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Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
Capítulo 16. Demonstrações Contábeis 
 
16.3.3. Questões de Concursos Públicos – Balanço Orçamentário 
 
1. (Cespe – TRT-10
a
 Região – Contabilidade – 2012) 
 
O inciso V, do art. 29, da LRF conceitua refinanciamento da dívida mobiliária da 
seguinte forma: “emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da 
atualização monetária.” 
Ora, se o refinanciamento da dívida mobiliária representa a emissão de títulos públicos 
para fins de pagamento de dívidas/empréstimos anteriormente tomados, esta operação 
gera receita e concomitante despesa. Assim, devem ser evidenciadas destacadamente no 
Balanço Orçamentário, 
O § 1
o
, do art. 52, da LRF estabelece que os valores referentes ao refinanciamento da 
dívida mobiliária constarão destacadamente nas receitas de operações de crédito e nas 
despesas com amortização da dívida, dentro do relatório resumido da execução 
orçamentária – RREO. É importante esclarecer que o Balanço Orçamentário é parte 
integrante do RREO. 
 
Gabarito: Certo. 
 
2. (Cespe – FNDE – 2012) 
 
Segundo o art. 102 da Lei n
o
 4.320/1964, o Balanço Orçamentário demonstrará as 
receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas. 
 
Em sua estrutura, deve evidenciar as receitas e as Despesas Orçamentárias por categoria 
econômica, confrontar o orçamento inicial e as suas alterações com a execução, 
demonstrar o resultado orçamentário e discriminar: 
 
a) as receitas por fonte (espécie); e 
b) as despesas por grupo de natureza. 
 
O Balanço Orçamentário apresentará as receitas detalhadas por categoria econômica, 
origem e espécie, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o 
exercício, a receita realizada e o saldo a realizar. 
 
Demonstrará também as despesas por categoria econômica e grupo de natureza da 
despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício, as 
despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação. 
 
Gabarito: Certo. 
 
3. (Cespe – EBC – Analista-Contador – 2011) 
 
Com as informações prestadas não há como afirmar o resultado corrente da execução 
orçamentária. Perceba que a questão informa a receita corrente PREVISTA e a despesa 
corrente EXECUTADA. Precisaríamos saber também (ou ter como calcular) a receita 
corrente arrecadada. 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
 
Gabarito: Errado. 
 
4. (Cespe – DPU – Contador – 2010) 
 
Resultado Orçamentário = receita realizada – despesa executada 
Resultado Orçamentário = 4.200.000 – 4.300.000 
Resultado Orçamentário = –100.000 (negativo) 
 
Gabarito: Letra c. 
 
5. (Cespe – TCU – TFCE – 2009) 
 
Há apenas dois itens que poderiam suscitar dúvida no candidato: 
 
“Rolagem da dívida”: rolar a dívida é não pagá-la efetivamente, ou seja, obter um novo 
empréstimo para pagar o vencendo. Como está na coluna das receitas, a “rolagem da 
dívida” indica o ingresso de recursos oriundos dessa operação de crédito, sendo, 
portanto, uma Receita de Capital – Operações de Crédito. 
 
“Juros”: essa é uma pegadinha frequente em concursos. Os juros e demais encargos 
pagos devem ser classificados como Despesa Corrente – Juros e Encargos da Dívida. 
 
Apenas a amortização do empréstimo e sua atualização monetária ou cambial que 
devem ser classificados como Despesa de Capital – Amortização da Dívida. 
 
Cálculo do resultado orçamentário CORRENTE: 
(1) RECEITAS CORRENTES 350 
Receitas tributárias 350 
(2) DESPESAS CORRENTES 210 
Pessoal e encargos 75 
Outros custeios 70 
Juros 65 
(3=1–2) RESULTADO ORÇAMENTÁRIO CORRENTE 140 
 
Assim, o superávit do orçamento corrente NÃO foi de R$ 205 milhões, conforma 
afirma a questão, mas sim de R$ 140 milhões, motivo pelo qual a questão está errada. O 
superávit do orçamento corrente de R$ 140 milhões será no próximo exercício uma 
receita de capital não orçamentária (fonte extraorçamentária de recursos). 
 
Gabarito: Errado. 
 
6. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
 
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários 
informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, 
econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas 
mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão, para a adequada prestação de 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
contas e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social (NBC T 
16.1). 
 
As demonstrações contábeis são exatamente a materialização do objetivo das ciências 
contábeis: elas prestam informações de natureza orçamentária, econômica, financeira e 
física do patrimônio público, como também suas mutações. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com base na estrutura de Balanço Orçamentário prevista no Anexo 12 da Lei n.º 
4.320/1964 e apresentada acima, julgue os próximos itens. 
 
7. (Cespe – Auditor/Secont-ES 2009) 
A questão está idêntica à Lei nº 4.320/1964, artigo nº 102: “O Balanço Orçamentário 
demonstrará as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas.”. CERTO. 
 
8. (Cespe – Auditor/Secont-ES 2009) 
O resultado orçamentário do exercício é obtido do confronto entre as receitas 
arrecadadas e despesas executadas. ERRADO. 
 
9. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
 
Ocorre o inverso: sob a ótica orçamentária, considera-se realizada a receita que tenha 
sido arrecadada, independentemente da ocorrência do fato gerador. 
 
Gabarito: Errado. 
 
10. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
 
Essa foi moleza! Nem é preciso fazer cálculos, pois a resposta já está no Balanço 
Orçamentário: déficit de R$ 20 mil. 
 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
O resultado orçamentário do exercício (ROE) é a diferença entre a soma das receitas e 
despesas executadas. 
 
ROE = receita executada – despesa executada 
ROE = 490.000 – 510.000 
ROE = - 20.000 (negativo) 
 
Gabarito: Errado. 
 
11. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
 
Como houve um déficit de arrecadação de R$ 22 mil, ou seja, uma diferença negativa 
entre a receita prevista e a efetivamente arrecadada, pode-se afirmar, de fato, que o 
resultado orçamentário deficitário foi influenciado pelo desempenho abaixo do esperado 
da arrecadação de receitas. 
 
Gabarito: Certo. 
 
12. (Cespe – TRE-MG – Técnico – 2009 – Adaptada) 
 
Na coluna “autorizado” consta a dotação inicial aprovada na Lei Orçamentária Anual 
mais os créditos adicionais autorizados no transcurso do exercício, os quais modificam a 
LOA inicialmente aprovada. Como os valores empenhados por programa, e 
consequentemente no total, são iguais ou inferiores aos valores autorizados, não houve 
descumprimento da LOA. 
 
Gabarito: Errado. 
 
13. (Cespe – TRE-MG – Técnico – 2009 – Adaptada) 
 
Com os dados apresentados na questão não há como afirmar o valor liquidado. 
 
Gabarito: Errado. 
 
14. (Cespe – Inmetro – Analista –2009) 
 
A inscrição de empenhos em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e o seu 
pagamento em exercício posterior uma Despesa Extraorçamentária. 
 
Gabarito: Certo. 
 
15. (Esaf – DNIT – Contador – 2013) 
 
a) A apuração de superávits de capital e corrente simultâneos NÃO implica em 
superávit financeiro no Balanço Patrimonial. São cálculos distintos. O superávit 
financeiro é a diferença positiva entre Ativo Financeiro e Passivo Financeiro. Já os 
superávits do Balanço Orçamentário apenas indica arrecadação de receita maior do que 
a realização de despesa. Pode-se obter superávit orçamentário (BO) e déficit financeiro. 
Errado. 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª EdiçãoDeusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
 
b) O resultado apurado no Balanço Orçamentário NÃO se confunde com o resultado 
financeiro porque este (resultado financeiro) inclui receitas e Despesas 
Extraorçamentárias. Errado. 
 
c) Conforme o MCASP/2012, o Balanço Orçamentário, definido pela Lei n
o
 
4.320/1964, demonstra as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas. 
Em sua estrutura, deve evidenciar as receitas e as Despesas Orçamentárias por categoria 
econômica, confrontar o orçamento inicial e as suas alterações com a execução, 
demonstrar o resultado orçamentário e discriminar: 
 
a) as receitas por fonte (espécie); e 
b) as despesas por grupo de natureza. 
 
O Balanço Orçamentário apresentará as receitas detalhadas por categoria econômica, 
origem e espécie, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o 
exercício, a receita realizada e o saldo a realizar. 
 
Demonstrará também as despesas por categoria econômica e grupo de natureza da 
despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício, as 
despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação. 
Certo. 
 
d) O que significa capitalizar e descapitalizar para as finanças públicas? Exemplo de 
capitalização: amortização de dívida. Exemplo de descapitalização: empréstimos 
tomados. 
 
Em determinado exercício financeiro, quando o estado amortiza sua dívida em valor 
superior aos empréstimos tomados considera-se capitalização, ao contrário, 
descapitalização. Errado. 
 
e) A ocorrência de insuficiência na arrecadação das receitas de capital leva à ocorrência 
de déficit no orçamento de capital. Errado. 
 
Gabarito: Letra c. 
 
16. (Esaf – MDIC – ACE – 2012) 
 
A Lei Orçamentária Anual é aprovada com uma previsão inicial da receita e despesa. 
Ao longo do exercício financeiro ambas irão sofrer alterações (mediante lei), ocorrendo, 
assim, nova previsão de arrecadação de receita e de execução de despesa (é o que a 
questão chama da “previsão atualizada”). 
 
A questão refere-se ao “desequilíbrio” orçamentário como sendo despesas superando 
receitas. 
 
Vamos analisar as opções: 
 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
a) A despesa fixada é o limite, o teto imposto para execução da despesa. Assim, é 
vedada a emissão de empenhos acima desse limite. Errado. 
 
b) Com a deficiência de ingresso financeiro o ente deve diminuir a execução de 
despesas, daí a existência da previsão ATUALIZADA da receita e despesa. Errado. 
 
c) A receita insuficientemente estimada quer dizer que serão arrecadados mais recursos 
do que o previsto, ou seja, foi efetuada uma previsão a menor de receita (menos do que 
o real). 
 
O excesso na fixação da despesa quer dizer que serão executadas menos despesas do 
que o previsto, ou seja, foi efetuada uma previsão a maior de despesa (mais do que será 
de fato realizada). 
 
Assim, ambas as situações citadas na opção (insuficiência na estimação da receita ou 
excesso na fixação da despesa) resultará em uma execução orçamentária positiva, seja 
pela arrecadação maior do que a prevista ou pela execução de despesas menor do que a 
prevista. Errado. 
 
d) As fases de execução da despesa são imprescindíveis e ocorrem necessariamente 
nesta ordem: empenho, liquidação e pagamento. Não podem ser pagas despesas sem que 
tenham sido formalmente liquidadas. Errado. 
 
e) O superávit financeiro proveniente do exercício anterior é uma fonte 
extraorçamentária de recursos, as quais podem ser utilizadas no exercício financeiro em 
curso, resultando, assim, em Despesas Orçamentárias. Portanto, a utilização do 
superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial do exercício anterior causará um 
desequilíbrio orçamentário, execução de despesas ORÇAMENTÁRIAS acima das 
receitas ORÇAMENTÁRIAS. Certo. 
 
Gabarito: Letra e. 
 
17. (Esaf – Susep – Analista Administrativo – 2010) 
 
Observe que o comando da questão pede a opção falsa! 
 
a) O BO demonstra toda a despesa empenhada. Assim, contempla a despesa liquidada 
ou não no exercício. Portanto, a despesa empenha e não liquidada (Restos a Pagar não 
processados) constam nesta demonstração contábil. Certo. 
 
b) O BO não é fluxo de caixa. O Balanço Orçamentário evidencia as receitas e despesas 
previstas em confronto com as realizadas. O fluxo de caixa é evidenciado no Balanço 
Financeiro. Isto porque o BF contempla os ingressos orçamentários e 
extraorçamentários. Já o BO demonstra apenas os recursos orçamentários. Errado. 
 
c) Os ingressos financeiros recebidos do órgão central são receitas. Assim, são 
registrados do lado das receitas. Certo. 
 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
d) Esta é para você não errar! A diferença positiva entre a receita de capital realizada e a 
Despesa de Capital liquidada constitui o superávit de capital. Certo. 
 
e) O montante dos valores pagos no exercício é evidenciado no Balanço Financeiro. 
Certo. 
 
Opção ERRADA, letra b. 
 
Gabarito: Letra b. 
 
 
18. (Esaf – CGU – AFC – Desenvolvimento Institucional – 2008) 
Questão bastante fácil! Exigiu apenas conhecimentos conceituais. 
O que significa déficit de capital? 
 
Receita de Capital Realizada < Despesa de Capital Realizada, demonstra que houve 
déficit de capital; 
 
Exemplo de resultado de capital deficitário: 
Receitas de Capital arrecadadas 30 
(-) Despesas de Capital executadas (50) 
(=) Déficit de capital (20) 
(30 – 50 = –20), portanto, déficit de capital = -20 
 
Gabarito: Letra b 
 
19. (Esaf – MPOG – APO – 2008) 
 
Conforme o art. 102 da Lei n
o
 4.320/1964, o Balanço Orçamentário (BO) demonstrará 
as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas. 
 
Assim, o resultado apurado no Balanço Orçamentário (déficit ou superávit) inclui só as 
receitas arrecadadas comparando-as com as despesas executadas. 
 
