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CAPACITAÇÃO EM PRIMEIROS 
SOCORROS 
 
 
 
 
Módulo: BÁSICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(47) 3349-2482 
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Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. 
 
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CURSO PRIMEIROS SOCORROS 
Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento 
Profissional Ltda. Lei 9.610/98. 
 Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 2 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 4 
2 PROCEDIMENTOS GERAIS ............................................................................................................ 7 
2.1 Princípios para os Primeiros Socorros ....................................................................................... 9 
3 LEGISLAÇÃO SOBRE O ATO DE PRESTAR SOCORRO ............................................................. 11 
4 URGÊNCIAS COLETIVAS .............................................................................................................. 13 
5 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS ............................................................................................. 14 
6 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR .................................................................................. 16 
6.1 Parada Respiratória ................................................................................................................. 17 
6.2 Parada Cardíaca e Ataque Cardíaco ........................................................................................ 18 
6.2.1 Desfibriladores ...................................................................................................................................... 20 
6.2.2 Importância do Reconhecimento e Procedimentos da Parada Cardiorrespiratória ............................ 28 
6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória ....................................................................... 30 
7 AFOGAMENTO .............................................................................................................................. 44 
7.1 Suporte Básico e Avançado de Vida e Resgate ....................................................................... 50 
8 DISTÚRBIOS CAUSADOS PELA TEMPERATURA ....................................................................... 63 
8.1 Queimaduras ........................................................................................................................... 64 
8.2 Insolação e Intermação ............................................................................................................ 74 
9 CHOQUES ELÉTRICOS ................................................................................................................. 78 
10 ESTADO DE CHOQUE ................................................................................................................. 83 
11 INTOXICAÇÕES ........................................................................................................................... 87 
11.1 Intoxicação Alimentar ............................................................................................................. 88 
11.2 Intoxicação por Medicamentos e Drogas de Abuso ................................................................ 91 
11.3 Intoxicação por substâncias Tóxicas ...................................................................................... 92 
11.3.3 Intoxicação por contato ...................................................................................................................... 94 
11.4 Prevenção de Intoxicação ...................................................................................................... 95 
12 PICADAS E MORDIDAS DE ANIMAIS ......................................................................................... 97 
12.1 Acidentes por Escorpião e Aranha ....................................................................................... 101 
12.2 Picadas de Abelhas e Vespas .............................................................................................. 106 
12.3 Mordeduras e Arranhões Causados por Cães e Gatos ........................................................ 109 
12.4 Como agir em casos de mordeduras e arranhões causados por cães e gatos ..................... 111 
12.5 Prevenir ataques de Cães e Gatos ....................................................................................... 115 
13 FERIMENTOS ............................................................................................................................ 117 
13.1 Escoriações ......................................................................................................................... 117 
13.2 Amputações ......................................................................................................................... 119 
13.3 Ferimentos ........................................................................................................................... 123 
13.3.1 Ferimentos no Tórax ......................................................................................................................... 127 
13.3.2 Ferimentos no Abdome .................................................................................................................... 132 
13.3.3 Ferimentos com Objeto Encravado .................................................................................................. 135 
14 HEMORRAGIA ........................................................................................................................... 140 
14.1 Hemorragia Interna .............................................................................................................. 140 
14.2 Hemorragias Externas .......................................................................................................... 142 
14.3 Hemorragia Nasal ................................................................................................................ 145 
15 ENTORSES ................................................................................................................................ 147 
16 LUXAÇÕES ................................................................................................................................ 150 
17 FRATURAS ................................................................................................................................ 154 
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Profissional Ltda. Lei 9.610/98. 
 Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 3 
18 VERTIGENS ............................................................................................................................... 160 
19 DESMAIOS ................................................................................................................................. 164 
20 CONVULSÕES ........................................................................................................................... 168 
21 TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS....................................... 172 
22 CORPOS ESTRANHOS NO ORGANISMO ................................................................................ 178 
23 AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / DERRAME ........................................................... 189 
24 TELEFONES ÚTEIS ................................................................................................................... 195 
25 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 196 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
 
 
Primeiros socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o 
atendimento inicial e temporário até a chegada de um socorro profissional. Geralmente, presta-se 
atendimento no próprio local. As providências a serem tomadas inicialmente são: 
• Uma rápida avaliação da cena e vítima; 
• Aliviar as condições que ameacem a vida ou 
que possam agravar o quadro da vítima, 
com a utilização de técnicas simples; 
• Acionar corretamente um serviço de 
emergência local; 
• Atuar conforme o seu conhecimento; 
• Assistir a vítima até que chegue o socorro médico. 
Anualmente, milhares de pessoas se acidentam nas ruas, nas rodovias, em casa e no 
trabalho. Geralmente, são quedas, queimaduras, envenenamentos, cortes, choques e situações que 
exigem, na maioria das vezes, socorro imediato. É importante lembrar que, como adulto, a pessoa é 
responsável pela própria segurança e, muitas vezes, também pela segurança de terceiros, 
principalmente de crianças e de idosos. Eles precisam e devem ser 
protegidos. 
Apesar das medidas de segurança comumente adotadas e dos 
cuidados que as pessoas têm com as próprias vidas, nem todos os acidentes 
podem ser evitados, porque nem todas as causas podem ser controladas. 
Assim, os riscos de acidente fazem parte do cotidiano, o que requer a 
presença de indivíduos treinados para atuar de forma rápida. 
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Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. No entanto, por mais 
que se aparelhem hospitais e prontos-socorros, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMU’s 
(Serviços de Atendimento Móvel de Urgência) sempre vai haver um tempo até a chegada do 
atendimento profissional. 
Nesse período, os únicos presentes são aqueles envolvidos no acidente e os que estavam ou 
passaram pelo local. Somente a equipe especializada é composta por socorristas, ou seja, socorrista 
é aquele que está preparado, treinado e habilitado a fazer os primeiros socorros e transporte de 
acidentados. 
A pessoa que presta os primeiros socorros, em casos de acidentes ou males súbitos, deve ter 
conhecimento das primeiras medidas a serem tomadas. Esta função é importante, pois pode manter 
a vítima viva até a chegada do socorro adequado, bem como não ocasionar outras lesões ou agravar 
as já existentes. Sendo assim, é preciso agir com bom senso, tolerância, calma e ter grande 
capacidade de improvisação. 
Prestar os primeiros socorros é uma atitude humana, que requer coragem e o conhecimento 
das técnicas adequadas em face de ser capaz de auxiliar numa emergência. O socorro imediato 
evita que um ferimento se agrave, que uma simples fratura se complique, ou que um desmaio resulte 
na morte do acidentado. 
É comum que as pessoas se sintam incomodadas e até não gostem de socorrer um estranho. 
No entanto, não se deve esquecer que qualquer pessoa, inclusive família ou amigos, também podem 
ser vítimas de acidentes e de mal súbito. 
 
Os primeiros socorros, ou socorro básico de urgência, são as medidas iniciais e imediatas 
dedicadas à vítima, fora do ambiente hospitalar, executadas por qualquer pessoa treinada, para 
garantir a vida, proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões existentes. 
O conhecimento e a aplicação dos primeiros socorros têm como objetivo fundamental salvar 
vidas. Se a pessoa não tiver condições emocionais de prestar socorro direto à vítima, deve procurar 
por alguém que a auxilie no atendimento e, em seguida, acionar os serviços especializados: 
médicos, ambulâncias, SAMU e bombeiros. Não se deve deixar uma vítima sem uma palavra de 
apoio ou um gesto de solidariedade, nem deixar de adotar os procedimentos cabíveis. 
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Existem várias maneiras de ajudar num acidente, até um simples ato de chamar assistência 
especializada como ambulância e bombeiros, sendo de suma importância para o atendimento 
adequado. Ao solicitar ajuda, a pessoa deve procurar passar o máximo de informações, como 
endereço do acidente, ponto de referência, sexo da vítima, idade aproximada, tipo de acidente e 
número de vítimas. 
Prestar os primeiros socorros não significa somente fazer respiração artificial, colocar um 
curativo em um ferimento ou levar uma pessoa ferida para o hospital. Significa chamar a equipe 
especializada (Bombeiros, SAMU), dar suporte a alguém que está ferido e tranquilizar os que estão 
assustados ou em pânico. 
É importante entender que quem presta socorro deve saber que não é sua tarefa realizar o 
diagnóstico, mas sim, ocupar-se em prover os cuidados necessários para o suporte básico à vida. 
Sendo assim, existem algumas regras básicas que devem ser seguidas em qualquer situação de 
emergência, que são: 
a) O socorrista sempre inicia sua ação executando a avaliação primária da vítima; 
b) A vítima não deve ser movimentada desnecessariamente, e não deve ser permitido a ela 
que se movimente bruscamente; 
c) As roupas e sapatos da vítima devem ser afrouxados; 
d) Deve ser impedida a aglomeração em torno do local do atendimento; 
e) Não se deve oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos, sem indicação médica; 
f) O conforto da vítima deve ser priorizado, além do apoio emocional. 
 
Por fim, é possível compreender que a importância dos primeiros socorros reside no fato de 
que, apesar da grande maioria dos acidentes poder ser evitada, quando eles ocorrem, alguns 
conhecimentos simples contribuem para diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até 
mesmo salvar vidas. No entanto, do mesmo modo, um atendimento de emergência mal feito pode 
comprometer ainda mais a saúde da vítima. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 PROCEDIMENTOS GERAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um atendimento adequado depende, antes de tudo, de uma rápida avaliação da situação, 
que indicará as prioridades. Há três passos básicos para uma avaliação que são: 
 
• Observação 
• Palpação 
• Diálogo 
 
Observação 
 
A observação é a primeira ação que uma pessoa que está preparada e treinada em primeiros 
socorros deve fazer num atendimento de emergência. É preciso realizar uma observação detalhada 
da cena, certificando-se de que o local em que se encontra a vítima está seguro e analisando a 
existência de riscos, como desabamentos, atropelamentos, colisões, afogamento, eletrocussão, 
agressões, entre outros. 
Mas fique atento, socorrer alguém pode ser perigoso. Não descuide de sua segurança 
pessoal e não corra riscos em resgates heróicos. Somente depois de assegurar-se da segurança da 
cena é que a pessoa deve se aproximar da vítima para prestar assistência. Não adianta tentar ajudar 
e, em vez disso, se tornar mais uma vítima. Lembre-se: primeiro você, depois as demais pessoas e, 
por último, a vítima. 
Após a avaliação da cena, identificando os riscos existentes e verificando que não há 
ameaças, a pessoa que irá prestar os primeiros socorros poderá se aproximar da vítima. A 
observação da vítima pode revelar vários fatos como: 
• Alteração ou ausência da respiração; 
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• Hemorragias externas; 
• Deformidades de partes do corpo; 
• Coloração diferente da pele; 
• Presença de suor intenso; 
• Inquietação; 
• Expressão de dor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palpação 
Antes de examinar a vítima, a pessoa deve se proteger para evitar riscos de contaminação 
por meio do contato com sangue, secreções ou por produtos tóxicos. Por isso, é importante a 
utilização de kits de primeiros socorros como: luvas, óculos, máscaras, entre outros. Na ausência 
desses dispositivos, vale o improviso com sacos plásticos, panos ou outros utensílios que estejam 
disponíveis. A palpação permite que o socorrista identifique: 
• Batimentos cardíacos; 
• Fraturas; 
• Umidade da pele; 
• Alterações de temperatura (alta ou baixa). 
Diálogo 
Sempre que possível, deve-se interagir com a vítima, procurando acalmá-la e, ao mesmo 
tempo, avaliar as condições destas, enquanto conversa com ela. A tentativa de diálogo com a vítima 
permite perceber: 
 
• Nível de consciência 
• Sensação e localização da dor 
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• Incapacidade de mover o corpo ou partes dele 
• Perda ou sensibilidade em alguma parte do copo 
 
Uma vez definida e analisada a situação, a ação deve ser dirigida para: 
 
• Pedido de ajuda qualificada e especializada 
• Avaliação das vias áreas 
• Avaliação da respiração e dos batimentos cardíacos 
• Prevenção do estado de choque 
• Aplicação de tratamento adequado para as lesões menos 
graves 
• Preparação da vítima para remoção segura 
• Providências para transporte e tratamento médico (dependendo das condições) 
 
A pessoa que presta os primeiros socorros deve lembrar que sua tarefa se restringe sempre 
em só prestar o socorro básico de urgência. Não deve fazer nada que não seja rigorosamente 
essencial para a vida do acidentado, enquanto aguarda o auxílio médico. As situações de 
emergência podem variar desde um corte até uma parada cardíaca e, neste caso, a vítima corre 
risco de vida. O objetivo do primeiro atendimento deve ser o de mantê-la viva e protegê-la de novos e 
maiores riscos até a chegada da equipe especializada. 
2.1 Princípios para os Primeiros Socorros 
 Os principais princípios para atendimento de primeiros socorros são: 
• Agir com calma e confiança – evitar o pânico; 
• Ser rápido, mas não precipitado; 
• Usar bom senso, sabendo reconhecer limitações; 
• Usar criatividade para improvisação; 
• Demonstrar tranquilidade, dando ao acidentado segurança; 
• Se houver condições solicitar ajuda de alguém do mesmo sexo da vítima; 
• Manter a atenção voltada para a vítima, quando estiver interrogando-a; 
• Falar de modo claro e objetivo; 
• Aguardar a resposta da vítima; 
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• Não atropelar com muitas perguntas; 
• Explicar o procedimento antes de executá-lo; 
• Responder honestamente as perguntas que a vítima fizer; 
• Usar luvas descartáveis para proteção contra doenças de transmissão por sangue; 
• Atender a vítima em local seguro (removê-la do local se houver risco de explosão, 
desabamento ou incêndio). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 LEGISLAÇÃO SOBRE O ATO DE PRESTAR SOCORRO 
 
 
Devido à importância do ato de prestar socorro, há artigos específicos na legislação brasileira 
acerca do assunto. Para o Código Penal Brasileiro, por exemplo, todo indivíduo tem o dever de 
ajudar um acidentado ou chamar o serviço especializado para atendê-lo. A omissão de socorro 
constitui crime previsto no Artigo 135. 
De acordo com o Código Penal, é crime deixar de prestar assistência quando possível fazê-lo 
sem risco pessoal. Portanto, segundo a lei, deve-se auxiliar toda pessoa vulnerável a algum risco, ou 
seja, deve-se prestar assistência à criança abandonada ou extraviada, às pessoas inválidas, feridas, 
desamparadas ou em grave e iminente perigo, ou deve-se pedir, nesses casos, o socorro daautoridade pública. 
Podemos notar que esse artigo da lei é bastante abrangente, tratando de qualquer tipo de 
vulnerabilidade que ponha em risco uma pessoa. Porém, a lei cita pessoas feridas, bem como o ato 
de pedir socorro da autoridade pública que, no caso de acidentes, seriam os serviços de emergência, 
como Bombeiros e SAMUs. 
Após chamar o serviço especializado, medidas mais complexas, como ações de atendimento 
e procedimentos, devem ser realizadas por pessoas que possuem capacidade e confiança. Essas 
medidas secundárias devem ser priorizadas quando a vítima está em um estado grave e precisa de 
ações imediatas, não podendo aguardar o serviço de atendimento especializado, como é o caso de 
uma pessoa com parada cardiorrespiratória ou engasgada, em que cada segundo é fundamental 
para manter a vida da vítima. 
Porém, em casos onde a vítima pode aguardar o atendimento, ou seja, não está correndo 
risco de vida iminente, é aconselhável aguardar o atendimento especializado. Um exemplo seria a 
queda de um trabalhador ou acidente de trânsito em área urbana, onde aparentemente a vítima 
quebrou a perna, possui alguns cortes, mas pode ter outros ferimentos e traumatismos internos 
devido ao impacto da queda ou do acidente, porém está consciente e aparentemente bem. 
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Nestes casos é aconselhável aguardar o atendimento especializado, visto que não é indicado 
movimentar a vítima, pois não sabemos o estado clínico geral da mesma. Pode haver outros 
ferimentos e traumas na coluna e movimentá-la desnecessariamente só prejudicaria sua condição. 
 
Ainda segundo a lei, não prestar assistência ou deixar de pelo menos pedir ajuda às 
autoridades quando necessário, resulta em detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Esta 
pena é aumentada se a omissão resultar em lesão corporal, sendo triplicada na ocorrência da morte 
da vítima. 
 
Desta forma, fica evidente a necessidade de conhecer as medidas que devem ser tomadas 
diante de situações de emergências e os primeiros procedimentos a serem aplicados se houver 
necessidade para que seja mantida a segurança da vítima, do socorrista, do ambiente e das demais 
pessoas que possam estar por perto. 
 
 
 
 
 
 
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4 URGÊNCIAS COLETIVAS 
 
Acidentes que ocorrem em locais onde há aglomeração de 
pessoas costumam envolver um grande número de vítimas e, nesses 
casos, o atendimento costuma ser muito confuso. Estas urgências 
coletivas podem acontecer em diversos locais, como igrejas, estádios, 
casas de espetáculos, shows, protestos e em qualquer ambiente onde 
há um grande volume de pessoas. Ao se deparar com uma urgência 
coletiva, a pessoa deve, antes de qualquer atitude, manter a calma, a 
paciência, ter capacidade de liderança e bom senso, bem como tentar 
tomar as seguintes medidas: 
• Providenciar comunicação imediata com os serviços de saúde, 
defesa civil, bombeiros e polícia; 
• Isolar o local para proteger vítimas e demais pessoas; 
• Determinar locais diferentes para a chegada dos recursos e saída 
das vítimas; 
• Verificar a possibilidade de retirar as vítimas que estejam em local 
instável, quando estas estiverem conscientes e em condições de se 
movimentar; 
• Determinar as prioridades de atendimento, fazendo uma triagem 
rápida das vítimas para que as mais graves possam ser removidas 
em primeiro lugar. Essa triagem pode ser realizada para informar e 
agilizar o atendimento do serviço especializado; 
• Providenciar também o transporte, de forma adequada, das vítimas que não possuem 
condições de se movimentar sozinhas ou que estejam inconscientes. Este transporte deve 
ser realizado somente quando a vítima estiver correndo risco ao permanecer no local e deve 
ser feito de forma adequada para não prejudicar as lesões. 
 
Ninguém deseja passar por esta situação, mas, caso ocorra, é preciso ter um mínimo de 
preparo para não tomar atitudes desesperadas. Por isso, é fundamental usar o bom senso ao se 
deparar com um acidente com vítimas. 
 
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5 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS 
A maioria das pessoas tem uma caixa de primeiros socorros em sua casa ou trabalho. A 
presença deste item é importantíssima, pois tem um papel fundamental em casos de inconvenientes. 
Nas empresas, é obrigatório o uso de caixas de primeiros socorros conforme as normas. 
Portanto, as empresas necessitam de pelo menos uma pessoa que tenha conhecimentos 
sobre a utilização e as medidas a serem tomadas em caso de um acidente. A caixa de primeiros 
socorros deverá conter alguns itens básicos que necessitam estar organizados a fim de facilitar o uso 
no caso de uma emergência. Alguns itens necessários são: 
 
• Compressas de gaze (preferencialmente esterilizadas); 
• Rolos de atadura de crepe ou de gaze (tamanhos diversos); 
• Esparadrapo; 
• Tesoura de ponta arredondada; 
• Pinça; 
• Soro fisiológico ou água bidestilada; 
• Luvas de látex; 
• Lanterna. 
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Além disso, devemos estar atentos para que todos os frascos estejam rotulados e para que 
os instrumentos pontiagudos como pinças e tesouras estejam embalados de forma adequada, assim 
como as ampolas. Os medicamentos também devem ser sempre vistoriados para verificar o prazo de 
sua validade. Os que tiverem os prazos vencidos deverão ser inutilizados e substituídos por outros 
novos. 
Como podemos perceber, os componentes da caixa de primeiros socorros são itens básicos 
que serão necessários para qualquer tipo de atendimento em caso de acidentes, sendo que em sua 
grande maioria são apresentadas secreções, sangue e outros. Portanto, é fundamental estarmos 
preparados com uma caixa de primeiros socorros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR 
 
A parada cardíaca e a respiratória ocorrem de forma isolada por um curto espaço de tempo, 
em questão de alguns instantes, uma acarreta a outra, ocasionando, consequentemente, a parada 
cardiorrespiratória, onde será necessário que a prestação de socorro seja imediata. A parada 
cardiorrespiratória é a parada dos movimentos cardíacos e respiratórios, ou seja, é a ausência das 
funções vitais do cérebro e coração e a falta dos movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. 
Esta é uma emergência de grande risco, pois leva à morte rapidamente e, por isso, os 
primeiros atendimentos devem ser dentro de no máximo 4 minutos a partir da ocorrência, já que após 
este tempo as chances de recuperação são escassas. Uma vítima de parada cardiorrespiratória é 
identificada por meio dos seguintes sinais: 
• Inconsciência; 
• Ausência de batimentos cardíacos; e 
• Ausência de movimentos respiratórios. 
 Desta forma, podemos entender que, ao identificar estes sintomas durante uma emergência, 
será possível reconhecer uma vítima de parada cardiorrespiratória para colocar em prática os 
procedimentos de primeiro atendimento referentes a esta circunstância, contribuindo para maiores 
chances de sobrevivência da vítima. 
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6.1 Parada Respiratória 
 
A parada respiratória é a parada súbita da respiração, ou seja, a parada dos movimentos de 
inspiração e expiração de ar. Com isso, há falta de oxigênio nos tecidos do corpo, principalmente em 
órgãos vitais, que necessitam de maior quantidade de oxigênio, como o coração e o cérebro.A 
parada respiratória pode ocorrer por diversas situações, como por exemplo em: 
• Afogamento; 
• Sufocação; 
• Aspiração excessiva de gases venenosos 
ou vapores químicos; 
• Presença de corpos estranhos na 
garganta; 
• Choque elétrico; 
• Parada cardíaca; 
• Doenças do pulmão; 
• Trauma; 
• Obstrução de vias aéreas; e 
• Overdose por drogas. 
É possível identificar os primeiros sinais do indivíduo com parada respiratória pela ausência 
de movimentos torácicos, cianose, que é a coloração roxa dos lábios e extremidades do corpo e 
inconsciência. Há um modo bem simples e eficaz para verificar os sons e movimentos respiratórios 
da vítima. Este modo consiste em aproximar o seu ouvido próximo da boca e do nariz da vítima 
direcionando o olhar para o tórax da mesma, ou seja, para o peito da vítima e verificar: 
 
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• Se o tórax se expande; 
• Se há algum ruído de respiração; e 
• Sentir na própria face se há saída de ar. 
 
Portanto, podemos concluir que os sinais clássicos de uma 
parada respiratória são: 
• Inconsciência; 
• Tórax imóvel; e 
• Ausência de saída de ar pelas vias aéreas (ou seja, 
não apresenta saída de ar pelo nariz e boca). 
 
 Desta forma, é notável que a parada respiratória pode ser extremamente prejudicial para a 
vítima, e por isso é necessário identificar os sinais desta emergência para poder realizar os 
procedimentos adequados. 
6.2 Parada Cardíaca e Ataque Cardíaco 
Doenças cardíacas são a principal causa de morte em todo o mundo, e em cerca de 60% 
dessas mortes ocorre uma parada cardíaca súbita - PCS, que é a parada do coração. O coração 
funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, ou 
seja, se fecha, distribui sangue pelas artérias, e quando se dilata ou se infla, traz o sangue de volta 
para dentro dele, pelas veias. 
 A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de 
fazer a função de bomba, deixando de circular o sangue pelo organismo. Portanto, a Parada 
Cardíaca é a perda súbita ou inesperada da função cardíaca, ou seja, é perda total e repentina de 
circulação sanguínea em resultado da incapacidade do coração em bombear sangue. 
Muitas pessoas confundem ataque cardíaco com parada cardíaca, pois o nome é muito 
similar. O Ataque Cardíaco refere-se à ocorrência do Infarto Agudo do Miocárdio, por esse motivo, os 
ataques cardíacos podem ser chamados de infarto. O miocárdio é o músculo do coração que possui 
funcionamento autônomo e involuntário, assegurando a circulação sanguínea. 
O Ataque cardíaco, ou infarto, é o resultado da interrupção do fluxo sanguíneo através das 
artérias do coração, que são chamadas de artérias coronárias. Estas artérias são responsáveis por 
enviar os suprimentos para o coração funcionar. Quando estas artérias ficam obstruídas, prejudicam 
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uma determinada região do músculo do coração pela falta de suprimento sanguíneo em seu tecido 
muscular. 
Essa falta de fluxo sanguíneo causa alterações bioquímicas nas células do músculo cardíaco 
e, com isso, danos no sistema elétrico do coração pela falta de oxigênio, surgindo rapidamente as 
arritmias, que são potencialmente fatais. Estas arritmias são chamadas de fibrilações ventriculares, 
que são definidas como um ritmo cardíaco com risco de morte, resultando em batimentos cardíacos 
acelerados e inadequados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por esse motivo, a pessoa que está sofrendo um infarto sente um grande aperto ou dor no 
peito, além de formigamento ou desconforto no peito, braços ou mandíbula, falta de ar, náuseas, 
tonturas, desconforto na região do estômago, desmaios e sudorese, ou seja, transpiração. Além do 
infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como: 
 
• insuficiência cardíaca em fase terminal; 
• embolia pulmonar; 
• arritmia cardíaca congênita; 
• parada respiratória; 
• entre outras. 
 
Porém, podemos dizer que, em grande parte dos casos, os infartos ou Ataques Cardíacos 
são uma pré-condição para um quadro de Parada Cardíaca, pois, na maioria das vezes, ela é 
provocada por Arritmias Cardíacas decorrentes do Infarto do Miocárdio.No tempo em que ocorre o 
infarto, grande parte das vítimas apresenta algum tipo de fibrilação ventricular (FV) durante a parada. 
Nenhum tipo de reanimação cardiopulmonar (RCP) ou reanimação cardiorrespiratória (RCR) 
consegue reverter esse quadro, mas pode garantir a oxigenação do organismo até a chegada de um 
desfibrilador ou equipe especializada. É importante lembrar que uma manobra de reanimação 
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aplicada corretamente pode dobrar ou até mesmo triplicar as taxas de sobrevivência de uma Parada 
Cardíaca. Entre os sintomas que alertam para uma possível parada cardíaca destacam-se: 
 
• Inconsciência (ou seja, vítima desacordada); 
• Ausência de pulsação (batimentos cardíacos); 
• Ausência de som de batimentos cardíacos. 
 
Para verificar as pulsações, é necessário senti-las nas artérias principais que passam pelo 
corpo. As mais utilizadas são as que passam pelo pescoço, denominadas carótidas. Quando ocorre 
ausência de pulsação nessas artérias, é possível dizer que se está diante de um dos sinais mais 
evidentes de que ocorreu uma parada cardíaca. Quando a pessoa ficar com dúvida ou não conseguir 
verificar as pulsações, deve observar se a vítima apresenta algum sinal de circulação como: 
 
• Respiração; 
• Tosse ou emissão de som; e 
• Movimentação. 
 
Em casos em que esses sinais não são evidentes, deve-se considerar que a vítima está sem 
circulação e iniciar as compressões torácicas imediatamente. Desta forma, podemos concluir que 
Ataque Cardíaco e Parada Cardíaca são semelhantes, mas não podem ser confundidos, de modo 
que o suporte básico de vida seja aplicado da maneira adequada e eficiente. 
6.2.1 Desfibriladores 
 
Desfibrilar o coração é como apertar o botão de Reset de um aparelho eletrônico que está 
travado e não funciona. Os choques, aplicados através de eletrodos (também chamados de “pás”) 
conectados ao desfibrilador “reiniciam” as células que estão se comportando de maneira 
desorganizada, estimulando-as para que retornem ao seu ritmo natural e saudável. Portanto, 
Desfibrilação é o uso terapêutico da corrente elétrica, com grande amplitude e curta duração, 
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aplicado no coração da vítima com o objetivo de reverter a parada cardíaca que se dá pela fibrilação 
ventricular ou pela taquicardia ventricular sem pulso, fazendo assim com que se reinicie o ciclo 
cardíaco normal. 
Sabemos que o coração é um órgão muscular que promove a circulação do sangue pelo 
corpo. Ele é composto por duas partes, que funcionam como bombas independentes: o lado direito, 
responsável por bombear o sangue venoso para o pulmão, e o lado esquerdo, que bombeia o 
sangue arterial para os órgãos. Este bombeamento ocorre em um ritmo ordenado para que se tenha 
fluidez no carregamento do oxigênio pelas veias e artérias. 
Porém, alguns problemas podem ocorrer com o coração, e o mesmo pode não funcionar 
corretamente, batendo desordenadamente com arritmias. A mais grave e mais comum de todas as 
arritmias cardíacas é a fibrilação ventricular ou (FV) (que seria como se o coração estivesse 
tremendo), se ela não for interrompida dentro de 1 a 3 minutos, é praticamente fatal. 
A fibrilação ventricular decorre de impulsos cardíacos frenéticos que se dividem no músculo 
ventricular, estimulando primeiro uma parte dos ventrículos, e depois a outra, funcionando como uma 
realimentação fora de compasso. Portanto, a fibrilação ventricular é a tremulação rápida e inefetiva 
dos ventrículos, que causa uma interrupção na circulação sanguínea e acarreta a falta de oxigenação 
no cérebro, sendo fatal sem o tratamento imediato. 
O tratamento realmente eficaz em caso de uma fibrilação ventricular (FV) é a desfibrilação 
elétrica através de um Desfibrilador, que é um equipamento que tem por função reverter as arritmias 
cardíacas pela aplicação de um pulso de corrente elétrica de grande amplitude num curto período de 
tempo, evitando assim mortes por parada cardíaca que possua fibrilação ventricular. 
História do Desfibrilador 
O Surgimento do Desfibrilador iniciou-se em torno de 1900, onde engenheiros eletricistas em 
uma universidade norte americana utilizavam choques elétricos em corrente alternada para sacrificar 
cães de rua, e efetuando vários experimentos verificaram que um segundo choque trazia a vida de 
volta aos cães. 
Com estes experimentos Claude Beck, um cirurgião cardíaco americano começou um estudo 
com animais, efetuando choques elétricos com o peito aberto diretamente no coração. Em 1947, ele 
estava realizando uma cirurgia cardíaca em um garoto de 14 anos de idade, quando o coração do 
mesmo parou. Claude Beck imediatamente buscou seu equipamento de laboratório, e utilizando duas 
colheres com cabo de madeira como pás, aplicou o choque com corrente alternada em seu paciente, 
e o coração do garoto voltou a bater normalmente. 
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Primeiro desfibrilador: Porém somente no ano de 1956 (quase 10 anos depois), a teoria da 
desfibrilação foi revolucionada, com o cardiologista americano, Paul Zoll. Sendo responsável pela 
criação do primeiro desfibrilador utilizado sem a necessidade de abrir o peito do paciente, assim 
surgiu o Desfibrilador Externo. 
 
Tipos de Desfibriladores 
Hoje em dia há diversos tipos e modelos de Desfibriladores no mercado, cada um com suas 
particularidades dependendo do fabricante. Porém de um modo geral, podemos dizer que há 4 tipos 
de Desfibriladores: 
• Desfibrilador Interno; 
• Desfibrilador Externo Manual; 
• Desfibrilador Externo Semi Automático; 
• Desfibrilador Externo Automático (DEA). 
Desfibrilador Interno 
Sobre o desfibrilador Interno, conhecido também como cardioversor desfibrilador implantável 
ou (CDI), deve ser prescrito por um especialista na área (ou seja, um cardiologista) e indicado de 
acordo com o quadro clínico do paciente. 
O cardioversor desfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo que monitoriza 
constantemente o ritmo cardíaco. Se detectar o menor problema no ritmo cardíaco, aplica uma série 
de impulsos elétricos indolores para corrigi-lo. Se isto não funcionar, ou se for detectado um 
problema mais grave no ritmo cardíaco, o equipamento aplicará um pequeno choque elétrico, 
conhecido por cardioversão. 
 
Se isto também não funcionar, ou se for detectado um problema muito sério, o dispositivo 
aplicaráum choque mais forte para desfibrilar o coração, ou seja, o equipamento avalia o estado do 
coração e aplica estimulação ou choque elétrico na intensidade adequada para controlar o ritmo 
cardíaco. 
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Desfibrilador Externo Manual 
O equipamento é constituído por duas pás, que são conectadas através de um cabo. Esse 
equipamento é facilmente encontrado em Ambulâncias, hospitais e em UTIs. Geralmente, encontra-
se em carrinhos de emergência perto de medicamentos e produtos para assim, realizar possíveis 
atendimentos emergenciais. 
 
Este equipamento é usado somente por profissionais de saúde visto que é regulado 
manualmente, ou seja, o operador é quem decide a carga elétrica a ser descarregada no paciente. 
As pás devem ser colocadas sobre o tórax do paciente, juntamente com a utilização de um gel, para 
que a vítima não sofra algum tipo de queimadura. 
Há também um equipamento incorporado ao Desfibrilador Externo Manual, que é o 
Cardioversor. Nele, existe uma tela com informações do Eletrocardiograma (ECG) do paciente, assim 
o profissional de saúde fica melhor informado sobre possíveis alterações nos batimentos cardíacos 
do paciente. 
Cardioversor 
Com este equipamento o fluxo do batimento cardíaco do paciente pode ser impresso em 
papel, para o médico avaliar possíveis mudanças do quadro clínico, como no caso de arritmias 
cardíacas. 
 
Desfibrilador Externo Automático (DEA) 
Em relação ao Desfibrilador Externo Automático (conhecido também como DEA), é 
considerado o melhor e mais versátil desfibrilador externo, por ser seguro e autoexplicativo. O DEA 
ficou popularizado e sugerido em locais onde tenha um número quantitativo de pessoas, como por 
exemplo em shoppings, supermercados, estádios, dentre outros. 
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Projetado para atendimentos de emergência, é um equipamento compacto, portátil, leve (com 
aproximadamente 2kg), resistente e muito fácil de usar. Funciona através de baterias e pode ser 
operado por pessoas comuns, desde que possua treinamento prévio sobre o manuseio. 
Geralmente o equipamento realiza comandos de voz para o operador, há também modelos 
que orientam por textos, imagens e voz, dependendo do Modelo. Os Desfibriladores Externo 
Automáticos realizam o diagnóstico, consideram as variáveis clínicas e aplicam o tratamento se 
necessário, de forma segura e automática. 
O próprio equipamento é quem decide a carga elétrica adequada a ser usada no paciente, ou 
seja, o equipamento faz o diagnóstico impedindo o uso acidental, nos casos em que o tratamento por 
choque não é indicado ou em pessoas sadias. 
Os DEAs geralmente auxiliam também no procedimento de RCP (reanimação 
cardiopulmonar), informando a necessidade de início do procedimento e disparando sons (como 
bips) para auxiliar na velocidade da massagem cardíaca. Há modelos também que possibilitam a 
colocação de uma terceira pá (ou seja, um terceiro eletrodo no meio do peito da vítima) auxiliando o 
operador na intensidade e profundidade em que deve realizar a massagem cardíaca quando 
solicitada. 
Lembrando que é fundamental, quando possível, ler antecipadamente o manual de 
instruções, visto que cada equipamento e fabricante possui suas particularidades, principalmente 
quando se trata do uso em crianças e pessoas com pouco peso. Portanto, se na sua empresa ou 
local de trabalho, possuir um DEA, solicite instruções de uso com o setor ou profissional responsável, 
também leia todo o manual do equipamento, para verificar as particularidades do mesmo. 
Modo de utilização 
Sobre o modo de utilização do Desfibrilador Externo Automático (DEA), o equipamento 
funciona de modo praticamente independente, porém há algumas ações e conhecimentos 
necessários para que o DEA possa desempenhar a sua função da melhor forma, para assim ter um 
resultado eficiente. Primeiramente, qualquer Desfibrilador Externo Automático, só deve ser utilizado 
se as seguintes circunstâncias, em conjunto, se apresentarem: 
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• Vítima inconsciente; 
• Sem respiração; 
• Sem pulso. 
Se a vítima apresentar estes 3 sintomas simultaneamente o equipamento deve ser utilizado, visto 
que estes sintomas representam uma Parada cardiorrespiratória. No entanto, se o socorrista leigo 
não conseguir identificar se a vítima está sem pulso, mas percebeu que está inconsciente e sem 
respiração, deve iniciar os procedimentos de Reanimação Cardiopulmonar e utilização do 
desfibrilador. Outras considerações importantes são: 
• Há desfibriladores que não são indicados para crianças, principalmente menores de 1 ano, 
por isso é fundamental conhecer o equipamento e ler o manual do fabricante; 
• O uso de Marca-passos pode alterar a eficiência do equipamento (diminuindo assim a 
precisão do detector de parada cardíaca, jamais colocar os eletrodos em cima de um marca-
passo); e 
• Medicamentos sob a forma de adesivos (como aqueles adesivos de nicotina por exemplo) 
devem ser removidos antes da desfibrilação. 
Alguns fatores podem ocasionar interferências e prejudicar o funcionamento do equipamento 
como: 
• Pás mal posicionadas (portanto é fundamental colocar as pás adesivas de forma correta, 
sendo que após o uso devem ser descartadas e substituídas); 
• Movimentos excessivos do paciente (o mesmo não pode ser movimentado quando o aparelho 
estiver realizando o diagnóstico, portanto não se deve fazer massagem cardíaca ou 
movimentar a vítima durante a análise); 
• Pode ocorrer Interferência de radiofrequência, inclusive por telefones celulares, portanto é 
recomendável afastar os celulares ou aparelhos próximos do equipamento; 
• Excesso de pelos ou pele molhada na região da aplicação dos eletrodos, poderão prejudicar 
o desempenho, se possível raspe os pelos e seque a região da aplicação. Os eletrodos 
devem ser aplicados diretamente na pele seca da vítima, não podendo ser por cima de 
vestimentas ou pelos. 
Segue algumas instruções importantes para evitar acidentes ao utilizar o equipamento: 
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• O paciente deve ser colocado em superfícies não condutoras. Não utilize superfícies 
molhadas ou metálicas; 
• Não toque no paciente, no equipamento, nos acessórios ou em qualquer superfície metálica 
ou condutiva que esteja em contato com o paciente durante a desfibrilação; 
• Fique atento ao ambiente, visto que há risco de explosão se o equipamento for operado na 
presença de gases ou líquidos inflamáveis; 
• Deve ser utilizado somente em uma vítima por vez. 
 
 
Funcionamento e procedimentos 
Sobre o funcionamento e procedimentos do Desfibrilador Externo Automático: 
Os DEAs funcionam de modo praticamente independente. Existem vários modelos de DEA 
(Desfibrilador Externo Automático), mas eles possuem dispositivos padronizados para facilitar o 
manuseio. O operador deve somente seguir alguns procedimentos básicos, de um modo geral os 
passos são: 
1. Colocar o aparelho próximo da vítima (é recomendável colocar ao lado da cabeça da 
vítima que deve estar deitada, esta posição permite que o socorrista possa operar o 
aparelho e executar um procedimento de RCP quando necessário); 
2. Verificar as condições do aparelho e Ligá-lo. (Após ligar o aparelho, o mesmo 
começará a fornecer informações do que deve ser realizado, então todos os 
procedimentos seguintes serão orientados pelo DEA). 
3. O próximo passo é pegar as pás adesivas descartáveis (alguns modelos possuem 
tamanho diferenciados para adultos ou crianças, bem como um botão de seleção da 
idade ou um atenuador de carga, que garante que a distribuição elétrica será somente 
a necessária dependendo do paciente). 
4. Remover as vestes situadas no tórax da vítima; 
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5. O aparelho irá indicar a necessidade de posicionar os eletrodos, siga as instruções de 
onde devem ser colocados. A maior parte dos DEAs possuem um desenho explicativo 
no próprio eletrodo que resume a seguinte posição: 
• Eletrodo do lado direito do paciente: precisa ser colocado abaixo da clavícula, na linha 
hemiclavicular. 
• Eletrodo do lado esquerdo do paciente: deve ser posicionado nas últimas costelas, na linha 
hemiaxilar (abaixo do mamilo esquerdo). 
O posicionamento é feito dessa forma porque o choque deve passar por dentro do tórax para 
atingir um maior número de fibras cardíacas. O objetivo (como já falado) é causar uma espécie de 
“pane” no coração que não está batendo direito, para que assim ele possa então ser “resetado”, e 
voltar a funcionar de forma organizada. 
6. Após a colocação dos eletrodos, o aparelho irá pedir para que seja instalado o cabo no 
DEA, (dependendo do modelo o cabo pode estar conectado no equipamento). Nesse 
momento será feita a análise do ritmo e o aparelho irá decidir se é necessário a 
aplicação do choque ou não. 
7. Havendo a necessidade do choque o equipamento ordenará para que os presentes se 
afastem e certifique-se de que não há ninguém próximo e principalmente encostando 
no aparelho ou no paciente. 
Vale lembrar novamente que esses passos podem apresentar variações dependendo do 
modelo e fabricante do equipamento. Após o choque, e caso não obtiver sucesso, o socorrista leigo 
deve iniciar o procedimento de RCP fazendo assim a massagem cardíaca, sendo que 
aproximadamente a cada dois minutos, o equipamento irá analisar o ritmo novamente e informar qual 
deve ser a próxima ação. Lembrando que o DEA deve ser mantido no paciente até a chegada do 
Suporte Avançado de Vida ou Equipe Especializada. 
 
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A respeito do Desfibrilador Externo Semi Automático: 
Geralmente funciona da mesma forma que o equipamento automático, porém exige que o 
operador realize algumas funções manuais, como por exemplo apertar o botão para descarregar o 
choque após o diagnóstico. Há modelos no mercado que permite ainda que o operador escolha os 
parâmetros de aplicação do tratamento de choque, como por exemplo a seleção de carga, porém 
esta função deve ser utilizada somente por profissionais da área de saúde, visto que é uma função 
que torna o equipamento praticamente manual. 
 
 
Importância e obrigação do uso do DEA 
Os desfibriladores possuem um papel fundamental na reanimação cardiopulmonar, ainda 
mais o Desfibrilador Externo Automático, que possui praticidade e fácil utilização. Portanto, o uso 
deste equipamento é de suma importância, pois cerca de vinte milhões de pessoas no mundo sofrem 
com doenças cardíacas, e no Brasil, há mais de trezentas e vinte mil mortes súbitas todos os anos. 
Risco que pode ser evitado através do uso correto e disponibilidade do DEA. 
Compreendendo-se a relevância de se ter um DEA a rápido alcance em caso de parada 
cardiorrespiratória, em alguns estados brasileiros tornou-se obrigatório se equipar com o desfibrilador 
cardíaco externo automático os locais, estabelecimentos e veículos onde há grande concentração ou 
circulação diária de pessoas, inclusive o acesso público ao DEA é recomendado, de acordo com as 
diretrizes da Associação Americana do Coração (AHA) que é a referência mundial no assunto. 
6.2.2 Importância do Reconhecimento e Procedimentos da Parada Cardiorrespiratória 
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma intercorrência inesperada e constitui-se numa grave 
ameaça à vida das vítimas, principalmente aquelas que ocorrem fora do ambiente hospitalar, visto 
que o manejo dessas vítimas requer atendimento imediato e desfibrilação, diferentemente do 
ambiente hospitalar em que há uma equipe com profissionais especializados que atuam 
especificamente na emergência de pacientes que apresentam parada cardiorrespiratória. 
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Para termos uma ideia, segundo estudos, após uma parada cardiorrespiratória sem 
atendimento instantâneo, a sobrevida é diminuída em 10% para cada minuto de atraso na 
desfibrilação. Por outro lado, a taxa de sobrevivência é de cerca de 98% quando o atendimento 
ocorre em até 30 segundos à ocorrência, ou seja, a desfibrilação é fundamental para salvar a vida da 
vítima. Por esse motivo, a aquisição de um DEA (Desfibrilador Externo Automático), nas empresas 
ou locais públicos é de extremarelevância. 
 
Inúmeras pessoas morrem sem receber atendimento, pela demora do socorro ou pela 
inabilidade das pessoas que presenciam o acidente, algumas pessoas até mesmo atrapalhando 
aquelas que conhecem os procedimentos a serem aplicados, em contrapartida outras pessoas 
apresentam iniciativa de prestar os primeiros atendimentos a vítima e transportar em veículo próprio 
e não aguardam um socorro adequado, às vezes pela demora do Serviço Médico de Emergência ou 
por despreparo, só que essa reação pode causar sequelas e levar à vítima a morte. 
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O que vamos apresentar, baseia se no que há mais de atual nas diretrizes internacionais, a 
respeito da ressuscitação cardiopulmonar e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE). 
Baseia-se nas novas diretrizes da Agência Americana do Coração (American Heart Association), que 
é a referência mundial sobre o assunto, e teve um processo de avaliação de evidências que envolveu 
250 revisores de 39 países. 
Segundo estas diretrizes, as vítimas que têm uma Parada Cardiorrespiratória extra-hospitalar 
(PCREH), ou seja, fora do hospital dependem da assistência da comunidade. Os socorristas leigos 
precisam seguir os critérios de reconhecimento da Parada Cardiorrespiratória (PCR), pedir ajuda e 
iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP) e aplicar a desfibrilação (na nossa realidade, se possível) 
ou seja, as diretrizes internacionais dizem que deve-se haver um acesso público à desfibrilação 
(chamada de APD) até que um time de serviço médico de emergência (SME) com formação 
profissional assuma a responsabilidade e, em seguida, transporte o paciente para um pronto-socorro 
ou um laboratório de hemodinâmica. 
Por esse motivo é recomendado ter nas empresas e em locais com grande movimentação de 
pessoas o Desfibrilador Externo Automático (DEA) para que pessoas preparadas possam utilizá-lo 
em casos que necessitem prestar socorro em uma Parada Cardiorrespiratória. 
6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória 
Como sabemos, a Parada Cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção da circulação 
sanguínea devido à suspensão inesperada dos batimentos cardíacos, sendo a cessação súbita das 
funções respiratórias e cerebrais, comprovada pela ausência de pulso central, carotídeo ou femoral, 
de movimentos respiratórios ou respiração agônica, e a presença de inconsciência do paciente. 
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Ao acontecer uma parada cardiorrespiratória, a pessoa perde a consciência entre 10 a 15 
segundos, ocorrendo também a parada de circulação sanguínea na região do cérebro e, caso a 
pessoa permaneça nesta situação entre 4 a 6 minutos, inicia-se a morte das células cerebrais. 
A PCR pode ser de origem cardíaca, respiratória, metabólica ou traumática onde provoca 
um colapso na circulação sanguínea, ou seja, colapso hemodinâmico. Para reverter esse quadro, foi 
desenvolvido o método de Ressuscitação Cardiopulmonar - RCP, que se refere às tentativas de 
recuperar a circulação espontânea, sendo sua aplicação universal. 
PCR é um evento que ocorre com frequência em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), 
uma vez que essas unidades possuem pacientes gravemente enfermos, com instabilidade 
hemodinâmica acentuada, necessitando de equipe profissional. Desta forma, as questões que 
fundamentam a Reanimação Cardiorrespiratória - RCR devem ser conhecidas pelos enfermeiros, 
uma vez que têm sido motivo de controvérsias e, consequentemente, provocado estudos com o 
objetivo de esclarecê-las e melhorar os padrões de atendimento. Uma parada cardiorrespiratória 
pode acontecer em três ritmos cardíacos diferentes: 
Fibrilação ventricular – Esta é a mais comum de ocorrer. É causada por muitos focos ectópicos 
disparados em frequências diferentes, produzindo um ritmo de batimentos cardíacos caótico, 
irregular e fatal. 
Atividade elétrica sem pulso – é caracterizada pela ausência de pulso detectável, não há 
circulação sanguínea e os batimentos cardíacos são ineficazes. Esta atividade em um monitor 
cardíaco apresenta evidências de atividade elétrica organizada, porém, o músculo cardíaco é muito 
fraco ou com problemas na reperfusão, ou seja, no retorno do sangue, para responder ao estímulo 
elétrico. 
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Assistolia – É a ausência de ritmo cardíaco, ou seja, a ausência total de atividade elétrica do 
coração, é a evolução final das demais modalidades de paradas cardiorrespiratórias quando não 
atendidas adequadamente ou em tempo hábil. 
 
Quando identificados qualquer um destes casos, devemos rapidamente iniciar as manobras 
de ressuscitação cardíaca. A taxa de sobrevida após uma parada cardiorrespiratória é diminuída em 
10% para cada minuto de atraso na desfibrilação. Porém, se a desfibrilação for aplicada nos 
primeiros 30 segundos, a taxa de sobrevida salta para 98%. Por isso, o conhecimento e treinamento 
para a utilização do Desfibrilador Externo Automático - DEA é tão importante. 
Suporte Básico de Vida – SBV 
Quando falamos de Primeiros socorros em casos de Parada Cardiorrespiratória, 
automaticamente estamos falando de Suporte Básico de Vida - SBV, que são as medidas iniciais e 
imediatas aplicadas à vítima de mal súbito ou trauma, fora do ambiente hospitalar, onde são 
realizadas ações na tentativa de manter os sinais vitais, permitindo ganhar tempo até à chegada de 
um socorro especializado, capaz de instituir procedimentos de Suporte Avançado de Vida - SAV. 
 
As novas Diretrizes da Associação Americana do Coração - AHA, recomendam a alteração 
em procedimentos de Suporte Básico de Vida - SBV em adultos, no chamado de A-B-C da vida que 
priorizava a liberação da via aérea, respiração e compressões torácicas. Este procedimento foi 
alterado para C-A-B-D, onde devemos entender que: 
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C - correspondea checar responsividade e respiração da vítima, chamar por ajuda, checar o 
pulso e realizar compressões. 
A - é abertura das vias aéreas. 
B - boa ventilação. 
D - desfibrilação. 
Vale lembrar que para os socorristas leigos que não se sentem confortáveis ou preparados 
para fazer a Abertura das Vias Aéreas e Ventilação (respiração artificial), o procedimento será C-D, 
ou seja: 
• Checar responsividade e respiração da vítima; 
• Chamar por ajuda; 
• Checar o pulso da vítima quando se sentir apto; e 
• Realizar compressões até a chegada do Desfibrilador Externo Automático e/ou chegada da 
Equipe especializada. 
Na maioria das paradas assistidas, as vítimas apresentam fibrilação ventricular - FV ou 
taquicardia ventricular - TV sem pulso. Nestes casos, a sequência A-B-C acaba sendo atrasada 
devido à dificuldade que o socorrista encontra em abrir a via aérea para dar início às ventilações de 
resgate. Com a alteração para C-A-B-D ou C-D para socorristas leigos, as compressões torácicas 
serão iniciadas mais cedo, o que não trará problemas para ventilação. 
Portanto, as ações iniciais do Suporte Básico de Vida são realizadas por leigos capacitados, 
e, no caso de Parada Cardiorrespiratória, o suporte considera a circulação artificial. Já a 
desobstrução das vias aéreas e ventilação devem ser feitas somente se o socorrista leigo se sentir 
preparado para executar, contando ainda com a desfibrilação precoce quando obtiver disponibilidade 
do equipamento. 
Porém, os primeiros socorros requerem alguns cuidados iniciais como: 
1º Segurança do local: avaliar primeiramente a segurança do local onde a vítima está, 
certificando-se de que este é seguro para você e para a vítima. Caso o local não seja seguro, será 
preciso remover a vítima para um outro que ofereça segurança. 
2º Avaliar a responsividade e a respiração: tocar e chamar a vítima para observar se ela 
responde aos seus estímulos. Se a vítima não responder, será necessário avaliar sua respiração 
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observando a presença de elevação do tórax. Caso a vítima não esteja respirando, é preciso chamar 
ajuda imediatamente. 
3º Ao Chamar ajuda: ligar para o serviço de emergência (SAMU 192), ou pedir para alguém 
próximo fazê-lo. Se um DEA estiver disponível, é só buscá-lo, ou pedir para alguém próximo buscá-lo 
enquanto você continua o atendimento à vítima. É importante que, ao ligar para o serviço de 
emergência, seja identificada a localização do incidente e condições da vítima. 
4º Checar o pulso: Tentar checar o pulso carotídeo da vítima em menos de 10 segundos. 
Caso não seja possível detectar pulsações, as compressões torácicas deverão ser iniciadas 
imediatamente. 
5ª Compressões torácicas: a atualização da Associação Americana do Coração - AHA 
orienta que na Reanimação Cardiopulmonar realizada por socorristas leigos, treinados ou não, seja 
priorizado realizar as compressões cardíacas no lugar das ventilações. Ou seja, o socorrista deve 
aplicar somente as compressões cardíacas, estando ele com assistentes ou não. 
O diagnóstico deve ser feito com a maior rapidez possível, compreendendo a avaliação de 
três parâmetros: responsividade, respiração e pulso. A responsividade deve ser feita com estímulo 
verbal e tátil, o estímulo verbal deve ser efetuado com voz firme e em tom alto, garantindo que a 
vítima seja capaz de escutar o socorrista. 
 O estímulo tátil deve ser firme, sempre contralateral, ou seja, do lado oposto em que se 
posiciona o socorrista, para evitar que o socorrista seja atingido involuntariamente por pacientes 
semiconscientes. Se não houver resposta e for detectada a ausência da respiração, considera-se 
que a vítima esteja em situação potencialmente letal, devendo ser assegurado atendimento médico 
de emergência. 
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Reanimação Cardiopulmonar ou Reanimação Cardiorrespiratória – RCP 
A RCP é um conjunto de manobras destinadas a garantir a oxigenação dos órgãos e tecidos 
da vítima, e com a finalidade de fazer com que o coração e o pulmão voltem a funcionar 
normalmente garantindo a vida da pessoa acometida pela parada cardiorrespiratória. A importância 
do reconhecimento rápido da PCR, bem como a iniciação da RCP precocemente se dá pelo fato de 
que a falta de oxigenação decorrente da PCR gera, conforme passam os minutos, lesões 
irreversíveis no tecido cerebral e cardíaco, causando a morte da vítima. 
 
Massagem Cardíaca 
A massagem cardíaca é uma manobra que objetiva garantir a oxigenação dos órgãos quando 
ocorre uma parada cardiorrespiratória. Nesta situação, não há bombeamento de sangue para os 
órgãos vitais do corpo, como cérebro e coração, e estes acabam por entrar em processo de necrose. 
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Vale frisar que em casos que são necessários os procedimentos de Suporte Básico de Vida, 
como é o caso de uma parada cardiorrespiratória, onde o tempo é crucial, os procedimentos formam 
uma cadeia de atos que somam ações em conjuntos, não é um passo a passo onde você inicia um 
procedimento, finaliza, depois inicia outro. 
Nessa cadeia somam-se as ações, fazendo uma, duas ou três coisas ao mesmo tempo, ou 
seja, é acionada a ajuda por meio de um celular, por exemplo, colocando-o no viva-voz e em seguida 
já é iniciado outro procedimento enquanto o telefone está chamando. Como já vimos, o primeiro 
passo sempre é avaliar a cena, pois a prioridade é a sua segurança e das demais pessoas. Após 
avaliada a situação e o ambiente, é só se aproximar da vítima. 
Tente despertar a vítima, pois na maioria das vezes ela apresenta somente um desmaio, 
sendo assim, a pessoa desperta em pouco tempo. Em alguns casos, a pessoa pode estar dormindo 
ou estar alcoolizada e tentar despertá-la é o primeiro passo para evitar esforço desnecessário. 
Se a vítima responder, é preciso se apresentar e conversar com ela, perguntando se precisa 
de ajuda. Se a vítima não responder, deverá ser avaliada sua respiração, observando se há elevação 
do tórax em menos de 10 segundos. Caso a vítima esteja respirando, é necessário ficar ao seu lado 
e aguardar para ver sua evolução e, se for preciso, chamar ajuda. 
Se ela estiver em uma posição difícil de verificar a respiração, o ideal é colocá-la deitada de 
barriga para cima (decúbito dorsal), aproximando seu ouvido à boca e nariz da vítima para verificar 
se senteou ouve a respiração e, ao mesmo tempo, ver se o tórax se movimenta. Mas atenção, 
sempre verifique a cena, veja se a vítima se encontra nesta situação devido a algum acidente ou 
queda. 
Nesses casos, a movimentação deve ser feita preservando ao máximo a cervical, virando a 
cabeça e tronco em bloco, fazendo com que a cabeça e o corpo da vítima se movimentem em 
conjunto unitário. Por esse motivo, sempre é bom solicitar ajuda de outro socorrista. Se a vítima não 
estiver respirando ou estiver somente com respiração agônica, chame ajuda imediatamente. 
O tempo necessário entre a avaliação da responsividade, respiração e o acionamento do 
serviço de emergência deve ser entre 5 a 10 segundos. Com as evidências de inconsciência e falta 
de respiração já podemos caracterizar que estamos presenciando uma parada cardiorrespiratória, 
mas caso se sinta preparado, ao mesmo tempo em que estiver verificando a respiração, veja se a 
pessoa apresenta pulsação. 
O procedimento indicado em pessoas inconscientes é verificar o pulso carotídeo situado no 
pescoço. Para isso, posicione os dedos indicador e médio na parte macia e oca da lateral do 
pescoço, que é onde fica a artéria carótida. Pressione firmemente e verifique se sente a pulsação. 
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Estudos mostram que tanto profissionais da saúde quanto socorristas leigos têm dificuldade 
de detectar o pulso e que pode levar muito tempo para realizá-lo, por isso, não é enfatizada e nem 
obrigatória a checagem de pulso. Podemos dizer que, até aqui, estas são ações padrão de qualquer 
situação de emergência que apresente vítima inconsciente e possivelmente com parada 
cardiorrespiratória, porém, haverá diferentes situações que exigirão outros procedimentos como, por 
exemplo: quando o socorrista leigo estiver sozinho ou houver dois ou mais socorristas, e até mesmo 
quando estiver disponível ou não o DEA. 
 
Procedimentos com um socorrista SEM disponibilidade do DEA 
Após identificar a parada cardiorrespiratória, ligue para o serviço de emergência (192). O 
ideal é a utilização de um celular no modo viva voz para que, enquanto estiver chamando, já esteja 
iniciando os procedimentos de massagem cardíaca. 
Ao ser atendido pelo serviço de emergência (192) informe a situação, localização do 
incidente e condições da vítima. Ao iniciar a massagem cardíaca, lembre-se que todos estes 
procedimentos são feitos de maneira rápida e coordenada, então, quando iniciar a massagem 
cardíaca é possível que ainda não tenha sido atendido pelo serviço de emergência. Para iniciar a 
Massagem Cardíaca, é necessário ficar de joelhos ao lado da vítima e iniciar as compressões. 
a) Para saber exatamente o ponto onde devem ser feita as compressões em adultos, 
sinta o final do osso esterno, o osso que junta as costelas da direita com as da 
esquerda, no meio do peito. Sinta o final do osso na boca do estômago. Meça dois 
dedos a partir dali na direção da cabeça. 
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b) Posicione a região hipotênar e tênar da palma da mão sobre o osso esterno da 
vítima, que condiz com a parte inferior da palma da mão. 
c) Entrelace os dedos com a segunda mão, afastando os dedos do tórax, para 
comprimir somente com a região inferior da mão, conforme demonstrado na imagem. 
d) Mantenha os braços e cotovelos esticados e travados em linha reta, sendo assim, os 
cotovelos não devem ser dobrados durante as compressões. A força aplicada será o 
peso do socorrista sobre o tórax da vítima, e o mesmo deve deixar o braço reto em 
direção ao tórax da vítima, assim evitará fadiga rápida, e as compressões serão de 
melhor qualidade. 
e) Comece a empurrar com o peso do seu corpo, em movimentos ritmados, o tórax 
para dentro. Cerca de 100 a 120 compressões por minuto, deve ser feito em média 
10 compressões a cada 6 segundos ou 2 a cada segundo. Esta ação deve 
movimentar o esterno (peito) de 5 a 6 centímetros para dentro e retornar à sua 
posição natural. 
A função deste procedimento é fazer com que o peso do seu corpo "comprima" o coração, 
empurrando o sangue para frente e no retorno do tórax, o coração enche-se novamente de sangue 
para ser empurrado mais uma vez à frente com a nova compressão. Esse processo visa substituir a 
função do coração temporariamente, preservando o cérebro e outros órgãos até a chegada do 
Suporte Avançado de Vida, que se trata do atendimento especializado. 
Em geral, a massagem cardíaca deve ser feita por 2 minutos até que seja feita a verificação 
da respiração da vítima, já que se trata de um procedimento que necessita do maior número de 
compressões possíveis e acaba deixando o socorrista cansado. Desta forma, esse tempo contribui 
para uma massagem cardíaca eficiente e após esses segundos de verificação da respiração da 
vítima, o socorrista deve retornar às compressões pois as pausas prolongadas diminuem a eficácia 
da massagem cardíaca. 
Sendo assim, este é o procedimento recomendado para socorristas leigos sem disposição 
do DEA: reconhecer a parada cardiorrespiratória, chamar ajuda e iniciar as compressões torácicas 
até a vítima voltar a consciência ou chegada da equipe especializada. 
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Procedimentos com um socorrista COM disponibilidade do DEA 
Após identificar a Parada Cardiorrespiratória e estando o DEA próximo, busque 
imediatamente o equipamento e, ao mesmo tempo, ligue para o serviço de emergência (192). Como 
já citamos, o ideal é colocar o celular no modo viva voz para realizar os procedimentos de forma 
simultânea, ou seja, ligar para a emergência já iniciando os procedimentos para retirar a vestimenta 
superior da vítima e ligar e colocar as “pás” do DEA no tórax da vítima. 
Ligue o equipamento, coloque as pás do DEA nos locais indicados e inicie a massagem 
cardíaca até receber as instruções do aparelho. Provavelmente em segundos, o equipamento irá 
solicitar para não tocar a vítima e iniciará a realização das análises, neste momento, o socorrista 
deve se afastar e aguardar as orientações do DEA. 
Se o mesmo informar que o choque não é indicado, o socorrista deve voltar a fazer a 
massagem cardíaca até as novas orientações do equipamento. Geralmente o DEA irá realizar novas 
análises após 2 minutos. Caso o equipamento informe “choque indicado”, continue realizando a 
massagem até o aparelho carregar e indicar que o choque podeser aplicado ou que solicite para que 
se afaste da vítima para aplicação da corrente elétrica. 
Após aplicação do choque, reinicie imediatamente a massagem cardíaca até receber novas 
orientações. Este procedimento deve ser contínuo até a vítima voltar à consciência ou chegada da 
equipe especializada. 
Procedimentos com dois ou mais socorristas SEM disponibilidade do DEA 
Após identificar a parada cardiorrespiratória, solicite ajuda e peça para alguém ligar para o 
serviço de emergência (192), e inicie imediatamente os procedimentos de massagem cardíaca. Se o 
outro socorrista leigo souber fazer a massagem cardíaca solicite ajuda para revezamento, pois esse 
procedimento é cansativo e pode levar o socorrista à exaustão. 
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Quando estiver com, no mínimo, dois socorristas, o ideal seria pelo menos um destes abrir as 
vias aéreas enquanto o outro realiza a massagem cardíaca, permitindo assim uma melhor passagem 
do oxigênio na vítima. É importante lembrar que esse procedimento deve ser feito em vítimas nas 
quais não haja suspeita de trauma na cervical. Há duas formas de fazer a abertura das vias aéreas. 
A primeira seria somente levantar o queixo da vítima. 
A segunda forma, é mais indicada e consiste em levantar o queixo juntamente com o maxilar, 
realizando uma melhor abertura das vias aéreas, enquanto o outro socorrista realiza as massagens. 
 
Lembrando que este procedimento de abertura das vias aéreas não é obrigatório para 
socorristas leigos, porém, pode auxiliar na qualidade da reanimação cardiopulmonar. Como já 
sabemos, esse procedimento da massagem cardíaca e revezamento dos socorristas deve ser 
contínuo até a chegada da equipe especializada ou a vítima retornar com os sinais vitais e 
consciência. 
Procedimentos com dois ou mais socorristas COM disponibilidade do DEA 
Após identificar a Parada Cardiorrespiratória, solicite ajuda e peça para alguém ligar para o 
serviço de emergência (192) e buscar imediatamente o DEA. Se tiver mais de um socorrista auxiliar, 
neste caso, 3 socorristas, divida as funções, sendo que um deve ligar para o serviço de emergência 
(192) e auxiliar nos procedimentos da massagem cardíaca, e o outro deve ir buscar o DEA, enquanto 
o terceiro socorrista inicia imediatamente os procedimentos de massagem cardíaca. 
Como nesta situação temos mais socorristas, o DEA pode estar distante, não haverá 
problema, mesmo o equipamento estando a uma distância que leve vários minutos para trazê-lo, um 
socorrista pode ir buscar, visto que os procedimentos iniciais da massagem cardíaca já serão 
iniciados imediatamente por um outro socorrista. Isto não seria possível se houvesse somente um 
socorrista, pois a vítima não poderá ficar vários minutos aguardando assistência. Sendo assim, caso 
o socorrista esteja só, o DEA deve estar próximo para ser buscado. 
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Após divididas as funções de ligação, busca do DEA e início imediato da massagem 
cardíaca, todos devem iniciar suas ações imediatamente. O socorrista que está designado a iniciar 
as compressões deve iniciá-las imediatamente e continuar até a colocação do DEA. Se tiver um 
terceiro socorrista, ele deve ligar para o Serviço de Emergência e, se capacitado, pode abrir as vias 
aéreas da vítima e revezar as compressões. 
Quando o socorrista que foi buscar o DEA chegar, o mesmo deve preparar o aparelho, 
retirando da embalagem, ligando e, se possível, colocando as “pás” enquanto o outro socorrista 
continua a realizar as compressões. Se for necessário parar as compressões, isto deve ser feito no 
mínimo de tempo possível. 
Após a colocação, os socorristas devem seguir as orientações do DEA conforme já vimos. 
Se o DEA informar que o choque não é indicado, o socorrista deve voltar a fazer a massagem 
cardíaca até as novas orientações do aparelho. Geralmente, o equipamento irá realizar novas 
análises após 2 minutos. 
Caso o equipamento informe “choque indicado”, os socorristas devem continuar realizando 
a massagem até o aparelho carregar e indicar que o mesmo pode ser aplicado ou que solicite para 
que se afaste da vítima para aplicação do choque. Após a aplicação, deve ser reiniciada 
imediatamente a massagem cardíaca até receber novas orientações. Este procedimento deve ser 
contínuo até a vítima voltar a consciência ou chegada da equipe especializada. 
Sempre que o equipamento solicitar para não tocar na vítima para fazer a análise, os 
socorristas podem realizar o revezamento. Os riscos da realização da massagem são possíveis 
fraturas de costelas e quando a vítima tiver um trauma devido a um acidente à massagem poderá 
piorar a fratura que não havia sido identificada inicialmente. Contudo, a probabilidade que a pessoa 
venha a óbito é maior caso ela não receba a massagem. 
Ventilações artificiais 
As ventilações, como já sabemos, não são obrigatórias para os socorristas leigos, mas para 
fins didáticos e caso a pessoa se sinta confortável e capacitada a realizá-la, o procedimento básico 
pode ser feito de maneiras distintas. Existem 3 formas de fazer uma ventilação artificial, podendo ser 
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feita através da Respiração Boca a Boca, válvula máscara, que é conhecida como pocket mask, e a 
bolsa válvula máscara - BVM, conhecida também como ambu. 
Um socorrista leigo dificilmente terá alguma destas válvulas para realização de ventilação 
artificial, por esse motivo iremos repassar os conhecimentos relativos à respiração boca a boca. Para 
fazer a ventilação artificial boca a boca, o primeiro passo a realizar é a abertura das vias aéreas, 
levantando o queixo da vítima. 
 
