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SUMÁRIO
DIREITO EMPRESARIAL .............................................................................................................4
DIREITO TRIBUTÁRIO ..............................................................................................................61
DIREITO AMBIENTAL .............................................................................................................122
DIREITO ADMINISTRATIVO ...................................................................................................160
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DIREITO EMPRESARIAL1
1.Ordem econômica na Constituição de 1988. Princípios reguladores. Teoria do Direito Empresarial. 
Teoria Jurídica da Empresa. Teoria Jurídica do Mercado. Interpretação do direito empresarial. Carac-
terísticas do direito empresarial.
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem 
por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes 
princípios:
I - soberania nacional;
II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto 
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte.
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e 
que tenham sua sede e administração no País.
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independen-
temente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.
TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO TEORIA DA EMPRESA
Adotada pelo Código Comercial de 1850 Adotada pelo Código Civil de 2002
Atos de comércio/comerciante Empresa/ empresário
1 Por Bianca Zanardi
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2. Empresário. Conceito e caracterização. Capacidade. Deveres. Empresário individual e sociedade 
empresária. Sociedade não empresária. Pequeno empresário. Empresário Rural. Empresa Indivi-
dual de Responsabilidade Ltda. Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Registro Público das 
Empresas Mercantis. Lei nº 8.934/1994. Institutos complementares. Nome empresarial. Prepostos. 
Contabilistas. Auxiliares da empresa. Escrituração. Livros obrigatórios e facultativos. Força probante. 
Demonstrações dos resultados econômicos da Empresa. 
ELEMENTOS PARA CARACTERIZAÇÃO DO EMPRESÁRIO (Art. 966 do CC):
Profissionalmente.
Atividade Econômica.
Organizada.
Para produção ou circulação de bens e serviços.
NÃO SE SUJEITAM AO REGIME EMPRESARIAL
Profissionais intelectuais (natureza científica, literária ou artística). Exceção: quando o exercício da 
profissão constitui elemento de empresa.
Exercente de atividade rural. Exceção: quando optar pelo registro na Junta Comercial.
Cooperativas.
VEDAÇÕES AO EXERCÍCIO DE EMPRESA
Os que não estão no pleno gozo da capacida-
de civil (exceção: CONTINUAÇÃO do exercício 
de atividade empresarial por incapaz, mediante 
autorização judicial – art. 974 do CPC).
#ATENÇÃO CONTINUAÇÃO DA EMPRESA 
POR INCAPAZ: O incapaz não pode iniciar ativi-
dade empresária, apenas continuar aquela já 
existe nos casos de incapacidade supervenien-
te ou quando receber a atividade por herança.
#SELIGA O incapaz pode ser sócio desde que 
não seja o administrador, que o capital esteja 
integralizado e que ele esteja assistido/represen-
tado.
Os legalmente impedidos
a) Art. 1011, §1º do CC: condenados a certos 
crimes relacionados na norma;
b) Art. 117, X da Lei 8112/90: servidores públicos 
federais;
c) Art. 36, I da LC 35/79 – LOMAN: magistrados;
d) Art. 44, III da Lei 8625/93: membros do Minis-
tério Público;
e) Art. 29 da Lei 6880/80: militares
#ATENÇÃO Estão legalmente impedidos para o 
exercício de empresa, mas podem ser sócios ou 
quotistas, desde que não exerçam funções de 
gerência ou administração.
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REGISTRO
OBRIGATÓRIO FACULTATIVO
Empresários em geral Empresário Rural
Não tem natureza constitutiva Natureza constitutiva
Consequências da ausência de registro:
- Não pode pedir a falência de outrem;
- Não pode pleitear recuperação judicial 
própria;
- Não pode participar de licitação;
- Não vai obter certidão negativa de débito.
Consequências da ausência de registro: Faz com 
que o exercente de atividade rural não se sujeite ao 
regime empresarial.
#SELIGANOSENUNCIADOS
Enunciado CJF/CIVIL 198: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para 
a sua caracterização, admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário 
irregular reúne os requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação 
comercial, salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa 
disposição em contrário”.
Enunciado CJF/CIVIL 199: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito delinea-
dor de sua regularidade, e não da sua caracterização.
Enunciado CJF/CIVIL 200: É possível a qualquer empresário individual, em situação regular, soli-
citar seu enquadramento como microempresário ou empresário de pequeno porte, observadas as 
exigências e restrições legais
Enunciado CJF/CIVIL 201: O empresário rural e a sociedade empresária rural, inscritos no registro 
público de empresas mercantis, estão sujeitos à falência e podem requerer concordata.
Enunciado CJF/CIVIL 202: O registro do empresário ou sociedade rural na Junta Comercial é 
facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico empresarial. É inaplicável 
esse regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção.
EIRELI – EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
CONCEITO
É uma nova pessoa jurídica de direito privado constituída por um único 
titular, que responde limitadamente pelo resultado da empresa. A ideia do 
legislador, ao criar a EIRELI, foi permitir que uma única pessoa pudesse exercer 
a empresa com responsabilidade limitada. EIRELI NÃO É SOCIEDADE!
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CAPITAL
 MÍNIMO
A lei exige capital mínimo (igual ou superior a 100 vezes o valor do maior 
salário mínimo vigente no país) para a sua constituição, que deverá ser devi-
damente integralizado.
NOME
 EMPRESARIAL Firma ou Denominação.
LIMITAÇÃO A pessoa natural somente poderá figurar em uma única EIRELI.
#SELIGANOSENUNCIADOS
EnunciadoCJF/COMERCIAL 3: A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI não 
é sociedade unipessoal, mas um novo ente, distinto da pessoa do empresário e da sociedade 
empresária.
Enunciado CJF/COMERCIAL 4: Uma vez subscrito e efetivamente integralizado, o capital da 
empresa individual de responsabilidade limitada não sofrerá nenhuma influência decorrente de 
ulteriores alterações no salário mínimo.
Enunciado CJF/CIVIL 470: O patrimônio da empresa individual de responsabilidade limitada 
responderá pelas dívidas da pessoa jurídica, não se confundindo com o patrimônio da pessoa 
natural que a constitui, sem prejuízo da aplicação do instituto da desconsideração da personalidade 
jurídica.
Enunciado CJF/CIVIL 473: A imagem, o nome ou a voz não podem ser utilizados para a integra-
lização do capital da EIRELI.
- MICROEMPRESA
Lei Complementar nº 123/2006.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de peque-
no porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada 
e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devida-
mente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme 
o caso, desde que:
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 
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360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos 
mil reais).
§ 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o produto da venda de 
bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações 
em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
§ 2º No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, o limite a que se refere o caput deste 
artigo será proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de pequeno porte 
houver exercido atividade, inclusive as frações de meses.
§ 3º O enquadramento do empresário ou da sociedade simples ou empresária como microempresa 
ou empresa de pequeno porte bem como o seu desenquadramento não implicarão alteração, denúncia ou 
qualquer restrição em relação a contratos por elas anteriormente firmados.
§ 4º Não poderá se beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto nesta Lei Complementar, 
incluído o regime de que trata o art. 12 desta Lei Complementar, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica:
I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;
II - que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede no exterior;
III - de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja sócia de outra 
empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos termos desta Lei Complementar, desde que a 
receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
IV - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa não 
beneficiada por esta Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o 
inciso II do caput deste artigo;
V - cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, 
desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
VI - constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
VII - que participe do capital de outra pessoa jurídica;
VIII - que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de desenvolvimento, de caixa 
econômica, de sociedade de crédito, financiamento e investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou 
de distribuidora de títulos, valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros 
privados e de capitalização ou de previdência complementar;
IX - resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa 
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jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-calendário anteriores;
X - constituída sob a forma de sociedade por ações.
XI - cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação de 
pessoalidade, subordinação e habitualidade.
§ 5o O disposto nos incisos IV e VII do § 4o deste artigo não se aplica à participação no capital de 
cooperativas de crédito, bem como em centrais de compras, bolsas de subcontratação, no consórcio refe-
rido no art. 50 desta Lei Complementar e na sociedade de propósito específico prevista no art. 56 desta Lei 
Complementar, e em associações assemelhadas, sociedades de interesse econômico, sociedades de garan-
tia solidária e outros tipos de sociedade, que tenham como objetivo social a defesa exclusiva dos interesses 
econômicos das microempresas e empresas de pequeno porte.
§ 6º Na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte incorrer em alguma das situações 
previstas nos incisos do § 4o, será excluída do tratamento jurídico diferenciado previsto nesta Lei Comple-
mentar, bem como do regime de que trata o art. 12, com efeitos a partir do mês seguinte ao que incorrida 
a situação impeditiva.
§ 7o Observado o disposto no § 2o deste artigo, no caso de início de atividades, a microempresa que, 
no ano-calendário, exceder o limite de receita bruta anual previsto no inciso I do caput deste artigo passa, 
no ano-calendário seguinte, à condição de empresa de pequeno porte.
§ 8o Observado o disposto no § 2o deste artigo, no caso de início de atividades, a empresa de pequeno 
porte que, no ano-calendário, não ultrapassar o limite de receita bruta anual previsto no inciso I do caput 
deste artigo passa, no ano-calendário seguinte, à condição de microempresa.
§ 9º A empresa de pequeno porte que, no ano-calendário, exceder o limite de receita bruta anual 
previsto no inciso II do caput deste artigo fica excluída, no mês subsequente à ocorrência do excesso, do 
tratamento jurídico diferenciado previsto nesta Lei Complementar, incluído o regime de que trata o art. 12, 
para todos os efeitos legais, ressalvado o disposto nos §§ 9o-A, 10 e 12.
§ 9o-A. Os efeitos da exclusão prevista no § 9o dar-se-ão no ano-calendário subsequente se o excesso 
verificado em relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) do limite referido no inciso II 
do caput.
§ 10. A empresa de pequeno porte que no decurso do ano-calendário de início de atividade ultrapassar 
o limite proporcional de receita bruta de que trata o § 2o estará excluída do tratamento jurídico diferenciado 
previsto nesta Lei Complementar, bem como do regime de que trata o art. 12 desta Lei Complementar, com 
efeitos retroativos ao início de suas atividades.
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§ 11. Na hipótese de o Distrito Federal, os Estados e os respectivos Municípios adotarem um dos limites 
previstos nos incisos I e II do caput do art. 19 e no art. 20, caso a receita bruta auferida pela empresa durante 
o ano-calendário de início de atividade ultrapasse 1/12 (um doze avos) do limite estabelecido multiplicado 
pelo número de meses de funcionamento nesse período, a empresa não poderá recolher o ICMS e o ISS na 
forma do Simples Nacional, relativos ao estabelecimento localizado na unidade da federação que os houver 
adotado, com efeitos retroativos ao início de suas atividades.
§ 12. A exclusão de que trata o § 10 não retroagirá ao início das atividades se o excesso verificadoem 
relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) do respectivo limite referido naquele pará-
grafo, hipótese em que os efeitos da exclusão dar-se-ão no ano-calendário subsequente.
§ 13. O impedimento de que trata o § 11 não retroagirá ao início das atividades se o excesso verificado 
em relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) dos respectivos limites referidos naquele 
parágrafo, hipótese em que os efeitos do impedimento ocorrerão no ano-calendário subsequente.
§ 14. Para fins de enquadramento como microempresa ou empresa de pequeno porte, poderão ser 
auferidas receitas no mercado interno até o limite previsto no inciso II do caput ou no § 2o, conforme o 
caso, e, adicionalmente, receitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços, inclusive quando 
realizada por meio de comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico prevista no art. 56 
desta Lei Complementar, desde que as receitas de exportação também não excedam os referidos limites de 
receita bruta anual.
§ 15. Na hipótese do § 14, para fins de determinação da alíquota de que trata o § 1o do art. 18, da 
base de cálculo prevista em seu § 3o e das majorações de alíquotas previstas em seus §§ 16, 16-A, 17 e 17-A, 
serão consideradas separadamente as receitas brutas auferidas no mercado interno e aquelas decorrentes 
da exportação.
§ 16. O disposto neste artigo será regulamentado por resolução do CGSN.
NOME EMPRESARIAL
FIRMA DENOMINAÇÃO
Deve conter o nome civil do empresário ou dos 
sócios da sociedade empresária e pode conter 
ramos de atividade.
Deve designar o objeto da empresa e pode 
adotar nome civil ou qualquer outra expressão.
Serve de assinatura do empresário. Não serve de assinatura do empresário.
Contrata assinando o nome empresarial. Contrata assinando com o nome civil do repre-sentante.
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FIRMA
Empresário Individual
Sociedade em nome coletivo
Sociedade em comandita simples
DENOMINAÇÃO Sociedade Anônima
FIRMA OU DENOMINAÇÃO
Sociedade Limitada
Sociedade em comandita por ações
EIRELI
#SELIGANAJURIS
O STJ entende que a proteção do nome tem dupla finalidade: proteger o nome da empresa contra 
usurpação e evitar que o consumidor seja confundido quanto à procedência do produto. (RESP 1204488/rs)
EXIBIÇÃO DE LIVROS
PARCIAL INTEGRAL
Pode ser determinada de ofício ou a requeri-
mento da parte interessada.
Só pode ser determinada pelo juiz a requeri-
mento da parte interessada.
Cabível em qualquer ação judicial.
Cabível somente em algumas ações relativas a, 
por exemplo: Comunhão ou sociedade; Liquida-
ção de sociedade; Sucessão por morte de sócio; 
Administração ou gestão à conta de outrem; 
Falência; quando e como determinar a lei.
#LEISECANAVEIA Artigos indispensáveis do Código Civil:
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza cien-
tífica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da 
profissão constituir elemento de empresa.
Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao 
pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as 
formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empre-
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sas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, 
ao empresário sujeito a registro.
Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade 
civil e não forem legalmente impedidos.
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas.
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da 
empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos 
ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabeleci-
mento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, 
ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alie-
nação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de 
modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à trans-
ferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obri-
gado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, 
da data do vencimento.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concor-
rência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência.
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição prevista 
neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do adquirente 
nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo 
os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer justa 
causa, ressalvada, neste caso, a responsabilidade do alienante.
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Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação 
aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará exone-
rado se de boa-fé pagar ao cedente.
3.Teoria Geral das Sociedades. Sociedades. Conceito. Elementos. Classificação. Princípios. Perso-
nalidade jurídica. Desconsideração da personalidade jurídica. Sócio e acionista. Direitos. Deveres. 
Responsabilidades. Capital Social. Classificação das sociedades. Sociedades no Código Civil. Socie-
dade em Comum. Sociedade em Conta de Participação. Sociedade Simples. Sociedade em nome 
coletivo. Sociedade em comandita simples. Sociedade Limitada. Sociedade em comandita por ações. 
Sociedade cooperativa. Sociedades Coligadas. Liquidação da sociedade. Transformação, incorpo-
ração, fusão e Cisão das Sociedades. Sociedade dependente de autorização. Sociedade nacional e 
estrangeira. Sociedade anônima no Código Civil e Lei nº 6.404/1976 e suas alterações. Sociedades 
de economia mista. Sociedades controladoras e controladas. Mercado de Capitais. Valores Mobiliá-
rios. Dissolução. Retirada e exclusão do sócio. Apuração de haveres. Liquidação. Partilha. Processo. 
Normas constitucionais de Direito Tributário.
#ANOTEAÍ
O critério de identificação da sociedade empresária, no direito brasileiro, é o modo de exploração 
do objeto social. Se houver exploração com empresarialidade, haverá sociedade empresária.
Empresarialidade é a presença dos elementos que definem o empresário, que estão descritoslá 
no artigo 966 do Código Civil (exercício profissional de atividade econômica organizada, para a produção 
ou a circulação de bens ou de serviços). Exceções: as sociedades por ações (sociedade anônima ou em 
comandita por ações) sempre serão empresárias e as cooperativas nunca serão empresárias, ainda que 
apresentem características de empresarialidade. Trata-se de um critério legal (art. 982, Código Civil).
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SOCIEDADES 
SIMPLES
Exploram atividade econômica não empresarial. Exemplo: profissionais 
intelectuais.
OBS: Independente de seu objeto, considera-se simples a cooperativa.
#ATENÇÃO A sociedade simples não ganhou previsão de tipo societário espe-
cífico, mas pode se organizar sob a forma de um dos tipos de sociedade 
empresária (sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples 
ou sociedade limitada), com exceção das sociedades por ações, em razão da 
regra do artigo 982, parágrafo único, do CC/02.
SOCIEDADES 
EMPRESÁRIAS
Exploram atividade empresarial, ou seja, exercem profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços.
OBS: Independente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por 
ações.
PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DAS SOCIEDADES
QUANTO À RESPON-
SABILIDADE DOS 
SÓCIOS
Responsabilidade ilimitada: sócios respondem ilimitadamente pelas obri-
gações sociais, ou seja, esgotado o patrimônio da sociedade, os credores 
podem executar todo o restante da dívida social no patrimônio dos sócios. 
ex. sociedade em nome coletivo.
Responsabilidade limitada: patrimônio pessoal, em princípio, não pode 
ser executado para a satisfação de débitos sociais. Sendo possível executar 
o patrimônio pessoal, eventualmente, haverá um limite de responsabilida-
de. ex. sociedade anônima e limitada.
Responsabilidade mista: ex: sociedade em comandita simples e coman-
dita por ações.
QUANTO AO REGIME 
DE CONSTITUIÇÃO E 
DISSOLUÇÃO
Contratuais: Constituídas por um contrato social e dissolvidas segundo as 
regras do CC/02. Exemplo: sociedade limitada, sociedade em nome coletivo 
e sociedade em comandita simples. Máxima autonomia da vontade dos 
sócios.
Institucionais: Constituídas por um ato institucional ou estatutário e dissol-
vidas segundo as regras da Lei 6.404/1976. Exemplo: sociedade anônima e 
sociedade em comandita por ações. Mínima autonomia da vontade dos 
sócios.
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QUANTO À COMPO-
SIÇÃO OU ÀS 
CONDIÇÕES DE ALIE-
NAÇÃO DA PARTICI-
PAÇÃO SOCIETÁRIA
De pessoas (intuitu personae): a figura do sócio é muito importante, existe 
um vínculo psicológico que une os sócios (affectio societatis) e a entra-
da de estranhos ao quadro social depende do consentimento dos demais 
sócios. Exemplo: sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita 
simples (quanto ao sócio comanditado), sociedade limitada (salvo previsão 
em sentido contrário no contrato social).
De capital: o que importa é tão somente o capital investido pelo 
sócio, a entrada de pessoas estranhas independe do consentimento 
dos demais sócios. Exemplo: sociedade em comandita simples (quanto 
ao sócio comanditário), sociedade em comandita por ações e sociedade 
anônima.
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS
(Não possuem registro)
Sociedade em comum
Sociedade em conta de participação
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
(Possuem registro)
Sociedade limitada
Sociedade anônima
Sociedade em nome coletivo
Sociedade em comandita simples
Sociedade em comandita por ações
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SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS
SOCIEDADE EM COMUM
É a que conhecemos tradicionalmente com os nomes de sociedade 
irregular ou sociedade de fato. Trata-se da sociedade que ainda não 
inscreveu seus atos constitutivos no órgão de registro competente. Por 
não possuírem registro, também não possuem personalidade jurídica, 
logo, a responsabilidade dos sócios é ilimitada.
SOCIEDADE EM CONTA 
DE PARTICIPAÇÃO
A sociedade em conta de participação é o que a doutrina chama de 
sociedade secreta. Ela apresenta duas categorias distintas de sócios: 
o sócio ostensivo e os sócios participantes (também chamados de 
sócios ocultos). A conta de participação é uma “sociedade” que só exis-
te internamente, ou seja, entre os sócios. Externamente, isto é, perante 
terceiros, só aparece o sócio ostensivo, o qual exerce, em seu nome 
individual, a atividade empresarial, e responde sozinho pelas obriga-
ções contraídas.
#NÃOCONFUNDA
O fato de a sociedade não ser personificada apenas significa que ela não possui registro. Essa clas-
sificação não diz respeito ao objeto social da sociedade. Assim, embora as sociedades não personificadas 
estejam disciplinadas na parte do Código Civil dedicada às sociedades empresárias, podem eventual-
mente ser sociedades simples.
EFEITOS DA PERSONALIZAÇÃO (Registro):
a) Titularidade negocial: aptidão para realizar negócios jurídicos. Ex. assinar contrato de franquia, 
empréstimo, leasing.
b) Titularidade processual: pode estar tanto no polo ativo quanto passivo. Ex. ajuizar execução, 
sofrer ação de dissolução de sociedade.
c) Autonomia patrimonial: ela tem patrimônio distinto do patrimônio dos sócios.
- DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
Art. 50, CC. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe 
couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendi-
dos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.
#SELIGA Nesse caso, o juiz NÃO PODE decidir de ofício!
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TEORIA MAIOR TEORIA MENOR
O Direito Civil brasileiro adotou a chamada teoria 
maior da desconsideração. Isso porque o art. 
50 exige, além da insolvência, que se prove o 
desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou 
a confusão patrimonial (teoria maior objetiva).
No Direito do Consumidor e no Direito 
Ambiental, adotou-se a teoria menor da descon-
sideração. Isso porque, para que haja a descon-
sideração da personalidade jurídica nas relações 
jurídicas envolvendo consumo ou responsabili-
dade civil ambiental, basta provar a insolvência 
da pessoa jurídica.
Deve-se provar:
1) Insolvência;
2) Abuso da personalidade (desvio de finalidade 
ou confusão patrimonial).
Deve-se provar apenas a insolvência.
Art.50 do CC Art. 4º da Lei n.º 9.605/98 (Lei Ambiental).Art. 28, § 5º do CDC.
#ATENÇÃO O NCPC trouxe procedimento próprio para a Desconsideração da Personalidade 
Jurídica (art. 133 a 137), além de prever a DESCONSIDERAÇÃO INVERSA que é quando o patrimô-
nio da empresa poderia ser atingido por dívidas do sócio.
CONCEITOS IMPORTANTES
SUBSCRIÇÃO Ato pelo qual o sócio se compromete a transferir determinado montan-te para compor o capital social da sociedade.
