metrônomo. Por fim, ajuste o metrônomo para 80 
bpm e repitam o processo.
153
UNIDADE 7
E aí, como foi a experiência? Ao realizarem a primeira parte do experimento, 
tenho certeza que um de vocês falou “eureca” primeiro. Acertei?
Isto aconteceu porque nenhum de vocês tinha uma referência, então, contaram 
conforme a própria percepção do tempo. Já na segunda parte, acredito que tenham 
falado “eureca” juntos. Isto se deve a vocês terem utilizado a mesma referência de 
tempo, que era a batida do metrônomo.
Mas e o segundo experimento? Neste, vocês devem ter sentido certas dificul-
dade e lentidão para realizar a primeira parte, sem o uso do metrônomo, pois um 
não sabia quando o outro tomaria uma ação. Contudo, ao ligar o metrônomo e 
agirem a cada batida, como tinham a mesma referência, sabiam o momento exato 
quando o outro estava agindo. 
Por fim, ao acelerarem as batidas no metrônomo, conseguiram acelerar, tam-
bém, o processo de entregar/receber a bolinha.
Note, ao trabalhar com dois ou mais elementos distintos em um processo, 
como ter uma referência é essencial para que os elementos trabalhem em sincro-
nismo e seja possibilitado, inclusive, o aumento da velocidade de trabalho. Este é 
o papel do clock, sobre o qual estávamos conversando, e veremos, a seguir, como 
uma referência para o controle dos dispositivos de um sistema digital síncrono.
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
154
UNICESUMAR
Para iniciar nosso estudo dos circuitos sequenciais síncronos, conheceremos seu dispositivo mais 
elementar: o flip-flop. Segundo Güntzel e Nascimento (2001), os flip-flops são circuitos derivados 
dos latches controlados, apresentando uma diferença simples, mas muito significativa, em comparação 
com tais latches: ao invés de permanecerem ativos durante todo o intervalo em que o sinal de controle 
estiver em nível alto, os flip-flops são ativos apenas no curtíssimo intervalo quando há a mudança 
de nível do sinal de controle, com isso, a troca de estado do flip-flop só pode ocorrer dentro desse 
intervalo da transição. Entre uma transição e outra do nível do sinal de controle, o flip-flop se mantém 
desativado, mantendo o último estado adquirido.
Caro(a) aluno(a), quando falamos de flip-flops ou outros circuitos e dispositivos síncronos, o 
controle destes é feito por meio de um recém-conhecido nosso: o sinal de clock. Como vimos, o sinal 
de clock é periódico, ou seja, alterna de nível baixo para nível alto (e vice-versa) em um intervalo de 
tempo constante, de forma que o sinal seja um “trem” de pulsos de mesma largura. Há pouco, dissemos 
que o flip-flop é ativo na transição do nível do sinal de clock, certo? A este processo damos o nome 
de disparo pela borda.
Repare, então, que existem dois tipos de transição: disparo pela borda de subida (nível baixo 
para nível alto) e disparo pela borda de descida (nível alto para nível baixo). A definição de um 
flip-flop é disparada pela borda de subida ou pela borda de descida, não é configurável ou algo pareci-
do, mas é definida pela construção do flip-flop. A indicação do tipo de disparo do flip-flop é feita por 
meio de símbolos na entrada de controle (C): se houver apenas um triângulo dentro do bloco, então, 
o disparo é por borda de subida; se houver um círculo junto ao triângulo, então, o disparo é por borda 
de descida. Esta simbologia é apresentada na Figura 1.
Figura 1 - Flip-flop D disparado por boda de subida (a) e disparado por borda de descida (b)
Fonte: Floyd (2007, p. 394).
155
UNIDADE 7
Assim como os latches (inclusive por serem derivados deles), existem modelos distintos de flip-flops, e 
os estudaremos a partir de agora. Para começar, vamos ao flip-flop SR. O símbolo lógico do flip-flop 
SR é apresentado na Figura 2.
Segundo Floyd (2007), o flip-flop SR apresenta as mesmas funções lógicas do latch SR controlado. 
Quando S = 0 e R = 0 , o flip-flop não muda de estado, permanecendo a mesma saída anterior, ou 
seja, Q Q= 0 . Quando S =1 e R = 0 , então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado SET, ou 
seja, Q =1 . Quando S = 0 e R =1 , então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado RESET, 
ou seja, Q = 0 . Por fim, quando S =1 e R =1 , ocorre a condição inválida, não sendo possível dizer 
qual será o estado do flip-flop, por isso, deve ser evitada. Como de costume, reuniremos estes dados 
na tabela verdade do flip-flop SR, apresentada na Tabela 1.
Tabela 1 - Tabela verdade do flip-flop SR disparado por borda de subida
Entradas Saídas Comentários
C S R Q Q
≠↑ X X Q0 Q0 Mantém estado atual
↑ 0 0 Q0 Q0 Mantém estado atual
↑ 1 0 1 0 SET
↑ 0 1 0 1 RESET
↑ 1 1 1 1 Condição inválida
Fonte: adaptada de Güntzel e Nascimento (2001).
Figura 2 - Símbolo lógico do flip-flop SR com disparo pela borda de subida
Fonte: Floyd (2007, p. 395).
Q
Q
S
C
R
156
UNICESUMAR
A Tabela 1 apresenta os dados referentes ao flip-flop SR disparado pela borda de subida (↑), mas es-
tes são válidos para o modelo disparado por borda de descida (↓). Para compreender melhor e fixar, 
vamos ao Exemplo 1.
EXEMPLO01 Dadas, na Figura 3, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas C , S e R 
de um flip-flop SR com disparo na borda de subida, determine a forma de onda ge-
rada na saída Q , considerando que, inicialmente, o flip-flop está em estado RESET.
Resolução 
Como, inicialmente, o flip-flop SR está em estado RESET, isto significa que, inicial-
mente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apresentada 
na Figura 4.
Figura 3 - Formas de onda nas entradas de um flip-flop SR no Exemplo 1
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Figura 4 - Formas de onda nas entradas e saída de um flip-flop SR no Exemplo 1
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
654321CLK
S
R
1
0
1
0
1
0
654321CLK
S
R
1
0
1
0
1
0
Q
1
0
157
UNIDADE 7
Compreendido o funcionamento do flip-flop SR, caro(a) aluno(a), então, analisaremos o flip-flop D. 
De acordo com Floyd (2007), este flip-flop apresenta apenas uma entrada lógica e a entrada de con-
trole, sendo usado para o armazenamento de um único bit de dado. De forma simplificada e análoga 
ao que ocorre com o latch D, o flip-flop D pode ser construído a partir de um flip-flop SR, bastando 
deixar a entrada S como a entrada lógica e, então, conectar a entrada R à entrada S por meio de 
um inversor. Esta estrutura lógica e o símbolo lógico do flip-flop D estão apresentados na Figura 5.
Como você já deve suspeitar, o flip-flop D apresenta as mesmas funções lógicas do latch D. Quando 
D =1 , então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado SET, ou seja, Q =1 . Quando D = 0 , 
então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado RESET, ou seja, Q = 0 . A tabela verdade do 
flip-flop D é apresentada na Tabela 2.
Tabela 2 - Tabela verdade do flip-flop D disparado por borda de subida
Entradas Saídas Comentários
C D Q Q
≠↑ X Q0 Q0 Mantém estado atual
↑ 1 1 0 SET
↑ 0 0 1 RESET
Fonte: adaptada de Güntzel e Nascimento (2001).
Essa tabela que acabamos de ver apresenta os dados referentes ao flip-flop D disparado pela borda de 
subida (↑), mas, novamente, os mesmos são válidos para o modelo disparado por borda de descida 
(↓). Apesar da aplicação deste flip-flop ser mais simples que a do flip-flop SR, ainda assim, vamos ao 
Exemplo 2 para fixar.
Figura 5 - Estrutura lógica(a) e símbolo lógico (b) do flip-flop D com disparo pela borda de subida
Fonte: Floyd (2007, p. 398-399).
Q
Q
S
C
R
(a) (b)
Q
Q
S
C
R
D
CLK
158
UNICESUMAR
Dadas, na Figura 6, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas C e D de 
um flip-flop D com disparo na borda de subida, determine a forma de onda gerada 
na saída Q , considerando que, inicialmente, o flip-flop está em estado RESET.
EXEMPLO02
Figura 6 - Formas de onda nas entradas de um flip-flop D no Exemplo 2
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Resolução 
Como, inicialmente, o flip-flop D está em estado RESET, isto significa que, inicial-
mente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apresentada 
na Figura 7.
Figura 7 - Formas de onda nas entradas e saída de um flip-flop D no Exemplo 2
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
CLK
D
CLK
D
Q
159
UNIDADE 7
Por último, caro(a) aluno(a), trataremos, agora, do flip-flop JK, que não possui um latch com com-
portamento análogo a ele. Segundo Floyd (2007), as letras J e K que denotam suas entradas foram 
atribuídas em homenagem a Jack Kilby, inventor do circuito integrado. O símbolo lógico do flip-flop 
JK é apresentado na Figura 8.
O flip-flop JK apresenta as mesmas funções lógicas do flip-flop SR, mas com a grande vantagem de não 
possuir a condição inválida quando ambas as entradas estão em nível alto. Quando J = 0 e K = 0
, o flip-flop não muda de estado, permanecendo a mesma saída anterior, ou seja, Q Q= 0 . Quando 
J =1 e K = 0 , então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado SET, ou seja, Q =1 . Quando 
J = 0 e K =1 , então, na borda de disparo, o flip-flop vai para o estado RESET, ou seja, Q = 0 . Por 
fim, quando J =1 e K =1 , então, na borda de disparo, o flip-flop inverte o estado, operação esta 
chamada de toggle. Reunimos estes dados na tabela verdade do flip-flop JK, apresentada na Tabela 3.
