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Anatomia da Cavidade Oral A cavidade oral é o início do processo de digestão, onde acontece a mastigação, salivação (que tem função enzimática). A digestão é quando ocorre uma quebra química de alimentos para que seus substratos sejam absorvidos por via intestinal. Vestíbulo da boca: espaço entre as mucosas, bochechas e dentes. Cavidade própria da boca: região que é circundada pelos dentes, onde tem a língua e o palato. Nossa boca é delimitada embaixo pela fissura oral (abertura dos lábios), em cima pelo palato duro, posteriormente pelo palato mole, no assoalho e lateralmente as bochechas. Lábios: Pregas musculofibrosas móveis que circundam a boca. ● Limites: sulcos nasolabiais e narinas até o sulco mentolabial ● Cobertos externamente por pele e internamente por túnica mucosa ● Controlam a rima da boca ● FUNÇÕES: apreender o alimento, sugar líquidos, manter o alimento fora do vestíbulo, produzir a fala e osculação VASCULARIZAÇÃO Artéria labial superior e inferior. Ainda há duas artérias essenciais; pro lábio superior há ramos provenientes da infraorbital e para o lábio inferior há ramos provenientes da artéria mentual. Os lábios recebem bastante irrigação principalmente por anastomose. BOCHECHAS ● Continuidade dos lábios ● Limite superior: área zigomática ● Limite anterior: lábios ● Limite inferior: mandíbula ● Limite posterior: área parotídeo e masseter ● Na região da bochecha há uma grande quantidade de glândulas menores ● No segundo molar entra na região da bochecha entra o ducto parotídeo, que atravessa o músculo bucinador. ● O bucinador é revestido pela mucosa jugal, que tem uma rica quantidade de glândulas salivares ● Externamente ao músculo há corpos adiposos, importantes na infância para garantir que não haja muita força de sucção das bochechas ● Corpo adiposo bucal: amortecedor de impactos musculares que fica externamente ao bucinador. GENGIVAS ● Tecidos fibrosis que tem a função de proteger o periodonto ● Formadas por tecido fibroso e coberto por túnica mucosa ● A gengiva propriamente dita está presa aos processos alveolares ● Gengiva lingual: voltada para a região da língua ● Gengiva labial: voltada para os lábios ● Aspecto rósea, pontilhada e queratinizada ● Túnica mucosa alveolar é vermelho-brilhante e não queratinizada DENTES ● Funções: triturar alimentos (único processo mecânico), desenvolvimento e proteção, fonação ● Dentes decíduos: 20 ● Dentes permanentes: 32 Fome fisiológica: a fome que qualquer alimento pode saciar Fome psicológica: não tem relação em saciar ● Tipos: incisivos, caninos, pré-molares e molares. ● Existem pessoas que, por motivo hereditário, tem 28 dentes, não apresentando os molares (abençoadas pois não vão tirar o siso) Coroa: parte que fica externa Colo: transição próxima à gengiva Raiz: parte interna que tem o ápice (pontinha que dá a passagem dos vasos e nervos) Esmalte: parte externa Dentina: parte mais sensível (muito poroso) Cemento: que recobre a raiz e os dentes Polpa: rica em células tronco (regeneração tecidual) Alvéolo dental: canal Por que fazer o canal? Os dentes são passivos de contaminação e cárie dentária (desmineralização de tecidos duros), que quando alcança a polpa ocorre a irritação dos tecidos (pulpite), que pode evoluir para uma necrose dos tecidos que serão contaminados por bactérias tendo risco de disseminação óssea (abscesso dental). Pode levar ao óbito. VASCULARIZAÇÃO DOS DENTES - Artérias alveolares (A. maxilar) - Veias alveolares (V. maxilar) INERVAÇÃO DOS DENTES Nervos alveolares: divisões do N. trigêmeo Nervos alveolares superiores: anterior, médio e posterior Nervo alveolar inferior: sai no forame mentual Maior dor da medicina: neuralgia do trigêmeo, causada por compressão vascular que passa por dentro da região do crânio. Divisão maxilar, oftálmica e mentual. PALATO DURO Primeira porção do palato, formado por osso da maxila e a lâmina horizontal do osso da palatina. Possui 5 (cinco) forames; dois posteriores e um anterior (chamado de fossa incisiva), forame palatino maior e palatino menor por quais passam nervos e vasos importantes da região do palato. Sua superfície forma as chamadas rugas palatinas (céu da boca), rafe do palato (linha horizontal), e na porção anterior existe uma elevação que fica atrás dos incisivos chamada de papila incisiva, que é a região que fica sobre a fossa incisiva. A papila é bem sensível. PALATO MOLE É importante na deglutição e respiração. Ao deglutir, o alimento é pressionado pela língua no palato duro, que sofre uma pressão que eleva o palato mole, que faz com que o alimento não suba para a cavidade nasal. Tal mecanismo as vezes não acontece no vômito. Há 5 (cinco) músculos do palato mole; levantador do véu palatino, tensor do véu palatino, palato faríngeo, palato grosso e pequeno músculo da úvula. O palato faríngeo e o palato grosso formam os arcos e entre eles há a tonsila palatina, também chamada de amigdala. Qual a importância desses arcos na medicina? Uma das principais vias de intervenção de respiração mecânica é por intubação convencional, a intubação orotraqueal. Intubação essa feito por meio da boca. Classificação de Mallampati (grau de dificuldade da restrição traqueal): Classe 1 é quando a distância enter o palato mole e a língua é boa, e vai aumentando a classe de acordo com o fechamento da área. LÍNGUA Função de deglutição, fonação, mastigação, limpeza, paladar. A língua é dividida em duas grandes partes: o corpo. Que é a parte móvel, e a raiz. Faces: dorso da língua, ventre da língua e ápice. Na língua existe a tonsila lingual, formada por tecido linfático. Nas dores da garganta, além da inflamação nas paredes, as tonsilas ficam ais inchadas, diminuindo a deglutição. Papilas: estruturas especialistas na percepção sensorial da degustação e divididas de acordo com seus formatos; 1. Papilas filiformes (bem finas e ficam praticamente na língua inteira) 2. Papilas fungiformes (mais robustas e espalhas pontualmente pela língua) 3. Papilas circunvaladas (formam o V lingual na região posterior) 4. Papilas folhadas (laterais) Papilite: alimentos causam hipersensibilidade nas papilas. Carcinoma na língua: quinto câncer mais comum no homem, se desenvolve na região mais posterior da língua, indolor, mais comum em pacientes homens acima de 50 anos que fumaram. O carcinoma metastazita para os linfonodos cervicais profundos superiores nos dois lados, enquanto o tumor na parte anterior geralmente so metastazita para os linfonodos cervicais profundos inferiores na fase avançada da doença. Como esses linfonodos estão muito próximos da VII, as metástases da língua podem ser distribuídas pra as regiões submental e submandibular e ao longo da VII no pescoço. A língua também apresenta o assoalho e o freno da língua, que é justamente o que prende a língua ao assoalho. Crianças com a língua pressa tendem a