INTEGRALIZAÇÃO É o efetivo ato de transferência patrimonial do sócio para a sociedade.
SÓCIO REMISSO
Aquele que está em mora com a sociedade. Ou seja, é o sócio que 
ainda não integralizou sua parte no capital social.
#SELIGA Opções para o sócio remisso:
a) Purgar a mora e indenizar a sociedade pelos danos emergentes da 
mora;
b) Sujeitar-se à cobrança judicial;
c) Exclusão da sociedade.
#OLHAOGANCHO É possível a integralização por meio da prestação de serviços? Em regra, 
não. Apenas a sociedade simples pura é que admite esse tipo de operação.
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SOCIEDADE LIMITADA
CONTRATO SOCIAL Deve ser escrito porque os sócios deverão levá-loa registro no órgão competente antes do início das atividades.
REGISTRO
Sociedade limitada EMPRESÁRIA = Junta Comercial.
Sociedade limitada SIMPLES = Cartório de Registro Civil das Pessoas 
Jurídicas.
NOME EMPRESARIAL
Firma ou denominação.
#ATENÇÃO deve trazer a expressão “limitada” ou “ltda”, sob pena 
de acarretar na responsabilidade solidária e ilimitada dos administra-
dores.
SÓCIOS
Pessoas físicas ou jurídicas.
#SELIGA O incapaz pode ser quotista de sociedade limitada, bastan-
do que o capital social esteja totalmente integralizado e que ele não 
exerça poderes de administração. O impedido, da mesma forma, 
também pode ser quotista, bastando que não exerça poderes de 
administração.
RESPONSABILIDADE DOS 
SÓCIOS
A responsabilidade pessoal dos sócios na sociedade limitada é sempre 
subsidiária e varia conforme esteja o capital social total ou parcialmente 
integralizado. Com relação à parcela não integralizada do capital social, 
importante destacar que os sócios são solidariamente responsáveis.
#RESUMINDO
CAPITAL SOCIAL TOTALMENTE INTEGRALIZADO: Sócios não deverão 
responder com seu patrimônio pessoal pelas dívidas da sociedade.
CAPITAL SOCIAL NÃO TOTALMENTE INTEGRALIZADO: Sócios respon-
derão com seu patrimônio pessoal até o montante que faltar para a 
integralização solidariamente.
#NAOCONFUNDA #OLHAOGANCHO
Se o capital social está totalmente integralizado, o patrimônio pessoal 
dos sócios apenas será atingido em situações excepcionais, como no 
caso de desconsideração da personalidade jurídica.
LUCROS E PERDAS
É expressamente vedada a estipulação contratual que exclua qual-
quer sócio de participar dos lucros e das perdas. Se o contrato social 
for omisso quanto à forma de distribuição, aplica-se o artigo 1.007 do 
Código Civil, distribuindo na proporção das respectivas quotas.
DIREITO DE RETIRADA 
OU DE RECESSO
Quando houver modificação do contrato, fusão da sociedade, incor-
poração de outro ou dela por outra, o sócio que dissentiu tem o direito 
de retirar-se da sociedade nos trinta dias seguintes à reunião.
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ADMIISTRAÇÃO
O Código Civil autoriza que pessoas estranhas ao quadro social 
administrem a sociedade, independente de expressa permissão 
contratual, desde que atendido o quórum exigido conforme esteja ou 
não o capital social integralizado:
#SELIGANATABELA
Administrador não 
sócio
Capital social não 
integralizado.
Aprovação de todos 
os sócios.
Capital social inte-
gralizado.
Aprovação de, no 
mínimo, 2/3 dos 
sócios.
Administrador sócio
Designação em ato 
separado do contra-
to social.
Mais da metade do 
capital social.
EXCLUSÃO DE SÓCIO
Como regra, a exclusão do sócio faltoso deve se dar judicialmente, 
mediante apreciação da justa causa. Entretanto, o Código Civil de 2002 
admite a exclusão extrajudicial por justa causa do sócio minoritá-
rio, desde que o contrato social expressamente contenha essa previsão.
#RESUMINDO
MINORITÁRIO
Simples alteração contratual desde que o contrato social permita e que 
haja deliberação em assembleia
OU
Decisão judicial caso o contrato social não permita a exclusão do sócio
MAJORITÁRIO
Apenas judicialmente
DELIBERAÇÕES SOCIAIS – SOCIEDADE LIMITADA
QUORUM 
DE 
INSTALAÇÃO
1ª CHAMADA Sócios titulares com ¾ do capital social votante (mais 3 publica-ções de avisos com antecedência de oito dias).
2ª CHAMADA Qualquer número de sócios (mais 3 publicações de avisos com antecedência de 5 dias).
QUORUM 
DE VOTAÇÃO
REGRA GERAL Maioria absoluta.
MAIS DA
 METADE 
DO CAPITAL 
SOCIAL
-Designação de administrador em ato separado do contrato 
social;
-Destituição de administrador sócio que tenha sido designado em 
ato separado do contrato social;
-Destituição de administrador não sócio;
-Expulsão de sócio minoritário (caso permitido no contrato social);
-Dissolução da sociedade contratada por prazo indeterminado.
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3/4 DO 
CAPITAL 
SOCIAL
-Modificação do contrato social (salvo quanto às matérias sujeitas 
a quórum diverso);
-Aprovação da incorporação, fusão, dissolução ou levantamento 
da liquidação.
2/3 DO CAPI-
TAL SOCIAL
-Designação de administrador não sócio (desde que o capital 
esteja totalmente integralizado).
UNANIMIDA-
DE
-Destituição de sócio nomeado no contrato social (desde que não 
haja previsão de quórum diverso no contrato social);
-Designação de administrador não sócio (se o capital não estiver 
totalmente integralizado);
-Dissolução da sociedade com prazo determinado.
SOCIEDADE ANÔNIMA
CONCEITO
São espécies de sociedades estatutárias, também chamadas de “institucio-
nais”. Constituem-se, assim, por meio de um estatuto social e seu capital está 
dividido em frações denominadas ações. Cada sócio é titular de determinado 
número de ações, sendo chamado de acionista.
NOME EMPRE-
SARIAL
Apenas DENOMINAÇÃO, integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou 
"companhia", por extenso ou abreviadamente. Pode constar da denominação o 
nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da 
formação da empresa.
TIPOS DE S/A
ABERTA
Aquela que negocia seus valores mobiliários no mercado 
de capitais (formado pela bolsa de valores e pelo Mercado 
de balcão). Para tanto, é necessária uma prévia autorização 
e registro perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
FECHADA Aquelas que não negociam seus valores mobiliários no merca-do de capitais.
VALORES 
MOBILIÁRIOS
AÇÕES
São bens móveis que representam frações em que está divi-
dido o capital social, concedendo ao seu titular um complexo 
de direitos e deveres. São indivisíveis em relação à compa-
nhia.
DEBÊNTURES
São valores mobiliários que conferem a seus titulares direito 
de crédito contra a companhia, nas condições constantes 
da escritura de emissão e, se houver, do certificado.
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BÔNUS DE 
SUBSCRIÇÃO
São valores mobiliários que conferem ao titular, nas condições 
constantes do certificado, o direito de preferência para 
subscrever novas ações por ocasião do aumento do capital 
social autorizado no estatuto, antes de qualquer outro.
NOTAS
 PROMISSÓRIAS
São espécies de notas promissórias e servem para a capta-
ção de recursos no mercado de capital, sendo restituídos 
aos investidores em curto prazo.
PARTES 
BENEFICIÁRIAS
São títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao 
capital social. São emitidos para captar recursos ou remu-
nerar serviço prestado.
ÓRGÃOS 
SOCIAIS
ASSEMBLEIA-
GERAL
Caráter exclusivamente deliberativo que reúne todos os 
acionistas (com ou sem direito a voto).
CONSELHO DE 
ADMINISTRA-
ÇÃO
Caráter deliberativo e com vistas a agilizar as decisões da 
Cia. (mínimo 3 membros, acionistas ou não).
DIRETORIA
Órgão de representação legal da S/A e execução das delibe-
rações da assembleia-geral ou do Conselho de Administra-
ção (mínimo 2 membros, acionistas ou não).
CONSELHO 
FISCAL
Órgão colegiado de fiscalização dos órgãos de administra-
ção (existência obrigatória e funcionamento facultativo; míni-
mo de 3 e máximo de 5 membros, acionistas ou não).
#DEOLHONAJURIS
SOCIEDADE ANÔNIMA. Dissolução parcial da sociedade anônima que não está gerando lucros. É 
possível que sociedade anônima de capital fechado, ainda que não formada por grupos familiares, 
seja dissolvida parcialmente quando, a despeito de não atingir seu fim – consubstanciado no auferi-
mento de lucros e na distribuição de dividendos aos acionistas –, restar configurada a viabilidade da 
continuação dos negócios da companhia. STJ. 3ª Turma. REsp 1.321.263-PR, Rel. Min. Moura Ribeiro, 
julgadoem 6/12/2016 (Info 595)
DISSOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE. Momento em que se considera dissolvida a sociedade 
empresária para fins de apuração de haveres. Na hipótese em que o sócio de sociedade limitada 
constituída por tempo indeterminado exerce o direito de retirada por meio de inequívoca e incon-
troversa notificação aos demais sócios, a data-base para apuração de haveres é o termo final do 
prazo de 60 dias, estabelecido pelo art. 1.029 do CC/02. STJ. 3ª Turma. REsp 1.602.240-MG, Rel. Min. 
Marco Aurélio Bellizze, julgado em 6/12/2016 (Info 595)
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DISSOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE. A dissolução parcial de sociedade limitada por perda da 
affectio societatis pode ser requerida pelo sócio retirante, limitada a apuração de haveres às suas 
quotas livres de ônus reais. STJ. 4ª Turma.REsp 1332766-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
1/6/2017 (Info 608).
SOCIEDADE. Não faz jus ao recebimento de dividendos o sócio que manteve essa condição duran-
te o exercício financeiro sobre o qual é apurado o lucro, mas se desliga da empresa, por alienação 
de suas ações, em data anterior ao ato de declaração do benefício. Fundamento jurídico: art. 205 da 
Lei nº 6.404/76. Ex: o indivíduo possuía 40 mil ações ordinárias da sociedade anônima. Em fev/2015, 
ele vendeu suas ações. Em abril/2015, a S.A. realizou Assembleia Geral Ordinária e deliberou pagar 
aos acionistas da companhia os dividendos apurados no ano anterior (2014). Este indivíduo não terá 
direito ao pagamento porque na data do ato de declaração do dividendo (data da Assem-
bleia), ele já não mais fazia parte do quadro de acionistas da Companhia. STJ. 4ª Turma. REsp 
1.326.281-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 3/8/2017 (Info 610)
#SELIGANOENUNCIADO
Enunciado CJF/COMERCIAL 19: Não se aplica o Código de Defesa do Consumidor às relações 
entre sócios/acionistas ou entre eles e a sociedade.
#SAINDODOFORNO
Ex-sócio de sociedade limitada não é responsável por obrigação contraída após sai saída da 
empresa.
Na hipótese de cessão de quotas sociais, a responsabilidade do cedente pelo prazo de até 2 anos 
após a averbação da respectiva modificação contratual restringe-se às obrigações sociais contraídas no 
período em que ele ainda ostentava a qualidade de sócio, ou seja, antes da sua retirada da sociedade. STJ. 
3ª Turma. REsp 1537521/RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 05/02/2019.
LIGAÇÕES SOCIETÁRIAS
SOCIEDADES 
COLIGADAS
(Lei das S.A., art. 243)
São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência signi-
ficativa.
Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém 
ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou 
operacional da investida, sem controlá-la.
É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la.
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SOCIEDADE 
CONTROLADORA
(Lei das S.A., art. 243, 
§2º)
Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente 
ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe asse-
gurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o 
poder de eleger a maioria dos administradores.
SUBSIDIÁRIA
 INTEGRAL
(Lei das S.A., art. 251)
A sociedade subsidiária integral é um caso excepcional de sociedade 
“unipessoal” admitido em nosso ordenamento jurídico, uma espécie de 
sociedade anônima que tem como único sócio uma sociedade brasileira 
(art. 251, § 2.º, da LSA).
#CUIDADO: Em nosso ordenamento jurídico, a pluralidade de sócios é 
pressuposto de existência de uma sociedade (art. 981 do Código Civil). A 
subsidiária integral é exceção à pluralidade.
GRUPOS 
SOCIETÁRIOS
A sociedade controladora e suas controladas podem constituir grupo de 
sociedades, mediante convenção pela qual se obriguem a combinar recur-
sos ou esforços para a realização dos respectivos objetos, ou a participar 
de atividades ou empreendimentos comuns (LSA, art. 265).
A sociedade controladora, ou de comando do grupo, deve ser brasilei-
ra, e exercer, direta ou indiretamente, e de modo permanente, o controle 
das sociedades filiadas, como titular de direitos de sócio ou acionista, ou 
mediante acordo com outros sócios ou acionistas (LSA, art. 265, §1º).
CONSÓRCIOS
As companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou 
não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendi-
mento (LSA, art. 278).
O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente 
se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo 
cada uma por suas obrigações, sem presunção de solidariedade (LSA, art. 
278, §1º). Todavia, possuem capacidade negocial e judiciária.
- Sociedade entre marido e mulher: O Código Civil admite, amplamente, a sociedade entre os 
cônjuges, com exceção das hipóteses em que o regime de bens seja o da comunhão universal ou em que 
a separação de bens seja obrigatória.
- Sócio pessoa jurídica: é cabível sociedade em que todos os sócios sejam pessoas jurídicas. 
Ressalvam as sociedades em nome coletivo e as sociedades em comandita simples, cujos sócios deverão 
ser necessariamente, pessoas físicas.
- Holding: é a sociedade de controle. Assume a posição ativa e controla a subsidiária.
- Sociedade subsidiária é controlada por outra sociedade.
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OPERAÇÕES SOCIETÁRIAS
TRANSFORMAÇÃO
Ocorre quando há mudança de tipo societário, ou seja, de uma S/A para 
LTDA ou vice-versa, independentemente, de dissolução e liquidação de um 
tipo para outro;
FUSÃO
Ocorre quando duas ou mais sociedades se unem, as quais se extin-
guem, para formar uma NOVA sociedade, que lhes sucederá em todos 
os direitos e obrigações;
INCORPORAÇÃO Uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhe sucede em todos os direitos e obrigações. As sociedades absorvidas extinguem-se;
CISÃO
É a operação pela qual a companhia transfere parcela do seu patri-
mônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já 
existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver a transferência 
de todo o seu patrimônio (total), ou dividindo-se o seu capital (parcial).
4. Teoria do Estabelecimento Comercial. Estabelecimento comercial no Código Civil e no Código 
de Processo Civil. Estabelecimento Virtual. Aviamento. Clientela. Locação em Shopping Centers. 
Ação renovatória de locação. Propriedade industrial. Lei nº 9.279/1996. Lei nº 9.609/1998. 
ESTABELECIMENTO
CONCEITO
Trata-se de todo o conjunto de bens, materiais ou imateriais, que o empre-
sário utiliza no exercício da sua atividade.
Bens corpóreos: Mercadorias, instalações, equipamentos, veículos etc.
Bens incorpóreos: Marcas, patentes, direitos e ponto.
NATUREZA 
JURÍDICA
A doutrina considera o estabelecimento empresarial uma universalidade de 
fato, uma vez que os elementos que o compõem formam uma coisa unitária 
exclusivamente em razão da destinação que o empresário lhes dá, e não em 
virtude de disposição legal.
TRESPASSE
É o contrato oneroso de transferência do estabelecimento empresarial. É 
condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de trespasse na 
Junta Comercial e sua posterior publicação.
#NÃOESQUEÇA O empresário que quer vender o estabelecimento deve 
conservar bens suficientes para pagar todas as suas dívidas perante os credo-
res, ou deverá obter o consentimento destes (expresso ou tácito), sob pena de 
ineficácia.
#OLHAOGANCHO O trespasse irregular pode ensejar pedido de falência.
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SUCESSÃO 
EMPRESARIALO adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados. O deve-
dor primitivo continua solidariamente responsável pelo prazo de um ano, 
a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da 
data do vencimento.
#ATENÇÃO Essa previsão legal de sucessão obrigacional só se aplica às dívidas 
negociais do empresário. Não se aplica às dívidas tributárias e trabalhistas.
#OLHAOGANCHO #SELIGANASÚMULA SÚMULA 554 DO STJ: Na hipóte-
se de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange não 
apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas mora-
tórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da 
sucessão.
CLÁUSULA DE 
NÃO CONCOR-
RÊNCIA
Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não 
pode fazer concorrência ao adquirente pelo prazo de cinco anos, contados da 
transferência.
AVIAMENTO É a capacidade de gerar riqueza, gerar lucro. Integra o conceito de empresa.
O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento de débitos anteriores à transferência, 
desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo SOLIDARIAMENTE obrigado 
pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e quanto aos outros da data 
de vencimento.
- Pelas dívidas contraídas e vencidas antes do trespasse, o alienante por elas responde de forma 
solidária, podendo ser cobrado no prazo de um ano da publicação do trespasse.
- Pelas dívidas contraídas antes do trespasse, mas vencidas após a realização deste, o alienante por 
elas responde, também solidariamente, podendo ser cobrado no prazo de um ano a partir do vencimen-
to das dívidas.
Cláusula de não concorrência: Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimen-
to não pode fazer concorrência ao adquirente, nos CINCO anos subsequentes à transferência.
#DEOLHONAJURIS
- STJ Info 554 (2014): as partes não podem prever que as cláusulas de não restabelecimento serão 
por prazo indeterminado. O ordenamento jurídico pátrio, salvo expressas exceções, não aceita que cláu-
sulas que
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limitem ou vedem direitos sejam estabelecidas por prazo indeterminado. Logo, a cláusula de não 
restabelecimento fixada por prazo indeterminado é considerada abusiva.
- É válida a cláusula contratual de não concorrência, desde que limitada espacial e temporalmente. 
Isso porque esse tipo de cláusula protege a concorrência e os efeitos danosos decorrentes de potencial 
desvio de clientela, sendo esses valores jurídicos reconhecidos constitucionalmente. Assim, quando a 
relação estabelecida entre as partes for eminentemente comercial, a cláusula que estabeleça dever de 
abstenção de contratação com sociedade empresária concorrente pode sim irradiar efeitos após a extin-
ção do contrato, desde que por um prazo certo e em determinado lugar específico (limitada temporária 
e espacialmente). STJ. 3ª Turma. REsp 1.203.109-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 6/5/2015 
(Info 561).
#ATENÇÃO Não é possível cláusula de não concorrência com prazo INDETERMINADO.
A cláusula prevista em convenção de condomínio de shopping center, permitindo a alguns 
condôminos (lojistas) o uso, gozo e fruição de áreas comuns, não é, em regra, nula.
STJ. 3ª Turma. REsp 1677737-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 19/06/2018 (Info 
629).
Em tese, não é abusiva a previsão, em normas gerais de empreendimento de shopping center 
(“estatuto”), da denominada “ segundo a qual o locatário de um espaço comercial se obriga - perante 
o locador - a não exercer atividade similar à praticada no imóvel objeto da locação em outro estabe-
lecimento situado a um determinado raio de distância contado a partir de certo ponto do terreno do 
shopping center. STJ. 4ª Turma. REsp 1535727-RS, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 10/5/2016 (Info 585).
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
PATENTE MARCA DESENHO INDUSTRIAL
Título de propriedade 
temporária – concedida ao 
autor de uma invenção ou de 
modelo de utilidade.
Instrumento que identifica e 
distingue dos demais produtos 
e serviços.
Cabe registro, que confe-
re a propriedade do desenho 
industrial.
Aplicação industrial. Verifica 
novidade, atividade inventi-
va.
A novidade neste caso é relati-
va. Não pode assemelhar com 
marca de alto renome ou com 
marca notoriamente conheci-
da.
Protege o resultado visual novo. 
Tem como requisito a novidade 
e originalidade.
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Invenção (novidade) ou 
modelo de utilidade (melho-
ria).
Marca de Produto ou Serviço; 
marca de certificação; marca 
coletiva, marca de alto renome, 
marca notoriamente conheci-
da.
Prazo: 20 anos para inven-
ção.
15 anos para modelo de utili-
dade, contados do depósito.
É improrrogável. Após o 
prazo cai em domínio públi-
co.
Prazo: 10 anos contados da 
concessão. Prorrogável por 
período igual e sucessivo.
Sem limite para prorrogação.
Prazo: 10 anos contados do 
depósito (180 dias). Prorrogá-
vel por três períodos de cinco 
anos. (total de 25 anos).
Marca notória Marca de alto renome
Marca pública e conhecida, de notoriedade e 
popularidade internacional. Marca conhecida dentro do país.
Não precisa de registro para ser protegida. Precisa ser registrada.
Necessária ser reconhecida internacionalmen-
te. Basta reconhecimento nacional.
Protegida pelo direito internacional, nos países 
que assinaram o acordo.
Atinge apenas as relações no território nacio-
nal.
Só tem proteção no ramo de atividade. Tem proteção em todos os ramos de atividade.
Exceção ao Princípio da Territorialidade (STJ). Exceção ao Princípio da Especificidade (STJ).
Jurisprudência em tese - STJ
8) Para se conceder a proteção especial da marca de alto renome, em todos os ramos de atividade, 
(art. 125 da LPI) é necessário procedimento administrativo junto ao INPI.
9) Cabe ao INPI e não ao Poder Judiciário analisar os requisitos necessários à qualificação da marca 
como de alto renome.
#SELIGANAJURIS #DIZERODIREITO
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Para arquivamento de pedido ou extinção de patente por falta de pagamento da retribuição 
anual prevista no art. 84 da Lei nº 9.279/96, exige-se notificação prévia do respectivo depositante ou 
titular. Obs: retribuição anual é um valor que deve ser pago anualmente ao INPI pelo fato de o indivíduo 
ter pedido ou já ser titular de uma patente. STJ. 3ª Turma. REsp 1669131-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanse-
verino, julgado em 27/6/2017 (Info 608).