Cálculos: 
a) O déficit ou superávit de capital é apurado somando-se as receitas de capital 
arrecadadas e subtraindo-se as Despesas de Capital executadas. 
Receitas de Capital arrecadadas 700 
(-) Despesas de Capital executadas (1.300) 
= Déficit de capital (600) 
 
Conclusão: Déficit de capital no valor de R$ 600. 
 
b) O déficit ou superávit corrente é apurado somando-se as receitas correntes 
arrecadadas e subtraindo-se as despesas correntes executadas. 
Receitas Correntes arrecadadas 2.150 
(-) Despesas Correntes executadas (1.250) 
= Superávit Corrente (900) 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
 
Conclusão: superávit corrente de R$ 900. 
 
c) O superávit orçamentário é apurado somando-se todas as receitas arrecadadas e 
subtraindo-se das despesas executadas. 
Receitas arrecadadas 2.850 
(-) Despesas Correntes executadas (2.550) 
= Superávit corrente (300) 
 
Conclusão: superávit orçamentário de R$ 300. 
 
d) O excesso de arrecadação é apurado utilizando-se só os dados do lado das receitas, 
comparando-se as receitas previstas com as receitas arrecadadas. 
Quando a Receita prevista > Receita arrecadada haverá insuficiência ou déficit de 
arrecadação (frustração de receita). 
Receitas previstas 3.000 
(-) Receitas executadas (2.850) 
= Déficit de arrecadação (150) 
 
Conclusão: déficit de arrecadação de R$ 150. 
 
e) Apura-se a economia de Despesas de Capital comparando a despesa fixada com a 
executada. 
Despesa de Capital fixada 1.600 
(-) Despesa de Capital executada (1.300) 
= Economia de Despesa de Capital (300) 
 
Conclusão: Economia de Despesa de Capital de R$ 300. 
Portanto, 
 
Gabarito: Letra c. 
 
20. (FCC – MP-SE – Analista – Contabilidade – 2009) 
 
Atente-se para os conceitos: 
Resultado da Execução 
Orçamentária 
= 
Receita 
Arrecadada 
– Despesa Executada 
EconomiaOrçamentária 
(economia de despesa) 
= Despesa Fixada > Despesa Executada 
Excesso de Arrecadação (superávit 
de arrecadação) 
= 
Receita 
Arrecadada 
> Receita Prevista 
Superávit Financeiro = Ativo Financeiro > Passivo Financeiro 
 
a) Superávit na Arrecadação = Receita Arrecadada – Receita Prevista 
Superávit na Arrecadação = 120 – 100 = 20. Errado. 
 
b) Não existe o indicador déficit de previsão, mas apenas déficit ou superávit de 
arrecadação. Errado. 
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 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
 
c) Cálculo das disponibilidades financeiras: 
Receitas arrecadadas 120 
Despesas pagas (60) 
Variação da disponibilidade financeira (acréscimo) 60 
Errado. 
 
d) Excesso de Arrecadação = Superávit de Arrecadação 
Vide resolução da opção a. Errado. 
 
e) ATIVO FINANCEIRO = Receitas Arrecadadas – Despesas Pagas 
AF = 120 – 60 
AF = 60 
PASSIVO FINANCEIRO = Despesas Realizadas – Despesas Pagas 
PF = 90 – 60 
PF = 30 (exatamente os Restos a Pagar processados) 
Superávit Financeiro = Ativo Financeiro – Passivo Financeiro 
Superávit Financeiro = AF – PF = 60 – 30 
Superávit Financeiro = 30. Certo 
 
Gabarito: Letra e. 
 
21. (FCC – TJ-PI – Analista – 2009) 
 
Eis os conceitos cobrados nessa questão: 
Economia orçamentária = despesa executada < despesa fixada 
Superávit orçamentário = receita arrecadada > despesa executada 
Superávit de arrecadação = receita arrecadada > receita prevista 
 
Vamos verificar cada opção: 
a) Ocorreu o inverso: execução de despesa maior que a despesa fixada. 
Despesa fixada 1.100.000 
Despesa executada (1.130.000) 
Diferença (30.000) 
Errado. 
 
b) Ocorreu o inverso: excesso de arrecadação. 
Receita prevista (1.170.000) 
Receita executada (arrecadada) 1.180.000 
Diferença (excesso de arrecadação) 10.000 
Errado. 
 
c) Perfeito! Conforme demonstrado acima. Certo. 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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 Série Provas e Concursos 
 
 
d) Ocorreu o inverso: superávit orçamentário de R$50.000,00. 
Receita executada (arrecadada) 1.180.000 
Despesa executada (1.130.000) 
Superávit orçamentário 50.000 
 
Errado. 
 
e) A despesa executada excedeu a despesa prevista em R$ 30.000, conforme resolução 
da opção “A”. Errado. 
 
Dica: Observe que os cálculos constantes na resolução do exercício são apenas para fins 
de demonstração, já que o Balanço Orçamentário já informa os dados e apura todos os 
resultados. Portanto, compreenda a sistemática do demonstrativo, pois assim você 
ganhará tempo para resolver a questão durante a prova. 
 
Portanto, 
 
Gabarito: Letra c. 
 
22. (FCC – TRF-5
a
 Região – Analista – 2008) 
 
Vamos rever os principais conceitos: 
Economia orçamentária = despesa executada < despesa fixada 
Superávit orçamentário = receita arrecadada > despesa executada 
Superávit de arrecadação = receita arrecadada > receita prevista 
 
A questão pede a economia orçamentária: 
Despesa fixada (prevista) 760 
Despesa executada (715) 
Diferença (economia orçamentária) 45 
Gabarito: Letra d. 
 
23. (FCC – TRF-5
a
 Região – Analista – 2008) 
 
Receita executada (arrecadada) 765 
Despesa executada (715) 
Resultado da execução orçamentária (superávit) 50 
 
Novamente! Dica: Os cálculos constantes na resolução dos exercícios são apenas para 
fins de demonstração. Observe que o Balanço Orçamentário já informa os dados e apura 
todos os resultados. Portanto, compreenda a sistemática do demonstrativo, assim você 
ganhará tempo para resolver a questão durante a prova. 
 
Gabarito: Letra d. 
 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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24. (FCC – MPE-PE – Analista Min. Contabilidade – 2012) 
 
O comando da questão pede uma situação que ocorre economia de despesa, ou seja, 
análise apenas do lado das despesas. 
B. Desempenho da execução de despesas: 
Análise do desempenho da execução de despesas: 
DESPESA FIXADA > 
DESPESA 
REALIZADA 
= 
ECONOMIA DE 
DESPESA 
DESPESA FIXADA < 
DESPESA 
REALIZADA 
= EXCESSO DE DESPESA 
DESPESA FIXADA = 
DESPESA 
REALIZADA 
= RESULTADO NULO 
A economia de despesa (também denominada de economia orçamentária) resulta de 
uma execução de despesa abaixo da fixada. Tal economia não necessariamente informa 
algo positivo, pois, a priori, demonstra que o Estado não prestou serviços ou não 
efetuou os investimentos necessários autorizados pelo Legislativo, ou seja, as demandas 
da população podem estar sendo frustradas. 
O excesso de despesa resulta em execução de despesa acima da fixada pelo Poder 
Legislativo, portanto, trata-se de uma situação de inconsistência, vedada pela legislação. 
 
Gabarito: Letra a. 
 
25. (FCC – TRE-RN – Analista Judiciário – Área Contabilidade – 2011) 
 
Contas R$ 
Receitas Correntes 
Impostos 120 
Imobiliárias 80 
Receitas de Capital 
Operações de crédito 100 
Concessões e permissões 50 
Alienação de bens móveis 200 
Total das Receitas (Corrente e de Capital) 550 
Despesas 
Correntes 
Aquisição de livros 80 
Aquisição de combustível 40 
Salário de pessoal 160 
De capital 
Aquisição de computadores 50 
Aquisição de imóvel 170 
Total das despesas 500 
Resultado orçamentário: 
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Total das Receitas 550 
(-) Total das Despesas (500) 
= Resultado Orçamentário superavitário 50 
 
Resultado corrente: 
Total das Receitas Correntes 200 
(-) Total das Despesas Correntes (280) 
= Resultado Orçamentário corrente deficitário (80) 
Observação 1: As receitas de capital foram superiores às correntes em R$ 150. 
Observação 2: As despesas correntes superaram as de capital em R$ 60. 
 
Gabarito: Letra a. 
 
Gabarito: 
 
1. c – 2. c – 3. e – 4. c – 5. e – 6. e – 7. c – 8. e – 9. e – 10. e – 11. c – 12. e – 13. e – 14. 
c 15. c 16. e 17. b – 18. b – 19. c – 20. e – 21. c – 22. d – 23. d – 24. a – 25. a. 
 
16.4.3. Questões de concursos públicos – Balanço Financeiro 
1. (Cespe – TRT-10
a
 Região – Contabilidade – 2012) 
 
Às vezes podem-se resolver questões apenas com o conhecimento da estrutura das 
demonstrações contábeis. Esta questão é um exemplo. Aí está a importância de haver 
“mentalização” da estrutura das DC. 
 
Observe a estrutura do BF: 
INGRESSOS/RECEITAS DISPÊNDIOS/DESPESAS 
Especificação An
o 
X1
* 
Ano 
X0* 
Especificação An
o 
X1
* 
Ano 
X0* 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
RECEITA ORÇAMENTÁRIA 
(I) 
Ordinária 
Vinculada 
.Previdência Social 
.Transferências 
obrigatórias de outro ente 
.Convênios 
(...) 
(-) Deduções da Receita 
Orçamentária 
 
TRANSFERÊNCIAS 
FINANCEIRAS RECEBIDAS 
(II) 
 
RECEBIMENTOS 
EXTRAORÇAMENTÁRIOS 
(III) 
 
SALDO EM ESPÉCIE DO 
EXERCÍCIO ANTERIOR 
(IV) 
$ $ 
DESPESA ORÇAMENTÁRIA 
(VI) 
Ordinária 
Vinculada 
.Previdência Social 
.Transferências 
obrigatórias de outro ente 
.Convênios 
(...) 
 
 
 
TRANSFERÊNCIAS 
FINANCEIRAS 
CONCEDIDAS (VII) 
 
PAGAMENTOS 
EXTRAORÇAMENTÁRIOS 
(VIII) 
 
SALDO EM ESPÉCIE PARA 
O EXERCÍCIO SEGUINTE 
(IX) 
$ $ 
TOTAL (V) = (I+II+III+IV) TOTAL (X) = 
(VI+VII+VIII+IX) 
 
* X1 = exercício atual e X0 = exercício anterior. 
Portanto, conforme se observa dentro da estrutura do BF, as transferências recebidas, 
independentemente, se obrigatórios, voluntárias etc. são evidenciadas dentro dos 
ingressos orçamentários, e não extraorçamentários como afirmado no comando da 
questão. 
 
Gabarito: Errado. 
 
2. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
O valor dos empenhos inscritos em Restos a Pagar no exercício serão computados na 
Receita Extraorçamentária para compensar sua inclusão na Despesa Orçamentária 
(parágrafo único, art. 103, Lei n
o
 4.320/1964). 
 Orçamento e ContabilidadePública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
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A Despesa Orçamentária gerada com a inscrição do empenho em Restos a Pagar acaba 
sendo demonstrada no Balanço Financeiro, entretanto, ela não foi de fato paga, ou seja, 
não houve desembolso financeiro com a inscrição do empenho em Restos a Pagar. 
Dessa forma, para que a Despesa Orçamentária gerada pela inscrição de empenhos em 
Restos a Pagar não interfira no resultado financeiro do período, é necessária a inserção 
de uma Receita Extraorçamentária no mesmo valor, para compensar essa despesa. 
A questão informa que, do total de R$ 80 da Despesa Orçamentária, há neste valor 
R$30 correspondente a empenhos inscritos em Restos a Pagar. Dessa forma, temos que 
lançar R$ 30 em Receitas Extraorçamentárias. 
Com os dados informados na questão temos o seguinte Balanço Financeiro: 
RECEITAS DESPESAS 
Orçamentárias 100 Orçamentárias 80 
Extraorçamentárias 30 Extraorçamentárias 0 
Saldo do exercício anterior 0 Saldo para o próximo ano ??? 
TOTAL 130 TOTAL 130 
A coluna das receitas (100 + 30 = 130) deve totalizar o mesmo valor da coluna das 
despesas, motivo pelo qual esta também totaliza R$ 130. 
Cálculo: 
SALDO PARA PRÓXIMO ANO = 130 – 80 = 50 
Como o saldo proveniente do exercício anterior foi zero, o saldo que irá para o próximo 
ano será o próprio resultado financeiro do exercício, motivo pelo qual a questão está 
Gabarito: Certo. 
3. (Cespe – EBC – Analista-Contador – 2011) 
Lembre-se: O saldo que vai para o próximo exercício não terá necessariamente o 
mesmo valor do resultado financeiro do período. 
Exemplo: BALANÇO FINANCEIRO em 31/12/XX 
RECEITAS DESPESAS 
Orçamentárias 100 Orçamentárias 105 
Extraorçamentárias 10 Extraorçamentárias 10 
Saldo do exercício anterior 20 Saldo para o próximo ano 15 
TOTAL 130 TOTAL 130 
Cálculo do resultado financeiro do período: 
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RECEITAS 
orçamentários e 
extraorçamentários 
– 
DESPESAS 
orçamentários e 
extraorçamentários 
= 
Resultado 
financeiro 
(100 + 10) – (105 + 10) = (5) 
ou 
saldo para o exercício 
seguinte 
– 
saldo proveniente do 
exercício anterior 
= 
Resultado 
financeiro 
15 – 20 = (5) 
Nesse exemplo, o resultado financeiro do período foi negativo em $5, pois utilizou 
todos as receitas ($ 110) mais $ 5 do saldo do exercício anterior. 
Entretanto, o desempenho financeiro negativo no exercício não impediu que ainda assim 
houvesse saldo financeiro de $ 15 para o próximo exercício. 
Conclusão: o saldo que vai para o próximo exercício não terá necessariamente o 
mesmo valor do resultado financeiro do período. 
Gabarito: Errado. 
4. (Cespe – DPU – Contador – 2010) 
A inscrição do empenho em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária. 
Entretanto, já que o pagamento não foi efetuado, é registrada uma Receita 
Extraorçamentária no Balanço Financeiro, no mesmo valor, para anular essa Despesa 
Orçamentária (cujo pagamento não foi de fato processado). 
Portanto, a inscrição de empenho em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e 
consequente Receita Extraorçamentária meramente “escritural”. O pagamento de Restos 
a Pagar no exercício seguinte será uma Despesa Extraorçamentária. 
Todavia, a questão tentou confundir o candidato mencionando os Restos a Pagar, 
considerando tais detalhes que envolvem o assunto. 
Observe que foi solicitado simplesmente o resultado financeiro do exercício. Para tanto, 
basta subtrair os valores que constam no demonstrativo. 
Há duas formas de cálculo: 
1
a
 forma: Resultado Orçamentário do Exercício é igual ao total das receitas menos o 
total das despesas: 
ROE = 14.450.000 – 14.490.000 
ROE = - 40.000 (negativo) 
2
a
 forma: Resultado Orçamentário do Exercício é igual “saldo para o exercício 
seguinte” menos “saldo do exercício anterior”. 
ROE = 10.000 – 50.000 
ROE = - 40.000 (negativo) 
Gabarito: Letra b. 
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5. (Cespe – Antaq – Analista – 2009) 
De fato há duas seções (receitas e despesas) que se igualam na totalização, mas o saldo 
que passa para o exercício seguinte consta ao final da parte da despesa e os saldos do 
exercício anterior constam ao final das receitas. 
RECEITAS DESPESAS 
Orçamentárias Orçamentárias 
Extraorçamentárias Extraorçamentárias 
Saldo do exercício anterior Saldo para o próximo ano 
TOTAL TOTAL 
ERRADO. 
6. (Cespe – Antaq – Analista – Ciências Contábeis – 2009) 
BALANÇO FINANCEIRO 
RECEITAS DESPESAS 
Orçamentárias Orçamentárias 
Extraorçamentárias Extraorçamentárias 
Saldo do exercício anterior Saldo para o exercício seguinte 
O saldo que vai para o exercício seguinte (Ativo/disponibilidades: R$ 650.000,00) é 
igual ao saldo que herdou do exercício anterior (saldo do início do exercício), acrescido 
de todas as receitas e subtraído de todas as despesas do exercício. 
Se o resultado orçamentário foi positivo em R$ 300.000,00 e o extraorçamentário foi 
negativo em R$ 150.000,00, resultará, portanto, num acréscimo líquido no exercício de 
R$ 150.000,00 (300 – 150). 
Dessa forma, temos: 
Saldo do exercício anterior ??? 
(+) Variação no exercício 150.000,00 
(=) Saldo para o exercício seguinte (disponibilidades) 650.000,00 
Conclui-se assim que o saldo inicial do exercício, ou saldo final do exercício anterior, é 
igual a R$ 500.000,00. 
Gabarito: Certo. 
7. (Cespe – Ministério dos Esportes – Contador – 2008) 
Art. 103 da Lei n
o
 4.320/1964: “Os Restos a Pagar do exercício serão computados na 
receita extraorçamentária para compensar sua inclusão na Despesa Orçamentária.” 
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Dessa forma, os valores dos empenhos inscritos em Restos a Pagar irão aparecer não 
apenas nas Despesas Orçamentárias, mas também como uma Receita 
Extraorçamentária, não interferindo assim na apuração do resultado financeiro. 
 
