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INBRAEP
 
-
 
INSTITUTO
 
BRASILEIRO
 
DE
 
ENSINO
 
PROFISSIONALIZANTE
 
Cursos
 
e
 
Treinamentos
 
Profissionais
 
Fone/Fax: (47) 3349
-
2
482
 
Email. 
inbraep@inbraep.com.br
 
Site: 
www.inbraep.com.b
r
 
 
 
 
INBRAEP
 
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CAPACITAÇÃO EM NR-18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
	
Módulo: Básico
www.inbraep.com.br
(47) 3349-2482
Copyright - Proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INBRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98.
SUMÁRIO 
1.	APRESENTAÇÃO DO CURSO	6
2 NORMAS E REGULAMENTAÇÕES	7
2.1 Normas Regulamentadoras	7
2.2 Apresentação da Norma Regulamentadora N° 18	13
3 CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO	76
3.1 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA	76
3.2 Condições e Meio Ambiente de Trabalho Seguro	78
3.2.1 Áreas de vivência	78
3.2.1.2 Checklist para áreas de vivência	88
3.2.2 Demolição	91
3.2.3 Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas	93
3.2.4 Carpintaria	100
3.2.5 Armações de Aço	100
3.2.6 Estrutura de concreto	101
3.2.7 Estrutura Metálica	103
3.2.8 Operações de Soldagem e Corte a Quente	104
3.2.9 Escadas, Rampas e Passarelas.	107
3.2.10 Medidas de Proteção contra Quedas de Altura	111
3.2.11 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas	112
3.2.12 Andaimes e Plataformas de Trabalho	115
3.2.13 Alvenaria, Revestimentos e Acabamentos	121
3.2.14 Telhados e Cobertura	121
3.2.15 Cabos de Aço e Cabos de Fibra Sintética	122
3.2.16 Serviços Flutuantes	125
3.2.17 Locais Confinados	126
3.2.18 Instalações Elétricas	128
3.2.19 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas Diversas	130
3.2.20 Armazenamento e Estocagem de Materiais	130
3.2.21 Tapumes e Galerias	134
4 RISCOS INERENTES A FUNÇÃO	137
4.1 Riscos Ambientais na Indústria da Construção	138
4.1.1 Riscos Físicos	138
4.1.2 Riscos Químicos	140
4.1.3 Riscos Biológicos	142
4.1.4 Agentes Ergonômicos	143
4.1.5 Riscos de acidentes ou mecânicos	144
4.2 Reconhecimento dos Riscos na Indústria da Construção por Fase da Obra	145
4.2.1 Demolição	146
4.2.2 Movimentação de Terra	147
4.2.3 Fundações e Estruturas	148
4.2.4 Cobertura	149
4.2.5 Fechamento e Alvenaria	149
4.2.6 Instalações e Acabamentos	150
4.2.7 Máquinas de Elevação	151
4.3 Doenças mais comuns	151
4.3.1 Ouvidos – PAIR (Perda auditiva induzida por ruído)	152
4.3.2 Olhos – Conjuntivite por Radiação	152
4.3.3 Costas – Lombalgia	153
4.3.4 Braços – LER (Lesões por Esforço Repetitivo)	153
4.3.5 Braços e Pernas – Reumatismo	154
4.3.6 Pulmões – Pneumoconioses	154
4.3.7 Órgãos Internos – Intoxicação química	155
4.3.8 Órgãos Internos – Doenças causadas por vírus e bactérias	156
4.3.9 Pele – Dermatite de Contato	156
4.3.10 Pele – Insolação e Queimadura Solar	157
5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC, EXISTENTES NO CANTEIRO DE OBRAS	158
5.1 Normatização do Uso do EPC	159
5.2 Importância do uso do EPC	160
5.3 Tipos de EPC	161
5.3.1 Sinalização de Segurança	162
Fitas Fixas:	167
Fitas Temporárias:	167
5.3.2 Sistemas Contra Incêndios	168
5.3.3 Antiderrapantes	169
5.4 Aterramentos	173
5.5 Isolantes e condutores elétricos	174
5.6 Sistema de Proteção Contra Quedas	176
5.7 Tipos de EPC na Indústria da Construção Civil	179
5.7.1 Tipos de EPC na Indústria da Construção Civil	179
6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL	187
6.1 Responsabilidades, Direitos e Obrigações da Empresa Referente ao EPI	188
6.2 Responsabilidades, Direitos e Obrigações do Empregado Referente ao EPI	190
6.3. Fabricantes ou Importador de EPI	191
6.4. Certificados	192
6.5 Importância do EPI	194
6.6 Exemplos de EPI’s	196
6.6.1 Proteção dos membros superiores	196
6.6.2 Proteção dos membros inferiores	200
6.6.3 Proteção contra quedas com diferença de nível	202
6.6.4 Proteção do Corpo Inteiro	209
6.6.5 Proteção do Tronco	210
6.7 Proteção Auditiva	211
6.8 Proteção Respiratória	216
6.8.1 Tipos de respiradores	220
6.9 Proteção dos Olhos e Face	224
6.9.1 Importância e Modelos de Máscara de Solda	225
6.10 Tipos de Capacete	227
7. REFERÊNCIAS	232
1. APRESENTAÇÃO DO CURSO
O curso de NR-18 do INBRAEP tem como finalidade estabelecer diretrizes administrativas, de planejamento e de organização para programar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. 
Todos nós sabemos da necessidade de se implantar uma estrutura voltada a prevenção capaz de nortear os riscos de acidentes nas atividades da construção. Neste sentido, procuramos direcionar nossa metodologia e recursos didáticos em atendimento ao currículo básico para o curso de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção da Norma Regulamentadora NR-18. 
Os trabalhos na construção civil no Brasil estão em constante crescimento e inovação, devido a alta demanda no consumo e crescimento financeiro da população, por isso a grande necessidade de estar atualizando-se com as normas regulamentares buscando melhorias nas condições de segurança e reduzindo o número de acidentes de trabalho, visto que no Brasil com o crescimento da construção civil veio junto o aumento no número de acidentes e mortes de trabalho, devido à falta de cultura da prevenção e um ritmo de trabalho cada vez mais denso e intenso. 
Com a aplicação do curso de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, buscamos promover a combinação indivíduo – cargo - segurança, alicerçando no treinamento, a implantação de conceitos e medidas de prevenção de acidentes no trabalho na construção civil. Porém, é fundamental que o profissional e o responsável junto com o trabalhador pela atividade façam sempre uma minuciosa análise das condições dos trabalhos que serão realizados, tomando as medidas necessárias para que ocorram com total segurança para o profissional e terceiros. 
 
 
 
 
2 NORMAS E REGULAMENTAÇÕES
2.1 Normas Regulamentadoras
Ao longo da história, é possível notar que os países mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida são aqueles que apostaram na força de trabalho, e os que mais contribuem para isso são os trabalhadores. No entanto, sem leis que promovessem a prevenção e fiscalização, os números de acidentes, doenças e mortes causadas em ambiente de trabalho eram muito elevados. Dessa forma, houve a necessidade de assegurar normas de proteção para os trabalhadores.
No século XVIII, na Inglaterra, surge a Revolução Industrial, um movimento que iria mudar toda a concepção em relação aos trabalhos realizados e aos acidentes e doenças profissionais que deles provinham. Como a produção estava em primeiro lugar, não havia limites de horas de trabalho ou critério para o recrutamento de mão-de-obra. Homens, mulheres e até mesmo crianças eram selecionadas sem qualquer exame inicial quanto à saúde e ao desenvolvimento físico ou qualquer outro fator humano.
As máquinas eram projetadas inadequadamente, não oferecendo qualquer segurança ao usuário. Dessa forma, o número de acidentes de trabalho crescia assustadoramente e a morte de crianças era frequente.
Com isso, foram surgindo os primeiros movimentos operários contra as péssimas condições de trabalho e ambientes insalubres. Após muitas revoltas, começaram então a surgir as primeiras leis de proteção ao trabalho, que inicialmente se voltavam apenas para crianças e mulheres. É possível perceber, com isso, que a motivação para todas as leis foram os trabalhadores que através da não aceitação do que era imposto, lutaram para conseguir melhorias e qualidade de vida.
O Brasil há muito tempo tem se destacado no cenário mundial por apresentar elevados índices de acidentes do trabalho, tendo até mesmo o título de campeão de acidentes do trabalho na década de 1970. Desde então, várias mudanças ocorreram e ainda vêm ocorrendo na legislação, sendo aplicadas punições mais severas, além do aumento dos esforços para melhorar a segurança ea qualidade de vida nos locais de trabalho.
Em decorrência da contínua evolução tecnológica e mudanças nas relações trabalhistas, surge no Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho que compõe-se de Normas Regulamentadoras; outras leis complementares, como portarias e decretos; e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovadas pelo Brasil. Essas Normas Regulamentadoras e outras leis complementares surgem para melhorar a segurança, integridade física e qualidade de vida dos trabalhadores.
As regulamentações de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que, ao relacionar os direitos dos trabalhadores, incluiu entre eles o cuidado e preservação da sua saúde e segurança por meio de normas específicas.
As Normas Regulamentadoras, também chamadas de NR, são disposições complementares ao capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, consistindo em obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho seguro e salubre, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho.
A elaboração e revisão das normas é realizada pela Comissão Tripartite que é composta por representantes do governo, de empregadores e de empregados, tendo como base a CLT.2 As empresas privadas, públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam empregados conduzidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT são obrigados a verificar e aplicar as NRs de forma eficaz. 
Desta forma, todos os trabalhadores têm direito a um trabalho seguro e saudável, sendo necessário estar sempre atento aos itens fundamentais dispostos em cada norma para compreender a importância de sua aplicabilidade no ambiente de trabalho. De forma geral, as normas regulamentadoras se dispõem com os seguintes objetivos:  
NR 1 - DISPOSIÇÕES GERAIS: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde Ocupacional, bem como os direitos e obrigações do Estado, dos empregadores e dos trabalhadores relativas à segurança e medicina do trabalho.
NR 2 - INSPEÇÃO GERAL: ANULADA. 
NR 3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO: são medidas de urgência, adotadas a partir da confirmação de alguma situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao trabalhador. 
NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO: As empresas privadas e públicas que possuem empregados conduzidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, devem organizar e manter em funcionamento Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho,  com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.
NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES: A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. 
NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI: Esta norma define e estabelece os tipos de Equipamentos de Proteção Individual que as empresas são obrigadas a fornecer a seus empregados sempre que as condições de trabalho exigirem, com o objetivo de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores.  
NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL: Esta NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo da promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. 
NR 8 – EDIFICAÇÕES: Esta NR dispõe requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. 
NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS: Esta NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA. 
Este programa tem o intuito de preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. 
NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE: Esta Norma Regulamentadora fornece os requisitos e condições mínimas para implementar medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que estão direta ou indiretamente em contato com instalações elétricas e serviços com eletricidade. 
NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS: dispõe requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, com a finalidade de prevenir acidentes do trabalho.
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS: Esta NR estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene no trabalho a serem adotadas pela empresa em relação à instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, com a finalidade de prevenir acidentes do trabalho.
NR-13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO: Esta NR fornece os requisitos relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, com a finalidade de prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho.
NR-14 FORNOS: estabelece as recomendações relativas à construção, operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. Uma observação importante é que os fornos devem ser construídos solidamente, revestidos com material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos na NR-15.
NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES: Esta NR define as atividades, operações e agentes insalubres e estabelece os limites de tolerância dessas atividades e prevê medidas preventivas com a finalidade de proteger a saúde dos trabalhadores.
NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS: Esta NR estabelece os procedimentos nas atividades exercidas pelos trabalhadores que manuseiam e/ou transportam explosivos ou produtos químicos, classificados como inflamáveis, substâncias radioativas e serviços de operação e manutenção.
NR 17 – ERGONOMIA: Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. A NR-17 inclui também situações como a de pressão psicológica, estresse e pressão por resultado, pois essas questões estão relacionadas a ergonomia.
NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO: Esta NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. 
NR 19 – EXPLOSIVOS: Esta NR estabelece os procedimentos para manusear, transportar e armazenar explosivos de uma forma segura, evitando acidentes.
NR 20 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS: Esta NR define requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis. 
NR 21 – TRABALHOS A CÉU ABERTO: Esta NR estabelece requisitos mínimos para os trabalhos realizados a céu aberto, sendo obrigatória a existência de abrigos, ainda que rústicos, capazes de protegeros trabalhadores contra intempéries. 
NR 22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO: Esta NR tem por objetivo disciplinar as condições a serem observadas na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. 
NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS: Esta NR dispõe que todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.
NR 24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO: Esta NR define critérios mínimos para fins de aplicação de aparelhos sanitários, gabinete sanitário e banheiro, cujas instalações deverão ser separadas por sexo, vestiários, refeitórios, cozinhas e alojamentos.
NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS: Esta NR estabelece os critérios para eliminação de resíduos industriais dos locais de trabalho, através de métodos, equipamentos ou medidas adequadas, de forma a evitar riscos à saúde e à segurança do trabalhador.
NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA: Esta NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando, delimitando e advertindo contra riscos.
NR 27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO: ANULADA. 
NR 28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES: Esta NR estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de segurança e medicina do trabalho tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas, como também no que têm relação às multas por infração às normas regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho
NR 29 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO: A norma objetiva regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. 
NR 30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO: Esta NR tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. 
NR 31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA: Esta NR tem por objetivo estabelecer as condições a serem observadas na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura com a segurança, saúde e meio ambiente do trabalho. 
NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE: Esta NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. 
NR-33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS: Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.
NR 34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO NAVAL: Esta NR estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. 
NR-35 TRABALHO EM ALTURA: Esta Norma fornece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. 
 
NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS: O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras.
NR-37 - SEGURANÇA E SAÚDE EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO: Esta norma estabelece os requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de vivência no trabalho a bordo de plataformas de petróleo em operação na costa brasileira.
Desta forma, podemos compreender que as normas se estabelecem com diferentes objetivos e campos de aplicação, sempre com o intuito de garantir a segurança dos trabalhadores durante suas atividades. 
2.2 Apresentação da Norma Regulamentadora N° 18
NR 18 - CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 
 
	    Publicação   	        	        	        	         	D.O.U.
                                       Portaria MTb n.º 3.214, de 08 de junho de 1978         	         	06/07/78
 
                                                     Alterações/Atualizações      	        	        	           	D.O.U.
   Portaria DSST n.º 02, de 20 de maio de 1992  	        	            21/05/92 
   Portaria SSST n.º 04, de 04 de julho de 1995           	            07/07/95
                                          Portaria SSST n.º 07, de 03 de março de 1997            	            04/03/97 
                                          Portaria SSST n.º 12, de 06 de maio de 1997           	            07/05/97
                                          Portaria SSST n.º 20, de 17 de abril de 1998   	        	            20/04/98 
                                          Portaria SSST n.º 63, de 28 de dezembro de 1998   	            30/12/98
                                          Portaria SIT n.º 30, de 13 de dezembro de 2000          	            18/12/00
                                          Portaria SIT n.º 30, de 20 de dezembro de 2001                        27/12/01 
                                          Portaria SIT n.º 13, de 09 de julho de 2002                                10/07/02 
                                          Portaria SIT n.º 114, de 17 de janeiro de 2005                           07/01/05 
   Portaria SIT n.º 157, de 10 de abril de 2006                               12/04/06 
   Portaria SIT n.º 15, de 03 de julho de 2007                                 04/07/07
   Portaria SIT n.º 40, de 07 de março de 2008   	        	        	 10/03/08 
   Portaria SIT n.º 201, de 21 de janeiro de 2011      	        	 24/01/11 
   Portaria SIT n.º 224, de 06 de maio de 2011         	        	 10/05/11 
   Portaria SIT n.º 237, de 10 de junho de 2011        	        	 13/06/11 
   Portaria SIT n.º 254, de 04 de agosto de 2011          	        	 08/08/11 
   Portaria SIT n.º 296, de 16 de dezembro de 2011     	         	 19/12/11 
   Portaria SIT n.º 318, de 08 de maio de 2012 	        	         	 09/05/12
   Portaria MTE n.º 644, de 09 de maio de 2013  	        	         	 10/05/13
   Portaria MTE n.º 597, de 07 de maio de 2015 	        	        	 08/05/15 
   Portaria MTPS n.º 208, de 08 de dezembro de 2015  	        	 09/12/15
   Portaria MTb n.º 261, de 18 de abril de 2018  	        	         	 19/04/18
   	 Portaria SEPRT n.º 3.733, de 10 de fevereiro de 2020 11/02/2020
SUMÁRIO
18.1 Objetivo
18.2 Campo de aplicação
18.3 Responsabilidades
18.4 Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
18.5 Áreas de vivência
18.6 Instalações elétricas
18.7 Etapas de obra
18.8 Escadas, rampas e passarelas
18.9 Medidas de proteção contra quedas de altura
18.10 Máquinas,equipamentos e ferramentas
18.11 Movimentação e transporte de materiais e pessoas (elevadores)
18.12 Andaimes e plataformas de trabalho
18.13 Sinalização de segurança
18.14 Capacitação
18.15 Serviços em flutuantes
18.16 Disposições gerais
18.17 Disposições transitórias
ANEXO I – Capacitação: carga horária, periodicidade e conteúdo programático 
ANEXO II – Cabos de aço e de fibra sintética Glossário 
 
18.1 Objetivo 
 
18.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR tem o objetivo de estabelecer diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam à implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. 
 
18.2 Campo de aplicação 
 
18.2.1 Esta norma se aplica às atividades da indústria da construção constantes da seção “F” do Código Nacional de Atividades Econômicas - CNAE e às atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral e de manutenção de obras de urbanização. 
 
18.3 Responsabilidades 
 
18.3.1 A organização da obra deve: 
a) vedar o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que estejam resguardados pelas medidas previstas nesta NR; 
b) fazer a Comunicação Prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, antes do início das atividades, de acordo com a legislação vigente. 
 
18.4 Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) 
 
18.4.1 São obrigatórias a elaboração e a implementação do PGR nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção. 
 
18.4.2 O PGR deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. 
 
18.4.2.1 Em canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores, o PGR pode ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. 
 
18.4.3 O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01, deve conter os seguintes documentos: 
a) projeto da área de vivência do canteiro de obras e de eventual frente de trabalho, em conformidade com o item 18.5 desta NR, elaborado por profissional legalmente habilitado; 
b) projeto elétrico das instalações temporárias, elaborado por profissional legalmente habilitado; 
c) projetos dos sistemas de proteção coletiva elaborados por profissional legalmente habilitado; 
d) projetos dos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), quando aplicável, elaborados por profissional legalmente habilitado; 
e) relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas especificações técnicas, de acordo com os riscos ocupacionais existentes. 
 
18.4.3.1 O PGR deve estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o canteiro de obras. 
 
18.4.4 As empresas contratadas devem fornecer ao contratante o inventário de riscos ocupacionais específicos de suas atividades, o qual deve ser contemplado no PGR do canteiro de obras. 
 
18.4.5 As frentes de trabalho devem ser consideradas na elaboração e implementação do PGR. 
 
18.4.6 São facultadas às empresas construtoras, regularmente registradas no Sistema CONFEA/CREA, sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho, mediante cumprimento dos requisitos previstos nos subitens seguintes, a adoção de soluções alternativas às medidas de proteção coletiva previstas nesta NR, a adoção de técnicas de trabalho e o uso de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que: 
a) propiciem avanço tecnológico em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores; 
b) objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção; 
c) garantam a realização das tarefas e atividades de modo seguro e saudável. 
 
18.4.6.1 As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções alternativas devem estar expressamente previstas em procedimentos de segurança do trabalho, nos quais devem constar: a) os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estarão expostos; 
b) a descrição dos equipamentos e das medidas de proteção coletiva a serem implementadas; 
c) a identificação e a indicação dos EPI a serem utilizados; 
d) a descrição de uso e a indicação de procedimentos quanto aos Equipamentos de Proteção 
Coletiva (EPC) e EPI, conforme as etapas das tarefas a serem realizadas; 
e) a descrição das medidas de prevenção a serem observadas durante a execução dos serviços, dentre outras medidas a serem previstas e prescritas por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho. 
 
18.4.6.2 As tarefas envolvendo soluções alternativas somente devem ser iniciadas com autorização especial, precedida de análise de risco e permissão de trabalho, que contemple os treinamentos, os procedimentos operacionais, os materiais, as ferramentas e outros dispositivos necessários à execução segura da tarefa. 
 
18.4.6.3 A documentação relativa à adoção de soluções alternativas integra o PGR do canteiro de obras, devendo estar disponível no local de trabalho e acompanhada das respectivas memórias de cálculo, especificações técnicas e procedimentos de trabalho. 
 
18.5 Áreas de vivência 
 
18.5.1 As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações: a) instalação sanitária; 
b) vestiário; 
c) local para refeição; 
d) alojamento, quando houver trabalhador alojado. 
 
18.5.2 As instalações da área de vivência devem atender, no que for cabível, ao disposto na NR-24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho). 
 
18.5.3 A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, bacia sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e mictório, na proporção de 1 (um) conjunto para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração. 
 
18.5.4 É obrigatória, quando o caso exigir, a instalação de alojamento, no canteiro de obras ou fora dele, contemplando as seguintes instalações: 
a) cozinha, quando houver preparo de refeições; 
b) local para refeição; 
c) instalação sanitária; 
d) lavanderia, dotada de meios adequados para higienização e passagem das roupas; 
e) área de lazer, para recreação dos trabalhadores alojados, podendo ser utilizado o local de refeição para este fim. 
 
18.5.5 Deve ser de, no máximo, 150 m (cento e cinquenta metros) o deslocamento do trabalhador do seu posto de trabalho até a instalação sanitária mais próxima. 
 
18.5.6 É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores, no canteiro de obras, nas frentes de trabalho e nos alojamentos, por meio de bebedouro ou outro dispositivo equivalente, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração, sendo vedado o uso de copos coletivos. 
 
18.5.6.1 O fornecimento de água potável deve ser garantido de forma que, do posto de trabalho ao bebedouro ou ao dispositivo equivalente, não haja deslocamento superior a 100 m (cem metros) no plano horizontal e 15 m (quinze metros) no plano vertical. 
 
18.5.6.2 Na impossibilidade de instalação de bebedouro ou de dispositivo equivalente dentro dos limites referidos no subitem anterior, as empresas devem garantir, nos postos de trabalho, suprimento de água potável, filtrada e fresca fornecida em recipientes portáteis herméticos. 
 
18.5.7 Nas frentes de trabalho, devem ser disponibilizados: 
a) instalação sanitária, composta de bacia sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e lavatório para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, podendo ser utilizado banheiro com tratamento químico dotadode mecanismo de descarga ou de isolamento dos dejetos, com respiro e ventilação, de material para lavagem e enxugo das mãos, sendo proibido o uso de toalhas coletivas, e garantida a higienização diária dos módulos; 
b) local para refeição dos trabalhadores, observadas as condições mínimas de conforto e higiene, e com a devida proteção contra as intempéries. 
 
18.5.7.1 O atendimento ao disposto neste item poderá ocorrer mediante convênio formal com estabelecimentos nas proximidades do local de trabalho, desde que preservadas a segurança, higiene e conforto, e garantido o transporte de todos os trabalhadores até o referido local, quando o caso exigir. 
 
18.6 Instalações elétricas 
 
18.6.1 A execução das instalações elétricas temporárias e definitivas deve atender ao disposto na NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade). 
 
18.6.2 As instalações elétricas temporárias devem ser executadas e mantidas conforme projeto elétrico elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.6.3 Os serviços em instalações elétricas devem ser realizados por trabalhadores autorizados conforme NR-10. 
 
18.6.4 É proibida a existência de partes vivas expostas e acessíveis pelos trabalhadores não autorizados em instalações e equipamentos elétricos. 
 
18.6.5 Os condutores elétricos devem: 
a) ser dispostos de maneira a não obstruir a circulação de pessoas e materiais; 
b) estar protegidos contra impactos mecânicos, umidade e contra agentes capazes de danificar a isolação; 
c) possuir isolação em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes; 
d) possuir isolação dupla ou reforçada quando destinados à alimentação de máquinas e equipamentos elétricos móveis ou portáteis. 
 
18.6.6 As conexões, emendas e derivações dos condutores elétricos devem possuir resistência mecânica, condutividade e isolação compatíveis com as condições de utilização. 
 
18.6.7 As instalações elétricas devem possuir sistema de aterramento elétrico de proteção e devem ser submetidas a inspeções e medições elétricas periódicas, com emissão dos respectivos laudos por profissional legalmente habilitado, em conformidade com o projeto das instalações elétricas temporárias e com as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.6.8 As partes condutoras das instalações elétricas, máquinas, equipamentos e ferramentas elétricas não pertencentes ao circuito elétrico, mas que possam ficar energizadas quando houver falha da isolação, devem estar conectadas ao sistema de aterramento elétrico de proteção. 
 
18.6.9 É obrigatória a utilização do dispositivo Diferencial Residual (DR), como medida de segurança adicional nas instalações elétricas, nas situações previstas nas normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.6.10 Os quadros de distribuição das instalações elétricas devem: 
a) ser dimensionados com capacidade para instalar os componentes dos circuitos elétricos que o constituem; 
b) ser constituídos de materiais resistentes ao calor gerado pelos componentes das instalações; 
c) ter as partes vivas inacessíveis e protegidas aos trabalhadores não autorizados; d) ter acesso desobstruído; 
e) ser instalados com espaço suficiente para a realização de serviços e operação; 
f) estar identificados e sinalizados quanto ao risco elétrico; 
g) estar em conformidade com a classe de proteção requerida; 
h) ter seus circuitos identificados. 
 
18.6.11 É vedada a guarda de quaisquer materiais ou objetos nos quadros de distribuição. 
 
18.6.12 Os dispositivos de manobra, controle e comando dos circuitos elétricos devem: 
a) ser compatíveis com os circuitos elétricos que operam; 
b) ser identificados; 
c) possuir condições para a instalação de bloqueio e sinalização de impedimento de ligação. 
 
18.6.13 Em todos os ramais ou circuitos destinados à ligação de equipamentos elétricos, devem ser instalados dispositivos de seccionamento, independentes, que possam ser acionados com facilidade e segurança. 
 
18.6.14 Máquinas e equipamentos móveis e ferramentas elétricas portáteis devem ser conectadas à rede de alimentação elétrica, por intermédio de conjunto de plugue e tomada, em conformidade com as normas técnicas nacional vigentes. 
 
18.6.15 Os circuitos energizados em alta tensão e em extra baixa tensão devem ser instalados separadamente dos circuitos energizados em baixa tensão, respeitadas as definições de projeto. 
 
18.6.16 As áreas de transformadores e salas de controle e comando devem ser separadas por barreiras físicas, sinalizadas e protegidas contra o acesso de pessoas não autorizadas. 
 
18.6.17 As áreas onde ocorram intervenções em instalações elétricas energizadas devem ser isoladas e sinalizadas e, se necessário, possuir controle de acesso, de modo a evitar a entrada e a permanência no local de pessoas não autorizadas. 
 
18.6.18 Os canteiros de obras devem estar protegidos por Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - SPDA, projetado, construído e mantido conforme normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.6.18.1 O cumprimento do disposto neste subitem é dispensado nas situações previstas em normas técnicas nacionais vigentes, mediante laudo emitido por profissional legalmente habilitado. 
 
18.6.19 O trabalho em proximidades de redes elétricas energizadas, internas ou externas ao canteiro de obras, só é permitido quando protegido contra o choque elétrico e arco elétrico. 
 
18.6.20 Nas atividades de montagens metálicas, onde houver a possibilidade de acúmulo de energia estática, deve ser realizado aterramento da estrutura desde o início da montagem. 
 
18.7 Etapas de obra 
 
18.7.1 Demolição 
 
18.7.1.1 Deve ser elaborado e implementado Plano de Demolição, sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, contemplando os riscos ocupacionais potencialmente existentes em todas as etapas da demolição e as medidas de prevenção a serem adotadas para preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores. 
 
18.7.1.2 O Plano de Demolição deve considerar: 
a) as linhas de fornecimento de energia elétrica, água, inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos, substâncias tóxicas, canalizações de esgoto e de escoamento de água e outros; 
b) as construções vizinhas à obra; 
c) a remoção de materiais e entulhos; 
d) as aberturas existentes no piso; 
e) as áreas para a circulação de emergência; 
f) a disposição dos materiais retirados; 
g) a propagação e o controle de poeira; 
h) o trânsito de veículos e pessoas. 
 
18.7.2 Escavação, fundação e desmonte de rochas 
 
18.7.2.1 O serviço de escavação, fundação e desmonte de rochas deve ser realizado e supervisionado conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.7.2.2 Os locais onde são realizadas as atividades de escavação, fundação e desmonte de rochas, quando houver riscos, devem ter sinalização de advertência, inclusive noturna, e barreira de isolamento em todo o seu perímetro, de modo a impedir a entrada de veículos e pessoas não autorizadas. 
 
18.7.2.2.1 A sinalização deve ser colocada de modo visível em número e tamanho adequados. Escavação 
 
18.7.2.3 Toda escavação com profundidade superior a 1,25 m (um metro e vinte e cinco centímetros) somente pode ser iniciada com a liberação e autorização do profissional legalmente habilitado, atendendo o disposto nas normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.7.2.4 O projeto das escavações deve levar em conta a característica do solo, as cargas atuantes, os riscos a que estão expostos os trabalhadores e as medidas de prevenção. 
 
18.7.2.5 Nas escavações em encostas, devem ser tomadas precauções especiais para evitar escorregamentos ou movimentos de grandes proporções no maciço adjacente, devendo merecer cuidado a remoção de blocos e pedras soltas. 
 
18.7.2.6 O talude da escavação, quando indicado no projeto, deve ser protegido contra os efeitos da erosão interna e superficial durante a execução da obra. 
 
18.7.2.7 Nas bordas da escavação, deve ser mantida uma faixa de proteção de no mínimo 1 m (um metro), livre de cargas, bem como a manutenção de proteção para evitar a entrada de águas superficiais na cavada escavação. 
 
18.7.2.8 As escavações com profundidade superior a 1,25 m (um metro e vinte e cinco centímetros) devem ser protegidas com taludes ou escoramentos definidos em projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e devem dispor de escadas ou rampas colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores. 
 
18.7.2.8.1 Para escavações com profundidade igual ou inferior a 1,25 m (um metro e vinte e cinco centímetros), deve-se avaliar no local a existência de riscos ocupacionais e, se necessário, adotar as medidas de prevenção. 
 
18.7.2.9 As escavações do canteiro de obras próximas de edificações devem ser monitoradas e o resultado documentado. 
 
18.7.2.10 Quando existir, na proximidade da escavação, cabos elétricos, tubulações de água, esgoto, gás e outros, devem ser tomadas medidas preventivas de modo a eliminar o risco de acidentes durante a execução da escavação. 
 
18.7.2.11 Os escoramentos utilizados como medida de prevenção devem ser inspecionados diariamente. 
 
18.7.2.12 Quando for necessário o trânsito de pessoas sobre as escavações, devem ser construídas passarelas em conformidade com o item 18.8 desta NR. 
 
18.7.2.13 O tráfego próximo às escavações deve ser desviado, ou, na sua impossibilidade, devem ser adotadas medidas para redução da velocidade dos veículos. 
Fundação 
 
18.7.2.14 Em caso de utilização de bate-estacas, os cabos de sustentação do pilão, em qualquer posição de trabalho, devem ter comprimento mínimo em torno do tambor definido pelo fabricante ou pelo profissional legalmente habilitado. 
 
18.7.2.15 Quando o bate-estacas não estiver em operação, o pilão deve permanecer em repouso sobre o solo ou no fim da guia do seu curso. 
Tubulão escavado manualmente 
 
18.7.2.16 É proibida a utilização de sistema de tubulão escavado manualmente com profundidade superior a 15 m (quinze metros). 
 
18.7.2.17 O tubulão escavado manualmente deve: 
a) ser encamisado em toda a sua extensão; 
b) ser executado após sondagem ou estudo geotécnico local, para profundidade superior a 3 m 
(três metros); e 
c) possuir diâmetro mínimo de 0,9 m (noventa centímetros). 
 
18.7.2.17.1 A escavação manual de tubulão acima do nível d’água ou abaixo dele somente pode ser executada nos casos em que o solo se mantenha estável, sem risco de desmoronamento, e seja possível controlar a água no seu interior. 
 
18.7.2.18 A atividade de escavação manual de tubulão deve ser precedida de plano de resgate e remoção. 
 
18.7.2.19 Os trabalhadores envolvidos na atividade de escavação manual de tubulão devem: 
a) possuir capacitação específica de acordo com o Anexo I desta NR, de acordo com a NR-33 
(Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados) e com a NR-35 (Trabalho em Altura); 
b) ter exames médicos atualizados de acordo com a NR-07 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). 
 
18.7.2.20 As ocorrências e as atividades sequenciais da escavação manual do tubulão devem ser registradas diariamente em livro próprio por profissional legalmente habilitado. 
 
18.7.2.21 No tubulão escavado manualmente, são proibidos: 
a) o trabalho simultâneo em bases alargadas em tubulões adjacentes, sejam estes trabalhos de escavação e/ou de concretagem; 
b) a abertura simultânea de bases tangentes. 
 
18.7.2.22 O equipamento de descida e içamento de trabalhadores e materiais utilizados no processo de escavação manual de tubulão deve: 
a) dispor de sistema de sarilho, projetado por profissional legalmente habilitado, fixado no terreno, fabricado em material resistente e com rodapé de 0,2 m (vinte centímetros) em sua base, dimensionado conforme a carga e apoiado com, no mínimo, 0,5 m (cinquenta centímetros) de afastamento em relação à borda do tubulão; 
b) ser dotado de sistema de segurança com travamento; 
c) possuir dupla trava de segurança no sarilho, sendo uma de cada lado; 
d) possuir corda de cabo de fibra sintética que atenda às recomendações do Anexo II desta NR; 
e) utilizar corda de sustentação do balde com comprimento de modo que haja, em qualquer posição de trabalho, no mínimo 6 (seis) voltas sobre o tambor; 
f) ter gancho com trava de segurança na extremidade da corda do balde. 
 
18.7.2.22.1 A operação do equipamento de descida e içamento de trabalhadores e materiais utilizados no processo de escavação manual de tubulão deve atender às seguintes medidas: 
a) liberar o serviço em cada etapa (abertura de fuste e alargamento de base), registrada no livro de registro diário de escavação; 
b) dispor de sistema de ventilação por insuflação de ar por duto, captado em local isento de fontes de poluição, ou, em caso contrário, adotar processo de filtragem do ar; 
c) depositar materiais longe da borda do tubulão, com distância determinada pelo estudo geotécnico; 
d) ter cobertura quando o serviço for executado a céu aberto; 
e) isolar, sinalizar e fechar os poços nos intervalos e no término da jornada de trabalho; 
f) impedir o trânsito de veículos nos locais de trabalho; 
g) paralisar imediatamente as atividades de escavação no início de chuvas quando o serviço for executado a céu aberto; 
h) utilizar iluminação blindada e à prova de explosão. 
 
Tubulão com pressão hiperbárica 
 
18.7.2.23 É proibida a execução de fundação por meio de tubulão de ar comprimido. Desmonte de rochas 
 
18.7.2.24 O armazenamento, manuseio e transporte de explosivos deve obedecer às recomendações de segurança do fabricante e aos regulamentos definidos pelo órgão responsável. 
 
18.7.2.25 Para a operação de desmonte de rocha a fogo, com a utilização de explosivos, é obrigatória a elaboração de um Plano de Fogo para cada detonação, por profissional legalmente habilitado, considerando os riscos ocupacionais e as medidas de prevenção para assegurar a segurança e saúde dos trabalhadores. 
 
18.7.2.26 Na operação de desmonte de rocha a fogo, fogacho ou mista, deve haver um blaster responsável pelo armazenamento e preparação das cargas, carregamento das minas, ordem de fogo e detonação e retirada dos explosivos que não explodiram e sua destinação adequada. 
 
18.7.2.27 Em casos especiais, quando da necessidade de o carregamento dos explosivos ser executado simultaneamente com a perfuração da rocha, deve ser garantida uma distância mínima, determinada pelo blaster, entre o local do carregamento e o local de perfuração. 
 
18.7.2.28 Antes da introdução das cargas deve ser verificada a existência de obstrução nos furos. 
 
18.5.2.29 O carregamento dos furos deve ser efetuado imediatamente antes da detonação. 
 
18.7.2.30 A área de fogo deve ser protegida para evitar a projeção de partículas quando expuser a risco trabalhadores e terceiros. 
 
18.7.2.31 Durante o carregamento só devem permanecer no local os trabalhadores envolvidos na atividade, conforme condições estabelecidas pelo blaster. 
 
18.7.2.32 O aviso final da detonação deve ser feito por meio de sirene, com intensidade de som suficiente para que seja ouvido em todos os setores da obra e no entorno. 
 
18.7.2.33 O tempo de retorno ao local da detonação deve ser definido pelo blaster. 
 
18.7.2.34 Os explosivos e espoletas não utilizados devem ser recolhidos aos seus respectivos depósitos após cada fogo. 
 
18.7.3 Carpintaria e armação 
 
18.7.3.1 As áreas de trabalho dos serviços de carpintaria e onde são realizadas as atividades de corte, dobragem e armação de vergalhões de aço devem: a) ter piso resistente, nivelado e antiderrapante; 
b) possuir cobertura capaz de proteger os trabalhadores contra intempéries e queda de materiais; 
c) possuir lâmpadas para iluminação protegidas contra impactos provenientes da projeção de partículas; 
d) ter coletados e removidos, diariamente, os resíduos das atividades. 
 
18.7.3.2 A área de movimentação de vergalhões de aço deve ser isolada para evitar a circulação de pessoas não envolvidas na atividade. 
 
18.7.3.3 Os feixes de vergalhões de aço que forem deslocados por equipamentos de guindar devem ser amarrados de modo a evitar escorregamento.18.7.3.4 As armações de pilares, vigas e outras estruturas devem ser apoiadas e escoradas para evitar tombamento e desmoronamento. 
 
18.7.3.5 É obrigatória a colocação de pranchas de material resistente firmemente apoiadas sobre as armações, para a circulação de trabalhadores. 
 
18.7.3.6 As extremidades de vergalhões que ofereçam risco para os trabalhadores devem ser protegidas. 
 
18.7.4 Estrutura de concreto 
 
18.7.4.1 O projeto das fôrmas e dos escoramentos, indicando a sequência de retirada das escoras, deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.7.4.2 Na montagem das fôrmas e na desforma, são obrigatórios o isolamento e a sinalização da área no entorno da atividade, além de serem previstas as medidas de prevenção de forma a impedir a queda livre das peças. 
 
18.7.4.3 A operação de concretagem deve ser supervisionada por trabalhador capacitado, devendo ser observadas as seguintes medidas: 
a) inspecionar os equipamentos e os sistemas de alimentação de energia antes e durante a execução dos serviços; 
b) inspecionar as peças e máquinas do sistema transportador de concreto antes e durante a execução dos serviços; 
c) inspecionar o escoramento e a resistência das fôrmas antes e durante a execução dos serviços; 
d) isolar e sinalizar o local onde se executa a concretagem, sendo permitido o acesso somente à equipe responsável; 
e) dotar as caçambas transportadoras de concreto de dispositivos de segurança que impeçam o seu descarregamento acidental. 
 
18.7.4.4 Durante as operações de protensão e desprotensão dos tirantes, a área no entorno da atividade deve ser isolada e sinalizada, sendo proibida a permanência de trabalhadores atrás ou sobre os dispositivos de protensão, ou em outro local que ofereça riscos. 
 
18.7.4.5 Quando o local de lançamento de concreto não for visível pelo operador do equipamento de transporte ou da bomba de concreto, deve ser utilizado um sistema de sinalização, sonoro ou visual, e, quando isso não for possível, deve haver comunicação por telefone ou rádio para determinar o início e o fim do lançamento. 
 
18.7.5 Estruturas metálicas 
 
18.7.5.1 Toda montagem, manutenção e desmontagem de estrutura metálica deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 
 
18.7.5.2 Na montagem de estruturas metálicas, o SPIQ e os meios de acessos dos trabalhadores à estrutura devem estar previstos no PGR da obra. 
 
18.7.5.3 Nas operações de montagem, desmontagem e manutenção das estruturas metálicas, o trabalhador deve ter recipiente e/ou suporte adequado para depositar materiais e/ou ferramentas. 
 
18.7.6 Trabalho a quente 
 
18.7.6.1 Para fins desta NR, considera-se trabalho a quente as atividades de soldagem, goivagem, esmerilhamento, corte ou outras que possam gerar fontes de ignição, tais como aquecimento, centelha ou chama. 
 
18.7.6.2 Deve ser elaborada análise de risco específica para trabalhos a quente quando: 
a) houver materiais combustíveis ou inflamáveis no entorno; 
b) for realizado em área sem prévio isolamento e não destinada para este fim. 
 
18.7.6.3 Quando definido na análise de risco, deve haver um trabalhador observador para exercer a vigilância da atividade de trabalho a quente até a conclusão do serviço. 
 
18.7.6.4 O trabalhador observador deve ser capacitado em prevenção e combate a incêndio. 
 
18.7.6.5 Nos locais onde se realizam trabalhos a quente, deve ser efetuada inspeção preliminar, de modo a assegurar que o local de trabalho e áreas adjacentes: 
a) estejam limpos, secos e isentos de agentes combustíveis, inflamáveis, tóxicos e contaminantes; 
b) sejam liberados após constatação da ausência de atividades incompatíveis com o trabalho a quente. 
 
18.7.6.6 Devem ser tomadas as seguintes medidas de prevenção contra incêndio nos locais onde se realizam trabalhos a quente: 
a) eliminar ou manter sob controle possíveis riscos de incêndios; 
b) instalar proteção contra o fogo, respingos, calor, fagulhas ou borras, de modo a evitar o contato com materiais combustíveis ou inflamáveis, bem como evitar a interferência em atividades paralelas ou na circulação de pessoas; 
c) manter sistema de combate a incêndio desobstruído e próximo à área de trabalho; 
d) inspecionar, ao término do trabalho, o local e as áreas adjacentes, a fim de evitar princípios de incêndio. 
 
