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14 UNIVERSIDADE MAURÍCIO DE NASSAU Engenharia mecânica cicero fernandes gomes leite - 01279622 kharen mel costa santos - 01255266 hiago fILIPE eLOI OLIVEIRA DA SILVA - 01254753 Raul paiva de sousa junior - 01256514 ensaio de tORÇÃO PETROLINA – PE 2021 cicero fernandes gomes leite - 01279622 kharen mel costa santos - 0155266 hiago fILIPE eLOI OLIVEIRA DA SILVA - 01254753 Raul paiva DE SOUSA JUNIOR - 01256514 ensaio de tORÇÃO Projeto de pesquisa apresentado a Universidade Maurício de Nassau, UNINASSAU - PE, com os requisitos obrigatórios para composição da nota na disciplina Ensaios Mecânicos, do curso de Engenharia Mecânica. Orientador: Tacito Iago Dourado dos Santos. Petrolina – pe 2021 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 4 MATERIAIS E PROCESSO EXPERIMENTAL 5 CÁLCULOS E RESULTADOS 6 CONCLUSÃO 13 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 14 1. INTRODUÇÃO A torção é diferente da tração, visto na pratica anterior, pois na tração o esforço é aplicado no sentido longitudinal ou transversal, e na torção o esforço é aplicado no sentido de rotação. Tal ensaio, consiste na aplicação de carga rotativa em um corpo de prova geralmente de geometria cilíndrica. O ensaio de torção é considerado de execução simples, mas para obter as propriedades do material ensaiado é preciso a realização de cálculos matemáticos complexos. Como na torção uma parte do material está sendo tracionada e outra parte comprimida, em casos de rotina podemos usar os dados do ensaio de tração para prever como o material ensaiado se comportará quando sujeito a torção. Figura 01 – Gráfico do ensaio de torção 2. MATERIAIS E PROCESSO EXPERIMENTAL 2.1. Materiais · Maquina universal de ensaio; · Paquímetro; · Corpo de prova de ferro – 78,3mm de comprimento útil e 5,9mm de diâmetro útil. 2.2. Processo Experimental O procedimento consisti inicialmente em medir o diâmetro e o comprimento do corpo de prova de ferro com o paquímetro (Figura 01). Posteriormente, o corpo de prova é fixado a máquina universal de ensaio, o qual irá ser realizado a aplicação de carga sobre o corpo e a medição da mesma. Para a realização do experimento, uma pessoa se posiciona de forma que consiga manusear o volante de baquelite com movimentos contínuos (Figura 02). Figura 02- Corpo de prova de ferro. Figura 03- Volante de baquelite. Com isso, as anotações do resultado do ensaio é obtido pelo computador, referente ao momento aplicado sobre o corpo e o ângulo de torção sofrido pelo mesmo para que depois sejam realizados os cálculos necessários para o confeccionamento do gráfico Tensão x Deformação, fornecendo resultados importantes como a tensão máxima suportada pelo corpo e a sua tensão de ruptura. 3. CÁLCULOS E RESULTADOS Para que o gráfico de tração (Tensão x Deformação) fosse criado da maneira correta, se faz necessário alguns cálculos referentes aos valores obtidos da carga aplicada (força) e alongamento do corpo de prova. O primeiro cálculo utilizado foi para a obtenção do valor da tensão em cada ponto de leitura, que é feito através da seguinte forma: Uma vez que, É importante ressaltar que, a carga (força) fornecida pela máquina é dada em Kgf, sendo assim é necessário que se faça a multiplicação do valor de cada carga por 9,81 para que a mesma seja convertida para Newtons (N). Além disso, é importante que o valor do diâmetro útil do corpo de prova, dado em cm, seja convertido para mm, para que seja feita uma aplicação mais eficiente da fórmula, ou seja: 0,54cm = 5,4mm O próximo cálculo a ser realizado é o de deformação, ao qual o mesmo é feito da seguinte maneira: Primeira deformação: Sendo que, L1 será o somatório entre o comprimento inicial do corpo de prova (29mm) e o primeiro alongamento fornecido pelo relógio comparador. L0 será o comprimento inicial do corpo. Uma importante observação é que, o alongamento das demais deformações é feito a partir da subtração entre o alongamento atual e o anterior. Ou seja, irá existir uma variação entre a primeira leitura e a segunda leitura, essa