Tabela 3 - Tabela verdade do flip-flop JK disparado por borda de subida
Entradas Saídas
Comentários
C S R Q Q
≠↑ X X Q0 Q0 Mantém estado atual
↑ 0 0 Q0 Q0 Mantém estado atual
↑ 1 0 1 0 SET
↑ 0 1 0 1 RESET
↑ 1 1 Q0 Q0 Toggle
Fonte: adaptada de Güntzel e Nascimento (2001).
A tabela anterior apresenta os dados referentes ao flip-flop JK disparado pela borda de subida (↑), mas 
os mesmos são válidos para o modelo disparado por borda de descida (↓). Para compreender melhor, 
vamos ao Exemplo 3.
Figura 8 - Símbolo lógico do flip-flop JK com disparo pela borda de subida
Fonte: Floyd (2007, p. 402).
Q
Q
J
C
K
CLK
160
UNICESUMAR
Dadas, na Figura 9, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas C , J e K 
de um flip-flop JK com disparo na borda de descida, determine a forma de onda 
gerada na saída Q , considerando que, inicialmente, o flip-flop está em estado RESET.
EXEMPLO03
Figura 9 - Formas de onda nas entradas de um flip-flop JK no Exemplo 3
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
Resolução 
Como, inicialmente, o flip-flop JK está em estado RESET, isto significa que, inicial-
mente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apresentada 
na Figura 10.
54321
CLK
S
K
1
0
1
0
1
0
Q
1
0
Toggle Repouso Reset Set Set
Figura 10 - Formas de onda nas entradas e saída de um flip-flop JK no Exemplo 3
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
54321
CLK
J
K
1
0
1
0
1
0
161
UNIDADE 7
Agora que sabemos como é o funcionamento lógico dos flip-flops, caro(a) aluno(a), desenvolveremos 
um projeto empregando o flip-flop D e as portas lógicas, trata-se de um sistema de chamada de aeromoça 
em voos comerciais. O projeto é composto por quatro elementos: o botão “chamar”, o botão “cancelar”, a 
lâmpada azul de sinalização e o sistema de chamada. Este arranjo está apresentado na Figura 11.
Uma aplicação muito útil de flip-flops é como divisor de frequência de uma onda periódica 
retangular. Quando este tipo de onda é aplicada na entrada de clock de um flip-flop JK na 
configuração toggle ( J=K=1), na saída Q , será gerada uma onda do mesmo tipo, porém com 
metade da frequência do sinal de clock. Concatenando mais um flip-flop JK na configuração 
toggle, mas aplicando, na entrada de clock, a saída Q do flip-flop anterior, teremos mais uma 
divisão por 2 na frequência da onda, ou seja, a frequência da onda original sofreu uma di-
visão por 4. Podemos seguir concatenando um após o outro, de forma que a frequência da 
onda gerada no último flip-flop será uma divisão por 2n da frequência original, em que n é a 
quantidade de flip-flops concatenados.
Botão “chamar”
Botão “cancelar” 
Lâmpada
azul
Sistema de botão de 
chamada de aeromoça
Figura 11 - Diagrama de blocos do sistema de chamada de aeromoça
Fonte: Vahid (2008, p. 124).
O sistema deve funcionar da seguinte forma: se o botão “chamar” for pressionado, a lâmpada deve 
acender; se o botão “cancelar” for pressionado, a lâmpada deve apagar; se nenhum dos botões for pres-
sionado, a lâmpada deve manter seu estado. Precisamos, agora, converter este funcionamento descritivo 
em um sistema digital, utilizando, como dispositivo principal, um flip-flop D. Assim, o que precisamos 
definir é o circuito combinacional que determina a entrada D do flip-flop. Para isso, lembra-se qual o 
primeiro passo? Tenho certeza de que você falou “montar a tabela verdade do problema”! Vamos a ela!
 
162
UNICESUMAR
Primeiramente, definiremos as entradas e saídas desse circuito combinacional. Os elementos que 
temos são: botão “chamar”, botão “cancelar”, lâmpada, entrada D e saída Q do flip-flop. 
Pense comigo: como a lâmpada é ligada no sistema? Já que o sistema é comandado pelo flip-flop, 
então, a lâmpada está ligada na saída Q. Assim, os elementos “lâmpada” e “Q” são redundantes! Então, 
descartaremos “lâmpada”, restaram: “chamar”, “cancelar”, “D” e “Q”. Como o circuito combinacional 
determinará “D”, esta é a saída, e “chamar”, “cancelar” e “Q” são as entradas. A tabela verdade preen-
chida é apresentada na Tabela 4.
Tabela 4 - Tabela verdade do circuito combinacional que determina D
Chamar Cancelar Q D
0 0 0 0
0 0 1 1
0 1 0 0
0 1 1 0
1 0 0 1
1 0 1 1
1 1 0 1
1 1 1 1
Fonte: Vahid (2008, p. 124).
Como você já está craque em simplificar expressões booleanas, deixarei contigo esta tarefa. Você en-
contrará a seguinte equação:
D = Chamar + Cancelar Q⋅
Que simplicidade se tornou, não? É lindo demais! Analisando a equação, precisaremos, então, para 
montar o sistema, além do flip-flop D, de uma porta lógica OR (OU) de duas entradas, uma porta 
lógica AND (E) de duas entradas e uma porta NOT (inversora). A implementação do sistema é apre-
sentada na Figura 12.
Botão “chamar”
Botão “cancelar” 
Lâmpada
azul
Clk
D
Q
Q´
Figura 12 - Implementação do sistema de chamada de aeromoça
Fonte: Vahid (2008, p. 124).
163
UNIDADE 7
Vimos, até aqui, os flip-flops e as suas entradas síncronas, as quais têm seu efeito sobre a saída do flip-
-flop sincronizado com o sinal de clock. Entretanto, segundo Tocci, Widmer e Moss (2011), os flip-flops 
também possuem entradas assíncronas que atuam independentemente das síncronas e do clock, são 
também chamadas de entradas de sobreposição, visto que podem ser usadas para sobrepor todas as 
outras. É como se essas entradas assíncronas tivessem mais prioridade sobre a saída que as entradas 
síncronas, podendo colocar o flip-flop em estado alto ou baixo em qualquer instante. Normalmente, 
estão presentes duas entradas assíncronas: PRESET e CLEAR . A barra em cima do nome não é à 
toa: essas entradas são ativas em nível baixo. A Figura 13 apresenta o símbolo lógico do flip-flop JK 
com tais entradas assíncronas.
Para conversar um pouco mais a respeito das aplicações dos cir-
cuitos sequencias síncronos, em especial dos flip-flops, ouça este 
podcast, que trará um(a) convidado(a) especial. Tenho certeza de 
que a nossa conversa lhe ajudará a abrir, ainda mais, as suas mente 
e visão a respeito deste assunto. Dê o play!
Figura 13 - Símbolo lógico do flip-flop JK com entradas PRESET e CLEAR
Fonte: Floyd (2007, p.402).
Q
Q
J
C
K
CLR
PRE
164
UNICESUMAR
Dadas, na Figura 14, as formas de onda dos sinais aplicados nas entradas C , PRE 
e CLR de um flip-flop JK com disparo na borda de subida, e que J K= =1 , 
determine a forma de onda gerada na saída Q , considerando que, inicialmente, o 
flip-flop está em estado RESET.
EXEMPLO04
CLK
PRE
CLR
321 4 5 6 7 8 9
Figura 14 - Formas de onda nas entradas de um flip-flop JK no Exemplo 4
Fonte: Floyd (2007, p. 403).
Resolução 
Como, inicialmente, o flip-flop JK está em estado RESET, isto significa que, inicial-
mente, Q = 0 . Assim, basta traçar a forma de onda da saída Q , que está apresentada 
na Figura 15.
54321
CLK
Q
6 7 8 9
CLR
PRE
Preset Toggle Clear
Figura 15 - Formas de onda nas entradas e saída de um flip-flop JK no Exemplo 4
Fonte: Floyd (2007, p. 403).
165
UNIDADE 7
Caro(a) aluno(a), aqui encerramos o nosso estudo sobre o funcio-
namento dos flip-flops, em que aprendemos a analisar o compor-
tamento de cada um dos três modelos explorados, as suas entradas 
síncronas, assíncronas e as suas saídas. Pudemos ver, também, al-
gumas aplicações destes dispositivos tão importantes em circuitos 
digitais. 
Nas próximas unidades, você estudará mais aplicações dos cir-
cuitos sequenciais, como registradores e contadores.
Como vimos, os flip-flops possuem um comportamento muito 
semelhante ao dos latches (na verdade, são baseados nos latches) es-
tudados na unidade anterior. A principal diferença está no controle, 
pois os latches são ativos pelo nível do sinal de controle (durante 
todo o nível alto ou todo o nível baixo). Já os flip-flops são ativos 
somente na transição de nível (no instante da borda de subida ou no 
instante da borda de descida). Isto torna a aplicação dos flip-flops 
mais estável, não suscetível às variações nas entradas, já que fez a 
leitura apenas no instante da borda. Retomando o exemplo da co-
municação no barramento que vimos lá no início, esta característica 
é fundamental para garantir a integridade dos dados transmitidos/
armazenados, visto que o receptor só deve fazer a leitura do dado 
no mesmo instante quando foi transmitido a ele, caso contrário, 
estaria fazendo a leitura de um dado destinado a outro dispositivo. 
Nas próximas unidades, veremos mais aplicações dos flip-flops, por 
exemplo, em registradores e contadores.
166
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Chegamos ao fim de mais uma unidade e, como de costume, temos novos conteú-
dos e aprendizados a compreender e a fixar. Para orientar e facilitar este processo, 
proponho a você que preencha o mapa mental desta unidade, alimentando-o com as 
informações mais importantes que estudamos. Para facilitar o início da construção 
do mapa mental, esbocei a estrutura básica com tópicos a se trabalhar. Mas isto 
não sairá de graça: desafio você a dar sequência, “de cabeça”, ao preenchimento do 
mapa, sem consultar o texto. Ao concluir, aí sim, consulte o texto para verificar se 
faltou alguma informação relevante ou se entendeu, de forma equivocada, algum 
ponto. Agora vai lá, mão na massa!