18.7.6.7 Para o controle de fumos e contaminantes decorrentes dos trabalhos a quente, devem ser implementadas as seguintes medidas: 
a) limpar adequadamente a superfície e remover os produtos de limpeza utilizados, antes de realizar qualquer operação; 
b) providenciar renovação de ar em ambientes fechados a fim de eliminar gases, vapores e fumos empregados e/ou gerados durante os trabalhos a quente. 
 
18.7.6.8 Sempre que ocorrer mudança nas condições ambientais, as atividades devem ser interrompidas, avaliando-se as condições ambientais e adotando-se as medidas necessárias para adequar a renovação de ar. 
 
18.7.6.9 Nos trabalhos a quente que utilizem gases, devem ser adotadas as seguintes medidas: 
a) utilizar somente gases adequados à aplicação, de acordo com as informações do fabricante; 
b) seguir as determinações indicadas na Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos 
- FISPQ; 
c) utilizar reguladores de pressão e manômetros calibrados e em conformidade com o gás empregado; 
d) utilizar somente acendedores apropriados, que produzam somente centelhas e não possuam reservatório de combustível, para o acendimento de chama do maçarico; 
e) impedir o contato de oxigênio a alta pressão com matérias orgânicas, tais como óleos e graxas. 
 
18.7.6.10 É proibida a instalação de adaptadores entre o cilindro e o regulador de pressão. 
 
18.7.6.11 No caso de equipamento de oxiacetileno, deve ser utilizado dispositivo contra retrocesso de chama nas alimentações da mangueira e do maçarico. 
 
18.7.6.12 Somente é permitido emendar mangueiras por meio do uso de conector em conformidade com as especificações técnicas do fabricante. 
 
18.7.6.13 Os cilindros de gás devem ser: 
a) mantidos em posição vertical e devidamente fixados; 
b) afastados de chamas, de fontes de centelhamento, de calor e de produtos inflamáveis; 
c) instalados de forma a não se tornar parte de circuito elétrico, mesmo que acidentalmente; 
d) transportados na posição vertical, com capacete rosqueado, por meio de equipamentos apropriados, devidamente fixados, evitando-se colisões; 
e) mantidos com as válvulas fechadas e guardados com o protetor de válvulas (capacete rosqueado), quando inoperantes ou vazios. 
 
18.7.6.14 Sempre que o serviço for interrompido, devem ser fechadas as válvulas dos cilindros, dos maçaricos e dos distribuidores de gases. 
 
18.7.6.15 Os equipamentos e as mangueiras inoperantes ou que não estejam sendo utilizados devem ser mantidos fora dos espaços confinados. 
 
18.7.6.16 São proibidas a instalação, a utilização e o armazenamento de cilindros de gases em ambientes confinados. 
18.7.6.17 Nas operações de soldagem ou corte a quente de vasilhame, recipiente, tanque ou similar que envolvam geração de gases, é obrigatória a adoção de medidas preventivas adicionais para eliminar riscos de explosão e intoxicação do trabalhador. 
 
18.7.7 Serviços de impermeabilização 
 
18.7.7.1 Os serviços de aquecimento, transporte e aplicação de impermeabilizante em edificações devem atender às normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.7.7.2 O reservatório para aquecimento deve possuir: 
a) nome e CNPJ da empresa fabricante ou importadora em caracteres indeléveis; 
b) manual técnico de operação disponível aos trabalhadores; 
c) tampa com respiradouro de segurança; 
d) medidor de temperatura. 
 
18.7.7.3 O local de instalação do reservatório para aquecimento deve: 
a) possuir ventilação natural ou forçada; 
b) estar nivelado; 
c) ter isolamento e sinalização de advertência; 
d) ser mantido limpo e organizado. 
18.7.7.4 A armazenagem dos produtos utilizados nas operações de impermeabilização, inclusive os cilindros de gás, deve ser realizada em local isolado,sinalizado, ventilado, protegido contra risco de incêndio e distinto do local de instalação dos equipamentos de aquecimento. 
 
18.7.7.5 Os sistemas de aquecimento a gás devem atender aos seguintes requisitos: 
a) cilindros de gás devem ter capacidade de, no mínimo, 8 kg (oito quilos); 
b) cilindros de gás devem ser instalados a, no mínimo, 3 m (três metros) do equipamento de aquecimento; 
c) cilindros de gás com capacidade igual ou superior a 45 kg (quarenta e cinco quilos) devem estar sobre rodas; 
d) devem ser utilizados tubos ou mangueiras flexíveis de, no mínimo, 5 m (cinco metros), previstos nas normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.7.7.6 O sistema de aquecimento a gás deve ser inspecionado, quanto à existência de vazamentos, a cada intervenção. 
 
18.7.7.7 A limpeza e a manutenção do equipamento de aquecimento devem seguir as recomendações do fabricante. 
 
18.7.7.8 Nos serviços de impermeabilização, é proibido: 
a) utilizar aquecimento à lenha; 
b) movimentar equipamento de aquecimento com a tampa destravada. 
 
18.7.7.9 Os trabalhadores envolvidos na atividade devem ser capacitados conforme definido no Anexo I desta NR. 
 
18.7.8 Telhados e coberturas 
 
18.7.8.1 No serviço em telhados e coberturas que excedam 2 m (dois metros) de altura com risco de queda de pessoas, aplica-se o disposto na NR-35. 
 
18.7.8.1.1 O acesso ao SPIQ instalado sobre telhados e coberturas deve ser projetado de forma que não ofereça risco de quedas. 
 
18.7.8.2 É proibida a realização de trabalho ou atividades em telhados ou coberturas: 
a) sobre superfícies instáveis ou que não possuam resistência estrutural; 
b) sobre superfícies escorregadias; 
c) sob chuva, ventos fortes ou condições climáticas adversas; 
d) sobre fornos ou qualquer outro equipamento do qual haja emanação de gases provenientes de processos industriais, devendo o equipamento ser previamente desligado ou serem adotadas medidas de prevenção no caso da impossibilidade do desligamento; 
e) com a concentração de cargas em um mesmo ponto sobre telhado ou cobertura, exceto se autorizada por profissional legalmente habilitado. 
 
18.8 Escadas, rampas e passarelas 
 
18.8.1 É obrigatória a instalação de escada ou rampa para transposição de pisos com diferença de nível superior a 0,4 m (quarenta centímetros) como meio de circulação de trabalhadores. 
 
18.8.2 A utilização de escadas e rampas deve observar os seguintes ângulos de inclinação: 
a) para rampas, ângulos inferiores a 15° (quinze graus); 
b) para escadas móveis, ângulos entre 50° (cinquenta graus) e 75° (setenta e cinco graus), ou de acordo com as recomendações do fabricante; 
c) para escadas fixas tipo vertical, ângulos entre 75° (setenta e cinco graus) e 90° (noventa graus). 
 
18.8.3 É obrigatória a instalação de passarelas quando for necessário o trânsito de pessoas sobre vãos com risco de queda de altura. 
 
18.8.4 As escadas, rampas e passarelas devem ser dimensionadas e construídas em função das cargas a que estarão submetidas. 
 
18.8.5 O transporte de materiais deve ser feito por meio adequado, quando utilizadas escadas que demandem o uso das mãos como ponto de apoio para o acesso ou para a execução do trabalho. 
 
18.8.6 Escadas 
Escada fixa de uso coletivo 
18.8.6.1 As escadas de uso coletivo devem: 
a) ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores; 
b) ser dotadas de sistema de proteção contra quedas, de acordo com o subitem 18.9.4.1 ou 
18.9.4.2 desta NR; 
c) ter largura mínima de 0,8 m (oitenta centímetros); 
d) ter altura uniforme entre os degraus de, no máximo, 0,2 m (vinte centímetros); 
e) ter patamar intermediário, no máximo, a cada 2,9 m (dois metros e noventa centímetros) de altura, com a mesma largura da escada e comprimento mínimo igual à largura; 
f) ter piso com forração completa e antiderrapante; 
g) ser firmemente fixadas em suas extremidades. 
 
Escada fixa vertical 
 
18.8.6.2 A escada fixa vertical deve: 
a) suportar os esforços solicitantes; 
b) possuir corrimão ou continuação dos montantes da escada ultrapassando a plataforma de descanso ou o piso superior com altura entre 1,1 m (um metro e dez centímetros) a 1,2 m (um metro e vinte centímetros); 
c) largura entre 0,4 m (quarenta centímetros) e 0,6 m (sessenta centímetros); 
d) ter altura máxima de 10 m (dez metros), se for de um único lance; 
e) ter altura máxima de 6 m (seis metros) entre duas plataformas de descanso, se for de múltiplos lances; 
f) possuir plataforma de descanso com dimensões mínimas de 0,6 m x 0,6 m (sessenta centímetros por sessenta centímetros) e dotada de sistema de proteção contra quedas, de acordo o subitem 
18.9.4.1 ou 18.9.4.2 desta NR; 
g) espaçamento uniforme dos degraus entre 0,25 m (vinte e cinco centímetros) e 0,3 m (trinta centímetros); 
h) fixação na base, a cada 3 m (três metros), e no topo na parte superior. 
i) espaçamento entre o piso e a primeira barra não superior a 0,4 m (quarenta centímetros); 
j) distância em relação à estrutura em que é fixada de, no mínimo, 0,15 m (quinze centímetros); 
k) dispor de lances em eixos paralelos distanciados, no mínimo, 0,7 m (setenta centímetros) entre eixos. 
 
18.8.6.3 É obrigatória a utilização de SPIQ em escadas tipo fixa vertical com altura superior a 2 m (dois metros). 
 
Escadas portáteis 
 
18.8.6.4 As escadas de madeira não devem apresentar farpas, saliências ou emendas. 
 
18.8.6.5 A seleção do tipo de escada portátil como meio de acesso e local de trabalho deve considerar a sua característica e se a tarefa a ser realizada pode ser feita com segurança. 
 
18.8.6.6 A escada portátil deve ser selecionada: 
a) de acordo com a carga projetada, de forma a resistir ao peso aplicado durante o acesso ou a execução da tarefa; 
b) considerando os esforços quando da utilização de sistemas de proteção contra quedas; 
c) considerando as situações de resgate. 
 
18.8.6.7 As escadas portáteis devem: 
a) ter espaçamento uniforme entre os degraus de 0,25 m (vinte e cinco centímetros) a 0,3 m (trinta centímetros); 
b) ser dotadas de degraus antiderrapantes; 
c) ser apoiadas em piso resistente; 
d) ser fixadas em seus apoios ou possuir dispositivo que impeça seu escorregamento. 
 
18.8.6.8 É proibido utilizar escada portátil: 
a) nas proximidades de portas ou áreas de circulação, de aberturas e vãos e em locais onde haja risco de queda de objetos ou materiais, exceto quando adotadas medidas de prevenção; b) em estruturas sem resistência; 
c) junto a redes e equipamentos elétricos energizados desprotegidos. 
 
18.8.6.9 No caso do uso de escadas portáteis nas proximidades de portas ou áreas de circulação, a área no entorno dos serviços deve ser isolada e sinalizada. 
 
18.8.6.10 As escadas portáteis devem ser usadas por uma pessoa de cada vez, exceto quando especificado pelo fabricante o uso simultâneo. 
 
18.8.6.11 Durante a subida e descida de escadas portáteis, o trabalhador deve estar apoiado em três pontos. 
 
18.8.6.12 As escadas portáteis devem possuir sapatas antiderrapantes ou dispositivo que impeça o seu escorregamento. 
Escada portátil de uso individual (de mão) 
 
18.8.6.13 As escadas de mão devem: 
a) possuir, no máximo, 7 m (sete metros) de extensão; 
b) ultrapassar em pelo menos 1 m (um metro) o piso superior; 
c) possuir degraus fixados aos montantes por meios que garantam sua rigidez. 
 
18.8.6.14 É proibido o uso de escada de mão com montante único. 
 
18.8.6.15 A escada de mão deve ter seu uso restrito para serviços de pequeno porte e acessos temporários. 
Escada portátil dupla (cavalete, abrir ou autossustentável) 
18.8.6.16 As escadas duplas devem: 
a) possuir, no máximo, 6 m (seis metros) de comprimento quando fechadas; 
b) ser utilizadas com os limitadores de abertura operantes e nas posições indicadas pelo fabricante; 
c) ter a estabilidade garantida, quando da utilização de ferramentas e materiais aplicados na atividade. 
 
18.8.6.17 As escadas duplas devem ser utilizadas apenas para a realização de atividades com ela compatíveis, sendo proibida sua utilização para a transposição de nível.Escada portátil extensível 
 
18.8.6.18 As escadas extensíveis devem: 
a) ser dotadas de dispositivo limitador de curso, colocado no quarto vão a contar da catraca, ou conforme determinado pelo fabricante; 
b) permitir sobreposição de, no mínimo, 1 m (um metro), quando estendida, caso não haja limitador de curso; 
c) ser fixada em estrutura resistente e estável em pelo menos um ponto, de preferência no nível superior; 
d) ter a base apoiada a uma distância entre 1/5 (um quinto) e 1/3 (um terço) em relação à altura; 
e) ser posicionada de forma a ultrapassar em pelo menos 1 m (um metro) o nível superior, quando usada para acesso. 
 
18.8.6.19 A escada extensível com mais de 7 m (sete metros) de comprimento deve possuir sistema de travamento (tirante ou vareta de segurança) para impedir que os montantes fiquem soltos e prejudiquem a estabilidade. 
 
18.8.7 Rampas e passarelas 
 
18.8.7.1 As rampas e passarelas devem: 
a) ser dimensionadas em função de seu comprimento e das cargas a que estarão submetidas; 
b) possuir sistema de proteção contra quedas em todo o perímetro, conforme o subitem 18.9.4.1 ou 18.9.4.2 desta NR; 
c) ter largura mínima de 0,8 m (oitenta centímetros); 
d) ter piso com forração completa e antiderrapante; 
e) ser firmemente fixadas em suas extremidades. 
 
18.8.7.2 Nas rampas com inclinação superior a 6° (seis graus), devem ser fixadas peças transversais, espaçadas em, no máximo, 0,4 m (quarenta centímetros) ou outro dispositivo de apoio para os pés. 
 
18.9 Medidas de prevenção contra queda de altura 
 
18.9.1 É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou de projeção de materiais e objetos no entorno da obra, projetada por profissional legalmente habilitado. 
 
18.9.2 As aberturas no piso devem: 
a) ter fechamento provisório constituído de material resistente travado ou fixado na estrutura; ou 
b) ser dotada de sistema de proteção contra quedas, de acordo com o subitem 18.9.4.1 ou 18.9.4.2 desta NR. 
 
18.9.3 Os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem ter fechamento provisório de toda a abertura, constituído de material resistente, travado ou fixado à estrutura, até a colocação definitiva das portas. 
 
18.9.4 É obrigatória, na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda de trabalhadores e projeção de materiais a partir do início dos serviços necessários à concretagem da primeira laje. 
 
18.9.4.1 A proteção, quando constituída de anteparos rígidos com fechamento total do vão, deve ter altura mínima de 1,2 m (um metro e vinte centímetros). 
 
18.9.4.2 A proteção, quando constituída de anteparos rígidos em sistema de guarda-corpo e rodapé, deve atender aos seguintes requisitos: 
a) travessão superior a 1,2 m (um metro e vinte centímetros) de altura e resistência à carga horizontal de 90 kgf/m (noventa quilogramas-força por metro), sendo que a deflexão máxima não deve ser superior a 0,076 m (setenta e seis milímetros); 
b) travessão intermediário a 0,7 m (setenta centímetros) de altura e resistência à carga horizontal de 66 kgf/m (sessenta e seis quilogramas-força por metro); 
c) rodapé com altura mínima de 0,15 m (quinze centímetros) rente à superfície e resistência à carga horizontal de 22 kgf/m (vinte e dois quilogramas-força por metro); 
d) ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. 
 
18.9.4.3 Quando da utilização de plataformas de proteção primária, secundária ou terciária, essas devem ser projetadas por profissional legalmente habilitado e atender aos seguintes requisitos: a) ser projetada e construída de forma a resistir aos impactos das quedas de objetos; 
b) ser mantida em adequado estado de conservação; 
c) ser mantida sem sobrecarga que prejudique a estabilidade de sua estrutura. 
 
18.9.4.4 Quando da utilização de redes de segurança, essas devem ser confeccionadas e instaladas de acordo com os requisitos de segurança e ensaios previstos nas normas EN 1263-1 e EN 1263-2 ou em normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.9.4.4.1 O projeto de redes de segurança deve conter o procedimento das fases de montagem, ascensão e desmontagem. 
 
18.9.4.4.2 As redes devem apresentar malha uniforme em toda a sua extensão. 
 
18.9.4.4.3 Quando necessárias emendas na panagem da rede, devem ser asseguradas as mesmas características da rede original, com relação à resistência, à tração e à deformação, além da durabilidade, sendo proibidas emendas com sobreposições da rede. 
 
18.9.4.4.4 As emendas devem ser feitas por profissional capacitado, sob supervisão de profissional legalmente habilitado. 
 
18.9.4.4.5 O sistema de redes deve ser submetido a uma inspeção semanal para verificação das condições de todos os seus elementos e pontos de fixação. 
 
18.9.4.4.6 As redes, os elementos de sustentação e os acessórios devem ser armazenados em local apropriado, seco e acondicionados em recipientes adequados. 
 
18.9.4.4.7 As redes, quando utilizadas para proteção de periferia, devem estar associadas a um sistema, com altura mínima de 1,2 m (um metro e vinte centímetros), que impeça a queda de materiais e objetos. 
 
18.10 Máquinas, equipamentos, ferramentas 
 
18.10.1 Máquinas e equipamentos 
 
18.10.1.1 As máquinas e os equipamentos devem atender ao disposto na NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos). 
 
18.10.1.2 As máquinas e equipamentos estacionários devem estar localizados em ambiente coberto e com iluminação adequada às atividades. 
 
18.10.1.3 Devem ser elaborados procedimentos de segurança para o trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas não contempladas no campo de aplicação da NR-12. 
 
18.10.1.4 Nas obras com altura igual ou superior a 10 m (dez metros), é obrigatória a instalação de máquina ou equipamento de transporte vertical motorizado de materiais. 
 
18.10.1.4.1 As máquinas ou equipamentos de transporte de materiais devem possuir dispositivos que impeçam a descarga acidental do material. 
 
18.10.1.5 A serra circular deve: 
a) ser projetada por profissional legalmente habilitado; 
b) ser dotada de estrutura metálica estável; 
c) ter o disco afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar defeito; 
d) possuir dispositivo que impeça o aprisionamento do disco e o retrocesso da madeira; 
e) dispor de dispositivo que possibilite a regulagem da altura do disco; 
f) ter coletor de serragem; 
g) ser dotada de dispositivo empurrador e guia de alinhamento, quando necessário; 
h) ter coifa ou outro dispositivo que impeça a projeção do disco de corte. 
 
Máquina autopropelida 
 
18.10.1.6 Na operação com máquina autopropelida, devem ser observadas as seguintes medidas de segurança: 
a) as zonas de perigo e as partes móveis devem possuir proteções de modo a impedir o acesso de partes do corpo do trabalhador, podendo ser retiradas somente para limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, e, após, devem ser, obrigatoriamente, recolocadas; 
b) os operadores não podem se afastar do equipamento sob sua responsabilidade quando em funcionamento; 
c) nas paradas temporárias ou prolongadas, devem ser adotadas medidas com o objetivo de eliminar riscos provenientes de funcionamento acidental; 
d) quando o operador do equipamento tiver a visão dificultada por obstáculos, deve ser exigida a presença de um trabalhador capacitado para orientar o operador; 
e) em caso de superaquecimento de pneus e sistema de freio, devem ser tomadas precauções especiais, prevenindo-se de possíveis explosões ou incêndios; 
f) possuir retrovisores e alarme sonoro acoplado ao sistema de câmbio quando operada em marcha a ré; 
g) não deve ser operada em posição que comprometa sua estabilidade; 
h) antes de iniciar a movimentação ou dar partida no motor, é preciso certificar-se de que não há ninguém sobre, debaixo ou perto dos mesmos, de modo a garantir que a movimentação da máquina não exponha trabalhadores ou terceiros a acidentes; 
i) assegurar que, antes da operação, esteja brecada e com suas rodas travadas, implementando medidas adicionais nocaso de pisos inclinados ou irregulares. 
 
18.10.1.7 A inspeção, limpeza, ajuste e reparo somente devem ser executados com a máquina desligada, salvo se o movimento for indispensável à realização da inspeção ou ajuste. 
 
18.10.1.8 É proibido manter sustentação de máquinas autopropelidas somente pelos cilindros hidráulicos, quando em manutenção. 
 
18.10.1.9 O abastecimento de máquinas autopropelidas com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador capacitado, em local apropriado, utilizando-se de técnica e equipamentos que garantam a segurança da operação. 
 
18.10.1.10 O processo de enchimento ou esvaziamento de pneus deve ser feito de modo gradativo, com medições sucessivas da pressão, dentro de gaiolas de proteção, projetadas para esse fim, de modo a resguardar a segurança do trabalhador. 
 
18.10.1.11 O transporte de acessórios e materiais por içamento deve ser feito o mais próximo possível do piso, com o isolamento da área, em conformidade com a análise de risco. 
 
18.10.1.12 Devem ser tomadas precauções especiais quando da movimentação de máquinas autopropelidas próxima a redes elétricas. 
 
18.10.1.13 A máquina autopropelida com massa (tara) superior a 4.500 kg (quatro mil e quinhentos quilos) deve possuir cabine climatizada e oferecer proteção contra queda e projeção de objetos e contra incidência de raios solares e intempéries. 
 
18.10.1.14 A máquina autopropelida com massa (tara) igual ou inferior a 4.500 kg (quatro mil e quinhentos quilos) deve possuir posto de trabalho protegido contra queda e projeção de objetos e contra incidência de raios solares e intempéries. 
Equipamentos de guindar 
 
18.10.1.15 Para fins de aplicação dos subitens 18.10.1.16 a 18.10.1.44, consideram-se equipamentos de guindar as gruas, inclusive as de pequeno porte, os guindastes, os pórticos, as pontes rolantes e equipamentos similares. 
 
18.10.1.16 Os equipamentos de guindar devem ser utilizados de acordo com as recomendações do fabricante e com o plano de carga, elaborado por profissional legalmente habilitado e contemplado no PGR. 
 
18.10.1.17 O plano de carga para movimentação de carga suspensa deve ser elaborado para cada equipamento e conter as seguintes informações: 
a) endereço do local onde o equipamento estiver instalado e a duração prevista para sua utilização; 
b) razão social, endereço e CNPJ do fabricante, importador, locador ou proprietário do equipamento e do responsável pela montagem, desmontagem e serviços de manutenção; 
c) tipo, modelo, ano de fabricação, capacidade, dimensões e demais dados técnicos; 
d) conter croquis ou planta baixa, mostrando a área coberta pela operacionalização do equipamento, de todas possíveis interferências dentro e fora dos limites da obra, e os principais locais de carregamento e descarregamento de materiais; 
e) indicar as medidas previstas para isolamento das áreas sob cargas suspensas e das áreas adjacentes que eventualmente possam estar sob risco de queda de materiais; 
f) especificar todos os dispositivos e acessórios auxiliares de içamento que devem ser utilizados em cada operação, tais como ganchos, lingas, calços, contenedores especiais, balancins, manilhas, roldanas auxiliares e quaisquer outros necessários; 
g) detalhar procedimentos especiais que se façam necessários com relação à movimentação de peças de grande porte, quanto à preparação da área de operações, velocidades e percursos previstos na movimentação da carga, sequenciamento de etapas necessárias, utilização conjunta de mais de um equipamento de guindar, ensaios e/ou treinamentos preliminares e qualquer outra situação singular de alto risco; 
h) conter lista de verificação do equipamento e dos dispositivos auxiliares de movimentação de carga, emitida pelo fabricante, locador ou profissional legalmente habilitado; 
i) conter lista de verificação para plataforma de carga e descarga, emitida por profissional legalmente habilitado; 
j) conter medidas preventivas complementares quando no mesmo local houver outro equipamento de guindar com risco de interferência entre seus movimentos. 
 
18.10.1.17.1 Para grua, além do disposto neste subitem, deve ser indicada a altura inicial e final, o comprimento da lança, a capacidade de carga na ponta, a capacidade máxima de carga, se provida ou não de coletor elétrico e a planilha de esforços sobre a base e sobre os locais de ancoragens do equipamento. 
 
18.10.1.18 Deve ser elaborada análise de risco para movimentação de cargas, sendo que, quando a movimentação for rotineira, a análise pode estar descrita em procedimento operacional. 
 
18.10.1.19 Deve ser elaborada análise de risco específica para movimentação de cargas nãorotineiras, com a respectiva permissão de trabalho. 
 
18.10.1.20 Quando da utilização de equipamento de guindar sobre base móvel, a sua estabilidade deve ser garantida, assim como a da superfície onde será utilizado, atendendo às recomendações do fabricante ou do profissional legalmente habilitado. 
 
18.10.1.21 Devem ser mantidos o isolamento e a sinalização da área sob carga suspensa. 
 
18.10.1.22 Quando no mesmo local houver dois ou mais equipamentos de guindar com risco de interferência entre seus movimentos, deve haver sistema automatizado anticolisão instalado nos equipamentos ou sinaleiro capacitado e autorizado para coordenar os movimentos desses equipamentos. 
 
18.10.1.23 Quando da utilização de equipamento de guindar, os seguintes documentos, quando aplicável, devem ser disponibilizados no canteiro de obras: 
a) plano de cargas, conforme subitem 18.10.1.17 desta NR; 
b) registro de todas as ações de manutenção preventivas e corretivas e de inspeção do equipamento, ocorridas após a instalação no local onde estiver em operação, e os termos de entrega técnica e liberação para uso, conforme disposto no item 12.11 da NR-12; 
c) comprovantes de capacitação e autorização do operador do equipamento de guindar em operação no local; 
d) comprovantes de capacitação do sinaleiro/amarrador de cargas e do trabalhador designado para inspecionar plataformas em balanço para recebimento de cargas; 
e) projeto de fixação na edificação ou em estrutura independente; 
f) projeto para a passarela de acesso à torre da grua; 
g) listas de verificação mencionadas nesta NR e instruções de segurança emitidas, específicas à operacionalização do equipamento; 
h) laudo de aterramento elétrico com medição ôhmica, conforme normas técnicas nacionais vigentes, elaborado por profissional legalmente habilitado e atualizado semestralmente. 
 
18.10.1.24 O equipamento de guindar, de acordo com suas especificidades, deve dispor dos seguintes itens de segurança: 
a) limitador de carga máxima; 
b) limitador de altura que permita a frenagem do moitão na elevação de cargas; 
c) dispositivo de monitoramento na descida, se definido na análise de risco; 
d) alarme sonoro com acionamento automático quando o limitador de carga ou de momento estiver atuando; 
e) alarme sonoro para ser acionado pelo operador em situações de risco e/ou alerta; 
f) trava de segurança no gancho do moitão; 
g) dispositivo instalado nas polias que impeça o escape acidental dos cabos de aço; 
h) limitadores de curso para movimento de translação quando instalado sobre trilhos. 
 
18.10.1.25 Quando o equipamento de guindar possuir cabine de comando, esta deve dispor de: 
a) acesso seguro e, quando necessário em movimentação vertical para acessar a cabine, tornar obrigatório o uso do SPIQ; 
b) interior climatizado; 
c) assento ergonômico; 
d) proteção contra raios solares e intempéries; 
e) tabela de cargas máximas em todas as condições de uso, escrita em língua portuguesa, no seu interior e de fácil visualização pelo operador; 
f) extintor de incêndio adequado ao risco. 
 
18.10.1.26 Guindastes e gruas, além das exigências anteriores cabíveis, devem possuir: 
a) limitador de momento máximo, impedindo a continuidade do movimento e só permitindo a sua reversão; 
b) anemômetro que indique no interior da cabine do equipamento a velocidade do vento; 
c) indicadores de níveis longitudinale transversal, exceto para as gruas que não são montadas sobre base móvel. 
 
18.10.1.27 Os dispositivos auxiliares de içamento devem atender aos seguintes requisitos: 
a) dispor de forma indelével a razão social do fabricante ou do locador, a capacidade de carga e o número de série que permita sua rastreabilidade; 
b) possuir certificado ou dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado, contendo a especificação e descrição completa das características mecânicas e elétricas, se cabíveis; 
c) ser inspecionado pelo sinaleiro/amarrador de cargas antes de entrar em uso. 
 
18.10.1.28 Os controles remotos utilizados para o comando de equipamento de guindar devem conter a identificação correspondente ao equipamento que está sendo utilizado e possuir indicação, em língua portuguesa, dos comandos de operação. 
 
18.10.1.29 São proibidos durante a operação dos equipamentos de guindar: 
a) circulação ou permanência de pessoas estranhas nas áreas sob movimentação da carga suspensa; 
b) colocação de placas de publicidade na estrutura do equipamento, salvo quando especificado pelo fabricante ou profissional legalmente habilitado; 
c) movimentação de cargas com peso desconhecido; 
d) movimentação em ações de arraste ou com o içamento inclinado em relação à vertical; 
e) içamento de carga que não esteja totalmente desprendida da sua superfície de apoio e livre de qualquer interferência que ofereça resistência ao movimento pretendido; 
f) utilização de cordas de fibras naturais ou sintéticas como elementos de içamento de cargas, salvo cabos de fibra sintética previstos nas normas técnicas nacionais vigentes; 
g) transporte de pessoas, salvo nas condições em operação de resgate e salvamento, sob supervisão de profissional legalmente habilitado, ou quando em conformidade com o item 4 do 
Anexo XII da NR-12; 
h) trabalho em condições climáticas adversas ou qualquer outra condição meteorológica que possa afetar a segurança dos trabalhadores. 
 
18.10.1.30 Na impossibilidade de o operador do equipamento visualizar a carga em todo o seu percurso, a operação deve ser orientada por, no mínimo, um sinaleiro/amarrador de carga. 
 
18.10.1.31 A comunicação entre o operador do equipamento e o sinaleiro/amarrador de carga deve ser efetuada por sistema de comunicação eficiente. 
 
18.10.1.32 Devem ser realizadas e registradas as inspeções diárias das condições de segurança: 
a) no equipamento, pelo seu operador, com lista de verificação emitida e sob a responsabilidade do fabricante, locador ou proprietário do equipamento; 
b) nos dispositivos auxiliares de movimentação de carga, pelo sinaleiro/amarrador de carga, mediante lista de verificação; 
c) nas plataformas de carga e descarga, por trabalhador capacitado e autorizado pelo seu empregador, mediante lista de verificação. 
 
Gruas 
 
18.10.1.33 Além do exigido nos itens anteriores pertinentes a equipamento de guindar, a grua deve dispor de: 
a) cabine de comando, acoplada à parte giratória do equipamento, exceto para gruas de pequeno porte e automontante; 
b) limitador de fim de curso para o carro da lança nas duas extremidades; 
c) sistema automático de controle de carga admissível ou placas indicativas de carga admissível ao longo da lança, conforme especificado pelo fabricante ou locador; 
d) luz de obstáculo no ponto mais alto da grua; 
e) SPIQ para acesso horizontal e vertical onde houver risco de queda; 
f) limitador/contador de giro, mesmo quando a grua dispuser de coletor elétrico; 
g) sistema de proteção contra quedas na transposição entre a escada de acesso e o posto de trabalho do operador e na contra lança, conforme a NR-12; 
h) escadas fixas conforme disposto no item 18.8 desta NR; 
i) limitadores de movimento para lanças retráteis ou basculantes; 
j) dispositivo automático com alarme sonoro que indique a ocorrência de ventos superiores a 42 km/h (quarenta e dois quilômetros por hora). 
 
18.10.1.34 Além das proibições referidas no subitem 18.10.1.29 desta NR, as gruas também devem obedecer às seguintes prescrições restritivas: 
a) o trabalho sob condições de ventos com velocidade acima de 42 km/h (quarenta e dois quilômetros por hora) deve ser precedido de análise de risco específica e autorizado mediante permissão de trabalho; 
b) sob nenhuma condição é permitida a operação com gruas quando da ocorrência de ventos com velocidade superior a 72 km/h (setenta e dois quilômetros por hora); 
c) a ponta da lança e o cabo de aço de levantamento da carga devem estar afastados da rede elétrica conforme orientação da concessionária local e distar, no mínimo, 3 m (três metros) de qualquer obstáculo, sendo que, para distanciamentos inferiores a operacionalização da grua, deve ser realizada análise de risco elaborada por profissional legalmente habilitado. 
 
18.10.1.35 Quando o equipamento não estiver em funcionamento, a movimentação da lança da grua deve ser livre, salvo em situações onde há obstáculos ao seu giro, que devem estar previstas no plano de carga. 
 
18.10.1.36 O posicionamento e configuração dos pontos de ancoragens e/ou estaiamento da grua devem: 
a) seguir as instruções do fabricante sobre os esforços aplicados nesses pontos; 
b) ter as estruturas e materiais de fixação definidos em projeto e cálculos elaborados por profissional legalmente habilitado, vinculado ao locador ou à empresa responsável pela montagem do equipamento. 
 
18.10.1.37 A grua ascensional que possuir sistema de telescopagem por meio de elementos metálicos verticais só pode ser utilizada quando dispuser de sistema de fixação ou quadro-guia que garanta seu paralelismo, de modo a evitar a desacoplagem da torre dos elementos metálicos durante o processo de telescopagem. 
 
18.10.1.38 Nas operações de montagem, telescopagem e desmontagem de gruas ascensionais, devem ser obedecidas as seguintes prescrições: 
a) o sistema hidráulico deve ser operado fora da torre, não sendo permitida a presença de pessoas no interior do equipamento; 
b) em casos previstos pelo fabricante ou locador, é permitida a presença de pessoas para inspeção e verificação do acionamento do sistema hidráulico, mediante análise de risco para a operação, elaborada e sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 
 
18.10.1.39 No término da montagem inicial e após qualquer intervenção de inspeção ou manutenção da grua, é obrigatória a emissão de termo de entrega técnica e liberação para uso, que deve ser entregue mediante recibo, contendo, no mínimo: a) descrição de todas as ações executadas; 
b) resultados dos testes de carga e sobrecarga, se efetuados; 
c) data, identificação e respectivas assinaturas do responsável pelo trabalho executado e por quem o aceita como bem realizado; 
d) a explícita afirmação impressa ou carimbada no documento de que “todos os dispositivos e elementos de segurança do equipamento estão plenamente regulados e atuantes para a sua operacionalização segura”; 
e) registro em livro próprio, ficha ou sistema informatizado, de acordo com item 12.11 da NR-12. 
 
18.10.1.40 Deve ser elaborado laudo estrutural e operacional quanto à integridade estrutural e eletromecânica da grua, sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, nas seguintes situações: 
a) quando não dispuser de identificação do fabricante, não possuir fabricante ou importador estabelecido; 
b) conforme periodicidade estabelecida pelo fabricante ou, no máximo, com 20 (vinte) anos de uso; 
c) para equipamentos com mais de 20 (vinte) anos de uso, o laudo deve ser feito a cada 2 (dois) anos; 
d) quando ocorrer algum evento que possa comprometer a sua integridade estrutural e eletromecânica, a critério de profissional legalmente habilitado. 
 
18.10.1.41 Cabe ao empregador prover instalação sanitária contendo vaso sanitário e lavatório, a uma distância máxima de 50 m (cinquenta metros) do posto de trabalho do operador do equipamento. 
 
18.10.1.41.1 Na impossibilidade do cumprimento desta exigência, deve o empregador disponibilizar no mínimo 4 (quatro) intervalos para cada turno de trabalhodiário, com duração que permita ao operador do equipamento sair e retornar à cabine, para atender suas necessidades fisiológicas. Gruas de pequeno porte 
 
18.10.1.42 São considerados gruas de pequeno porte os equipamentos que atendam simultaneamente às seguintes características: 
a) raio máximo de alcance da lança de 6 m (seis metros); 
b) capacidade de carga máxima não superior a 500 kg (quinhentos quilogramas); 
c) altura máxima da torre de 6 m (seis metros) acima da laje em construção. 
 
18.10.1.43 Além do exigido nos subitens anteriores pertinentes a equipamentos de guindar, a grua de pequeno porte deve possuir: 
a) comando elétrico por botoeira ou manipulador a cabo, respeitando voltagem máxima de 24V 
(vinte e quatro volts); 
b) botão de parada de emergência; 
c) limitador de carga máxima; 
d) limitador de momento máximo, impedindo a continuidade do movimento e só permitindo a sua reversão; 
e) limitador de altura que permita a frenagem do moitão na elevação de cargas; 
f) dispositivo de monitoramento na descida, se definido na análise de risco; 
g) luz de obstáculo no ponto mais alto do equipamento; 
h) alarme sonoro com acionamento automático quando o limitador de carga ou de momento estiver atuando; 
i) alarme sonoro para ser acionado pelo operador em situações de risco e/ou alerta; 
j) trava de segurança do gancho de moitão; 
k) dispositivo instalado nas polias que impeça o escape acidental dos cabos de aço; 
l) SPIQ para utilização quando da operação do equipamento. 
 
18.10.1.43.1 Não se aplica à grua de pequeno porte o disposto no subitem 18.10.1.24 desta NR. 
 
18.10.1.44 É proibido o uso de grua de pequeno porte: 
a) com giro da lança inferior a 180° (cento e oitenta graus); 
b) que necessite de ação manual para girar a lança. 
 
Guincho de coluna 
 
18.10.1.45 Para fins de cumprimento dos dispositivos da NR-18, o guincho de coluna deve atender exclusivamente aos seguintes requisitos: 
a) ter capacidade de carga não superior a 500 kg (quinhentos quilos); 
b) possuir análise de risco e procedimento operacional; 
c) possuir dispositivos adequados para sua fixação, especificados no projeto de instalação; 
d) ter seu tambor nivelado para garantir o enrolamento adequado do cabo de aço; 
e) possuir proteção para impedir o contato de qualquer parte do corpo do trabalhador com o tambor de enrolamento; 
f) possuir comando elétrico por botoeira ou manipulador a cabo, respeitando voltagem máxima de 24V (vinte e quatro volts); 
g) possuir botão para parada de emergência. 
 
18.10.2 Ferramentas 
 
18.10.2.1 Os trabalhadores devem ser capacitados e instruídos para a utilização das ferramentas, seguindo as recomendações de segurança desta NR e, quando aplicável, do manual do fabricante. 
 
18.10.2.2 Para a utilização das ferramentas, deve ser evitada a utilização de roupas soltas e adornos que possam colocar em risco a segurança do trabalhador. 
 
18.10.2.3 As ferramentas devem ser vistoriadas antes da sua utilização. Ferramenta elétrica portátil 
 
18.10.2.4 O condutor de alimentação da ferramenta elétrica deve ser manuseado de forma que não sofra torção, ruptura ou abrasão, nem obstrua o trânsito de trabalhadores e equipamentos. 
 
18.10.2.5 Os dispositivos de proteção removíveis da ferramenta elétrica só podem ser retirados para limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, e após devem ser, obrigatoriamente, recolocados. 
 
18.10.2.6 A ferramenta elétrica utilizada para cortes deve ser provida de disco específico para o tipo de material a ser cortado. 
 
18.10.2.7 É proibida a utilização de ferramenta elétrica portátil sem duplo isolamento. 
Ferramenta pneumática 
 
18.10.2.8 A ferramenta pneumática deve possuir dispositivo de partida instalado de modo a reduzir ao mínimo a possibilidade de funcionamento acidental. 
 
18.10.2.9 A válvula de ar da ferramenta pneumática deve ser fechada automaticamente quando cessar a pressão da mão do operador sobre os dispositivos de partida. 
 
18.10.2.10 As mangueiras e conexões de alimentação devem resistir às pressões de serviço, permanecendo firmemente presas aos tubos de saída e afastadas das vias de circulação. 
 
18.10.2.11 A ferramenta pneumática deve ser desconectada quando não estiver em uso, e o suprimento de ar para as mangueiras deve ser desligado e aliviada a pressão. 
 
18.10.2.12 No uso das ferramentas pneumáticas, é proibido: 
a) utilizá-la para a limpeza das roupas; 
b) exceder a pressão máxima do ar. 
 
Ferramenta de fixação a pólvora ou gás 
 
18.10.2.13 A ferramenta de fixação a pólvora ou gás deve possuir sistema de segurança contra disparos acidentais. 
 
18.10.2.14 É proibido o uso de ferramenta de fixação a pólvora ou gás: 
a) em ambientes contendo substâncias inflamáveis ou explosivas; 
b) com a presença de pessoas, inclusive o ajudante, nas proximidades do local do disparo. 
 
18.10.2.15 A ferramenta de fixação a pólvora deve estar descarregada (sem o pino e o finca-pino) sempre que estiver sem uso. 
 
18.10.2.16 Antes da fixação de pinos por ferramenta de fixação, devem ser verificados o tipo e a espessura da parede ou laje, o tipo de pino e finca-pino mais adequados, e a região oposta à superfície de aplicação deve ser previamente inspecionada. 
 
Ferramenta manual 
 
18.10.2.17 Cabe ao empregador fornecer gratuitamente aos trabalhadores as ferramentas manuais necessárias para o desenvolvimento das atividades. 
 
18.10.2.17.1 É obrigação do trabalhador zelar pelo cuidado na utilização das ferramentas manuais e devolvê-las ao empregador sempre que solicitado. 
 
18.10.2.18 As ferramentas manuais não devem ser deixadas sobre passagens, escadas, andaimes e outras superfícies de trabalho ou de circulação, devendo ser guardadas em locais apropriados, quando não estiverem em uso. 
 
18.10.2.19 As ferramentas manuais utilizadas nas instalações elétricas devem ser totalmente isoladas de acordo com a tensão envolvida, ficando exposta apenas a parte que fará contato com a instalação. 
 
