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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL 
REGIONAL DA BARRA DA TIJUCA, COMARCA DA CAPITAL DO RIO DE 
JANEIRO 
 
 
 
 
 
 ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE DA BARRA DA 
TIJUCA − APROMA BARRA, inscrita no CNPJ sob nº..., com sede... (endere- 
ço completo), representada por..., vem, por seu advogado infra-assinado, 
com escritório... (Endereço completo), que indica para fins do artigo 106 do 
CPC/2015, com fulcro no artigo 81, parágrafo único, incisos I, II e III, da Lei nº 
8.078/90, e no artigo 1º, I, da Lei nº 7.347/85, propor 
 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE LIMINAR 
 
em face de CONDOMÍNIO X, inscrito no CNPJ sob o nº..., com endereço 
na avenida Sernambetiba, nº 9.999, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na pessoa 
de seu representante legal, pelos seguintes fatos e fundamentos jurídicos: 
 
DOS FATOS 
Um acontecimento lamentável tem sido constatado na Lagoa de 
Marapendi, considerada Área de Preservação Permanente e Ecossistema 
de Importância no Meio Ambiente Natural, uma vez que todos os rejeitos 
produzidos pela população local (aproximadamente 480 moradores) do 
Condomínio réu vêm sendo despejados no canal de Marapendi, como atesta 
o relatório de vistoria realizado pela FEEMA, acostado à fl. 39 do processo administrativo 
instaurado naquele órgão. 
Embora o condomínio tenha encaminhado à FEEMA relatório de memória de cálculo relativo 
ao dimensionamento do sistema de esgotos (fossas sépticas) e seu respectivo tratamento 
(filtros anaeróbicos), estes jamais foram implantados, e os efluentes, sem tratamento, lançados 
no canal de Marapendi, poluem não só as águas salobras da lagoa de Marapendi, como também 
todo o complexo lagunar da região, por serem sistemas hídricos interligados.A FEEMA, já 
notificou cinco vezes o condomínio para providenciar a instalação do sistema de tratamento de 
esgoto a fim de que não fossem mais lançados os efluentes sem tratamento no canal de 
Marapendi, no entanto, o condomínio continua inerte, ignorando todas as intimações feitas, 
sendo a última na pessoa do síndico, acompanhada de novo laudo de vistoria que 
confirmou o desatendimento das normas ambientais. Diante da situação encontrada, não 
restou alternativa a não ser a propositura da presente ação visando impedir que a atitude da 
parte ré continue a degradar o meio ambiente. 
 
DOS FUNDAMENTOS 
A presente ação civil pública discute a violação ao meio ambiente, na 
forma do artigo 1º, I, da Lei nº 7.347/85, e tratando-se de direito ambiental, 
direito transindividual, sua tutela deve ser exercida por intermédio de Ação 
Civil Pública, já que os atingidos pela conduta danosa não podem ser deter 
- 
minados, ou sua determinação é tarefa assaz penosa, sendo, portanto, cabível 
a presente ação. 
Da mesma forma, a Lei nº 7.347/85, que institui em nosso ordenamento 
a Ação Civil Pública, confere legitimidade para sua propositura ao Ministério 
Público (artigo 5º, inciso I), à Defensoria Pública (inciso II), à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (inciso III); às autarquias, empresas 
públicas, fundação ou sociedade de economia mista (inciso IV); à associação (inciso V) 
que esteja constituída há mais de um ano e inclua entre suas finalidades institucionais a 
proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao 
patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (alíneas ‘a’ e ‘b’ do inciso V). 
Portanto, inegável a legitimidade da associação frente à defesa dos interesses protegidos 
na presente ação, como também inegável a natureza transindividual do bem a ser tutelado 
no presente caso. 
 A matéria ambiental é assunto relativamente recente, pois até bem pouco tempo os recursos 
naturais eram tidos como inesgotáveis. 
 
DA CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR 
Torna-se imprescindível, in casu, a concessão de medida liminar com fulcro no artigo 12 da Lei 
nº 7.347/85, determinando que a parte ré providencie no prazo de 30 dias a instalação do 
sistema de tratamento de esgoto, pois preenchidos os requisitos para a concessão da medida 
liminar, uma vez que o periculum in mora mostra-se presente diante da produção de 
lesão grave e de difícil reparação ao meio ambiente. Já o fumus boni iuris evidencia-se no 
relatório de vistoria realizado pela FEEMA, conforme processo administrativo instaurado por 
aquele órgão. 
 
DO PEDIDO 
Diante do exposto, vem requerer a V.Exª: 
1. a concessão de liminar 
inaudita altera pars no sentido de ordenar à parte ré que tome todas e quaisquer medidas, 
necessárias para assegurar a proteção do meio ambiente, com a instalação imediata do sistema 
de esgoto (fossas sépticas) e seu respectivo tratamento (filtros anaeróbicos), com o fim de 
evitar o lançamento dos rejeitos na lagoa de Marapendi, sob pena de multa 
diária 
2.oitiva do Ministério Público, na forma do artigo 5º, § 1º da Lei nº 7.347/85; 
3.a citação do réu para, querendo, contestar a presente ação, no prazo legal, 
sob pena de sofrer os efeitos da revelia; 
4. seja julgado procedente o pedido condenando o réu: 
4.1. na obrigação de fazer, no sentido de promover a instalação, imediata, do 
sistema de esgoto (fossas sépticas) e seu respectivo tratamento (filtros anaeróbicos), bem como 
a condenação do réu para que promova a recuperação da área degradada, com a 
implementação de medidas a serem estipuladas pela perícia; 
4.2. ao pagamento de indenização pelos danos causados, revertendo-se ao 
Fundo previsto no artigo 13 da Lei nº 7347/85; 
4.3. ao pagamento de indenização por dano material e moral à população das 
áreas afetadas em quantum a ser estipulado pelo juízo; 
5. Caso não haja o cumprimento da liminar e da sentença por parte do réu, requer-se a 
cominação de multa no valor de R$... (...) por dia de descumprimento, como dispõe o artigo 11 
da Lei nº 7.347/85, em favor do Fundo Estadual do Meio Ambiente. 
6. a condenação do réu no ônus da sucumbência. 
 
DAS PROVAS 
Requer a produção de todos os meios de prova em direito admitidos, em especial o depoimento 
pessoal, a testemunhal, juntada de novos documentos e a prova pericial. 
 
DO VALOR DA CAUSA 
Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), artigo 291 do 
CPC/2015. 
 
 
Nestes termos 
Pede deferimento LOCAL E DATA 
 
 
ASSINATURA 
OAB/UF

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