variação que deverá ser usada para a composição do valor de L2. Ou seja: L2 = L1 + Variação Sendo assim, E assim por diante. Segue abaixo a tabela referente aos valores da carga aplicada (força) e alongamento do corpo. Carga (kgf) Carga (N) Alongamento (mm) 0 0 0 108,10 1060,46 0,21 250,80 2460,35 0,44 426,50 4183,97 0,69 594,00 5827,14 0,95 700,30 6869,94 1,2 710,00 6965,10 1,92 750,00 7357,50 2,05 760,00 7455,60 2,45 771,00 7563,51 2,71 657,00 6445,17 3,49 630,00 6180,30 3,84 560,00 5493,60 4,25 484,00 4748,04 4,67 390,00 3825,90 4,95 Tabela 1: Valores. Após a realização de todos os cálculos demonstrados acima, uma vez que, o mesmo foi realizado para cada ponto de força e alongamento do corpo, obteve-se a seguinte tabela representando os valores da tensão e deformação do corpo: mm/mm) (MPa) 0 0,01 46,30 0,02 107,43 0,02 182,69 0,03 254,44 0,04 299,97 0,07 304,12 0,07 321,26 0,08 325,54 0,09 330,25 0,12 281,42 0,13 269,86 0,15 239,87 0,16 207,32 0,17 167,05 Tabela 2: Valores tensão e deformação. Posteriormente, após a obtenção de tais valores, foi-se possível a criação do gráfico Tensão x deformação, assim como a determinação da tensão máxima do corpo e a tensão de ruptura. Gráfico 1: Tensão x Deformação do corpo de prova. Gráfico 2: Tensão máxima suportada pelo corpo representada pelo círculo vermelho. Gráfico 3: Tensão de ruptura do corpo de prova Representada pelo círculo vermelho. Desta forma, após a análise dos dados e gráficos, chega-se a um discursão de que o material do corpo de prova apresentado (alumínio), possui uma excelente ductilidade. 4. CONCLUSÃO O ensaio de torção se mostrou de extrema importância para verificar o comportamento frágil ou dúctil do material ensaiado e eventuais falhas em sua composição. Com tudo, foi visto também que conhecer as propriedades mecânicas do material é fundamental para direcionar suas corretas aplicações. Portanto, é essencial o engenheiro saber quanta tensão o material resiste, e se a carga submetida em certo ponto do seu projeto é adequada. Diante das propriedades obtidas pelos resultados do ensaio de tração é possível ter conhecimento desse e de outros casos que irão garantir a segurança e a excelência para o projeto. REFERÊNCIAS http://docente.ifsc.edu.br/claudio.schaeffer/material/2_Mecatr%C3%B4nica/Materiais_2_Meca_3/Ensaio%20de%20Materiais_(Apostila_Principal)/ensa10.pdf Gráfico Tensão x Deformação s (MPa) 0 7.2413793103448271E-3 1.5172413793103448E-2 2.379310344827586E-2 3.2758620689655168E-2 4.1379310344827586E-2 6.620689655172414E-2 7.0689655172413782E-2 8.4482758620689657E-2 9.3448275862068969E-2 0.1203448275862069 0.13241379310344828 0.14655172413793102 0.1610344827586207 0.1706896551724138 0 46.303871085370204 107.42840766152497 182.68826103524879 254.43570235624333 299.96855616174611 304.12348261436495 321.25719994475168 325.54062927734839 330.25240154320471 281.42130715160243 269.85604795359137 239.87204262541459 207.31797969767973 167.05374397127088 Deformação (mm/mm) Tensão (MPa) Tensão Máxima s (MPa) 0 7.2413793103448271E-3 1.5172413793103448E-2 2.379310344827586E-2 3.275862068965 5168E-2 4.1379310344827586E-2 6.620689655172414E-2 7.0689655172413782E-2 8.4482758620689657E-2 9.3448275862068969E-2 0.1203448275862069 0 46.303871085370204 107.42840766152497 182.68826103524879 254.43570235624333299.96855616174611 304.12348261436495 321.25719994475168 325.54062927734839 330.25240154320471 281.42130715160243 Deformação (mm/mm) Tensão (MPa) Tensão de Ruptura s (MPa) 0 7.2413793103448271E-3 1.5172413793103448E-2 2.379310344827586E-2 3.2758620689655168E-2 4.1379310344827586E-2 6.620689655172414E-2 7.0689655172413782E-2 8.4482758620689657E-2 9.3448275862068969E-2 0.1203448275862069 0.13241379310344828 0.14655172413793102 0.1610344827586207 0.1706896551724138 0 46.303871085370204 107.42840766152497 182.68826103524879 254.43570235624333 299.96855616174611 304.12348261436495 321.25719994475168 325.54062927734839 330.25240154320471 281.42130715160243 269.85604795359137 239.87204262541459 207.31797969767973 167.05374397127088 Deformação (mm/mm) Tensão (MPa)