18.10.2.20 As ferramentas manuais devem ser transportadas em recipientes próprios. 
 
18.11 Movimentação e transporte de materiais e pessoas (elevadores) 
 
18.11.1 As disposições deste item aplicam-se à instalação, montagem, desmontagem, operação, teste, manutenção e reparos em elevadores para transporte vertical de materiais e de pessoas em canteiros de obras ou frentes de trabalho. 
 
18.11.2 É proibida a instalação de elevador tracionado com cabo único e aqueles adaptados com mais de um cabo, na movimentação e transporte vertical de materiais e pessoas, que não atendam as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.11.3 Toda empresa fabricante, locadora ou prestadora de serviços de instalação, montagem, desmontagem e manutenção, seja do equipamento em seu conjunto ou de parte dele, deve ser registrada no respectivo conselho de classe e estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 
 
18.11.4 Os equipamentos de transporte vertical de materiais e de pessoas devem ser dimensionados por profissional legalmente habilitado e atender às normas técnicas nacionais vigentes ou, na sua ausência, às normas técnicas internacionais vigentes. 
 
18.11.5 Os serviços de instalação, montagem, operação, desmontagem e manutenção devem ser executados por profissional capacitado, com anuência formal da empresa e sob a responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 
 
18.11.6 São atribuições do operador: 
a) manter o posto de trabalho limpo e organizado; 
b) organizar a carga e descarga de material no interior da cabine; 
c) separar materiais de pessoas no interior da cabine; 
d) comunicar e registrar ao técnico responsável pela obra qualquer anomalia no equipamento; 
e) acompanhar todos os serviços de manutenção no equipamento. 
 
18.11.7 Toda empresa usuária de equipamentos de movimentação e transporte vertical de materiais e/ou pessoas deve possuir os seguintes documentos disponíveis no canteiro de obras: 
a) programa de manutenção preventiva, conforme recomendação do locador, importador ou fabricante; 
b) termo de entrega técnica de acordo comas normas técnicas nacionais vigentes ou, na sua ausência, de acordo com o determinado pelo profissional legalmente habilitado responsável pelo equipamento; 
c) laudo de testes dos freios de emergência a serem realizados, no máximo, a cada 90 (noventa) dias, assinado pelo responsável técnico pela manutenção do equipamento ou, na sua ausência, pelo profissional legalmente habilitado responsável pelo equipamento, contendo os parâmetros mínimos determinados por normas técnicas nacionais vigentes; 
d) registro, pelo operador, das vistorias diárias realizadas antes do início dos serviços, conforme orientação dada pelo responsável técnico do equipamento, atendidas as recomendações do manual do fabricante; 
e) laudos dos ensaios não destrutivos dos eixos dos motofreios e dos freios de emergência, sendo a periodicidade definida por profissional legalmente habilitado, obedecidos os prazos máximos previstos pelo fabricante no manual de manutenção do equipamento; 
f) manual de orientação do fabricante; 
g) registro das atividades de manutenção conforme item 12.11 da NR-12; 
h) laudo de aterramento elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.11.8 É proibido o uso de chave do tipo comutadora e/ou reversora para comando elétrico de subida, descida ou parada. 
 
18.11.9 Todos os componentes elétricos ou eletrônicos que fiquem expostos às condições meteorológicas devem ter proteção contra intempéries. 
 
18.11.10 Devem ser observados os seguintes requisitos de segurança durante a execução dos serviços de montagem, desmontagem, ascensão e manutenção de equipamentos de movimentação vertical de materiais e de pessoas: 
a) isolamento da área de trabalho; 
b) proibição, se necessário, da execução de outras atividades nas periferias das fachadas onde estão sendo executados os serviços; 
c) proibição de execução deste tipo de serviço em dias de condições meteorológicas adversas. 
 
18.11.11 As torres dos elevadores devem estar afastadas das redes elétricas ou estar isoladas conforme normas específicas da concessionária local. 
 
18.11.12 As torres dos elevadores devem ser montadas de maneira que a distância entre a face da cabine e a face da edificação seja de, no máximo, 0,2 m (vinte centímetros). 
 
18.11.12.1 Para distâncias maiores, as cargas e os esforços solicitantes originados pelas rampas devem ser considerados no dimensionamento e especificação da torre do elevador. 
 
18.11.13 Em todos os acessos de entrada à torre do elevador deve ser instalada barreira (cancela) que tenha, no mínimo, 1,8 m (um metro e oitenta centímetros) de altura, impedindo que pessoas exponham alguma parte de seu corpo no interior da mesma. 
 
18.11.13.1 A barreira (cancela) da torre do elevador deve ser dotada de dispositivo de intertravamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança, de modo a impedir sua abertura quando o elevador não estiver no nível do pavimento. 
 
18.11.14 O fechamento da base da torre do elevador deve proteger todos os lados até uma altura de pelo menos 2,0 m (dois metros) e ser dotado de proteção e sinalização, de forma a proibir a circulação de trabalhadores através da mesma. 
 
18.11.15 A rampa de acesso à torre de elevador deve: 
a) ser provida de sistema de proteção contra quedas, conforme o subitem 18.9.4.1 ou 18.9.4.2 desta NR; 
b) ter piso de material resistente, sem apresentar aberturas; 
c) não ter inclinação descendente no sentido da torre; 
d) estar fixada à cabine de forma articulada no caso do elevador de cremalheira. 
 
18.11.16 Deve haver altura livre de, no mínimo, 2 m (dois metros) sobre a rampa. 
 
18.11.17 É proibido, nos elevadores, o transporte de pessoas juntamente com materiais, exceto quanto ao operador e ao responsável pelo material a ser transportado, desde que isolados da carga por uma barreira física, com altura mínima de 1,8 m (um metro e oitenta centímetros), instalada com dispositivo de intertravamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança. 
 
18.11.18 O elevador de materiais e/ou pessoas deve dispor, no mínimo, de: 
a) cabine metálica com porta; 
b) horímetro; 
c) iluminação e ventilação natural ou artificial durante o uso; 
d) indicação do número máximo de passageiros e peso máximo equivalente em quilogramas; 
e) botão em cada pavimento a fim de garantir comunicação única através de painel interno de controle. 
 
18.11.19 O elevador de materiais e/ou pessoas deve dispor, no mínimo, dos seguintes itens de segurança: 
a) intertravamento das proteções com o sistema elétrico, através de dispositivo de intertravamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança que impeça a movimentação da cabine quando: 
I. a porta de acesso da cabine, inclusive o alçapão, não estiver devidamente fechada; 
II. a rampa de acesso à cabine não estiver devidamente recolhida no elevador de cremalheira, e; 
III. a porta da cancela de qualquer um dos pavimentos ou do recinto de proteção da base estiver aberta. 
b) dispositivo eletromecânico de emergência que impeça a queda livre da cabine, monitorado por interface de segurança, de forma a freá-la quando ultrapassar a velocidade de descida nominal, interrompendo automática e simultaneamente a corrente elétrica da cabine; 
c) dispositivo de intertravamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança, ou outro sistema com a mesma categoria de segurança que impeça que a cabine ultrapasse a última parada superior ou inferior; 
d) dispositivo mecânico que impeça que a cabine se desprenda acidentalmente da torre do elevador; 
e) amortecedores de impacto de velocidade nominal na base, caso o mesmo ultrapasse os limites de parada final; 
f) sistema que possibilite o bloqueio dos seus dispositivos de acionamento de modo a impedir o seu acionamento por pessoas não autorizadas; 
g) sistema de frenagem automática, a ser acionado em situações que possam gerar a queda livre da cabine; 
h) sistema que impeça a movimentação do equipamento quando a carga ultrapassar a capacidade permitida. 
 
Movimentação de pessoas 
 
18.11.20 O transporte de passageiros no elevador deve ter prioridade sobre o de cargas. 
 
18.11.21 Na construção com altura igual ou superior a 24 m (vinte e quatro metros), é obrigatória a instalação de, pelo menos, um elevador de passageiros, devendo seu percurso alcançar toda a extensão vertical da obra, considerando o subsolo. 
 
18.11.21.1 O elevador de passageiros deve ser instalado, no máximo, a partir de 15 m (quinze metros) de deslocamento vertical na obra. 
 
18.11.22 Nos elevadores do tipo cremalheira, a altura livre para trabalho após a amarração na última laje concretada ou último pavimento será determinada pelo fabricante, em função do tipo de torre e seus acessórios de amarração. 
 
18.11.23 Nos elevadores do tipo cremalheira, o último elemento da torre do elevador deve ser montado com a régua invertida ou sem cremalheira, de modo a evitar o tracionamento da cabine. Movimentação de materiais 
 
18.11.24 Na movimentação de materiais por meio de elevador, é proibido: 
a) transportar materiais com dimensões maiores do que a cabine no elevador; 
b) transportar materiais apoiados nas portas da cabine; 
c) transportar materiais do lado externo da cabine, exceto nas operações de montagem e desmontagem do elevador; 
d) transportar material a granel sem acondicionamento apropriado; 
e) adaptar a instalação de qualquer equipamento ou dispositivo para içamento de materiais em qualquer parte da cabine ou da torre do elevador. 
 
18.12 Andaime e plataforma de trabalho 
 
18.12.1 Os andaimes devem atender aos seguintes requisitos: 
a) ser projetados por profissionais legalmente habilitados, de acordo com as normas técnicas nacionais vigentes; 
b) ser fabricados por empresas regularmente inscritas no respectivo conselho de classe; 
c) ser acompanhados de manuais de instrução, em língua portuguesa, fornecidos pelo fabricante, importador ou locador; 
d) possuir sistema de proteção contra quedas em todo o perímetro, conformesubitem 18.9.4.1 ou 
18.9.4.2 desta NR, com exceção do lado da face de trabalho; 
e) possuir sistema de acesso ao andaime e aos postos de trabalho, de maneira segura, quando superiores a 0,4 m (quarenta centímetros) de altura. 
 
18.12.2 A montagem de andaimes deve ser executada conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.12.2.1 No caso de andaime simplesmente apoiado construído em torre única com altura inferior a 4 (quatro) vezes a menor dimensão da base de apoio, fica dispensado o projeto de montagem, devendo, nesse caso, ser montado de acordo com o manual de instrução. 
 
18.12.2.2 Quando da utilização de andaime simplesmente apoiado com a interligação de pisos de trabalho, independentemente da altura, deve ser elaborado projeto de montagem por profissional legalmente habilitado. 
 
18.12.3 As torres de andaimes, quando não estaiadas ou não fixadas à estrutura, não podem exceder, em altura, 4 (quatro) vezes a menor dimensão da base de apoio. 
 
18.12.4 Os andaimes devem possuir registro formal de liberação de uso assinado por profissional qualificado em segurança do trabalho ou pelo responsável pela frente de trabalho ou da obra. 
 
18.12.5 A superfície de trabalho do andaime deve ser resistente, ter forração completa, ser antiderrapante, nivelada e possuir travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe. 
 
18.12.6 A atividade de montagem e desmontagem de andaimes deve ser realizada: 
a) por trabalhadores capacitados que recebam treinamento específico para o tipo de andaime utilizado; 
b) com uso de SPIQ; 
c) com ferramentas com amarração que impeçam sua queda acidental; 
d) com isolamento e sinalização da área. 
 
18.12.7 O andaime tubular deve possuir montantes e painéis fixados com travamento contra o desencaixe acidental. 
 
18.12.8 Em relação ao andaime e à plataforma de trabalho, é proibido: 
a) utilizar andaime construído com estrutura de madeira, exceto quando da impossibilidade técnica de utilização de andaimes metálicos; 
b) retirar ou anular qualquer dispositivo de segurança do andaime; 
c) utilizar escadas e outros meios sobre o piso de trabalho do andaime, para atingir lugares mais altos. 
 
18.12.9 O ponto de instalação de qualquer aparelho de içar materiais no andaime deve ser escolhido de modo a não comprometer a sua estabilidade e a segurança do trabalhador. 
 
18.12.10 A manutenção do andaime deve ser feita por trabalhador capacitado, sob supervisão e responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado, obedecendo às especificações técnicas do fabricante. 
 
18.12.11 É proibido trabalhar em plataforma de trabalho sobre cavaletes que possuam altura superior a 1,5 m (um metro e cinquenta centímetros) e largura inferior a 0,9 m (noventa centímetros). 
 
18.12.12 Nas edificações com altura igual ou superior a 12 m (doze metros), a partir do nível do térreo, devem ser instalados dispositivos destinados à ancoragem de equipamentos e de cabos de segurança para o uso de SPIQ, a serem utilizados nos serviços de limpeza, manutenção e restauração de fachadas. 
 
18.12.12.1 Os pontos de ancoragem de equipamentos e dos cabos de segurança devem ser independentes, com exceção das edificações que possuírem projetos específicos para instalação de equipamentos definitivos para limpeza, manutenção e restauração de fachadas. 
 
18.12.12.2 Os dispositivos de ancoragem devem: 
a) estar dispostos de modo a atender todo o perímetro da edificação; 
b) suportar uma carga de trabalho de, no mínimo, 1.500 kgf (mil e quinhentos quilogramas-força); c) constar do projeto estrutural da edificação; 
d) ser constituídos de material resistente às intempéries, como aço inoxidável ou material de características equivalentes. 
 
18.12.12.2.1 Os ensaios para comprovação da carga mínima do dispositivo de ancoragem devem atender ao disposto nas normas técnicas nacionais vigentes ou, na sua ausência, às determinações do fabricante. 
 
18.12.12.3 A ancoragem deve apresentar na sua estrutura, em caracteres indeléveis e bem visíveis: a) razão social do fabricante e o seu CNPJ; 
b) modelo ou código do produto; 
c) número de fabricação/série; 
d) material do qual é constituído; 
e) indicação da carga; 
f) número máximo de trabalhadores conectados simultaneamente ou força máxima aplicável; 
g) pictograma indicando que o usuário deve ler as informações fornecidas pelo fabricante. 
 
Andaime simplesmente apoiado 
 
18.12.13 O andaime simplesmente apoiado deve: 
a) ser apoiado em sapatas sobre base rígida e nivelada capazes de resistir aos esforços solicitantes e às cargas transmitidas, com ajustes que permitam o nivelamento; 
b) ser fixado, quando necessário, à estrutura da construção ou edificação, por meio de amarração, de modo a resistir aos esforços a que estará sujeito. 
 
18.12.14 O acesso ao andaime simplesmente apoiado, cujo piso de trabalho esteja situado a mais de 1 m (um metro) de altura, deve ser feito por meio de escadas, observando-se ao menos uma das seguintes alternativas: 
a) utilizar escada de mão, incorporada ou acoplada aos painéis, com largura mínima de 0,4 m (quarenta centímetros) e distância uniforme entre os degraus compreendida entre 0,25 m (vinte e cinco centímetros) e 0,3 m (trinta centímetros); 
b) utilizar escada para uso coletivo, incorporada interna ou externamente ao andaime, com largura mínima de 0,6 m (sessenta centímetros), corrimão e degraus antiderrapantes. 
 
18.12.15 O andaime simplesmente apoiado, quando montado nas fachadas das edificações, deve ser externamente revestido por tela, de modo a impedir a projeção e queda de materiais. 
 
18.12.15.1 O entelamento deve ser feito desde a primeira plataforma de trabalho até 2 m (dois metros) acima da última. 
 
18.12.16 O andaime simplesmente apoiado, quando utilizado com rodízios, deve: 
a) ser apoiado sobre superfície capaz de resistir aos esforços solicitantes e às cargas transmitidas; 
b) ser utilizado somente sobre superfície horizontal plana, que permita a sua segura movimentação; 
c) possuir travas, de modo a evitar deslocamentos acidentais. 
 
18.12.17 É proibido o deslocamento das estruturas do andaime com trabalhadores sobre os mesmos. 
 
Andaime suspenso 
 
18.12.18 Os sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos devem suportar, pelo menos, 3 (três) vezes os esforços solicitantes e ser precedidos de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.12.19 A sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral de edificação deve ser precedida de laudo de verificação estrutural sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 
 
18.12.20 É proibida a utilização do andaime suspenso com enrolamento de cabo no seu corpo. 
 
18.12.21 O andaime suspenso deve: 
a) possuir placa de identificação; 
b) ter garantida a estabilidade durante todo o período de sua utilização, através de procedimentos operacionais e de dispositivos ou equipamentos específicos para tal fim; 
c) possuir, no mínimo, quatro pontos de sustentação independentes; 
d) dispor de ponto de ancoragem do SPIQ independente do ponto de ancoragem do andaime; 
e) dispor de sistemas de fixação, sustentação e estruturas de apoio, precedidos de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado; 
f) ter largura útil da plataforma de trabalho de, no mínimo, 0,65 m (sessenta e cinco centímetros). 
 
18.12.21.1 A placa de identificação do andaime suspenso deve ser fixada em local de fácil visualização e conter a identificação do fabricante e a capacidade de carga em peso e número de ocupantes. 
 
18.12.22 O sistema de contrapeso, quando utilizado como forma de fixação da estrutura de sustentação do andaime suspenso, deve: 
a) ser invariável quanto à forma e ao peso especificados no projeto; 
b) possuir peso conhecido e marcado de forma indelével em cada peça; 
c) ser fixado à estrutura de sustentação do andaime; 
d) possuir contraventamentos que impeçam seu deslocamento horizontal. 
 
18.12.23 O sistema de suspensão do andaime deve: 
a) ser feito por cabos deaço; 
b) garantir o seu nivelamento; 
c) ser verificado diariamente pelos usuários e pelo responsável pela obra, antes de iniciarem seus trabalhos. 
 
18.12.23.1 Os usuários e o responsável pela verificação devem receber treinamento e os procedimentos para a rotina de verificação diária. 
 
18.12.24 Em relação ao andaime suspenso, é proibido: 
a) utilizar trechos em balanço; 
b) interligar suas estruturas; 
c) utilizá-lo para transporte de pessoas ou materiais que não estejam vinculados aos serviços em execução. 
 
18.12.25 Os guinchos de cabo passante para acionamento manual devem: 
a) ter dispositivo que impeça o retrocesso do sistema de movimentação; 
b) ser acionados por meio de manivela ou outro dispositivo, na descida e subida do andaime. 
 
18.12.26 O andaime suspenso com acionamento manual deve possuir piso de trabalho com comprimento máximo de 8 m (oito metros). 
 
18.12.27 Quando utilizado apenas um guincho de sustentação por armação, é obrigatório o uso de um cabo de aço de segurança adicional, ligado a um dispositivo de bloqueio mecânico automático, observando-se a sobrecarga indicada pelo fabricante do equipamento. 
 
Andaime suspenso motorizado 
 
18.12.28 O andaime suspenso motorizado deve dispor de: 
a) cabos de alimentação de dupla isolação; 
b) plugues/tomadas blindadas; 
c) limitador de fim de curso superior e batente; 
d) dispositivos que impeçam sua movimentação, quando sua inclinação for superior a 15° (quinze graus); 
e) dispositivo mecânico de emergência. 
 
Plataforma de trabalho de cremalheira 
 
18.12.29 A plataforma por cremalheira deve dispor de: 
a) cabos de alimentação de dupla isolação; 
b) plugues/tomadas blindadas; 
c) limites elétricos de percurso inferior e superior; 
d) motofreio; 
e) freio automático de segurança; 
f) botoeira de comando de operação com atuação por pressão contínua; 
g) dispositivo mecânico de emergência; 
h) capacidade de carga mínima de piso de trabalho e das suas extensões telescópicas de 150 kgf/m² (cento e cinquenta quilogramas-força por metro quadrado); 
i) botão de parada de emergência; 
j) sinalização sonora automática na movimentação do equipamento; 
k) dispositivo de segurança que garanta o nivelamento do equipamento; 
l) dispositivos eletroeletrônicos que impeçam sua movimentação, quando abertos os seus acessos; 
m) ancoragem obrigatória a partir de 9 m (nove metros) de altura. 
 
18.12.30 A operação da plataforma de cremalheira deve: 
a) ser realizada por trabalhadores capacitados quanto ao carregamento e posicionamento dos materiais no equipamento; 
b) ser realizada por trabalhadores protegidos por SPIQ independente da plataforma ou do dispositivo de ancoragem definido pelo fabricante; 
c) ter a área de trabalho sob o equipamento sinalizada e com acesso controlado; 
d) ser realizada, no percurso vertical, sem interferências no seu deslocamento. 
 
18.12.31 Não é permitido o transporte de pessoas e materiais não vinculados aos serviços em execução na plataforma de cremalheira. 
 
18.12.32 No caso de utilização de plataforma de chassi móvel, este deve ficar devidamente nivelado, patolado ou travado no início da montagem das torres verticais de sustentação da plataforma, permanecendo dessa forma durante o seu uso e desmontagem. 
Plataforma elevatória móvel de trabalho - PEMT 
 
18.12.33 Os requisitos de segurança e as medidas de prevenção, bem como os meios para a sua verificação, para as plataformas elevatórias móveis de trabalho destinadas ao posicionamento de pessoas, juntamente com as suas ferramentas e materiais necessários nos locais de trabalho, devem atender às normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.12.34 A PEMT deve atender às especificações técnicas do fabricante quanto à aplicação, operação, manutenção e inspeções periódicas. 
 
18.12.35 A PEMT deve ser dotada de: 
a) dispositivos de segurança que garantam seu perfeito nivelamento no ponto de trabalho, conforme especificação do fabricante; 
b) alça de apoio interno; 
c) sistema de proteção contra quedas que atenda às especificações do fabricante ou, na falta destas, ao disposto na NR-12; 
d) botão de parada de emergência; 
e) dispositivo de emergência que possibilite baixar o trabalhador e a plataforma até o solo em caso de pane elétrica, hidráulica ou mecânica; 
f) sistema sonoro automático de sinalização acionado durante a subida e a descida; 
g) proteção contra choque elétrico; 
h) horímetro. 
 
18.12.36 A manutenção da PEMT deve ser efetuada por pessoa com capacitação específica para a marca e modelo do equipamento. 
 
18.12.37 Cabe ao operador, previamente capacitado pelo empregador, realizar a inspeção diária do local de trabalho onde será utilizada a PEMT. 
 
18.12.38 Antes do uso diário ou no início de cada turno, devem ser realizadas inspeção visual e teste funcional na PEMT, verificando-se o perfeito ajuste e o funcionamento dos seguintes itens: a) controles de operação e de emergência; 
b) dispositivos de segurança do equipamento; 
c) dispositivos de proteção individual, incluindo proteção contra quedas; 
d) sistemas de ar, hidráulico e de combustível; 
e) painéis, cabos e chicotes elétricos; 
f) pneus e rodas; 
g) placas, sinais de aviso e de controle; 
h) estabilizadores, eixos expansíveis e estrutura em geral; 
i) demais itens especificados pelo fabricante. 
 
18.12.39 No uso da PEMT, são vedados: 
a) o uso de pranchas, escadas e outros dispositivos que visem atingir maior altura ou distância sobre a mesma; 
b) a sua utilização como guindaste; 
c) a realização de qualquer trabalho sob condições climáticas que exponham trabalhadores a riscos; 
d) a operação de equipamento em situações que contrariem as especificações do fabricante quanto à velocidade do ar, inclinação da plataforma em relação ao solo e proximidade a redes de energia elétrica; 
e) o transporte de trabalhadores e materiais não relacionados aos serviços em execução. 
 
18.12.40 Antes e durante a movimentação da PEMT, o operador deve manter: 
a) visão clara do caminho a ser percorrido; 
b) distância segura de obstáculos, depressões, rampas e outros fatores de risco, conforme especificado em projeto ou ordem de serviço; 
c) distância mínima de obstáculos aéreos, conforme especificado em projeto ou ordem de serviço; 
d) limitação da velocidade de deslocamento da PEMT, observando as condições da superfície, o trânsito, a visibilidade, a existência de declives, a localização da equipe e outros fatores de risco de acidente. 
 
18.12.41 A PEMT não deve ser operada quando posicionada sobre caminhões, trailers, carros, veículos flutuantes, estradas de ferro, andaimes ou outros veículos, vias e equipamentos similares, a menos que tenha sido projetada para este fim. 
 
18.12.42 Todos os trabalhadores na PEMT devem utilizar SPIQ conectado em ponto de ancoragem definido pelo fabricante. 
Cadeira suspensa 
 
18.12.43 Em qualquer atividade que não seja possível a instalação de andaime ou plataforma de trabalho, é permitida a utilização de cadeira suspensa. 
 
18.12.44 A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura, em caracteres indeléveis e bem visíveis, a razão social do fabricante/importador, o CNPJ e o número de identificação. 
 
18.12.45 A cadeira suspensa deve: 
a) ter sustentação por meio de cabo de aço ou cabo de fibra sintética; 
b) dispor de sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de aço; 
c) dispor de sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de fibra sintética; 
d) dispor de cinto de segurança para fixar o trabalhador na mesma. 
 
18.12.46 A cadeira suspensa deve atender aos requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instrução e embalagem de acordo com as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.12.47 O trabalhador, quando da utilização da cadeira suspensa, deve dispor de ponto de ancoragem do SPIQ independente do ponto de ancoragem da cadeira suspensa. 
 
18.13 Sinalização de segurança 
 
18.13.1 O canteiro de obras deveser sinalizado com o objetivo de: 
a) identificar os locais de apoio; 
b) indicar as saídas de emergência; 
c) advertir quanto aos riscos existentes, tais como queda de materiais e pessoas e o choque elétrico; 
d) alertar quanto à obrigatoriedade do uso de EPI; 
e) identificar o isolamento das áreas de movimentação e transporte de materiais; 
f) identificar acessos e circulação de veículos e equipamentos; 
g) identificar locais com substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas e radioativas. 
 
18.13.2 É obrigatório o uso de vestimenta de alta visibilidade, coletes ou quaisquer outros meios, no tórax e costas, quando o trabalhador estiver em serviço em áreas de movimentação de veículos e cargas. 
 
18.14 Capacitação 
 
18.14.1 A capacitação dos trabalhadores da indústria da construção será feita de acordo com o disposto na NR-01 (Disposições Gerais). 
 
18.14.1.1 A carga horária, a periodicidade e o conteúdo dos treinamentos devem obedecer ao Anexo I desta NR. 
 
18.14.2 A capacitação, quando envolver a operação de máquina ou equipamento, deve ser compatível com a máquina ou equipamento a ser utilizado. 
 
18.14.3 O treinamento básico em segurança do trabalho, conforme o Quadro 1 do Anexo I desta NR, deve ser presencial. 
 
18.14.4 Os treinamentos devem ser realizados em local que ofereça condições mínimas de conforto e higiene. 
 
18.14.5 Os treinamentos devem possuir avaliação de modo a aferir o conhecimento adquirido pelo trabalhador, exceto para o treinamento inicial. 
 
18.15 Serviços em flutuantes 
 
18.15.1 As plataformas flutuantes devem estar regularmente inscritas na Capitania dos Portos e, portar: 
a) Título de Inscrição de Embarcação - TIE ou Provisão de Registro de Propriedade Marítima - PRPM originais; 
b) Certificado de Segurança de Navegação - CSN válido. 
 
18.15.2 Na periferia da plataforma flutuante, deve haver guarda-corpo de proteção contra quedas de trabalhadores (balaustrada), de acordo com a Norma da Autoridade Marítima (NORMAM02/DPC). 
 
18.15.3 As superfícies de trabalho das plataformas flutuantes devem ser antiderrapantes. 
 
18.15.4 Os locais de embarque, escadas e rampas devem possuir piso antiderrapante, em bom estado de conservação e dotados de guarda-corpos e corrimão. 
 
18.15.5 Deve haver, na plataforma flutuante, equipamentos de salvatagem, em conformidade com a NORMAM-02/DPC. 
 
18.15.6 Na execução de trabalho com risco de queda na água, deve ser usado colete salva-vidas, homologado pela Diretoria de Portos e Costas. 
 
18.15.7 Quando da execução de trabalhos a quente nas plataformas flutuantes, deve-se utilizar colete salva-vidas retardante de chamas. 
 
18.15.8 Os coletes salva-vidas devem ser disponibilizados em número mínimo igual ao de pessoas a bordo. 
 
18.15.9 É obrigatório o uso de botas com elástico lateral nas atividades em plataformas flutuantes. 
 
18.15.10 Deve haver, nas plataformas flutuantes, iluminação de segurança estanque às condições climáticas, quando da realização de atividades noturnas. 
 
18.15.11 É obrigatória a instalação de equipamentos de combate a incêndio, de acordo com a NORMAM-02/DPC. 
 
18.15.12 Nas plataformas flutuantes, deve haver trabalhadores capacitados em salvamento e primeiros socorros, na proporção de 2 (dois) para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração. 
 
18.15.13 Nas plataformas flutuantes, deve haver placa, em lugar visível e em língua portuguesa, indicativa da quantidade máxima de pessoas e da carga máxima permitida a ser transportadas. 
 
18.16 Disposições gerais 
 
18.16.1 Nas atividades da indústria da construção, a adoção das medidas de prevenção deve seguir a hierarquia prevista na NR-01. 
 
18.16.2 As vestimentas de trabalho serão fornecidas de acordo com a NR-24. 
 
18.16.3 O levantamento manual ou semimecanizado de cargas deve ser executado de acordo com a NR-17 (Ergonomia). 
 
18.16.4 Os materiais devem ser armazenados e estocados de modo a não ocasionar acidentes, prejudicar o trânsito de pessoas, a circulação de materiais, o acesso aos equipamentos de combate a incêndio e não obstruir portas ou saídas de emergência. 
 
18.16.4.1 As madeiras retiradas de andaimes, tapumes, fôrmas e escoramentos devem ser empilhadas após retirados ou rebatidos os pregos, arames e fitas de amarração. 
 
18.16.5 Os locais destinados ao armazenamento de materiais tóxicos, corrosivos, inflamáveis ou explosivos devem: 
a) ser isolados, apropriados e sinalizados; 
b) ter acesso permitido somente a pessoas devidamente autorizadas; e 
c) dispor de FISPQ. 
 
18.16.6 O transporte coletivo de trabalhadores em veículos automotores deve observar as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.16.7 O transporte coletivo dos trabalhadores deve ser feito por meio de transporte normatizado pelas entidades competentes e adequado às características do percurso. 
 
18.16.8 A condução do veículo utilizado para o transporte coletivo de passageiros deve ser feita por condutor habilitado. 
 
18.16.9 O canteiro de obras deve ser dotado de medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
18.16.10 Os locais de trabalho devem dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. 
 
18.16.11 As saídas e vias de passagem devem ser claramente sinalizadas por meio de placas ou sinais luminosos indicando a direção da saída. 
 
18.16.12 Nenhuma saída de emergência deve ser fechada à chave ou trancada durante a jornada de trabalho. 
 
18.16.13 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura pelo interior do estabelecimento. 
 
18.16.14 O empregador deve informar todos os trabalhadores sobre utilização dos equipamentos de combate ao incêndio, dispositivos de alarme existentes e procedimentos para abandono dos locais de trabalho com segurança. 
 
18.16.15 O canteiro de obras deve apresentar-se organizado, limpo e desimpedido, notadamente nas vias de circulação, passagens e escadarias. 
 
18.16.16 A remoção de entulhos ou sobras de materiais deve ser realizada por meio de equipamentos ou calhas fechadas. 
 
18.16.17 É proibido manter resíduos orgânicos acumulados ou expostos em locais inadequados do canteiro de obras, assim como a sua queima. 
 
18.16.18 É obrigatória a colocação de tapume, com altura mínima de 2 m (dois metros), sempre que se executarem atividades da indústria da construção, de forma a impedir o acesso de pessoas estranhas aos serviços. 
 
18.16.19 Nas atividades da indústria da construção com mais de 2 (dois) pavimentos a partir do nível do meio-fio, executadas no alinhamento do logradouro, deve ser construída galeria sobre o passeio ou outra medida de proteção que garanta a segurança dos pedestres e trabalhadores, de acordo com projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. 
 
18.16.20 Nas atividades da indústria da construção em que há necessidade da realização de serviços sobre o passeio, deve-se respeitar a legislação do Código de Obras Municipal e de trânsito em vigor. 
 
18.16.21 Os canteiros de obras devem possuir sistema de comunicação de modo a permitir a comunicabilidade externa. 
 
18.16.22 A madeira a ser usada para construção de escadas, rampas, passarelas e sistemas de proteção coletiva deve ser de boa qualidade, sem nós e rachaduras que comprometam sua resistência, estar seca, sendo proibido o uso de pintura que encubra imperfeições. 
 
18.16.23 Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória a adoção das seguintes medidas: 
a) comunicar de imediato e por escrito ao órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, que repassará a informação ao sindicato da categoria profissional; 
b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente e pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; 
c) a liberação do local, pelo órgãoregional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, será concedida em até 72 (setenta e duas) horas, contadas do protocolo de recebimento da comunicação escrita ao referido órgão. 
 
18.17 Disposições transitórias 
 
18.17.1 O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho da indústria da construção (PCMAT) existente antes da entrada em vigência desta Norma terá validade até o término da obra a que se refere. 
 
Contêiner 
 
18.17.2 É proibido reutilizar contêiner originalmente utilizado para transporte de cargas em área de vivência. 
 
Tubulões com pressão hiperbárica 
 
18.17.3 Nas atividades com uso de tubulões com pressão hiperbárica, devem ser adotadas as seguintes medidas: 
a) permitir a comunicação entre os trabalhadores do lado interno e externo da campânula pelo sistema de telefonia ou similar; 
b) executar plano de ação para acidentes com descompressão com duração menor que a prevista na tabela de descompressão disponível em norma regulamentadora; 
c) executar plano de ação de emergência em caso de acidentes no interior do tubulão; 
d) manter no local grupo gerador de energia para emergência; 
e) possuir compressores, prevendo um de reserva para cada frente de trabalho; 
f) elaborar plano de manutenção com inspeções atualizadas das campânulas, compressores e dos grupos geradores de energia; 
g) atender ao disposto no Anexo IV da NR-07; 
h) conter sistema de refrigeração do ar comprimido de modo a evitar temperaturas elevadas e desidratação dos trabalhadores; 
i) conter sistema de controle de ruído. 
 
18.17.4 O plano de ação para acidentes com descompressão deve conter: nome, CNPJ e endereço da clínica responsável pelo tratamento com oxigenoterapia hiperbárica, bem como nome e CRM do responsável da clínica. 
 
18.17.5 O empregador deve manter ambulância UTI com médico no canteiro de obras enquanto houver trabalhador comprimido. 
 
18.17.6 Quando houver câmara hiperbárica de tratamento no canteiro de obras, esta deve seguir os seguintes requisitos: 
a) estar instalada em local coberto ao abrigo de alterações climáticas, em sala exclusiva obedecendo a todas as determinações da Resolução - RDC n° 50/2002, da ANVISA, sobre elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde; 
b) atender à Nota Técnica n° 01/2008/GQUIP/GGTPS/ANVISA (Riscos nos Serviços de Medicina 
Hiperbárica); 
c) a operação da câmara deve ser realizada por profissional de saúde habilitado, e o modo de tratamento (pressão, tempos de compressão e descompressão) deve ser definido pelo médico habilitado, que deve permanecer na supervisão de todo o tratamento; 
d) o trabalhador sujeito ao tratamento deve ser acompanhado por um guia interno durante todo o período de tratamento, conforme determinação do Conselho Federal de Medicina; 
e) a câmara deverá ter revisão preventiva anual comprovada, assim como registro de teste hidrostático a cada 5 (cinco) anos e teste de sistema contra incêndio a cada 6 (seis) meses. 
 
18.17.7 Deve-se evitar trabalho simultâneo em fustes e bases alargadas em tubulões adjacentes, seja quanto à escavação ou à concretagem, visando impedir o desmoronamento de bases abertas. 
 
18.17.8 Toda campânula deve ter: 
a) laudo de verificação estrutural atualizado a cada 5 (cinco) anos, incluindo a pressão máxima de trabalho, e laudos do teste hidrostático e de outros ensaios não destrutivos que se fizerem necessários; 
b) manômetros, interno e externo, que indiquem a pressão interna de trabalho, com medição em 
Sistema Internacional; 
c) termômetros, interno e externo, que indiquem a temperatura interna de trabalho, com medição em Sistema Internacional; 
d) sistema de ventilação artificial projetado por profissional legalmente habilitado; 
e) aterramento elétrico de acordo com a NR-10; 
f) sistema interno e externo de descompressão. 
 
18.17.9 Para cada campânula deve haver dois compressores ligados em paralelo para que, em caso de pane, o segundo equipamento entre em operação de modo automático. 
 
18.17.10 Quanto ao uso dos compressores e grupos geradores de energia, devem ser atendidas as seguintes medidas: 
a) ter silenciador de ruído; 
b) ficar em área coberta; 
c) manter no local das atividades peças para substituição emergencial como manômetros, termômetros, válvulas, registros, juntas etc.; 
d) ter cuidado especial na captação do ar quanto à descarga de fumaça de veículos ou outros equipamentos. 
 
18.17.11 Os trabalhadores que adentrarem e ficarem expostos a pressões hiperbáricas devem: 
a) possuir capacitação, de acordo com a NR-33 e NR-35; 
b) ter exames médicos atualizados, de acordo com a NR-07; 
c) seguir procedimentos de compressão e descompressão previstos na NR-07. 
 
18.17.12 O encarregado de ar comprimido deve possuir capacitação, conforme o Anexo I desta NR. 
 
18.17.13 Cada frente de trabalho deve possuir no mínimo 3 (três) trabalhadores com capacitação para atuação como encarregado de ar comprimido. 
 
18.17.14 Os meios de acessos devem atender o previsto nos itens 18.8 e 18.9 desta NR. 
 
18.17.15 Os trabalhadores devem ser avaliados pelo médico, no máximo, até 2 (duas) horas antes de iniciar as atividades em ambiente hiperbárico, não sendo permitida a entrada em serviço daqueles que apresentem sinais de afecções das vias respiratórias ou outras moléstias. 
 
18.17.16 Os trabalhadores devem permanecer no canteiro de obras pelo menos 2 (duas) horas após o término da descompressão. 
 
18.17.17 Deve haver, no canteiro de obras ou frente de trabalho, instalações para assistência médica, recuperação e observação dos trabalhadores. 
 
18.17.18 Após a utilização de explosivos só é permitida a entrada de trabalhadores no tubulão após 6 (seis) horas de ventilação forçada. 
Equipamentos de guindar 
 
18.17.19 As obras iniciadas antes da vigência desta Norma estão dispensadas do atendimento da alínea “b” do subitem 18.10.1.25. 
 
ANEXO I - CAPACITAÇÃO: CARGA HORÁRIA, PERIODICIDADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
 
1.Carga horária e periodicidade
 
1.1 A carga horária e a periodicidade das capacitações dos trabalhadores da indústria da construção devem seguir o disposto no Quadro 1 deste Anexo. 
Quadro 1
	Capacitação 
	Treinamento inicial (carga horária) 
	Treinamento periódico 
(carga 
horária/periodicidade) 
	Treinamento eventual 
	
	Básico em segurança do trabalho 
	4 horas 
	4 horas/2 anos 
	 Carga horária a critério do empregador
	 
	Operador de grua 
	80 horas, sendo pelo menos 40 horas para a parte prática 
	a critério do empregador 
	
	
	Operador de guindaste 
	120 horas, sendo pelo menos 80 horas para a parte prática 
	a critério do empregador 
	
	
	Operador 	de 
equipamentos de guindar 
	a critério do empregador, sendo pelo menos 50% 
para a parte prática 
	a critério do empregador/2 anos 
	
	
	Sinaleiro/amarrador 	de cargas 
	16 horas 
	a critério do empregador/ 2 anos 
	
	
	Operador de elevador 
	16 horas 
	4 horas/anual 
	
	
	Instalação, montagem, desmontagem e manutenção de elevadores 
	a 	critério 	do 
empregador 
	a 	critério 	do 
empregador/anual 
	
	
	Operador de PEMT 
	4 horas 
	4 horas/2 anos 
	
	
	Encarregado 	de 	ar 
comprimido 
	16 horas 
	a critério do empregador 
	
	
	Resgate e remoção em 
atividades no tubulão 
	8 horas 
	a critério do empregador 
	
	
	Serviços 	de 
impermeabilização 
	4 horas 
	a critério do empregador 
	
	
	Utilização 	de 	cadeira suspensa 
	16 horas, sendo pelo menos 8 horas para a parte prática 
	8 horas/anual 
	
	
	Atividade 	de 	escavação manual de tubulão 
	24 horas, sendo pelo menos 8 horas para a parte prática 
	8 horas/anual 
	
	
	Demais atividades/funções 
	a 	critério 	do 
empregador 
	a critério do empregador/ a critério do empregador 
	
	
 
1.2 No caso das gruas e guindastes, além do treinamento teórico e prático, o operador deve passar por um estágio supervisionado de pelo menos 90 (noventa) dias. 
 
1.2.1 O estágio supervisionado pode ser dispensado para o operador com experiência comprovada de, no mínimo, 6 (seis) meses na função, a critério e sob responsabilidade doempregador. 
 
