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25/08/2021 OneNote
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Giardíase 
segunda-feira, 15 de março de 2021 22:05 
• Estima-se que 200 milhões de pessoas tenham giardíase no mundo. A prevalência dessa doença
varia de acordo com a região. O grupo mais afetado são as crianças de 0 a 6 anos. 
• O agente etiológico é a Giardia lamblia. 
 
• MORFOLOGIA: a Giardia lambia pode apresentar duas formas evolutivas: trofozoito e cisto. A
forma de cisto consegue sobreviver fora do corpo humano. A forma trofozoito parasita o intestino
delgado, causando os sinais e sintomas. A forma trofozoito apresenta: 
 
○ Formato de pera. 
○ 4 pares de flagelos: par anterior, par ventral, par posterior e par caudal. 
○ 2 núcleos idênticos. 
○ Corpos mediano (se parece com uma boca), que ajuda na formação do disco adesivo (estrutura que
prende o parasito no tecido). 
 
 
O cisto apresenta: 
 
○ Uma forma oval. 
○ Possui uma dupla membrana, o que ajuda na resistência à coisas externas como temperatura, luz e
até produtos químicos. O que significa que colocar cloro na água não é suficiente para matar o
parasito. 
○ Fibrilas (umas linhas). 
○ 4 núcleos (que nem sempre é visível). Quando o cisto se rompe e forma o trofozoito , cada trofozoito
recebe dois núcleos. 
 
25/08/2021 OneNote
https://sempreuninassau-my.sharepoint.com/personal/37017268_sempreunijuazeiro_com_br/_layouts/15/Doc.aspx?sourcedoc={d0fbbd41-1e6c-464f-… 2/2
 
• CLICLO DE VIDA: o ciclo é monoxênico (ele ocorre em apenas um hospedeiro). 
 
○ O ciclo se inicia com o contato com os cistos em fezes, alimentos ou água contaminada. O cistos
podem ter vindo de outros seres humanos ou animais que estão parasitados. 
○ Quando o cisto chega ao intestino delgado, ele se rompe dando origem a 2 trofozoitos. Os
trofozoitos aderem à parede do intestino delgado. 
○ Então o parasito fica se multiplicando no intestino. Chega um momento que eles voltam a forma
de cistos, e assim são excretados junto às fezes. Pode haver trofozoitos nas fezes, porém não
sobrevivem. Quem mantém o ciclo são os cistos. 
 
 
• TRANSMISSÃO: a transmissão acontece via fecal oral. A transmissão é muito grande em locais
onde convivem aglomerações de pessoas, como presídios, asilos e creches. Ambientes com
condições sanitárias ruins são lugares com grande risco de contaminação. Falta de saneamento
básico e áreas mais pobres a contaminação é alta. 
 
 
• MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: muitas pessoas podem não apresentar sintomas. Uma boa parte das
pessoas pode ter uma infecção autolimitada, em que o próprio sistema imune reage a infecção
acabando com o parasito e a pessoa se cura sem apresentar nenhum sintoma, passando
despercebido.  
 
○ Porém mesmo assintomática, uma pessoa pode ainda excretar cistos por até 6 meses. Já uma parte
das pessoas infectadas podem apresentar sintomas.  
○ O tempo de incubação varia de 1 a 3 semanas. 
○ As manifestações mais comuns são: diarreia com odor forte, explosiva e aquosa, gases e muita dor
abdominal. 
○ Dessa fase aguda, a pessoa pode prosseguir para a fase crônica. Na fase crônica a pessoa
apresenta a diarreia contínua ou de forma intermitente (para um tempo mas volta a ter o sintoma de
novo). 
○ A diarreia apresenta um aspecto gorduroso e é amarelada. 
○ Perda de peso. 
○ Azia. 
 
 
• DIAGNÓSTICO: o diagnóstico apenas clínico é insuficiente, várias outras infecções podem
apresentar os mesmo sintomas. Então é necessário exames laboratoriais, que pode ser o exame
direto (fezes - procura o parasito em si) ou imunológico (antígeno  s da giárdia). 
 
○ Os cistos não são secretados a todo momento, então é necessário fazer a coleta de fezes em dias
alternados.  
 
 
• TRATAMENTO: Secnidazol 2g - dose única ou Tinidazol 2g - dose única (restrito apenas para
adultos) ou Metronidazol 250 mg 2x por dia - por 5 dias.  
 
 
• PREVENÇÃO: controle ambiental adequado (correto destino das fezes), saneamento básico,
manter alimentos em local apropriado, correta higienização dos alimentos, lavar sempre as mãos
e beber água filtrada ou fervida.

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