Receita Orçamentária 1.140.000,00 DESPESA 
ORÇAMENTÁRIA 
1.150.000,00 
Receita 
Extraorçamentária 
160.000,00 Despesa 
Extraorçamentária 
130.000,00 
Saldo do exercício 
anterior 
20.000,00 Saldo para o exercício 
seguinte 
40.000,00 
Total 1.320.000,00 Total 1.320.000,00 
Os dados da tabela acima, cujos valores estão em reais, foram extraídos de um exercício 
financeiro encerrado, relativos ao Balanço Financeiro de uma entidade governamental. 
Considerando que tenham sido inscritas como Restos a Pagar do exercício despesas no 
montante de R$ 60.000,00, e que tenham sido pagos no exercício Restos a Pagar no 
valor de R$ 40.000,00, julgue os itens que se seguem. 
Gabarito: Certo. 
8. (Cespe – Inmetro – Analista – 2009) 
Há duas maneiras para se calcular o resultado financeiro do exercício: 
1
a
. Total dos ingressos menos o total dos desembolsos: 
(+) Total dos ingressos/receitas 1.300 
Orçamentário 1.140 
Extraorçamentário 160 
(-) Total dos desembolsos/despesas (1.280) 
Orçamentário 1.150 
Extraorçamentário 130 
Resultado financeiro – positivo/superavitário 20 
2
a
. Saldo atual (saldo final) menos saldo anterior (saldo inicial): 
(+) Saldo atual (saldo para o exercício seguinte) 40 
(-) Saldo inicial (saldo que veio do exercício anterior) (20) 
Resultado financeiro – positivo/superavitário 20 
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Portanto, o resultado financeiro do exercício foi superavitário no valor de R$ 20.000,00, 
e não de R$ 40.000,00. 
Gabarito: Errado. 
9. (Cespe – Inmetro – Analista – 2009) 
A inscrição de empenhos em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e o seu 
pagamento em exercício posterior uma Despesa Extraorçamentária. 
Gabarito: Certo. 
10. (Cespe – Inmetro – Analista – 2009) 
Isso mesmo! A inscrição gera Despesa Orçamentária e o pagamentoDespesa 
Extraorçamentária. 
Lembre-se A inscrição do empenho em Restos a Pagar gera, além da Despesa 
Orçamentária, uma receita “escritural” extraorçamentária no Balanço Financeiro. 
O Balanço Financeiro tem a função de evidenciar a movimentação de recursos 
financeiros. Todavia, a despesa gerada pela inscrição dos Restos a Pagar aparece no 
Balanço Financeiro. Mas já que, de fato, ainda não foi paga, para compensar essa 
despesa que aparece no Balanço Financeiro insere-se uma Receita Extraorçamentária no 
mesmo valor. Trata-se apenas de uma receita escritural, uma técnica para demonstrar o 
valor real dos recursos financeiros que irão para o exercício seguinte. Afirmativa certa. 
Gabarito: Certo. 
11. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
O Balanço Financeiro demonstra a movimentação dos recursos financeiros, todavia, a 
contabilidade não utiliza o regime de caixa para escrituração dos fatos administrativos. 
Veja, por exemplo, que quando os empenhos são inscritos em Restos a Pagar a Despesa 
Orçamentária gerada por essa inscrição é demonstrada no Balanço Financeiro, motivo 
pelo qual é necessário incluir uma Receita Extraorçamentária meramente escritural para 
compensar essa despesa que de fato ainda não foi paga. 
Gabarito: Errado. 
12. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
Vamos utilizar o cálculo direto: 
(+) Saldo atual (saldo para o exercício seguinte) 10 
(-) Saldo inicial (saldo que veio do exercício anterior) (210) 
Resultado financeiro (200) 
Portanto, se o saldo no início do exercício de 2008 (que veio do exercício anterior) era 
de R$ 210.000 e ao final restaram apenas R$ 10.000, o desempenho financeiro no ano 
foi negativo/deficitário no valor de R$ 200.000. 
Gabarito: Certo. 
13. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
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Quando o empenho é inscrito em Restos a Pagar ocorre uma Despesa Orçamentária e o 
pagamento, no exercício financeiro seguinte, uma Despesa Extraorçamentária. 
Todavia, como sabemos, a Despesa Orçamentária gerada pela inscrição dos Restos a 
Pagar aparece no Balanço Financeiro. Mas já que, de fato, ainda não foi paga, para 
compensar essa Despesa Orçamentária que aparece no Balanço Financeiro insere-se 
uma Receita Extraorçamentária no mesmo valor. 
Há duas informações no Balanço Financeiro sobre Restos a Pagar: 
R$ 180.000 em DESPESAS Extraorçamentárias, que são os Restos a Pagar de 
exercícios anteriores pagos durante o exercício financeiro de 2008. 
R$ 240.000 em RECEITAS Extraorçamentárias, que é a receita escritural em 
contrapartida dos empenhos inscritos em Restos a Pagar em 2008. 
Portanto, em 2008 foram inscritos Restos a Pagar no valor de R$ 240.000. Afirmativa 
errada. 
Gabarito: Errado. 
14. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
O único reflexo dos Restos a Pagar de 2008 no Balanço Financeiro de 2009 será uma 
Despesa Extraorçamentária, quando concretizados os pagamentos. 
No final do exercício financeiro de 2009 só há como inscrever em Restos a Pagar os 
empenhos emitidos em 2009. Os Restos a Pagar inscritos em 2008 serão computados no 
rol das Receitas Extraorçamentárias para compensar a Despesas Orçamentárias gerada 
em 2008, e não em 2009. 
Gabarito: Errado. 
 
O Balanço Financeiro de uma entidade governamental apresenta as informações 
mostradas na tabela acima, relativas ao encerramento de determinado exercício 
financeiro. Considerando que, no exercício financeiro mostrado na tabela, tenham sido 
inscritos valores em Restos a Pagar, e que também tenham sido pagos Restos a Pagar 
inscritos no exercício anterior, julgue os itens a seguir. 
15. 
Dica: Não se assuste com a inclusão de quadros ou gráficos nas questões de prova. 
Observe que para acertar essas questões o candidato necessitou apenas de conhecimento 
teórico acerca do Balanço Financeiro. 
A inscrição dos empenhos em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e o 
pagamento em exercício financeiro posterior uma despesa EXTRAorçamentária. 
 
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Gabarito: Errado. 
16. 
Art. 103 da Lei n
o
 4.320/1964: “Os Restos a Pagar do exercício serão computados na 
receita extraorçamentária para compensar sua inclusão na Despesa Orçamentária.” 
Dessa forma, os valores dos empenhos inscritos em Restos a Pagar irão aparecer não 
apenas nas Despesas Orçamentárias, mas também como uma Receita Extraorçamentária 
“escritural”, anulando o efeito da despesa e não interferindo assim na apuração do 
resultado financeiro. 
Considerando a adoção da técnica correta, de fato a Despesa Orçamentária gerada pela 
inscrição de empenhos em Restos a Pagar não afeta a apuração do saldo financeiro no 
encerramento do exercício. 
Gabarito: Certo. 
 
17. (Esaf – DNIT – Contador – 2013) 
 
Esta é o tipo de questão que o candidato resolve apenas com o conhecimento da 
estrutura do BF. 
 
O atual modelo de Balanço Financeiro apresenta a seguinte estrutura: 
 
Observe: 
 
 
O Balanço Financeiro evidencia a movimentação financeira das entidades do setor 
público no período a que se refere, e discrimina: 
 
(a) a Receita Orçamentária realizada por destinação de recurso (destinação vinculada 
e/ou destinação ordinária); 
(b) a Despesa Orçamentária executada por destinação de recurso (destinação vinculada 
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e/ou destinação ordinária); 
(c) os recebimentos e os pagamentos extraorçamentários; 
(d) as transferências financeiras decorrentes, ou não, da execução orçamentária; e 
(e) o saldo inicial e o saldo final em espécie. 
 
O que são os recebimentos extraorçamentários? 
 
RECEBIMENTOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS 
 
Nesse grupo são evidenciados os ingressos não previstos no orçamento, que serão 
restituídos em época própria, por decisão administrativa ou sentença judicial. 
 
Consistem, por exemplo, em: 
folha, fianças, cauções, etc.; e 
 
Restos a Pagar, com a função de compensar o valor da Despesa 
Orçamentária imputada como realizada, porém não paga no exercício da emissão do 
empenho, em atendimento ao parágrafo único do artigo 103 da Lei nº 4.320/1964. 
 
Portanto, a demonstração da inscrição de Restos a Pagar inscritos no exercício como 
integrante dos ingressos é uma exigência legal (Lei n
o
 4.320/1964), porém, tais Restos a 
Pagar não constituem entrada de recurso financeiro, mas apenas para compensar a 
Despesa Orçamentária imputada como realizada, porém não paga no exercício da 
emissão do empenho. 
 
Gabarito: Letra e. 
 
18. (Esaf – DNIT – Analista Administrativo – 2013) 
 
O atual modelo de Balanço Financeiro apresenta a seguinte estrutura: 
 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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Observe:
 
 
O resultado orçamentário é apurado no Balanço Orçamentário (total das receitas (-) total 
das despesas). Poderá ser superavitário ou deficitário. 
 
Caso seja superavitário significa que houve mais arrecadação de receitas do que as 
despesas executadas. Significa sobra de recursos (saldo em caixa). 
 
O saldo em espécie para o exercício seguinte é evidenciado no Balanço Financeiro. O 
resultado financeiro pode ser apurado da seguinte forma: 
 
Saldo em espécie para o exercício seguinte (-) Saldo em espécie do exercício anterior. 
 
Assim, pode-se perceber que o resultado orçamentário reflete diretamente na variação 
do saldo em espécie, justificando a variação do saldo disponível. 
 
Portanto, perfeito, a relação entre o resultado orçamentário e a variação do saldo em 
espécie indica o quanto o resultado orçamentário explica a variação do saldo disponível. 
 
A diferença entre ingressos e dispêndios corresponde ao resultado financeiro; 
 
As transferências financeiras não decorrentes da execução orçamentáriadevem integrar 
o Balanço Financeiro; 
 
A inscrição em Restos a Pagar é evidenciada na coluna das receitas 
(extraorçamentárias); 
 
A queda na disponibilidade do período não significa aumento do endividamento. Pode 
ser decorrente de déficit na arrecadação. 
 
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Gabarito: Letra e. 
 