2. Conteúdo programático 
2.1 O conteúdo programático do treinamento inicial deve conter informações sobre: 
a) para a capacitação básica em segurança do trabalho: 
I. as condições e meio ambiente de trabalho; 
II. os riscos inerentes às atividades desenvolvidas; 
III. os equipamentos e proteção coletiva existentes no canteiro de obras; IV. o uso adequado dos equipamentos de proteção individual; V. o PGR do canteiro de obras. 
b) para o operador de equipamento de guindar: o conteúdo programático descrito no Anexo II da NR-12 ou definido pelo fabricante/locador. 
c) para o operador de grua: 
I. operação e inspeção diária do equipamento; 
II. atuação dos dispositivos de segurança; 
III. sinalização manual e por comunicação via rádio; 
IV. isolamento de áreas sob cargas suspensas; 
V. amarração de cargas; 
VI. identificação visual de danos em polias, ganchos, cabos de aço e cintas sintéticas; VII. prevenção de acidentes; 
VIII. cuidados com linhas de alta tensão próximas; 
IX. fundamentos da NR-35 que trata de trabalho em altura; X. as demais normas de segurança vigentes. 
d) para o operador de guindaste: 
I. todos os itens previstos na capacitação para operação de gruas; 
II. leitura e interpretação de plano de içamento; 
III. condições que afetam a capacidade de carga da máquina, em especial quanto ao nivelamento, características da superfície sob a máquina, carga dinâmica e vento. 
e) para o sinaleiro/amarrador de cargas: 
I. sinalização manual e por comunicação via rádio; 
II. isolamentos seguros de áreas sob cargas suspensas; 
III. amarração de cargas; 
IV. conhecimento para inspeções visuais das condições de uso e conformidade de ganchos, cabos de aço, cintas sintéticas e de todos outros elementos e acessórios utilizados no içamento de cargas. 
f) para o encarregado de ar comprimido: 
I. normas e regulamentos sobre segurança; 
II. análise de risco, condições impeditivas e medidas de proteção para compressão e descompressão; 
III. riscos potenciais inerentes ao trabalho hiperbárico; 
IV. sistemas de segurança; 
V. acidentes e doenças do trabalho; 
VI. procedimentos e condutas em situações de emergência. 
g) para o operador de PEMT: conforme disposto em norma técnica nacional vigente; 
h) para os trabalhadores envolvidos em serviços de impermeabilização: 
I. acidentes típicos nos trabalhos de impermeabilização; 
II. riscos potenciais inerentes ao trabalho e medidas de prevenção; 
III. operação do equipamento para aquecimento com segurança; 
IV. condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e primeiros socorros (principalmente no caso de queimaduras); V. isolamento da área e sinalização de advertência. 
i) para os trabalhadores que utilizam cadeira suspensa: 
I. modo de operação; 
II. técnicas de descida; 
III. tipos de ancoragem; 
IV. tipos de nós; 
V. manutenção dos equipamentos; VI. procedimentos de segurança; VII. técnicas de autorresgate. 
 
2.2 O conteúdo dos treinamentos periódico e eventual será definido pelo empregador e deve contemplar os princípios básicos de segurança compatíveis com o equipamento e a atividade a ser desenvolvida no local de trabalho. 
 
ANEXO II - CABOS DE AÇO E DE FIBRA SINTÉTICA
 
1. É obrigatória a observância das condições de utilização, dimensionamento e conservação dos cabos de aço utilizados em obras de construção, conforme o disposto nas normas técnicas nacionais vigentes. 
 
2. Os cabos de aço de tração não podem ter emendas nem pernas quebradas, que possam vir a comprometer sua segurança. 
 
3. Os cabos de aço devem ter carga de ruptura equivalente a, no mínimo, 5 (cinco) vezes a carga máxima de trabalho a que estiverem sujeitos e resistência à tração de seus fios de, no mínimo, 160 kgf/mm2 (cento e sessenta quilogramas-força por milímetro quadrado). 
 
4. Os cabos de aço devem atender aos requisitos mínimos contidos nas normas técnicas nacionais vigentes e permitir a sua rastreabilidade. 
 
5. O cabo de aço e o de fibra sintética devem ser fixados por meio de dispositivos que impeçam seu deslizamento e desgaste. 
 
6. O cabo de fibra sintética ou o de aço utilizado no SPIQ e aquele utilizado para sustentação da cadeira suspensa devem ser exclusivos para cada tipo de aplicação. 
 
7. O cabo de aço e o de fibra sintética devem ser substituídos quando apresentarem condições que comprometam a sua integridade em face da utilização a que estiverem submetidos. 
 
8. O cabo de fibra sintética utilizado no SPIQ como linha de vida vertical deve ser compatível com o trava-queda a ser utilizado. 
 
9. O cabo de fibra sintética deve ser submetido aos ensaios, realizados pelo fabricante, conforme as normas técnicas nacionais vigentes. 
 
10. No manual do fabricante devem constar recomendações para inspeção, uso, alongamento, manutenção e armazenamento dos cabos de fibra sintética. 
 
11. O cabo de fibra sintética deve possuir no mínimo 22 kN (vinte e dois quilonewtons) de carga de ruptura sem os terminais, podendo ser de 3 (três) capas ou capa e alma, sendo proibida a utilização de polipropileno para sua fabricação. 
 
GLOSSÁRIO
Ancoragem: ponto ou elemento de fixação instalado na edificação ou outra estrutura para a sustentação de equipamento de trabalho ou EPI. 
Andaime: plataforma de trabalho com estrutura provisória para realização de atividades em locais elevados. 
Andaime simplesmente apoiado: plataforma de trabalho, fixa ou móvel, cujos pontos de sustentação estão apoiados no piso. 
Andaime suspenso: plataforma de trabalho sustentada por meio de cabos de aço e movimentada no sentido vertical. 
Autopassante: sistema onde o cabo de aço passa no interior do guincho sem enrolamento no seu interior. 
Balaustrada: estrutura de proteção contra quedas situada na periferia do flutuante. 
Bate-estaca: equipamento utilizado para a cravação de estacas utilizadas em fundações. 
Beiral da edificação: prolongamento da laje além do alinhamento da parede de periferia da edificação. 
Blaster: profissional qualificado responsável pela execução do plano de fogo e encarregado de organizar, conectar, dispor e distribuir os explosivos e acessórios empregados no desmonte de rochas. 
Cadeira suspensa: plataforma individual de trabalho sustentada por meio de cabos, de aço ou de fibra sintética, movimentada no sentido vertical. 
Campânula: câmara utilizada sob condições hiperbáricas que permite a passagem de pessoas de um ambiente sob pressão mais alta que a atmosférica para o ar livre, ou vice-versa. 
Canteiro de obra: área de trabalho fixa e temporária onde se desenvolvem operações de apoio e execução de construção, demolição, montagem, instalação, manutenção ou reforma. 
Caracteres Indeléveis: qualquer dígito numérico, letra do alfabeto ou símbolo especial que não possa ser apagado ou removido. 
Climatização: processo para se obter condições ambientais de temperatura e umidade confortáveis ao trabalhador, nas cabines dos equipamentos. 
Coifa: dispositivo destinado a impedir a projeção do disco de corte da serra circular. 
Coletor de serragem: dispositivo destinado a captar a serragem proveniente do corte de madeira. 
Coletor elétrico: dispositivo responsável pela transmissão da alimentação elétrica da parte fixa (torre) da grua à parte rotativa. 
Condutor habilitado: condutor de veículos portador de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), expedida pelo órgão competente. 
Desmonte de rocha a fogo: retirada de rochas com explosivos. 
Desprotensão: operação de alívio da tensão em cabos ou fios de aço usados no concreto protendido. 
Dispositivo auxiliar de içamento: dispositivo conectado ao gancho do moitão utilizado para facilitar a movimentação da carga. 
Dispositivo empurrador: dispositivo instalado na serra circular, destinado à movimentação da madeira durante o corte. 
Dispositivo limitador de curso: dispositivo destinado a permitir uma sobreposição segura dos montantes da escada portátil extensível. 
Eixo expansível: eixo provido de rodízios ou esteiras nas extremidades que permitem sua expansão, com o objetivo de proporcionarestabilidade à PEMT. 
Equipamento de guindar: equipamento utilizado no transporte vertical de materiais (grua, guincho, guindaste e outros). 
Equipamento de salvatagem: equipamento utilizado para resgate e manutenção da vida do trabalhador após um acidente na água. 
Escada fixa vertical: escada fixada a uma estrutura e utilizada para transpor diferença de nível. 
Escada portátil: escada de mão transportável. 
Escada portátil de uso individual: escada de mão com lance único. 
Escada portátil dupla: escada de abrir, cavalete ou autossustentável. 
Escada portátil extensível: escada que pode ser estendida em mais de um lance. 
Estabilidade garantida: condição caracterizada via laudo técnico, atestando que determinada estrutura, talude, vala, escoramento ou outro elemento estrutural não oferece risco de colapso. 
Estabilizador: barra extensível dotada de mecanismo hidráulico, mecânico ou elétrico, fixado na estrutura da PEMT para impedir sua inclinação ou tombamento. 
Estaiamento: utilização de cabos, hastes metálicas ou outros dispositivos para a sustentação de uma estrutura. 
Estudo geotécnico: estudo necessário à definição de parâmetros do solo ou rocha, tal como sondagem, ensaios de campo ou ensaios de laboratório. 
Ferramenta: instrumento manual utilizado pelo trabalhador para realização de tarefas. 
Ferramenta de fixação a pólvora ou gás: instrumento utilizado para fixação de pinos acionada a pólvora ou a gás. 
Ferramenta pneumática: instrumento acionado por ar comprimido. 
Frente de trabalho: área de trabalho móvel e temporária. 
Fumos: vapores provenientes da combustão incompleta de metais. 
Fuste: escavação feita com a finalidade de alcançar camadas de solo mais profundas para construção de fundação. 
Galeria: corredor coberto que permite o trânsito de pedestres com segurança. 
Goivagem: operação de remoção de cordões de solda ou abertura de sulcos para posterior soldagem. 
Grua: equipamento de guindar que possui lança de giro horizontal, suportada por uma estrutura vertical (torre), utilizado para movimentação horizontal e vertical de materiais. 
Grua ascensional: grua cuja torre é de altura definida, normalmente instalada e fixada no poço do elevador, amarrada à laje através de gravatas e elevada através de sistema hidráulico. 
Grua automontante: grua cuja montagem é feita de forma automática sem a necessidade de equipamento auxiliar. 
Guia de alinhamento: dispositivo, fixo ou móvel, instalado na bancada da serra circular, destinado a orientar a direção e a largura do corte na madeira. 
Guincho de coluna: equipamento fixado na edificação ou estrutura independente, destinado ao içamento de pequenas cargas. 
Guincho de sustentação: equipamento, mecânico ou elétrico, utilizado para a movimentação do andaime suspenso. 
Guindaste: equipamento de guindar utilizado para a elevação e movimentação de cargas e materiais pesados. 
Instalações elétricas temporárias: instalações elétricas das edificações temporárias que compõem o canteiro de obras e as frentes de trabalho. 
Laudo estrutural: documento emitido por profissional legalmente habilitado referente às condições estruturais no que diz respeito à resistência e integridade da estrutura em questão. 
Laudo operacional: documento emitido por profissional legalmente habilitado referente às condições operacionais e de funcionamento dos mecanismos, comandos e dispositivos de segurança de um equipamento. 
Linga: conjunto de correntes, cabos ou outros materiais utilizados para o içamento de carga. 
Manilha: dispositivo auxiliar para o içamento de carga. 
Máquina autopropelida: máquina que se desloca por meio próprio de propulsão. 
Moitão: dispositivo mecânico utilizado nos equipamentos de guindar para movimentação de carga. 
Momento máximo: indicação do máximo esforço de momento aplicado na estrutura de alguns equipamentos de guindar. 
Montante: peça estrutural vertical de andaime, torres e escadas. 
Organização: pessoa ou grupo de pessoas, com suas próprias funções, responsabilidades, autoridades e relações para alcançar seus objetivos. Inclui, mas não se limita a: empregador, tomador de serviços, empresa, empreendedor individual, produtor rural, companhia, corporação, firma, autoridade, parceria, organização de caridade ou instituição, parte ou combinação desses, seja incorporada ou não, pública ou privada. 
Panagem: tecido que forma a rede de proteção. 
Patamar: plataforma entre dois lances de uma escada. 
PEMT: Plataforma Elevatória Móvel de Trabalho. Equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de uma estação de trabalho, cesto ou plataforma, sustentado por haste metálica, lança ou tesoura, capaz de ascender para atingir ponto ou local de trabalho elevado. 
Pilão: peça utilizada para imprimir golpes por gravidade no bate-estaca. 
Pistola finca-pino: ferramenta utilizada para fixação de pino metálico em estrutura da edificação. 
Plataforma de proteção: plataforma instalada no perímetro da edificação destinada a aparar materiais em queda livre. 
Plataforma de proteção primária: plataforma instalada na primeira laje. 
Plataforma de proteção secundária: plataforma instalada acima da primeira laje. 
Plataforma de proteção terciária: plataforma instalada abaixo da primeira laje. 
Platibanda: mureta construída na periferia da parte mais elevada da edificação. 
Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. 
Profissional qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico na sua área de atuação, reconhecido pelo sistema oficial de ensino. 
Protensão: operação de aplicar tensão em cabos ou fios de aço usados no concreto protendido. 
Quadro-guia: estrutura de alinhamento para utilização durante o processo de telescopagem da grua ascensional. 
Rede de segurança: sistema de proteção para evitar ou amortecer a queda de pessoas. 
Reservatório para aquecimento: equipamento metálico utilizado para aquecimento do produto impermeabilizante. 
Sarilho: equipamento para levantar materiais constituído por um cilindro horizontal móvel, acionado por motor ou manivela, onde se enrola a corda ou cabo de aço. 
Semimecanizado: processo que utiliza, conjuntamente, meios mecânicos e esforços físicos do trabalhador para movimentação de cargas. 
Serviços em flutuantes: atividades desenvolvidas em embarcações, plataformas ou outras estruturas sobre a água. 
Sinaleiro/amarrador: trabalhador responsável pela sinalização e amarração de carga. 
SPIQ: Sistema de Proteção Individual contra Quedas, constituído de sistema de ancoragem, elemento de ligação e equipamento de proteção individual, em consonância com a NR-35. 
Talude: resultado de uma escavação em solo com determinada inclinação. 
Telescopagem da grua: processo que altera a altura da grua pela inserção de elementos à sua torre através de uma abertura na gaiola. 
Trabalhador capacitado: trabalhador treinado para a realização de atividade específica no âmbito da organização. 
3 CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO 
O programa de condições e Meio Ambientes de trabalho na indústria da Construção, tem como base a NR-09 que estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequentemente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. 
A NR-09 considera como riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. 
 
	AGENTES FÍSICOS 
	AGENTES QUÍMICOS 
	AGENTES BIOLÓGICOS 
	Ruído 
Vibrações 
Pressões Anormais 
Temperaturas extremasRadiações Ionizantes 
Radiações não Ionizantes 
	Poeira 
Fumos 
Névoas 
Neblinas 
Gazes ou Vapores 
 
	Bactérias 
Fungos 
Bacilos 
Parasitas 
Protozoários 
Vírus 
	Infra-som 
Ultra-som 
	
	
 
3.1 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA 
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da Empresa, sob a responsabilidade do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. 
O PPRA deverá conter no mínimo um planejamento anual com estabelecimentos de metas, prioridades e cronograma, estratégias e metodologias de ação, forma do registro, manutenção e divulgação de dados, periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA, onde deverá ser analisado o seu desenvolvimento e realizações de ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. 
Quando não forem identificados riscos ambientais nas fases de antecipação ou reconhecimento, descritas nos itens 9.3.2 e 9.3.3, o PPRA poderá resumir-se às etapas previstas nas alíneas "a" e "f" do subitem 9.3.1. 
 
9.3.1 O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: 
a) Antecipação e reconhecimentos dos riscos; 
b) Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; 
c) Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; 
d) Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; 
e) Monitoramento da exposição aos riscos; 
f) Registro e divulgação dos dados. 
 
9.3.2 A antecipação deverá envolver a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes, visando a identificar os riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação. 
 
9.3.3 O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando aplicáveis: a) A sua identificação; 
b) A determinação e localização das possíveis fontes geradoras; 
c) A identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho; 
d) A identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; 
e) A caracterização das atividades e do tipo da exposição; 
f) A obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde 
decorrente do trabalho; 
g) Os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica; 
h) A descrição das medidas de controle já existentes. 
a) Comprovar o controle da exposição ou a inexistência riscos identificados na etapa de reconhecimento; b) Dimensionar a exposição dos trabalhadores; 
c) Subsidiar o equacionamento das medidas de controle. 
 
A norma especificada que as medidas de controle deverão ser adotadas conforme a necessidade para a eliminação, a minimização ou o controle dos riscos ambientais sempre que forem verificadas algumas destas situações: 
a) Identificação, na fase de antecipação, de risco potencial à saúde; 
b) Constatação, na fase de reconhecimento de risco evidente à saúde; 
c) Quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os valores dos limites previstos na NR-15. 
d) Quando, através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal entre danos observados na saúde os trabalhadores e a situação de trabalho a que eles ficam expostos. 
O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7. O PPRA deverá estar descrito num documento-base contendo todos os aspectos 
estruturais. 
3.2 Condições e Meio Ambiente de Trabalho Seguro 
Neste item serão apresentados alguns subitens da NR-18 que são de suma importância para um canteiro de obras, oferecendo conforto e segurança para todos. 
3.2.1 Áreas de vivência
A NR-18, no seu quarto requisito define as condições para implantação e funcionamento das áreas de vivência, alguns pontos exigem maior detalhamento, sendo necessário buscar maiores esclarecimentos na NR-24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Apesar das inter-relações existentes entre as normas, poucos são os gestores que conhecem esse fato ou que buscam esclarecimentos em outras normas para apoiar as decisões, seja relacionado à área de vivência, ou áreas de produção.
3.2.1.1 Instalações Sanitárias
Os critérios para o dimensionamento das instalações hidrosanitárias, estabelecendo as seguintes proporções e dimensões mínimas:
a) 1 Lavatório, 1 vaso sanitário e 1 mictório para um grupo de 20 trabalhadores ou fração;
b) 1 Chuveiro para um grupo de 10 trabalhadores ou fração;
c) O local destinado ao vaso sanitário deve possuir dimensões de acordo com o código de obras local ou, na ausência desse, deve haver área livre de pelo menos 0,60m (sessenta centímetros) de diâmetro entre a borda frontal da bacia sanitária e a porta fechada. (NR-24)
d) A área mínima destinada aos chuveiros deve possuir dimensões de acordo com o código de obras local ou, na ausência desse, no mínimo 0,80m (oitenta centímetros) por 0,80m (oitenta centímetros).
Estes critérios devem ser interpretados como requisitos mínimos, recomendando-se adotar, especialmente para os chuveiros, um menor número de trabalhadores por aparelho. Tal recomendação decorre do fato de que os chuveiros geralmente representam um ponto crítico dos banheiros no horário de fim do expediente, isto é, são as instalações mais procuradas e, ao mesmo tempo, aquela em que os usuários consomem mais tempo, o que origina a formação de filas caso não existam aparelhos em número suficiente.
Embora a norma não se refira ao assunto, sugere-se que não se incluam nos seus critérios os banheiros volantes (vaso sanitário ou mictório) colocados ao longo dos pavimentos. A justificativa para tal recomendação baseia-se no fato de que os banheiros volantes, por sua localização dispersa e significativa distância do vestiário, não podem ser utilizados no momento de maior exigência, representado pelo horário de saída do pessoal, conforme já citado.
Um eventual banheiro exclusivo para o pessoal da administração da obra (engenheiro, mestre, estagiários e clientes) também não deve ser incluído nos critérios da NR-18.
Conforme mencionado no item, os banheiros devem estar localizados próximos do vestiário, situando-se ao lado ou no mesmo ambiente. Caso os banheiros sejam uma instalação vizinha, deve-se prever acessos que permitam ao trabalhador deslocar-se de uma peça para a outra sem a perda da privacidade.
Existem várias configurações arquitetônicas que resolvem este problema. Deve-se observar na localização dos banheiros a possibilidade de aproveitamento de uma eventual rede de esgoto pré-existente no canteiro e a já comentada proibição de ligação direta com o refeitório.
A NR-18 estabelece 150 metros como distância limite para deslocamento dos postos de trabalho até as instalações sanitárias, podendo-se interpretar que essa distância corresponde a deslocamentos horizontais e verticais. A seguir são listadas algumas exigências da NR-18:
a) Deve existir recipiente para depósito de papéis usados junto ao lavatório e junto ao vaso sanitário;
b) Tanto o piso quanto as paredes adjacentes aos chuveiros devem ser de material que resista à água e possibilite a desinfecção. Logo, caso as paredes sejam de chapas de compensado, as mesmas devem receber um impermeabilizante;
c) Deve existir em cada chuveiro um suporte para sabonete e um para toalha.
d) O ambiente deve ter portas de acesso e ser construído de forma que seus usuários não fiquem expostos a quem está do lado de fora dos ambientes. Os banheiros nunca devem estar ligados aos refeitórios.
e) Os banheiros são espaços destinados exclusivamente ao banho e às necessidades fisiológicas. É proibido qualquer uso do local para outros fins,como estocagem de equipamentos e materiais de construção.
f) Sempre que necessário, a obra deve oferecer banheiros femininos independentes.
g) Também deve ter ventilação e iluminação adequadas, instalações elétricas protegidas e pé-direito mínimo de 2,50m ou de acordo com o Código de Obra Municipal.
 Vestiários 
 
A sua instalação é obrigatória nos canteiros para que os trabalhadores que não residem na obra possam trocar de roupa. As dimensões e especificações para o seu funcionamento estão detalhadas na NR-18 e na NR-24, entretanto, talvez esse seja o item que apresente maior fragilidade na clareza das informações e que permita maiores oportunidades no seu aprimoramento.
Nas atividades em que há exigência de chuveiros, estes devem fazer parte ou estar anexos aos vestiários. O requisito de proximidade com o portão de acesso de pessoal parte do pressuposto de que os EPI’S básicos, comuns a todos os trabalhadores (capacetes e botinas), sejam guardados no vestiário. Visto que esta instalação é o primeiro local para o qual os operários dirigem-se ao chegar à obra e o último local ocupado antes que os mesmos deixem a obra no final do expediente, desta forma assegura-se que apenas o percurso vestiário-portão seja realizado sem o uso de capacete e botina. Tendo em vista a segurança, é também recomendável criar-se uma ligação coberta entre o vestiário e o portão.
De acordo com a NR-24, os vestiários devem armários individuais simples e/ou duplos com sistema de trancamento. Uma prática comum, orientada por problemas de furto, é a colocação de acessos independentes para vestiários e banheiros com o objetivo de evitar que funcionários, ao ir ao banheiro em horário de expediente, violem armários de colegas, algumas empresas nunca colocam vestiários e banheiros no mesmo ambiente ou com acessos comuns. Esse arranjo exige que, em algumas ocasiões, o operário tenha de percorrer trajetos ao ar livre para ir de uma instalação a outra, comprometendo sua privacidade e expondo-se às intempéries. Neste sentido, algumas empresas optam pela colocação somente de chuveiros no mesmo ambiente dos vestiários ou pela implantação de arranjos físicos que garantam privacidade e proteção no trajeto entre as instalações. Complementando os requisitos já discutidos, são sugeridas, a seguir, outras medidas para o planejamento dos vestiários: 
a) Colocação de telhas translúcidas como cobertura, melhorando assim a iluminação interna da instalação (o mesmo vale para as demais instalações provisórias); 
b) Caso existam armários junto às paredes, deslocar as janelas para cima, aumentando sua largura para compensar a redução de altura; 
c) Utilizar cabides de plásticos ou de madeiras, e não de pregos, os quais danificam as roupas penduradas;
d) Utilizar armários preferencialmente metálicos. Apesar do preço relativo alto, o reaproveitamento e a melhor higiene tornam os armários metálicos vantajosos em comparação a armários feitos de compensado; 
e) Identificar externamente, por um número, cada armário; 
f) Dotar os armários de dispositivos para cadeado (NR-24), mas definir que a aquisição e colocação do cadeado são de responsabilidade de cada funcionário; 
g) Definir que o capacete de cada funcionário deve ser guardado na sua respectiva prateleira no armário; 
Uma questão geralmente mal resolvida nos vestiários é o local para colocação das botinas, as quais por questões de higiene não são colocados dentro dos armários. Possíveis soluções podem ser a construção de sapateiras, divididas em compartimentos com a mesma numeração dos armários, reservando um espaço isolado para as botinas.
Alojamento
A NR-18 e a NR-24 estabelecem os requisitos mínimos que os alojamentos devem possuir, como:
· O ambiente deve ter área mínima de 3m³ por módulo composto por cama e armário, incluindo a área de circulação
· Para quartos com cama simples, o pé-direito deve ser de 2,50m. Já para dormitórios com camas duplas (beliches), a exigência é de 3 m.
· É obrigatório ter cobertura que proteja dos intempéries, além de iluminação, além de iluminação natural e/ou artificial.
· O local também deve fornecer água potável, filtrada e fresca, para os trabalhadores por meio de bebedouros. A proporção é de um bebedouro para cada grupo de 25 trabalhadores.
· As paredes devem ser construídas de material resistente e os pisos dos alojamentos devem ser impermeáveis e laváveis.
· Os quartos devem possuir colchões, lençóis, fronhas, cobertores e travesseiros limpos e higienizados, adequados às condições climáticas;
Nos empreendimentos imobiliários em grandes centros, tem sido evitada a instalação de alojamento, quando é imprescindível alojar trabalhadores a maioria das empresas têm optado por alugar instalações próximas à obra, garantindo que não existirá a presença de trabalhadores no local da obra após o encerramento do expediente. Essa decisão talvez seja a mais acertada, uma vez que manter trabalhadores alojados no canteiro exige um controle acurado de acesso e circulação dos operários além do horário de trabalho. Apesar dos requisitos detalhados na NR-18, pode ser observado que a preocupação com as condições de higiene das áreas de vivência não podem ficar restritas ao ambiente da obra.
Muitas vezes os utensílios utilizados em alojamentos em um canteiro são guardados em depósitos para serem reutilizados em outras obras, entretanto, a preservação desses materiais compromete a sua integridade e a dos trabalhadores. É condição para implantação do alojamento que a empresa disponibilize colchões, lençóis e travesseiro, mas quando a obra termina esses itens nem sempre são preservados adequadamente para a sua reutilização.
Local para as refeições
A NR-18 estabelece as condições para o funcionamento do refeitório, entretanto, não é suficientemente explícita ao estabelecer determinados critérios para o seu funcionamento, o que permite alguns questionamentos, qual a área necessária para a instalação de um refeitório? Qual a distância mínima entre mesas? Qual a dimensão adequada para a circulação dos trabalhadores? Se as mesas forem confeccionadas no canteiro de obras quais devem ser as dimensões ergonomicamente adequadas?
Alguns desses questionamentos podem ser respondidos através da NR-24, outros são ignorados, cabendo aos gestores da obra a decisão, muitas vezes completamente errônea. A quantidade de trabalhadores que ocuparão essas mesas será variável com a necessidade, é muito comum que a análise seja feita pelo assento e não pelas condições de movimentação do trabalhador quando se alimenta, tampo da mesa. Também é usual que a área do refeitório seja utilizada como área para reuniões e treinamento dos colaboradores.
Diversos problemas podem acabar gerando conflitos na hora das refeições, o espaço restrito faz com que os trabalhadores se choquem, é muito comum que a comida entorne sobre os que estão sentados no momento de circulação. O grande volume de madeira é responsável pela elevação do volume de resíduos. Contrariando a situação retratada podem ser destacados refeitórios mobiliados com mesas plásticas, essa escolha traz consequências muito positivas no canteiro de obras, tanto no que se refere à satisfação dos trabalhadores, com área mais humanizada, como também em relação à higiene e conforto.
O medo inicial de alguns gestores de que as mesas plásticas teriam baixa durabilidade não se concretizou. Os canteiros que adotaram essa alternativa a preservação de mesas e bancos durante todo o período da obra, sendo reaproveitados em novos empreendimentos.
Cozinha
Raros são os canteiros que têm cozinha implantada. Na maioria das obras a opção de fornecimento de comida é através de empresa terceirizada, sendo o alimento processado transportada em caixas térmicas para a obra.
Muitas das empresas optam pela aquisição das refeições na forma de quentinhas. Entretanto, buscando melhores condições para os trabalhadores, nas convenções coletivas esse é um ponto comumente discutido e reavaliado. Na última convenção em Salvador (SINTRACOM, 2010), foi acordado que em canteiros de obrascom mais de 50 trabalhadores as refeições deverão ser fornecidas em pratos ou bandejões, eliminando assim a quentinha. 
É visível a evolução das condições de fornecimento de alimentação nos canteiros de obras, uma vez que, no acordo coletivo de 2006 ficou estipulado que as empresas construtoras deveriam prover as condições citadas nos canteiros a partir de 100 trabalhadores e que mantivessem esse número por mais de seis meses. 
A atual condição de fornecimento é muito bem aceita pelos trabalhadores, principalmente porque na maioria dos canteiros onde é adotada essa prática é disponibilizado equipamento para garantir a temperatura dos alimentos, podendo os colaboradores se servirem de saladas e verduras, do feijão e carboidrato (arroz ou macarrão), sendo limitada apenas a quantidade de proteína animal (carnes).
Já em outras cidades, o acordo coletivo permite que os empregadores deixem de fornecer as refeições, entretanto, não os exime de fornecimento de alimentação. Alguns gerentes consideram essa prática favorável, uma vez que dessa forma o trabalhador não pode reclamar da qualidade da comida.
Lavanderia
Esse elemento se torna obrigatório toda vez que existem trabalhadores alojados, não sendo uma prática frequente nos canteiros de obras. Torna-se cada vez mais corriqueira a contratação de empresas para higienizar as fardas dos trabalhadores, essa prática é comumente aplicada para aproveitamento das peças em boas condições de uso, utilizadas anteriormente por trabalhadores recém contratados e demitidos. 
 
Área de lazer 
Esse elemento, semelhantemente à lavanderia, torna-se obrigatório quando existem trabalhadores alojados no canteiro de obras. Mas tem se tornado um ponto de negociação nos acordos coletivos, sendo obrigatória a sua implantação, independentemente da situação de trabalhadores alojados. Apesar da exigência legal, a área de descanso dos trabalhadores quase nunca é garantida, a comprovação dessa situação pode ser evidenciada em vários canteiros espalhados pelo território nacional. 
É frequente espaço onde se encontram disponíveis jogos (o mais comum é o dominó, normalmente jogado com a tradicional “batida” de pedra), televisão (no horário do almoço assistida pelos interessados em esportes, principalmente futebol), no qual o ruído é elevado, tornando inviável o descanso e o “cochilo” dos trabalhadores. 
O próprio trabalhador apresenta a solução, busca espaço no canteiro onde a sombra e o sossego é garantido, sejam sobre materiais, próximos a máquinas ou sob veículos. Esse quadro comumente aceito pelos empregadores traz consequências graves relacionadas à segurança e produtividade, não são raras as situações de trabalhadores atropelados por equipamentos de terraplanagem porque se encontravam dormindo sobre o chassis de um rolo compactador ou de uma pá carregadeira. 
Também são conhecidos casos de trabalhadores que aproveitaram os estaleiros de tubos para servir de colchão, sobrecarregando a estrutura, levando-a a colapso, causando ferimento naqueles que ocupavam o espaço. O descaso em proporcionar o momento de descanso ao trabalhador evidencia o desconhecimento dos gestores sobre os estudos relacionados à produtividade. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, EUA, cochilar por no máximo 30 minutos, entre 12 e 15 horas, melhora o rendimento no trabalho. 
 
 Ambulatório 
A NR-18 deixa claro que deverá existir ambulatório nas frentes de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. Dessa forma surge um conflito com a determinação do SESMT, conforme NR-4. Segundo essa norma, responsável pelos serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho, no seu quadro II - Dimensionamento do SESMT, para atividades de grau de risco 4, (associado à construção civil) é obrigatória a presença de auxiliar de enfermagem do trabalho quando a frente de trabalho tiver entre 501 e 1000 trabalhadores. 
Em obras que possuam um número de trabalhadores inferior ao que indica a norma, não há ambulatório ou enfermeiro, de modo que trabalhadores acidentados acabam sendo atendidos por técnicos de segurança, transportados em carros particulares, e, muitas vezes, tendo que aguardar que o horário que veículo responsável pelo transporte da equipe de obra possa dar uma “carona” até o posto de atendimento.
Essa prática frequente apresenta exceções, algumas empresas adotam como regra a antecipação do profissional de saúde, independente dos limites definidos pela NR-4, cada vez mais empresas conscientes dos riscos e consequências relativos a não disponibilização de recursos adequados para assistência, principalmente nos canteiros com elevado número de trabalhadores e dificuldade de acesso aos postos de saúde, criam condições adequadas para os atendimentos de emergência e garantia de conforto aos trabalhadores, evitando assim afastamentos e baixa na produtividade. Essa decisão traz benefícios a todos àqueles que atuam no canteiro de obras, uma vez que eles passam a ter a certeza de que apesar dos riscos aos quais estão submetidos a assistência está presente e será realizada de forma rápida.
3.2.1.2 Checklist para áreas de vivência 
	 
 
 
Checklist Área de Vivência NR 18 
	Local: refeitório, alojamento, vestiários, sanitários 
	Itens 
	Descrição 
	C 
	NC 
	NA 
	Observação/Medidas 
	 
	Vestiário 
	 
	 
	 
	 
	1 
	Paredes de alvenaria, madeira ou equivalente 
	 
	 
	 
	 
	2 
	Piso cimentado, madeira ou equivalente 
	 
	 
	 
	 
	3 
	Local coberto 
	 
	 
	 
	 
	4 
	Armários individuais dotados de cadeado 
	 
	 
	 
	 
	5 
	Bancos adequados 
	 
	 
	 
	 
	6 
	Iluminação e ventilação adequadas 
	 
	 
	 
	 
	7 
	Pé-direito adequado 
	 
	 
	 
	 	 	 
	 
	Sanitários 
	 
	 
	 
	 
	1 
	Dimensionamento adequado das instalações 
	 
	 
	 
	 
	2 
	Chuveiros com água quente 
	 
	 
	 
	 
	3 
	Chuveiros (quantidade adequada) 
	 
	 
	 
	 
	4 
	Suporte para sabonete e cabide para toalha 
	 
	 
	 
	 
	5 
	Aterramento dos chuveiros 
	 
	 
	 
	 
	6 
	Existe papel higiênico 
	 
	 
	 
	 
	7 
	Ventilação e iluminação adequada 
	
	
	 
	 
	8 
	Lixeiras com tampa 
	
	 
	 
	 
	9 
	Portas de acesso 
	 
	 
	 
	 
	10 
	Limpeza e Higiene adequada 
	 
	 
	 
	 
	11 
	Paredes de material resistente e lavável 
	 
	 
	 
	 	 	 
	12 
	Piso antiderrapante, lavável e impermeável 
	 
	 
	 
	 	 	 
	13 
	Lavatórios de acordo com NR-18 
	 
	 
	 
	 	 	 
	14 
	Mictórios de acordo com NR-18 
	 
	 
	 
	 	 	 
	15 
	Pé-direito adequado 
	 
	 
	 
	 	 	 
	 
	Refeitório 
	 
	 
	 
	 
	1 
	Limpeza e Higiene adequada 
	 
	 
	 
	 
	2 
	Piso e paredes lavaveis 
	 
	 
	 
	 
	3 
	Iluminação e ventilação adequadas 
	 
	 
	 
	 
	4 
	Mesas em quantidade adequada com tampos lisos e laváveis 
	 
	 
	 
	 
	5 
	Tem lavatório nas proximidades 
	 
	 
	 
	 	 	 
	6 
	Água potável, filtrada e fresca 
	 
	 
	 
	 
	7 
	Pé-direito adequado 
	 
	 
	 
	 	 	 
	8 
	Existe pia na cozinha 
	 
	 
	 
	 	 	 
	9 
	Possui equipamento de refrigeração dos alimentos 
	 
	 
	 
	 	 	 
	10 
	Central de GLP em ambiente ventilada e coberta 
	 
	 
	 
	 	 	 
	11 
	Funcionários da cozinha usa avental e gorro 
	 
	 
	 
	 	 	 
	 
	Alojamento 
	 
	 
	 
	 
	1 
	Cobertura contra intempéries 
	 
	 
	 
	 
	2 
	Piso e paredes em material resistente 
	 
	 
	 
	 
	3 
	Iluminação e ventilação adequadas 
	 
	 
	 
	 
	4 
	Beliches com escada e proteção lateral 
	 
	 
	 
	 	 	 
	5 
	Colchões com densidade 26 
	 
	 
	 
	 	 	 
	6 
	Lençol, fronha e travesseiro 
	 
	 
	 
	 	 	 
	7
	Armários individuais dotados de cadeado 
	
	
	
	
	8
	Beliches com escada e proteção lateral
	
	
	
	
	9 
	Água potável, filtrada e fresca
	
	
	
	
	
	Lavanderia
	
	
	
	
	1
	Cobertura contra intempéries
	
	
	
	
	2
	Tanques em quantidade adequada
	
	
	
	
	
	Área de lazer
	
	
	
	
	1
	Condições gerais da área de lazer
	
	
	
	
	
ObservaçõesData: ______/______/______
	Local:
	
	
	
	
	Responsável pela verificação:
	Técnico de Segurança:
	Legenda:
C – Conforme – Significa que está tudo dentro dos conformes.
NC – Não conforme – Significa que o item está fora dos conformes. 
NA – Não aplicável – Significa que o item não se aplica a realidade da empresa.
 
 
 
3.2.2 Demolição
 	O trabalho na fase de demolição é considerado “especial” por conter uma gama de riscos específicos. O problema é que na maioria das vezes a demolição é feita de forma aleatória e sem planejamento algum.
Funcionários que não receberam treinamento, improviso de ferramentas, falta de planejamento, tudo isso é um convite ao acidente esse é um dos motivos pelos quais eles sempre acontecem no ambiente da construção civil, em alguns casos são até fatais.
3.2.2.1 Entre os riscos mais comuns na demolição estão:
 
· Soterramentos;
· Danos causados às edificações vizinhas;
· Queda de pessoas;
· Queda de objetos;
· Poluição do ar por causa de poeira;
· Acidentes no momento de mover os entulhos.
 
3.2.2.2 Antes de iniciar os trabalhos de demolição deve-se fazer um estudo:
 
Do local a ser demolido
Esse estudo visa fazer com que a demolição seja bem sucedida, ou seja, visa saber exatamente até que ponto será demolido de fato. Esse é o primeiro passo para evitar acidentes e prejuízos maiores.
 
Das ferramentas utilizadas
É muito importante selecionar previamente as ferramentas utilizadas no trabalho de demolição, afinal, uma grande parte dos acidentes de trabalho ocorre por causa do improviso de ferramentas e materiais.
 
Edificações vizinhas
Para evitar o comprometimento das estruturas, rachaduras, e outros tipos de prejuízos, é necessária a adoção de medidas de prevenção e antecipação de riscos.
 
Onde será depositado o entulho (mesmo que provisoriamente)
Para evitar perda de tempo e risco causado por correria, fazer planejamento para onde será removido o entulho é fundamental.
3.2.2.3 Métodos para realizar uma demolição bem sucedida
 
Antes de se iniciar a demolição, as redes de fornecimento de energia elétrica, água, líquidos inflamáveis, gasosos inflamáveis, substâncias tóxicas, canalizações de esgoto e de escoamento de água devem ser desligadas, retiradas, protegidas ou isoladas, respeitando-se as normas e determinações em vigor. Essas medidas nem sempre são simples, mas, são necessárias para garantir a segurança do procedimento.
· Mantenha o local sinalizado, e não aceite pessoas estranhas ao serviço antes, durante e depois de ter ocorrido à demolição. Pessoas desavisadas são um perigo nesse tipo de trabalho.
· Lembre-se se verificar a distância das edificações vizinhas para garantir-lhes a integridade e estabilidade física. Se necessário elaborar laudo técnico. 
· A demolição deve ser executada sob a direção de um profissional legalmente habilitado.
· A empresa deverá fornecer EPIs em perfeitas condições de acordo com o risco da atividade.
· Antes de começar o trabalho de demolição deverão ser removidos os vidros, estuques e todos os elementos frágeis que podem causar algum tipo de acidente.
· Antes de iniciar o trabalho de demolição devem ser fechadas todas as aberturas existentes no piso. Somente serão permitidas as aberturas que serão usadas para escoamento de materiais.
· Fica proibido a permanência de pessoas nos pavimentos que possam ter a estabilidade comprometida durante o processo de demolição.
· As escadas devem ficar desimpedidas, e só devem ser demolidas após a demolição total do pavimento superior.
· Os objetos com muito volume ou peso devem ser removidos fazendo uso de dispositivos mecânicos, fica proibido derrubar ou lançar qualquer material.
· A retirada dos entulhos por gravidade deve ser efetuada em calhas fechadas com material resistente, com inclinação máxima de 45º (quarenta e cinco graus). A calha deve ser fixada a edificação em todos os pavimentos.
· No ponto de descarga da calha deve haver dispositivos de fechamento.
· As paredes e objeto semi-demolidos não devem ser deixados na vertical se houver ainda, com risco de desabamento.
· Para evitar problemas com lançamento de poeira no ambiente, umedeça os restos de demolição antes de iniciar a remoção dos mesmos. 	
 