ter dificuldade de mamar e por isso tem o teste da linguinha, na qual se testar positivo ele passa por procedimento cirúrgico. (frenectomia em adulto e no bebê é frenotomia). Músculos da língua ● Músculos extrínsecos (4): movimentam a língua como um todo; Palatoglosso, estiloglosso, hioglosso, e genioglosso ● Intrínsecos (4): modificam o formato da língua; longitudinais superiores, vertical, transverso e longitudinal inferior ● Septo da língua fibroso mediano que separa os músculos D e E Extrínsecos ligam a língua a outras estruturas VASCULARIZAÇÃO DA LÍNGUA Artéria lingual se divide em artéria profunda da língua. Também há as sublinguais. As veia sublinguais vão seguir para a veia acompanhante do hipoglosso e depois desembocam na veia lingual. As veias sublinguais são a nossa via de medicação sublingual. Alguns medicamentos são usados de forma sublingual pois são muito passíveis em contato com o meio gástrico ou por que chegam a circulação muito mais rapidamente (nitroglicerina) INERVAÇÃO: A língua é inervada por 4 nervos diferentes e cada um faz uma função diferente. 1. Nervo hipoglosso: função motora 2. Nervo lingual: tato e temperatura da língua 3. Nervocorda do tímpano: paladar posterior da língua 4. Nervo glossofaríngeo: paladar das demais partes GLÂNDULAS SUBMANDIBULAR Sublingual, submandibular e glândula parótida. Parotidite: infecção da parótida (caxumba). Se a inflamação for grande, ela pode descer até as glândulas seminíferas e deixar o indivíduo infértil FARINGE Faz parte tanto da vai digestiva quando respiratória OROFARINGE Limites: ● Palato mole: superiormente ● Base da língua: inferiormente ● Arcos palatoglosso e palatofaríngeo: lateralmente No palato mole nós encontramos a úvula, arcos palatoglosso e palatofaríngeo e a tonsila palatina, denominada de amígdala. Existe um pequeno espaço entre a tonsila e o palato grosso que ficam localizados aglomerações de tecido morto e bactérias, chamadas de cáseos, que são concreções amigdalianas que tem mal odor e podem se mineralizar, formando cálculos. Os cáseos também geram halitose. A orofaringe é formada por músculos laminares e músculos longitudinais. Há 3 músculos laminares: 1. Constritor superior que coincide com a região de nasofaringe 2. Constritor médio, que coincide com a região de oro 3. Constritor inferior, coincide com a laringofaringe Esses três músculos estão fusionados um ao outro e o superior está ligado a base do crânio por meio de uma fáscia, chamada de fáscia faringobasilar. A tonsila pode sofrer reações inflamatórias que pode levar a um aumento da tonsila e consequentemente uma remoção cirúrgica chamada de tonsilectomia. Por que a dieta do pós operatório é fria? Por que há uma alta chance de sangramento. LARINGOFARINGE É a continuação da orofaringe, fica posteriormente a laringe, estendo-se da margem superior da epiglote até a margem inferior da cartilagem cricóidea, continua ao esôfago. ● Posterior: músculos constritores médio e inferior da faringe. ● Internamente a parede é formada pelos músculos palatofaríngeo e estilofaríngeo A epiglote delimite a região de orofaringe, que vai da base da região do palato mole até a base da língua. Existe uma elevação linear que é o nervo laringo recorrente. Quando a pessoa se engasga e o objeto fica preso nessa região, pode lesionar o nervo e mesmo depois da desobstrução aérea o paciente pode ficar rouco. MÚSCULOS DA FARINGE ● Lâmina muscular formada apenas por músculo voluntário ● Camada circular externa ● Constritores da faringe: superior, médio e inferior. Os três juntos forma as paredes da faringe como um todo. ● Há outros três músculos, os músculos longitudinais internos, responsáveis pelo encurtamento da faringe, principalmente durante a deglutição; 1. Salpingofaríngeo, que vai da tuba auditiva para a faringe 2. Estilofaringeo que vai do processo estiloide para a faringe 3. Palatofaringeo que vai do palato para a faringe VASCULARIZAÇÃO DA FARINGE Artéria palatina ascendente que forma ramos para as tonsilas INERVAÇÃO DA FARINGE A inervação feita por um plexo faríngeo, que são várias terminações nervosas com origens diferentes, dentre elas o nervo vago, que é importante nervo da divisão parassimpática e a digestão é modulada pela via parassimpática. Também há o nervo glossofaríngeo, que inerva a região de orofaringe e acaba sendo muito relacionado ao reflexo do vômito, o reflexo faríngeo. É possível tocar a parte anterior da língua sem sentir desconforto; entretanto, ao tocar a parte posterior, o indivíduo tem ânsia de vômito. Os nervos vago e glossofaríngeo são responsáveis pela contração muscular de cada lado da faringe. Os ramos glossofaríngeo são o ramo aferente do reflexo do vômito. ESÔFAGO O esôfago é um tubo muscular responsável pela condução do alimento para o estômago, tem aproximadamente 25cmx2cm. O esôfago apresenta 3 constrições quando mostrado na fluoroscopia (se ingere bário radioativo e logo depois faz uma tomografia ou radiografia); 1. Constrição cervical (esfincter superior do esôfago); lá na passagem da faringe para o esôfago o músculo chamado de constritor inferior da faringe possui uma pequena porção chamada de parte cricofaríngea que faz uma constrição maior do esôfago 2. Constrição broncoaórtica (torácica); quando o esôfago passa colado no arco da aorta e no brônquio esquerdo 3. Constrição diafragmática; quando o esôfago passa da região cervical para a região abdominal Quando uma pessoa se engasga e não consegue colocar o objeto/comida para fora é por que ele provavelmente está me uma das constrições, geralmente na primeira. DIVERTÍCULO DE ZENKER: na primeira constrição, o esôfago sofre uma pressão muscular muito intensa, que pode sofrer uma herniação chamada divertículo de zenker ou divertículo esofágico. A herniação formará uma bolsa que pode ser vista por meio da endoscopia. O paciente vai se queixar de dor na garganta e terá halitose. PARTE ABDOMINAL DO ESÔFAGO: Vai do hiato esofágico no pilar direito do diafragma até o óstio cárdico do estômago. Fixado ao diafragma pelo ligamento frenicoesofágico. Margem direita é contínua com a curvatura menor do estômago. Margem esquerda é separada do fundo gástrico pela incisura cárdica existente entre o esôfago e o fundo gástrico. ATRESIA DE ESÔFAGO: Problema neonatal. A atresia é quando o esôfago não se forma da maneira correta. Quando há atresia com fístula, tudo que a criança deglutir vai para o pulmão. HÉRNIA DE HIATO: Uma das consequências do espasmo diafragmático (soluço). Quando os ligamento sofrem uma frouxidão (quando o diafragma desce) o estômago, ao invés de acompanhar, passa dentro para a cavidade torácica, fazendo com que todo o conteúdo gástrico volte para o esôfago (REFLUXO) HÉRNIA PARAESOFÁGICA: Gerada por problemas nos ligamentos. Quando um dos lados do ligamento não é bem sustentado ao esôfago isso pode criar um fundo falso, fazendo com que a parede