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ÍNDICE 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 1 
2. VIAS FÉRREAS .................................................................................................................... 2 
2.2.1 Cortes ........................................................................................................................ 3 
2.2.2 Aterro ........................................................................................................................ 3 
2.2.3 Obras de Arte Corrente .......................................................................................... 3 
2.2.4 Obras de Arte Especiais .......................................................................................... 3 
2.3.1. Funções da superestrutura ................................................................................... 4 
2.3.2. Trilhos ...................................................................................................................... 4 
2.3.3. Travessas ................................................................................................................. 4 
2.3.4. Sublastro .................................................................................................................. 6 
2.3.5. Lastro ...................................................................................................................... 7 
3. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 8 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
No âmbito da disciplina de Vias de Comunicação II, do curso de Engenharia Civil na Universidade 
Piaget Beira desencadeou-se uma breve revisão bibliográfica relacionada a Vias de Comunicação 
concretamente vias férreas de modo a se ter conhecimentos conceituais sobre a mesma, nesta 
perspectiva abordar-se o presente trabalho sobre vias férreas tendo em conta, a infraestrutura 
ferroviaria, superestrutura ferroviaria e as funções dos elementos constituintes das vias 
férreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
2. VIAS FÉRREAS 
Uma ferrovia (chamada também de via férrea, caminho de ferro ou estrada de ferro ) é um 
sistema de transporte baseado em trens (comboio) correndo sobre trilhos (carris) previamente 
dispostos. O transporte ferroviário tem maior predominância em regiões altamente 
industrializadas, como a Europa, o extremo leste da Ásia e ainda em locais altamente populosos 
como a Índia. As ferrovias são o meio de transporte terrestre com maior capacidade de 
transporte de carga e de passageiros. Em muitos países em desenvolvimento da África e 
da América Latina, as ferrovias foram preteridas pelas rodovias como tipo de transporte 
predominante. Exceto no Reino Unido onde foi inventado esse sistema, todos os países do 
mundo tiveram que ter o Estado patrocinando a criação de ferrovias. 
2.1 VIA PERMANENTE 
A ferrovia é composta de dois subsistemas básicos: material rodante (veículos tratores e 
rebocados) e via permanente. A via permanente tem como definição a estrutura necessária para 
suportar e transmitir esforços ferroviários de maneira que permita o movimento do trem com 
confiabilidade, segurança e disponibilidade. Via permanente é o conjunto de elementos que 
proporciona suporte e direção ao deslocamento do trem. Na Figura 1 é apresentada uma seção 
transversal da via permanente. 
 
Figura 1: Seção transversal da plataforma ferroviária 
A via permanente pode ser dividida em dois grandes subgrupos chamados de infra-estrutura e 
superestrutura ferroviária. 
2.2. INFRA-ESTRUTURA FERROVIÁRIA 
A infra-estrutura é responsável por agir nas condições de contorno à circulação de trens, 
atuando diretamente na garantia de drenagem, preservação do gabarito de circulação e 
transposição de relevo acidentado. 
A infra-estrutura (ver Figura 2) é o conjunto de obras que formam a plataforma ferroviária e 
suporta a superestrutura. Podendo ser dividida em cortes, aterros, obras de arte corrente e obras 
de arte especiais. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Comboios
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carris
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_ferrovi%C3%A1rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Latina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodovia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
 
Figura 2: Elementos de Infra-estrutura. 
2.2.1 Cortes 
Escavação executada quando a greide da plataforma possui cota inferior ao terreno natural. 
2.2.2 Aterro 
É o enchimento do terreno com material de áreas de empréstimo feito com a finalidade de se 
implantar a plataforma em cota superior ao terreno natural. 
2.2.3 Obras de Arte Corrente 
São dispositivos destinados a permitir a livre passagem das águas talvegues que interceptam a 
ferrovia (bueiros) ou responsáveis por captar e transportar as águas precipitadas nos taludes e 
cortes. 
2.2.4 Obras de Arte Especiais 
 Obras de arte especiais são as chamadas grandes obras da ferrovia, abrangendo pontes, túneis, 
viadutos e obras de contenção (muros, cortinas atirantadas etc.). 
2.3. SUPERSTRUTURA FERROVIÁRIA 
 As principais componentes da superestrutura em: sublastro, lastro, dormente aparelhos de 
fixação, trilhos, aparelhos de mudança de via. A Figura 3 mostra uma vista longitudinal e 
superior da via permanente, podendo nela ser identificado cada elemento da superestrutura. 
 
Figura 3: Elementos da Via Permanente. 
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
2.3.1. Funções da superestrutura 
É a responsável por captar as cargas transmitidas pelas rodas ferroviárias e transmiti-las com 
segurança pelas conexões estruturais da composição e descarregá-las uniformemente na 
plataforma ferroviária. 
2.3.2. Trilhos 
Os trilhos ou carris são perfis de aço laminado, dispostos de forma paralela entre si, 
sobre dormentes (travessas) as quais são peças de madeira, de concreto (betão) armado, de aço 
ou ainda de polímeros. Os trilhos ou carris são fixados sobre os dormentes ou travessas através 
de elementos de fixação, compostos por grampos ou tira fundos. As travessas ou dormentes 
assentam por sua vez em cima de brita, composto por rochas trituradas em granulometrias 
definidas. 
O conjunto forma as denominadas vias-férreas por onde podem circular trens (comboios), 
bondes (elétricos), automotoras. Os trilhos ou carris também podem ser utilizados para formar 
o caminho de rolamento de uma ponte rolante. Bitola é a distância entre as faces internas das 
duas filas de trilhos, medida a 16 mm abaixo da face superior dos trilhos conforme mostrado 
na figura 4. 
 
Figura 4: Bitola. 
Existem vários tamanhos de bitola, os mais utilizados hoje são a métrica (1000 mm), standard (1435 
mm) e a larga (1600 mm). 
2.3.3. Travessas 
As travessas ou dormentes são vigas transversais que oferecem suporte aos trilhos, transmitindo 
as cargas dos trilhos para o lastro. Sendo as principais funções dos dormentes são: 
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A%C3%A7o_laminado&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dormente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Travessa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Madeira_(material)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Concreto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bet%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tirafundos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brita
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃOII - VIAS FÉRREAS 
 Distribuir carga no lastro; 
 Manter a bitola; 
 Dar suporte adequado e seguro para o trilho; 
 Garantir estabilidade vertical, horizontal e longitudinal da via; 
 Amortecer parcialmente as vibrações. 
Existem vários tipos de dormentes (ver Figura 6), cada um com suas propriedades, prós e 
contras em relação à durabilidade, custo, desempenho e à resistência mecânica. Já na Figura 
65têm-se as imagens de cada um dos tipos de dormentes caracterizados. 
 
Figura 5 : Dormente de Madeira (a), concreto (b), aço (c) e plástico (d). 
. No Quadro 1 é possível comparar os diferentes tipos de matérias de dormentes pelas suas 
vantagens e desvantagens 
 
 
Quadro 1- Comparação entre tipos de dormentes 
Material Vantagens 
 
Desvantagens 
 
 
Menor massa; 
Facilmente trabalháveis 
Vida útil; 
Ataque de fungos e insetos; 
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
 
Madeira 
Bons isolantes; 
Fixação simples; 
Suportam bem alta solicitação; 
Aproveitamento de dormentes usados; 
Elasticidade da via;. 
Dormentes AMV-difíceis de obter; 
Tratamento exige manter estoque; 
Redução da oferta. 
 
 
Concreto 
 
Maior massa; 
Manutenção da bitola; 
Isolante; 
Invulneráveis a fungos; 
Vida útil longa e menor armazenagem. 
Manuseio e substituição onerosos; 
Destruído em descarrilamentos; 
A construção de dormentes AMV é 
dispendiosa; 
Vulnerável a solicitações excepcionais. 
 
