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João Carlos da Silva foi condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão, pela prática do crime previsto no art. 157, §1º, do Código Penal (roubo). A pena está sendo cumprida em regime semiaberto na Penitenciária Estadual de São Paulo. No dia 10/02/2025, a defesa técnica protocolou pedido de progressão ao regime aberto, alegando que João: • já cumpriu mais de 1/6 da pena, requisito objetivo necessário, considerando que é primário; • possui conduta carcerária classificada como boa, conforme boletim disciplinar atualizado; • exerceu atividade laboral interna por 8 meses, com avaliação positiva; • apresentou certificados de participação em dois cursos: "Cidadania e Direitos Humanos" e "Oficina de Leitura e Escrita"; • possui proposta de emprego como auxiliar de serviços gerais em empresa localizada na cidade de Guarulhos; • possui residência fixa comprovada, onde residirá com sua mãe. Apesar disso, em 17/02/2025, o juízo da Vara de Execuções Criminais indeferiu o pedido de progressão, sob o argumento de que "não restou demonstrado o efetivo mérito do sentenciado para a benesse, sendo prudente aguardar maior lapso de tempo para observação
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Andrea Souza

mês passado

Respostas

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mês passado

Para analisar a situação apresentada, é importante considerar os requisitos para a progressão de regime no sistema penal brasileiro, conforme o artigo 112 da Lei de Execução Penal. Os requisitos objetivos para a progressão ao regime aberto incluem: 1. Cumprimento de pelo menos 1/6 da pena, no caso de réu primário. 2. Boa conduta carcerária. 3. Comprovação de atividade laboral ou de estudo. No caso de João Carlos da Silva, ele atende a todos esses requisitos, pois: - Cumpriu mais de 1/6 da pena. - Possui conduta carcerária classificada como boa. - Exerceu atividade laboral interna por 8 meses com avaliação positiva. - Apresentou certificados de participação em cursos. - Possui proposta de emprego e residência fixa. Diante disso, o indeferimento do pedido de progressão pelo juízo da Vara de Execuções Criminais, alegando que "não restou demonstrado o efetivo mérito do sentenciado para a benesse", pode ser questionado, uma vez que ele preenche os requisitos legais. Portanto, a defesa pode argumentar que a decisão do juiz não está em conformidade com os requisitos legais para a progressão de regime, e que a negativa carece de fundamentação adequada, já que todos os critérios foram atendidos. Se precisar de mais informações ou esclarecimentos sobre o tema, estou à disposição!

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