Questão 1/10 - Métodos Quantitativos na Gestão Pública Ler em voz alta “A fosfoetanolamina sintética é eficaz na cura do câncer? A Lei n. 13.269, de 13 de abril de 2016 (Brasil, 2016), autorizou o uso da fosfoetanolamina sin-tética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna. A pílula do câncer, como ficou conhecida no Brasil, supostamente ajudava na recuperação dos pacientes. A substância foi originalmente desenvolvida pelo professor de Química Gilberto Chierice, da Universidade de São Paulo em São Carlos (Amaral, 2017). De acordo com dados oficiais, estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham recebido o medicamento. Porém, a comunidade científica, representada por diferentes instituições, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e até o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Tecnologia (MCTI), discordou da eficácia da pílula do câncer. O debate chegou à justiça, já que muitos pacientes tentaram garantir a disponibilidade do remédio mesmo na ausência de estudos sobre os seus efeitos. A comoção pública foi tão grande que o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).