 
 
 
Aço 
 
Fácil confecção de dormentes especiais; 
Manutenção da bitola; 
Recondicionável; 
Insensível ao ataque de fungos; 
Relativamente resistentes à alta solicitação. 
 
Massa reduzida-falta de inércia; 
Custo elevado de assentamento e 
manutenção-difícil a socaria; 
Vulnerável a ambiente agressivo e tráfego 
ruidoso; 
Gasto adicional com isolamento elétrico; 
Custo de aquisição, principalmente no 
Brasil. 
 
 
Plástico 
 
Vida útil; 
Manutenabilidade e manuseio; 
Condutibilidade elétrica; 
Meio ambiente. 
Preço; 
Tempo de experiência; 
Matéria prima . 
 
2.3.4. Sublastro 
É uma camada localizada entre o lastro e o subleito, com função de filtro, impedindo a subida 
da lama. Segundo, as principais funções do sublastro são: 
 Aumentar a camada de suporte da plataforma, elevando a taxa de trabalho no terreno 
permitindo diminuir a altura do lastro; 
 Evitar a penetração do lastro na plataforma; 
 Aumentar a resistência do leito a erosão e a penetração da água, preservando as 
propriedades do subleito. 
A Figura 6 mostras detalhadamente as várias camadas que constituem uma via lastrada. 
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
 
Figura 6: Camadas que constituem a via 
2.3.5. Lastro 
Lastro ou balastro ferroviário é uma camada de material permeável e resistente, de 
granulometria adequada, posicionada entre os dormentes e leito/sublastro. O material do lastro 
é geralmente obtido pela britagem da rocha e possui comportamento mecânico determinado 
pelas características das partículas de gradação do material. Um material apropriado para o 
lastro apresenta as seguintes propriedades: forma cúbica angular, faces britadas, rugosidade 
superficial, dureza elevada, graduação uniforme e reduzida a presença de finos. 
 
Figura 5- Lastro ferroviário. 
 
Além de fornecer suporte para a via o lastro tem como função: 
 Ser um material resistente à abrasão, para que não se decomponha em materiais finos; 
 Promover drenagem adequada das águas superficiais, permitindo que permeiem por 
entre seus vazios até as canaletas laterais; 
 Possuir granulometria com proporcionalidade de diâmetros para garantir boa 
estabilidade de linha; 
 Ter altura para que a dissipação de cargas oriundas da grade ocorra de forma suave, 
sem danificar a plataforma; 
 Possuir volume tal que contenha esforços transversais e longitudinais dos trilhos, 
fornecendo ancoragem adequada.
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
3. CONCLUSÃO 
Chegado ao fim da breve revisão bibliográfica feita, deu para obter o conhecimento apurado 
sobre as vias férreas, concretamente aos elementos Vias permanente, os elementos constituintes 
de uma via férreas, a infra-estrutura ferroviária, a superestrutura ferroviária e a sua função. De 
realçar a diversidade opcional em termos da travessa ou por outra dormente, dado que o 
mesmo pode ser de matérias diferentes tais como a madeira, o concreto, aço ou plástico sendo 
os mesmos avaliados pelas vantagens econômicas, executivas e resistência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 VIAS DE COMUNICAÇÃO II - VIAS FÉRREAS 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
[1]. PORTO, Telmo Giolito. PTR 2501- Ferrovias. São Paulo, Escola Politécnica de 
São Paulo, 2004 
. 
[2]. STEFFLER, Fábio. Via permanente aplicada: guia teórico e prático. Rio de Janeiro: Ltc, 
2013. 
[3]. VALE. Manual Técnico Da Via Permanente. [s.i]: Vale S.A, 2013. 
 
[5]. VALE-a. Noções de Via Permanente. [s.i]: Vale S.A, 2011. 
TRILHO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2019. 
[6]. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Trilho&oldid=56892738>. 
Acesso em: 04 Fev. 2021. 
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Trilho&oldid=56892738

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