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AULA 4 
SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA 
APLICADA AO APARELHO 
CARDIORRESPIRATÓRIO 
Profª Maria Caroline Waldrigues 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Anamnese do aparelho respiratório e exame físico geral 
A anamnese e exame físico específico do sistema respiratório consistem 
na avaliação direcionada ao pulmão e suas estruturas adjacentes. Nesta 
avaliação, primeiramente, para precisar os achados, necessita saber quais são e 
onde estão localizados os marcos anatômicos internos e externos da caixa 
torácica, para então realizar a coleta de dados subjetivos no momento da 
entrevista e os dados objetivos durante o exame físico. 
TEMA 1 – MARCOS ANATÔMICOS 
São delimitações de referência que servem como indicadores para a 
estrutura torácica. Esses indicadores são pontos de referência do tórax anterior e 
posterior e que também possuem linhas de referência, a qual veremos mais 
detalhadamente a seguir. 
1.1 Pontos de referência do tórax anterior 
“Os pontos de referência de superfície no tórax são os indicadores para 
estruturas respiratórias subjacentes” (Jarvis, 2012, p. 411). Ao saber delimitar os 
pontos de referências, o examinador saberá localizar os achados durante o exame 
físico (Jarvis, 2012). 
No quadro a seguir, pode-se verificar com maiores detalhes os pontos de 
referência do tórax anterior (Quadro 1): 
Quadro 1 – Pontos de referência do tórax anterior 
PONTOS DE REFERÊNCIA CARACTERÍSTICAS 
Incisura supraesternal Depressão em forma de U logo acima do esterno, entre as clavículas. 
 
Esterno 
O “osso do peito” tem três partes – o manúbrio, o corpo e o 
processo xifoide. Deslize seus dedos poucos centímetros para 
baixo no manúbrio até sentir uma ponte óssea, o ângulo do 
esterno. 
 
 
 
Ângulo manúbrio-esternal 
Frequentemente denominado “ângulo de Louis”, é a articulação 
do manúbrio com o corpo do esterno que é, ainda, contínuo à 
segunda costela. O ângulo de Louis é uma região útil para o 
começo da contagem das costelas, que ajuda a localizar um 
achado horizontalmente. Também assinala o sítio de bifurcação 
da traqueia em brônquios direito e esquerdo; ele tem 
correspondência com a borda superior do átrio do coração e se 
situa acima da quarta vértebra torácica na parte de trás. 
 
 
3 
 
 
Ângulo costal 
As margens costais direita e esquerda formam um ângulo onde 
encontram o processo xifoide. Geralmente com 90 graus ou 
menos, esse ângulo aumenta quando a caixa torácica está 
cronicamente hiperinflada, como o enfisema. 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 411-412. 
Observa-se na figura a seguir a explicativa descrita acima com os pontos 
de referência anatômica do tórax anterior (Figura 1): 
Figura 1 – Caixa torácica anterior 
 
 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 412, citado por Pat Thomas, 2010. BLAMB/SHUTTERSTOCK. 
 
Assim como na região anterior, há também delimitações na região posterior 
do tórax, a qual veremos detalhadamente a seguir. 
1.2 Pontos de referência do tórax posterior 
Assim como nos pontos de referência na região anterior do tórax, há 
divisões também na parte posterior, em que se pode verificar quais são e suas 
características (Quadro 2): 
Quadro 2 – Pontos de referência do tórax posterior 
PONTOS DE REFERÊNCIA CARACTERÍSTICAS 
 
 
Vértebra proeminente 
Flexione a cabeça e sinta o esporão ósseo mais 
saliente na base do pescoço. Esse é o processo 
espinhoso de C7. Se duas saliências parecerem 
igualmente proeminentes, a superior é C7 e a inferior 
é T1. 
 
 
 
Processos espinhosos ou apófises 
espinhosas 
Conte essas proeminências nas vértebras que se 
empilham para formar a coluna vertebral. Note que os 
processos espinhosos se alinham com as costelas do 
mesmo número somente abaixo de T4. Após T4, os 
ângulos dos processos espinhosos se dobram para 
 
 
4 
baixo a partir de seus corpos vertebrais e recobrem o 
corpo vertebral e a costela abaixo. 
 