Flip-�op SR
Flip-�ops
Flip-�op D
Flip-�op JK
Circuitos sequenciais II
Entradas assíncronas
167
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
168
1. A saída Q de um flip-flop SR disparado por borda é mostrada em relação ao sinal de clock, na 
figura a seguir. Determine as formas de onda nas entradas S e R que são necessárias para 
produzir essa saída, sabendo que o flip-flop é do tipo disparado por borda de subida.
Saída Q de um flip-flop SR disparado por borda em relação ao sinal de clock 
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
2. Desenhe a saída Q em relação ao clock para um flip-flop D com as entradas, conforme mostra a 
figura a seguir. Considere a entrada de clock ativa na borda de subida e a saída Q , inicialmente, 
em nível baixo.
CLK
D
Q
Saída Q em relação ao clock para um flip-flop D com as entradas 
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
169
3. Determine a forma de onda de Q em relação ao clock se os sinais mostrados, na figura a seguir, 
forem aplicados nas entradas do flip-flop JK. Considere a saída Q , inicialmente, em nível baixo.
Q
Q
J
C
K
PRE
K
Q
J
CLK
CLR CLR
PRE
Forma de onda de Q em relação ao clock 
Fonte: adaptada de Floyd (2007).
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
170
1. 
CLK
S
R
Q
2. 
CLK
D
Q
3. 
CLK
J
Q
K
PRE
CLR
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
171
FLOYD, T. L. Sistemas digitais: fundamentos e aplicações. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.
GÜNTZEL, J. L.; NASCIMENTO, F. A. Introdução aos Sistemas Digitais. Florianópolis: UFSC, 2001.
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G. L. Sistemas digitais: princípios e aplicações. 11. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2011.
VAHID, F. Sistemas digitais: projeto, otimização e HDLs. Porto Alegre: Bookman, 2008.
172
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
8
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Contadores
Esp. Larissa Vilxenski Calsavara
Nesta unidade, uniremos tudo o que você aprendeu nas unidades anteriores 
para montar as estruturas úteis e utilizadas em quase todos os compo-
nentes eletrônicos: contadores. Estes são importantes não somente para 
armazenar informação, mas também para inserir tempo, sincronia e lógica 
sequencial entre elementos.
174
UNICESUMAR
Você já parou pra pensar como funcionam os relógios eletrônicos? 
Ao final desta unidade, você será capaz de montar o seu próprio 
relógio que mostra as horas, os minutos e os segundos! Mas você 
sabe qual é o principal componente que viabilizará este projeto?
Aposto que você acertou: o componente é o flip-flop. Mais espe-
cificamente, sequências de flip-flops conectados entre si, e a chave 
é a entrada chamada clock, que, não coincidentemente, significa 
“relógio”, em inglês.
O mais interessante é que a quantidade de flip-flops que você 
utilizar, sequencialmente, será o número de bits que o seu contador 
será capaz de processar! Cada flip-flop representa um bit, então, 
com 3, em sequência, você seria capaz de contar de 0 a 7 (1 1 1 em 
binário). Com 4, em sequência, é possível contar de 0 a 15, e assim 
sucessivamente.
Você tem um relógio digital perto de você? Pode ser o relógio do micro-ondas, do painel do carro, o 
relógio que você usa no pulso. Agora, responda à seguinte pergunta: para cada um dos 6 dígitos de um 
relógio digital de 12 horas, até qual número cada um dos dígitos tem que contar?
175
UNIDADE 8
Primeiro, analisaremos as horas: este relógio é de 12 horas, ou seja, aqueles no formato 
AM/PM e não os que contam até 24 horas. Então, os 2 dígitos das horas devem contar 
de 0 até 12, certo? Assim, o primeiro dígito, que representa as dezenas, deve contar 
de 0 a 1, enquanto o segundo dígito deve contar de 0 a 9.
Já para os minutos e os segundos, eles devem contar de 0 a 59. Isto quer dizer 
que o dígito das dezenas deve contar de 0 a 5, enquanto o dígito das unidades deve 
contar de 0 a 9. Assim, obtemos a tabela completa da contagem de cada dígito de um 
relógio digital, veja:
Tabela 1 - Contagem de dígito 
Horas/Dezena 0 a 1
Horas/Unidade 0 a 9
Minutos/Dezena 0 a 5
Minutos/Unidade 0 a 9
Segundos/Dezena 0 a 5
Segundos/Unidade 0 a 9
Fonte: o autor. 
Agora, mantenha estas informações em mente, pois elas serão necessárias para que possamos concluir 
esta unidade!
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
176
UNICESUMAR
Contadores são circuitos digitais que variam os seus estados, de acordo com um sinal de clock 
e respeitando uma sequência. São utilizados, principalmente, para contagens, divisão e medição de 
frequência e tempo, geração de formas de onda e conversão de analógico para digital (CAPUANO; 
IDOETA, 2012).
Eles fazem isso por meio de flip-flops ligados entre si, em que cada flip-flop tem um estado de saída 
com valor de 0 ou 1. Isto quer dizer que o número de bits de um contador corresponde ao número 
de flip-flops, por exemplo, dois flip-flops teriam as possibilidades de estado 00, 01, 10 e 11, ou seja, 
contariam de 0 a 3. Mas,além de registrar números, os contadores também dependem de outro fator, 
que é o sinal de clock, os valores das saídas de cada flip-flop são atualizados conforme recebem pulsos 
desse sinal. Os contadores podem ser divididos em assíncronos e síncronos, e começaremos 
aprendendo o primeiro tipo.
Esta classificação está relacionada a como os flip-flops recebem o pulso de clock. No caso dos as-
síncronos, eles têm este nome porque os flip-flops não mudam de estado ao mesmo tempo em que o 
sinal de clock. 
Então, agora, entenderemos, com detalhes, como esses contadores funcionam. Observe a figura 
que mostra um contador de 2 bits.
Figura 1 - Contador assíncrono de 2 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 444). 
O sinal de clock (CLK) é aplicado somente ao primeiro flip-flop (FF0) na entrada C. O segundo flip-flop 
(FF1) receberá o seu sinal de clock da saída Q0 de FF0. O FF0 muda de estado na borda positiva de 
cada pulso de clock, ou seja, na descida, enquanto FF1 muda somente quando houver uma transição 
positiva de Q0 do FF0 (FLOYD, 2007).
O flip-flop que recebe o clock (FF0, neste exemplo) sempre representará o bit menos significativo 
(LSB), enquanto o último representará o bit mais significativo (MSB).
Perceba que os sinais de disparo de clock não acontecerão, simultaneamente, nos dois flip-flops, já 
que há um tempo inerente de propagação. Apesar de muito rápido, esse tempo não é diferente de 0 e, 
quanto mais flip-flops, mais significativo será esse tempo. Por isso, esta configuração é chamada de 
assíncrona.
Agora, analisaremos o diagrama de temporização para entender melhor o que está acontecendo. Na 
Figura 2, temos 4 pulsos de clock em FF0, representados na primeira linha, abaixo dela, as mudanças 
de estado das saídas Q de cada flip-flop.
nível ALTO
CLK
FF0 FF1
Q 0
Q 0
0
0J
C
K 1
J
C
1
K
Q 1
177
UNIDADE 8
Figura 2 - Diagrama de temporização para o contador da Figura 2
Fonte: Floyd (2007, p. 444).
Este diagrama mostra as formas de onda das saídas Q0 e Q1 em 
relação aos pulsos de clock. As transições estão sendo mostradas 
como simultâneas para simplificar, mas lembre-se de que este con-
tador é assíncrono, então, sempre haverá um pequeno atraso entre 
os pulsos Q0 e Q1.
Perceba que a frequência de pulsos de Q1 é a metade da frequen-
cia de Q0. Por isso, o FF1 representa o bit mais significativo e, tam-
bém, os contadores podem funcionar para a divisão de frequência 
e a geração de formas de onda (CAPUANO; IDOETA, 2012).
Observe, também, que esse contador tem quatro possíveis esta-
dos, o que já era de se esperar para um contador de 2 bits (2n, onde 
n = 2 é igual a 4). A sequência de estados é representada na tabela, a 
seguir, e, depois de chegar ao valor 3, o contador volta ao seu estado 
original. Dizemos, também, que ele é reciclado. 
CLK 1 2 3 4
Q
0
Q
0 (LSB)
Q
1 (MSB)
Saídas
Tabela 2 - Sequência de estados biná-
rios para o contador da Figura 2
PULSO DE 
CLOCK Q1 Q0
Valor inicial 0 0
1 0 1
2 1 0
3 1 1
4 (recicla) 0 0
Fonte: Floyd (2007, p. 445).
Mas, pensando no nosso projeto 
de fazer um relógio, contar de 0 a 
3 não será o suficiente, não é mes-
mo? Então, aumentaremos nossa 
sequência de flip-flops para 4 bits:
Figura 3 - Contador assíncrono de 4 bits
Fonte: Capuano e Idoeta (2012, p. 281). 
CK
CLR
1
Q 0 Q 1 Q 2 Q 3
Q 3T 3Q 2T 2T1 Q 1T 0 Q 0
CLR Q 0 CLR Q 1 CLR Q 2K 2 CLR Q 3
178
UNICESUMAR
As saídas são representadas por Q0, Q1, Q2 e Q3, como você deve imaginar, Q0 representa o bit menos 
significativo, enquanto Q3 representa o bit mais significativo. Então, esse contador terá a seguinte 
tabela de estados:
Tabela 3 - Sequência de estados binários para o contador da Figura 4
DESCIDAS 
DE CLOCK Q0 Q1 Q2 Q3
1º 0 0 0 0 (Estado inicial, imposto por CLR = 0).
2º 1 0 0 0 (Após a 1º descida de clock: Q0 = 1).
3º 0 1 0 0 (Após a 2º descida: Q0 = 0 e Q1 = 1, obtido pela descida de Q0).