esofágica seja comprimida. O paciente vai ter dificuldades com esvaziamento gástrico e problemas de deglutição ESÔFAGO A mucosa do esôfago não é tão resistente quanto a do esôfago. Histologicamente existe uma transição nítida entre a mucosa gástrica e a mucosa do esôfago, chamada de linha Z ou linha gastroesofágica, que fica mais ou menos na altura da vértebra T11 e é visível no exame de endoscopia. Essa mucosa esofágica não é especializada em suportar alterações de pH. Quando o esôfago começa a receber suco gástrico há um dos sinais clínicos do refluxo chamado Pirose. PIROSE: Nome clínico da azia, que é a sensação de desconforto esofágico ou dor subsesternal comum em paciente com refluxo. Ela é um sinal de que, naquele paciente, está havendo repostas inflamatória a nível esofágico, o suco gástrico está voltando várias vezes pelo esôfago, muito comum na doença do refluxo gastroesofágico; drge. A pirose também ode estar associada a hérnia de hiato. ESÔFAGO DE BARRET: Metaplasia decorrente do distúrbio do refluxo gastroesofágico, onde o esôfago fica constantemente em contato com solução ácida, podendo gerar um carcinoma esofágico. P paciente com esôfago de barret precisa fazer endoscopia a cada 6 meses. PAPILOMATOSE ESOFÁGICA: Neoplasia benígna causada por HPV na região do esôfago. VASCULARIZAÇÃO DO ESÔFAGO Região Cervical: artérias tireóides irrigam Região Torácica: bronquiais Mais abaixo, artéria gástrica, artéria frênica interior. Todas irrigam desde a região torácica ate´a região cervical. Veias submucosas (mais importantes). Veias gástricas esquerdas e veias esofágicas. As veias mucosas formam um grande plexo chamado plexo venoso submucoso. As pequenas veias do plexo drenam para a veia porta e quando a veia porta começa a obstruir todas as veia que drenam para ela começam a ter uma estase, ou seja, o fluxo venoso começa a dar uma reduzida, levando a dilatação das paredes chamadas de varizes. VARIZES ESOFÁGICAS: As varizes podem estar presentes em até 70% de pacientes com cirrose e podem levar o paciente ao óbito pois o paciente começa a perder sangue diariamente. INERVAÇÃO: ● Plexo esofágico, formado pelos troncos vagais ● Nervos esplâncnicos (troncos simpáticos) ESTÔMAGO ● Dilatação de parte do tubo digestório ● Especializado no armazenamento e quimificação● Estômago vazio tem calibre pouco maior que o do intestino grosso ● Expandido pode conter 2 a 3 litros de alimento BUCHO QUEBRADO: Quando a pessoa, na infância, come muito e acaba engordando, mas emagrece quando fica mais velho e fica com uns ossos avantajados, Isso acontece por que, quando criança, a caixa torácica (parte cartilaginosa) se adapta ao tamanho do bucho, e ao crescer ela continua do mesmo tamanho. A bolha gástrica pode ser vista em várias radiografias e é comum, principalmente se a pessoa está sentada. ● Cárdia: região formada próximo ao esôfago e estômago, circunda o óstio cárdico ● Fundo: dilatação superior que mantém contato com a cúpula diafragmática esquerda ● Incisura: depressão entre esôfago e fundo ● Corpo: parte principal do estômago ● Piloro: região afunilada de saída do estômago ● Incisura cárdica e incisura angular: ao traçar uma linha, determina-se a região pilórica, formada pelo antro pilórico e mais distalmente o canal pilórico, que termina na região do esfíncter pilórico e o orifício de passagem, chamado óstio pilórico. Quando o estômago está aumentando de volume pra guardar o alimento. Quando você faz a indigestão de um alimento, por mais que aja a ação enzimática, ainda sim demora mais de uma hora para digerir alimentos pesados. Lá na infância, comum entre a segunda e terceira semana de vida, é comum que o bebê não consiga segurar o esfíncter pilórico. As fibras musculares lisas do canal pilórico acabam contraindo quando não deveriam, fazendo a regurgitação, o famoso gofo. Para diminuir isso, é importante diminuir a quantidade de gases. PARTES DO ESTÔMAGO Curvatura Maior: forma a margem convexa mais longa do estômago Curvatura Menor: forma a margem direita côncava mais curta do estômago (incisura angular) INTERIOR DO ESTÔMAGO ● Mucosa gástrica é castanho-avermelhada no indivíduo vivo, exceto na parte pilórica ● Mucosa protetora internamente ● Quando contraída, a mucosa forma pregas gástricas CARCIOMA GÁSTRICO: Quando o corpo a parte pilórica do estômago contém um tumor maligno, a massa pode ser palpável. Usando um gastroscópio, os médicos podem examinar a mucosa do estômago insuflado com ar, permitindo a observação de lesões gástricas e a realização de biopsias. A extensa drenagem linfática do estômago e a impossibilidade de remover todos os linfonodos criam um problema cirúrgico. VASOS DO ESTÔMAGO Tronco Celíaco 1. A. gástrica direita 2. A gástrica esquerda 3. A. gastromental direita 4. A. gastromental esquerda 5. A. gástrica curta 6. A. gástrica posterior As artérias gástricas direita e esquerda irrigam a região do corpo e a região pilórica voltada pra sua área menor As artérias gastromentais direita e esquerda são mais voltadas para a região da curvatura maior. As artérias gástricas curtas irrigam a região do fundo gástrico A artéria gastroposterior não da pra ver nas margens do livro. VEIAS DO ESTÔMAGO Veias gástrica direita e esquerda: drenam direito pra veia porta Veias gástricas curtas e Veias gastromentais esquerdas drenam indiretamente para a veia porta (drenam primeiro para a veia esplênica e depois para a veia porta) Todo o sangue que vem do estômago vai passar pelo fígado NERVOS DO ESTÔMAGO Parassimpatica ● Tronco vagal anterior (proveniente do nervo vago esquerdo) ● Tronco vagal posterior (proveniente do nervo vago direito) GASTRITE: Os fármacos que inibem a COX-1 (anti-inflamatórios) podem inibir, se usado por muito tempo, a função gástrica, ferindo a mucosa gástrica OU quando o pH está reduzido. Úlceras gástricas, úlceras pépticas e vagotomia são lesões abertas na mucosa gástrica, ao passo que as úlceras pépticas são lesões da mucosa do canal pilórico ou, na maioria das vezes, do duodeno. A maioria das úlceras do estômago e duodeno está associada à infecção por uma bactéria específica (H. pylori). Pessoas com ansiedade são muito afetadas devido a alteração na secreção gástrica. Um dos tratamentos mais invasivos é a vagotomia (reduz estímulo para a secreção) NERVOS DO ESTÔMAGO Simpática=o ● Nervo esplâncnico maior (derivado do segmento T VI e TIX) DOR VISCERAL REFERIDA: A dor é uma sensação desagradável associada à lesão tecidual real ou potencial. A dor orgânica originada de um órgão como o estomago varia de difusa e intensa: entretanto, a dor é mal localizada. Irradia-se até o nível do dermátomo, que recebe fibras aferentes viscerais do órgão relacionado. A dor referida visceral de uma úlcera gástrica, por exemplo, é referida na região epigástrica. O encéfalo interpreta a dor como se tivesse ocorrido na pele da região gástrica, que é suprida pelos