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Universidade Catolica de Mocambique Instituto de Ensino a Distancia METAFISICA E O FIM ÚLTIMO DO HOMEM Discente : Zainate Abdala Código: 708208581 Curso: Lic.em ensino de Biologia Disciplina : Introd. A Filosofia Docenteː Felisberto Z. Namuizai Ano de frequência : 2º Turmaː F Nampula,Maio de 2021 Universidade Catolica de Mocambique Instituto de Ensino a Distancia Exercise of English Language Zainate Cursoː Biologia Discilina de Ingles 1º Ano Nampula,Março de 2020 1 Índice Introdução ................................................................................................................................... 2 A Metafísica e o fim último do Homem ..................................................................................... 3 Conclusão ................................................................................................................................... 6 Bibliografia ................................................................................................................................. 7 2 Introdução O Presente trabalho visa abordar sobre a Metafísica e o fim último do homem e não tem a pretensão de abarcar todas as questões envolvidas em introdução a filosofia. Trata-se, tão- somente, de uma contribuição para consulta por parte dos leitores. Pode também servir de instrumento de consulta a outros interessados em saber um pouco mais sobre a cadeira. Os aprofundamentos teóricos ou práticos poderão ser buscados nos materiais sugeridos na bibliografia no final deste trabalho, assim como em outros recursos. A estrutura deste trabalho, por si só, serve de modelo para um trabalho académico. Dada a complexidade dos temas, os conteúdos apresentados neste artigo são abordados de uma maneira sintética visando facilitar a leitura e interpretação dos mesmos. Segundo afirmou-se, o trabalho está organizado de forma que facilite a consulta obedecendo a lógica de agrupamento temático dos conteúdos. 3 A Metafísica e o fim último do Homem Todo ser humano age em vista de um fim, como animal proposital e racional que é, age com propósitos e pensando em fins. Toda nossa ação prática começa com um breve pensamento do que queremos e como chegaremos a esse bem que queremos. O fim que temos em vista e também os meios que usaremos para alcançá-los. Nisso nos distinguimos dos animais brutos (irracionais), que agem puramente em função de sua natureza instintiva. Também se diferencia nossa ação prática dos demais eventos da natureza. Quando você quer dominar algum assunto de prontidão procura um tutor ou um livro para que se aprofunde. Quando desejamos facilitar nossa locomoção, compramos um carro. Tudo o que fazemos é em vista de um fim e pensando nos meios que utilizaremos. É impossível que não seja assim, afinal, é da natureza humana que tenhamos o fazer prático. No nosso cotidiano, quando queremos uma coisa e a conseguimos de imediato já começamos a pensar em outra coisa que queremos. Também é assim quando queremos múltiplas coisas, estamos desejando múltiplos fins e usando múltiplos meios. Parece, então, que sempre que o ser humano atinge um fim esse fim não verdadeiramente é um fim mas um meio para outro fim que, quando atingido, se torna também um meio e assim infinitamente. Sucede que, se assim fosse, os seres humanos nunca poderiam começar o agir prático. Já vimos que todo humano age em vista de um FIM para o qual utiliza meios e não em vista de meios. Se existissem apenas meios nunca começaríamos a fazer nada, nunca mesmo, visto que todas as ações humanas são propositadas. Isto é severamente falso. Portanto sabemos que há um fim para o qual o ser humano age e não apenas meios. O ser humano sempre age em vista de um fim último, ainda que não consiga reconhecê-lo primariamente. Qual é o fim último de todo homem? Essa questão pode ser debatida porém, para Aristóteles e São Tomás de Aquino o fim último que todo homem busca é a felicidade. Sempre quando atingimos um fim ficamos um pouco mais felizes. Mesmo aqueles que desejam coisas prejudiciais a si mesmo (drogas, bebidas, sexo sem regras), o desejam pensando que aquilo o deixará mais feliz e que não há nenhum mal naquilo. Colocarei aqui três características supra-citadas do fim último. 