19. (Esaf – CGU – AFC – 2012) 
Observe que a questão pede a opção ERRADA. 
a) Podem ser agrupadas algumas vinculações em um grupo chamado de “Outras 
Vinculações”, observando-se que esse não deverá ultrapassar a 10% do total da Receita 
Orçamentária ou da Despesa Orçamentária. Errado. 
b) O superávit ou déficit financeiro apurado no Balanço Financeiro de fato não se 
confunde com o resultado financeiro (Ativo Financeiro menos Passivo Financeiro) 
apurado no Balanço Patrimonial. 
O superávit financeiro (Ativo Financeiro > Passivo Financeiro) apurado no Balanço 
Patrimonial é uma das possíveis fontes de recursos para a abertura de créditos 
adicionais. 
Já o resultado financeiro apurado no Balanço Financeiro, caso positivo, apenas indica 
que houve no exercício financeiro mais ingresso de dinheiro do que desembolso. Certo. 
c) Toda movimentação financeira, seja orçamentária ou não, é demonstrada no Balanço 
Financeiro. Certo. 
d) Lei n
o
 4.320/1964: 
Art. 103. O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a Despesa Orçamentárias bem 
como os recebimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária, conjugados 
com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior, e os que se transferem 
para o exercício seguinte. 
Certo. 
d) Perfeito! O resultado financeiro do exercício é a diferença entre o total dos ingressos 
(orçamentários e extraorçamentários) e o total dos desembolsos (orçamentários e 
extraorçamentários). Certo. 
Portanto, a questão ERRADA é a letra a. 
Gabarito: Letra a. 
20. (FCC – TRF-2
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2012) 
A inscrição de empenho em Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e seu 
pagamento em exercício futuro uma Despesa Extraorçamentária. 
A inscrição de empenho em Restos a Pagar gera também, no Balanço Financeiro, uma 
Receita Extraorçamentária. 
A questão informa que as operações extraorçametárias relacionam-se apenas com os 
Restos a Pagar, portanto: 
 as receitas extraorçamentários são exclusivamente oriundas da contrapartida dos 
empenhos inscritos em Restos a Pagar no atual exercício; e 
 as Despesas Extraorçamentárias são exclusivamente oriundas dos Restos a Pagar 
de exercícios anteriores pagos no atual exercício. 
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Assim, achando o valor das Despesas Extraorçamentárias teremos o que a questão 
pediu: “o valor dos Restos a Pagar de exercícios anteriores que foi pago no exercício 
corrente”. 
Vamos montar o Balanço Financeiro com os dados da questão: 
Receita Orçamentária 2.920 Despesa Orçamentária 3.000 
Receita 
Extraorçamentária 
105 Despesa 
Extraorçamentária 
??? 
Saldo do exercício 
anterior 
300 Saldo para o exercício 
seguinte 
250 
Total 3.325 Total 3.325 
O valor da Receita Extraorçamentária, como a questão informou, corresponde 
exclusivamente aos Restos a Pagar inscritos no atual exercício financeiro. 
Somando-se a coluna da receita obtemos também o total da coluna da despesa, pois 
ambas as colunas precisam totalizar o mesmo valor. Portanto, o total da despesa é 
também R$ 3.325 mil. 
Basta agora calcular a Despesa Extraorçamentária: 
3.000 + DESPESA EXTRAORÇAMENTÁRIA + 250 = 3.325 
DESPESA EXTRAORÇAMENTÁRIA = 3.325 – 3.000 – 250 
DESPESA EXTRAORÇAMENTÁRIA = 75mil 
Gabarito: Letra b. 
21. (FCC – TRT-23
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Lei n
o
 4.320/1964: 
Art. 103. O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a Despesa 
Orçamentárias, bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza 
extraorçamentária, conjugados com os saldos em espécie provenientes 
do exercício anterior, e os que se transferem para o exercício seguinte. 
Parágrafo único. Os Restos a Pagar do exercício serão computados na 
Receita Extraorçamentária para compensar sua inclusão na Despesa 
Orçamentária. 
NBC T 16.6: 
BALANÇO FINANCEIRO 
23. O Balanço Financeiro evidencia as receitas e Despesas 
Orçamentárias, bem como os ingressos e dispêndios 
extraorçamentários, conjugados com os saldos de caixa do exercício 
anterior e os que se transferem para o início do exercício seguinte. 
(Redação dada pela Resolução CFC n
o
 1.268/2009) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
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Gabarito: Letra e. 
22. (FCC – TRT-20
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Essa foi moleza! Tais ingressos de valores descritos pela questão classificam-se como 
Receitas Extraorçamentárias e são demonstrados dessa forma no Balanço Financeiro. 
Gabarito: Letra b. 
23. (FCC – Defensoria Pública-SP – Contador – 2009) 
Lembre-se: A inscrição de Restos a Pagar gera uma Despesa Orçamentária e, para 
compensar essa despesa que de fato ainda não foi paga, mas que aparece no Balanço 
Financeiro, é inserida uma Receita Extraorçamentária meramente escritural. 
Detalhe importante nessa questão, relativamente aos Restos a Pagar: 
 o item Despesa Orçamentária informa que o total é de R$ 320.000, ou seja, devemos 
considerar que os Restos a Pagar inscritos (R$ 20.000) já estão contidos nesse valor; 
 o item demais Receitas Extraorçamentárias informa que parte dessas receitas soma 
R$ 40.000, todavia, deixa evidente a existência de outras Receitas 
Extraorçamentárias. 
Assim temos que: 
Receitas Extraorçamentárias 
(TOTAL) 
= 
Inscrição de Restos a 
Pagar 
+ 
Demais Receitas 
Extraorçamentárias 
Receitas Extraorçamentárias 
(TOTAL) 
= 20 + 40 = 60 
BALANÇO FINANCEIRO: 
RECEITAS / INGRESSOS DESPESAS / DISPÊNDIOS 
Orçamentárias 360 Orçamentárias 320 
Extraorçamentárias 60 Extraorçamentárias 60 
Saldo do exercício anterior 30 Saldo para o exercício seguinte ??? 
TOTAL 450 TOTAL 450 
Saldo para o exercício seguinte = 450 – 320 – 60 
Saldo para o exercício seguinte = 70 
Gabarito: Letra d. 
24. (FCC – TRF-1
a
 Região – Analista Judiciário – Área Contadoria – 2011) 
 
Para resolver este tipo de questão não é necessário montar o Balanço Financeiro. Evite 
perda de tempo. 
 
Pede-se apenas o saldo financeiro disponível no fim de 2010. 
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Forma objetiva de obter a resposta: 
Saldo anterior – 2009 1.000,00 
(+) Receitas de impostos 150,00 
(+) Receita da dívida ativa 100,00 
(+) Receita de operações de crédito 50,00 
Total das entradas 1.300,00 
(-) Despesas de salários (300,00) 
(-) Despesas de aluguel (70,00) 
(-) Pagamento de caução (130,00) 
Total das despesas 500,00 
“X” da questão! Do total das despesas R$ 30,00 não foram pagas. 
Assim não pode subtrair todas as despesas do total. 
Exemplo: 500,00 de despesas – 30,00 não pagas = total de 
desembolso 470,00 
 
Portanto, 1.300,00 (-) 470,00 = 830,00 
 
Portanto, o total das disponibilidades em 2010 é: R$ 830,00. 
 
Gabarito: Letra b. 
 
16.5.3. Questões de concursos públicos – Balanço Patrimonial 
 
1. (Cespe – TRT-10
a
 Região – Contabilidade – 2012) 
 
Perfeito! O novo modelo de BP deve conter as contas de compensação conforme 
modelo abaixo: 
 
 
 
Portanto, neste quadro devem ser incluídos os atos potenciais do Ativo e do Passivo que 
possam, imediata ou indiretamente, vir a afetar o patrimônio, como, por exemplo, as 
obrigações conveniadas ou contratadas, cauções etc. 
 
Gabarito: Certo. 
 
2. (Cespe – TRT-10
a
 Região – Contabilidade – 2012) 
 
Questão literalmente copiada do MCASP! 
 
O que significa valor presente? 
 
 Orçamentoe Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
Significa dizer que os Ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo 
futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal 
das operações da entidade. Os Passivo são mantidos pelo valor presente, descontado do 
fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o 
Passivo no curso normal das operações da Entidade. 
 
Conforme o MCASP, os direitos, os títulos de créditos e as obrigações são mensurados 
ou avaliados pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa 
de câmbio vigente na data do Balanço Patrimonial. 
 
Os riscos de recebimento de direitos são reconhecidos em conta de ajuste, a qual será 
reduzida ou anulada quando deixarem de existir os motivos que a originaram. 
 
Os direitos, os títulos de crédito e as obrigações prefixadas são ajustados a valor 
presente. 
 
Os direitos, os títulos de crédito e as obrigações pós-fixadas são ajustados considerando-
se todos os encargos incorridos até a data de encerramento do balanço. 
 
As provisões são constituídas com base em estimativas pelos prováveis valores de 
realização para os Ativos e de reconhecimento para os Passivo. 
 
As atualizações e os ajustes apurados são contabilizados em contas de resultado. 
 
Gabarito: Certo. 
3. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
CAPITAL DE TERCEIROS (recursos de terceiros): representam recursos originários 
de terceiros utilizados para a aquisição de Ativos de propriedade da entidade. 
Corresponde ao Passivo Exigível. 
CAPITAL PRÓPRIO (recursos próprios): são os recursos originários dos sócios ou 
acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. Corresponde ao 
patrimônio líquido. 
CAPITAL SOCIAL: é o valor previsto em contrato ou estatuto, que forma a 
participação (em dinheiro, bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa. 
CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital 
próprio com o capital de terceiros. É também igual ao total do Ativo da entidade. 
 
Gabarito: Errado. 
4. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
Perfeito! O bem intangível também é objeto de estudo e controle pela Contabilidade 
Pública (assim como ocorre na Contabilidade Privada), estando demonstrado no Ativo 
Não Circulante – Intangível: 
ATIVO NÃO CIRCULANTE: compreende os Ativos Realizáveis após os doze 
meses seguintes à data de publicação das demonstrações contábeis, sendo composto 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
por Ativo Realizável a Longo Prazo, investimentos, imobilizado e intangível, 
descritos a seguir: 
Intangível: compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos 
destinados a manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Para fins de 
apresentação no Balanço Patrimonial, o intangível será apresentado já líquido da 
amortização acumulada. 
 
Gabarito: Certo. 
5. (Cespe – MP-PI – Analista – Orçamento – 2012) 
Essa foi uma pegadinha do Cespe. Atente-se ao fato de que as contas de compensação 
não são mais evidenciadas dentro do Balanço Patrimonial (como ocorrida no modelo 
antigo de BP), mas em um quadro anexo específico a ser publicado logo após o 
demonstrativo. 
NBC T 16.6 (grifei): 
12. O Balanço Patrimonial, estruturado em Ativo, Passivo e 
Patrimônio Líquido, evidencia qualitativa e quantitativamente a 
situação patrimonial da entidade pública: 
(a) Ativo – compreende as disponibilidades, os direitos e os bens, 
tangíveis ou intangíveis adquiridos, formados, produzidos, recebidos, 
mantidos ou utilizados pelo setor público, que seja portador ou 
represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerentes à 
prestação de serviços públicos; 
(b) Passivo compreende as obrigações assumidas pelas entidades do 
setor público para consecução dos serviços públicos ou mantidas na 
condição de fiel depositário, bem como as provisões; (Redação dada 
pela Resolução CFC no 1.268/2009) 
(c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos Ativos da entidade depois 
de deduzidos todos seus Passivo; (Redação dada pela Resolução CFC n
o
 
1.268/2009) 
(d) Contas de Compensação – compreende os atos que possam vir a 
afetar o patrimônio. 
BALANÇO PATRIMONIAL (modelo novo) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
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 Série Provas e Concursos 
 
 
 
 
Gabarito: Errado. 
6. (Cespe – EBC – Analista-Contador – 2011) 
 o Balanço Orçamentário apura o resultado orçamentário; 
 o Balanço Financeiro apura o resultado financeiro; 
 o Balanço Patrimonial apura o superávit financeiro; 
 a Demonstração das Variações Patrimoniais apura o resultado patrimonial de 
um período. 
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 Série Provas e Concursos 
 
O resultado patrimonial do exercício pode ser verificado no Balanço Patrimonial, pela 
diferença de valor do patrimônio líquido de um exercício para outro, todavia, ele é 
calculado na DVP. 
A questão também não informou qual tipo/espécie de resultado que é apurado no 
Balanço Patrimonial, subtendendo-se que o “resultado do exercício” informado na 
questão foi utilizado com o mesmo significado da contabilidade privada (Demonstração 
do Resultado do Exercício). 
Gabarito: Errado. 
7. (Cespe – AL-CE – Analista – Contador – 2011) 
I – Obrigação de longo prazo decorrente de financiamento de Ativos, obtido em 
instituição financeira — conta do Passivo Não Financeiro – Longo Prazo. 
II – Obrigação possível decorrente de reclamações de clientes, contudo sem expectativa 
de saída futura de recursos. Em virtude da falta de expectativa de saída futura de 
recursos, esta possível obrigação deve ser contabilizada nas contas de compensação para 
fins de controle. 
III – Obrigação tributária decorrente de impostos recuperáveis – deve ser contabilizada 
nas contas de compensação para fins de controle. 
Conclusão: essa empresa deverá demonstrar no Passivo Exigível do Balanço 
Patrimonial apenas o valor da obrigação I. 
Gabarito: Certo. 
 8. (Cespe – TRT-21
a
 Região – Analista – 2010) 
ATIVO – PASSIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Dado que o patrimônio líquido é a diferença entre duas grandezas, ATIVO e PASSIVO, 
de fato ele nunca poderá ser maior que a grandeza positiva, ou seja, nunca poderá ser 
maior que o Ativo. 
Gabarito: Certo. 
9. (Cespe – MPU – Analista – 2010) 
Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações e situações 
que, imediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio (Lei n
o
 4.320/1964, 
art. 105, § 5
o
). 
 