O termo inicial da pretensão de ressarcimento nas hipóteses de plágio se dá quando o autor 
originário tem comprovada ciência da lesão a seu direito subjetivo e de sua extensão, não servin-
do a data da publicação da obra plagiária, por si só, como presunção de conhecimento do dano. STJ. 3ª 
Turma. REsp 1645746-BA, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 6/6/2017 (Info 609).
Em ação de nulidade de registro de marca, a que o INPI não deu causa nem ofereceu resistên-
cia, não cabe condenação do instituto em honorários advocatícios sucumbenciais. STJ. 3ª Turma. REsp 
1378699-PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 7/6/2016 (Info 585).
A pretensão de abstenção de uso de marca nasce para seu titular com a violação do direito 
de utilização exclusiva. No caso concreto, o titular da marca havia autorizado que terceiro a utilizasse 
até determinada data. A pretensão inibitória nasceu a partir do momento em que este terceiro desrespei-
tou a data assinalada como termo final de vigência da autorização. STJ. 3ª Turma. REsp 1.631.874SP, Rel. 
Min. Nancy Andrighi, julgado em 25/10/2016 (Info 593)Trade dress ou conjunto-imagem consiste no conjunto de elementos distintivos que caracterizam 
um produto, um serviço ou um estabelecimento comercial fazendo com que o mercado consumidor os 
identifique. A caracterização de concorrência desleal por confusão, apta a ensejar a proteção ao 
conjunto imagem (trade dress) de bens e produtos, é questão fática a ser examinada por meio de 
perícia técnica. Ainda que se esteja diante de uma notória semelhança entre os dois produtos, é 
indispensável analisar se esta similitude é aceitável do ponto de vista legal ou se estamos diante 
de um ato abusivo, usurpador de conjunto-imagem alheio e passível de confundir o consumidor. Ex: a 
empresa líder do mercado ajuizou ação contra a ré (empresa nova) afirmando que esta passou a utilizar 
embalagem copiando as cores e o design da autora. Será necessária perícia. STJ. 3ª Turma. REsp 1.353.451-
MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 19/09/2017 (Info 612)
O uso indevido da marca acarreta dano material uma vez que a própria violação do direito reve-
la-se capaz de gerar lesão à atividade empresarial do titular. O uso indevido da marca provoca desvio 
de clientela e confusão entre as empresas, acarretando indiscutivelmente dano material.
Desse modo, se ficar demonstrado o uso indevido de marca, o juiz deverá declarar a existência do 
dano (an debeatur). O quantum debeatur, por sua vez, deverá ser apurado no âmbito da liquidação pelo 
procedimento comum, haja vista a necessidade de comprovação de fatos novos, nos termos do art. 210 
da LPI.
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Quanto ao prejuízo extrapatrimonial, prevalece que o uso indevido da marca gera dano moral in re 
ipsa, ou seja, sua configuração decorre da mera comprovação da prática de conduta ilícita - contrafação 
-, revelando-se desnecessária a demonstração de prejuízos concretos ou a comprovação probatória do 
efetivo abalo moral.
STJ. 4ª Turma.REsp 1327773-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 28/11/2017 (Info 619).
#APOSTACICLOS #SAINDODOFORNO
É necessária a produção de prova técnica para se concluir que houve concorrência desleal decor-
rente da utilização indevida do conjunto-imagem (trade dress) de produto da empresa concorrente.
Assim, o indeferimento da perícia que havia sido oportunamente requerida para tal fim caracteriza 
cerceamento de defesa.
STJ. 4ª Turma. REsp 1778910/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 06/12/2018.
Marcas fracas ou evocativas, que constituem expressão de uso comum, de pouca originalida-
de, atraem a mitigação da regra de exclusividade decorrente do registro, admitindo-se a sua 
utilização por terceiros de boa-fé. O monopólio de um nome ou sinal genérico em benefício de um 
comerciante implicaria uma exclusividade inadmissível, a favorecer a detenção e o exercício do comércio 
de forma única, com prejuízo não apenas à concorrência empresarial — impedindo os demais industriais 
do ramo de divulgarem a fabricação de produtos semelhantes através de expressões de conhecimento 
comum, obrigando-os à busca de nomes alternativos estranhos ao domínio público — mas sobretudo 
ao mercado em geral, que teria dificuldades para identificar produtos similares aos do detentor da marca. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1315621-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 4/6/2013 (Info 526).
5. Teoria geral da Concorrência Empresarial. Fundamento constitucional. Disciplina legal e contra-
tual. Concorrência desleal. Sistema Brasileiro da Concorrência. Lei nº 12.529/2011. Empresário e o 
Direito do Consumidor. Fornecimento de bens e serviços. Teoria da qualidade. Relações interempre-
sariais decorrentes de vícios do fornecimento de bens e serviços. Publicidade e tutela do consumi-
dor. Responsabilidade civil em razão da publicidade empresarial.
Art. 5º O Cade é constituído pelos seguintes órgãos:
I - Tribunal Administrativo de Defesa Econômica;
II - Superintendência-Geral; e
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III - Departamento de Estudos Econômicos.
O CADE poderá celebrar compromisso de cessação da prática sob investigação ou dos seus efeitos 
lesivos.
Art. 85. Nos procedimentos administrativos mencionados nos incisos I, II e III do art. 48 desta Lei, o 
Cade poderá tomar do representado compromisso de cessação da prática sob investigação ou dos seus 
efeitos lesivos, sempre que, em juízo de conveniência e oportunidade, devidamente fundamentado, enten-
der que atende aos interesses protegidos por lei.
§ 1º Do termo de compromisso deverão constar os seguintes elementos:
I - a especificação das obrigações do representado no sentido de não praticar a conduta investigada 
ou seus efeitos lesivos, bem como obrigações que julgar cabíveis;
II - a fixação do valor da multa para o caso de descumprimento, total ou parcial, das obrigações 
compromissadas;
III - a fixação do valor da contribuição pecuniária ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos quando 
cabível.
§ 2º Tratando-se da investigação da prática de infração relacionada ou decorrente das condutas 
previstas nos incisos I e II do § 3o do art. 36 desta Lei, entre as obrigações a que se refere o inciso I do § 1o 
deste artigo figurará, necessariamente, a obrigação de recolher ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos um 
valor pecuniário que não poderá ser inferior ao mínimo previsto no art. 37 desta Lei.
§ 3º (VETADO).
§ 4º A proposta de termo de compromisso de cessação de prática somente poderá ser apresentada 
uma única vez.
§ 5º A proposta de termo de compromisso de cessação de prática poderá ter caráter confidencial.
§ 6º A apresentação de proposta de termo de compromisso de cessação de prática não suspende o 
andamento do processo administrativo.
§ 7º O termo de compromisso de cessação de prática terá caráter público, devendo o acordo ser 
publicado no sítio do Cade em 5 (cinco) dias após a sua celebração.
§ 8º O termo de compromisso de cessação de prática constitui título executivo extrajudicial.
§ 9º O processo administrativo ficará suspenso enquanto estiver sendo cumprido o compromisso e 
será arquivado ao término do prazo fixado, se atendidas todas as condições estabelecidas no termo.
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§ 10. A suspensão do processo administrativo a que se refere o § 9º deste artigo dar-se-á somente em 
relação ao representado que firmou o compromisso, seguindo o processo seu curso regular para os demais 
representados.
§ 11. Declarado o descumprimento do compromisso, o Cade aplicará as sanções nele previstas e 
determinará o prosseguimento do processo administrativo e as demais medidas administrativas e judiciais 
cabíveis para sua execução.
§ 12. As condições do termo de compromisso poderão ser alteradas pelo Cade se se comprovar sua 
excessiva onerosidade para o representado, desde que a alteração não acarrete prejuízo para terceiros ou 
para a coletividade.
§ 13. A proposta de celebração do compromisso de cessação de prática será indeferida quando a 
autoridade não chegar a um acordo com os representados quanto aos seus termos.
§ 14. O Cade definirá, em resolução, normas complementares sobre o termo de compromisso de 
cessação.
§ 15. Aplica-se o disposto no art. 50 desta Lei ao Compromisso de Cessação da Prática.
Programa de Leniência - ajuste entre órgão de defesa da concorrência e pessoa física ou jurídica 
envolvida na prática de infração à ordem econômica. O ilícito deve ser confessado e devem ser apresenta-
das provas que efetivamente colaborem com a condenação de outros envolvidos no esquema delituoso.
Art. 86. O Cade, por intermédio da Superintendência-Geral, poderá celebrar acordo de leniência, com 
a extinção da ação punitiva da administração pública ou a redução de 1 (um) a 2/3 (dois terços) da pena-
lidade aplicável, nos termos deste artigo,com pessoas físicas e jurídicas que forem autoras de infração à 
ordem econômica, desde que colaborem efetivamente com as investigações e o processo administrativo e 
que dessa colaboração resulte:
I - a identificação dos demais envolvidos na infração; e
II - a obtenção de informações e documentos que comprovem a infração
noticiada ou sob investigação.
§ 1º O acordo de que trata o caput deste artigo somente poderá ser celebrado se preenchidos, cumu-
lativamente, os seguintes requisitos:
I - a empresa seja a primeira a se qualificar com respeito à infração noticiada ou sob investigação;
II - a empresa cesse completamente seu envolvimento na infração noticiada ou sob investigação a 
partir da data de propositura do acordo;
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III - a Superintendência-Geral não disponha de provas suficientes para assegurar a condenação da 
empresa ou pessoa física por ocasião da propositura do acordo; e
IV - a empresa confesse sua participação no ilícito e coopere plena e permanentemente com as inves-
tigações e o processo administrativo, comparecendo, sob suas expensas, sempre que solicitada, a todos os 
atos processuais, até seu encerramento.
§ 2º Com relação às pessoas físicas, elas poderão celebrar acordos de leniência desde que cumpridos 
os requisitos II, III e IV do § 1o deste artigo.
§ 3º O acordo de leniência firmado com o Cade, por intermédio da Superintendência-Geral, estipulará 
as condições necessárias para assegurar a efetividade da colaboração e o resultado útil do processo.
§ 4º Compete ao Tribunal, por ocasião do julgamento do processo administrativo, verificado o cumpri-
mento do acordo:
I - decretar a extinção da ação punitiva da administração pública em favor do infrator, nas hipóteses 
em que a proposta de acordo tiver sido apresentada à Superintendência-Geral sem que essa tivesse conhe-
cimento
prévio da infração noticiada; ou
II - nas demais hipóteses, reduzir de 1 (um) a 2/3 (dois terços) as penas aplicáveis, observado o 
disposto no art. 45 desta Lei, devendo ainda considerar na gradação da pena a efetividade da colaboração 
prestada e a boa-fé do infrator no cumprimento do acordo de leniência.
§ 5º Na hipótese do inciso II do § 4o deste artigo, a pena sobre a qual incidirá o fator redutor não será 
superior à menor das penas aplicadas aos demais coautores da infração, relativamente aos percentuais 
fixados para a aplicação das multas de que trata o inciso I do art. 37 desta Lei.
§ 6º Serão estendidos às empresas do mesmo grupo, de fato ou de direito, e aos seus dirigentes, admi-
nistradores e empregados envolvidos na infração os efeitos do acordo de leniência, desde que o firmem em 
conjunto, respeitadas as condições impostas.
§ 7º A empresa ou pessoa física que não obtiver, no curso de inquérito ou processo administrativo, 
habilitação para a celebração do acordo de que trata este artigo, poderá celebrar com a Superintendência-
-Geral, até a remessa do processo para julgamento, acordo de leniência relacionado a uma outra infração, 
da qual o Cade não tenha qualquer conhecimento prévio.
§ 8º Na hipótese do § 7o deste artigo, o infrator se beneficiará da redução de 1/3 (um terço) da pena 
que lhe for aplicável naquele processo, sem prejuízo da obtenção dos benefícios de que trata o inciso I do § 
4o deste artigo em relação à nova infração denunciada.
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§ 9º Considera-se sigilosa a proposta de acordo de que trata este artigo, salvo no interesse das inves-
tigações e do processo administrativo.
§ 10. Não importará em confissão quanto à matéria de fato, nem reconhecimento de ilicitude da 
conduta analisada, a proposta de acordo de leniência rejeitada, da qual não se fará qualquer divulgação.
§ 11. A aplicação do disposto neste artigo observará as normas a serem editadas pelo Tribunal.
§ 12. Em caso de descumprimento do acordo de leniência, o beneficiário ficará impedido de celebrar 
novo acordo de leniência pelo prazo de 3 (três) anos, contado da data de seu julgamento.
Art. 87. Nos crimes contra a ordem econômica, tipificados na Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 
1990, e nos demais crimes diretamente relacionados à prática de cartel, tais como os tipificados na Lei no 
8.666, de 21 de junho de 1993, e os tipificados no art. 288 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 - Código Penal, a celebração de acordo de leniência, nos termos desta Lei, determina a suspensão do 
curso do prazo prescricional e impede o oferecimento da denúncia com relação ao agente beneficiário da 
leniência.
Parágrafo único. Cumprido o acordo de leniência pelo agente, extingue- -se automaticamente a puni-
bilidade dos crimes a que se refere o caput deste artigo.
#DEOLHONAJURIS
O sigilo nos processos administrativos de acordo de leniência celebrado com o CADE, bem como 
o dos documentos que os instruem, no que tange a pretensões privadas de responsabilização civil por 
danos decorrentes da eventual formação de cartel, deve ser preservado até a conclusão da instrução 
preliminar do referido processo administrativo (marcada pelo envio do relatório circunstanciado pela 
Superintendência-Geral ao Presidente do Tribunal Administrativo), somente podendo ser estendido para 
após esse marco quando lastreado em circunstâncias concretas fundadas no interesse coletivo — seja ele 
o interesse das apurações, seja ele a proteção de segredos industriais.
O sigilo do acordo de leniência celebrado com o CADE não pode ser oposto ao Poder Judiciário 
para fins de acesso aos documentos que instruem o respectivo procedimento administrativo.
STJ. 3ª Turma. REsp 1554986-SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 8/3/2016 (Info 580). 
6. Teoria geral do contrato e contratos mercantis. Função social do contrato e contratos empresariais. 
Unificação das obrigações. Caracterização do contrato mercantil. Princípios. Contrato tipo e contrato de 
adesão. Dependência empresarial e tutela do contratante empresarial mais fraco. Contratos eletrônicos.
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7. Compra e venda mercantil. Elementos essenciais. Direitos e obrigações das partes. Responsabili-
dade pelos vícios. Responsabilidade pela evicção. Compra e venda no comércio exterior. Incoterms. 
Modalidade de compras e venda. Contrato de fornecimento. Contrato de Distribuição. Comissão 
mercantil. Mandato mercantil. Contrato de Agência. Lei nº 4.886/1965 (Representação comer-
cial). Contrato de Concessão Mercantil. Contrato de Consignação. Contrato de Franquia. Contrato 
de corretagem. Contrato de transporte. Contrato de depósito. Contrato de know-how. Locação 
mercantil. 
Alienação Fiduciária
É um contrato instrumental em que uma das partes aliena a outra a 
propriedade de um determinado bem, ficando esta parte (em regra uma 
instituição financeira) obrigada a devolver àquela o bem que lhe foi alie-
nado quando verificada a ocorrência de determinado fato.
Arrendamento Mercantil 
– leasing
É um contrato de locação de bem móvel ou imóvel, com opção de 
compra do bem ao final do contrato. A compra é uma opção (não uma 
obrigação).
Contrato de Franquia
É o sistema em que o franqueador cede ao franqueado o direito de uso 
de marca ou patente, associado ao direito de distribuição de produtos 
ou serviços ou direito de uso de tecnologia de implantação e administra-
ção de negócio ou sistema operacional, mediante remuneração.
Contrato de Factoring É o contrato que explora atividade de prestação de serviços de asses-soria creditícia, de forma cumulativa e contínua, para gestão de crédito.
STJ Súmula: 293. A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) NÃO DESCARACTERI-
ZA o contrato de arrendamento mercantil.
STJ Resp 1426578 – A franqueadora pode ser solidariamente responsabilizadapelos danos causa-
dos pela franqueada aos consumidores.
#DEOLHONAJURIS
É possível a descaracterização do contrato de arrendamento mercantil (leasing) se o prazo de 
vigência do acordo celebrado não respeitar a vigência mínima estabelecida de acordo com a vida útil do 
bem arrendado.
Nos termos do art. 8º do anexo da Resolução nº 2.309/96 e art. 23 da Lei nº 6.099/74, o prazo 
mínimo de vigência do contrato de arrendamento mercantil financeiro é de (i) dois anos, quando se tratar 
de bem com vida útil igual ou inferior a cinco anos, e (ii) de três anos, se o bem arrendado tiver vida útil 
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superior a cinco anos. Ficando descaracterizado o leasing, é possível cobrar ICMS sobre esta operação.
STJ. 2ª Turma.REsp 1.569.840-MT, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 16/08/2018 (Info 632).
A empresa de factoring, que figura como cessionária dos direitos e obrigações estabelecidos em 
contrato de compra e venda em prestações, de cuja cessão foi regularmente cientificado o devedor, tem 
legitimidade para figurar no polo passivo de demandas que visem à revisão das condições contratuais.
STJ. 4ª Turma.REsp 1343313-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Rel. para acórdão Min. Antônio Carlos 
Ferreira, julgado em 1/6/2017 (Info 608).
8. Teoria jurídica da atividade bancária. Contratos bancários. Contrato de conta corrente bancá-
ria. Mútuo bancário. Depósito. Desconto. Abertura de crédito. Crédito documentário. Antecipação. 
Cobrança. Fomento mercantil. Arrendamento mercantil. Repasse financiamento. Penhor mercantil. 
Alienação Fiduciária em Garantia. Alienação fiduciária de bem móvel. Alienação fiduciária de bem 
imóvel. Alienação fiduciária no âmbito do mercado de valores mobiliários. Contrato de seguro. 
Resseguro. Cartões de Crédito. Encargos nos contratos de crédito bancário. Garantias nos contratos 
de crédito bancário.
#SAINDODOFORNO
Banco que, após notificar a corretora de Bitcoin, decide encerrar contrato de conta-corrente com 
a empresa não pratica ato que configure abuso de direito. O encerramento de conta-corrente usada 
na comercialização de criptomoedas, observada a prévia e regular notificação, não configura prática 
comercial abusiva ou exercício abusivo do direito. STJ. 3ª Turma. REsp 1696214-SP, Rel. Min. Marco Aurélio 
Bellizze, julgado em 09/10/2018 (Info 636).
Veja as principais Súmulas do STJ em Direito Bancário
Súmula 566 - Nos contratos bancários posteriores ao início da vigência da Resolução-CMN n. 
3.518/2007, em 30/4/2008, pode ser cobrada a tarifa de cadastro no início do relacionamento 
entre o consumidor e a instituição financeira.
Súmula 565 - A pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), 
ou outra denominação para o mesmo fato gerador, é válida apenas nos contratos bancários 
anteriores ao início da vigência da Resolução-CMN n. 3.518/2007, em 30/4/2008.
Súmula 479- As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por 
fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações 
bancárias.
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Súmula 381 -Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade 
das cláusulas.
Súmula 379 -Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros morató-
rios poderão ser convencionados até o limite de 1% ao mês.
Súmula 285 -Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide 
a multa moratória nele prevista.
Súmula 287 -A Taxa Básica Financeira (TBF) não pode ser utilizada como indexador de correção 
monetária nos contratos bancários.
Súmula 288 -A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pode ser utilizada como indexador de 
correção monetária nos contratos bancários.
Súmula 286-STJ - A renegociação de contrato bancário ou a confissão da dívida não impede a 
possibilidade de discussão sobre eventuais ilegalidades dos contratos anteriores.
Súmula 258 - A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de 
autonomia em razão da iliquidez do título que a originou.
Súmula 233 - O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato da conta-
-corrente, não é título executivo.
9. Teoria geral dos títulos de crédito. Títulos de crédito no Código Civil. Constituição do crédito. 
Exigibilidade. Títulos de crédito em espécie. Letra de Câmbio. Nota promissória. Cheque. Duplicata. 
Títulos de créditos vinculados ao crédito rural, ao crédito industrial, ao comercial e à exportação. 
Cédulas de crédito bancário. Títulos de créditos vinculados ao financiamento imobiliário. Conheci-
mento de depósito. Warrant. Conhecimento de transporte. Títulos do agronegócio. Certificado de 
Depósitos Bancários. Letras de câmbio financeiras. Letras de Arrendamento mercantil. Letras Finan-
ceiras. Ações cambiárias
CONCEITO LEGAL: O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito literal e 
autônomo nele contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei.
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PRINCÍPIOS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
CARTULARIDADE LITERALIDADE AUTONOMIA
Pressupõe que o direito de 
crédito mencionado na 
cártula não existe sem ela, 
não pode ser transmitido sem 
a sua tradição e não pode ser 
exigido sem a sua apresenta-
ção.
#ATENÇÃO em função do 
princípio da cartularidade, a 
ação de execução desses títu-
los depende da apresentação 
do documento original.
#EXCEÇÃO STJ – Duplicata 
virtual (agora regulamentada 
pela Lei 13.775/2018, publicada 
em 21/12/2018).
#SELIGANOTERMO DESMA-
TERIALIZAÇÃO OU LIQUE-
FAÇÃO DOS TÍTULOS DE 
CRÉDITO: crescente criação de 
títulos de crédito magnéticos.
Esse princípio traduz a ideia 
de que só terá validade para 
o direito cambiário, aquilo que 
está literalmente escrito no 
título.
As relações jurídico-cambiais 
são autônomas e indepen-
dentes entre si. Assim, o vício 
em uma das relações não atin-
ge as demais obrigações assu-
midas no título.
Deste princípio decorrem dois 
subprincípios:
-Subprincípio da abstração: 
com a circulação, o título se 
desvincula da relação que lhe 
deu origem;
-Subprincípio da inoponibi-
lidade das exceções pessoais 
ao terceiro de boa-fé: Para 
o credor primitivo é possível 
apresentar a exceção pessoal, 
mas não pode para o terceiro 
de boa-fé.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
Negociabilidade
Bens Móveis
Executividade
Obrigação Quesível
Solidariedade
#OLHAOGANCHO
SOLIDARIEDADE CIVIL SOLIDARIEDADE CAMBIÁRIA
Não há autonomia nas relações jurídicas. Há autonomia nas relações jurídicas.
