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Em contestações criminais, não é incomum que a parte, diante de prazos exíguos e múltiplas decisões, utilize meios recursais distintos daqueles imaginados pelo legislador para o caso específico. Nesses cenários, o conteúdo veiculado pode coincidir com a matéria que seria própria de outra via, e o prazo observado pode corresponder ao da impugnação adequada. O exame de boa-fé, do atendimento da finalidade e do enquadramento temporal passa a ser determinante para definir o destino do processamento. Sob essa lente, analisa-se menos o rótulo dado pela parte e mais a aptidão do instrumento para cumprir o papel de provocação legítima da instância revisora, evitando que desacertos nominais impeçam o controle decisório efetivo. O equilíbrio entre segurança e funcionalidade guia a resposta institucional nesses incidentes. A fungibilidade recursal prevista no processo penal autoriza Escolha uma: a. conhecimento do recurso inadequado apenas quando o conteúdo for irrelevante ao caso. b. rejeição necessária do recurso equivocado, pois a denominação é requisito absoluto de admissibilidade. c. conhecimento do recurso interposto por outro, ausente má-fé, observado o prazo e o conteúdo próprios da via correta. d. aproveitamento do recurso equivocado quando exista má-fé, se houver dúvida objetiva sobre o cabimento. e. conversão automática de qualquer impugnação em outra, ainda que intempestiva
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carlanr.rodrigues

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

A fungibilidade recursal no processo penal permite que, diante da interposição de um recurso inadequado, este seja conhecido desde que preenchidos certos requisitos, como ausência de má-fé, observância do prazo e conteúdo próprio da via correta. Analisando as alternativas: a) conhecimento do recurso inadequado apenas quando o conteúdo for irrelevante ao caso. — Incorreto, pois o conteúdo deve ser próprio da via correta, não irrelevante. b) rejeição necessária do recurso equivocado, pois a denominação é requisito absoluto de admissibilidade. — Incorreto, pois a fungibilidade permite flexibilização quanto à denominação. c) conhecimento do recurso interposto por outro, ausente má-fé, observado o prazo e o conteúdo próprios da via correta. — Correto, pois reflete os requisitos da fungibilidade recursal. d) aproveitamento do recurso equivocado quando exista má-fé, se houver dúvida objetiva sobre o cabimento. — Incorreto, má-fé impede o aproveitamento. e) conversão automática de qualquer impugnação em outra, ainda que intempestiva — Incorreto, não há conversão automática, e o prazo deve ser respeitado. Portanto, a alternativa correta é: c) conhecimento do recurso interposto por outro, ausente má-fé, observado o prazo e o conteúdo próprios da via correta.

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