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ADRIANA GOMES DOS SANTOS 
DENISE SILVA SANTOS 
ELENITO GONCALVES SANTOS 
JUCILENE MUNIZ CORREIA 
LUZIANE SANTOS DE ARAÚJO 
MATHEUS PATURY RAMOS CALDAS ARAÚJO 
 
 
 
 
DIREITO DE GREVE 
 
 
 
 
 
 
SANTO ANTÔNIO DE JESUS/BA. 
2021 
 
ADRIANA GOMES DOS SANTOS 
DENISE SILVA SANTOS 
ELENITO GONCALVES SANTOS 
JUCILENE MUNIZ CORREIA 
LUZIANE SANTOS DE ARAÚJO 
MATHEUS PATURY RAMOS CALDAS ARAÚJO 
 
 
 
 
DIREITO DE GREVE 
 
 
Trabalho apresentado a Faculdade Pitágoras, 
como requisito parcial de avaliação da Disciplina 
Direito do Trabalho do 4° semestre, curso de 
Direito. 
 
 Orientador: Profº Dr Breno Dantas 
 
 
 
 
 
 
 
SANTO ANTÔNIO DE JESUS/BA. 
2021 
SUMÁRIO 
 
 
1.INTRODUÇÃO 4 
2.GREVE NO BRASIL 4 
2.1 Delimitação do Direito a greve 5 
2.2 Greve Abusiva 6 
2.3 Impactos causados pela greve 6 
2.4 O Entendimento do STF acerca de greves 7 
3. CONSIDERAÇÃO FINAL 9 
 REFERÊNCIAS 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.INTRODUÇÃO 
 
A greve é, sem sombra de dúvida, uma das maneiras mais eficazes de busca 
dos interesses da classe trabalhadora no sistema mundial. É a forma de alcance quase 
imbatível de aceite total ou parcial do empregador aos reclames quase sempre 
justificados da classe trabalhadora, através da paralisação coletiva da força de trabalho, 
de modo apertar a classe patronal a posicionar-se as negociações, situação inaceitável 
em dias arcaicos. 
A greve conformar como um fato social, independentemente de ser reconhecida 
ou não como um direito. Enquanto fato social, não há como precisar seu surgimento, 
por ser inerente à própria condição humana em face das imposições escravagistas, 
servis ou trabalhistas impostas. Como direito, ela é oriunda das transformações 
históricas e sociais, que a fortaleceram. A greve é um meio usado para se chegar a um 
fim o debate dos assuntos referentes as relação patrões e empregados. Estabelecerem, 
um mínimo de organização, afluência organizado e liderança com eficácia e com isso 
é considerada uma arma essencial na luta de classe trabalhadoras . 
 
2. GREVE NO BRASIL 
A greve no Brasil e uma discussão um tanto quanto problemática, pois quando 
pensamos em greve podemos perceber que estes movimentos podem ser colocados 
em busca de direitos para a classe trabalhadora ou até mesmo benefícios políticos. A 
greve é uma suspenção coletiva ou parcial das atividades de maneira total ou parcial na 
prestação de seus serviços ao empregador, porem e um direito assegurado por lei. 
Assim a greve interrompe o funcionamento normal de alguma atividade e volta à 
normalidade na maioria das vez com a conquista das suas reivindicações. 
Entre 07 de junho a 13 de julho de 1917, iniciou em São Paulo a primeira greve 
no Brasil, este movimento em seu copo inicial consistia em uma ação coletiva com a 
maioria ou total dos funcionários de empresas, que tinha como objetivo melhorar as 
condições de trabalho, no caso da greve de 1917 as reivindicações são ainda dadas 
como bases em movimentos atuais; melhor jornada de trabalho, garantia do emprego e 
aumento de salário. 
Acredita-se que o movimento era unicamente econômico e por melhores 
condições de trabalho, no entanto com o passar do tempo houve uma motivação a mais 
para a manifestações dos movimentos grevistas, podemos classificá-los de greve 
política, ainda assim os movimentos de greve traz benefícios para a classe 
trabalhadora, mas é importante lembrar que muitos trabalhadores de outros 
seguimentos que não estão participando daquele movimento possam ter prejuízos ,pois 
sabemos e é proibida a suspensão total de serviços considerados essências, como 
assistência media por exemplo. 
A forca da greve deve-se a sua representatividade ou seja ao nível de 
organização do sindicato que hoje tem a decisão de iniciar e finalizar a greve quando as 
reivindicações dos seus representados são atendidas. Este movimento que foi 
orquestrado há anos e certamente trouxe grandes benefícios, é a forca que controla 
ambos os lados, empregadores e empregados, trazendo um equilíbrio entre ambos. 
 