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Os vícios existentes na relação se estendem a 
todos. Os vícios existentes não se estendem a todos.
Todos os devedores terão direito de regresso. Nem todos os devedores terão direito de regres-so.
TÍTULOS DE CRÉDITO TÍPICOS TÍTULOS DE CRÉDITO ATÍPICOS
Criados por uma legislação específica, que os 
regulamenta. Exs: letra de câmbio, nota promis-
sória, cheque, duplicata, cédulas e notas de 
crédito.
Criados pela vontade dos próprios particu-
lares segundo seus interesses. Isso é permitido, 
desde que não violem as regras do Código Civil. 
Como não são regulados por uma legislação 
específica, devem obedecer às normas do CC 
que tratam sobre títulos de crédito.
CLASSIFICAÇÕES:
QUANTO À FORMA 
DE TRANSFERÊN-
CIA OU CIRCULA-
ÇÃO
Ao portador: circula pela mera tradição; identificação do credor não é feita 
de forma expressa, possuidor é considerado titular do crédito (cheque até R$ 
100,00);
Nominal à ordem: identifica expressamente o titular e se transfere mediante 
endosso e tradição(a regra geral para letra de câmbio, nota promissória, 
cheque e duplicata);
Nominal não à ordem: também identifica expressamente, mas a circulação 
se dá por cessão civil de crédito e tradição;
Nominativos: emitido em favor de pessoa determinada, de modo que a 
transferência depende de termo no referido registro, assinado pelo emitente 
e pelo adquirente do título.
QUANTO AO 
MODELO
Modelo livre: não se sujeita a formalidade específica (letra de câmbio e nota 
promissória);
Modelo vinculado: se submete a padronização fixada em lei, só produzindo 
efeitos se preenchidas as formalidades legais (cheque e duplicata).
QUANTO À ESTRU-
TURA
Ordem de pagamento: letra de câmbio, cheque e duplicata;
Promessa de pagamento: nota promissória
QUANTO ÀS HIPÓ-
TESES DE EMISSÃO
Título causal: somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza 
essa emissão (duplicata);
Título abstrato: emissão não está condicionada a nenhuma causa preestabe-
lecida em lei (cheque e nota promissória).
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ENDOSSO
CONCEITO
O endosso é o ato cambiário mediante o qual o credor do título de crédito 
(endossante) transmite seus direitos a outrem (endossatário). É ato cambiário, 
posto que põe o título em circulação.
#SAIBAADIFERENÇA
(a) Títulos à ordem  são aqueles transferidos por endosso (a cláusula “à 
ordem” é implícita);
(b) Títulos não à ordem  só podem ser transferidos por cessão civil.
EFEITOS
(a) transfere a titularidade do crédito;
(b) responsabiliza o endossante, passando este a ser codevedor do título (se o 
devedor principal não pagar, o endossatário poderá cobrar do endossante).
ENDOSSO 
BRANCO
x
ENDOSSO 
PRETO
(i) Endosso branco: O endosso em branco é aquele que não identifica o seu 
beneficiário, chamado de endossatário. Nesse caso, simplesmente o endossante 
assina no verso do título, sem identificar a quem está endossando, o que acaba, 
na prática, permitindo que o título circule ao portador, ou seja, pela mera tradição 
da cártula.
(ii) Endosso preto: é aquele que identifica expressamente a quem está sendo 
transferida a titularidade do crédito, ou seja, o endossatário. Assim, só poderá 
circular novamente por meio de um novo endosso, que poderá ser em branco ou 
em preto. Nesse caso, pois, o endossatário, ao recolocar o título em circulação, 
assumirá a responsabilidade pelo adimplemento da dívida, uma vez que deverá 
praticar novo endosso.
ENDOSSO
IMPRÓPRIO
O endosso impróprio compreende duas modalidades distintas:
(a) endosso-caução (endosso-pignoratício)  caracteriza-se quando o endos-
sante transmite o título como forma de garantia de uma dívida contraída 
perante o endossatário.
(b) endosso-mandato (endosso-procuração)  Por meio dele, o endossante 
confere poderes ao endossatário – por exemplo, uma instituição financeira – 
para agir como seu legítimo representante, exercendo em nome daquele os direi-
tos constantes do título, podendo cobrá-lo, protestá-lo, executá-lo etc.
Súmula 476 do STJ: O endossatário de título de crédito por endosso-mandato 
só responde por danos decorrentes de protesto indevido se extrapolar os poderes 
de mandatário.
ENDOSSO
PÓSTUMO
Esse endosso feito após o protesto ou após o prazo para a realização do 
protesto é chamado pela doutrina de endosso póstumo ou endosso tardio, 
expressões que denotam, claramente, que tal endosso foi levado a efeito tarde 
demais. Nesse caso, portanto, como a norma acima transcrita deixa claro, o 
endosso não produz os efeitos normais de um endosso, valendo tão somente 
como uma mera cessão civil de crédito.
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ENDOSSO
X
CESSÃO CIVIL
ENDOSSO CESSÃO CIVIL
O endossante responde pela exis-
tência do crédito e pela solvência do 
devedor
O cedente responde somente pela 
existência do crédito.
Para se defender, o devedor não 
poderá arguir matérias atinentes à 
sua relação jurídica com o endos-
satário (subprincípios da autono-
mia e inoponibilidade das exceções 
pessoais aos terceiros de boa-fé).
Para se defender, o devedor poderá 
arguir matérias atinentes à sua rela-
ção jurídica com o cessionário.
#MUITAATENÇÃO #CÓDIGOCIVIL
Art. 914. Ressalvada cláusula expressa em contrário, constante do endosso, NÃO 
RESPONDE O ENDOSSANTE PELO CUMPRIMENTO DA PRESTAÇÃO constan-
te do título. #GRIFO NOSSO.
O CC inverte a regra da LUG (lei uniforme de Genebra), de modo que o endos-
sante não responde pelo pagamento.
AVAL
CONCEITO
Ato cambiário pelo qual um terceiro (o avalista) se responsabiliza pelo pagamento da 
obrigação constante do título.
#OLHAAPEGADINHA
- A LUG admite o AVAL PARCIAL.
- O CC (art. 897) NÃO ADMITE O AVAL PARCIAL.
LOCAL
O local apropriado para a realização do aval é o anverso do título, caso em que 
basta a simples assinatura do avalista. Nada impede, todavia, que o aval seja feito 
no verso da cártula, bastando para tanto, além da assinatura, a expressa menção de 
que se trata de aval.
PRETO
x
BRANCO
O aval também pode ser feito em branco, hipótese em que não identifica o avali-
zado, ou em preto, caso em que o avalizado é expressamente indicado. Quando 
o aval é em branco, presume-se que foi dado em favor de alguém: no caso da letra de 
câmbio, presume-se em favor do sacador; nos demais títulos, em favor do emiten-
te ou subscritor.
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AVAL
x
FIANÇA
Há três diferenças básicas:
(a) A primeira delas é decorrente da submissão do aval ao PRINCÍPIO DA AUTONO-
MIA, inerente aos títulos de crédito. O aval, por ser um instituto do regime jurídico 
cambial, constitui uma obrigação autônoma em relação à dívida assumida pelo avali-
zado. Assim, se a obrigação do avalizado, eventualmente, for atingida por algum vício, 
este não se transmite para a obrigação do avalista. Na fiança, o mesmo não ocorre: 
ela, como obrigação acessória, leva a mesma sorte da obrigação principal a que está 
relacionada.
(b) Outra distinção relevante entre o aval e a fiança diz respeito ao BENEFÍCIO DE 
ORDEM, presente nesta e ausente naquele. De fato, o aval não admite o chamado 
benefício de ordem, razão pela qual o avalista pode ser acionado juntamente com o 
avalizado. Na fiança, todavia, o benefício de ordem assegura ao fiador a prerro-
gativa de somente ser acionado após o afiançado. A responsabilidade do fiador é, 
portanto, subsidiária.
(c) O aval deve ser prestado no próprio título, em obediência ao PRINCÍPIO DA LITE-
RALIDADE; já a fiança pode ser prestada em instrumento separado.
#RESUMINDO
Aval Fiança
Só pode se dar nos títulos de crédito Só pode se dar em contrato
É AUTÔNOMO 
(OBS: Em razão dessa autonomia, 
ainda que o avalizado tenha uma falên-
cia, incapacidade ou morte, o avalista 
continua responsável).
É ACESSÓRIO
Não tem benefício de ordem (relação 
de corresponsabilidade).
Se NÃO houver renúncia à opção (esti-
pulação expressa) tem benefício de 
ordem.
SÚMULA 26 DO STJ: O avalista do título de crédito vinculado a contrato de mútuo também respon-
de pelas obrigações pactuadas, quando no contrato figurar como devedor solidário.
SÚMULA 189 DO STF: Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não 
sucessivos.
#DEOLHONAJURIS
Se uma pessoa vai dar o seu aval, ela precisará da concordância do seu cônjuge? Exige-se outorga 
uxória ou marital (concordância do cônjuge) para que a pessoa seja avalista?
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• Leis que regem os títulos de crédito: NÃO. Não há previsão exigindo.
• Código Civil: SIM. Exige-se autorização do cônjuge, nos termos do art. 1.647, III.
Essa norma exige uma interpretação razoável e restritiva, sob pena de descaracterizaro aval como 
instituto cambiário. Diante disso, o STJ afirmou que esse art. 1.647, III, do CC somente é aplicado para 
os títulos de créditos inominados, considerando que eles são regidos pelo Código Civil. Por outro 
lado, os títulos de créditos nominados (típicos), que são regidos por leis especiais, não precisam 
obedecer a essa regra do art. 1.647, III, do CC. Em suma, o aval dado aos títulos de créditos nomi-
nados (típicos) prescinde de outorga uxória ou marital. Exemplos de títulos de créditos nominados: 
letra de câmbio, nota promissória, cheque, duplicata, cédulas e notas de crédito. STJ. 3ª Turma. REsp 
1.526.560-MG, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 16/3/2017 (Info 604). STJ. 4ª Turma. REsp 
1.633.399-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 10/11/2016.
PROTESTO
CONCEITO
Ato formal pelo qual se atesta um fato relevante para a relação cambial. Esse fato 
relevante pode ser (i) a falta de aceite do título, (ii) a falta de devolução do título ou 
(iii) a falta de pagamento do título.
NECESSÁRIO
x
FACULTATIVO
NECESSÁRIO: Contra os coobrigados e endossantes.
FACULTATIVO: Contra o devedor principal e seu avalista.
SUSTAÇÃO
Medida processual muito comum é a cautelar de sustação de protesto. É preciso 
destacar, porém, que ela só é cabível enquanto o protesto ainda não foi lavra-
do. Após a sua lavratura, o máximo que se pode determinar é a sustação dos seus 
efeitos, mas, nesse caso, o protesto permanece incólume e continuará registrado 
nos assentamentos do cartório em que foi lavrado, até que seja feito o seu cance-
lamento.
LOCAL
Quanto ao local do PROTESTO, em regra, ele ocorrerá no local do pagamento, 
e na sua ausência será no domicílio do devedor ou de qualquer deles em sendo 
vários devedores.
CASOS ESPECÍFICOS:
Letra de Câmbio Duplicata Nota Promissória Cheque
Deverá ser 
protestada no 
local indicado 
para aceite ou 
pagamento.
Lugar do paga-
mento.
Lugar do paga-
mento.
Lugar de paga-
mento ou 
domicílio do 
emitente.
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SÚMULA 475 DO STJ: Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário 
que recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, 
ficando ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas.
#SAINDODOFORNO #APOSTACICLOS
Não há como impor tacitamente ao credor o dever de enviar, sem provocação, o documento hábil 
ao cancelamento do legítimo protesto. O credor tem o inequívoco dever de fornecer o documento hábil 
ao cancelamento do protesto, mas para isso precisa ser previamente provocado. Assim, se o devedor 
paga ao banco um título de crédito que estava protestado, o banco deverá fornecer uma carta de anuên-
cia com a qual o devedor poderá cancelar o protesto. No entanto, o credor não tem o dever de fornecer 
este documento automaticamente. É necessário que haja um requerimento (um pedido) daquele que 
pagou. STJ. 4ª Turma. REsp 1.346.584-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 09/10/2018 (Info 
638).
O protesto irregular de cheque prescrito não caracteriza abalo de crédito apto a ensejar danos 
morais ao devedor, se ainda remanescer ao credor vias alternativas para a cobrança da dívida consubs-
tanciada no título. STJ. 3ª Turma. REsp 1677772-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 14/11/2017 (Info 
616).
LETRA DE CÂMBIO
ESTRUTURA DO 
TÍTULO
É um título de crédito que se estrutura como ORDEM DE PAGAMENTO, razão 
pela qual, ao ser emitida, dá origem a três situações jurídicas distintas:
a) a do sacador, que emite a ordem;
b) a do sacado, a quem a ordem é destinada;
c) a do tomador, que é o beneficiário da ordem.
ACEITE
Aceite é o ato pelo qual o sacado assume obrigação cambial e se torna o deve-
dor principal da letra (aceitante). O aceite, na letra de câmbio, é FACULTATIVO, 
porém irretratável.
VENCIMENTO
(a) Dia certo: é a que vence em data preestabelecida pelo sacador, logicamente 
posterior à data do saque.
(b) À vista: é aquela que tem seu vencimento no dia da apresentação do títu-
lo ao sacado. Não há a prefixação de uma data específica, portanto.
(c) A certo termo da vista: é a que vence após um determinado prazo, esti-
pulado pelo sacador quando de sua emissão, que começa a correr a partir da 
vista (aceite) do título.
(d) A certo termo da data: também vence após um determinado prazo estipula-
do pelo sacador, mas que começa a correr não a partir do aceite, mas a partir da 
própria emissão (saque) do título.
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DATA PARA O 
PAGAMENTO
Pagável no exterior  No dia do vencimento ou nos dois dias úteis seguintes.
Pagável no Brasil  No dia do vencimento ou, recaindo em dia não útil, no 
primeiro dia útil seguinte.
NOTA PROMISSÓRIA
ESTRUTURA 
DO TÍTULO
Trata-se de uma promessa de pagamento, razão pela qual sua emissão dá 
origem a duas situações jurídicas distintas:
a) a do sacador ou promitente (chamado na Lei Uniforme de subscritor), que 
emite a nota e promete pagar determinada quantia a alguém;
b) e a do tomador, em favor de quem a nota é emitida e que receberá a impor-
tância prometida.
ACEITE A nota promissória NÃO ADMITE ACEITE!
LEGISLAÇÃO 
APLICÁVEL
Aplicam-se às notas promissórias as normas previstas para a letra de câmbio em 
relação ao endosso, aval e vencimento.
CHEQUE
ESTRUTURA DO 
TÍTULO
O cheque é ordem de pagamento à vista emitida contra um banco em razão 
de fundos que a pessoa (emitente) tem naquela instituição financeira. É, como 
visto, um título de modelo vinculado, uma vez que só é cheque aquele documen-
to emitido pelo banco, em talonário específico, com uma numeração própria.
CURIOSIDADES
(a) Lei do Cheque prevê, em seu art. 39, que o banco tem a obrigação legal de 
verificar a regularidade da cadeia de endossos;
(b) Quando possuírem valor não superior a R$ 100,00 (cem reais), podem ser 
emitidos ao portador. Cheques acima desse valor, todavia, deverão ser emiti-
dos nominalmente;
(c) Embora seja uma ordem de pagamento à vista, popularizou-se bastante 
no Brasil a emissão de cheque para ser pago em data futura (cheque pré ou 
pós-datado). Por ser o cheque uma ordem de pagamento à vista, se apresenta-
do o título, o banco é obrigado a pagar. No entanto, aquele que apresentou 
o cheque, nessas condições, será civilmente responsabilizado.
MODALIDADES 
DE CHEQUES
(a) Cheque cruzado: ao ser feito o cruzamento o cheque só pode ser pago a 
um banco ou a um cliente do banco, mediante crédito em conta, o que evita, 
consequentemente, o seu desconto na boca do caixa;
(b) Cheque visado: aquele em que o banco confirma, mediante assinatura 
no verso do título, a existência de fundos suficientes para pagamento do valor 
mencionado. Ao visar o cheque, o banco garante que ele tem fundos e assegura 
o seu pagamento durante o prazo de apresentação. Com o visto, o banco se 
obriga a reservar a quantia constante do cheque durante o período de apre-
sentação;
(c) Cheque administrativo: é aquele emitido por um banco contra ele mesmo, 
para ser liquidado em uma de suas agências. O banco, portanto, é ao mesmo 
tempo emitente e sacado.
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SUSTAÇÃO DO 
CHEQUE
Art. 35 O emitente do cheque pagável no Brasil pode revogá-lo, mercê de 
contraordem dada por aviso epistolar, ou por via judicial ou extrajudicial, com as 
razões motivadoras do ato. Parágrafo único - A revogação ou contraordem só 
produz efeito depois de expirado o prazo de apresentação e, não sendo promo-
vida, pode o sacado pagar o cheque até que decorra o prazo de prescrição, nos 
termos do art. 59 desta Lei.
Art. 36 Mesmo durante o prazo de apresentação, o emitente e o portador 
legitimado podem fazer sustaro pagamento, manifestando ao sacado, 
por escrito, oposição fundada em relevante razão de direito.
§ 1º A oposição do emitente e a revogação ou contraordem se excluem recipro-
camente.
§ 2º Não cabe ao sacado julgar da relevância da razão invocada pelo oponente.
PRAZO DE APRE-
SENTAÇÃO
Trata-se do prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para paga-
mento junto à instituição financeira sacada.
“da mesma praça” - prazo de apresentação de 30 dias.
“de praças diferentes” - prazo de apresentação será de 60 dias.
PRESCRIÇÃO
Art. 59 Prescrevem em 6 (SEIS) MESES, contados da expiração do prazo de 
apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador.
Parágrafo único - A ação de regresso de um obrigado ao pagamento do cheque 
contra outro prescreve em 6 (seis) meses, contados do dia em que o obrigado 
pagou o cheque ou do dia em que foi demandado.
AÇÃO DE LOCU-
PLETAMENTO
É uma forma de cobrança do cheque prescrito.
Art. 61 A ação de enriquecimento contra o emitente ou outros obrigados, que se 
locupletaram injustamente com o não-pagamento do cheque, PRESCREVE EM 
2 (DOIS) ANOS, contados do dia em que se consumar a prescrição prevista no 
art. 59 e seu parágrafo desta Lei.
SÚMULA 600 DO STF: Cabe ação executiva contra o emitente e seus avalistas, ainda que não 
apresentado o cheque ao sacado no prazo legal, desde que não prescrita a ação cambiária.
SÚMULA 299 DO STJ: É admissível a ação monitória fundada em cheque prescrito.
SÚMULA 503 DO STJ: O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de 
cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada 
na cártula.
SÚMULA 531 DO STJ: Em ação monitória fundada em cheque prescrito ajuizada contra o emitente, 
é dispensável a menção ao negócio jurídico subjacente à emissão da cártula.
SÚMULA 370 DO STJ: Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-da-
tado.
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SÚMULA 388 DO STJ: A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral.
SÚMULA 554 DO STF: O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o 
recebimento da denúncia, não obsta ao prosseguimento da ação penal.
#DEOLHONAJURIS
Em qualquer ação utilizada pelo portador para cobrança de cheque, a correção monetária incide 
a partir da data de emissão estampada na cártula, e os juros de mora a contar da primeira apresentação 
à instituição financeira sacada ou câmara de compensação. STJ. 2ª Seção. REsp 1556834-SP, Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, julgado em 22/6/2016 (recurso repetitivo) (Info 587).
Sempre será possível, no prazo para a execução cambial, o protesto cambiário de cheque 
com a indicação do emitente como devedor. STJ. 2ª Seção. REsp 1423464-SC, Rel. Min. Luis Felipe 
Salomão, julgado em 27/4/2016 (recurso repetitivo) (Info 584).
O banco sacado não é parte legítima para figurar no polo passivo de ação ajuizada com o 
objetivo de reparar os prejuízos decorrentes da devolução de cheque sem provisão de fundos 
emitido por correntista. Ex: João emitiu um cheque em favor de Paulo. Este foi até o banco tentar sacar 
a quantia, mas o cheque foi recusado por falta de fundos. Paulo ajuizou ação de indenização contra o 
banco alegando que houve má prestação do serviço bancário. Isso porque a instituição financeira deveria 
ser mais cautelosa e diligente ao fornecer talonário de cheques aos seus clientes, verificando se são bons 
pagadores, se possuem renda suficiente, se já têm conta há muito tempo etc. Tal pedido não encontra 
amparo na jurisprudência do STJ. STJ. 4ª Turma. REsp 1509178-SC, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado 
em 20/10/2015 (Info 574).
O cheque pós-datado amplia o prazo de apresentação?
1) Pós-datação regular (efetivada no campo referente à data de emissão): SIM. A pactuação 
da pós-datação de cheque, para que seja hábil a ampliar o prazo de apresentação à instituição financeira 
sacada, deve espelhar a data de emissão estampada no campo específico da cártula. O ordenamento 
jurídico confere segurança e eficácia à pós-datação regular (efetivada no campo referente à data de emis-
são). STJ. 2a Seção. REsp 1.423.464-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 27/4/2016 (recurso 
repetitivo) (Info 584).
2) Pós-datação extracartular (feita em campo diverso do campo específico): NÃO. A pós-da-
tação extracartular do cheque não modifica o prazo de apresentação nem o prazo de prescrição do 
título. A pós-datação extracartular tem existência jurídica, mas apenas com natureza obrigacional entre 
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as partes (Súmula 370). Esta pactuação extracartular, contudo, é ineficaz em relação à contagem do 
prazo de apresentação e, por conseguinte, não tem o condão de operar o efeito de ampliar o prazo de 
apresentação do cheque. STJ. 4a Turma. REsp 1.124.709-TO, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
18/6/2013 (Info 528).
DUPLICATA
ESTRUTURA DO 
TÍTULO
A duplicata é título causal, ou seja, só pode ser emitida para documen-
tar determinadas relações jurídicas preestabelecidas pela sua lei de regência, 
quais sejam:
(i) uma compra e venda mercantil, ou
(ii) um contrato de prestação de serviço.