No Ativo e Passivo Compensados são controlados os atos administrativos, situações que 
não provocam qualquer modificação no patrimônio no momento, mas poderão vir a 
provocar, tais como, por exemplo, prestação de garantias de pagamento ou assinatura de 
convênios. 
Gabarito: Certo. 
10. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
NBC T 16.2, item 4, letra B: “Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas 
de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas 
de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços.” 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
 Série Provas e Concursos 
 
Se a obrigação consta no Passivo, é por que se trata de uma obrigação presente. Deve-se 
entender por “obrigação presente” uma obrigação em vigor, mesmo que com 
vencimento futuro. 
 
Gabarito: Errado. 
11. (Esaf – DNIT – Contador – 2013) 
 
Ao estudarAFO e Contabilidade Pública é sempre importante ter ao seu alcance a “lei 
seca”, Lei n
o
 4.320/1964. 
 
Esta questão trouxe conceito literal de dívida fundada! 
 
A Lei n
o
 4.320/1964 estabelece o seguinte conceito de dívida fundada: 
Art. 98. A dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade 
superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrio 
orçamentário ou a financeiro de obras e serviços públicos. 
 
Já o MCASP/2012 define o Passivo permanente da seguinte forma: 
PASSIVO PERMANENTE 
Compreende as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa 
para amortização ou resgate. 
 
Gabarito: Letra b. 
12. (Esaf – MDIC – ACE – 2012) 
a) A Lei n
o
 4.320/1964, no § 1
o
 do art. 105, informa que: “O Ativo Financeiro 
compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização 
orçamentária e os valores numerários.” Portanto, para classificação no Ativo financeiro 
não há que se analisar a origem dos recursos nem a conversibilidade do Ativo, mas a 
dependência orçamentária. Errado. 
b) Ativo Não Circulante – Imobilizado: Compreende os direitos que tenham por objeto 
bens corpóreos destinados a manutenção das atividades da entidade ou exercidos com 
essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, 
os riscos e o controle desses bens. Para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, o 
imobilizado será apresentado já líquido da depreciação e amortização acumuladas. 
Para análise do uso do bem nas atividades da empresa pouco importa sua duração. 
Assim, um bem com vida útil maior do que outro não necessariamente será tido como 
de uso nas atividades finalísticas da entidade. Errado. 
c) Independe o credor ser uma entidade pública da mesma esfera de governo para fins 
de classificação do Passivo e análise do grau de exigibilidade dessa obrigação. Errado. 
d) Atualmente o Ativo e Passivo são segregados, no em Circulante e Não Circulante. 
Todavia, os Ativos e Passivo também são classificados como Financeiros e 
Permanentes (ou Não Financeiros), na forma da Lei n
o
 4.320/1964, para fins de cálculo 
do superávit financeiro (Lei n
o
 4.320/1964, art. 43, § 2
o
), em quadro publicado logo 
abaixo do Balanço Patrimonial principal. Veja: 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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 Série Provas e Concursos 
 
 
Assim, a segregação tanto do Ativo quanto do Passivo deve ainda obedecer também 
aos atributos financeiro e não financeiro, apesar dessa divisão não ser utilizada no 
“Balanço Patrimonial principal”, mas apenas em um quadro específico publicado 
juntamente com o Balanço Patrimonial. Todavia, esta opção foi considerada errada pela 
Esaf. 
Esta opção, para estar errada, deveria ter sido mais específica ou excludente, como, por 
exemplo, mencionar que: 
 a segregação tanto do Ativo quanto do Passivo deve obedecer 
EXCLUSIVAMENTE aos atributos financeiro e não financeiro; ou ainda, 
 a segregação no BALANÇO PATRIMONIAL, tanto do Ativo quanto do 
Passivo, deve obedecer aos atributos financeiro e não financeiro. 
Como o gabarito oficial foi letra E, esta questão poderia ter sido objeto de anulação 
(algo muito difícil de conseguir com a Esaf), pois ambas estão certas. 
Opção Certa. Gabarito oficial Errada. 
e) O Balanço Patrimonial segrega o Ativo e Passivo em Circulante e Não Circulante. As 
contas do Ativo devem ser dispostas em ordem decrescente de grau de conversibilidade 
e as contas do Passivo, em ordem decrescente de grau de exigibilidade. Certo. 
Opções certas, letras d e e. 
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Gabarito oficial, letra e. 
13. (Esaf – MPOG – APO – 2010) 
Observe que foi solicitado um fato que afeta POSITIVAMENTE o patrimônio líquido. 
a) Há o ingresso do bem no Ativo e registro da respectiva obrigação de pagamento no 
Passivo, no mesmo valor, não havendo, portanto, alteração no patrimônio líquido. 
Errado. 
b) Há saída de bens e, portanto, diminuição do patrimônio líquido. Errado. 
c) Com o cancelamento de dívida passiva há claramente variação positiva do patrimônio 
líquido. Certo. 
d) Os avais concedidos são controlados no Ativo e Passivo Compensados, não 
influenciando, portanto, no patrimônio líquido. Errado. 
e) Há o ingresso do recurso financeiro no Ativo e registro da respectiva obrigação de 
pagamento no Passivo, no mesmo valor, não havendo, portanto, alteração no patrimônio 
líquido. Errado. 
Opção certa: letra c. 
Gabarito: Letra c. 
14. (Esaf – ANA – Analista – 2009) 
a) Perfeito! O aumento do imobilizado comumente é oriunda de aquisição de novos 
bens, gerando assim Despesas de Capital. Todavia, é informado que não ocorreram 
Despesas de Capital. Dessa forma, para que tenha ocorrido aumento do imobilizado 
houve necessariamente reavaliação dos bens ou foram recebidos bens de outras 
entidades. Certo. 
b) Se houve redução no patrimônio líquido importa dizer, portanto, que o resultado 
patrimonial do exercício foi deficitário. Errado. 
c) O aumento do superávit financeiro (Ativo Financeiro maior que Passivo Financeiro) 
de um exercício em relação a outro poderá ser oriundo de outros fatores diversos, não 
necessariamente de Restos a Pagar. Errado. 
d) Não existe tal relação. Poderá ocorrer um valor total executado no orçamento 
superior ao do ano anterior e mesmo assim haver redução do Ativo total: as despesas 
executadas no orçamento não necessariamente foram utilizadas para acrescer o Ativo. 
Errado. 
e) Também não podemos afirmar tal conclusão. Vamos analisar um exemplo apenas 
com a variável quantidade, considerando um custo de aquisição uniforme: 
CONTROLE DE ESTOQUE 
Item: caneta esferográfica (unidade) 
ANO ESTOQUE 
INICIAL 
AQUISIÇÃO CONSUMO ESTOQUE FINAL 
2011 100 1.000 1.050 50 
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2012 50 900 850 100 
Perceba que a opção falou em despesa com a “aquisição”, ou seja, quanto foi gasto com 
compras. Pelo exemplo, houve em 2012, redução de despesa com aquisição e mesmo 
assim um aumento do estoque. Errado. 
Portanto, 
Opção certa: letra a. 
Gabarito: Letra a. 
15. (FCC – TRF-2
a
 Região – Analista – Contadoria – 2012) 
Dado informado: 
PL = 1,5P (ou seja, o PL equivale a 150% do valor do Passivo). 
Cálculo (substituindo o PL por 1,5P): 
ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
A = P + 1,5P 
A = 2,5P (ou seja, o Ativo equivale a 250% do valor do Passivo). 
Gabarito: Letra c. 
16. (FCC – TRF-2
a
 Região – Analista – Contadoria – 2012) 
a) NBC T 16.2 (grifei): 
4. O patrimônio público é estruturado em três grupos: 
(a) Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de 
eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade 
benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços; 
Portanto, mesmo que o Ativo não seja de propriedade formal da entidade, mas é 
controlado por ela em decorrência de eventos passados, do qual se espera que resultem 
(para a entidade) benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços, será ele 
contabilizado no Ativo. Errado. 
b) NBC T 16.2 (grifei): 
4. O patrimônio público é estruturado em três grupos: 
(...) 
(b) Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos 
passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade 
saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial 
de serviços; 
c) As receitas (sob o enfoque patrimonial) são aumentos nos benefícios econômicos 
durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de Ativos ou 
diminuição de Passivo, que resultem em aumento do patrimônio líquido, e que não 
sejam transações da entidade com seus sócios ou acionistas. Errado. 
d) A forma de constituição jurídica ou de tributação da entidade não garante valor 
mínimo do patrimônio líquido. Errado.Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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 Série Provas e Concursos 
 
e) As despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, 
sob a forma da saída de recursos ou da redução de Ativos ou assunção de Passivo, que 
resultam em decréscimo do patrimônio líquido, desde que não estejam relacionados 
com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais (sócios ou acionistas). 
Portanto, toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líquido, todavia, nem 
toda diminuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa, como, por exemplo, a 
distribuição de lucros aos acionistas. Certo. 
Opção certa: letra e. 
Gabarito: Letra e. 
17. (FCC – TJ-PE – Analista – Contador – 2012) 
Item I: parte será registrada no “Ativo Circulante – Variações Patrimoniais Negativas 
Pagas Antecipadamente” e o período da assinatura que ultrapassar o término do 
exercício seguinte será registrada no “Ativo Não Circulante – Ativo Realizável a Longo 
Prazo”. 
Item II: Ativo Não Circulante – IMOBILIZADO. 
Item III: Ativo Não Circulante – Investimento. 
Item IV: Ativo Circulante – Estoque. 
Item V: Ativo Não Circulante – INTANGÍVEL. 
Portanto, são classificados como ATIVO IMOBILIZADO e ATIVO INTANGÍVEL, 
respectivamente, os itens II e V. 
Gabarito: Letra c. 
18. (FCC – TRT-24
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Ativo Não Circulante – Intangível: compreende os direitos que tenham por objeto bens 
incorpóreos destinados a manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. 
Para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, o intangível será apresentado já 
líquido da amortização acumulada. 
Portanto, 
Gabarito: Letra e. 
19. (FCC – TRT-24
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
a) Ambas são credoras (PL e Passivo). Errado. 
b) Ambas são contas do Passivo credoras. Errado. 
c) Ambas são contas do Ativo devedoras. Certo. 
d) Ambas são credoras (PL e Passivo). Errado. 
e) Ambas são contas do Passivo credoras. Errado. 
Gabarito: Letra c. 
20. (FCC – TRT-24
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Vamos rever os conceitos: 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
 Deusvaldo Carvalho 
 
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ATIVO NÃO CIRCULANTE: compreende os Ativos Realizáveis após os doze 
meses seguintes à data de publicação das demonstrações contábeis, sendo composto 
por Ativo Realizável a Longo Prazo, investimentos, imobilizado e intangível, 
descritos a seguir: 
a) Ativo Realizável a Longo Prazo – compreende os bens, direitos e despesas 
antecipadas realizáveis apos o término do exercício seguinte. 
b) Investimentos – compreende as participações permanentes em outras sociedades, 
bem como os bens e direitos não classificáveis no Ativo Circulante nem no Ativo 
Realizável a Longo Prazo e que não se destinem a manutenção da atividade da 
entidade. 
c) Imobilizado – compreende os direitos que tenham por objeto bens corpóreos 
destinados a manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, 
inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o 
controle desses bens. Para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, o imobilizado 
será apresentado já líquido da depreciação e amortização acumuladas. 
d) Intangível – compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos 
destinados a manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Para fins de 
apresentação no Balanço Patrimonial, o intangível será apresentado já líquido da 
amortização acumulada. 
Gabarito: Letra a. 
21. (FCC – TRT-23
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Sabendo que o total do Ativo (Ativo Circulante mais Ativo Não Circulante) é igual ao 
total do Passivo, vamos montar o Balanço Patrimonial com os dados e depois calcular o 
Passivo Circulante: 
ATIVO 1.200 PASSIVO + PL 1.200 
AC 520 PC ??? 
ANC 680 PNC 270 
 PL 488 
Cálculo do Passivo Circulante: 
PC + 270 + 488 = 1.200 
PC = 1.200 – 270 – 488 
PC = 442mil 
a) PC/ATIVO = 442/1.200 = 0,3683 
Assim, o Passivo Circulante corresponde a 36,83% do Ativo (total) da empresa, 
portanto, quase 37%. Certo. 
b) PC/ANC = 442/680 = 0,65 
O Passivo Circulante corresponde a 65% do Ativo Não Circulante. Errado. 
 Orçamento e Contabilidade Pública, 6ª Edição 
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c) PC/AC = 442/520 = 0,85 
O Passivo Circulante corresponde a 85% do Ativo Circulante. Errado. 
d) PC/PNC = 442/270 = 1,637 
O Passivo Circulante corresponde a aproximadamente 163,70% do Passivo Não 
Circulante. Errado. 
e) PC/PL = 442/488 = 0,9057 
O Passivo Circulante corresponde a aproximadamente 90,57% do Patrimônio Líquido. 
Errado. 
Opção certa, letra a. 
Gabarito: Letra a. 
22. (FCC – TRT-23
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
O total do Ativo equivale a 150% da soma dos dois tipos de Passivo: 
ATIVO = (185 + 295) x 1,5 = 720 
Dado que o total da coluna do Ativo deve ser igual ao total da coluna do Passivo e 
Patrimônio Líquido, isso importa dizer que o PL corresponde a 50% do Passivo: 
PL = (185 + 295) x 0,5 = 240 
Eis o Balanço Patrimonial DE 31/12/2010: 
ATIVO 720 PASSIVO + PL 720 
AC ??? PC 185 
ANC ??? PNC 295 
 PL 240 
O resultado patrimonial é calculado na Demonstração das Variações Patrimoniais, 
todavia, ele pode ser visualizado no Balanço Patrimonial, pois a variação do PL de um 
ano para outro corresponde exatamente ao resultado patrimonial desse período. 
A questão informa que o Patrimônio Líquido em 31/12/2009 foi equivalente a 90% do 
Patrimônio Líquido em 31/12/2010. Assim, o resultado patrimonial do exercício de 
2010 corresponde a 10% do valor do PL de 31/12/2012: 
240 x 10% = 24mil (positivo) 
Demonstrando melhor: 
PL em 31/12/2010 240 
PL em 31/12/2009 (90% de 240) (216) 
Variação de 2009 para 2010 24 
 
Gabarito: Letra a. 
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23. (FCC – TRT-20
a
 Região – Analista – Contabilidade – 2011) 
Se o PASSIVO (Circulante e Não Circulante) é maior do que o ATIVO (Circulante e 
Não Circulante), necessariamente o PATRIMÔNIO LÍQUIDO será negativo. 
Exemplo: 
ATIVO 100 PASSIVO + PL 100 
AC 30 PC 40 
ANC 70 PNC 70 
 PL (10) 
Gabarito: Letra c. 
 