Borda inferior da escápula 
A escápula está localizada simetricamente em cada 
hemitórax. A extremidade inferior está geralmente na 
sétima ou oitava costela 
 
Décima segunda costela 
Palpe a meio caminho entre a coluna e a lateral da 
pessoa para identificar sua extremidade livre. 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 412. 
Pode-se correlacionar na figura a seguir a explicativa descrita acima com 
os pontos de referência anatômica do tórax posterior (Figura 2): 
 
Figura 2 – Caixa torácica posterior 
 
 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 413, citado por Pat Thomas, 2010. DAVID MARCHAL/SHUTTERSTOCK 
 
Além dos pontos anatômicos vistos anteriormente, há também as linhas 
anatômicas de referência, que veremos a seguir. 
1.3 Linhas de referência torácica 
As linhas referenciais são “referência para localizar com exatidão um 
achado verticalmente ao tórax” (Jarvis, 2012, p. 412). No quadro a seguir, 
podemos verificar quais são essas linhas referenciais na região anterior, posterior 
e tórax lateral (Quadro 3). 
 
 
 
 
5 
Quadro 3 – Linhas de referência 
LINHA DE REFERÊNCIA CARACTERÍSTICAS 
Região anterior 
Medioescapular 
e hemiclavicular 
Bifurca o centro de cada clavícula no ponto médio entre as junções 
esternoclavicular e acromioclavicular (Fig. 3). 
Região posterior 
Linha vertebral e linha 
escapular 
Se estendem por meio do ângulo inferior da escápula quando os 
braços estão ao lado do corpo (Fig. 4). 
Tórax lateral 
Axilar anterior Se estende para baixo a partir da dobra axilar anterior onde o músculo peitoral maior se insere (Fig. 5). 
Axilar posterior Continua para baixo a partir da dobra axilar posterior onde o músculo grande dorsal se insere (Fig. 5). 
Axilar média Desce a partir do ápice da axila e fica entre e paralela às outras duas (Fig. 5). 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 412. 
A seguir, pode-se observar as figuras ilustrativas referente a explicativa 
descritiva acima quando da citação das linhas torácicas como referencial: 
Figura 3 – Medioescapular e hemiclavicular 
 
 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 413. JUICE FLAIR/SHUTTERSTOCK 
 
 
 
 
 
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Figura 4 – Linha vertebral e linha escapular 
 
 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 413. SASUN BUGHDARYAN/SHUTTERSTOCK 
 
Figura 5 – Axilar anterior, posterior e média 
 
 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 414. KOZLIK/SHUTTERSTOCK 
 
 
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Além das referências estudadas acima, também podemos delimitar a 
cavidade torácica para referenciação, a qual veremos detalhadamente a seguir. 
TEMA 2 – MARCOS DA CAVIDADE TORÁCICA 
Os marcos da cavidade torácica consistem na demarcação dos pulmões 
em lobos pulmonares, as pleuras e a árvore traqueobrônquica, que veremos a 
seguir. 
2.1 Lobos pulmonares 
Os pulmões são estruturas assimétricas, sendo que o pulmão direito é 
menor em relação ao esquerdo devido ao fígado que está localizado abaixo dele, 
e o pulmão esquerdo é mais estreito em relação ao direito por comportar o 
coração. Em questão de quantidade de lobos, o pulmão direito, apesar de ser o 
menor, possui três lobos e o direito possui dois lobos, sendo separados por 
fissuras de forma diagonal e oblíqua (Jarvis, 2016). 
No quadro a seguir, pode-se verificar quais são as fissuras e suas 
características na região anterior, posterior e lateral dos pulmões (Quadro 4): 
 