CARACTERÍSTICAS
(a) A duplicata só pode ser emitida com dia certo ou à vista;
(b) É título estruturado como ordem de pagamento;
(c) O ACEITE É OBRIGATÓRIO;
(d) A duplicata é título de crédito emitido pelo próprio credor (vendedor).
PROCEDIMENTO
Emitida a duplicata, ela deverá então ser enviada para o devedor (compra-
dor), para que este efetue o aceite e a devolva. Caso ele recuse o aceite, 
terá que justificar tal ato. O devedor (comprador) se obriga ao pagamento 
desse título independentemente de aceitá-lo expressamente. Daí porque se 
diz que o aceite, na duplicata, pode ser expresso (ordinário) ou presumi-
do (por presunção). A grande diferença entre o aceite expresso e o aceite 
presumido se manifesta na execução da duplicata. Com efeito, a duplica-
ta aceita expressamente, como é título de crédito perfeito e acabado, 
pode ser executada sem a exigência de maiores formalidades. Basta a 
apresentação do título. No entanto, a execução da duplicata aceita por 
presunção segue regra diferente. Além da apresentação do título, são 
necessários o protesto (mesmo que a execução se dirija contra o deve-
dor principal) e o comprovante de entrega das mercadorias. #SAINDO-
DOFORNO #APOSTACICLOS
A duplicata mercantil, apesar de causal no momento da emissão, com o acei-
te e a circulação adquire abstração e autonomia, desvinculando-se do negó-
cio jurídico subjacente, impedindo a oposição de exceções pessoais a tercei-
ros endossatários de boa-fé, como a ausência ou a interrupção da prestação 
de serviços ou a entrega das mercadorias. STJ. 2ª Seção. EREsp 1.439.749-RS, 
Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 28/11/2018 (Info 640).
A existência de cláusula compromissória não afeta a executividade do título 
de crédito inadimplido e não impede a deflagração do procedimento fali-
mentar, fundamentado no art. 94, I, da Lei nº 11.101/2005.
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Caso concreto: o contrato entre as empresas “A” e “B” continha uma cláusula 
compromissória. Com base nesse contrato, a empresa “A” forneceu merca-
dorias para a empresa “B”. A empresa “B” não pagou a duplicata referente 
a essa venda. Diante disso, a empresa “A” poderá ingressar com execução 
individual ou, então, pedir a falência da empresa “B” sem precisar instaurar o 
procedimento arbitral. Havendo título executivo, o direito do credor só pode 
ser garantido por meio do juízo estatal, já que o árbitro não possui poderes 
de natureza executiva. STJ. 4ª Turma. REsp 1733685-SP, Rel. Min. Raul Araújo, 
julgado em 06/11/2018 (Info 637).Ação cambiária – é uma ação executiva típica.
10. Teoria geral das execuções coletivas. Teoria geral da falência. Evolução do Direito Falimentar. 
Princípio da preservação da empresa. Crise da empresa. Lei nº 11.101/2005 e suas alterações: Princí-
pios. Disposições preliminares. Disposições comuns à recuperação judicial e à falência: verificação e 
habilitação de créditos. Administrador judicial e Comitê de Credores. Assembleia geral de credores. 
Recuperação judicial. Pedido e processamento da recuperação judicial. Plano de Recuperação Judi-
cial. Procedimento de recuperação judicial. Plano de Recuperação Judicial para Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte. Convolação da recuperação judicial em falência. Falência. Disposições 
gerais. Classificação dos créditos. Pedido de restituição. Procedimento para a decretação da falên-
cia. Inabilitação empresarial, direitos e deveres do falido. Falência requerida pelo próprio devedor. 
Arrecadação e custódia de bens. Efeitos da decretação da falência sobre as obrigações do devedor. 
Ineficácia e revogação dos atos praticados antes da falência. Realização do ativo. Pagamento aos 
credores. Encerramento da falência e extinção das obrigações do falido. Recuperação extrajudicial. 
Disposições penais. Disposições comuns. Procedimento penal. Disposições finais e transitórias. O 
Ministério Público no processo de falência e de recuperação judicial.
INCIDÊNCIA DA LEI Nº 11.101/2005
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
SOCIEDADE EMPRESÁRIA
EIRELI
#ATENÇÃO: estão totalmente excluídas da incidência da Lei nº 11.101/2005 das sociedades de 
economia mista e as empresas públicas, por expressa previsão legal.
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FALÊNCIA
CONCEITO
Trata-se de execução especial, na qual todos os credores deverão ser reuni-
dos em um único processo, para a execução conjunta do devedor. Em 
vez de se submeter a uma execução individual, o devedor insolvente deverá 
se submeter a uma execução concursal, em obediência ao princípio da par 
conditio creditorum, segundo o qual deve ser dado aos credores tratamen-
to isonômico.
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIO DA 
PRESERVAÇÃO 
DA EMPRESA
Essa atividade (empresa) pode continuar sob a respon-
sabilidade de outro empresário (empresário individual ou 
sociedade empresária).
PRINCÍPIO DA 
MAXIMIZAÇÃO 
DOS ATIVOS
Evitando-se a desvalorização e a deterioração, conse-
gue-se fazer com que no momento da venda esta seja 
feita por um preço justo, o que em última análise interes-
sa aos credores da massa, visto que o dinheiro arrecada-
do será usado para o pagamento de seus créditos.
PRESSUPOSTOS DA 
FALÊNCIA
P R E S S U P O S -
TO MATERIAL 
SUBJETIVO
Devedor empresário.
P R E S S U P O S -
TO MATERIAL 
OBJETIVO
Insolvência ( jurídica ou presumida) do devedor
PRESSUPOSTO 
FORMAL Sentença declaratória de falência (natureza constitutiva).
PROCEDIMENTO
FASE PRÉ-FALI-
MENTAR
Início: com o pedido de falência
Término: sentença declaratória de falência.
FASE FALIMEN-
TAR
Início: sentença declaratória de falência.
Término: sentença de encerramento
REABILITAÇÃO Início: sentença de extinção das obrigações do falido
NÃO ESTÃO 
SUJEITOS A 
FALÊNCIA
I – Empresa pública e sociedade de economia mista (a lei não distingue entre 
prestadora de serviço público ou exploradora de atividade econômica).
II – Instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consór-
cio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano 
de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e 
outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
#ATENÇÃO tais agentes possuem leis específicas para tratar da sua insolvência.
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SUJEITO ATIVO
Art. 97. Podem requerer a falência do devedor:
I – o próprio devedor, na forma do disposto nos arts. 105 a 107 desta Lei;
II – o cônjuge sobrevivente, qualquer herdeiro do devedor ou o inven-
tariante;
III – o cotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitu-
tivo da sociedade;
IV – qualquer credor.
#SELIGA Enunciado 56: A Fazenda Pública não possui legitimidade ou 
interesse de agir para requerer a falência do devedor empresário.
COMPETÊNCIA
O juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de 
empresa que tenha sede fora do Brasil.
#SELIGA Conceito de principal estabelecimento está ligado ao aspecto 
econômico: local onde o devedor concentra o maior volume de negócios, 
o que nem sempre coincide com o local da sede ou centro administrativo. 
Trata-se de competência absoluta.
EXCEÇÕES AO 
JUÍZO UNIVERSAL 
DA FALÊNCIA
-Ações não reguladas pela Lei 11.101/05 em que a massa falida atue no polo 
ativo da relação processual, individualmente ou em litisconsórcio;
-Ações que demandam quantia ilíquida;
-Demandas em curso na Justiça do Trabalho;
-Execuções fiscais;
-Ações em que a União ou algum ente público federal sejam partes ou inte-
ressados.
RESPOSTAS DO 
DEVEDOR
Quatro opções diante do pedido de falência:
-pode apresentar contestação;
-fazer o depósito elisivo;
-contestar e realizar o depósito elisivo;
-pedir a recuperação judicial.
DEPÓSITO ELISIVO
A elisão da falência é feita com o depósito em juízo do valor da dívida 
reclamada no pedido falimentar, devidamente corrigido e acrescido de 
juros e honorários advocatícios.
#PRESTAATENÇÃO Pela literalidade da lei, não cabe elisão da falência nos 
casos dos atos de falência descritos no inciso III do art. 94 da Lei, mas apenas 
nos casos de impontualidade injustificada e execução frustrada. Entretanto, 
a doutrina e jurisprudência tendem a admitir o depósito elisivo em qualquer 
caso.
RECURSO CABÍVEL Sentença que decreta a Falência = Agravo de InstrumentoSentença que julga improcedente a Falência = Apelação
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TERMO LEGAL 
DA FALÊNCIA OU 
PERÍODO SUSPEITO 
/ CINZENTO:
É um lapso temporal. Os atos praticados dentro desse intervalo de tempo, 
serão investigados, por meio de uma auditoria. E se, por acaso, o devedor 
praticar atos expressamente previstos no art. 129 (são as hipóteses de ação 
revocatória) da Lei, o juiz irá a declarar a ineficácia desses atos. O termo legal 
da falência não pode retroagir por mais de noventa dias contado do 
pedido de falência (no caso de atos de falência), do pedido de recupe-
ração judicial (no caso de convolação em falência) ou do primeiro protesto 
por falta de pagamento (no caso de falência por impontualidade injustificada 
ou execução fracassada), excluindo-se, para esta finalidade, os protestos que 
tenham sido cancelados.
EFEITOS DA
 FALÊNCIA
EM RELAÇÃO 
À PESSOA DO 
DEVEDOR
Falência dos sócios de responsabilidade ilimitada;
Apuração de eventual responsabilidade pessoal dos 
sócios de responsabilidade limitada;
Inabilitação empresarial;
Perda do direito de administração dos seus bens e da 
disponibilidade sobre eles (formação da massa falida 
objetiva);
Não pode ausentar-se do lugar da falência sem autori-
zação do juiz;
Comparecimento a todos os atos da falência;
Suspensão do direito ao sigilo à correspondência e ao 
livre exercício da profissão;
Dever de colaboração com a administração da falência.
EM RELAÇÃO 
AOS BENS DO 
DEVEDOR
Formação da massa falida objetiva (arrecadação de todos 
os bens do devedor, exceto os absolutamente impenho-
ráveis).
EM RELAÇÃO 
ÀS OBRIGA-
ÇÕES DO 
DEVEDOR
Suspensão do exercício do direito de retenção (sobre os 
bens sujeitos à arrecadação), de retirada ou recebimento 
do valor de quotas ou ações por parte dos sócios da 
sociedade falida;
Vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos 
sócios ilimitada e solidariamenteresponsáveis (com 
abatimento proporcional dos juros e conversão de todos 
os créditos em moeda estrangeira para a moeda do país);
Limitação à compensação de dívidas do devedor até o 
dia da decretação da falência;
Inexigibilidade de juros vencidos, previstos em lei ou em 
contrato, se o ativo apurado não bastar para o paga-
mento dos credores subordinados;
Continuidade dos contratos que puderem ser cumpridos 
e que possam reduzir ou evitar o aumento do passivo.
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EM RELAÇÃO 
AOS CREDORES 
DO FALIDO
Formação da massa falida subjetiva (procedimento de 
verificação e habilitação dos créditos).
Instauração do juízo universal da falência.
EM RELAÇÃO 
AOS ATOS DO 
FALIDO
Fixação do termo legal da falência (ineficácia dos atos).
EXTINÇÃO DAS 
OBRIGAÇÕES DO 
DEVEDOR FALIDO
-Pagamento de todos os créditos;
-Pagamento, depois de realizado todo o ativo, de mais de 50% (cinquenta 
por cento) dos créditos quirografários, sendo facultado ao falido o depósito 
da quantia necessária para atingir essa porcentagem se para tanto não 
bastou a integral liquidação do ativo;
-Decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado do encerramento da falência, 
se o falido não tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei;
-Decurso do prazo de 10 (dez) anos, contado do encerramento da falência, se 
o falido tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei.
-Verificada a prescrição ou extintas as obrigações nos termos desta Lei, o 
sócio de responsabilidade ilimitada também poderá requerer que seja decla-
rada por sentença a extinção de suas obrigações na falência.
ATOS OBJETIVAMENTE INEFICAZES ATOS SUBJETIVAMENTE INEFICAZES
Art. 129 da Lei 11.101/95 Art. 130 da Lei 11.101/05
Rol taxativo Rol não taxativo
Reconhecimento da ineficácia independe da 
demonstração de fraude do devedor ou de 
conluio com o terceiro com quem ele contratou.
Só terão reconhecida sua ineficácia se restar 
provada a intenção de prejudicar os credores, 
o conluio fraudulento entre o devedor e o tercei-
ro que contratou com ele e o real prejuízo da 
massa.
Pode ser declarada de ofício Não pode ser declarada de ofício
Pode ser declarada de modo incidental Depende de ação revocatória
#SELIGA A legitimidade para propositura da ação revocatória é concorrente entre o adminis-
trador judicial, qualquer credor e o Ministério Público. Além disso, o prazo para propositura é 
de três anos contados da decretação de falência. Se o juiz julga a ação revocatória procedente, 
as partes retornarão ao estado anterior, e o contratante de boa-fé terá direito à restituição 
dos bens ou valores entregues ao devedor (art. 136).
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CRÉDITOS EXTRA-
CONCURSAIS
Remunerações devidas ao administrador judicial e seus auxiliares, e créditos 
derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho 
relativos a serviços prestados após a decretação da falência;
Quantias fornecidas à massa pelos credores;
Despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e distribuição do 
seu produto, bem como custas do processo de falência;
Custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha sido 
vencida;
Obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recupera-
ção judicial, nos termos do art. 67 desta Lei, ou após a decretação da falência, 
e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência, 
respeitada a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei;
CRÉDITOS 
CONCURSAIS
Os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e 
cinquenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de 
trabalho (sem limitação de valor);
Créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;
Créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de consti-
tuição, excetuadas as multas tributárias;
Créditos com privilégio especial, a saber:
a) os previstos no art. 964 do Código Civil;
b) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária 
desta Lei;
c) aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada 
em garantia;
d) aqueles em favor dos microempreendedores individuais e das microempre-
sas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei Complementar no 123, de 
14 de dezembro de 2006
Créditos com privilégio geral, a saber:
a) os previstos no art. 965 do Código Civil;
b) os previstos no parágrafo único do art. 67 desta Lei;
c) os assim definidos em outras leis civis e comerciais, salvo disposição contrária 
desta Lei;
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Créditos quirografários, a saber:
a) aqueles não previstos nos demais incisos deste artigo;
b) os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens 
vinculados ao seu pagamento;
c) os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o 
limite estabelecido no inciso I do caput deste artigo;
As multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou 
administrativas, inclusive as multas tributárias;
Créditos subordinados, a saber:
a) os assim previstos em lei ou em contrato;
b) os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
CONCEITO
A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação 
de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção 
da fonte produtora do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credo-
res, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estí-
mulo à atividade econômica.
AUTOR DO PEDI-
DO Somente EMPRESÁRIOS.
REQUISITOS 
MATERIAIS PARA 
O PEDIDO
Art. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do 
pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que 
atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente:
I –não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transita-
da em julgado, as responsabilidades daí decorrentes;
II –não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação 
judicial;
III - não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judi-
cial com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo; (Reda-
ção dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)
IV – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio 
controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta 
Lei.
FASES
POSTULAÇÃO Inicia-se com o pedido de recuperação e vai até o despa-cho de processamento;
PROCESSAMEN-
TO
Vai do despacho de processamento até a decisão conces-
siva;
EXECUÇÃO Da decisão concessiva até o encerramento da recupera-ção judicial.
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APRESENTAÇÃO 
DO PLANO DE 
RECUPERAÇÃO
Publicada a decisão que defere o processamento do pedido de recuperação, o 
devedor terá prazo de 60 dias para apresentar ao juízo o seu plano de recu-
peração. Qualquer credor poderá manifestar ao juiz sua objeção ao plano de 
recuperação judicial no prazo de 30 (trinta) dias contado da publicação da 
relação de credores.
CONCESSÃO DA 
RECUPERAÇÃO
COM CONSENTIMENTO DOS CREDORES:
Se os credores consentirem com o plano do devedor, sem a apresentação de 
qualquer objeção, ou se eles aprovarem o plano, com ou sem alterações, na 
assembleia geral, caberá apenas ao devedor providenciar a apresentação de 
certidões negativas de débitos tributários, nos termos previstos pela legislação 
tributária.
SEM CONSENTIMENTO DOS CREDORES:
Art. 58. § 1º O juiz poderá conceder a recuperação judicial com base emplano que não obteve aprovação na forma do art. 45 desta Lei, desde que, 
na mesma assembleia, tenha obtido, de forma cumulativa: #ATENÇÃO
I – o voto favorável de credores que representem mais da metade do valor de 
todos os créditos presentes à assembleia, independentemente de classes;
II – a aprovação de 2 (duas) das classes de credores nos termos do art. 45 desta 
Lei ou, caso haja somente 2 (duas) classes com credores votantes, a aprovação 
de pelo menos 1 (uma) delas;
III – na classe que o houver rejeitado, o voto favorável de mais de 1/3 (um terço) 
dos credores, computados na forma dos §§ 1º e 2º do art. 45 desta Lei.
§2º A recuperação judicial somente poderá ser concedida com base no § 1º 
deste artigo se o plano não implicar tratamento diferenciado entre os credores 
da classe que o houver rejeitado.
ENCERRAMENTO
O objetivo do processo de recuperação judicial é propiciar ao devedor as condi-
ções necessárias à superação de sua crise econômico-financeira. As medidas 
propostas no plano, pois, devem ser levadas a cabo para que surtam os efeitos 
esperados e permitam que a empresa continue em atividade.
CONVOLAÇÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM FALÊNCIA
O devedor permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as obrigações 
previstas no plano que se vencerem ATÉ 2 (DOIS) ANOS depois da concessão da recuperação 
judicial.
Durante esse período, o descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano acarretará a 
convolação da recuperação em falência.
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Além disso, o juiz decretará a falência durante o processo de recuperação judicial:
I – por deliberação da assembleia-geral de credores, na forma do art. 42 desta Lei;
II – pela não apresentação, pelo devedor, do plano de recuperação no prazo do art. 53 desta Lei;
III – quando houver sido rejeitado o plano de recuperação, nos termos do § 4º do art. 56 desta Lei;
IV – por descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação, na forma do § 
1º do art. 61 desta Lei.
#DEOLHONAJURIS #AJUDAMARCINHO
#SAINDODOFORNO #APOSTACICLOS
FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A regra do art. 24, § 2º, da Lei nº 11.101/2005, que exige a reserva de honorários do administrador 
judicial, não se aplica aos processos de recuperação judicial. Tal dispositivo incide apenas nos casos de 
falência.
STJ. 3ª Turma. REsp 1700700/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/02/2019.
FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL. É cabível a interposição de agravo de instrumento 
contra decisões interlocutórias em processo falimentar e recuperacional, ainda que não haja previsão 
específica de recurso na Lei nº 11.101/2005 (LREF). Fundamento: interpretação extensiva do art. 1.015, 
parágrafo único, do CPC/2015. STJ. 4ª Turma. REsp 1722866-MT, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
25/09/2018 (Info 635).
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A Lei nº 11.101/2005, embora tenha excluído expressamente dos efei-
tos da recuperação judicial o crédito de titular da posição de proprietário fiduciário de bens imóveis ou 
móveis, acentuou que os “bens de capital”, objeto de garantia fiduciária, essenciais ao desenvolvimento 
da atividade empresarial, permanecem na posse da recuperanda durante o stay period. A conceituação 
de “bem de capital”, referido na parte final do § 3º do art. 49 da LRF, há de ser objetiva. Assim, “bem de 
capital” é o bem corpóreo (móvel ou imóvel) utilizado no processo produtivo da empresa recu-
peranda e que não seja perecível nem consumível. STJ. 3ª Turma. REsp 1758746-GO, Rel. Min. Marco 
Aurélio Bellizze, julgado em 25/09/2018 (Info 634).
FALÊNCIA. É imprescindível a publicação na imprensa oficial do edital previsto no art. 7º, § 2º, da 
Lei nº 11.101/2005. Assim, a Lei não permite que a publicação seja feita exclusivamente no jornal. 
Fundamento: art. 191 da Lei de Falência. A leitura do caput do art. 191 revela que as publicações devem 
ser sempre feitas na imprensa oficial, devendo ser, preferencialmente, feitas também mediante publicação 
em jornal ou revista de circulação se as possibilidades financeiras do devedor ou da massa falida assim 
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comportarem. Obs: o art. 7º, § 2º trata sobre o edital contendo a relação feita pelo administrador judicial 
dos credores do falido. STJ. 3ª Turma. REsp 1758777-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11/09/2018 
(Info 633).
Não é cabível a restituição de quantia em dinheiro que se encontra depositada em conta corrente 
de banco falido, em razão de contrato de trust. STJ. 3ª Turma. REsp 1438142-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, julgado em 15/05/2018 (Info 631).
A ação de compensação por danos morais movida contra empresa em recuperação judicial 
não deve permanecer suspensa até o trânsito em julgado da decisão final proferida no processo de soer-
guimento. STJ. 3ª Turma. REsp 1710750-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/05/2018 (Info 627).
O crédito derivado de fato ocorrido em momento anterior àquele em que requerida a recuperação 
judicial deve sujeitar-se ao plano de soerguimento da sociedade devedora. STJ. 3ª Turma. REsp 1.727.771-
RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/05/2018 (Info 626).
Mesmo não havendo previsão expressa na Lei nº 11.101/2005, deve ser reconhecida a incidência da 
norma do art. 191 do CPC/1973 (art. 229 do CPC/2015) para a prática de atos processuais pelos credo-
res habilitados no processo falimentar quando representados por diferentes procuradores. Assim, se no 
processo de falência uma decisão desagradar aos credores e eles decidirem recorrer, terão prazo em 
dobro caso possuam diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos. Em outras palavras, 
aplica-se aos credores da sociedade falida o prazo em dobro do art. 229 do CPC/2015. STJ. 3ª Turma. REsp 
1634850/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 20/03/2018.
A competência para processar e julgar demandas cíveis com pedidos ilíquidos contra massa fali-
da, quando em litisconsórcio passivo com pessoa jurídica de direito público, é do juízo cível no qual for 
proposta a ação de conhecimento, competente para julgar ações contra a Fazenda Pública, de acordo 
as respectivas normas de organização judiciária. STJ. 1ª Seção. REsp 1643856-SP, Rel. Min. Og Fernandes, 
julgado em 13/12/2017 (recurso repetitivo) (Info 617).
FALÊNCIA. O autor do pedido de falência não precisa demonstrar que existem indícios da 
insolvência ou da insuficiência patrimonial do devedor, bastando que a situação se enquadre em 
uma das hipóteses do art. 94 da Lei nº 11.101/2005. Assim, independentemente de indícios ou provas 
de insuficiência patrimonial, é possível a decretação da quebra do devedor que não paga, sem relevante 
razão de direito, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protesta-
dos cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na data do pedido de falência 
(art. 94, I, da Lei nº 11.101/2005). STJ. 3ª Turma. REsp 1.532.154-SC, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, 
julgado em 18/10/2016 (Info 596).
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RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Depois de ter sido deferido o processamento da recuperação judicial, 
todas as ações e execuções contra o devedor que está em recuperação judicial ficam suspensas, excetua-
das as que demandarem quantia ilíquida (§ 1º do art. 6º da Lei nº 11.101/2005) e as execuções fiscais (§ 7º). 
Além de as ações e execuções contra o devedor em recuperação ficarem suspensas, o destino do 
patrimônio da sociedade em processo de recuperação judicial não poderá ser atingido por deci-
sões prolatadas por juízo diverso daquele onde tramita o processo de reerguimento, sob pena de 
violação ao princípio maior da preservação da atividade empresarial. Em outras palavras, qualquerdecisão que afete os bens da empresa em recuperação deverá ser tomada pelo juízo onde tramita a 
recuperação. O juízo onde tramita o processo de recuperação judicial é o competente para decidir sobre 
o destino dos bens e valores objeto de execuções singulares movidas contra a recuperanda, ainda que 
se trate de crédito decorrente de relação de consumo. Ex: João comprou uma geladeira em uma loja. 
O produto apresentou vício e o consumidor propôs, no Juizado Especial, ação de indenização contra o 
fornecedor. O juiz julgou o pedido procedente, condenando a empresa a pagar R$ 10 mil. Como não 
houve pagamento espontâneo, o magistrado determinou a penhora online da quantia. Ocorre que, em 
março de 2017, antes que o dinheiro penhorado fosse transferido para João, o Juízo da Vara Cível deferiu 
a recuperação judicial da referida loja. Como já foi deferida a recuperação judicial, a competência para 
decidir sobre o patrimônio do devedor passa a ser do juízo da recuperação judicial. STJ. 3ª Turma. REsp 
1.630.702-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/02/2017 (Info 598).
DIREITO FALIMENTAR. Nos processos de falência ajuizados anteriormente à vigência da Lei nº 
11.101/2005, a decretação da extinção das obrigações do falido prescinde da apresentação de prova da 
quitação de tributos. STJ. 3ª Turma. REsp 1.426.422-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 28/3/2017 
(Info 601). Existe divergência se, na vigência da Lei nº 11.101/2005, a quitação dos tributos é condi-
ção para a extinção das obrigações do falido. A Min. Nancy Andrighi sustenta que sim. Em provas 
objetivas, fique atento porque pode ser cobrada a redação literal do art. 191 do CTN, devendo 
essa alternativa ser assinalada como correta: “Art. 191. A extinção das obrigações do falido requer 
prova de quitação de todos os tributos.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Os créditos trabalhistas litigiosos referentes a serviços prestados pelo 
trabalhador à empresa antes da recuperação judicial deverão estar sujeitos a ela, mesmo que no momen-
to do pedido tais créditos não estivessem consolidados? SIM. A partir do momento em que o empre-
gado trabalha, ele se torna credor de seu empregador, tendo direito ao recebimento das verbas 
trabalhistas. Esse crédito existe independentemente de decisão judicial. Se o empregador não paga 
e o empregado ingressa com reclamação trabalhista, a sentença apenas reconhecerá (declarará) a exis-
tência do direito do trabalhador, condenando o patrão a pagar. Não é a sentença, contudo, que constitui 
o direito, mas apenas o declara. Isso significa que, se este crédito foi constituído em momento anterior 
ao pedido de recuperação judicial, deverá se submeter aos seus efeitos. Desse modo, se as verbas traba-
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lhistas estão relacionadas com serviços prestados pelo empregado em momento anterior ao pedido de 
recuperação judicial, tais verbas também estarão sujeitas a esse procedimento, mesmo que a sentença 
trabalhista tenha sido prolatada somente depois do deferimento da recuperação. A consolidação do 
crédito trabalhista (ainda que inexigível e ilíquido) não depende de provimento judicial que o 
declare — e muito menos do transcurso de seu trânsito em julgado —, para efeito de sua sujeição 
aos efeitos da recuperação judicial. STJ. 3ª Turma. REsp 1.634.046-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. 
para acórdão Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 25/4/2017 (Info 604).
FALÊNCIA. EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES. A extinção das obrigações do falido, em decorrên-
cia da aplicação do art. 135, III, do Decreto Lei nº 7.661/45 (art. 158, III, da Lei nº 11.101/2005), não extin-
gue nem impede o prosseguimento de execução ajuizada contra avalista e devedor solidário. STJ. 
4ª Turma. REsp 1.104.632-PR, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 20/4/2017 (Info 605).
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Os bondholders – detentores de títulos de dívida emitidos por socie-
dades em recuperação judicial e representados por agente fiduciário – têm assegurados o direito de 
voto nas deliberações sobre o plano de soerguimento. STJ. 3ª Turma. REsp 1.670.096-RJ, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, julgado em 20/6/2017 (Info 607).
FALÊNCIA. A Lei de Falências afirma que o credor terá direito de receber seu crédito do falido com 
juros e correção monetária que são calculados até a “data da decretação da falência”. Quando a lei fala em 
“decretação da falência” deve-se considerar a data em ela foi prolatada (não importando quando ocor-
reu a sua publicação). Assim, no processo de falência, a incidência de juros e correção monetária sobre 
os créditos habilitados deve ocorrer até a decretação da quebra, entendida como a data da prolação da 
sentença (e não sua publicação). STJ. 3ª Turma. REsp 1.660.198-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 
3/8/2017 (Info 609)
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. O credor deverá apresentar ao administrador judicial da falência o valor 
do seu crédito, atualizado com juros e correção monetária. Vale ressaltar que o termo final da incidência 
dos juros e correção monetária é a data do pedido de recuperação judicial, nos termos do art. 9º, 
II, da Lei nº 11.101/2005. Assim, mesmo que a sentença condenatória transitada em julgado tenha deter-
minado que os juros e correção monetária iriam incidir até a data do efetivo pagamento, quando este 
crédito for habilitado na recuperação judicial ele será atualizado até a data do pedido de recuperação 
judicial. Segundo o STJ decidiu, isso não ofende a coisa julgada. Nesse sentido: Não ofende a coisa julgada 
a decisão de habilitação de crédito que limita a incidência de juros de mora e correção monetária, deli-
neados em sentença condenatória de reparação civil, até a data do pedido de recuperação judicial. STJ. 
3ª Turma. REsp 1.662.793-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/8/2017 (Info 610).
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não 
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obsta a homologação de sentença arbitral estrangeira. No caso, empresa brasileira foi condenada, 
em sentença arbitral proferida na Suíça, a pagar determinada quantia a empresa estrangeira. A credora 
pediu a homologação desta sentença no STJ. A empresa brasileira encontra-se em processo de recupera-
ção judicial no Brasil. Isso, contudo, não impede que o STJ homologue esta sentença estrangeira. Depois, 
a credora terá que habilitar este crédito no juízo da recuperação. STJ. Corte Especial. SEC 14.408-EX, Rel. 
Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 21/6/2017 (Info 610)
#SELIGANASSÚMULAS
Súmula 248-STJ: Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas protestada, 
é título hábil para instruir pedido de falência.
Súmula 361-STJ: A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa devedora, 
exige a identificação da pessoa que a recebeu.
Súmula 29-STJ: No pagamento em juízo para elidir falência, são devidos correção monetária, juros 
e honorários de advogado.
Súmula 581-STJ: A recuperação judicial do devedor principal não impede o prosseguimento das 
ações e execuções ajuizadas contra terceiros devedores solidários ou coobrigados em geral, por 
garantia cambial, real ou fidejussória.
Súmula 480-STJ: O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição 
de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa.
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DIREITO TRIBUTÁRIO2
1. Sistema Tributário Nacional: Constituição Federal e Código Tributário Nacional.
Sistema Tributário Nacional é o conjunto de regras relacionadas com a atividade tributária da nação. 
Deve harmonizar relações sociais atendendo princípios fundamentais, obedecendo o pacto federativo.
A Constituição traz normas e princípios aplicáveis. A CF não cria tributos. Cabe à lei cria-los, diante 
da autorização constitucionalpara tanto.
Código Tributário Nacional foi recepcionado como Lei Complementar.
2. Princípios do Direito Tributário.
#DEOLHONAJURIS
Princípio da legalidade tributária e lei que delega a fixação do valor da taxa para ato infrale-
gal, desde que respeitados os parâmetros máximos. Não viola a legalidade tributária a lei que, 
prescrevendo o teto, possibilita o ato normativo infralegal fixar o valor de taxa em proporção razoável 
com os custos da atuação estatal, valor esse que não pode ser atualizado por ato do próprio conselho de 
fiscalização em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente previstos. STF. Plenário. 
RE 838284/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/10/2016 (repercussão geral) (Info 842 e 844).
NÃO APLICAÇÃO DO P. DA LEGALIDADE
(NÃO INSTITUEM OU AUMENTAM TRIBUTO)
EXCEÇÕES AO P. DA LEGALIDADE
(AUMENTAM TRIBUTO)
Atualização monetária da base de cálculo II, IE, IPI e IOF
Prazo para recolhimento do tributo –
Súmula Vinculante 50: norma legal que altera o 
prazo de recolhimento da obrigação tributária 
não se sujeita ao princípio da anterioridade.
Reduzir ou Restabelecer as alíquotas do CIDE 
combustível
Obrigações Acessórias ICMS monofásico incidente sobre combustíveis
#SELIGA
2 Por Bianca Zanardi
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É possível a criação ou majoração de tributos por MP, salvo aqueles que exigem Lei Comple-
mentar. Os Estados também podem, desde que prevejam a figura da MP em suas Constituições.
Para decorar as hipóteses de exigência de lei complementar lembre-se da palavra CEGI:
Contribuições residuais
Empréstimos compulsórios
Grandes fortunas
Impostos residuais
A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender 
a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no 
caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observada a anterio-
ridade anual. Obs.: NÃO HÁ previsão constitucional para a instituição de empréstimos compulsórios no 
caso de conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo, como há no CTN. #NÃOCAIA-
NESSA
Cabe à União, por meio de lei complementar, criar o imposto sobre grandes fortunas. É facultado ao 
Poder Executivo alterar as alíquotas do II, IE, IPI e IOF. O IPVA terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado 
Federal. À exceção do ICMS, II e IE, nenhum outro IMPOSTO poderá incidir sobre operações relativas 
a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país.
- PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE
Lembre-se de que o marco inicial é a data da publicação da lei (e não da vigência). Enquanto 
o princípio da irretroatividade representa uma proteção a fatos ocorridos antes da vigência da lei 
(passado), o princípio da anterioridade protege fatos futuros. É um princípio que se fundamenta no 
valor segurança jurídica.
#DEOLHONAJURIS
Regra da anterioridade nonagesimal e lei de conversão da MP. Nos casos em que a majoração 
de alíquota tenha sido estabelecida somente na lei de conversão, o termo inicial da contagem é a data da 
conversão da medida provisória em lei. STF. Plenário. RE 568503/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 
12/2/2014 (repercussão geral) (Info 735).
#PEGADINHA: Para a cobrança de impostos (salvo II, IE, IOF, IPI e IEG) no ano é necessário que haja 
conversão em lei até o último dia do exercício anterior. A restrição não se aplica em outras espécies 
tributárias.
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APLICA SÓ ANTERIORIDADE 
ANUAL
APLICA SÓ ANTERIORIDADE 
NONAGESIMAL
NÃO TEM ANTERIORIDADE 
NENHUMA
IR
IPVA e IPTU
(alteração da base de cálculo)
Obs: para alterar ALÍQUOTA 
de IPVA e IPTU tem que obser-
var noventena.
IPI
ICMS combustíveis
CIDE combustíveis
Contribuições Seguridade 
Social
II
IE
IOF
IEG
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO 
GUERRA
VEDAÇÃO AO 
CONFISCO
- “Utilizar tributo com efeito de confisco” é usar a tributação para se apropriar 
do patrimônio do particular sem a respectiva indenização. Aplica-se também às 
multas tributárias.
- O legislador, ao se utilizar do poder de tributar que a Constituição lhe confere, 
deve fazê-lo de forma razoável e moderada, sem que a tributação tenha por 
efeito impedir o exercício de atividades lícitas pelo contribuinte, dificultar o supri-
mento de suas necessidades vitais básicas ou comprometer seu direito a uma 
existência digna.
- Deve ser avaliada tomando por base:
a totalidade da carga tributária (todos os tributos exigidos por uma mesma 
pessoa política);
o efeito cumulativo das múltiplas incidências tributárias estabelecidas pela mesma 
entidade estatal;
de modo a verificar se afetam substancialmente, de maneira irrazoável, o patri-
mônio e/ou rendimentos do contribuinte. (STF, ADC-MC 8/DF).
Súmula 667-STF: Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa 
judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa.
De acordo com o STF, “o valor da obrigação principal deve funcionar como limi-
tador da norma sancionatória, de modo que a abusividade se revela nas multas 
arbitradas acima do montante de 100%” (AI 838.302-AgR).
NÃO LIMITAÇÃO 
AO TRÁFEGO 
DE PESSOAS OU 
BENS
Vedado o estabelecimento de limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por 
meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de 
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público (pedágio não 
tem natureza tributária – é TARIFA – Preço Público. Não é taxa).
Súmula 545 do STF - Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, 
porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança 
condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
#DEOLHONAJURIS - O pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias 
NÃO tem natureza tributária, mas de preço público, consequentemente, não 
está sujeito ao princípio da legalidade estrita. STF.
Plenário. ADI 800/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 11/6/2014 (Info 750).
- O ICMS interestadual incide sobre operações que destinam a outro Estado 
determinados bens e/ou serviços.
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Princípios Apli-
cáveis apenas à 
União
Uniformidade 
geográfica
É vedado à União instituir tributo que não seja uniforme 
em todo o território nacional ou que implique distinção ou 
preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a 
Município, em detrimento de outro, admitida a concessão 
de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio 
do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes 
regiões do País.
Isonomia na 
tributação da 
renda
É vedado à União tributar a renda das obrigações da dívi-
da pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios, bem como a remuneração e os proventos dos respec-
tivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar 
para suas obrigações e para seus agentes.
Vedação a 
concessão de 
isenções hete-
rônomas
É vedado à União instituir isenções de tributos da compe-
tência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
A proibição não impede a instituição de isenções através 
de tratados internacionais, hipótese em que a União atua 
como representante da República no âmbito externo.
OBS: Há algumas hipóteses de isenções heterônomas 
previstas no próprio texto constitucional e que, por isso, 
não representam violação ao princípio, tais como: isenção 
do ISS nas exportações de serviços (art. 156, §3º, II).
Princípio aplicá-
vel apenas aos 
Estados, DF e 
Municípios.
Não discrimina-
ção baseada em 
procedência ou 
destino
É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípiosestabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de 
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou desti-
no.
O princípio impede, por exemplo, a cobrança de alíquotas 
maiores de IPVA dos veículos importados.
#PEGADINHA #DERRUBANDOOCANDIDATO De acor-
do com expressa disposição constitucional, é vedado à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios 
estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de 
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou desti-
no. ERRADO!
De acordo com a própria disposição constitucional, trata-
-se de princípio direcionado aos ESTADOS, DF E MUNI-
CÍPIOS (art. 152).
 Súmula Vinculante 50, STF: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação 
tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. 3. Normas constitucionais de Direito 
Tributário.
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4.Tributo: conceito, natureza jurídica, espécies: imposto, taxa, contribuição de melhoria, empréstimo 
compulsório, contribuições.
Teoria PENTAPARTIDA/PENTAPARTITE/QUINQUIPARTITE: prevalece no STF e na doutrina majo-
ritária. (Obs.: há posicionamentos minoritários que defendem a teoria tripartida – impostos, taxas e contri-
buições de melhoria – e até a teoria quadripartida, Ricardo Lobo Torres). O STF reconhece a existência de 
cinco tipos de espécies tributárias (impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimo compulsório 
e contribuições especiais).
Impostos Taxas Contribuições de Melhoria
Empréstimo 
Compulsório
Contribuições 
Especiais
União, Estados, 
DF e Municípios.
União, Estados, 
DF e Municípios.
União, Estados, 
DF e Municípios. União
União
*Estados, DF e 
Municípios (exce-
ção). – Contri-
buição previden-
ciária de seus 
servidores
Regra: Lei Ordi-
nária Lei Ordinária Lei Ordinária Lei Complementar Lei Ordinária
#SELIGANAJURIS
Isenção da taxa de registro de arma de fogo não se aplica para policiais rodoviários federais 
aposentados. A isenção do recolhimento da taxa para emissão, renovação, transferência e expedição 
de segunda via de certificado de registro de arma de fogo particular prevista no art. 11, § 2º, da Lei nº 
10.826/2003 não se estende aos policiais rodoviários federais aposentados. STJ. 1ª Turma.REsp 1530017-PR, 
Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 21/09/2017 (Info 612).
Inconstitucionalidade de taxa de combate a sinistros instituída por lei municipal. É inconsti-
tucional taxa de combate a sinistros instituída por lei municipal. A prevenção e o combate a incên-
dios são atividades desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros, sendo consideradas atividades de seguran-
ça pública, nos termos do art. 144, V e § 5º da CF/88. A segurança pública é atividade essencial do 
Estado e, por isso, é sustentada por meio de impostos (e não por taxa). Desse modo, não é possível 
que, a pretexto de prevenir sinistro relativo a incêndio, o Município venha a se substituir ao Estado, com 
a criação de tributo sob o rótulo de taxa. Tese fixada pelo STF: “A segurança pública, presentes a preven-
ção e o combate a incêndios, faz-se, no campo da atividade precípua, pela unidade da Federação, e, 
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porque serviço essencial, tem como a viabilizá-la a arrecadação de impostos, não cabendo ao Município 
a criação de taxa para tal fim.” STF. Plenário. RE 643247/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 1º/8/2017 
(repercussão geral) (Info 871).
Base de cálculo da taxa municipal de fiscalização e funcionamento. As taxas municipais de 
fiscalização e funcionamento não podem ter como base de cálculo o número de empregados ou 
ramo de atividade exercida pelo contribuinte. STF. 2ª Turma. ARE 990914/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 
julgado em 20/6/2017 (Info 870). A taxa de fiscalização e funcionamento pode ter como base de cálcu-
lo a área de fiscalização, na medida em que traduz o custo da atividade estatal de fiscalização. STF. 1ª 
Turma. RE 856185 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 04/08/2015.
Princípio da legalidade tributária e lei que delega a fixação do valor da taxa para ato infrale-
gal, desde que respeitados os parâmetros máximos. Não viola a legalidade tributária a lei que, pres-
crevendo o teto, possibilita o ato normativo infralegal fixar o valor de taxa em proporção razoável com 
os custos da atuação estatal, valor esse que não pode ser atualizado por ato do próprio conselho de 
fiscalização em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente previstos. STF. Plenário. 
RE 838284/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/10/2016 (repercussão geral) (Info 842 e 844).
Valor da taxa deve estar relacionado com o custo do serviço que as motiva. Em um deter-
minado Município, foi instituída uma taxa de localização e funcionamento de estabelecimento industrial 
e comercial. Assim, os estabelecimentos comerciais e industriais eram obrigados a pagar uma taxa ao 
Município por conta da fiscalização que ele exercia nesses empreendimentos (taxa de poder de polícia). 
Comumente, era conhecida como “alvará de funcionamento”. Ocorre que a lei municipal previu que a 
base de cálculo dessa taxa seria o número de empregados da empresa. Assim, quanto mais trabalha-
dores, maior a base de cálculo. Esse critério escolhido é constitucional? NÃO. O STF entendeu que o 
número de empregados não pode ser utilizado como base de cálculo para a cobrança da taxa 
de localização e funcionamento de estabelecimento industrial e comercial. O legislador municipal, 
ao escolher o número de empregados para fixar a base de cálculo, levou em consideração qualidades 
externas e estranhas ao exercício do poder de polícia, sem pertinência quanto ao aspecto material da 
hipótese de incidência. A taxa é tributo contraprestacional (vinculado), usado na remuneração de 
atividade específica, seja serviço ou exercício do poder de polícia e, por isso, não pode fixar a base de 
cálculo usando como critério os sinais presuntivos de riqueza do contribuinte. O valor das taxas deve 
estar relacionado com o custo do serviço que as motiva, ou com a atividade de polícia desenvol-
vida. STF. 1ª Turma. RE 554951/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 15/10/2013 (Info 724).
Súmula vinculante 41-STF: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado 
mediante taxa. Aprovada em 11/03/2015, DJe 20/03/2015.
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Súmula vinculante 29-STF: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou 
mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral 
identidade entre uma base e outra.
Súmula Vinculante 12, STF: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o 
disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.
Súmula Vinculante 19, STF: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de 
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola 
o artigo 145, II, da Constituição Federal.
Súmula Vinculante 29, STF: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identi-
dade entre uma base e outra.
Súmula Vinculante 40, STF: A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição 
Federal, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo.
Contribuição confederativa não é tributo, pois é fixada pela assembleia geral do sindicato, sendo 
voluntária. Já a contribuição sindical é tributo, pois é instituída por meio de lei e, portanto, compulsória.
#DEOLHONAJURIS #AJUDAMARCINHO
É constitucional a lei que extinguiu a contribuição sindical obrigatória
São compatíveis com a Constituição Federal os dispositivos da Lei nº 13.467/2017 (Reforma Traba-
lhista) queextinguiram a obrigatoriedade da contribuição sindical e condicionaram o seu pagamento à 
prévia e expressa autorização dos filiados.
No âmbito formal, o STF entendeu que a Lei nº 13.467/2017 não contempla normas gerais de direito 
tributário (art. 146, III, “a”, da CF/88). Assim, não era necessária a edição de lei complementar para tratar 
sobre matéria relativa a contribuições.
Também não se aplica ao caso a exigência de lei específica prevista no art. 150, § 6º, da CF/88, pois a 
norma impugnada não disciplinou nenhum dos benefícios fiscais nele mencionados, quais sejam, subsídio 
ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão.
Sob o ângulo material, o STF afirmou que a Constituição assegura a livre associação profissional 
ou sindical, de modo que ninguém é obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato (art. 8º, V, da 
CF/88). O princípio constitucional da liberdade sindical garante tanto ao trabalhador quanto ao empre-
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gador a liberdade de se associar a uma organização sindical, passando a contribuir voluntariamente com 
essa representação.
Não há nenhum comando na CF/88 determinando que a contribuição sindical é compulsória.
Não se pode admitir que o texto constitucional, de um lado, consagre a liberdade de associação, 
sindicalização e expressão (art. 5º, IV e XVII, e art. 8º) e, de outro, imponha uma contribuição compulsória 
a todos os integrantes das categorias econômicas e profissionais.
STF. Plenário. ADI 5794/DF, Rel. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Luiz Fux, julgado em 29/6/2018 
(Info 908).
Súmula Vinculante 41, STF: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante 
taxa.
5. Competência tributária: classificação, exercício da competência tributária.
A atribuição da competência tributária a determinado ente político compreende a competência 
legislativa para instituir o tributo e definir os seus aspectos, tais como fatos geradores, bases de cálculo, 
alíquotas, contribuintes, responsáveis, etc.
Uma das características mais importantes da competência tributária é que ela é indelegável. 
Isso significa que se a CF/88 determina que cabe à União instituir imposto sobre a renda, a União não 
pode delegar tal competência a outro ente. Nada impede, contudo, que seja delegada as funções de 
arrecadar ou fiscalizar tributos, ou, como define o CTN, também as funções de executar leis, serviços, 
atos ou decisões administrativas em matéria tributária.
Essa delegação ocorre a outra pessoa jurídica de direito público e denomina-se capacidade 
tributária ativa. A delegação da capacidade tributária ativa compreende as garantias e os privilégios 
processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferiu, e pode ser revogada a 
qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica que detém a competência tributária.
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6. Capacidade tributária, entre competência tributária e capacidade tributária.
Capacidade tributária passiva é a aptidão para ser sujeito passivo da obrigação tributária. Inde-
pende da capacidade civil.
A competência tributária é competência para instituir um tributo. É indelegável e irrenunciável.
7. Limitações do poder de tributar: imunidade tributária, imunidades em espécie, distinção entre 
imunidade, isenção e não incidência.
IMUNIDADE ISENÇÃO
DISPENSA CONSTITUCIONAL do dever de 
pagar o tributo.
A Constituição sequer fornece competência 
tributária.
Hipótese de não incidência constitucionalmen-
te qualificada.
-IMUNIDADES são consideradas CLÁUSULAS 
PÉTREAS.
Todos os métodos de interpretação poderão 
ser utilizados para a aplicação da imunidade. 
Ex.: intepretação literal, sistemática, gramatical, 
ampliativo, restritivo, teleológico, etc.
DISPENSA LEGAL do dever de pagar o tributo.
São revogáveis, salvo se concedidas por prazo 
certo e com algo a ser cumprido pelo contribuin-
te.
Súmula 544 do STF: “Isenções tributárias conce-
didas, sob condição onerosa, não podem ser 
livremente suprimidas”.
Nos termos do art. 111 do CTN, somente se pode 
utilizar a interpretação literal (nos exatos termos 
da lei).
#CUIDADO Não confundir interpretação literal 
com a restritiva. Logo, como deficiente visual, 
pode-se considerar aquele que tem um ou os 
dois olhos afetados, estendendo assim a regra 
isentiva do IR.
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71 CICLOS RETA FINAL TJ/SC | @CICLOSR3
NÃO INCIDÊNCIA ALÍQUOTA ZERO
Fora do campo da tributação.
O legislador não classificou o fato da vida como 
fato jurídico.
Exemplo: não há IPVA se o veículo for bicicleta.
A dispensa do tributo se justifica pelo simples 
fato da alíquota não ter valor algum (zero).
BC x ZERO = ZERO.
CF:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte é vedado à União, aos Esta-
dos, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI – instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindi-
cais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos 
os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou lite-
romusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os 
suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias 
ópticas de leitura a laser.
IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS EM ESPÉCIE
IMUNIDADE 
RECÍPROCA
Impede a instituição de impostos sobre o patrimônio, renda e serviços dos 
entes da federação.
É estendida para fundações e autarquias, no que for vinculado a suas ativi-
dades essenciais.
O STF vem estendendo a imunidade no caso de estatais prestadoras de 
serviço público. No caso específico dos Correios, a imunidade engloba o 
IPTU, IPVA e até as atividades que não se enquadram como serviço público.
Segundo a CF/88, a imunidade não se aplica quando existe exploração de 
atividade econômica, pagamento de tarifa pelo usuário e nem exonera o 
promitente comprador de pagar impostos relativos aos bens imóveis. Por tal 
fundamento, o STF entendeu que deveria ser pago IPTU em imóvel da União 
arrendado a particulares, onde existe exploração de atividade econômica.
Recentemente, o STF entendeu que a imunidade tributária recíproca também 
se estende a OAB, mesmo não sendo considerada pela própria jurisprudên-
cia do Supremo como autarquia (STF. Plenário. RE 405267, Rel. Min. Edson 
Fachin, julgado em 06/09/2018); bem como às caixas de assistência de 
advogados (As Caixas de Assistência de Advogados encontram-se tuteladas 
pela imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição Federal. 
STF. Plenário. RE 405267/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 6/9/2018 
-Info 914).
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IMUNIDADE
 RELIGIOSA
Não se aplica para a Maçonaria; não basta a instituição professar alguns prin-
cípios religiosos; deve se enquadrar de alguma forma como um templo.
Engloba todos os bens vinculados à atividade, bem como os que a explo-
ração reverte para as atividades essenciais. Um imóvel alugado que ajuda a 
financiar o funcionamento da igreja também é imune do IPTU.
O ônus da prova de demonstrar a desvinculação da renda aos fins da entida-
de é da fazenda pública.
Incide mesmo no caso de imóveis temporariamente vazios, bem como os 
emprestados aos líderes religiosos.
Não se aplica no caso de cemitérios privados explorados como atividade 
econômica,sem vinculação com alguma igreja.
IMUNIDADE DOS 
PARTIDOS 
POLÍTICOS E SUAS 
FUNDAÇÕES
Aplica-se no caso do patrimônio e renda vinculados a atividade partidária.
Normalmente a cobrança em prova é sobre sua aplicação para as fundações.
A imunidade em questão tem por objetivo proteger/assegurar o Estado 
democrático de direito, o pluralismo político (CF, art. 1º, caput e V).
IMUNIDADE DOS 
SINDICATOS DOS 
TRABALHADORES
Apenas no caso dos trabalhadores, a CF/88 NÃO garante aos sindicatos dos 
empregadores.
#SELIGANAPEGADINHA: O texto da CF é expresso a indicar que somente 
as entidades sindicais dos trabalhadores serão beneficiárias da imunidade. 
Portanto, sindicatos de empregadores (patronais) não são beneficiários 
da imunidade.
IMUNIDADE DAS 
INSTITUIÇÕES 
ASSISTENCIAIS
Para as entidades educacionais e assistenciais a imunidade constitui norma 
de eficácia limitada, eis que a parte final do dispositivo reclama a edição de 
lei que irá dispor sobre os requisitos para gozo do benefício.
Requisitos no Art. 14 do CTN: não distribuir lucro; não remeter renda ao exte-
rior e escriturar livros fiscais. Aplica-se a lógica da reversão para as atividades 
essenciais como nos templos.
Presume-se que imóvel adquirido pela entidade é vinculado, caso que existe 
imunidade de ITBI.
Súmula 730 STF A imunidade tributária conferida a instituições de assistên-
cia social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente 
alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver 
contribuição dos beneficiários.
O fato de a entidade utilizar seu patrimônio em atividade que gere renda, 
mesmo que não se enquadrem especificamente nas suas finalidades essen-
ciais, não afasta a imunidade, desde que os recursos obtidos sejam destina-
dos as suas finalidades.
Alguns casos específicos em que o STF entende que incide a imunidade:
- Imóvel alugado a terceiros: Súmula Vinculante 52 - Ainda quando alugado 
a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das 
entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, desde que o valor dos aluguéis 
seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas.
- Imunidade tributária do patrimônio das instituições de educação sem fins 
lucrativos (CF, art. 150, VI, c): não incide IPTU sobre imóvel de propriedade da 
entidade imune, destinado a estacionamento gratuito de estudantes.
- Escolas de ensino profissionalizante mantidas pelo Sistema “S” (SESI, SESC, 
SENAI, etc.): SENAC tem imunidade relativa ao ITBI sobre imóvel adquirido 
para o fim de locação a terceiro; a renda obtida pelo SESC na prestação de 
serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao 
público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais, está abran-
gida na imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Carta da República.
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73 CICLOS RETA FINAL TJ/SC | @CICLOSR3
IMUNIDADE 
CULTURAL
A imunidade em análise é de cunho puramente objetivo, destinando-se aos 
bens indicados (livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impres-
são), independentemente de quem seja a pessoa que os detenha ou produ-
za.
A finalidade dessa imunidade é facilitar o acesso aos bens culturais, fomentar 
a livre manifestação do pensamento, a liberdade intelectual, artística, cien-
tífica e o acesso à informação, valores constitucionalmente protegidos no 
capítulo dedicado aos direitos e garantias fundamentais (art. 5º).
Para fins de gozo da imunidade pouco importa o valor cultural, artístico, 
cultural, etc., da publicação, razão pela qual não se admite qualquer filtro 
referente ao conteúdo das publicações para o fim de restringir a imunidade.
A IMUNIDADE CULTURAL NA JURISPRUDÊNCIA DO STF:
Situações em que foi reconhecida a imunidade:
a) listas telefônicas (RE 199.183/SP);
b) Apostilas: O preceito da alínea d do inciso VI do art. 150 da Carta da Repú-
blica alcança as chamadas apostilas, veículo de transmissão de cultura simpli-
ficado. [RE 183.403, rel. min. Marco Aurélio, j. 7-11-2000, 2ª T, DJ de 4-5-2001.]
c) filmes e papéis fotográficos: Súmula 657/STF: A imunidade prevista no art. 
150, VI, d, da CF abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publi-
cação de jornais e periódicos.
d) componentes eletrônicos integrantes de unidade didática de fascículos 
impressos: A imunidade prevista no art. 150, VI, da CF alcança componentes 
eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática 
com fascículos periódicos impressos. [RE 595.676, rel. min. Marco Aurélio, j. 
8-3-2017, P, DJE de 18-12-2017, Tema 259.]
ATENÇÃO: e) Livros eletrônicos (e-book) e seu suporte material (e-reader): 
A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/1988 aplica-se ao 
livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados 
para fixá-lo. [RE 330.817, rel. min. Dias Toffoli, j. 8-3-2017, P, DJE de 31-8-2017, 
Tema 593.]
Situações em que a imunidade foi afastada:
a) encartes com exclusiva finalidade comercial, mesmo que inseridos 
dentro de jornais (RE 213.094/ES);
OBS: presença de propaganda no corpo da própria publicação, sendo dela 
inseparável, não retira a imunidade.
b) Maquinário para impressão de livros: (...) A regra imunizante constante 
do art. 150, VI, d, da Constituição Federal não pode ser interpretada de modo 
amplo e irrestrito. 2. Inexiste imunidade relativa a tributos incidentes sobre 
a importação de máquina automática grampeadeira. 3. Agravo interno a 
que se dá provimento. (ARE 1100204 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, 
Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julga-
do em 29/05/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-116 DIVULG 12-06-2018 
PUBLIC 13-06-2018).
c) Serviços de composição gráfica: Não há de ser estendida a imunidade 
de impostos prevista no dispositivo constitucional sob referência, concedida 
ao papel destinado exclusivamente à impressão de livros, jornais e periódi-
cos, aos serviços de composição gráfica necessários à confecção do produto 
final. [RE 230.782, rel. min. Ilmar Galvão, j. 13-6-2000, 1ª T, DJ de 10-11-2000.] 
RE 434.826 AgR, rel. p/ o ac. min. Celso de Mello, j. 19-11-2013, 2ª T, DJEde 
12-12-2013.
d) distribuição, transporte ou entrega de livros, jornais, periódicos e do 
papel destinado à sua impressão: A imunidade tributária prevista no art. 
150, VI, d, da CF não abrange os serviços prestados por empresas que fazem 
a distribuição, o transporte ou a entrega de livros, jornais, periódicos e do 
papel destinado à sua impressão. Precedentes. O STF possui entendimento 
no sentido de que a imunidade em discussão deve ser interpretada restritiva-
mente. [RE 530.121 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 9-11-2010, 1ª T, DJE 
de 29-3-2011.]
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IMUNIDADE FONO-
GRÁFICA
“Fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo 
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral 
interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou 
arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial 
de mídias ópticas de leitura a laser.”
Somente estão abrangidos pela imunidade os impostos que incidiriam dire-
tamente sobre os fonogramas e videofonogramas (Ex. IPI, ICMS). Logo, a 
renda obtida com a produção, gravação, distribuição e venda dos fonogra-
mas e videofonogramas será tributada normalmente pelo IR.
#DIZERODIREITO Os requisitos para o gozo de imunidade hão de estar previstos em lei comple-
mentar. STF. Plenário. ADI 2028/DF, ADI 2036/DF, ADI 2228/DF, rel. orig. Min. Joaquim Barbosa, red. p/ 
o ac. Min. Rosa Weber, julgados em 23/2 e 2/3/2017 (Info 855). STF. Plenário. RE 566622/RS, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 23/2/2017 (Info 855).#SELIGA #OUTRASIMUNIDADES
- Tem imunidade de custas judiciais, na ação popular, salvo comprovada má-fé (art. 5º, LXXIII).
- Tem imunidade de emolumentos referentes ao registro civil de nascimento e certidão de óbito, 
para os reconhecidamente pobres (art. 5º LXXVI, CF).
- Tem imunidade sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica (art. 155, § 2º, X, “b). O STF decidiu que 
a imunidade visa beneficiar o Estado destinatário da mercadoria, a quem cabe todo o ICMS, e não ao 
consumidor, o que faz com que a empresa que adquire combustível em outro Estado, para uso próprio, 
se sujeite ao ICMS (RE198088).
- Nenhum outro imposto (exceto ICMS, II e IE) poderá incidir sobre operações relativas à energia 
elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis minerais do País, não haven-
do qualquer restrição para a incidência de contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico, 
nos termos do art. 155, § 3º c/c 149, § 2º, II da CF.
- IPI sobre bens para o exterior.
- Pequenas glebas rurais (ex.: ITR).
- ICMS sobre mercadorias para o exterior.
- Transferência de imóveis para fins de reforma agrária.
#APOSTACICLOS
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Súmula 612-STJ: O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no prazo de 
sua validade, possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus efeitos à data em 
que demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei complementar para a fruição 
da imunidade. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018.
#DEOLHONATABELA #DIZERODIREITO:
IMUNIDADE SUBJETIVA 
(PESSOAL) IMUNIDADE OBJETIVA (REAL) IMUNIDADES MISTAS
Ocorre quando a imunidade foi 
instituída em razão das carac-
terísticas de uma determinada 
pessoa.
Ocorre quando a imunidade foi 
instituída em função de deter-
minados fatos, bens ou situa-
ções.
Verifica-se quando ocorre uma 
combinação entre os dois crité-
rios anteriores.
A imunidade que beneficia 
instituições de educação e 
de assistência social, sem fins 
lucrativos, é uma imunidade 
subjetiva, considerando que foi 
criada em função da condição 
pessoal dessas instituições.
A imunidade que recai sobre 
livros, jornais, periódicos e o 
papel destinado à sua impres-
são é objetiva, porque não 
interessa quem seja a pessoa 
envolvida, mas sim esta lista de 
bens.
A CF/88 prevê que o ITR não 
incide sobre pequenas glebas 
rurais, definidas em lei, quan-
do as explore o proprietário 
que não possua outro imóvel. 
“Tal imunidade é mista porque 
depende de aspectos subje-
tivos (o proprietário possuir 
apenas um imóvel) e objeti-
vos (a área da pequena gleba 
estar dentro dos limites da lei.) 
(Ricardo Alexandre)
#DEOLHONAJURIS
A INFRAERO (empresa pública federal) celebrou contrato de concessão de uso de imóvel com uma 
empresa privada por meio da qual esta última poderia explorar comercialmente um imóvel pertencente 
à INFRAERO. Vale ressaltar que esta empresa é uma concessionária de automóveis. A empresa privada 
queria deixar de pagar IPTU alegando que o imóvel gozaria de imunidade tributária. O STF não aceitou 
a tese e afirmou que não incide a imunidade neste caso. A atividade desenvolvida pela empresa tem por 
finalidade gerar lucro. Se fosse reconhecida a imunidade neste caso, isso geraria, como efeito colateral, 
uma vantagem competitiva artificial em favor da empresa, que teria um ganho em relação aos seus 
concorrentes. Afinal, a retirada de um custo permite o aumento do lucro ou a formação de preços meno-
res, o que provoca desequilíbrio das relações de mercado. Não se pode aplicar a imunidade tributária 
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recíproca se o bem está desvinculado de finalidade estatal. STF. Plenário. RE 434251/RJ, rel. orig. Min. 
Joaquim Barbosa, red. p/ o ac. Min. Cármen Lúcia, julgado em 19/4/2017 (Info 861).
Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurí-
dica de direito privado, devedora do tributo. Ex: a União celebrou contrato de concessão de uso de 
imóvel com uma empresa privada por meio da qual esta última poderia explorar comercialmente deter-
minado imóvel pertencente ao patrimônio público federal. A empresa privada queria deixar de pagar 
IPTU alegando que o imóvel gozaria de imunidade tributária. O STF não aceitou a tese e afirmou que não 
incide a imunidade neste caso. STF. Plenário. RE 601720/RJ, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 6/4/2017 (repercussão geral) (Infos 860 e 861).
A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição Federal, não se estende 
a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade 
econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município. 
Ex: a União, proprietária de um grande terreno localizado no Porto de Santos, arrendou este imóvel para 
a Petrobrás (sociedade de economia mista), que utiliza o local para armazenar combustíveis. Antes do 
arrendamento, a União não pagava IPTU com relação a este imóvel em virtude da imunidade tributária 
recíproca. Depois que houve o arrendamento, a Petrobrás passa a ter que pagar o imposto. STF. Plenário. 
RE 594015/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 6/4/2017 (repercussão geral) (Info 860).
Os Correios gozam de imunidade tributária recíproca, razão pela qual os Municípios não 
podem cobrar ISS sobre a prestação dos serviços postais. Ocorre que, durante muitos anos, alguns 
Municípios cobravam o imposto porque ainda não se tinha uma certeza, na jurisprudência, acerca da 
imunidade dos Correios. A ECT pode pleitear à repetição do indébito relativo ao ISS cobrado sobre os 
serviços postais. Para isso, os Correios não precisam provar que assumiram o encargo pelo tributo nem 
precisam estar expressamente autorizados pelos tomadores dos serviços. Presume-se que os Correios 
não repassaram o custo do ISS nas tarifas postais cobradas dos tomadores dos serviços. Isso 
porque a empresa pública sempre entendeu e defendeu que não estava sujeita ao pagamento desse 
imposto. Não havendo repasse do custo do ISS ao consumidor final, os Correios podem pleitear a 
restituição sem necessidade de autorização do tomador dos serviços. STJ. 2ª Turma.REsp 1.642.250-
SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 16/3/2017 (Info 602).
A imunidade da alínea “d” do inciso VI do art. 150 da CF/88 alcança componentes eletrônicos 
destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos. STF. Plenário. RE 595676/RJ, 
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/3/2017 (repercussão geral) (Info 856).
A imunidade tributária constante do art. 150, VI, “d”, da Constituição Federal (CF), aplica-se ao 
livro eletrônico (“e-book”), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. STF. Plenário. 
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RE 330817/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 8/3/2017 (repercussão geral) (Info 856).
Os veículos automotores pertencentes aos Correios são imunes à incidência do IPVA por 
força da imunidade tributária recíproca (art. 150, VI, “a”, da CF/88). STF. Plenário. ACO 879/PB, Rel. Min. 
Marco Aurélio, Red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, 26/11/2014 (Info 769).
Os Correios gozam de imunidade tributária porque são uma empresa pública que desem-
penha serviços públicos. Ocorre que os Correios, além das atividades que desenvolvem de forma 
exclusiva, como é o caso da entrega de cartas, também realizam alguns serviços em concorrência com 
a iniciativa privada (ex.: entrega de encomendas). Mesmo quando os Correios realizam o serviço de 
transporte de bens e mercadorias,concorrendo, portanto, com a iniciativa privada, ainda assim 
gozam de imunidade e ficam livres de pagar ICMS. Assim, o STF decidiu que a Empresa Brasileira de 
Correios e Telégrafos — ECT goza de imunidade tributária recíproca mesmo quando realiza o transporte 
de bens e mercadorias. STF. Plenário. RE 627051/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 12/11/2014 (reper-
cussão geral) (Info 767).
Determinada entidade de assistência social sem fins lucrativos que atende pessoas com deficiência 
explora uma agência franqueada dos Correios. Em outras palavras, ela é proprietária de uma agência 
franqueada dos Correios. A renda obtida com essa atividade é revertida integralmente aos fins institu-
cionais dessa entidade. A venda das mercadorias nessa agência franqueada será imune de ICMS? NÃO. 