16.7.3. Questões de concursos públicos – DVP 
 
1. (Cespe – TRT-10ª Região – Contabilidade – 2012) 
 
Perfeito! Variação cambial, geralmente oriunda de empréstimos tomados em moeda 
estrangeira, pode ser positiva ou negativa. Conforme afirmado no comando da questão, 
variação cambial negativa, significa valorização de moeda estrangeira em relação ao 
real, afeta negativamente o montante da dívida do País, ou seja, aumenta o valor da 
dívida/empréstimo. Assim, gera uma variação patrimonial quantitativa diminutiva 
financeira e deve ser evidenciada na DVP. 
 
Gabarito: Certo. 
 
2. (Cespe – Abin – OTI – Ciências Contábeis – 2010) 
 “superveniência”: caracteriza o acréscimo do Ativo ou Passivo 
“insubsistência”: caracteriza o decréscimo do Ativo ou Passivo 
“ativa”: indica que o patrimônio líquido teve uma variação positiva 
“passiva”: indica que o patrimônio líquido teve uma variação negativa 
Portanto, os termos superveniência e insubsistência informam que o Ativo ou o Passivo 
sofreram variação, e não o patrimônio líquido. 
Gabarito: Errado. 
3. (Cespe – MPU – Analista – 2010) 
(1) RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS 37.000 
arrecadação de receita de imposto 30.000 
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receita de alienação de bens imóveis 7.000 
(2) DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS 30.000 
aquisição de um veículo 30.000 
(3=1-2) DIFERENÇA ENTRE RECEITAS E DESPESAS 7.000 
 
Gabarito: Errado. 
4. (Cespe – MPU – Analista – 2010) 
DVP modelo – resumido 
Vamos aos esclarecimentos: 
 
1. O gabarito da questão é ERRADO, mesmo considerando o modelo antigo e o atualde DVP. 
2. As variações qualitativas orçamentárias são incluídas no novo modelo de DPV. 
Atenção! Só as variações qualitativas orçamentárias decorrentes das receitas e Despesas 
de Capital são incluídas no novo modelo. 
3. Cálculo conforme o novo modelo de DVP: 
Variações orçamentárias quantitativas que alteram o PL: 
Arrecadação de receita de impostos R$ 30.000,00 
 
Total das Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) R$ 30.000,00 
 
Dentre os fatos apresentados, todos aqueles que reduzem o patrimônio, fazendo-o variar 
negativamente são: 
Morte de semovente R$ 1.000,00 
Concessão de sub-repasse R$ 10.000,00 
 
Total das Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) R$ 11.000,00 
 
R$ 30.000,00 – 11.000,00 = 19.000,00 
 
Outras informações: 
Receita de alienação de bens imóveis R$ 7.000,00 – variação qualitativa. Receita de 
capital. Deve constar na DVP. 
 
Aquisição de veículo R$ 30.000,00 - variação qualitativa. Despesa de capital. Deve 
constar na DVP. 
 
Os dois fatos acima devem ser demonstrados na DVP. Observe o por quê: 
MCASP: 
 
“Para fins de elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais, considerar-se-ão 
apenas as variações qualitativas decorrentes das receitas e Despesas de Capital, 
considerando a relevância da informação”. 
 
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Observe-se que o resultado foi igual ao anterior, considerado no modelo antigo de DVP, 
isso porque os fatos permutativos não alteram o PL. 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUANTITATIVAS 
(+) Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) 30.000 
(-) Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) (11.000) 
(=) Resultado Patrimonial do Exercício (VPA – VPD) 19.000 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUALITATIVAS * 
Receita de alienação de bens imóveis 7.000 
Aquisição de um veículo 30.000 
(1) arrecadação de receita de imposto: 30.000 
(2) receita de alienação de bens imóveis: 7.000 
(3) conta semoventes/morte de uma matriz: 1.000 
(4) aquisição de um veículo: 30.000 
(5) concessão de sub-repasse: 10.000 
O superávit foi de R$ 19 mil. 
Gabarito: Errado. 
5. (Cespe – MPU – Analista – 2010) 
SUPERVENIÊNCIA 
ATIVA 
superveniência do 
Ativo 
aumento da situação líquida em 
decorrência do aumento do Ativo. 
INSUBSISTÊNCIA 
ATIVA 
insubsistência do 
Passivo 
aumento da situação líquida em 
decorrência da redução do Passivo. 
SUPERVENIÊNCIA 
PASSIVA 
superveniência do 
Passivo 
diminuição da situação líquida em 
decorrência do aumento do Passivo. 
INSUBSISTÊNCIA 
PASSIVA 
insubsistência do 
Ativo 
diminuição da situação líquida em 
decorrência da redução do Ativo. 
A morte do semovente, que acarretou um decréscimo patrimonial de R$ 1 mil, foi uma 
insubsistência passiva. 
Gabarito: Errado. 
 
 
 
 
 
 
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A partir dos dados da DVP de uma entidade pública hipotética acima apresentados, 
julgue os itens subsequentes. 
 
6. (Cespe – Inmetro – Analista – 2009) 
 
Adaptando a resolução ao novo modelo: 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUANTITATIVAS 
(+) Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) 1.300.000,00 
(-) Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) (1.230.000,00) 
(=) Resultado Patrimonial do Exercício (VPA – VPD) 70.000,00 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUALITATIVAS * 
... 
 
O resultado patrimonial do exercício foi superavitário em R$ 70.000,00. ERRADO 
 
7. (Cespe – Inmetro – Analista – 2009) 
 
De fato a execução extraorçamentária contribuiu positivamente na apuração do 
resultado patrimonial do exercício, já que as Receitas Extraorçamentárias foram maiores 
que as Despesas Extraorçamentárias. 
 
(+) RECEITAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS 200.000 
(-) DESPESAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS (180.000) 
(=) RESULTADO PATRIMONIAL EXTRAORÇAMENTÁRIO 20.000 
Gabarito: Certo. 
8. (Cespe – Secont-ES – Auditor – 2009) 
NBC T 16.2, item 4, letra B: “Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas 
de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas 
de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços.” 
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Se a obrigação consta no Passivo, é por que se trata de uma obrigação presente. Deve-se 
entender por “obrigação presente” uma obrigação em vigor, mesmo que com 
vencimento futuro. 
Gabarito: Errado. 
 
9. (Cespe – AL-CE – Analista-Contador – 2011) 
 
É fácil perceber que os fatos das opções b e e alteram a situação patrimonial líquida. 
Estes fatos representam variação patrimonial quantitativa diminutiva. 
 
Depreciação é despesa, consumo de bens é variação patrimonial diminutiva. 
 
Gabarito: Errado. 
 
10. (Cespe – MPE-PI – Analista – Controle Interno – 2011) 
 
Questão bastante simples! Exigiu-se apenas conhecimentos teóricos sobre a DVP. 
A Demonstração das Variações Patrimoniais – DVP evidenciará as alterações 
verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e 
indicará o resultado patrimonial do exercício (Lei n
o
 4.320/1964, art. 104). 
 
Gabarito: Certo. 
 
11. (Cespe – MPE-PI – Analista – Controle Interno – 2011) 
 
Esta questão exigiu conhecimento acerca do novo modelo de DVP. 
Segundo o art. 104 da Lei n
o
 4.320/1964, “a Demonstração das Variações Patrimoniais 
evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da 
execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício.” 
 
Assim, as alterações verificadas no patrimônio consistem nas variações quantitativas e 
qualitativas. 
 
As variações quantitativas são decorrentes de transações no setor público que aumentam 
ou diminuem o patrimônio líquido. 
 
Já as variações qualitativas são decorrentes de transações no setor público que alteram a 
composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido. 
 
O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações 
patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas. 
 
Gabarito: Errado. 
 
12. (Cespe – MPE-PI – Analista – Controle Interno – 2011) 
 
O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações 
patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas. 
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Gabarito: Errado. 
 
13. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
A movimentação financeira, recebimento de recursos e sua aplicação, interfere na 
apuração do resultado patrimonial e na variação do patrimônio líquido, devendo ser 
evidenciada na DVP. 
Gabarito: Certo. 
14. (Cespe – DPF – Agente de Polícia Federal – 2012) 
Análise do evento III (recebimento, em abril de 2012, em dinheiro, por serviços 
prestados no mês de março de 2012, no valor de R$ 3.600,00): 
Regime de caixa: receita reconhecida com o recebimento, portanto, no mês de 
abril/2012. 
Regime de competência: receita reconhecida com o fato gerador, portanto, com a 
prestação do serviço ocorrida em março/2012. 
Análise do evento IV (prestação de serviços, no mês de abril de 2012, para recebimento 
em maio de 2012, no valor de R$ 5.700,00): 
Regime de caixa: receita reconhecida com o recebimento, portanto, no mês de 
maio/2012. 
Regime de competência: receita reconhecida com o fato gerador, portanto, com a 
prestação do serviço ocorrida em abril/2012. 
Assim, na apuração do resultado do mês de abril de 2012, serão considerados o evento 
III, se apurado o resultado pelo regime de caixa, e o evento IV, se apurado o resultado 
pelo regime de competência. ERRADA. 
15. (Cespe – MP-PI – Analista-Orçamento – 2012) 
NBC T 16.6: 
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 
25. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidencia as variações 
quantitativas,o resultado patrimonial e as variações qualitativas 
decorrentes da execução orçamentária. (Redação dada pela Resolução 
CFC no 1.268/2009) 
 
Gabarito: Errado. 
 16. (Cespe – MP-PI – Analista-Orçamento – 2012) 
As Variações Patrimoniais Qualitativas são oriundas de fatos administrativos que 
alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido. 
São provenientes de fatos permutativos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
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Assim, o resultado patrimonial de um determinado período deve ser apurado por meio 
do confronto entre as variações QUANTITATIVAS aumentativas e as diminutivas. 
Gabarito: Errado. 
17. (Cespe – TC-DF – ACE – 2012) 
A Contabilidade Pública deve registrar, evidenciar e apurar os resultados orçamentário, 
financeiro e patrimonial. Assim, se uma despesa ocorreu sob o aspecto patrimonial, 
mesmo que não tenha sido autorizada orçamentariamente, ele deve ser registrada, 
impactando no resultado patrimonial do período e no patrimônio líquido. 
Gabarito: Errado. 
 
 valores em R$ 
receita corrente prevista 180.000 
despesa corrente fixada 170.000 
impostos arrecadados 162.000 
despesas correntes empenhadas e liquidadas 154.000 
despesas correntes inscritas em Restos a Pagar 23.000 
recebimento de imóvel em doação 110.000 
Com base nos valores acima, correspondentes ao encerramento do primeiro exercício 
financeiro de determinada entidade governamental, julgue os itens que se seguem, 
acerca do fechamento das demonstrações contábeis dessa entidade. 
18. (Cespe – TC-DF – ACE – 2012) 
Cálculo do desembolso financeiro no período: 
despesas correntes empenhadas e liquidadas 154.000 
(-) despesas correntes inscritas em Restos a Pagar (23.000) 
(=) pagamentos efetuados 131.000 
Cálculo do resultado financeiro no período (ingressos menos desembolsos financeiros): 
impostos arrecadados 162.000 
(-) pagamentos efetuados (131.000) 
(=) resultado financeiro 31.000 
 
Gabarito: Certo. 
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19. (Cespe – TC-DF – ACE – 2012) 
DVP 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUANTITATIVAS 
(+) Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) 272.000 
impostos arrecadados................................ 162.000 
recebimento de imóvel em doação.............. 110.000 
 
(-) Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) (154.000) 
despesas correntes empenhadas e liquidadas... 154.000 
 
 
(=) Resultado Patrimonial do Exercício (VPA – VPD) 118.000 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUALITATIVAS 
... 
 
Gabarito: Certo. 
20. (Cespe – TC-DF – ACE – 2012) 
Cálculo do resultado orçamentário (receita arrecadada menos despesa executada): 
impostos arrecadados 162.000 
(-) despesas correntes empenhadas e liquidadas (154.000) 
(=) resultado orçamentário 8.000 
 
Gabarito: Errado. 
21. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
A aquisição de um veículo gera uma variação ativa resultante da execução 
orçamentária, pois há o ingresso do bem no patrimônio em virtude de uma autorização 
orçamentária para execução da respectiva despesa. 
Consequentemente ocorreu também uma variação patrimonial diminutiva, em virtude 
do desembolso financeiro. 
Assim, houve ingresso do bem no Ativo e saída de recurso financeiro, também no 
Ativo, no mesmo valor, não impactando tal transação no patrimônio líquido. 
Portanto, trata-se de uma variação qualitativa. Por ser decorrente da execução 
orçamentária e oriundas de Despesa de Capital, ela será evidenciada na DVP. 
Gabarito: Certo. 
 
