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Integração sistema
renal, cardiovascular e
equilíbrio
hidroeletrolítico
 
Filtração é a passagem forçada de líquidos e substâncias dissolvidas
menores do que um determinado tamanho por uma membrana, sob
pressão. Filtração glomerular: é o primeiro estágio na produção de
urina: a pressão sanguínea força a água e a maioria dos solutos, no
plasma sanguíneo, através das paredes dos capilares glomerulares. O
líquido filtrado pelo glomérulo, que entra na cápsula glomerular, é
chamado filtrado glomerular; Duas camadas de células compõem a
cápsula que envolve os capilares glomerulares. As células que formam a
parede in- terna da cápsula glomerular, chamadas podócitos, aderem
firmemente às células endoteliais dos capilares do glomérulo. Juntos, os
podócitos e o endotélio glomerular formam uma membrana de filtração,
que permite a passagem de água e solutos do sangue para o espaço
capsular.
Para produzir a urina, os néfrons e os túbulos coletores realizam três
processos básicos–filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção
tubular. 
1.
Os elementos figurados do sangue e a maioria das proteínas do plasma
permanecem no sangue porque são muito grandes para passar pela
membrana de filtração. As células epiteliais escamosas simples formam a
cama- da externa da cápsula glomerular. A pressão que provoca a filtração
é a pressão do sangue nos capilares glomerulares. Duas outras pressões se
opõem à filtração glomerular: (1) pressão coloidosmótica do sangue e (2)
pressão da cápsula glomerular (decorrente do fluido já presente no espaço
capsular e no túbulo renal). Quando qualquer uma dessas pressões
aumenta, a filtração glomerular diminui. Normalmente, a pressão do sangue
é maior do que as duas pressões opostas, produzindo uma pressão efetiva
de filtração de aproximadamente 10 mmHg.
Pressão efetiva de filtração = pressão do sangue no capilar glomerular -
(pressão coloidosmótica do sangue + pressão da cápsula glomerular).
Como o diâmetro da arteríola eferente é menor do que o da arteríola
aferente, essa característica ajuda a aumentar a pressão do sangue nos
capilares glomerulares.
A constrição da arteríola aferente diminui o fluxo sanguíneo para o
glomérulo, o que diminui a pressão efetiva de filtração. A constrição da
arteríola eferente diminui a saída de sangue e aumenta a pressão efetiva de
filtração
A quantidade de filtrado que se forma em ambos os rins por minuto é
chamada taxa de filtração glomerular (TFG). Nos adultos, a TFG é de
105 mL/min, nas mulheres, e 125 mL/min, nos homens. Se a TFG for
muito alta, as substâncias necessárias passam tão rápido pelos
túbulos renais que são incapazes de ser reabsorvidas, e deixam o
corpo como parte da urina. Por outro lado, se a TFG for muito baixa,
quase todo o filtrado é reabsorvido, e os resíduos não são
devidamente eliminados. O peptídeo natriurético atrial (PNA) é um
hormônio que promove a perda de íons sódio e água na urina, em
parte, porque aumenta a taxa de filtração glomerular. As células nos
átrios do coração secretam mais PNA, quanto mais distendido estiver
o coração, como ocorre quando o volume sanguíneo aumenta. Nesse
caso, o PNA atua nos rins para aumentar a perda de íons sódio e água
na urina, o que leva o volume sanguíneo de volta ao normal. Como a
maioria dos vasos sanguíneos do corpo, aqueles dos rins são
supridos por neurônios simpáticos da divisão autônoma do sistema
nervoso (SNA). Quando esses neurô- nios estão ativos, provocam
constrição dos vasos.
 