mesmos nervos. HISTOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO COMPONENTES DO SISTEMA DIGESTÓRIO Vai da boca até o canal retal. Ao longo do trajeto desse tubo há glândulas anexadas a ele, chamadas glândulas acessórias; glândulas salivares, fígado, pâncreas e vesícula biliar. Acessórios da vaidade oral: língua e as glândulas salivares. ORGANIZAÇÃO HISTOLÓGICA DA CAVIDADE ORAL A cavidade oral começa nos lábios, gengiva, palato duro, palato mole, parte interna da bochecha, assoalho da boca; único tipo de tecido epitelial de revestimento mais superficial que é uma continuação dos lábios: EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO QUERATINIZADO. (há duas versões; com e sem queratina). O queratinizado é um tecido adaptado a condição de atrito do bolo alimentar quando mastigado, atrito da fala (palato duro, parte da gengiva). Sem queratina: palato mole, parte interna das bochechas e assoalho da boca. Corneificado = queratinizado. Abaixo do epitélio há tecido conjuntivo, que no tubo digestivo é denominado de lâmina própria rica em vasos sanguíneos. Também há a presença de células do tecido conjuntivo onde há uma abundância de células que são de barreira de defesa: macrófagos, plasmócitos, mastócitos, pois todo tecido digestório está sujeito a agressões do meio externo. Há três tipos de glândulas salivares. 1. Parótidas 2. Submandibular 3. Sublingual Tirando essas três, por toda a região da boca há glândulas salivares menores microscópicas que estão na lâmina própria e sintetizam saliva. ESTRUTURA DA LÍNGUA A língua tem duas superfícies: superfície dorsal (com queratina, superior, quando o palato está em contato com a língua) e superfície ventral (sem queratina, inferior, apoiada com o assoalho da boca). Abaixo da língua há uma camada de tecido estriado muscular esquelético. Os espaços amarelos entre as fibras é a lâmina própria que penetra formando uma âncora para prender as duas camadas acima na camada muscular. Papila lingual é mais correto que papila gustativa pois nem todas estão relacionadas a degustação. 1. Papila filiforme: papilas mais numerosas da superfície dorsal da língua, lembram cones afilados, não tem função botões gustativos 2. Papilas fungiformes: parece um cogumelo, menor número e entre as filiformes, tem botões gustativos. Não pode ter queratina pois queratina é impermeável e não deixaria os botões sentirem os sabores. 3. Papilas folheadas: são como pregas 4. Papilas circunvaladas: ficam apenas no V de língua, achatadas, planas dentro de uma vala, esféricas, tem botões gustativos na vala (por isso, tem queratina na sua superfície) BOTÔES GUSTATIVOS Três tipos de células formam esses botões. Epitélio estratificado pavimentoso (parte branca embaixo) lâmina própria ● Poro gustativo: deixa exposto o botão para que tenha contato com o meio externo ● Célula gustativa: epitélio especial de neurônio modificado de percepção, comprida e com superfície apical de vários microvilos que tem vários receptores de sabores ● Terminação nervosa: recebe um sinal da célula gustativa ● Célula basal: as células basais são células tronco, menores que estão na base do botão e não chegam a base pois não tem nenhuma função de degustação, e sim de renovação das células suporte, tem potencial de mitose e de diferenciação ● PAPILA CIRCUNVALADA ● 1. Epitélio estratificado pavimentoso da superfície da língua com queratina 2. Q 3. Cada uma das estruturas é um botão gustativo 4. Glândulas salivaresmicroscópicas. A glândula da vara libera saliva de natureza serosa (proteína, enzima, lipase). Elas produzem lipase e limpam a vala, fazendo com que os botões funcionem. Também são chamadas de Glândulas de Von Ebner 5. Q 6. Parte rosa é tecido conjuntivo (lâmina própria) com fibras musculares lisas, vasos sanguíneos, células de defesa A valada da papila circunvalada está propensa ao acúmulo de lipídios e daria um prejuízo pois formaria uma película impermeável, fazendo com que o botões gustativos não percebam os sabores. O câncer oral constitui-se em uma das neoplasias mais incidentes em todo o mundo, figurando juntamente com o câncer de faringe como a sexta causa da neoplasia e a sétima causa de morte. Diversos fatores tem sido identificados como de risco para seu desenvolvimento, dentre os quais se incluem os hábitos de fumar e/ou ingerir bebidas alcoólicas, a infecção por HPV, má condições de higiene bucal, irritação traumática crônica do epitélio oral por dentes fraturados e próteses mal adaptadas e uso de anti-séptico bucal. A identificação de alterações genéticas é, possivelmente, a principal medida de prevenção do câncer, uma vez que estas alterações ocorrem antes da manifestação de qualquer sintoma clínico da doença. O teste de Micronúcleo em células esfoliadas foi para uso no blomomitoramento de populações humanas expostas a mutágenos. O micronúcleo (cromossomos que durante o processo celular ficaram fora do núcleo) é um sinal ou biomarcador de que a célula está passando por alguma agressão: Método: com um cotonete a pessoa insere no nariz ou palato, molha com soro dentro de recipientes para as células se soltarem, os recipientes vão para a centrífuga e depois se coloca as células na lâmina e colore, GLÂNDULAS SALIVARES maiores Há três tripos de glândulas salivares maiores 1. Glândulas parótidas 2. Glândulas submandibular 3. Glândulas sublingual Todas essas glândulas estão revestidas internamente por uma cápsula de conjuntivo contendo todos os elementos, vasos, nervos. Dentro de cada lóbulo há elementos morfológicos que formam uma glândula exócrina. Todas as glândulas são glândulas exócrinas, que são compostas por dois elementos: 1. Gargalo ou Ducto: local por onde a saliva vai sair 2. Porção secretora ou terminal secretor: onde a saliva é produzida Porção secretora: a porção secretora, que é onde a saliva é produzida, é formada por dois tipos celulares: células serosas, que produz proteína e células mucosas (mais colunares com núcleo chato e citoplasma repleto de grânulos com muco), que produz muco. Os ductos são os canais que levam a saliva para a boca: 1. Ducto intercalar: menos calibroso formado por células cúbicas, aderido diretamente a porção secretora 2. Ducto estriado: tem invaginações das membranas celulares das células GLÂNDULA PARÓTIDA Produz enzima digestida amilase ou ptialina, células ricas em retículo rugoso. É uma glândula acinosa, formada apenas por ácidos. GLÂNDULA SUBMANDIBULAR Não pode faltar ducto, porção secretora. É túbulo acinosa. Produz duas enzimas que regulam a flora da cavidade oral: lisozina e lactoferrina. GLÂNDULAS SUBLINGUAIS TEM MUCO E LISOZIMA HISTOLOGIA DO ESÔFAGO Partindo do esôfago até o canal retal há uma organização comum, em algumas regiões a parede é mais delgada, mais estreita, o lúmen é maior ou menor. A parede do tubo digestivo tem quatro camadas: 1. Mucosa; epitélio de revestimento estratificado