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Estudo de caso
Gestante A.C.L.O 17anos, proveniente da sua residência. Procura atendimento na emergência da Maternidade. A mesma realizou 08 consultas de Pré-Natal na UBS.
Q.P: Refere nas últimas 12hs, cefaléia, tonturas, náuseas e vômitos, dispnéia, escotomas. Edema nas última semanas em MMII. Dormência em mãos. Relata ainda diminuição de movimentos fetais nas últimas 24hs (mais de 50%).
AMF: Mãe hipertensa. Nega má formações, nega gemelaridade na família.
· AMP: Nega DC. Nega alergias medicamentosas.
· AGO: G1 P0 A0. Nega abortos
· DUM: 12/01/2021
· IG: 37S (US9S E 1D – 14/03/2021)
· EF: Regular estado geral, LOTE, Eupnéica em a.a,
· FC: 102bpm, FR: 20irpm,TC: 36,5ºC,SO2 98%.
· PA: 170/110 mm Hg de cúbito dorsal e 160/100mm decúbito lateral esquerdo,
· Edema +++/4+.
· Peso: 85kg.
· Alt: 1,55m
· AU: 36cm.
· Situação do Feto longitudinal com apresentação cefálica DD,
· BCF= 130bpm, ritmado sem QID.
· TV: Colo Posterior, longo, grosso e impérvio.
· TU Normal
· DU Ausente
Cartãodeprénatal:
· 08 consultas a partir de 9semanas,
· Ganho de peso de 2kg por mês até há 2 semanas, quando ocorreu aumento de 4kg
· Ecografias concordantes com a cronologia.
· PA na 1ª consulta: 100/60mmHg
· PA com 25 semanas: 110/70mmHg
· PA há 2semanas: 140/100mmHg
1. Qual a impressão diagnóstica do caso dessa gestante?
Devido as mudanças fisiológicas ocorridas no período gravídico, foi diagnostica Síndrome Hipertensiva da Gravidez (SHG), sendo a pré-eclâmpsia responsável por essa desordem hipertensiva e uma das principais complicações do ciclo gravídico-puerperal.
2. Quais devem ser as condutas adotadas pelo médico e pelo enfermeiro?
A conduta frente a pré-eclâmpsia deve ser levada em consideração duas variáveis, que é a idade gestacional e a gravidade do quadro. Para isso é necessário a realização de um esquema, como: avaliar vitalidade fetal e materna, através de registro diário dos movimentos fetais, cardiotocografia e ultrassom e para avaliação materna é necessário a realização de exames laboratorias (hemograma, contagem de plaquetas, função renal, ácido úrcio, creatina, dentre outros). Após exames, verificar se a saúde de ambos estão comprometidas. Caso houver comprometimento, é necessário antecipar o parto e se a SHG estiver sendo controlada, deve haver reavaliação semanalmente e enquanto estiver controlada aguardar o trabalho de parto, sempre observado a evolução da mãe/feto.
3. Quais são os diagnósticos diferenciais para o caso dessa gestante?
Doenças metabólicas (hipoglicemia, hiponatremia), Epilepsia, Encefalopatia hipertensiva, Tumores cerebrais, Doença trofoblástica gestacional, 
4. Quais são as complicações mais severas para esse quadro apresentado?
Ruptura hepática, acidente vascular cerebral, Insuficiência renal e Edema Pulmonar
5. Quais as drogas devem ser utilizados na terapia medicamentosa dessa gestante?
Nifedipina, Hidralazina ou Labetalol
6. Quais são as indicações para a interrupção da gestação?
Síndrome de HELLP; Eclâmpsia; Edema pulmonar; PA sem controle; Suspeita de DPP; Inicio do trabalho de parto.
7. Quais as intervenções de enfermagem que deveriam ter sido adotados no Pré-Natal e quais os cuidados do enfermeiro na internação hospitalar dessa paciente.
Sugere-se aos profissionais melhorarem os níveis de informações sobre o pré-natal e, consequentemente, serem capazes de contribuir com a equipe de enfermagem no esclarecimento das dúvidas relacionadas à gestante e ao pré-natal, assim como mostrar a importância de sua assistência a essa camada da população, que necessita ser acompanhada durante sua gestação.
Conclui-se que o enfermeiro tem um papel fundamental na prática do cuidado para essas gestantes, orientando-as e realizando as intervenções necessárias, promovendo um maior conforto físico e o bem-estar das mesmas, evitando, assim, um possível agravante tanto para a mãe quanto para o recém-nato.
Ressalta-se na importância da utilização de formulários de Sistematização da Assistência de Enfermagem, como forma de facilitar a implantação do processo de enfermagem e de direcionar o cuidado a essas mulheres, bem como possibilitar o registro sistemático dos diagnósticos e intervenções de enfermagem, visando, não apenas à qualidade da assistência prestada, mas também a ampliar a visibilidade e o reconhecimento profissional, além de favorecer a avaliação de sua prática.
Contata-se que os Protocolos Assistenciais de Enfermagem também fornece suporte técnico e científico às tomadas de decisão, ao servir como um sistema de consultas acerca das condutas que podem ser tomadas em determinadas situações clínicas.

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