Com uma estimulação simpática maior, como ocorre durante o exercício
ou a hemorragia, a vasoconstrição das arteríolas aferentes é maior do
que a das arteríolas eferentes. Como resultado, o fluxo de sangue nos
vasos capilares glomerulares diminui drasticamente, diminuindo também a
pressão efetiva de filtração e a TFG. Essas mudanças reduzem o débito de
uri- na, o que ajuda a conservar o volume de sangue, permitindo maior
fluxo de sangue para outros tecidos do corpo.
2. Reabsorção tubular ocorre à medida que o líquido filtrado flui ao
longo do túbulo renal e pelo túbulo coletor. As células do túbulo e ducto
retornam aproximadamente 99% da água filtrada e muitos solutos úteis
para o sangue, que fluem pelos capilares peritubulares. As células
epiteliais, ao longo dos túbulos renais e dos túbulos coletores, realizam
reabsorção tubular.
Alguns solutos são reabsorvidos passivamen- te por difusão, ao passo que
outros são reabsorvidos por transporte ativo. As células do túbulo
contorcido proximal dão a maior contribuição, reabsorvendo 65% de toda a
água filtrada, 100% da glicose e dos aminoácidos filtrados e grandes
quantidades de diversos íons, como sódio (Na+ ), potássio (K+ ), cloro (Cl- ),
bicarbonato (HCO3- ),cálcio (Ca2+ ) e magnésio (Mg 2+). A reabsorção dos
solutos também promove a rea- bsorção de água da seguinte maneira: o
movimento dos solutos para os capilares peritubulares diminui a concen-
tração desses no líquido tubular e aumenta nos capilares peritubulares.
Como resultado, a água se move por osmo- se para os capilares
peritubulares. As células localizadas distais ao túbulo contorcido proximal
regulam a reabsorção para manter o equilíbrio homeostático da água e dos
íons selecionados.
3. A secreção tubular também ocorre à medida que o líquido flui ao longo
do túbulo e pelo túbulo coletor. As células do túbulo e do ducto removem
substâncias indesejadas, como resíduos, fármacos e o excesso de íons do
sangue nos capilares peritubulares, transportando-os para o líquido dos
túbulos renais. No momento em que o líquido filtrado sofre reabsorção e
secreção tubulares, e entra nos cálices menores e maiores, é chamado
urina.
a secreção tubular ocorre em toda a extensão dos túbulos renais e
ductos coletores e ocorre tanto por meio de difusão passiva quanto
pelos processos de transporte ativo. As substâncias secretadas in-
cluem íons hidrogênio (H+ ), potássio (K+ ), amônia (NH3), ureia,
creatinina (um resíduo da creatina nas células musculares), e
determinadas substâncias, como a penicilina. A secreção tubular ajuda a
eliminar essas substâncias do corpo. A amônia é um produto residual
tóxico produzido quando grupos amino são removidos dos aminoácidos.
Os hepatócitos convertem a maior parte da amônia em ureia, um
composto menos tóxico. Mesmo que pequenas quantidades de ureia e
amônia estejam presentes no suor, a maior excreção desses resíduos
que contêm nitrogênio ocorre na urina. Ureia e amônia presentes no
sangue são filtradas no glomérulo e secretadas pelas células do tú-
bulo contorcido proximal no líquido tubular. A secreção tubular também
ajuda a controlar o pH do sangue. O pH normal do sangue é mantido
entre 7,35 e 7,45,
Regulação hormonal das funções do néfron
Os hormônios afetam a extensão da reabsorção de Na+, Cl+, Ca2+ e água,
assim como a secreção de K+ pelos túbulos renais. Os reguladores
hormonais mais importantes na reabsorção e secreção de íons são a
angiotensina II e a aldosterona. Nos túbulos contorcidos proximais, a
angiotensina II aumenta a reabsorção de Na+ e Cl-. A angiotensina II
também estimula o córtex suprarrenal a liberar aldosterona, um hormônio
que, por sua vez, estimula as células tubulares na última parte do túbulo
contorcido distal e ao longo dos túbulos coletores a reabsorverem mais
Na+ e Cl- e a secretarem mais K+. Quanto mais Na+ e Cl- forem
reabsorvidos, mais água também é reabsorvida por osmose. A secreção de
K+ estimulada pela aldosterona é o principal regulador do nível de K+ no
sangue. Além de aumentar a taxa de filtração glomerular, o hormônio
peptídeo natriurético atrial (PNA) exerce uma função menor na inibição da
reabsorção de Na (e Cl e água) pelos túbulos renais. O principal
hormônio regulador da reabsorção de água é o hormônio antidiurético
(ADH), que atua por meio de retroalimentação negativa.
Quando a concentração de água no sangue diminui
aproximadamente 1%, osmorreceptores no hipotálamo
estimulam a neuro-hipófise a liberar ADH. Um segundo
estímulo poderoso para a secreção de ADH é a diminuição
do volume de sangue,como ocorre na hemorragia ou na
desidratação grave. O ADH age nas células tubulares
presentes na parte final dos túbulos contorcidos distais e
ao longo dos túbulos coletores. Na ausência do ADH, essas
partes do túbulo renal têm pouca permeabilidade à água.

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