2.1 Delimitação do Direito a greve 
A greve esta assegurada pela Lei 7.783/89 que em seu Art. 1º dispoe É 
assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a 
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.O 
direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei respeitando art. 37, 
inciso VII, da Constituição que dispõe o direito de greve será exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei específica; 
Sendo assim o movimento da greve deve respeitar os direitos e garantias 
fundamentais, sendo este movimento aderido de forma pacifica, sem destruição de 
patrimônio, agressão física nem verbal, cometimentos de crimes, proibição de acesso 
de quem não aderiu a greve, deve haver prévio aviso a sociedade e patrão, ressaltando 
que durante a greve o contrato de trabalho fica suspenso. 
Art. 15 A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no 
curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil 
ou penal. 
 
 
2.2 Greve Abusiva 
De acordo com o artigo 14. da Lei da Greve, “Constitui abuso do direito de greve 
a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da 
paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do trabalho. 
Para ser considerada lícita a greve precisa atender as considerações, sendo que 
é abuso quando é usado o direito de forma irregular.Assim, considerado greve abusiva 
quando o movimento é realizado em setores que são essências para a sociedade, 
como na segurança e na saúde. 
Exemplo de greve abusiva: 
É a greve sem uma tentativa de acordo com o empregador, é necessário que 
antes do movimento ocorra essa tentativa de acordo para solucionar os problemas, 
evitando assim uma greve. A greve leva a um acordo entre o sindicado dos 
trabalhadores e o empregador, decidindo o que é melhor para os dois lado, levando 
assim ao fim da greve. 
É importante ressaltar que quando for decidido o fim do movimento grevista, não 
é permitido que continuasse com a greve, mesmo que tenha ainda algum empregado 
insatisfeito ou que não concorde com o final. 
Segundo o TST, caso os empregados estejam praticando o abuso de greve, o 
empregador terá direito de demiti-los e contratar novos empregados. São impostos 
alguns requisitos, matérias e formais para o direito da greve: 
 Abusividade formal: Quando não há assembleia para a organização e realização da 
greve; quando há falta de aviso ao empregador; e quando não há uma tentativa de 
negociação coletiva antes de ocorrer o movimento. 
Abusividade material: Quando ocorre a prática de violência pelos trabalhadores contra 
coisas e pessoas; quando ocorre vigência de normas. 
 
2.3 Impactos causados pela greve 
A greve deve ser o ultimo instrumento de reivindicação, pois suas consequências 
são visível na sociedade se tratando de serviços essências ainda mais complicado. 
Temos impactos na alta dos preços de serviços e mercadorias, alguns direitos são 
violados como o direito de locomoção, a segurança, causa desequilíbrio na inflação, 
PIB, indústria, comercio, exportação dentre outros fatores a greve causa impactos para 
toda população. 
Pensando na greve dos caminhoneiros, podemos perceber os altos preços das 
mercadorias,os prejuízos que a indústria e o comercio sofreram , foi repassado para o 
consumidor final. Além de tantos outros prejuízos causa instabilidade na Bolsa de 
valor, deixando os investidores inseguros. O que pode ocorrer também é acontecer à 
greve e não gerar efeitos. Portanto, é notório que a greve gera impactos na economia 
de forma negativa que automaticamente interfere na sociedade de modo geral. 
 