Quadro 4 – Fissuras e lobos pulmonares 
 
FISSURAS PULMONAR CARATERÍSTICAS 
Região anterior 
Fissura oblíqua Cruza a quinta costela na linha média axilar e termina na sexta costela na linha média clavicular (Fig. 6). 
Fissura horizontal 
Exclusivamente no pulmão direito, que divide os lobos superiores 
e médio. A fissura se estende a partir da quinta costela na linha 
axilar média até o terceiro espaço intercostal ou quarta costela na 
borda esternal direita (Fig. 6). 
Região posterior O ponto mais notável sobre o tórax posterior é que ele é quase 
todo o lobo inferior. Os lobos superiores ocupam menos faixa de 
tecido a partir de seus ápices em T1 até T3 ou T4. Nesse nível, os 
lobos inferiores começam e suas bordas inferiores alcançam até o 
nível T10 a expiração e até T12 na inspiração. Note que o lobo 
médio direito não se projeta sobreo tórax posterior. Se a pessoa 
abre os braços e coloca as mãos na parte de trás da cabeça, a 
divisão entre os lobos superiores e inferiores correspondem à 
borda mediana da escápula (Fig. 7). 
Lateral 
Pulmão direito 
Lateralmente, o tecido pulmonar se estende do ápice da axila até 
a sétima ou oitava costela. O lobo superior direito se estende do 
ápice da axila até a fissura horizontal na quinta costela. O lobo 
médio direito se estende a partir da fissura horizontal para baixo e 
para frente até a sexta costela na linha média clavicular. O lobo 
 
 
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inferior direito continua a partir da quinta costela até a oitava 
costela na linha média axilar (Fig. 8) 
Pulmão esquerdo 
O pulmão esquerdo possui apenas dois lobos, superior e inferior. 
Eles são vistos lateralmente como duas áreas triangulares 
separadas pela fissura oblíqua. O lobo superior esquerdo se 
estende do ápice da axila até a quinta costela na linha média axilar. 
O lobo inferior esquerdo continua até a oitava costela na linha 
média axilar (Fig. 9). 
Fonte: Jarvis, 2012, p. 414. 
Nas figuras a seguir, pode-se observar de forma ilustrada a explicativa 
acima: 
 
Figura 6 – Fissura oblíqua e horizontal 
 
Crédito: Elias Aleixo. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 7 – Pulmão direito 
 
Crédito: Elias Aleixo. 
Figura 8 – Pulmão esquerdo 
 
Crédito: Elias Aleixo. 
 
 
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2.2 Pleuras 
“A pleura é uma membrana serosa delgada e lisa que forma um invólucro 
entre os pulmões e a parede do tórax” (Jarvis, 2012, p. 414). A pleura é composta 
pela pleura visceral, que reveste o exterior dos pulmões, e a pleura parietal, que 
reveste o interior do tórax e o diafragma (Jarvis, 2012). 
TEMA 3 – ANAMNESE DO APARELHO RESPIRATÓRIO 
Corresponde ao momento da entrevista em que são coletados dados 
específicos que se relacionam ao sistema respiratório. São informações, como 
visto nas aulas anteriores, referente ao histórico de doença atual e pregressa, 
idade, sexo, raça, procedência, profissão, ocupação, antecedentes familiares e 
história de vida. 
3.1 Entrevista 
Durante a entrevista, o examinador deve levar em consideração as 
condições do paciente, sua família e seus hábitos de vida, além de outros fatores, 
que são relação causal ou que influenciam nas suas queixas referentes ao sistema 
respiratório. 
Esses fatores são o histórico da doença atual e pregressa, idade, sexo, 
raça, procedência, profissão/ocupação, histórico de saúde familiar e os hábitos de 
vida diários (Tarantino, 2019). 
Em relação à queixa atual do paciente, que corresponde ao histórico de 
doença atual, o examinador deve realizar a escuta ativa e direcionada aos sinais 
e sintomas que o paciente irá relatar durante sua história (Tarantino, 2019). 
Doenças relacionadas ao sistema pulmonar que acometeram no período 
da infância e juventude ainda podem reverberam na fase adulta, uma vez que tais 
doenças podem ocasionar a propagação de tecido cicatricial (fibrose pulmonar) 
(Tarantino, 2019). 
Relacionado à idade, há doenças congênitas relacionadas ao sistema 
respiratório ou que influenciam a este sistema, por exemplo, atresias de esôfago 
e as fistulas que condicionam a pneumonias aspirativas, cistos pulmonares 
congênitos, pneumotórax, tuberculose e entre outros (Tarantino, 2019). 
Podemos citar, também, doenças que são mais predominantes entre o 
sexo feminino e masculino como nos homens se mostra mais predominante a 
 
