A abordagem fisioterapêutica direcionada para indivíduos com asma dependerá da situação que o paciente se encontra, portanto, podemos dividir a indicação para o momento da crise e fora dela. No momento da crise é essencial avaliar a gravidade para estabelecer o tratamento adequado, mas ressaltamos que a reversão da crise é medicamentosa e o tratamento fisioterapêutico é de apoio e pode agregar melhora do quadro, porém, dependendo da evolução da crise, o fisioterapeuta tem atuação limitada. Na situação em que um paciente dá entrada no pronto-socorro com sinais e sintomas de forte crise de asma, quais seriam as possíveis condutas fisioterapêuticas iniciais aplicadas?
Escolha uma opção:
a.
O fisioterapeuta pode inicialmente posicionar o paciente em sedestação para maior conforto respiratório; associado à medicação inalatória, ainda é possível orientar a inspiração superficial e sustentada a fim de melhorar a ação do medicamento, em conjunto com o freno labial, que auxilia a saída do ar e diminui a hiperinsuflação. Se houver secreção, há indicação de higiene brônquica através da aspiração nasotraqueal, não é recomendado estimular a tosse porque pode gerar ponto de igual pressão, o que aumenta a hiperinsuflação.
b.
O fisioterapeuta pode inicialmente posicionar o paciente em sedestação para maior conforto respiratório; associado à medicação inalatória, ainda é possível orientar a inspiração profunda e sustentada a fim de melhorar a ação do medicamento, em conjunto com o freno labial, que auxilia a saída do ar e diminui a hiperinsuflação. Se houver secreção, há indicação de higiene brônquica através do huffing, ou seja, a expiração forçada com a glote aberta, ao invés da tosse, já que a tosse pode gerar ponto de igual pressão, o que aumenta a hiperinsuflação.
c.
O fisioterapeuta pode inicialmente posicionar o paciente em decúbito dorsal para maior conforto respiratório; associado à medicação inalatória, ainda é possível orientar a inspiração profunda e sustentada a fim de melhorar a ação do medicamento, em conjunto com o freno labial, que auxilia a saída do ar e diminui a hiperinsuflação. Se houver secreção, há indicação de higiene brônquica através da drenagem postural.
d.
O fisioterapeuta pode inicialmente posicionar o paciente em decúbito lateral para maior conforto respiratório; associado à medicação inalatória, ainda é possível orientar a inspiração profunda e sustentada a fim de melhorar a ação do medicamento, em conjunto com a reeducação do diafragma, que auxilia na saída do ar e diminui a hiperinsuflação. Se houver secreção, há indicação de higiene brônquica através da aspiração nasotraqueal e, por fim, a estimulação da expiração forçada com a glote aberta associada à tosse.
e.
O fisioterapeuta pode inicialmente posicionar o paciente em decúbito ventral para maior conforto respiratório; associado à medicação inalatória, ainda é possível orientar a inspiração superficial e sustentada a fim de melhorar a ação do medicamento, em conjunto com o freno labial, que auxilia a saída do ar e diminui a hiperinsuflação. Se houver secreção, há indicação de higiene brônquica através do huffing, ou seja, a expiração forçada com a glote aberta, ao invés da tosse, já que a tosse pode gerar ponto de igual pressão, o que aumenta a hiperinsuflação.
Ed
há 2 meses
Vamos analisar as alternativas apresentadas para identificar a conduta fisioterapêutica mais adequada para um paciente em crise de asma. a) A opção menciona a posição em sedestação e a orientação para a inspiração superficial e sustentada, além de freno labial e aspiração nasotraqueal. A inspiração superficial não é a mais indicada em uma crise. b) A opção também menciona a posição em sedestação, mas orienta a inspiração profunda e sustentada, o que é mais apropriado. Além disso, fala sobre o huffing, que é uma técnica adequada para evitar a tosse. c) A opção sugere decúbito dorsal, o que não é ideal para conforto respiratório em crises de asma. Além disso, menciona drenagem postural, que não é a primeira escolha em uma crise. d) A opção menciona decúbito lateral, que pode ser confortável, mas a reeducação do diafragma não é uma prioridade imediata em uma crise. Além disso, a estimulação da expiração forçada com a glote aberta associada à tosse não é recomendada. e) A opção sugere decúbito ventral, que não é uma posição confortável para crises de asma, e menciona a expiração forçada com a glote aberta, que não é a melhor abordagem. A alternativa que melhor se alinha com as condutas fisioterapêuticas adequadas para um paciente em crise de asma, priorizando a posição correta e as técnicas de respiração, é a b).
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