4º 1 1 0 0 (Q0 = e Q1 permanecem igual a 1).
5º 0 0 1 0 (Q0 = 0 = > Q1 = 0 = > Q2 = 1).
6º 1 0 1 0 (Q0 = 1, Q1 e Q2 permanecem).
7º 0 1 1 0 (Q0 = 0 => Q1 = 1).
8º 1 1 1 0 (Q0 = 1).
9º 0 0 0 1 (Q0 = 0 = > Q1 = 0 = > Q2 = 0 = > Q3 =1).
10º 1 0 0 1 (Q0 = 1).
11º 0 1 0 1 (Q0 = 0 = > Q1 = 1).
12º 1 1 0 1 (Q0 = 1).
13º 0 0 1 1 (Q0 =0 = > Q1 = 0 = > Q2 = 1).
14º 1 0 1 1 (Q0 = 1).
15º 0 1 1 1 (Q0 =0 = > Q1 = 1).
16º 1 1 1 1 (Q0 = 1).
17º 0 0 0 0 (Q0 = 0 = > Q1 = 0 = > Q2 = 0 = > Q3 = 1).
Fonte: Capuano e Idoeta (2012, p. 282). 
Isto quer dizer que, agora, fizemos um contador que representa números de 0 a 15 em um ciclo, ou 
seja, com 16 estados. Isto faz sentido, já que 24 = 16.
Finalmente, temos a representação gráfica de todas as saídas em relação ao pulso de clock na Figura 4:
179
UNIDADE 8
Figura 4 - Diagrama de temporização do contador da Figura 4
Fonte: Capuano e Idoeta (2012, p. 282).
Um efeito que acontece nos contadores assíncronos é o atraso de propagação, por isso, eles também são 
conhecidos como contadores ondulantes (ripple counters). Isto ocorre porque o pulso de entrada do clock 
é “sentido” pelo primeiro flip-flop, mas este efeito não chega, imediatamente, ao segundo flip-flop por causa 
do tempo até o primeiro flip-flop processar a informação e disparar o pulso para o segundo flip-flop, o 
que acontece, sucessivamente, em todos os flip-flops, causando uma propagação do atraso (FLOYD, 2007). 
Para comparação, pense em um semáforo que está vermelho em uma rua com muitos carros parados. 
Quando o sinal muda para o verde, o primeiro carro acelerará para atravessar o cruzamento, mas o carro 
que está atrás dele não começará, imediatamente, a acelerar também, terá um tempo até perceber que 
o carro da frente está andando. Isso acontecerá de carro em carro, até que você, aluno(a), que está lá na 
sexta posição, pegará o sinal fechado de novo, porque os carros não começam a se movimentar todos ao 
mesmo tempo, no momento em que o semáforo mudou para o estado “verde”.
Para ilustrar este efeito de clock ondulante, observe a imagem, a seguir, que representa um contador 
assíncrono de 3 flip-flops. 
CLOCK
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º
0Q 0 1 10 0 1 0 1 0 1 0 0 0 01 1 1
0 0 1 1 0 0 1 1 1 1 1 10 0 0 0 0Q 1
Q 2
Q 3
0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0
1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1
0
0
Figura 5 - Atrasos de propagação em um contador assíncrono
Fonte: Floyd (2007, p. 446).
CLK
Q
Q
0
1
Q2
Q2(CLK a )
t PLH
t PHL
t PLH
0(CLK a )Q
( a )Q0Q 1
t PHL 0(CLK a )Q
t PLH ( a )Q0Q 1
t PLH ( a )Q1Q 2
1 2 3 4
180
UNICESUMAR
A transição do nível baixo para o nível alto de Q0 ocorre com um tempo de atraso, representado pela 
sigla tPLH. Perceba que esse tempo se acumula a cada mudança de estado do contador e, ao chegar ao 
bit mais significativo, teremos o valor de tPLH multiplicado por 3, como atraso.
Este atraso cumulativo é uma grande desvantagem, pois limita a taxa na qual o contador pode rece-
ber pulsos de clock. Isso porque o atraso acumulado máximo (o que acontece no bit mais significativo) 
tem que ser menor do que o período da onda de clock (FLOYD, 2007).
Retirado do livro Sistemas Digitais, de Floyd (2007): um contador binário assín-
crono de 4 bits é mostrado na figura a seguir. Cada flip-flop é disparado por borda 
negativa e tem um atraso de propagação de 10 ns. Determine o tempo de atraso de 
propagação total a partir da borda de disparo de um pulso de clock até a mudança 
correspondente que pode ocorrer no estado de Q3. Determine, também, a frequência 
máxima de clock na qual o contador pode operar.
01 EXEMPLO
Figura 6 - Contador assíncrono de 4 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 447).
Solução: Para o tempo de atraso total, o efeito de CLK8 (ou CLK16) tem que propagar 
por meio de quatro flip-flops antes da mudança de Q3, assim:
t ns nsp tot( ) � � �4 10 40
J
C
K
CLK
nível ALTO
Q0
FF0
0
0
FF1
Q1
C
J1
K1
C
J2
K2
FF2
Q2
FF3
Q3
C
J3
K3
(a)
CLK
Q0
Q1
Q2
Q3
(b)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16181
UNIDADE 8
A frequência de clock máxima é:
f
t ns
MHz
p tot
max
( )
= = =
1 1
40
25
f MHzmax ,�
� �
��
1
4 24 10
10 49
Agora que você já entendeu as limitações causadas pelo efeito de atraso de propa-
gação, falaremos sobre a solução deste problema, que são os contadores síncronos.
Conforme vimos anteriormente, os contadores podem ser classificados como assíncro-
nos e síncronos, então, agora, aprenderemos o segundo tipo. Os contadores síncronos, 
como o próprio nome sugere, têm os flip-flops agindo de forma sincronizada. Eles são 
usados para os mesmos tipos de aplicações que os contadores assíncronos, mas como não 
têm o problema do atraso propagado, são mais robustos em situações em que é necessária 
uma frequência de clock elevada.
Para isso, eles têm uma diferença em sua configuração: a entrada de clock de todos 
os flip-flops está ligada, em um curto-circuito, ao sinal de clock original. Isto quer dizer 
que todos eles receberão o sinal para a mudança de estado, ao mesmo tempo. Observe, 
na Figura 7, um contador síncrono de 2 bits:
Figura 7 - Contador síncrono de 2 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 452).
As entradas de clock de ambos os flip-flops estão ligadas ao mesmo sinal, conforme des-
crevemos na definição do contador síncrono. Mas esta não é a única diferença, perceba, 
também, que as entradas J e K do segundo flip-flop estão usando a saída Q do flip-flop 
anterior como entrada, e não um nível alto comum, como era feito no assíncrono.
Agora, analisar a operação desse contador com mais detalhes, considerando que es-
tamos no estado inicial, com o contador resetado. Ao receber o primeiro sinal de clock, 
FF0 comuta e a saída Q0 vai para o nível alto. O que acontecerá, então, com FF1, quando 
suas entradas J1 e K1 receberem este sinal? Como existe um atraso de propagação entre 
a entrada e a saída do primeiro flip-flop (FF0), o segundo flip-flop (FF1) só terá uma 
mudança de estado, em sua saída, quando acontecer o segundo pulso de clock.
C
K
CLK
nível ALTO
Q0
FF0
0
FF1
Q1J1
C
K1
J0
Q1
182
UNICESUMAR
Na figura, a seguir, temos a representação mais detalhada desta operação:
Figura 8 - Detalhes da temporização do flip-flop síncrono de 2 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 453).
Mas você, estudante, deve estar se perguntando: como assim, atraso? O objetivo do 
contador síncrono não era, justamente, acabar com este problema? Não exatamen-
te. Esse atraso ainda acontece entre um flip-flop e outro, mas a grande diferença é 
que esse atraso não se propagará e acumulará quanto maior for a sequência de 
flip-flops.
Analisaremos, mais uma vez, o nosso diagrama de temporização. Perceba que 
ele é igual ao diagrama do contador assíncrono, porque, como os tempos de atraso 
são pequenos, não os consideraremos nestes diagramas, mas tenha estes efeitos em 
mente quando estiver trabalhando com componentes de alta performance, em que 
o seu efeito pode ser relevante.
Figura 9 - Diagrama de temporização do contador da Figura 9
Fonte: Floyd (2007, p. 453).
Então, avançaremos um pouco mais e analisaremos um contador síncrono de 3 bits, 
com a configuração representada na Figura 10:
CLK1
Q0
Q1
(a)
1
0
0
Atraso de propagação de FF0
CLK2
1
0
1
0
Q0
Q1
(b)
Atraso de propagação de FF0
Atraso de propagação de FF1
1
0
1
Atraso de propagação de FF0Q0
Q1
(c)
CLK3
(d)
Q0
Q1
1
0
1
0
Atraso de propagação de FF0
Atraso de propagação de FF1
CLK4
CLK
Q
Q
0
1
1 2 3 4
183
UNIDADE 8
Figura 10 - Contador síncrono de 3 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 454).
Para facilitar o entendimento, também analisaremos a sequência de estados desse 
contador, na tabela a seguir:
Tabela 4 - Sequência de estados binários para o contador da Figura 10
PULSO DE CLOCK Q2 Q1 Q0
Estado inicial 0 0 0
1 0 0 1
2 0 1 0
3 0 1 1
4 1 0 0
5 1 0 1
6 1 1 0
7 1 1 1
8 (reciclagem) 0 0 0
Fonte: Floyd (2007, p. 454).
Primeiro, analisaremos Q0. Ele mudará de estado a cada pulso de clock, já que é o 
bit menos significativo. Para que isto aconteça, suas entradas J0 e K0 precisam ser 
mantidas no nível alto o tempo todo. Ao observarmos Q1, perceba que seu estado 
mudará toda vez que a saída Q0 for nível 1, o que acontece nos pulsos de clock 2, 4, 6 
e 8. Lembrando que Q0 está conectado às duas entradas do segundo flip-flop (FF1).
J
C
K
CLK
nível ALTO
Q0
FF0
0
0
FF1
Q1
C
J1
K1
C
J2
K2
FF2
Q2
(a)
CLK
Q0
Q1
Q2
1 2 3 4 5 6 7 8
Q1Q0
184
UNICESUMAR
Analisaremos o terceiro flip-flop, o FF2. Você deve ter percebido que tem algo a 
diferente: temos uma porta lógica AND que não tinha aparecido antes! Por que ela 
está aí?
Para que o terceiro flip-flop mude de estado na hora certa para respeitar a se-
quência binária do nosso contador, é necessário que tanto Q0 quanto Q1 estejam no 
nível alto. Esta condição é detectada, justamente, pela porta lógica AND. Se ela não 
estivesse ali, Q2 mudaria de estado a cada 3 pulsos de clock, e não a cada 4 pulsos, 
que é o desejado para nós.
Finalmente, analisaremos a última configuração de contador que precisamos, 
antes de motar nosso relógio: o contador síncrono de 4 bits.
Figura 11 - Contador síncrono de 4 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 455).
Perceba que, desta vez, temos duas portas lógicas AND, pelo mesmo motivo que as 
tínhamos no contador de 3 bits. Queremos que o flip-flop FF3 mude de estado so-
mente quando os outros 3 flip-flops anteriores estiverem no nível alto. Por isto, temos, 
como entradas dessa porta AND, a saída Q2 do flip-flop anterior ao FF3 e, também, a 
saída da outra porta AND, que testava se os dois primeiros flip-flops estavam em nível 
alto. Desta forma, garantimos que o contador respeitará a tabela de estados a seguir:
Q0
J
C
K
CLK
nível ALTO
Q0
FF0
0
0
FF1
Q1
C
J1
K1
C
J2
K2
FF2
Q2
Q1Q0
Q3
FF3Q1Q0 Q2
G1 G2 J3
K3
C
(a)
CLK
Q1 
Q2 
Q3 
(b)
Q1Q0 Q1Q0 Q2 Q1Q0 Q1Q0 Q2
185
UNIDADE 8
Tabela 5 - Sequência de estados binários para o contador da Figura 11
Descidas 
do pulso 
de clock
Q3 Q2 Q1 Q0 J3 K3 J2 K2 J1 K1 J0 K0
1º 0 0 0 0 0 X 0 X 0 X 1 X
2º 0 0 0 1 0 X 0 X 1 X X 1
3º 0 0 1 0 0 X 0 X X 0 1 X
4º 0 0 1 1 0 X 1 X X 1 X 1
5º 0 1 0 0 0 X X 0 0 X 1 X
6º 0 1 0 1 0 X X 0 1 X X 1
7º 0 1 1 0 0 X X 0 X 0 1 X
8º 0 1 1 1 1 X X 1 X 1 X 1
9º 1 0 0 0 X 0 0 X 0 X 1 X
10º 1 0 0 1 X 0 0 X 1 X X 1
11º 1 0 1 0 X 0 0 X X 0 1 X
12º 1 0 1 1 X 0 1 X X 1 X 1
13º 1 1 0 0 X 0 X 0 0 X 1 X
14º 1 1 0 1 X 0 X 0 1 X X 1
15º 1 1 1 0 X 0 X 0 X 0 1 X
16º 1 1 1 1 X 1 X 1 X 1 X 1
Fonte: Capuano e Idoeta (2012, p. 295).
Você se lembra do nosso desafio, proposto no início desta unidade, de determinar quais os 
números possíveis em cada dígito de um relógio? Então, você deve ter percebido que o máxi-
mo que cada dígito conta é de 0 a 9, ou seja, precisamos de 10 estados. Mas nosso contador 
vai de 0 a 15, já que ele tem 4 bits. Precisamos, assim, adaptá-lo ao que chamamos de um 
contador de década.
Observe a tabela de estados da figura seguinte. Para que nosso contador conte somente 
até 9, ele deve parar na décima linha da tabela, contando de 0000 a 1001 somente, e 
“pulando” os valores de 1010 até 1111, que representam os valores de 10 a 15. A seguir, 
podemos observar como fazer isso, adicionando algumas portas lógicas AND e OR 
ao nosso circuito original do contador de 4 bits:
186
UNICESUMAR
Q
FF0
C
BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg
1 Hz
Contador de horas Contador de minutos (divisor por 60) Contador de segundos (divisor por 60)
(0-1) (0-9) (0-5) (0-9) (0-5) (0-9)
Horas Minutos Segundos
EN
CTR DIV 10
C
EN
CTR DIV 6
C C C
EN EN EN
CTR DIV 10 CTR DIV 6 CTR DIV 10
Q
FF0
C
BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg BCD/7-seg
1 Hz
Contador de horas Contador de minutos (divisor por 60) Contador de segundos (divisor por 60)
(0-1) (0-9) (0-5) (0-9) (0-5) (0-9)
Horas Minutos Segundos
EN
CTR DIV 10
C
EN
CTR DIV 6
C C C
EN EN EN
CTR DIV 10 CTR DIV 6 CTR DIV 10
Figura 12 - Contador de década síncrono
Fonte: Floyd (2007, p. 456).
O que este circuito fazé entrar no modo reciclagem após atingir o estado 1001. A 
equação para esta situação é:
J3 = K3 = Q0Q1Q2 + Q0Q3
que é implementada por meio das portas lógicas AND e OR conectadas às entradas 
J3 e K3 do flip-flop FF3.
Finalmente, chegamos à etapa final de nosso projeto, pois já temos em mãos todas 
as informações necessárias para montar nosso relógio, que podemos observar na 
próxima figura.
Figura 13 - Diagrama lógico para um relógio digital de 12 horas
Fonte: Floyd (2007, p. 481).
J
C
K
CLK
nível ALTO
Q0FF0
0
0
FF1
Q1
C
J
K1
C
J2
K2
FF2
Q2
FF3
Q3
G2
Q0
Q1 
Q2 
Q3 
Q3
J1
C
J3
K3
CLK 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0
0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0
0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0
187
UNIDADE 8
Q1
Para o 
próximo 
contador
Q3 Q2 Q0 Q1Q3 Q2 Q0
Decodi�cação
do estado 59
TC = 59
Para habilitar o 
próximo CTR
Decodi�cação do estado 6
dezenasunidades
nível ALTO
CLK
SR
O primeiro aspecto que definiremos é nosso sinal de clock. Sua frequência será de 1 Hz, formando 
uma onda com período de 1 segundo.
Os contadores de minutos e segundos são formados, cada um, por dois contadores: um para as 
unidades, que conta até 9 (representado pela caixa CTR DIV 10), e um para as dezenas, que conta 
até 5 (representado pela caixa CTR DIV 6). Na Figura 14, podemos ver, em mais detalhes, esses dois 
contadores:
Figura 14 - Diagrama lógico de um contador que divide por 60
Fonte: Floyd (2007, p. 482).
A parte que divide por 10, você já sabe como funciona, pois, ele foi discutido na parte dos contadores 
de década. O contador que divide por 6 faz algo semelhante: ele usa um contador de década com uma 
sequência truncada, por meio de um decodificador da contagem 6, para resetar o contador de forma 
assíncrona. A contagem final (59) também é decodificada para habilitar o próximo contador da cadeia 
(FLOYD, 2007).
O contador de horas é formado por um contador de década para as unidades e somente um flip-
-flop para as dezenas. O contador de década avança passando por todos os estados de 0 a 9 e, no pulso 
de clock, que o recicla de volta para 0, o flip-flop das dezenas é setado em J = 1 e K = 0. Assim, temos 
o número 1 no display das dezenas. A contagem total, agora, é 10, já que o contador das unidades se 
encontra zerado. Em seguida, a contagem total avança para 11 e, em seguida, para 12. 
No estado 12, a saída Q2 do contador de década é nível alto, o flip-flop ainda está setado e, assim, 
a saída da porta decodificadora do estado 12 é nível baixo, isto ativa a entrada PE do contador de 
década. No próximo pulso de clock, o contador de década é presetado para o estado 1, por meio das 
entradas de dados, e o flip-flop é resetado para J = 0 e K = 1. Desta forma, o contador resetará de 12 
para 1 ao invés de retornar a 0. A próxima figura ilustra este funcionamento com mais detalhes.
188
UNICESUMAR
Figura 15 - Diagrama lógico de um contador que divide por 12
Fonte: Floyd (2007, p. 482).
Agora, veremos os diagramas de 
conexões para os CIs (circuitos 
integrados) dos contadores que 
vimos nesta unidade.
Figura 16 - Diagrama de conexões de circuitos integrados
Fonte: Floyd (2007, p. 485). 
A seguir, uma imagem de como um circuito destes é vendido, em que cada uma destas saídas é um 
dos pinos que conectamos à placa do dispositivo que estamos elaborando.
Para o display das unidades
de horas
Para o display das dezenas
de horas
Decodi�cação do estado 9
Decodi�cação do 
estado 12
8 4 2 1 8 4 2 1
CLK
PE
0 0 0 1
D3 D2 D1 D0
Q3 Q2 Q1 Q0
Q
CI contador binário assíncrono 
de 4 bits 74LS93
Q0 Q3 Q1C
C
CTR DIV 16 Q2
RO(1) RO(2)
14 13 12 11 10 9 8
1 2 3 4 5 6 7
CI contador de década BCD síncrono 
com clear assíncrono 74F162
CI contador binário síncrono de 4 bits
com clear assíncrono 74HC161
CI contador binário síncrono de 4 bits
com clear síncrono 74HC163
CI contador de década
crescente/decrescente síncrono
74HC190 (G é o habilitador de contagem)
Q0 Q3Q1TC
CTR DIV 10 PE
16 15 14 12 10 9
1 2 3 4 5 6 7 8
13 11
SR
Q2 CET
C D D D D0 31 2 CEP
Q0 Q3Q1RCO
CTR DIV 16 LOAD
16 15 14 12 10 9
1 2 3 4 5 6 7 8
13 11
CLR
Q2 ENT
C D D D D0 31 2 ENP
Q0 Q3Q1RCO
CTR DIV 16 LOAD
16 15 14 12 10 9
1 2 3 4 5 6 7 8
13 11
CLR
Q2 ENT
C D D D D0 31 2 ENP
D0 RCO
CTR DIV 10 D
16 15 14 12 10 9
1 2 3 4 5 6 7 8
13 11
CLR
Q Q G Q0 2
3
C MAX/MIN
D2LOAD
Q3DN/UP
189
UNIDADE 8
Figura 17 - Protoboard com um circuito integrado
Normalmente, os circuitos integrados vêm com um documento chamado datasheet. Nele, está espe-
cificado, com detalhes, o que cada entrada e saída faz no componente, para que você consiga montar 
corretamente.
Estudante, nesta unidade, ao unir todos os conceitos das unidades anteriores, conseguimos criar um 
relógio. Isto quer dizer que você, como futuro(a) engenheiro(a), agora, possui todos os conhecimentos 
necessários para implementar um dispositivo deste tipo! 
Você também é capaz de usar contadores de flip-flops para diversas outras aplicações. Uma delas 
é o frequencímetro, um circuito que pode medir e mostrar a frequência de um sinal, outra aplicação é 
com os circuitos integrados de registradores. Há, também, outro exemplo de aplicação: em semáforos. 
Você pode usar os contadores para simular cada um dos possíveis estados de um semáforo e enviar 
sinais elétricos ao sistema.
Você também percebeu que a reflexão que fizemos no início da unidade, a qual, na hora, deve ter 
parecido estranha, foi fundamental para conseguirmos projetar os contadores divisores de décadas, 
de 60 e de 12. Ser engenheiro(a) também é isso: olhar para elementos do dia a dia com outros olhos, se 
perguntar como eles funcionam, qual a lógica digital que está por trás dos equipamentos que nos cercam 
e, depois de estudar eletrônica digital, o funcionamento dos equipamentos eletrônicos não é mais um 
mistério. É mais uma peça de conhecimento que, agora, você tem para montar este quebra-cabeças que 
é a engenharia. Quanto mais peças você tiver, mais clara será a imagem de como o mundo funciona.
Eu aposto que você, estudante, 
tem bastante interesse em com-
ponentes eletrônicos. Por isso, 
tenho certeza que você gostará 
do podcast desta unidade, em 
que eu e o professor convidado 
conversamos sobre o processo de 
fabricação de circuitos integrados 
e sobre a produção, a pesquisa e o 
desenvolvimento de CIs no Bra-
sil. Vamos ouvir? 
190
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Para ver se você realmente 
aprendeu os conceitos des-
ta unidade, proponho que 
complete o mapa mental, a 
seguir, da seguinte forma: 
para cada tipo de contador 
nos balões vazios, desenhe 
os flip-flops e as portas lógi-
cas. Ao desenhar, você me-
morizará muito mais do que 
somente olhar para as figu-
ras que estavam prontas! Se 
quiser, pode, também, fazer 
outros exemplos que não 
estejam no diagrama.
A
ss
ín
cr
on
os
Co
nt
ad
or
es
Sí
nc
ro
no
s
3 
bi
ts
5 
bi
ts
2 
bi
ts
2 
bi
ts
191
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
192
1. Você, estudante de engenharia que mora no Brasil, prefere trabalhar com relógios de 24 horas 
e não com os de 12 horas, como aprendemos nesta unidade. Por isso, seu primeiro desafio será 
usar flip-flops JK e qualquer outra lógica necessária para construir um contador assíncrono de 
módulo 24.
Adaptado de Tocci, Widmer e Moss (2003). 
2. Estudante, imagine que você queira que o seu relógio também funcione como um temporizador 
que faz contagem decrescente. Isto é possível de fazer utilizando os contadores! Então, nesta 
atividade, implemente, usando flip-flops e portas lógicas, um contador crescente-decrescente 
de 3 bits, que realize a seguinte contagem:
0 1 2 3 4 5 6 7 6 5 4 3 2 1 0
Um contador deste tipo terá uma entrada extra além do clock: um estado que diz se ele está no 
modo crescente ou decrescente. O modo crescente tem nível alto, enquanto o decrescente 
tem nível baixo.
Dica: analise a tabela, a seguir, da contagem de 0 a 7, pensando nos estados de cada saída du-
rante a subida e durante a descidae, também, nas transições.
Pulso de 
clock Cresc. Q2 Q1 Q0 Decr.
0 0 0 0
1 0 0 1
2 0 1 0
3 0 1 1
4 1 0 0
5 1 0 1
6 1 1 1
7 1 1 1
Sequência crescente-decrescente para um contador de 3 bits 
Fonte: Floyd (2007 p. 460). 
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
193
3. Contadores assíncronos são o tipo mais simples de contadores binários porque podem ser mon-
tados com poucos componentes. Entretanto eles têm uma grande desvantagem, que é o tempo 
de atraso de propagação. Essa desvantagem limita a frequência máxima que um contador pode 
ter, por isso, é importante saber calcular este valor.
Diagramas de temporização
Fonte: Tocci, Widmer e Moss (2003, p. 289).
Responda às seguintes questões: 
a) Qual é a frequência máxima que o contador apresentado pode ter?
b) Considerando um contador assíncrono com tempo de atraso de propagação de 24 ns com 4 
flip-flops em sequência, qual seria a frequência máxima permitida para esta configuração?
#1 #2 #3 #4 #5
Entrada
1000 ns
50 ns
A
B
C
150 ns
100 ns
Entrada
#1 #2 #3 #4 #5
100 ns
A
B
C
50
ns
50
ns
150 ns
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
194
1. São necessários 5 flip-flops: Q0– Q4 sendo Q4 o bit mais significativo. Concecte as saídas 
de Q3 e Q4 em uma porta NAND, cuja saída deve ser conectada em todos os CLRs.
2. As condições de entrada e saída de cada um dos flip-flops são as seguintes:
J K
J K Q CRESCENTE Q DECRESCENTE
J K Q Q CR
0 0
1 1 0 0
2 2 0 1
1� �
� � �
� �
( ) )
(
 
  EESCENTE Q Q DECRESCENTE) ( )� 0 1
A figura, a seguir, representa a implementação do contador crescente-decrescente:
 
CLK
C
J2
K2
FF2
Q2
Q2Q1
Q1
Q0
Q0
Q0
• DECRESCENTE
FF1
Q0 • CRESCENTE
DECRESCENTE
CRESCENTE/
DECRESCENTE
CRESCENTE
FF0
HIGH
C
J1
K1
C
J0
K0
Implementação do contador crescente-decrescente de 3 bits
Fonte: Floyd (2007, p. 461).
3. Conforme aprendemos, a frequência máxima é dada pela fórmula a seguir: 
f
n tPD
max � �
1
Então substituindo os valores, temos que: 
a. f MHzmax ,�
� �
��
1
3 50 10
6 69
b. f MHzmax ,�
� �
��
1
4 24 10
10 49
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
195
CAPUANO, F.; IDOETA, I. Sistemas Digitais: Circuitos combinacionais e sequenciais. 41. ed. São Paulo: Érica, 
2012.
FLOYD, T. L. Sistemas digitais: fundamentos e aplicações. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007. 
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G. L. Sistemas digitais: princípios e aplicações. 8. ed. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2003.
196
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
9
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Dispositivos Lógicos 
Programáveis
Se você chegou até aqui, já aprendeu muitos dos conceitos e componentes 
básicos que formam os dispositivos eletrônicos que tanto usamos em nosso 
dia a dia. Agora, ao estudar a nossa unidade final, você entenderá o fun-
cionamento dos dispositivos lógicos programáveis, conseguirá descrever o 
que são um SPLD e um CPLD e, também, como um SPLD realiza operações 
de soma e multiplicação.
Esp. Larissa Vilxenski Calsavara
198
UNICESUMAR
Estudante, você já sabe como funcionam os seus aparelhos eletrônicos? O seu computador e o seu 
celular são formados por diversos componentes, eletrônicos ou não. Mas todos eles têm uma peça 
fundamental que poderíamos comparar ao nosso cérebro. Você sabe qual é essa peça? Estamos falando 
do processador ou CPU (unidade central de processamento). 
Um processador nada mais é do que uma combinação de portas lógicas, transistores e outros 
componentes básicos, todos juntos em um só circuito. Nesta unidade, faremos uma introdução a este 
tipo de dispositivo.
Nesta unidade, você começará a 
entender como processadores fun-
cionam. Nas oito unidades anterio-
res, foram aprendidos os conceitos 
e componentes básicos que, juntos, 
formam o que conhecemos como 
chip (ou circuitos integrados). 
A seguir, você entenderá como 
os circuitos integrados podem ser 
montados de forma que o usuário 
consiga programar e reprogramar 
as funções de acordo com o uso 
desejado. Isso quer dizer que, ago-
ra, você será capaz de programar 
funções mais complexas de forma 
muito mais simples, rápida e com-
pacta com o uso dos dispositivos 
lógicos programáveis.
199
UNIDADE 9
A proposta de experimento desta unidade tem, como objetivo, 
apresentar um pouco da história dos computadores e processa-
dores. Nas últimas décadas, estes dispositivos apresentaram um 
crescimento exponencial em capacidade de processamento, e é isso 
que ilustraremos, a seguir.
Então, começaremos pesquisando a CPU (unidade central de 
processamento, ou seja, o processador) do seu computador. Quais 
as características dele? Quantos transistores ele tem? 
O transistor é uma das principais peças dentro do processador. 
Ele é um semicondutor que amplifica ou troca sinais elétricos. 
 O processador AMD Epyc Rome, lançado em 2019, possui 39 
bilhões de transistores. O tamanho de cada um deles varia entre 
7 e 12 nanômetros. (BROEKHUIJSEN, 2019, on-line). Já o proces-
sador Intel 4004, de 1971, tem 2250 transistores. Uma das razões 
desta diferença de quantidade de transistores é o tamanho deles e, 
se você pesquisou sobre o seu computador, como ele se classifica 
em relação ao AMD, em termos de quantidade de transistores?