 
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bronquite brônquica, enfisema e carcinoma brônquico, enquanto nas mulheres há 
uma maior predominância o adenoma brônquico e lúpus eritematoso (Tarantino, 
2019). 
Segundo Tarantino (2019, p. 302), relacionado a raça, “estatisticamente, a 
tuberculose e a sarcoidose predominam entre os indivíduos da raça negra. As 
colagenosas são mais comuns entre os brancos”. 
Dependendo da região e conformidade de moradia, há doenças que se 
apresentam com maior predominância em determinadas localizações diferentes 
de outras, por exemplo, nas regiões mais industrializada, em que há a maior 
predominância de pneumoconioses do que nas regiões agrícolas (Tarantino, 
2019). 
Há também situações relacionadas à profissão e ocupação que podem 
desencadear problemas respiratórios devido à exposição de determinados 
agentes. Alguns exemplos são aqueles que trabalham no setor aviário e 
galináceos, sendo expostos ao risco de histoplasmose (doença contagiosa que 
acomete os pulmões) e ornitose, alveolite devido à exposição de substâncias 
orgânicas, entre outros (Tarantino, 2019). 
Hábitos de vida da pessoa também são determinantes para doenças 
pulmonares como o tabagismo, que pode provocar uma bronquite, asma, 
enfisema e carcinoma brônquico. O alcoolismo também influencia na questão 
pulmonar, uma vez que pode provocar uma pneumonia por Klebsiella (Tarantino, 
2019). 
TEMA 4 – ANAMNESE DO APARELHO RESPIRATÓRIO: QUEIXAS COMUNS 
Iremos estudar a seguir as principais queixas respiratórias mais comuns, 
suas características e os dados objetivos e subjetivos que devemos coletar no 
momento da entrevista e exame físico, sendo eles a dispneia, tosse, 
expectoração, hemoptise e dor torácica. 
4.1 Dispneia 
Corresponde à dificuldade respiratória, sendo um sintoma que reflete ao 
esforço respiratório decorrente a uma avaliação que esteja relacionado ao esforço 
físico. “O paciente pode referir a dispneia como falta de ar, sufocação, aperto no 
peito, perda de fôlego ou respiração curta” (Bettencourt et al., 2016, p. 207). 
 
 
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Durante o exame físico na dispneia, o paciente pode apresentar o uso da 
musculatura acessória, retração das fossas supraesternal e supraclavicular e 
batimentos das asas nasais (Bettencourt et al., 2016). 
Durante a coleta de dados, o examinador deve questionar ao paciente se: 
A dispneia surge quando ele se movimenta, está em repouso ou realiza 
atividade física (leve/moderada), se ocorre quando se deita (ortopneia), 
se é constante, se o acorda à noite (dispneia paroxística noturna – DPN) 
e se existem outros sinais e/ou sintomas que ocorrem com a dispneia 
(dor, tontura, tosse, aperto no peito, sudorese). Deve ser escrita toda a 
evolução da dispneia, incluindo fatores de exacerbação, duração dos 
episódios e medidas de alívio tentadas até o momento. A dispneia súbita, 
sem causa aparente, pode advir de pneumotórax espontâneo, embolia 
pulmonar ou infarto do miocárdio. (Bettencourt et al., 2016, p. 207) 
No caso da dispneia, faz-se necessário integrar a avaliação psicológica e 
emocional do paciente, uma vez que condições como ansiedade, depressão e alta 
emotividade resultam na dificuldade respiratória. Outras doenças que causam a 
dispneia são as cardiopatias, anemias, obesidade, febre e acidose metabólica 
(Bettencourt et al., 2016). 
Outra queixa respiratória comum é a tosse, que veremos com mais 
detalhes a seguir. 
4.2 Tosse 
“É uma resposta reflexa a estímulos irritantes na laringe, na traqueia ou nos 
brônquios” (Bettencourt et al., 2016, p. 207), originados por processos 
inflamatórios, mecânicos, químicos e térmicos (Bettencourt et al., 2016). 
Durante a entrevista, o examinador deve questionar ao paciente há quanto 
tempo a tosse se iniciou, frequência, intensidade, se sente dor ao tossir, se é uma 
tosse seca ou produtiva de secreções, se e como consegue aliviá-la (Bettencourt 
et al., 2016). 
Quando há uma tosse produtiva, o organismo produz uma secreção que 
denominamos de expectoração, que vermos a seguir. 
4.3 Expectoração 
Consiste em um muco produzido pelo próprio organismo que migram da 
pequena via aérea para a grande. “Quando atinge a traqueia, tende a misturar-se 
com a saliva, sendo deglutida como parte do mecanismo normal de depuração” 
 