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22. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
Empenhos liquidados (Despesas Correntes) 3.000 
Empenhos liquidados (Despesas de Capital) 4.000 
Receitas Correntes arrecadadas 5.000 
Receitas De Capital arrecadadas 6.000 
Saldo financeiro para o exercício seguinte 6.000 
Restos a Pagar de 2010 e pagos em 2011 3.000 
Pagamentos realizados referentes aos empenhos emitidos em 2011 4.000 
 
A banca examinadora tentou fazer uma pegadinha com a informação que o “saldo 
financeiro para o exercício seguinte” foi de R$ 6 mil. 
Cálculo do resultado financeiro no período (ingressos menos desembolsos financeiros): 
INGRESSOS FINANCEIROS 11.000 
receitas correntes arrecadadas...................... 5.000 
receitas de capital arrecadadas...................... 6.000 
 
(-) DESEMBOLSOS FINANCEIROS (7.000) 
Restos a Pagar de 2010 e pagos em 2011.......... 3.000 
pagamentos realizados empenhos de 2011........ 4.000 
 
(=) RESULTADO FINANCEIRO 4.000 
O resultado financeiro foi de R$ 4 mil, motivo pelo qual a questão está errada. 
Gabarito: Errado. 
23. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
DVP 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUANTITATIVAS 
 
(+) Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) 5.000 
receitas correntes arrecadadas............................ 5.000 
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(-) Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD) (3.000) 
empenhos liquidados (despesas correntes)............. 3.000 
(=) Resultado Patrimonial do Exercício (VPA – VPD) 2.000 
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS QUALITATIVAS 
(decorrentes da execução orçamentária) 
receitas de capital arrecadadas............................ 6.000 
empenhos liquidados (Despesas de Capital)............. 4.000 
 
A Demonstração das Variações Patrimoniais evidencia as variações quantitativas, o 
resultado patrimonial e as variações qualitativas decorrentes da execução orçamentária. 
O resultado patrimonial é apurado pelo regime de competência, assim, a variação 
diminutiva dos “pagamentos realizados referentes aos empenhos emitidos em 2011” foi 
reconhecida com a liquidação do empenho, motivo pelo qual, também, os “Restos a 
Pagar de 2010 e pagos em 2011” não entraram na DVP deste exercício. 
O resultado patrimonial apurado foi de R$ 2.000,00. 
Gabarito: Certo. 
24. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
Cálculo do resultado orçamentário: 
RECEITA ARRECADADA 11.000 
receitas correntes arrecadadas...................... 5.000 
receitas de capital arrecadadas...................... 6.000 
 
(-) DESPESA EXECUTADA (7.000) 
empenhos liquidados (despesas correntes)..... 3.000 
empenhos liquidados (Despesas de Capital)..... 4.000 
 
(=) RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 4.000 
 
Gabarito: Errado. 
25. (Cespe – TRE-RJ – Analista – Contabilidade – 2012) 
empenhos liquidados (despesas correntes) 
(+) empenhos liquidados (Despesas de Capital) 
3.000 
4.000 
(=) TOTAL DE EMPENHOS LIQUIDADOS 7.000 
(-) pagamentos realizados referentes aos empenhos emitidos em 2011 (4.000) 
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(=) valor a ser inscrito em Restos a Pagar processados 3.000 
 
Gabarito: Certo. 
 
26. (Esaf – DNIT – Contador – 2013) 
 
Na DVP as alterações verificadas no patrimônio consistem nas variações quantitativas e 
qualitativas. 
 
As variações quantitativas são decorrentes de transações no setor público que aumentam 
ou diminuem o patrimônio líquido. Já as variações qualitativas são decorrentes de 
transações no setor público que alteram a composição dos elementos patrimoniais sem 
afetar o patrimônio líquido. 
 
O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações 
patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas. 
 
O que são as variações qualitativas? 
 
VARIAÇÕES QUALITATIVAS 
 
Correspondem às variações qualitativas decorrentes da execução orçamentária que 
consistem em incorporação e desincorporação de Ativos, bem como incorporação e 
desincorporaçãode Passivo. 
 
Para fins de elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais, considerar-se-ão 
apenas as variações qualitativas decorrentes das receitas e Despesas de Capital, 
considerando a relevância da informação. Conforme o Pronunciamento Conceitual 
Básico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, para serem úteis, as informações 
devem ser relevantes às necessidades dos usuários na tomada de decisões. 
 
Em realidade, as variações qualitativas são aquelas que não alteram o patrimônio 
líquido, ou seja, são fatos permutativos, denominados de mutações ativas e passivas, a 
exemplo da alienação de um bem pelo seu valor contábil, R$ 100 mil. Entrada de R$ 
100 mil nas receitas (caixa) e concomitante registro da saída do bem. 
 
Gabarito: Letra d. 
 
27. (Esaf – MDIC – ACE – 2012) 
 
a) O modelo anterior de DVP era possível visualizar toda e qualquer variação 
patrimonial, mas no novo modelo de DVP isso não acontece. 
 
NBC T 16.6: 
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 
25. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidencia as variações 
quantitativas, o resultado patrimonial e as variações qualitativas 
decorrentes da execução orçamentária. (Redação dada pela Resolução 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
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CFC n
o
 1.268/2009) 
 
No novo modelo de DVP foi criado um quadro específico para visualizar as variações 
patrimoniais qualitativas, mas apenas as variações qualitativas orçamentárias 
decorrentes das receitas e Despesas de Capital. 
 
As variações qualitativas orçamentárias oriundas de Receitas e Despesas Correntes 
NÃO são evidenciadas na DVP. 
 
E ainda! Perceba que (quaisquer) variações patrimoniais qualitativas independentes da 
execução orçamentária não são demonstradas no novo modelo de DVP. Errado. 
 
b) Todas as variações quantitativas são evidenciadas na DVP. Errado. 
 
c) Não existe tal especificidade. Exemplo: 
 
 
Errado. 
 
d) Isso mesmo! Não são todas as variações patrimoniais qualitativas que são 
evidenciadas na DVP. 
 
Das variações qualitativas, apenas as decorrentes da execução orçamentária e oriundas 
de receitas e Despesas de Capital são evidenciadas na DVP. Certo. 
 
e) Por não implicarem em mudança na situação patrimonial grande parte das variações 
qualitativas de fato não são evidenciadas na DVP. Todavia, como já dito, as variações 
qualitativas decorrentes da execução orçamentária e oriundas de receitas e Despesas de 
Capital são evidenciadas na DVP. Errado. 
 
Opção CERTA: letra d. 
 
Gabarito: Letra d. 
28. (Esaf – MPOG – APO – 2010) 
Observe que foi solicitado um fato que afeta POSITIVAMENTE o patrimônio líquido. 
a) Há o ingresso do bem no Ativo e registro da respectiva obrigação de pagamento no 
Passivo, no mesmo valor, não havendo, portanto, alteração no patrimônio líquido. 
Errado. 
b) Há saída de bens e, portanto, diminuição do patrimônio líquido. Errado. 
c) Com o cancelamento de dívida passiva há claramente variação positiva do patrimônio 
líquido. Certo. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2
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d) Os avais concedidos são controlados no Ativo e Passivo compensados, não 
influenciando, portanto, no patrimônio líquido. Errado. 
e) Há o ingresso do recurso financeiro no Ativo e registro da respectiva obrigação de 
pagamento no Passivo, no mesmo valor, não havendo, portanto, alteração no patrimônio 
líquido. Errado. 
Opção CERTA: Letra c. 
Gabarito: Letra c. 
29. (Esaf – CGU – AFC – 2008) 
Observe que é solicitada a opção ERRADA. Vamos analisá-las: 
a) Insubsistência Passiva: insubsistência (algo que deixou de existir) passiva (provocou 
efeito negativo no patrimônio líquido). Certo. 
b) A Superveniência e a Insubsistência Passivas provocam a diminuição do patrimônio 
líquido. O termo “passiva” indica exatamente que a variação patrimonial acarretou 
diminuição no patrimônio líquido. Certo. 
c) Perfeito! Os termos “superveniência” e “insubsistência” relacionam-se com Ativo e 
Passivo. Indicam se a variação patrimonial foi um acréscimo (superveniência) ou 
diminuição (insubsistência) DO Ativo ou DO Passivo. Certo. 
d) O desaparecimento de um bem é um exemplo de Insubsistência DO ATIVO, ou seja, 
uma Insubsistência Passiva, pois o patrimônio líquido terá uma variação negativa. 
Errado. 
e) Toda Insubsistência (diminuição) DO PASSIVO ocasiona de fato uma Insubsistência 
Ativa, pois promove aumento da situação líquida patrimonial. Certo. 
Opção errada: letra d. 
Gabarito: Letra d. 
30. (Esaf – ANA – Analista – 2009) 
a) Pode haver superávit mesmo com a liquidação de despesas, pois as variações ativas 
não são oriundas exclusivamente de arrecadação de receitas. Errado. 
b) Pode-se de fato afirmar que, caso uma UG não arrecadadora apresente superávit na 
DVP, tal resultado foi em virtude dos ingressos financeiros (por transferência) mais as 
variações ativas extraorçamentárias serem superiores às variações passivas. Certo. 
c) Não há como concluir tal afirmação, pois ambos são fatos que provocam variações 
passivas. Errado. 
d) A incorporação de Ativos não é a única variação ativa possível em uma UG não 
arrecadadora, como também a despesa corrente não é a única variação passiva exclusiva 
de ocorrência. Portanto, não há como confirmar tal afirmativa. Errado. 
e) Também não podemos afirmar tal conclusão apenas sabendo que houve superávit no 
exercício. Errado. 
Gabarito: Letra b. 
31. (FCC – MPE-PE – Analista Min. – Contabilidade – 2012) 
 
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As alterações verificadas no patrimônio consistem nas variações quantitativas e 
qualitativas. 
 
O que são variações quantitativas? 
 
São aquelas decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o 
patrimônio líquido e são divididas em Variações Patrimoniais Aumentativas e 
Diminutivas. 
 
Exemplo de variações patrimoniais aumentativas: arrecadação de tributos. 
 
Exemplo de variações patrimoniais diminutivas: despesa com pessoal. 
 
Para responder esta questão basta “mentalizar” o Balanço Patrimonial – lado do Ativo e 
do Passivo. 
 
Balanço patrimonial – X0 
Ativo Passivo 
Bens e direitos Obrigações + PL 
 
Quando há desincorporação de um Ativo ocorre uma variação diminutiva. Exemplo: 
consumo de bens – material de expediente. 
 
Quando ocorre baixa de obrigação do estado provoca uma variação ativa. Exemplo: 
dívida da União junto ao Fundo Monetário Internacional – FMI no valor de 100 milhões 
de dólares. Na negociação houve perdão a favor da União de 10 milhões de dólares. 
 
O comando da questão pede qual das opções representa uma variação patrimonial 
diminutiva. 
 
a) arrecadação da Receita Orçamentária é variação ativa, ou seja, variação quantitativa 
aumentativa. Errado. 
b) depreciação de imóveis é uma conta redutora do Ativo Permanente, portanto, 
variação patrimonial quantitativa diminutiva. Certo. 
c) ganhos na alienação de Ativos – variação patrimonial quantitativa aumentativa. 
Errado. 
d) alienação de Ativos – variação patrimonial qualitativa, ou seja, é um fato permutativo 
– saída do bem e entrada de recursos (receita de capital). Errado. 
c) concessão de empréstimos a terceiros – variação patrimonial qualitativa, ou seja, é 
um fato permutativo – saída caixa e concomitante registro do direito a receber. Errado. 
 
Gabarito: Letra b. 
 
32. (FCC – MPE-PE – Analista Min. – Contabilidade – 2012) 
 
Questão bastante fácil! 
 
O que significa uma variação patrimonial qualitativa? É aquela representada por um fato 
contábil que não causa alteração no patrimônio líquido – PL do órgão/entidade. 
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As alterações verificadas no patrimônio consistem nas variações quantitativas e 
qualitativas. 
 
O que são variações quantitativas? 
 
São aquelas decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o 
patrimônio líquido e são divididas em Variações Patrimoniais Aumentativas e 
Diminutivas. 
 
As opções b, c, d e e representam variações patrimoniais quantitativas. As B, C e D são 
aumentativas, e a letra E, diminutiva. 
 
A aquisição de bens imóveis ocasiona Despesa de Capital. Significa, entrada do bem no 
patrimônio e concomitante saída de recursos (caixa) para compra do bem. Portanto, 
variação patrimonial qualitativa. 
 
Gabarito: Letra a. 
 