John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley são os físicos 
que criaram o primeiro transistor, em 1947. O transistor revolucio-
nou o campo da eletrônica e abriu caminho para rádios, calcula-
doras e computadores menores e mais baratos, entre outros, e está 
na lista de marcos do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e 
Eletrônicos), em eletrônica, e Bardeen, Brattain e Shockley dividi-
ram o Prêmio Nobel de Física, em 1956, por sua conquista.
Figura 1 - Lâmpada de transistor antiga, seguida de um transistor moderno 
Na Figura 1, temos um exemplo de transistor antigo. Perceba o tamanho dele em relação à mão de 
quem está segurando. Em seguida, temos um transistor mais recente.
200
UNICESUMAR
Por que estamos falando dos transistores e processadores? Para contextualizar você, estudante, sobre 
o fato de que os projetos digitais das antigas gerações apresentavam um grande número de chips 
contendo portas básicas (AND e OR), mas, com o avanço da tecnologia, os projetos passaram a usar 
circuitos de alta densidade, incluindo dispositivos mais complexos, como contadores, controladores, 
registradores e decodificadores, o que permitiu mais flexibilidade nas implementações com o uso de 
módulos programáveis (CODÁ, 2014).
Um tipo de componente que auxiliou este avanço são os dispositivos lógicos programáveis (PLDs), 
que permitem uma quantidade muito maior de portas lógicas e de outros componentes, em um espaço 
muito menor e com custo reduzido. É exatamente isso que aprenderemos a seguir.
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
201
UNIDADE 9
Os dispositivos lógicos programáveis (PLD) são, como o próprio nome já diz, circuitos programáveis 
pelo usuário. Isto quer dizer que eles não possuem uma função lógica definida até serem configurados, 
eles possuem uma grande quantidade de portas lógicas (AND, OR, NOT), flip-flops e de registradores 
e todos fazem parte do mesmo circuito integrado (CI). A programação é feita por meio de campos 
elétricos induzidos no dispositivo (CODÁ, 2014).
A estrutura interna de um PLD é formada por um array que conecta vários barramentos aos blocos 
lógicos do circuito, entradas e saídas e blocos de memória. Os PLDs podem ser divididos em duas 
categorias: os simples e os complexos, ou SPLD e CPLD. 
Então, começaremos aprendendo o funcionamento do SPLD. Os dispositivos SPLD são subdi-
vididos em dois tipos: PAL e GAL. PAL quer dizer Lógica de Arranjo Programável e GAL quer dizer 
Lógica de Arranjo Genérico. 
Os SPLD do tipo PAL são programáveis somente uma vez, então depois de inserir a lógica desejada, 
o seu dispositivo sempre funcionará daquela maneira. Já os do tipo GAL podem ser reprogramados. 
Um dispositivo PAL nada mais é que um conjunto de portas AND conectadas a um arranjo específico 
de portas OR. Normalmente, eles são conectadospor fusíveis e, por isso, são programáveis somente 
uma vez, pois, uma vez que o fusível é queimado, não pode voltar. A Figura 2 ilustra as conexões de 
um dispositivo PAL com os fusíveis intactos:
A A
_
B B
_
B
Figura 2 - Estrutura AND/OR de um dispositivo PAL
Fonte: Floyd (2007, p. 622).
202
UNICESUMAR
Esta estrutura permite qualquer lógica de soma e produto, limitada a uma quantidade de variáveis de 
acordo com o tamanho do dispositivo. Conforme vimos nas unidades anteriores, qualquer expressão 
pode ser representada por uma combinação de portas lógicas AND e OR. Por isso, essa configuração 
é versátil, ou seja, programável. 
Esta imagem está representando um dipositivo PAL com duas entradas e uma saída, mas, normal-
mente, eles contêm bem mais entradas e saídas. Um arranjo programável é, basicamente, uma matriz 
de condutores que formam linhas e colunas com uma conexão programável em cada ponto do cruza-
mento, onde cada uma dessas conexões é um fusível. Ao programar a ausência ou a presença de cada 
fusível, qualquer combinação das variáveis de entrada (e suas versões barradas) pode ser aplicada a 
uma porta AND para formar qualquer produto desejado. As portas AND são conectadas a uma porta 
OR criando uma saída de soma de produtos (FLOYD, 2007).
EXEMPLO01 Implemente a lógica, a seguir, em um dispositivo PAL com duas entradas e uma saída:
X AB AB AB� � �
Solução: 
Na primeira porta AND, faremos o produto AB . Na segunda, o AB , na terceira, o 
AB . No final, estes três produtos serão somados na porta OR. Perceba, na imagem, 
a seguir, que os fusíveis que representam essas operações permanecem intactos, 
enquanto todos os outros são queimados.
A A
_
B B
_
X = A B + A B + A B
_ _ _
Figura 3 - Implementação de uma expressão soma de produtos
Fonte: Floyd (2007, p. 623).
203
UNIDADE 9
Agora, falaremos sobre o outro tipo de SPLD, o GAL : conforme falamos anteriormente, este dispositivo 
permite que você o programe mais de uma vez, com lógicas diferentes. Ele tem a mesma organização 
do dispositivo PAL, mas ao invés de usar fusíveis, ele usa tecnologias reprogramáveis, como uma 
EEPROM (E2CMOS), conforme a Figura 4:
A A
_
B B
_
+v
+v
+v
+v
Figura 4 - Arranjo de um dispositivo GAL
Fonte: Floyd (2007, p. 623).
Mas afinal, o que é uma EEPROM? Para res-
ponder a esta pergunta, primeiro, entenderemos 
o que é uma PROM.
A memória PROM (Memórias de Apenas 
Leitura Programáveis) é como um grande deco-
dificador de endereços representado por portas 
AND de múltiplas entradas. De acordo com as 
saídas dessas portas AND conectadas às portas 
OR, determina-se se a saída será 0 ou 1. 
S
0
+Vcc
Fusível
D
0
Figura 5 - Célula de uma PROM
Fonte: Codá (2014).
204
UNICESUMAR
Mas como já percebemos, fusíveis não podem ser reprogramáveis, o que pode ser inconveniente 
para certas aplicações. Por isso, foi criada a EPROM, que usa transistores do tipo MOS com gate 
flutuante (CODÁ, 2014).
“gate” não �utuante
“gate” �utuante
D
0
S 0
DD
Figura 6 - Transistor MOS
Fonte: Codá (2014). 
Esses transistores conduzem eletricidade ou não utilizando armazenamento de carga. Se você se lem-
bra de nossa discussão no início desta unidade, este tipo de dispositivo é essencial em todos os nossos 
eletrônicos, justamente por esta característica de reprogramabilidade. 
Para encerrar o nosso programa, continuaremos a conversa com 
um convidado falando sobre a história dos dispositivos eletrônicos. 
Se encaixam nestas tecnologias desde os acionamentos de válvulas 
até os computadores mais modernos que temos hoje, como tudo o 
que você aprendeu neste livro.
205
UNIDADE 9
O nosso foco, neste livro, não é estudar este tipo de componente eletrônico. Isto, você, estudante, apren-
derá em disciplinas futuras. Mas, claro, se já estiver ansioso(a) para aprender mais sobre o assunto, 
fazer uma pesquisa para aprofundar o aprendizado nunca é demais!
Voltando, então, à nossa linha de raciocínio: agora, você sabe, superficialmente, o que é uma PROM 
e uma EPROM. A EEPROM é mais uma evolução da mesma estrutura, que pode ser reprogramada 
no próprio circuito, sem equipamentos adicionais (apagadores e programadores) (CODÁ, 2014).
Analise, novamente, a Figura 3. Ela representa um SPLD que contém somente 2 entradas e 1 saída. 
Você percebe algum problema nesta representação? Esta figura não é muito “enxuta”. Imagine utilizar 
este modelo para um dispositivo de 4 entradas e 4 saídas, por exemplo, que é uma configuração bas-
tante comum. Conheceremos, então, uma forma mais simplificada de representar este tipo de circuito, 
na figura a seguir:
Bu�er de
entrada A A
_
B B
_
A
B
AB
AB
_
2
2
Linhas de
termos-produto
AB
__
2
Fusível “queimado”
(sem conexão)
Fusível intacto
(conexão)
X = AB + AB + AB
_ _ _
Linhas de entrada
Conexão �xa
Linha única com um corte representando múltiplas
entradas na porta AND (nesse caso, 2 entradas)
Figura 7 - Notação simplificada de um diagrama PAL
Fonte: Floyd (2007, p. 624).
As entradas dos dispositivos PAL ou GAL costumam ter buffers para evitar sobrecarga por um gran-
de número de entradas de portas AND nas quais elas são conectadas; o símbolo do triângulo, na Fi-
gura 7, representa um buffer que gera a variável e o seu complemento. Estes dispositivos têm um 
grande número de linhas de interconexões programáveis, e cada porta AND tem muitas entradas. As 
conexões feitas no arranjo deste exemplo são indicadas com um X no ponto de cruzamento para um 
fusível intacto, e a ausência do X para um fusível aberto. Este exemplo da figura mostra a função ló-
gica AB AB AB+ + programada.
206
UNICESUMAR
Agora, veremos uma arquitetura um pouco mais complexa de um PLD com 4 entradas e 4 saídas, já 
que a maioria deles não terá somente uma saída, como nos exemplos anteriores.
Entradas
D C B A Matriz OR
(programável)
D C B A
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
DCBA
Matriz AND
(conexões permanentes)
Todos os
fusíveis intactos Saídas
fusível
queimado
fusível
intacto
O O O O3 2 1 0
O3
O1
O0
=
=
=
AB + CD; O = ABC
ABCD + ABCD;
A + BD + CD
2
O O O O3 2 1 0
Figura 8 - Arquitetura de PLD com 4 entradas e 4 saídas
Fonte: Tocci, Widmer e Moss (2003, p. 644).