4 1 — Deve ser desejado por causa de si mesmo (e todos os fins serão direcionados para ele devido à ele mesmo); 2 — Deve ser perfeito (estudar o gênero de causas e os três tipos de agentes ou causas eficientes e sua relação com a vontade); 3 — Deve ser suficiente por si mesmo (é a consequência da pertença do bem perfeito, e deve conter toda a felicidade em si mesmo); Não há unanimidade sobre os fins para os quais o Homem foi criado. No entanto, analisando as abordagens feitas pelos filósofos, parece haver uma visão teleológica para a existência humana. Aristóteles, na obra Ética a Nicómaco, diz que toda a acção humana é feita em função de um fim. Esse fim é o bem. Para o filósofo, esse bem tem de ser soberano e o bem soberano é a felicidade. Portanto, ser feliz é o fim último da existência humana. A chave da felicidade compreende três realidades: prazer, ser cidadão livre e responsável e viver segundo a razão. Esta posição foi reiterada por Santo Agostinho, na época medieval. Para o hiponense, o Homem é chamado a ser feliz. Mas o que se entende por felicidade? A felicidade não consiste na busca incessante de bens materiais. Consiste, sim, na busca de um bem permanente — Deus. S. Tomás de Aquino reconhece igualmente que o Homem é o único ser que age em função de um fim. O facto de o Homem ser dono dos seus actos é o que o diferencia dos seres irracionais, razão por que só aquelas mesmas acções de que ele é senhor podem chamar-se humanas. Ora, é por ser dotado de razão e vontade que o Homem tem domínio sobre os seus actos, e a faculdade ou potência conjunta de razão e vontade é o que se chama livre arbítrio. Com efeito, «todas as acções que procedem de uma potencia são causadas por ela em razão de seu objecto» e o objecto da vontade não é senão o bem e o fim. «Logo, é necessário que todas as acções humanas tenham em vista um fim.» (A potência geradora das acções referidas é o Homem.) 5 Dante atribui ao Homem dois fins últimos: o fim sobrenatural (a salvação das almas individuais) e o fim natural (a felicidade terrena, com o atendimento das necessidades materiais e a formação das virtudes morais do homem no âmbito da pólis). Para o pensador moçambicano Brazão Mazula, o homem tem de agir de acordo com a ética da felicidade. O modelo da ética da felicidade baseia-se no trabalho duro, na criatividade e na honestidade e não na acumulação ilícita de bens. Uma das grandes questões que o homem se vem colocando é a que diz respeito aos fins para os quais existe.Analisando as abordagens feitas pelos filósofos parece haver uma visão teológica para a existência humana. 6 Conclusão Todas as criaturas possuem um só e mesmo fim último: Deus. Entretanto, cada uma alcança este fim consoante a sua natureza. O homem o alcança através de um ato do intelecto especulativo. Tal ato consiste na contemplação da própria essência divina. E’, pois, neste ato que reside a felicidade última do homem, do qual todos os demais atos são apenas uma participação imperfeita. Agora bem, o fim último do homem, bem se vê, ultrapassa-lhe a natureza, pelo que ele só poderá atingi-lo mediante a graça divina. Sendo assim, o fim último do homem, e a sua felicidade derradeira, não se encontram nesta vida. De fato, nem a posse dos bens do corpo, nem os da alma podem aquietar a sua vontade e saciar a sua sede de conhecimento. Nesta terra, o homem só pode lograr uma beatitude imperfeita, pela contemplação dos efeitos de Deus, as criaturas que se assemelham. Sobrenatural em sua essência, o fim último do homem não lhe é contrário à natureza. Embora, primordialmente, um ato do intelecto especulativo, a beatitude última do homem não é a de um espírito puro. Coroada na glória, a alma fará o corpo participar da palma do seu triunfo, espiritualizando-o e tornando-o incorruptível com ela. 7 Bibliografia GEQUE, Eduardo; BIRIATE, Manuel. Filosofia 12ª Classe – Pré-universitário. 1ª Edição. Longman Moçambique, Maputo, 2010.