pavimentoso sem queratina e epitélio colunar simples (estômago e intestino), tecido conjuntivo de natureza frouxa, nódulos linfáticos (malt) 2. Submucosa; tecido conjuntivo de natureza densa que dependendo de qual seja a região pode ter especificações como glândulas, nódulos e plexos nervosos 3. Camada muscular: subcamada interna e externa 4. Adventícia; se vier com mesotélio (epitélio pavimentoso simples) ai já não é mais adventícia e sim serosa. ESÔFAGO Epitélio estratificado pavimentoso sem queratina, abaixo do epitélio tem o tecido conjuntivo e seus elementos, tem a camada de musculatura da mucosa, na submucosa há glândulas exócrinas produtoras de muco (glândulas esofágicas). O esôfago é dividido em três partes: 1. Porção distal: próxima ao estômago; muscular 100% lisa 2. Porção proximal: próxima da boca; musculatura estriada esquelética 3. Porção mediana: meio do caminho: tanto lisa quanto estriada esquelética Metaplasia: substituição do epitélio do esôfago por um epitélio colunar simples. ESTÔMAGO A parede do estômago tem as mesmas quatro camadas do esôfago com uma diferença na camada muscular, que tem uma terceira subcamada, a camada oblíqua que movimenta o bolo gástrico. As células que revestem a parede que fica em contato com o suco gástrico: epitélio colunar simples adaptado ao suco gástrico pois todas as células mucosas produzem um muco adaptado ao suco gástrico. Células da glândula gástrica: 1. Célula oxíntica (parietal): produz HCL 2. Célula cimogênica (principal): produz pepsinogenio 3. Células enteroendócrinas: produzem hormônios (ex: células g que produzem gastrina) 4. Células tronco: células responsáveis pela renovação (epitélio troca de 6 a 7 dias) Oxíntica: cor eosinofílica forte (laranja quase vermelho) As células parietais também produzem os fatores intrínsecos, fatores que se ligam a algumas coisas que podemos absorver, por exemplo, vitamina B. Caso não haja fato intrínseco, a vitamina B não é absorvida. Lá dentro da célula, a parte de ácido carbônico tem uma enzima chamada de anidrase carbônica que se quebra formando dois subprodutos: íon hidrogênio (bombeado dobre transporte ativo para fora da célula) e íon bicarbonato. Ela também sintetiza e bombeia Cl para fora, que vai se ligar com o H, formando o meio ácido. Células zimogênicas: produzem o precursor da enzima pepsina, tem grande riqueza em retículo endoplasmático rugoso. Libera o pepsinogênio e quando o meio estiver ácido o pepsinogênio vira pepsina. GASTRITE ATRÓFICA: Acometimento da mucosa gástrica que afeta a célula produtora de HCl que produz baixa quantidade tanto de HCl quanto de fator intrínseco. MOTILIDADE GASTRINTESTINAL A atividade enzimática se inicia na boca com a amilase salivar. Incisivos: 25kg Molares: 91kg ● A saliva tem ação umidificante e homogeneizante ● Pedaços grandes de alimentos podem causar contrações esofágicas fortes ● 20 a 25 mastigações ● A estimulação de áreas reticulares específicas nos centros do paladar causa os movimentos rítmicos ● O reflexo da mastigação é causado pela presença do bolo alimentar da boca ● A mastigação permite que haja ação das enzimas A deglutição pode ser dividida em três etapas: 1. Fase oral: voluntária 2. Fase faríngea: involuntária 3. Fase esofágica: involuntária O ato de engolir é uma resposta reflexa Estágio Voluntário: o alimento é empurrado em direção a faringe e para cima e para trás pela pressão da língua contra o palato Estágio Faríngeo: O bolo estimula receptores epiteliais da deglutição iniciando contrações musculares automáticas ESTÁGIOS DA DEGLUTIÇÃO 1. A traqueia se fecha 2. O esôfago se abre 3. Há uma onda rápida iniciada pelo sistema nervoso 4. O bolo alimentar é forçado para a parte superior do esôfago Dura 2 segundos ESFÍNCTER ESOFÁGICO INFERIOR ● A musculatura gastroesofágica é tonicamente ativa e previne o refluxo. ● A musculatura lisa é mais proeminente na junção com o estômago (esfíncter intrínseco) ● Fibras esqueléticas circundam o esôfago, exercendo ação do tipo chave-de-pinça sobre o esôfago ● O tônus está sob controle neural pela liberação de acetilcolina por terminações vagais que contrai o esfíncter intrínseco O esfíncter esofágico abre por contra de dois neurotransmissores: oxido nítrico e peptídeo. ACALASIA: É uma condição na qual o alimento se acumula no esôfago e o órgão pode se tornar muito dilatado devido a acetilcolina ● Deve-se ao tônus aumentado do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição ● O plexo mioentérico é deficiente e a liberação de NO e VIP é defeituosa ● Provoca azia e esofagite, e pode levar a ulceraçãoe estenosa (estreitamento) do esôfago devido à retração cicatricial ● O tratamento inclui dilatação pneumática ou tratamento cirúrgico em ultimo caso INCOMPETÊNCIA DO ESFÍNCTER ESOFÁGICO INFERIOR: Refluxo esofágico AEROFAGIA E GASES INTESTINAIS ● Parte do ar deglutido é regurgitado ● Outros são absorvidos ou passam para o colo ● São adicionados a ele hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, CO2 e metano, formados pelas bactérias ● É expelido como flatos 500 a 1500ml diariamente ● Quando o alimento entra no estômago, o seu fundo e a sua porção superior relaxam e acomodam o alimento (relaxamento receptivo). Mediado pelo nervo vago e movimentos da faringe e esôfago. ● O peristaltismo então inicia-se na porção inferior do corpo, misturando e triturando o alimento e permitindo a passagem de pequenas porções semilíquidas, através do piloro e entrando no duodeno ● Ondas peristálticas controladas pelo REB (ritmo elétrico basal) gástrico que se estendem em direção ao piloro, causando uma onda (sístole antral) de 3 a 4 vezes por minuto ● Há contração do antro, da região pilórica e do duodeno, impedindo que entrem massas sólidas. O conteúdo mais líquido é esguinchado na direção do intestino delgado CONTRAÇÕES DE FOME ● Ocorre quando o estômago fica vazio por várias horas ● São contrações peristálticas rítmicas no corpo do estômago extremamente fortes que podem durar de 2 a 3 minutos ● São mais intensas em indivíduos jovens, sadios, com tônus gastrointestinal elevado ● Também aumentadas, quando a pessoa apresenta níveis sanguíneos de açúcar abaixo do normal ● Caracterizado por dor epigástrica branda que atinge um grau máximo de intensidade em 3 a 4 dias REGULAÇÃO DA MOTILIDADE E ESVAZIAMENTO GÁSTRICO A velocidade com que o estômago se esvazia no duodeno depende do tipo de alimento ingerido. Comida rica em carboidratos deixa o estômago em poucas horas. Alimentos ricos em proteínas saem mais lentamente, e o esvaziamento é mais lento após uma refeição contendo lipídeos. Depende também da pressão osmótica do material que entra no duodeno. A hiperosmolaridade do conteúdo duodenal é detectada por “osmorreceptores” que inicia uma diminuição do esvaziamento gástrico. VÔMITO O vomito é uma regulação central da atividade gastrointestinal, depois tem o fechamento da glote. Regulado pelo SNC (formação reticular do bulbo), começa com salivação e a sensação de náusea e um peristaltismo invertido esvazia material da parte superior do intestino delgado para dentro do estômago. A glote se , prevenindo a aspiração do vômito para dentro da traqueia. Os músculos da parede abdominal se contraem e como o tórax é mantido em uma posição fixa, a contração aumenta a pressão intra-abdominal. O esfíncter inferior e o esôfago relaxam, e o conteúdo gástrico é ejetado. ÁREA POSTREMA: RECEPTORA DE GATILHO 1. Estrutura em forma de “V”. Nas paredes do quarto ventrículo. É um dos órgãos circunventriculares. 