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CAPACITAÇÃO EM PRIMEIROS SOCORROS Módulo: BÁSICO Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 www.inbraep.com.br Copyright/2012 - Proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 4 2 PROCEDIMENTOS GERAIS ............................................................................................................ 7 2.1 Princípios para os Primeiros Socorros ....................................................................................... 9 3 LEGISLAÇÃO SOBRE O ATO DE PRESTAR SOCORRO ............................................................. 11 4 URGÊNCIAS COLETIVAS .............................................................................................................. 13 5 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS ............................................................................................. 14 6 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR .................................................................................. 16 6.1 Parada Respiratória ................................................................................................................. 17 6.2 Parada Cardíaca e Ataque Cardíaco ........................................................................................ 18 6.2.1 Desfibriladores ...................................................................................................................................... 20 6.2.2 Importância do Reconhecimento e Procedimentos da Parada Cardiorrespiratória ............................ 28 6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória ....................................................................... 30 7 AFOGAMENTO .............................................................................................................................. 44 7.1 Suporte Básico e Avançado de Vida e Resgate ....................................................................... 50 8 DISTÚRBIOS CAUSADOS PELA TEMPERATURA ....................................................................... 63 8.1 Queimaduras ........................................................................................................................... 64 8.2 Insolação e Intermação ............................................................................................................ 74 9 CHOQUES ELÉTRICOS ................................................................................................................. 78 10 ESTADO DE CHOQUE ................................................................................................................. 83 11 INTOXICAÇÕES ........................................................................................................................... 87 11.1 Intoxicação Alimentar ............................................................................................................. 88 11.2 Intoxicação por Medicamentos e Drogas de Abuso ................................................................ 91 11.3 Intoxicação por substâncias Tóxicas ...................................................................................... 92 11.3.3 Intoxicação por contato ...................................................................................................................... 94 11.4 Prevenção de Intoxicação ...................................................................................................... 95 12 PICADAS E MORDIDAS DE ANIMAIS ......................................................................................... 97 12.1 Acidentes por Escorpião e Aranha ....................................................................................... 101 12.2 Picadas de Abelhas e Vespas .............................................................................................. 106 12.3 Mordeduras e Arranhões Causados por Cães e Gatos ........................................................ 109 12.4 Como agir em casos de mordeduras e arranhões causados por cães e gatos ..................... 111 12.5 Prevenir ataques de Cães e Gatos ....................................................................................... 115 13 FERIMENTOS ............................................................................................................................ 117 13.1 Escoriações ......................................................................................................................... 117 13.2 Amputações ......................................................................................................................... 119 13.3 Ferimentos ........................................................................................................................... 123 13.3.1 Ferimentos no Tórax ......................................................................................................................... 127 13.3.2 Ferimentos no Abdome .................................................................................................................... 132 13.3.3 Ferimentos com Objeto Encravado .................................................................................................. 135 14 HEMORRAGIA ........................................................................................................................... 140 14.1 Hemorragia Interna .............................................................................................................. 140 14.2 Hemorragias Externas .......................................................................................................... 142 14.3 Hemorragia Nasal ................................................................................................................ 145 15 ENTORSES ................................................................................................................................ 147 16 LUXAÇÕES ................................................................................................................................ 150 17 FRATURAS ................................................................................................................................ 154 mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 3 18 VERTIGENS ............................................................................................................................... 160 19 DESMAIOS ................................................................................................................................. 164 20 CONVULSÕES ........................................................................................................................... 168 21 TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS....................................... 172 22 CORPOS ESTRANHOS NO ORGANISMO ................................................................................ 178 23 AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / DERRAME ........................................................... 189 24 TELEFONES ÚTEIS ................................................................................................................... 195 25 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 196 mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 4 1 INTRODUÇÃO Primeiros socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário até a chegada de um socorro profissional. Geralmente, presta-se atendimento no próprio local. As providências a serem tomadas inicialmente são: • Uma rápida avaliação da cena e vítima; • Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas simples; • Acionar corretamente um serviço de emergência local; • Atuar conforme o seu conhecimento; • Assistir a vítima até que chegue o socorro médico. Anualmente, milhares de pessoas se acidentam nas ruas, nas rodovias, em casa e no trabalho. Geralmente, são quedas, queimaduras, envenenamentos, cortes, choques e situações que exigem, na maioria das vezes, socorro imediato. É importante lembrar que, como adulto, a pessoa é responsável pela própria segurança e, muitas vezes, também pela segurança de terceiros, principalmente de crianças e de idosos. Eles precisam e devem ser protegidos. Apesar das medidas de segurança comumente adotadas e dos cuidados que as pessoas têm com as próprias vidas, nem todos os acidentes podem ser evitados, porque nem todas as causas podem ser controladas. Assim, os riscos de acidente fazem parte do cotidiano, o que requer a presença de indivíduos treinados para atuar de forma rápida. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 5 Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. No entanto, por mais que se aparelhem hospitais e prontos-socorros, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMU’s (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência) sempre vai haver um tempo até a chegada do atendimento profissional. Nesse período, os únicos presentes são aqueles envolvidos no acidente e os que estavam ou passaram pelo local. Somente a equipe especializada é composta por socorristas, ou seja, socorrista é aquele que está preparado, treinado e habilitado a fazer os primeiros socorros e transporte de acidentados. A pessoa que presta os primeiros socorros, em casos de acidentes ou males súbitos, deve ter conhecimento das primeiras medidas a serem tomadas. Esta função é importante, pois pode manter a vítima viva até a chegada do socorro adequado, bem como não ocasionar outras lesões ou agravar as já existentes. Sendo assim, é preciso agir com bom senso, tolerância, calma e ter grande capacidade de improvisação. Prestar os primeiros socorros é uma atitude humana, que requer coragem e o conhecimento das técnicas adequadas em face de ser capaz de auxiliar numa emergência. O socorro imediato evita que um ferimento se agrave, que uma simples fratura se complique, ou que um desmaio resulte na morte do acidentado. É comum que as pessoas se sintam incomodadas e até não gostem de socorrer um estranho. No entanto, não se deve esquecer que qualquer pessoa, inclusive família ou amigos, também podem ser vítimas de acidentes e de mal súbito. Os primeiros socorros, ou socorro básico de urgência, são as medidas iniciais e imediatas dedicadas à vítima, fora do ambiente hospitalar, executadas por qualquer pessoa treinada, para garantir a vida, proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões existentes. O conhecimento e a aplicação dos primeiros socorros têm como objetivo fundamental salvar vidas. Se a pessoa não tiver condições emocionais de prestar socorro direto à vítima, deve procurar por alguém que a auxilie no atendimento e, em seguida, acionar os serviços especializados: médicos, ambulâncias, SAMU e bombeiros. Não se deve deixar uma vítima sem uma palavra de apoio ou um gesto de solidariedade, nem deixar de adotar os procedimentos cabíveis. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 6 Existem várias maneiras de ajudar num acidente, até um simples ato de chamar assistência especializada como ambulância e bombeiros, sendo de suma importância para o atendimento adequado. Ao solicitar ajuda, a pessoa deve procurar passar o máximo de informações, como endereço do acidente, ponto de referência, sexo da vítima, idade aproximada, tipo de acidente e número de vítimas. Prestar os primeiros socorros não significa somente fazer respiração artificial, colocar um curativo em um ferimento ou levar uma pessoa ferida para o hospital. Significa chamar a equipe especializada (Bombeiros, SAMU), dar suporte a alguém que está ferido e tranquilizar os que estão assustados ou em pânico. É importante entender que quem presta socorro deve saber que não é sua tarefa realizar o diagnóstico, mas sim, ocupar-se em prover os cuidados necessários para o suporte básico à vida. Sendo assim, existem algumas regras básicas que devem ser seguidas em qualquer situação de emergência, que são: a) O socorrista sempre inicia sua ação executando a avaliação primária da vítima; b) A vítima não deve ser movimentada desnecessariamente, e não deve ser permitido a ela que se movimente bruscamente; c) As roupas e sapatos da vítima devem ser afrouxados; d) Deve ser impedida a aglomeração em torno do local do atendimento; e) Não se deve oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos, sem indicação médica; f) O conforto da vítima deve ser priorizado, além do apoio emocional. Por fim, é possível compreender que a importância dos primeiros socorros reside no fato de que, apesar da grande maioria dos acidentes poder ser evitada, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples contribuem para diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas. No entanto, do mesmo modo, um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima. . mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 7 2 PROCEDIMENTOS GERAIS Um atendimento adequado depende, antes de tudo, de uma rápida avaliação da situação, que indicará as prioridades. Há três passos básicos para uma avaliação que são: • Observação • Palpação • Diálogo Observação A observação é a primeira ação que uma pessoa que está preparada e treinada em primeiros socorros deve fazer num atendimento de emergência. É preciso realizar uma observação detalhada da cena, certificando-se de que o local em que se encontra a vítima está seguro e analisando a existência de riscos, como desabamentos, atropelamentos, colisões, afogamento, eletrocussão, agressões, entre outros. Mas fique atento, socorrer alguém pode ser perigoso. Não descuide de sua segurança pessoal e não corra riscos em resgates heróicos. Somente depois de assegurar-se da segurança da cena é que a pessoa deve se aproximar da vítima para prestar assistência. Não adianta tentar ajudar e, em vez disso, se tornar mais uma vítima. Lembre-se: primeiro você, depois as demais pessoas e, por último, a vítima. Após a avaliação da cena, identificando os riscos existentes e verificando que não há ameaças, a pessoa que irá prestar os primeiros socorros poderá se aproximar da vítima. A observação da vítima pode revelar vários fatos como: • Alteração ou ausência da respiração; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 8 • Hemorragias externas; • Deformidades de partes do corpo; • Coloração diferente da pele; • Presença de suor intenso; • Inquietação; • Expressão de dor. Palpação Antes de examinar a vítima, a pessoa deve se proteger para evitar riscos de contaminação por meio do contato com sangue, secreções ou por produtos tóxicos. Por isso, é importante a utilização de kits de primeiros socorros como: luvas, óculos, máscaras, entre outros. Na ausência desses dispositivos, vale o improviso com sacos plásticos, panos ou outros utensílios que estejam disponíveis. A palpação permite que o socorrista identifique: • Batimentos cardíacos; • Fraturas; • Umidade da pele; • Alterações de temperatura (alta ou baixa). Diálogo Sempre que possível, deve-se interagir com a vítima, procurando acalmá-la e, ao mesmo tempo, avaliar as condições destas, enquanto conversa com ela. A tentativa de diálogo com a vítima permite perceber: • Nível de consciência • Sensação e localização da dor mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 9 • Incapacidade de mover o corpo ou partes dele • Perda ou sensibilidade em alguma parte do copo Uma vez definida e analisada a situação, a ação deve ser dirigida para: • Pedido de ajuda qualificada e especializada • Avaliação das vias áreas • Avaliação da respiração e dos batimentos cardíacos • Prevenção do estado de choque • Aplicação de tratamento adequado para as lesões menos graves • Preparação da vítima para remoção segura • Providências para transporte e tratamento médico (dependendo das condições) A pessoa que presta os primeiros socorros deve lembrar que sua tarefa se restringe sempre em só prestar o socorro básico de urgência. Não deve fazer nada que não seja rigorosamente essencial para a vida do acidentado, enquanto aguarda o auxílio médico. As situações de emergência podem variar desde um corte até uma parada cardíaca e, neste caso, a vítima corre risco de vida. O objetivo do primeiro atendimento deve ser o de mantê-la viva e protegê-la de novos e maiores riscos até a chegada da equipe especializada. 2.1 Princípios para os Primeiros Socorros Os principais princípios para atendimento de primeiros socorros são: • Agir com calma e confiança – evitar o pânico; • Ser rápido, mas não precipitado; • Usar bom senso, sabendo reconhecer limitações; • Usar criatividade para improvisação; • Demonstrar tranquilidade, dando ao acidentado segurança; • Se houver condições solicitar ajuda de alguém do mesmo sexo da vítima; • Manter a atenção voltada para a vítima, quando estiver interrogando-a; • Falar de modo claro e objetivo; • Aguardar a resposta da vítima; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 10 • Não atropelar com muitas perguntas; • Explicar o procedimento antes de executá-lo; • Responder honestamente as perguntas que a vítima fizer; • Usar luvas descartáveis para proteção contra doenças de transmissão por sangue; • Atender a vítima em local seguro (removê-la do local se houver risco de explosão, desabamento ou incêndio). mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 11 3 LEGISLAÇÃO SOBRE O ATO DE PRESTAR SOCORRO Devido à importância do ato de prestar socorro, há artigos específicos na legislação brasileira acerca do assunto. Para o Código Penal Brasileiro, por exemplo, todo indivíduo tem o dever de ajudar um acidentado ou chamar o serviço especializado para atendê-lo. A omissão de socorro constitui crime previsto no Artigo 135. De acordo com o Código Penal, é crime deixar de prestar assistência quando possível fazê-lo sem risco pessoal. Portanto, segundo a lei, deve-se auxiliar toda pessoa vulnerável a algum risco, ou seja, deve-se prestar assistência à criança abandonada ou extraviada, às pessoas inválidas, feridas, desamparadas ou em grave e iminente perigo, ou deve-se pedir, nesses casos, o socorro daautoridade pública. Podemos notar que esse artigo da lei é bastante abrangente, tratando de qualquer tipo de vulnerabilidade que ponha em risco uma pessoa. Porém, a lei cita pessoas feridas, bem como o ato de pedir socorro da autoridade pública que, no caso de acidentes, seriam os serviços de emergência, como Bombeiros e SAMUs. Após chamar o serviço especializado, medidas mais complexas, como ações de atendimento e procedimentos, devem ser realizadas por pessoas que possuem capacidade e confiança. Essas medidas secundárias devem ser priorizadas quando a vítima está em um estado grave e precisa de ações imediatas, não podendo aguardar o serviço de atendimento especializado, como é o caso de uma pessoa com parada cardiorrespiratória ou engasgada, em que cada segundo é fundamental para manter a vida da vítima. Porém, em casos onde a vítima pode aguardar o atendimento, ou seja, não está correndo risco de vida iminente, é aconselhável aguardar o atendimento especializado. Um exemplo seria a queda de um trabalhador ou acidente de trânsito em área urbana, onde aparentemente a vítima quebrou a perna, possui alguns cortes, mas pode ter outros ferimentos e traumatismos internos devido ao impacto da queda ou do acidente, porém está consciente e aparentemente bem. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 12 Nestes casos é aconselhável aguardar o atendimento especializado, visto que não é indicado movimentar a vítima, pois não sabemos o estado clínico geral da mesma. Pode haver outros ferimentos e traumas na coluna e movimentá-la desnecessariamente só prejudicaria sua condição. Ainda segundo a lei, não prestar assistência ou deixar de pelo menos pedir ajuda às autoridades quando necessário, resulta em detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Esta pena é aumentada se a omissão resultar em lesão corporal, sendo triplicada na ocorrência da morte da vítima. Desta forma, fica evidente a necessidade de conhecer as medidas que devem ser tomadas diante de situações de emergências e os primeiros procedimentos a serem aplicados se houver necessidade para que seja mantida a segurança da vítima, do socorrista, do ambiente e das demais pessoas que possam estar por perto. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 13 4 URGÊNCIAS COLETIVAS Acidentes que ocorrem em locais onde há aglomeração de pessoas costumam envolver um grande número de vítimas e, nesses casos, o atendimento costuma ser muito confuso. Estas urgências coletivas podem acontecer em diversos locais, como igrejas, estádios, casas de espetáculos, shows, protestos e em qualquer ambiente onde há um grande volume de pessoas. Ao se deparar com uma urgência coletiva, a pessoa deve, antes de qualquer atitude, manter a calma, a paciência, ter capacidade de liderança e bom senso, bem como tentar tomar as seguintes medidas: • Providenciar comunicação imediata com os serviços de saúde, defesa civil, bombeiros e polícia; • Isolar o local para proteger vítimas e demais pessoas; • Determinar locais diferentes para a chegada dos recursos e saída das vítimas; • Verificar a possibilidade de retirar as vítimas que estejam em local instável, quando estas estiverem conscientes e em condições de se movimentar; • Determinar as prioridades de atendimento, fazendo uma triagem rápida das vítimas para que as mais graves possam ser removidas em primeiro lugar. Essa triagem pode ser realizada para informar e agilizar o atendimento do serviço especializado; • Providenciar também o transporte, de forma adequada, das vítimas que não possuem condições de se movimentar sozinhas ou que estejam inconscientes. Este transporte deve ser realizado somente quando a vítima estiver correndo risco ao permanecer no local e deve ser feito de forma adequada para não prejudicar as lesões. Ninguém deseja passar por esta situação, mas, caso ocorra, é preciso ter um mínimo de preparo para não tomar atitudes desesperadas. Por isso, é fundamental usar o bom senso ao se deparar com um acidente com vítimas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 14 5 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS A maioria das pessoas tem uma caixa de primeiros socorros em sua casa ou trabalho. A presença deste item é importantíssima, pois tem um papel fundamental em casos de inconvenientes. Nas empresas, é obrigatório o uso de caixas de primeiros socorros conforme as normas. Portanto, as empresas necessitam de pelo menos uma pessoa que tenha conhecimentos sobre a utilização e as medidas a serem tomadas em caso de um acidente. A caixa de primeiros socorros deverá conter alguns itens básicos que necessitam estar organizados a fim de facilitar o uso no caso de uma emergência. Alguns itens necessários são: • Compressas de gaze (preferencialmente esterilizadas); • Rolos de atadura de crepe ou de gaze (tamanhos diversos); • Esparadrapo; • Tesoura de ponta arredondada; • Pinça; • Soro fisiológico ou água bidestilada; • Luvas de látex; • Lanterna. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 15 Além disso, devemos estar atentos para que todos os frascos estejam rotulados e para que os instrumentos pontiagudos como pinças e tesouras estejam embalados de forma adequada, assim como as ampolas. Os medicamentos também devem ser sempre vistoriados para verificar o prazo de sua validade. Os que tiverem os prazos vencidos deverão ser inutilizados e substituídos por outros novos. Como podemos perceber, os componentes da caixa de primeiros socorros são itens básicos que serão necessários para qualquer tipo de atendimento em caso de acidentes, sendo que em sua grande maioria são apresentadas secreções, sangue e outros. Portanto, é fundamental estarmos preparados com uma caixa de primeiros socorros. mailto:inbraep@inbraep.com.brhttp://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 16 6 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA – PCR A parada cardíaca e a respiratória ocorrem de forma isolada por um curto espaço de tempo, em questão de alguns instantes, uma acarreta a outra, ocasionando, consequentemente, a parada cardiorrespiratória, onde será necessário que a prestação de socorro seja imediata. A parada cardiorrespiratória é a parada dos movimentos cardíacos e respiratórios, ou seja, é a ausência das funções vitais do cérebro e coração e a falta dos movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. Esta é uma emergência de grande risco, pois leva à morte rapidamente e, por isso, os primeiros atendimentos devem ser dentro de no máximo 4 minutos a partir da ocorrência, já que após este tempo as chances de recuperação são escassas. Uma vítima de parada cardiorrespiratória é identificada por meio dos seguintes sinais: • Inconsciência; • Ausência de batimentos cardíacos; e • Ausência de movimentos respiratórios. Desta forma, podemos entender que, ao identificar estes sintomas durante uma emergência, será possível reconhecer uma vítima de parada cardiorrespiratória para colocar em prática os procedimentos de primeiro atendimento referentes a esta circunstância, contribuindo para maiores chances de sobrevivência da vítima. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 17 6.1 Parada Respiratória A parada respiratória é a parada súbita da respiração, ou seja, a parada dos movimentos de inspiração e expiração de ar. Com isso, há falta de oxigênio nos tecidos do corpo, principalmente em órgãos vitais, que necessitam de maior quantidade de oxigênio, como o coração e o cérebro.A parada respiratória pode ocorrer por diversas situações, como por exemplo em: • Afogamento; • Sufocação; • Aspiração excessiva de gases venenosos ou vapores químicos; • Presença de corpos estranhos na garganta; • Choque elétrico; • Parada cardíaca; • Doenças do pulmão; • Trauma; • Obstrução de vias aéreas; e • Overdose por drogas. É possível identificar os primeiros sinais do indivíduo com parada respiratória pela ausência de movimentos torácicos, cianose, que é a coloração roxa dos lábios e extremidades do corpo e inconsciência. Há um modo bem simples e eficaz para verificar os sons e movimentos respiratórios da vítima. Este modo consiste em aproximar o seu ouvido próximo da boca e do nariz da vítima direcionando o olhar para o tórax da mesma, ou seja, para o peito da vítima e verificar: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 18 • Se o tórax se expande; • Se há algum ruído de respiração; e • Sentir na própria face se há saída de ar. Portanto, podemos concluir que os sinais clássicos de uma parada respiratória são: • Inconsciência; • Tórax imóvel; e • Ausência de saída de ar pelas vias aéreas (ou seja, não apresenta saída de ar pelo nariz e boca). Desta forma, é notável que a parada respiratória pode ser extremamente prejudicial para a vítima, e por isso é necessário identificar os sinais desta emergência para poder realizar os procedimentos adequados. 6.2 Parada Cardíaca e Ataque Cardíaco Doenças cardíacas são a principal causa de morte em todo o mundo, e em cerca de 60% dessas mortes ocorre uma parada cardíaca súbita - PCS, que é a parada do coração. O coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, ou seja, se fecha, distribui sangue pelas artérias, e quando se dilata ou se infla, traz o sangue de volta para dentro dele, pelas veias. A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de fazer a função de bomba, deixando de circular o sangue pelo organismo. Portanto, a Parada Cardíaca é a perda súbita ou inesperada da função cardíaca, ou seja, é perda total e repentina de circulação sanguínea em resultado da incapacidade do coração em bombear sangue. Muitas pessoas confundem ataque cardíaco com parada cardíaca, pois o nome é muito similar. O Ataque Cardíaco refere-se à ocorrência do Infarto Agudo do Miocárdio, por esse motivo, os ataques cardíacos podem ser chamados de infarto. O miocárdio é o músculo do coração que possui funcionamento autônomo e involuntário, assegurando a circulação sanguínea. O Ataque cardíaco, ou infarto, é o resultado da interrupção do fluxo sanguíneo através das artérias do coração, que são chamadas de artérias coronárias. Estas artérias são responsáveis por enviar os suprimentos para o coração funcionar. Quando estas artérias ficam obstruídas, prejudicam mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 19 uma determinada região do músculo do coração pela falta de suprimento sanguíneo em seu tecido muscular. Essa falta de fluxo sanguíneo causa alterações bioquímicas nas células do músculo cardíaco e, com isso, danos no sistema elétrico do coração pela falta de oxigênio, surgindo rapidamente as arritmias, que são potencialmente fatais. Estas arritmias são chamadas de fibrilações ventriculares, que são definidas como um ritmo cardíaco com risco de morte, resultando em batimentos cardíacos acelerados e inadequados. Por esse motivo, a pessoa que está sofrendo um infarto sente um grande aperto ou dor no peito, além de formigamento ou desconforto no peito, braços ou mandíbula, falta de ar, náuseas, tonturas, desconforto na região do estômago, desmaios e sudorese, ou seja, transpiração. Além do infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como: • insuficiência cardíaca em fase terminal; • embolia pulmonar; • arritmia cardíaca congênita; • parada respiratória; • entre outras. Porém, podemos dizer que, em grande parte dos casos, os infartos ou Ataques Cardíacos são uma pré-condição para um quadro de Parada Cardíaca, pois, na maioria das vezes, ela é provocada por Arritmias Cardíacas decorrentes do Infarto do Miocárdio.No tempo em que ocorre o infarto, grande parte das vítimas apresenta algum tipo de fibrilação ventricular (FV) durante a parada. Nenhum tipo de reanimação cardiopulmonar (RCP) ou reanimação cardiorrespiratória (RCR) consegue reverter esse quadro, mas pode garantir a oxigenação do organismo até a chegada de um desfibrilador ou equipe especializada. É importante lembrar que uma manobra de reanimação mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 20 aplicada corretamente pode dobrar ou até mesmo triplicar as taxas de sobrevivência de uma Parada Cardíaca. Entre os sintomas que alertam para uma possível parada cardíaca destacam-se: • Inconsciência (ou seja, vítima desacordada); • Ausência de pulsação (batimentos cardíacos); • Ausência de som de batimentos cardíacos. Para verificar as pulsações, é necessário senti-las nas artérias principais que passam pelo corpo. As mais utilizadas são as que passam pelo pescoço, denominadas carótidas. Quando ocorre ausência de pulsação nessas artérias, é possível dizer que se está diante de um dos sinais mais evidentes de que ocorreu uma parada cardíaca. Quando a pessoa ficar com dúvida ou não conseguir verificar as pulsações, deve observar se a vítima apresenta algum sinal de circulação como: • Respiração; • Tosse ou emissão de som; e • Movimentação. Em casos em que esses sinais não são evidentes, deve-se considerar que a vítima está sem circulação e iniciar as compressões torácicas imediatamente. Desta forma, podemos concluir que Ataque Cardíaco e Parada Cardíaca são semelhantes, mas não podem ser confundidos, de modo que o suporte básico de vida seja aplicado da maneira adequada e eficiente. 6.2.1 Desfibriladores Desfibrilar o coração é como apertar o botão de Reset de um aparelho eletrônico que está travado e não funciona. Os choques, aplicados através de eletrodos (também chamados de “pás”) conectados ao desfibrilador “reiniciam” as células que estão se comportando de maneira desorganizada, estimulando-as para que retornem ao seu ritmo natural e saudável. Portanto, Desfibrilação é o uso terapêutico da corrente elétrica, com grande amplitude e curta duração, mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 21 aplicado no coração da vítima com o objetivo de reverter a parada cardíaca que se dá pela fibrilação ventricular ou pela taquicardia ventricular sem pulso, fazendo assim com que se reinicie o ciclo cardíaco normal. Sabemos que o coração é um órgão muscular que promove a circulação do sangue pelo corpo. Ele é composto por duas partes, que funcionam como bombas independentes: o lado direito, responsável por bombear o sangue venoso para o pulmão, e o lado esquerdo, que bombeia o sangue arterial para os órgãos. Este bombeamento ocorre em um ritmo ordenado para que se tenha fluidez no carregamento do oxigênio pelas veias e artérias. Porém, alguns problemas podem ocorrer com o coração, e o mesmo pode não funcionar corretamente, batendo desordenadamente com arritmias. A mais grave e mais comum de todas as arritmias cardíacas é a fibrilação ventricular ou (FV) (que seria como se o coração estivesse tremendo), se ela não for interrompida dentro de 1 a 3 minutos, é praticamente fatal. A fibrilação ventricular decorre de impulsos cardíacos frenéticos que se dividem no músculo ventricular, estimulando primeiro uma parte dos ventrículos, e depois a outra, funcionando como uma realimentação fora de compasso. Portanto, a fibrilação ventricular é a tremulação rápida e inefetiva dos ventrículos, que causa uma interrupção na circulação sanguínea e acarreta a falta de oxigenação no cérebro, sendo fatal sem o tratamento imediato. O tratamento realmente eficaz em caso de uma fibrilação ventricular (FV) é a desfibrilação elétrica através de um Desfibrilador, que é um equipamento que tem por função reverter as arritmias cardíacas pela aplicação de um pulso de corrente elétrica de grande amplitude num curto período de tempo, evitando assim mortes por parada cardíaca que possua fibrilação ventricular. História do Desfibrilador O Surgimento do Desfibrilador iniciou-se em torno de 1900, onde engenheiros eletricistas em uma universidade norte americana utilizavam choques elétricos em corrente alternada para sacrificar cães de rua, e efetuando vários experimentos verificaram que um segundo choque trazia a vida de volta aos cães. Com estes experimentos Claude Beck, um cirurgião cardíaco americano começou um estudo com animais, efetuando choques elétricos com o peito aberto diretamente no coração. Em 1947, ele estava realizando uma cirurgia cardíaca em um garoto de 14 anos de idade, quando o coração do mesmo parou. Claude Beck imediatamente buscou seu equipamento de laboratório, e utilizando duas colheres com cabo de madeira como pás, aplicou o choque com corrente alternada em seu paciente, e o coração do garoto voltou a bater normalmente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 22 Primeiro desfibrilador: Porém somente no ano de 1956 (quase 10 anos depois), a teoria da desfibrilação foi revolucionada, com o cardiologista americano, Paul Zoll. Sendo responsável pela criação do primeiro desfibrilador utilizado sem a necessidade de abrir o peito do paciente, assim surgiu o Desfibrilador Externo. Tipos de Desfibriladores Hoje em dia há diversos tipos e modelos de Desfibriladores no mercado, cada um com suas particularidades dependendo do fabricante. Porém de um modo geral, podemos dizer que há 4 tipos de Desfibriladores: • Desfibrilador Interno; • Desfibrilador Externo Manual; • Desfibrilador Externo Semi Automático; • Desfibrilador Externo Automático (DEA). Desfibrilador Interno Sobre o desfibrilador Interno, conhecido também como cardioversor desfibrilador implantável ou (CDI), deve ser prescrito por um especialista na área (ou seja, um cardiologista) e indicado de acordo com o quadro clínico do paciente. O cardioversor desfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo que monitoriza constantemente o ritmo cardíaco. Se detectar o menor problema no ritmo cardíaco, aplica uma série de impulsos elétricos indolores para corrigi-lo. Se isto não funcionar, ou se for detectado um problema mais grave no ritmo cardíaco, o equipamento aplicará um pequeno choque elétrico, conhecido por cardioversão. Se isto também não funcionar, ou se for detectado um problema muito sério, o dispositivo aplicaráum choque mais forte para desfibrilar o coração, ou seja, o equipamento avalia o estado do coração e aplica estimulação ou choque elétrico na intensidade adequada para controlar o ritmo cardíaco. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 23 Desfibrilador Externo Manual O equipamento é constituído por duas pás, que são conectadas através de um cabo. Esse equipamento é facilmente encontrado em Ambulâncias, hospitais e em UTIs. Geralmente, encontra- se em carrinhos de emergência perto de medicamentos e produtos para assim, realizar possíveis atendimentos emergenciais. Este equipamento é usado somente por profissionais de saúde visto que é regulado manualmente, ou seja, o operador é quem decide a carga elétrica a ser descarregada no paciente. As pás devem ser colocadas sobre o tórax do paciente, juntamente com a utilização de um gel, para que a vítima não sofra algum tipo de queimadura. Há também um equipamento incorporado ao Desfibrilador Externo Manual, que é o Cardioversor. Nele, existe uma tela com informações do Eletrocardiograma (ECG) do paciente, assim o profissional de saúde fica melhor informado sobre possíveis alterações nos batimentos cardíacos do paciente. Cardioversor Com este equipamento o fluxo do batimento cardíaco do paciente pode ser impresso em papel, para o médico avaliar possíveis mudanças do quadro clínico, como no caso de arritmias cardíacas. Desfibrilador Externo Automático (DEA) Em relação ao Desfibrilador Externo Automático (conhecido também como DEA), é considerado o melhor e mais versátil desfibrilador externo, por ser seguro e autoexplicativo. O DEA ficou popularizado e sugerido em locais onde tenha um número quantitativo de pessoas, como por exemplo em shoppings, supermercados, estádios, dentre outros. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 24 Projetado para atendimentos de emergência, é um equipamento compacto, portátil, leve (com aproximadamente 2kg), resistente e muito fácil de usar. Funciona através de baterias e pode ser operado por pessoas comuns, desde que possua treinamento prévio sobre o manuseio. Geralmente o equipamento realiza comandos de voz para o operador, há também modelos que orientam por textos, imagens e voz, dependendo do Modelo. Os Desfibriladores Externo Automáticos realizam o diagnóstico, consideram as variáveis clínicas e aplicam o tratamento se necessário, de forma segura e automática. O próprio equipamento é quem decide a carga elétrica adequada a ser usada no paciente, ou seja, o equipamento faz o diagnóstico impedindo o uso acidental, nos casos em que o tratamento por choque não é indicado ou em pessoas sadias. Os DEAs geralmente auxiliam também no procedimento de RCP (reanimação cardiopulmonar), informando a necessidade de início do procedimento e disparando sons (como bips) para auxiliar na velocidade da massagem cardíaca. Há modelos também que possibilitam a colocação de uma terceira pá (ou seja, um terceiro eletrodo no meio do peito da vítima) auxiliando o operador na intensidade e profundidade em que deve realizar a massagem cardíaca quando solicitada. Lembrando que é fundamental, quando possível, ler antecipadamente o manual de instruções, visto que cada equipamento e fabricante possui suas particularidades, principalmente quando se trata do uso em crianças e pessoas com pouco peso. Portanto, se na sua empresa ou local de trabalho, possuir um DEA, solicite instruções de uso com o setor ou profissional responsável, também leia todo o manual do equipamento, para verificar as particularidades do mesmo. Modo de utilização Sobre o modo de utilização do Desfibrilador Externo Automático (DEA), o equipamento funciona de modo praticamente independente, porém há algumas ações e conhecimentos necessários para que o DEA possa desempenhar a sua função da melhor forma, para assim ter um resultado eficiente. Primeiramente, qualquer Desfibrilador Externo Automático, só deve ser utilizado se as seguintes circunstâncias, em conjunto, se apresentarem: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 25 • Vítima inconsciente; • Sem respiração; • Sem pulso. Se a vítima apresentar estes 3 sintomas simultaneamente o equipamento deve ser utilizado, visto que estes sintomas representam uma Parada cardiorrespiratória. No entanto, se o socorrista leigo não conseguir identificar se a vítima está sem pulso, mas percebeu que está inconsciente e sem respiração, deve iniciar os procedimentos de Reanimação Cardiopulmonar e utilização do desfibrilador. Outras considerações importantes são: • Há desfibriladores que não são indicados para crianças, principalmente menores de 1 ano, por isso é fundamental conhecer o equipamento e ler o manual do fabricante; • O uso de Marca-passos pode alterar a eficiência do equipamento (diminuindo assim a precisão do detector de parada cardíaca, jamais colocar os eletrodos em cima de um marca- passo); e • Medicamentos sob a forma de adesivos (como aqueles adesivos de nicotina por exemplo) devem ser removidos antes da desfibrilação. Alguns fatores podem ocasionar interferências e prejudicar o funcionamento do equipamento como: • Pás mal posicionadas (portanto é fundamental colocar as pás adesivas de forma correta, sendo que após o uso devem ser descartadas e substituídas); • Movimentos excessivos do paciente (o mesmo não pode ser movimentado quando o aparelho estiver realizando o diagnóstico, portanto não se deve fazer massagem cardíaca ou movimentar a vítima durante a análise); • Pode ocorrer Interferência de radiofrequência, inclusive por telefones celulares, portanto é recomendável afastar os celulares ou aparelhos próximos do equipamento; • Excesso de pelos ou pele molhada na região da aplicação dos eletrodos, poderão prejudicar o desempenho, se possível raspe os pelos e seque a região da aplicação. Os eletrodos devem ser aplicados diretamente na pele seca da vítima, não podendo ser por cima de vestimentas ou pelos. Segue algumas instruções importantes para evitar acidentes ao utilizar o equipamento: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorizaçãodo INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 26 • O paciente deve ser colocado em superfícies não condutoras. Não utilize superfícies molhadas ou metálicas; • Não toque no paciente, no equipamento, nos acessórios ou em qualquer superfície metálica ou condutiva que esteja em contato com o paciente durante a desfibrilação; • Fique atento ao ambiente, visto que há risco de explosão se o equipamento for operado na presença de gases ou líquidos inflamáveis; • Deve ser utilizado somente em uma vítima por vez. Funcionamento e procedimentos Sobre o funcionamento e procedimentos do Desfibrilador Externo Automático: Os DEAs funcionam de modo praticamente independente. Existem vários modelos de DEA (Desfibrilador Externo Automático), mas eles possuem dispositivos padronizados para facilitar o manuseio. O operador deve somente seguir alguns procedimentos básicos, de um modo geral os passos são: 1. Colocar o aparelho próximo da vítima (é recomendável colocar ao lado da cabeça da vítima que deve estar deitada, esta posição permite que o socorrista possa operar o aparelho e executar um procedimento de RCP quando necessário); 2. Verificar as condições do aparelho e Ligá-lo. (Após ligar o aparelho, o mesmo começará a fornecer informações do que deve ser realizado, então todos os procedimentos seguintes serão orientados pelo DEA). 3. O próximo passo é pegar as pás adesivas descartáveis (alguns modelos possuem tamanho diferenciados para adultos ou crianças, bem como um botão de seleção da idade ou um atenuador de carga, que garante que a distribuição elétrica será somente a necessária dependendo do paciente). 4. Remover as vestes situadas no tórax da vítima; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 27 5. O aparelho irá indicar a necessidade de posicionar os eletrodos, siga as instruções de onde devem ser colocados. A maior parte dos DEAs possuem um desenho explicativo no próprio eletrodo que resume a seguinte posição: • Eletrodo do lado direito do paciente: precisa ser colocado abaixo da clavícula, na linha hemiclavicular. • Eletrodo do lado esquerdo do paciente: deve ser posicionado nas últimas costelas, na linha hemiaxilar (abaixo do mamilo esquerdo). O posicionamento é feito dessa forma porque o choque deve passar por dentro do tórax para atingir um maior número de fibras cardíacas. O objetivo (como já falado) é causar uma espécie de “pane” no coração que não está batendo direito, para que assim ele possa então ser “resetado”, e voltar a funcionar de forma organizada. 6. Após a colocação dos eletrodos, o aparelho irá pedir para que seja instalado o cabo no DEA, (dependendo do modelo o cabo pode estar conectado no equipamento). Nesse momento será feita a análise do ritmo e o aparelho irá decidir se é necessário a aplicação do choque ou não. 7. Havendo a necessidade do choque o equipamento ordenará para que os presentes se afastem e certifique-se de que não há ninguém próximo e principalmente encostando no aparelho ou no paciente. Vale lembrar novamente que esses passos podem apresentar variações dependendo do modelo e fabricante do equipamento. Após o choque, e caso não obtiver sucesso, o socorrista leigo deve iniciar o procedimento de RCP fazendo assim a massagem cardíaca, sendo que aproximadamente a cada dois minutos, o equipamento irá analisar o ritmo novamente e informar qual deve ser a próxima ação. Lembrando que o DEA deve ser mantido no paciente até a chegada do Suporte Avançado de Vida ou Equipe Especializada. Desfibrilador Externo Semi Automático mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 28 A respeito do Desfibrilador Externo Semi Automático: Geralmente funciona da mesma forma que o equipamento automático, porém exige que o operador realize algumas funções manuais, como por exemplo apertar o botão para descarregar o choque após o diagnóstico. Há modelos no mercado que permite ainda que o operador escolha os parâmetros de aplicação do tratamento de choque, como por exemplo a seleção de carga, porém esta função deve ser utilizada somente por profissionais da área de saúde, visto que é uma função que torna o equipamento praticamente manual. Importância e obrigação do uso do DEA Os desfibriladores possuem um papel fundamental na reanimação cardiopulmonar, ainda mais o Desfibrilador Externo Automático, que possui praticidade e fácil utilização. Portanto, o uso deste equipamento é de suma importância, pois cerca de vinte milhões de pessoas no mundo sofrem com doenças cardíacas, e no Brasil, há mais de trezentas e vinte mil mortes súbitas todos os anos. Risco que pode ser evitado através do uso correto e disponibilidade do DEA. Compreendendo-se a relevância de se ter um DEA a rápido alcance em caso de parada cardiorrespiratória, em alguns estados brasileiros tornou-se obrigatório se equipar com o desfibrilador cardíaco externo automático os locais, estabelecimentos e veículos onde há grande concentração ou circulação diária de pessoas, inclusive o acesso público ao DEA é recomendado, de acordo com as diretrizes da Associação Americana do Coração (AHA) que é a referência mundial no assunto. 6.2.2 Importância do Reconhecimento e Procedimentos da Parada Cardiorrespiratória A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma intercorrência inesperada e constitui-se numa grave ameaça à vida das vítimas, principalmente aquelas que ocorrem fora do ambiente hospitalar, visto que o manejo dessas vítimas requer atendimento imediato e desfibrilação, diferentemente do ambiente hospitalar em que há uma equipe com profissionais especializados que atuam especificamente na emergência de pacientes que apresentam parada cardiorrespiratória. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 29 Para termos uma ideia, segundo estudos, após uma parada cardiorrespiratória sem atendimento instantâneo, a sobrevida é diminuída em 10% para cada minuto de atraso na desfibrilação. Por outro lado, a taxa de sobrevivência é de cerca de 98% quando o atendimento ocorre em até 30 segundos à ocorrência, ou seja, a desfibrilação é fundamental para salvar a vida da vítima. Por esse motivo, a aquisição de um DEA (Desfibrilador Externo Automático), nas empresas ou locais públicos é de extremarelevância. Inúmeras pessoas morrem sem receber atendimento, pela demora do socorro ou pela inabilidade das pessoas que presenciam o acidente, algumas pessoas até mesmo atrapalhando aquelas que conhecem os procedimentos a serem aplicados, em contrapartida outras pessoas apresentam iniciativa de prestar os primeiros atendimentos a vítima e transportar em veículo próprio e não aguardam um socorro adequado, às vezes pela demora do Serviço Médico de Emergência ou por despreparo, só que essa reação pode causar sequelas e levar à vítima a morte. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 30 O que vamos apresentar, baseia se no que há mais de atual nas diretrizes internacionais, a respeito da ressuscitação cardiopulmonar e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE). Baseia-se nas novas diretrizes da Agência Americana do Coração (American Heart Association), que é a referência mundial sobre o assunto, e teve um processo de avaliação de evidências que envolveu 250 revisores de 39 países. Segundo estas diretrizes, as vítimas que têm uma Parada Cardiorrespiratória extra-hospitalar (PCREH), ou seja, fora do hospital dependem da assistência da comunidade. Os socorristas leigos precisam seguir os critérios de reconhecimento da Parada Cardiorrespiratória (PCR), pedir ajuda e iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP) e aplicar a desfibrilação (na nossa realidade, se possível) ou seja, as diretrizes internacionais dizem que deve-se haver um acesso público à desfibrilação (chamada de APD) até que um time de serviço médico de emergência (SME) com formação profissional assuma a responsabilidade e, em seguida, transporte o paciente para um pronto-socorro ou um laboratório de hemodinâmica. Por esse motivo é recomendado ter nas empresas e em locais com grande movimentação de pessoas o Desfibrilador Externo Automático (DEA) para que pessoas preparadas possam utilizá-lo em casos que necessitem prestar socorro em uma Parada Cardiorrespiratória. 6.3 Procedimentos para Parada Cardiorrespiratória Como sabemos, a Parada Cardiorrespiratória (PCR) é a interrupção da circulação sanguínea devido à suspensão inesperada dos batimentos cardíacos, sendo a cessação súbita das funções respiratórias e cerebrais, comprovada pela ausência de pulso central, carotídeo ou femoral, de movimentos respiratórios ou respiração agônica, e a presença de inconsciência do paciente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 31 Ao acontecer uma parada cardiorrespiratória, a pessoa perde a consciência entre 10 a 15 segundos, ocorrendo também a parada de circulação sanguínea na região do cérebro e, caso a pessoa permaneça nesta situação entre 4 a 6 minutos, inicia-se a morte das células cerebrais. A PCR pode ser de origem cardíaca, respiratória, metabólica ou traumática onde provoca um colapso na circulação sanguínea, ou seja, colapso hemodinâmico. Para reverter esse quadro, foi desenvolvido o método de Ressuscitação Cardiopulmonar - RCP, que se refere às tentativas de recuperar a circulação espontânea, sendo sua aplicação universal. PCR é um evento que ocorre com frequência em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), uma vez que essas unidades possuem pacientes gravemente enfermos, com instabilidade hemodinâmica acentuada, necessitando de equipe profissional. Desta forma, as questões que fundamentam a Reanimação Cardiorrespiratória - RCR devem ser conhecidas pelos enfermeiros, uma vez que têm sido motivo de controvérsias e, consequentemente, provocado estudos com o objetivo de esclarecê-las e melhorar os padrões de atendimento. Uma parada cardiorrespiratória pode acontecer em três ritmos cardíacos diferentes: Fibrilação ventricular – Esta é a mais comum de ocorrer. É causada por muitos focos ectópicos disparados em frequências diferentes, produzindo um ritmo de batimentos cardíacos caótico, irregular e fatal. Atividade elétrica sem pulso – é caracterizada pela ausência de pulso detectável, não há circulação sanguínea e os batimentos cardíacos são ineficazes. Esta atividade em um monitor cardíaco apresenta evidências de atividade elétrica organizada, porém, o músculo cardíaco é muito fraco ou com problemas na reperfusão, ou seja, no retorno do sangue, para responder ao estímulo elétrico. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 32 Assistolia – É a ausência de ritmo cardíaco, ou seja, a ausência total de atividade elétrica do coração, é a evolução final das demais modalidades de paradas cardiorrespiratórias quando não atendidas adequadamente ou em tempo hábil. Quando identificados qualquer um destes casos, devemos rapidamente iniciar as manobras de ressuscitação cardíaca. A taxa de sobrevida após uma parada cardiorrespiratória é diminuída em 10% para cada minuto de atraso na desfibrilação. Porém, se a desfibrilação for aplicada nos primeiros 30 segundos, a taxa de sobrevida salta para 98%. Por isso, o conhecimento e treinamento para a utilização do Desfibrilador Externo Automático - DEA é tão importante. Suporte Básico de Vida – SBV Quando falamos de Primeiros socorros em casos de Parada Cardiorrespiratória, automaticamente estamos falando de Suporte Básico de Vida - SBV, que são as medidas iniciais e imediatas aplicadas à vítima de mal súbito ou trauma, fora do ambiente hospitalar, onde são realizadas ações na tentativa de manter os sinais vitais, permitindo ganhar tempo até à chegada de um socorro especializado, capaz de instituir procedimentos de Suporte Avançado de Vida - SAV. As novas Diretrizes da Associação Americana do Coração - AHA, recomendam a alteração em procedimentos de Suporte Básico de Vida - SBV em adultos, no chamado de A-B-C da vida que priorizava a liberação da via aérea, respiração e compressões torácicas. Este procedimento foi alterado para C-A-B-D, onde devemos entender que: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 33 C - correspondea checar responsividade e respiração da vítima, chamar por ajuda, checar o pulso e realizar compressões. A - é abertura das vias aéreas. B - boa ventilação. D - desfibrilação. Vale lembrar que para os socorristas leigos que não se sentem confortáveis ou preparados para fazer a Abertura das Vias Aéreas e Ventilação (respiração artificial), o procedimento será C-D, ou seja: • Checar responsividade e respiração da vítima; • Chamar por ajuda; • Checar o pulso da vítima quando se sentir apto; e • Realizar compressões até a chegada do Desfibrilador Externo Automático e/ou chegada da Equipe especializada. Na maioria das paradas assistidas, as vítimas apresentam fibrilação ventricular - FV ou taquicardia ventricular - TV sem pulso. Nestes casos, a sequência A-B-C acaba sendo atrasada devido à dificuldade que o socorrista encontra em abrir a via aérea para dar início às ventilações de resgate. Com a alteração para C-A-B-D ou C-D para socorristas leigos, as compressões torácicas serão iniciadas mais cedo, o que não trará problemas para ventilação. Portanto, as ações iniciais do Suporte Básico de Vida são realizadas por leigos capacitados, e, no caso de Parada Cardiorrespiratória, o suporte considera a circulação artificial. Já a desobstrução das vias aéreas e ventilação devem ser feitas somente se o socorrista leigo se sentir preparado para executar, contando ainda com a desfibrilação precoce quando obtiver disponibilidade do equipamento. Porém, os primeiros socorros requerem alguns cuidados iniciais como: 1º Segurança do local: avaliar primeiramente a segurança do local onde a vítima está, certificando-se de que este é seguro para você e para a vítima. Caso o local não seja seguro, será preciso remover a vítima para um outro que ofereça segurança. 2º Avaliar a responsividade e a respiração: tocar e chamar a vítima para observar se ela responde aos seus estímulos. Se a vítima não responder, será necessário avaliar sua respiração mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 34 observando a presença de elevação do tórax. Caso a vítima não esteja respirando, é preciso chamar ajuda imediatamente. 3º Ao Chamar ajuda: ligar para o serviço de emergência (SAMU 192), ou pedir para alguém próximo fazê-lo. Se um DEA estiver disponível, é só buscá-lo, ou pedir para alguém próximo buscá-lo enquanto você continua o atendimento à vítima. É importante que, ao ligar para o serviço de emergência, seja identificada a localização do incidente e condições da vítima. 4º Checar o pulso: Tentar checar o pulso carotídeo da vítima em menos de 10 segundos. Caso não seja possível detectar pulsações, as compressões torácicas deverão ser iniciadas imediatamente. 5ª Compressões torácicas: a atualização da Associação Americana do Coração - AHA orienta que na Reanimação Cardiopulmonar realizada por socorristas leigos, treinados ou não, seja priorizado realizar as compressões cardíacas no lugar das ventilações. Ou seja, o socorrista deve aplicar somente as compressões cardíacas, estando ele com assistentes ou não. O diagnóstico deve ser feito com a maior rapidez possível, compreendendo a avaliação de três parâmetros: responsividade, respiração e pulso. A responsividade deve ser feita com estímulo verbal e tátil, o estímulo verbal deve ser efetuado com voz firme e em tom alto, garantindo que a vítima seja capaz de escutar o socorrista. O estímulo tátil deve ser firme, sempre contralateral, ou seja, do lado oposto em que se posiciona o socorrista, para evitar que o socorrista seja atingido involuntariamente por pacientes semiconscientes. Se não houver resposta e for detectada a ausência da respiração, considera-se que a vítima esteja em situação potencialmente letal, devendo ser assegurado atendimento médico de emergência. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 35 Reanimação Cardiopulmonar ou Reanimação Cardiorrespiratória – RCP A RCP é um conjunto de manobras destinadas a garantir a oxigenação dos órgãos e tecidos da vítima, e com a finalidade de fazer com que o coração e o pulmão voltem a funcionar normalmente garantindo a vida da pessoa acometida pela parada cardiorrespiratória. A importância do reconhecimento rápido da PCR, bem como a iniciação da RCP precocemente se dá pelo fato de que a falta de oxigenação decorrente da PCR gera, conforme passam os minutos, lesões irreversíveis no tecido cerebral e cardíaco, causando a morte da vítima. Massagem Cardíaca A massagem cardíaca é uma manobra que objetiva garantir a oxigenação dos órgãos quando ocorre uma parada cardiorrespiratória. Nesta situação, não há bombeamento de sangue para os órgãos vitais do corpo, como cérebro e coração, e estes acabam por entrar em processo de necrose. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 36 Vale frisar que em casos que são necessários os procedimentos de Suporte Básico de Vida, como é o caso de uma parada cardiorrespiratória, onde o tempo é crucial, os procedimentos formam uma cadeia de atos que somam ações em conjuntos, não é um passo a passo onde você inicia um procedimento, finaliza, depois inicia outro. Nessa cadeia somam-se as ações, fazendo uma, duas ou três coisas ao mesmo tempo, ou seja, é acionada a ajuda por meio de um celular, por exemplo, colocando-o no viva-voz e em seguida já é iniciado outro procedimento enquanto o telefone está chamando. Como já vimos, o primeiro passo sempre é avaliar a cena, pois a prioridade é a sua segurança e das demais pessoas. Após avaliada a situação e o ambiente, é só se aproximar da vítima. Tente despertar a vítima, pois na maioria das vezes ela apresenta somente um desmaio, sendo assim, a pessoa desperta em pouco tempo. Em alguns casos, a pessoa pode estar dormindo ou estar alcoolizada e tentar despertá-la é o primeiro passo para evitar esforço desnecessário. Se a vítima responder, é preciso se apresentar e conversar com ela, perguntando se precisa de ajuda. Se a vítima não responder, deverá ser avaliada sua respiração, observando se há elevação do tórax em menos de 10 segundos. Caso a vítima esteja respirando, é necessário ficar ao seu lado e aguardar para ver sua evolução e, se for preciso, chamar ajuda. Se ela estiver em uma posição difícil de verificar a respiração, o ideal é colocá-la deitada de barriga para cima (decúbito dorsal), aproximando seu ouvido à boca e nariz da vítima para verificar se senteou ouve a respiração e, ao mesmo tempo, ver se o tórax se movimenta. Mas atenção, sempre verifique a cena, veja se a vítima se encontra nesta situação devido a algum acidente ou queda. Nesses casos, a movimentação deve ser feita preservando ao máximo a cervical, virando a cabeça e tronco em bloco, fazendo com que a cabeça e o corpo da vítima se movimentem em conjunto unitário. Por esse motivo, sempre é bom solicitar ajuda de outro socorrista. Se a vítima não estiver respirando ou estiver somente com respiração agônica, chame ajuda imediatamente. O tempo necessário entre a avaliação da responsividade, respiração e o acionamento do serviço de emergência deve ser entre 5 a 10 segundos. Com as evidências de inconsciência e falta de respiração já podemos caracterizar que estamos presenciando uma parada cardiorrespiratória, mas caso se sinta preparado, ao mesmo tempo em que estiver verificando a respiração, veja se a pessoa apresenta pulsação. O procedimento indicado em pessoas inconscientes é verificar o pulso carotídeo situado no pescoço. Para isso, posicione os dedos indicador e médio na parte macia e oca da lateral do pescoço, que é onde fica a artéria carótida. Pressione firmemente e verifique se sente a pulsação. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 37 Estudos mostram que tanto profissionais da saúde quanto socorristas leigos têm dificuldade de detectar o pulso e que pode levar muito tempo para realizá-lo, por isso, não é enfatizada e nem obrigatória a checagem de pulso. Podemos dizer que, até aqui, estas são ações padrão de qualquer situação de emergência que apresente vítima inconsciente e possivelmente com parada cardiorrespiratória, porém, haverá diferentes situações que exigirão outros procedimentos como, por exemplo: quando o socorrista leigo estiver sozinho ou houver dois ou mais socorristas, e até mesmo quando estiver disponível ou não o DEA. Procedimentos com um socorrista SEM disponibilidade do DEA Após identificar a parada cardiorrespiratória, ligue para o serviço de emergência (192). O ideal é a utilização de um celular no modo viva voz para que, enquanto estiver chamando, já esteja iniciando os procedimentos de massagem cardíaca. Ao ser atendido pelo serviço de emergência (192) informe a situação, localização do incidente e condições da vítima. Ao iniciar a massagem cardíaca, lembre-se que todos estes procedimentos são feitos de maneira rápida e coordenada, então, quando iniciar a massagem cardíaca é possível que ainda não tenha sido atendido pelo serviço de emergência. Para iniciar a Massagem Cardíaca, é necessário ficar de joelhos ao lado da vítima e iniciar as compressões. a) Para saber exatamente o ponto onde devem ser feita as compressões em adultos, sinta o final do osso esterno, o osso que junta as costelas da direita com as da esquerda, no meio do peito. Sinta o final do osso na boca do estômago. Meça dois dedos a partir dali na direção da cabeça. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 38 b) Posicione a região hipotênar e tênar da palma da mão sobre o osso esterno da vítima, que condiz com a parte inferior da palma da mão. c) Entrelace os dedos com a segunda mão, afastando os dedos do tórax, para comprimir somente com a região inferior da mão, conforme demonstrado na imagem. d) Mantenha os braços e cotovelos esticados e travados em linha reta, sendo assim, os cotovelos não devem ser dobrados durante as compressões. A força aplicada será o peso do socorrista sobre o tórax da vítima, e o mesmo deve deixar o braço reto em direção ao tórax da vítima, assim evitará fadiga rápida, e as compressões serão de melhor qualidade. e) Comece a empurrar com o peso do seu corpo, em movimentos ritmados, o tórax para dentro. Cerca de 100 a 120 compressões por minuto, deve ser feito em média 10 compressões a cada 6 segundos ou 2 a cada segundo. Esta ação deve movimentar o esterno (peito) de 5 a 6 centímetros para dentro e retornar à sua posição natural. A função deste procedimento é fazer com que o peso do seu corpo "comprima" o coração, empurrando o sangue para frente e no retorno do tórax, o coração enche-se novamente de sangue para ser empurrado mais uma vez à frente com a nova compressão. Esse processo visa substituir a função do coração temporariamente, preservando o cérebro e outros órgãos até a chegada do Suporte Avançado de Vida, que se trata do atendimento especializado. Em geral, a massagem cardíaca deve ser feita por 2 minutos até que seja feita a verificação da respiração da vítima, já que se trata de um procedimento que necessita do maior número de compressões possíveis e acaba deixando o socorrista cansado. Desta forma, esse tempo contribui para uma massagem cardíaca eficiente e após esses segundos de verificação da respiração da vítima, o socorrista deve retornar às compressões pois as pausas prolongadas diminuem a eficácia da massagem cardíaca. Sendo assim, este é o procedimento recomendado para socorristas leigos sem disposição do DEA: reconhecer a parada cardiorrespiratória, chamar ajuda e iniciar as compressões torácicas até a vítima voltar a consciência ou chegada da equipe especializada. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 39 Procedimentos com um socorrista COM disponibilidade do DEA Após identificar a Parada Cardiorrespiratória e estando o DEA próximo, busque imediatamente o equipamento e, ao mesmo tempo, ligue para o serviço de emergência (192). Como já citamos, o ideal é colocar o celular no modo viva voz para realizar os procedimentos de forma simultânea, ou seja, ligar para a emergência já iniciando os procedimentos para retirar a vestimenta superior da vítima e ligar e colocar as “pás” do DEA no tórax da vítima. Ligue o equipamento, coloque as pás do DEA nos locais indicados e inicie a massagem cardíaca até receber as instruções do aparelho. Provavelmente em segundos, o equipamento irá solicitar para não tocar a vítima e iniciará a realização das análises, neste momento, o socorrista deve se afastar e aguardar as orientações do DEA. Se o mesmo informar que o choque não é indicado, o socorrista deve voltar a fazer a massagem cardíaca até as novas orientações do equipamento. Geralmente o DEA irá realizar novas análises após 2 minutos. Caso o equipamento informe “choque indicado”, continue realizando a massagem até o aparelho carregar e indicar que o choque podeser aplicado ou que solicite para que se afaste da vítima para aplicação da corrente elétrica. Após aplicação do choque, reinicie imediatamente a massagem cardíaca até receber novas orientações. Este procedimento deve ser contínuo até a vítima voltar à consciência ou chegada da equipe especializada. Procedimentos com dois ou mais socorristas SEM disponibilidade do DEA Após identificar a parada cardiorrespiratória, solicite ajuda e peça para alguém ligar para o serviço de emergência (192), e inicie imediatamente os procedimentos de massagem cardíaca. Se o outro socorrista leigo souber fazer a massagem cardíaca solicite ajuda para revezamento, pois esse procedimento é cansativo e pode levar o socorrista à exaustão. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 40 Quando estiver com, no mínimo, dois socorristas, o ideal seria pelo menos um destes abrir as vias aéreas enquanto o outro realiza a massagem cardíaca, permitindo assim uma melhor passagem do oxigênio na vítima. É importante lembrar que esse procedimento deve ser feito em vítimas nas quais não haja suspeita de trauma na cervical. Há duas formas de fazer a abertura das vias aéreas. A primeira seria somente levantar o queixo da vítima. A segunda forma, é mais indicada e consiste em levantar o queixo juntamente com o maxilar, realizando uma melhor abertura das vias aéreas, enquanto o outro socorrista realiza as massagens. Lembrando que este procedimento de abertura das vias aéreas não é obrigatório para socorristas leigos, porém, pode auxiliar na qualidade da reanimação cardiopulmonar. Como já sabemos, esse procedimento da massagem cardíaca e revezamento dos socorristas deve ser contínuo até a chegada da equipe especializada ou a vítima retornar com os sinais vitais e consciência. Procedimentos com dois ou mais socorristas COM disponibilidade do DEA Após identificar a Parada Cardiorrespiratória, solicite ajuda e peça para alguém ligar para o serviço de emergência (192) e buscar imediatamente o DEA. Se tiver mais de um socorrista auxiliar, neste caso, 3 socorristas, divida as funções, sendo que um deve ligar para o serviço de emergência (192) e auxiliar nos procedimentos da massagem cardíaca, e o outro deve ir buscar o DEA, enquanto o terceiro socorrista inicia imediatamente os procedimentos de massagem cardíaca. Como nesta situação temos mais socorristas, o DEA pode estar distante, não haverá problema, mesmo o equipamento estando a uma distância que leve vários minutos para trazê-lo, um socorrista pode ir buscar, visto que os procedimentos iniciais da massagem cardíaca já serão iniciados imediatamente por um outro socorrista. Isto não seria possível se houvesse somente um socorrista, pois a vítima não poderá ficar vários minutos aguardando assistência. Sendo assim, caso o socorrista esteja só, o DEA deve estar próximo para ser buscado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 41 Após divididas as funções de ligação, busca do DEA e início imediato da massagem cardíaca, todos devem iniciar suas ações imediatamente. O socorrista que está designado a iniciar as compressões deve iniciá-las imediatamente e continuar até a colocação do DEA. Se tiver um terceiro socorrista, ele deve ligar para o Serviço de Emergência e, se capacitado, pode abrir as vias aéreas da vítima e revezar as compressões. Quando o socorrista que foi buscar o DEA chegar, o mesmo deve preparar o aparelho, retirando da embalagem, ligando e, se possível, colocando as “pás” enquanto o outro socorrista continua a realizar as compressões. Se for necessário parar as compressões, isto deve ser feito no mínimo de tempo possível. Após a colocação, os socorristas devem seguir as orientações do DEA conforme já vimos. Se o DEA informar que o choque não é indicado, o socorrista deve voltar a fazer a massagem cardíaca até as novas orientações do aparelho. Geralmente, o equipamento irá realizar novas análises após 2 minutos. Caso o equipamento informe “choque indicado”, os socorristas devem continuar realizando a massagem até o aparelho carregar e indicar que o mesmo pode ser aplicado ou que solicite para que se afaste da vítima para aplicação do choque. Após a aplicação, deve ser reiniciada imediatamente a massagem cardíaca até receber novas orientações. Este procedimento deve ser contínuo até a vítima voltar a consciência ou chegada da equipe especializada. Sempre que o equipamento solicitar para não tocar na vítima para fazer a análise, os socorristas podem realizar o revezamento. Os riscos da realização da massagem são possíveis fraturas de costelas e quando a vítima tiver um trauma devido a um acidente à massagem poderá piorar a fratura que não havia sido identificada inicialmente. Contudo, a probabilidade que a pessoa venha a óbito é maior caso ela não receba a massagem. Ventilações artificiais As ventilações, como já sabemos, não são obrigatórias para os socorristas leigos, mas para fins didáticos e caso a pessoa se sinta confortável e capacitada a realizá-la, o procedimento básico pode ser feito de maneiras distintas. Existem 3 formas de fazer uma ventilação artificial, podendo ser mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 42 feita através da Respiração Boca a Boca, válvula máscara, que é conhecida como pocket mask, e a bolsa válvula máscara - BVM, conhecida também como ambu. Um socorrista leigo dificilmente terá alguma destas válvulas para realização de ventilação artificial, por esse motivo iremos repassar os conhecimentos relativos à respiração boca a boca. Para fazer a ventilação artificial boca a boca, o primeiro passo a realizar é a abertura das vias aéreas, levantando o queixo da vítima. Feche o nariz da vítima enquanto o queixo dela permanece inclinado para cima. Forme um selo sobre a boca da vítima com a sua própria. Ou seja, você deve tapar completamente a boca da vítima com a sua. Sopre forte por um segundo inteiro na boca da vítima. Conforme você faz isso, observe para garantir que o peito dela sobe com a respiração. Se isso não acontecer, significa que a ventilação de resgate não está atingindo os pulmões. Para se certificar de que os pulmões estão recebendo ar, incline o queixo da vítima e sopre novamente. Nos casos de Parada Cardiorrespiratória, o protocolo para profissionais capacitados é que intercale 30 compressões com 2 respirações. Simulação da prática de Reanimação CardiopulmonarO modo correto e o mais próximo da realidade para simular a prática de uma massagem cardíaca é realizá-la em um manequim próprio para RCP. Porém, sabemos que o seu valor é muito elevado, sendo assim, em muitas empresas e até mesmo em casa, o aluno não terá acesso ao equipamento, ou até mesmo tenha acesso, mas somente por um breve período de tempo em um treinamento específico de RCP. Por esse motivo, iremos repassar uma forma de você improvisar, para realizar uma simulação prática da massagem cardíaca. Existem várias formas de improvisar para treinamento da massagem cardíaca, uma das mais usuais é a utilização de garrafas pets, existem vários vídeos na internet que mostram como montar um manequim de RCP utilizando uma camiseta, papel ou espuma e uma garrafa pet. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 43 Você pode montar um boneco, ou pode treinar somente utilizando a garrafa, o importante mesmo é praticar para ter noção da força, movimento e esforço que deve ser utilizado, visto que a resistência da garrafa pet vazia fechada é muito semelhante à do tórax, assim você terá uma experiência prática da forma de realizar a massagem. Podemos concluir que os primeiros socorros são cuidados prestados imediatamente após o acidente, podendo ser realizado por um profissional ou por uma pessoa leiga, desde que treinada. A Parada Cardiorrespiratória é uma situação que requer atuação rápida e imediata, devido à quantidade de incidentes e o grau de letalidade desta condição, podemos perceber a importância de estar preparado dispondo de conhecimentos que permitam prestar um atendimento adequado a vítima, realizando o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar para, assim, aumentar as chances de sobrevida da vítima. Mesmo que você esteja só na rua e tenha dúvidas de como realizar o procedimento, porém identificou que se trata de uma Parada Cardiorrespiratória, chame ajuda especializada ligando para o 192 e tente realizar a massagem, pois você poderá salvar uma vida. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 44 7 AFOGAMENTO O afogamento causa mais de 500 mil mortes a cada ano no mundo e 7.000 somente em nosso país, tendo um risco de óbito 200 vezes maior que o acidente de trânsito. O maior risco de morte por afogamento ocorre na faixa de 15 a 19 anos e em média 6 vezes mais no sexo masculino. No afogamento, o resgate é essencial para salvar a vítima, e a avaliação e os primeiros cuidados podem ser fornecidos em um ambiente ameaçador, a água. Portanto, é necessário que profissionais da saúde tenham conhecimento de sobrevivência no afogamento, que inclui desde o atendimento pré-hospitalar até a internação hospitalar. O afogamento envolve, principalmente, a assistência prestada por leigos, guarda-vidas, socorristas e profissionais de saúde, ou seja, o atendimento que antecede a ida ao hospital vai definir se a vítima terá maiores problemas ou não. Esta assistência inicia-se pela ajuda prestada ao afogado para retirá-lo de dentro da água sem que o atendente de emergência se torne uma segunda vítima, iniciando imediatamente o suporte básico de vida ainda dentro da água, e acionando, então, o suporte avançado. Quando este tipo de assistência não é realizado adequadamente no local do evento, pouco se pode realizar no hospital para modificar o resultado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 45 Em 2002, durante o I Congresso Mundial Sobre Afogamentos, uma nova definição e terminologia foi estabelecida em consenso e está em uso atualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O uso desta terminologia e definição permitirão quantificar melhor o tamanho do problema em todo mundo. Sendo assim, são definidos alguns conceitos como: Afogamento: aspiração de líquido não corporal causada por submersão ou imersão. Resgate: trata-se da pessoa socorrida da água, sem sinais de aspiração de líquido. Cadáver por afogamento: morte por afogamento, sem chances de iniciar a massagem cardíaca, comprovada por tempo de submersão maior que uma hora ou por sinais evidentes de morte há mais de uma hora, tais como: rigidez cadavérica, livores que são manchas apresentadas em cadáveres ou decomposição corporal. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 46 O afogamento ocorre em qualquer situação em que o líquido entra em contato com as vias aéreas da pessoa em imersão (água na face) ou por submersão (abaixo da superfície). Se ocorrer o resgate, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. Se a pessoa morre como resultado de afogamento, isto é denominado um afogamento fatal. Qualquer incidente de submersão ou imersão em que a vítima não apresente dificuldades para respirar deve ser considerado apenas um resgate na água, e não um afogamento. Termos como "quase afogamento", "afogamento seco ou molhado", "afogamento ativo e passivo", “afogamento azul ou branco” e "afogamento secundário como complicação" são antiquados e não devem ser utilizados. Principais causas de afogamento • O desconhecimento das condições do local; • A falta de habilidade do nadador; • A ingestão de bebidas alcoólicas; • Crises convulsivas; • Doenças cardiorrespiratórias; • Câimbras; • E o mergulho em áreas rasas, que pode levar a traumatismo seguido da aspiração de água. Entre os afogamentos em residências, destacam-se os de crianças que se afogam em banheiras, piscinas e outros recipientes com água por ficarem sem a supervisão de um adulto. Como ocorre o afogamento? mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquermeio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 47 Quando uma pessoa está em dificuldades na água e não pode mais manter as vias aéreas fechadas, a água entra na boca e é voluntariamente cuspida, engolida ou ainda, como resposta imediata, ocorre a tentativa de segurar a respiração, apesar de ter duração de apenas alguns segundos. Quando a vontade de respirar é forte, ou sem pensar, por não conseguir expulsar a água da boca, a vítima aspira certa quantidade de água para as vias aéreas e a tosse ocorre como uma resposta automática. Em alguns casos (menos de 2%) ocorre o laringoespasmo, que é o reflexo da glote, um músculo que fica atrás da língua e que nesse processo fecha a laringe evitando a passagem de qualquer resquício pelas vias aéreas. Dessa forma, a água não chega aos pulmões e uma reserva de oxigênio mantém o coração funcionando perfeitamente por algum tempo. Porém, o laringoespasmo pode trazer danos cerebrais pela falta de oxigenação e se torna um grande risco para a vítima. Se a pessoa não é resgatada, continua engolindo água, e acontece a hipoxemia e a apnéia. A hipoxemia é a falta de circulação de oxigênio, que pode gerar a perda da consciência, já a apnéia é a suspensão momentânea da respiração. Logo após, ocorre a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) que se transforma no atraso do ritmo cardíaco abaixo de uma frequência de 60 batimentos por minuto (bradicardia), ou seja, atividade elétrica sem pulso, e, finalmente, em parada cardíaca (assistolia). O processo de afogamento até uma parada cardíaca geralmente ocorre de segundos a alguns minutos. Se a pessoa é resgatada viva, o quadro clínico é determinado predominantemente pela quantidade de água que foi aspirada e os seus efeitos. A água nos alvéolos suspende sua função, pois os alvéolos são a menor unidade funcional do aparelho respiratório, onde ocorre a troca gasosa entre o meio ambiente e o organismo, ou seja, a mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 48 oxigenação para o sangue (surfactante) e sua lavagem. Tanto a aspiração de água salgada quanto de água doce ocasiona graus similares de lesão. Se a reanimação cardiopulmonar (RCP) for necessária, o risco de dano neurológico é semelhante ao de outros casos de parada cardíaca. No entanto, o reflexo de mergulho e a hipotermia, que normalmente são associadas ao afogamento, podem proporcionar maiores tempos de submersão sem seqüelas. A hipotermia diz respeito a diminuição excessiva da temperatura normal do corpo e pode reduzir o consumo de oxigênio no cérebro, adiando a "ausência" de oxigênio na célula. Dentro do intervalo de 37°C a 20°C da temperatura corporal, a taxa de consumo de oxigênio do cérebro é reduzida em cerca de 5% para cada redução de 1°C, o que explica casos de sucesso na ressuscitação de pacientes que estavam um longo tempo submergidos, e que supostamente não teriam chances de recuperação sem sequelas. Apesar da ênfase no resgate e no tratamento, a prevenção permanece sendo a mais poderosa intervenção, e a de menor custo, podendo evitar mais de 85% dos casos de afogamento. Desta forma, na maioria das pessoas o afogamento acontece com uma grande aspiração de água por causa de movimentos respiratórios involuntários, fazendo com que a água chegue aos pulmões. Isso leva à perda da substância que promove a abertura dos alvéolos, à mudanças na permeabilidade dos capilares sanguíneos e ao surgimento de edema pulmonar. Com o tempo, o pulmão enche-se completamente de água, o indivíduo perde a consciência, sofre parada respiratória, cardíaca e morre. A grande quantidade de líquido que entra no corpo faz com que o cadáver inche, fique pesado e afunde. A partir daí, as bactérias presentes no organismo começam a proliferar, liberando gases, então o cadáver infla e volta a boiar. Como reconhecer o afogamento? Qualquer atitude de ajuda a uma pessoa em apuros dentro da água deve ser precedida pelo reconhecimento de que alguém está se afogando. Ao contrário do que todos pensam, a vítima não mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 49 acena com a mão e muito menos chama por ajuda, principalmente o sexo masculino, ao qual o afogamento é mais frequente. Normalmente o banhista encontra-se em posição vertical, com os braços estendidos lateralmente, batendo com eles na água sem a menor técnica de natação ou flutuação. A vítima pode submergir e emergir a cabeça diversas vezes enquanto está lutando para se manter acima da superfície. As crianças resistem geralmente 10 a 20 segundos na luta, enquanto os adultos resistem por até 60 segundos antes da imersão final. Como a respiração por instinto tem prioridade, a vítima de afogamento geralmente é incapaz de gritar por socorro. Existem algumas classificações dos afogamentos, entre elas estão: o resgate, graus 1 ao 6 e cadáver por afogamento. Elas definem o nível de risco de morte que o afogado apresenta, facilitando a percepção dos sintomas para que o atendente de emergência saiba o que fazer naquela situação específica. Prevenção As medidas de prevenção são as de maior importância na redução da mortalidade por afogamento, além de serem as de menor custo. Estas ações são baseadas em advertências e avisos a banhistas e outros, no sentido de evitar ou ter cuidado com os perigos relacionados ao lazer, trabalho, ou esportes praticados na água. Portanto, a melhor solução é a prevenção para evitar afogamentos, e algumas importantes medidas devem ser tomadas, podemos citar entre elas:1 • Evitar nadar em locais desconhecidos; • Não desafiar a força das correntezas; • Não fazer uso de medicamentos ou bebida alcoólica antes de nadar; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 50 • Ensinar as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso; • Lembrar que o colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos; • Nunca deixar crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, é preciso garantir que um adulto as esteja supervisionando de forma ativa e constante. Sendo assim, diversos aspectos podem contribuir para que o afogamento ocorra, e é recomendado ter atenção às prevenções,já que muitas vidas podem ser poupadas deste incidente. Porém, lembramos que é necessário ter cautela nesse resgate, pois há risco de se tornar uma vítima pelo desespero que o banhista apresenta no momento. 7.1 Suporte Básico e Avançado de Vida e Resgate É importante ser muito cauteloso ao tentar salvar a vítima de afogamento, pois quando uma pessoa está se afogando, sua tendência é se desesperar e segurar em quem está tentando salvá-la, podendo ocasionar outro afogamento. Nesses casos, é fundamental jogar algo para que ela se segure, como boias, garrafas pet e isopor ou oferecer objetos longos que alcancem a vítima. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 51 Outra opção é orientar como ela pode sair daquela situação, por exemplo, escolhendo uma direção melhor para nadar, explicando técnicas de flutuação e até mesmo acalmando-a dizendo que o socorro está vindo. Para que o suporte básico de vida seja eficiente, é preciso saber se a vítima está consciente ou não, o resgate se estabelece de jeitos diferentes dependendo da situação: Resgate com a vítima consciente É possível resgatar a pessoa até a terra sem demais cuidados médicos, porém, é preciso ter cuidado, um banhista apavorado pode ser muito perigoso para o atendente de emergência. Por esta razão, deve-se lembrar de se aproximar utilizando um objeto de flutuação intermediário onde o banhista possa se agarrar. Resgate com a vítima inconsciente Neste caso, o mais recomendado são manobras de ressuscitação imediata. Conforme já visto, a hipóxia causa primeiramente apnéia, para depois resultar em parada cardíaca. Desta forma, o atendente de emergência deve primeiramente checar a respiração da vítima, abrindo as vias aéreas, vendo, sentindo e ouvindo a respiração. Se não houver respiração, ele deve realizar 10 ventilações com a vítima ainda na água, pois isso pode proporcionar uma chance 4 vezes maior de sobrevivência sem sequelas. Vale lembrar que leigos que não se sentirem à vontade de realizar as ventilações poderão somente realizar o resgate, mas para o atendimento de vítimas de afogamento este seria o procedimento adequado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 52 Resgate com a vítima inconsciente em água rasa O atendente deve abrir as vias aéreas da vítima, checar a respiração e se caso não houver sinais deve-se iniciar a respiração boca-a-boca e então levar a vítima para a área seca. Resgate com a vítima em água funda Sempre utilizar algum equipamento de flutuação e abrir as vias aéreas da vítima. Se não houver respiração, é necessário iniciar a ventilação e levar o banhista até a área seca. Não se deve checar sinais de circulação, como pulso carotídeo ou resposta à ventilação, enquanto estiver dentro da água, somente se a distância da área seca for longa. Se não houver circulação, não se deve iniciar as compressões dentro da água, e sim resgatar a vítima até a área seca e aguardar o socorro. Se a vítima não reagir, é possível que esteja em PCR, sendo assim, o atendente de emergência deve levá-la até a área seca, e, se tiver eficácia e experiência para realizar a massagem cardíaca, poderá realizá-la enquanto aguarda o socorro, pois isso pode aumentar as chances de sobrevivência da vítima. Se a ressuscitação não obtiver sua eficácia na prática, pode trazer novos prejuízos à vítima. Sendo assim, deve-se lembrar que são estabelecidas algumas especificações a respeito do resgate, dependendo se a parada respiratória acontecer dentro ou fora da água ou se a vítima estiver em uma parada cardiorrespiratória. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 53 Dentro da água Somente guarda-vidas ou leigos com treinamento em ressuscitação devem realizá-la dentro da água. Se existir parada respiratória e ainda não tiver ocorrido a cardíaca, é necessário realizar somente 5 a 10 ventilações e resgatar a vítima para a área seca. Se existir parada cardiorrespiratória, o atendente de emergência não deve fazer ventilações dentro da água, e sim resgatar a vítima direto para a área seca. Fora da água Se houver somente parada respiratória, leigos treinados em curso de RCP e profissionais de saúde, (inclui guarda-vidas), devem realizar 5 a 10 ventilações até o retorno da ventilação espontânea. Em parada cardiorrespiratória, leigos com nenhuma ou rara experiência em RCP devem realizar somente compressões. Já o leigo treinado em curso de RCP e profissionais de saúde devem seguir todas as manobras relacionadas à ressuscitação cardiopulmonar.4 Podem ocorrer situações de suspeita de trauma raquimedular, ou seja, de alguma lesão na coluna, nesse caso o atendente de emergência deve: • Fazer a vítima flutuar em posição horizontal, permitindo que as vias aéreas permaneçam fora da água, e então, checar a respiração do banhista sem estender seu pescoço. Se a vítima não estiver respirando, deve-se iniciar a respiração boca-a-boca, conforme já visto. Se houver respiração espontânea, o atendente de emergência deve utilizar sua mão para estabilizar a cabeça da vítima em posição neutra. • Em seguida, deve levar a vítima da melhor maneira possível a um lugar seco, e manter o pescoço dela em posição neutra, alinhando e estabilizando pescoço, cabeça e tórax, bem como o restante do corpo caso seja necessário mover ou virar a vítima. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 54 Suporte Básico de Vida ao Afogado em terra Deve-se levar em conta a consciência da vítima quando for retirá-la da água, mas para evitar vômitos e demais complicações nas vias aéreas, é recomendado que o transporte seja na posição vertical. Em caso de transporte de uma vítima exausta, confusa ou inconsciente, ele deve ocorrer em posição mais próxima possível da horizontal, porém, a cabeça se mantém acima do nível do corpo. As vias aéreas devem permanecer abertas durante todo o tempo. Após sairda água, o atendente de emergência deve ficar longe e de costas para a água, como no caso de praias para evitar as ondas. Se a vítima estiver inconsciente, deve-se colocá-la na horizontal com a cabeça do lado esquerdo do atendente de emergência, de forma que os pés da vítima fiquem do seu lado direito, já que acredita-se que isso facilitará as ventilações. Porém, se durante o resgate não forem seguidas estas recomendações, não haverá complicações, pois este não é um detalhe que prejudicaria a eficácia do atendimento. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 55 Se a vítima estiver consciente, só é preciso colocá-la na horizontal com a cabeça elevada, sem mais cuidados, como já citado. No caso de estar respirando, porém inconsciente, a vítima deve ser colocada em posição lateral, enquanto aguarda o socorro, pois as tentativas de retirar a água são proibidas, já que podem prejudicar o banhista. A presença de vômito nas vias aéreas pode impedir a oxigenação, e também desencorajar o atendente a realizar a respiração boca-a-boca. A manobra de compressão abdominal (Heimlich) nunca deve ser realizada como meio para eliminar água dos pulmões, pois é ineficaz e gera riscos significativos de lesão, ela só deve ser uma opção quando houver forte suspeita de obstrução de vias aéreas por corpo estranho. Durante a ressuscitação, tentativas de retirar a água colocando a vítima deitada e com a cabeça abaixo do nível do corpo, aumentam as chances de vômito em mais de cinco vezes, levando ao aumento da mortalidade. Se a vítima vomitar, deve-se virar a cabeça e remover o vômito com o dedo indicador, com um lenço ou por aspiração com equipamento médico que neste caso, só irá ser aplicado pelo atendimento especializado. Em caso de impossibilidade desta manobra, pode-se utilizar a manobra de Sellick, também conhecida como pressão cricóide, que é um método de prevenir a regurgitação de um paciente anestesiado através da aplicação de pressão sobre a cartilagem cricóide, ela evita o vômito pela compressão do esôfago. Existem algumas classificações dos afogamentos, entre elas estão: o resgate, grau 1 ao 6 e cadáver por afogamento. Elas definem o nível de risco de morte que o afogado apresenta, facilitando a percepção dos sintomas para que o atendente saiba o que fazer naquela situação específica. Identificação da classificação do afogamento e atendimento mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 56 É importante ressaltar que, se o atendente de emergência não souber realizar a RCP ou as ventilações após o resgate, ele só deve acionar o socorro. Se não se sentir seguro de realizar o resgate e conseguir avistar guarda-vidas próximo a área do incidente, é preciso comunicar o afogamento ou simplesmente identificar o afogado e acionar o socorro. Existem casos descritos de sucesso na reanimação de afogados após 2 horas de manobras, e casos de recuperação sem danos ao cérebro depois de até 1 hora de submersão. A respeito das classificações do afogamento, abaixo serão apresentadas informações sobre como as vítimas são encontradas em cada grau de afogamento e o atendimento que deve ser aplicado: Grau de risco Como a vítima se apresenta Tratamento Resgate Vítima consciente ou inconsciente, respirando. Não apresenta tosse e nem espuma no nariz/boca. O atendente de emergência deve avaliar o caso e a vítima já poderá ser liberada sem tratamento. Grau 1 Vítima consciente, apresenta tosse, não tem sinais de espuma na boca/nariz. Permanecer em repouso ser aquecida e tranquilizada. Normalmente não é preciso oxigenação ou atendimento médico. Grau 2 Banhista consciente, apresenta pequena quantidade de espuma na boca/ nariz. O afogado deve receber oxigênio e por isso o atendimento especializado deve ser acionado rapidamente. O banhista ficará em repouso, será aquecido, tranquilizado e ficar em observação no hospital por 6 a 48 horas. Grau 3 Vítima consciente, apresenta grande quantidade de espuma na boca/ nariz e tem pulso radial palpável. Receber oxigênio do atendimento especializado, ficar em posição lateral de segurança sob o lado direito, com a cabeça elevada acima do tronco, para então, o atendente de emergência chamar a ambulância para que a vítima receba demais tratamentos. Grau 4 Vítima encontra-se em estado grave, inconsciente e sem pulso radial palpável. Receber oxigênio do atendimento especializado, enquanto o atendente de emergência observa a respiração da vítima com atenção por apresentar risco de parada cardíaca. O afogado deve ficar em posição lateral de segurança sob o lado direito, e deve ser mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 57 acionada uma ambulância com urgência para que a vítima receba ventilação e medicamentos. É recomendada a internação no CTI com urgência. Grau 5 Afogado inconsciente e sem sinais de respiração, mas reagiu a ventilação ou tem pulso carotídeo presente. Ventilação por 12 a 20 minutos até retorno da respiração normal ou do pulso, somente se o atendente de emergência se sentir à vontade para realizá-la e então, tratar a vítima como grau 4. Grau 6 Vítima inconsciente, não está respirando, não apresenta sinais de circulação, com tempo de submersão inferior a 1 hora ou sem sinais de morte. Iniciar a RCP completa até que ela apresente resposta, até a chegada da ambulância ou cansaço do atendente. Se a vítima responder bem na ressuscitação, deve-se observá-la com cautela, pois pode haver outra parada cardíaca em 30 minutos. Cadáver A Vítima estará inconsciente, sem sinais de respiração, com tempo de submersão superior a 1 hora e sinais de morte evidentes. Não inicie a RCP, apenas acione o IML. OBS: O oxigênio deve ser feito com máscara, desta forma, leigos não tem como proporcionar esse atendimento para a vítima, então, após identificar o grau de risco, devem acionar o socorro para que o afogado receba o devido tratamento. Resgate com Atendente de Emergência Deve-se iniciar todo processo com apenas um atendente, para então, após 1 ciclo completo de RCP, iniciar a alternância com dois atendentes. Os atendentes de emergência devem se colocar lateralmente ao afogado e em lados opostos, aquele responsável pela ventilação deve manter as vias aéreas da vítima abertas. Em caso de cansaço, deve-se realizara troca rápida de função com o outro. Após 2 minutos de compressão e ventilação, é necessário reavaliar a ventilação e os sinais de circulação, se não houver respostas, é necessário prosseguir a RCP e só interrompê-la para nova reavaliação a cada 2 minutos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 58 A RCP deve ser realizada no local, pois é onde a vítima terá a maior chance de retorno. Nos casos do retorno da função cardíaca e respiratória, deve-se acompanhar a vítima com muita atenção durante os primeiros 30 minutos até a chegada da equipe médica, pois ainda não está fora de risco de uma nova parada cardiorrespiratória. Quando vale a pena tentar RCP em afogamentos? O tempo é fator fundamental para um bom resultado na RCP, e os casos de afogamento apresentam uma grande tolerância à falta de oxigênio, o que estimula os atendentes a tentar a RCP além do limite normalmente estabelecido. A RCP deve ser iniciada em: 1. Todos os afogados em PCR com um tempo de submersão inferior a uma hora 2. Todos os casos de PCR que não apresentem um ou mais dos sinais abaixo: • Rigidez cadavérica; • Decomposição corporal; e • Presença de livores. Quando parar as manobras de RCP em afogados? O atendente de emergência pode interromper a RCP quando houver: • Retorno da função cardiorrespiratória; • Exaustão dos atendentes; e • Entrega do afogado a uma equipe médica. Suporte Avançado de Vida no local mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 59 Levar o equipamento até a vítima é mais recomendado do que levá-la até o hospital, por ajudar no prognóstico e poupar um tempo que é crucial para salvar a vida do afogado. Então, ao identificar um afogamento, o mais correto é acionar um atendimento especializado que esteja por perto, como um salva-vidas, que poderá atender de imediato a vítima, ou acionar uma ambulância enquanto realiza o resgate através do suporte básico de vida. Nas situações de extrema emergência, o profissional tem que estar preparado para fornecer atendimento por, pelo menos, 15 a 30 minutos no local onde ocorreu o afogamento, e só depois pensar em levar a vítima para o hospital ou chamar uma ambulância. Este suporte é mais recomendado para médicos, bombeiros e salva-vidas, já que um leigo com treinamento em primeiros socorros não seria capaz de realizá-lo com eficácia, pois necessitaria de alguns equipamentos e aprofundamento nas práticas. Atendimento hospitalar Na maioria dos casos de afogamentos, a vítima aspira apenas pequenas quantidades de água e irá recuperar-se espontaneamente. Menos de 6% de todas as pessoas que são resgatadas por guarda-vidas precisam de atenção médica em um hospital. Indicações de Internação Os cuidados hospitalares são indicados normalmente para vítimas de graus 2 a 6. O atendimento hospitalar à casos graves, como graus 4 a 6, só é possível se os cuidados pré- hospitalares de suporte básico e avançado tiverem sido fornecidos de maneira eficiente e rápida. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 60 Os casos de grau 2 são resolvidos com oxigênio não invasivo no prazo de seis a 24 horas, podendo, então, ser liberados para casa. Pacientes grau 2 com alteração do quadro clínico serão internados em unidade de cuidados intermediários para a observação prolongada. Pacientes grau 3 a 6 geralmente precisam de intubação e ventilação mecânica, e devem ser internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Informações sobre afogamento após o resgate Ao narrar a situação do afogamento aos profissionais do atendimento especializado, é necessário incluir informações sobre as atividades do salvamento e da reanimação e qualquer doença atual ou anterior. O afogamento é, por vezes, precipitado por uma condição médica, como traumas, convulsões ou arritmia cardíaca, e tais condições devem ser diagnosticadas já que afetam diretamente as decisões de tratamento. Se o afogado permanece inconsciente sem uma causa óbvia, uma investigação toxicológica e tomografia computadorizada do crânio e coluna cervical devem ser consideradas. Cuidado Neurológico mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 61 Apesar do tratamento nos afogamentos grau 6, podem ocorrer lesões e sequelas neurológicas graves, como o estado vegetativo persistente. A maioria das sequelas e das causas de mortalidade tardia é de origem neurológica. Embora a prioridade seja restaurar a respiração espontânea, todo esforço feito nos primeiros estágios pós-resgate deve ser direcionado para a ressuscitação cerebral e a prevenção de maiores danos ao encéfalo. Qualquer vítima que permaneça em coma e não responsiva após medidas bem-sucedidas de reanimação, deve ter uma investigação neurológica cuidadosa e frequente, buscando sinais de lesão neurológica. É importante que a elevação da temperatura corporal seja evitada a todo custo durante o período de recuperação. Pneumonias Em geral, rios, lagos, piscinas e praias não contêm presença bacteriana em número suficiente para promover pneumonia direta. Caso a vítima necessite de ventilação mecânica, a incidência de pneumonia secundária aumenta de 34% a 52% no terceiro ou quarto dia de hospitalização. Prognóstico e escalas de gravidade Afogamentos grau 1 a 5 recebem alta hospitalar em 95% dos casos, sem sequelas. Os afogamentos grau 6 podem evoluir com falência de múltiplos órgãos. Com o progresso da terapia intensiva, o prognóstico é cada vez mais baseado na lesão neurológica. Tanto na cena quanto no hospital, nenhuma variável clínica parece ser absolutamente confiável para determinar o prognóstico final do afogado grau 6, portanto, a recomendação é insistir na ressuscitação em todos os casos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email.inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 62 O afogamento representa uma tragédia que geralmente pode ser evitada. A maioria é o resultado de violências contra o bom senso, da negligência para com as crianças e de abuso de bebidas alcoólicas. Esse cenário necessita de uma intervenção preventiva radical e imediata para a reversão desta catástrofe diária que é o afogamento em nosso país. Desta forma, podemos concluir que qualquer um pode se tornar uma vítima de afogamento, sabendo nadar ou não. Por isso, todo cuidado é necessário para evitar que mais pessoas sofram afogamentos e suas sequelas mesmo após resgate ou se tornem mais uma vítima da fatalidade. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 63 8 DISTÚRBIOS CAUSADOS PELA TEMPERATURA A temperatura, calor ou frio, e os contatos com gases, eletricidade, radiação e produtos químicos, podem causar lesões diferenciadas no corpo humano. Os seres humanos, sendo animais de sangue quente, apresentam uma temperatura corporal normal entre 34,4ºC e 40ºC. A temperatura do corpo humano, em um determinado momento, é o resultado de vários agentes, que atuam como fatores internos ou externos, aumentando ou reduzindo a temperatura. Essa faixa de temperatura interna deve ser mantida para que o organismo funcione com normalidade. Uma temperatura corporal demasiadamente elevada ou demasiadamente baixa pode ter como consequência uma lesão orgânica séria ou a morte. O organismo possui mecanismos de produção e perda de calor, que atuam para manter a vida com a constância da temperatura corporal dentro de valores ideais para a atividade celular. Entre essas formas de produção de calor estão as reações metabólicas do organismo, que resultam da conversão dos alimentos em energia, e também a produção de calor que ocorre pelo exercício dos músculos durante a atividade física. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 64 O corpo também pode se resfriar ao perder calor, através de processos de evaporação da água, que é o caso do suor, é também pelo processo de radiação, no qual o calor flui de zonas mais quentes para outras mais frias, é a principal fonte de perda de calor quando o organismo está mais quente do que o ambiente que o rodeia. O corpo também se resfria pelos processos de convecção e condução: que são, respectivamente, quando calor é transferido para água fria ou ar que passa sobre a pele, e quando o calor é transferido para superfícies mais frias em contato com o corpo, como quando nos deitamos sobre o chão frio. O contato com chamas e substâncias superaquecidas, a exposição excessiva ao sol e até mesmo à temperatura ambiente muito elevada provocam reações no organismo humano, que podem se limitar à pele ou afetar funções orgânicas vitais. 