 À esquerda, temos o dispositivo intacto antes de ser programado. À direita, temos os fusíveis quei-
mados produzindo as seguintes saídas:
O0: A BD CD+ +
O1: ABCD ABCD+ Y AB AC� �
O2: ABC
O3: AB CD+
207
UNIDADE 9
Aprenderemos mais um conceito que será importante para a compreensão dos PLD complexos: as 
macrocélulas . Uma macrocélula é formada, normalmente, por uma porta OR associada a alguma 
lógica de saída, ela pode variar em complexidade, dependendo do tipo de PAL ou GAL. Uma macro-
célula pode ser configurada para operar com lógica combinacional registrada ou uma combinação dos 
dois. A lógica registrada utiliza um flip-flop para realizar uma função lógica sequencial (FLOYD, 2007).
I1
I2
I3
I4
In
Arranjo AND 
programável 
PAL: Programável
 uma vez 
GAL: Reprogramável 
Macrocélula 
Arranjo OR 
Porta
OR
Lógica
de saída O1
O2
O3
Om
Porta
OR
Porta
OR
Porta
OR
Lógica
de saída
Lógica
de saída
Lógica
de saída
Figura 9 - diagrama em bloco de uma macrocélula
Fonte: Floyd (2007, p. 626).
208
UNICESUMAR
A Figura 10, a seguir, ilustra três tipos básicos de macrocélulas: a parte (a) representa uma macrocélula 
simples com porta OR e um inversor que se assemelha a um circuito aberto para desconectar, com-
pletamente, a saída. A saída do inversor pode ser de nível alto, baixo ou desconectado, na parte (b), 
observamos uma macrocélula que pode ser entrada ou saída. Quando a saída é usada como entrada, 
o inversor é desconectado e a entrada vai para o buffer conectado no arranjo AND. Na parte (c), 
temos uma macrocélula que pode ser programada para ter uma saída de estado ativo alto ou estado 
ativo baixo ou ela pode ser usada como uma entrada. Uma entrada para uma porta EX-OR pode ser 
programada para nível altoou baixo.
Controle tristate 
A partir do 
arranjo de 
portas AND 
Saída 
(a) Saída combinacional (ativa em nível baixo). Uma saída 
ativa em nível alto seria mostrada sem o pequeno círculo
no símbolo da porta tristate.
A partir do 
arranjo de 
portas AND 
(b) Entrada/saída combinacional (ativa em nível baixo)
Entrada/saída (I/O)
(c) Saída com polaridade programável 
A partir do 
arranjo de 
portas AND 
Entrada/saída (I/O)
Fusível 
programável 
Figura 10 - Tipos básicos de macrocélulas para lógica combinacional
Fonte: Floyd (2007, p. 626). 
Alan Turing é considerado o pai da computação. Durante a Segunda Guerra 
Mundial, ele trabalhou para a inteligência britânica em um centro especializa-
do em quebra de códigos para conseguir decifrar mensagens enviadas pelos 
nazistas. Para isso, ele construiu uma máquina que funciona de forma muito 
semelhante às portas lógicas e componentes que aprendemos ao longo de 
todo o livro, com a diferença de que, ao invés de circuitos elétricos, ele usou 
acionamentos de válvulas. O filme O Jogo da Imitação (2014) retrata a história 
de Alan Turing, inclusive da máquina que ele construiu. Então, fica a recomen-
dação de um excelente filme para você assistir e ver um pouco da origem de 
toda esta tecnologia que faz parte da nossa vida.
209
UNIDADE 9
Falaremos sobre o segundo tipo de dispositivo lógico programável, o CPLD . A letra C significa 
complexo, porque um CPLD nada mais é do que um arranjo de vários SPLDs com interconexões 
programáveis. A Figura 11 ilustra a arquitetura de um dispositivo deste tipo.
I/O 
I/O 
I/O 
I/O 
I/O 
I/O 
I/O 
I/O 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
Bloco de 
arranjo lógico 
(LAB)
SPLD 
PIA
Figura 11 - Diagrama em bloco de um CPLD genérico
Fonte: Floyd (2007, p. 629).
Esta arquitetura pode variar de acordo com cada fabricante e cada modelo, então, este diagrama que 
apresentamos é um CPLD genérico. Cada um dos SPLDs, nesta imagem, é chamado de LAB, que significa 
bloco de arranjo lógico. As interconexões programáveis são chamadas de PIA (arranjo de interconexões 
programáveis), que alguns fabricantes também chamam de AIM (matriz de interconexões avançadas).
Os LABs e suas interconexões são programadas por software, a maioria das CPLDs são reprogra-
máveis e usam tecnologia de processo de EEPROM ou SRAM. O consumo de potência pode variar de 
alguns miliwatts a algumas centenas de miliwatts, as tensões de alimentação CC são, tipicamente, de 
2,5 V a 5 V, dependendo do dispositivo. Alguns fabricantes que produzem CPLDs são Altera, Xilinx, 
Lattice e Cypress (FLOYD, 2007).
Quando falamos de PLDs, eles estão presentes em, praticamente, todos os circuitos eletrônicos que 
utilizamos no nosso dia a dia. Um exemplo simples e mais visual do que ele pode fazer é o mapeamento 
de teclados. Como entrada, temos as teclas apertadas pelo usuário e esta combinação de teclas deve 
obedecer uma lógica e gerar uma saída. Se este teclado estiver travando o acesso a uma porta por senha, 
por exemplo, ela abrirá somente se for digitada a sequência correta.
210
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
No mapa mental, a seguir, estão os tópicos e subtópicos que foram estudados 
nesta unidade. Para cada um deles, tem uma lista vazia para você preencher com 
os principais conceitos e ideias. Por exemplo, em PAL, o primeiro item dentro do 
seu balão poderia ser “programável somente uma vez”.
D
is
po
si
ti
vo
s 
ló
gi
co
s
pr
og
ra
m
áv
ei
s 
SP
LD
G
A
L 
CP
LD
PA
L 
(li
st
a 
co
m
 
tó
pi
co
s 
va
zi
a,
 a
 
se
gu
ir,
 d
e 
ca
da
 
um
 d
es
te
s 
ba
lõ
es
 
pa
ra
 o
 a
lu
no
 
pr
ee
nc
he
r)
211
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
212
1. “Um PLD é um circuito com muitas portas, flip-flops e registradores que estão interconectados no 
chip. Quando dizemos que um PLD é programável é porque a função específica do circuito pode 
ser escolhida pelo usuário por meio das conexões que devem ser abertas e das que devem ficar 
intactas. Este processo pode ser feito pelo fabricante, de acordo com as instruções do cliente, 
ou pode ser feito pelo próprio cliente 
Adaptado de Tocci, Widmer e Moss (2003).
Sobre os PLDs, analise as afirmações a seguir:
I) Existem três tipos de PLDs, que são SPLD, CPLD e PAL.
II) Um dispositivo do tipo PAL tem uma estrutura com várias portas AND com conexões progra-
máveis e um arranjo de portas OR fixo.
III) Os dispositivos do tipo GAL utilizam transistores do tipo MOS ao invés de fusíveis, por isso, 
são reprogramáveis. 
IV) Os LABs (blocos de arranjo lógico) e suas interconexões são programadas por software.
É correto o que se afirma em: 
a) II e IV, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV.
2. O arranjo da figura, a seguir, representa um dispositivo PAL com alguns fusíveis queimados, 
representados pelas marcas X. Qual será a expressão de saída gerada por esse dispositivo?
A A
_
B B
_
C C
_
X
Dispositivo PAL
Fonte: adaptado de Floyd (2007, p. 698).
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
213
3. Na figura, a seguir, temos um dispositivo PAL que ainda não teve nenhuma conexão progra-
mada. Você, estudante, deve programá-lo para implementar as funções listadas, a seguir. Para 
isto, assinale, com um X, a conexão efetuada em cima do desenho. Se necessário, simplifique as 
expressões para que elas caibam neste arranjo.
a) Y ABC ABC ABC� � �
A A
_
B B
_
C C
_
X
Dispositivo para exercício 
Fonte: Floyd, (2007, p. 698).
b) Y ABC ABC ABC ABC� � � �
A A
_
B B
_
C C
_
X
Dispositivo para exercício 
Fonte: Floyd (2007, p. 698).
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
214
1. B. I - Falsa: os dois tipos são PAL e GAL; II - verdadeira; III - verdadeira; V - verdadeira.
2. Ao analisar as conexões do dispositivo PAL representadas pelos X, obtemos a seguinte expressão:
ABC BC ABC+ +
3. Para chegar às expressões propostas, será necessário fazer as seguintes conexões:
a)
A A
_
B B
_
C C
_
X
 b) Para que a expressão caiba nesse arranjo, é necessário reduzi-la utilizando Karnaugh. A expressão simpli-
ficada será: Y AB AC� �
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
215
BROEKHUIJSEN, N. AMD’s 64-Core EPYC and Ryzen CPUs Stripped: A Detailed Inside Look. Tom’s Hard-
ware, 23 oct. 2019. Disponível em: https://www.tomshardware.com/news/amd-64-core-epyc-cpu-die-desig-
n-architecture-ryzen-3000. Acesso em: 12 nov. 2020. 
CODÁ, L. Dispositivos Lógicos Programáveis. São Paulo: EESC-USP, 2014.
FLOYD, T. L. Sistemas digitais: fundamentos e aplicações. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.
TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G. L. Sistemas digitais: princípios e aplicações. 8. ed. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2003.
216
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
	Sistemas de Numeração
	Lógica Combinacional
	Circuitos Combinacionais
na Prática
	Simplificação de circuitos lógicos
	Circuitos aritméticos somadores e subtratores
	Circuitos Sequenciais I
	Circuitos 
	Sequenciais II
	Contadores
	Dispositivos Lógicos Programáveis
	Botão 3: 
	Button 5: 
	Button 6: 
	Button 8: 
	Button 7: 
	Button 4: 
	Botão 4:

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