3.2.3 Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
O trabalho com escavações, fundações e desmonte de rochas conta uma RPT - Recomendações Técnica de Procedimentos, onde estão descritas medidas técnicas de segurança relativa a proteção do trabalho nestes trabalhos.  O trabalho deve ser realizado e supervisionado conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. Este projeto das escavações deve levar em conta a característica do solo, as cargas atuantes, os riscos a que estão expostos os trabalhadores e as medidas de prevenção.
Sempre quando houver risco de desmoronamento, deslizamento, acidentes com explosivos e projeção de materiais, é necessário a adoção de medidas correspondentes, visando a segurança e a saúde dos trabalhadores. A proteção coletiva deve ter prioridade sobre as proteções individuais, onde deve-se prever a adoção de medidas que evitem a ocorrência de desmoronamento, deslizamento, projeção de materiais e acidentes com explosivos, máquinas e equipamentos. 
Antes de iniciar os serviços de escavação, fundação ou desmonte de rochas, certificar-se da existência ou não de redes de água, esgoto, tubulação de gás, cabos elétricos e de telefone, devendo ser providenciado a sua proteção, desvio e interrupção, segundo cada caso. Em casos específicos e em situações de risco, deve ser solicitada a orientação técnica das concessionárias quanto a interrupção ou a proteção das vias públicas.
A área de trabalho deve ser previamente limpa e desobstruída as áreas de circulação, retirando ou escorando solidamente árvores, rochas, equipamentos, materiais e objetos de qualquer natureza. Muros, edificações vizinhas e todas as estruturas que possam ser afetadas pela escavação devem ser escoradas, segundo as especificações técnicas do profissional legalmente habilitado.
3.2.3.1 Sistema de proteção em Escavações
Riscos comuns
Ruptura ou desprendimento de solo e rochas devido a:
· Operação de máquinas;
· Sobrecargas nas bordas dos taludes;
· Execução de talude inadequado;
· Aumento da umidade do solo;
· Falta de estabelecimento de fluxo;
· Vibrações na obra e adjacências;
· Realização de escavações abaixo do lençol freático;
· Realização de trabalhos de escavações sob condições meteorológicas adversas;
· Interferência de cabos elétricos, cabos de telefone e de redes de água potável e de sistema de esgoto;
· Obstrução de vias públicas;
· Recalque e bombeamento de lençóis freáticos;
· Falta de espaço suficiente para a operação e movimentação de máquinas.
 Medidas Preventivas
· Monitoramento de todo o processo de escavação;
· Acompanhamento do responsável técnico;
· As escavações com profundidade superior a 1,25 m devem ser protegidas com taludes ou escoramentos e dispor de escadas ou rampas colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores
· Quando for necessário o trânsito de pessoas sobre as escavações, devem ser construídas passarelas com guarda-corpo em ambos os lados e em conformidade com a NR-18.
· O talude da escavação, quando indicado no projeto, deve ser protegido contra os efeitos da erosão interna e superficial durante a execução da obra.
· Os escoramentos utilizados como medida de prevenção devem ser inspecionados diariamente.
· Quando existir, na proximidade da escavação, cabos elétricos, tubulações de água, esgoto, gás e outros, devem ser tomadas medidas preventivas de modo a eliminar o risco de acidentes durante a execução da escavação.
· Nas bordas da escavação, deve ser mantida uma faixa de proteção de no mínimo 1 m (um metro), livre de cargas, bem como a manutenção de proteção para evitar a entrada de águas superficiais na cava da escavação.
· O tráfego próximo às escavações deve ser desviado, ou, na sua impossibilidade, devem ser adotadas medidas para redução da velocidade dos veículos.Sinalização em Escavações
Nas escavações em vias públicas ou em canteiros, é obrigatória a utilização de sinalizações de advertência e barreiras de isolamento. Alguns tipos de sinalização usados:
· Cones
· Fitas
· Cavaletes
· Pedestal com iluminação
· Placas de advertência
· Bandeirolas
· Grades de proteção
· Tapumes
· Sinalizadores luminosos
3.2.3.2 Sistema de proteção em Fundações Escavadas
Riscos Comuns
São riscos comuns nas escavações de poços e nas fundações a céu aberto:
· Queda de materiais;
· Queda de pessoas;
· Fechamento das paredes do poço;
· Interferência com redes hidráulicas, elétricas, telefônicas e de abastecimento de gás;
· Inundação;
· Eletrocussão;
· Asfixia
Medidas Preventivas
· A execução do serviço de escavação deverá ser feita por trabalhadores qualificados;
· Análise do ambiente antes da execução do trabalho pelo responsável técnico;
· Caso se adote iluminação interior, devem ser adotados sistemas de estanques a penetração de água e umidade, alimentados por energia elétrica não superior a 24 volts;
· Deve ser garantida ao trabalhador no fundo do poço ou tubulão a comunicação com a equipe de superfície através de sistema sonoro.
· Nas atividades com uso de tubulões com pressão hiperbárica, deve se permitir a comunicação entre os trabalhadores do lado interno e externo da campânula pelo sistema de telefonia ou similar;
· Deve ser garantida ao trabalhador a boa qualidade do ar no interior do poço ou tubulão.
· Nas fundações escavadas a ar comprimido, tanto a compressão como a descompressão deverão ser feitas de acordo com a NR-15 – Anexo 6, a fim de evitar danos à saúde do trabalhador.
· Em poços e fundações escavadas a ar comprimido, a integridade dos equipamentos deve ser vistoriada diariamente e deve haver a manutenção do serviço médico de plantão para casos de socorro de urgência.
· A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a 8 horas, em pressões de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 horas em pressões de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2; e a 4 horas, em pressão de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2. devendo ser respeitadas as demais disposições da NR-15, citadas em seu Anexo 6.
· A equipe de escavações deve ser constituída de trabalhadores qualificados e de um profissional treinado em atendimento de emergência, que deve permanecer em regime de prontidão no local de trabalho.
· Deve ser evitada a presença de pessoas estranhas junto aos equipamentos.
3.2.3.3 Sistema de proteção em Fundações Cravadas e Injetadas
Riscos Comuns
· Tombamento do bate-estacas;
· Ruptura de cabos de aço;
· Ruptura de mangueiras e conexões sob pressão;
· Ruptura de tubulações de cabos elétricos e de telefonia;
· Vibrações afetando obras vizinhas ou serviços de utilidade pública;
· Queda do pilão;
· Queda do trabalhador da torre do bate-estacas;
· Ruído;
· Circulação de trabalhadores junto ao bate-estacas.
Medidas Preventivas
· A preparação da área de trabalho levando-se em conta o acesso, o nivelamento necessário e a capacidade do solo de suportar o apoio da torre;
· Os cabos e mangueiras devem passar por inspeção periódica;
· As operações de instalações, de funcionamento e de deslocamento do bate-estaca devem ser executados segundo procedimentos de segurança estabelecidos pelos responsáveis das referidas atividades;
· Em caso de utilização de bate-estacas, os cabos de sustentação do pilão, em qualquer posição de trabalho, devem ter comprimento mínimo em torno do tambor definido pelo fabricante ou pelo profissional legalmente habilitado.
· Quando o bate-estacas não estiver em operação, o pilão deve permanecer em repouso sobre o solo ou no fim da guia do seu curso;
· A manutenção ou reparos em bate-estacas devem ser executados somente quando o equipamento estiver fora de operação.
· Para executar serviços na torre do bate-estaca, o trabalhador deverá, utilizar cinto de segurança do tipo “para-quedista”, com trava-quedas fixados em estrutura independente;
· Os trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora devem ser protegidos por meio de medidas de proteção coletiva e/ou equipamentos de proteção auditiva individual;
· Os buracos escavados próximos aos locais de cravação ou concretagem de estacas devem ser imediatamente protegidos e sinalizados, para evitar riscos de queda de trabalhadores.
3.2.3.3 Sistema de proteção em Desmonte de Rochas com Uso de Explosivos
Nas atividades de desmonte de rochas é obrigatório a adoção de “Plano de Fogo” elaborado por profissional habilitado (Blaster). O armazenamento, manuseio e transporte de explosivos deve obedecer às recomendações de segurança do fabricante e aos regulamentos definidos pelo órgão responsável. O aviso final da detonação deve ser feito por meio de sirene, com intensidade de som suficiente para que seja ouvido em todos os setores da obra e no entorno. 
Durante o carregamento só devem permanecer no local os trabalhadores envolvidos na atividade, conforme condições estabelecidas pelo blaster. O aviso final da detonação deve ser feito por meio de sirene, com intensidade de som suficiente para que seja ouvido em todos os setores da obra e no entorno. O tempo entre o carregamento e a detonação deve ser definido pelo blaster.
3.2.4 Carpintaria 
Durante trabalhos de carpintaria, uma das ferramentas que mais oferece risco de acidente é a serra circular. O equipamento é composto por mesa fixa - com abertura que permite a passagem de um disco de serra -, eixo, transmissão de força e motor.
Os riscos inerentes à função são o ruído, a poeira, calor, radiação solar, postura inadequada levantamento e transporte manual de peso, corte de membros superiores, queda em mesmo nível, choque elétrico e incêndio.
3.2.5 Armações de Aço
· Dobragem e o corte de vergalhões de aço sobre bancadas;
· Armações de pilares, vigas apoiadas e escoradas;
· Proibidas pontas verticais de vergalhões de aço desprotegidas; 
· Durante descarga área deve ser isolada; 
· Pranchas de madeira sobre as armações.
· EPI’s utilizados: capacete, botinas, luvas, protetor auricular, cinto de segurança, visor de proteção facial, uniforme, avental.
Na montagem da armação de aço são utilizadas amarras ou colares de arame, que devem ser dobrados e encostados aos estribos para evitar cortes, perfurações e arranhões. Quanto à montagem de pilares na posição vertical, devem ser adotadas medidas de proteção contra a queda de peças, mediante estaiamento ou amarração. Se o processo de colocação do estribo for in loco, deverá ser feito com andaimes, evitando-se, assim, que o trabalhador suba na armação. Importante proteger todas as pontas de vergalhões, seja com dispositivos plásticos (individual) ou de madeira (grupo de vergalhões), para evitar lesões provocadas pelo contato do trabalhador com a armação.
3.2.6 Estrutura de concreto 
A concretagem é a etapa final do ciclo de execução de elementos estruturais. Por isso, antes de realizar esse serviço, é preciso verificar se as armaduras estão corretamente montadas, se as fôrmas e os escoramentos estão firmes, se o concreto tem as características solicitadas pelo engenheiro de estruturas. 
O concreto pode ser virado em obra ou entregue por caminhão-betoneira, e ser transportado até as fôrmas por giricas, caçambas e gruas ou ser bombeado por mangueiras. Independentemente da forma como a concretagem é feita, é importante notar os cuidados com a segurança do trabalhador. No local da concretagem, por exemplo, só deve estar presente a equipe responsável pela execução da tarefa. As Fôrmas devem:
• Ser projetadas e construídas de modo que resistam às cargas máximas de serviço.
• Seus suportes e escoras devem ser inspecionados antes e durante a concretagem por trabalhador qualificado.
• Durante a desforma, deve ser impedida a queda livre de fôrmas e escoramentos, sendo obrigatórios a amarração das peças e o isolamento e sinalização.
As conexões dos dutos transportadores de concreto devem possuir dispositivos de segurança para impedir a separação das partes quando o sistema estiver sob pressão. As peças e máquinas do sistema transportadorde concreto devem ser inspecionadas por trabalhador qualificado, antes do início dos trabalhos.
3.2.7 Estrutura Metálica
A estrutura metálica é composta por aço e constituída por um grupo de peças, que, quando unidas, formam um conjunto que dá sustentação à construção. Desta forma, é necessário seguir algumas atribuições durante seu uso: 
· Toda montagem, manutenção e desmontagem de estrutura metálica deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado;
· Na montagem de estruturas metálicas, o SPIQ e os meios de acessos dos trabalhadores à estrutura devem estar previstos no PGR da obra; e
· Nas operações de montagem, desmontagem e manutenção das estruturas metálicas, o trabalhador deve ter recipiente e/ou suporte adequado para depositar materiais e/ou ferramentas.
3.2.8 Operações de Soldagem e Corte a Quente
Conforme a NR-18, considera-se trabalho a quente as atividades de soldagem, goivagem, esmerilhamento, corte ou outras que possam gerar fontes de ignição, tais como aquecimento, centelha ou chama. A respeito dessas atividades, é necessário estar atento às seguintes recomendações: 
· Nas operações de soldagem ou corte a quente de vasilhame, tanque ou similar, que envolvam geração de gases confinados ou semiconfinados, é obrigatória a adoção de medidas preventivas adicionais para eliminar riscos de explosão e intoxicação;
· As ferramentas utilizadas no processo produtivo devem ser armazenadas em locais específicos para esta finalidade e ser mantidas organizadas;
· As máquinas e equipamentos devem ser mantidos estáveis durante a utilização;
· Quando as máquinas e equipamentos forem móveis e possuírem rodízios, pelo menos dois deles devem ser dotados de travas. 
Deve ser elaborada análise de risco específica para trabalhos a quente quando: 
a) houver materiais combustíveis ou inflamáveis no entorno; e
b) for realizado em área sem prévio isolamento e não destinada para este fim.
 Quando definida a análise de risco, deve haver um trabalhador observador para exercer a vigilância da atividade de trabalho a quente até a conclusão do serviço. O trabalhador observador deve ser capacitado em prevenção e combate a incêndio. Nos locais onde se realizam trabalhos a quente, deve ser efetuada inspeção preliminar, de modo a assegurar que o local de trabalho e áreas adjacentes: 
a) estejam limpos, secos e isentos de agentes combustíveis, inflamáveis, tóxicos e contaminantes; e
b) sejam liberados após constatação da ausência de atividades incompatíveis com o trabalho a quente.
 Devem ser tomadas as seguintes medidas de prevenção contra incêndio nos locais onde se realizam trabalhos a quente: 
a) eliminar ou manter sob controle possíveis riscos de incêndios; 
b) instalar proteção contra o fogo, respingos, calor, fagulhas ou borras, de modo a evitar o contato com materiais combustíveis ou inflamáveis, bem como evitar a interferência em atividades paralelas ou na circulação de pessoas; 
c) manter sistema de combate a incêndio desobstruído e próximo à área de trabalho; 
d) inspecionar, ao término do trabalho, o local e as áreas adjacentes, a fim de evitar princípios de incêndio.
Para o controle de fumos e contaminantes decorrentes dos trabalhos a quente, devem ser implementadas as seguintes medidas:
a) limpar adequadamente a superfície e remover os produtos de limpeza utilizados, antes de realizar qualquer operação; e
b) providenciar renovação de ar em ambientes fechados a fim de eliminar gases, vapores e fumos empregados e/ou gerados durante os trabalhos a quente. 
Sempre que ocorrer alguma mudança nas condições ambientais, as atividades devem ser interrompidas, avaliando as condições ambientais e adotando-se as medidas necessárias para adequar a renovação de ar. Nos trabalhos a quente que utilizem gases, devem ser adotadas as seguintes medidas: 
a) utilizar somente gases adequados à aplicação, de acordo com as informações do fabricante; 
b) seguir as determinações indicadas na Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ; 
c) utilizar reguladores de pressão e manômetros calibrados e em conformidade com o gás empregado; 
d) utilizar somente acendedores apropriados, que produzam somente centelhas e não possuam reservatório de combustível, para o acendimento de chama do maçarico; e
e) impedir o contato de oxigênio a alta pressão com matérias orgânicas, tais como óleos e graxas.
 É proibida a instalação de adaptadores entre o cilindro e o regulador de pressão. No caso de equipamento de oxiacetileno, deve ser utilizado dispositivo contra retrocesso de chama nas alimentações da mangueira e do maçarico. Somente é permitido emendar mangueiras por meio do uso de conector em conformidade com as especificações técnicas do fabricante. Os cilindros de gás devem ser: 
a) mantidos em posição vertical e devidamente fixados; 
b) afastados de chamas, de fontes de centelhamento, de calor e de produtos inflamáveis; 
c) instalados de forma a não se tornar parte de circuito elétrico, mesmo que acidentalmente; 
d) transportados na posição vertical, com capacete rosqueado, por meio de equipamentos apropriados, devidamente fixados, evitando-se colisões; e
e) mantidos com as válvulas fechadas e guardados com o protetor de válvulas (capacete rosqueado), quando inoperantes ou vazios.  
Sempre que o serviço for interrompido, devem ser fechadas as válvulas dos cilindros, dos maçaricos e dos distribuidores de gases. Os equipamentos e as mangueiras inoperantes ou que não estejam sendo utilizados devem ser mantidos fora dos espaços confinados. São proibidas a instalação, a utilização e o armazenamento de cilindros de gases em ambientes confinados. 
Nas operações de soldagem ou corte a quente de vasilhame, recipiente, tanque ou similar que envolvam geração de gases, é obrigatória a adoção de medidas preventivas adicionais para eliminar riscos de explosão e intoxicação do trabalhador.
	
Serviços de impermeabilização 
Os serviços de aquecimento, transporte e aplicação de impermeabilizante em edificações devem atender às normas técnicas nacionais vigentes. O reservatório para aquecimento deve possuir: 
a) nome e CNPJ da empresa fabricante ou importadora em caracteres indeléveis; 
b) manual técnico de operação disponível aos trabalhadores; 
c) tampa com respiradouro de segurança; 
d) medidor de temperatura. 
O local de instalação do reservatório para aquecimento deve: 
a) possuir ventilação natural ou forçada; 
b) estar nivelado; 
c) ter isolamento e sinalização de advertência; 
d) ser mantido limpo e organizado. 
A armazenagem dos produtos utilizados nas operações de impermeabilização, inclusive os cilindros de gás, deve ser realizada em local isolado, sinalizado, ventilado, protegido contra risco de incêndio e distinto do local de instalação dos equipamentos de aquecimento. O sistema de aquecimento a gás deve ser inspecionado, quanto à existência de vazamentos, a cada intervenção. A limpeza e a manutenção do equipamento de aquecimento devem seguir as recomendações do fabricante. Nos serviços de impermeabilização, é proibido: 
a) utilizar aquecimento à lenha; e
b) movimentar equipamento de aquecimento com a tampa destravada. 
Os trabalhadores envolvidos na atividade devem ser capacitados conforme definido no Anexo I desta NR.
3.2.9 Escadas, Rampas e Passarelas.
Este item possui uma Recomendação Técnica de Procedimentos, a RTP-04, a qual tem por finalidade especificar e fornecer disposições relativas a escadas, rampas e passarelas utilizadas na indústria da construção.
As escadas, rampas e passarelas, quando forem de madeira, devem ser resistentes, de boa qualidade, não apresentar nós, rachaduras e devem estar completamente secas. Não deve ser utilizado tintas sobre a madeira que possam esconder eventuais defeitos mas aplicar produtos conservantes transparentes.
As escadas, rampas e passarelas podem ser também construídas em estruturas metálicas ou outro material que resista aos esforços solicitados, elas devem ser utilizadas para o fim a que se destinam, evitando-se qualquer tipo de improvisação, sendoque as escadas, rampas e passarelas devem ser submetidas a frequentes inspeções de suas condições de uso, em especial antes de serem instaladas e/ou utilizadas. 
Os pisos das escadas, rampas e passarelas deverão ser dotados de sistemas antiderrapantes para evitar que os trabalhadores escorreguem. Antes da transposição de qualquer superfície de passagem deve ser colocado, quando necessário, capachos para limpeza da sola do calçado de segurança, a fim de evitar possíveis escorregamentos e quedas do trabalhador.
As partes estruturais das superfícies de passagem que serão tocadas pelas mãos dos trabalhadores devem ser lixadas de maneira a não provocar ferimentos por farpas, rebarbas ou outras imperfeições.
3.2.9.1 Escadas
	As escadas podem ser portáteis ou fixas, as escadas portáteis podem ser de três tipos de uso individual, dupla ou extensível e as escadas fixas podem ser gaiola ou de uso coletivo. 
· Escadas Portáteis
Nas escadas portáteis de uso individual (de mão) e nas extensiveis recomenda-se a colocação da indicação do ângulo de segurança que permita identificar a inclinação segura nestes tipos de escadas, podendo ser por meio de placa metálica no montante, ou marcação a fogo, pintura, etc.
Recomenda-se o controle permanente das escadas por meio de fichas ou outro sistema de memória, que permitam o acompanhamento das manutenções realizadas e de sua vida útil. Ao utilizar escada portátil dupla e escada extensivel, não ultrapassar os três últimos degraus para garantir sua estabilidade.
As escadas portáteis de uso individual (de mão), dupla e extensivel com peso superior a 25 kg (vinte e cinco quilogramas) devem ser erguidas por no mínimo dois trabalhadores. Os montantes das escadas portáteis de uso individual (de mão), dupla e extensivel devem estar firmemente apoiados na sua base inferior. Utilizar sistema antiderrapante ou qualquer outra forma de fixação que garanta a estabilidade das escadas, tanto para piso acabado como para piso natural.
As escadas portáteis de uso individual (de mão), dupla e extensivel devem ser guardadas horizontalmente, livres das intempéries, e sustentadas por suportes (ganchos) fixados à parede em tantos pontos quantos necessários para evitar o empenamento.
· Escadas Fixas
As escadas fixas podem ser divididas em dois tipos, sendo elas escadas tipo marinheiro e escadas de uso coletivo.
As escadas tipo marinheiro geralmente é constituída por estruturas metálicas e utilizadas para acesso a lugares elevados ou de profundidade que excedam a 6 metros, com grau de inclinação em relação ao piso variando de 75° a 90°, possuindo gaiola de proteção. Os montantes devem ser fixados na parede a cada 3 m (três metros), podendo os degraus ser fixados diretamente na parede ou no próprio montante. As extremidades inferiores dos montantes poderão ser fixadas no piso ou chumbadas na parede.
As extremidades superiores dos montantes deverão ultrapassar 1 metro a superfície que se deseja atingir e ser dobradas para baixo. Caso a escada possua os degraus fixados diretamente na parede, na parte mais alta deverá existir um balaústre que permita o apoio do trabalhador.
A seção transversal dos degraus deve possuir um formato que facilite a pegada da mão, tendo uma resistência aproximada de três vezes o esforço solicitado. As escadas fixas tipo marinheiro com mais de 6 metros de altura deverão possuir gaiola de proteção, sendo que a gaiola de proteção é composta de anéis e barramentos, devendo seus anteparos suportar uma carga de 80kgf aplicada no seu ponto mais desfavorável.
Não deve ser permitido que dois trabalhadores fiquem numa mesma seção compreendida entre os pontos de fixação dos montantes, para não comprometer a segurança da escada. Ao utilizar a escada, as pessoas não deverão transportar cargas, para que as mãos fiquem livres para apoiar nos degraus. Quando for imprescindível o transporte de cargas, ele deverá ser feito por içamento.
Ao transpor a escada, o corpo deverá ser mantido de frente para os degraus. Nunca descer ou subir a escada de costas. As mãos deverão apoiar nos degraus e nunca nos montantes. No interior da gaiola não deverá passar nenhum tipo de tubulação ou qualquer outro material que ofereça risco ao usuário. A escada fixa tipo marinheiro deve ser inspecionada periodicamente.
Já as escadas de uso coletivo são utilizadas quando mais de 20 trabalhadores estiverem realizando um trabalho que necessite transpor diferenças de nível. A escadas devem ser providas de guarda corpo e medidas conforme a RTP 04 informa.
3.2.9.2 Rampas e Passarelas
As rampas são superficies de passagem para transpor pessoas e materiais, constituídas de planos inclinados que formam com a horizontal ångulos que variam de 0° (zero grau) até 15° (quinze graus). Os ângulos citados são uma recomendação visando evitar esforço excessivo dos trabalhadores ao transpor a rampa.
As passarelas são superfícies de passagem para transpor pessoas e materiais sobre vãos constituídos por um plano horizontal (0° - zero grau). Não deve haver ressaltos entre o piso da rampa ou passarela e as superfícies a serem atingidas. Para obter um maior fluxo de trabalhadores, sem prejudicar sua segurança, a largura da rampa ou passarela é dada em função do número de trabalhadores que a utilizam.
A rampa ou passarela com largura superior a 1,50 metros deve possuir reforço inferior intermediário para evitar a flexão do piso. Devendo ser devem ser providas de um guarda-corpo com altura de 1,20 metros para o travessão superior, 0,70 metros para o travessão intermediário, com rodapé 0,20 metros de altura. As rampas com inclinação entre 6° (seis graus) e 20° (vinte graus) devem ser dotadas de sistema antiderrapante, tipo friso, réguas ou outros meios que evitem escorregamento do trabalhador.
Os apoios das extremidades das passarelas devem ultrapassar, no mínimo, de cada lado, 1/4 da largura total do vão, e deverão ser fixados de modo a garantir sua estabilidade. Deverá ser tecnicamente garantida a estabilidade do talude em terrenos naturais instáveis. As áreas próximas aos acessos das rampas ou passarelas deverão ser protegidas por sistema de quarda-corpo, bem como ser sinalizadas. Escadas, tábuas e outros materiais não poderão ser utilizados como rampas e passarelas, devendo ser evitada qualquer improvisação.
3.2.10 Medidas de Proteção contra Quedas de Altura
	As medidas de proteção contra riscos de queda de pessoas e materiais na indústria da construção civil são tratadas na Recomendação Técnica de Procedimento RTP N° 01, porém, este item será tratado de forma mais esclarecedora nos próximos itens dos estudos. 
3.2.11 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas
Movimentação e transporte de materiais e pessoas possui uma Recomendação Técnica de Procedimento RTP N° 02 aplicada nos Canteiros de Obras da Indústria da Construção. 
3.2.11.1 Requisitos Técnicos de Procedimentos 
· Localização
Para determinar a localização da torre do elevador, deve-se tomar alguns cuidados como afastar o máximo possível de redes elétricas energizadas, afastar o mínimo possível da fachada da edificação e o terreno para a base da torre e guincho, deve ser plano, não alagadiço e ter resistência suficiente para absorver os esforços solicitados ou preparado para tal fim.
· Base
A base para instalação da torre, do suporte da roldana livre e do guincho deve ser uma peça única, de concreto ou metálica, nivelada e rígida. O meio do carretel deve estar alinhado com a roldana livre no centro do eixo. Esta deve estar alinhada com guias dos painéis, que proporcionará maior vida útil as bronzinas e um funcionamento seguro e suave do elevador.
· Guinchos
Os guinchos são equipamentos de tração destinados a movimentação de cargas, os principais tipos de guinchos são os de transmissão de engrenagens por corrente que são utilizados para equipar os elevadores de materiais e os guinchos automáticos utilizados para equipar os elevadores de passageiros podendo também ser utilizado para equipar elevadores de materiais, a operação do guincho automático é controladamanualmente, por um operador. Os guinchos somente devem ser operados por trabalhador qualificado e ter sua função anotada em sua carteira de trabalho.
· Torre
As torres de elevadores são estruturas verticais metálicas ou de madeira, destinadas a sustentar a cabina, o cabo de tração dos elevadores de obra e servir de guia para seu deslocamento vertical. As torres somente devem ser montadas ou desmontadas por trabalhadores qualificados. Para a montagem, fixação e ajustes deve-se seguir a RTP 02.
· Rampas e Passarelas de acesso
As rampas e passarelas devem possuir guarda-corpo, travessão intermediário e rodapé, com piso de material resistente. A fixação das estruturas devem ser através de braçadeiras com especificações dos fabricantes, quanto a utilização de rampas, deverá ser observado sua inclinação ascendente em relação a torre.
· Cabinas
As cabinas semifechadas devem ser usadas exclusivamente para o transporte de cargas, elas devem ter uma cobertura, basculável ou de encaixe, de maneira a permitir o transporte de peças compridas, já a cabina fechada é utilizada para o transporte de pessoas e materiais.
· Elevador tipo caçamba
Os elevadores tipo caçamba são utilizados apenas para o transporte de material a granel, particularmente, concreto e argamassa. A caçamba basculantes substitui a plataforma de um elevador de carga, permanecendo as demais peças da cabina, inclusive o freio automáticos.
· Cabos de aço
Nos elevadores de obra os cabos utilizados deverão ser de aço, com alma de fibra, não sendo permitindo o uso de cabos com emendas e lubrificar os cabos de aço com óleo queimado, os cabos devem ter diâmetro mínimo da polia deverá ser de 400mm e os cabos que tiverem 6 fios partidos em uma passo, devem ser substituídos. Os cabos de aço em uso em elevadores de obra devem sofrer inspeção, manutenção, manuseio e armazenamento conforme instrução dos fabricantes.
· Freios e Dispositivos de Segurança
Os freios podem ser manual, automático em viga flutuante, eletromagnético, moto freio, centrífugo, cunha, além do freio do guincho, a estrutura da cabina deverá ser dotada de freio de segurança automático e manual, acionável do interior da cabina. Os dispositivos de segurança estão descritos na figura abaixo:
3.2.12 Andaimes e Plataformas de Trabalho
Os andaimes e plataformas de trabalho devem ser dimensionados conforme sua estrutura de sustentação e fixação devem ser realizados por profissional legalmente habilitado, também devem ser dimensionados e construídos de modo a suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estarão sujeitos.
· Andaimes fachadeiros 
São aqueles montados com quadros metálicos, sapatas ou placas de base, diagonais, travessas, guarda corpo e escadas. Também podem ser definidos como andaimes de encaixe, devido ao tipo de montagem de seus elementos. Apropriados para fachadas de prédios, tanques, silos ou qualquer outra construção que tenha superfície de fachada. 
Sua montagem é contínua, ficando a plataforma de piso em seu interior, dando ao usuário uma segurança total por possuir rodapé e guarda-corpo. Estes andaimes não devem receber cargas superiores ás especificações do fabricante. Segundo a NR 18.15, sua carga deve ser distribuída de modo uniforme, sem obstruir a circulação de pessoas e ser limitada pela resistência de forração da plataforma de trabalho.
· Andaimes em balanço 
Plataformas suspensas de trabalhos, apoiadas em elementos em balanço, cujos esforços são transmitidos à estrutura da edificação ou ao local da realização do serviço. Normalmente utilizados quando os andaimes não podem ser apoiados sobre o solo ou superfície horizontal resistente. Estes acessos em balanço devem ter sistema de fixação à estrutura da edificação capaz de suportar três vezes os esforços solicitantes. A estrutura do andaime deve ser convenientemente contraventada e ancorada, de tal forma a eliminar quaisquer oscilações.
· Andaimes simplesmente apoiados
São aqueles em que a estrutura de trabalho está meramente apoiada sobre uma superfície de suporte, e estão independentes da edificação ou do local de serviço a ser realizado. Os postes destes acessos devem ser apoiados em bases metálicas sobre apoios resistentes, capazes de resistir aos esforços solicitantes e às cargas transmitidas. Existem os andaimes simplesmente apoiados que são sobretudos usados por pintores e carpinteiros que não precisa colocar cargas pesadas em cima da plataforma. Os pesados são destinados ao uso de pedreiros e conseguem suportar cargas mais pesadas.
· Andaimes móveis
Como o seu próprio nome indica, os andaimes móveis são estruturas apoiadas sobre rodas, que se podem mover facilmente. Geralmente, este tipo de andaime é metálico e fácil de montar. Os andaimes móveis são usados, sobretudo em trabalhos de acabamento e de instalação.
São geralmente pré-fabricados e suas dimensões são reduzidas, permitindo seu transporte com certa facilidade. Somente devem ser utilizados em superfície plana, que resista a seus esforços, devendo seus rodízios possuir sistema de travamento, para impedir deslocamentos eventuais. Como em todos os tipos de andaimes, estes também devem ser munidos de guarda-corpo, rodapé e escada de acesso e jamais podem ser movimentados com carga, materiais/equipamentos e especialmente pessoas, em sua plataforma.
· Andaimes suspensos motorizados 
São andaimes em que o estrado é sustentado por travessas metálicas (ou em alguns casos demadeira) e que é suportado por cabos de aço, cuja estrutura e dimensões permitem suportar carga total máxima de trabalho de 3 kN (300 kgf), respeitando os fatores de segurança de cada um dos seus componentes. A plataforma move-se verticalmente através de guinchos. Estes tipos de andaimes são usados para trabalhos como revestimento externo, cerâmicas e emboços, permitindo baixar o total de custos.
· Plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e remalheira e plataformas hidráulicas
São máquinas de ação periódica destinadas ao transporte vertical de cargas e/ou pessoas. O sistema de redução e transmissão de movimento por pinhão e cremalheira foi inventado por Leonardo Da Vinci (1452-1519). Começou a ser utilizado na construção civil em torno do ano de 1950 na Europa e nos EUA.
As plataformas de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e as plataformas hidráulicas devem observar as especificações técnicas do fabricante quanto à montagem, operação, manutenção, desmontagem e às inspeções periódicas, sob responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado. 
· O equipamento somente deve ser operado por trabalhador qualificado.	
· Todos os trabalhadores usuários de plataformas devem receber orientação quanto ao correto carregamento e posicionamento dos materiais na plataforma além de receber orientação para operação dos equipamentos. 
· Deve-se tomar cuidado com a rede elétrica e com os esforços solicitantes na estrutura.
· Elevador por cremalheira 
As torres - estruturas metálicas que sustentam a cabina dos elevadores de obra - servem de guia para seu deslocamento vertical. Elas sempre devem ser montadas e desmontadas por pessoal habilitado. Em 2012, a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego alterou itens da NR-18, incluindo a proibição do uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante.
· Plataforma de trabalho aéreo
As plataformas aéreas são utilizadas para todo e qualquer tipo de trabalho em altura e podem ser aplicadas na simples troca de uma lâmpada e até na montagem de complexas plantas industriais. São equipamentos versáteis, pois apresentam modelos e tamanhos diferentes, que variam de 4 m até 43 m de altura, podendo ser do tipo tesoura ou lança, telescópicas ou articuladas, com acionamento elétrico ou diesel, com características específicas para elevação de pessoas ou ferramentas.
As plataformas aéreas elétricas são ideais para trabalhos em ambientes fechados como shoppings, supermercados, controle de estoque e inventários em depósitos; em tarefas para a produção deeventos como projetos de iluminação, som, decoração, montagens cenográficas, fotografia e filmagem. Já as plataformas aéreas a diesel são recomendadas para trabalhos de pintura, eletricidade, instalações em geral e montagens de grandes dimensões. 
As definições, os requisitos de segurança, as operações, manutenção e capacitação para os trabalhos realizados com plataforma de trabalho aéreo, são descritas no anexo III da NR-18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.
3.2.13 Alvenaria, Revestimentos e Acabamentos
Devem ser utilizadas técnicas que garantam a estabilidade das paredes de alvenaria da periferia. Os quadros fixos de tomadas energizadas devem ser protegidos sempre que no local forem executados serviços de revestimento e acabamento. Os locais abaixo das áreas de colocação de vidro devem ser interditados ou protegidos contra queda de material. Após a colocação, os vidros devem ser marcados de maneira visível.
3.2.14 Telhados e Cobertura
Trabalhos em telhados demandam esforço em conjunto para garantir a segurança dos profissionais envolvidos. Qualquer que seja o serviço - construção da cobertura, montagem da estrutura, instalação, manutenção ou limpeza em prédio pronto -, o certo é que algumas medidas de segurança sejam tomadas. 
No serviço em telhados e coberturas que excedam 2 metros de altura com risco de queda de pessoas, aplica-se o disposto na NR-35. O acesso ao SPIQ instalado sobre telhados e coberturas deve ser projetado de forma que não ofereça risco de quedas. É proibida a realização de trabalho ou atividades em telhados ou coberturas: 
a) sobre superfícies instáveis ou que não possuam resistência estrutural; 
b) sobre superfícies escorregadias; 
c) sob chuva, ventos fortes ou condições climáticas adversas; 
d) sobre fornos ou qualquer outro equipamento do qual haja emanação de gases provenientes de processos industriais, devendo o equipamento ser previamente desligado ou serem adotadas medidas de prevenção no caso da impossibilidade do desligamento; e
e) com a concentração de cargas em um mesmo ponto sobre telhado ou cobertura, exceto se autorizada por profissional legalmente habilitado.
3.2.15 Cabos de Aço e Cabos de Fibra Sintética
O uso dos cabos de aço em obras se dá especialmente em aparelhos de elevação e içamento e demandam cuidados visando à segurança dos trabalhadores. A resistência dos cabos depende da qualidade do material e do desgaste ao longo de sua vida útil. Para o bom uso desse elemento é preciso observar as condições corretas de utilização, armazenamento, conservação e dimensionamento.
Os cabos devem ser lubrificados periodicamente. Os cabos de aço são fixados em suas extremidades com ganchos ou laços. Os laços são formados pelo trançamento do próprio cabo. Os ganchos são acrescentados ao cabo diretamente pelos fabricantes. É necessário verificar periodicamente as amarras e o enrolamento do cabo no tambor a fim de perceber se há deformações. 
Toda vez que o cabo apresentar alterações que possam comprometer sua integridade física, deve ser substituído. Nos trabalhos pesados, é preciso acionar a resistência dos cabos de aço e dos de fibra sintética. Eles podem ser usados em equipamentos de perfuração, elevação, máquinas de terraplanagem e içamento. Os cabos devem ser fixados por um dispositivo que impeça o deslizamento e o desgaste.
Ao instalar o soquete, deve ser verificado se ele e o pino têm o tamanho certo para o cabo. Para melhor assentá-lo, deve ser utilizado um martelo de madeira ou de borracha, antes de suspender a primeira carga. Quando for verificada as circunstâncias do soquete, deve ser avaliado se ele possui trincas ou rachaduras, mas não deve ser utilizado solda para fazer emendas.
Quanto aos nós, laços pequenos é o primeiro passo. A cada amarração, a fibra sintética perde a resistência, mas existem alguns tipos específicos que causam menos danos. Os cabos de aço e de fibra devem ser mantidos distantes de óleo queimado, pois essa substância é ácida e enferruja, as montagens permanentes também devem ser verificadas. 
Cuidado nunca é demais com cabos de aço e de fibra sintética, por isso, tudo o que não estiver em perfeito estado deve ser substituído. A inspeção tem que ser diária, por isso deve-se verificar se o cabo está corroído, desgastado, esmagado, achatado, com gaiolas ou arames quebrados e, se as emendas e conexões, cabos com dobras ou torções não têm conserto. 
As polias também devem ser vistoriadas periodicamente, não deve ser utilizado um cabo novo numa polia danificada, isso diminui o tempo de vida dele e é perigoso. As amarras e o enrolamento do cabo no tambor também devem passar por avaliação. Deve ser evitado o contato com arestas vivas, sobrecargas, abalos violentos e nós.
O cabo de aço deve ser mantido sem corrosão, além de proteger a alma de fibra, a lubrificação ajuda as peças móveis a deslizar facilmente. O desgaste reduz a resistência do cabo. Portanto, o equipamento deve ser mantido sempre limpo sendo necessário aplicar o lubrificante com uma escova.2
O cabo de aço em rolo também deve ser protegido contra umidade, poeira e lama. As bobinas de cabos ou rolos vêm com informações sobre nome do fabricante, número de identificação, categoria, diâmetro e comprimento do cabo, tipo de alma, entre outros.
Para o serviço ficar completo, os EPIs obrigatórios devem ser conferidos antes de manusear os cabos de aço, entre eles estão: capacete com aba frontal, botina de vaqueta com biqueira de aço, luva de raspa de couro, cinturão de segurança do tipo paraquedista, trava-quedas e equipamentos específicos para o trabalho ou lugar.
3.2.16 Serviços Flutuantes
Para os serviços realizados em flutuantes, há o risco de queda na água, por esse motivo faz-se necessário o uso de coletes salva-vidas e outros equipamentos de flutuação. É necessário ter ao redor do local de trabalho botes salva-vidas com o número suficiente para atender todos os trabalhadores e instalar guarda-corpos para maior proteção.
3.2.17 Locais Confinados
Espaço confinado é um lugar pequeno, com entradas e saídas limitadas, ventilação baixa, onde não dá para ficar por muito tempo. Nele, os cuidados com explosão, incêndio e asfixia devem ser redobrados. O espaço confinado requer bastante atenção do profissional, pois poços, tanques, bueiros, galerias e escavações não foram feitos para a entrada de pessoas. Sendo assim, as regras de segurança devem ser seguidas criteriosamente.
Para começar, é importante que cada um conheça as próprias tarefas. O empregador indica o responsável técnico para representá-lo e checar as condições de segurança. O técnico vai aos espaços confinados, identifica os riscos específicos e coloca as medidas de segurança e saúde em prática.
Também cabe ao empregador garantir a capacitação dos operários, fornecer os equipamentos de proteção, informar as empresas contratadas sobre as ameaças que o local pode conter e implementar os procedimentos de emergência.
O espaço confinado só deve ser adentrado depois que a Permissão de Entrada e Trabalho for obtida por escrito, antes disso, o empregador deverá fornecer notícias sobre as condições de risco. Diante de qualquer suspeita de situação grave, todos devem abandonar o local.
O supervisor de entrada recebe os trabalhadores todos os dias, emite a Permissão de entrada e trabalho, faz os testes para checar se os equipamentos e os procedimentos estão de acordo com a Permissão. Também confere o acionamento dos serviços de emergência e salvamento, cancela os procedimentos de entrada quando há problemas, e encerra a permissão no fim do expediente.
O vigia fica na entrada do espaço confinado, protege e monitora os operários. Conta um por um, depois do trabalho, para garantir que todos saiam. Estabelece comunicação com quem está lá dentro, e movimenta o tripé vertical com segurança. Se houver perigo à vista, organiza o abandono do espaço. Em caso de emergência, aciona a equipe de salvamento. Com todos esses itens e profissionais, torna-se mais seguro trabalhar nesse tipo de espaço.
No entanto, osoperários também têm obrigações importantes para a segurança do trabalho, como usar os equipamentos fornecidos pela empresa e seguir precisamente as instruções recebidas no treinamento. Quando os trabalhadores encontrarem alguma situação de risco, o vigia ou o supervisor de entrada devem ser avisados imediatamente.
Qualquer atividade que solta faísca ou calor, como solda, corte ou esmerilhamento, pede providências contra incêndio e explosão. Também é necessário estar atento às medidas contra inundação, soterramento, choque elétrico, quedas e outros perigos. Nos espaços confinados, não se pode perder de vista os cuidados com a atmosfera. Motores a combustão ou trabalhos com emissão de monóxido de carbono demandam monitoramento. 
Se a concentração atingir 58 partes por milhão, alarmes visuais, sonoros e vibratórios devem disparar. Avaliações contínuas, ventilação e monitoramento podem manter as condições adequadas. Observação: o uso de oxigênio puro é proibido.
O equipamento de medição deve ser testado sempre antes do trabalho. O de leitura direta precisa estar calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas e interferências de radiofrequência. Os aparelhos fixos e portáteis de comunicação e de movimentação vertical e horizontal devem ser adequados aos espaços confinados. Se forem usados em área de risco de explosão, precisam de proteção e certificado do INMETRO. 
É importante que tudo seja identificado, isolado e sinalizado, com travas, lacre, bloqueio e etiquetagem. Um sistema de arquivo deve ser atualizado com o cadastro dos espaços confiados. A Permissão de Entrada e Trabalho é adaptada para cada empresa, sendo preenchida, assinada, datada em três vias e entregue ao vigia e a um dos operários autorizados. 
Os operários devem passar por exame médico que libere para o trabalho. Em alguns ambientes o ar é tão perigoso que respirá-lo é arriscado. Esses locais são mais conhecidos como Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde ou IPVS. Neles, é obrigatório o uso da máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou do respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape.
Os procedimentos e a Permissão de Entrada e Trabalho em espaço confinado devem ser conhecidos e praticados integralmente, o mesmo vale para o Programa de Proteção Respiratória. Toda mudança exigida pelo SESMT e a CIPA deverão ser implementadas com urgência por também serem obrigatórias.
3.2.18 Instalações Elétricas
Em qualquer tipo de instalação elétrica, seja ela provisória ou definitiva sempre deverá ser feita por profissionais qualificados e capacitados para a execução destes serviços. Para que seja feita a instalação, deve-se procurar desligar todos os circuitos elétricos e caso isto não seja possível, a instalação somente poderá ser feita após a adoção de medidas de segurança complementares, como a utilização de ferramentas apropriadas e EPI's. Para maior segurança, alguns itens devem ser respeitados durante a execução de uma instalação. Os condutores devem:
a) ser dispostos de maneira a não obstruir a circulação de pessoas e materiais; 
b) estar protegidos contra impactos mecânicos, umidade e contra agentes capazes de danificar a isolação; 
c) possuir isolação em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes; e 
d) possuir isolação dupla ou reforçada quando destinados à alimentação de máquinas e equipamentos elétricos móveis ou portáteis. 
Além disso, é proibida a existência de partes vivas expostas e acessíveis pelos trabalhadores não autorizados em instalações e equipamentos elétricos. As emendas e derivações devem ser executadas de modo que assegurem a resistência mecânica e contato elétrico adequado. As máquinas e equipamentos elétricos móveis só podem ser ligados por intermédio de conjunto plugue e tomada.
3.2.19 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas Diversas
Para a operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador ou terceiros a riscos, deve ser realizada a qualificação e identificação do profissional. As máquinas e equipamentos devem ser protegidos para evitar que os operadores sejam atingidos por qualquer projeção de peças ou partículas. 
Todas as máquinas devem possuir dispositivos de parada e acionamento, onde o operador tenha fácil acesso, que não se localize em área perigosa da máquina, que em caso de emergência possa ser desligado por outra pessoa que não seja o operador e que não cause riscos adicionais. As máquinas, equipamentos ou ferramentas devem ser inspecionadas periodicamente, devendo ser registrada em documento específico, onde deve constar a data, falhas e medidas corretivas. 
3.2.20 Armazenamento e Estocagem de Materiais 
A movimentação de materiais no canteiro de obras toma grande parte do tempo de trabalho diário dos operários. Por isso, o ideal é pensar, com carinho, em uma organização otimizada dos estoques para acabar com deslocamentos desnecessários no canteiro. "Se considerarmos que a mão de obra representa metade do custo de uma obra, fica então muito óbvia a importância deste planejamento", avalia Ubiraci Espinelli, professor da Poli-USP e diretor técnico da Produtime.
Para criar um estoque inteligente, Espinelli enumera, em linhas gerais, itens que devem ser considerados antes do início da construção: que materiais serão recebidos na obra?; em que quantidade eles serão recebidos?; quando e onde serão usados?; em que momento devem chegar? "É preciso tomar decisões sobre como recebê-los, onde serão estocados, que espaços estarão disponíveis, onde serão processados e quais artifícios estarão à mão para movimentá-los e processá-los."
Outra solução que facilita o planejamento dos estoques é a elaboração de um projeto que mostre, no canteiro, onde cada tipo de material estará armazenado, prevendo transporte, trânsito de funcionários e espaços para o processamento dos produtos. Veja a seguir dicas para melhorar o armazenamento dos principais materiais de construção e agilizar os deslocamentos em sua obra.
Terraplanagem, fundações e subsolos
· Escolha áreas do terreno onde não haverá movimentações de terra.
· Contêineres para armazenamento de materiais podem ser facilmente deslocados, se necessário.
Estrutura 
· Assim que possível, usar o subsolo para a estocagem de insumos básicos, como cimento aço e fôrmas. 
· Gruas ou cremalheiras devem chegar facilmente ao subsolo.
Alvenaria
· Reserve uma área para o processamento da argamassa de assentamento. 
· Parte dos blocos pode ser estocada diretamente nos pavimentos.
· Revestimentos, esquadrias e instalações hidráulicas
· Planeje as atividades para não sobrecarregar o transporte vertical, que será bastante usado. 
· Grande parte da área de estoques deverá ser destinada ao armazenamento de cerâmicas, louças, portas e janelas.
OUTROS MATERIAIS 
Chapas de compensado 
· Se não houver local coberto para armazená-las, utilizar lona ou qualquer proteção contra
intempéries. 
· A estocagem é horizontal, para que o produto não empene. 
· A pilha não deve exceder 1 m de altura. 
· As chapas devem ser suspensas por pontaletes, sem encostar diretamente no piso.
Cerâmicas de revestimento
· A armazenagem deve ser feita em local coberto e protegido. 
· A altura máxima das pilhas, sobre estrado de madeira, é indicada na embalagem pelo fabricante. 
· As caixas devem ser organizadas por tipo de cerâmica, tamanho, cor e modelo das peças.
Tubos e conexões
· Devem ser armazenados ao abrigo do sol e separados por tipo de junta e por diâmetro. 
· A altura máxima de empilhamento não deve ultrapassar 1,80 m.
· Não se deve colocar um tubo dentro do outro para economizar espaço. 
· As conexões são mantidas fechadas na embalagem para evitar extravios ou contato com intempéries. 
· Se as conexões  forem fornecidas soltas, devem ser guardadas em caixas separadas e etiquetadas segundo tipos de linha, junta, marca, série, diâmetro e classe.
Materiais elétricos (fios, tomadas, interruptores, disjuntores, etc.)
· São armazenados em locais fechados para evitar extravios e exposição às intempéries. 
· Os produtos devem ser separadosem prateleiras e identificados. 
· Manter as peças dentro de suas embalagens originais até o dia da instalação.
3.2.21 Tapumes e Galerias
O isolamento da obra deve ser feito por materiais com resistência adequada e que garantam a segurança e o conforto dos pedestres. A norma apresenta orientações com a função de proteger o canteiro de invasores e proteger quem circula pela região dos perigos de uma obra. A respeito do tapume, sua altura mínima deve ser de  2 metros.
 A norma não restringe o uso de materiais para a construção dessas barreiras, mas os mais comuns - devido ao custo, à praticidade e à resistência às intempéries são a madeira ou madeira reconstituída, chapas metálicas e materiais reciclados. De qualquer maneira, é necessário verificar restrições impostas pelo código de obras de cada município. Confira a seguir quais são os requisitos da NR-18 para tapumes e galerias de passagem de pedestre em obras em que há risco de queda de materiais.
4 RISCOS INERENTES A FUNÇÃO
A NR-18 é um instrumento que propõem ações eficazes para a melhoria das condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção, as quais se integram perfeitamente nas diretrizes mínimas de um Sistema de Gestão de SST, sendo que o PGR propõe diretrizes que visam estabelecer as prioridades de SST (Sistema de gestão de qualidade na área de Segurança e Saúde no Trabalho) por fase da obra, proporcionando assim um controle adequado, com intervenções rápidas nos itens que não estão em conformidade e precisam ser readequados.
Diagnosticar a doença cedo é uma medida necessária para evitar que o problema de saúde se agrave. Isso pode ser feito por exame físico ocupacional e exames complementares, solicitados pelo médico. 
O profissional deve procurar o médico periodicamente. "Não se pode esperar surgirem sintomas ou sinais para procurar o médico", alerta Ana Lúcia Elias d'Almeida, coordenadora do departamento de Medicina Ocupacional do Seconci-MG. A médica lembra que o trabalhador deve sempre solicitar à empresa a antecipação do seu exame periódico caso note alguma alteração em seu estado de saúde. 
4.1 Riscos Ambientais na Indústria da Construção 
De acordo com a NR-9, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho, que em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. A norma não menciona os riscos ergonômicos e de acidentes, porém, de forma direta ou indireta, eles contribuem a curto, médio e longo prazo para as causas de acidentes e doenças profissionais ou do trabalho, podendo gerar lesões e reduzir a capacidade laboral do trabalhador.
4.1.1 Riscos Físicos 
A NR-9 considera como riscos físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor e frio), radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infrassom e ultrassom. 
Analisando-se os riscos físicos na Indústria da Construção, os agentes de risco: ruído, vibração, radiações ionizantes e radiações não ionizantes surgem nas operações em que são utilizados máquinas e equipamentos para o desenvolvimento das tarefas. Os agentes físicos: calor, frio, pressões anormais e a umidade dependem do ambiente e local de trabalho. Na tabela abaixo, é possível identificar o agente de risco, sua fonte de emissão e sua possível consequência à saúde do trabalhador, se estes não forem controlados dentro dos Limites de Exposição permitidos.
	Agentes de Risco
	Fonte de Emissão
	Possíveis Consequências à Saúde dos Trabalhadores
	Ruído
	Máquinas e equipamentos: Bate-estaca, Betoneira, Bomba de concreto, Bomba de drenagem, Caminhão, Compactador, Compressor de ar, Elevador de cargas e de passageiros, Esmerilhadeira, Ferramenta de fixação à pólvora, Grua, Guincho de coluna, Lixadeira para piso, Máquina de furar portátil, Martelete, Pá Carregadeira, Policorte, Retroescavadeira, Rompedor, Serra circular de mesa e manual, Serra de material cerâmico, Vibrador, etc. Neste rol incluem-se também todos os equipamentos pesados utilizados na movimentação de terra.
	Diminuição da audição temporária ou persistente, surdez, zumbidos. Como efeitos gerais: perturbações funcionais nos aparelhos nervosos, digestivos e cardiocirculatórios.
	Vibração
	Máquinas e equipamentos elétricos, à combustão e pneumáticos.
	Localizadas (mãos e braços): Dor, formigamento e diminuição da sensibilidade das mãos, dedos e antebraço. As mãos podem ficar arroxeadas e úmidas, com aparecimento de pequenas necroses na pele. Podendo ainda provocar alterações nos vãos do coração e do cérebro. De corpo inteiro: Problemas na região dorsal e lombar, gastrointestinais, sistema reprodutivo, desordens nos sistemas visual e vestibular, problemas nos discos intervertebrais e degenerações da coluna vertebral.
	Calor
	Trabalho a céu aberto, trabalho em locais confinados, operação de soldagem e corte a quente, operação de caldeira (impermeabilização a quente)
	Fadiga precoce, prostração térmica, câimbras de calor, desconforto, insolação, intermação e desidratação.
	Radiação ionizante
	Gamagrafia industrial (análise de estruturas de concreto, verificação da integridade de soldas e estruturas metálicas)
	Alterações na pele, nos órgãos formadores de sangue, esterilidade masculina e feminina, câncer, catarata, osteossarcoma e carcinoma dos seios da face, leucemia.
	Radiação não ionizante
	Operações de soldagem elétrica e oxiacetilênica.
	Queimaduras, lesões nos olhos, na pele e em outros órgãos.
	Pressões anormais
	Trabalho em tubulão pressurizado, mergulho e em elevadas altitudes.
	Hiperbárica (acima de 760 mmHg): Barotrauma, Embolia traumática pelo ar, Embriaguez das profundidades. Hipobárica (abaixo de 760 mmHg): Taquipnéia, alcalose respiratória, tonturas, vertigens, enjôo.
	Umidade
	Trabalho em galerias e locais encharcados.
	Doenças do aparelho respiratório, doenças da pele, doenças circulatórias.
4.1.2 Riscos Químicos 
De acordo com NR-9, são considerados riscos químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Quanto à forma como se apresentam os agentes químicos, estes podem ser classificados em gases, vapores, aerodispersóides, poeiras, fumos, neblinas, névoas e fibras.
A inclusão das fibras se faz pertinente no reconhecimento e avaliação dos riscos ambientais na Indústria da Construção, levando-se em conta que a aplicação do asbesto e da fibra de lã de vidro ocorre com frequência em vários tipos de edificações, sendo o Asbesto considerado cancerígeno humano.
Em relação aos agentes químicos é preciso levar em consideração o tamanho das partículas, no qual as que possuem diâmetros entre 0,5 µm a 10 µm são consideradas partículas respiráveis.
Os riscos químicos encontrados na Indústria da Construção são provenientes de manipulações das matérias-primas utilizadas no setor produtivo, as quais são transformadas ou passam por processos que modificam a sua natureza. O cimento é exemplo de produto que pode afetar a saúde do trabalhador em seu estado natural (poeiras alcalinas) ou após sua preparação e aplicação. Neste estágio, pode provocar Dermatoses quando entra em contato com a pele do trabalhador.
Na tabela abaixo, observa-se que determinadas operações podem expor os trabalhadores às poeiras alcalinas, minerais, vegetais e a fumos metálicos, sendo que a exposição aos gases, névoas e vapores é provocada pela ausência de controle na aplicação e armazenamento de substâncias químicas. Outra observação importante sobre estes agentes de risco é a sua capacidade de gerar efeitos agudos e crônicos, sendo que alguns são extremamente agressivos e demandam medidas de controle e proteção adequada, nas quais os trabalhadores devem ser treinados e receberEquipamentos de Proteção Respiratória - EPR adequados, de acordo com a forma em que a substância química se apresentar.
	Agentes de Risco
	Fonte de Emissão
	Possíveis Consequências à Saúde dos Trabalhadores
	
	Poeiras Insolúveis Não Classificados de outra Maneira – PNOS
	Corte de vergalhões de aço.
	Pneumoconioses benignas
	
	Poeiras Alcalinas
	Cal e cimento.
	Doenças pulmonares crônicas, dermatite, urticária, conjuntivite, inchaço das membranas, espirro, dificuldade de respirar, bronquite e asma.
	
	Poeiras Minerais
	Acabamentos em concreto e pedras ornamentais, carga e descarga de areia, pedra e outros materiais, corte de paredes, estruturas, pisos cerâmicos, pedras ornamentais e telhas cerâmicas e de amianto, demolição, fibra de vidro, grandes movimentações de terra, limpeza do canteiro de obra a seco com vassouras e pás, preparação de massa de cimento e argamassas, rejuntamento de pisos e azulejos, remoção dos resíduos do canteiro de obra, etc.
	Fibroses (Silicose e Asbestose), Bronquite, Asma, Câncer e Efeitos Sistêmicos
	
	Poeiras Vegetais
	Corte e lixamento de madeira.
	Rinite alérgica e Adenocarcinomas.
	
	Fumos Metálicos
	Operações de corte e soldagem a quente.
	Doença pulmonar obstrutiva, febre dos fumos metálicos e intoxicação específica de acordo com o metal.
	
	Produtos Químicos
	Ácido muriático e clorídrico, aguarrás, argamassas, desformantes, massa plástica, massa de cimento, premer, resinas epóxi, seladora, thiner, tintas, verniz, etc. Obs.: muito desses produtos têm em sua composição hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos.
	Dermatite Irritativa de Contato – DIC; Dermatite Irritativa de Contato Forte – DICF; Dermatite Alérgica de Contato – DAC (cimento e solventes), intoxicações, reações inflamatórias na pele e na via respiratória superior, lesões na mucosa dos olhos, contaminação por via digestiva, câncer: fígado e rins, redução dos glóbulos vermelhos (hidrocarbonetos), lesões no sistema nervoso central.
	
	Gases, névoas e vapores
	Armazenamento inadequado de produtos químicos, operações de corte e soldagem a quente, pintura a revólver, produtos químicos que podem evaporar quando expostos à temperatura ambiente, trabalhos em locais confinados, etc.
	Efeitos Asfixiantes: provoca dor de cabeça, náuseas, vômitos, sonolência, convulsões, coma e morte.                                                                                                                                                                 Efeitos Irritantes: provoca irritação das vias aéreas superiores, pele e mucosa dos olhos. Efeitos Anestésicos: provocam ação depressiva sobre o sistema nervoso, danos aos diversos órgãos do corpo (rins e fígado) e ao sistema formador do sangue.                                              Efeitos Sistêmicos: não provocam danos aos pulmões, mas em órgãos e sistemas do corpo. Efeitos Sensibilizantes: aumento da probabilidade de asma ocupacional.
	
4.1.3 Riscos Biológicos
A NR-9 considera agentes biológicos os microrganismos, tais como: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros, sendo que a caracterização de sua exposição é feita através de inspeção no local de trabalho, 
O reconhecimento antecipado e o controle dos agentes biológicos em um canteiro de obras se fazem necessário, em que uma simples poça d’água pode proliferar o mosquito transmissor da Dengue e adoecer vários trabalhadores, com riscos que pode levá-los até à morte na fase hemorrágica da doença. 
Na tabela abaixo estão relacionados os Agentes Biológicos que podem estar presentes nos canteiros de obras, bem como sua fonte de emissão e quais doenças podem afetar à saúde dos trabalhadores. Observa-se que a NR-18 se preocupa constantemente com a limpeza e higiene das áreas de vivência (instalações sanitárias, locais para refeição, alojamento e vestiário).
	Agentes de Risco
	Fonte de Emissão
	Possíveis Consequências à Saúde dos Trabalhadores
	Bacilos, Bactérias, Fungos, Protozoários, Parasitas, Vírus.
	Ambulatório médico, água contaminada, trabalhos em esgotos, área de vivência sem higienização (alojamento, banheiro, refeitório e vestiário), animais no canteiro de obra, ausência de acondicionamento e tratamento do lixo (restos de comida e materiais contaminados), reservatório de água descoberto, água parada no canteiro de obra, trabalhadores doentes no canteiro ou no alojamento, trabalhos próximo de florestas e matas, trabalhos em efluentes e saneamento básico.
	Tuberculose, Brucelose, Cólera, Conjuntivite, Diarréia, Doença de Chagas, Gripe, Hepatite, Infecções Intestinais, Leptospirose, Tifo, Malária, Febre Amarela, Dengue, Solitária e Esquistossomose.
4.1.4 Agentes Ergonômicos 
Os Agentes Ergonômicos são considerados como condições que interferem no conforto do trabalhador, podendo causar doenças e/ou lesões. Podem estar ligados à organização das tarefas, os relacionados ao mobiliário, equipamentos ou às condições que o trabalho é executado, podendo provocar no trabalhador distúrbios psicológicos e fisiológicos.
A NR-17 estabelece parâmetros para que se possa proporcionar o máximo conforto do trabalhador nos ambientes de trabalho. Nas questões relacionadas aos abusos causados por pessoas que comandam ou tem poder para dirigir os trabalhos, como o Assédio Moral, sendo que o Direito do Trabalho já possui entendimentos que levam ao pagamento de indenizações. Já nas doenças causadas pela organização do trabalho, como o stress e doenças do coração, estas são reconhecidas pela Previdência Social como Doenças do Trabalho. 
A NR-17 fala sobre riscos ergonômicos, que podem ser exemplificados por esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade e outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico. 
Na Indústria da Construção a construção ergonômica deve acontecer na transformação do trabalho, no qual sua concepção é voltada à análise das tarefas do operador e da compreensão de como o trabalho é organizado e de como o trabalhador organiza esse trabalho. 
Algumas questões ergonômicas na construção civil são a movimentação de andaimes suspensos mecânicos, atividades de execução de pisos e forros, esforço físico intenso na movimentação e transporte manual de materiais e repetitividade, mas em várias questões que deveriam buscar a prevenção das doenças profissionais e/ou do trabalho, como o stress e as lombalgias. 
Nos canteiros de obras, as patologias da coluna são igualmente uma ameaça, o carregamento de materiais e os trabalhos em altura são importantes fatores de traumas vertebrais, tanto pela postura indevida e pelo excesso de peso; quanto pelo impacto em caso de queda. Para a solução dos problemas ergonômicos na Indústria da Construção, propõem-se que as cargas tenham seus pesos limitados; escadas, rampas, bancadas e prateleiras passem por manutenções constantes; que os cabos de segurança sejam utilizados como auxílio nos cintos durante os procedimentos de carga e descarga de materiais e que a mecanização de alguns processos pode apresentar algum alívio aos trabalhadores.
4.1.5 Riscos de acidentes ou mecânicos 
Os riscos de acidentes ou mecânicos ocorrem imediatamente após o contato entre o agente e o trabalhador, no qual a integração entre a causa e o efeito é relativamente fácil, sendo esse arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas e defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes. 
A NR-18 traz uma grande inovação para a saúde e segurança do setor quando estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação do PGR para os canteiros de obras, o qual deve contemplar as exigências contidas na NR-9, ou seja, antecipação, reconhecimento, avaliação e controledos riscos físicos, químicos e biológicos. A identificação dos riscos ambientais deve ser feita através do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA e do Mapa de Riscos. 
A NR-9 não inclui os riscos ergonômicos e de acidentes, porém nada impede que ambos sejam incluídos no PPRA.
4.2 Reconhecimento dos Riscos na Indústria da Construção por Fase da Obra 
O reconhecimento dos riscos na obra devem ser feitos de acordo com cada fase. Eles devem estar contidos em documento específico que contemple os dados da obra, as necessidades de segurança do trabalho para a sua execução (medidas de proteções coletivas e individuais), assim como a análise dos riscos de cada etapa do projeto, com o objetivo de incluir nessa fase o detalhamento das medidas de proteções coletivas, pois só assim estaremos antecipando e resolvendo e/ou minimizando os possíveis riscos durante as execuções das obras, as quais envolvem trabalhadores, máquinas, equipamentos e logística. A obra se divide nas seguintes fases: 
· Demolição, Movimentação de Terra; 
· Fundações e Estruturas; 
· Coberturas; 
· Fechamento e Alvenaria; 
· Instalações e Acabamentos e 
· Máquinas de Elevação.
4.2.1 Demolição 
A Demolição é fase da obra destinada à derrubada da construção antiga e remoção dos resíduos, com a finalidade de deixar o terreno limpo para o início da terraplenagem. Tal fase da obra deve ser assegurada pelo PCMAT, em que a NR-18 determina que toda atividade de demolição deva ser dirigida por Profissional Legalmente Habilitado, bem como a Construtora deve fazer a Comunicação Prévia do início dos trabalhos ao Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores. Os riscos mais frequentes na Demolição são:
· Queda de objetos e materiais; 
· Exposição a gases tóxicos; 
· Contatos com substâncias químicas;
· Contatos com objetos cortantes, pontiagudos e abrasivos; 
· Desmoronamento de estruturas vizinhas; 
· Soterramentos por queda de estruturas e paredes; 
· Choques elétricos; 
· Explosões e incêndios; 
· Atropelamentos e prensamento de pessoas na obra provocado por máquinas; 
· Emissão de poeira.
Uma observação importante na fase de Demolição é a separação dos resíduos, tais como: madeira, vergalhões, vidros, gesso, fiação elétrica, materiais plásticos, produtos de cimento amianto e entulho, pois no PCMAT deve constar qual será a destinação de cada resíduo, de acordo com a classificação determinada pela legislação.
4.2.2 Movimentação de Terra
A fase de Movimentação de Terra é definida como o conjunto de atividades destinadas ao desmonte de rochas, preparo do terreno e movimentação de terra, conhecidas como terraplenagem. Tais atividades têm a finalidade de preparar o terreno topograficamente para que possam ser iniciadas as escavações. Nesta fase da obra podem ocorrer os riscos de:
· Desprendimento de terra da escavação; 
· Soterramento de pessoas, queda de altura de pessoas; 
· Contatos elétricos diretos ou indiretos em pessoas; 
· Explosões e incêndios; 
· Choques; 
· Atropelamentos; 
· Prensamento de pessoas na obra provocado por máquinas; 
· Intoxicações ou asfixia devido à presença de gases tóxicos ou de produtos químicos; 
· Desabamento de terra; 
· Tombamento de bate-estacas durante seus deslocamentos; 
· Quebra da estrutura de bate-estacas; 
· Rompimento do cabo por fadiga ou manuseio indevido;
· Projeção de materiais; 
· Prensamento ou esmagamento de dedos e mãos; 
· Quedas de materiais sobre os trabalhadores.
4.2.3 Fundações e Estruturas
Fundação é a fase da obra que une o edifício ao terreno e Estrutura é o elemento ou conjunto de elementos que formam a parte resistente e de sustentação do edifício. Nesta fase da obra ele descreve os seguintes riscos:
· Queda de altura; 
· Quedas de objetos e materiais; 
· Golpes, perfurações e cortes por objetos; 
· Explosões e incêndios; 
· Contatos com substâncias nocivas em estruturas de concreto; 
· Radiações; 
· Queimaduras; 
· Fumos e partículas nos olhos; 
· Descargas elétricas de máquinas utilizadas pelos carpinteiros; 
· Queda da torre da grua, rompimento de linhas de alta pressão; 
· Falha no isolamento e sinalização de área para os demais trabalhadores; 
· Contato da pele, olhos e inalação de substâncias alcalinas; 
· Vibrações dos equipamentos principais e auxiliares (vibradores de concreto)
A queda de altura na Indústria da Construção é a causa que mais provoca acidente fatal, não sendo uma consequência somente desta fase da obra.
4.2.4 Cobertura
Cobertura é o conjunto de trabalhos destinados a dotar o edificio de proteção horizontal e/ou inclinada, com a finalidade de isolar a estrutura exterior em sua última laje. Estas coberturas são executas sobre outras estruturas, podendo ser de madeira ou metálicas, que por sua vez recebem sobre elas telhas de barro, amianto, PVC, etc. Nesta fase da obra podem ocorrer os seguintes riscos:
· Quedas de operários e materiais da borda da laje de cobertura; 
· Quedas ao longo da cobertura, tanto de operários como de materiais; 
· Quedas de materiais e pessoas; e
· Queimaduras e cortes nos operários.
4.2.5 Fechamento e Alvenaria 
A fase de fechamento e alvenaria é o conjunto de trabalhos realizados para isolar a estrutura do exterior (coberturas, fechamentos, fachadas, etc.), assim como a distribuição interior, de acordo com o uso do edifício (paredes, revestimentos incorporados, etc.). Nesta fase da obra é possível encontramos os riscos de:
· Desprendimento de materiais já colocados ou em fase de colocação; 
· Quedas em altura de pessoas em trabalhos de revestimento externo; 
· Dermatoses; 
· Explosões e incêndios.
4.2.6 Instalações e Acabamentos 
A fase de Instalações e Acabamentos é definida como sendo o conjunto de trabalhos destinados a dotar de funcionalidade o edifício em construção. Nesta fase da obra, podem existir os seguintes riscos:
· Descargas elétricas; 
· Quedas em altura de pessoas; 
· Explosões, incêndios e queimaduras; 
· Cortes, feridas em extremidades; 
· Intoxicações.
Choque elétrico é a terceira causa que mais provoca óbito na Indústria da Construção, sendo que o dimensionamento das instalações elétricas na maioria das obras é precário e não respeita os requisitos mínimos de segurança, as instalações elétricas provisórias compõem um item especial, visto que nelas podem ocorrer acidentes devido ao mau dimensionamento das instalações, os quais podem levar a um superaquecimento dos circuitos e incêndio.
4.2.7 Máquinas de Elevação 
Consideram-se como máquinas de elevação: a Grua; o Guincho; o Elevador de Obras; as Plataformas de Trabalho Aéreo - PTA e os Guindastes. Com tais equipamentos podem ocorrer os seguintes riscos:
· Quedas de objetos; 
· Quedas de máquinas; 
· Agarramento e contatos elétricos
O içamento mecanizado de cargas faz parte da maioria das obras da Indústria da Construção. Durante estas operações podem ocorrer acidentes devido à utilização de equipamento impróprio para o levantamento da carga ou fora de condições seguras de operação. As condições locais devem levadas em consideração, como por exemplo: as características do terreno, a existência de obstáculos, os ângulos de elevação e abaixamento da carga, o comprimento da lança do equipamento no içamento e abaixamento da carga e a disponibilidade e condição dos meios de acesso.
Os acidentes podem ocorrer devido às ações mal planejadas e ineficazes, bem como da falta de organização, locação de equipamentos, equipes do SESMT com pouco conhecimento técnico e qualificação inadequada dos trabalhadores envolvidos.
4.3 Doenças mais comuns 
Diagnosticar a doença cedo é uma medida necessária para evitar que o problema de saúde se agrave. Isso pode ser feito por exame físico ocupacional e exames complementares, solicitados pelo médico.
O profissional deve procurar o médico periodicamente. "Não se pode esperar surgirem sintomas ou sinais para procurar o médico", alerta Ana Lúcia Elias d'Almeida, coordenadora do departamento de Medicina Ocupacional do Seconci - MG. A médica lembra que o trabalhador deve sempre solicitar à empresa a antecipação do seuexame periódico caso note alguma alteração em seu estado de saúde.
4.3.1 Ouvidos – PAIR (Perda auditiva induzida por ruído)
Problema difícil de ser detectado, a perda de audição pode afetar todos os trabalhadores que ficam expostos a ruídos superiores a 85 decibéis por um período de oito horas por dia. Para se ter uma ideia, 85 decibéis equivalem aproximadamente ao barulho gerado por um liquidificador em funcionamento. É comum o trabalhador só perceber que sua audição está comprometida quando já perdeu cerca de 50% da capacidade auditiva e não consegue ouvir com perfeição a voz humana.
Causas: exposição prolongada a ruídos altos. 
Sintomas: dificuldades de audição.
Como prevenir: usar protetores auriculares. O construtor pode contribuir para evitar esse problema com o uso de máquinas menos ruidosas e isolando o ruído de máquinas que não podem ser substituídas.
4.3.2 Olhos – Conjuntivite por Radiação
Esta é a doença mais comum causada pela radiação ultravioleta ou infravermelha. Caracteriza-se por ardor e vermelhidão nos olhos, que surgem após algumas horas de trabalho sem proteção. Profissionais que trabalham com soldas (soldadores e ajudantes) são mais vulneráveis a esse tipo de doença. A conjuntivite por radiação pode ser provocada também pela exposição excessiva ao sol.
Causas: exposição a fontes de luz ultravioleta (como a do sol ou de soldas) ou infravermelha (como as de fornos).
Sintomas: vermelhidão e ardor nos olhos. 
Como prevenir: usar óculos protetores.
4.3.3 Costas – Lombalgia 
A famosa dor nas costas é uma das grandes causas de incapacidade no trabalho. Caracteriza-se por dor persistente na área lombar (região mais baixa da coluna vertebral, na altura da cintura) que pode até comprometer a mobilidade da região. Muitas vezes acompanha algum grau de contratura muscular.
Causas: carregamento de peso de forma inadequada. Sintomas: dores na musculatura vertebral, musculatura endurecida.
Como prevenir: evitar carregar peso em excesso, utilizar equipamento de transporte para cargas pesadas.
4.3.4 Braços – LER (Lesões por Esforço Repetitivo)
Cada vez mais frequentes em diferentes profissões, as lesões por esforço repetitivo são um conjunto de doenças entre as quais estão a tendinite, a bursite e a tenossinovite. Apresentam-se como um processo inflamatório doloroso provocado por movimentos manuais repetitivos, sobrecarga muscular e posturas inadequadas durante longos períodos. Geralmente atingem os membros superiores do corpo.
Causas: execução constante de movimentos repetitivos por longos períodos. Sintomas: dores, sensação de formigamento e fisgadas, fadiga muscular e perda de força.
Como prevenir: fazer pausas regulares e alongamentos. A empresa deve fornecer equipamentos adequados para cada atividade.
4.3.5 Braços e Pernas – Reumatismo 
Grupo de doenças que provocam dor ou impedem o funcionamento de articulações, músculos, tendões ou ossos. Provavelmente, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a artrose, ou osteoartrose, que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformação e limitação de movimentos.
Causas: exposição à umidade excessiva, esforços excessivos. 
Sintomas: dores nas articulações. 
Como prevenir: usar botas de borracha e roupas feitas de material impermeável.
4.3.6 Pulmões – Pneumoconioses
O termo pneumoconiose se aplica a um grupo de doenças que se originam com o acesso de poeira aos pulmões. Entre os trabalhadores da construção civil, as poeiras mais perigosas são as de sílica, produzidas em marmorarias e em limpeza por jateamento de areia a seco, por exemplo, e amianto (asbesto), encontrados em alguns modelos de telhas de fibrocimento.
Causas: inalação de partículas (sílica ou amianto). 
Sintomas: falta de ar e tosse, causadas por alterações nos pulmões.
Como prevenir: usar máscaras; evitar o uso de produtos com amianto; no trabalho com mármore, adequar a ferramenta ao corte úmido.
4.3.7 Órgãos Internos – Intoxicação química 
Doença provocada pela exposição a componentes químicos agressivos por inalação ou contato direto com a substância. Isso pode acontecer, por exemplo, durante serviços de pintura e de impermeabilização, entre outros. Dependendo da substância e do grau de intoxicação, pode haver risco de asfixia por deficiência de oxigênio.
Causas: exposição prolongada a tintas, solventes e outros componentes químicos 
Sintomas: fraqueza, náusea.
Como prevenir: seguir a orientação de uso dos produtos indicada pelo fabricante; usar máscara.
4.3.8 Órgãos Internos – Doenças causadas por vírus e bactérias
O trabalho em locais com pouca higiene, ou mesmo em ambientes insalubres, como em redes de esgoto, contribui para a proliferação de doenças transmitidas por bactérias ou virus, caso da leptospirose e das hepatites virais.
Causas: contato com bactérias e vírus em ambientes de trabalho insalubres, como em redes de esgoto.
Sintomas: depende do micróbio contraído, pode ir desde mal-estar até febre alta. 
Como prevenir: usar máscara e demais equipamentos de proteção.
4.3.9 Pele – Dermatite de Contato
Inflamação da pele resultante do contato direto com substâncias que causam reação alérgica ou inflamatória. Ocorre mais comumente nas mãos, braços e face. Pode aparecer quando a pessoa tem contato com uma substância irritante pela primeira vez ou após exposição à substância agressora por longo período.
Causas: a doença pode ser desencadeada por substâncias presentes em solventes, tintas, resinas, ácido cloridrico e ácido sulfúrico. Mas a causa mais comum é o contato com cimento ou cal.
Sintomas: coceira na pele e formação de bolhas que podem estourar, formando crostas e descamações. Se a pele não for tratada, poderá escurecer, ficando grossa e rachada.
Como prevenir: usar luvas, botas e demais equipamentos de proteção para evitar contato direto com as substâncias perigosas.
4.3.10 Pele – Insolação e Queimadura Solar 
A exposição excessiva ao sol pode provocar problemas sérios à saúde do trabalhador. A insolação, que pode levar à desidratação, é a mais grave delas. Serviços realizados ao ar livre, como execução de lajes e telhados, merecem cuidado especial. Em dias de sol intenso deve-se evitar a exposição por muitas horas seguidas.
Causas: exposição prolongada aos raios solares ou outras fontes de calor.
Sintomas: bolhas, vermelhidão e queimaduras na pele. Em alguns casos, a insolação pode provocar tontura, falta de ar, náuseas, dor de cabeça.
Como prevenir: usar capacete e beber bastante líquido (não alcoólico). O uso de filtro solar e de óculos escuros com proteção UV também é recomendado.
5 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC, EXISTENTES NO CANTEIRO DE OBRAS 
	
Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) - é todo dispositivo, sistema, meio fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores usuários e terceiros. São utilizados para proteção de segurança, enquanto uma ou mais pessoas realiza determinada tarefa ou atividade.
Entre os principais objetivos do uso dos equipamentos de proteção coletiva, estão:
· Evitar acidentes que envolvam tanto os trabalhadores, como também outras pessoas que venham a estar presentes naquele local de trabalho;
· Minimizar perdas e aumentar a produtividade da empresa através de uma melhora nas condições de trabalho;
· Neutralizar ou ao menos reduzir os riscos que anteriormente eram comuns em um determinado local de trabalho.
Sendo assim, essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal, que será executada e que gerou o risco, como também a proteção de outros funcionários, que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes, cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente.
 
5.1 Normatização do Uso do EPC
As Normas regulamentares do Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores, que fazem referência ao uso do equipamento de proteção coletiva são a NR-04 e a NR-09. Segundo a NR-04, quando houver o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicinado Trabalho) na empresa, este ficará responsável por, aplicar o seu conhecimento em saúde e segurança do trabalho (SST) para reduzir ou, se possível, eliminar os riscos existentes em todos os ambientes de uma determinada empresa.
Já a NR-09, por sua vez, discorre sobre o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). De acordo com essa norma, durante o processo de identificação dos riscos, é necessário que sejam descritas todas as medidas de controle já existentes, incluindo, por exemplo, o uso do EPC e do EPI (Equipamento de Proteção Individual).
Ainda de acordo com a NR-09, no item 9.3.5.2, a utilização do EPC e de outras medidas de segurança coletiva, devem ser vistas como prioritárias pelas empresas, enquanto o uso do EPI, este deve ser adotado apenas em último caso.
Desta forma os Equipamentos de Proteção Coletiva deve ser adotado ANTES dos Equipamento de Proteção Individual. Em geral os EPC são mais eficientes do que o EPI e ainda tem a vantagem de não fornecer incômodo ao trabalhador.
A empresa sempre que puder optar entre EPI e EPC deve optar pelo EPC, a longo prazo sai bem mais em conta. Além disso, pode-se evitar os desgastes na relação que ocorrem entre direção e funcionários da empresa por causa da imposição pelo uso do EPI.
As empresas que não cumprem o previsto pelas normas regulamentadoras podem ser multadas e penalizadas – no mínimo, por descumprirem com a hierarquia obrigatória das medidas de proteção, estabelecida pela NR-09. Em caso de acidentes, elas ainda pode responsabilizadas por nexo de causalidade.
5.2 Importância do uso do EPC
O uso do equipamento de proteção coletiva possui um papel fundamental para que ocorra uma diminuição no número de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou para a situação preocupante envolvendo acidentes de trabalho. Segundo o diretor-geral da organização, Guy Ryder, são 2,3 milhões de mortes por ano por acidentes e doenças de trabalho em todo o mundo.
Outro dado alarmante é de que cerca de 860 mil pessoas sofrem algum tipo de ferimento diariamente ao redor do mundo no ambiente de trabalho. O especialista afirmou que os custos globais, diretos e indiretos, chegam a 2,8 trilhões de dólares.
Como podemos perceber, infelizmente ainda ocorre um grande número de acidentes em todo mundo, sendo que o Brasil está entre os países com mais registros de acidentes. Porém, nos últimos anos este quadro vem apresentando uma ligeira melhora, que pode ser creditada, em parte, a crescente importância dada ao uso do EPC e do EPI.
Com a queda no número de acidentes de trabalho e dos casos de doenças ocupacionais, as empresas passam a ganhar vantagens através do aumento da produtividade em resultado de uma acentuada diminuição de funcionários afastados. Além disso, o equipamento de proteção coletiva possui a vantagem de não precisar ser trocado com frequência, exigindo apenas o investimento inicial para adquiri-lo e sua manutenção periódica.
Implantar medidas de proteção coletiva no ambiente de trabalho colaboram para o aumento na produtividade, pois elas diminuem o número de funcionários afastados. O equipamento de proteção coletiva possui a vantagem de não precisar ser trocado com frequência exigindo apenas o investimento inicial e manutenção periódica.
Segundo uma série de debates levantados nos últimos anos pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), o uso contínuo do equipamento de proteção coletiva pode auxiliar na melhora do desempenho profissional. De acordo com a instituição, ao utilizarem o EPC, os trabalhadores se sentem mais seguros dentro do ambiente de trabalho, o que também contribui para aumentar a motivação e, consequentemente, a produtividade desses profissionais.
Portanto, fica evidente a importância do EPC quanto a Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no Brasil, sendo essa uma das formas mais eficazes de se prevenir os acidentes e as doenças ocupacionais.
5.3 Tipos de EPC
Existem diversos tipos de equipamentos de proteção coletiva, que são usados de acordo com o tipo de serviço que será executado, bem como quanto ao grau de risco que é oferecido às equipes e aos terceiros envolvidos. Entre os principais, podemos citar:
· Sinalização de Segurança (cones, placas, fitas, correntes, avisos, etc)
· Isolantes Elétricos (banquetas, tapetes, fitas, mantas)
· Sistemas contra Incêndios
· Redes de proteção
· Linha de vida - para trabalhos em altura.
· Cavaletes
· Ventilação dos locais de trabalho
· Proteção de partes móveis de máquinas;
· Exaustores para gases e vapores;
· Ar-condicionado ou aquecedor para locais frios;
· Sensores de máquinas;
· Corrimão;
· Antiderrapantes;
· Ventiladores;
· Iluminação;
· Barreiras de proteção
· Guarda-corpos;
· Protetores de máquinas;
· Cabines para pintura;
· Purificadores de ar e água;
· Chuveiro e lava olhos de emergência.
· Kit para limpeza para produtos químicos; e
· Sistemas de aterramentos elétricos.
Como podemos perceber, há uma grande variedade de EPC’s, inclusive podem também ser considerados EPC’s os equipamentos de uso individual compartilhados pelo grupo, como kits de primeiros socorros.
5.3.1 Sinalização de Segurança
A sinalização de segurança é considerada um dos principais Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC).
Quando falamos de sinalização de segurança a primeira coisa que vem em nossas cabeças são as Placas de sinalização, porém, a sinalização é muito mais que isso. Além das placas a sinalização também é realizada por:
· cones,
· sons,
· fitas e/ou correntes de sinalização
A sinalização também ocorre através das cores, que podem sinalizar grau de riscos, identificar os equipamentos de segurança e tubulações, bem como delimitar áreas.
Sinalizar significa comunicar de alguma forma. Dispondo de placas, adesivos, cartazes, cones, faixas, etc. com sinais gráficos, escritos ou com objetos, que visam indicar, mostrar, apontar situações e/ou informações rápidas sobre o local.
Desta forma, define-se a sinalização de segurança como um conjunto de estímulos, que informam e orientam um indivíduo sobre algum risco ou a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes, como por exemplo uma rota de fuga em caso de princípio de incêndio ou explosões, fornecendo assim uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança e/ou à saúde no trabalho.
5.3.1.1 Placas
A placas de sinalização são uns dos mais importantes meios de Sinalização para a segurança, sendo utilizada para manter a comunicação visual e advertir as pessoas sobre possíveis riscos e procedimentos de segurança.
As placas de Trânsito são um exemplo de sinalização para a segurança, elas orientam, advertem e informam os condutores e pedestres sobre as ações a serem tomadas, possuindo desta forma um controle no trânsito, com o objetivo de evitar acidentes e colocar as pessoas em risco.
Em locais de trabalho a placa de sinalização desempenha um papel importante e tem por objetivo informar os trabalhadores e visitantes sobre os riscos existentes no local e a necessidade de uso de EPI's(Equipamentos de Proteção Individual), assim prevenindo-os e reduzindo o risco de acidentes no trabalho. 
As placas de sinalização para a segurança devem possuir características colorimétricas (relativas à cor) e fotométricas (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado.
5.3.1.2 Sinalização Sonora
A sinalização sonora geralmente é realizada por alarme, dando um sinal que algo importante está ocorrendo. O alarme pode ser interno ou externo. Quando esta localizado dentro da empresa pode estar sinalizando o início de um procedimento perigoso, Incêndio, invasão, roubo e etc. Também pode estar localizado externamente, como por exemplo em veículos e equipamentos em movimentos que representam algum perigo. Sendo assim em ambos os casos o Alarme informa para todos que algo está necessitando de atenção imediata naquele momento.
Quando a empresa utiliza o alarme para diversas atividades, é importante utilizar sons diferenciados para cada atividade,assim os trabalhadores saberão o que está acontecendo naquele instante.
A Sinalização Sonora geralmente interage com as demais sinalizações gerando produtos acessíveis com carácter universal. Como por exemplo em caso de incêndio dentro da empresa, há o alarme de incêndio, placas luminosas e iluminação de emergência. Isto ocorre também quando há equipamentos em movimento, que em manobra de Ré, além da iluminação existe o aviso sonoro.
Em alguns casos a sonorização além do alarme é realizada por comunicação verbal, com gravação de áudio falado, onde se passa instruções e avisos referente ao que está acontecendo ou  à  procedimentos que devem ser tomados em determinadas situações.
Sendo assim, podemos perceber que a sinalização sonora  e um importante Equipamento de Proteção coletiva, contribuindo para a segurança nas operações das empresas.
5.3.1.3 Cones de Sinalização
Os cones de Sinalização são muito utilizados para demarcação de lugares como estacionamentos, obras e trabalhos executados em vias públicas. Os cones são equipamentos de sinalização para a segurança que costumam ter cores bastante chamativas — como preto e amarelo ou laranja e branco —, assim facilitam a identificação e visualização mesmo em ambientes pouco iluminados.
São utilizados para garantir a segurança em diversas situações e ambientes. Os cones de sinalização devem ser resistentes a intempéries como sol e chuva. Além disso, o ideal é que esses dispositivos tenham partes refletivas, garantindo boa visualização mesmo à noite e em locais mal iluminados.
Empresas que transportam produtos perigosos devem, obrigatoriamente, utilizar cones para a sinalização da pista durante o deslocamento da carga
5.3.1.4 Correntes para Sinalização
As correntes para sinalização são utilizadas na delimitação e isolamento de áreas de trabalho interna e externamente na sinalização, na interdição, no balizamento ou na demarcação em geral. São excelentes para uso externo, não perdendo a cor ou descascando com a ação de mau tempo, pois geralmente são confeccionadas em material plástico (polipropileno) de alta durabilidade
As correntes de sinalização geralmente são utilizadas juntamente com pedestais zebrados para sinalização. Esses pedestais são utilizados para direcionar fluxo ou delimitar áreas por um longo tempo, pois possuem maior durabilidade e alguns modelos podem ser fixados no chão.
5.3.1.5 Fita de Sinalização
De modo geral existem dois tipos de fita de sinalização para segurança. Podemos classificar como Fitas Fixas e Fitas temporárias. 
Fitas Fixas:
As fitas fixas são geralmente auto adesivas e apresentadas em diversas cores, sendo utilizadas para demarcação de solo e paredes em áreas industriais e locais de circulação de pessoas, possuem uma importância relevante ao auxiliar na necessidade de uma rápida evacuação do lugar, bem como delimitar o acesso a áreas, como por exemplo aos extintores de incêndios.
Fitas Temporárias:
As fitas classificadas como temporárias são as fitas de sinalização zebrada e/ou de barreiras. São essenciais para demarcar, isolar e indicar áreas consideradas de risco, como locais escorregadios ou que passam por reformas estruturais. São consideradas temporárias, pois são utilizadas por um determinado tempo.
Podem ser utilizadas interna e externamente na sinalização, na interdição, no balizamento ou na demarcação em geral por indústrias, construtoras, transportadoras, órgãos públicos ou quaisquer empresas.
Sua principal função é impedir que as pessoas ou veículos se exponham a algum tipo de perigo temporário, alertando-os de que uma determinada área não está aberta para acesso no momento.
A fita zebrada apresenta listras intercaladas em duas cores, característica que serve justamente para chamar a atenção das pessoas e evitar acidentes.
Classificadas como um equipamento de proteção coletiva, as fitas zebradas se destacam em qualquer tipo de ambiente, e a compreensão de seu significado é universal e fácil de ser interpretada por pessoas de qualquer idade. As fitas de sinalização são dobráveis e fornecidas em rolos, com dimensões que podem variar. Geralmente são fabricadas em polietileno, o que garante leveza, durabilidade e facilidade de manuseio e instalação em ambientes internos e externos.
5.3.2 Sistemas Contra Incêndios
Um sistema contra incêndio é um conjunto de elementos manuais e/ou automáticos, que tem por objetivo detectar e/ou combater um incêndio na sua fase inicial, evitando sua propagação.
Entre este conjunto de elementos, os mais utilizados são:
· Iluminação de emergência
· Detectores
· Alarme de incêndio
· Sinalização de emergência
· Extintores
· Hidrantes e mangotinhos
· Chuveiros automáticos
· Outros sistemas de extinção automática de incêndio
O melhor projeto de segurança contra incêndio é realizado pela implantação de um conjunto de sistemas de proteção ativa (detecção do fogo, combate ao incêndio, etc.) e de proteção passiva (resistência ao fogo das estruturas, compartimentação, entre outros).
Para se projetar um bom sistema é preciso analisar o ambiente que se deseja proteger, analisar os riscos, verificar os materiais que estão presentes no ambiente, as interferências arquitetônicas, a presença e o fluxo de pessoas, entre outros fatores.
No combate a incêndios vários agentes podem ser utilizados: água, espuma, gás ou pó químico. Dependendo das classes de incêndio e risco, alguns agentes podem ser combinados.
5.3.3 Antiderrapantes
Os dispositivos antiderrapantes são aplicados com o objetivo de evitarem acidentes decorrentes a quedas por meio de escorregões.  
Infelizmente, escorregões são umas das causas mais frequentes de acidentes nas empresas. As quedas fatais devido a escorregões e tropeços matam centenas de pessoas anualmente. Porém, medidas simples podem ser tomadas para reduzir o risco. 
Devem ser utilizados materiais antiderrapantes nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho onde houver perigo de escorregamento.
Ao projetar, construir ou reformar os ambientes de trabalho os responsáveis devem solicitar e utilizar os materiais antiderrapantes nos locais necessários.
Existem muitos tipos de antiderrapantes que são utilizados para evitarem acidentes. Alguns podem ser aplicados após observar sua necessidade, que não havia sido considerada ao projetar, construir ou reformar os ambientes.
5.3.3.1 Pisos Antiderrapantes
Os pisos ou revestimentos antiderrapantes visam a proteção coletiva dos trabalhadores e pessoas que passam pelo local.
São fixos e possuem diversos tipos e modelos, sendo que seu uso dependerá do local e/ou necessidade onde serão colocados. Por esse motivo a escolha do piso certo para cada necessidade e segurança da empresa é algo muito importante. Há lugares que exigem ainda mais cuidado, como áreas externas, molhadas e escadas. Nesses casos, o piso antiderrapante torna-se ideal, já que a textura e acabamento deixarão menos escorregadio, evitando quedas.
Além dos pisos de cerâmica e porcelanato utilizados em nossas casas, que também possuem modelos antiderrapantes, existem os pisos industriais e de borracha.
Piso antiderrapante industrial
Os pisos industriais devem ser construídos considerando-se a necessidade da empresa, o que exige que o projeto seja feito por profissionais capacitados, especializados no assunto, definindo a correta escolha dos materiais, associando uma composição que possa trazer condições de a empresa manter o seu ritmo produtivo, sem prejuízo de qualquer atividade.
Os pisos antiderrapantes nas indústrias atendem diversos aspectos como segurança, limpeza, organização, resistência e durabilidade. Há vários modelos e sistemas de aplicação de piso antiderrapante no mercado. Inibindo a ocorrência de acidentes, facilitando a circulação de pessoas, máquinas e carregamento de materiais em diversos ambientes industriais.
 Piso de borracha
Os pisos de borracha são amplamente usados em locais onde há uma intensa circulação de pessoas. Por serem antiderrapantes quando molhados, podem ser limpos com frequência semcausar acidentes. Sua durabilidade é outro diferencial, assim como a resistência ao fogo. Estes pisos têm a vantagem de não deformarem mesmo quando submetidos a grandes cargas, o que é essencial quando se atua com equipamentos pesados. Em geral, a instalação das placas do assoalho pode ser tanto apoiada quanto colada sobre o contrapiso.
São indicados para ambientes internos e externos e podendo ser utilizados para projetos de segurança e autonomia de pessoas com deficiência física ou visual ou problemas de mobilidade.
5.3.3.2 Fitas Antiderrapantes
As fitas antiderrapantes colaboram muito com a segurança, possuindo a finalidade evitar acidentes em escadas, rampas e outros pisos escorregadios. Podem ser utilizadas em residências, prédios, escolas e indústrias. 
São de fácil aplicação pois além de antiderrapante são auto adesivas, sendo possível ser colocadas com aplicadores para fitas adesivas. 
Há diferentes versões, variando tamanho e formato. Sendo que em geral, as fitas tem formato de lixa e alta resistência, podendo ser utilizada em ambientes internos e externos. 
Os principais tipos de fitas antiderrapantes são:
· Fotoluminescentes
· Coloridas
· Zebradas
· Transparentes
· Emborrachadas
· À prova d’água.
· Refletiva.
A fita antiderrapante refletiva é capaz de emitir luz ao longo de horas em ambientes escuros. Desta forma, além da segurança no caminhar, pode servir de guia em caso de queda de energia ou problemas elétricos.
Para decidir qual a melhor para cada ambiente, deve-se verificar qual a real necessidade e ficar atento ao fluxo de pessoas, bem como ao risco e visibilidade do local.
O investimento em fitas antiderrapantes pode reduzir consideravelmente os custos de afastamentos, indenizações, tratamentos gerados por acidentes. Nas residências, esse tipo de material pode ser utilizado para proteção de crianças e idosos. 
Com os diferentes modelos existentes no mercado é possível deixar a casa, o prédio ou local de trabalho bem sinalizado, seguro e sem prejudicar a aparência.
5.3.3.3 Antiderrapante Líquido ou Resina de Epóxi
Quando é realizado um projeto, construção e/ou reforma, podem ocorrer erros na previsão e/ou execução das obras, sendo colocados pisos comuns em áreas que deveriam ser antiderrapantes. Nesses casos, há possibilidade de utilizar os antiderrapantes líquidos, eles podem ser fornecidos em spray, frasco ou bombona.
O antiderrapante líquido pode ser utilizado em todos os tipos de piso, como em granito, cerâmica esmaltada, revestimento vítreo, mosaico, porcelanato e mármore. Este produto não altera as características do piso, não necessita de obras especiais para sua aplicação e ainda permite que a superfície tratada possa ser utilizada em pouco tempo.
O mercado oferece diversos produtos químicos de fácil aplicação, agindo basicamente da mesma forma: ao modificar a estrutura molecular do revestimento, criam micro ventosas invisíveis, que tornam a superfície antiderrapante semelhante à textura de um cimentício. Saiba que, após esse procedimento, há mais acúmulo de sujeira, que pode ser retirada com um tipo de esponja feita de fibras sintéticas e minerais.
5.4 Aterramentos
O aterramento é a ligação através de um condutor à terra, podendo ser de um equipamento ou de um sistema, por motivos de proteção ou por exigência quanto ao funcionamento do mesmo. Desta forma o aterramento pode ser considerado um equipamento de proteção coletiva, quando seu objetivo visa à proteção das pessoas (usuários) e/ou trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nas atividades.
Em geral existem 3 tipos de aterramentos, podendo ser Funcional, de Proteção e Temporário.
· O aterramento Funcional consiste na ligação de um dos condutores do sistema (geralmente o neutro) à terra, e está relacionado com o funcionamento correto, seguro e confiável da instalação. 
· O aterramento de proteção consiste na ligação das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação à terra, visando assim a proteção contra danos que possam ocorrer a pessoas e animais e/ou a um sistema ou equipamento elétrico.  
· O aterramento Temporário ou aterramento de trabalho, consiste no aterramento em uma parte do circuito de uma instalação elétrica, que está normalmente sob tensão, mas é posta temporariamente sem tensão para que possam ser executados trabalhos com segurança. Para realizar este aterramento há um conjunto de dispositivos que visam a proteção dos trabalhadores.
Esperamos que tenha compreendido a importância do aterramento tanto para o funcionamento dos equipamentos, quanto para a proteção das pessoas e animais.
5.5 Isolantes e condutores elétricos
Cotidianamente estamos em contato com elementos que são condutores elétricos e outros que são isolantes elétricos. 
O que diferencia esses elementos, permitindo que uns possuam maior facilidade de conduzir eletricidade do que outros, é a estrutura atômica de cada substância. 
Todos os materiais são constituídos por átomos e estes são formados por partículas com pequenas dimensões que são os nêutrons (não possuem carga), os prótons (partículas de carga positiva) e os elétrons (partículas de carga negativa).
Os nêutrons e prótons ficam no interior do núcleo, e os elétrons ficam na eletrosfera, ou seja, girando ao redor do núcleo. Para manter esses elétrons sempre em órbita na eletrosfera, existem forças internas que os seguram, não deixando que os mesmos escapem. 
Quanto maior a distância entre a órbita e o núcleo, mais fraca é a força que mantém o elétron preso ao átomo, pois dessa forma, pode se mover com certa liberdade no interior do material, dando origem aos chamados elétrons livres.
O que determina se um material é condutor ou isolante é justamente a existência dos elétrons livres. Quanto mais elétrons livres, melhor condutor o material será. Como o próprio nome já deixa evidente, os isolantes elétricos isolam a eletricidade, ou seja, são construídos de materiais dielétricos, que possuem poucos elétrons livres. Desta forma, não permitem que a eletricidade passe através deles.
Alguns exemplos de materiais isolantes elétricos são: Isopor, borracha, madeira seca, vidro, entre outros.
Ao contrário dos isolantes elétricos, os condutores possuem excesso de elétrons livres. Desta forma, eles possuem facilidade de se movimentar pelo material, tornando a substância em questão um bom condutor de eletricidade. De modo geral, os metais são excelentes condutores elétricos.
Os isolantes são muito utilizados na fiação para proteger eletricamente materiais condutores e as pessoas ao seu redor, porém para os trabalhadores da área elétrica, os isolantes são utilizados para a confecção de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e Individual (EPI).
Assim os isolantes elétricos possuem um papel fundamental para os trabalhadores que interagem com a eletricidade, evitando o contato direto com os condutores elétricos que provocam choques e colocam em risco a integridade física das pessoas e animais.
5.6 Sistema de Proteção Contra Quedas 
Falar em trabalho em altura, é falar em risco ao trabalhador, visto que as quedas podem deixar graves sequelas à saúde (com danos irreparáveis) assim como levar a morte. Por este motivo é essencial que os trabalhadores estejam cientes dos riscos aos quais estão expostos, dos procedimentos e métodos de trabalho indicados para as atividades desenvolvidas, resguardando assim a própria vida e a vida dos demais trabalhadores.
Mas o que é considerado trabalho em altura?
O trabalho em altura é definido pela NR-35 como toda atividade executada acima de 2 metros de altura, onde existe risco de queda. A norma define ainda que todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado. Cabe ao empregador, garantir meios para que o trabalho seja realizado com total segurança. 
A proteção do trabalhador neste caso, se dá por meio dos equipamentos de proteção Coletiva (EPC) e individual (EPI). Para garantir que o trabalho seja realizado com total segurança e respeitar a Norma Regulamentar,todo o trabalho em altura deve possuir um Sistema de proteção contra quedas, e todo o trabalhador deve ser capacitado com o curso da NR-35.
Os Sistemas de Proteção Contra Quedas - SPQ, são Sistema destinados a eliminar o risco de queda dos trabalhadores ou a minimizar as consequências da queda. Lembrando que estes sistemas devem ser projetados por profissional legalmente habilitado e instalados por profissionais capacitados.
Na utilização do sistema de proteção contra quedas deve ser considerado dois tipos de sistema, o 1º é o sistema de proteção coletiva contra quedas-SPCQ, que pode ser barreiras de proteção, redes de proteção, telas, grades entre outros. Quando esse for impossível de ser instalado ou insuficiente para a segurança total, deverá ser adotado o sistema de proteção individual contra quedas- SPIQ.
O sistema de proteção individual contra quedas – SPIQ é basicamente constituído dos seguintes elementos:
· sistema de ancoragem
· elemento de ligação;
· equipamento de proteção individual.
O sistema de Ancoragem
Quando falamos em trabalho em altura, certamente um dos pontos mais importantes para a segurança é a ancoragem. Ancorar corresponde ao ato de amarrar, prender ou sustentar algo ou um equipamento em algum lugar, proporcionando estabilidade. No trabalho em altura, a ancoragem consiste em manter o trabalhador conectado e estável, evitando uma possível queda, através de um sistema onde cordas e cabos de aço são sustentados por estruturas.
O sistema de ancoragem corresponde a um conjunto de componentes, integrante de um sistema de proteção individual contra quedas, ou seja, o sistema de proteção individual é conectado ao sistema de ancoragem. Por exemplo, o cinturão de segurança(1) é preso ao ponto de ancoragem (3), através de um elemento de ligação (2). Este ponto de ligação pode ser um talabarte, trava-queda guiado ou trava-queda retrátil, entre outros. Lembrando que o tipo de elemento de ligação dependerá da realidade e necessidade do trabalho.
Linha de Vida ou Linha de Ancoragem
A linha de vida ou Linha de Ancoragem é um sistema fixo ou temporário de proteção contra quedas para profissionais que necessitam de maior movimentação nos trabalhos em altura. Os sistemas de linha de vida temporários são aqueles montados, utilizados e desmontados de acordo com os trabalhos a serem executados. Os fixos são aqueles projetados, instalados e que permanecem na estrutura.
Vale lembrar que é necessário ter no mínimo sempre 2 pontos de ancoragem para ser instalada a linha de vida e o tipo de ancoragem depende não apenas das atividades a serem desenvolvidas mas também do material que irá suportar os mesmos. A linha de vida pode ser considerada um equipamento de proteção coletiva, visto que pode suportar vários trabalhadores ao mesmo tempo, sendo que a quantidade dependerá do projeto realizado e recomendações do fabricante.
Além disso, as linhas de vida podem ser verticais ou horizontais, de acordo com o tipo serviço e movimentação necessária. Seja na construção civil, energia, offshore ou na indústria em geral, cada ambiente oferece condições e desafios únicos. Existem inúmeros equipamentos, ferramentas e métodos de trabalho diferentes, o que gera riscos variados para o trabalhador em altura.
É por isso que todo Sistema de Proteção Contra Quedas precisa de um projeto detalhado, específico para cada local e operação, obedecendo a todas as normas aplicáveis. O projeto deve ser personalizado e realizado por profissional legalmente habilitado, onde deverão ser analisados fatores como materiais utilizados, altura da estrutura, formas de fixação, coeficientes de segurança, entre outros.
 
5.7 Tipos de EPC na Indústria da Construção Civil
5.7.1 Tipos de EPC na Indústria da Construção Civil
Existem vários tipos de EPC utilizados na construção civil, observe abaixo os principais EPC’s:
5.7.1.1 Guarda-corpo e rodapé
Conforme a imagem, podemos encontrar anteparos rígidos, com travessão superior, intermediário e rodapé, com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro das aberturas. Trabalhar em construção exige cautela redobrada. O Sistema de Guarda-corpos e Rodapé (GCR) garantem maior segurança. 
A instalação é obrigatória, sempre que houver risco de queda de pessoas, materiais, ferramentas ou a partir da primeira laje. O GCR deve ser construído com materiais resistentes, madeira bem escolhida, sem aparas, nós, rachaduras ou falhas. 
No lugar da tinta, deve-se preferir o verniz claro ou óleo de linhaça quente, que favorecem a inspeção das peças. Se for necessário utilizar um GCR de metal, ele pode ser combinado com a madeira, desde que seguidas das devidas instruções, pois todo GCR tem regras detalhadas a serem obedecidas.
O travessão superior, formado pelo barrote e parapeito, serve como anteparo rígido de proteção. Deve ser instalado a 1,20m desde o eixo da peça até o piso de trabalho ou até a altura suficiente para a segurança. Já o travessão intermediário fica entre o rodapé e o travessão superior, a 0,70m desde o eixo da peça até o piso de trabalho. Ele pode ser substituído por barrotes verticais, desde que a distância máxima entre eles não ultrapasse 0,15m. 
A respeito do montante, ele serve para fixar o GCR à superfície de trabalho ou de circulação, além de prender os travessões e o rodapé. As distâncias entre eles devem ser de, no máximo, 1,50m. O conjunto dessas peças demanda resistência mínima a esforços concentrados de 150 kgf/m no centro da estrutura. O espaço entre os travessões e o rodapé deve ser fechado com uma tela para impedir a queda de materiais. 
5.7.1.2 Plataforma Principal e Tela de Proteção
O trabalho em altura requer o uso cuidadoso de plataformas de proteção. Sempre que uma obra atingir mais de quatro pavimentos, é obrigatório instalar a plataforma principal de proteção e as plataformas secundárias, que garantem a qualidade e a segurança do trabalho. Elas impedem que trabalhadores sejam feridos se qualquer ferramenta ou material cair.
A plataforma principal de proteção deve ser instalada na altura da primeira laje, em balanço ou apoiada, logo depois da concretagem. A cada três lajes, deve ser instalada uma plataforma secundária. Toda plataforma deve ser rígida e bem dimensionada, para suportar os impactos previstos. 
O perímetro da construção precisa ser fechado com tela de resistência de 150kgf/m, bem fixada nas extremidades dos complementos das plataformas. A fixação da plataforma na laje concretada deve ser planejada com antecedência.
Quando os pavimentos mais altos forem recuados, a plataforma segue uma lógica diferente. A principal deve ser instalada na primeira laje recuada e as secundárias a partir da quarta laje. Se a construção tiver pavimentos no subsolo, as plataformas terciárias entram a cada duas lajes, a partir da plataforma principal, até o subsolo. 
O uso de suporte metálico exige material em perfeito estado, para não comprometer a segurança. O estrado das plataformas não pode ter nenhuma imperfeição. Os reforços das plataformas também possuem normas e precisam de inspeções frequentes. Se em algum momento a plataforma de proteção for retirada, deverá ser colocada de volta onde estava. As plataformas devem ser mantidas sempre limpas, para evitar carga desnecessária. 
A plataforma secundária só deve ser retirada quando a vedação da periferia estiver concluída até a plataforma de cima. E a plataforma principal só pode ser desmontada quando o revestimento externo acima dela estiver pronto. Antes da desmontagem deve-se retirar todo o material, para que nada caia. A retirada das plataformas deve ser feita na ordem, seguindo um passo a passo, de cima para baixo, podendo utilizar um andaime suspenso mecânico ou do tipo fachadeiro para essa tarefa.
As telas Fachadeiras ou telas para Construção civil como são comumente conhecidas, são geralmente utilizadas em prédios que estão em construção ou reforma. Mas de uma forma geral, esse tipo de tela serve para qualquer obra e sua instalação evita uma série de problemas tais como, impedir que detritos ouferramentas caiam das obras podendo vir a atingir alguma pessoa, ser uma proteção para os funcionários que trabalham na obra e até mesmo diminuir  consideravelmente a quantidade de poeira que a obra expele para as outras construções a sua volta.
5.7.1.3 Serra Circular de Mesa
A serra circular usada na construção é composta por uma mesa lisa, firme, com abertura para a lâmina e um motor elétrico. Conforme a madeira utilizada, os tamanhos dos dentes e discos podem variar. Para operá-la, o trabalhador tem que ser qualificado e usar todos os equipamentos certos de proteção individual.
Para maior segurança, deve ser dispensada qualquer madeira podre, empenada, ressecada ou com nós soltos, pois esses defeitos prejudicam a resistência e podem causar acidentes. As mãos devem ficar bem afastadas da serra e o equipamento só deve ser ligado durante o uso, caso contrário, deverá ser mantido desligado.
A instalação elétrica da serra sempre deve ser verificada, o botão de liga e desliga (chave protetora ou disjuntor) tem que ficar ao alcance das mãos para qualquer emergência. Toda serra circular roda obrigatoriamente com um cutelo divisor - um protetor metálico em forma de arco, ele impede que o disco prenda e evita que a madeira se volte contra o operador. A coifa protetora resguarda as mãos ou outra parte do corpo do carpinteiro para que não encostem na lâmina.
Entre os acidentes com serra, 5% são causados pelo sistema de transmissão. Por isso, polias e correias também merecem proteção resistente, de preferência feita com chapas e telas metálicas. A madeira não deve ser empurrada com os polegares abertos, se possível, poderá ser utilizado empurradores e guias de alinhamento, que facilitam a execução do corte. Para maior segurança durante o uso de peças grandes de madeira poderá ser utilizado cavaletes de metal ou madeira.
A limpeza também é muito importante e, por isso, não deve ser deixada para depois pois. a serragem acumulada é perigosa. Sempre deve-se limpar em cima e embaixo da mesa, a bancada não deve estar cheia de pregos, restos de madeira e outros objetos estranhos. Por último, um alerta fundamental, jamais deve-se parar o disco manualmente, nem mesmo mexer na lâmina e guias com o disco em funcionamento.
5.7.1.4 Rampas e Passarelas
Rampas e passarelas abrem caminhos e facilitam o deslocamento do trabalhador na hora de atravessar de um lado a outro da obra. Parece simples, mas exige atenção à segurança. A construção com piso, guarda-corpo e pontos de fiação deve seguir as recomendações de norma técnica. Os memoriais descritivos e de cálculo, presentes em cada projeto, devem indicar os materiais utilizados e a carga máxima.
Para o deslocamento sobre vãos, a passarela ideal constitui-se basicamente de um plano horizontal, sem inclinação e perfeitamente firme. As extremidades devem permanecer estáveis, e os pisos da passagem e da superfície a ser alcançada devem ser nivelados. As áreas próximas aos acessos devem ser protegidas e sinalizadas.
Em canteiros com mais de 90 trabalhadores, deverá ser colocado reforço intermediário na base da rampa. Em terrenos naturais instáveis deverá ser anulada qualquer possibilidade de balanço e para garantir a estabilidade, um técnico deverá ser chamado. O improviso é inimigo dos canteiros de obras, por isso não deve-se colocar tábuas ou escadas para servir de passagem. Além disso, a inspeção periódica é fundamental.
5.7.1.5 Sinalização de Segurança
Uma simples sinalização pode salvar vidas, placas, luzes, alarmes ou sirenes são ótimos aliados na prevenção de acidentes. A sinalização não elimina riscos, porém identifica o perigo antes dele aparecer. Para que ela tenha eficácia na prática, os operários devem ficar atentos. As obras mudam o tempo todo, e as ameaças também, por isso, todos os locais do canteiro precisam de sinalização e indicações de saída, em setas ou palavras escritas, avisos ou cartazes. 
O importante é manter a comunicação com os operários e alertar quanto aos riscos de quedas, de contato acidental com as partes móveis das máquinas e de passagem quando o pé direito for baixo. Equipamentos como grua, guincho, betoneira e elevadores só podem ser operados por quem tem qualificação. 
As áreas de suspensão de carga requerem isolamento e sinalização clara. O alarme sonoro das máquinas deve passar por inspeção e manutenção periódicas. Nas vias públicas, os pedestres e motoristas também precisam de aviso. Os operários devem vestir coletes ou tiras refletivas na região do tórax. O mesmo vale para o acesso ao canteiro e às frentes de serviço. 
As advertências são ainda indispensáveis para substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis ou radioativas. Para não confundir o trabalhador, placas estragadas ou com cores desbotadas devem ser substituídas. As cores estimulam nossa percepção, mas devem ser usadas o mínimo possível para evitar distração, confusão ou cansaço na visão. Observe abaixo o que cada uma representa: 
· Vermelho: identifica os equipamentos de proteção e combate a incêndio, como alarmes, extintores e saídas de emergência;
· Laranja: indica perigo e é aplicada nas partes móveis das máquinas, nos equipamentos de salvamento aquático e nas faces de dentro das caixas de dispositivos elétricos;
· Verde: significa segurança e localiza macas, áreas de vivência, lava-olho, chuveiros de emergência, caixas de equipamento de proteção e primeiros socorros e entrada para atendimento de urgência; e
· Azul: indica ações obrigatórias, como o uso dos equipamentos de segurança.
Alguns materiais básicos devem estar disponíveis nas obras e nos escritórios caso seja necessário produzir alguma sinalização de última hora como:
 
INBRAEP
 
-
 
INSTITUTO
 
BRASILEIRO
 
DE
 
ENSINO
 
PROFISSIONALIZANTE
 
Cursos
 
e
 
Treinamentos
 
Profissionais
 
Fone/Fax: (47) 3349
-
2
482
 
Email. 
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Site: 
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r
 
 
 
 
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Curso NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 
Copyright/2015 - Proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do INBRAP Instituto Brasileiro de Treinamento Profissional Ltda. Lei 9.610/98. 
Exija a certificação do INBRAEP ao concluir o Curso de NR-18 100 
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· Madeira.
· Vinil.
· PVC.
· Fitas.
· Correntes plásticas.
· Etiquetas.
· Cartazes.
· Folhetos em cavaletes.
· Bandeirolas.
· Tiras Refletivas.
5.7.1.6 Torres de Elevadores
As torres de elevadores devem ser montadas e desmontadas por trabalhadores qualificados, sendo que as mesmas devem ser afastadas das redes elétricas ou estar isoladas conforme normas específicas e ser montadas o mais próximo da edificação. Em todos os acessos de entrada à torre do elevador deve ser instalada uma barreira que tenha, no mínimo 1,80m (um metro e oitenta centímetros) de altura, impedindo que pessoas exponham alguma parte de seu corpo no interior da mesma.
As torres do elevador de material e do elevador de passageiros devem ser equipadas com dispositivo de segurança que impeça a abertura da barreira (cancela), quando o elevador não estiver no nível do pavimento. O fechamento da base da torre do elevador deve proteger todos os lados até uma altura de pelo menos 2,0 m (dois metros)e ser dotado de proteção e sinalização, de forma a proibir a circulação de trabalhadores através da mesma. As rampas de acesso à torre de elevador devem:
a) ser providas de sistema de proteção contra quedas;
b) ter piso de material resistente, sem apresentar aberturas; 
c) não ter inclinação descendente no sentido da torre; e
d) estar fixada à cabine de forma articulada no caso do elevador de cremalheira. 
Deve haver altura livre de no mínimo 2,00m (dois metros) sobre a rampa.
6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
Conforme a NR-6 Equipamento de Proteção Individual – EPI é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis a ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Nos serviços que contêm riscos, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados EPI’s específicos e adequados às atividades desenvolvidas. O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do trabalhador, evitando consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o EPI também é usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase ativa de trabalho.
Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) O emprego do Equipamento Individual é uma determinação legal, contida na Norma Regulamentadora n.º 6. A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, os EPI’s adequados ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
· Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais;
· Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e
· Para atender situações de emergência.
Lembre-se o tipo e a utilização de cada EPI depende do trabalho a ser realizado.
6.1 Responsabilidades, Direitos e Obrigações da Empresa Referente ao EPI
Para que uma empresa possa conhecer todos os equipamentos de proteção individual que devem ser fornecidos aos seus funcionários, é necessário elaborar um estudo dos riscos ocupacionais. Esse tipo de trabalho, facilita a identificação dos perigos dentro de uma planta industrial, por exemplo, e ajuda a empresa a reduzi-los ou neutralizá-los
Além de orientar sobre as normas de segurança no trabalho, o empregador deve exigir e fiscalizar o uso do EPI - Equipamento de Proteção Individual. Até porque, a recusa do empregado em utilizar o equipamento, não exime a culpa do empregador quanto aos danos causados ao trabalhador em eventual acidente. Os EPIs devem ser utilizados durante todo o expediente de trabalho, seguindo todas as determinações da organização.
Conforme a NR-06 o empregador está obrigado a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e
c) Para atender a situações de emergência.
Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional e observado o disposto no subitem 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no Anexo I da NR-6.
Segundo a NR-06 cabe ao empregador:
· Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
· Exigir o seu uso;
· Fornecer ao empregado somente EPI’s aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
· Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
· Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
· Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
· Comunicar ao Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores qualquer irregularidade observada;
· Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico;
Conforme o Art. 157 da CLT
Cabe às empresas:
I. Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II. Instruir o empregado, através de ordens de serviço, quanto às precauções a serem tomadas no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças profissionais.
A empresa que não cumpre as normas regulamentadoras pode ser multada, inclusive no caso de acidente no trabalho, pode caracterizar responsabilidade por nexo de causalidade.
Para a Justiça do Trabalho, somente a comprovação de que o empregado recebeu o equipamento de proteção, por escrito (através de ficha de entrega de EPI), não retira do empregador o pagamento de uma eventual indenização, pois, a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, através de fiscalização e de medidas coercitivas, quando for o caso.
6.2 Responsabilidades, Direitos e Obrigações do Empregado Referente ao EPI
Você sabia que o funcionário também deve fazer o bom uso e manter o equipamento em boas condições? O EPI, além de proteção, pode aumentar o desempenho e a produtividade no trabalho. Para tanto, é preciso cumprir todas as orientações sobre o uso adequado do EPI. Veja a seguir:
· Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
· Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
· Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
· Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
A fiscalização do uso do equipamento de proteção é obrigação do empregador. E o empregado que recusar utilizar o equipamento de proteção, sem justificativa, pode estabelecer justa causa para a rescisão do contrato de trabalho, porém, desde que avaliado o real motivo da recusa.
Conforme o artigo 158 da CLT, parágrafo único, constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada da utilização dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa, como também, o não cumprimento por parte do empregador do disposto no artigo 157, dá ao empregado o direito de ter seu contrato de trabalho rescindido por culpa do empregador (rescisão indireta), sem prejuízo de responsabilidade civil, criminal e administrativa.
O artigo 482 da CLT, alínea “e”, trata sobre desídia no desempenho das funções, quanto à alínea “h”, que é o ato de indisciplina ou de insubordinação. O empregador poderá promover a rescisão por justa causa, devida à falta grave por razões disciplinares.
De acordo com Valentin Carrion (2007, p. 172-173):
“Pratica falta, o empregado que não obedece às normas de segurança e higiene no trabalho, inclusive quanto ao uso de equipamentos. A lei quer que as instruções tenham sido veiculadas por ele aos seus empregados; não basta, assim, a simples vigência. O ato faltoso do empregado poderá ou não constituir justa causa do vínculo laboral, de acordo com a gravidade das circunstâncias, de sua reiteração, etc., como acontece com as demais faltas, propiciando em certas hipóteses simples advertência ou suspensão”.
Observações: A demissão por justa causa é a mais severa das penalidades que pode ser aplicada ao empregado. Portanto, o motivo deve ser suficientemente grave e robustamente comprovado.
6.3. Fabricantes ou Importador de EPI
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado, com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho (Subitem 6.2 da NR).
O fabricante nacional ou o importador deverá (Subitem 6.8 e 6.8.1 da NR).
a) Cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
b) Solicitar a emissão do CA (Certificado de aprovação);
c) Solicitar a renovação do CA (Certificado de aprovação) quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;
d) Requerer novo CA (Certificadode aprovação) quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado;
e) Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação (CA);
f) Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA (Certificado de aprovação);
g) Comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos;
h) Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso;
i) Fazer constar do EPI o número do lote de fabricação;
j) Providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for necessário;
k) Fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando, quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original.
Os procedimentos de cadastramento de fabricante e/ou importador de EPI e de emissão e/ou renovação de CA (Certificado de aprovação) devem atender os requisitos estabelecidos em Portaria específica.
6.4. Certificados
Certificado de Aprovação (CA) é um documento emitido pelo órgão responsável pela segurança e saúde do trabalhador, que tem por finalidade avaliar e manter um padrão nos equipamentos de proteção. A NR-06, que regulariza os equipamentos de proteção individual, exige que todo EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a marcação do CA.
A empresa que comercializar produtos sem um certificado de aprovação válido pode ser processada pela disponibilização de equipamentos que não estão aptos para a venda. O fabricante ou o importador são as entidades responsáveis pela solicitação do CA no país, contando com a obrigação de seguir o que as Normas Regulamentadoras definem.
A obtenção de CA pode envolver até cinco entidades: OCP (Organismo de Certificação de Produtos), Laboratório credenciado ou similar, requisitante da certificação, órgão responsável pela segurança do trabalhador e INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Para começar o processo, é preciso abrir uma solicitação formal junto ao órgão responsável pela segurança do trabalhador e fornecer a documentação adequada para isso.
Em seguida, é de responsabilidade do requisitante escolher um laboratório reconhecido pelo INMETRO para analisar os rótulos dos produtos, seu manual de uso e demais determinações técnicas para aquele tipo de EPI. O laboratório emitirá os relatórios de ensaios e testes em conformidade com os requisitos para certificação para, então, os encaminhar ao OCP, que também deverá ser creditado pelo INMETRO:
O processo de certificação do EPI contempla pelo menos três estágios:
avaliação inicial: essa fase inclui a definição e seleção das características a serem examinadas, bem como os tipos de exigências processuais que serão aplicadas durante a avaliação;
avaliação das exigências: variam de acordo com o tipo de EPI, mas podem incluir testes laboratoriais de resistência e durabilidade, inspeção e exames das características mínimas determinadas nas normas para se certificar de que as funções do produto realmente cumprem as exigências especificadas;
revisão e decisão: as evidências quantitativas e qualitativas relacionadas ao produto são revistas e documentadas antes da liberação do laudo final pela OCP. Esse estágio é particularmente importante quando a avaliação e a decisão são feitas por meio do exame por partes ou em países diferentes.
Após a aprovação, o OCP emite um laudo para comprovar a qualidade do EPI. Esse documento deve ser enviado para o órgão responsável pela segurança do trabalhador, que após análise dos dados cadastrais do fabricante/importador no Brasil e dos pré-requisitos legais, poderá validar o Certificado de Aprovação do respectivo EPI.
Por fim, esse laudo será checado para se certificar de que ele obedece a todas as Normas Regulamentadoras que autorizam a aprovação do CA. Somente após a emissão do certificado de aprovação será possível provar que o EPI está em conformidade total com os pré requisitos e também está apto para uso e comercialização em território nacional.
Seguem algumas recomendações quanto ao CA conforme a NR-06:
 Para fins de comercialização, o CA concedido aos EPI’s terá validade: 
a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO; 
b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso. 
Todo EPI deverá apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA. No caso de EPI importado, deverá apresentar, da mesma forma, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. Outro certificado emitido visando cadastrar os fabricantes de EPI é o Certificado de Registro de Fabricante (C.R.F.).
O órgão regulariza a importação do EPI, sendo assim, os EPI’s de outros países que são comercializados no Brasil deverão apresentar o Certificado de Registro de Importação (C.R.I.). Toda empresa deve cobrar estes certificados como forma de garantia de qualidade do EPI adquirido e da seriedade do fabricante.
Desta forma, a emissão de CA do EPI utilizado pelos funcionários é importante para assegurar a qualidade e reduzir o risco de acidentes no trabalho, assim como para manter as obrigações da empresa em dia com a legislação e normas de segurança no trabalho válidas no Brasil.
6.5 Importância do EPI
Os Equipamentos de proteção individual (EPI’s) são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador, reduzindo possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. O uso deste tipo de equipamentos , deverá ser contemplado sempre que não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade.
Além disso, o EPI também é usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase ativa de trabalho. O uso dos equipamentos de proteção é determinado por uma norma técnica NR 6, que estabelece que os EPIs sejam fornecidos de forma gratuita ao trabalhador para o desempenho de suas funções dentro da empresa.
O simples fornecimento dos equipamentos de proteção individual não garante a proteção da saúde do trabalhador. Incorretamente utilizados, os EPI’s podem comprometer ainda mais a sua segurança.
O uso correto dos EPI é um tema que vem evoluindo rapidamente e exige a reciclagem contínua dos profissionais através de treinamentos e do acesso às informações atualizadas. Bem informado, os profissionais poderão adotar medidas cada vez mais econômicas e eficazes para proteger a saúde dos trabalhadores, além de evitar problemas trabalhistas.
Infelizmente, Há muitos mitos sobre os EPI’s o que acaba causando a não utilização dos mesmos: como:
· EPI’s são desconfortáveis:
· O operário não usa EPI
· EPI’s são caros
· Jalecos são moda
Em relação a fala de que os EPI’s são desconfortáveis: Realmente , os EPI’s eram muito desconfortáveis no passado, mas atualmente existem EPI’s confeccionados com materiais leves e confortáveis. A sensação de desconforto está associada a fatores como a falta de treinamento e ao uso incorreto.
Sobre a fala de que O operário não usa EPI: o trabalhador recusa-se a usar os EPI’s somente quando não foi conscientizado do risco e da importância de proteger sua saúde. O bom profissional exige os EPI’s para trabalhar.
Em relação ao mito de que EPI’s são caros: Estudos comprovam que os gastos com EPI representam em média menos de 0,05% dos custos de uma obra. O uso dos EPI’s é obrigatório e o não cumprimento da legislação pode acarretar em multas e ações trabalhistas.
Em relação ao pessoalda saúde em falar que Jalecos são moda: Jaleco não é moda e sim equipamento de proteção individual. A lei nº 14.466, de 8/6/2011, proíbe o uso de equipamentos de proteção individual fora do ambiente de trabalho pelos profissionais de saúde, especificamente os “jalecos” e “aventais”.
Acreditamos que o desenvolvimento da percepção do risco aliado a um conjunto de informações e regras básicas de segurança são as ferramentas mais importantes para evitar a exposição e assegurar o sucesso das medidas individuais de proteção a saúde do trabalhador.
A NR-06 lista os Equipamentos de Proteção Individual, subdividindo em grupos, como por exemplo, proteção de cabeça, olhos e face, auditiva, respiratória, tronco, membros superiores, membros inferiores, corpo inteiro e contra quedas com diferencial de nível.
6.6 Exemplos de EPI’s
6.6.1 Proteção dos membros superiores
Muitos meios de trabalho braçal ou por meio de equipamentos, nos dias de hoje, podem causar danos aos trabalhadores se os mesmos não possuírem a devida proteção, por meio de equipamentos individuais e especializados, em cada região do corpo. Algumas máquinas exigem que os funcionários corram riscos ao aproximar mãos e braços próximos à entrada de partes do equipamento que podem ferir. O mesmo ocorre para o contato com peças muito quentes ou que possam causar choques. Para isso são utilizados alguns equipamentos de segurança como é o caso de proteção para as mãos, para os braços e antebraços.
Ferimentos em mãos e dedos representam um terço dos acidentes de trabalho, por isso a atenção deve ser redobrada nas dobradiças e nos locais com perigo de esmagamento. Sempre que for levantar ou movimentar objetos, mexer com pregos, cacos de vidro ou material cortante, use luvas de segurança. Remover pontas para evitar ferimentos ou machucados também é uma boa. Quando precisar tirar a proteção de alguma máquina, não se esqueça de colocar de volta depois. 
Na hora de carregar um objeto, confira a largura das portas e dos corredores. Se for colocá-lo no chão, peça ajuda ao colega. Assim, o risco de ter alguma parte do corpo prensada fica bem menor. A aliança pode prender o dedo nos equipamentos durante o trabalho. Existe até o risco de amputação. As polias e correntes precisam ser cobertas para evitar beliscões.
Dermatite é uma doença que deixa a pele inflamada por falta de proteção. A origem pode estar em alergias ou irritações provocadas pelo contato com produtos químicos, ácidos, resinas e/ou cimento. Para se prevenir contra esse problema, é preciso usar luvas impermeáveis e cremes protetores. Lave as mãos sempre, com água e sabão. A pele é a primeira defesa contra germes e bactérias, ou seja, qualquer lesão, por menor que seja, precisa de tratamento de primeiros socorros.
Para a proteção dos membros superiores, podemos destacas os seguintes equipamentos:
6.6.1.1 Luvas
Na seleção de uma luva deve-se levar em consideração o tipo de tarefa a ser desempenhado e suas características (riscos existentes, produtos manuseados, etc.), bem como as características do utilizador (tamanho da mão) e a marcação existente no equipamento e embalagem. É admissível relacionar o tipo de material das luvas com a utilização indicada para as mesmas, como se exemplifica a seguir:
a) luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;
c) luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;
d) luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;
e) luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;
f) luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;
g) luvas para proteção das mãos contra vibrações;
h) luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com uso de água; e
i) luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.
As luvas devem ser utilizadas dentro do prazo de validade e durante o período de duração estimado pelo fabricante, devendo ser aplicadas para o fim a que se destinam, tendo em consideração as suas propriedades e características, depois de usadas, devem ser limpas e secas.8 
Os materiais sintéticos e borracha natural que compreendam ou não um suporte em algodão, devem ser lavadas regularmente com água e sabão, a fim de evitar as dermatoses e infecções. Sempre que seja detectado algum defeito durante a utilização deste equipamento, deve proceder-se à imediata substituição.
6.6.1.2 - Creme protetor
Um creme de proteção ou barreira é uma substância que se aplica sobre a pele antes do trabalho para reforçar as funções protetoras, não devendo ser confundidos com os cremes comuns destinados a dar à pele sua função fisiológica. Os cremes de proteção formam uma película que tem por finalidade colocar-se entre a pele e as substâncias nocivas, deixando as mãos com sua flexibilidade e seu sentido tátil.
Os cremes de proteção devem ser utilizados em situações em que o trabalhador necessita de toda a habilidade e destreza manuais e quando as luvas de qualquer material prejudicam a manipulação podendo causar acidentes e não oferecem a proteção adequada, ficando o trabalhador exposto a agentes químicos que podem ocasionar dermatoses irritativas e/ou alérgicas.
A ação de um creme de proteção em barreira ocorre, basicamente, por dois mecanismos diferentes, isto é, pela neutralização da ação agressiva de determinadas substâncias com a manutenção do PH da pele dentro de níveis normais, ou pelo estabelecimento de uma barreira que visa deter ou dificultar a penetração de agentes agressivos na pele do trabalhador. Atualmente, todos os cremes protetores existentes no Brasil atuam segundo o mecanismo, ou seja, pelo estabelecimento de uma barreira.
a) Creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos
6.6.1.3 – Manga
A manga de proteção é uma excelente opção que protege braços e antebraços em diversas atividades que deixam estas regiões mais suscetíveis a eventuais acidentes. Observe abaixo os diferentes perigos que ela protege o trabalhador:
a) manga para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;
b) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes;
c) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes; 
d) manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso de água; e
e) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos.
	
6.6.1.4 – Braçadeira
A braçadeira é utilizada como segurança do braço e antebraço contra agentes cortantes. Entre seus modelos, temos:
a) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes; e
b) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes
6.6.1.5 – Dedeira
a) dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.
6.6.2 Proteção dos membros inferiores
A proteção dos pés e pernas de trabalhadores é feita por meio da utilização de um EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado. Os pés são protegidos por diferentes calçados de uso profissional, que são conhecidos como calçados de segurança, botas de segurança, botinas de segurança e tênis de segurança. Já as pernas do trabalhador são protegidas por perneiras de segurança.
6.6.2.1 Calçado
Os pés são protegidos por diferentes calçados de uso profissional, que são conhecidos como calçados de segurança. O calçado de segurança é uma peça importante a ser utilizada para a proteção dos pés, tanto para a prevenção de cortes e fraturas quanto para a proteção contra agentes químicos e outras substâncias danosas à saúde. Existem vários modelos de calçados de segurança e pode ser incorporado no calçado, desde a testeira de segurança, a palmilha de segurança. 
O modelo correto do calçado de segurança a ser utilizado pelo trabalhador só será definido após uma análise de risco do seu ambiente de trabalho. O calçado de segurança, como todo equipamento de proteção, deve ser submetido pelo fabricante à certificação do produto por entidades creditadas competentes. Observe abaixo asdiferentes proteções que os calçados de segurança podem oferecer:
a) calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;
b) calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;
c) calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;
d) calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes;
e) calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;
f) calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água; e
g) calçado para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos químicos.
6.6.2.2 Meia
Meias de segurança são utilizadas para proteção dos pés dos trabalhadores contra baixas temperaturas.
b) Meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas.
6.6.2.3 Perneira
A perneira protege os membros inferiores do usuário contra lesões provocadas por materiais ou objetos cortantes, partículas volantes, escoriantes, perfurantes, picadas de animais peçonhentos e névoas na aplicação de produtos químicos.
a) perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;
c) perneira para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;
d) perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;
e) perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de água.
6.6.2.4 Calça
Trabalhadores e pedestres precisam ser vistos e notados por motoristas e operadores de equipamentos. Por isso, é extremamente importante que sejam destacados nos ambientes em que atuam, chamando a atenção em uma distância que permita reação a tempo de evitar acidentes.
É fundamental que isso ocorra mesmo em condições de baixa luminosidade, como chuva, neblina, poeira, fumaça e períodos do dia como o amanhecer e o anoitecer. É com base nestas situações que a calça impermeável com faixa refletiva faz toda a diferença. Além deste EPI citado, temos as calças com tais proteções:
a) calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) calça para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;
c) calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;
d) calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água.
6.6.3 Proteção contra quedas com diferença de nível
O Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores, exige que os profissionais utilizem Equipamento de Proteção Individual para trabalhos em altura quando as atividades forem realizadas acima de dois metros do solo e houver risco de queda. Um sistema de proteção contra quedas é formado por ancoragem, elemento de conexão e cinto paraquedista que garante a proteção efetiva.
A ancoragem é o ponto em que o sistema será fixado e pode ser constituída de um ponto ou de uma linha de vida fixa a este ponto. Com talabarte ou trava-quedas, o elemento de ligação executa a união entre a ancoragem e o cinto. Já o cinto paraquedista envolve o corpo do trabalhador de forma ergonômica e possui ponto para conexão ao sistema.
O mercado de proteção em altura tem dado destaque aos sistemas de trabalho, como restrição de movimentação, posicionamento no trabalho, retenção de queda e acesso por corda. Cada um deles supre uma demanda específica de trabalho a partir da análise de riscos.
Outra tendência é o conforto, como o acolchoamento dos cinturões abdominais e equipamentos como absorvedor ou desacelerador, que atenuam o impacto da queda.
6.6.3.1 Dispositivo trava-queda
O dispositivo trava-quedas é utilizado para proteção do empregado contra quedas em serviços em que exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista.
Estes dispositivos são, normalmente, feitos em aço inoxidável e possuem tripla trava de segurança. Resistem ao contato com os produtos corrosivos que, normalmente, são usados em serviços de limpeza. Efetuam travamento simultâneo em dois pontos da linha de segurança, aumentando, consequentemente, a eficiência da frenagem.
Todos os equipamentos devem ser aprovados pelo Órgão Responsável pela Segurança e Saúde dos Trabalhadores, possuindo número do CA.
Os dispositivos trava-quedas possuem um fácil funcionamento, não necessitando das mãos para funcionar. A alça do aparelho, forçada por uma mola, normalmente, fica abaixada, mantendo o equipamento travado no cabo de segurança. Na subida ou descida, o cinturão de segurança mantém a alça levantada, destrava o aparelho e permite movimentação. Nas quedas ou descidas bruscas o equipamento trava-se imediatamente no cabo. O aparelho pode ser colocado ou retirado imediatamente em qualquer ponto do cabo. O dispositivo trava-queda guiado é indicado para movimentação em linhas verticais de qualquer comprimento.
6.6.3.1.1 Uso dos trava-quedas
Utilizado para proteção do empregado contra queda em serviços em que exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista.
Só deve ser usado o trava-queda com cinturão e extensor especificados no CA (NR 6.6.1c). A não obediência destas exigências acarreta em multa de até 6.000 UFIR's (mais de seis mil reais) por trabalhador (infração código 206.007-8, nível 3).
O cabo de aço ou corda de segurança deve estar ancorado superiormente em ponto que resista a, no mínimo, 15kN.
Os trava-quedas modelos para cabo de aço e para corda de segurança devem ser usados somente com extensor em aço constituído de, no mínimo, um mosquetão e, no máximo, dois mosquetões, interligados por corrente com, no máximo, seis elos de diâmetro 6,5 mm.
Nota: nunca aumentar o comprimento da ligação entre o aparelho e o cinturão; no máximo usar seis elos de corrente.
6.6.3.1.2 Colocação dos trava-quedas
A) Retirar o mosquetão e mover as alavancas para cima;
B) Girar o aparelho na horizontal e introduzir o cabo na sua abertura intermediária:
C) Recolocar o aparelho na vertical; o cabo se ajustará normalmente;
D) Verificar se o aparelho ficou colocado na posição correta (seta para cima), recolocar o mosquetão e apertar a porca de sua segurança.
Antes de usar o aparelho faça o teste inicial de funcionamento que segue da seguinte forma:
A) Puxe o mosquetão que se liga ao cinturão para cima, até que o aparelho se desloque alguns
centímetros para cima;
B) Só use o aparelho após constatar que o mesmo trava-se imediatamente no cabo vertical após o mosquetão deixar de ser puxado para cima.
Não se esqueça: o trava-queda deve ser ligado, obrigatoriamente, à argola das costas (ligação dorsal) ou às alças do peito (ligação frontal) do cinturão paraquedista.
Assim, como os outros equipamentos utilizados no trabalho em altura, cada tipo de equipamento apresenta sua peculiaridade, sendo que a empresa ou o fabricante do equipamento deve explicar o correto funcionamento e peculiaridade do equipamento utilizado. Não se esqueça de ler o manual.
6.6.3.1.3 Inspeção dos Trava-Quedas Guiados
Antes de cada uso, inspecionar:
· Os trava-quedas não devem ter rebites frouxos, peças gastas, tortas ou aparência duvidosa.
Nota: inutilizar o aparelho que apresentar algum dos problemas acima ou após a retenção de uma queda.
· Os trava-quedas, sem o mosquetão, devem apresentar perfeita mobilidade das alavancas, isto é, movendo-se as alavancas para cima, elas devem retornar totalmente e rapidamente para sua posição original.
Nota: havendo problema de mobilidade, verificar orientação em Manutenção.
Não se deve esquecer de fazer a inspeção no cabo de aço, corda e cinturão.
6.6.3.1.4 Manutenção dos Trava-Quedas Guiados
Manter os trava-quedas limpos, afastados de produtos químicos nocivos ao aço inox e protegidos das intempéries em local seco.
Os aparelhos podem ficar mergulhados em solventes para limpeza e ter seus eixos lubrificados com óleo tipo "máquina de costura", para voltar a ter perfeita mobilidade.
Nota: continuando a ter má mobilidade, o aparelho deve ser inutilizado.
6.6.3.2 Cinturão
Em atividades com risco de queda e altura superior a 2 m, deve ser usado cinturão tipo paraquedista (NR18.23.3), com ligação obrigatoriamente frontal ou dorsal.
Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas vale salientar novamente que é obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2 metros de altura.
Para esse tipo de cinturão, podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.
Geralmente, os cinturões possuem tamanho único, com 5 ajustes das fitas primárias e fita secundária para fechamento peitoral. Oferece total conforto, inclusive no agachamento, sem o necessário reajuste dos cinturões com apenas duas fivelas. Pode ser usado com talabarte simples em poliéster (ligação frontal ou dorsal) ou talabarte Y em poliéster. Há alguns modelos que possuem argolas nos ombros para trabalho e/ou resgate em espaço confinado com o Suporte de Ombros.
6.6.3.2.1 Forma de Vestir o Cinturão:
1. Pegue o cinturão pela argola dorsal (A).
2. Passe os pés nos porta-coxas (B) já afivelados
3. Coloque os suspensórios (C), um a um, pelos braços
4. Ajuste e trave a fivela da cintura (D)
5. Ajuste e trave as fivelas dos suspensórios (E).
6. Ajuste e trave as fivelas dos porta-coxas (F).
7. Ajuste e trave a fivela secundária frontal (G).
6.6.3.2.2 Ajuste e Travamento das Fivelas:
1. Passe a ponta da fita pela peça maior e, em seguida pela menor.
2. Retorne a ponta da fita passando pela peça maior e faça o ajuste necessário.
3. Puxe a ponta da fita até a união das duas peças, completando o travamento da fivela.
Existem vários modelos de Cinturões de Segurança, cada modelo dependerá do fabricante, o vídeo a seguir demonstra como colocar alguns modelos de cinto. Lembra-se que o setor de segurança ou um técnico de segurança da sua empresa deve instruí-lo na colocação do tipo do cinto que irá utilizar para o trabalho.
6.6.4 Proteção do Corpo Inteiro
O propósito das roupas de proteção é prevenir contaminações da pele e prevenir que não se carregue contaminantes para fora do ambiente de trabalho. Roupas de uso comum conferem proteção limitada, mas podem carregar contaminantes.
Os jalecos devem ser usados quando se manipular mais do que 1 litro de produto carcinogênico ou toxinas reprodutivas e, quando se manipular qualquer quantidade de toxinas agudas. O uso de jalecos é também recomendado durante operações envolvendo ácidos e bases concentradas. Roupas especiais devem ser usadas também em operações de risco elevado, por exemplo, quando se usa ácido fluorídrico. Como em geral, nos laboratórios são realizadas operações de diferentes naturezas e são guardados nos mesmos reagentes de risco quanto a exposição, recomenda-se como regra o uso de roupas de proteção, a não ser em momentos em que nenhuma operação esteja sendo executada e sob supervisão de pessoa responsável.
A escolha do material dos jalecos deve ser tomada com base na natureza dos materiais manipulados e nos riscos das operações realizadas. Por exemplo, quando é utilizado bico de gás, recomenda-se o uso de materiais que não emitam fumaças de alta toxicidade e que queimem com baixa velocidade, também evitando materiais que possam aderir na pele quando incendiados.
6.6.4.1 Macacão
a) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos;
b) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos;
c) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso
de água.
6.6.4.2 Vestimenta de corpo inteiro
a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra respingos de produtos químicos;
b) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de operações com água;
c) vestimenta condutiva para proteção de todo o corpo contra choques elétricos.
6.6.5 Proteção do Tronco
6.6.5.1 Vestimentas
a) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem térmica;
b) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica;
c) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem química;
d) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa;
e) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica;
f) Vestimentas para proteção do tronco contra umidade proveniente de operações com uso de água.
6.7 Proteção Auditiva
Segundo a NR6, os EPI’s para proteção auditiva são:
· Protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15.
· Protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15.
· Protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15.
De acordo com a NR-6 e a NR 15, esse tipo de equipamento de proteção individual é indicado para segmentos em que o ambiente de trabalho tem intensidade sonora a partir de 85 decibéis. Lembrando que, mesmo que o trabalhador utilize um abafador de ruídos, quanto maior for a intensidade sonora à qual ele estará sendo exposto, menor deverá ser o tempo permitido de exposição.
O que é um protetor circum-auricular?
Mais conhecido como abafador ou protetor tipo concha, é um equipamento de proteção para os ouvidos composto por duas conchas de espuma na parte interna da cavidade, sendo interligadas por um arco. Embora a sua aparência seja muito parecida com a de um headset, sua função é justamente o oposto, bloquear a intensidade dos sons externos.
E entre as suas principais vantagens está o conforto, pois a maioria dos modelos pode ser ajustada pelo usuário, de modo que se encaixem melhor em sua cabeça.
Podem ser higienizados (lavados) e reutilizados. Suas almofadas externas e as espumas internas podem ser trocadas usando o kit de reposição de cada modelo, para que seja obtido o melhor resultado na atenuação e vedação do protetor auditivo.
Vantagens:
· Não necessita de ajustes complexos para colocação;
· Qualquer trabalhador pode utilizá-lo com facilidade;
· Facilita o trabalho de fiscalização, pois pode ser observado a grande distância;
· É confortável em ambientes com baixas temperaturas;
· É ajustável e pode ser manuseado mesmo com a utilização de luvas de proteção.
Desvantagens:
· Seu tamanho impossibilita que sejam carregados nos bolsos das roupas;
· Não pode ser guardado em caixas de ferramentas e espaços pequenos, somente em lugares apropriados;
· Não é muito compatível com o uso de óculos pessoais ou EPI’s para proteção dos olhos;
· Em ambientes e épocas quentes, seu uso pode ser bastante incômodo para os trabalhadores;
· Quando usado coletivamente, pode produzir contágio;
· Necessita de um local adequado para higienização.
O que é um protetor de inserção?
Protetores auriculares tipo plug, como também são conhecidos, são EPI’s designados para reduzir a exposição aos níveis perigosos de ruído ou outros sons indesejados, com o intuito de proteger o sistema auditivo.
Este protetor auricular tem uma gama de variedades, podendo ser descartável, ou não, e moldável ou pré-moldável, mas para garantir a sua efetividade, ele deve ser usado da maneira correta.
Em ambientes com ruídos extremos, por exemplo, em que o tempo de trabalho permitido equivale a oito horas diárias, é comum que seja feita a utilização simultânea de um abafador tipo concha e um de inserção.
Modelos de protetores:
Os protetores de inserção se dividem em moldáveis e pré-moldados:
Protetor de inserção moldável:
É confeccionado em espuma no formato de cone, com base plana e topo arredondado. Sua característica moldável faz com que seja adaptável à maioria das vias auditivas, sendo normalmente usado por visitantes.
 
Protetor de inserção pré-moldado:
É confeccionado em silicone no formato cônico. Podem ser higienizados (lavados) e reutilizados, além de permitir transportá-los em sua caixa plástica.
Vantagens do protetor auricular de inserção:
· Pode ser manuseado ligeiramente por qualquer pessoa;
· Não interfere no uso de óculos pessoais ou EPI’s paraproteção dos olhos;
· Não produz inconvenientes por limitação de espaço;
· Não afeta o desempenho do trabalhador por conta da temperatura do ambiente;
· Em geral, é mais barato do que o abafador em concha;
· É fácil de carregar devido ao seu tamanho.
Desvantagens:
· É necessário tirar as luvas de proteção para manuseá-lo;
· No caso do protetor pré- moldado, ele exige esterilização frequente;
· Os protetores de inserção só podem ser inseridos em ouvidos sãos;
· Necessitam de ajuste para cada diâmetro e longitude do canal auditivo externo;
· Dificulta o trabalho de monitoramento e fiscalização do técnico de segurança no trabalho;
· Podem ser facilmente perdidos ou esquecidos.
 
O que é um protetor semi-auricular?
Também conhecido como protetor tipo capa, modelo consiste em duas pontas feitas de materiais macios mantidas na entrada do canal auditivo através de uma haste, que pode ser utilizada em cima da cabeça, atrás do pescoço ou sob o queixo. Este protetor é indicado quando é necessário colocar e retirar o EPI diversas vezes durante a jornada de trabalho e em locais onde a utilização do protetor tipo concha se torna desconfortável, como por exemplo, altas temperaturas e umidade.
Como o protetor apenas tampa o canal auditivo, é necessário que a haste exerça uma força para que assim as pontas permaneçam na mesma posição e realize uma vedação acústica do canal auditivo. A haste pode ser utilizada em cima da cabeça, atrás do pescoço ou sob o queixo, dependendo do modelo.
Vantagens:
· Plugues baratos e descartáveis;
· Podem ser utilizados permitindo o uso com capacetes, óculos e outros equipamentos de proteção;
· Pode ser utilizado em canais auditivos com infecções leves;
· De fácil limpeza, basta substituir os plugues;
· Mais adequados a trabalhadores que mantém as mãos sujas constantemente, pois pode ser manipulado pela haste, porém pode servir como veículo dessa sujeira para o canal auditivo;
· É compatível com a utilização de óculos de proteção e capacete de segurança, não interferindo em seu desempenho.
Desvantagens:
· Não é recomendado o manuseio dos plugues com as mãos sujas;
· Pode ser desconfortável para 8 horas de trabalho, pois a haste impõe ligeira pressão sobre a entrada do conduto auditivo; e
· Confere níveis limitados de proteção auditiva
É importante lembrar que os protetores e abafadores são designados para proteção do sistema auditivo, ajudando a reduzir a exposição aos níveis perigosos de ruído e outros sons indesejados. Eles devem ser utilizados mediante o conhecimento e aprovação das áreas de higiene, segurança e medicina do trabalho ou responsável pela empresa.
O profissional deverá escolher entre protetor de inserção ou abafador como a melhor opção para o ambiente, levando em consideração as vantagens e desvantagem de cada EPI.
6.8 Proteção Respiratória
Ambientes como construções e fábricas muitas vezes apresentam componentes contaminantes no ar, que podem prejudicar o corpo humano quando inalados. Para isso existem os equipamentos de proteção respiratória (EPR), ou respiradores, que tem como objetivo prevenir que o trabalhador se exponha a substâncias perigosas por meio da inalação e também ao ar com pouco oxigênio. Porém, o uso desses equipamentos é considerado o último recurso na hierarquia das medidas de controle e deve ser adotado somente após cuidadosa avaliação dos riscos.
Quando não for possível prevenir a exposição de substâncias perigosas ao local, o controle de exposição adequado deve ser alcançado, se possível, pela adoção de outras medidas de controle que não o uso de respiradores. Medidas como substituição das substâncias por outras menos tóxicas, confinamento da operação, sistema de ventilação local ou redução do tempo de exposição devem ser consideradas.
No entanto, existem situações nas quais ainda pode ser necessário o uso de um respirador, como quando as medidas de proteção coletiva implementadas não forem suficientes, enquanto as mesmas estiverem sendo implementadas, ou ainda em casos de caráter emergencial, garantindo uma completa proteção ao trabalhador contra os riscos existentes no ambiente de trabalho. 
Qualquer modificação, mesmo que pequena, pode afetar de modo significativo o desempenho do respirador e invalidar a sua aprovação. Portanto, estes equipamentos só devem ser colocados em uso quando possuírem o certificado de aprovação e sua utilização estiver em conformidade com os requisitos legais.
· Contaminantes
Os respiradores oferecem proteção contra diversos tipos de contaminantes, que são agentes químicos ou biológicos presentes em um determinado ambiente que tenham algum potencial de causar efeitos prejudiciais ao organismo, dependendo de sua concentração no ambiente. Os contaminantes podem vir por meio de partículas sólidas, líquidas, gasosas ou até mesmo radioativas:
· Partículas Sólidas
Poeiras: são pequenas partículas suspensas no ar geradas pela ruptura mecânica de um sólido, como, por exemplo, quando uma pedra é cortada em uma marmoraria.
Fumos: são gerados termicamente, geralmente em processos de soldagem ou fundição. O material sólido é aquecido e torna-se um vapor, que, por sua vez, condensa e volta a ser um sólido, dessa vez dividido em pequenas partículas.
· Partículas Líquidas
Névoas: partículas líquidas suspensas no ar geradas pela ruptura mecânica de um líquido, como nas pinturas a revolver.
Alguns autores consideram as partículas líquidas geradas pela condensação do vapor como neblina, diferenciando-a da névoa.
Vapores: São resultantes da vaporização de líquidos para formar gases menos densos que as névoas em condições normais de temperatura e pressão.
· Partículas Gasosas
Gases: substâncias que, em condições normais de pressão e temperatura, estão no estado gasoso, como dióxido de enxofre, gás carbônico e amônia.
· Partículas Radioativas
Radiação: é a transmissão de energia por meio de ondas ou partículas. Muitas vezes ela é encontrada no ramo da construção civil por meio de formações rochosas ou até mesmo no próprio cimento. É importante evitar a respiração prolongada dessas partículas, pois são cancerígenas.
Dependendo da química envolvida em cada tipo de partícula, sua inalação em grande quantidade pode causar doenças respiratórias, alergias e irritações nas vias aéreas. Nos casos mais graves, a exposição prolongada pode levar a danos a diversos órgãos, convulsões e até a morte.
Desta forma, é fundamental utilizar respiradores em ambientes que apresentam contaminantes para não ocasionar riscos à saúde durante a realização das atividades.
6.8.1 Tipos de respiradores
Conforme a NBR 12543, os respiradores podem ser divididos em dois grandes grupos: os de adução de ar e os purificadores de ar, que se dividem em outras subcategorias.
Respiradores Purificadores de Ar
Este tipo de respirador é constituído por uma cobertura das vias respiratórias e um ou mais filtros, que podem ser substituídos ou ser parte inseparável da cobertura. O filtro remove, por filtração ou reação química, as substâncias perigosas presentes no ar ambiente antes de serem inaladas pelo usuário. Os respiradores purificadores de ar se dividem em modelos não motorizados e motorizados.
 
Não motorizados
Nos respiradores purificadores de ar não motorizados, o ar atravessa o(s) filtro(s) por meio do processo respiratório do usuário. Como durante a inalação a pressão do ar dentro da peça facial fica abaixo da pressão ambiente, estes respiradores são também denominados respiradores de pressão negativa.
 
Motorizados
Nos respiradores motorizados, o ar atravessa continuamente o(s) filtro(s) devido à ação de uma ventoinha, movida por um motor alimentado por bateria elétrica. O ar é enviado até a cobertura das vias respiratórias através de uma traqueia ou tubo flexível à prova de estrangulamento, e a ventoinha, o motor e a bateria são transportados junto ao corpo do usuário. 
Como a ventoinha funciona continuamente e a vazão de ar é alta em relação ao consumo, gera-se uma pressão positiva no interior da cobertura das vias respiratórias, ou seja,uma pressão maior do que a pressão ambiente, fazendo com que todo o vazamento de ar que ocorra seja para fora.
Os filtros utilizados nos respiradores purificadores de ar motorizados podem ser divididos em três tipos: os filtros químicos, os filtros para partículas e os filtros combinados.
 
Filtros químicos
Os filtros químicos removem gases/vapores do ar contaminado que passa através de uma camada de grãos contidos em seu interior. A captura desses gases e vapores ocorre por vários mecanismos, dependendo da natureza química do contaminante gasoso e de como o filtro é composto.
 
Filtros para partículas
Os filtros para partículas capturam e retêm as partículas transportadas pelo ar que escoa através das camadas de fibras que os constituem. A eficiência do filtro em uso depende de muitos fatores, que incluem o tamanho, a forma da partícula e a velocidade do ar que passa através do filtro. Quando um filtro é usado, ele se torna carregado com o contaminante, dificultando a passagem do ar, por isso é importante que o filtro seja trocado antes que a resistência à respiração incomode o usuário.
 
Filtros combinados
Os filtros combinados removem simultaneamente partículas e gases/vapores. O filtro para partículas pode estar incorporado ou separado do filtro químico. Quando o filtro combinado é resultante da junção de filtros separados, é possível a substituição apenas do filtro que necessita de troca, porque o tempo de vida útil do filtro para partículas e do filtro químico pode não ser o mesmo.
 
Respiradores de adução de ar
Esta classe de respiradores supre, ao usuário, ar ou outro gás respirável vindo de uma atmosfera independente do ar ambiente em que ele se encontra. Os respiradores de adução de ar contêm, pelo menos, uma cobertura das vias respiratórias e um sistema de fornecimento de ar ou gás respirável ao usuário.
Pertencem a esta categoria a máscara autônoma, os respiradores de linha de ar comprimido, os respiradores de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para fuga e os respiradores de ar natural.
 
Máscaras autônomas
Nestes respiradores, o suprimento de ar/gás respirável ou de oxigênio é transportado pelo usuário junto ao seu corpo, de forma que o usuário nunca respire oxigênio puro. É mais comum o uso de peça facial inteira, embora algumas máscaras também empreguem peça semifacial, bocal ou capuz.
 
Respiradores de linha de ar comprimido
Estes respiradores são compostos por uma peça facial, capuz, capacete, blusão, touca ou roupa inflável, ligados por uma mangueira de suprimento de ar a um compressor ou a uma bateria de cilindros com ar a alta pressão. Também fazem parte do sistema de suprimento de ar as válvulas de regulagem de vazão, de redução de pressão e de segurança.
 
Respiradores de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para fuga
Neste tipo de equipamento, um cilindro de ar comprimido é acrescentado ao respirador de linha de ar comprimido. O cilindro, com autonomia de até 15 minutos, é utilizado somente para fuga. Os usuários devem estar perfeitamente familiarizados com as características e as limitações do equipamento, uma vez que são empregados em situações de risco grave e iminente.
 
Respiradores de ar Natural
Nestes respiradores, a peça facial inteira e a traqueia são conectadas a uma mangueira de ar, de comprimento limitado a 23m, pela qual o ar atmosférico de um ambiente não contaminado é conduzido até as vias respiratórias do usuário e liberado ao ambiente através da válvula de exalação. 
Na entrada da mangueira, existe uma tela fina para impedir a entrada de corpos estranhos. Este tipo de respirador utiliza ar comprimido e alguns modelos possuem ventoinha manual ou elétrica. 
Sendo assim, concluímos que cada respirador apresentado fornece sua proteção de forma diferente, onde alguns podem utilizar mais ferramentas para incrementar sua eficácia, aumentando a atenção para uma utilização adequada para que o trabalhador não se exponha a demais riscos.
6.9 Proteção dos Olhos e Face
A proteção dos olhos é feita a partir dos óculos protetores. Os óculos podem ser usados em vários serviços, como trabalhos com solda, vidro, indústrias automobilísticas, atividades com madeira, radiação ultravioleta, manipulação de substâncias químicas, entre outros.
Dentre os modelos existentes, pode-se citar:
1. Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;
2. Óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
3. Óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta;
4. Óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha;
5. Óculos de tela para proteção limitada dos olhos contra impactos de partículas volantes.
Quando se trata sobre proteção da face, usam-se os protetores faciais, que, por sua vez, podem ser usados em diversas funções, voltadas para atividades que promovem poeiras, respingos químicos, impactos e radiações ópticas;
Dentre os modelos existentes, pode-se citar: 
1. Protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes;
2. Protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha;
3. Protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta.
4. Protetor facial para proteção da face contra riscos de origem térmica;
Por fim, temos a Máscara de Solda, que é destinada à proteção dos olhos e face contra luminosidades, energias e impactos. A Máscara de Solda é mais usada para um trabalho específico, mas ainda assim protege muito o trabalhador.
 
6.9.1 Importância e Modelos de Máscara de Solda
Esta classe de EPI deve proporcionar eficiente proteção aos olhos, face, orelhas e pescoço contra energia radiante intensa, decorrente do uso de solda a arco elétrico e cortes pesados a gás. As máscaras para soldas com suspensão ou manual devem atender, pelo menos, os seguintes requisitos:
1. Devem ser constituídas de um visor fixo ou articuladas, com capacidade para comportar o filtro de luz e o protetor deste, permitindo ao usuário ver o objeto radiante, mas impedindo ao mesmo tempo, que a radiação atinja seus olhos.
2. A máscara com suspensão deve ser equipada com suspensão ajustável, em material plástico ou similar, não irritante, de fácil substituição e higienizável. A função da suspensão é manter a máscara firme na cabeça, sem causar desconforto.
3. O corpo da máscara de solda deve ter material conveniente, resistente ao calor, às chamas, impermeável às radiações invisíveis, ultravioleta e infravermelha.
Modelos de Máscara de Solda
Proteção dos olhos e face do usuário contra radiação e impactos de partículas volantes multidirecionais provenientes de serviços de soldagem.
Máscara de proteção para soldador (com carneira)
Esta máscara de segurança para soldador é constituída de escudo de fibra, com coroa de polietileno articulada, com regulagem de tamanho, através de ajuste simples por meio de catraca fixada ao escudo através de parafusos metálicos. Acompanhada de lente filtrante de luz em policarbonato na tonalidade n.12 e 2 placas de cobertura, confeccionadas em policarbonato simples (incolor).
Máscara de proteção para soldador (com cabo)
Este modelo de máscara de segurança para soldador tem que ser constituído de escudo de fibra, sem carneira e com cabo de aço recoberto com um tubo de resina de fenolite, fixado ao escudo. Acompanhada de lente filtrante de luz em policarbonato na tonalidade n.12 e 2 placas de cobertura, confeccionadas em policarbonato simples (incolor).
6.10 Tipos de Capacete
O capacete de segurança é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) imprescindível para diminuir os riscos de ferimentos graves em caso de acidente, pois protege a cabeça do usuário contra impactos causados pela queda de objetos, riscos elétricos, entre outros perigos que possam estar presentes no ambiente de trabalho.
A Norma que estabelece os tipos e classes de capacetes de segurança para uso ocupacional é a NBR 8221. Ela fixa os requisitos mínimos quanto às características físicas e de desempenho, além de prescrever os ensaios para a avaliação dos referidos capacetes, que sãodestinados à proteção da cabeça contra impactos, penetrações e riscos elétricos no uso ocupacional.
De acordo com esta Norma, os capacetes de segurança são classificados em Classes G e E, quando referentes aos riscos elétricos, e C, que se refere a capacetes condutivos. Além das classes, temos os capacetes Tipos I e II, para a proteção contra impactos.
 Acompanhe a seguir a descrição de cada uma destas classificações:
· Capacete Classe G (geral): O capacete de segurança Classe G é concebido para reduzir o risco de choque elétrico quando houver contato com condutores elétricos de baixa tensão, ele é ensaiado com 2.200 V.
Observação: Esta tensão não busca ser um indicador da tensão na qual o capacete protege o usuário.
· Capacete Classe E (elétrico): O capacete de segurança Classe E é concebido para reduzir o risco de choque elétrico quando houver contato com condutores elétricos de alta tensão, ele é ensaiado com 20.000 V. 
Observação: Assim como para o outro capacete, a tensão acima não busca ser um indicador da tensão na qual o capacete protege o usuário.
· Capacete Classe C (condutivo): O capacete de segurança Classe C não oferece proteção contra riscos elétricos. São indicados para uso geral, sendo normalmente utilizados na construção civil e indústrias.
Tipos de Capacete
Os capacetes de segurança também são classificados conforme a proteção oferecida contra impacto, sendo subdivididos em Tipo I e Tipo II. 
 
Subdivisão das classes dos capacetes de acordo com seus tipos:
· Tipo I: Capacete com aba total
O capacete de segurança Tipo I tem o objetivo de reduzir a força de impacto resultante de um golpe no topo da cabeça. Confeccionado com aba em todo o seu perímetro, ele oferece maior área de proteção contra objetos que possam atingir a cabeça, radiação solar, escorrimento de líquidos e também proporciona maior afastamento de possíveis contatos com energia elétrica. É ideal para trabalhadores externos que passam a jornada de trabalho em exposição ao sol e a variações climáticas como vento e chuva.
· Tipo II: Capacete com aba frontal
O capacete de segurança Tipo II é concebido para reduzir a força de impacto resultante de um golpe no topo ou nas laterais da cabeça. Tem a aparência de um boné, pois possui aba somente na região frontal, oferecendo proteção ao rosto e aos olhos. É muito comum esse EPI ser usado na construção civil.
 
Especificações mínimas para capacetes Tipo I e Tipo II 
Para se atestar a qualidade dos capacetes, torna-se fundamental analisar os seguintes requisitos.
· Inflamabilidade
· Transmissão de força
· Penetração no topo
· Requisitos de isolamento elétrico
Inflamabilidade
Para testar a inflamabilidade do capacete, é colocada uma chama de ensaio em contato com o casco, criando uma nova chama no próprio capacete. Esta nova chama deve se extinguir em até cinco segundos após a remoção da chama de ensaio, ou seja, a utilizada para testá-lo.
Transmissão de força
Para entender esse teste, é preciso conhecer duas definições: a de cabeça-padrão e a de newtons:
· Cabeça-padrão é um dispositivo em formato semelhante ao de uma cabeça, utilizado nos ensaios com capacetes. Elas são feitas em materiais, dimensões e pesos específicos para cada tipo de teste, servindo como suporte.
· Um newton corresponde à força exercida sobre um corpo de massa igual a 1 kg, que lhe induz uma aceleração de 1 m/s² na mesma direção e sentido da força. Em outras palavras, newton é a forma usada para medir a força do impacto que um objeto com determinado peso gera ao cair de certa altura.
 
No caso, é medida a força do impacto do míssil de teste na superfície do capacete, e o capacete deve absorver essa força sem passá-la para a cabeça-padrão.
Em questão à transmissão de força, o capacete de segurança deve ser ensaiado de acordo com requisitos específicos e não pode transmitir uma força superior a 4.450 Newton para a cabeça-padrão utilizada nos testes. O ensaio é realizado repetidas vezes, para cada sessão de testes deve ser calculada a média das forças máximas transmitidas nos ensaios individuais. O valor da média não pode ser superior a 3.780 Newton.
Penetração no topo
O punção é uma estrutura metálica pontuda que serve para perfurar o capacete durante os testes de penetração. Para o teste, deve-se seguir as recomendações específicas de peso e formato dos equipamentos e, assim, deixar que o punção caia de determinada altura com a ponta sobre o capacete, de forma que a aceleração seja compatível com a especificada na norma. O punção não pode entrar em contato com o topo da cabeça-padrão durante o teste, do contrário, o capacete não será aprovado.
Requisitos de isolamento elétrico
Capacetes de segurança Classe G e Classe E devem atender aos requisitos de isolamento elétrico, ou seja, cada um deve ser ensaiado com sua respectiva voltagem especificada na norma. O objetivo do teste é verificar se o capacete transmite um nível de eletricidade além do aceitável para o crânio do usuário, se esse for o caso, ele não é aprovado. O capacete de segurança Classe C não é ensaiado para isolamento elétrico.
Uso adequado dos capacetes
· O capacete deve ser usado com a aba frontal virada para a frente;
· Não deve-se utilizar capacetes com o casco trincado ou fissurado;
· É proibido o uso de gorros ou bonés por baixo do capacete, afinal, ele não foi projetado para ser usado assim. O boné ou gorro diminui o poder de fixação da aranha do capacete na cabeça do empregado. Com o boné, o capacete cai da cabeça com mais facilidade;
· O capacete deve ser lavado com sabão neutro;
· O capacete só deve ser utilizado se apresentar certificado de aprovação;
· O trabalhador que utilizar o equipamento deve fazer um ajuste firme, mas confortável.
Descarte
O capacete não deve ser utilizado se:
· O resultado das verificações (antes do uso, durante inspeções de rotina) não for satisfatório;
· O equipamento tiver sofrido esforços importantes ou uma queda importante;
· O trabalhador não conhecer o histórico completo de sua utilização;
· O produto tiver mais de cinco anos e for composto de materiais plásticos ou têxteis.
O não respeito a qualquer uma destas advertências pode ser a causa de ferimentos graves ou mortais. Desta forma, podemos concluir que conhecer os tipos e classes dos capacetes de segurança do trabalho é de suma importância para poder realizar a escolha do modelo adequado para cada tipo de atividade, garantindo a eficácia na proteção à saúde e segurança do trabalhador.  
7. REFERÊNCIAS
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4z3hsUPsJ0eyBcM07ML>. Acesso em: 28 maio 2015. 
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Obra, São Paulo : Fundacentro, 2001. 33 p. : il. (Recomendação técnica de procedimentos. RTP ; 02). 
 
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