2. São áreas receptores do BH: injeção de apomorfina e fármacos eméticos. Ex: quimioterápicos e pílula do dia seguinte (em alguns casos provocam vômito) 3. Serotonina: liberadas pelas células heterocromafins via receptor 5-HT3, desemcadeiam vômito 4. Agentes antieméticos efetivos clorpromazina e haloperidol, que são antagonistas 5-HT e D2. 5. Outros tratamentos: corticosteroides, canabinóides e benzodiazepínicos. 6. Atuam por mecanismos desconhecidos: provavelmente diminuindo a ansiedade SÍNDROME DE DUMPING: Em casos de redução de estômago, estômago é grampeado e perde sua função de armazenamento. Hipoglicemia é muito comum após 2h de alimentos em grandes quantidades pelo aumento abrupto de insulina. Sintomas: fraqueza, tontura e sudorese após as refeições, em partes devidas a hipoglicemia. Outras causas: entrada rápida de refeições hipertônicas no intestino: provoca o movimento de tanto água para dentro do intestino que causam hipovolemia e hipertensão. Não há tratamento. PERISTALTISMO Resposta Reflexa: se inicia quando a parede do intestino é distendida pelo conteúdo do lúmen, ocorrendo em todas as partes do trato gastrointestinal do esôfago ao reto. A distenção: inicia uma contração circular acima do estímulo, e em uma área de relaxamento abaixo dele Onda de contração: move-se da direção oral para caudal, propelindo o conteúdo luminal adiante. METABOLISMO HEPÁTICO O fígado: ● Filtra e armazena o sangue ● Metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras ● Formação da bile ● Armazenamento de vitaminas e de ferro ● Formação dos fatores de coagulação --------------------------------------------- desisti Em relação ao controle da musculatura do terço inferior do esôfago, informe qual a musculatura que está envolvida e qual o nervo que é responsável por esse processo? Composta por musculatura lisa e controlada pelos nervos vagos. a digestão química do pão inicia-se na boca, com a ação da ptialina, e a da carne inicia-se no estômago, onde as proteínas são quebradas pela ação da pepsina e HCL. digestão é um processo que se inicia na boca com o auxílio dos dentes e da substância produzida pelas glândulas salivares. Estas glândulas: Produzem saliva, uma secreção onde se encontra a enzima ptialina A estimulação de áreas reticulares específicas, nos centros do paladar do tronco cerebral, causa movimentos de mastigação rítmicos. Além disso, a estimulação de áreas no hipotálamo, na amígdala e, até mesmo, no córtex cerebral, próxima às áreas sensoriais do paladar e do olfato, muitas vezes, pode causar mastigação. Entretanto, a maior parte do processo é causada por um reflexo específico. Marque a alternativa que corresponde a esse processo. Reflexo de mastigação. Grande parte do processo de mastigação é causada pelo reflexo de mastigação. A presença de bolo de alimento na boca, primeiro, desencadeia a inibição reflexa dos músculos da mastigação, permitindo que a mandíbula inferior se abaixe. Isso, por sua vez, inicia reflexo de estiramento dos músculos mandibulares que leva à con- tração reflexa, o que, automaticamente, eleva a mandí- bula, causando o cerramento dos dentes, mas também comprime o bolo, de novo, contra as paredes da cavidade bucal, o que inibe, mais uma vez, os músculos mandibulares, permitindo que a mandíbula desça e suba mais uma vez. Esse processo é repetido continuamente. Acalasia: Condição na qual o alimento se acumula no esôfago, e o órgão pode se tornar muito dilatado. Ela se deve ao tônus aumentado do esfíncter esofágico inferior (EEI) em repouso e relaxamento incompleto durante a deglutição. O plexo mioentérico do esôfago é deficiente no EEI nessa condição, e a liberação de NO e VIP é defeituosa. Marque a alternativa que corresponde corretamente à patologia supracitada. Dentre as funções exercidas pelo esfíncter esofágico inferior: Evitar refluxo do conteúdo gástrico Os dentes são adaptados, engenhosamente, para a mastigação, triturando e misturando os alimentos. Entretanto, um tipo de alimento, em especial, precisa dessa função para que sua digestão ocorra devidamente. Qual é esse alimento? A mastigação é importante para a digestão de todos os alimentos, mas especialmente importante para a maioria das frutas e dos vegetais crus, com membranas de celulose indigeríveis, ao redor das porções nutrientes, que precisam ser rompidas para que o alimento possa ser digerido. A deglutição é um processo complexo que envolve a sinalização entre a faringe e o centro da deglutição no tronco cerebral. Qual das seguintes estruturas é crítica para determinar se um bolo alimentar é pequeno o suficiente para ser deglutido? Dobras palatofaringianas. As dobras palatofaringianas localizadas de cada lado da faringe são puxadas medialmente, formando urna fenda sagital através da qual o bolo alimentar tem que passar. Esta fenda tem urna função seletiva, permitindo que o alimento suficientemente mastigado passe, porém impedindo a passagem de objetos maiores. O palato mole é tracionado para cima para fechar a parte posterior das fossas nasais, o que evita que o alimento passe para as cavidadesnasais. As cordas vocais da laringe são fortemente aproximadas durante a deglutição e a laringe é puxada para cima e anteriormente pelos músculos do pescoço. A epiglote então se dobra para trás sobre a abertura da laringe. O esfíncter esofagiano superior relaxa, permitindo que o alimento se movimente da parte posterior da faringe para a parte superior do esófago. Analise as sentenças abaixo e a relação proposta entre elas: I- Após uma cirurgia de retirada de vesícula biliar espera-se que haja somente secreção de bile hepática. Porque II- A bile é continuamente secretada pelas células hepáticas, porém a maior parte, deveria ser armazenada na vesícula biliar. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. componentes da bile que solubilizam o colesterol, formando micelas: Lecitina e sais biliares. São fatores que estimulam a síntese e secreção da bile: I- reabsorção de ácidos biliares. III- hormônios do TGI (CCK e secretina). Analise as sentenças abaixo e a relação proposta entre elas: I- O hormônio secretina aumenta a secreção de bile em um período de horas, após a refeição. Porque II- O hormônio secretina ativa o aumento de secreção da bile pelas células do parênquima hepático. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. O hormônio Colecistocinina promove o aumento da secreção biliar por meio do relaxamento do esfíncter de Oddi e pela contração da vesícula biliar. Sobre a secreção biliar: I- Contribui na digestão por meio do processo de emulsificação de lipídeos. II- Contribui na excreção de substâncias tóxicas ao organismo. III- Contribui na neutralização do quimo por meio de secreções aquosas ricas em bicarbonato. IV- Contribui na absorção de nutrientes por meio de enzimas presentes na bile. Analise as afirmativas a seguir: I- O fígado só sintetiza cerca de 600mg de ácidos biliares por dia. Apesar de secretar até certa de 12-36 g de sais biliares / dia. II- Isso ocorre devido a pouca perda de ácidos biliares nas fezes, uma vez que cerca de mais de 95% da secreção biliar sofre reciclagem pela circulação Entero-Hepática. As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. Os componentes predominantes na bile secretada pelos hepatócitos são Sais biliares (67%) e fosfolipídeos (22%) São causas de cálculos biliares: Absorção excessiva de ácidos biliares e excesso de colesterol na bile. 1. Um homem de 45 anos de idade é admitido na emergência de um hospital depois de ter sido encontrado caído na rua em estado inebriado. Ele está marcante mente pálido com conjuntivas e pele ictéricas. Seu abdome está distendido e há macicez móvel, indicando ascite. O fígado está aumentado até cerca de 5 cm abaixo da reborda costal direita e é doloroso. O baço não pode ser palpado. Há edema bilateral nas pernas e pés. Quais dos seguintes valores de bilirrubina direta e indireta (em miligramas por decilitro) são os mais provavelmente presentes no plasma deste homem? Resposta: D 2. Urna mulher obesa de 43 anos de idade com historia de cálculos biliares é admitida no departamento de emergência por causa de uma dor excruciante no quadrante superior direito. A mulher está ictérica e os raios X sugerem obstrução do ducto biliar comum. Quais dos seguintes valores de bilirrubina direta e indireta que mais provavelmente estarão presentes no plasma desta mulher (em miligramas por decilitro)? Resposta: C Cerca de 20% das pessoas com mais de 65 anos de idade apresentam cálculos biliares (colelitíase) nos Estados Unidos e um milhão de casos novos de cálculos biliares são relatados a cada ano. Os cálculos biliares são a causa mais comum de obstrução biliar. A despeito da causa dos cálculos biliares, os valores séricos da bilirrubina (especialmente a direta ou conjugada) estão usualmente elevados. Os valores da bilirrubina indireta ou não conjugada são usualmente normais ou apenas ligeiramente aumentados. Apenas a resposta C mostra um alto nível de bilirrubina direta (bilirrubina conjugada) comparado com o nível de bilirrubina indireta (bilirrubina não conjugada) 3. Uma mulher grávida de 32 anos de idade no terceiro trimestre é admitida na emergência por causa de dor intensa no quadrante superior direito depois de uma refeição com galinha frita. Sua pressão sanguínea é 130/84 mmHg, a frequência cardíaca é de 105 bpm, e a frequência respiratória 30/minuto. O índice de massa corporal antes da gravidez era 45 kg/m2. O exame físico mostra defesa abdominal e diaforese. Os níveis sérios de bilirrubina e a leucometria são normais. Esta paciente está mais provavelmente sofrendo de qual das seguintes patologias? Colelitíase. A colelitíase é a presenta de cálculos (colelitos) na vesícula biliar ou nos ductos biliares. Esta paciente mostra os sintomas típicos causados pelos cálculos biliares. 4. O aumento nos níveis séricos de bilirrubina nos pacientes com cirrose alcoólica mais frequentemente resulta de qual dos seguintes? Diminuição da excreção de bilirrubina na bile. A lesão das células hepáticas na cirrose hepática leva ao desenvolvimento da icterícia obstrutiva. A velocidade de formado da bilirrubina é normal e a bilirrubina livre entra nas células hepáticas para se tornar conjugada da maneira normal. No entanto, a bilirrubina conjugada é então retornada ao sangue, provavelmente pela rotura dos canalículos biliares congestionados e pelo esvaziamento direto da bile na linfa que deixa o fígado. 5. Um homem afro-americano de 45 anos de idade é admitido no departamento de emergência por causa de dor no quadrante superior direito. O homem tem uma historia de doença falciforme. Os exames laboratoriais mostram que os níveis plasmáticos de bilirrubina estão três vezes maiores quando comparados com os normais. Os estudos ultrassonográficos mostram a presença de cálculos biliares. Qual das seguintes é a composição mais provável dos cálculos biliares neste paciente? Pigmentos biliares. As doenças hemolíticas, como a anemia falciforme, resultam da destruição prematura dos eritrócitos. Quantidades excessivas de hemoglobina liberada pelos eritrócitos sanguíneos levam á superprodução de bilirrubina pelos fagócitos. Este aumento na produção de bilirrubina pode levar ao desenvolvimento de cálculos pigmentares na vesícula biliar que são compostos primariamente por bilirrubina. Uma mulher obesa de 57 anos de idade em terapia de reposição hormonal desenvolve cálculos na vesícula. Seus cálculos são mais provavelmente compostos por qual das seguintes substâncias? Colesterol. Em condições normais, o colesterol presente na bile pode precipitar, resultando na formado de cálculos de colesterol. Estes respondem por cerca de 80% dos cálculos da vesícula. Alguns dos fatores de risco para os cálculos de colesterol incluem obesidade, excesso de estrogénio pela gravidez ou pela reposição hormonal e o sexo. As mulheres entre 20 e 60 anos de idade têm probabilidade duas vezes maior de desenvolver cálculos da vesícula que os homens. Analise as sentenças abaixo e a relação proposta entre elas: I - A mistura do alimento no estômago ocorre na região do fundo e porção proximal do corpo gástrico. PorqueII - Ondas peristálticas de mistura se iniciam nas porções média a superior da parede gástrica e ganham intensidade quando progridem do corpo para o antro. I – Falsa: essa região é prioritária para armazenamento, carecendo de potencial de ação para peristalse de mistura. II – Verdadeira: Ondas peristálticas de mistura se iniciam nas porções média a superior da parede gástrica e se deslocam na direção do antro, uma a cada 15 a 20 segundos. A peristalse se inicia nas porções médias a superior da parede gástrica e se ganham intensidade quando progridem do corpo para o antro. Analise as sentenças abaixo e a relação proposta entre elas: I – O hormônio secretina aumenta a secreção de bile em um período de horas, após a refeição. Porque II – O hormônio secretina ativa o aumento de secreção da bile pelas células do parênquima hepático. A asserção I é uma proposiçãoverdadeira, e a II é uma proposição falsa. Além do forte efeito estimulador dos ácidos biliares na secreção