Feche o nariz da vítima enquanto o queixo dela permanece inclinado para cima. Forme um 
selo sobre a boca da vítima com a sua própria. Ou seja, você deve tapar completamente a boca da 
vítima com a sua. 
Sopre forte por um segundo inteiro na boca da vítima. Conforme você faz isso, observe para 
garantir que o peito dela sobe com a respiração. Se isso não acontecer, significa que a ventilação de 
resgate não está atingindo os pulmões. Para se certificar de que os pulmões estão recebendo ar, 
incline o queixo da vítima e sopre novamente. Nos casos de Parada Cardiorrespiratória, o protocolo 
para profissionais capacitados é que intercale 30 compressões com 2 respirações. 
Simulação da prática de Reanimação CardiopulmonarO modo correto e o mais próximo da realidade para simular a prática de uma massagem 
cardíaca é realizá-la em um manequim próprio para RCP. Porém, sabemos que o seu valor é muito 
elevado, sendo assim, em muitas empresas e até mesmo em casa, o aluno não terá acesso ao 
equipamento, ou até mesmo tenha acesso, mas somente por um breve período de tempo em um 
treinamento específico de RCP. Por esse motivo, iremos repassar uma forma de você improvisar, 
para realizar uma simulação prática da massagem cardíaca. 
Existem várias formas de improvisar para treinamento da massagem cardíaca, uma das 
mais usuais é a utilização de garrafas pets, existem vários vídeos na internet que mostram como 
montar um manequim de RCP utilizando uma camiseta, papel ou espuma e uma garrafa pet. 
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Você pode montar um boneco, ou pode treinar somente utilizando a garrafa, o importante 
mesmo é praticar para ter noção da força, movimento e esforço que deve ser utilizado, visto que a 
resistência da garrafa pet vazia fechada é muito semelhante à do tórax, assim você terá uma 
experiência prática da forma de realizar a massagem. 
Podemos concluir que os primeiros socorros são cuidados prestados imediatamente após o 
acidente, podendo ser realizado por um profissional ou por uma pessoa leiga, desde que treinada. A 
Parada Cardiorrespiratória é uma situação que requer atuação rápida e imediata, devido à 
quantidade de incidentes e o grau de letalidade desta condição, podemos perceber a importância de 
estar preparado dispondo de conhecimentos que permitam prestar um atendimento adequado a 
vítima, realizando o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar para, assim, aumentar as 
chances de sobrevida da vítima. 
Mesmo que você esteja só na rua e tenha dúvidas de como realizar o procedimento, porém 
identificou que se trata de uma Parada Cardiorrespiratória, chame ajuda especializada ligando para o 
192 e tente realizar a massagem, pois você poderá salvar uma vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 AFOGAMENTO 
 
O afogamento causa mais de 500 mil mortes a cada ano no mundo e 7.000 somente em nosso 
país, tendo um risco de óbito 200 vezes maior que o acidente de trânsito. O maior risco de morte por 
afogamento ocorre na faixa de 15 a 19 anos e em média 6 vezes mais no sexo masculino. No 
afogamento, o resgate é essencial para salvar a vítima, e a avaliação e os primeiros cuidados podem 
ser fornecidos em um ambiente ameaçador, a água. 
Portanto, é necessário que profissionais da saúde tenham conhecimento de sobrevivência no 
afogamento, que inclui desde o atendimento pré-hospitalar até a internação hospitalar. O afogamento 
envolve, principalmente, a assistência prestada por leigos, guarda-vidas, socorristas e profissionais 
de saúde, ou seja, o atendimento que antecede a ida ao hospital vai definir se a vítima terá maiores 
problemas ou não. 
 
 Esta assistência inicia-se pela ajuda prestada ao afogado para retirá-lo de dentro da água 
sem que o atendente de emergência se torne uma segunda vítima, iniciando imediatamente o 
suporte básico de vida ainda dentro da água, e acionando, então, o suporte avançado. Quando este 
tipo de assistência não é realizado adequadamente no local do evento, pouco se pode realizar no 
hospital para modificar o resultado. 
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Em 2002, durante o I Congresso Mundial Sobre Afogamentos, uma nova definição e terminologia 
foi estabelecida em consenso e está em uso atualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
O uso desta terminologia e definição permitirão quantificar melhor o tamanho do problema em todo 
mundo. Sendo assim, são definidos alguns conceitos como: 
 
Afogamento: aspiração de líquido não corporal causada por submersão ou imersão. 
 
Resgate: trata-se da pessoa socorrida da água, sem sinais de aspiração de líquido. 
 
 
Cadáver por afogamento: morte por afogamento, sem chances de iniciar a massagem 
cardíaca, comprovada por tempo de submersão maior que uma hora ou por sinais evidentes de 
morte há mais de uma hora, tais como: rigidez cadavérica, livores que são manchas apresentadas 
em cadáveres ou decomposição corporal. 
 
 
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O afogamento ocorre em qualquer situação em que o líquido entra em contato com as vias 
aéreas da pessoa em imersão (água na face) ou por submersão (abaixo da superfície). Se ocorrer o 
resgate, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. 
Se a pessoa morre como resultado de afogamento, isto é denominado um afogamento fatal. 
Qualquer incidente de submersão ou imersão em que a vítima não apresente dificuldades 
para respirar deve ser considerado apenas um resgate na água, e não um afogamento. Termos 
como "quase afogamento", "afogamento seco ou molhado", "afogamento ativo e passivo", 
“afogamento azul ou branco” e "afogamento secundário como complicação" são antiquados e não 
devem ser utilizados. 
Principais causas de afogamento 
• O desconhecimento das condições do local; 
• A falta de habilidade do nadador; 
• A ingestão de bebidas alcoólicas; 
• Crises convulsivas; 
• Doenças cardiorrespiratórias; 
• Câimbras; 
• E o mergulho em áreas rasas, que pode levar a traumatismo seguido da aspiração de 
água. 
 
 
Entre os afogamentos em residências, destacam-se os de crianças que se afogam em 
banheiras, piscinas e outros recipientes com água por ficarem sem a supervisão de um adulto. 
Como ocorre o afogamento? 
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Quando uma pessoa está em dificuldades na água e não pode mais manter as vias aéreas 
fechadas, a água entra na boca e é voluntariamente cuspida, engolida ou ainda, como resposta 
imediata, ocorre a tentativa de segurar a respiração, apesar de ter duração de apenas alguns 
segundos. Quando a vontade de respirar é forte, ou sem pensar, por não conseguir expulsar a água 
da boca, a vítima aspira certa quantidade de água para as vias aéreas e a tosse ocorre como uma 
resposta automática. 
Em alguns casos (menos de 2%) ocorre o laringoespasmo, que é o reflexo da glote, um músculo 
que fica atrás da língua e que nesse processo fecha a laringe evitando a passagem de qualquer 
resquício pelas vias aéreas. Dessa forma, a água não chega aos pulmões e uma reserva de oxigênio 
mantém o coração funcionando perfeitamente por algum tempo. Porém, o laringoespasmo pode 
trazer danos cerebrais pela falta de oxigenação e se torna um grande risco para a vítima. 
Se a pessoa não é resgatada, continua engolindo água, e acontece a hipoxemia e a apnéia. A 
hipoxemia é a falta de circulação de oxigênio, que pode gerar a perda da consciência, já a apnéia é a 
suspensão momentânea da respiração. Logo após, ocorre a aceleração dos batimentos cardíacos 
(taquicardia) que se transforma no atraso do ritmo cardíaco abaixo de uma frequência de 60 
batimentos por minuto (bradicardia), ou seja, atividade elétrica sem pulso, e, finalmente, em parada 
cardíaca (assistolia). 
 
O processo de afogamento até uma parada cardíaca geralmente ocorre de segundos a alguns 
minutos. Se a pessoa é resgatada viva, o quadro clínico é determinado predominantemente pela 
quantidade de água que foi aspirada e os seus efeitos. 
 A água nos alvéolos suspende sua função, pois os alvéolos são a menor unidade funcional 
do aparelho respiratório, onde ocorre a troca gasosa entre o meio ambiente e o organismo, ou seja, a 
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oxigenação para o sangue (surfactante) e sua lavagem. Tanto a aspiração de água salgada quanto 
de água doce ocasiona graus similares de lesão. 
Se a reanimação cardiopulmonar (RCP) for necessária, o risco de dano neurológico é 
semelhante ao de outros casos de parada cardíaca. No entanto, o reflexo de mergulho e a 
hipotermia, que normalmente são associadas ao afogamento, podem proporcionar maiores tempos 
de submersão sem seqüelas. A hipotermia diz respeito a diminuição excessiva da temperatura 
normal do corpo e pode reduzir o consumo de oxigênio no cérebro, adiando a "ausência" de oxigênio 
na célula. 
 
 Dentro do intervalo de 37°C a 20°C da temperatura corporal, a taxa de consumo de oxigênio do 
cérebro é reduzida em cerca de 5% para cada redução de 1°C, o que explica casos de sucesso na 
ressuscitação de pacientes que estavam um longo tempo submergidos, e que supostamente não 
teriam chances de recuperação sem sequelas. Apesar da ênfase no resgate e no tratamento, a 
prevenção permanece sendo a mais poderosa intervenção, e a de menor custo, podendo evitar mais 
de 85% dos casos de afogamento. 
Desta forma, na maioria das pessoas o afogamento acontece com uma grande aspiração de 
água por causa de movimentos respiratórios involuntários, fazendo com que a água chegue aos 
pulmões. Isso leva à perda da substância que promove a abertura dos alvéolos, à mudanças na 
permeabilidade dos capilares sanguíneos e ao surgimento de edema pulmonar. Com o tempo, o 
pulmão enche-se completamente de água, o indivíduo perde a consciência, sofre parada respiratória, 
cardíaca e morre. 
 A grande quantidade de líquido que entra no corpo faz com que o cadáver inche, fique 
pesado e afunde. A partir daí, as bactérias presentes no organismo começam a proliferar, liberando 
gases, então o cadáver infla e volta a boiar. 
Como reconhecer o afogamento? 
Qualquer atitude de ajuda a uma pessoa em apuros dentro da água deve ser precedida pelo 
reconhecimento de que alguém está se afogando. Ao contrário do que todos pensam, a vítima não 
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acena com a mão e muito menos chama por ajuda, principalmente o sexo masculino, ao qual o 
afogamento é mais frequente. Normalmente o banhista encontra-se em posição vertical, com os 
braços estendidos lateralmente, batendo com eles na água sem a menor técnica de natação ou 
flutuação. 
 
A vítima pode submergir e emergir a cabeça diversas vezes enquanto está lutando para se 
manter acima da superfície. As crianças resistem geralmente 10 a 20 segundos na luta, enquanto os 
adultos resistem por até 60 segundos antes da imersão final. Como a respiração por instinto tem 
prioridade, a vítima de afogamento geralmente é incapaz de gritar por socorro. 
Existem algumas classificações dos afogamentos, entre elas estão: o resgate, graus 1 ao 6 e 
cadáver por afogamento. Elas definem o nível de risco de morte que o afogado apresenta, facilitando 
a percepção dos sintomas para que o atendente de emergência saiba o que fazer naquela situação 
específica. 
Prevenção 
 As medidas de prevenção são as de maior importância na redução da mortalidade por 
afogamento, além de serem as de menor custo. Estas ações são baseadas em advertências e avisos 
a banhistas e outros, no sentido de evitar ou ter cuidado com os perigos relacionados ao lazer, 
trabalho, ou esportes praticados na água. Portanto, a melhor solução é a prevenção para evitar 
afogamentos, e algumas importantes medidas devem ser tomadas, podemos citar entre elas:1 
• Evitar nadar em locais desconhecidos; 
• Não desafiar a força das correntezas; 
• Não fazer uso de medicamentos ou bebida alcoólica antes de nadar; 
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• Ensinar as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso; 
• Lembrar que o colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos; 
• Nunca deixar crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por 
um segundo. Nessas situações, é preciso garantir que um adulto as esteja 
supervisionando de forma ativa e constante. 
 
 
Sendo assim, diversos aspectos podem contribuir para que o afogamento ocorra, e é 
recomendado ter atenção às prevenções,já que muitas vidas podem ser poupadas deste incidente. 
Porém, lembramos que é necessário ter cautela nesse resgate, pois há risco de se tornar uma vítima 
pelo desespero que o banhista apresenta no momento. 
7.1 Suporte Básico e Avançado de Vida e Resgate 
 
É importante ser muito cauteloso ao tentar salvar a vítima de afogamento, pois quando uma 
pessoa está se afogando, sua tendência é se desesperar e segurar em quem está tentando salvá-la, 
podendo ocasionar outro afogamento. Nesses casos, é fundamental jogar algo para que ela se 
segure, como boias, garrafas pet e isopor ou oferecer objetos longos que alcancem a vítima. 
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Outra opção é orientar como ela pode sair daquela situação, por exemplo, escolhendo uma 
direção melhor para nadar, explicando técnicas de flutuação e até mesmo acalmando-a dizendo que 
o socorro está vindo. Para que o suporte básico de vida seja eficiente, é preciso saber se a vítima 
está consciente ou não, o resgate se estabelece de jeitos diferentes dependendo da situação: 
 
Resgate com a vítima consciente 
É possível resgatar a pessoa até a terra sem demais cuidados médicos, porém, é preciso ter 
cuidado, um banhista apavorado pode ser muito perigoso para o atendente de emergência. Por esta 
razão, deve-se lembrar de se aproximar utilizando um objeto de flutuação intermediário onde o 
banhista possa se agarrar. 
 
Resgate com a vítima inconsciente 
Neste caso, o mais recomendado são manobras de ressuscitação imediata. Conforme já 
visto, a hipóxia causa primeiramente apnéia, para depois resultar em parada cardíaca. Desta forma, 
o atendente de emergência deve primeiramente checar a respiração da vítima, abrindo as vias 
aéreas, vendo, sentindo e ouvindo a respiração. 
Se não houver respiração, ele deve realizar 10 ventilações com a vítima ainda na água, pois 
isso pode proporcionar uma chance 4 vezes maior de sobrevivência sem sequelas. Vale lembrar que 
leigos que não se sentirem à vontade de realizar as ventilações poderão somente realizar o resgate, 
mas para o atendimento de vítimas de afogamento este seria o procedimento adequado. 
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Resgate com a vítima inconsciente em água rasa 
 O atendente deve abrir as vias aéreas da vítima, checar a respiração e se caso não houver 
sinais deve-se iniciar a respiração boca-a-boca e então levar a vítima para a área seca. 
Resgate com a vítima em água funda 
Sempre utilizar algum equipamento de flutuação e abrir as vias aéreas da vítima. Se não houver 
respiração, é necessário iniciar a ventilação e levar o banhista até a área seca. Não se deve checar 
sinais de circulação, como pulso carotídeo ou resposta à ventilação, enquanto estiver dentro da 
água, somente se a distância da área seca for longa. 
Se não houver circulação, não se deve iniciar as compressões dentro da água, e sim resgatar a 
vítima até a área seca e aguardar o socorro. Se a vítima não reagir, é possível que esteja em PCR, 
sendo assim, o atendente de emergência deve levá-la até a área seca, e, se tiver eficácia e 
experiência para realizar a massagem cardíaca, poderá realizá-la enquanto aguarda o socorro, pois 
isso pode aumentar as chances de sobrevivência da vítima. 
 Se a ressuscitação não obtiver sua eficácia na prática, pode trazer novos prejuízos à vítima. Sendo 
assim, deve-se lembrar que são estabelecidas algumas especificações a respeito do resgate, 
dependendo se a parada respiratória acontecer dentro ou fora da água ou se a vítima estiver em uma 
parada cardiorrespiratória. 
 
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Dentro da água 
Somente guarda-vidas ou leigos com treinamento em ressuscitação devem realizá-la dentro 
da água. Se existir parada respiratória e ainda não tiver ocorrido a cardíaca, é necessário realizar 
somente 5 a 10 ventilações e resgatar a vítima para a área seca. Se existir parada 
cardiorrespiratória, o atendente de emergência não deve fazer ventilações dentro da água, e sim 
resgatar a vítima direto para a área seca. 
Fora da água 
 
Se houver somente parada respiratória, leigos treinados em curso de RCP e profissionais de 
saúde, (inclui guarda-vidas), devem realizar 5 a 10 ventilações até o retorno da ventilação 
espontânea. Em parada cardiorrespiratória, leigos com nenhuma ou rara experiência em RCP devem 
realizar somente compressões. 
Já o leigo treinado em curso de RCP e profissionais de saúde devem seguir todas as 
manobras relacionadas à ressuscitação cardiopulmonar.4 Podem ocorrer situações de suspeita de 
trauma raquimedular, ou seja, de alguma lesão na coluna, nesse caso o atendente de emergência 
deve: 
 
• Fazer a vítima flutuar em posição horizontal, permitindo que as vias aéreas permaneçam fora 
da água, e então, checar a respiração do banhista sem estender seu pescoço. Se a vítima 
não estiver respirando, deve-se iniciar a respiração boca-a-boca, conforme já visto. Se houver 
respiração espontânea, o atendente de emergência deve utilizar sua mão para estabilizar a 
cabeça da vítima em posição neutra. 
• Em seguida, deve levar a vítima da melhor maneira possível a um lugar seco, e manter o 
pescoço dela em posição neutra, alinhando e estabilizando pescoço, cabeça e tórax, bem 
como o restante do corpo caso seja necessário mover ou virar a vítima. 
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Suporte Básico de Vida ao Afogado em terra 
Deve-se levar em conta a consciência da vítima quando for retirá-la da água, mas para evitar 
vômitos e demais complicações nas vias aéreas, é recomendado que o transporte seja na posição 
vertical. Em caso de transporte de uma vítima exausta, confusa ou inconsciente, ele deve ocorrer em 
posição mais próxima possível da horizontal, porém, a cabeça se mantém acima do nível do corpo. 
As vias aéreas devem permanecer abertas durante todo o tempo. 
Após sairda água, o atendente de emergência deve ficar longe e de costas para a água, como 
no caso de praias para evitar as ondas. Se a vítima estiver inconsciente, deve-se colocá-la na 
horizontal com a cabeça do lado esquerdo do atendente de emergência, de forma que os pés da 
vítima fiquem do seu lado direito, já que acredita-se que isso facilitará as ventilações. Porém, se 
durante o resgate não forem seguidas estas recomendações, não haverá complicações, pois este 
não é um detalhe que prejudicaria a eficácia do atendimento. 
 
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Se a vítima estiver consciente, só é preciso colocá-la na horizontal com a cabeça elevada, sem 
mais cuidados, como já citado. No caso de estar respirando, porém inconsciente, a vítima deve ser 
colocada em posição lateral, enquanto aguarda o socorro, pois as tentativas de retirar a água são 
proibidas, já que podem prejudicar o banhista. 
A presença de vômito nas vias aéreas pode impedir a oxigenação, e também desencorajar o 
atendente a realizar a respiração boca-a-boca. A manobra de compressão abdominal (Heimlich) 
nunca deve ser realizada como meio para eliminar água dos pulmões, pois é ineficaz e gera riscos 
significativos de lesão, ela só deve ser uma opção quando houver forte suspeita de obstrução de vias 
aéreas por corpo estranho. 
 Durante a ressuscitação, tentativas de retirar a água colocando a vítima deitada e com a cabeça 
abaixo do nível do corpo, aumentam as chances de vômito em mais de cinco vezes, levando ao 
aumento da mortalidade. Se a vítima vomitar, deve-se virar a cabeça e remover o vômito com o dedo 
indicador, com um lenço ou por aspiração com equipamento médico que neste caso, só irá ser 
aplicado pelo atendimento especializado. 
 
Em caso de impossibilidade desta manobra, pode-se utilizar a manobra de Sellick, também 
conhecida como pressão cricóide, que é um método de prevenir a regurgitação de um paciente 
anestesiado através da aplicação de pressão sobre a cartilagem cricóide, ela evita o vômito pela 
compressão do esôfago. 
Existem algumas classificações dos afogamentos, entre elas estão: o resgate, grau 1 ao 6 e 
cadáver por afogamento. Elas definem o nível de risco de morte que o afogado apresenta, facilitando 
a percepção dos sintomas para que o atendente saiba o que fazer naquela situação específica. 
 
 Identificação da classificação do afogamento e atendimento 
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É importante ressaltar que, se o atendente de emergência não souber realizar a RCP ou as 
ventilações após o resgate, ele só deve acionar o socorro. Se não se sentir seguro de realizar o 
resgate e conseguir avistar guarda-vidas próximo a área do incidente, é preciso comunicar o 
afogamento ou simplesmente identificar o afogado e acionar o socorro. 
Existem casos descritos de sucesso na reanimação de afogados após 2 horas de manobras, e 
casos de recuperação sem danos ao cérebro depois de até 1 hora de submersão. A respeito das 
classificações do afogamento, abaixo serão apresentadas informações sobre como as vítimas são 
encontradas em cada grau de afogamento e o atendimento que deve ser aplicado: 
 
Grau de 
risco 
Como a vítima se apresenta Tratamento 
Resgate 
Vítima consciente ou 
inconsciente, respirando. Não 
apresenta tosse e nem 
espuma no nariz/boca. 
O atendente de emergência deve avaliar o caso e a 
vítima já poderá ser liberada sem tratamento. 
Grau 1 
Vítima consciente, apresenta 
tosse, não tem sinais de 
espuma na boca/nariz. 
Permanecer em repouso ser aquecida e tranquilizada. 
Normalmente não é preciso oxigenação ou atendimento 
médico. 
Grau 2 
Banhista consciente, 
apresenta pequena 
quantidade de espuma na 
boca/ nariz. 
O afogado deve receber oxigênio e por isso o 
atendimento especializado deve ser acionado 
rapidamente. O banhista ficará em repouso, será 
aquecido, tranquilizado e ficar em observação no 
hospital por 6 a 48 horas. 
Grau 3 
Vítima consciente, apresenta 
grande quantidade de 
espuma na boca/ nariz e tem 
pulso radial palpável. 
Receber oxigênio do atendimento especializado, ficar 
em posição lateral de segurança sob o lado direito, com 
a cabeça elevada acima do tronco, para então, o 
atendente de emergência chamar a ambulância para 
que a vítima receba demais tratamentos. 
Grau 4 
Vítima encontra-se em estado 
grave, inconsciente e sem 
pulso radial palpável. 
Receber oxigênio do atendimento especializado, 
enquanto o atendente de emergência observa a 
respiração da vítima com atenção por apresentar risco 
de parada cardíaca. O afogado deve ficar em posição 
lateral de segurança sob o lado direito, e deve ser 
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acionada uma ambulância com urgência para que a 
vítima receba ventilação e medicamentos. É 
recomendada a internação no CTI com urgência. 
Grau 5 
Afogado inconsciente e sem 
sinais de respiração, mas 
reagiu a ventilação ou tem 
pulso carotídeo presente. 
Ventilação por 12 a 20 minutos até retorno da 
respiração normal ou do pulso, somente se o atendente 
de emergência se sentir à vontade para realizá-la e 
então, tratar a vítima como grau 4. 
Grau 6 
Vítima inconsciente, não está 
respirando, não apresenta 
sinais de circulação, com 
tempo de submersão inferior 
a 1 hora ou sem sinais de 
morte. 
Iniciar a RCP completa até que ela apresente resposta, 
até a chegada da ambulância ou cansaço do atendente. 
Se a vítima responder bem na ressuscitação, deve-se 
observá-la com cautela, pois pode haver outra parada 
cardíaca em 30 minutos. 
 
Cadáver 
A Vítima estará inconsciente, 
sem sinais de respiração, 
com tempo de submersão 
superior a 1 hora e sinais de 
morte evidentes. 
Não inicie a RCP, apenas acione o IML. 
 
OBS: O oxigênio deve ser feito com máscara, desta forma, leigos não tem como proporcionar esse 
atendimento para a vítima, então, após identificar o grau de risco, devem acionar o socorro para que 
o afogado receba o devido tratamento. 
 
Resgate com Atendente de Emergência 
Deve-se iniciar todo processo com apenas um atendente, para então, após 1 ciclo completo de 
RCP, iniciar a alternância com dois atendentes. Os atendentes de emergência devem se colocar 
lateralmente ao afogado e em lados opostos, aquele responsável pela ventilação deve manter as 
vias aéreas da vítima abertas. 
Em caso de cansaço, deve-se realizara troca rápida de função com o outro. Após 2 minutos de 
compressão e ventilação, é necessário reavaliar a ventilação e os sinais de circulação, se não houver 
respostas, é necessário prosseguir a RCP e só interrompê-la para nova reavaliação a cada 2 
minutos. 
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 A RCP deve ser realizada no local, pois é onde a vítima terá a maior chance de retorno. Nos 
casos do retorno da função cardíaca e respiratória, deve-se acompanhar a vítima com muita atenção 
durante os primeiros 30 minutos até a chegada da equipe médica, pois ainda não está fora de risco 
de uma nova parada cardiorrespiratória. 
 
Quando vale a pena tentar RCP em afogamentos? 
O tempo é fator fundamental para um bom resultado na RCP, e os casos de afogamento 
apresentam uma grande tolerância à falta de oxigênio, o que estimula os atendentes a tentar a RCP 
além do limite normalmente estabelecido. A RCP deve ser iniciada em: 
 
1. Todos os afogados em PCR com um tempo de submersão inferior a uma hora 
 
2. Todos os casos de PCR que não apresentem um ou mais dos sinais abaixo: 
 
• Rigidez cadavérica; 
• Decomposição corporal; e 
• Presença de livores. 
Quando parar as manobras de RCP em afogados? 
 O atendente de emergência pode interromper a RCP quando houver: 
• Retorno da função cardiorrespiratória; 
• Exaustão dos atendentes; e 
• Entrega do afogado a uma equipe médica. 
 
Suporte Avançado de Vida no local 
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Levar o equipamento até a vítima é mais recomendado do que levá-la até o hospital, por ajudar 
no prognóstico e poupar um tempo que é crucial para salvar a vida do afogado. Então, ao identificar 
um afogamento, o mais correto é acionar um atendimento especializado que esteja por perto, como 
um salva-vidas, que poderá atender de imediato a vítima, ou acionar uma ambulância enquanto 
realiza o resgate através do suporte básico de vida. 
 
Nas situações de extrema emergência, o profissional tem que estar preparado para fornecer 
atendimento por, pelo menos, 15 a 30 minutos no local onde ocorreu o afogamento, e só depois 
pensar em levar a vítima para o hospital ou chamar uma ambulância. Este suporte é mais 
recomendado para médicos, bombeiros e salva-vidas, já que um leigo com treinamento em primeiros 
socorros não seria capaz de realizá-lo com eficácia, pois necessitaria de alguns equipamentos e 
aprofundamento nas práticas. 
 
Atendimento hospitalar 
Na maioria dos casos de afogamentos, a vítima aspira apenas pequenas quantidades de 
água e irá recuperar-se espontaneamente. Menos de 6% de todas as pessoas que são resgatadas 
por guarda-vidas precisam de atenção médica em um hospital. 
Indicações de Internação 
Os cuidados hospitalares são indicados normalmente para vítimas de graus 2 a 6. O 
atendimento hospitalar à casos graves, como graus 4 a 6, só é possível se os cuidados pré-
hospitalares de suporte básico e avançado tiverem sido fornecidos de maneira eficiente e rápida. 
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Os casos de grau 2 são resolvidos com oxigênio não invasivo no prazo de seis a 24 horas, 
podendo, então, ser liberados para casa. Pacientes grau 2 com alteração do quadro clínico serão 
internados em unidade de cuidados intermediários para a observação prolongada. Pacientes grau 3 
a 6 geralmente precisam de intubação e ventilação mecânica, e devem ser internados na Unidade de 
Terapia Intensiva (UTI). 
 
Informações sobre afogamento após o resgate 
Ao narrar a situação do afogamento aos profissionais do atendimento especializado, é 
necessário incluir informações sobre as atividades do salvamento e da reanimação e qualquer 
doença atual ou anterior. O afogamento é, por vezes, precipitado por uma condição médica, como 
traumas, convulsões ou arritmia cardíaca, e tais condições devem ser diagnosticadas já que afetam 
diretamente as decisões de tratamento. Se o afogado permanece inconsciente sem uma causa 
óbvia, uma investigação toxicológica e tomografia computadorizada do crânio e coluna cervical 
devem ser consideradas. 
 
Cuidado Neurológico 
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Apesar do tratamento nos afogamentos grau 6, podem ocorrer lesões e sequelas 
neurológicas graves, como o estado vegetativo persistente. A maioria das sequelas e das causas de 
mortalidade tardia é de origem neurológica. Embora a prioridade seja restaurar a respiração 
espontânea, todo esforço feito nos primeiros estágios pós-resgate deve ser direcionado para a 
ressuscitação cerebral e a prevenção de maiores danos ao encéfalo. 
 
Qualquer vítima que permaneça em coma e não responsiva após medidas bem-sucedidas de 
reanimação, deve ter uma investigação neurológica cuidadosa e frequente, buscando sinais de lesão 
neurológica. É importante que a elevação da temperatura corporal seja evitada a todo custo durante 
o período de recuperação. 
Pneumonias 
Em geral, rios, lagos, piscinas e praias não contêm presença bacteriana em número suficiente 
para promover pneumonia direta. Caso a vítima necessite de ventilação mecânica, a incidência de 
pneumonia secundária aumenta de 34% a 52% no terceiro ou quarto dia de hospitalização. 
Prognóstico e escalas de gravidade 
Afogamentos grau 1 a 5 recebem alta hospitalar em 95% dos casos, sem sequelas. Os 
afogamentos grau 6 podem evoluir com falência de múltiplos órgãos. Com o progresso da terapia 
intensiva, o prognóstico é cada vez mais baseado na lesão neurológica. Tanto na cena quanto no 
hospital, nenhuma variável clínica parece ser absolutamente confiável para determinar o prognóstico 
final do afogado grau 6, portanto, a recomendação é insistir na ressuscitação em todos os casos. 
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O afogamento representa uma tragédia que geralmente pode ser evitada. A maioria é o 
resultado de violências contra o bom senso, da negligência para com as crianças e de abuso de 
bebidas alcoólicas. Esse cenário necessita de uma intervenção preventiva radical e imediata para a 
reversão desta catástrofe diária que é o afogamento em nosso país. 
 Desta forma, podemos concluir que qualquer um pode se tornar uma vítima de afogamento, 
sabendo nadar ou não. Por isso, todo cuidado é necessário para evitar que mais pessoas sofram 
afogamentos e suas sequelas mesmo após resgate ou se tornem mais uma vítima da fatalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8 DISTÚRBIOS CAUSADOS PELA TEMPERATURA 
 
 
A temperatura, calor ou frio, e os contatos com gases, eletricidade, radiação e produtos 
químicos, podem causar lesões diferenciadas no corpo humano. 
Os seres humanos, sendo animais de sangue quente, apresentam uma temperatura corporal 
normal entre 34,4ºC e 40ºC. A temperatura do corpo humano, em um determinado momento, é o 
resultado de vários agentes, que atuam como fatores internos ou externos, aumentando ou 
reduzindo a temperatura. Essa faixa de temperatura interna deve ser mantida para que o organismo 
funcione com normalidade. Uma temperatura corporal demasiadamente elevada ou demasiadamente 
baixa pode ter como consequência uma lesão orgânica séria ou a morte. 
O organismo possui mecanismos de produção e perda de calor, que atuam para manter a 
vida com a constância da temperatura corporal dentro de valores ideais para a atividade celular. 
Entre essas formas de produção de calor estão as reações metabólicas do organismo, que resultam 
da conversão dos alimentos em energia, e também a produção de calor que ocorre pelo exercício 
dos músculos durante a atividade física. 
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O corpo também pode se resfriar ao perder calor, através de processos de evaporação da 
água, que é o caso do suor, é também pelo processo de radiação, no qual o calor flui de zonas mais 
quentes para outras mais frias, é a principal fonte de perda de calor quando o organismo está mais 
quente do que o ambiente que o rodeia. 
O corpo também se resfria pelos processos de convecção e condução: que são, 
respectivamente, quando calor é transferido para água fria ou ar que passa sobre a pele, e quando o 
calor é transferido para superfícies mais frias em contato com o corpo, como quando nos deitamos 
sobre o chão frio. 
O contato com chamas e substâncias superaquecidas, a exposição excessiva ao sol e até 
mesmo à temperatura ambiente muito elevada provocam reações no organismo humano, que podem 
se limitar à pele ou afetar funções orgânicas vitais. 
8.1 Queimaduras 
 
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A pele é considerada o maior órgão do corpo humano, responsável pelo revestimento externo 
do corpo. Ela funciona como barreira mecânica à invasão de micro-organismos, bem como auxilia no 
equilíbrio hídrico e na regulação da temperatura do corpo. Ocupando aproximadamente 15% do peso 
corporal, sua espessura varia em função do gênero, da região do corpo e até mesmo da idade, 
sendo anatomicamente estruturada em 3 camadas de tecido distintas: 
 
Epiderme: é a camada mais externa da pele, sua espessura varia de acordo com a região do corpo, 
sendo mais espessa em áreas sujeitas a pressão ou atrito, como a planta dos pés e palma das 
mãos. Impermeável à água, ela funciona como uma barreira protetora contra o meio ambiente. Esta 
camada é constantemente renovada pela descamação das células mais superficiais e geração de 
novas na sua camada mais profunda. 
Derme: constitui em torno de 95% da espessura da pele, onde se encontram estruturas importantes 
como vasos sanguíneos, terminações nervosas, folículos pilosos e glândulas (sebáceas e 
sudoríparas). 
Hipoderme: é a camada abaixo da derme, constituída da combinação de tecido elástico e fibroso, 
bem como de depósitos gordurosos. 
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Mesmo sendo revestida de 3 camadas, a pele está exposta a diversos riscos, entre eles estão 
as lesões causadas pela temperatura, neste caso, queimaduras. As queimaduras são lesões 
frequentes e a quarta maior causa de morte por trauma. Mesmo quando não levam a óbito, as 
queimaduras severas produzem grande sofrimento físico e requerem tratamento que dura meses, e 
em alguns casos, até anos. 
 
Sequelas físicas e psicológicas são comuns. Pessoas de todas as faixas etárias estão 
sujeitas a queimaduras, mas as crianças são vítimas frequentes, muitas vezes por descuido dos pais 
ou responsáveis. O atendimento definitivo aos grandes queimados deve ser feito preferencialmente 
em centros especializados. As queimaduras são feridas traumáticas causadas, na maioria das vezes, 
pelos seguintes fatores: 
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Agentes químicos: queimaduras causadas pelo contato direto com substânciascorrosivas, como 
ácidos, álcool ou gasolina. 
Agentes físicos: através da temperatura: vapor, objetos aquecidos, chama, água quente, dentre 
outros. 
Eletricidade: corrente elétrica ou raio. 
Radiação: sol, raios ultravioletas ou raios X. 
Agentes biológicos: animais: lagarta-de-fogo, água-viva, etc. 
Vegetais: o látex de algumas plantas, urtiga, entre outros. 
 
As queimaduras, principalmente as térmicas, classificam-se de acordo com a profundidade da 
lesão: de primeiro, segundo e terceiro graus. Essa classificação é importante porque direciona desde 
o atendimento pré-hospitalar até o definitivo no centro de queimados. A avaliação da profundidade da 
lesão se faz apenas por estimativa, pois muitas vezes a real profundidade da lesão só se revela 
depois de alguns dias. 
Essas queimaduras atuam nos tecidos de revestimento do corpo humano, determinando 
destruição parcial ou total da pele e seus anexos, podendo atingir camadas mais profundas como 
tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos. A respeito da profundidade, elas se dividem 
apresentando as seguintes características: 
Primeiro Grau 
Também chamadas de queimaduras superficiais, são aquelas que envolvem apenas a 
epiderme. Os sintomas são intensa dor e vermelhidão local, mas com palidez na pele quando se 
toca. A lesão da queimadura de 1º grau é seca e não produz bolhas. Geralmente melhoram no 
intervalo de 3 a 6 dias e não deixam sequelas, podendo ou não descamar. 
Segundo grau 
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, o segundo grau é dividido 
atualmente em 2º grau superficial e 2º grau profundo. A queimadura de 2º grau superficial é aquela 
que envolve a epiderme e a porção mais superficial da derme. Os sintomas são os mesmos da 
queimadura de 1º grau, incluindo ainda o aparecimento de bolhas e uma aparência úmida da lesão. 
A cura é mais demorada, podendo levar até 3 semanas, não costuma deixar cicatriz, mas o local da 
lesão pode ser mais claro. 
 
As queimaduras de 2º grau profundas são aquelas que acometem toda a derme, sendo 
semelhantes às queimaduras de 3º grau. Como há risco de destruição das terminações nervosas da 
pele, este tipo de queimadura, que é bem mais grave, pode até ser menos doloroso que as 
queimaduras mais superficiais. As glândulas sudoríparas e os folículos capilares também podem ser 
destruídos, fazendo com que a pele fique seca e perca seus pelos. A cicatrização demora mais que 3 
semanas e costuma deixar cicatrizes. 
Terceiro Grau 
 
Queimaduras profundas que acometem toda a derme e atingem tecidos subcutâneos, com 
destruição total de nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos, podendo 
inclusive atingir músculos e estruturas ósseas. São lesões esbranquiçadas/acinzentadas, secas, 
indolores e deformantes que não curam sem apoio cirúrgico, necessitando de transplantes. Devido à 
lesão nervosa, o estímulo de dor é pouco percebido, porém, ao redor de queimaduras de 3° grau, 
haverá queimaduras de 1° e 2° grau, que frequentemente serão motivos de fortes dores. 
Extensão das queimaduras 
A extensão da queimadura, ou a porcentagem da área da superfície corporal queimada, é um 
dado importante para determinar a gravidade da lesão e o tratamento a ser instituído tanto no local 
do acidente quanto no hospital. Utiliza-se para esse cálculo a "regra dos nove”, nela são 
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consideradas apenas as áreas queimadas com profundidade de segundo e terceiro graus. O 
resultado obtido é aproximado, mas suficiente para uso prático, ele é feito da seguinte forma: 
Regra dos nove para os adultos, crianças menores de 10 anos e bebês 
 
 
A regra dos nove pode aparecer de uma forma mais detalhada, haverá algumas fontes que 
irão indicar porcentagens diferentes para cada parte do corpo, mas como consideramos que este 
cálculo se aplica por 9 ou múltiplos de 9, devemos utilizar o anteriormente citado. As crianças 
menores de 1 ano apresentam, proporcionalmente, cabeça maior que a dos adultos, então essa 
regra altera somente a porcentagem da cabeça para 18% da superfície corporal e cada membro 
inferior juntamente com a genitália para 14%, e os outros membros continuam com as mesmas 
porcentagens para adultos. Para fazer o cálculo para crianças de 1 até 10 anos, deve-se seguir os 
seguintes passos: 
para a cabeça devemos considerar 18% - a idade da criança 
cada perna equivale a 14% + a metade da idade da criança 
demais partes = adultos 
 Desta forma, a superfície corporal total de uma criança de 6 anos através da regra dos nove 
se aplica assim: 
cabeça: 18 - 6 = 12% 
pernas: 14 + 3 = 17% 
17+17 = 34% 
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braços: 18% 
tronco frontal e dorsal: com 36% 
total: 100% 
 Além deste cálculo, para avaliar a extensão de queimaduras menores pode ser utilizado como 
medida a mão da vítima, que corresponde a aproximadamente 1% da área da superfície corporal, 
mas é importante lembrar que a regra dos nove é mais eficiente. 
Atendimento a vítima de queimadura 
A primeira preocupação do atendente de emergência deve ser com a sua própria segurança, 
que se aplica a qualquer situação, mas devendo ser reforçada ao atender vítimas de queimaduras 
em ambientes hostis. Sendo assim, é necessário ter cuidado com as chamas, os gases tóxicos, a 
fumaça e o risco de explosões e desabamentos. 
Ao se deparar com um acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é extinguir a 
fonte de calor, ou seja, impedir que permaneça o contato do corpo com o fogo, líquidos e superfícies 
aquecidas, entre outras causas do acidente. Se as vestes estiverem em chamas, é preciso que a 
vítima pare, deite e role no chão com as mãos no rosto, o atendente de emergência pode jogar água 
ou abafar o fogo com um cobertor, toalha ou jaqueta. 
As vestes da vítima devem ser retiradas, desde que não estejam aderidas à pele, do 
contrário, só devem ser removidas sob anestesia no momento da limpeza da ferida. Em casos de 
queimaduras elétricas, deve-se providenciar a interrupção da corrente antes do contato com a vítima 
ou, se isso não for possível, tentar afastá-la com um objeto isolante, como madeira seca.6 Uma 
queimadura por choque elétrico é sempre pior do que parece, por isso, é necessário que o 
atendimento seja urgente. 
 
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Se a vítima estiver em casa e houver queimadura causada por agentes químicos, deve-se 
tirar toda roupa da vítima e colocá-la debaixo do chuveiro ligado enquanto o socorro estiver a 
caminho. Porém, se o agente for térmico, é necessário apenas colocar água corrente em 
temperatura ambiente sobre o ferimento, de preferência por tempo suficiente até que a área 
queimada seja resfriada. 
O resfriamento, nunca deve ser feito com água gelada ou outros produtos refrescantes, como 
creme dental ou hidratantes. A água fria promove a limpeza da ferida removendo agentes nocivos 
da pele, além de ser capaz de interromper a progressão do calor e limitar o aprofundamento da 
lesão, desde que o resfriamento seja realizado nos primeiros segundos ou minutos. Ela também 
pode aliviar a dor da queimadura mesmo se aplicada após alguns minutos, assim como pode reduzir 
o edema. 
Portanto, o resfriamento com água corrente deve ser realizado o mais cedo possível, durante 
cerca de 10 minutos, podendo chegar a 20 minutos caso seja necessário. Porém, devido ao risco de 
hipotermia, o resfriamento deve ser mais breve quanto mais extensa for a queimadura, não sendo 
recomendável em queimaduras superiores a 15% da superfície corporal. 
 
 Se a área queimada for menor do que 5% da superfície corporal, ela pode, após o 
resfriamento, ser protegida com gazes, compressas ou toalhas de algodão úmidas, e em seguida 
coberta por plástico ou outro material impermeável. Por fim, o paciente deve ser envolvido com uma 
manta ou cobertor. Aqui cabe a lembrança: resfriar a queimadura, mas aquecer o paciente. 
É importante ressaltar que lavar a lesão com água fresca corrente pode aliviar a dor e 
diminuir a extensão dos danos, no entanto, a exposição prolongada ao frio pode provocar hipotermia. 
Se a temperatura da vítima ficar abaixo de 32°C a condição pode ficar crítica ou até fatal. 
Também é necessário buscar o auxílio de um profissional de saúde no posto de atendimento 
mais próximo do local do acidente, assim poderão ser tomadas as providências essenciais para o 
sucesso da recuperação e para evitar o agravamento da lesão. Se não houver Unidade de Saúde 
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nas proximidades, deve-se acionar os serviços de socorro do SAMU e do Corpo de Bombeiros ou 
procurar uma Emergência hospitalar. 
 
Deve-se lembrar que o atendimento aos queimados no local normalmente se refere a dar 
suporte e compaixão à vítima. É necessário verificar a Regra dos Nove para despachar a resposta 
adequada ao atendimento especializado, mas caso o atendente de emergência não saiba realizar 
com eficiência este cálculo, ele deve apenas repassar as áreas queimadas para a viatura. 
Se alguém se queimou, é porque algo estava queimando, portanto, é preciso verificar a 
situação com cuidado para não se prejudicar, mas ainda assim observar o suficiente para obter 
informações relevantes para evitar mais acidentes. 
O que não fazer no atendimento a vítima de queimadura 
Quando prestar atendimento à vítima de queimadura, o tendente de emergência não deve 
passar no local atingido nenhum produto ou receita caseira como pó de café, banha de porco, 
babosa, entre outros, pois qualquer substância que seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la. 
Há também o alto risco de infecção por bactérias e fungos presentes nesses produtos que podem 
aderir ao tecido lesionado, dificultando a limpeza da ferida no serviço especializado, já que a barreira 
natural do organismo – a pele – está danificada. 
Não passar nenhuma pomada no local atingido, a pele fica extremamente sensível após uma 
queimadura e as pomadas, ainda que adquiridas em farmácias, machucam ainda mais as células 
cutâneas e podem irritar a pele e gerar infecções. 
Não tentar estourar as bolhas provocadas pela queimadura, elas se manifestam nas 
queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado, 
ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha. 
Ao retirar esse curativo natural em casa, o ferimento estará exposto a instrumentos 
possivelmente contaminados e pode infeccionar. Se houver necessidade de cobrir o ferimento a 
caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano limpo. Tecidos ou 
materiais que grudem no ferimento, como o algodão, devem ser evitados. 
O paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que tenha sido 
atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto-
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socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada. Outro cuidado é retirar 
acessórios, como pulseiras e anéis, pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses 
objetos podem ficar presos. 
 
Prevenção 
Partindo do pressuposto de que 90% das queimaduras poderiam ser evitadas, medidas 
preventivas se impõem para diminuir sua incidência e dependem de educação e legislação. As 
medidas educativas de prevenção consistem em orientar desde cedo as crianças a evitar situações 
de risco envolvendo queimaduras no ambiente doméstico, além de incluir nos currículos escolares o 
ensino de prevenção de acidentes e realizar campanhas preventivas gerais voltadas para toda a 
população. 
Campanhas educativas particulares, para serem mais eficazes, devem se basear em dados 
epidemiológicos confiáveis que identifiquem causas específicas de queimaduras e as respectivas 
populações de risco às quais devem ser periodicamente dirigidas. Dentre os cuidados que é preciso 
ter para evitar acidentes com queimaduras, podemos citar: 
1. Jamais deixar uma frigideira ou panela com gordura quente no fogão; 
2. Evitar deixar panelas ao alcance de crianças; 
3. Nunca jogar água sobre o fogo provocado na frigideira pela queima da gordura. Para apagá-
lo, deve-se tampar a panela ou cobri-la com um pano; 
4. Virar os cabos das panelas e frigideiras para o lado de dentro ou para o fundo do fogão; 
5. Em ambiente com criança, manter protetores de tomadas; 
6. Produtos de limpeza, químicos e de higiene pessoal devem ser mantidos longe do alcance 
das crianças e em lugar seco; 
7. Álcool e gasolina jamais devem estar ao alcance de menores e sempre distantes de locais 
onde haja fogo; 
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8. Nunca borrifar álcool ao usar churrasqueira, ao invés disso, procurar formar brasa 
naturalmente ou com gel específico. 
 
 Essas são só algumas dentre muitas outras precauções necessárias para evitar que mais 
acidentes aconteçam. Como as queimaduras podem ir de níveis leves a de alto risco de sequelas ou 
até a morte, os primeiros cuidados devem ser feitos com extrema atenção para não prejudicar ainda 
mais a vítima. Lembrando que um atendimento especializado para queimaduras de grau 2 e 3 é de 
extrema importância, podendo diminuir o sofrimento da vítima ou agravamento da situação. 
 Desta forma, é notável que esses acidentes são recorrentes devido à falta de cuidado quando 
em contato com os agentes responsáveis pelas queimaduras. É necessário um alerta para práticas 
mais conscientes ao manusear líquidos e superfícies aquecidas, substâncias inflamáveis ou até 
mesmo para reforçar a importância de não deixar crianças sozinhas em ambientes propícios a tais 
ocorrências. Podemos concluir que, através da prevenção, será possível ter resultados mais 
positivos do que o próprio tratamento, já que para algumas vítimas as consequências podem ser 
extremamente graves. 
8.2 Insolação e Intermação 
 
 
A insolação e a intermação são situações em que ocorre o aumento da temperatura corporal 
acima de 40,5ºC, juntamente com alterações no sistema nervoso central que impedem que o corpo 
regule sua temperatura normalmente. 
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A insolação acontece em casos em que o corpo é exposto direta e prolongadamente aos 
raios de sol, sem a proteção solar e hidratação adequadas. Já a intermação ocorre após a exposição 
do indivíduo a um ambiente fechado e com temperatura elevada durante muito tempo, sem 
ventilação para dissipar o calor. 
 
Algumas doenças podem dificultar que o corpo disperse o calor, ou que a pessoa consiga 
sair do local de temperatura intensa, tais como doenças neurológicas, cardiovasculares, psiquiátricas 
ou obesidade. O quadro de insolação merece atenção, porque o aumento da temperatura faz com 
que o corpo perca muita água, sais e nutrientes necessários para que o organismo funcione 
normalmente. A intermação e insolação podem ser causados por situações como: 
• Usar roupas quentes e pesadas no 
calor; 
• Ficar muito tempo exposto ao sol sem 
protetor solar; 
• Praticar atividades que causam 
esgotamento físico; 
• Ficar muito tempo sem se hidratar; 
• Permanecer em locais com pouca 
ventilação e temperatura elevada 
Dependendo do local onde estiver e do nível de calor, uma pessoa que está sofrendo 
insolação ou intermação irá apresentar diferentes tipos de 
sintomas, entre eles: 
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• Pele seca e quente 
• Aumento da temperatura corporal 
• Dor de cabeça intensa 
• Aumento da frequência respiratória 
• Confusão mental 
• Sede intensa 
• Tontura 
• Desmaios 
• Náuseas 
• Vômitos 
• Extremidades arroxeadas 
• Pele avermelhada (nos casos de insolação) 
• Palidez (na intermação) 
• Sangramento, convulsões, perda da consciência, coma (casos graves) 
Nos casos de maior gravidade é necessário chamar o atendimento médico de emergência 
imediatamente. Nos casos mais leves, ou enquanto a ambulância não chegar, o objetivo do 
prestador de primeiros socorros é resfriar o corpo da vítima lenta e gradativamente, para que não 
haja choque de temperatura. Os principais procedimentos a se tomar são: 
• Levar a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado; 
• Remover o máximo de peças de roupa; 
• Colocar a pessoa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas; 
• Dar água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico para que a vítima beba se 
estiver lúcida/consciente; 
• Mantê-la em repouso com as costas para baixo e com a cabeça e ombros elevados; e 
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• Se o banho frio não for possível, borrifar água fria (não gelada) em todo o corpo da 
pessoa ou aplicar compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas. 
Estes procedimentos são simples, mas extremamente necessários para que a vítima possa 
se recuperar sem nenhum tipo de complicação. Os fenômenos de insolação e intermação são 
comuns, mas ainda sim perigosos, podendo levar a vítima à morte se não receber o socorro 
adequado, por isso é importante estar sempre atento ao aparecimento de sintomas nas pessoas ao 
redor, além de agir com rapidez em casos como estes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 CHOQUES ELÉTRICOS 
 
Nos dias atuais, o contato com as máquinas e diversos aparelhos eletrônicos já se tornou 
fundamental para as atividades do dia a dia, como trabalho, deveres e lazer. Porém, muitas vezes 
esquecemos que essa relação habitual pode trazer riscos, pois os choques elétricos podem 
acontecer com frequência. Estes choques podem causar diversos danos, e quanto maior a sua 
intensidade da corrente elétrica, maior o perigo. 
 
Em casos de alta tensão, como em trabalhos com componentes elétricos, os choques podem 
ser fortes e causar queimaduras sérias ou até mesmo a morte. Já os choques em correntes elétricas 
residenciais, apesar de apresentarem riscos menores, também merecem atenção e cuidado. Em 
acidentes envolvendo eletricidade, o tempo para iniciar os procedimentos de primeiros socorros é 
crucial. Qualquer demora na prestação de atendimento pode gerar sérias consequências. 
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Sintomas 
A vítima de choque elétrico pode apresentar no corpo tanto sinais visíveis de choque elétrico, 
como queimaduras, quanto problemas nos órgãos internos, como arritmia. Entre esses sintomas, 
temos: 
• Queimaduras externas e internas 
• Dor muscular 
• Contrações musculares 
involuntárias 
• Arritmia cardíaca 
• Parada respiratória 
• Convulsões 
• Lesões nos nervos e cérebro 
• Entre outros. 
Procedimentos para atender a uma vítima de choque elétrico 
Vítima em contato com a corrente elétrica 
Em diversos casos, a vítima fica presa à corrente elétrica, podendo ocasionar a morte. Porém, 
nestes casos, o atendente de emergência não pode tocá-la, correndo o risco de ser atingido pela 
corrente também. Portanto, a primeira medida a ser tomada é desligar o aparelho, seja tirando o fio 
da tomada ou desligando a chave geral. 
Enquanto não ocorrer o desligamento, o atendente de emergência deve se manter a uma 
distância mínima de quatro metros da vítima e não permitir que outras pessoas se aproximem. 
Somente após a corrente elétrica ter sido desligada que as outras medidas devem ser tomadas. 
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Se não for possível desligar a corrente, deve-se tentar afastar a vítima da fonte elétrica com o 
auxílio de um material não condutor de eletricidade, como madeiras, borrachas ou panos secos. O 
atendente precisa tomar todas as precauções necessárias para não se tornar mais uma vítima, como 
se certificar de que seus pés ou o chão em que pisa não estão molhados. 
Vítima afastada da corrente elétrica 
Caso a vítima não esteja presa à corrente, ou tenha sido afastada dela, deve-se verificar o 
seu estado a partir dos procedimentos gerais de atendimento. É importante observar o estado da 
pessoa, tocá-la e fazer perguntas para verificar seus ferimentos e nível de consciência. 
Vítima consciente 
Se a vítima estiver consciente e respondendo aos estímulos, deve-se ligar para o socorro e 
acalmar a vítima, de forma a tranquilizá-la sobre o incidente. Em caso de queda, recomende à 
pessoa que não se mova, para que, caso tenha ocorrido alguma fratura, o estado dela não piore. 
 
Vítima inconsciente 
Se a vítima estiver desacordada, realize a viragem em bloco e cheque seus sinais vitais 
(pulsação e respiração). Caso apresente sinais vitais, ligue para a emergência e acompanhe o 
estado da vítima. Se possível coloque-a na Posição Lateral de Segurança (PLS). 
Se não for possível identificar a pulsação e respiração, ou se houver dúvidas quanto a isso, 
chame imediatamente o serviço de emergência e inicie os procedimentos de reanimação 
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cardiopulmonar (RCP). Realize as compressões até que o socorro chegue, até que a vítima retorne a 
apresentar os sinais vitais ou até que ela acorde. 
Prevenção 
Acidentes elétricos muitas vezes podem ser evitados ao adotar algumas medidas de segurança, 
como: 
• Ter cuidado ao trabalhar perto de redes ou de chaves elétricas de alta tensão; 
• Não mexer em fios caído no solo e que ainda estejam presos à rede elétrica; 
• Manter a instalação e os equipamentos elétricos de sua casa e trabalho em condições 
adequadas de funcionamento, usando apenas material recomendado e de boa qualidade; 
• Contratar somente profissionais qualificados para fazer as revisões periódicas das instalações 
elétricas e para realizar algum reparo necessário; 
• Nunca improvisar em eletricidade, mesmo em situações de emergência; 
• Ligar sempre o fio-terra em todo e qualquer equipamento elétrico, portátil ou fixo; 
• Não tocar em aparelhos elétricos se estiver com a roupa ou o corpo molhado; 
• Manter os aparelhos elétricos longe do alcance das crianças; 
• Se estiver no escuro e tiver que trocar fusíveis ou desligar a chave geral de eletricidade, 
sempre usar uma lanterna ou velas para iluminar; 
• Manter os fios elétricos de sua casa e trabalho em ordem, encapados e isolados, de 
preferência embutidos; 
• Desligar a chave geral ao fazer qualquer reparo na instalação elétrica. Se tiver dúvidas, o 
melhor é chamar um profissional (ou encarregado, se você for um trabalhador); 
• Desligar os aparelhos elétricos da tomada antes de limpá-los ou consertá-los; 
• Colocar protetores nas tomadas para evitar que as crianças coloquem os dedos ou 
introduzam objetos em seu interior; e 
• Não sobrecarregar uma mesma tomada com vários aparelhos elétricos empregando 
benjamins (“T”s). 
 
 
 
 
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Cuidados com pipas/padorgas/papagaios: 
 
• Não as empine junto a fios de eletricidade; 
• Oriente as crianças a brincar apenas em locais abertos, como parques, praias e campos, 
longe de fios e postes. Se possível, acompanhe-as nas brincadeiras; 
• Nunca tente ou permita que eles tentem recuperar pipas ou outros objetos presos nos fios 
elétricos; 
• Não permita que as crianças façam pipas de material metalizado ou usem linha com cerol. É 
perigoso para eles e para os outros. 
 
As correntes de alta tensão podem ser encontradas em locais como nos cabos elétricos 
vistos nas ruas, onde costumam apresentar um aviso indicando seu perigo. Quando esses fios 
provocam algum choque ou acidente, só a central elétrica poderá desligá-los. Em casos como estes, 
é necessário procurar o telefone correspondente e ligar para a central, bombeiros ou polícia e 
identificar o local do incidente. Essa atitude poderá evitar novos acidentes e poupar vidas. 
Com isso, é possível concluir que os choques elétricos apresentam riscos graves para o 
organismo, podendo causar sérias lesões e até mesmo a morte. Por isso, é necessário conhecer os 
meios de prevenção de acidentes e os procedimentos de primeiros socorros adequados para 
proporcionar uma maior chance de recuperação e sobrevivência da vítima. 
 
 
 
 
 
 
 
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10 ESTADO DE CHOQUE 
 
O estado de choque ocorre quando o sistema circulatório não consegue fornecer oxigênio 
suficiente para os tecidos do corpo. Dessa forma, os órgãos deixam de funcionar corretamente e 
causam riscos à vítima. É preciso chamar o atendimento médico para tratar casos como estes, pois o 
choque é um evento pré-terminal em muitas doenças. 
Causas do estado de choque 
• Hemorragias e/ou fraturas graves; 
• Dor intensa; 
• Queimaduras graves; 
• Esmagamentos ou amputações; 
• Exposições prolongadas ao frio ou calor extremos; 
• Ferimentos extensos ou graves; 
• Infecções graves; 
• Infarto; 
• Taquicardia; 
• Batimento cardíaco lento (bradicardias); 
• Processos inflamatórios do coração; 
• Traumatismos do crânio e traumatismos graves de tórax e abdômen; 
• Envenenamentos; 
• Afogamento; 
• Choque elétrico; 
• Picadas de animais peçonhentos. 
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Sinais e sintomas 
• Pulso fraco e rápido; 
• Respirações curtas, rápidas e irregulares; 
• Pele pálida, úmida, pegajosa e fria; 
• Suor na testa e na palma das mãos; 
• Frio, chegando às vezes a ter tremores; 
• Náusea e vômito; 
• Fraqueza; 
• Visão nublada; 
• Tontura; 
• Sede; 
• Extremidades frias e arroxeadas; 
• Queda da pressão arterial; 
• Olhar indiferente e profundo com pupilas dilatadas, 
• Agitação; 
• Medo (ansiedade); 
• Respostas insatisfatórias a estímulos externos; 
• Perda total ou parcial de consciência; 
• Taquicardia. 
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Ao notar que uma pessoa está em estado de choque, é preciso chamar imediatamente o 
serviço de emergência e iniciar os procedimentos de primeiros socorros. 
Procedimentos para vítimas de estado de choque 
 
• Deitar a vítima de costas; 
• Afrouxar suas roupas no pescoço, peito e cintura para facilitar a respiração e circulação; 
• Verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimentos na boca da vítima e os 
retirar; 
• Verificar a respiração da vítima, e se a resposta for negativa, é possível realizar a respiração 
boca a boca se o atendente de emergência se sentir seguro, lembrando que esse 
procedimento não é obrigatório; 
• No caso da vítima apresentar vômitos ou sangramentos pela boca ou nariz, é preciso colocar 
sua cabeça para o lado para evitar asfixia; 
• Elevar os membros inferiores da vítima em relação ao corpo a, no máximo, 30 cm do solo, de 
modo a melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. 
• Porém, em caso de fraturas nos membros inferiores ou na coluna cervical, não se deve 
realizar a elevação nem a movimentação da cabeça. Nessas situações, se deve mover a 
vítima só em último caso, realizando a viragem em bloco para evitar complicações. 
• Enquanto as providências já indicadas são executadas, deve-se observar o pulso da vítima. 
Durante o estado de choque o pulso apresenta-se rápido e fraco. 
• É necessário observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. Se for preciso, a vítima 
deve ser agasalhada com um cobertor, casacos ou semelhantes. 
• Com a vítima consciente, é necessário tranquilizá-la, mantendo-a calma. Permanecer junto a 
ela para lhe dar segurança e para monitorar alterações em seu estado. 
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O estado de choque pode ocorrer em diversos casos e, dependendo da circunstância, deve 
ser acompanhado pelas medidas necessárias. Por exemplo, se a vítima em estado de choque entra 
em parada cardiorrespiratória, a pessoa que lhe presta socorro deve iniciar a RCP, ou se possuir 
hemorragias, estas devem ser tratadas de acordo com os procedimentos adequados. Concluindo, é 
possível perceber que o estado de choque é um fenômeno que pode ocorrer em diversas situações, 
e em todas elas a vítima deve ser atendida de maneira apropriada e receber auxílio da equipe de 
emergência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11 INTOXICAÇÕES 
 
Intoxicação ou envenenamento é o efeito prejudicial que ocorre quando uma substância 
tóxica é ingerida, inalada ou entra em contato com a pele, os olhos, boca ou nariz. De acordo com os 
dados recolhidos pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX, cerca de 
28 mil pessoas por ano têm sofrido com intoxicação. 
Entre as causas, estão medicamentos com e sem prescrição médica, drogas ilícitas, gases, 
produtos químicos, alimentos, plantas e muitos outros. Alguns venenos não causam danos imediatos 
à saúde, enquanto outros podem causar graves malefícios ou até a morte em pouco tempo. As 
intoxicações podem ser divididas em dois tipos, as agudas e as crônicas: 
Intoxicação aguda: Pode ocorrer de forma leve, moderada ou grave, dependendo da 
quantidade de veneno absorvido, do tempo de absorção, da toxicidade do produto e do tempo 
decorrido entre a exposição e o atendimento médico. Seus sintomas se apresentam de forma súbita, 
entre alguns minutos ou horas após a exposição a um tóxico. Tal exposição geralmente é única e 
ocorre num período de até 24 horas, acarretando efeitos rápidos sobre a saúde. 
Intoxicação crônica: Seus efeitos danosos sobre a saúde surgem no decorrer de repetidas 
exposições ao toxicante, que normalmente ocorrem durante longos períodos de tempo. Nestas 
condições, os quadros clínicos são indefinidos, confusos e muitasvezes irreversíveis. Os 
diagnósticos são difíceis de ser estabelecidos e há uma maior dificuldade na associação da causa ou 
efeito, principalmente quando há exposição a múltiplos produtos, situação muito comum na 
agricultura brasileira com o uso de agrotóxicos. 
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11.1 Intoxicação Alimentar 
 
Intoxicação alimentar é uma doença produzida pela ingestão de alimentos que contêm toxinas 
formadas por bactérias patológicas presentes neles. Ela é diferente da infecção alimentar, que 
ocorre pela ingestão de alimentos contaminados por agentes infecciosos, tais como vírus, fungos, 
bactérias, parasitas que podem se multiplicar e produzir toxinas dentro do organismo. Estas duas 
doenças são frequentemente tratadas como sinônimos, pois seus sintomas e tratamento são muito 
similares. 
Qualquer tipo de alimento mal conservado ou contaminado pode causar este fenômeno 
quando ingerido. É preciso ter atenção principalmente com comidas cruas, que estejam mal 
conservadas ou que tenham sido manipuladas no seu preparo. Principalmente no verão, alimentos 
expostos ao meio ambiente suportam menos tempo sem estragar, como carne, ovos e frutos do mar, 
que deterioram mais rápido. 
Sintomas da Intoxicação Alimentar 
• Diarreia; 
• Enjoo; 
• Náuseas e vômitos; 
• Arrepios; 
• Suor abundante; 
• Dores abdominais; 
• Vertigens; 
• Fraqueza no corpo; e 
• Algumas vezes, convulsões e paralisia. 
Primeiros Socorros diante de Intoxicação Alimentar 
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A intoxicação alimentar nem sempre é uma urgência médica, em muitos casos a vítima se 
recupera rapidamente, sem apresentar muitos sintomas. Nestas situações, é possível provocar o 
vômito para liberar o estômago das substâncias tóxicas. Também é essencial incentivar a vítima a 
ingerir bastante líquido e mantê-la em repouso e confortável. 
Solução de reidratação oral e Soro Caseiro 
 
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde - OMS indica o uso das soluções de 
reidratação oral para repor os sais minerais perdidos pelo vômito e diarréia e prevenir a desidratação. 
As soluções vêm em pequenos saquinhos, contendo uma mistura de cloreto de sódio, glicose, 
potássio e citrato em pó em quantidades adequadas. Esse conteúdo deve ser adicionado a um litro 
de água filtrada e bebido durante o dia. É possível encontrar essa solução gratuitamente em postos 
de saúde ou comprá-la em farmácias. 
Durante muito tempo, foi indicado preparar um soro caseiro para hidratar a vítima, contendo 
uma colher de chá de sal e uma colher de sopa de açúcar diluídas em um litro de água fervida ou 
filtrada. Porém, durante o preparo do soro caseiro, muitas vezes são usadas as quantidades erradas 
de sal e açúcar, por isso seu uso é indicado apenas em casos em que a vítima não tenha acesso à 
solução de reidratação oral. 
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Caso seja necessário utilizar o soro caseiro, foram criadas as colheres padrão da UNICEF 
para evitar essa complicação de medidas. Elas são fabricadas já com as medidas corretas e com as 
instruções de preparo do soro, podendo ser encontradas em farmácias e postos de saúde. 
Casos de Intoxicação Alimentar que necessitam de atendimento médico com urgência 
 
• Sintomas muito intensos, como diarréia ou vômito incessantes ou com sangue. 
• Sintomas que durem mais de um dia, principalmente no caso de crianças, idosos e 
imunossuprimidos (que são pessoas cujo sistema imunológico esteja com baixa 
atividade); 
• Sintomas mais graves, como convulsões e paralisia; 
• Se a vítima não conseguir tolerar os líquidos. Nesse caso, é preciso recorrer a um 
departamento de urgências para repor os líquidos via intravenosa. 
Se a vítima estiver inconsciente não se deve induzir o vômito ou dar de beber a ela. Em casos 
como este, é necessário realizar os procedimentos de primeiros socorros e chamar uma ambulância. 
Por fim, é possível concluir que a intoxicação pode causar diversos danos de acordo com a sua 
gravidade, podendo ser desde um leve desconforto até a morte. Por isso, é preciso sempre estar 
atento com relação a possíveis acidentes. 
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11.2 Intoxicação por Medicamentos e Drogas de Abuso 
 
A reação dessas substâncias no organismo depende muito do tipo de droga usada, por isso, 
é sempre importante tentar identificar qual, ou quais, foram utilizadas pela vítima. No geral, entre os 
principais sintomas causados pela intoxicação por medicamentos ou drogas de abuso estão: 
• Azia; 
• Náusea e vômitos; 
• Diarréia; 
• Sonolência; 
• Sensação de fraqueza; 
• Suor; 
• Palidez; 
• Inconsciência; e 
• Dificuldade respiratória. 
Procedimentos de Primeiros Socorros em caso de intoxicação por medicamento ou drogas de 
abuso 
• Chamar o serviço de emergência; 
• Realizar os procedimentos gerais de primeiros socorros; 
• Colocar a vítima em posição de segurança; 
• Falar com a vítima, buscando obter o máximo de informações sobre as substâncias 
ingeridas, quantidade e tempo de ingestão; 
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• Caso a vítima esteja inconsciente, deve-se buscar nos arredores comprimidos ou 
embalagens que possam identificar os medicamentos ou drogas por ela ingeridas; 
• Se possível, entregar a embalagem, bula do remédio, ou uma amostra da droga, ao 
médico ou socorristaprofissional, pois isso pode ajudar os médicos a providenciar o 
melhor atendimento; 
• Não induzir o vômito na vítima; 
• Evitar fazer respiração boca a boca, isso pode causar complicações tanto para a vítima 
quanto para quem a realiza. 
 
 
De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX, a 
maior parte das intoxicações registradas nos últimos anos têm sido causadas por medicamentos. Por 
isso, é preciso ter cautela com relação a onde guardar os medicamentos, principalmente em locais 
onde há crianças. 
11.3 Intoxicação por substâncias Tóxicas 
 
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Intoxicação por ingestão 
Muitos produtos químicos são altamente tóxicos quando ingeridos, como: detergentes, outros 
produtos de limpeza, álcool puro ou similares, amoníaco, pesticidas, produtos de uso agrícola ou 
industrial, ácidos, gasolina, soda cáustica, etc. 
Sinais e sintomas de Ingestão de Substâncias Químicas 
É importante recolher informação junto da vítima, ou de alguém perto desta, sobre o contato 
com o veneno ou a presença de algum recipiente que possa ter contido ou contenha veneno. Os 
sintomas variam com a natureza do produto ingerido, podendo ser: 
• Vômitos e diarreia; 
• Espuma na boca; 
• Face, lábios e unhas azuladas; 
• Dificuldade respiratória; 
• Queimaduras em volta da boca (venenos corrosivos); 
• Delírio e convulsões; e 
• Inconsciência. 
Os procedimentos de socorro são os mesmos da intoxicação por medicamentos, devendo, 
inclusive, levar a embalagem do produto ao hospital juntamente com a vítima para auxiliar a equipe 
médica a reverter o quadro. 
Intoxicação por inalação 
 
Os casos mais frequentes de inalação são o envenenamento pelo gás carbônico, pelo 
monóxido de carbono, presente nos gases de combustão, e pelo gás propano/butano, que é o gás de 
uso doméstico. 
Sinais e Sintomas de Inalação de Substâncias Químicas 
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• Respiração rápida; 
• Tosse; 
• Mal-estar; 
• Dor de cabeça; 
• Zumbidos, 
• Tontura; 
• Náusea; 
• Vômito; e 
• Apatia profunda ou confusão, que impede a fuga do local onde se encontra. 
Se a vítima não é rapidamente socorrida, este estado é seguido por perda gradual de 
consciência e coma. Estes são os sintomas gerais, que podem variar de acordo com o veneno 
inalado. 
Procedimentos de Primeiros Socorros em caso de Intoxicação por Inalação 
• Remover o acidentado o mais rapidamente possível para um local bem ventilado; 
• Realizar os procedimentos gerais de primeiros socorros; 
• Solicitar o atendimento especializado; 
• Tentar identificar o tipo de agente que está presente no local onde foi encontrado o 
acidentado; e 
• Manter o acidentado imóvel, aquecido e sob observação, pois os efeitos podem não ser 
imediatos. 
11.3.3 Intoxicação por contato 
 
Algumas substâncias podem causar irritação ou destruição tecidual através do contato com a 
pele, boca, nariz ou olhos. Além de poeiras, fumaça ou vapores, pode ocorrer contato tóxico com 
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ácidos, álcalis e outros compostos. O contato com estes agentes pode provocar inflamação ou 
queimaduras químicas nas áreas afetadas. 
Sintomas de intoxicação por contato 
• Manchas na pele; 
• Coceira; 
• Irritação nos olhos; 
• Dor de cabeça; e 
• Temperatura da pele aumentada. 
Procedimentos de Primeiros Socorros em vítima de intoxicação por contato 
• Lavar abundantemente o local afetado com água corrente; 
• Se os olhos forem afetados: lavar com água corrente durante 15 minutos e cobri-los, sem 
pressão, com pano limpo ou gaze; e 
• Encaminhar a vítima ao serviço médico. 
11.4 Prevenção de Intoxicação 
Mesmo conhecendo as principais medidas de primeiros socorros, o melhor remédio é a 
prevenção. Por isso, é preciso sempre estar atento a algumas atitudes que podem evitar este tipo de 
intoxicação e salvar vidas, como: 
• Guardar os produtos de higiene, limpeza e medicamentos trancados e fora da vista e do 
alcance de crianças; 
• Ler a bula e seguir corretamente as instruções para dar remédios às crianças; 
• Não se automedicar, e tomar apenas remédios prescritos pelo médico para seu caso 
específico 
• Manter os produtos em suas embalagens originais para que não seja confundido com 
algo sem perigo; 
• Ter em mente quais produtos domésticos são tóxicos para armazená-los em local 
adequado. 
 
Além disso, existem serviços oferecidos, tanto à população quanto a profissionais de saúde, 
sobre intoxicações, como no endereço: http://portal.anvisa.gov.br/disqueintoxicacao. Sendo assim, é 
possível compreender a importância de conhecer os procedimentos de primeiros socorros em casos 
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intoxicação, tendo em vista que a demora no atendimento pode causar diversos danos de acordo 
com a sua gravidade. Por isso, é preciso sempre estar atento e colocar em prática medidas que 
previnam possíveis acidentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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12 PICADAS E MORDIDAS DE ANIMAIS 
 
 
 
O Brasil é um país rico em flora e fauna, sua diversidade geográfica propicia que inúmeras 
espécies de animais habitem seu território. É muito importante tomar cuidado com os animais, sejameles domésticos ou não. Muitas espécies de animais possuem mecanismos de defesa que têm 
peçonhas ou venenos, como alguns insetos, escorpiões, aranhas e cobras. Além disso, animais que 
partilham o convívio doméstico, como cães e gatos, também podem apresentar diversos riscos para 
o homem. 
 
 Com relação aos animais peçonhentos, a atenção deve ser redobrada, pois o veneno 
destes pode causar dolorosas intoxicações e, muitas vezes, se não houver socorro imediato, causar 
a morte. 
Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam 
com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Ex.: serpentes, 
aranhas, escorpiões e arraias. 
 
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Animais Venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho 
inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento por contato (lagartas), por compressão 
(sapos) ou por ingestão (peixe-baiacu). 
Os acidentes causados por serpentes/cobras merecem muita atenção, não apenas por causa 
do risco individual da vítima picada, mas também pelo ponto de vista da saúde pública. Esses 
acidentes infelizmente são frequentes e graves, já que o Brasil apresenta um grande número de 
espécies de cobras venenosas. 
 
Identificando a cobra peçonhenta 
 
Apesar dessas características que diferem as cobras peçonhentas das sem peçonha, existe 
uma cobra que foge desse padrão, a cobra coral. Popularmente ela é dividida em duas categorias: a 
cobra coral verdadeira e a cobra coral falsa. 
A cobra coral verdadeira é peçonhenta, pouco agressiva, fina e ornada de anéis de cor 
vermelho-coral, preta e amarela. Já as falsas corais são mansas, inofensivas e não tentam picar. 
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Apesar de peçonhenta, a coral verdadeira apresenta algumas características de cobras não 
venenosas que podem dificultar sua identificação. 
 
 
Sintomas de picada de cobra 
 
Os sintomas de picada variam muito de acordo com o tipo de cobra, podendo haver, entre 
eles: 
• Sangramentos em gengivas, pele e urina. 
• Bradicardia, que é a diminuição dos batimentos cardíacos; 
• Infecção e necrose na região da picada 
• Insuficiência renal. 
• Hipotensão, que é a queda da pressão arterial. 
• Vômitos, diarreia, 
• Parestesia, que é a sensação de formigamento no local, 
• Dificuldade de manter os olhos abertos, 
• Miastenia, que quando ocorre sonolência e pálpebras caídas; 
• Visão turva ou dupla; e 
• Mialgia, que são dores musculares generalizadas. 
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Procedimentos de Primeiros Socorros por acidentes com serpentes 
 
• Tranquilizar a vítima; 
• Lavar o local da picada com água e sabão; 
• Se possível, evitar que a pessoa ande ou corra colocando-a em decúbito dorsal, com o 
membro picado elevado; 
• Manter o paciente hidratado; 
• Não se fazer o uso de torniquetes, incisões ou passar gelo outras substâncias no local da 
picada. Essas medidas aumentando a chance de complicações como infecções, necrose e 
amputação de um membro; 
• Se possível, tirar uma foto ou prestar atenção nas características do animal para que seja 
mais fácil identificar a espécie de cobra para a aplicação do soro antiofídico; 
• Remover a vítima para o hospital ou centro de saúde mais próximo. 
 
O único tratamento eficaz para o envenenamento por serpente é a aplicação do soro antiofídico 
específico para o tipo de cobra. Quanto mais cedo a aplicação do soro, menor a chance de 
ocorrerem complicações. É preciso de um diagnóstico médico para verificar se há indícios de que a 
picada foi de fato de uma cobra peçonhenta, tendo em vista que existem muito mais cobras não-
peçonhentas na natureza e, para essas, não há necessidade de tratamento com soro. 
O diagnóstico médico também é necessário para a escolha do soro e sua dosagem, 
considerando as peculiaridades de cada tipo de acidente. A administração do soro é por via 
intravenosa (por meio das veias) e não deve ser feita fora do ambiente hospitalar, pois pode provocar 
reações alérgicas graves com necessidade de tratamento imediato Apesar de acidentes como estes 
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poderem acontecer a qualquer momento, existem precauções que podem ser tomadas para evitar 
que aconteçam, como por exemplo: 
• Usar calçados fechados e de cano alto, ao andar ou trabalhar no mato; 
• Usar luvas grossas para manipular folhas secas, lixo, lenha, palhas, etc; 
• Não colocar as mãos em buracos e tomar cuidado ao revirar cupinzeiros; e 
• Evitar acúmulo de lixo e entulho. 
 
12.1 Acidentes por Escorpião e Aranha 
 
No Brasil, é possível encontrar aranhas ou escorpiões peçonhentos em todas as regiões do 
país. Por isso, é necessário saber como se deve agir na ocorrência de um acidente. Num geral, tanto 
as aranhas quanto os escorpiões tendem a picar ao serem molestados. Isso pode ocorrer no caso 
desses animais, ao se esconderem em roupas, calçados, madeiras, cascas de árvores e materiais de 
construção, serem comprimidos por acidente enquanto o indivíduo os manuseia. Por isso, as partes 
do corpo que são mais acometidas por picadas são pés e mãos. 
Aranhas 
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As picadas de aranha têm importância médica devido a sua frequência de ocorrência e 
potencial risco de complicações associadas, sendo umaquestão de saúde pública. Tendo em vista 
os hábitos noturnos dos aracnídeos, e o fato de se alimentarem de pequenos insetos, os acidentes 
tendem a ocorrer em domicílios ou em regiões próximas. No Brasil, existem três gêneros de aranhas 
de importância médica. São estas: a aranha-marrom, a aranha armadeira, e a viúva negra. 
• A “aranha-marrom”: Possui 3 cm de envergadura e coloração marrom claro uniforme, 
com dorso verde-oliva, pernas finas e longas e pelos escassos. 
• A “armadeira”, também chamada de “aranha-da-banana” ou “aranha-macaca” possui 
uma envergadura de cerca de 15 cm e coloração acinzentada ou marrom, com o 
corpo coberto de pelos cinzentos e curtos. 
• A “viúva-negra” apresenta uma envergadura de cerca de 3 cm, e um abdômen 
globoso, quase esférico, com manchas vermelhas em fundo negro. Além disso, ela se 
distingue por ter uma mancha vermelha em forma de ampulheta no ventre. Existem 
poucos registros de viúvas-negras no país, sendo encontradas predominantemente no 
litoral nordestino. 
As aranhas caranguejeiras e tarântulas, apesar de muito comuns, não causam 
envenenamento. As aranhas que fazem teias geométricas, muitas encontradas dentro das casas, 
também não oferecem perigo. 
Escorpiões 
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Os casos de envenenamentos devido a picadas de escorpiões são muito comuns no Brasil, 
causando um número de mortes significativo. É comum que escorpiões se escondam em locais 
frescos e com sombra, como debaixo de madeiras, pedras, cascas de árvores e outros locais como 
estes próximos a domicílios. Assim como no caso de cobras, os acidentes com escorpiões ocorrem 
mais nos meses de calor do que no inverno. No Brasil existem três espécies principais de escorpiões 
peçonhentos, que são o escorpião amarelo, escorpião marrom e escorpião preto. 
• O escorpião amarelo (Tityus serrulatus) possui tronco amarelo escuro, com manchas 
escuras ventrais. 
• O escorpião marrom (Tityus bahiensis) apresenta tronco marrom escuro e patas 
manchadas. 
• O escorpião preto (Bothriurus bonariensis) como seu próprio nome já diz, é totalmente 
preto. 
Sintomas de picadas de aranhas e escorpiões 
 
• Dor e alteração na cor da pele do local da picada; 
• Formigamento ou sensação de anestesia no local da picada; 
• Náuseas e vômitos; 
• Dormência; 
• Lacrimejamento; 
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• Sialorréia, que é a produção excessiva de saliva; 
• Palidez; 
• Sudorese; 
• Hipo ou hipertermia; 
• Agitação; 
• Hipertensão arterial; 
• Bradicardia, que é a diminuição da frequência cardíaca; 
• Convulsões, 
• Estado de choque, 
• Insuficiência renal; 
• Entre outros. 
Primeiros Socorros por acidentes com picadas de aranhas e escorpiões 
 
É importante que a pessoa que for realizar os primeiros socorros tente identificar qual o tipo 
de aranha ou escorpião que ocasionou o acidente, e remova a vítima para onde ela possa ser tratada 
por uma equipe médica capaz de aplicar o tratamento por soro. 
Para aliviar a dor da picada até a chegada ao hospital, podem ser usadas compressas 
mornas na região. Não é recomendável colocar gelo no local, assim como pomadas, pois estas 
podem alterar a cor da pele, além de não impedirem a penetração do veneno. Assim como nos 
acidentes por picada de cobra, não devem ser realizados torniquetes, incisões e sucções no local da 
picada, pois são prejudiciais ao tratamento. 
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Tanto o soro antiaracnídico, utilizado para neutralizar as ações dos venenos da aranha, 
quanto o soro antiescorpiônico, utilizado contra o veneno de escorpião, devem ser administrados 
somente com indicação médica. Por isso é essencial buscar atendimento em unidades de saúde. 
Prevenção de picadas de aranhas e escorpiões 
 
• Manter jardins e quintais limpos. 
• Evitar folhagens densas junto a paredes e muros das casas; 
• Manter a grama aparada; 
• Não colocar as mãos em buracos, sob pedras ou em troncos podres; 
• Usar calçados e luvas grossas nas atividades de jardinagem; 
• Vedar ralos, frestas, buracos e soleiras de portas e janelas; 
• Afastar as camas e berços das paredes; 
• Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão; 
• Sacudir e verificar roupas e sapatos antes de usá-los; e 
• Preservar os predadores naturais destes animais, como a coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, 
galinhas, gansos e quatis. 
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12.2 Picadas de Abelhas e Vespas 
 
O Brasil é um país que, devido a sua biodiversidade, apresenta um grande número de 
espécies de insetos. Muitas dessas espécies podem produzir picadas ou mordidas dolorosas. 
Geralmente, as manifestações dos acidentes envolvendo esses insetos não são graves, resumindo-
se a uma dor no local da picada e um pequeno inchaço. 
As picadas de abelhas e vespas estão entre os tipos mais comuns de picadas de insetos. 
Seus ferrões, que se encontram na parte posterior do abdômen, injetam veneno na pele da vítima. 
Com relação à picada da abelha, por exemplo, o perigo está mais na quantidade de picadas 
recebidas do que no veneno em si e está muito relacionada à sensibilidade do indivíduo ao veneno. 
Podemos separar esse tipo de acidente em três categorias: 
• A primeira, e mais comum, envolve uma pessoa que não apresenta sensibilidade ao veneno 
sendo acometida por poucas picadas; 
• A segunda envolve pessoas que apresentam hipersensibilidade a componentes do veneno 
destes insetos, de forma que às vezes uma única picada acarreta uma reação de 
hipersensibilidade imediata. Isso exige atendimento especializado imediato, pois se manifesta 
por edema de glote (complicação caracterizada pelo inchaço na região da garganta.), 
broncoespasmo (contração das vias áreas pequenas) e choque anafilático (reação alérgica 
intensa que, se não tratada rapidamente, pode causar a morte); 
• A terceira categoriadesses acidentes é a que envolve múltiplas picadas. Estes incidentes 
costumam ocorrer na execução de trabalho de campo, quando a vítima é atacada por um 
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enxame. Esse último tipo de acidente é raro e, quando ocorre, uma grande quantidade de 
veneno é inoculada devido às múltiplas picadas, causando a manifestação de diversos 
sintomas devido à ação das diversas frações do veneno; 
 
Quando uma pessoa sem sensibilidade ao veneno de insetos recebe algumas poucas 
picadas, os sintomas comuns são dor intensa no local da picada, onde se desenvolve uma pequena 
inflamação, que fica inchada e avermelhada. A lesão costuma desaparecer após um ou dois dias 
mesmo sem medicação. 
Já no segundo caso, que envolve pessoas hipersensíveis a picadas de insetos, a reação 
alérgica surge rapidamente, em poucos minutos. O maior perigo nesses casos é a ocorrência da 
anafilaxia, ou choque anafilático, que pode ocorrer após uma única picada. Seus sintomas 
geralmente são urticária (irritação da pele caracterizada por lesões avermelhadas, inchadas e que 
coçam), angioedema (inchaço dos lábios e olhos), pressão baixa, vômitos, rouquidão, dificuldade 
respiratória, desorientação e perda da consciência. 
Por fim, no caso de uma pessoa, mesmo que não tenha muita sensibilidade ao veneno, 
receber múltiplas picadas ao mesmo tempo, ela recebe uma quantidade de veneno muito grande, 
podendo levar a sintomas como vômitos, diarreia, febre, dor de cabeça, prostração e confusão 
mental. Costumam ser necessárias centenas de ferroadas para que seja inoculada uma quantidade 
letal de veneno, nesses casos o veneno pode causar complicações, como hemólise (destruição das 
células do sangue), arritmia cardíaca, insuficiência renal e rabdomiólise (destruição das células dos 
músculos). 
Caso uma pessoa seja picada por um inseto e tenha desenvolvido sintomas além de um 
simples inchaço local, principalmente se apresentar urticária, angioedema ou crises de asma, é 
necessário procurar um médico imunoalergista para avaliar a possibilidade da vítima ser alérgica à 
picada de determinados insetos. O risco de reação anafilática em uma segunda picada é muito alto. 
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Primeiros Socorros em caso de Picadas de Abelhas e Vespas 
O tipo de socorro dedicado às vítimas de picadas de insetos dependerá das circunstâncias do 
acidente, mas o procedimento padrão é manter a calma e analisar o estado da vítima, assim como o 
local da picada. 
Nos casos mais comuns, em que a vítima não apresenta hipersensibilidade ao veneno e 
tenha sido acometida apenas por poucas picadas, é preciso remover o ferrão, caso este esteja 
fincado na pele do indivíduo. Como as abelhas deixam o saco de veneno no local da picada, é 
recomendável retirá-lo com cuidado, sem usar pinças ou similares, pois estes podem comprimir os 
reservatórios de veneno, inoculando a substância existente no ferrão. É recomendado raspar o local 
com uma lâmina limpa, com as unhas, ou com qualquer objeto rígido, como uma faca ou cartão de 
crédito, até que o ferrão se solte sozinho. 
 
Após a remoção do ferrão, a região da picada deve ser lavada com água e sabão para 
prevenir infecções e podem ser colocadas compressas frias ou gelo no local. Não é recomendado 
passar pomadas não prescritas nem outras substâncias como pasta de dente ou borra de café no 
local, pois estas podem infeccionar a ferida. A dor e o inchaço da picada normalmente somem depois 
de algumas horas. 
Mesmo nestes casos mais simples de picadas de insetos, é necessário buscar auxílio médico 
caso a vítima sinta dores muito intensas ou se for notada uma piora na lesão da picada ao longo dos 
primeiros um ou dois dias. 
A vítima deve ser levada com urgência ao atendimento especializado nos casos de um 
acidente envolvendo múltiplas picadas de insetos e caso sejam notados sintomas de uma reação 
alérgica, principalmente o aparecimento de urticária ou angioedema. Se possível, deve-se levar 
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também uma amostra do inseto para identificação, mas cuidando para não pegá-lo com a mão. Nos 
casos de choque anafilático o tratamento é feito com injeção intramuscular de adrenalina. 
Prevenção contra picadas de insetos 
• Ficar atento durante as atividades no campo, examinando o local antes de montar 
acampamento ou de utilizar equipamentos motorizados; 
• Evitar se aproximar de colmeias e ninhos de vespas sem estar com equipamento e vestuário 
específico; 
• Usar roupas claras, pois as escuras atraem as abelhas; 
• Evitar fazer barulhos altos, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos; 
• Não fazer movimentos bruscos e excessivos próximo a alguma colméia; 
• Observar se existe movimentação de abelhas entrando ou saindo do mesmo lugar e se 
atentar ao zumbido característico de um enxame; 
• As colônias de abelhas e vespas, localizadas em lugares públicos ou residências, só devem 
ser removidas por profissionais capacitados e equipados. 
 
Picadas de abelhas ou vespas, apesar de comuns, podem se tornar sérias de acordo com as 
circunstâncias do acidente. Por isso é necessário conhecer as formas de prevenção de picadas e os 
procedimentos de primeiros socorros para com a vítima. 
12.3 Mordeduras e Arranhões Causados por Cães e Gatos 
 
 
As mordeduras de animais são relativamente comuns, especialmente de animais domésticos, 
sendo os cães e gatos os animais mais comumente causadores do problema, com índices de 80% a 
90% dos acidentes. Segundo o Ministério da Saúde, não existem dados confiáveis no Brasil, mas 
nos EUA, a CDC - CENTER FOR DISEASES CONTROL AND PREVECTION, estima que cerca de 
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4.5 milhões de pessoas são mordidas por cachorros todos os anos, com variados graus de gravidade 
e cerca de 900 mil pessoas (20%) evoluem cominfecção da ferida. 
Os dentes dos cães e a força de suas mandíbulas causam esmagamento de tecidos e 
lacerações que podem acarretar o comprometimento de estruturas profundas como músculos, vasos, 
tendões e ossos, já os dentes dos gatos são mais afiados e têm maior poder de penetração na pele. 
Em relação ao local do acometimento, geralmente os adultos apresentam lesões nas extremidades, 
principalmente nas mãos, já as crianças são mais comum apresentarem lesões na face. 
As complicações imediatas, como sangramento intenso, são mais prováveis de 
acontecer nas mordeduras de cães. Já no caso de mordeduras e arranhões de gatos, elas causam 
ferimentos profundos, o que aumenta a possibilidade de infecções causadas por fungos, bactérias, 
vírus e outros agentes infecciosos. As feridas causadas por gatos infectam-se em mais de 50% das 
vezes. 
 
Doenças causadas por mordeduras e arranhões 
 
As complicações mais frequentes das mordidas e arranhões de cães são a infecção 
bacteriana ou a lesão da pele, músculos, vasos, nervos e dos tendões, principalmente quando a 
mordida é provocada por cães grandes e com músculos maxilares fortes. A maioria das infecções é 
de natureza mista, envolvendo várias espécies de bactérias. 
A bactéria Pasteurella multocida, também conhecida como a “doença da mordida do gato”, 
presente na saliva de cães e gatos e que pode causar, em horas, uma grave infecção e pode levar a 
processos de pneumonia, meningite e sepse (que é a Complicação potencialmente fatal de uma 
infecção). 
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Outra bactéria é a Capnocytophaga canimorsus ela é encontrada na saliva dos animais e 
pode causar sepse fulminante, doenças cardíacas e insuficiência renal. Além destas, também temos 
o tétano, que é sempre um risco em pessoas não vacinadas e a raiva, que é uma infecção viral 
mortal de bastante risco em casos de mordeduras e arranhões de cães e gatos. 
12.4 Como agir em casos de mordeduras e arranhões causados por cães e 
gatos 
 
O tratamento envolve duas etapas: as medidas de primeiros socorros e os 
cuidados tardios para o tratamento das infecções e reparos de tecidos lesados. Para realizar os 
primeiros socorros na vítima devemos analisar a gravidade dos ferimentos. 
• Quando o ferimento for leve e a vítima está consciente: 
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Temos como exemplos dessas situações de ferimentos leves, mordidas ou arranhões nas 
mãos ou pés. 
• Deve-se lavar o ferimento com água corrente e sabão por 5 a 10 minutos, retirando 
todas as substâncias estranhas; 
• Se houver sangramento estanque com um pano limpo; 
• Aplique soro fisiológico no local; 
• Em casos que há sangramento, se possível mantenha o membro afetado elevado; e 
• Leve a vítima para atendimento médico. 
• Quando houver lesões um pouco mais severas com a vítima consciente e, houver a 
possibilidade de mobilidade da mesma até atendimento médico: 
 
Por exemplo: A vítima levou uma mordida de um cachorro de grande porte no pé ou barriga e 
há lesões de tecidos. 
 
• Deve-se lavar o ferimento com água corrente e sabão por 5 a 10 minutos, retirando-se todas 
as substâncias estranhas; 
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• Estancar o ferimento com um pano limpo de modo que o sangramento acalme; 
• Se possível aplicar soro fisiológico no local; 
• Elevar com cuidado o membro afetado da vítima se for possível, como no caso de mordidas 
em mãos e pés. No entanto, isso só deve ser feito, se não comprometer o deslocamento da 
vítima até o atendimento médico; e 
• Por fim, deve-se levar a vítima ao atendimento médico mantendo o ferimento coberto. 
 
• Quando houver lesões graves e a vítima estiver consciente ou inconsciente e, não for 
possível levá-la para receber atendimento especializado: 
 
 
Por exemplo: Vítima foi atacada por vários cães de grande porte nas pernas, não há 
possibilidade de deslocamento, sangramento intenso, lacerações dos tecidos e/ou músculos ou 
fraturas. Deve-se: 
• Ligar imediatamente para o serviço de emergência; e 
• Aguardar o atendimento, caso a vítima esteja consciente buscando acalmá-la. 
 
Sangramentos podem ser contidos comprimindo-se o ferimento com compressas limpas. Uma 
dica é lavar o membro afetado com água sob alta pressão, pois ela melhora os resultados. A limpeza 
cuidadosa é fundamental na prevenção das infecções. Se o médico considerar que a ferida 
conseguiu ser bem lavada e há baixo risco de infecção, a lesão pode ser suturada. Entretanto, há 
situações em que o risco de infecção da ferida é muito grande, e a lesão deve ser deixada aberta 
para que cicatrize naturalmente. Entre essas situações, temos: 
• Mordidas nas mãos ou pés; 
• Mordidas profundas; 
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• Mordidas que estão com mais de 12 horas sem receber atendimento médico; e 
• Mordidas em pacientes imunossuprimidos, que são aqueles pacientes cujos mecanismos 
normais de defesa contra infecções estão comprometidos. 
 
Nestas situações, a sutura da ferida pode aumentar o risco de infecção, sendo assim ela é 
desaconselhada. Os sinais e sintomas de infecção da ferida costumam aparecer dentro das 
primeiras 24 horas, mas, às vezes, podem surgir já nas primeiras 8 horas após a mordida. Entre os 
sintomas temos: 
• Febre e/ou calor local; 
• Edema que é um inchaço causado por excesso de líquido retido nos tecidos do corpo; 
• Rubor que é a vermelhidão da pele em virtude da dilatação dos vasos sanguíneos e 
consequentemente, maior fluxo de sangue naquela área; 
• Dor; 
• Secreção purulenta; 
• Formação de abscesso ou necrose na pele. 
Se não tratada adequadamente, a infecção da mordida pode causar complicações, tais como: 
osteomielite que é a infecção do osso, artrite séptica que é a infecção da articulação ou tenossinovite 
que é a infecção dos tendões. Nos casos maisgraves, as bactérias podem se espalhar pela corrente 
sanguínea, provocando infecção generalizada e choque séptico. A infecção generalizada causa 
falência de órgãos e pressão arterial perigosamente baixa. A maioria das feridas por mordedura deve 
ser reexaminada em 24 a 48 horas após o ataque. 
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Pacientes sem imunização antitetânica devem receber a vacina, pacientes que receberam a 
imunização a mais de 5 anos devem tomar o reforço. Deve-se observar o animal durante 10 dias 
após exposição e notificar imediatamente a Unidade de Saúde se o animal morrer, desaparecer ou 
se tornar raivoso, pois podem ser necessárias novas intervenções de forma rápida, como a aplicação 
do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação antirrábica. Em raras exceções, a raiva é 
curável, por isso, ela deve ser prevenida em qualquer mordedura ou arranhão. 
12.5 Prevenir ataques de Cães e Gatos 
 
• Nunca se aproxime de um cão ou gato desconhecido; 
• Não corra ou grite na presença de um cachorro; 
• Fique quieto, imóvel, quando abordado por um cachorro; 
• Se derrubado, enrole-se (como um caracol); 
• As crianças nunca devem brincar com um cachorro sem a presença de um adulto; 
• Relate imediatamente cães abandonados ou cães com comportamento incomum; 
• Evite o contato visual direto com um cão; 
• Não perturbe um cão ou gato que esteja comendo, dormindo ou cuidando de 
filhotes; 
• Não faça carinho em um cão ou gato sem deixá-lo cheirar você primeiro; 
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• Diga as crianças para denunciarem uma mordida de cachorro ou gato a um adulto 
imediatamente; e 
Caso o cachorro esteja nitidamente em posição de ataque e seja distraído, se afaste, sem 
pressa. Mas recue andando para trás, jamais vire as costas para o cão, pois ele pode entender a 
posição como uma oportunidade de atacar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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13 FERIMENTOS 
13.1 Escoriações 
 
As escoriações são definidas normalmente como lesões leves e superficiais, muito comuns na 
infância e em acidentes com motocicletas, sendo caracterizadas pelos arranhões de quedas. Essas 
lesões não representam riscos a vítima, por outro lado, costumam ser dolorosas, pois às vezes 
expõem muitas das terminações nervosas da pele e podem ter complicações se não forem tratadas 
corretamente. As vítimas normalmente apresentam essas lesões em locais como os cotovelos, 
joelhos, canelas, tornozelos e nas extremidades superiores, e na maioria das vezes essas 
escoriações leves podem ser tratadas em casa. 
Sinais e Sintomas de Escoriações 
Em relação aos sinais e sintomas das escoriações, eles são caracterizados por perda da 
camada externa epiderme, que é o do tecido da pele, podendo provocar o rompimento de capilares e 
sangramento. No entanto, por serem normalmente lesões leves e superficiais, elas apresentam 
principalmente: 
• Feridas resultantes de atritos, como quedas; 
• Lesões normalmente simples e superficiais, como os arranhões; 
• Desconforto e dor; 
• Sangramento discreto; e 
• Risco de infecção, pois a superfície causadora normalmente é suja. 
Causas e Tratamentos das Escoriações 
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Normalmente, as escoriações acontecem por acidentes em ambientes do cotidiano, como em 
casa, no trabalho, na escola e na rua. No entanto, no caso de escoriações leves causadas, por 
exemplo, por quedas, tropeços, quedas de bicicleta ou arranhões de animais de estimação, podemos 
tratar essas lesões da seguinte forma: 
• Procurar acalmar a vítima, ainda mais quando for uma criança; 
• Lavar bem as mãos com água e sabão antes de tratar a ferida; 
• Limpar cuidadosamente a região da ferida com água corrente e sabão neutro; 
• Secar a lesão com um pano limpo; 
• Se a lesão não estiver sangrando, pode deixar descoberta; 
• No caso de sangramento, proteja o local com gaze ou curativo, deixando sempre espaço para 
ventilação; 
• Certifique-se de manter a ferida limpa; e 
• No caso de escoriações mais graves e profundas a vítima deve ser encaminhada para o 
atendimento médico especializado. 
 
Possíveis Complicações 
 
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É importante ressaltar também que a maioria das escoriações leves cicatrizam rapidamente, 
mas algumas mais profundas podem causar infecções e, se no decorrer dos dias a ferida apresentar 
rubor, dor e calor local, ou ainda secreção purulenta ou odor fétido, é preciso que um profissional de 
saúde avalie. Nestes casos, é preciso ficar atento aos seguintes sinais de infecção: 
 
• Pele dolorida e irritada; 
• Secreção de pus amarelo-esverdeado; 
• Odor da secreção na ferida; 
• Febre que dura mais de quatro horas; 
• Piora da dor, inchaço ou vermelhidão na ferida ou na região em torno dela; e 
• Mudança na cor ou tamanho da ferida. 
 
Portanto, apesar das escoriações normalmente serem lesões leves e superficiais, ainda 
assim, elas devem ser tratadas corretamente para que não haja maiores complicações, como, por 
exemplo, uma possível infecção por bactéria. Além disso, qualquer manipulação de ferimento deve 
ser precedida de cuidados básicos de higiene e lembrando sempre de jamais fazer o uso de 
medicamentos sem prescrição médica. 
13.2 Amputações 
 
As amputações são definidas por seremprocessos traumáticos ou cirúrgicos que envolvem a 
separação de um ou mais membros do corpo. Elas podem ser caracterizadas também, por alguns 
sinais e sintomas específicos. Portanto, as condutas de emergência com vítimas de membros 
amputados devem ser seguidas cuidadosamente, levando em conta todas as circunstâncias que 
envolvem o acidentado. 
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Causas das Amputações 
 Em relação às causas de amputações, elas estão ligadas principalmente aos acidentes de 
trabalho e aos acidentes automobilístico, sendo ocasionadas por objetos cortantes ou por 
esmagamento, como veremos nos exemplos a seguir: 
• Acidentes por objetos cortantes: Quando trata-se de uma amputação por causa de um 
acidente por objetos cortantes, podemos ter como exemplo um ambiente de trabalho, onde 
um funcionário é responsável por realizar os testes das máquinas e, por um pequeno 
descuido, acaba provocando o corte e amputação traumática de um dos seus dedos; e 
 
• Acidentes por esmagamento: No caso de amputações por esmagamento, podemos citar 
um acidente de trânsito, onde o motorista do veículo acidentado tem uma das suas pernas 
esmagadas pelas ferragens do automóvel, tendo que realizar uma amputação cirúrgica. 
 
Sinais e Sintomas das Amputações 
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No caso das vítimas de amputações traumáticas, os sinais e sintomas da amputação variam 
de acordo com o nível de gravidade do acidente. Entretanto, em amputações traumáticas, pode-se 
destacar alguns sinais e sintomas comuns. Observe a seguir: 
• Evidente falta do membro; 
• Dor no membro amputado, que também é conhecida como dor fantasma, por estar 
relacionada a parte do membro separado; e 
• Sangramento excessivo, discreto ou ausente. 
Primeiros Socorros em Amputações 
É muito importante se atentar às condutas de emergência em acidentes com amputações 
traumáticas, pois elas variam de acordo com o nível de gravidade da vítima. No entanto, em caso de 
lesões com amputação traumática, é recomendado que seja avaliada todas as condições do 
acidente, além de ter consciência de que qualquer conduta precipitada pode gerar complicações para 
vítima. Portanto, acompanhe a seguir algumas condutas de emergência, como forma de prevenir 
maiores complicações a vítima de amputação traumática: 
• Entrar em contato imediatamente com o Serviço Médico de Emergência, para que possa ser 
realizado o transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; 
• Enquanto o resgate não chega, é necessário ter calma e buscar tranquilizar a vítima, por mais 
que se trate de uma situação traumática; 
• Caso o contato com o resgate de urgência esteja comprometido, provocando a demora do 
resgate, como no caso de trabalhos em zonas rurais afastadas, deve-se tentar controlar o 
sangramento da região amputada; 
• Se for possível, cubra o ferimento com curativos secos; 
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• Caso não tenha curativos, cubra o ferimento com um pano limpo; 
• Jamais esfregue a parte ferida; 
• Se possível, limpe o membro amputado com soro fisiológico e coloque-o em um recipiente 
com gelo que não seja seco; 
• Não coloque o membro diretamente no gelo, coloque-o antes dentro de um saco plástico 
limpo; e 
• Caso não consiga contato com a equipe de emergência, a vítima deverá ser transportada até 
o hospital mais próximo. 
 
Atenção: No caso de amputações traumáticas causadoras de grandes hemorragias, deve-se 
considerar fazer a compressão dos pontos arteriais, como o braquial, radial e femoral, que são os 
pontos onde geralmente ocorrem os casos de amputações traumáticas com grande volume de 
sangue perdido. O uso dessa técnica de compressão pode prevenir maiores danos à vítima, como o 
choque hipovolêmico, que é decorrente da perda excessiva de sangue e que pode causar a morte da 
vítima se não for controlado. Para mais informações sobre essa e outras técnicas, consulte o nosso 
módulo de “Hemorragias”. 
Por fim, ressaltamos que em caso de acidentes com vítimas de amputações traumáticas é 
necessário que o Serviço Médico de Emergência seja acionado imediatamente, para que o 
transporte da vítima e do membro amputado seja feito adequadamente, sem provocar mais 
complicações para ambos. 
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13.3 Ferimentos 
 
Os ferimentos são caracterizados por rompimentos na pele, sendo eles superficiais ou 
profundos. São ocasionados por diferentes situações de acidentes ou conflitos, como no uso de 
armas (branca ou de fogo), arames, pregos, resquícios de metais, vidros, entre outros. Uma vez que 
ocorre a lesão, diferentes sintomas surgem em cada ferimento, e podem variar de acordo com a 
gravidade do mesmo bem como do agente causador da ferida. Mediante isto, são indicados 
determinados atendimentos e condutas para cada tipo de ferimento, sejam eles leves e superficiais 
ou extensos e profundos. 
 Em caso de ferimentos leves, como em uma situação de corte não profundo na mão ou de um 
furo superficial no dedo, denominados ferimentos cortantes ou perfurantes. Ambos possuem agentes 
causadores, características próprias de sintomas e tratamento específico por serem ferimentos 
considerados leves que podem ser tratados. No caso de ferimentos leves com objetos cortantes: 
Exemplos de Ferimentos Leves e suas Condutas 
 
 
• Agentes causadores: Lâmina, tesoura, faca, caco de vidro ou outro gênero; 
• Sintomas: Normalmente apresenta bordas regulares, o que pode facilitar na cicatrização e na 
sutura (ponto cirúrgico), caso tenha sido necessário. 
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• Tratamento: Lavar o ferimento com bastante água e sabão e mantê-lo limpo e seco. 
Quando tratamos de ferimentos leves, ainda temos os perfurantes: 
 
• Agentes causadores: Objetos pontiagudos como agulhas, pregos, talheres, lápis e similares. 
• Sintomas: Geralmente apresentam orifício pequeno, o que dificulta a antissepsia e a 
avaliação da extensão da lesão. 
• Tratamento: Recomenda-se a compressão no local do ferimento, além de lavá-lo bem.1-2 
 Já nos casos de ferimentos extensos e profundos, que podem também ser chamados de 
ferimentos transfixantes por ocasionar a ruptura e alteração na estrutura de algum tecido, há o 
surgimento de sintomas mais fortes e as condutas adotadas são exclusivamente de acordo com a 
ação que o agente causador tem sobre a vítima. Temos como exemplos, ferimentos causados por 
armas brancas e armas de fogo: 
Ferimentos por Armas Brancas 
 
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Normalmente, os instrumentos causadores desses ferimentos geram lesões mecânicas 
causadas por objetos perfurantes, cortantes ou contundentes. Por exemplo, faca, estilete, foice, 
machado, lança, pregos longos, espada, flecha, bisturi, chave de fenda, dentre outros. 
Sintomas dos Ferimentos Causados por Armas Brancas 
• Dor; 
• Desmaio; 
• Formigamento; 
• Inchaço; 
• Vermelhidão; 
• Sangue escurecido na região; 
• Hematoma (região arroxeada); e 
• Em geral, não sangra quando o objeto está obstruindo a saída do sangue. 
Condutas a serem adotadas em caso de Ferimentos por Armas Brancas 
• Entrar em contato imediatamente com o resgate de urgência, pois dependendo do local da 
lesão, qualquer tentativa de transporte da vítima pode agravar mais o seu estado; 
• É extremamente necessário aguardar o transporte médico para conduzir a vítima até o 
hospital, para que ela possa passar pelo atendimento apropriado de um profissional para 
retirada do objeto; 
• Nunca retire o agente causador do ferimento, pois se retirar pode lesar ainda mais os tecidos 
prejudicados. 
• Se se sentir confortável e se tiver disponibilidade, proteja os ferimentos com panos limpos e 
controle os sangramentos nas regiões expostas; 
• Não ofereça nenhum tipo de líquido à vítima; e 
• É importante ter consciência de que jamais é recomendado dar qualquer tipo de medicamento 
para vítima sem antes passar pelo atendimento de um profissional da saúde. 
Ferimentos por Armas de Fogo 
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No caso de ferimentos por armas de fogo, eles acontecem normalmente em situações de 
conflitos entre indivíduos, como por exemplo, entre polícia e ladrão ou em situações de acidentes 
pelo mau uso da arma. Dentre os principais agentes causadores de ferimentos por armas de fogo, 
temos o revólver, espingarda, fuzil e outros. Além disso, as lesões do gênero são divididas em duas 
categorias: Perfurantes, que penetra em partes maciças do corpo e não saem. E as transfixantes, 
que atravessam um órgão ou parte do corpo e saem. 
Conduta por Ferimento com Arma de Fogo 
Solicitação imediata de resgate urgente, para realização do transporte adequado da vítima ao 
hospital mais próximo. 
Ferimentos Eviscerados 
 
Outra categoria de lesões são os ferimentos eviscerados, que acontece a partir da inserção 
de algum objeto penetrante e que após a retirada, órgãos podem sair da cavidade orgânica, ficando 
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expostos ao ambiente. Nesses casos, o principal sintoma é o mal-estar geral da vítima. As ações a 
serem tomadas são: 
• Solicitar imediatamente o resgate urgente a vítima para que seja conduzida ao hospital mais 
próximo, afim de que sejam realizadas as devidas medidas cirúrgicas; 
• Caso o acidente tenha ocorrido em um local onde o acesso ao resgate está extremamente 
comprometido, dificultando assim o atendimento imediato, se for possível, é recomendado 
umedecer um tecido limpo e colocar na região da exposição do órgão; 
• Por fim, nunca tentar recolocar os órgãos para dentro da cavidade, pois possivelmente 
enviaria colônia bacteriana e promoveria uma infecção generalizada; 
 A apresentação das situações de ferimentos, compõe um conjunto de ações que devem ser 
tomadas de acordo com a gravidade da lesão na vítima. Desde as características do ferimento, o 
agente causador, os sintomas e as condutas que devem ser tomadas diante de cada lesão. 
Entretanto, conclui-se que mesmo com as condutas de atendimento prévio à vítima, o mais correto a 
se fazer é a solicitação do resgate urgente, dependendo da gravidade do ferimento do acidentado. 
13.3.1 Ferimentos no Tórax 
 
Os ferimentos em geral são caracterizados por lesões, também conhecidos como 
traumatismos, que podem ser de diferentes proporções, desde um pequeno corte ou escoriação de 
possível atendimento doméstico, até acidentes violentos com traumas múltiplos e complicações. 
Atualmente, os traumas são responsáveis por uma porcentagem significativa de mortes no 
mundo segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentro desses dados, destaca-se 
os traumas torácicos, que são os ferimentos no tórax, que representam de 10% a 15% do total de 
traumas no mundo. No Brasil, essa taxa corresponde a 7,3% das ocorrências por traumas. 
Quando trata-se de ferimentos no tórax, é necessário cuidados redobrados pela equipe de 
primeiros socorros, pelo fato de se tratar de uma região com funções vitais. Desta forma, é 
importante compreender os tipos mais comuns de ferimentos no tórax, seus agentes causadores e 
as possíveis condutas diante dessas emergências. 
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Tipode Ferimentos no Tórax 
Os ferimentos no tórax são traumas que estão relacionados a diferentes situações de 
emergência, desde uma condição de conflito com armas, até acidentes do cotidiano, como acidentes 
de trânsito, domésticos e de trabalho. Nesse sentido, os traumas torácicos podem ser classificados 
em ferimentos contundentes e ferimentos perfurante ou penetrantes: 
Ferimentos Contundentes 
 
Os ferimentos no tórax produzidos por agentes contundentes, por serem ferimentos fechados, 
são chamados de contusão torácica. Um agente contundente é todo instrumento mecânico utilizado 
em ação violenta, de pressão, compressão, descompressão, arrastamento, deslizamento, 
contragolpe, ou de forma mista, causando traumatismo no organismo. Como exemplos de agentes 
contundente, temos os agentes contundentes ativos e os agentes contundentes passivos: 
 
1. Agentes contundentes ativos: São todos os instrumentos utilizados para alguma ação 
violenta, ou seja, o agente se move em direção a vítima. Alguns exemplos são as armas 
naturais, como mãos, joelhos, pés e cotovelos. E as armas ocasionais, como martelos, 
machados, foices e instrumentos esportivos; e 
2. Agentes contundentes passivos: São situações onde o corpo da vítima se projeta em 
direção do agente contundente, como em caso de quedas em superfícies duras como o solo 
ou pavimentos rochosos. 
 
De acordo com a intensidade do choque entre o agente contundente e a vítima, pode ocorrer 
a contusão torácica, não necessariamente causando rompimento da pele, mas sim, ferimento interno 
no tecido que está sob a pele. 
Ferimentos Perfurantes ou Penetrantes 
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No caso dos ferimentos no tórax, com agentes perfurantes ou penetrantes, o agente causador 
que produz a ferida é geralmente fino ou pontiagudo, capaz de perfurar a pele e os tecidos, 
resultando em lesões de bordas regulares ou não. As lesões perfurantes ou penetrantes são 
caracterizadas por ferimentos abertos, como: 
 
1. Perfurocontusa: Ocorre quando o agente causador da ferida é de superfície romba, ou seja, 
que não é necessariamente pontiagudo. Como por exemplo, as armas de fogo e ferramentas 
de trabalho como uma chave de fenda; 
2. Perfurocortante: Ocorre quando o agente causador possui superfície de contato laminar ou 
pontiagudo, são os ferimentos causados normalmente por armas brancas, como faca e 
estilete; e 
3. Transfixantes: Consiste em um ferimento no qual o agente causador penetra e atravessa 
tecidos e órgãos, entrando e, em seguida saindo do corpo da vítima. As munições das armas 
de fogo, são normalmente o principal agente causador desses ferimentos. 
 
Ferimentos perfurantes ou penetrantes no tórax podem comprometer o mecanismo da 
respiração pela entrada de ar na cavidade pleural, que é a membrana que envolve nossos pulmões. 
As lesões no dorso do tórax, que são as costas da vítima, são um exemplo comum de ferimentos 
perfurantes, decorrentes de punhaladas, inserção de objetos penetrantes e lesões por armas de 
fogo. 
Primeiros Socorros em Ferimentos no Tórax 
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É importante ressaltar, que em qualquer situação de lesão no tórax, deve-se solicitar 
imediatamente o Serviço Médico de Emergência, pois trata-se de traumas em regiões vitais do corpo. 
Portanto, os primeiros socorros à vítima de ferimentos no tórax devem levar em conta as 
circunstâncias do acidentado e do ambiente em que se encontra. 
 Dependendo da lesão do traumatizado de tórax e se for atendido corretamente, poderá 
chegar ao hospital em boas condições. Por isso, é importante que o acidentado seja sempre 
considerado em estado grave, mesmo que não apresente sinais clínicos aparentes, podendo ser um 
caso de ferimento fechado por agente contundente, onde não necessariamente tenha rompimento do 
tecido sobre a pele. 
 Em um atendimento prévio de vítima com ferimento no tórax, deve-se considerar uma série 
de condutas para que não cause maiores complicações no acidentado. No caso da vítima estar em 
um local de fácil acesso para chegada do resgate de urgência, as principais condutas a serem 
seguidas são: 
• Solicitar imediatamente o Serviço Médico de Emergência, para que seja realizado o 
transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; 
• Monitorar a vítima e o ambiente do ocorrido, como forma de evitar maiores complicações do 
acidentado, até a chegada do resgate de urgência; 
• Tranquilizar a vítima caso esteja consciente; 
• Não dar nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome ou 
sede; e 
• É necessário à vítima de traumatismo torácico a máxima atenção possível, sob observação 
permanente, até a chegada do socorro médico especializado. 
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 Por outro lado, caso o acidentado esteja em uma zona muito afastada ou que o contato com o 
Serviço Médico de Emergência esteja bastante comprometido, como por exemplo, em situações de 
acidentes em matas ou em residências de regiões rurais muito afastadas. Nestes casos, é 
recomendado algumas condutas como forma de evitar maiores complicações no estado de saúde da 
vítima, enquanto o resgate especializado não chega ao local: 
• É necessário ter cautela e buscar manter a calma; 
• Inspecionar cuidadosamente a área lesionada; 
• Monitorar o local, pois pode haver contaminação por presença de corpos estranhos e lesões 
associadas; 
• O ferimento deve estar visível e, para isto, pode ser necessário cortar as roupas da vítima; 
• Evitar ao máximo movimentos desnecessários com a pessoa acidentada; 
• Monitorar os sinais vitais, respiração, pulso e pele; 
• Caso o acidentado esteja consciente, ele deve ser deitado sobre o lado ferido, em posição 
decúbito lateral; 
• Se a vítima estiver inconsciente, deve ser deitada em posição de decúbito dorsal; 
• Caso tenha acesso, utilizar uma gaze estéril ou pano limpo para realizar a limpeza, 
cuidadosamente, da superfície lesionada para a remoção de corpos estranhos livres e 
detritos; 
• Se por acaso ser um ferimento aberto no tórax, como por exemplo, ferimento perfurante por 
arma de fogo. É recomendado a realização do curativo de três pontas, onde um dos lados do 
curativo não seja fixado. O objetivo do curativo é criar um efeito de válvula, para evitar 
comprometer o mecanismo da respiração pela entrada de ar na cavidade pleural;• Não dar nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome ou 
sede; e 
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• No caso de primeiros socorros com vítimas de ferimentos penetrantes no tórax, em que o 
agente causador continua encravado na vítima, é importante que jamais seja retirado o 
agente causador, pois isso pode agravar ainda mais o sangramento da lesão. 
 
Ressaltamos que, em caso de acidente com uma vítima de traumatismo torácico, 
é importante entender que um atendimento precipitado ou conduzido sem a correção técnica 
adequada pode levar à vítima a óbito, quando em vez disso, medidas terapêuticas com bases 
seguras seriam capazes de resguardar a vida e evitar complicações. 
13.3.2 Ferimentos no Abdome 
Os ferimentos no abdome são lesões consideradas graves e frequentemente causadas por 
acidentes ou conflitos geradores de traumas nesta região do corpo. Esses traumas podem ser 
divididos em duas categorias de ferimentos no abdome, os ferimentos abdominais fechados e 
ferimentos abdominais abertos, variando de acordo com a causa da lesão. 
Além disso, os traumas abdominais são caracterizados por uma série de sinais e sintomas 
que devem ser cuidadosamente observados no primeiro atendimento à vítima. Com isso, é 
importante entendermos as principais características dos ferimentos no abdome, as causas mais 
comuns e as possíveis condutas de primeiros socorros nessas situações. 
Ferimentos Abdominais Fechados 
A primeira categoria de ferimentos no abdome são os casos de ferimentos abdominais 
fechados, eles são caracterizados pelo impacto causado na parede abdominal da vítima, sem 
provocar rompimento da pele. No entanto, estes traumas podem causar lesões internas graves, que 
são possíveis de serem identificadas através de determinados sinais e sintomas, como: 
Sinais e Sintomas dos Ferimentos Abdominais Fechados 
• Dor e sensibilidade à palpação abdominal; 
• Rigidez ou contração muscular do abdome; 
• Hematomas, contusões, escoriações e outras lesões no abdome; e 
• Sinais de estado de choque da vítima. 
 
 Quando tratamos das causas dos ferimentos abdominais fechados, grande parte das 
ocorrências estão relacionados a acidentes de trânsito. Por outro lado, existem vários outros 
possíveis agentes causadores de ferimentos abdominais fechados. Observe a seguir: 
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Agentes Causadores dos Ferimentos Abdominais Fechados 
• Queda de objetos sólidos sobre a região do abdome; 
• O impacto da vítima sobre algum objeto sólido; 
• Golpes por armas naturais, como mãos, pés, joelhos e cotovelos; e 
• Golpes por armas brancas, como tacos esportivos, martelo e rolo de massa. 
 
É importante termos consciência de que toda vítima com ferimento no abdome deve ser 
considerada em estado grave e que condutas precipitadas podem agravar mais o estado de saúde 
da vítima. Sendo assim, os procedimentos apresentados a seguir são recomendados apenas em 
casos onde o contato com o Serviço Médico de Emergência esteja bastante comprometido, como por 
exemplo, em casos de acidentes em zonas rurais muito afastadas ou de atividades em mata. Nestes 
casos, as seguintes condutas devem ser consideradas: 
Condutas em caso de Ferimentos Abdominais Fechados 
• Mesmo estando distante, como zonas rurais ou em mata, tente entrar em contato 
imediatamente com o resgate de urgência; 
• Procure se informar sobre o agente causador do ferimento; 
• Em seguida, coloque o acidentado cuidadosamente em um local confortável, na 
posição de decúbito dorsal e coloque uma manta ou cobertor enrolado sob seus 
joelhos, para diminuir a pressão sobre o abdome e amenizar a dor; 
• Monitore os sinais vitais como respiração, pulso e pele da vítima, atentando-se para 
sinais de choque por hemorragia interna, até a chegada do resgate especializado; 
• Nunca dê nada para o acidentado beber ou comer, ainda que ele se queixe de muita 
fome ou sede; e 
• Caso não consiga contato com a equipe de resgate, será necessário realizar o 
transporte da vítima até uma equipe de emergência especializada. 
Ferimentos Abdominais Abertos 
Os ferimentos abdominais abertos podem ocorrer de forma simples ou de forma mais grave, 
como, por exemplo, quando ocorre a ruptura dos tecidos da parede abdominal, suficiente para 
provocar uma evisceração. Uma evisceração acontece por meio da inserção de algum agente 
penetrante na vítima e que após a retirada desse agente, órgãos podem sair da cavidade orgânica e 
ficarem expostos ao ambiente. 
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Já sabemos que os ferimentos abdominais abertos são causados principalmente por agentes 
penetrantes, mas antes de conhecermos as causas desses ferimentos, vamos entender alguns 
possíveis sinais e sintomas relacionados a essas lesões: 
Sinais e Sintomas dos Ferimentos Abdominais Abertos 
• Lesão aberta no abdome; 
• Lesão com objeto encravado; 
• Lesão com evisceração; 
• Sangramento; 
• Dor; e 
• Ferida com bordas regulares. 3 
 
 Em relação aos agentes causadores dos ferimentos abdominais abertos, eles são usualmente 
causados por agentes penetrantes como por armas de fogo ou por armas brancas. Porém, outras 
situações do cotidiano podem causar emergências envolvendo esses ferimentos. Acompanhe a 
seguir: 
Agentes Causadores dos Ferimentos Abdominais Abertos 
• Armas brancas, como estiletes, facas e lâminas; 
• Armas de fogo, como revólver e espingarda; 
• Acidentes com veículos; 
• Atropelamentos; e 
• Acidentes de trabalho com equipamentos cortantes, como motossera, foice e etc. 
 
 A respeito das condutas de primeiros socorros em vítimas com ferimentos abdominais 
abertos, é importante salientar que qualquer vítima de ferimento no abdome corre sério risco de 
entrar em estado de choque. Por isso, são recomendados alguns procedimentos como forma de 
evitar maiores complicações no estado de saúde da vítima. Acompanhe a seguir alguns desses 
procedimentos: 
Condutas em caso de Ferimentos Abdominais Abertos 
• Entre em contato imediatamente com o Serviço Médico de Emergência e tente manter 
a vítima tranquilizada; 
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• Caso o acidente tenha acontecido em locais afastados, dificultando a chegada do 
resgate de urgência, procure se informar sobre o agente causador do ferimento; 
• Se for viável, coloque o acidentado em um local confortável em posição de decúbito 
dorsal, com os joelhos e colchas flexionados. Essa posição vai relaxar a musculatura 
do abdome e amenizar a dor; 
• Caso tenha um tecido limpo, cubra o ferimento com muito cuidado. O ideal é com 
curativo ou compressa, umedecido em água limpa; 
• Tenha muito cuidado caso o objeto esteja encravado no ferimento; 
• Jamais mova ou remova os objetos encravados; 
• Em casos de ferimentos abertos com evisceração, nunca tente recolocar os órgãos de 
volta na cavidade abdominal; 
• Nunca dê nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome 
ou sede; e 
• Monitore os sinais vitais como respiração, pulso e pele da vítima, atentando-se para o 
choque hemorrágico, até a chegada do resgate especializado. 
 Por fim, ressaltamos que os ferimentos abdominais são considerados lesões graves e caso 
sejam praticados procedimentos precipitados, isso pode agravar ainda mais o estado de saúde da 
vítima. Por isso, é extremamente importante que o Serviço Médico de Emergência seja solicitado 
imediatamente para realizar o atendimento avançado e o transporte adequado da vítima até o 
hospital mais próximo. 
13.3.3 Ferimentos com Objeto Encravado 
 
Os ferimentos com objeto encravado, podem ser consideradas lesões leves ou muito graves, 
isso varia de acordo com a ação do agente causador. No caso de lesões leves, como uma farpa de 
madeira que perfura a mão, o objeto é pequeno e está fixado apenas na superfície da pele, então 
você mesmo pode removê-lo e limpá-lo. Por outro lado, em caso de lesões graves, em que o objeto 
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está encravado profundamente, é importante seguir condutas específicas para que não comprometa 
mais o estado de saúde do acidentado. 
Causas dos Ferimentos com Objeto Encravado 
No caso de ferimentos com objeto encravado, eles podem acontecer em diferentes espaços 
do nosso cotidiano, como em casa, no trabalho, na escola ou até mesmo na rua. Além disso, estes 
ferimentos geralmente são causados por objetos perfurantes ou penetrantes que estão divididos em 
dois grupos: 
Grupo I: Agentes causadores imóveis, que são caracterizados por objetos que estão parados 
e o corpo da vítima se direciona até ele. Como por exemplo, em uma tentativa mal sucedida de uma 
criança, que ao tentar pular um portão que possuía lanças como instrumento de proteção da casa, 
acabou tendo uma parte do corpo encravada por uma dessas lanças; e 
 
Grupo II: Agentes causadores móveis, que são caracterizados por objetos que estão em 
movimento e o corpo da vítima está parado. Ferimentos assim, são comuns em situações onde um 
indivíduo, de forma premeditada, crava algum objeto como faca, tesoura ou lança em uma outra 
pessoa. 
 
Sinais e Sintomas de Ferimentos com Objeto Encravado 
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Em caso de ferimentos profundos com objetos, como madeira, arame, vidro, ferro e dentre 
outros objetos capazes de perfurar o corpo, esses ferimentos podem provocar lesões nos órgãos e 
graves hemorragias na vítima. No entanto, esses ferimentos são caracterizados por dois sinais e 
sintomas diferentes, um por objetos encravados e o outro por objetos empalados, onde suas 
identificações podem ajudar a prevenir maiores complicações ao acidentado. 
• Ferimentos por objetos encravados: são aqueles que penetram a pele e se fixam criando 
orifícios não naturais ao corpo, como em regiões do abdome, do tórax ou em uma das 
pernas; e 
 
• Ferimentos por objetos empalados: são aqueles que penetram por orifícios naturais do 
corpo e nele permanecem, como nariz, olhos e boca. 
 
Primeiros Socorros em Ferimentos com Objeto Encravado 
 
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Em relação às condutas de emergência com vítimas de ferimentos com objeto encravado, 
essas condutas estão de acordo com a ação do agente causador sobre o acidentado. Portanto, o 
modo como deve-se tratar um ferimento por objeto encravado depende da gravidade do ferimento, 
se ele foi leve e superficial na pele ou se foi grave com perfuração profunda. No caso de lesões leves 
e superficiais, como a perfuração da mão por farpas de madeira, pode-se tratar esse ferimento em 
casa: 
• Usar água e sabão para lavar as mãos e a área ao redor do pequeno objeto perfurante, 
limpando o local do ferimento. Isso minimizará o risco de introdução de sujeira e bactérias na 
ferida ao remover o objeto; 
• Inspecionar a ferida para verificar se o objeto está logo abaixo da superfície da pele, o que 
provavelmente você será capaz de ver e sentir; 
• Caso necessário, usar uma lupa para ajudá-lo a ver exatamente como está posicionada a 
farpa em sua pele; 
• Esterilizar com álcool um conjunto de pinças para auxiliar na retirada das farpas; 
• Retirar as farpas com a pinça, com firmeza, mas cuidadosamente para não romper mais as 
feridas; 
• Após a retirada de todos os corpos estranhos, lavar novamente a ferida e secá-la com uma 
toalha limpa. 
No caso de ferimentos graves com objetos encravados profundamente no corpo, não se deve 
de forma alguma retirar ou movimentar o objeto encravado, uma vez que o mesmo objeto mantém a 
lesão tampada, evitando o sangramento ou o derramamento de fluidos orgânicos nas cavidades. 
Esses objetos somente serão retirados em centro cirúrgico, por equipe especializada. Algumas 
condutas adequadas são: 
• Ligar imediatamente para o Serviço Médico de Emergência, para que possa ser realizado o 
transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; 
• Tentar tranquilizar a vítima para evitar estado de choque; 
• Caso o contato com o resgate de urgência esteja comprometido, provocando a demora do 
resgate, e se, o objeto encravado for de porte médio, como uma faca e estiver encravado em 
partes não vitais do corpo. Nestes casos, é necessário tentar estabilizar o objeto para não 
causar maiores danosà vítima; 
• Ter muito cuidado para não empurrar mais o objeto para dentro do corpo do acidentado; 
• A estabilização do objeto pode ser feita com faixa, enrolando cuidadosamente a ferida; e 
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• Construa uma camada de suporte ao redor do objeto, usando uma gaze limpa que 
será enrolada junto a faixa para aumentar a estabilidade do objeto. 
 
 Contudo, ressaltamos que em caso de ferimentos graves e profundos com objeto encravado, 
deve-se solicitar imediatamente o Serviço Médico de Emergência, para que seja realizado os 
procedimentos e transporte adequado do acidentado, como forma de prevenir maiores danos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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14 HEMORRAGIA 
 
A hemorragia é um sangramento que ocorre de forma descontrolada através de ferimentos, 
podendo ser externa, por meio das cavidades naturais, cortes ou perfurações, e interna, sendo 
resultante de um traumatismo que pode levar a vítima à morte rapidamente. 
As hemorragias internas são sangramentos que não são visíveis, por vazarem em uma 
cavidade, como intestino ou interior do crânio. Podem ser causadas por lesões como fraturas ou 
ferimentos profundos ou, também, espontaneamente. É uma situação muito grave, porque, embora 
não saia do corpo, o sangue deixa de fazer parte da circulação, podendo evoluir para estado de 
choque e/ou exercer pressão, quando acumulado, lesando órgãos como pulmões e cérebro. 
14.1 Hemorragia Interna 
 
Entre os sinais e sintomas que podem indicar hemorragia interna, temos:3 
• Hematomas extensos sobre o abdômen; 
• Tosse com secreção espumosa e sanguinolenta; 
• Vômitos com sangue vivo ou escuro com aspecto de “borra de café”; 
• Fezes com sangue vivo ou “cor de piche” e 
• Urina avermelhada ou marrom. 
A vítima também pode apresentar sintomas sistêmicos, como: 
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• Dor; 
• Sede; 
• Sensação de frio (arrepios) e tremores; 
• Palidez; 
• Suores abundantes; 
• Pulso progressivamente mais rápido e fraco; 
• Pele fria; 
• Confusão mental; e 
• Agitação, que reflete a intensidade do sangramento. 
 Além destes sintomas, pode-se verificar a existência de hemorragia interna por meio do teste 
da perfusão capilar. Após o sangue sair do coração, ele passa por artérias e vasos de diâmetros 
menores se espalhando pelo corpo, esses vasos são chamados de capilares. Sendo assim, a 
perfusão capilar consiste em uma manobra destinada a avaliar a velocidade de enchimento do leito 
capilar após pressionar a polpa de um dedo, ou seja, ao pressionar a unha ela ficará branca e ao 
soltar ela deverá retornar a circulação normal em até 2 segundos, após esse tempo será considerada 
hemorragia interna. Neste procedimento deve-se levar em consideração os seguintes intervalos e 
respostas: 
Perfusão Resposta 
Após a compressão a circulação retorna 
em até 2 segundos 
Deve-se considerar circulação normal 
Após a compressão a circulação retorna 
após 2 segundos 
Deve-se considerar hemorragia interna 
Não retorna Estado de Choque (necessita de RCP) 
Primeiros Socorros diante de Hemorragia Interna 
Obtendo a confirmação da hemorragia interna, deve-se acionar o serviço médico de 
emergência imediatamente pois o tratamento da hemorragia interna só pode ser feito em ambiente 
hospitalar, no entanto, existem algumas medidas de atendimento inicial. Com a vítima consciente, o 
necessário é tentar acalmá-la e mantê-la acordada, afrouxar suas roupas e realizar os seguintes 
procedimentos: 
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• Monitorar seus sinais vitais; 
• Colocar a vítima deitada elevando suas pernas; 
• Mantê-la aquecida; 
• E iniciar a RCP se a vítima evoluir para um caso mais grave, como por 
exemplo, se não apresentar os sinais vitais. 
Porém, é necessário lembrar que em caso de fraturas nos membros inferiores ou na coluna 
cervical, não deve ser realizada a elevação, nessas situações, deve-se mover a vítima só em último 
caso, realizando a viragem em bloco para evitar complicações. Além disso, é importante não dar 
nenhum tipo de alimento ou bebida para a vítima pois ela pode ficar inconsciente, vomitar e aspirar o 
alimento e/ou água. Caso ela se queixe muito de sede, o ideal é molhar um lenço para umidificar a 
língua. 
14.2 Hemorragias Externas 
As hemorragias externas são de fácil localização, estão relacionadas com feridas e podem 
ocorrer em camadas superficiais da pele por corte ou perfuração, ou mesmo atingindo áreas mais 
profundas através de aberturas ou orifícios gerados por traumas. Este tipo de hemorragia pode ser 
contida utilizando técnicas de primeiros socorros e podem ser de origem arterial, venosa ou capilar, 
dependendo dos vasos atingidos: 
• Hemorragias arteriais: É quando ocorre a perda de sangue de uma artéria, o sangue é de 
coloração viva, vermelho claro e derramado em jato, conforme o batimento cardíaco. 
Geralmente é rápida e de difícil controle. Uma artéria lesada pode produzir grandes jatos de 
sangue, esvaziando rapidamente o suprimento necessário à circulação, no organismo. 
• Hemorragias venosas: Perda de sangue por uma veia, a cor do sangue nesta hemorragia é 
vermelho escuro e escorre do ferimento sem esguichos rítmicos. Esta hemorragia precisa ser 
controlada rapidamente pois pode oferecer risco de morte. 
• Hemorragia capilar: Neste caso, o sangue escorre lentamente pelo ferimento e pode parar 
sozinho. Esta hemorragia é normalmente muito fácil de interromper por meio de pressão 
direta e não apresenta risco de morte à vítima. 
Primeiros Socorros diante de Hemorragia Externa 
Antes de realizar qualquer atendimento deve-se observar alguns aspectos por meio de uma 
avaliação: 
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• Determinar a causa e a fonte do sangramento, assim como a condição geral da vítima; 
• Expor o ferimento para determinar de onde vem o sangue; 
• Colocar a vítima na posição em que será menos afetada pela perda de sangue, mas 
normalmente deve-se deitá-la e elevar suas pernas se não houver nenhuma fratura cervical; e 
• Manter as vias aéreas desobstruídas. 
Por ser mais fácil de identificá-las por meio de seus três níveis de gravidade, as hemorragias 
externas também podem ser controladas por meio de passos simples, mas se o problema da vítima 
for resultado de um afogamento ou de algum problema ventilatório, o recomendado é cuidar 
primeiramente desta emergência por 2 minutos e, então, acionar o Serviço Médico de Emergência - 
SME. Caso contrário, ligue primeiro. Entre os procedimentos para controlar hemorragias externas, 
temos: 
Pressão direta sobre o ferimento 
Quase todos os casos de hemorragia externa podem ser controlados pela aplicação de 
pressão direta na ferida, o que permite a interrupção do fluxo de sangue e favorece a formação de 
coágulo que cessará o sangramento. Preferencialmente, deve-se utilizar compressa esterilizada 
sobre a área prejudicada, pressionando firmemente por 10 a 30 minutos. Em seguida, o ideal é fixar 
a compressa com bandagem. Em grandes sangramentos, não deve-se perder tempo em localizar 
uma compressa mas fazer a pressão direta com um pano limpo ou toalha. 
Nunca deve-se aplicar pressão direta em um ferimento com objeto cravado ou osso em 
protrusão, ou seja, osso deslocado. Após aplicar o procedimento, deve-se buscar elevar a região 
machucada acima do nível do coração, a menos que haja suspeita de fratura, deslocamento, objeto 
cravado ou lesão medular. A pressão deve ser avaliada periodicamente para verificar se a 
hemorragia parou ou diminuiu, de qualquer forma, é necessário continuar monitorando os sinais 
vitais da vítima e depois de acionar o serviço de emergência somente aguardar a chegada para que 
a vítima receba melhor atendimento. 
Bandagem de Pressão 
A bandagem deve ser colocada sobre o curativo estéril ou pano limpo que está cobrindo o 
ferimento enquanto aplica pressão direta sobre ele, caso ela fique ensopada de sangue, deve-se 
colocar outro curativo estéril ou pano limpo sobre ela e enrolar outra bandagem por cima. Os 
curativos estéreis, panos ou bandagens ensopadas nunca devem ser removidos, pois o sangue 
coagulado ajuda a conter a hemorragia. 
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Ao aplicar bandagens, elas devem estar moderadamente apertadas, mas sem interromper 
totalmente a circulação sanguínea, ou seja, se colocada no braço por exemplo, os dedos não devem 
perder a coloração natural. Além disso, ela deve ser enrolada de modo uniforme e plano ao redor do 
ferimento, não permitindo que ela fique torcida. 
Elevação da Área Traumatizada 
A elevação da área fraturada acima do nível do coração ajuda a diminuir o fluxo de sangue e 
para ter melhores resultados, este método deve ser aplicado simultaneamente ao da pressão direta. 
No entanto, não deve-se utilizá-lo em caso de fraturas, luxações ou de objetos cravados na 
extremidade. 
Pressão Indireta 
Se a pressão direta e a elevação não forem suficientes, o sangramento de uma artéria poderá 
ser controlado comprimindo-se um ponto de pressão, que é um local onde a artéria fica próxima a 
uma estrutura óssea e à superfície da pele. A pressão direta nunca deve ser substituída pela indireta, 
elas devem ser usadas juntas. O ponto de pressão deve ser pressionado somente pelo tempo 
necessário para parar o sangramento mas se o sangramento voltar, a pressão indireta deve ser 
reaplicada. 
Os pontos de pressão devem ser usados com cautela, pois a pressão indireta pode causar 
danos decorrentes do fluxo sanguíneo inadequado. Esse método não deve ser utilizado se houver 
suspeita de lesão no osso abaixo da artéria. Os pontos de pressão mais usados são o braquial e o 
femoral: 
Artéria Braquial 
A pressão sobre a artéria braquial é usada para controlar o sangramento intenso de ferimento 
nos membros superiores. O ponto está localizado na parte interna do braço, entre a axila e o 
cotovelo. Para aplicar a pressão, deve-se segurar o meio do braço da vítima, com o polegar na parte 
externa e os dedos na parte interna e pressionar os dedos em direção ao polegar. Neste 
procedimento é necessário utilizar a superfície interna plana dos dedos, não as pontas. Quando feita 
corretamente, a pressão fecha a artéria, comprimindo-a contra o osso. 
Artéria Femoral 
A pressão sobre a artéria femoral é usada para controlar o sangramento intenso de 
ferimentos nos membros inferiores. O ponto está localizado próximo a área da virilha, onde a artéria 
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cruza a bacia pélvica a caminho dos membros inferiores. Para aplicar a pressão deve-se colocar a 
vítima ereta e deitada de costas, se possível. 
Após isso, é necessário ajoelhar-se do lado oposto ao do membro ferido, colocar a palma da 
mão diretamente sobre o ponto de pressão e inclinar-se, aplicando a pressão necessária para fechar 
a artéria. Se o sangramento não for controlado pode ser necessário pressionar diretamente a artéria 
com a superfície plana das pontas dos dedos e aplicar pressão adicional. 
Outro método utilizado para o controle de hemorragias externas é a aplicação de compressas 
frias ou bolsas de gelo nas contusões, pois previne as manchas roxas na pele. No entanto, deve-se 
evitar o uso prolongado pois pode diminuir a circulação causando lesões nos tecidos. 
14.3 Hemorragia Nasal 
 
 
Entre as hemorragias ainda podemos nos deparar com a epistaxe, que se refere à 
hemorragia nasal. O sangramento nasal pode ser ocasionado por lesão, doença, exercícios, 
temperaturas extremas, entre outros. Apesar de ser bastante comum, sangramentos nasais intensos 
podem causar uma perda de sangue elevada. Esta hemorragia é fácil de identificar já que acontece 
pela saída de sangue pelo nariz de forma abundante e persistente, mas se a hemorragia for grande 
pode acontecer de sair também pela boca. 
Primeiros Socorros para Hemorragia Nasal 
Os procedimentos adequados para esta emergência consistem em manter a vítima sentada, 
imóvel e inclinada para frente de forma que a cabeça e o corpo estejam alinhados impedindo que o 
sangue seja aspirado. É importante lembrar que a cabeça da vítima nunca deve ser colocada para 
trás. Sendo assim, deve-se comprimir as narinas durante 10 minutose, se for possível, aplicar 
compressas frias. 
Se a hemorragia não parar, o ideal é inserir gazes pequenas e limpas na narina que estiver 
sangrando e pressioná-la por mais 5 minutos, a gaze introduzida deve ter uma ponta para fora do 
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nariz para que seja possível removê-la posteriormente. Se ainda sim o sangramento persistir se 
estendendo por mais de 15 ou 20 minutos, deve-se acionar o serviço médico de emergência. 
Quando há suspeitas de que o sangramento ocorreu por fratura no crânio não deve-se 
suspender o fluxo de sangue pois isso prejudicaria a vítima. O procedimento correto para este caso é 
cobrir o nariz da vítima com um curativo seco para absorver o sangue tomando cuidado para não 
pressionar muito forte e, após isso, o serviço médico de emergência deve ser acionado rapidamente. 
 
O que não fazer no atendimento a vítimas de Hemorragias 
Assim como existem procedimentos adequados no atendimento à vítimas de hemorragia, 
também é necessário levar em consideração o que não deve ser feito diante dessa emergência, 
como: 
• Nunca usar pomadas, cremes, pastas, óleos, ou qualquer tipo de pó em ferimentos abertos; 
• Não usar sabonetes muito abrasivos, detergentes ou sabão em pó para lavar o ferimento. Se 
possível, deve-se usar somente sabão neutro e água; 
• Caso exista alguma perfuração, seja por lâmina, pregos ou outro objeto, eles não devem ser 
retirados pois o sangramento pode piorar e a melhor opção é aguardar o SME. 
 
O atendente de emergência sempre deve usar o bom senso, avaliar toda a situação e optar 
pelas melhores ações dependendo de cada caso. Sendo assim, podemos concluir que a hemorragia 
seja ela interna ou externa apresenta grande risco de morte para uma vítima, sendo necessário que 
se estabeleça o atendimento de primeiros socorros de forma imediata e adequada para que as 
chances de recuperação sem demais complicações sejam maiores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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15 ENTORSES 
 
Entorse é uma lesão articular que ocorre quando os ligamentos são estirados e sofrem 
ruptura total ou parcial. Ou seja, entorse é quando a articulação é subitamente torcida além de sua 
amplitude normal de movimentos. As articulações que sofrem entorses com mais frequência são os 
joelhos e os tornozelos. Entorses graves podem romper ligamentos, deslocar ou fraturar os ossos 
que formam a articulação. Já os entorses leves, que apenas estiram as fibras dos ligamentos, 
geralmente se curam rapidamente. 
Sinais e Sintomas de Entorse 
Os sinais de uma entorse grave são semelhantes ao de uma fratura. Os mais comuns são:: 
• Dor; 
• Edema, que seria o inchaço do local afetado; 
• Deformidade; 
• Descoloração da pele; e 
• Incapacidade de usar a parte afetada normalmente. 
Primeiros Socorros em Entorses 
Em alguns casos, as entorses podem ser tratadas como se fossem fraturas e serem 
imobilizadas de acordo se não for possível receber atendimento médico imediato. No entanto, como 
o objetivo dos primeiros socorros é evitar maiores lesões ao ligamento, o atendimento a qualquer 
entorse, deve seguir os seguintes procedimentos básicos: 
1. Repouso: Não deixe a vítima se apoiar sobre a parte afetada e nem usar a articulação. Se for 
necessário, imobilize a articulação lesionada para proporcionar repouso total. Qualquer 
movimento aumenta a circulação de sangue para o local, ocasionando o aumento do edema; 
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2. Gelo: Deve-se colocar gelo ou compressas frias no local nas primeiras 24 horas, após isso, é 
necessário aplicar compressas mornas. Ao aplicar as compressas frias é necessário proteger 
a parte afetada com um pano limpo ou uma gaze, para evitar queimaduras por frio na pele. 
Além disso, a compressa fria não deve ser deixada por mais de 20 minutos no local afetado e 
deve ser feita num intervalo de 2 a 3 horas. A terapia de frio é recomendada para aliviar a dor 
e prevenir o edema e inflamação. 
 
3. Compressão: Para limitar o sangramento interno e comprimir os fluidos provenientes do local 
da lesão, sobreponha uma bandagem compressiva ao redor de toda a área lesionada. A 
vítima deve usar a bandagem por um período de 18 a 24 horas, exceto durante a aplicação 
de bolsa de gelo. A bandagem deve exercer pressão uniforme, mas não excessiva e nem 
causar maior desconforto à vítima. Deve-se deixar os dedos expostos para se ter certeza de 
que a bandagem não está apertada demais. Sintomas como palidez, dor, formigamento e 
entorpecimento são sinais desse tipo de problema e sugerem a necessidade de afrouxamento 
da bandagem. 
 
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4. Elevação - Por fim, eleve a área lesionada ao nível do coração ou um pouco acima se não 
houver suspeita de fratura. A elevação limita a circulação e reduz o edema. 
 
Se no local afetado aparecer mancha escura 24 ou 48 horas após o acidente, pode ter havido 
fratura, neste caso, é recomendado procurar atendimento médico imediato. É importante lembrar que 
durante algum tempo a vítima não deve usar a articulação machucada e se houver suspeita de 
fratura, a área deve ser imobilizada seguindo os procedimentos para atendimento de fraturas. Mas 
isso deve ser feito somente se não for possível receber atendimento médico imediato. Adotando 
esses procedimentos, a recuperação acontece geralmente, em uma semana, isso se não houver 
demais complicações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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16 LUXAÇÕES 
 
Uma luxação é uma separação completa ou parcial dos ossos que formam uma articulação. 
Muitas vezes, uma articulação permanece deslocada até que seja colocada de volta no lugar por um 
médico, no entanto, pode acontecer de ela voltar ao lugar sozinha. As luxações são causadas por 
quedas e impactos fortes, como lesões esportivas, ocorrendo com mais frequência em adolescentes 
do que em crianças pequenas. Essas lesões requerem cuidados médicos de emergência para evitar 
maiores danos. 
Causas de Luxações 
 
Traumatismo é a causa mais comum das luxações e outras lesões nos tecidos. O 
traumatismo inclui: 
• Força direta, como ocorre em quedas ou acidentes com veículos; 
• Desgaste por uso repetitivo, como ocorre durante as atividades diárias; e 
• Esforço excessivo, como ocorre quando atletas treinam em demasia. 
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A gravidade de uma luxação depende parcialmente do tipo e da força do traumatismo que a 
causou. Alguns distúrbios são mais prováveis de causar luxações, por exemplo algumas doenças 
hereditárias raras do tecido conjuntivo que faz com que as articulações fiquem flexíveis de um modo 
incomum. As pessoas com esta doença são mais suscetíveis a luxações e entorses. 
Sintomas de Luxações 
 
Quando ocorre uma luxação, os ossos podem ficar nitidamente fora do lugar. A articulação 
pode parecer deformada ou torcida. Um osso pode se projetar para fora de modo anormal, fazendo 
com que a pele ao redor se estique e fique protuberante. As luxações causam os seguintes sintomas: 
• Dor; 
• Inchaço; 
• Incapacidade de usar a parte lesionada normalmente; 
• Manchas roxas ou descoloração; e 
• Possível perda de sensação, como dormência ou sensações anormais. 
A área ao redor da luxação dói, sobretudo quando as pessoas tentam colocar peso sobre ela 
ou usá-la. Ela fica sensível ao toque. Muitas vezes, é difícil mover a parte lesionada, como por 
exemplo, braço, perna, mão, dedo da mão ou do pé. É possível notar hematomas ao redor da 
articulação luxada, eles surgem quando há sangramento debaixo da pele. No início, o hematoma 
apresenta uma cor arroxeada, tornando-se verde e amarelo ao longo de vários dias, à medida que o 
sangue é degradado e reabsorvido pelo organismo. 
Como dói muito mover a parte lesionada, algumas pessoas não querem ou não conseguem 
movê-la. Se as pessoas, como crianças pequenas ou pessoas idosas não puderem falar, a recusa 
em mover uma parte do corpo pode ser o único sinal de uma luxação. Se uma luxação ocorrer 
subitamente, as pessoas precisam decidir se devem ir ao pronto-socorro, ligar para o médico ou 
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aguardar e ver se o problema como a dor, inchaço ou outros sintomas desaparecem ou diminuem 
por si só. 
Tratamento de Luxações 
 
O Serviço Médico de Emergência deve ser acionado, se quaisquer dos seguintes eventos 
ocorrerem:1 
• O problema for evidentemente sério, como por exemplo: se tiver sido consequência de 
um acidente de carro ou se as vítimas não conseguirem usar a parte do corpo afetada; 
• Se houver suspeitas de uma luxação grave ou outra lesão grave dos tecidos moles, 
que são por exemplo os tendões, nervos e músculos; 
• Se houver suspeitas de uma fratura grave; 
• Se as vítimas apresentarem diversas lesões; 
• Se as vítimas tiverem sintomas de uma complicação, por exemplo, se perderem a 
sensação na parte do corpo afetada, não puderem mover a parte afetada 
normalmente, a pele ficar fria ou azulada ou a parte afetada ficar fraca. 
É necessário lembrar que, complicações sérias de luxações requerem tratamento imediato. 
Sem tratamento, as complicações podem piorar, tornando-se mais dolorosas e tornando a perda de 
função mais provável. Se nenhuma das opções acima se aplicarem e a lesão parecer de menor 
gravidade, as pessoas podem aguardar e observar se o problema irá desaparecer com o tempo 
realizando os procedimentos gerais de primeiros socorros. 
O atendente de emergência deve tomar as seguintes providências enquanto aguarda o 
Serviço Médico de Emergência ou no caso de cuidar das luxações no trabalho ou em casa:1-3 
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• Impedir a movimentação do membro lesionado, imobilizando-o se por acaso a vítima 
não for receber o atendimento médico rapidamente, e apoiá-lo com uma tala 
improvisada, tipóia ou almofada; 
• Elevar o membro, se possível acima nível do coração, para limitar o inchaço; 
• Aplicar gelo envolvido em uma toalha ou pano para controlar a dor e o inchaço; 
• Não deve ser elevada uma perna lesionada; 
• Monitore o nível de resposta da vítima; e 
• Se foram feitos curativos, verifique estes e, também a circulação da vítima a cada 10 
minutos, afrouxando os curativos se necessário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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17 FRATURAS 
 
Uma fratura óssea é uma condição médica que ocorre quando uma pressão significativa é 
exercida sobre os ossos, causada por quedas, acidentes de trânsito ou estresse ósseo. O estresse 
ósseo são as fraturas que ocorrem por exercer um número repetitivo de movimentos em uma 
determinada região, leva a fadiga e normalmente ocorre em atletas. Além disso, as fraturas podem 
ser atribuídas a algumas condições médicas que enfraquecem os ossos, como osteoporose e alguns 
tipos de câncer. As fraturas causadas por doenças são conhecidas como fraturas patológicas. 
Além destas, temos outras classificações de fraturas, que são caracterizadas pela lesão 
ocorrida, que são as fraturas fechadas e exposta. Observe a seguir a definição de cada uma delas: 
• Fratura fechada: em uma fratura fechada, o osso quebra, mas as bordas quebradas não 
perfuram a pele.• Fratura exposta: quando ocorre uma fratura exposta, o osso rompe a pele, abrindo uma 
ferida e tornando-se visível através de uma ferida aberta existente ou criando uma. 
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Uma fratura também pode ser classificada como completa ou incompleta, dependendo da 
maneira pela qual a fratura ocorre: 
• Fratura completa: em uma fratura completa, o osso pode se dividir em duas partes 
separadas, como no caso da fratura transversa ou oblíqua e, também pode ser cominutiva, 
que é caracterizada por se dividir em vários pedaços. 
• Fratura incompleta: em uma fratura incompleta, o osso apenas racha e não se divide em 
demais partes. Umas das fraturas que possuem essa característica é a “Galho Verde”, ela 
normalmente pode ocorrer com crianças, e possui essa denominação pois o osso não se 
rompe totalmente, exatamente como tentar quebrar um galho verde. 
É importante ressaltar que essas são somente algumas classificações de fraturas e as mais 
frequentes. Quando tratamos da familiaridade do atendente de emergência com as fraturas, o ideal é 
que ele saiba pelo menos identificar quando há ou não fraturas para poder oferecer o atendimento 
correto à vítima. 
Sintomas de Fraturas 
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Os sinais e sintomas de uma fratura variam de acordo com a área afetada, a gravidade da 
lesão e qual osso é afetado, bem como a idade e a saúde geral do paciente. No entanto, os sinais e 
sintomas são geralmente alguns dos seguintes: 
• Dor, inchaço e hematomas; 
• Formação de uma área com coloração arroxeada; 
• Sangramento; 
• Barulho de crepitação ao se movimentar; 
• Espasmos na área afetada; 
• Falta de sensações (entorpecimento). 
• Incapacidade de mover a área afetada; 
• Deformação na área afetada; e 
• No caso de um osso grande ser afetado, como a pélvis ou o fêmur, outros sintomas se 
desenvolvem, incluindo: palidez da pele, náusea e tontura. 
Primeiros Socorros em Fraturas 
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Uma fratura é uma lesão muito dolorosa, os primeiros socorros imediatos são cruciais para 
ossos quebrados. No entanto, os procedimentos que serão realizados devem levar em conta as 
circunstâncias em que a vítima se encontra. No caso de fraturas que ocorram em locais de fácil 
acesso do Serviço Médico de Emergência, os seguintes procedimentos devem ser realizados: 
Primeiramente, é necessário avaliar a situação, e se houver pessoas por perto deve-se 
solicitar ajuda. Após isso é recomendado acionar ou pedir que alguém acione o Serviço Médico de 
Emergência. O estado de consciência da vítima deve ser verificado, realizando uma avaliação 
primária por meio da monitoração ou tratamento dos sinais vitais, se necessário. 
Mover os ossos feridos pode aumentar a dor e o sangramento e também pode levar a danos 
nos tecidos. Sendo assim, é extremamente importante que a vítima de fratura não seja movimentada, 
exceto se for necessário para evitar ferimentos. Feito isso, é necessário seguir as seguintes 
recomendações: 
• Faça uma avaliação das lesões; 
• Tranquilize a vítima para evitar que ela movimente a área lesionada enquanto aguardam o 
atendimento médico; 
• Pare qualquer sangramento aplicando pressão na ferida com um curativo estéril, um pano 
limpo ou uma peça de roupa limpa. Dependendo do sangramento, considere o módulo 
“Hemorragias”; 
• Não tente realinhar o osso ou empurrá-lo para fora; 
• Não forneça ao paciente alimentos ou líquidos por via oral; 
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• Monitore o nível de consciência da vítima. Grandes fraturas podem apresentar significativas 
hemorragias internas ou externas e causar choque hipovolêmico. Cianose e pulso filiforme 
podem ser indicativos dessa condição; 
• Em caso de fraturas fechadas, se puder, aplique compressas com gelo na área afetada. Isso 
causará diminuição da dor e ajudará na recuperação da lesão, evitando inchaços. 
 
 Quando a fratura ocorrer em locais afastados e que não há como acionar o atendimento 
médico, como em: trabalhos em matas fechadas ou acampamento em locais desertos, será 
necessário transportar a vítima para receber o devido tratamento. Sendo assim, o atendente de 
emergência deve realizar os seguintes procedimentos: 
• Fazer uma avaliação das lesões; 
• Tranquilizar a vítima para evitar que ela movimente a área lesionada; 
• Parar qualquer sangramento aplicando pressão na ferida com um curativo estéril, um pano 
limpo ou uma peça de roupa limpa. Dependendo do sangramento, considere o módulo 
“Hemorragias”; 
• Não tentar realinhar o osso ou empurrá-lo para fora; 
• Imobilizar a área lesionada na posição em que foi encontrada; 
• A imobilização deve ser feita com talas apropriadas, tipóias ou faixas que estiverem à 
disposição, mas se caso não houver esses materiais, poderá ser utilizado qualquer tipo de 
material rígido, como papelão, tábuas ou revistas e jornais dobrados; 
• O atendente de emergência deve fazer o mínimo de movimentos possíveis na área afetada 
ao colocar a tala; 
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• Deve-se utilizar sempre talas longas o suficiente para imobilizar as articulações acima e 
abaixo das lesões; 
• Deve-se verificar se existe acolchoamento suficiente entre a tala e a lesão; 
• A circulação, antes e depois da colocação da tala também deve serobservada. A coloração 
das unhas não deve mudar e deverá sempre haver pulsação arterial de extremidade. A tala 
deve ser afrouxada se for necessário; 
• As talas devem ser utilizadas somente se não causarem mais dor e desconforto à vítima; 
• Não deve ser fornecido ao paciente alimentos ou líquidos por via oral; 
• Monitore o nível de consciência da vítima; 
• Em caso de fraturas fechadas, o atendimento é o mesmo do anterior, aplicar compressas com 
gelo na área afetada e evitar movimentar a área afetada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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18 VERTIGENS 
 
A vertigem é o tipo mais frequente de tontura, caracterizada como sensação de desorientação 
espacial do tipo rotatório, ou seja, como se o ambiente estivesse se movendo ao seu redor. A 
sensação é semelhante à produzida pela brincadeira infantil de girar constantemente e então parar 
subitamente e sentir tudo em volta rodando. Em alguns casos, as pessoas simplesmente sentem que 
estão sendo puxadas para um lado, podem ter dificuldades para andar, escutarem zumbidos ou ter 
diminuição da audição e apresentar nistagmos, que são movimentos involuntários dos olhos, durante 
um episódio de vertigem. 
Sintomas de Vertigem 
 
 De uma forma geral, os sintomas de vertigem são: 
• Sensação de que o ambiente ou próprio corpo estão rodando; 
• Dificuldade em manter-se em pé; 
• Náuseas; 
• Vômitos; 
• Suor; e 
• Palidez. 
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Causas da Vertigem 
 
• Problemas no ouvido interno, que afetam o equilíbrio, são as causas mais comuns: 
• Labirintite - uma infecção do ouvido interno causada por um vírus do resfriado ou gripe; 
• Doença de Ménière - uma condição rara do ouvido interno, que às vezes envolve zumbido no 
ouvido ou perda de audição. 
• Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) - acontece quando movimentos específicos 
da cabeça causam vertigem; e 
• Neuronite vestibular - inflamação do nervo vestibular, que é um nervo que fica localizado no 
crânio. 
Além destes, a vertigem também pode ser causada por enxaqueca e alguns tipos de 
medicamentos, por isso, sempre verifique a bula para ver se está listado como efeito colateral. Pode 
acontecer também, da causa ser desconhecida. Qualquer distúrbio que afete o funcionamento do 
cérebro como um todo também pode deixar as pessoas com vertigem, como por exemplo: 
• Hipoglicemia, 
• Hipotensão, 
• Anemia grave. 
 
Embora estes sintomas possam ser incômodos, e até mesmo incapacitantes, apenas uma 
pequena percentagem dos casos resulta de um distúrbio grave. 
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https://www.nhs.uk/conditions/labyrinthitis/
https://www.nhs.uk/conditions/menieres-disease/
https://www.nhs.uk/conditions/migraine/
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/diabetes-mellitus-dm-e-dist%C3%BArbios-do-metabolismo-da-glicose-no-sangue/hipoglicemia
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/hipotens%C3%A3o-arterial-e-choque/press%C3%A3o-arterial-baixa
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/anemia/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-anemia
 
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Tratamento para Vertigem 
 
O tratamento da vertigem vai depender da sua causa, no entanto, a maioria dos casos 
apresenta uma melhora sem receber tratamento. O médico poderá prescrever antibióticos caso a 
causa seja uma infecção e pode ser que seja recomendado até fazer exercícios especiais para tentar 
corrigir o equilíbrio. Pessoas que apresentam sinais de alerta, cujos sintomas são graves ou têm 
persistido por mais de uma hora e, que estão vomitando, devem receber atendimento médico 
imediatamente. 
Amenizando os sintomas de vertigem 
 
Se há diagnóstico de vertigem e os sintomas persistirem, é recomendado realizar os seguintes 
procedimentos para amenizá-los: 
• Se possível, deve-se permanecer quieto em um local silencioso e escuro para reduzir a 
sensação de rotação; 
• Mover a cabeça com cuidado e devagar durante as atividades diárias; 
• Sentar-se imediatamente quando sentir tonturas; 
• Acender as luzes ao acordar à noite; 
• Dormir com a cabeça levemente levantada em 2 ou mais travesseiros; 
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• Sair da cama devagar e sentar-se na beira da cama por um tempo antes de se levantar; 
• Não se inclinar para pegar objetos, sempre se agache para pegá-los; e 
• Tentar relaxar, a ansiedade pode piorar a vertigem. 
Mas fique atento, caso os sintomas sejam graves procure um médico e não opere máquinas 
ou veículos se você apresentar os sintomas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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19 DESMAIOS 
Os desmaios são definidos como uma mudança repentina e temporária no corpo, 
normalmente causado por uma perda breve de consciência, mas com recuperação espontânea. 
Também conhecidos como síncope, os desmaios são responsáveis por uma porcentagem 
considerável de atendimentos diários nos hospitais e podem estar ligados a vários possíveis motivos, 
desde causas benignas, como uma queda de pressão por estar muito tempo em pé ou por causas 
malignas relacionadas, por exemplo, a uma arritmia cardíaca. 
 Desta forma, ao presenciar o desmaio de alguma pessoa, é importante solicitar imediatamente o 
resgate de urgência. Entretanto,são indicados alguns procedimentos prévios para lidar com a 
situação da vítima, como formas de evitar complicações pela falta de consciência, caso ela se 
prolongue. 
Tipos de desmaios ou síncopes 
 
 É importante ressaltar que todos os desmaios têm uma causa principal que é a hipotensão, 
ou seja, pressão baixa causada por uma alteração dos mecanismos de auto-regulação do cérebro. 
Por outro lado, eles são classificados em três categorias principais de síncopes, a primeira é a 
síncope reflexa ou neuromediada que se subdivide ainda em três categorias, que são a: 
• Síncope reflexa vasovagal; 
• Síncope reflexa situacional; e 
• Síncope do seio carotídeo. 
Além da síncope reflexa e de suas três subdivisões, ainda temos a síncope ortostática e a 
síncope cardíaca. 
Sincope reflexa ou neuromediada 
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Essa condição de síncope está relacionada às causas de desmaios mais comuns em todas as 
idades, vamos entender agora como são caracterizadas as suas três subdivisões: 
1. Síncope reflexa vasovagal: Também conhecida como lipotimia, que ocorre em resposta ao 
início repentino do mecanismo de vasodilatação, pode ser causada por emoções fortes, 
ambientes quentes ou situações estressantes; 
2. Síncope reflexa situacional: Como seu nome já descreve, acontece em situações 
específicas, como por exemplo, muitas horas em pé em um ambiente muito quente, como 
uma fila; e 
3. Síncope do seio carotídeo: Em sua forma espontânea é pouco frequente, mas em sua 
Síncope Ortostática 
 
A síncope ortostática é aquela que acontece quando se permanece em uma mesma posição 
por um longo período, são comuns quando uma pessoa levanta depois de muito tempo sentada ou 
deitada, podendo ser confundida com a vertigem. Entretanto, isso se dá devido ao resultado de falha 
do mecanismo vasoconstritor, que é o processo de contração dos vasos sanguíneos, e, esse 
processo ocorre pela diminuição ou ausência do reflexo do cérebro. Esses sintomas da síncope 
ortostática são comuns e ocorrem em resposta a uma alteração súbita da postura. 
Síncope Cardíaca 
Essa categoria de desmaio é considerada como a mais grave, por ser a principal causa de 
mortes súbitas. Por outro lado, ela é mais fácil de se tratar por ser resultado de alterações cardíacas. 
Além disso, a síncope cardíaca está dividida em duas subcategorias de síncope, a síncope arrítmica 
e a síncope devido a estrutura de doença cardíaca. 
Nível de Gravidade dos desmaios 
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Os desmaios podem apresentar diferentes níveis de gravidade, são eles o: desmaio ligeiro, 
moderado e severo. 
Desmaio ligeiro 
Esse se apresenta mais como uma tontura e não chega a ter uma perda total da consciência 
Desmaio moderado 
Sendo um desmaio com uma perda de consciência rápida. 
Desmaio Severo 
Ao encontrar alguém que já está desmaiado, normalmente, não é possível identificar a causa 
sem que a vítima seja atendida por um profissional da saúde, por isso, o ideal é acionar 
imediatamente o Serviço Médico de Emergência Nesse caso, é extremamente importante que o 
resgate seja acionado com urgência, pois a vítima pode sofrer até mesmo uma convulsão se a falta 
de sangue no cérebro se prolongar muito. 
Primeiros Socorros diante de desmaios 
 
Se há alguém com um desmaio severo, realize os seguintes procedimentos: 
• Acione o Serviço Médico de Emergência imediatamente; 
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• Se for possível e não for agravar ainda mais a situação da vítima, coloque-a deitada de 
costas em um lugar confortável retirando objetos que ela possa se machucar, como pulseiras, 
relógios e óculos; 
• Afrouxe as roupas da vítima; 
• Verifique a respiração e os batimentos cardíacos; 
• Levante o queixo da vítima para facilitar a passagem de ar; 
• Se for possível e não for prejudicar o estado da vítima, eleve suas pernas, cuidadosamente, 
pois isso pode ajudar a pressão voltar ao normal caso ela esteja baixa; e 
• Se por acaso o estado de perda de consciência passar, deixe a vítima descansar enquanto 
aguarda o atendimento médico. 
O que não fazer com uma pessoa desmaiada 
 
Além de conhecer os primeiros socorros diante de desmaios, é necessário saber o que não fazer 
nessa situação, como: 
• Não dar tapas no rosto da vítima para tentar acordá-la; 
• Não jogar água sobre ela; e 
• Não oferecer líquidos à vítima. 
É importante lembrar que quem presta os primeiros socorros deve conhecer suas próprias 
limitações, pois não substitui o atendimento médico. Sendo assim, é possível compreender que os 
desmaios são situações comuns, mas que devem ser atentamente observados, pois podem ter 
origens benignas ou malignas. 
 
 
 
 
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20 CONVULSÕES 
 
Convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contração muscular involuntária de todo o 
corpo ou de parte dele. O funcionamento normal do cérebro requer uma descarga ordenada e 
coordenada dos impulsos elétricos e nas convulsões temos um excesso de descarga elétrica em 
determinadas áreas cerebrais. Existem diversos tipos de convulsões. As mais frequentes são: 
• Crise de ausência, ou pequeno mal - onde a pessoa fica com olhar vago por 10 a 20 
segundos. 
• Convulsão tônico-clônica, ou grande mal - que ocorre quando a pessoa apresenta perda de 
consciência, seguida de convulsões musculares. 
As convulsões podem ser caracterizadas em Epiléticas e Não Epiléticas: 
• Epilépticas - As crises epilépticas são chamadas de transtorno convulsivo ou epilepsia. Elas 
ocorrem mais de uma vez, uma única convulsão não é considerada epilepsia. As crises 
podem ser causadas por vários distúrbios cerebrais, como anormalidades estruturais, 
acidentes vasculares cerebrais ou tumores. Nesses casos, levam o nome de epilepsia 
sintomática. A epilepsia sintomática é mais comum entre recém-nascidose pessoas mais 
idosas. 
• Não epilépticas - Essas convulsões são provocadas por uma doença reversível ou outro 
quadro clínico que irrita o cérebro, como uma infecção, um acidente vascular cerebral, um 
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traumatismo craniano ou reação a um medicamento. Em crianças, a febre pode desencadear 
uma crise não epiléptica que chamamos de convulsão febril. 
As convulsões podem ser classificadas em Parciais (focais) e Generalizadas: 
• Parciais ou focais - Quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma 
descarga de impulsos elétricos desorganizados. 
• Generalizadas - Quando os dois hemisférios cerebrais são afetados. 
Causas 
Em alguns casos, não é possível identificar a causa da convulsão. Nos outros, entre as 
causas prováveis, podemos citar: 
• Lesões no cérebro ou fluido espinhal; 
• Privação do sono; 
• Infecções; 
• Privação de oxigênio ou nutrientes no cérebro; 
• Perturbações do ritmo cardíaco; 
• Raiva (doença viral) ou tétano; 
• Baixo nível de oxigênio no sangue (hipóxia) ou um nível muito baixo de açúcar no sangue 
(hipoglicemia); 
• Febre. 
Quando a convulsão é decorrente de febre, chamamos de convulsão febril, as convulsões 
febris geralmente ocorrem em bebês e crianças que apresentam um aumento repentino na 
temperatura corporal. Quando a causa não é identificada, diz-se que as convulsões são idiopáticas. 
Uma convulsão que resulta de um estímulo é chamada convulsão provocada e portanto, é uma crise 
não epiléptica. Pessoas com crises epilépticas estão mais propensas a ter uma convulsão quando: 
• Ficam sob excesso de estresse físico ou emocional. 
• Ficam embriagadas ou privadas de sono. 
• Pararam repentinamente de beber, usar drogas ou medicamentos de uso controlado. 
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Com menos frequência, as convulsões são desencadeadas por sons repetitivos, luzes 
pulsáteis, jogos em vídeo ou até pelo toque em certas áreas do corpo. Em tais casos, a doença é 
denominada epilepsia reflexa. 
Sintomas de Convulsões 
Os sinais e sintomas dependem do tipo de convulsão, da região do cérebro envolvida e da 
função que ela desempenha no organismo. Os sintomas mais comuns são: 
• Perda de consciência; 
• Olhos revirando na cabeça; 
• Rosto azulado (cianose); 
• Mudanças na respiração; 
• Enrijecimento dos braços, pernas ou corpo inteiro; 
• Espasmos musculares graves e movimentos bruscos por todo o corpo, pois os músculos se 
contraem e relaxam rápida e repetidamente; 
• Babar ou espumar pela boca (sialorréia); 
• Queda súbita; 
• Perda do controle da bexiga e/ou dos intestinos; 
• Cerrar os dentes; 
• Incapacidade de responder. 
Esses sintomas geralmente duram de 1 a 5 minutos, embora possam durar mais tempo. 
• Convulsões parciais ou focais: 
➢ Movimentos involuntários em alguma parte do corpo; 
➢ Comprometimento das sensações de paladar, olfato, visão, audição e da fala; 
➢ Alucinações, vertigens, delírios; 
➢ Podem ou não ocorrer alterações do nível de consciência. 
 Algumas vezes, essas manifestações são leves e podem ser atribuídas a problemas 
psiquiátricos. 
• Crise de ausência, ou pequeno mal: 
➢ Olhar perdido 
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➢ Não respondem quando chamadas; 
➢ Tem movimentos automáticos como piscar de olhos e tremor dos lábios. 
Essas crises chegam a ser tão breves que às vezes, a vítima nem sequer se dá conta do que 
aconteceu. 
• Convulsões tônico-clônicas 
➢ Perda súbita da consciência; 
➢ Todos os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos; 
➢ Face adquire coloração azulada; 
➢ Contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis; 
➢ Saliva abundante e espumosa. 
Primeiros socorros em convulsões 
• Deite a pessoa de lado para que não se engasgue com a própria saliva ou vômito; 
• Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la; 
• Tente amortecer sua cabeça com algo macio; 
• Afrouxe-lhe as roupas; 
• Erga o queixo para facilitar a passagem do ar; 
• Não introduza nenhum objeto na boca nem tente puxar a língua para fora; 
• Leve a pessoa a um serviço de saúde tão logo a convulsão tenha passado. 
• Dê um suporte emocional quando a pessoa voltar à consciência, tranquilizando-a. Muitas 
vezes a pessoa volta desorientada, se vê cercada de pessoas com rostos assustados e se 
percebe urinada ou evacuada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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21 TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
 
Antes de entendermos as técnicas de transporte, é importante entendermos que remoção e 
transporte de acidentados são duas coisas diferentes. A remoção está relacionado a retirada de uma 
pessoa de um local que lhe oferece perigo, sendo assim, podemos considerar a remoção como um 
resgate, já o transporte da vítima é a atitude tomada após o resgate. Nesse sentido, o resgate da 
vítima deve ser cuidadosamente realizado, considerando todos os riscos aos quais a vítima está 
submetida, bem como, aos riscos que o próprio socorrista pode estar se submetendo no ato do 
resgate. 
As técnicas para remoção e transporte de acidentados visam a proteção da vítima 
traumatizada, buscando evitar lesões secundárias, que são aquelas causadas após o trauma inicial. 
Nestes casos, quando se utilizam técnicas incorretas, a vítima pode sofrer um segundo trauma, além 
de que o próprio socorrista pode sofrer uma lesão muscular, de coluna vertebral, queimaduras ou um 
choque elétrico, variando de acordo com a causa da emergência. Com isso, as técnicas para 
remoção e transporte de acidentados devem ser utilizadas por socorristas leigos somente em 
situações excepcionais, quando a vida do acidentado está em risco caso permaneça no local, como 
no caso um de incêndio ou desmoronamento. 
O transporte também pode ser realizado em casos onde o acidentado estejaem uma zona 
muito afastada e que o contato com o Serviço Médico de Emergência esteja comprometido, como 
por exemplo, em situações de acidentes em matas ou em residências rurais muito afastadas onde 
não é possível entrar em contato com o resgate de urgência. 
É importante ressaltar que, as técnicas para remoção de acidentados variam de acordo com a 
gravidade do acidente e do trauma que foi causado na vítima. Portanto, protocolos médicos alertam a 
jamais realizar movimentos desnecessários e que possam agravar mais o estado de saúde do 
acidentado, pois cada técnica de remoção e transporte requer habilidade e maneira correta para ser 
executada. 
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Técnicas de transporte 
 Em situações de acidentes em locais distantes, é comum ocorrer traumas como, entorses, 
luxações, picadas de animais, quedas ou outras situações em que a vítima tem dificuldade de 
caminhar e necessita de apoio, nestes casos, são recomendadas algumas técnicas de transporte do 
acidentado. Entretanto, é necessário seguir uma série de protocolos médicos dependendo da técnica 
de transporte que for utilizada, desde a quantidade de socorristas voluntários, até os movimentos que 
serão utilizados no transporte do acidentado até uma equipe de emergência ou hospital mais 
próximo. Entre as técnicas de transportes, temos: 
• Transporte de apoio; 
• Transporte nas costas; 
• Transporte cadeirinha; 
• Transporte com lençol; 
• Transporte no colo; 
• Transporte pelas extremidades; e 
• Remoção de vítima com suspeita de fratura de coluna. 
 
Transporte de apoio: Com um ou dois socorristas 
 
Passa o braço do acidentado por trás da nuca do socorrista, que o segura com um de seus 
braços, passando seu outro braço por trás das costas do acidentado, em diagonal. Este tipo de 
transporte é usado para as vítimas de vertigem, de desmaios, com ferimentos leves ou pequenas 
perturbações que não os tornem inconscientes e que lhes permitam caminhar. 
Transporte nas costas: Com um socorrista 
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Na técnica de transporte nas costas, é realizada apenas com um socorrista, este põe os 
braços sobre os ombros da vítima, por trás, buscando e segurando os braços do acidentado, ficando 
as axilas do acidentado sobre os ombros do socorrista. A pessoa que está socorrendo busca os 
braços do acidentado e os segura, carregando o acidentado arqueado, como se ele fosse um grande 
saco em suas costas. Esta técnica de transporte nas costas é usada para remoção de pessoas 
envenenadas ou com entorses e luxações dos membros inferiores, que devem estar previamente 
imobilizados. 
Transporte cadeirinha: Com dois socorristas 
 
 Neste transporte, os socorristas se posicionam de pé, ficando de frente um para o outro. 
Seguram firmemente o seu próprio punho direito com a mão esquerda e com a mão direita segura o 
punho esquerdo do companheiro, e com as mãos trançadas dos dois socorristas, formam uma 
cadeirinha. Em seguida, a vítima consciente é transportada sentada sobre esta cadeirinha, apoiando 
seus braços sobre os ombros dos socorristas. 
Transporte com lençol: Com três socorristas 
 
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Esta técnica de transporte é utilizada na ausência de uma maca de transporte, como por 
exemplo, em uma situação de acidente em acampamento e que necessita realizar o transporte 
imediato do acidentado até uma equipe profissional de emergência. Neste caso, dobra-se uma 
manta, cobertor, lençol, toalha ou lona sobre dois paus, varas, canos, galhos de árvores ou cabos de 
vassoura resistentes. 
É necessário três socorristas voluntários de cada lado para realizar o transporte. Para colocar 
a vítima sobre o lençol, é preciso colocar este debaixo do corpo dela, para isto, dobra-se várias 
vezes uma das bordas laterais do lençol, de modo que ela possa funcionar como cunha. Coloca-se 
está cunha devagar para baixo da vítima, depois disso, é que se enrolam as bordas laterais sobre os 
cabos de auxílio para levantar e carregar a vítima. Ressaltamos que este transporte não é 
recomendado para os casos de lesão na coluna, nestes casos a vítima deve ser transportada em 
superfície rígida. 
Transporte no colo: Com dois ou mais socorristas 
 
A vítima é abraçada e levantada, de lado, até a altura do tórax das pessoas que a estão 
socorrendo. O acidentado pode ser uma vítima de fratura ou luxação superior ou inferior, e o membro 
afetado deve sempre ficar para o lado do corpo das pessoas que estão socorrendo, a fim de melhor 
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protegê-lo. Havendo três pessoas, por exemplo, eles se colocam enfileirados ao lado da vítima, que 
deve estar de abdômen para cima. Abaixam-se apoiados num dos joelhos e com seus braços a 
levantam até a altura do outro joelho, para depois ficarem de pé e realizarem o transporte da vítima. 
Transporte pelas extremidades: Com dois socorristas 
 
 Neste transporte a vítima pode estar consciente ou inconsciente, um socorrista se posiciona 
ajoelhado junto à cabeça da vítima, enquanto o outro socorrista se ajoelha ao lado da vítima ao nível 
de seus joelhos, o primeiro socorrista levanta o tronco da vítima e o segundo socorrista a traciona 
pelos braços em sua direção. Em seguida, o primeiro socorrista apoia o tronco da vítima, passando 
seus braços sob suas axilas e o segundo socorrista segura a vítima pelos membros inferiores, 
passando suas mãos pela região poplítea da perna. A vítima é erguida em um movimento 
sincronizada pelos dois socorristas e o transporte da vítima é efetuado no sentido de suas 
extremidades inferiores. 
Remoção de vítima com suspeita de fratura de coluna (consciente ou não): Com 
quatro socorristas 
 
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A remoção de uma vítima com suspeita de fratura de coluna ou de bacia e/ou acidentado em 
estado grave, com urgência de um local onde a maca não consegue chegar, deverá ser efetuada 
como se seu corpo fosse uma peça rígida (transporte em bloco), levantando, simultaneamente, todos 
os segmentos do seu corpo, deslocando o acidentado até a maca. 
 
Mediante todas as técnicas e protocolos apresentados, os responsáveis pela remoção do 
acidentado devem se conscientizar sobre todas as dificuldades ligadas aos procedimentos de 
transporte. Bem como, considerar que a prática indevida de qualquer uma dessas ações podem 
gerar maiores danos para vítima, como também para os socorristas leigos. 
 
Atenção: Vale ressaltar que a remoção ou transporte de acidentados em estado grave ou 
incerto (quando não se sabe o estado do acidentado, como por exemplo, em um acidente de moto ou 
uma queda, em que a vítima pode apresentar fraturas ou rompimento das vértebras e não ser visível 
para o socorrista) deve ser realizado apenas em último caso, ou seja, a remoção deve ser realizado 
somente quando a vítima estiver em risco de morte iminente ao permanecer no local, e também não 
apresentar riscos ao atendente de emergência ou socorrista leigo, sendo que o transporte também 
deve ser realizado em último caso, quando ocorrer em área em que é impossível de solicitar ajuda 
profissional, como em mata ou áreas rurais onde não há telefone ou meio disponível. Por outro lado, 
resgates e transportes complexos que possam colocar em risco a vida do socorrista, devem ser 
realizados somente por socorristas profissionais qualificados, ou seja, por profissionais do SAMU e 
Bombeiros. 
 
 O socorrista leigo só deve mover a vítima em casos de extrema urgência, e que também não 
apresenta perigo para si. 
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22 CORPOS ESTRANHOS NO ORGANISMO 
 
A penetração de corpos estranhos no corpo humano é um tipo de acidente muito comum e 
pode ocorrer nas circunstâncias mais inesperadas. Vários tipos de objetos estranhos ao nosso corpo 
podem penetrar acidentalmente nos olhos, ouvidos, nariz e pele. Esses corpos estranhos são 
pequenas partículas, de variadas origens e constituições físicas que, muitas vezes, apesar de 
aparentemente inofensivas devido ao tamanho, podem causar danos físicos e sério desconforto. 
Por isso, é importante que o corpo estranho que tenha penetrado no corpo seja reconhecido 
rapidamente. Em todos os casos de atendimento, é preciso agir com precisão, manter a calma e 
tranquilizar o acidentado. O conhecimento e a serenidade sobre o que se está fazendo são 
fundamentais para o trabalho de primeiros socorros. 
Corpo Estranho nos Olhos 
 
Os olhos são órgãos muito sensíveis e que estão constantemente expostos, propícios a 
receber partículas externas. Por isso, qualquer corpo estranho que penetre ou respingue nesta 
região constitui um acidente doloroso, e muitas vezes, de consequências desastrosas. É importante 
que o atendente de emergência se limite a realizar os procedimentos aqui descritos e não utilize 
objetos como pinças, agulhas ou outros semelhantes, pois estes só podem ser utilizados pelos 
profissionais de saúde. 
Primeiros Socorros com corpos estranhos nos olhos 
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Os procedimentos de primeiros socorros irão depender de como e onde o corpo estranho se 
encontra, algumas situações são: líquidos nos olhos, corpos na superfície ocular, corpos encravados 
nos olhos ou na pálpebra superior e até mesmo na inferior. Observe a seguir, o que deve ser feito em 
cada uma dessas situações: 
Corpos na superfície ocular 
 
• Localizar visualmente o objeto e reconhecê-lo; 
• Pedir que a vítima pisque constantemente, buscando lavar os olhos com as lágrimas; 
• Caso o tipo de objeto e o local do alojamento não permitam que a vítima consiga 
lacrimejar, não se deve insistir para que ela pisque, pois pode lesionar o olho; 
• Se for possível, o olho deve ser lavado com água corrente; 
• Se o corpo estranho não sair, o olho afetado deve ser coberto com curativo oclusivo e 
a vítima deve ser encaminhada para atendimento especializado. 
Corpos encravados nos olhos 
• Não tentar retirar o objeto encravado; 
• Colocar sobre o olho uma compressa ou um pano limpo, de preferência um curativo 
macio, e cobrir também o olho não atingido para evitar qualquer movimento do olho 
afetado; 
• Encaminhar a vítima imediatamente para o socorro médico; e 
• Não deixar que a vítima esfregue o olho, pois isso pode causar um ferimento ainda 
maior. 
Corpos estranhos na pálpebra inferior 
• Lavar bem as mãos com água e sabão. 
• Tentar primeiramente remover o objeto com as lágrimas, conforme instruído 
anteriormente. 
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• Se não sair, poderão ser utilizadas hastes flexíveis com ponta de algodão ou a ponta 
limpa de um lenço torcido. 
• Enquanto a pálpebra é puxada para baixo, o objeto deve ser retirado cuidadosamente. 
Corpos estranhos na pálpebra superior 
 
• Fazer a eversão da pálpebra superior, dobrando-a sobre uma haste flexível com ponta 
de algodão ou palito de fósforo, como mostrado na imagem; 
• Quando o objeto aparecer, deve-se removê-lo com o auxílio de outra haste flexível ou 
ponta de lenço limpo, torcido. 
• Se houver risco de lesão ou dor excessiva, deve-se suspender a manobra e 
encaminhar para socorro especializado, cobrindo o olho afetado com gaze ou pano 
limpo. 
Líquidos nos olhos 
 
• Remover imediatamente qualquer líquido que atingir o olho procurando saber qual o 
tipo de substância; 
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• Lavar o olho afetado de forma que o fluxo da água não passe pelo olho não atingido. 
ou seja, lateralizar a cabeça, deixando o olho afetado para baixo. 
• O olho afetado deve ser lavado preferencialmente em água corrente, ou fazer com que 
o acidentado mantenha o rosto debaixo d'água, mandando-o abrir e fechar 
repetidamente o olho; 
• Fazer o procedimento de lavagem de olhos por, no mínimo, 15 minutos; 
• Cobrir o olho com gaze e encaminhar o acidentado ao socorro especializado. 
A falta de atendimento e posterior tratamento adequado nos casos de corpos estranhos 
oculares pode, em determinadas circunstâncias, causar graves problemas aos olhos. Estes 
problemas podem ir desde dificuldades óticas, até a perda da visão ou mesmo do próprio olho. Um 
corpo estranho no olho, além de conduzir microrganismos, pode causar abrasão na superfície ocular, 
que pode vir a infeccionar e causar vários danos. Muitas vezes uma vítima reclama da presença de 
um corpo estranho no olho que não é encontrado, pois o corpo estranho pode já ter saído, mas 
causou abrasão da córnea. Nestes casos, o encaminhamento ao médico deve ser imediato. 
Corpo Estranho no Ouvido 
Os ouvidos também são um local comum para a ocorrência de acidentes envolvendo corpos 
estranhos. Insetos, sementes, grãos de cereais e pequenas pedras podem se alojar no ouvido 
externo, principalmente em crianças. Devemos determinar com a maior precisão possível a natureza 
do corpo estranho. 
Todos os procedimentos de manipulação de corpo estranho no ouvido devem ser realizados 
com extrema cautela. Erros de conduta e falta de habilidade na realização de primeiros socorros 
podem ocasionar danos irreversíveis à membrana timpânica com consequente prejuízo da audição, 
temporária ou permanente. 
Primeiros Socorros com corpors estranhos nos ouvidos 
• Deitar o acidentado de lado com o ouvido afetado para cima; 
• Se o objeto for visível, é possível tentar retirá-lo delicadamente com a ponta do dedo, 
tomando cuidado para não forçá-lo mais para dentro; 
• Se o objeto não sair ou houver risco de penetrar mais, deve-se procurar socorro 
especializado; 
• No caso de insetos vivos alojarem-se no ouvido, é possível acender uma lanterna em 
ambiente escuro, bem próximo ao ouvido. A atração da luz trará o inseto para fora. 
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É importante não usar instrumentos na tentativa de remover o corpo estranho do ouvido, 
como pinças, tesouras, palitos, grampos, agulhas ou alfinetes. O uso de instrumentos é atribuição 
particular de pessoal especializado. A improvisação geralmente resulta em desastres irreversíveis. 
Corpo Estranho no Nariz 
Corpos estranhos no nariz também ocorrem com mais frequência em crianças, geralmente 
causando dor, crises de espirro, coriza e podem resultar em irritação se não forem removidos 
imediatamente. 
Primeiros socorros com corpos estranhos no nariz 
• Comprimir com o dedo a narina não obstruída; 
• Pedir ao acidentado para assoar, sem forçar, pela narina obstruída, de forma a ajudar 
a expelir o corpo estranho; 
• Se o corpo estranho não puder sair com facilidade, deve-se procurar auxílio médico 
imediatamente. 
É essencial manter a vítima calma, cuidando para que não inale o corpo estranho. Não deve 
ser permitido que a vítima assoe com violência. A vítima deverá aspirar calmamente pela boca, 
enquanto se aplicam as manobras para expelir o corpo estranho. Além disso, não se deve usar 
instrumentos como pinça, tesoura, grampo ou similar para removê-lo. 
Corpo Estranho na Pele 
Corpos estranhos encravados na pele podem causar ferimentos e infecções. Deve-se 
remover o corpo estranho com uma pinça limpa ou agulha esterilizada com fogo, depois de fria. Além 
disso, nunca devem ser usados canivetes ou semelhantes para esse fim. Se o corpo estranho estiver 
muito encravado e difícil de retirar, é preciso encaminhar a vítima ao pronto socorro. 
Caso a pele seja atingida por um anzol de pesca, não se deve puxá-lo pelo mesmo orifício 
de entrada, pois isso causará um ferimento ainda maior. A melhor opção é empurrar o anzol até que 
a fisga fique exteriorizada. Em seguida, corte a ponta do anzol, de preferência com um alicate e, 
então, puxe o anzol pelo mesmo orifício que ele entrou. 
Por fim, conclui-se que objetos estranhos no organismo podem causar diversos prejuízos à 
vítima, desde um simples desconforto até a perda de funções como a visão ou audição. Dessa 
forma, é preciso conhecer as maneiras corretas de proceder ao se deparar com situações como 
estas para que não ocorram danos à saúde da vítima. 
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Corpo Estranho na Garganta 
 
O engasgo é uma manifestação do organismo para expelir alimento ou objeto que toma um 
“caminho errado”, durante o ato de engolir. Na parte superior da laringe localiza-se a epiglote, uma 
estrutura composta de tecido cartilaginoso, localizada atrás da língua. 
Funciona como uma válvula que permanece aberta para permitir a chegada do ar aos 
pulmões e se fecha quando engolimos algo, isso acontece para bloquear a passagem do alimento 
para os pulmões e encaminhá-lo ao estômago. 
Dessa forma, quando a epiglote falha em sua função, os alimentos, líquidos ou qualquer tipo 
de objeto estranho, ultrapassa a epiglote, alcançando a traquéia, ocasionando o bloqueio do ar. Por 
isso que, em alguns casos, o engasgo pode levar à morte por asfixia e, às vezes, pode até deixar a 
pessoa parcialmente ou totalmente inconsciente. 
É necessário saber que dependendo da gravidade do engasgo, esta é uma situação de 
emergência médica, sendo necessário chamar o serviço de atendimento especializado em 
emergência o mais rápido possível, pode ser uma questão de vida ou morte. 
Saber como agir corretamente em caso de engasgo pode ser fundamental para salvar a vida 
de alguém que está com as vias respiratórias obstruídas e dificuldade para respirar. Para avaliar o 
grau de risco da situação, o socorrista deverá ter noção de dois casos, a obstrução leve e grave. 
Obstrução leve 
• Este caso apresenta um engasgo em que a pessoa consegue responder apresentando sinais 
como: tossir, falar e respirar. 
• Não é preciso realizar manobras de desobstrução 
• Deve-se acalmar a pessoa incentivando tosse vigorosa 
• Observar se a situação está sob controle ou se evolui para um caso grave 
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Obstrução incompleta 
Em casos de obstrução incompleta deve-se: 
 
• Encorajar a vítima a tossir para expelir o corpo estranho sem, no entanto, bater nas 
costas desta. 
• Encaminhá-la para atendimento médico, caso a medida adotada não surta efeito. 
Obstrução Grave 
• Fique atento aos sinais de engasgo grave, como: dificuldade para tossir e para falar, pânico e 
cianose (pele, lábios ou unhas azuladas). 
• Realize a Manobra de Heimlich. 
• É importante lembrar que em casos de pessoas obesas ou gestantes no último trimestre seja 
realizada compressões sobre o esterno e não sobre o abdômen. 
 
Exemplo da Manobra de Heimlich em gestantes e obesos: 
 
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Manobra de Heimlich 
Esta manobra tem como objetivo realizar uma pressão positiva na região da “boca do 
estômago”, a qual fica localizada dois dedos abaixo do fim do esterno (osso que une as costelas), 
colaborando com a desobstrução e consequente passagem de ar. 
Manobra de Heimlich em adultos e crianças maiores que um ano 
 
• Abraçar a pessoa engasgada pelo abdômen; 
• No caso de adultos, posicionar-se atrás da pessoa ainda consciente; 
• No caso de crianças, posicionar-se atrás, mas de joelhos; 
• Atrás da vítima coloque uma das mãos com o punho fechado sobre a região da “boca do 
estômago” e com a outra mão, comprima a primeira mão, ao mesmo tempo em que 
empurra a região para dentro e para cima, parecendo que está levantando a pessoa; 
• Continue o movimento até que a pessoa elimine o objeto que está causando a obstrução. 
Em caso de pessoa inconsciente, não realize a manobra e contate imediatamente o serviço 
de emergência. 
Manobra de Heimlich em crianças menores de um ano e bebês 
Bebê consciente: 
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• Coloque o bebê de bruços em cima de seu braço e faça 5 tapas ou palmadas com uma 
pequena compressão no fim no meio das costas; 
• Depois, vire o bebê de barriga para cima e faça 5 tapas ou palmadas sobre o peito dele; 
• Se conseguir visualizar o objeto, retire o mesmo; 
• Caso não seja possível a visualização do objeto, nem a retirada, continue realizando os 
tapas ou palmadas até a chegada do serviço de emergência. 
 
Bebê inconsciente 
• Deite o bebê de barriga para cima e abra boca e nariz; 
• Verifique se o bebê está respirando; 
• Se o bebê não estiver respirando, realize duas respirações de boca-boca, bloqueando a 
boca e o nariz; 
• Contate imediatamente o serviço de atendimento de emergência. 
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Em casos que o objeto estiver visível poderá colocar a mão em forma de pinça e retirar o 
objeto, mas é preciso tomar cuidado pois o bebê ou a pessoa engasgada pode fechar a boca 
machucando quem estiver tentando ajudar. Deve-se ressaltar que, o indicado é o socorrista só tentar 
retirar o objeto com a mão se ele estiver visível pois se não conseguir visualizar, o socorrista poderá 
empurrar ainda mais o objeto para dentro da vítima. 
 
Se a pessoa desmaiar e deixar de respirar, deve – se parar de tentar tirar o objeto da 
garganta e iniciar a massagem cardíaca até chegada da ajuda médica ou até que a pessoa reaja. 
Em todas as situações de primeiros socorros é necessário manter a calma, para poder agir com 
segurança e inteligência. Se após a manobra, a pessoa continuar engasgada e sem conseguir 
respirar por mais de 30 segundos, é recomendado chamar ajuda médica, ligando para o 192, durante 
esse tempo, pode-se manter a manobra de Heimlich. 
Quando você for a vítima 
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Em casos onde você se engasgar e estiver sozinho sem ter alguém por perto para ajudar, é 
preciso inicialmente manter a calma e forçar a tosse, caso a tosse não ajude, deve-se tentar fazer a 
manobra Heimlich em si mesmo, apertando um pouco acima de seu estômago para forçar o objeto a 
ser expelido pela boca ou deslocado para que você o engula completamente. 
Outra opção é colocar o punho sobre o próprio umbigo e segura com a outra mão para então 
se inclinar sobre uma cadeira ou bancada, conduzindo o punho sobre si mesmo, mas impulsionando 
para cima. Deste modo, fica evidente a importância de saber primeiros socorros, pois ajudará em 
casos de emergência, podendo até salvar uma vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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23 AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / DERRAME 
 
 
O acidente vascular cerebral - AVC ou acidente vascular encefálico - AVE, conhecido também 
como derrame, ocorre quando o fluxo sanguíneo do cérebro é interrompido por um período suficiente 
para causar danos, o que dá início a uma disfunção cerebral. O AVC é uma das principais causas de 
morte e incapacidade a longo prazo em todo o mundo, é uma emergência médica que causa danos 
nas células cerebrais e se não for possível receber tratamento imediato, poderá resultar em 
incapacidade ou morte da vítima. 
Cada segundo conta ao procurar tratamento para um derrame e a gravidade dos danos 
cerebrais vai depender muito do tempo que a vítima ficou sem receber atendimento médico. Existem 
dois tipos de AVC, o Isquêmico, que ocorre quando há um bloqueio nos vasos cerebraise o 
Hemorrágico que acontece quando um vaso cerebral se rompe. 
 
Ataque Isquêmico Transitório 
Um ataque isquêmico transitório (AIT), é um “mini-AVC” que geralmente antecede um AVC 
isquêmico. Nesta condição, o fluxo sanguíneo é temporariamente prejudicado para a parte do 
cérebro, causando sintomas semelhantes a um derrame real e quando o sangue flui novamente, os 
sintomas desaparecem. Os Ataques isquêmicos transitórios geralmente duram em torno de quinze a 
vinte minutos e depois desaparecem. 
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O ataque isquêmico transitório, é um sinal de alerta de que um AVC pode acontecer em 
breve, por isso, é fundamental que a vítima obtenha assistência médica, já que o ataque isquêmico 
transitório é uma emergência e deve ser tratada como tal. O risco da vítima sofrer um derrame total 
aumenta para 5% nas primeiras quarenta e oito horas, 7% a 8% na primeira semana e 10% a 15% 
nos primeiros três meses. 
Causas Gerais do Acidente Vascular Cerebral 
O AVC tem quatro causas gerais, que são o trombo, a embolia, a hemorragia e a 
compressão. O trombo é uma coagulação de sangue nos vasos sanguíneos, a embolia acontece 
quando um coágulo se desenvolve em alguma parte do organismo e se desloca para uma artéria 
cerebral, a hemorragia ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo e a compressão surge 
quando um vaso cerebral é comprimido interrompendo o fluxo sanguíneo. O AVC isquêmico é 
causado geralmente pelo trombo, mas pode ser ocasionado pela embolia e compressão, já o AVC 
hemorrágico pode ser ocasionado tanto pela hemorragia quanto pela compressão se uma artéria for 
rompida. 
Trombo 
 
Essa é a causa mais comum de acidente vascular cerebral, causadora do AVC isquêmico, que 
ocorre quando uma artéria cerebral é bloqueada por um coágulo que se desenvolve no cérebro e/ou 
um depósito de gordura devido à aterosclerose, que se caracteriza pelo acúmulo de colesterol, 
gorduras e outras substâncias nas paredes das artérias e dentro delas, interrompendo o suprimento 
sanguíneo para tecidos e nervos cerebrais. 
Cerca de 75% a 85% dos AVCs são causados por bloqueio de uma artéria, produzido por um 
coágulo que se desenvolve no cérebro. Pelo menos 75% dos AVCs isquêmicos são precedidos por 
um ou mais ataques isquêmicos transitórios. A incidência é maior em pessoas acima de 50 anos. 
Embolia 
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Neste caso, o AVC ocorre quando um coágulo se desenvolve em alguma parte do organismo 
e se desloca para a corrente sanguínea alojando-se em uma artéria cerebral, essa condição é 
denominada Embolia Cerebral. Esse é o AVC de início mais rápido e geralmente acomete adultos, 
sendo mais frequente em pessoas com problemas cardíacos. 
Hemorragia 
 
O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo enfraquecido no 
cérebro. O resultado é um sangramento que ocorre no tecido cerebral ou no fluido cerebrospinal que 
é o líquido que envolve o cérebro. O AVC hemorrágico, que apesar de não ser tão comum, acontece 
em 15% a 25% dos casos e, é fatal em 80% das vítimas. 
Compressão 
 
Ocorre quando uma pressão extrema é exercida contra a artéria cerebral, gerando a 
interrupção do suprimento sanguíneo para tecidos e nervos cerebrais. A pressão pode ter vários 
motivos, como: 
• Tumor cerebral; 
• Tecido cerebral que se desloca após uma hemorragia cerebral; ou um 
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• Coágulo que se desenvolve na parte externa da artéria em decorrência de vazamento 
sanguíneo. 
Sinais de AVC 
Quando tratamos dos sinais de AVC, podemos encontrar a vítima com um dos lados da face 
inclinando para um lado e notar que ao tentar levantar os dois braços na posição horizontal, um dos 
braços da vítima fica mais baixo que o outro. Além disso, é comum que a pessoa apresente 
dificuldade na fala ou um discurso distorcido. 
Importante: Se uma pessoa apresentar algum desses sintomas leve-a imediatamente a um 
pronto socorro. 
Principais sintomas de AVC 
 
• Fraqueza muscular com dormência súbita em um dos lados do corpo, especialmente de 
um lado; 
• Perda da coordenação motora; 
• Dificuldade de reconhecer um estímulo sensorial; 
• Mudanças repentinas de visão em um ou ambos os olhos, pacientes normalmente 
descrevem como se uma sombra atrás do olho se movesse; 
• Perda de controle da bexiga ou intestino; 
• Dor forte no olho ou face; 
• Dor de cabeça súbita e grave com causa desconhecida; 
• Problemas repentinos como tontura, falta de equilíbrio; e 
• Dificuldade para falar e pronunciar as palavras. 
 Lembrando que o paciente pode apresentar um ou mais sintomas, não necessariamente 
todos juntos. É importante verificar o nível de consciência do paciente, somente pacientes com 
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https://www.healthline.com/symptom/urinary-incontinence
https://www.healthline.com/symptom/fecal-incontinence
 
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acidentes vasculares grandes ou envolvendo o tronco encefálico apresentam inconsciência total, 
esses sinais indicam lesão cerebral significativa. 
Primeiros Socorros em pacientes que apresentam sintomas de AVC 
 
• Se for possível leve a vítima para atendimento médico, se a vítima estiver inconsciente ou não 
houver a possibilidade de levá-la para o atendimento, ligue imediatamente para os serviços 
de emergência; 
• Caso a pessoa esteja inconsciente, verifique sua respiração. Na hipótese de a pessoa não 
estar respirando, inicie imediatamente as manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar; 
• Se a vítima estiver consciente e com dificuldades para respirar, afrouxe qualquer roupa 
apertada, como gravatas ou cachecol; 
• Verifique se a pessoa está em uma posição segura e confortável, de preferência, se for 
possível, coloque-a de lado, com a cabeça levemente elevada e apoiada enquanto aguarda a 
chegada do Serviço Médico de Emergência; 
• Se houvervômito, desobstrua as vias; 
• Procure tranquilizar a vítima com calma; 
• Mantenha a pessoa aquecida, mas não em excesso; 
• Não dê nada para comer ou beber; 
• Caso a pessoa esteja demonstrando alguma fraqueza em um membro, evite movê-la; 
• Observe a pessoa cuidadosamente para qualquer alteração de condição. Esteja preparado 
para informar a emergência sobre os sintomas e certifique-se de mencionar se a pessoa caiu 
ou bateu com a cabeça, caso tenha presenciado essa situação. 
• Não é necessário, no momento da ocorrência, avaliar qual o tipo de AVC, os primeiros 
socorros são os mesmos. 
Doenças que aumentam o risco de AVC 
• Hipertensão, 
• Doenças cardíacas, 
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• Diabetes; 
• Colesterol alto; 
• Hiper ou hipoglicemia. 
Prevenção do AVC 
 
A melhor medida de combate ao AVC é a prevenção, para isso devemos: 
• Ter uma alimentação saudável; 
• Não fumar; 
• Praticar atividade física regularmente; 
• Estar em dia com seus exames médicos. 
 
Certas condições crônicas aumentam o risco de derrame, isso inclui pressão alta, colesterol 
alto, diabetes e obesidade. Tomar medidas para controlar essas condições pode reduzir o risco. As 
pessoas que sofreram um derrame ou ataque isquêmico transitório podem tomar medidas para 
impedir a recorrência, limitando a ingestão de álcool e sal, parar de fumar, exercitar-se, manter um 
peso saudável e ter uma dieta mais saudável com peixes, vegetais e grãos integrais. Sendo assim, 
podemos entender que aprender a reconhecer os sintomas de um ataque isquêmico transitório ou 
AVC e saber relatá-lo rapidamente pode salvar vidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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24 TELEFONES ÚTEIS 
 
 
CORPO DE BOMBEIROS (RESGATE) ......................................................................... 193 
AMBULÂNCIA SAMU...................................................................................................... 192 
POLÍCIA MILITAR............................................................................................................ 190 
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.................................................................................. 191 
CENTRO DE INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS........................................0800-643-5252 
EM CASO DE INTOXICAÇÃO LIGUE............................................................0800-721-3000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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25 REFERÊNCIAS 
AYRES, J. A., NITSCHE, M. J. T. - Primeiros socorros: guia básico. São Paulo: UNESP, 2000, 33 
p. 
Caderno de Primeiros Socorros – Cruz Vermelha Brasileira – São Paulo - 1996 
CARDOSO, Telma Abdalla de Oliveira, Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação 
Oswaldo Cruz, 2003. Printed in Brazil 
FORD. Atendimento pré-hospitalar: suporte básico da vida. São Bernardo do Campo, SP, [s.d.]. 
39 p. 
Manual de Fundamentos de Bombeiros / Corpo de Bombeiros - São Paulo – 1998. 
MANUAL, Primeiros Socorros, como agir em situações de emergência, Rio de Janeiro, 2002 – 
Senac. 
Departamento Estadual de Trânsito de Goiás. Manual de primeiros socorros no trânsito / 
DETRAN-Go ; (org.) Clives Pereira Sanches. Goiânia: DETRAN-Go, 2005. 25 p. ; il. Acesso em: 28 
out 2019. 
FRANGE, Paulo. Primeiros Socorros: O que fazer enquanto o socorro não chega! São Paulo - 
SP, 2016. 
AMMAR, AMIR MOHAMAD ET AL. Primeiros Socorros. Alfenas: Liga de Emergência e Trauma da 
UNIFENAS, 2010. Acesso em: 28 out 2019. 
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Curso básico de segurança em 
instalações e serviços em eletricidade: noções de primeiros socorros em serviços com 
eletricidade / SENAI. DN. Brasília, 2005. 
SCHEKIERA, Acácio A. Segurança em eletricidade. Clube de Autores, 2009. 
Instituto de Medicina Tropical. Primeiros Socorros. Universidade de São Paulo. Acesso em: 28 out 
2019 
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 12ª REGIÃO (SC). Serviço de Saúde. Cartilha de 
Primeiros Socorros. Santa Catarina, 2016. Acesso em: 28 out. 2019. 
Brasil, Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro.Fundação Oswaldo Cruz, 2003. 
SENAC. Primeiros Socorros: como agir em situações de emergência - 3.ed. - São Paulo: Senac. 
FILHO, A. R. et al. A Importância do Treinamento de Primeiros Socorros no Trabalho. Revista 
Saberes, Rolim de Moura, v. 3, n. 2, p. 114-125, 2015. Acesso em: 1 nov. 2019 
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Curso básico de segurança em 
instalações e serviços em eletricidade: noções de primeiros socorros em serviços com 
eletricidade / SENAI. DN. Brasília, 2005. 
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Código penal 
BRASIL, Norma Regulamentadora nº 7, de 08 de junho de 1978. Programa de Controle Médico de 
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