8.1 Queimaduras mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 65 A pele é considerada o maior órgão do corpo humano, responsável pelo revestimento externo do corpo. Ela funciona como barreira mecânica à invasão de micro-organismos, bem como auxilia no equilíbrio hídrico e na regulação da temperatura do corpo. Ocupando aproximadamente 15% do peso corporal, sua espessura varia em função do gênero, da região do corpo e até mesmo da idade, sendo anatomicamente estruturada em 3 camadas de tecido distintas: Epiderme: é a camada mais externa da pele, sua espessura varia de acordo com a região do corpo, sendo mais espessa em áreas sujeitas a pressão ou atrito, como a planta dos pés e palma das mãos. Impermeável à água, ela funciona como uma barreira protetora contra o meio ambiente. Esta camada é constantemente renovada pela descamação das células mais superficiais e geração de novas na sua camada mais profunda. Derme: constitui em torno de 95% da espessura da pele, onde se encontram estruturas importantes como vasos sanguíneos, terminações nervosas, folículos pilosos e glândulas (sebáceas e sudoríparas). Hipoderme: é a camada abaixo da derme, constituída da combinação de tecido elástico e fibroso, bem como de depósitos gordurosos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 66 Mesmo sendo revestida de 3 camadas, a pele está exposta a diversos riscos, entre eles estão as lesões causadas pela temperatura, neste caso, queimaduras. As queimaduras são lesões frequentes e a quarta maior causa de morte por trauma. Mesmo quando não levam a óbito, as queimaduras severas produzem grande sofrimento físico e requerem tratamento que dura meses, e em alguns casos, até anos. Sequelas físicas e psicológicas são comuns. Pessoas de todas as faixas etárias estão sujeitas a queimaduras, mas as crianças são vítimas frequentes, muitas vezes por descuido dos pais ou responsáveis. O atendimento definitivo aos grandes queimados deve ser feito preferencialmente em centros especializados. As queimaduras são feridas traumáticas causadas, na maioria das vezes, pelos seguintes fatores: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 67 Agentes químicos: queimaduras causadas pelo contato direto com substânciascorrosivas, como ácidos, álcool ou gasolina. Agentes físicos: através da temperatura: vapor, objetos aquecidos, chama, água quente, dentre outros. Eletricidade: corrente elétrica ou raio. Radiação: sol, raios ultravioletas ou raios X. Agentes biológicos: animais: lagarta-de-fogo, água-viva, etc. Vegetais: o látex de algumas plantas, urtiga, entre outros. As queimaduras, principalmente as térmicas, classificam-se de acordo com a profundidade da lesão: de primeiro, segundo e terceiro graus. Essa classificação é importante porque direciona desde o atendimento pré-hospitalar até o definitivo no centro de queimados. A avaliação da profundidade da lesão se faz apenas por estimativa, pois muitas vezes a real profundidade da lesão só se revela depois de alguns dias. Essas queimaduras atuam nos tecidos de revestimento do corpo humano, determinando destruição parcial ou total da pele e seus anexos, podendo atingir camadas mais profundas como tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos. A respeito da profundidade, elas se dividem apresentando as seguintes características: Primeiro Grau Também chamadas de queimaduras superficiais, são aquelas que envolvem apenas a epiderme. Os sintomas são intensa dor e vermelhidão local, mas com palidez na pele quando se toca. A lesão da queimadura de 1º grau é seca e não produz bolhas. Geralmente melhoram no intervalo de 3 a 6 dias e não deixam sequelas, podendo ou não descamar. Segundo grau mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 68 De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, o segundo grau é dividido atualmente em 2º grau superficial e 2º grau profundo. A queimadura de 2º grau superficial é aquela que envolve a epiderme e a porção mais superficial da derme. Os sintomas são os mesmos da queimadura de 1º grau, incluindo ainda o aparecimento de bolhas e uma aparência úmida da lesão. A cura é mais demorada, podendo levar até 3 semanas, não costuma deixar cicatriz, mas o local da lesão pode ser mais claro. As queimaduras de 2º grau profundas são aquelas que acometem toda a derme, sendo semelhantes às queimaduras de 3º grau. Como há risco de destruição das terminações nervosas da pele, este tipo de queimadura, que é bem mais grave, pode até ser menos doloroso que as queimaduras mais superficiais. As glândulas sudoríparas e os folículos capilares também podem ser destruídos, fazendo com que a pele fique seca e perca seus pelos. A cicatrização demora mais que 3 semanas e costuma deixar cicatrizes. Terceiro Grau Queimaduras profundas que acometem toda a derme e atingem tecidos subcutâneos, com destruição total de nervos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e capilares sanguíneos, podendo inclusive atingir músculos e estruturas ósseas. São lesões esbranquiçadas/acinzentadas, secas, indolores e deformantes que não curam sem apoio cirúrgico, necessitando de transplantes. Devido à lesão nervosa, o estímulo de dor é pouco percebido, porém, ao redor de queimaduras de 3° grau, haverá queimaduras de 1° e 2° grau, que frequentemente serão motivos de fortes dores. Extensão das queimaduras A extensão da queimadura, ou a porcentagem da área da superfície corporal queimada, é um dado importante para determinar a gravidade da lesão e o tratamento a ser instituído tanto no local do acidente quanto no hospital. Utiliza-se para esse cálculo a "regra dos nove”, nela são mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 69 consideradas apenas as áreas queimadas com profundidade de segundo e terceiro graus. O resultado obtido é aproximado, mas suficiente para uso prático, ele é feito da seguinte forma: Regra dos nove para os adultos, crianças menores de 10 anos e bebês A regra dos nove pode aparecer de uma forma mais detalhada, haverá algumas fontes que irão indicar porcentagens diferentes para cada parte do corpo, mas como consideramos que este cálculo se aplica por 9 ou múltiplos de 9, devemos utilizar o anteriormente citado. As crianças menores de 1 ano apresentam, proporcionalmente, cabeça maior que a dos adultos, então essa regra altera somente a porcentagem da cabeça para 18% da superfície corporal e cada membro inferior juntamente com a genitália para 14%, e os outros membros continuam com as mesmas porcentagens para adultos. Para fazer o cálculo para crianças de 1 até 10 anos, deve-se seguir os seguintes passos: para a cabeça devemos considerar 18% - a idade da criança cada perna equivale a 14% + a metade da idade da criança demais partes = adultos Desta forma, a superfície corporal total de uma criança de 6 anos através da regra dos nove se aplica assim: cabeça: 18 - 6 = 12% pernas: 14 + 3 = 17% 17+17 = 34% mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 70 braços: 18% tronco frontal e dorsal: com 36% total: 100% Além deste cálculo, para avaliar a extensão de queimaduras menores pode ser utilizado como medida a mão da vítima, que corresponde a aproximadamente 1% da área da superfície corporal, mas é importante lembrar que a regra dos nove é mais eficiente. Atendimento a vítima de queimadura A primeira preocupação do atendente de emergência deve ser com a sua própria segurança, que se aplica a qualquer situação, mas devendo ser reforçada ao atender vítimas de queimaduras em ambientes hostis. Sendo assim, é necessário ter cuidado com as chamas, os gases tóxicos, a fumaça e o risco de explosões e desabamentos. Ao se deparar com um acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é extinguir a fonte de calor, ou seja, impedir que permaneça o contato do corpo com o fogo, líquidos e superfícies aquecidas, entre outras causas do acidente. Se as vestes estiverem em chamas, é preciso que a vítima pare, deite e role no chão com as mãos no rosto, o atendente de emergência pode jogar água ou abafar o fogo com um cobertor, toalha ou jaqueta. As vestes da vítima devem ser retiradas, desde que não estejam aderidas à pele, do contrário, só devem ser removidas sob anestesia no momento da limpeza da ferida. Em casos de queimaduras elétricas, deve-se providenciar a interrupção da corrente antes do contato com a vítima ou, se isso não for possível, tentar afastá-la com um objeto isolante, como madeira seca.6 Uma queimadura por choque elétrico é sempre pior do que parece, por isso, é necessário que o atendimento seja urgente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 71 Se a vítima estiver em casa e houver queimadura causada por agentes químicos, deve-se tirar toda roupa da vítima e colocá-la debaixo do chuveiro ligado enquanto o socorro estiver a caminho. Porém, se o agente for térmico, é necessário apenas colocar água corrente em temperatura ambiente sobre o ferimento, de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada. O resfriamento, nunca deve ser feito com água gelada ou outros produtos refrescantes, como creme dental ou hidratantes. A água fria promove a limpeza da ferida removendo agentes nocivos da pele, além de ser capaz de interromper a progressão do calor e limitar o aprofundamento da lesão, desde que o resfriamento seja realizado nos primeiros segundos ou minutos. Ela também pode aliviar a dor da queimadura mesmo se aplicada após alguns minutos, assim como pode reduzir o edema. Portanto, o resfriamento com água corrente deve ser realizado o mais cedo possível, durante cerca de 10 minutos, podendo chegar a 20 minutos caso seja necessário. Porém, devido ao risco de hipotermia, o resfriamento deve ser mais breve quanto mais extensa for a queimadura, não sendo recomendável em queimaduras superiores a 15% da superfície corporal. Se a área queimada for menor do que 5% da superfície corporal, ela pode, após o resfriamento, ser protegida com gazes, compressas ou toalhas de algodão úmidas, e em seguida coberta por plástico ou outro material impermeável. Por fim, o paciente deve ser envolvido com uma manta ou cobertor. Aqui cabe a lembrança: resfriar a queimadura, mas aquecer o paciente. É importante ressaltar que lavar a lesão com água fresca corrente pode aliviar a dor e diminuir a extensão dos danos, no entanto, a exposição prolongada ao frio pode provocar hipotermia. Se a temperatura da vítima ficar abaixo de 32°C a condição pode ficar crítica ou até fatal. Também é necessário buscar o auxílio de um profissional de saúde no posto de atendimento mais próximo do local do acidente, assim poderão ser tomadas as providências essenciais para o sucesso da recuperação e para evitar o agravamento da lesão. Se não houver Unidade de Saúde mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 72 nas proximidades, deve-se acionar os serviços de socorro do SAMU e do Corpo de Bombeiros ou procurar uma Emergência hospitalar. Deve-se lembrar que o atendimento aos queimados no local normalmente se refere a dar suporte e compaixão à vítima. É necessário verificar a Regra dos Nove para despachar a resposta adequada ao atendimento especializado, mas caso o atendente de emergência não saiba realizar com eficiência este cálculo, ele deve apenas repassar as áreas queimadas para a viatura. Se alguém se queimou, é porque algo estava queimando, portanto, é preciso verificar a situação com cuidado para não se prejudicar, mas ainda assim observar o suficiente para obter informações relevantes para evitar mais acidentes. O que não fazer no atendimento a vítima de queimadura Quando prestar atendimento à vítima de queimadura, o tendente de emergência não deve passar no local atingido nenhum produto ou receita caseira como pó de café, banha de porco, babosa, entre outros, pois qualquer substância que seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la. Há também o alto risco de infecção por bactérias e fungos presentes nesses produtos que podem aderir ao tecido lesionado, dificultando a limpeza da ferida no serviço especializado, já que a barreira natural do organismo – a pele – está danificada. Não passar nenhuma pomada no local atingido, a pele fica extremamente sensível após uma queimadura e as pomadas, ainda que adquiridas em farmácias, machucam ainda mais as células cutâneas e podem irritar a pele e gerar infecções. Não tentar estourar as bolhas provocadas pela queimadura, elas se manifestam nas queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado, ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha. Ao retirar esse curativo natural em casa, o ferimento estará exposto a instrumentos possivelmente contaminados e pode infeccionar. Se houver necessidade de cobrir o ferimento a caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano limpo. Tecidos ou materiais que grudem no ferimento, como o algodão, devem ser evitados. O paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que tenha sido atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto- mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 73 socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada. Outro cuidado é retirar acessórios, como pulseiras e anéis, pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses objetos podem ficar presos. Prevenção Partindo do pressuposto de que 90% das queimaduras poderiam ser evitadas, medidas preventivas se impõem para diminuir sua incidência e dependem de educação e legislação. As medidas educativas de prevenção consistem em orientar desde cedo as crianças a evitar situações de risco envolvendo queimaduras no ambiente doméstico, além de incluir nos currículos escolares o ensino de prevenção de acidentes e realizar campanhas preventivas gerais voltadas para toda a população. Campanhas educativas particulares, para serem mais eficazes, devem se basear em dados epidemiológicos confiáveis que identifiquem causas específicas de queimaduras e as respectivas populações de risco às quais devem ser periodicamente dirigidas. Dentre os cuidados que é preciso ter para evitar acidentes com queimaduras, podemos citar: 1. Jamais deixar uma frigideira ou panela com gordura quente no fogão; 2. Evitar deixar panelas ao alcance de crianças; 3. Nunca jogar água sobre o fogo provocado na frigideira pela queima da gordura. Para apagá- lo, deve-se tampar a panela ou cobri-la com um pano; 4. Virar os cabos das panelas e frigideiras para o lado de dentro ou para o fundo do fogão; 5. Em ambiente com criança, manter protetores de tomadas; 6. Produtos de limpeza, químicos e de higiene pessoal devem ser mantidos longe do alcance das crianças e em lugar seco; 7. Álcool e gasolina jamais devem estar ao alcance de menores e sempre distantes de locais onde haja fogo; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursose Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 74 8. Nunca borrifar álcool ao usar churrasqueira, ao invés disso, procurar formar brasa naturalmente ou com gel específico. Essas são só algumas dentre muitas outras precauções necessárias para evitar que mais acidentes aconteçam. Como as queimaduras podem ir de níveis leves a de alto risco de sequelas ou até a morte, os primeiros cuidados devem ser feitos com extrema atenção para não prejudicar ainda mais a vítima. Lembrando que um atendimento especializado para queimaduras de grau 2 e 3 é de extrema importância, podendo diminuir o sofrimento da vítima ou agravamento da situação. Desta forma, é notável que esses acidentes são recorrentes devido à falta de cuidado quando em contato com os agentes responsáveis pelas queimaduras. É necessário um alerta para práticas mais conscientes ao manusear líquidos e superfícies aquecidas, substâncias inflamáveis ou até mesmo para reforçar a importância de não deixar crianças sozinhas em ambientes propícios a tais ocorrências. Podemos concluir que, através da prevenção, será possível ter resultados mais positivos do que o próprio tratamento, já que para algumas vítimas as consequências podem ser extremamente graves. 8.2 Insolação e Intermação A insolação e a intermação são situações em que ocorre o aumento da temperatura corporal acima de 40,5ºC, juntamente com alterações no sistema nervoso central que impedem que o corpo regule sua temperatura normalmente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 75 A insolação acontece em casos em que o corpo é exposto direta e prolongadamente aos raios de sol, sem a proteção solar e hidratação adequadas. Já a intermação ocorre após a exposição do indivíduo a um ambiente fechado e com temperatura elevada durante muito tempo, sem ventilação para dissipar o calor. Algumas doenças podem dificultar que o corpo disperse o calor, ou que a pessoa consiga sair do local de temperatura intensa, tais como doenças neurológicas, cardiovasculares, psiquiátricas ou obesidade. O quadro de insolação merece atenção, porque o aumento da temperatura faz com que o corpo perca muita água, sais e nutrientes necessários para que o organismo funcione normalmente. A intermação e insolação podem ser causados por situações como: • Usar roupas quentes e pesadas no calor; • Ficar muito tempo exposto ao sol sem protetor solar; • Praticar atividades que causam esgotamento físico; • Ficar muito tempo sem se hidratar; • Permanecer em locais com pouca ventilação e temperatura elevada Dependendo do local onde estiver e do nível de calor, uma pessoa que está sofrendo insolação ou intermação irá apresentar diferentes tipos de sintomas, entre eles: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 76 • Pele seca e quente • Aumento da temperatura corporal • Dor de cabeça intensa • Aumento da frequência respiratória • Confusão mental • Sede intensa • Tontura • Desmaios • Náuseas • Vômitos • Extremidades arroxeadas • Pele avermelhada (nos casos de insolação) • Palidez (na intermação) • Sangramento, convulsões, perda da consciência, coma (casos graves) Nos casos de maior gravidade é necessário chamar o atendimento médico de emergência imediatamente. Nos casos mais leves, ou enquanto a ambulância não chegar, o objetivo do prestador de primeiros socorros é resfriar o corpo da vítima lenta e gradativamente, para que não haja choque de temperatura. Os principais procedimentos a se tomar são: • Levar a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado; • Remover o máximo de peças de roupa; • Colocar a pessoa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas; • Dar água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico para que a vítima beba se estiver lúcida/consciente; • Mantê-la em repouso com as costas para baixo e com a cabeça e ombros elevados; e mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 77 • Se o banho frio não for possível, borrifar água fria (não gelada) em todo o corpo da pessoa ou aplicar compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas. Estes procedimentos são simples, mas extremamente necessários para que a vítima possa se recuperar sem nenhum tipo de complicação. Os fenômenos de insolação e intermação são comuns, mas ainda sim perigosos, podendo levar a vítima à morte se não receber o socorro adequado, por isso é importante estar sempre atento ao aparecimento de sintomas nas pessoas ao redor, além de agir com rapidez em casos como estes. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 78 9 CHOQUES ELÉTRICOS Nos dias atuais, o contato com as máquinas e diversos aparelhos eletrônicos já se tornou fundamental para as atividades do dia a dia, como trabalho, deveres e lazer. Porém, muitas vezes esquecemos que essa relação habitual pode trazer riscos, pois os choques elétricos podem acontecer com frequência. Estes choques podem causar diversos danos, e quanto maior a sua intensidade da corrente elétrica, maior o perigo. Em casos de alta tensão, como em trabalhos com componentes elétricos, os choques podem ser fortes e causar queimaduras sérias ou até mesmo a morte. Já os choques em correntes elétricas residenciais, apesar de apresentarem riscos menores, também merecem atenção e cuidado. Em acidentes envolvendo eletricidade, o tempo para iniciar os procedimentos de primeiros socorros é crucial. Qualquer demora na prestação de atendimento pode gerar sérias consequências. mailto:inbraep@inbraep.com.brhttp://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 79 Sintomas A vítima de choque elétrico pode apresentar no corpo tanto sinais visíveis de choque elétrico, como queimaduras, quanto problemas nos órgãos internos, como arritmia. Entre esses sintomas, temos: • Queimaduras externas e internas • Dor muscular • Contrações musculares involuntárias • Arritmia cardíaca • Parada respiratória • Convulsões • Lesões nos nervos e cérebro • Entre outros. Procedimentos para atender a uma vítima de choque elétrico Vítima em contato com a corrente elétrica Em diversos casos, a vítima fica presa à corrente elétrica, podendo ocasionar a morte. Porém, nestes casos, o atendente de emergência não pode tocá-la, correndo o risco de ser atingido pela corrente também. Portanto, a primeira medida a ser tomada é desligar o aparelho, seja tirando o fio da tomada ou desligando a chave geral. Enquanto não ocorrer o desligamento, o atendente de emergência deve se manter a uma distância mínima de quatro metros da vítima e não permitir que outras pessoas se aproximem. Somente após a corrente elétrica ter sido desligada que as outras medidas devem ser tomadas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 80 Se não for possível desligar a corrente, deve-se tentar afastar a vítima da fonte elétrica com o auxílio de um material não condutor de eletricidade, como madeiras, borrachas ou panos secos. O atendente precisa tomar todas as precauções necessárias para não se tornar mais uma vítima, como se certificar de que seus pés ou o chão em que pisa não estão molhados. Vítima afastada da corrente elétrica Caso a vítima não esteja presa à corrente, ou tenha sido afastada dela, deve-se verificar o seu estado a partir dos procedimentos gerais de atendimento. É importante observar o estado da pessoa, tocá-la e fazer perguntas para verificar seus ferimentos e nível de consciência. Vítima consciente Se a vítima estiver consciente e respondendo aos estímulos, deve-se ligar para o socorro e acalmar a vítima, de forma a tranquilizá-la sobre o incidente. Em caso de queda, recomende à pessoa que não se mova, para que, caso tenha ocorrido alguma fratura, o estado dela não piore. Vítima inconsciente Se a vítima estiver desacordada, realize a viragem em bloco e cheque seus sinais vitais (pulsação e respiração). Caso apresente sinais vitais, ligue para a emergência e acompanhe o estado da vítima. Se possível coloque-a na Posição Lateral de Segurança (PLS). Se não for possível identificar a pulsação e respiração, ou se houver dúvidas quanto a isso, chame imediatamente o serviço de emergência e inicie os procedimentos de reanimação mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 81 cardiopulmonar (RCP). Realize as compressões até que o socorro chegue, até que a vítima retorne a apresentar os sinais vitais ou até que ela acorde. Prevenção Acidentes elétricos muitas vezes podem ser evitados ao adotar algumas medidas de segurança, como: • Ter cuidado ao trabalhar perto de redes ou de chaves elétricas de alta tensão; • Não mexer em fios caído no solo e que ainda estejam presos à rede elétrica; • Manter a instalação e os equipamentos elétricos de sua casa e trabalho em condições adequadas de funcionamento, usando apenas material recomendado e de boa qualidade; • Contratar somente profissionais qualificados para fazer as revisões periódicas das instalações elétricas e para realizar algum reparo necessário; • Nunca improvisar em eletricidade, mesmo em situações de emergência; • Ligar sempre o fio-terra em todo e qualquer equipamento elétrico, portátil ou fixo; • Não tocar em aparelhos elétricos se estiver com a roupa ou o corpo molhado; • Manter os aparelhos elétricos longe do alcance das crianças; • Se estiver no escuro e tiver que trocar fusíveis ou desligar a chave geral de eletricidade, sempre usar uma lanterna ou velas para iluminar; • Manter os fios elétricos de sua casa e trabalho em ordem, encapados e isolados, de preferência embutidos; • Desligar a chave geral ao fazer qualquer reparo na instalação elétrica. Se tiver dúvidas, o melhor é chamar um profissional (ou encarregado, se você for um trabalhador); • Desligar os aparelhos elétricos da tomada antes de limpá-los ou consertá-los; • Colocar protetores nas tomadas para evitar que as crianças coloquem os dedos ou introduzam objetos em seu interior; e • Não sobrecarregar uma mesma tomada com vários aparelhos elétricos empregando benjamins (“T”s). mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 82 Cuidados com pipas/padorgas/papagaios: • Não as empine junto a fios de eletricidade; • Oriente as crianças a brincar apenas em locais abertos, como parques, praias e campos, longe de fios e postes. Se possível, acompanhe-as nas brincadeiras; • Nunca tente ou permita que eles tentem recuperar pipas ou outros objetos presos nos fios elétricos; • Não permita que as crianças façam pipas de material metalizado ou usem linha com cerol. É perigoso para eles e para os outros. As correntes de alta tensão podem ser encontradas em locais como nos cabos elétricos vistos nas ruas, onde costumam apresentar um aviso indicando seu perigo. Quando esses fios provocam algum choque ou acidente, só a central elétrica poderá desligá-los. Em casos como estes, é necessário procurar o telefone correspondente e ligar para a central, bombeiros ou polícia e identificar o local do incidente. Essa atitude poderá evitar novos acidentes e poupar vidas. Com isso, é possível concluir que os choques elétricos apresentam riscos graves para o organismo, podendo causar sérias lesões e até mesmo a morte. Por isso, é necessário conhecer os meios de prevenção de acidentes e os procedimentos de primeiros socorros adequados para proporcionar uma maior chance de recuperação e sobrevivência da vítima. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 83 10 ESTADO DE CHOQUE O estado de choque ocorre quando o sistema circulatório não consegue fornecer oxigênio suficiente para os tecidos do corpo. Dessa forma, os órgãos deixam de funcionar corretamente e causam riscos à vítima. É preciso chamar o atendimento médico para tratar casos como estes, pois o choque é um evento pré-terminal em muitas doenças. Causas do estado de choque • Hemorragias e/ou fraturas graves; • Dor intensa; • Queimaduras graves; • Esmagamentos ou amputações; • Exposições prolongadas ao frio ou calor extremos; • Ferimentos extensos ou graves; • Infecções graves; • Infarto; • Taquicardia; • Batimento cardíaco lento (bradicardias); • Processos inflamatórios do coração; • Traumatismos do crânio e traumatismos graves de tórax e abdômen; • Envenenamentos; • Afogamento; • Choque elétrico; • Picadas de animais peçonhentos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 84 Sinais e sintomas • Pulso fraco e rápido; • Respirações curtas, rápidas e irregulares; • Pele pálida, úmida, pegajosa e fria; • Suor na testa e na palma das mãos; • Frio, chegando às vezes a ter tremores; • Náusea e vômito; • Fraqueza; • Visão nublada; • Tontura; • Sede; • Extremidades frias e arroxeadas; • Queda da pressão arterial; • Olhar indiferente e profundo com pupilas dilatadas, • Agitação; • Medo (ansiedade); • Respostas insatisfatórias a estímulos externos; • Perda total ou parcial de consciência; • Taquicardia. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 85 Ao notar que uma pessoa está em estado de choque, é preciso chamar imediatamente o serviço de emergência e iniciar os procedimentos de primeiros socorros. Procedimentos para vítimas de estado de choque • Deitar a vítima de costas; • Afrouxar suas roupas no pescoço, peito e cintura para facilitar a respiração e circulação; • Verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimentos na boca da vítima e os retirar; • Verificar a respiração da vítima, e se a resposta for negativa, é possível realizar a respiração boca a boca se o atendente de emergência se sentir seguro, lembrando que esse procedimento não é obrigatório; • No caso da vítima apresentar vômitos ou sangramentos pela boca ou nariz, é preciso colocar sua cabeça para o lado para evitar asfixia; • Elevar os membros inferiores da vítima em relação ao corpo a, no máximo, 30 cm do solo, de modo a melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. • Porém, em caso de fraturas nos membros inferiores ou na coluna cervical, não se deve realizar a elevação nem a movimentação da cabeça. Nessas situações, se deve mover a vítima só em último caso, realizando a viragem em bloco para evitar complicações. • Enquanto as providências já indicadas são executadas, deve-se observar o pulso da vítima. Durante o estado de choque o pulso apresenta-se rápido e fraco. • É necessário observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. Se for preciso, a vítima deve ser agasalhada com um cobertor, casacos ou semelhantes. • Com a vítima consciente, é necessário tranquilizá-la, mantendo-a calma. Permanecer junto a ela para lhe dar segurança e para monitorar alterações em seu estado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 86 O estado de choque pode ocorrer em diversos casos e, dependendo da circunstância, deve ser acompanhado pelas medidas necessárias. Por exemplo, se a vítima em estado de choque entra em parada cardiorrespiratória, a pessoa que lhe presta socorro deve iniciar a RCP, ou se possuir hemorragias, estas devem ser tratadas de acordo com os procedimentos adequados. Concluindo, é possível perceber que o estado de choque é um fenômeno que pode ocorrer em diversas situações, e em todas elas a vítima deve ser atendida de maneira apropriada e receber auxílio da equipe de emergência. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 87 11 INTOXICAÇÕES Intoxicação ou envenenamento é o efeito prejudicial que ocorre quando uma substância tóxica é ingerida, inalada ou entra em contato com a pele, os olhos, boca ou nariz. De acordo com os dados recolhidos pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX, cerca de 28 mil pessoas por ano têm sofrido com intoxicação. Entre as causas, estão medicamentos com e sem prescrição médica, drogas ilícitas, gases, produtos químicos, alimentos, plantas e muitos outros. Alguns venenos não causam danos imediatos à saúde, enquanto outros podem causar graves malefícios ou até a morte em pouco tempo. As intoxicações podem ser divididas em dois tipos, as agudas e as crônicas: Intoxicação aguda: Pode ocorrer de forma leve, moderada ou grave, dependendo da quantidade de veneno absorvido, do tempo de absorção, da toxicidade do produto e do tempo decorrido entre a exposição e o atendimento médico. Seus sintomas se apresentam de forma súbita, entre alguns minutos ou horas após a exposição a um tóxico. Tal exposição geralmente é única e ocorre num período de até 24 horas, acarretando efeitos rápidos sobre a saúde. Intoxicação crônica: Seus efeitos danosos sobre a saúde surgem no decorrer de repetidas exposições ao toxicante, que normalmente ocorrem durante longos períodos de tempo. Nestas condições, os quadros clínicos são indefinidos, confusos e muitasvezes irreversíveis. Os diagnósticos são difíceis de ser estabelecidos e há uma maior dificuldade na associação da causa ou efeito, principalmente quando há exposição a múltiplos produtos, situação muito comum na agricultura brasileira com o uso de agrotóxicos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 88 11.1 Intoxicação Alimentar Intoxicação alimentar é uma doença produzida pela ingestão de alimentos que contêm toxinas formadas por bactérias patológicas presentes neles. Ela é diferente da infecção alimentar, que ocorre pela ingestão de alimentos contaminados por agentes infecciosos, tais como vírus, fungos, bactérias, parasitas que podem se multiplicar e produzir toxinas dentro do organismo. Estas duas doenças são frequentemente tratadas como sinônimos, pois seus sintomas e tratamento são muito similares. Qualquer tipo de alimento mal conservado ou contaminado pode causar este fenômeno quando ingerido. É preciso ter atenção principalmente com comidas cruas, que estejam mal conservadas ou que tenham sido manipuladas no seu preparo. Principalmente no verão, alimentos expostos ao meio ambiente suportam menos tempo sem estragar, como carne, ovos e frutos do mar, que deterioram mais rápido. Sintomas da Intoxicação Alimentar • Diarreia; • Enjoo; • Náuseas e vômitos; • Arrepios; • Suor abundante; • Dores abdominais; • Vertigens; • Fraqueza no corpo; e • Algumas vezes, convulsões e paralisia. Primeiros Socorros diante de Intoxicação Alimentar mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 89 A intoxicação alimentar nem sempre é uma urgência médica, em muitos casos a vítima se recupera rapidamente, sem apresentar muitos sintomas. Nestas situações, é possível provocar o vômito para liberar o estômago das substâncias tóxicas. Também é essencial incentivar a vítima a ingerir bastante líquido e mantê-la em repouso e confortável. Solução de reidratação oral e Soro Caseiro Atualmente, a Organização Mundial da Saúde - OMS indica o uso das soluções de reidratação oral para repor os sais minerais perdidos pelo vômito e diarréia e prevenir a desidratação. As soluções vêm em pequenos saquinhos, contendo uma mistura de cloreto de sódio, glicose, potássio e citrato em pó em quantidades adequadas. Esse conteúdo deve ser adicionado a um litro de água filtrada e bebido durante o dia. É possível encontrar essa solução gratuitamente em postos de saúde ou comprá-la em farmácias. Durante muito tempo, foi indicado preparar um soro caseiro para hidratar a vítima, contendo uma colher de chá de sal e uma colher de sopa de açúcar diluídas em um litro de água fervida ou filtrada. Porém, durante o preparo do soro caseiro, muitas vezes são usadas as quantidades erradas de sal e açúcar, por isso seu uso é indicado apenas em casos em que a vítima não tenha acesso à solução de reidratação oral. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 90 Caso seja necessário utilizar o soro caseiro, foram criadas as colheres padrão da UNICEF para evitar essa complicação de medidas. Elas são fabricadas já com as medidas corretas e com as instruções de preparo do soro, podendo ser encontradas em farmácias e postos de saúde. Casos de Intoxicação Alimentar que necessitam de atendimento médico com urgência • Sintomas muito intensos, como diarréia ou vômito incessantes ou com sangue. • Sintomas que durem mais de um dia, principalmente no caso de crianças, idosos e imunossuprimidos (que são pessoas cujo sistema imunológico esteja com baixa atividade); • Sintomas mais graves, como convulsões e paralisia; • Se a vítima não conseguir tolerar os líquidos. Nesse caso, é preciso recorrer a um departamento de urgências para repor os líquidos via intravenosa. Se a vítima estiver inconsciente não se deve induzir o vômito ou dar de beber a ela. Em casos como este, é necessário realizar os procedimentos de primeiros socorros e chamar uma ambulância. Por fim, é possível concluir que a intoxicação pode causar diversos danos de acordo com a sua gravidade, podendo ser desde um leve desconforto até a morte. Por isso, é preciso sempre estar atento com relação a possíveis acidentes. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 91 11.2 Intoxicação por Medicamentos e Drogas de Abuso A reação dessas substâncias no organismo depende muito do tipo de droga usada, por isso, é sempre importante tentar identificar qual, ou quais, foram utilizadas pela vítima. No geral, entre os principais sintomas causados pela intoxicação por medicamentos ou drogas de abuso estão: • Azia; • Náusea e vômitos; • Diarréia; • Sonolência; • Sensação de fraqueza; • Suor; • Palidez; • Inconsciência; e • Dificuldade respiratória. Procedimentos de Primeiros Socorros em caso de intoxicação por medicamento ou drogas de abuso • Chamar o serviço de emergência; • Realizar os procedimentos gerais de primeiros socorros; • Colocar a vítima em posição de segurança; • Falar com a vítima, buscando obter o máximo de informações sobre as substâncias ingeridas, quantidade e tempo de ingestão; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 92 • Caso a vítima esteja inconsciente, deve-se buscar nos arredores comprimidos ou embalagens que possam identificar os medicamentos ou drogas por ela ingeridas; • Se possível, entregar a embalagem, bula do remédio, ou uma amostra da droga, ao médico ou socorristaprofissional, pois isso pode ajudar os médicos a providenciar o melhor atendimento; • Não induzir o vômito na vítima; • Evitar fazer respiração boca a boca, isso pode causar complicações tanto para a vítima quanto para quem a realiza. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas - SINITOX, a maior parte das intoxicações registradas nos últimos anos têm sido causadas por medicamentos. Por isso, é preciso ter cautela com relação a onde guardar os medicamentos, principalmente em locais onde há crianças. 11.3 Intoxicação por substâncias Tóxicas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 93 Intoxicação por ingestão Muitos produtos químicos são altamente tóxicos quando ingeridos, como: detergentes, outros produtos de limpeza, álcool puro ou similares, amoníaco, pesticidas, produtos de uso agrícola ou industrial, ácidos, gasolina, soda cáustica, etc. Sinais e sintomas de Ingestão de Substâncias Químicas É importante recolher informação junto da vítima, ou de alguém perto desta, sobre o contato com o veneno ou a presença de algum recipiente que possa ter contido ou contenha veneno. Os sintomas variam com a natureza do produto ingerido, podendo ser: • Vômitos e diarreia; • Espuma na boca; • Face, lábios e unhas azuladas; • Dificuldade respiratória; • Queimaduras em volta da boca (venenos corrosivos); • Delírio e convulsões; e • Inconsciência. Os procedimentos de socorro são os mesmos da intoxicação por medicamentos, devendo, inclusive, levar a embalagem do produto ao hospital juntamente com a vítima para auxiliar a equipe médica a reverter o quadro. Intoxicação por inalação Os casos mais frequentes de inalação são o envenenamento pelo gás carbônico, pelo monóxido de carbono, presente nos gases de combustão, e pelo gás propano/butano, que é o gás de uso doméstico. Sinais e Sintomas de Inalação de Substâncias Químicas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 94 • Respiração rápida; • Tosse; • Mal-estar; • Dor de cabeça; • Zumbidos, • Tontura; • Náusea; • Vômito; e • Apatia profunda ou confusão, que impede a fuga do local onde se encontra. Se a vítima não é rapidamente socorrida, este estado é seguido por perda gradual de consciência e coma. Estes são os sintomas gerais, que podem variar de acordo com o veneno inalado. Procedimentos de Primeiros Socorros em caso de Intoxicação por Inalação • Remover o acidentado o mais rapidamente possível para um local bem ventilado; • Realizar os procedimentos gerais de primeiros socorros; • Solicitar o atendimento especializado; • Tentar identificar o tipo de agente que está presente no local onde foi encontrado o acidentado; e • Manter o acidentado imóvel, aquecido e sob observação, pois os efeitos podem não ser imediatos. 11.3.3 Intoxicação por contato Algumas substâncias podem causar irritação ou destruição tecidual através do contato com a pele, boca, nariz ou olhos. Além de poeiras, fumaça ou vapores, pode ocorrer contato tóxico com mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 95 ácidos, álcalis e outros compostos. O contato com estes agentes pode provocar inflamação ou queimaduras químicas nas áreas afetadas. Sintomas de intoxicação por contato • Manchas na pele; • Coceira; • Irritação nos olhos; • Dor de cabeça; e • Temperatura da pele aumentada. Procedimentos de Primeiros Socorros em vítima de intoxicação por contato • Lavar abundantemente o local afetado com água corrente; • Se os olhos forem afetados: lavar com água corrente durante 15 minutos e cobri-los, sem pressão, com pano limpo ou gaze; e • Encaminhar a vítima ao serviço médico. 11.4 Prevenção de Intoxicação Mesmo conhecendo as principais medidas de primeiros socorros, o melhor remédio é a prevenção. Por isso, é preciso sempre estar atento a algumas atitudes que podem evitar este tipo de intoxicação e salvar vidas, como: • Guardar os produtos de higiene, limpeza e medicamentos trancados e fora da vista e do alcance de crianças; • Ler a bula e seguir corretamente as instruções para dar remédios às crianças; • Não se automedicar, e tomar apenas remédios prescritos pelo médico para seu caso específico • Manter os produtos em suas embalagens originais para que não seja confundido com algo sem perigo; • Ter em mente quais produtos domésticos são tóxicos para armazená-los em local adequado. Além disso, existem serviços oferecidos, tanto à população quanto a profissionais de saúde, sobre intoxicações, como no endereço: http://portal.anvisa.gov.br/disqueintoxicacao. Sendo assim, é possível compreender a importância de conhecer os procedimentos de primeiros socorros em casos mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ http://portal.anvisa.gov.br/disqueintoxicacao INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 96 intoxicação, tendo em vista que a demora no atendimento pode causar diversos danos de acordo com a sua gravidade. Por isso, é preciso sempre estar atento e colocar em prática medidas que previnam possíveis acidentes. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 97 12 PICADAS E MORDIDAS DE ANIMAIS O Brasil é um país rico em flora e fauna, sua diversidade geográfica propicia que inúmeras espécies de animais habitem seu território. É muito importante tomar cuidado com os animais, sejameles domésticos ou não. Muitas espécies de animais possuem mecanismos de defesa que têm peçonhas ou venenos, como alguns insetos, escorpiões, aranhas e cobras. Além disso, animais que partilham o convívio doméstico, como cães e gatos, também podem apresentar diversos riscos para o homem. Com relação aos animais peçonhentos, a atenção deve ser redobrada, pois o veneno destes pode causar dolorosas intoxicações e, muitas vezes, se não houver socorro imediato, causar a morte. Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Ex.: serpentes, aranhas, escorpiões e arraias. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 98 Animais Venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento por contato (lagartas), por compressão (sapos) ou por ingestão (peixe-baiacu). Os acidentes causados por serpentes/cobras merecem muita atenção, não apenas por causa do risco individual da vítima picada, mas também pelo ponto de vista da saúde pública. Esses acidentes infelizmente são frequentes e graves, já que o Brasil apresenta um grande número de espécies de cobras venenosas. Identificando a cobra peçonhenta Apesar dessas características que diferem as cobras peçonhentas das sem peçonha, existe uma cobra que foge desse padrão, a cobra coral. Popularmente ela é dividida em duas categorias: a cobra coral verdadeira e a cobra coral falsa. A cobra coral verdadeira é peçonhenta, pouco agressiva, fina e ornada de anéis de cor vermelho-coral, preta e amarela. Já as falsas corais são mansas, inofensivas e não tentam picar. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 99 Apesar de peçonhenta, a coral verdadeira apresenta algumas características de cobras não venenosas que podem dificultar sua identificação. Sintomas de picada de cobra Os sintomas de picada variam muito de acordo com o tipo de cobra, podendo haver, entre eles: • Sangramentos em gengivas, pele e urina. • Bradicardia, que é a diminuição dos batimentos cardíacos; • Infecção e necrose na região da picada • Insuficiência renal. • Hipotensão, que é a queda da pressão arterial. • Vômitos, diarreia, • Parestesia, que é a sensação de formigamento no local, • Dificuldade de manter os olhos abertos, • Miastenia, que quando ocorre sonolência e pálpebras caídas; • Visão turva ou dupla; e • Mialgia, que são dores musculares generalizadas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 100 Procedimentos de Primeiros Socorros por acidentes com serpentes • Tranquilizar a vítima; • Lavar o local da picada com água e sabão; • Se possível, evitar que a pessoa ande ou corra colocando-a em decúbito dorsal, com o membro picado elevado; • Manter o paciente hidratado; • Não se fazer o uso de torniquetes, incisões ou passar gelo outras substâncias no local da picada. Essas medidas aumentando a chance de complicações como infecções, necrose e amputação de um membro; • Se possível, tirar uma foto ou prestar atenção nas características do animal para que seja mais fácil identificar a espécie de cobra para a aplicação do soro antiofídico; • Remover a vítima para o hospital ou centro de saúde mais próximo. O único tratamento eficaz para o envenenamento por serpente é a aplicação do soro antiofídico específico para o tipo de cobra. Quanto mais cedo a aplicação do soro, menor a chance de ocorrerem complicações. É preciso de um diagnóstico médico para verificar se há indícios de que a picada foi de fato de uma cobra peçonhenta, tendo em vista que existem muito mais cobras não- peçonhentas na natureza e, para essas, não há necessidade de tratamento com soro. O diagnóstico médico também é necessário para a escolha do soro e sua dosagem, considerando as peculiaridades de cada tipo de acidente. A administração do soro é por via intravenosa (por meio das veias) e não deve ser feita fora do ambiente hospitalar, pois pode provocar reações alérgicas graves com necessidade de tratamento imediato Apesar de acidentes como estes mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 101 poderem acontecer a qualquer momento, existem precauções que podem ser tomadas para evitar que aconteçam, como por exemplo: • Usar calçados fechados e de cano alto, ao andar ou trabalhar no mato; • Usar luvas grossas para manipular folhas secas, lixo, lenha, palhas, etc; • Não colocar as mãos em buracos e tomar cuidado ao revirar cupinzeiros; e • Evitar acúmulo de lixo e entulho. 12.1 Acidentes por Escorpião e Aranha No Brasil, é possível encontrar aranhas ou escorpiões peçonhentos em todas as regiões do país. Por isso, é necessário saber como se deve agir na ocorrência de um acidente. Num geral, tanto as aranhas quanto os escorpiões tendem a picar ao serem molestados. Isso pode ocorrer no caso desses animais, ao se esconderem em roupas, calçados, madeiras, cascas de árvores e materiais de construção, serem comprimidos por acidente enquanto o indivíduo os manuseia. Por isso, as partes do corpo que são mais acometidas por picadas são pés e mãos. Aranhas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 102 As picadas de aranha têm importância médica devido a sua frequência de ocorrência e potencial risco de complicações associadas, sendo umaquestão de saúde pública. Tendo em vista os hábitos noturnos dos aracnídeos, e o fato de se alimentarem de pequenos insetos, os acidentes tendem a ocorrer em domicílios ou em regiões próximas. No Brasil, existem três gêneros de aranhas de importância médica. São estas: a aranha-marrom, a aranha armadeira, e a viúva negra. • A “aranha-marrom”: Possui 3 cm de envergadura e coloração marrom claro uniforme, com dorso verde-oliva, pernas finas e longas e pelos escassos. • A “armadeira”, também chamada de “aranha-da-banana” ou “aranha-macaca” possui uma envergadura de cerca de 15 cm e coloração acinzentada ou marrom, com o corpo coberto de pelos cinzentos e curtos. • A “viúva-negra” apresenta uma envergadura de cerca de 3 cm, e um abdômen globoso, quase esférico, com manchas vermelhas em fundo negro. Além disso, ela se distingue por ter uma mancha vermelha em forma de ampulheta no ventre. Existem poucos registros de viúvas-negras no país, sendo encontradas predominantemente no litoral nordestino. As aranhas caranguejeiras e tarântulas, apesar de muito comuns, não causam envenenamento. As aranhas que fazem teias geométricas, muitas encontradas dentro das casas, também não oferecem perigo. Escorpiões mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 103 Os casos de envenenamentos devido a picadas de escorpiões são muito comuns no Brasil, causando um número de mortes significativo. É comum que escorpiões se escondam em locais frescos e com sombra, como debaixo de madeiras, pedras, cascas de árvores e outros locais como estes próximos a domicílios. Assim como no caso de cobras, os acidentes com escorpiões ocorrem mais nos meses de calor do que no inverno. No Brasil existem três espécies principais de escorpiões peçonhentos, que são o escorpião amarelo, escorpião marrom e escorpião preto. • O escorpião amarelo (Tityus serrulatus) possui tronco amarelo escuro, com manchas escuras ventrais. • O escorpião marrom (Tityus bahiensis) apresenta tronco marrom escuro e patas manchadas. • O escorpião preto (Bothriurus bonariensis) como seu próprio nome já diz, é totalmente preto. Sintomas de picadas de aranhas e escorpiões • Dor e alteração na cor da pele do local da picada; • Formigamento ou sensação de anestesia no local da picada; • Náuseas e vômitos; • Dormência; • Lacrimejamento; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 104 • Sialorréia, que é a produção excessiva de saliva; • Palidez; • Sudorese; • Hipo ou hipertermia; • Agitação; • Hipertensão arterial; • Bradicardia, que é a diminuição da frequência cardíaca; • Convulsões, • Estado de choque, • Insuficiência renal; • Entre outros. Primeiros Socorros por acidentes com picadas de aranhas e escorpiões É importante que a pessoa que for realizar os primeiros socorros tente identificar qual o tipo de aranha ou escorpião que ocasionou o acidente, e remova a vítima para onde ela possa ser tratada por uma equipe médica capaz de aplicar o tratamento por soro. Para aliviar a dor da picada até a chegada ao hospital, podem ser usadas compressas mornas na região. Não é recomendável colocar gelo no local, assim como pomadas, pois estas podem alterar a cor da pele, além de não impedirem a penetração do veneno. Assim como nos acidentes por picada de cobra, não devem ser realizados torniquetes, incisões e sucções no local da picada, pois são prejudiciais ao tratamento. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 105 Tanto o soro antiaracnídico, utilizado para neutralizar as ações dos venenos da aranha, quanto o soro antiescorpiônico, utilizado contra o veneno de escorpião, devem ser administrados somente com indicação médica. Por isso é essencial buscar atendimento em unidades de saúde. Prevenção de picadas de aranhas e escorpiões • Manter jardins e quintais limpos. • Evitar folhagens densas junto a paredes e muros das casas; • Manter a grama aparada; • Não colocar as mãos em buracos, sob pedras ou em troncos podres; • Usar calçados e luvas grossas nas atividades de jardinagem; • Vedar ralos, frestas, buracos e soleiras de portas e janelas; • Afastar as camas e berços das paredes; • Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão; • Sacudir e verificar roupas e sapatos antes de usá-los; e • Preservar os predadores naturais destes animais, como a coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, galinhas, gansos e quatis. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 106 12.2 Picadas de Abelhas e Vespas O Brasil é um país que, devido a sua biodiversidade, apresenta um grande número de espécies de insetos. Muitas dessas espécies podem produzir picadas ou mordidas dolorosas. Geralmente, as manifestações dos acidentes envolvendo esses insetos não são graves, resumindo- se a uma dor no local da picada e um pequeno inchaço. As picadas de abelhas e vespas estão entre os tipos mais comuns de picadas de insetos. Seus ferrões, que se encontram na parte posterior do abdômen, injetam veneno na pele da vítima. Com relação à picada da abelha, por exemplo, o perigo está mais na quantidade de picadas recebidas do que no veneno em si e está muito relacionada à sensibilidade do indivíduo ao veneno. Podemos separar esse tipo de acidente em três categorias: • A primeira, e mais comum, envolve uma pessoa que não apresenta sensibilidade ao veneno sendo acometida por poucas picadas; • A segunda envolve pessoas que apresentam hipersensibilidade a componentes do veneno destes insetos, de forma que às vezes uma única picada acarreta uma reação de hipersensibilidade imediata. Isso exige atendimento especializado imediato, pois se manifesta por edema de glote (complicação caracterizada pelo inchaço na região da garganta.), broncoespasmo (contração das vias áreas pequenas) e choque anafilático (reação alérgica intensa que, se não tratada rapidamente, pode causar a morte); • A terceira categoriadesses acidentes é a que envolve múltiplas picadas. Estes incidentes costumam ocorrer na execução de trabalho de campo, quando a vítima é atacada por um mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 107 enxame. Esse último tipo de acidente é raro e, quando ocorre, uma grande quantidade de veneno é inoculada devido às múltiplas picadas, causando a manifestação de diversos sintomas devido à ação das diversas frações do veneno; Quando uma pessoa sem sensibilidade ao veneno de insetos recebe algumas poucas picadas, os sintomas comuns são dor intensa no local da picada, onde se desenvolve uma pequena inflamação, que fica inchada e avermelhada. A lesão costuma desaparecer após um ou dois dias mesmo sem medicação. Já no segundo caso, que envolve pessoas hipersensíveis a picadas de insetos, a reação alérgica surge rapidamente, em poucos minutos. O maior perigo nesses casos é a ocorrência da anafilaxia, ou choque anafilático, que pode ocorrer após uma única picada. Seus sintomas geralmente são urticária (irritação da pele caracterizada por lesões avermelhadas, inchadas e que coçam), angioedema (inchaço dos lábios e olhos), pressão baixa, vômitos, rouquidão, dificuldade respiratória, desorientação e perda da consciência. Por fim, no caso de uma pessoa, mesmo que não tenha muita sensibilidade ao veneno, receber múltiplas picadas ao mesmo tempo, ela recebe uma quantidade de veneno muito grande, podendo levar a sintomas como vômitos, diarreia, febre, dor de cabeça, prostração e confusão mental. Costumam ser necessárias centenas de ferroadas para que seja inoculada uma quantidade letal de veneno, nesses casos o veneno pode causar complicações, como hemólise (destruição das células do sangue), arritmia cardíaca, insuficiência renal e rabdomiólise (destruição das células dos músculos). Caso uma pessoa seja picada por um inseto e tenha desenvolvido sintomas além de um simples inchaço local, principalmente se apresentar urticária, angioedema ou crises de asma, é necessário procurar um médico imunoalergista para avaliar a possibilidade da vítima ser alérgica à picada de determinados insetos. O risco de reação anafilática em uma segunda picada é muito alto. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 108 Primeiros Socorros em caso de Picadas de Abelhas e Vespas O tipo de socorro dedicado às vítimas de picadas de insetos dependerá das circunstâncias do acidente, mas o procedimento padrão é manter a calma e analisar o estado da vítima, assim como o local da picada. Nos casos mais comuns, em que a vítima não apresenta hipersensibilidade ao veneno e tenha sido acometida apenas por poucas picadas, é preciso remover o ferrão, caso este esteja fincado na pele do indivíduo. Como as abelhas deixam o saco de veneno no local da picada, é recomendável retirá-lo com cuidado, sem usar pinças ou similares, pois estes podem comprimir os reservatórios de veneno, inoculando a substância existente no ferrão. É recomendado raspar o local com uma lâmina limpa, com as unhas, ou com qualquer objeto rígido, como uma faca ou cartão de crédito, até que o ferrão se solte sozinho. Após a remoção do ferrão, a região da picada deve ser lavada com água e sabão para prevenir infecções e podem ser colocadas compressas frias ou gelo no local. Não é recomendado passar pomadas não prescritas nem outras substâncias como pasta de dente ou borra de café no local, pois estas podem infeccionar a ferida. A dor e o inchaço da picada normalmente somem depois de algumas horas. Mesmo nestes casos mais simples de picadas de insetos, é necessário buscar auxílio médico caso a vítima sinta dores muito intensas ou se for notada uma piora na lesão da picada ao longo dos primeiros um ou dois dias. A vítima deve ser levada com urgência ao atendimento especializado nos casos de um acidente envolvendo múltiplas picadas de insetos e caso sejam notados sintomas de uma reação alérgica, principalmente o aparecimento de urticária ou angioedema. Se possível, deve-se levar mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 109 também uma amostra do inseto para identificação, mas cuidando para não pegá-lo com a mão. Nos casos de choque anafilático o tratamento é feito com injeção intramuscular de adrenalina. Prevenção contra picadas de insetos • Ficar atento durante as atividades no campo, examinando o local antes de montar acampamento ou de utilizar equipamentos motorizados; • Evitar se aproximar de colmeias e ninhos de vespas sem estar com equipamento e vestuário específico; • Usar roupas claras, pois as escuras atraem as abelhas; • Evitar fazer barulhos altos, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos; • Não fazer movimentos bruscos e excessivos próximo a alguma colméia; • Observar se existe movimentação de abelhas entrando ou saindo do mesmo lugar e se atentar ao zumbido característico de um enxame; • As colônias de abelhas e vespas, localizadas em lugares públicos ou residências, só devem ser removidas por profissionais capacitados e equipados. Picadas de abelhas ou vespas, apesar de comuns, podem se tornar sérias de acordo com as circunstâncias do acidente. Por isso é necessário conhecer as formas de prevenção de picadas e os procedimentos de primeiros socorros para com a vítima. 12.3 Mordeduras e Arranhões Causados por Cães e Gatos As mordeduras de animais são relativamente comuns, especialmente de animais domésticos, sendo os cães e gatos os animais mais comumente causadores do problema, com índices de 80% a 90% dos acidentes. Segundo o Ministério da Saúde, não existem dados confiáveis no Brasil, mas nos EUA, a CDC - CENTER FOR DISEASES CONTROL AND PREVECTION, estima que cerca de mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 110 4.5 milhões de pessoas são mordidas por cachorros todos os anos, com variados graus de gravidade e cerca de 900 mil pessoas (20%) evoluem cominfecção da ferida. Os dentes dos cães e a força de suas mandíbulas causam esmagamento de tecidos e lacerações que podem acarretar o comprometimento de estruturas profundas como músculos, vasos, tendões e ossos, já os dentes dos gatos são mais afiados e têm maior poder de penetração na pele. Em relação ao local do acometimento, geralmente os adultos apresentam lesões nas extremidades, principalmente nas mãos, já as crianças são mais comum apresentarem lesões na face. As complicações imediatas, como sangramento intenso, são mais prováveis de acontecer nas mordeduras de cães. Já no caso de mordeduras e arranhões de gatos, elas causam ferimentos profundos, o que aumenta a possibilidade de infecções causadas por fungos, bactérias, vírus e outros agentes infecciosos. As feridas causadas por gatos infectam-se em mais de 50% das vezes. Doenças causadas por mordeduras e arranhões As complicações mais frequentes das mordidas e arranhões de cães são a infecção bacteriana ou a lesão da pele, músculos, vasos, nervos e dos tendões, principalmente quando a mordida é provocada por cães grandes e com músculos maxilares fortes. A maioria das infecções é de natureza mista, envolvendo várias espécies de bactérias. A bactéria Pasteurella multocida, também conhecida como a “doença da mordida do gato”, presente na saliva de cães e gatos e que pode causar, em horas, uma grave infecção e pode levar a processos de pneumonia, meningite e sepse (que é a Complicação potencialmente fatal de uma infecção). mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 111 Outra bactéria é a Capnocytophaga canimorsus ela é encontrada na saliva dos animais e pode causar sepse fulminante, doenças cardíacas e insuficiência renal. Além destas, também temos o tétano, que é sempre um risco em pessoas não vacinadas e a raiva, que é uma infecção viral mortal de bastante risco em casos de mordeduras e arranhões de cães e gatos. 12.4 Como agir em casos de mordeduras e arranhões causados por cães e gatos O tratamento envolve duas etapas: as medidas de primeiros socorros e os cuidados tardios para o tratamento das infecções e reparos de tecidos lesados. Para realizar os primeiros socorros na vítima devemos analisar a gravidade dos ferimentos. • Quando o ferimento for leve e a vítima está consciente: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 112 Temos como exemplos dessas situações de ferimentos leves, mordidas ou arranhões nas mãos ou pés. • Deve-se lavar o ferimento com água corrente e sabão por 5 a 10 minutos, retirando todas as substâncias estranhas; • Se houver sangramento estanque com um pano limpo; • Aplique soro fisiológico no local; • Em casos que há sangramento, se possível mantenha o membro afetado elevado; e • Leve a vítima para atendimento médico. • Quando houver lesões um pouco mais severas com a vítima consciente e, houver a possibilidade de mobilidade da mesma até atendimento médico: Por exemplo: A vítima levou uma mordida de um cachorro de grande porte no pé ou barriga e há lesões de tecidos. • Deve-se lavar o ferimento com água corrente e sabão por 5 a 10 minutos, retirando-se todas as substâncias estranhas; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 113 • Estancar o ferimento com um pano limpo de modo que o sangramento acalme; • Se possível aplicar soro fisiológico no local; • Elevar com cuidado o membro afetado da vítima se for possível, como no caso de mordidas em mãos e pés. No entanto, isso só deve ser feito, se não comprometer o deslocamento da vítima até o atendimento médico; e • Por fim, deve-se levar a vítima ao atendimento médico mantendo o ferimento coberto. • Quando houver lesões graves e a vítima estiver consciente ou inconsciente e, não for possível levá-la para receber atendimento especializado: Por exemplo: Vítima foi atacada por vários cães de grande porte nas pernas, não há possibilidade de deslocamento, sangramento intenso, lacerações dos tecidos e/ou músculos ou fraturas. Deve-se: • Ligar imediatamente para o serviço de emergência; e • Aguardar o atendimento, caso a vítima esteja consciente buscando acalmá-la. Sangramentos podem ser contidos comprimindo-se o ferimento com compressas limpas. Uma dica é lavar o membro afetado com água sob alta pressão, pois ela melhora os resultados. A limpeza cuidadosa é fundamental na prevenção das infecções. Se o médico considerar que a ferida conseguiu ser bem lavada e há baixo risco de infecção, a lesão pode ser suturada. Entretanto, há situações em que o risco de infecção da ferida é muito grande, e a lesão deve ser deixada aberta para que cicatrize naturalmente. Entre essas situações, temos: • Mordidas nas mãos ou pés; • Mordidas profundas; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 114 • Mordidas que estão com mais de 12 horas sem receber atendimento médico; e • Mordidas em pacientes imunossuprimidos, que são aqueles pacientes cujos mecanismos normais de defesa contra infecções estão comprometidos. Nestas situações, a sutura da ferida pode aumentar o risco de infecção, sendo assim ela é desaconselhada. Os sinais e sintomas de infecção da ferida costumam aparecer dentro das primeiras 24 horas, mas, às vezes, podem surgir já nas primeiras 8 horas após a mordida. Entre os sintomas temos: • Febre e/ou calor local; • Edema que é um inchaço causado por excesso de líquido retido nos tecidos do corpo; • Rubor que é a vermelhidão da pele em virtude da dilatação dos vasos sanguíneos e consequentemente, maior fluxo de sangue naquela área; • Dor; • Secreção purulenta; • Formação de abscesso ou necrose na pele. Se não tratada adequadamente, a infecção da mordida pode causar complicações, tais como: osteomielite que é a infecção do osso, artrite séptica que é a infecção da articulação ou tenossinovite que é a infecção dos tendões. Nos casos maisgraves, as bactérias podem se espalhar pela corrente sanguínea, provocando infecção generalizada e choque séptico. A infecção generalizada causa falência de órgãos e pressão arterial perigosamente baixa. A maioria das feridas por mordedura deve ser reexaminada em 24 a 48 horas após o ataque. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 115 Pacientes sem imunização antitetânica devem receber a vacina, pacientes que receberam a imunização a mais de 5 anos devem tomar o reforço. Deve-se observar o animal durante 10 dias após exposição e notificar imediatamente a Unidade de Saúde se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, pois podem ser necessárias novas intervenções de forma rápida, como a aplicação do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação antirrábica. Em raras exceções, a raiva é curável, por isso, ela deve ser prevenida em qualquer mordedura ou arranhão. 12.5 Prevenir ataques de Cães e Gatos • Nunca se aproxime de um cão ou gato desconhecido; • Não corra ou grite na presença de um cachorro; • Fique quieto, imóvel, quando abordado por um cachorro; • Se derrubado, enrole-se (como um caracol); • As crianças nunca devem brincar com um cachorro sem a presença de um adulto; • Relate imediatamente cães abandonados ou cães com comportamento incomum; • Evite o contato visual direto com um cão; • Não perturbe um cão ou gato que esteja comendo, dormindo ou cuidando de filhotes; • Não faça carinho em um cão ou gato sem deixá-lo cheirar você primeiro; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 116 • Diga as crianças para denunciarem uma mordida de cachorro ou gato a um adulto imediatamente; e Caso o cachorro esteja nitidamente em posição de ataque e seja distraído, se afaste, sem pressa. Mas recue andando para trás, jamais vire as costas para o cão, pois ele pode entender a posição como uma oportunidade de atacar. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 117 13 FERIMENTOS 13.1 Escoriações As escoriações são definidas normalmente como lesões leves e superficiais, muito comuns na infância e em acidentes com motocicletas, sendo caracterizadas pelos arranhões de quedas. Essas lesões não representam riscos a vítima, por outro lado, costumam ser dolorosas, pois às vezes expõem muitas das terminações nervosas da pele e podem ter complicações se não forem tratadas corretamente. As vítimas normalmente apresentam essas lesões em locais como os cotovelos, joelhos, canelas, tornozelos e nas extremidades superiores, e na maioria das vezes essas escoriações leves podem ser tratadas em casa. Sinais e Sintomas de Escoriações Em relação aos sinais e sintomas das escoriações, eles são caracterizados por perda da camada externa epiderme, que é o do tecido da pele, podendo provocar o rompimento de capilares e sangramento. No entanto, por serem normalmente lesões leves e superficiais, elas apresentam principalmente: • Feridas resultantes de atritos, como quedas; • Lesões normalmente simples e superficiais, como os arranhões; • Desconforto e dor; • Sangramento discreto; e • Risco de infecção, pois a superfície causadora normalmente é suja. Causas e Tratamentos das Escoriações mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 118 Normalmente, as escoriações acontecem por acidentes em ambientes do cotidiano, como em casa, no trabalho, na escola e na rua. No entanto, no caso de escoriações leves causadas, por exemplo, por quedas, tropeços, quedas de bicicleta ou arranhões de animais de estimação, podemos tratar essas lesões da seguinte forma: • Procurar acalmar a vítima, ainda mais quando for uma criança; • Lavar bem as mãos com água e sabão antes de tratar a ferida; • Limpar cuidadosamente a região da ferida com água corrente e sabão neutro; • Secar a lesão com um pano limpo; • Se a lesão não estiver sangrando, pode deixar descoberta; • No caso de sangramento, proteja o local com gaze ou curativo, deixando sempre espaço para ventilação; • Certifique-se de manter a ferida limpa; e • No caso de escoriações mais graves e profundas a vítima deve ser encaminhada para o atendimento médico especializado. Possíveis Complicações mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 119 É importante ressaltar também que a maioria das escoriações leves cicatrizam rapidamente, mas algumas mais profundas podem causar infecções e, se no decorrer dos dias a ferida apresentar rubor, dor e calor local, ou ainda secreção purulenta ou odor fétido, é preciso que um profissional de saúde avalie. Nestes casos, é preciso ficar atento aos seguintes sinais de infecção: • Pele dolorida e irritada; • Secreção de pus amarelo-esverdeado; • Odor da secreção na ferida; • Febre que dura mais de quatro horas; • Piora da dor, inchaço ou vermelhidão na ferida ou na região em torno dela; e • Mudança na cor ou tamanho da ferida. Portanto, apesar das escoriações normalmente serem lesões leves e superficiais, ainda assim, elas devem ser tratadas corretamente para que não haja maiores complicações, como, por exemplo, uma possível infecção por bactéria. Além disso, qualquer manipulação de ferimento deve ser precedida de cuidados básicos de higiene e lembrando sempre de jamais fazer o uso de medicamentos sem prescrição médica. 