de bile, o hormônio secretina, que também estimula a secreção pancreática, aumenta a secreção de bile, às vezes mais do que a duplicando, por horas depois da refeição. Esse aumento é quase inteiramente por secreção de solução aquosa rica em bicarbonato de sódio, pelas células epiteliais dos dúctulos e duetos biliares, sem aumento da secreção pelas próprias células do parênquima hepático. O bicarbonato, por sua vez, passa ao intestino delgado e se soma ao bicarbonato do pâncreas, para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. Analise as sentenças abaixo e a relação proposta entre elas: I – A acetilcolina tem efeito antagônico à ação da histamina durante a secreção gástrica de HCL. Porque II - A acetilcolina, liberada pela estimulação parassimpática, excita a secreção de pepsinogênio pelas células pépticas, de ácido clorídrico pelas células parietais, e de muco pelas células da mucosa. I – Falsa: a acetilcolina excita a secreção de ácido clorídrico pelas células parietais, assim como a histamina , através das células enterocromafins. II – Verdadeira. Os principais fatores que estimulam a secreção gástrica são acetilcolina, gastrina e histamina. Marque o item que indica corretamente o prejuízo da destruição em maciça dascélulas parietais: Ausência de secreção de fator intrínseco. Essas células secretam ácido clorídrico e o fator intrínseco. Quando destruídas, causam acloridria (ausência de secreção de ácido clorídrico), que irá influenciar no processo de digestão de proteínas (ativação do pepsinogênio, pex.); também podemos ver o efeito da ausência de secreção de fator intrínseco, essencial para absorção de vitamina B12 no íleo, resultando em anemia perniciosa. Qual das opções abaixo é considerada um fator inibidor da secreção gástrica: Presença de ácidos ou gorduras no intestino delgado superior. Um paciente pediátrico ingeriu um brinquedo e durante o exame endoscópico o médico detectou que o objeto estava impactado na região da primeira constrição esofágica, em seu início na junção faringoesofágica. Esta constrição é causada pela parte cricofaríngea do músculo Constritor inferior da faringe Muitos neonatos abandonam a amamentação em decorrência de um distúrbio denominado anquiloglossia (língua presa). Consiste no encurtamento de uma prega tecidual mediana, que une o assoalho da boca à face inferior da língua. Esta prega é denominada de: Frênulo da língua Sobre o esôfago, é correto afirmar que: Possui 3 constrições: cervical, broncoaórtica e diafragmática Sobre a cavidade oral, é correto afirmar que Os lábios são pregas musculofibrosas que circundam a boca. Os lábios têm como limite: sulco frenolabial e narinas. A gengiva é formada por tecido fibroso coberto por duas túnicas mucosas. O ser humano possui 32 dentes decíduos e 20 permanentes. Varizes esofágicas se formam como consequência da hipertensão portal (uma complicação progressiva da cirrose). A ruptura e o sangrado das varizes esofágicas são complicações graves da hipertensão portal e, se não tratadas corretamente, podem apresentar alta taxa de mortalidade. As veias acometidas por estas varizes são as que drenam para o sistema venoso porta. Assinale o item que apresenta estas veias. Veias Submucosas do esôfago O tecido muscular que ocorre no esôfago está organizado da seguinte forma: na porção proximal ocorre fibras musculares esqueléticas; na porção mediana ocorre fibras musculares esqueléticas e lisas; e na porção distal ocorre fibras musculares lisas. O sistema da veia porta drena praticamente todas as vísceras abdominais, tendo grande importância na fisiologia digestória e na farmacologia. As veias do estômago drenam direta ou indiretamente para a veia porta. Assinale o item correto que apresenta uma veia do estômago que drena diretamente para a veia porta. Veia gástrica direita Veia gastromental direita Veia gastromental esquerda Veias gástricas curtas O corpo estranho (CE) no esôfago é uma afecção frequente em serviço de urgência. O CE mais comum em crianças são as moedas e, no adulto, o de origem alimentar. Os objetos podem ficar aprisionados nas constrições do esôfago, principalmente, na primeira, que é produzida pela parte cricofaríngea de um dos músculos da faringe. Assinale o músculo da faringe que gera esta constrição. M. constritor inferior da faringe. Consiste em uma prega peritoneal proeminente, que tem quatro camadas e pende como um avental da curvatura maior do estômago e da parte proximal do duodeno, segue em sentido descendente, dobra-se de volta e se fixa à face anterior do colo transverso. A estrutura anatômica descrita acima trata-se do(a) omento maior O fundo gástrico e a parte superior do corpo gástrico são irrigadas pelas artérias gástricas curtas e posteriores. A glândula submandibular tem seu ducto localizado no vestíbulo da boca. O músculo masseter fixa-se no processo coronóide da mandíbula, elevando-a. O músculo bucinador situa-se no assoalho da cavidade oral. O ducto da glândula parótida desemboca no vestíbulo da boca. As papilas circunvaladas situam-se na raiz da língua. O músculo genioglosso protrai a língua e fixa-se nas espinhas genianas. O músculo pterigoideo medial fixa-se na fossa pterigoidea no colo da mandíbula. O músculo temporal não atua na articulação temporomandibular. O antro da parte pilórica limita-se com o fundo. O canal pilórico é mais fino à palpação que o antro. A curvatura maior é de forma convexa. A Incisura cárdica continua-se na curvatura menor. O palato mole é o terço posterior móvel do palato e fica suspenso na margem posterior do palato duro. Na parte posteroinferior o palato mole tem margem livre curva da qual pende um processo cônico: Úvula Tem sua fixação na aponeurose palatina e na lateral da língua. Sua principal ação é elevar a parte posterior da língua e leva o palato mole sobre a língua M. Palatoglosso A obstrução à passagem do ar causada por alteração da motilidade da musculatura posterior do palato mole é uma das causas mais comum de estridor vocal (ronco). A toxina botulínica injetada nesta região, unilateralmente, minimiza a motilidade muscular, diminuindo desta forma, a produção de ruídos, ao dormir. Assinale o item que apresenta apenas músculos presentes na região tratada. M. da Úvula; M. Tensor do Véu Palatino; M. Levantador do Véu Palatino. A abordagem cirúrgica mais popular para o Divertículo de Zenker é a esofagomiotomia cervical e ressecção do divertículo realizada através de uma cervicotomia lateral oblíqua. O divertículo é dissecado até a sua base, e uma esofagomiotomia extramucosa é realizada em ambas as direções da base do divertículo para garantir que todas as fibras do músculo sejam reinseridas. O músculo reinserido é o mesmo envolvido na formação da constrição cervical do esôfago. Assinale a alternativa que apresenta o nome deste músculo. Parte cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe.