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14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 1 B A S E S M O R F O F U N C I O N A I S I I Prof. Henrique Quintas trato respiratório superior → órgãos localizados fora da cavidade torácica → cavidade nasal, faringe, laringe trato respiratório inferior → órgãos localizados dentro da cavidade torácica → laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmoes e cavidade toracica MÚSCULOS VENTILATÓRIOS 1. contrações ou relaxamento criam gradientes de pressão → fluxo de ar sempre da região de maior pressão para menor pressão; ar se desloca por diferença de pressão. exemplos: diafragma, intercostais internos e externos SACOS PLEURAIS 1. envolvem os pulmões. 2. compostos por duas membrana pleurais (ou pleuras): a) revestidas por mesotélio (epitélio simples pavimentoso); internamente, compostas por tecido conjuntivo frouxo, com fibras colágenas e elásticas. b) pleura visceral → a mais interna das pleuras, reveste a superfície externa dos pulmões. c) pleura parietal → mais externa das pleuras, reveste a cavidade torácica. 3. entre as membranas: cavidade pleural → preenchida com líquido pleural: a) promove união entre as membranas pleurais. b) mantém os pulmões aderidos à parede torácica → pulmões parcialmente inflados, mesmo em repouso. c) a pressão intrapleural é ligeiramente inferior à pressão atmosférica. relacao pressao-volume PRESSÃO ATMOSFÉRICA ar seco: 760mmHg mistura de gases (21% oxigênio) Lei de Dalton → pressão total = soma das pressões individuais dos gases. pressão de um único gás → pressão parcial. fluxo dos gases → de MAIOR para MENOR pressão, a favor do gradiente de concentração. lei de boyle quanto maior o volume, menor a pressão. ↑ V ↓ P P1 · V1 = P2 · V2 diafragma quando contrai vai pra baixo = inspiração → músculos inspiratórios se contraem; ar entra. diafragma quando relaxa = expiração normal → músculos inspiratórios relaxam; ar sai. expiração forçada → músculos expiratórios se contraindo; musculatura expiratória só “entra em ação” na expiração forçada. 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 2 caixa toracica e diafragma x ventilacao mudanças no volume da cavidade torácica → alteração na pressão alveolar. INSPIRAÇÃO 1. contração do diafragma e intercostais externos e escalenos. 2. diafragma desce e intercostais externos e escalenos tracionam as costelas para cima e para fora (movimento de alça de balde). 1+2 = ampliação da caixa torácica. OBS: intercostais externos + escalenos = músculos inspiratórios. EXPIRAÇÃO 1. relaxamento dos músculos contraídos na inspiração (respiração em repouso). 2. expiração forçada → ação adicional dos intercostais internos e músculos abdominais. OBS: intercostais internos + abdominais = músculos expiratórios. musculos respiratorios x ventilacao modificacoes da pressao em respiracao tranquila 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 3 para de sair ar dos alvéolos quando a pressão dele se iguala a atmosférica; pressão alveolar = pressão atmosférica → não há fluxo de ar. como se o pulmão tivesse puxando uma (pleura visceral) e a parede torácica tá puxando a outra (pleura parietal), aí "aumenta o espaço" entre elas e diminui a pressão intrapleural → INSPIRAÇÃO. na EXPIRAÇÃO → o espaço entre as pleuras fica "espremidinho”, aí a pressão fica alta. B A S E S M O R F O F U N C I O N A I S I I Prof. Rafael Benjamin VENTILAÇÃO → representa a troca de ar entre a atmosfera e os pulmões. inspiração: passagem do O2 atmosférico → pulmões; inspiração é um trabalho ativo porque envolve contração dos músculos. expiração: ar atmosférico ← CO2 dos pulmões Composição do ar atmosférico vários gases, mistura. pressão parcial de um gás → não pode ser concentração porque se trata de uma relação entre soluto dissolvido em solvente; quando se trata de gás, não tem como chamar de soluto pois não tem algo físico/sólido (que caracteriza um soluto), por isso se chama pressão parcial de O2 (PO2 – mesma ideia, mas não o mesmo conceito); quanto esse gás contribui para a composição do ar atmosférico. existe também: pressão parcial de N2 (PN2), pressão parcial de CO2 (PCO2) resulta na pressão atmosférica. a pressão total de uma mistura de gases é a soma das pressões dos gases individuais. pressão atmosférica (Patm) convencionou-se 0cm H2O, Patm = 760mmHg (nível do mar). “A pressão total de uma mistura de gases é a soma das pressões dos gases individuais.” 1mmHg = 1,36 H2O ou em quilo Pascais (kPa), em que 760mmHg = 101,325 kPa. oxímetro = quantidade de O2 no sangue, ligado com a hemoglobina circulando por aí. não colocar CO2 pra fora é emergência imediata; nosso processo respiratório “lava” o CO2 pra fora do corpo → maior geração de ácidos no organismo e pode gerar uma acidose respiratória. CO2 dilui muito mais fácil no sangue que O2. Lei de Fick “O gradiente de movimento de matéria, em um dado meio, é proporcional à concentração de uma determinada substância.” o ar flui por um gradiente de pressão. ↑ pressão → direção do fluxo → ↓ pressão ↓ pressão → direção do fluxo → ↑ pressão Composição do ar atmosférico pressão parcial de oxigênio carbono (PO2 = 160mmHg) 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 4 pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2 = 0mmHg) Lei de Boyle P1 · V1 = P2 · V2 A lei de Boyle diz que, “se o volume de gás é reduzido, a pressão aumenta. Se o volume aumenta, a pressão diminui.” ↓ volume ↑ pressão ↑ volume ↓ pressão ↑ volume da caixa torácica ↓ pressão contração do diafragma, AR FLUI PRA DENTRO DOS PULMÕES ↓ volume da caixa torácica ↑ pressão AR DEIXA OS PULMÕES doença da descompressão é muito comum entre mergulhadores. ↓ volume ↑ pressão quando o mergulhador volta muito rápido pra superfície, pode formar bolhas na circulação sanguínea; se isso acontecer, ele precisa ser levado imediatamente pra uma câmara hiperbárica (vai simular a alta pressão e simular como se fosse diminuindo gradativamente). câmara hiperbárica também é capaz de promover alta cicatrização; com o maior aporte de oxigênio, Fatores que influenciam o trabalho respiratório complacência. elastância. tensão superficial. resistência. doença restritiva pulmonar. aumento na quantidade de fibrose. complacencia pulmonar a complacência refere-se à quantidade de força que deve ser exercida sobre um corpo para o deformar. no pulmão, podemos expressar a complacência como uma alteração do volume (V), que é resultado de uma força ou pressão (P) exercida sobre o pulmão. ↑ complacência = △V / ↓ △P É uma medida da facilidade com a qual a parede do tórax e os pulmões se expandem. A perda de complacência aumenta o trabalho respiratório. pulmão com pouca complacência = dificuldade de deformar, precisa colocar mais força pra conseguir expandir o pulmão. 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 5 capacidade do pulmão tem de sofrer expansão, de se insuflar. pulmão pouco complacente → capacidade de distensão muito menor. hiperinsuflação (guarda uma maior quantidade de oxigênio) é a consequência de um pulmão muito complacente. alta complacencia uma quantidade pequena de pressão é requerida pra conseguir variar todo o volume. conclusão: precisa de só um pouco de pressão pra encher o pulmão com todo o volume; quer dizer que a complacência do indivíduo tá muito alta. muito complacente = distende muito rápido; não precisa “forçar” pra fazer o trabalho de respirar.quanto mais fácil se distende, menor o trabalho respiratório. ↑ complacência ↓ trabalho respiratório baixa complacencia precisa de muito mais pressão pra variar o mesmo volume. quanto mais difícil a distensão, maior o trabalho respiratório. ↓ complacência ↑ trabalho respiratório nesse caso, só o diafragma não dá conta de colocar o mesmo volume pra dentro do pulmão, então vai ter que utilizar a musculatura respiratória acessória. na hora de inspirar = muito mais trabalho respiratório (diafragma, músculos intercostais, esternocleidomastoide, escalenos). musculatura acessória é utilizada quando a demanda de metabolismo é aumentada pois potencializa a entrada de oxigênio. pulmão menos complacente = o simples fato de respirar numa condição basal já causa a fadiga/cansaço, porque naturalmente esse paciente já tem dificuldade de expandir o pulmão com eficiência. doencas pulmonares fibroticas destruição de fibras elásticas (elastinas, colágeno tipo IV). pulmão fibrótico é quando a fibra elástica é substituída por um tecido fibroso; é quase como se fosse um tecido cicatricial/de cicatriz (deposição de fibroblasto [altera a matriz extracelular], colágeno não-maleável). quanto menos fibra elástica e mais tecido cicatricial, menor elasticidade e menor complacência; mais rígido. patologias que levam a formação de tecido cicatricial: atelectasias (vai ter um colabamento [quando tende a se fechar] do pulmão, o que segura o pulmão aberto é a pleura; pneumotórax pode causar atelectasia), fibrose pulmonar, edema pulmonar, pneumotórax/hemotórax. no pneumotórax depois que sutura a pleura, precisa insuflar de novo o pulmão porque tava colabado; se aplica pressão positiva pra ele insuflar de novo, aí volta a fazer a conexão com a pleura e comunicar com a caixa torácica. quando o pulmão expande, a pressão dentro dele fica negativa em relação ao ar, aí o ar entra; na complacência, não consegue negativar a pressão intrapulmonar pra fazer com que o ar entre = tem que fazer pressão positiva, que é levar o ar com força pra dentro, aí consegue expandir o pulmão novamente. 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 6 O IDEAL É ALTA COMPLACÊNCIA E BAIXA ELASTÂNCIA >EM EQUILÍBRIO< !!! elastancia pulmonar “É a capacidade de resistir a deformação mecânica. A elastância também se refere a capacidade que um corpo tem de voltar a sua forma original quando a força que promove a sua deformação é removida.” é a capacidade de um pulmão de resistir ao estiramento, ou de voltar ao seu estado de repouso. é o contrário da complacência!!! tende ao colabamento. elastância = 1/complacência PRESSÕES QUE INTERFEREM COM VENTILAÇÃO Pressão Pleural se não tiver, o pulmão tende a colabar. “compete” com a elastância. qto maior a elastância, maior o problema qto mais a caixa torácica expande, mais negativa fica a pressão intrapleural; mais ar = gradiente maior de pressão entre pulmão e ar atmosférico. quem mantém o volume residual de ar é a pressão negativa feita pela pleura. se não tivéssemos pleura, o pulmão ficaria colabado sempre; não ia conseguir insuflar o pulmão. 14 /1 0/ 20 21 e 1 9/ 10 /2 0 21 Nicolle D’ivanenko, MED9 TVI 7 inspiração e expiração ocorrem dentro de valores negativos. expiração forçada = pressão intrapleural pode atingir valores positivos (5 positivo/algo assim); soprando volume além do volume corrente normal. Pressão alveolar alvéolo é onde ocorre a troca gasosa (chega nos bronquíolos terminais e vai pro alvéolo). existe uma fina camada de líquido (filme de água) no interior dos alvéolos; quando o ar interage com ela, ele cria uma região de atração entre as moléculas de água (causada pela interação ar/água) = forma tensão superficial (é o que faz formar gota de água, inseto pousado sobre a superfície da água). alvéolos com menor raio = maior pressão alveolar = produz mais surfactante PRESSÃO FICA MAIS ALTA NO ALVÉOLO POR CONTA DO AUMENTO DA TENSÃO SUPERFICIAL E NÃO O CONTRÁRIO muita tensão superficial = maior pressão quando a pressão dentro do alvéolo se encontra muito alta por conta da tensão superficial, ele tende diminuir o volume (vai colabar); quando o alvéolo colaba, o ar “vaza” pra fora e não ocorre troca gasosa. edema alveolar: muito líquido no alvéolo, gera colabamento por conta da alta pressão e o surfactante não dá conta de quebrar toda a tensão superficial. SURFACTANTE (Dipalmitoilfosfatidilcolina; ptns surfactantes; ións Ca+2) → pneumócito II sindrome da angustia respiratoria do recem nascido (SARRN) início da produção de surfactante: 25a semana de gestação (6-7 mês); bebê nasce antes. os bebês que nascem prematuramente sem concentrações adequadas de surfactante em seus alvéolos desenvolvem SARRN. ↑ pressão alveolar COLABAMENTO ↓ complacência !!! bebê precisa de surfactante p/ evitar o colabamento !!! corticoide (imita o cortisol) sinaliza pro pneumócito tipo II que tá na hora de produzir surfactante. Pressão transpulmonar Ptranspulmonar = Palveolar – Ppleural qto maior a pressão transpulmonar (diferença da pressão alveolar e pleural numa faixa pra não correr o risco de colabar), menor a chance de colabar.