13.2 Amputações As amputações são definidas por seremprocessos traumáticos ou cirúrgicos que envolvem a separação de um ou mais membros do corpo. Elas podem ser caracterizadas também, por alguns sinais e sintomas específicos. Portanto, as condutas de emergência com vítimas de membros amputados devem ser seguidas cuidadosamente, levando em conta todas as circunstâncias que envolvem o acidentado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 120 Causas das Amputações Em relação às causas de amputações, elas estão ligadas principalmente aos acidentes de trabalho e aos acidentes automobilístico, sendo ocasionadas por objetos cortantes ou por esmagamento, como veremos nos exemplos a seguir: • Acidentes por objetos cortantes: Quando trata-se de uma amputação por causa de um acidente por objetos cortantes, podemos ter como exemplo um ambiente de trabalho, onde um funcionário é responsável por realizar os testes das máquinas e, por um pequeno descuido, acaba provocando o corte e amputação traumática de um dos seus dedos; e • Acidentes por esmagamento: No caso de amputações por esmagamento, podemos citar um acidente de trânsito, onde o motorista do veículo acidentado tem uma das suas pernas esmagadas pelas ferragens do automóvel, tendo que realizar uma amputação cirúrgica. Sinais e Sintomas das Amputações mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 121 No caso das vítimas de amputações traumáticas, os sinais e sintomas da amputação variam de acordo com o nível de gravidade do acidente. Entretanto, em amputações traumáticas, pode-se destacar alguns sinais e sintomas comuns. Observe a seguir: • Evidente falta do membro; • Dor no membro amputado, que também é conhecida como dor fantasma, por estar relacionada a parte do membro separado; e • Sangramento excessivo, discreto ou ausente. Primeiros Socorros em Amputações É muito importante se atentar às condutas de emergência em acidentes com amputações traumáticas, pois elas variam de acordo com o nível de gravidade da vítima. No entanto, em caso de lesões com amputação traumática, é recomendado que seja avaliada todas as condições do acidente, além de ter consciência de que qualquer conduta precipitada pode gerar complicações para vítima. Portanto, acompanhe a seguir algumas condutas de emergência, como forma de prevenir maiores complicações a vítima de amputação traumática: • Entrar em contato imediatamente com o Serviço Médico de Emergência, para que possa ser realizado o transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; • Enquanto o resgate não chega, é necessário ter calma e buscar tranquilizar a vítima, por mais que se trate de uma situação traumática; • Caso o contato com o resgate de urgência esteja comprometido, provocando a demora do resgate, como no caso de trabalhos em zonas rurais afastadas, deve-se tentar controlar o sangramento da região amputada; • Se for possível, cubra o ferimento com curativos secos; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 122 • Caso não tenha curativos, cubra o ferimento com um pano limpo; • Jamais esfregue a parte ferida; • Se possível, limpe o membro amputado com soro fisiológico e coloque-o em um recipiente com gelo que não seja seco; • Não coloque o membro diretamente no gelo, coloque-o antes dentro de um saco plástico limpo; e • Caso não consiga contato com a equipe de emergência, a vítima deverá ser transportada até o hospital mais próximo. Atenção: No caso de amputações traumáticas causadoras de grandes hemorragias, deve-se considerar fazer a compressão dos pontos arteriais, como o braquial, radial e femoral, que são os pontos onde geralmente ocorrem os casos de amputações traumáticas com grande volume de sangue perdido. O uso dessa técnica de compressão pode prevenir maiores danos à vítima, como o choque hipovolêmico, que é decorrente da perda excessiva de sangue e que pode causar a morte da vítima se não for controlado. Para mais informações sobre essa e outras técnicas, consulte o nosso módulo de “Hemorragias”. Por fim, ressaltamos que em caso de acidentes com vítimas de amputações traumáticas é necessário que o Serviço Médico de Emergência seja acionado imediatamente, para que o transporte da vítima e do membro amputado seja feito adequadamente, sem provocar mais complicações para ambos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 123 13.3 Ferimentos Os ferimentos são caracterizados por rompimentos na pele, sendo eles superficiais ou profundos. São ocasionados por diferentes situações de acidentes ou conflitos, como no uso de armas (branca ou de fogo), arames, pregos, resquícios de metais, vidros, entre outros. Uma vez que ocorre a lesão, diferentes sintomas surgem em cada ferimento, e podem variar de acordo com a gravidade do mesmo bem como do agente causador da ferida. Mediante isto, são indicados determinados atendimentos e condutas para cada tipo de ferimento, sejam eles leves e superficiais ou extensos e profundos. Em caso de ferimentos leves, como em uma situação de corte não profundo na mão ou de um furo superficial no dedo, denominados ferimentos cortantes ou perfurantes. Ambos possuem agentes causadores, características próprias de sintomas e tratamento específico por serem ferimentos considerados leves que podem ser tratados. No caso de ferimentos leves com objetos cortantes: Exemplos de Ferimentos Leves e suas Condutas • Agentes causadores: Lâmina, tesoura, faca, caco de vidro ou outro gênero; • Sintomas: Normalmente apresenta bordas regulares, o que pode facilitar na cicatrização e na sutura (ponto cirúrgico), caso tenha sido necessário. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida areprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 124 • Tratamento: Lavar o ferimento com bastante água e sabão e mantê-lo limpo e seco. Quando tratamos de ferimentos leves, ainda temos os perfurantes: • Agentes causadores: Objetos pontiagudos como agulhas, pregos, talheres, lápis e similares. • Sintomas: Geralmente apresentam orifício pequeno, o que dificulta a antissepsia e a avaliação da extensão da lesão. • Tratamento: Recomenda-se a compressão no local do ferimento, além de lavá-lo bem.1-2 Já nos casos de ferimentos extensos e profundos, que podem também ser chamados de ferimentos transfixantes por ocasionar a ruptura e alteração na estrutura de algum tecido, há o surgimento de sintomas mais fortes e as condutas adotadas são exclusivamente de acordo com a ação que o agente causador tem sobre a vítima. Temos como exemplos, ferimentos causados por armas brancas e armas de fogo: Ferimentos por Armas Brancas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 125 Normalmente, os instrumentos causadores desses ferimentos geram lesões mecânicas causadas por objetos perfurantes, cortantes ou contundentes. Por exemplo, faca, estilete, foice, machado, lança, pregos longos, espada, flecha, bisturi, chave de fenda, dentre outros. Sintomas dos Ferimentos Causados por Armas Brancas • Dor; • Desmaio; • Formigamento; • Inchaço; • Vermelhidão; • Sangue escurecido na região; • Hematoma (região arroxeada); e • Em geral, não sangra quando o objeto está obstruindo a saída do sangue. Condutas a serem adotadas em caso de Ferimentos por Armas Brancas • Entrar em contato imediatamente com o resgate de urgência, pois dependendo do local da lesão, qualquer tentativa de transporte da vítima pode agravar mais o seu estado; • É extremamente necessário aguardar o transporte médico para conduzir a vítima até o hospital, para que ela possa passar pelo atendimento apropriado de um profissional para retirada do objeto; • Nunca retire o agente causador do ferimento, pois se retirar pode lesar ainda mais os tecidos prejudicados. • Se se sentir confortável e se tiver disponibilidade, proteja os ferimentos com panos limpos e controle os sangramentos nas regiões expostas; • Não ofereça nenhum tipo de líquido à vítima; e • É importante ter consciência de que jamais é recomendado dar qualquer tipo de medicamento para vítima sem antes passar pelo atendimento de um profissional da saúde. Ferimentos por Armas de Fogo mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 126 No caso de ferimentos por armas de fogo, eles acontecem normalmente em situações de conflitos entre indivíduos, como por exemplo, entre polícia e ladrão ou em situações de acidentes pelo mau uso da arma. Dentre os principais agentes causadores de ferimentos por armas de fogo, temos o revólver, espingarda, fuzil e outros. Além disso, as lesões do gênero são divididas em duas categorias: Perfurantes, que penetra em partes maciças do corpo e não saem. E as transfixantes, que atravessam um órgão ou parte do corpo e saem. Conduta por Ferimento com Arma de Fogo Solicitação imediata de resgate urgente, para realização do transporte adequado da vítima ao hospital mais próximo. Ferimentos Eviscerados Outra categoria de lesões são os ferimentos eviscerados, que acontece a partir da inserção de algum objeto penetrante e que após a retirada, órgãos podem sair da cavidade orgânica, ficando mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 127 expostos ao ambiente. Nesses casos, o principal sintoma é o mal-estar geral da vítima. As ações a serem tomadas são: • Solicitar imediatamente o resgate urgente a vítima para que seja conduzida ao hospital mais próximo, afim de que sejam realizadas as devidas medidas cirúrgicas; • Caso o acidente tenha ocorrido em um local onde o acesso ao resgate está extremamente comprometido, dificultando assim o atendimento imediato, se for possível, é recomendado umedecer um tecido limpo e colocar na região da exposição do órgão; • Por fim, nunca tentar recolocar os órgãos para dentro da cavidade, pois possivelmente enviaria colônia bacteriana e promoveria uma infecção generalizada; A apresentação das situações de ferimentos, compõe um conjunto de ações que devem ser tomadas de acordo com a gravidade da lesão na vítima. Desde as características do ferimento, o agente causador, os sintomas e as condutas que devem ser tomadas diante de cada lesão. Entretanto, conclui-se que mesmo com as condutas de atendimento prévio à vítima, o mais correto a se fazer é a solicitação do resgate urgente, dependendo da gravidade do ferimento do acidentado. 13.3.1 Ferimentos no Tórax Os ferimentos em geral são caracterizados por lesões, também conhecidos como traumatismos, que podem ser de diferentes proporções, desde um pequeno corte ou escoriação de possível atendimento doméstico, até acidentes violentos com traumas múltiplos e complicações. Atualmente, os traumas são responsáveis por uma porcentagem significativa de mortes no mundo segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentro desses dados, destaca-se os traumas torácicos, que são os ferimentos no tórax, que representam de 10% a 15% do total de traumas no mundo. No Brasil, essa taxa corresponde a 7,3% das ocorrências por traumas. Quando trata-se de ferimentos no tórax, é necessário cuidados redobrados pela equipe de primeiros socorros, pelo fato de se tratar de uma região com funções vitais. Desta forma, é importante compreender os tipos mais comuns de ferimentos no tórax, seus agentes causadores e as possíveis condutas diante dessas emergências. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 128 Tipode Ferimentos no Tórax Os ferimentos no tórax são traumas que estão relacionados a diferentes situações de emergência, desde uma condição de conflito com armas, até acidentes do cotidiano, como acidentes de trânsito, domésticos e de trabalho. Nesse sentido, os traumas torácicos podem ser classificados em ferimentos contundentes e ferimentos perfurante ou penetrantes: Ferimentos Contundentes Os ferimentos no tórax produzidos por agentes contundentes, por serem ferimentos fechados, são chamados de contusão torácica. Um agente contundente é todo instrumento mecânico utilizado em ação violenta, de pressão, compressão, descompressão, arrastamento, deslizamento, contragolpe, ou de forma mista, causando traumatismo no organismo. Como exemplos de agentes contundente, temos os agentes contundentes ativos e os agentes contundentes passivos: 1. Agentes contundentes ativos: São todos os instrumentos utilizados para alguma ação violenta, ou seja, o agente se move em direção a vítima. Alguns exemplos são as armas naturais, como mãos, joelhos, pés e cotovelos. E as armas ocasionais, como martelos, machados, foices e instrumentos esportivos; e 2. Agentes contundentes passivos: São situações onde o corpo da vítima se projeta em direção do agente contundente, como em caso de quedas em superfícies duras como o solo ou pavimentos rochosos. De acordo com a intensidade do choque entre o agente contundente e a vítima, pode ocorrer a contusão torácica, não necessariamente causando rompimento da pele, mas sim, ferimento interno no tecido que está sob a pele. Ferimentos Perfurantes ou Penetrantes mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 129 No caso dos ferimentos no tórax, com agentes perfurantes ou penetrantes, o agente causador que produz a ferida é geralmente fino ou pontiagudo, capaz de perfurar a pele e os tecidos, resultando em lesões de bordas regulares ou não. As lesões perfurantes ou penetrantes são caracterizadas por ferimentos abertos, como: 1. Perfurocontusa: Ocorre quando o agente causador da ferida é de superfície romba, ou seja, que não é necessariamente pontiagudo. Como por exemplo, as armas de fogo e ferramentas de trabalho como uma chave de fenda; 2. Perfurocortante: Ocorre quando o agente causador possui superfície de contato laminar ou pontiagudo, são os ferimentos causados normalmente por armas brancas, como faca e estilete; e 3. Transfixantes: Consiste em um ferimento no qual o agente causador penetra e atravessa tecidos e órgãos, entrando e, em seguida saindo do corpo da vítima. As munições das armas de fogo, são normalmente o principal agente causador desses ferimentos. Ferimentos perfurantes ou penetrantes no tórax podem comprometer o mecanismo da respiração pela entrada de ar na cavidade pleural, que é a membrana que envolve nossos pulmões. As lesões no dorso do tórax, que são as costas da vítima, são um exemplo comum de ferimentos perfurantes, decorrentes de punhaladas, inserção de objetos penetrantes e lesões por armas de fogo. Primeiros Socorros em Ferimentos no Tórax mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 130 É importante ressaltar, que em qualquer situação de lesão no tórax, deve-se solicitar imediatamente o Serviço Médico de Emergência, pois trata-se de traumas em regiões vitais do corpo. Portanto, os primeiros socorros à vítima de ferimentos no tórax devem levar em conta as circunstâncias do acidentado e do ambiente em que se encontra. Dependendo da lesão do traumatizado de tórax e se for atendido corretamente, poderá chegar ao hospital em boas condições. Por isso, é importante que o acidentado seja sempre considerado em estado grave, mesmo que não apresente sinais clínicos aparentes, podendo ser um caso de ferimento fechado por agente contundente, onde não necessariamente tenha rompimento do tecido sobre a pele. Em um atendimento prévio de vítima com ferimento no tórax, deve-se considerar uma série de condutas para que não cause maiores complicações no acidentado. No caso da vítima estar em um local de fácil acesso para chegada do resgate de urgência, as principais condutas a serem seguidas são: • Solicitar imediatamente o Serviço Médico de Emergência, para que seja realizado o transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; • Monitorar a vítima e o ambiente do ocorrido, como forma de evitar maiores complicações do acidentado, até a chegada do resgate de urgência; • Tranquilizar a vítima caso esteja consciente; • Não dar nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome ou sede; e • É necessário à vítima de traumatismo torácico a máxima atenção possível, sob observação permanente, até a chegada do socorro médico especializado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 131 Por outro lado, caso o acidentado esteja em uma zona muito afastada ou que o contato com o Serviço Médico de Emergência esteja bastante comprometido, como por exemplo, em situações de acidentes em matas ou em residências de regiões rurais muito afastadas. Nestes casos, é recomendado algumas condutas como forma de evitar maiores complicações no estado de saúde da vítima, enquanto o resgate especializado não chega ao local: • É necessário ter cautela e buscar manter a calma; • Inspecionar cuidadosamente a área lesionada; • Monitorar o local, pois pode haver contaminação por presença de corpos estranhos e lesões associadas; • O ferimento deve estar visível e, para isto, pode ser necessário cortar as roupas da vítima; • Evitar ao máximo movimentos desnecessários com a pessoa acidentada; • Monitorar os sinais vitais, respiração, pulso e pele; • Caso o acidentado esteja consciente, ele deve ser deitado sobre o lado ferido, em posição decúbito lateral; • Se a vítima estiver inconsciente, deve ser deitada em posição de decúbito dorsal; • Caso tenha acesso, utilizar uma gaze estéril ou pano limpo para realizar a limpeza, cuidadosamente, da superfície lesionada para a remoção de corpos estranhos livres e detritos; • Se por acaso ser um ferimento aberto no tórax, como por exemplo, ferimento perfurante por arma de fogo. É recomendado a realização do curativo de três pontas, onde um dos lados do curativo não seja fixado. O objetivo do curativo é criar um efeito de válvula, para evitar comprometer o mecanismo da respiração pela entrada de ar na cavidade pleural;• Não dar nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome ou sede; e mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 132 • No caso de primeiros socorros com vítimas de ferimentos penetrantes no tórax, em que o agente causador continua encravado na vítima, é importante que jamais seja retirado o agente causador, pois isso pode agravar ainda mais o sangramento da lesão. Ressaltamos que, em caso de acidente com uma vítima de traumatismo torácico, é importante entender que um atendimento precipitado ou conduzido sem a correção técnica adequada pode levar à vítima a óbito, quando em vez disso, medidas terapêuticas com bases seguras seriam capazes de resguardar a vida e evitar complicações. 13.3.2 Ferimentos no Abdome Os ferimentos no abdome são lesões consideradas graves e frequentemente causadas por acidentes ou conflitos geradores de traumas nesta região do corpo. Esses traumas podem ser divididos em duas categorias de ferimentos no abdome, os ferimentos abdominais fechados e ferimentos abdominais abertos, variando de acordo com a causa da lesão. Além disso, os traumas abdominais são caracterizados por uma série de sinais e sintomas que devem ser cuidadosamente observados no primeiro atendimento à vítima. Com isso, é importante entendermos as principais características dos ferimentos no abdome, as causas mais comuns e as possíveis condutas de primeiros socorros nessas situações. Ferimentos Abdominais Fechados A primeira categoria de ferimentos no abdome são os casos de ferimentos abdominais fechados, eles são caracterizados pelo impacto causado na parede abdominal da vítima, sem provocar rompimento da pele. No entanto, estes traumas podem causar lesões internas graves, que são possíveis de serem identificadas através de determinados sinais e sintomas, como: Sinais e Sintomas dos Ferimentos Abdominais Fechados • Dor e sensibilidade à palpação abdominal; • Rigidez ou contração muscular do abdome; • Hematomas, contusões, escoriações e outras lesões no abdome; e • Sinais de estado de choque da vítima. Quando tratamos das causas dos ferimentos abdominais fechados, grande parte das ocorrências estão relacionados a acidentes de trânsito. Por outro lado, existem vários outros possíveis agentes causadores de ferimentos abdominais fechados. Observe a seguir: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 133 Agentes Causadores dos Ferimentos Abdominais Fechados • Queda de objetos sólidos sobre a região do abdome; • O impacto da vítima sobre algum objeto sólido; • Golpes por armas naturais, como mãos, pés, joelhos e cotovelos; e • Golpes por armas brancas, como tacos esportivos, martelo e rolo de massa. É importante termos consciência de que toda vítima com ferimento no abdome deve ser considerada em estado grave e que condutas precipitadas podem agravar mais o estado de saúde da vítima. Sendo assim, os procedimentos apresentados a seguir são recomendados apenas em casos onde o contato com o Serviço Médico de Emergência esteja bastante comprometido, como por exemplo, em casos de acidentes em zonas rurais muito afastadas ou de atividades em mata. Nestes casos, as seguintes condutas devem ser consideradas: Condutas em caso de Ferimentos Abdominais Fechados • Mesmo estando distante, como zonas rurais ou em mata, tente entrar em contato imediatamente com o resgate de urgência; • Procure se informar sobre o agente causador do ferimento; • Em seguida, coloque o acidentado cuidadosamente em um local confortável, na posição de decúbito dorsal e coloque uma manta ou cobertor enrolado sob seus joelhos, para diminuir a pressão sobre o abdome e amenizar a dor; • Monitore os sinais vitais como respiração, pulso e pele da vítima, atentando-se para sinais de choque por hemorragia interna, até a chegada do resgate especializado; • Nunca dê nada para o acidentado beber ou comer, ainda que ele se queixe de muita fome ou sede; e • Caso não consiga contato com a equipe de resgate, será necessário realizar o transporte da vítima até uma equipe de emergência especializada. Ferimentos Abdominais Abertos Os ferimentos abdominais abertos podem ocorrer de forma simples ou de forma mais grave, como, por exemplo, quando ocorre a ruptura dos tecidos da parede abdominal, suficiente para provocar uma evisceração. Uma evisceração acontece por meio da inserção de algum agente penetrante na vítima e que após a retirada desse agente, órgãos podem sair da cavidade orgânica e ficarem expostos ao ambiente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 134 Já sabemos que os ferimentos abdominais abertos são causados principalmente por agentes penetrantes, mas antes de conhecermos as causas desses ferimentos, vamos entender alguns possíveis sinais e sintomas relacionados a essas lesões: Sinais e Sintomas dos Ferimentos Abdominais Abertos • Lesão aberta no abdome; • Lesão com objeto encravado; • Lesão com evisceração; • Sangramento; • Dor; e • Ferida com bordas regulares. 3 Em relação aos agentes causadores dos ferimentos abdominais abertos, eles são usualmente causados por agentes penetrantes como por armas de fogo ou por armas brancas. Porém, outras situações do cotidiano podem causar emergências envolvendo esses ferimentos. Acompanhe a seguir: Agentes Causadores dos Ferimentos Abdominais Abertos • Armas brancas, como estiletes, facas e lâminas; • Armas de fogo, como revólver e espingarda; • Acidentes com veículos; • Atropelamentos; e • Acidentes de trabalho com equipamentos cortantes, como motossera, foice e etc. A respeito das condutas de primeiros socorros em vítimas com ferimentos abdominais abertos, é importante salientar que qualquer vítima de ferimento no abdome corre sério risco de entrar em estado de choque. Por isso, são recomendados alguns procedimentos como forma de evitar maiores complicações no estado de saúde da vítima. Acompanhe a seguir alguns desses procedimentos: Condutas em caso de Ferimentos Abdominais Abertos • Entre em contato imediatamente com o Serviço Médico de Emergência e tente manter a vítima tranquilizada; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROSCopyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 135 • Caso o acidente tenha acontecido em locais afastados, dificultando a chegada do resgate de urgência, procure se informar sobre o agente causador do ferimento; • Se for viável, coloque o acidentado em um local confortável em posição de decúbito dorsal, com os joelhos e colchas flexionados. Essa posição vai relaxar a musculatura do abdome e amenizar a dor; • Caso tenha um tecido limpo, cubra o ferimento com muito cuidado. O ideal é com curativo ou compressa, umedecido em água limpa; • Tenha muito cuidado caso o objeto esteja encravado no ferimento; • Jamais mova ou remova os objetos encravados; • Em casos de ferimentos abertos com evisceração, nunca tente recolocar os órgãos de volta na cavidade abdominal; • Nunca dê nada para o acidentado beber ou comer, ainda que se queixe de muita fome ou sede; e • Monitore os sinais vitais como respiração, pulso e pele da vítima, atentando-se para o choque hemorrágico, até a chegada do resgate especializado. Por fim, ressaltamos que os ferimentos abdominais são considerados lesões graves e caso sejam praticados procedimentos precipitados, isso pode agravar ainda mais o estado de saúde da vítima. Por isso, é extremamente importante que o Serviço Médico de Emergência seja solicitado imediatamente para realizar o atendimento avançado e o transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo. 13.3.3 Ferimentos com Objeto Encravado Os ferimentos com objeto encravado, podem ser consideradas lesões leves ou muito graves, isso varia de acordo com a ação do agente causador. No caso de lesões leves, como uma farpa de madeira que perfura a mão, o objeto é pequeno e está fixado apenas na superfície da pele, então você mesmo pode removê-lo e limpá-lo. Por outro lado, em caso de lesões graves, em que o objeto mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 136 está encravado profundamente, é importante seguir condutas específicas para que não comprometa mais o estado de saúde do acidentado. Causas dos Ferimentos com Objeto Encravado No caso de ferimentos com objeto encravado, eles podem acontecer em diferentes espaços do nosso cotidiano, como em casa, no trabalho, na escola ou até mesmo na rua. Além disso, estes ferimentos geralmente são causados por objetos perfurantes ou penetrantes que estão divididos em dois grupos: Grupo I: Agentes causadores imóveis, que são caracterizados por objetos que estão parados e o corpo da vítima se direciona até ele. Como por exemplo, em uma tentativa mal sucedida de uma criança, que ao tentar pular um portão que possuía lanças como instrumento de proteção da casa, acabou tendo uma parte do corpo encravada por uma dessas lanças; e Grupo II: Agentes causadores móveis, que são caracterizados por objetos que estão em movimento e o corpo da vítima está parado. Ferimentos assim, são comuns em situações onde um indivíduo, de forma premeditada, crava algum objeto como faca, tesoura ou lança em uma outra pessoa. Sinais e Sintomas de Ferimentos com Objeto Encravado mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 137 Em caso de ferimentos profundos com objetos, como madeira, arame, vidro, ferro e dentre outros objetos capazes de perfurar o corpo, esses ferimentos podem provocar lesões nos órgãos e graves hemorragias na vítima. No entanto, esses ferimentos são caracterizados por dois sinais e sintomas diferentes, um por objetos encravados e o outro por objetos empalados, onde suas identificações podem ajudar a prevenir maiores complicações ao acidentado. • Ferimentos por objetos encravados: são aqueles que penetram a pele e se fixam criando orifícios não naturais ao corpo, como em regiões do abdome, do tórax ou em uma das pernas; e • Ferimentos por objetos empalados: são aqueles que penetram por orifícios naturais do corpo e nele permanecem, como nariz, olhos e boca. Primeiros Socorros em Ferimentos com Objeto Encravado mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 138 Em relação às condutas de emergência com vítimas de ferimentos com objeto encravado, essas condutas estão de acordo com a ação do agente causador sobre o acidentado. Portanto, o modo como deve-se tratar um ferimento por objeto encravado depende da gravidade do ferimento, se ele foi leve e superficial na pele ou se foi grave com perfuração profunda. No caso de lesões leves e superficiais, como a perfuração da mão por farpas de madeira, pode-se tratar esse ferimento em casa: • Usar água e sabão para lavar as mãos e a área ao redor do pequeno objeto perfurante, limpando o local do ferimento. Isso minimizará o risco de introdução de sujeira e bactérias na ferida ao remover o objeto; • Inspecionar a ferida para verificar se o objeto está logo abaixo da superfície da pele, o que provavelmente você será capaz de ver e sentir; • Caso necessário, usar uma lupa para ajudá-lo a ver exatamente como está posicionada a farpa em sua pele; • Esterilizar com álcool um conjunto de pinças para auxiliar na retirada das farpas; • Retirar as farpas com a pinça, com firmeza, mas cuidadosamente para não romper mais as feridas; • Após a retirada de todos os corpos estranhos, lavar novamente a ferida e secá-la com uma toalha limpa. No caso de ferimentos graves com objetos encravados profundamente no corpo, não se deve de forma alguma retirar ou movimentar o objeto encravado, uma vez que o mesmo objeto mantém a lesão tampada, evitando o sangramento ou o derramamento de fluidos orgânicos nas cavidades. Esses objetos somente serão retirados em centro cirúrgico, por equipe especializada. Algumas condutas adequadas são: • Ligar imediatamente para o Serviço Médico de Emergência, para que possa ser realizado o transporte adequado da vítima até o hospital mais próximo; • Tentar tranquilizar a vítima para evitar estado de choque; • Caso o contato com o resgate de urgência esteja comprometido, provocando a demora do resgate, e se, o objeto encravado for de porte médio, como uma faca e estiver encravado em partes não vitais do corpo. Nestes casos, é necessário tentar estabilizar o objeto para não causar maiores danosà vítima; • Ter muito cuidado para não empurrar mais o objeto para dentro do corpo do acidentado; • A estabilização do objeto pode ser feita com faixa, enrolando cuidadosamente a ferida; e mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 139 • Construa uma camada de suporte ao redor do objeto, usando uma gaze limpa que será enrolada junto a faixa para aumentar a estabilidade do objeto. Contudo, ressaltamos que em caso de ferimentos graves e profundos com objeto encravado, deve-se solicitar imediatamente o Serviço Médico de Emergência, para que seja realizado os procedimentos e transporte adequado do acidentado, como forma de prevenir maiores danos. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 140 14 HEMORRAGIA A hemorragia é um sangramento que ocorre de forma descontrolada através de ferimentos, podendo ser externa, por meio das cavidades naturais, cortes ou perfurações, e interna, sendo resultante de um traumatismo que pode levar a vítima à morte rapidamente. As hemorragias internas são sangramentos que não são visíveis, por vazarem em uma cavidade, como intestino ou interior do crânio. Podem ser causadas por lesões como fraturas ou ferimentos profundos ou, também, espontaneamente. É uma situação muito grave, porque, embora não saia do corpo, o sangue deixa de fazer parte da circulação, podendo evoluir para estado de choque e/ou exercer pressão, quando acumulado, lesando órgãos como pulmões e cérebro. 14.1 Hemorragia Interna Entre os sinais e sintomas que podem indicar hemorragia interna, temos:3 • Hematomas extensos sobre o abdômen; • Tosse com secreção espumosa e sanguinolenta; • Vômitos com sangue vivo ou escuro com aspecto de “borra de café”; • Fezes com sangue vivo ou “cor de piche” e • Urina avermelhada ou marrom. A vítima também pode apresentar sintomas sistêmicos, como: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 141 • Dor; • Sede; • Sensação de frio (arrepios) e tremores; • Palidez; • Suores abundantes; • Pulso progressivamente mais rápido e fraco; • Pele fria; • Confusão mental; e • Agitação, que reflete a intensidade do sangramento. Além destes sintomas, pode-se verificar a existência de hemorragia interna por meio do teste da perfusão capilar. Após o sangue sair do coração, ele passa por artérias e vasos de diâmetros menores se espalhando pelo corpo, esses vasos são chamados de capilares. Sendo assim, a perfusão capilar consiste em uma manobra destinada a avaliar a velocidade de enchimento do leito capilar após pressionar a polpa de um dedo, ou seja, ao pressionar a unha ela ficará branca e ao soltar ela deverá retornar a circulação normal em até 2 segundos, após esse tempo será considerada hemorragia interna. Neste procedimento deve-se levar em consideração os seguintes intervalos e respostas: Perfusão Resposta Após a compressão a circulação retorna em até 2 segundos Deve-se considerar circulação normal Após a compressão a circulação retorna após 2 segundos Deve-se considerar hemorragia interna Não retorna Estado de Choque (necessita de RCP) Primeiros Socorros diante de Hemorragia Interna Obtendo a confirmação da hemorragia interna, deve-se acionar o serviço médico de emergência imediatamente pois o tratamento da hemorragia interna só pode ser feito em ambiente hospitalar, no entanto, existem algumas medidas de atendimento inicial. Com a vítima consciente, o necessário é tentar acalmá-la e mantê-la acordada, afrouxar suas roupas e realizar os seguintes procedimentos: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 142 • Monitorar seus sinais vitais; • Colocar a vítima deitada elevando suas pernas; • Mantê-la aquecida; • E iniciar a RCP se a vítima evoluir para um caso mais grave, como por exemplo, se não apresentar os sinais vitais. Porém, é necessário lembrar que em caso de fraturas nos membros inferiores ou na coluna cervical, não deve ser realizada a elevação, nessas situações, deve-se mover a vítima só em último caso, realizando a viragem em bloco para evitar complicações. Além disso, é importante não dar nenhum tipo de alimento ou bebida para a vítima pois ela pode ficar inconsciente, vomitar e aspirar o alimento e/ou água. Caso ela se queixe muito de sede, o ideal é molhar um lenço para umidificar a língua. 14.2 Hemorragias Externas As hemorragias externas são de fácil localização, estão relacionadas com feridas e podem ocorrer em camadas superficiais da pele por corte ou perfuração, ou mesmo atingindo áreas mais profundas através de aberturas ou orifícios gerados por traumas. Este tipo de hemorragia pode ser contida utilizando técnicas de primeiros socorros e podem ser de origem arterial, venosa ou capilar, dependendo dos vasos atingidos: • Hemorragias arteriais: É quando ocorre a perda de sangue de uma artéria, o sangue é de coloração viva, vermelho claro e derramado em jato, conforme o batimento cardíaco. Geralmente é rápida e de difícil controle. Uma artéria lesada pode produzir grandes jatos de sangue, esvaziando rapidamente o suprimento necessário à circulação, no organismo. • Hemorragias venosas: Perda de sangue por uma veia, a cor do sangue nesta hemorragia é vermelho escuro e escorre do ferimento sem esguichos rítmicos. Esta hemorragia precisa ser controlada rapidamente pois pode oferecer risco de morte. • Hemorragia capilar: Neste caso, o sangue escorre lentamente pelo ferimento e pode parar sozinho. Esta hemorragia é normalmente muito fácil de interromper por meio de pressão direta e não apresenta risco de morte à vítima. Primeiros Socorros diante de Hemorragia Externa Antes de realizar qualquer atendimento deve-se observar alguns aspectos por meio de uma avaliação: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursose Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 143 • Determinar a causa e a fonte do sangramento, assim como a condição geral da vítima; • Expor o ferimento para determinar de onde vem o sangue; • Colocar a vítima na posição em que será menos afetada pela perda de sangue, mas normalmente deve-se deitá-la e elevar suas pernas se não houver nenhuma fratura cervical; e • Manter as vias aéreas desobstruídas. Por ser mais fácil de identificá-las por meio de seus três níveis de gravidade, as hemorragias externas também podem ser controladas por meio de passos simples, mas se o problema da vítima for resultado de um afogamento ou de algum problema ventilatório, o recomendado é cuidar primeiramente desta emergência por 2 minutos e, então, acionar o Serviço Médico de Emergência - SME. Caso contrário, ligue primeiro. Entre os procedimentos para controlar hemorragias externas, temos: Pressão direta sobre o ferimento Quase todos os casos de hemorragia externa podem ser controlados pela aplicação de pressão direta na ferida, o que permite a interrupção do fluxo de sangue e favorece a formação de coágulo que cessará o sangramento. Preferencialmente, deve-se utilizar compressa esterilizada sobre a área prejudicada, pressionando firmemente por 10 a 30 minutos. Em seguida, o ideal é fixar a compressa com bandagem. Em grandes sangramentos, não deve-se perder tempo em localizar uma compressa mas fazer a pressão direta com um pano limpo ou toalha. Nunca deve-se aplicar pressão direta em um ferimento com objeto cravado ou osso em protrusão, ou seja, osso deslocado. Após aplicar o procedimento, deve-se buscar elevar a região machucada acima do nível do coração, a menos que haja suspeita de fratura, deslocamento, objeto cravado ou lesão medular. A pressão deve ser avaliada periodicamente para verificar se a hemorragia parou ou diminuiu, de qualquer forma, é necessário continuar monitorando os sinais vitais da vítima e depois de acionar o serviço de emergência somente aguardar a chegada para que a vítima receba melhor atendimento. Bandagem de Pressão A bandagem deve ser colocada sobre o curativo estéril ou pano limpo que está cobrindo o ferimento enquanto aplica pressão direta sobre ele, caso ela fique ensopada de sangue, deve-se colocar outro curativo estéril ou pano limpo sobre ela e enrolar outra bandagem por cima. Os curativos estéreis, panos ou bandagens ensopadas nunca devem ser removidos, pois o sangue coagulado ajuda a conter a hemorragia. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 144 Ao aplicar bandagens, elas devem estar moderadamente apertadas, mas sem interromper totalmente a circulação sanguínea, ou seja, se colocada no braço por exemplo, os dedos não devem perder a coloração natural. Além disso, ela deve ser enrolada de modo uniforme e plano ao redor do ferimento, não permitindo que ela fique torcida. Elevação da Área Traumatizada A elevação da área fraturada acima do nível do coração ajuda a diminuir o fluxo de sangue e para ter melhores resultados, este método deve ser aplicado simultaneamente ao da pressão direta. No entanto, não deve-se utilizá-lo em caso de fraturas, luxações ou de objetos cravados na extremidade. Pressão Indireta Se a pressão direta e a elevação não forem suficientes, o sangramento de uma artéria poderá ser controlado comprimindo-se um ponto de pressão, que é um local onde a artéria fica próxima a uma estrutura óssea e à superfície da pele. A pressão direta nunca deve ser substituída pela indireta, elas devem ser usadas juntas. O ponto de pressão deve ser pressionado somente pelo tempo necessário para parar o sangramento mas se o sangramento voltar, a pressão indireta deve ser reaplicada. Os pontos de pressão devem ser usados com cautela, pois a pressão indireta pode causar danos decorrentes do fluxo sanguíneo inadequado. Esse método não deve ser utilizado se houver suspeita de lesão no osso abaixo da artéria. Os pontos de pressão mais usados são o braquial e o femoral: Artéria Braquial A pressão sobre a artéria braquial é usada para controlar o sangramento intenso de ferimento nos membros superiores. O ponto está localizado na parte interna do braço, entre a axila e o cotovelo. Para aplicar a pressão, deve-se segurar o meio do braço da vítima, com o polegar na parte externa e os dedos na parte interna e pressionar os dedos em direção ao polegar. Neste procedimento é necessário utilizar a superfície interna plana dos dedos, não as pontas. Quando feita corretamente, a pressão fecha a artéria, comprimindo-a contra o osso. Artéria Femoral A pressão sobre a artéria femoral é usada para controlar o sangramento intenso de ferimentos nos membros inferiores. O ponto está localizado próximo a área da virilha, onde a artéria mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 145 cruza a bacia pélvica a caminho dos membros inferiores. Para aplicar a pressão deve-se colocar a vítima ereta e deitada de costas, se possível. Após isso, é necessário ajoelhar-se do lado oposto ao do membro ferido, colocar a palma da mão diretamente sobre o ponto de pressão e inclinar-se, aplicando a pressão necessária para fechar a artéria. Se o sangramento não for controlado pode ser necessário pressionar diretamente a artéria com a superfície plana das pontas dos dedos e aplicar pressão adicional. Outro método utilizado para o controle de hemorragias externas é a aplicação de compressas frias ou bolsas de gelo nas contusões, pois previne as manchas roxas na pele. No entanto, deve-se evitar o uso prolongado pois pode diminuir a circulação causando lesões nos tecidos. 14.3 Hemorragia Nasal Entre as hemorragias ainda podemos nos deparar com a epistaxe, que se refere à hemorragia nasal. O sangramento nasal pode ser ocasionado por lesão, doença, exercícios, temperaturas extremas, entre outros. Apesar de ser bastante comum, sangramentos nasais intensos podem causar uma perda de sangue elevada. Esta hemorragia é fácil de identificar já que acontece pela saída de sangue pelo nariz de forma abundante e persistente, mas se a hemorragia for grande pode acontecer de sair também pela boca. Primeiros Socorros para Hemorragia Nasal Os procedimentos adequados para esta emergência consistem em manter a vítima sentada, imóvel e inclinada para frente de forma que a cabeça e o corpo estejam alinhados impedindo que o sangue seja aspirado. É importante lembrar que a cabeça da vítima nunca deve ser colocada para trás. Sendo assim, deve-se comprimir as narinas durante 10 minutose, se for possível, aplicar compressas frias. Se a hemorragia não parar, o ideal é inserir gazes pequenas e limpas na narina que estiver sangrando e pressioná-la por mais 5 minutos, a gaze introduzida deve ter uma ponta para fora do mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 146 nariz para que seja possível removê-la posteriormente. Se ainda sim o sangramento persistir se estendendo por mais de 15 ou 20 minutos, deve-se acionar o serviço médico de emergência. Quando há suspeitas de que o sangramento ocorreu por fratura no crânio não deve-se suspender o fluxo de sangue pois isso prejudicaria a vítima. O procedimento correto para este caso é cobrir o nariz da vítima com um curativo seco para absorver o sangue tomando cuidado para não pressionar muito forte e, após isso, o serviço médico de emergência deve ser acionado rapidamente. O que não fazer no atendimento a vítimas de Hemorragias Assim como existem procedimentos adequados no atendimento à vítimas de hemorragia, também é necessário levar em consideração o que não deve ser feito diante dessa emergência, como: • Nunca usar pomadas, cremes, pastas, óleos, ou qualquer tipo de pó em ferimentos abertos; • Não usar sabonetes muito abrasivos, detergentes ou sabão em pó para lavar o ferimento. Se possível, deve-se usar somente sabão neutro e água; • Caso exista alguma perfuração, seja por lâmina, pregos ou outro objeto, eles não devem ser retirados pois o sangramento pode piorar e a melhor opção é aguardar o SME. O atendente de emergência sempre deve usar o bom senso, avaliar toda a situação e optar pelas melhores ações dependendo de cada caso. Sendo assim, podemos concluir que a hemorragia seja ela interna ou externa apresenta grande risco de morte para uma vítima, sendo necessário que se estabeleça o atendimento de primeiros socorros de forma imediata e adequada para que as chances de recuperação sem demais complicações sejam maiores. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 147 15 ENTORSES Entorse é uma lesão articular que ocorre quando os ligamentos são estirados e sofrem ruptura total ou parcial. Ou seja, entorse é quando a articulação é subitamente torcida além de sua amplitude normal de movimentos. As articulações que sofrem entorses com mais frequência são os joelhos e os tornozelos. Entorses graves podem romper ligamentos, deslocar ou fraturar os ossos que formam a articulação. Já os entorses leves, que apenas estiram as fibras dos ligamentos, geralmente se curam rapidamente. Sinais e Sintomas de Entorse Os sinais de uma entorse grave são semelhantes ao de uma fratura. Os mais comuns são:: • Dor; • Edema, que seria o inchaço do local afetado; • Deformidade; • Descoloração da pele; e • Incapacidade de usar a parte afetada normalmente. Primeiros Socorros em Entorses Em alguns casos, as entorses podem ser tratadas como se fossem fraturas e serem imobilizadas de acordo se não for possível receber atendimento médico imediato. No entanto, como o objetivo dos primeiros socorros é evitar maiores lesões ao ligamento, o atendimento a qualquer entorse, deve seguir os seguintes procedimentos básicos: 1. Repouso: Não deixe a vítima se apoiar sobre a parte afetada e nem usar a articulação. Se for necessário, imobilize a articulação lesionada para proporcionar repouso total. Qualquer movimento aumenta a circulação de sangue para o local, ocasionando o aumento do edema; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 148 2. Gelo: Deve-se colocar gelo ou compressas frias no local nas primeiras 24 horas, após isso, é necessário aplicar compressas mornas. Ao aplicar as compressas frias é necessário proteger a parte afetada com um pano limpo ou uma gaze, para evitar queimaduras por frio na pele. Além disso, a compressa fria não deve ser deixada por mais de 20 minutos no local afetado e deve ser feita num intervalo de 2 a 3 horas. A terapia de frio é recomendada para aliviar a dor e prevenir o edema e inflamação. 3. Compressão: Para limitar o sangramento interno e comprimir os fluidos provenientes do local da lesão, sobreponha uma bandagem compressiva ao redor de toda a área lesionada. A vítima deve usar a bandagem por um período de 18 a 24 horas, exceto durante a aplicação de bolsa de gelo. A bandagem deve exercer pressão uniforme, mas não excessiva e nem causar maior desconforto à vítima. Deve-se deixar os dedos expostos para se ter certeza de que a bandagem não está apertada demais. Sintomas como palidez, dor, formigamento e entorpecimento são sinais desse tipo de problema e sugerem a necessidade de afrouxamento da bandagem. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 149 4. Elevação - Por fim, eleve a área lesionada ao nível do coração ou um pouco acima se não houver suspeita de fratura. A elevação limita a circulação e reduz o edema. Se no local afetado aparecer mancha escura 24 ou 48 horas após o acidente, pode ter havido fratura, neste caso, é recomendado procurar atendimento médico imediato. É importante lembrar que durante algum tempo a vítima não deve usar a articulação machucada e se houver suspeita de fratura, a área deve ser imobilizada seguindo os procedimentos para atendimento de fraturas. Mas isso deve ser feito somente se não for possível receber atendimento médico imediato. Adotando esses procedimentos, a recuperação acontece geralmente, em uma semana, isso se não houver demais complicações. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda.Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 150 16 LUXAÇÕES Uma luxação é uma separação completa ou parcial dos ossos que formam uma articulação. Muitas vezes, uma articulação permanece deslocada até que seja colocada de volta no lugar por um médico, no entanto, pode acontecer de ela voltar ao lugar sozinha. As luxações são causadas por quedas e impactos fortes, como lesões esportivas, ocorrendo com mais frequência em adolescentes do que em crianças pequenas. Essas lesões requerem cuidados médicos de emergência para evitar maiores danos. Causas de Luxações Traumatismo é a causa mais comum das luxações e outras lesões nos tecidos. O traumatismo inclui: • Força direta, como ocorre em quedas ou acidentes com veículos; • Desgaste por uso repetitivo, como ocorre durante as atividades diárias; e • Esforço excessivo, como ocorre quando atletas treinam em demasia. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 151 A gravidade de uma luxação depende parcialmente do tipo e da força do traumatismo que a causou. Alguns distúrbios são mais prováveis de causar luxações, por exemplo algumas doenças hereditárias raras do tecido conjuntivo que faz com que as articulações fiquem flexíveis de um modo incomum. As pessoas com esta doença são mais suscetíveis a luxações e entorses. Sintomas de Luxações Quando ocorre uma luxação, os ossos podem ficar nitidamente fora do lugar. A articulação pode parecer deformada ou torcida. Um osso pode se projetar para fora de modo anormal, fazendo com que a pele ao redor se estique e fique protuberante. As luxações causam os seguintes sintomas: • Dor; • Inchaço; • Incapacidade de usar a parte lesionada normalmente; • Manchas roxas ou descoloração; e • Possível perda de sensação, como dormência ou sensações anormais. A área ao redor da luxação dói, sobretudo quando as pessoas tentam colocar peso sobre ela ou usá-la. Ela fica sensível ao toque. Muitas vezes, é difícil mover a parte lesionada, como por exemplo, braço, perna, mão, dedo da mão ou do pé. É possível notar hematomas ao redor da articulação luxada, eles surgem quando há sangramento debaixo da pele. No início, o hematoma apresenta uma cor arroxeada, tornando-se verde e amarelo ao longo de vários dias, à medida que o sangue é degradado e reabsorvido pelo organismo. Como dói muito mover a parte lesionada, algumas pessoas não querem ou não conseguem movê-la. Se as pessoas, como crianças pequenas ou pessoas idosas não puderem falar, a recusa em mover uma parte do corpo pode ser o único sinal de uma luxação. Se uma luxação ocorrer subitamente, as pessoas precisam decidir se devem ir ao pronto-socorro, ligar para o médico ou mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 152 aguardar e ver se o problema como a dor, inchaço ou outros sintomas desaparecem ou diminuem por si só. Tratamento de Luxações O Serviço Médico de Emergência deve ser acionado, se quaisquer dos seguintes eventos ocorrerem:1 • O problema for evidentemente sério, como por exemplo: se tiver sido consequência de um acidente de carro ou se as vítimas não conseguirem usar a parte do corpo afetada; • Se houver suspeitas de uma luxação grave ou outra lesão grave dos tecidos moles, que são por exemplo os tendões, nervos e músculos; • Se houver suspeitas de uma fratura grave; • Se as vítimas apresentarem diversas lesões; • Se as vítimas tiverem sintomas de uma complicação, por exemplo, se perderem a sensação na parte do corpo afetada, não puderem mover a parte afetada normalmente, a pele ficar fria ou azulada ou a parte afetada ficar fraca. É necessário lembrar que, complicações sérias de luxações requerem tratamento imediato. Sem tratamento, as complicações podem piorar, tornando-se mais dolorosas e tornando a perda de função mais provável. Se nenhuma das opções acima se aplicarem e a lesão parecer de menor gravidade, as pessoas podem aguardar e observar se o problema irá desaparecer com o tempo realizando os procedimentos gerais de primeiros socorros. O atendente de emergência deve tomar as seguintes providências enquanto aguarda o Serviço Médico de Emergência ou no caso de cuidar das luxações no trabalho ou em casa:1-3 mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 153 • Impedir a movimentação do membro lesionado, imobilizando-o se por acaso a vítima não for receber o atendimento médico rapidamente, e apoiá-lo com uma tala improvisada, tipóia ou almofada; • Elevar o membro, se possível acima nível do coração, para limitar o inchaço; • Aplicar gelo envolvido em uma toalha ou pano para controlar a dor e o inchaço; • Não deve ser elevada uma perna lesionada; • Monitore o nível de resposta da vítima; e • Se foram feitos curativos, verifique estes e, também a circulação da vítima a cada 10 minutos, afrouxando os curativos se necessário. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 154 17 FRATURAS Uma fratura óssea é uma condição médica que ocorre quando uma pressão significativa é exercida sobre os ossos, causada por quedas, acidentes de trânsito ou estresse ósseo. O estresse ósseo são as fraturas que ocorrem por exercer um número repetitivo de movimentos em uma determinada região, leva a fadiga e normalmente ocorre em atletas. Além disso, as fraturas podem ser atribuídas a algumas condições médicas que enfraquecem os ossos, como osteoporose e alguns tipos de câncer. As fraturas causadas por doenças são conhecidas como fraturas patológicas. Além destas, temos outras classificações de fraturas, que são caracterizadas pela lesão ocorrida, que são as fraturas fechadas e exposta. Observe a seguir a definição de cada uma delas: • Fratura fechada: em uma fratura fechada, o osso quebra, mas as bordas quebradas não perfuram a pele.• Fratura exposta: quando ocorre uma fratura exposta, o osso rompe a pele, abrindo uma ferida e tornando-se visível através de uma ferida aberta existente ou criando uma. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 155 Uma fratura também pode ser classificada como completa ou incompleta, dependendo da maneira pela qual a fratura ocorre: • Fratura completa: em uma fratura completa, o osso pode se dividir em duas partes separadas, como no caso da fratura transversa ou oblíqua e, também pode ser cominutiva, que é caracterizada por se dividir em vários pedaços. • Fratura incompleta: em uma fratura incompleta, o osso apenas racha e não se divide em demais partes. Umas das fraturas que possuem essa característica é a “Galho Verde”, ela normalmente pode ocorrer com crianças, e possui essa denominação pois o osso não se rompe totalmente, exatamente como tentar quebrar um galho verde. É importante ressaltar que essas são somente algumas classificações de fraturas e as mais frequentes. Quando tratamos da familiaridade do atendente de emergência com as fraturas, o ideal é que ele saiba pelo menos identificar quando há ou não fraturas para poder oferecer o atendimento correto à vítima. Sintomas de Fraturas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 156 Os sinais e sintomas de uma fratura variam de acordo com a área afetada, a gravidade da lesão e qual osso é afetado, bem como a idade e a saúde geral do paciente. No entanto, os sinais e sintomas são geralmente alguns dos seguintes: • Dor, inchaço e hematomas; • Formação de uma área com coloração arroxeada; • Sangramento; • Barulho de crepitação ao se movimentar; • Espasmos na área afetada; • Falta de sensações (entorpecimento). • Incapacidade de mover a área afetada; • Deformação na área afetada; e • No caso de um osso grande ser afetado, como a pélvis ou o fêmur, outros sintomas se desenvolvem, incluindo: palidez da pele, náusea e tontura. Primeiros Socorros em Fraturas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 157 Uma fratura é uma lesão muito dolorosa, os primeiros socorros imediatos são cruciais para ossos quebrados. No entanto, os procedimentos que serão realizados devem levar em conta as circunstâncias em que a vítima se encontra. No caso de fraturas que ocorram em locais de fácil acesso do Serviço Médico de Emergência, os seguintes procedimentos devem ser realizados: Primeiramente, é necessário avaliar a situação, e se houver pessoas por perto deve-se solicitar ajuda. Após isso é recomendado acionar ou pedir que alguém acione o Serviço Médico de Emergência. O estado de consciência da vítima deve ser verificado, realizando uma avaliação primária por meio da monitoração ou tratamento dos sinais vitais, se necessário. Mover os ossos feridos pode aumentar a dor e o sangramento e também pode levar a danos nos tecidos. Sendo assim, é extremamente importante que a vítima de fratura não seja movimentada, exceto se for necessário para evitar ferimentos. Feito isso, é necessário seguir as seguintes recomendações: • Faça uma avaliação das lesões; • Tranquilize a vítima para evitar que ela movimente a área lesionada enquanto aguardam o atendimento médico; • Pare qualquer sangramento aplicando pressão na ferida com um curativo estéril, um pano limpo ou uma peça de roupa limpa. Dependendo do sangramento, considere o módulo “Hemorragias”; • Não tente realinhar o osso ou empurrá-lo para fora; • Não forneça ao paciente alimentos ou líquidos por via oral; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 158 • Monitore o nível de consciência da vítima. Grandes fraturas podem apresentar significativas hemorragias internas ou externas e causar choque hipovolêmico. Cianose e pulso filiforme podem ser indicativos dessa condição; • Em caso de fraturas fechadas, se puder, aplique compressas com gelo na área afetada. Isso causará diminuição da dor e ajudará na recuperação da lesão, evitando inchaços. Quando a fratura ocorrer em locais afastados e que não há como acionar o atendimento médico, como em: trabalhos em matas fechadas ou acampamento em locais desertos, será necessário transportar a vítima para receber o devido tratamento. Sendo assim, o atendente de emergência deve realizar os seguintes procedimentos: • Fazer uma avaliação das lesões; • Tranquilizar a vítima para evitar que ela movimente a área lesionada; • Parar qualquer sangramento aplicando pressão na ferida com um curativo estéril, um pano limpo ou uma peça de roupa limpa. Dependendo do sangramento, considere o módulo “Hemorragias”; • Não tentar realinhar o osso ou empurrá-lo para fora; • Imobilizar a área lesionada na posição em que foi encontrada; • A imobilização deve ser feita com talas apropriadas, tipóias ou faixas que estiverem à disposição, mas se caso não houver esses materiais, poderá ser utilizado qualquer tipo de material rígido, como papelão, tábuas ou revistas e jornais dobrados; • O atendente de emergência deve fazer o mínimo de movimentos possíveis na área afetada ao colocar a tala; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 159 • Deve-se utilizar sempre talas longas o suficiente para imobilizar as articulações acima e abaixo das lesões; • Deve-se verificar se existe acolchoamento suficiente entre a tala e a lesão; • A circulação, antes e depois da colocação da tala também deve serobservada. A coloração das unhas não deve mudar e deverá sempre haver pulsação arterial de extremidade. A tala deve ser afrouxada se for necessário; • As talas devem ser utilizadas somente se não causarem mais dor e desconforto à vítima; • Não deve ser fornecido ao paciente alimentos ou líquidos por via oral; • Monitore o nível de consciência da vítima; • Em caso de fraturas fechadas, o atendimento é o mesmo do anterior, aplicar compressas com gelo na área afetada e evitar movimentar a área afetada. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 160 18 VERTIGENS A vertigem é o tipo mais frequente de tontura, caracterizada como sensação de desorientação espacial do tipo rotatório, ou seja, como se o ambiente estivesse se movendo ao seu redor. A sensação é semelhante à produzida pela brincadeira infantil de girar constantemente e então parar subitamente e sentir tudo em volta rodando. Em alguns casos, as pessoas simplesmente sentem que estão sendo puxadas para um lado, podem ter dificuldades para andar, escutarem zumbidos ou ter diminuição da audição e apresentar nistagmos, que são movimentos involuntários dos olhos, durante um episódio de vertigem. Sintomas de Vertigem De uma forma geral, os sintomas de vertigem são: • Sensação de que o ambiente ou próprio corpo estão rodando; • Dificuldade em manter-se em pé; • Náuseas; • Vômitos; • Suor; e • Palidez. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 161 Causas da Vertigem • Problemas no ouvido interno, que afetam o equilíbrio, são as causas mais comuns: • Labirintite - uma infecção do ouvido interno causada por um vírus do resfriado ou gripe; • Doença de Ménière - uma condição rara do ouvido interno, que às vezes envolve zumbido no ouvido ou perda de audição. • Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) - acontece quando movimentos específicos da cabeça causam vertigem; e • Neuronite vestibular - inflamação do nervo vestibular, que é um nervo que fica localizado no crânio. Além destes, a vertigem também pode ser causada por enxaqueca e alguns tipos de medicamentos, por isso, sempre verifique a bula para ver se está listado como efeito colateral. Pode acontecer também, da causa ser desconhecida. Qualquer distúrbio que afete o funcionamento do cérebro como um todo também pode deixar as pessoas com vertigem, como por exemplo: • Hipoglicemia, • Hipotensão, • Anemia grave. Embora estes sintomas possam ser incômodos, e até mesmo incapacitantes, apenas uma pequena percentagem dos casos resulta de um distúrbio grave. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ https://www.nhs.uk/conditions/labyrinthitis/ https://www.nhs.uk/conditions/menieres-disease/ https://www.nhs.uk/conditions/migraine/ https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/diabetes-mellitus-dm-e-dist%C3%BArbios-do-metabolismo-da-glicose-no-sangue/hipoglicemia https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/hipotens%C3%A3o-arterial-e-choque/press%C3%A3o-arterial-baixa https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/anemia/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-anemia INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 162 Tratamento para Vertigem O tratamento da vertigem vai depender da sua causa, no entanto, a maioria dos casos apresenta uma melhora sem receber tratamento. O médico poderá prescrever antibióticos caso a causa seja uma infecção e pode ser que seja recomendado até fazer exercícios especiais para tentar corrigir o equilíbrio. Pessoas que apresentam sinais de alerta, cujos sintomas são graves ou têm persistido por mais de uma hora e, que estão vomitando, devem receber atendimento médico imediatamente. Amenizando os sintomas de vertigem Se há diagnóstico de vertigem e os sintomas persistirem, é recomendado realizar os seguintes procedimentos para amenizá-los: • Se possível, deve-se permanecer quieto em um local silencioso e escuro para reduzir a sensação de rotação; • Mover a cabeça com cuidado e devagar durante as atividades diárias; • Sentar-se imediatamente quando sentir tonturas; • Acender as luzes ao acordar à noite; • Dormir com a cabeça levemente levantada em 2 ou mais travesseiros; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 163 • Sair da cama devagar e sentar-se na beira da cama por um tempo antes de se levantar; • Não se inclinar para pegar objetos, sempre se agache para pegá-los; e • Tentar relaxar, a ansiedade pode piorar a vertigem. Mas fique atento, caso os sintomas sejam graves procure um médico e não opere máquinas ou veículos se você apresentar os sintomas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 164 19 DESMAIOS Os desmaios são definidos como uma mudança repentina e temporária no corpo, normalmente causado por uma perda breve de consciência, mas com recuperação espontânea. Também conhecidos como síncope, os desmaios são responsáveis por uma porcentagem considerável de atendimentos diários nos hospitais e podem estar ligados a vários possíveis motivos, desde causas benignas, como uma queda de pressão por estar muito tempo em pé ou por causas malignas relacionadas, por exemplo, a uma arritmia cardíaca. Desta forma, ao presenciar o desmaio de alguma pessoa, é importante solicitar imediatamente o resgate de urgência. Entretanto,são indicados alguns procedimentos prévios para lidar com a situação da vítima, como formas de evitar complicações pela falta de consciência, caso ela se prolongue. Tipos de desmaios ou síncopes É importante ressaltar que todos os desmaios têm uma causa principal que é a hipotensão, ou seja, pressão baixa causada por uma alteração dos mecanismos de auto-regulação do cérebro. Por outro lado, eles são classificados em três categorias principais de síncopes, a primeira é a síncope reflexa ou neuromediada que se subdivide ainda em três categorias, que são a: • Síncope reflexa vasovagal; • Síncope reflexa situacional; e • Síncope do seio carotídeo. Além da síncope reflexa e de suas três subdivisões, ainda temos a síncope ortostática e a síncope cardíaca. Sincope reflexa ou neuromediada mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 165 Essa condição de síncope está relacionada às causas de desmaios mais comuns em todas as idades, vamos entender agora como são caracterizadas as suas três subdivisões: 1. Síncope reflexa vasovagal: Também conhecida como lipotimia, que ocorre em resposta ao início repentino do mecanismo de vasodilatação, pode ser causada por emoções fortes, ambientes quentes ou situações estressantes; 2. Síncope reflexa situacional: Como seu nome já descreve, acontece em situações específicas, como por exemplo, muitas horas em pé em um ambiente muito quente, como uma fila; e 3. Síncope do seio carotídeo: Em sua forma espontânea é pouco frequente, mas em sua Síncope Ortostática A síncope ortostática é aquela que acontece quando se permanece em uma mesma posição por um longo período, são comuns quando uma pessoa levanta depois de muito tempo sentada ou deitada, podendo ser confundida com a vertigem. Entretanto, isso se dá devido ao resultado de falha do mecanismo vasoconstritor, que é o processo de contração dos vasos sanguíneos, e, esse processo ocorre pela diminuição ou ausência do reflexo do cérebro. Esses sintomas da síncope ortostática são comuns e ocorrem em resposta a uma alteração súbita da postura. Síncope Cardíaca Essa categoria de desmaio é considerada como a mais grave, por ser a principal causa de mortes súbitas. Por outro lado, ela é mais fácil de se tratar por ser resultado de alterações cardíacas. Além disso, a síncope cardíaca está dividida em duas subcategorias de síncope, a síncope arrítmica e a síncope devido a estrutura de doença cardíaca. Nível de Gravidade dos desmaios mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 166 Os desmaios podem apresentar diferentes níveis de gravidade, são eles o: desmaio ligeiro, moderado e severo. Desmaio ligeiro Esse se apresenta mais como uma tontura e não chega a ter uma perda total da consciência Desmaio moderado Sendo um desmaio com uma perda de consciência rápida. Desmaio Severo Ao encontrar alguém que já está desmaiado, normalmente, não é possível identificar a causa sem que a vítima seja atendida por um profissional da saúde, por isso, o ideal é acionar imediatamente o Serviço Médico de Emergência Nesse caso, é extremamente importante que o resgate seja acionado com urgência, pois a vítima pode sofrer até mesmo uma convulsão se a falta de sangue no cérebro se prolongar muito. Primeiros Socorros diante de desmaios Se há alguém com um desmaio severo, realize os seguintes procedimentos: • Acione o Serviço Médico de Emergência imediatamente; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 167 • Se for possível e não for agravar ainda mais a situação da vítima, coloque-a deitada de costas em um lugar confortável retirando objetos que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios e óculos; • Afrouxe as roupas da vítima; • Verifique a respiração e os batimentos cardíacos; • Levante o queixo da vítima para facilitar a passagem de ar; • Se for possível e não for prejudicar o estado da vítima, eleve suas pernas, cuidadosamente, pois isso pode ajudar a pressão voltar ao normal caso ela esteja baixa; e • Se por acaso o estado de perda de consciência passar, deixe a vítima descansar enquanto aguarda o atendimento médico. O que não fazer com uma pessoa desmaiada Além de conhecer os primeiros socorros diante de desmaios, é necessário saber o que não fazer nessa situação, como: • Não dar tapas no rosto da vítima para tentar acordá-la; • Não jogar água sobre ela; e • Não oferecer líquidos à vítima. É importante lembrar que quem presta os primeiros socorros deve conhecer suas próprias limitações, pois não substitui o atendimento médico. Sendo assim, é possível compreender que os desmaios são situações comuns, mas que devem ser atentamente observados, pois podem ter origens benignas ou malignas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 168 20 CONVULSÕES Convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contração muscular involuntária de todo o corpo ou de parte dele. O funcionamento normal do cérebro requer uma descarga ordenada e coordenada dos impulsos elétricos e nas convulsões temos um excesso de descarga elétrica em determinadas áreas cerebrais. Existem diversos tipos de convulsões. As mais frequentes são: • Crise de ausência, ou pequeno mal - onde a pessoa fica com olhar vago por 10 a 20 segundos. • Convulsão tônico-clônica, ou grande mal - que ocorre quando a pessoa apresenta perda de consciência, seguida de convulsões musculares. As convulsões podem ser caracterizadas em Epiléticas e Não Epiléticas: • Epilépticas - As crises epilépticas são chamadas de transtorno convulsivo ou epilepsia. Elas ocorrem mais de uma vez, uma única convulsão não é considerada epilepsia. As crises podem ser causadas por vários distúrbios cerebrais, como anormalidades estruturais, acidentes vasculares cerebrais ou tumores. Nesses casos, levam o nome de epilepsia sintomática. A epilepsia sintomática é mais comum entre recém-nascidose pessoas mais idosas. • Não epilépticas - Essas convulsões são provocadas por uma doença reversível ou outro quadro clínico que irrita o cérebro, como uma infecção, um acidente vascular cerebral, um mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 169 traumatismo craniano ou reação a um medicamento. Em crianças, a febre pode desencadear uma crise não epiléptica que chamamos de convulsão febril. As convulsões podem ser classificadas em Parciais (focais) e Generalizadas: • Parciais ou focais - Quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma descarga de impulsos elétricos desorganizados. • Generalizadas - Quando os dois hemisférios cerebrais são afetados. Causas Em alguns casos, não é possível identificar a causa da convulsão. Nos outros, entre as causas prováveis, podemos citar: • Lesões no cérebro ou fluido espinhal; • Privação do sono; • Infecções; • Privação de oxigênio ou nutrientes no cérebro; • Perturbações do ritmo cardíaco; • Raiva (doença viral) ou tétano; • Baixo nível de oxigênio no sangue (hipóxia) ou um nível muito baixo de açúcar no sangue (hipoglicemia); • Febre. Quando a convulsão é decorrente de febre, chamamos de convulsão febril, as convulsões febris geralmente ocorrem em bebês e crianças que apresentam um aumento repentino na temperatura corporal. Quando a causa não é identificada, diz-se que as convulsões são idiopáticas. Uma convulsão que resulta de um estímulo é chamada convulsão provocada e portanto, é uma crise não epiléptica. Pessoas com crises epilépticas estão mais propensas a ter uma convulsão quando: • Ficam sob excesso de estresse físico ou emocional. • Ficam embriagadas ou privadas de sono. • Pararam repentinamente de beber, usar drogas ou medicamentos de uso controlado. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 170 Com menos frequência, as convulsões são desencadeadas por sons repetitivos, luzes pulsáteis, jogos em vídeo ou até pelo toque em certas áreas do corpo. Em tais casos, a doença é denominada epilepsia reflexa. Sintomas de Convulsões Os sinais e sintomas dependem do tipo de convulsão, da região do cérebro envolvida e da função que ela desempenha no organismo. Os sintomas mais comuns são: • Perda de consciência; • Olhos revirando na cabeça; • Rosto azulado (cianose); • Mudanças na respiração; • Enrijecimento dos braços, pernas ou corpo inteiro; • Espasmos musculares graves e movimentos bruscos por todo o corpo, pois os músculos se contraem e relaxam rápida e repetidamente; • Babar ou espumar pela boca (sialorréia); • Queda súbita; • Perda do controle da bexiga e/ou dos intestinos; • Cerrar os dentes; • Incapacidade de responder. Esses sintomas geralmente duram de 1 a 5 minutos, embora possam durar mais tempo. • Convulsões parciais ou focais: ➢ Movimentos involuntários em alguma parte do corpo; ➢ Comprometimento das sensações de paladar, olfato, visão, audição e da fala; ➢ Alucinações, vertigens, delírios; ➢ Podem ou não ocorrer alterações do nível de consciência. Algumas vezes, essas manifestações são leves e podem ser atribuídas a problemas psiquiátricos. • Crise de ausência, ou pequeno mal: ➢ Olhar perdido mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 171 ➢ Não respondem quando chamadas; ➢ Tem movimentos automáticos como piscar de olhos e tremor dos lábios. Essas crises chegam a ser tão breves que às vezes, a vítima nem sequer se dá conta do que aconteceu. • Convulsões tônico-clônicas ➢ Perda súbita da consciência; ➢ Todos os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos; ➢ Face adquire coloração azulada; ➢ Contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis; ➢ Saliva abundante e espumosa. Primeiros socorros em convulsões • Deite a pessoa de lado para que não se engasgue com a própria saliva ou vômito; • Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la; • Tente amortecer sua cabeça com algo macio; • Afrouxe-lhe as roupas; • Erga o queixo para facilitar a passagem do ar; • Não introduza nenhum objeto na boca nem tente puxar a língua para fora; • Leve a pessoa a um serviço de saúde tão logo a convulsão tenha passado. • Dê um suporte emocional quando a pessoa voltar à consciência, tranquilizando-a. Muitas vezes a pessoa volta desorientada, se vê cercada de pessoas com rostos assustados e se percebe urinada ou evacuada. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 172 21 TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS Antes de entendermos as técnicas de transporte, é importante entendermos que remoção e transporte de acidentados são duas coisas diferentes. A remoção está relacionado a retirada de uma pessoa de um local que lhe oferece perigo, sendo assim, podemos considerar a remoção como um resgate, já o transporte da vítima é a atitude tomada após o resgate. Nesse sentido, o resgate da vítima deve ser cuidadosamente realizado, considerando todos os riscos aos quais a vítima está submetida, bem como, aos riscos que o próprio socorrista pode estar se submetendo no ato do resgate. As técnicas para remoção e transporte de acidentados visam a proteção da vítima traumatizada, buscando evitar lesões secundárias, que são aquelas causadas após o trauma inicial. Nestes casos, quando se utilizam técnicas incorretas, a vítima pode sofrer um segundo trauma, além de que o próprio socorrista pode sofrer uma lesão muscular, de coluna vertebral, queimaduras ou um choque elétrico, variando de acordo com a causa da emergência. Com isso, as técnicas para remoção e transporte de acidentados devem ser utilizadas por socorristas leigos somente em situações excepcionais, quando a vida do acidentado está em risco caso permaneça no local, como no caso um de incêndio ou desmoronamento. O transporte também pode ser realizado em casos onde o acidentado estejaem uma zona muito afastada e que o contato com o Serviço Médico de Emergência esteja comprometido, como por exemplo, em situações de acidentes em matas ou em residências rurais muito afastadas onde não é possível entrar em contato com o resgate de urgência. É importante ressaltar que, as técnicas para remoção de acidentados variam de acordo com a gravidade do acidente e do trauma que foi causado na vítima. Portanto, protocolos médicos alertam a jamais realizar movimentos desnecessários e que possam agravar mais o estado de saúde do acidentado, pois cada técnica de remoção e transporte requer habilidade e maneira correta para ser executada. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 173 Técnicas de transporte Em situações de acidentes em locais distantes, é comum ocorrer traumas como, entorses, luxações, picadas de animais, quedas ou outras situações em que a vítima tem dificuldade de caminhar e necessita de apoio, nestes casos, são recomendadas algumas técnicas de transporte do acidentado. Entretanto, é necessário seguir uma série de protocolos médicos dependendo da técnica de transporte que for utilizada, desde a quantidade de socorristas voluntários, até os movimentos que serão utilizados no transporte do acidentado até uma equipe de emergência ou hospital mais próximo. Entre as técnicas de transportes, temos: • Transporte de apoio; • Transporte nas costas; • Transporte cadeirinha; • Transporte com lençol; • Transporte no colo; • Transporte pelas extremidades; e • Remoção de vítima com suspeita de fratura de coluna. Transporte de apoio: Com um ou dois socorristas Passa o braço do acidentado por trás da nuca do socorrista, que o segura com um de seus braços, passando seu outro braço por trás das costas do acidentado, em diagonal. Este tipo de transporte é usado para as vítimas de vertigem, de desmaios, com ferimentos leves ou pequenas perturbações que não os tornem inconscientes e que lhes permitam caminhar. Transporte nas costas: Com um socorrista mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 174 Na técnica de transporte nas costas, é realizada apenas com um socorrista, este põe os braços sobre os ombros da vítima, por trás, buscando e segurando os braços do acidentado, ficando as axilas do acidentado sobre os ombros do socorrista. A pessoa que está socorrendo busca os braços do acidentado e os segura, carregando o acidentado arqueado, como se ele fosse um grande saco em suas costas. Esta técnica de transporte nas costas é usada para remoção de pessoas envenenadas ou com entorses e luxações dos membros inferiores, que devem estar previamente imobilizados. Transporte cadeirinha: Com dois socorristas Neste transporte, os socorristas se posicionam de pé, ficando de frente um para o outro. Seguram firmemente o seu próprio punho direito com a mão esquerda e com a mão direita segura o punho esquerdo do companheiro, e com as mãos trançadas dos dois socorristas, formam uma cadeirinha. Em seguida, a vítima consciente é transportada sentada sobre esta cadeirinha, apoiando seus braços sobre os ombros dos socorristas. Transporte com lençol: Com três socorristas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 175 Esta técnica de transporte é utilizada na ausência de uma maca de transporte, como por exemplo, em uma situação de acidente em acampamento e que necessita realizar o transporte imediato do acidentado até uma equipe profissional de emergência. Neste caso, dobra-se uma manta, cobertor, lençol, toalha ou lona sobre dois paus, varas, canos, galhos de árvores ou cabos de vassoura resistentes. É necessário três socorristas voluntários de cada lado para realizar o transporte. Para colocar a vítima sobre o lençol, é preciso colocar este debaixo do corpo dela, para isto, dobra-se várias vezes uma das bordas laterais do lençol, de modo que ela possa funcionar como cunha. Coloca-se está cunha devagar para baixo da vítima, depois disso, é que se enrolam as bordas laterais sobre os cabos de auxílio para levantar e carregar a vítima. Ressaltamos que este transporte não é recomendado para os casos de lesão na coluna, nestes casos a vítima deve ser transportada em superfície rígida. Transporte no colo: Com dois ou mais socorristas A vítima é abraçada e levantada, de lado, até a altura do tórax das pessoas que a estão socorrendo. O acidentado pode ser uma vítima de fratura ou luxação superior ou inferior, e o membro afetado deve sempre ficar para o lado do corpo das pessoas que estão socorrendo, a fim de melhor mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 176 protegê-lo. Havendo três pessoas, por exemplo, eles se colocam enfileirados ao lado da vítima, que deve estar de abdômen para cima. Abaixam-se apoiados num dos joelhos e com seus braços a levantam até a altura do outro joelho, para depois ficarem de pé e realizarem o transporte da vítima. Transporte pelas extremidades: Com dois socorristas Neste transporte a vítima pode estar consciente ou inconsciente, um socorrista se posiciona ajoelhado junto à cabeça da vítima, enquanto o outro socorrista se ajoelha ao lado da vítima ao nível de seus joelhos, o primeiro socorrista levanta o tronco da vítima e o segundo socorrista a traciona pelos braços em sua direção. Em seguida, o primeiro socorrista apoia o tronco da vítima, passando seus braços sob suas axilas e o segundo socorrista segura a vítima pelos membros inferiores, passando suas mãos pela região poplítea da perna. A vítima é erguida em um movimento sincronizada pelos dois socorristas e o transporte da vítima é efetuado no sentido de suas extremidades inferiores. Remoção de vítima com suspeita de fratura de coluna (consciente ou não): Com quatro socorristas mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e TreinamentosProfissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 177 A remoção de uma vítima com suspeita de fratura de coluna ou de bacia e/ou acidentado em estado grave, com urgência de um local onde a maca não consegue chegar, deverá ser efetuada como se seu corpo fosse uma peça rígida (transporte em bloco), levantando, simultaneamente, todos os segmentos do seu corpo, deslocando o acidentado até a maca. Mediante todas as técnicas e protocolos apresentados, os responsáveis pela remoção do acidentado devem se conscientizar sobre todas as dificuldades ligadas aos procedimentos de transporte. Bem como, considerar que a prática indevida de qualquer uma dessas ações podem gerar maiores danos para vítima, como também para os socorristas leigos. Atenção: Vale ressaltar que a remoção ou transporte de acidentados em estado grave ou incerto (quando não se sabe o estado do acidentado, como por exemplo, em um acidente de moto ou uma queda, em que a vítima pode apresentar fraturas ou rompimento das vértebras e não ser visível para o socorrista) deve ser realizado apenas em último caso, ou seja, a remoção deve ser realizado somente quando a vítima estiver em risco de morte iminente ao permanecer no local, e também não apresentar riscos ao atendente de emergência ou socorrista leigo, sendo que o transporte também deve ser realizado em último caso, quando ocorrer em área em que é impossível de solicitar ajuda profissional, como em mata ou áreas rurais onde não há telefone ou meio disponível. Por outro lado, resgates e transportes complexos que possam colocar em risco a vida do socorrista, devem ser realizados somente por socorristas profissionais qualificados, ou seja, por profissionais do SAMU e Bombeiros. O socorrista leigo só deve mover a vítima em casos de extrema urgência, e que também não apresenta perigo para si. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 178 22 CORPOS ESTRANHOS NO ORGANISMO A penetração de corpos estranhos no corpo humano é um tipo de acidente muito comum e pode ocorrer nas circunstâncias mais inesperadas. Vários tipos de objetos estranhos ao nosso corpo podem penetrar acidentalmente nos olhos, ouvidos, nariz e pele. Esses corpos estranhos são pequenas partículas, de variadas origens e constituições físicas que, muitas vezes, apesar de aparentemente inofensivas devido ao tamanho, podem causar danos físicos e sério desconforto. Por isso, é importante que o corpo estranho que tenha penetrado no corpo seja reconhecido rapidamente. Em todos os casos de atendimento, é preciso agir com precisão, manter a calma e tranquilizar o acidentado. O conhecimento e a serenidade sobre o que se está fazendo são fundamentais para o trabalho de primeiros socorros. Corpo Estranho nos Olhos Os olhos são órgãos muito sensíveis e que estão constantemente expostos, propícios a receber partículas externas. Por isso, qualquer corpo estranho que penetre ou respingue nesta região constitui um acidente doloroso, e muitas vezes, de consequências desastrosas. É importante que o atendente de emergência se limite a realizar os procedimentos aqui descritos e não utilize objetos como pinças, agulhas ou outros semelhantes, pois estes só podem ser utilizados pelos profissionais de saúde. Primeiros Socorros com corpos estranhos nos olhos mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 179 Os procedimentos de primeiros socorros irão depender de como e onde o corpo estranho se encontra, algumas situações são: líquidos nos olhos, corpos na superfície ocular, corpos encravados nos olhos ou na pálpebra superior e até mesmo na inferior. Observe a seguir, o que deve ser feito em cada uma dessas situações: Corpos na superfície ocular • Localizar visualmente o objeto e reconhecê-lo; • Pedir que a vítima pisque constantemente, buscando lavar os olhos com as lágrimas; • Caso o tipo de objeto e o local do alojamento não permitam que a vítima consiga lacrimejar, não se deve insistir para que ela pisque, pois pode lesionar o olho; • Se for possível, o olho deve ser lavado com água corrente; • Se o corpo estranho não sair, o olho afetado deve ser coberto com curativo oclusivo e a vítima deve ser encaminhada para atendimento especializado. Corpos encravados nos olhos • Não tentar retirar o objeto encravado; • Colocar sobre o olho uma compressa ou um pano limpo, de preferência um curativo macio, e cobrir também o olho não atingido para evitar qualquer movimento do olho afetado; • Encaminhar a vítima imediatamente para o socorro médico; e • Não deixar que a vítima esfregue o olho, pois isso pode causar um ferimento ainda maior. Corpos estranhos na pálpebra inferior • Lavar bem as mãos com água e sabão. • Tentar primeiramente remover o objeto com as lágrimas, conforme instruído anteriormente. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 180 • Se não sair, poderão ser utilizadas hastes flexíveis com ponta de algodão ou a ponta limpa de um lenço torcido. • Enquanto a pálpebra é puxada para baixo, o objeto deve ser retirado cuidadosamente. Corpos estranhos na pálpebra superior • Fazer a eversão da pálpebra superior, dobrando-a sobre uma haste flexível com ponta de algodão ou palito de fósforo, como mostrado na imagem; • Quando o objeto aparecer, deve-se removê-lo com o auxílio de outra haste flexível ou ponta de lenço limpo, torcido. • Se houver risco de lesão ou dor excessiva, deve-se suspender a manobra e encaminhar para socorro especializado, cobrindo o olho afetado com gaze ou pano limpo. Líquidos nos olhos • Remover imediatamente qualquer líquido que atingir o olho procurando saber qual o tipo de substância; mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de TreinamentoProfissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 181 • Lavar o olho afetado de forma que o fluxo da água não passe pelo olho não atingido. ou seja, lateralizar a cabeça, deixando o olho afetado para baixo. • O olho afetado deve ser lavado preferencialmente em água corrente, ou fazer com que o acidentado mantenha o rosto debaixo d'água, mandando-o abrir e fechar repetidamente o olho; • Fazer o procedimento de lavagem de olhos por, no mínimo, 15 minutos; • Cobrir o olho com gaze e encaminhar o acidentado ao socorro especializado. A falta de atendimento e posterior tratamento adequado nos casos de corpos estranhos oculares pode, em determinadas circunstâncias, causar graves problemas aos olhos. Estes problemas podem ir desde dificuldades óticas, até a perda da visão ou mesmo do próprio olho. Um corpo estranho no olho, além de conduzir microrganismos, pode causar abrasão na superfície ocular, que pode vir a infeccionar e causar vários danos. Muitas vezes uma vítima reclama da presença de um corpo estranho no olho que não é encontrado, pois o corpo estranho pode já ter saído, mas causou abrasão da córnea. Nestes casos, o encaminhamento ao médico deve ser imediato. Corpo Estranho no Ouvido Os ouvidos também são um local comum para a ocorrência de acidentes envolvendo corpos estranhos. Insetos, sementes, grãos de cereais e pequenas pedras podem se alojar no ouvido externo, principalmente em crianças. Devemos determinar com a maior precisão possível a natureza do corpo estranho. Todos os procedimentos de manipulação de corpo estranho no ouvido devem ser realizados com extrema cautela. Erros de conduta e falta de habilidade na realização de primeiros socorros podem ocasionar danos irreversíveis à membrana timpânica com consequente prejuízo da audição, temporária ou permanente. Primeiros Socorros com corpors estranhos nos ouvidos • Deitar o acidentado de lado com o ouvido afetado para cima; • Se o objeto for visível, é possível tentar retirá-lo delicadamente com a ponta do dedo, tomando cuidado para não forçá-lo mais para dentro; • Se o objeto não sair ou houver risco de penetrar mais, deve-se procurar socorro especializado; • No caso de insetos vivos alojarem-se no ouvido, é possível acender uma lanterna em ambiente escuro, bem próximo ao ouvido. A atração da luz trará o inseto para fora. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 182 É importante não usar instrumentos na tentativa de remover o corpo estranho do ouvido, como pinças, tesouras, palitos, grampos, agulhas ou alfinetes. O uso de instrumentos é atribuição particular de pessoal especializado. A improvisação geralmente resulta em desastres irreversíveis. Corpo Estranho no Nariz Corpos estranhos no nariz também ocorrem com mais frequência em crianças, geralmente causando dor, crises de espirro, coriza e podem resultar em irritação se não forem removidos imediatamente. Primeiros socorros com corpos estranhos no nariz • Comprimir com o dedo a narina não obstruída; • Pedir ao acidentado para assoar, sem forçar, pela narina obstruída, de forma a ajudar a expelir o corpo estranho; • Se o corpo estranho não puder sair com facilidade, deve-se procurar auxílio médico imediatamente. É essencial manter a vítima calma, cuidando para que não inale o corpo estranho. Não deve ser permitido que a vítima assoe com violência. A vítima deverá aspirar calmamente pela boca, enquanto se aplicam as manobras para expelir o corpo estranho. Além disso, não se deve usar instrumentos como pinça, tesoura, grampo ou similar para removê-lo. Corpo Estranho na Pele Corpos estranhos encravados na pele podem causar ferimentos e infecções. Deve-se remover o corpo estranho com uma pinça limpa ou agulha esterilizada com fogo, depois de fria. Além disso, nunca devem ser usados canivetes ou semelhantes para esse fim. Se o corpo estranho estiver muito encravado e difícil de retirar, é preciso encaminhar a vítima ao pronto socorro. Caso a pele seja atingida por um anzol de pesca, não se deve puxá-lo pelo mesmo orifício de entrada, pois isso causará um ferimento ainda maior. A melhor opção é empurrar o anzol até que a fisga fique exteriorizada. Em seguida, corte a ponta do anzol, de preferência com um alicate e, então, puxe o anzol pelo mesmo orifício que ele entrou. Por fim, conclui-se que objetos estranhos no organismo podem causar diversos prejuízos à vítima, desde um simples desconforto até a perda de funções como a visão ou audição. Dessa forma, é preciso conhecer as maneiras corretas de proceder ao se deparar com situações como estas para que não ocorram danos à saúde da vítima. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 183 Corpo Estranho na Garganta O engasgo é uma manifestação do organismo para expelir alimento ou objeto que toma um “caminho errado”, durante o ato de engolir. Na parte superior da laringe localiza-se a epiglote, uma estrutura composta de tecido cartilaginoso, localizada atrás da língua. Funciona como uma válvula que permanece aberta para permitir a chegada do ar aos pulmões e se fecha quando engolimos algo, isso acontece para bloquear a passagem do alimento para os pulmões e encaminhá-lo ao estômago. Dessa forma, quando a epiglote falha em sua função, os alimentos, líquidos ou qualquer tipo de objeto estranho, ultrapassa a epiglote, alcançando a traquéia, ocasionando o bloqueio do ar. Por isso que, em alguns casos, o engasgo pode levar à morte por asfixia e, às vezes, pode até deixar a pessoa parcialmente ou totalmente inconsciente. É necessário saber que dependendo da gravidade do engasgo, esta é uma situação de emergência médica, sendo necessário chamar o serviço de atendimento especializado em emergência o mais rápido possível, pode ser uma questão de vida ou morte. Saber como agir corretamente em caso de engasgo pode ser fundamental para salvar a vida de alguém que está com as vias respiratórias obstruídas e dificuldade para respirar. Para avaliar o grau de risco da situação, o socorrista deverá ter noção de dois casos, a obstrução leve e grave. Obstrução leve • Este caso apresenta um engasgo em que a pessoa consegue responder apresentando sinais como: tossir, falar e respirar. • Não é preciso realizar manobras de desobstrução • Deve-se acalmar a pessoa incentivando tosse vigorosa • Observar se a situação está sob controle ou se evolui para um caso grave mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento ProfissionalLtda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 184 Obstrução incompleta Em casos de obstrução incompleta deve-se: • Encorajar a vítima a tossir para expelir o corpo estranho sem, no entanto, bater nas costas desta. • Encaminhá-la para atendimento médico, caso a medida adotada não surta efeito. Obstrução Grave • Fique atento aos sinais de engasgo grave, como: dificuldade para tossir e para falar, pânico e cianose (pele, lábios ou unhas azuladas). • Realize a Manobra de Heimlich. • É importante lembrar que em casos de pessoas obesas ou gestantes no último trimestre seja realizada compressões sobre o esterno e não sobre o abdômen. Exemplo da Manobra de Heimlich em gestantes e obesos: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 185 Manobra de Heimlich Esta manobra tem como objetivo realizar uma pressão positiva na região da “boca do estômago”, a qual fica localizada dois dedos abaixo do fim do esterno (osso que une as costelas), colaborando com a desobstrução e consequente passagem de ar. Manobra de Heimlich em adultos e crianças maiores que um ano • Abraçar a pessoa engasgada pelo abdômen; • No caso de adultos, posicionar-se atrás da pessoa ainda consciente; • No caso de crianças, posicionar-se atrás, mas de joelhos; • Atrás da vítima coloque uma das mãos com o punho fechado sobre a região da “boca do estômago” e com a outra mão, comprima a primeira mão, ao mesmo tempo em que empurra a região para dentro e para cima, parecendo que está levantando a pessoa; • Continue o movimento até que a pessoa elimine o objeto que está causando a obstrução. Em caso de pessoa inconsciente, não realize a manobra e contate imediatamente o serviço de emergência. Manobra de Heimlich em crianças menores de um ano e bebês Bebê consciente: mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 186 • Coloque o bebê de bruços em cima de seu braço e faça 5 tapas ou palmadas com uma pequena compressão no fim no meio das costas; • Depois, vire o bebê de barriga para cima e faça 5 tapas ou palmadas sobre o peito dele; • Se conseguir visualizar o objeto, retire o mesmo; • Caso não seja possível a visualização do objeto, nem a retirada, continue realizando os tapas ou palmadas até a chegada do serviço de emergência. Bebê inconsciente • Deite o bebê de barriga para cima e abra boca e nariz; • Verifique se o bebê está respirando; • Se o bebê não estiver respirando, realize duas respirações de boca-boca, bloqueando a boca e o nariz; • Contate imediatamente o serviço de atendimento de emergência. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 187 Em casos que o objeto estiver visível poderá colocar a mão em forma de pinça e retirar o objeto, mas é preciso tomar cuidado pois o bebê ou a pessoa engasgada pode fechar a boca machucando quem estiver tentando ajudar. Deve-se ressaltar que, o indicado é o socorrista só tentar retirar o objeto com a mão se ele estiver visível pois se não conseguir visualizar, o socorrista poderá empurrar ainda mais o objeto para dentro da vítima. Se a pessoa desmaiar e deixar de respirar, deve – se parar de tentar tirar o objeto da garganta e iniciar a massagem cardíaca até chegada da ajuda médica ou até que a pessoa reaja. Em todas as situações de primeiros socorros é necessário manter a calma, para poder agir com segurança e inteligência. Se após a manobra, a pessoa continuar engasgada e sem conseguir respirar por mais de 30 segundos, é recomendado chamar ajuda médica, ligando para o 192, durante esse tempo, pode-se manter a manobra de Heimlich. Quando você for a vítima mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 188 Em casos onde você se engasgar e estiver sozinho sem ter alguém por perto para ajudar, é preciso inicialmente manter a calma e forçar a tosse, caso a tosse não ajude, deve-se tentar fazer a manobra Heimlich em si mesmo, apertando um pouco acima de seu estômago para forçar o objeto a ser expelido pela boca ou deslocado para que você o engula completamente. Outra opção é colocar o punho sobre o próprio umbigo e segura com a outra mão para então se inclinar sobre uma cadeira ou bancada, conduzindo o punho sobre si mesmo, mas impulsionando para cima. Deste modo, fica evidente a importância de saber primeiros socorros, pois ajudará em casos de emergência, podendo até salvar uma vida. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 189 23 AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / DERRAME O acidente vascular cerebral - AVC ou acidente vascular encefálico - AVE, conhecido também como derrame, ocorre quando o fluxo sanguíneo do cérebro é interrompido por um período suficiente para causar danos, o que dá início a uma disfunção cerebral. O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade a longo prazo em todo o mundo, é uma emergência médica que causa danos nas células cerebrais e se não for possível receber tratamento imediato, poderá resultar em incapacidade ou morte da vítima. Cada segundo conta ao procurar tratamento para um derrame e a gravidade dos danos cerebrais vai depender muito do tempo que a vítima ficou sem receber atendimento médico. Existem dois tipos de AVC, o Isquêmico, que ocorre quando há um bloqueio nos vasos cerebraise o Hemorrágico que acontece quando um vaso cerebral se rompe. Ataque Isquêmico Transitório Um ataque isquêmico transitório (AIT), é um “mini-AVC” que geralmente antecede um AVC isquêmico. Nesta condição, o fluxo sanguíneo é temporariamente prejudicado para a parte do cérebro, causando sintomas semelhantes a um derrame real e quando o sangue flui novamente, os sintomas desaparecem. Os Ataques isquêmicos transitórios geralmente duram em torno de quinze a vinte minutos e depois desaparecem. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 190 O ataque isquêmico transitório, é um sinal de alerta de que um AVC pode acontecer em breve, por isso, é fundamental que a vítima obtenha assistência médica, já que o ataque isquêmico transitório é uma emergência e deve ser tratada como tal. O risco da vítima sofrer um derrame total aumenta para 5% nas primeiras quarenta e oito horas, 7% a 8% na primeira semana e 10% a 15% nos primeiros três meses. Causas Gerais do Acidente Vascular Cerebral O AVC tem quatro causas gerais, que são o trombo, a embolia, a hemorragia e a compressão. O trombo é uma coagulação de sangue nos vasos sanguíneos, a embolia acontece quando um coágulo se desenvolve em alguma parte do organismo e se desloca para uma artéria cerebral, a hemorragia ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo e a compressão surge quando um vaso cerebral é comprimido interrompendo o fluxo sanguíneo. O AVC isquêmico é causado geralmente pelo trombo, mas pode ser ocasionado pela embolia e compressão, já o AVC hemorrágico pode ser ocasionado tanto pela hemorragia quanto pela compressão se uma artéria for rompida. Trombo Essa é a causa mais comum de acidente vascular cerebral, causadora do AVC isquêmico, que ocorre quando uma artéria cerebral é bloqueada por um coágulo que se desenvolve no cérebro e/ou um depósito de gordura devido à aterosclerose, que se caracteriza pelo acúmulo de colesterol, gorduras e outras substâncias nas paredes das artérias e dentro delas, interrompendo o suprimento sanguíneo para tecidos e nervos cerebrais. Cerca de 75% a 85% dos AVCs são causados por bloqueio de uma artéria, produzido por um coágulo que se desenvolve no cérebro. Pelo menos 75% dos AVCs isquêmicos são precedidos por um ou mais ataques isquêmicos transitórios. A incidência é maior em pessoas acima de 50 anos. Embolia mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 191 Neste caso, o AVC ocorre quando um coágulo se desenvolve em alguma parte do organismo e se desloca para a corrente sanguínea alojando-se em uma artéria cerebral, essa condição é denominada Embolia Cerebral. Esse é o AVC de início mais rápido e geralmente acomete adultos, sendo mais frequente em pessoas com problemas cardíacos. Hemorragia O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo enfraquecido no cérebro. O resultado é um sangramento que ocorre no tecido cerebral ou no fluido cerebrospinal que é o líquido que envolve o cérebro. O AVC hemorrágico, que apesar de não ser tão comum, acontece em 15% a 25% dos casos e, é fatal em 80% das vítimas. Compressão Ocorre quando uma pressão extrema é exercida contra a artéria cerebral, gerando a interrupção do suprimento sanguíneo para tecidos e nervos cerebrais. A pressão pode ter vários motivos, como: • Tumor cerebral; • Tecido cerebral que se desloca após uma hemorragia cerebral; ou um mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 192 • Coágulo que se desenvolve na parte externa da artéria em decorrência de vazamento sanguíneo. Sinais de AVC Quando tratamos dos sinais de AVC, podemos encontrar a vítima com um dos lados da face inclinando para um lado e notar que ao tentar levantar os dois braços na posição horizontal, um dos braços da vítima fica mais baixo que o outro. Além disso, é comum que a pessoa apresente dificuldade na fala ou um discurso distorcido. Importante: Se uma pessoa apresentar algum desses sintomas leve-a imediatamente a um pronto socorro. Principais sintomas de AVC • Fraqueza muscular com dormência súbita em um dos lados do corpo, especialmente de um lado; • Perda da coordenação motora; • Dificuldade de reconhecer um estímulo sensorial; • Mudanças repentinas de visão em um ou ambos os olhos, pacientes normalmente descrevem como se uma sombra atrás do olho se movesse; • Perda de controle da bexiga ou intestino; • Dor forte no olho ou face; • Dor de cabeça súbita e grave com causa desconhecida; • Problemas repentinos como tontura, falta de equilíbrio; e • Dificuldade para falar e pronunciar as palavras. Lembrando que o paciente pode apresentar um ou mais sintomas, não necessariamente todos juntos. É importante verificar o nível de consciência do paciente, somente pacientes com mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ https://www.healthline.com/symptom/urinary-incontinence https://www.healthline.com/symptom/fecal-incontinence INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 193 acidentes vasculares grandes ou envolvendo o tronco encefálico apresentam inconsciência total, esses sinais indicam lesão cerebral significativa. Primeiros Socorros em pacientes que apresentam sintomas de AVC • Se for possível leve a vítima para atendimento médico, se a vítima estiver inconsciente ou não houver a possibilidade de levá-la para o atendimento, ligue imediatamente para os serviços de emergência; • Caso a pessoa esteja inconsciente, verifique sua respiração. Na hipótese de a pessoa não estar respirando, inicie imediatamente as manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar; • Se a vítima estiver consciente e com dificuldades para respirar, afrouxe qualquer roupa apertada, como gravatas ou cachecol; • Verifique se a pessoa está em uma posição segura e confortável, de preferência, se for possível, coloque-a de lado, com a cabeça levemente elevada e apoiada enquanto aguarda a chegada do Serviço Médico de Emergência; • Se houvervômito, desobstrua as vias; • Procure tranquilizar a vítima com calma; • Mantenha a pessoa aquecida, mas não em excesso; • Não dê nada para comer ou beber; • Caso a pessoa esteja demonstrando alguma fraqueza em um membro, evite movê-la; • Observe a pessoa cuidadosamente para qualquer alteração de condição. Esteja preparado para informar a emergência sobre os sintomas e certifique-se de mencionar se a pessoa caiu ou bateu com a cabeça, caso tenha presenciado essa situação. • Não é necessário, no momento da ocorrência, avaliar qual o tipo de AVC, os primeiros socorros são os mesmos. Doenças que aumentam o risco de AVC • Hipertensão, • Doenças cardíacas, mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ https://www.healthline.com/symptom/muscle-weakness INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 194 • Diabetes; • Colesterol alto; • Hiper ou hipoglicemia. Prevenção do AVC A melhor medida de combate ao AVC é a prevenção, para isso devemos: • Ter uma alimentação saudável; • Não fumar; • Praticar atividade física regularmente; • Estar em dia com seus exames médicos. Certas condições crônicas aumentam o risco de derrame, isso inclui pressão alta, colesterol alto, diabetes e obesidade. Tomar medidas para controlar essas condições pode reduzir o risco. As pessoas que sofreram um derrame ou ataque isquêmico transitório podem tomar medidas para impedir a recorrência, limitando a ingestão de álcool e sal, parar de fumar, exercitar-se, manter um peso saudável e ter uma dieta mais saudável com peixes, vegetais e grãos integrais. Sendo assim, podemos entender que aprender a reconhecer os sintomas de um ataque isquêmico transitório ou AVC e saber relatá-lo rapidamente pode salvar vidas. mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso 195 24 TELEFONES ÚTEIS CORPO DE BOMBEIROS (RESGATE) ......................................................................... 193 AMBULÂNCIA SAMU...................................................................................................... 192 POLÍCIA MILITAR............................................................................................................ 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.................................................................................. 191 CENTRO DE INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS........................................0800-643-5252 EM CASO DE INTOXICAÇÃO LIGUE............................................................0800-721-3000 mailto:inbraep@inbraep.com.br http://www.inbraep.com.br/ INBRAEP - INSTITUTO BRASILEIRO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE Cursos e Treinamentos Profissionais (47) 3349-2482 Email. inbraep@inbraep.com.br Site: www.inbraep.com.br CURSO PRIMEIROS SOCORROS Copyright/2012 – É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INPRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. 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