16.8.2. Questões de concursos públicos – DFC 
1. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
Para saber a variação no saldo de caixa do período basta confrontarmos todas as 
entradas com as todas saídas de caixa: 
Entradas: 9.500 + 470 + 1.500 = 11.470 
Saídas: 300 + 1.000 + 2.140 + 5.000 + 880 + 500 + 850 = 10.670 
ENTRADAS – SAÍDAS = 11.470 – 10.670 = 800 
Portanto, houve variação positiva de 800. 
Gabarito: Certo. 
2. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
Vamos montar a DFC: 
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DAS OPERAÇÕES 
(+) recebimentos de vendas 9.500 
(-) compras do período (5.000) 
(-) despesas financeiras (500) 
(-) despesas operacionais (880) 
(=) Fluxo líquido de caixa das atividades das operações 3.120 
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO 
(-) compra de veículos (300) 
(-) compra de imóveis (1.000) 
(-) aquisição de participações (2.140) 
(=) Fluxo líquido de caixa das atividades de investimento (3.440) 
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 
(+) empréstimos bancários 470 
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(+) aumento de capital 1.500 
(-) dividendos pagos (850) 
(=) Fluxo líquido de caixa das atividades de financiamento 1.120 
Aumento líquido em caixa e equivalentes (4.000 – 4.320 + 1.120) 800 
 
APURAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DO PERÍODO 
Saldo inicial 1.500 
Saldo final 2.300 
Geração líquida de caixa (4.000 – 4.320 + 1.120) 800 
 
Gabarito: Errado. 
3. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
Conforme consta na DFC montada na resolução da questão acima, as atividades de 
investimento geraram uma REDUÇÃO de caixa de 3.440,00, portanto, inferior a 3.500. 
Gabarito: Errado. 
4. (Cespe – PEFO-CE – Perito Criminal – Ciências Contábeis – 2012) 
Pelo método indireto de DFC inicia-se o cálculo com o resultado patrimonial do 
exercício, sobre o qual são efetuados os ajustes necessários para apuração da geração 
líquida de caixa e equivalentes. Para tanto, são necessárias informações sobre a variação 
de saldo de alguns itens do Ativo e Passivo, tais como depreciação, amortização, 
exaustão e provisões. 
Gabarito: Certo. 
5. (Cespe – Sesa-ES – Especialista-Contador – 2011) 
NBC T 16.2: 
4. O patrimônio público é estruturado em três grupos: 
(a) Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de 
eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade 
benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços; 
NBC T 16.6: 
12. O Balanço Patrimonial, estruturado em Ativo, Passivo e Patrimônio 
Líquido, evidencia qualitativa e quantitativamente a situação 
patrimonial da entidade pública: 
(a) Ativo – compreende as disponibilidades, os direitos e os bens, 
tangíveis ou intangíveis adquiridos, formados, produzidos, recebidos, 
mantidos ou utilizados pelo setor público, que seja portador ou 
represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerentes à 
prestação de serviços públicos; 
 
Gabarito: Certo. 
 6. (Cespe – Abin – OTI – Ciências Contábeis – 2010) 
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O método indireto evidencia as principais classes de recebimentos e pagamentos a partir 
de ajustes ao resultado patrimonial, nos seguintes elementos: 
(a) de transações que não envolvem caixa e seus equivalentes; 
(b) de quaisquer diferimentos ou outras apropriações por competência sobre 
recebimentos ou pagamentos; 
(c) de itens de receita ou Despesa Orçamentária associados com fluxos de caixa e seus 
equivalentes das atividades de investimento ou de financiamento. 
O Método Indireto parte do resultado patrimonial do exercício, sobre o qual são 
efetuados ajustes, ou seja, são excluídas determinadas transações (citadas listadas) para 
que se possa apurar o fluxo de caixa do período. 
Gabarito: Certo. 
 
7. (Cespe – TRT-10ª Região – Contabilidade – 2012) 
 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa deve ser elaborada pelo método direto ou 
indireto e evidenciar as movimentações havidas no caixa e seus equivalentes, nos 
seguintes fluxos: 
a) das operações; 
b) dos investimentos; e 
c) dos financiamentos. 
 
O fluxo de caixa das operações compreende os ingressos, inclusive decorrentes de 
receitas originárias e derivadas, e os desembolsos relacionados com a ação pública e os 
demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. Portanto, 
no fluxo de caixa das operações NÃO se inclui compra de veículo para uso na entidade 
por tratar-se de investimento. 
 
Já o fluxo de caixa dos investimentos inclui os recursos relacionados à aquisição e à 
alienação de Ativo Não Circulante, bem como recebimentos em dinheiro por liquidação 
de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da 
mesma natureza. Portanto, a compra de veículo para uso na entidade (aquisição de Ativo 
Não Circulante) faz parte do grupo de contas “dos investimentos”. 
 
Gabarito: Errado. 
 
8. (FCC – MPE-PE – Analista Min. Contabilidade – 2012) 
 
Esta questão pode ser resolvida apenas com a observação das demonstrações contábeis. 
Pode-se dizer que a Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC evidencia a origem e a 
aplicação dos fluxos de caixa sob uma “ótica operacional”, segregando as informações 
em três grupos: 
Fluxos de caixa das 
atividades das operações. 
Compreende os ingressos, inclusive decorrentes de receitas 
originárias e derivadas, e os desembolsos relacionados 
com a ação pública e os demais fluxos que não se 
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qualificam como de investimento ou financiamento. 
Fluxos de caixa das 
atividades dos 
investimentos. 
Inclui os recursos relacionados à aquisição e à alienação de 
Ativo Não Circulante, bem como recebimentos em 
dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização 
de empréstimos concedidos e outras operações da mesma 
natureza. 
Fluxos de caixa das 
atividades dos 
financiamentos. 
Inclui os recursos relacionados à captação e à amortização 
de empréstimos e financiamentos. 
 
Observe a DFC: 
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Gabarito: Letra d. 
 
16.11.1. Questões de concursos públicos – Balancete 
 
1. (Cespe – Prefeitura de Ipojuca-PE – Contador – 2009) 
 
Perfeito! No mínimo no balancete deverá constar a conta e respectivo grupo a que 
pertence, além do saldo final e sua natureza (devedora ou credora). 
 
CONTAS SALDO 
– – 
 
Todavia, o balancete poderá ainda ser elaborado com maior nível de detalhamento, 
como, por exemplo, ao invés de informar apenas o saldo final, evidenciar o total dos 
débitos e o total dos créditos que a conta recebeu no período, e ainda, o saldo final. 
 
CONTAS DÉBITOS CRÉDITOS SALDO 
– – 
 
Gabarito: Certo. 
 
2. (Cespe – TST – Analista – Contabilidade – 2008) 
 
Mas o que é inversão de lançamento? 
 
Inverter o lançamentoé permutar entre si as contas que são debitadas e creditadas, ou 
seja, por engano, foi debitada a conta que deveria ter sido creditada, e vice-versa. 
 
Exemplo de inversão na arrecadação de receita de impostos: 
 
Lançamento CORRETO: 
 
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D – Banco – Ativo Circulante 
C – Receita Corrente 
500,00 
500,00 
 
Lançamento ERRADO/INVERTIDO: 
D – Receita Corrente 
C – Banco – Ativo Circulante 
500,00 
500,00 
 
Há duas afirmações na questão que precisam ser verificadas. É informado que, na 
inversão de lançamento, ocorre: (1) o balancete continua fechando, e (2) em qualquer 
caso, os totais não se alteram. 
 
Vamos analisar as duas afirmações: 
 
(1) o balancete continua fechando: de fato o balancete continuará fechando, ou seja, o 
total das contas devedoras será igual ao total das contas credoras, mesmo com a 
inversão, pois os valores debitados e creditados são idênticos e afetam na mesma 
proporção o saldo. 
 
(2) em qualquer caso, os totais não se alteram: aqui está o erro da questão, pois os totais 
poderão ser modificados com a inversão, em virtude da natureza das contas envolvidas. 
Vamos verificar através do exemplo de lançamento anterior: 
Suponha a seguinte composição, se efetuado o lançamento CORRETO: 
 
Lançamento CORRETO: 
D – Banco – Ativo Circulante 
C – Receita Corrente 
500,00 
500,00 
 
LIVRO RAZÃO (RAZONETES) 
BANCO: conta de natureza devedora 
 DÉBITO CRÉDITO 
Saldo antes do lançamento 1.000,00 
Lançamento CERTO 500,00 
Saldo final 1.500,00 
RECEITA CORRENTE: conta de natureza credora 
 DÉBITO CRÉDITO 
Saldo antes do lançamento 10.000,00 
Lançamento CERTO 500,00 
Saldo final 10.500,00 
 
BALANCETE 
CONTAS DÉBITO CRÉDITO 
Banco 1.500,00 
Receita Corrente 10.500,00 
(...) Soma das demais contas 3.009.000,00 3.000.000,00 
TOTAL 3.010.500,00 3.010.500,00 
 
Agora, vejamos o que ocorre com o lançamento ERRADO (inverso): 
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Lançamento ERRADO/INVERTIDO: 
D – Receita Corrente 
C – Banco – Ativo Circulante 
500,00 
500,00 
 
LIVRO RAZÃO (RAZONETES) 
BANCO: conta de natureza devedora 
 DÉBITO CRÉDITO 
Saldo antes do lançamento 1.000,00 
Lançamento ERRADO 500,00 
Saldo final 500,00 
 
RECEITA CORRENTE: conta de natureza credora 
 DÉBITO CRÉDITO 
Saldo antes do lançamento 10.000,00 
Lançamento ERRADO 500,00 
Saldo final 9.500,00 
 
BALANCETE 
CONTAS DÉBITO CRÉDITO 
Banco 500,00 
Receita Corrente 9.500,00 
(...) Soma das demais contas 3.009.000,00 3.000.000,00 
TOTAL 3.009.500,00 3.009.500,00 
 
QUADRO COMPARATIVO 
 
BALANCETE 
SALDOS FINAIS DÉBITO CRÉDITO 
Lançamento CORRETO 3.010.500,00 3.010.500,00 
Lançamento ERRADO/INVERTIDO 3.009.500,00 3.009.500,00 
DIFERENÇA 1.000,00 1.000,00 
 
Portanto, no caso de uma inversão de lançamento, o balancete continua fechando (o 
total do débito é igual ao total do crédito), todavia, os totais poderão ser alterados. 
 
Gabarito: Errado. 
 
3. (Cespe – MPE-PI – Analista-Controle Interno – 2011) 
 
O balancete de verificação deve apresentar os saldos de todas as contas, incluindo todos 
os subsistemas de contas (orçamentário, patrimonial, compensação e de custos). 
 
Gabarito: Errado. 
 
4. (Esaf – CVM – Analista-Contador – 2010) 
 
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a) O balancete pode ser levantado/apurado a qualquer momento. Errado. 
b) O balancete pode ser emitido de forma consolidado ou não. Exemplo: o balancete da 
matriz juntamente com o de suas filiais. Errado. 
c) As contas que não recebem lançamento podem integrá-lo normalmente. Exemplo: 
capital social. Errado. 
d) o Balancete é um documento contábil de evidenciação interna. Assim, a critério do 
órgão/empresa pode evidenciar valores em moeda estrangeira. Errado. 
e) Perfeito! Uma das características do balancete é apresentar os valores a débito e a 
crédito, além dos saldos anterior e atual. Certo. 
 
Gabarito: Letra e. 
 
16.14. Questões de concursos públicos – DMPL, Notas Explicativas e Consolidação 
Nacional das Contas Públicas 
 
1. (Cespe – TJ-AL/2012 – Contabilidade) 
 
a) As demonstrações contábeis são de ordem pública. Assim, devem ser publicadas e o 
acesso é livre para a sociedade. Os gestores devem prestar contas de suas gestões aos 
respectivos Tribunais de Contas. Errado. 
b) As demonstrações contábeis podem ter saldos agregados, em especial, na 
consolidação nacional das contas públicas. 
 
A consolidação é o processo que ocorre pela soma ou pela agregação de saldos ou 
grupos de contas, excluídas as transações entre entidades incluídas na consolidação, 
formando uma unidade contábil consolidada e tem por objetivo o conhecimento e a 
disponibilização de macroagregados do setor público, a visão global do resultado e a 
instrumentalização do controle social. Errado. 
 
c) Atualmente as notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 
Contêm informações adicionais em relação à apresentada no corpo dessas 
demonstrações e oferecem descrições narrativas ou segregações e aberturas de itens 
anteriormente divulgados, além de informações acerca de itens que não se enquadram 
nos critérios de reconhecimento nas demonstrações contábeis. Certo. 
 
d) As demonstrações contábeis devem ser assinadas por contabilista responsável. 
Errado. 
 
e) As demonstrações contábeis devem incluir contas retificadoras, a exemplo da 
depreciação de bens. Errado. 
 
Gabarito: Letra c. 
 
2. (Cespe – TRT-10
a
 Região – Contabilidade – 2012) 
 
Segundo a NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis, as notas explicativas devem 
evidenciar: 
a) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações 
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contábeis. 
b) As informações contidas nas notas explicativas devem ser relevantes, 
complementares ou suplementares àquelas não suficientemente 
evidenciadas ou não constantes nas demonstrações contábeis. 
c) As notas explicativas incluem os critérios utilizados na elaboração 
das demonstrações contábeis, as informações de naturezas patrimonial, 
orçamentária, econômica, financeira, legal, física, social e de 
desempenho e outros eventos não suficientemente evidenciados ou não 
constantes nas referidas demonstrações. 
Como de praxe, pegadinha do Cespe! 
Observe que o comando da questão está quase todo conforme a NBCT 16.6, exceto na 
sua parte final, quando afirma: “...limitando-se a informar os eventos vinculados 
exclusivamente ao encerramento do período a que se refere”. Em realidade deve conter 
nas notas explicativas outros eventos não suficientemente evidenciados ou não 
inseridos nas demonstrações contábeis. 
Gabarito: Errado. 
 
3. (Esaf – ANA – Contabilidade – 2009) 
 
Observe que o comando da questão pede a opção FALSA! 
 
a) O inciso II, do art. 50, da LRF estabelece que II – a despesa e a assunção de 
compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em 
caráter complementar, o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa. Certo. 
 
b) Nas demonstrações contábeis conjuntas, as operações intergovernamentais NÃO 
devem ser excluídas. Devem ser excluídas as operações intragovernamental, conforme o 
§ 2
o
, do art. 50 da LRF. Observe: “§ 1
o
. No caso das demonstrações conjuntas, excluir-
se-ão as operações intragovernamentais.” FALSA. 
 
c) Perfeito! Observe a regra da LRF, (§ 2
o
, art. 50). “A edição de normas gerais para 
consolidação das contas públicas caberá ao órgão central de contabilidade da União, 
enquanto não implantado o conselho de que trata o art. 67.” Certo. 
 
d) Regra da LRF: “Art. 51. O Poder Executivo da União promoverá, até o diatrinta de 
junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da 
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio 
eletrônico de acesso público.” Certo. 
 
e) Inciso VI, do art. 50, da LRF: “a demonstração das variações patrimoniais dará 
destaque à origem e ao destino dos recursos provenientes da alienação de Ativos.” 
Certo. 
 
Gabarito: Letra b.

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