 
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(Bettencourt et al., 2016, p. 208). O produto final expelido pela tosse é denominado 
de escarro (Bettencourt et al., 2016). 
Durante a anamnese, o examinador deve avaliar esse escarro quanto a sua 
coloração, odor, qualidade e quantidade devido a doençasrespiratórias que 
podem provocar a expectoração (Bettencourt et al., 2016) como, por exemplo, a 
tuberculose. 
Outra forma de expectoração é a hemoptise, que veremos a seguir. 
4.4 Hemoptise 
É uma forma e expectoração, porém, em seu meio, há a presença de 
sangue decorrente da ruptura de vasos brônquicos, ruptura dos capilares ou 
transdução de sangue (Bettencourt et al., 2016). 
Durante o exame físico, o examinador dever avaliar quanto a esta 
secreção, sendo que “o sangue proeminente dos pulmões, em geral, é vermelho-
vivo, com algumas porções espumosas. Contudo, se estiver no pulmão por tempo 
prolongado, pode se tornar vermelho-escuro ou acastanhado” (Bettencourt et al., 
2016, p. 208). 
Outro problema comum relacionado ao sistema respiratório é a dor 
torácica, que vermos a seguir. 
4.5 Dor torácica 
Essa condição pode estar relacionada tanto ao sistema respiratório quanto 
ao sistema cardíaco, e, para isso, o examinador deve saber diferenciar as causas 
para realizar intervenções corretas (Bettencourt et al., 2016). 
Na dor torácica, proveniente do sistema respiratório os sinais e sintomas 
são: dor caracterizada por uma “queimação, constante e persistente, ou de forma 
aguda, com uma pontada que se acentua com o movimento e a inspiração 
profunda” (Bettencourt et al., 2016, p. 209). 
Durante a anamnese, o examinador deve questionar o paciente se há 
outros sintomas que advém a dor, se sente fadiga e tosse persistente (Bettencourt 
et al., 2016). 
 
 
 
 
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TEMA 5 – CONSIDERAÇÕES AO LONGO DO DESENVOLVIMENTO 
Neste tema, veremos as questões relacionadas a anamnese e exame físico 
específico ao longo do desenvolvimento, iniciando pelo lactante e criança, 
segundo para a gestão e idoso. 
5.1 Lactentes e crianças 
Para realizar o exame físico em crianças e lactentes, um dos responsáveis 
deve sempre estar presente. Em lactentes, o exame deve ser realizado 
preferencialmente com o bebê no colo de um de seus responsáveis. Caso esteja 
dormindo, o examinador poderá realizar a ausculta pulmonar mais facilmente. Em 
situações em que o bebê chora, o examinador poderá avaliar o frêmito tátil e 
ruídos respiratórios (Jarvis, 2012). 
Nas crianças, o examinador poderá estimular a participação e confiança a 
partir na interação dela com o instrumento que será utilizado para avaliá-la, 
podendo reduzir o medo e tornando o exame físico colaborativo e menos 
estressante, possibilitando a sequência do exame físico (Jarvis, 2012). 
5.2 Gestante 
Segundo Jarvis (2012, p. 437), “a caixa torácica pode parecer mais larga e 
o ângulo costal pode parecer mais amplo. As respirações podem ser mais 
profundas, sendo quantificado com provas de função pulmonar”. 
5.3 Idoso 
A caixa torácica do idoso pode apresentar-se em forma de barril, 
arredondada e cifose, assim o examinador poderá palpar proeminência óssea 
acentuada devido à perda de gordura, diminuição da expansibilidade torácica. 
(Jarvis, 2012). Ressalta-se que a pessoa idosa se cansa mais facilmente durante 
a ausculta pulmonar devido a respiração profunda a qual é solicitado (Jarvis, 
2012), assim, recomenda-se prudência ao se realizar essa propedêutica com 
intuito evitar desconfortos e sobrecargas. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BETTENCOURT, A. R. C. et al. Exame do tórax: aparelho respiratório. In: 
BARROS, A. L. B. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de 
enfermagem no adulto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 
JARVIS, C. Guia de exame físico para enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2012. 
TARANTINO, A. B. Sistema respiratório. In: PORTO, C. C. (Org.); PORTO, A. L. 
(Co-edit.). Semiologia médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

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