2.4 O Entendimento do STF acerca de greves 
 A greve é um direito de todo trabalhador, seja ele da iniciativa privada ou servidor 
público, que apeteça se organizar coletivamente, pacificamente, total ou parcialmente, 
da prestação de serviços ao empregador, possuindo uma motivação, requerente a 
algum direito, ou melhores condições de trabalho. Assegurado pelos Direitos e deveres 
individuais e coletivos, conforme se dispõe no Art. 9º da Carta Magna: “É assegurado o 
direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. (CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL, 1988, Artigo 9º) 
 Com isto, o Supremo Tribunal Federal deve assegurar e defender todo e 
qualquer trabalhador, sindicalizado ou não sindicalizado, ao direito de fazer a greve, se 
esta, não tiver um caráter abusivo do direito de greve. Conforme se configura, pelo não 
cumprimento de direitos formais e materiais nela estabelecidas, presentes no Art. 14 da 
Lei nº. 7.783/89 (Lei de Greve): 
 
Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na 
presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de 
acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho. (LEI Nº 7.783/89, 1989, 
Artigo 14º) 
 Em virtude desses fatores, o Supremo Tribunal Federal, tem um papel de 
extrema importância na garantia da greve de servidores públicos, agindo na 
parametrização desse direito. Assim, de acordo a corte: 
Não se aplica ao direito de greve dos servidores públicos, repito-o, 
exclusivamente, e em sua plena redação, a Lei 7.783/89, devendo o Supremo 
Tribunal Federal, dar os parâmetros de seu exercício. Esses parâmetros hão de 
ser definidos por esta corte de modo abstrato e geral. (Ex-Ministro do Supremo 
Tribunal Federal, Eros Roberto Grau). 
Segundo a própria corte, alguns critérios devem ser examinados na hora da 
convocação do movimento grevista, para que haja a legalidade do ato, como a 
parcialidade na participação de servidores, garantindo o funcionamento de serviços 
considerados essenciais, sem ferir assim, o princípio da continuidade da prestação do 
serviço público, ficando vedada a possibilidade de greve total desses servidores, 
assegurando o atendimento das necessidades da sociedade, sob pena de não 
cumprimento, a configuração de greve abusiva, acarretando na ilegalidade do ato. E o 
aviso prévio, com antecedência mínima de 72 horas para o ato, em caráter de 
comunicação formal. 
Em Abril de 2017, o Supremo Tribunal Federal analisando a possibilidade de 
ocorrer uma greve de policiais civis no estado de Goiás, julgou a admissibilidade de um 
recurso extraordinário, que nos traz o entendimento: "é vedado aos policiais civis e a 
todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública." 
(ARE 654.432/GO). 
Portanto, a justiça entende como ilegal toda greve advinda pelos agentes 
socioeducativos, pelo fato de que estes servidores atuam diretamente na garantia da 
manutenção da ordem pública e cumprimento da justiça, ficando vedado à possibilidade 
da realização da greve, pelo risco que a paralização total ou parcial dessa categoria 
traz à segurança pública. 
Fixando então, em sede de repercussão geral a seguinte colocação: 
A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação 
decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, em 
virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, permitida a 
compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar 
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. 
 
 
 
3. CONSIDERAÇÃO FINAL 
É notório em todo o trabalho, aferir que a greve é um direito constitucionalmente 
a segurado ao trabalhador, mediante o qual o empregado busca fazer valer seus 
direitos através da paralização dos serviços. Greve é a suspensão temporária do 
trabalho; é um ato formal condicionado à aprovação do sindicato mediante assembleia 
é uma paralisação dos serviços que tem como causa o interesse dos trabalhadores; é 
um movimento que tem por finalidade a reivindicação e a obtenção de melhores 
condições de trabalho ou o cumprimento das obrigações assumidas pelo empregador 
em decorrência das normas jurídicas ou do próprio contrato de trabalho, definidas 
expressamente mediante indicação formulada pelos empregados ao empregador, para 
que não haja dúvidas sobre a natureza dessas reivindicações. 
 
 
REFERÊNCIA 
 
BRASIL.[Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Brasília, DF: Presidência da República, [1988]. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em 23 de 
outubro 2021.

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