O STJ decidiu que não há imunidade nesse caso. Isso porque a atividade econômica fraqueada dos 
Correios não está relacionada com as finalidades institucionais da entidade de assistência social, 
ou seja, o serviço prestado não possui relação com seus trabalhos na área de assistência social, 
ainda que o resultado das vendas seja revertido em prol das suas atividades essenciais. Logo, 
não se pode conceder a imunidade porque não está preenchido o requisito exposto no ar. 150, § 4º 
da CF/88 e art. 14, § 2º do CTN. STJ. 2ª Turma. RMS 46170-MS, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 
23/10/2014 (Info 551)
• A imunidade tributária subjetiva aplica-se a seus beneficiários na posição de contribuinte de 
direito, mas não na de simples contribuinte de fato, sendo irrelevante, para a verificação da exis-
tência do beneplácito constitucional, a repercussão econômica do tributo envolvido. Se a entidade 
imune for contribuinte de direito: incide a imunidade subjetiva. Se a entidade imune for contribuinte 
de fato: não incide a imunidade subjetiva. STF. Plenário. RE 608872/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado 
em 22 e 23/2/2017 (repercussão geral) (Info 855).
O art. 150, VI, “c” da CF/88 prevê que as “instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos” gozam de imunidade tributária quanto aos impostos, desde que atendidos os requisitos previs-
tos na lei. A instituição de ensino continuará com a imunidade do imposto sobre o imóvel caso ele esteja 
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alugado a terceiros? SIM. Súmula vinculante 52-STF: Ainda quando alugado a terceiros, permanece 
imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, 
desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram 
constituídas. STF. Plenário. Aprovada em 17/06/2015.
A imunidade tributária recíproca reconhecida à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos 
— ECT alcança o IPTU incidente sobre imóveis de sua propriedade, bem assim os por ela utiliza-
dos. Se houver dúvida acerca de quais imóveis estariam afetados ao serviço público, cabe à administra-
ção fazendária (Fisco) produzir prova em contrário, haja vista militar em favor do contribuinte a presunção 
de imunidade anteriormente conferida em benefício dele. Assim, para que o Município possa cobrar 
IPTU sobre o imóvel, ele deverá identificar e provar que aquele imóvel específico não se destina 
às finalidades essenciais dos Correios. Ex.: o Ministro Relator Dias Toffoli citou que a imunidade alcança 
os imóveis próprios da ECT, não abrangendo os imóveis pertencentes às empresas que são franquias dos 
Correios ou que são meros prestadores de serviços para a entidade. STF. Plenário. RE 773992/BA, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgado em 15/10/2014 (repercussão geral). 
Súmula Vinculante 52, STF: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o 
imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição 
Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais enti-
dades foram constituídas.
8. Repartição das receitas tributárias.
Pertence ao ESTADO:
• 100% do IR que pagariam para a União;
• 20% do imposto residual da União;
• 10% do IPI da União (devendo destinar 25% aos Municípios);
• 29% Cide Combustíveis (devendo destinar 25% aos Municípios).
Pertence ao MUNICÍPIO:
• 50% do IPVA destinado ao Estado;
• 25% do ICMS destinado ao Estado (sendo no mínimo ¾ do valor destinado ao território da operação;
• 25% do IPI que Estado recebe da União;
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• 25% do Cide Combustível que Estado recebe da União;
49% do Imposto de Renda da UNIÃO dividido da seguinte forma:
• 21,5% para Fundo de Participação dos Estados;
• 22,5% para Fundo de Participação dos Municípios;
• 3% para programas de financiamento da Região Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
• 1% para Fundo de Participação dos Municípios – entregue primeiro decênio de dezembro;
• 1% para Fundo de Participação dos Municípios – entregue primeiro decênio de julho.
9. Fontes do direito tributário. Hierarquia das normas. Vigência e aplicação da legislação tributária 
no tempo e no espaço. Legislação tributária. Conceitos. Lei ordinária e lei complementar, Lei Dele-
gada, Decretos Legislativos, Resoluções do Senado, Atos Normativos de Autoridade Administrativa, 
Decretos e Despachos Normativos do Executivo, Resoluções Administrativas, Portarias, Decisões 
Administrativas e Consultas. Matérias reservadas à previsão por Lei Complementar. Medida provisó-
ria. e convenções internacionais. Convênios do CONFAZ.
Tratados internacionais. O CTN impõe que os tratados e convenções internacionais que revoguem 
ou modifiquem a legislação tributária interna deve ser observado pela legislação posterior. A doutrina 
entende que estas leis não tem o condão de revogar a legislação pretérita, mas, sim, de suspender o seu 
conteúdo. Logo, se o tratado for posteriormente denunciado, a legislação interna volta a prevalecer. Isso 
se dá pelo fato de os tratados internacionais em matéria tributária serem considerados leis especiais.
Legislação Tributária
• Leis;
• Tratados e Convenções;
• Decretos;
• Normas Complementares;
 » Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;
 » Decisões de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa;
 » Convênios;
 » Práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas.
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Art. 146. Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta 
Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de 
pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das 
contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239
Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime 
único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
cípios, observado que:
I - será opcional para o contribuinte;
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado
III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcelade recursos pertencentes 
aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento;
IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, 
adotado cadastro nacional único de contribuintes.
Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo 
de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer 
normas de igual objetivo. 10. Tributação internacional. Acordos para evitar a dupla tributação. Aspectos 
tributários da OMC, MERCOSUL, ALADI e ALCA. Incentivos fiscais. Legislação. Análise crítica do sistema e 
de seus reflexos no desenvolvimento do País. Evasão e elisão tributárias.
A elisão fiscal se aproxima do planejamento tributário, consistindo em práticas legalmente enqua-
dradas, visando reduzir o custo com tributos, diante de isenção, não incidência ou incidência menos 
onerosa do tributo.
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A elusão fiscal (também chamada de elisão ineficaz) consiste em dissimular a ocorrência de um 
fato gerador, caracterizando vício de forma. O sujeito passivo busca fugir da tributação por meio de uma 
forma aparentemente lícita, mas que esconde outra situação. Abuso da forma jurídica.
A evasão fiscal é uma conduta ilícita em que o contribuinte realiza condutas para burlar o fisco, 
evitando a cobrança de obrigação tributária. Há o fato gerador.
11. Direito financeiro: sede constitucional, seu objeto e suas fontes. Normas gerais de direito finan-
ceiro e de direito tributário: autonomia científica e normativa. Atividade financeira do Estado: funda-
mentos financeiros, econômicos e jurídicos. Finalidades. Aspectos tributários das leis: de respon-
sabilidade tributária, de diretrizes orçamentárias, de orçamento anual, Lei nº 4.320/1964 e suas 
alterações.
É de competência concorrente entre União e Estado legislar sobre normas de Direito Financeiro. 
Os Municípios têm competência suplementar. A iniciativa de leis orçamentárias é privativa do Chefe do 
Executivo.
Orçamento: é o ato pelo qual o poder legislativo prevê e autoriza o Poder Executivo, por certo 
período de tempo, a realizar despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e execução da 
política econômica, e também a arrecadar receitas.
Plano Plurianual (PPA): estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública. Planeja-
mento a longo prazo. Depende do orçamento anual. Validade de 4 anos.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): estabelece metas e prioridades para a Administração, 
orienta elaboração da LOA, dispõe sobre alterações na legislação e política das agências de fomenta. 
Validade de um ano. Anexo de Metas fiscais e Anexo de Riscos Fiscais integram a LDO.
Lei Orçamentária Anual (LOA): compreende o orçamento fiscal, de investimentos e de seguridade 
social. Duração de um ano.
12. Vigência, aplicação, interpretação e integração da legislação tributária.
CTN, Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram em vigor:
I - os atos administrativos a que se refere o inciso I do artigo 100, na data da sua publicação;
II - as decisões a que se refere o inciso II do artigo 100, quanto a seus efeitos normativos, 30 (trinta) 
dias após a data da sua publicação;
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III - os convênios a que se refere o inciso IV do artigo 100, na data neles prevista.
Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publica-
ção os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda:
I - que instituem ou majoram tais impostos;
II - que definem novas hipóteses de incidência;
III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contri-
buinte, e observado o disposto no artigo 178.
Art. 105. A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, 
assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa nos termos do artigo 
116.
Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:
I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade 
à infração dos dispositivos interpretados;
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:
a) quando deixe de defini-lo como infração;
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não 
tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Atenção! Quando a lei interpretativa divergir de posição já consolidada na jurisprudência, ainda 
que não inove no conteúdo, ela não poderá retroagir.
Atenção para a diferença de vigência e eficácia de leis que instituem tributos. A vigência começa 
após o prazo da vacatio legis. No entanto, a eficácia começa apenas após o decurso dos prazos que 
dizem respeito ao princípio da anterioridade (exercício seguinte) e anterioridade nonagesimal (decurso 
de 90 dias).
13. Obrigação tributária: definição e natureza jurídica, obrigação principal e acessória, fato gerador, 
sujeito ativo, sujeito passivo, solidariedade, capacidade tributária, domicílio tributário. 
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OBRIGAÇÃO 
PRINCIPAL
A classificação depende apenas do conteúdo pecuniário. Assim, tanto o crédi-
to quanto os juros e multas são considerados obrigação tributária principal.
Obs.: Multa tributária. A multa é sanção por ato ilícito e, por isso, não é tributo. 
Contudo, a obrigação de pagar a multa tributária foi tratada pelo CTN como 
obrigação tributária principal. Em outras palavras, multa tributária não é tribu-
to, mas a obrigação de pagá-la tem natureza tributária.
OBRIGAÇÃO 
ACESSÓRIA
Segundo o § 2.º do art. 113 do CTN, a obrigação acessória tem por objeto as 
prestações, positivas ou negativas, previstas no interesse da arrecadação ou 
da fiscalização dos tributos.
Importante! As obrigações acessórias existem também para as entidades 
imunes, no interesse da fiscalização e arrecadação de tributos, até mesmo 
para que a Administração Tributária tenha como fiscalizá-las e verificar se as 
condições para a fruição da imunidade permanecem presentes.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: A entidade que goza de imunidade tribu-
tária tem o dever de cumprir as obrigações acessórias, dentre elas a de manter 
os livros fiscais. STF. 1ª Turma. RE 250844/SP, rel. Min. Marco Aurélio, 29/5/2012.
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de 
tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, posi-
tivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
§3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal 
relativamente à penalidade pecuniária.
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
Depende de lei Está prevista na legislação (sentido amplo)
Obrigação de dar Obrigação de fazer / não fazer
Visa o pagamento Função fiscal / arrecadatória
Pagar tributo Emitir nota fiscal
- DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO
Art. 127 CTN. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma 
da legislação aplicável, considera-se como tal:
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I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o 
centro habitual de suaatividade;
II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em 
relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento;
III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território da enti-
dade tributante.
§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos deste artigo, consi-
derar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens ou da 
ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação.
§ 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, quando impossibilite ou dificulte a 
arrecadação ou a fiscalização do tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo anterior.
- Solidariedade
A solidariedade pode se dar por meio de lei, ou por interesse comum. Ex.: contribuições previden-
ciárias (por lei); tributos incidentes sobre o patrimônio (em razão de interesse comum).
#OLHONASÚMULA
Súmula 585-STJ: A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Códi-
go de Trânsito Brasileiro – CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no 
que se refere ao período posterior à sua alienação.
Súmula 430-STJ: O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a 
responsabilidade solidária do sócio-gerente.
14. Responsabilidade tributária: responsabilidade dos sucessores; responsabilidade de terceiros, 
responsabilidade por infrações.
- CONTRIBUINTE
Realizou o fato gerador;
É sujeito passivo direto.
- RESPONSÁVEL
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• É o terceiro com o dever de pagar o tributo, sem ter realizado o fato gerador;
• Lei o elege como responsável pelo tributo;
• É sujeito passivo indireto.
Artigos imprescindíveis do CTN:
Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a respon-
sabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, 
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento 
total ou parcial da referida obrigação.
Art. 131. São pessoalmente responsáveis:
I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos;
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da 
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação;
III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, 
fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva explo-
ração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, rela-
tivos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses 
a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou 
profissão.
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo 
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contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que 
forem responsáveis:
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados;
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes;
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos prati-
cados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter mora-
tório.
Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o 
caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela 
autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer 
procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
A responsabilidade do adquirente, no trespasse, é:
INTEGRAL  se o alienante CESSAR a exploração do comércio, indústria ou atividade;
SUBSIDIÁRIA 
se o alienante prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 6 meses (a contar da 
alienação) nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou 
profissão.
Responsabilidade por substituição
para frente
Responsabilidade por substituição
para trás
Antecipa-se a exigência tributária pressupondo 
um fato gerador futuro.
Aqui a ideia é inversa. Em vez de antecipar a 
exigência tributária, adia-se a exigência tributária 
sobre o fato gerador já ocorrido.
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#DEOLHONAJURIS
Em julgamento realizado em outubro de 2016, o STF alterou o entendimento anteriormente 
adotado e reconheceu o direito do contribuinte sujeito a substituição tributária para a frente 
requerer a restituição dos valores recolhidos a maior quando a operação efetivamente ocorrida 
tenha valor menor que o previsto para fins de base de cálculo do ICMS-substituição. Neste julga-
mento, fixado por maioria, mas adotando a técnica da repercussão geral, foi fixada a seguinte tese: “É 
devida a restituição da diferença do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pago 
a mais, no regime de substituição tributária para a frente, se a base de cálculo efetiva da operação for 
inferior à presumida. STF. Plenário. ADI 2675/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski e ADI 2777/SP, red. p/ o 
ac. Min. Ricardo Lewandowski, julgados em 19/10/2016 (Info 844). STF. Plenário. RE 593849/MG, Rel. Min. 
Edson Fachin, julgados em 19/10/2016 (repercussão geral) (Info 844)
Este entendimento manifestado na ADI 1851 está superado pela nova decisão do STF no RE 593849/
MG. Todos os Ministros que votaram pela rejeição da ADI 1851 já saíram do Supremo e houve, no caso, 
um overriding, que ocorre quando o Tribunal supera parcialmente um entendimento anterior da própria 
Corte, modificando o âmbito de incidência do precedente. Assim, atualmente, não importa se a siste-
mática da substituição tributária é facultativa ou obrigatória para o contribuinte. Também não importa 
se o Estado-membro é ou não signatário do Convênio ICMS 13/97 ou se ele possui lei local tratando o 
tema. Se for realizada a técnica da substituição tributária progressiva e a base de cálculo efetiva 
da operação for inferior à presumida, será devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais.
• #MODULAÇÃODEEFEITOS: 1) Este entendimento do STF permitindo direito à restituição VALE: para 
todos os processos judiciais que já haviam sido ajuizados e que estavam aguardando o posicionamen-
to do STF na repercussão ora decidida; e para as operações futuras, ou seja, para as situações em que, 
após a decisão do STF, houver pagamento a maior, surgindo o direito à restituição. 2) Por outro lado, 
este posicionamento do Supremo NÃO SE APLICA: para situações ocorridas antes da decisão e que 
não tenham sido judicializadas; e para situações queforam judicializadas, mas o contribuinte perdeu 
(não teve direito à restituição) e houve trânsito em julgado.
RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS
Responsabilidade subsidiária (Art. 134) Responsabilidade integral (Art. 135)
Atos culposos – omissão, culpa. Atos dolosos – fraude, má-fé, dolo.
Contribuinte responde primeiro. Contribuinte é excluído.
Abrange tributos + penalidades moratórias. Abrange tributos + todas as penalidades.
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15. Crédito tributário: constituição de crédito tributário, lançamento, modalidades de lançamento, 
suspensão do crédito tributário, extinção do crédito tributário, exclusão de crédito tributário, garan-
tias e privilégios do crédito tributário.
Constituição do crédito tributário se dá com o lançamento. Nasce a obrigação com o fato gerador 
e com o lançamento a obrigação se constitui em crédito tributário.
- SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
CAUSAS SUSPENSIVAS
MORATÓRIA
Dilação do prazo para pagamento do tributo. Pode ser concedida em cará-
ter geral (lei) ou por ato administrativo, atendidos os requisitos legais (caráter 
individual).
Apesar de não constar expressamente, é da sua essência a concessão em 
virtude de situações excepcionais (naturais, econômicas, sociais) que dificul-
tem o normal adimplemento das obrigações tributárias.
DEPÓSITO DO 
MONTANTE INTE-
GRAL
o depósito apto a suspender o CT é aquele realizado no montante exigido 
pelo fisco e em dinheiro (Súmula 112 do STJ)
RECLAMAÇÕES E 
RECURSOS NOS 
TERMOS DA LEI DO 
PROCESSO ADMI-
NISTRATIVO TRIBU-
TÁRIO
O recurso interposto na forma prevista na lei que regula o processo admi-
nistrativo fiscal suspende a exigibilidade, de modo a obstar o solve et repete 
(pague depois reclame). Súmula Vinculante 21: É inconstitucional a exigência 
de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibili-
dade de recurso administrativo
MEDIDA LIMINAR
EM MANDADO DE 
SEGURANÇA
Em matéria tributária é comum a utilização do MS para questionar lança-
mento ou a cobrança de tributo, de modo que a liminar para suspender o 
crédito questionado se reveste de importante mecanismo para preservar o 
resultado final e evitar prejuízos ao contribuinte.
PARCELAMENTO
Medida de política fiscal por meio da qual se busca recuperar créditos e criar 
condições que os contribuintes regularizem sua situação perante o Fisco.
Será concedido mediante lei específica do ente da Federação com compe-
tência para instituição do tributo.
Segundo o STJ, o parcelamento não se equipara a pagamento para fins de 
gozo dos benefícios da denúncia espontânea (CTN, art. 138).
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PARCELAMENTO MORATÓRIA PARCELADA
- Medida de política fiscal corriqueira, instituí-
da em situações de normalidade visando recupe-
ração de créditos e regularização fiscal;
- Em regra, não exclui juros e multas.
- Medida excepcional (situações naturais, 
econômicas ou sociais que dificultem o normal 
adimplemento das obrigações tributárias);
- Em geral, dispensa penalidades pecuniárias e 
juros.
#APOSTACICLOS
O parcelamento de ofício da dívida tributária não configura causa interruptiva da contagem da 
prescrição, uma vez que o contribuinte não anuiu.
STJ. 1ª Seção. REsp 1.658.517-PA, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 14/11/2018 (recur-
so repetitivo) (Info 638).
E vamos à explicação do Dizer o Direito (#AJUDAMARCINHO):
O parcelamento é uma hipótese de moratória e, por isso, também está submetida à reserva legal 
(art. 97, VI do CTN).
A liberalidade do Fisco em conceder ao contribuinte a opção de pagamento à vista (cota única) ou 
parcelado (10 cotas), independente de sua anuência prévia, não configura as hipóteses de suspensão do 
crédito tributário previstas no art. 151, I e VI do CTN (moratória ou parcelamento), tampouco causa de 
interrupção da prescrição, a qual exige o reconhecimento da dívida por parte do contribuinte (art. 174, 
parágrafo único, IV do CTN).
Com efeito, não houve adesão a qualquer hipótese de parcelamento por parte do contribuinte ou 
reconhecimento de débito. Na verdade, o contribuinte do IPTU manteve-se inerte e sua inércia não pode 
ser interpretada como adesão automática à moratória ou parcelamento, passível de suspender a exigi-
bilidade do crédito tributário.
O contribuinte não pode ser despido da autonomia de sua vontade, em decorrência de uma opção 
unilateral do Estado, que resolve lhe conceder a opção de efetuar o pagamento em cotas parceladas.
Se a Fazenda Pública municipal entende que é mais conveniente oferecer opções parceladas para 
pagamento do IPTU, ao tempo em que oferta ao contribuinte a possibilidade de quitação em cota única, 
com descontos que variam de 10 a 15% do crédito tributário constituído, o faz dentro de uma política 
fiscal, por mera liberalidade, o que não induz a conclusão de que houve moratória ou parcelamento.
#APOSTACICLOS
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As condições para a concessão de parcelamento tributário devem estrita observância ao princípio 
da legalidade e não há autorização para que atos infralegais tratem de condições não previstas na lei de 
regência do benefício.
STJ. 1ª Turma. REsp 1739641-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 21/06/2018 (Info 629).
- EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Apenas a ISENÇÃO e a ANISTIA excluem o crédito tributário.
CTN - Art. 175. Excluem o crédito tributário:
I - a isenção;
II - a anistia.
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações 
acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente.
ANISTIA
- Exclui o crédito relativo à penalidade pecuniária.
- É o perdão legal de infrações, tendo como consequência a proibição de que sejam lançadas as 
respectivas penalidades pecuniárias.
- Somente abrange infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.
- Deve ser concedida antes do lançamento da penalidade pecuniária, pois, do contrário, constituído o 
crédito, sua extinção só poderia ocorrer mediante remissão (outro instituto).
Não pode ser concedida em relação aos atos:
qualificados como crimes ou contravenções;
praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele.
- Também pode ser concedida em caráter geral ou individual.
- EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
MODALIDADES EXTINTIVAS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
DIRETAS
(INDEPENDEM DE LEI)
INDIRETAS
(DEPENDEM DE LEI) PROCESSUAIS
	Pagamento;
	Homologação do paga-
mento; Antecipado;
	Decadência;
	Prescrição.
	Compensação;
	Transação;
	Remissão;
	Dação em pagamento em 
bens imóveis.
	Conversão do depósito em 
renda;
	Consignação em paga-
mento;
	Decisão Administrativa 
irreformável;
	Decisão judicial passada 
em julgado.
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Súmula 360 – STJ: O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lança-
mento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo.
Súmula 554 – STJ: Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange 
não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitiva referen-
tes a fato geradores ocorridos até a data da sucessão.
Súmula 436 – STJ: A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o 
crédito tributário dispensada qualquer outra providência por parte do fisco.
#DEOLHONAJURIS
O depósito judicial integral do débito tributário e dos respectivos juros de mora, mesmo antes 
de qualquer procedimento do Fisco tendente à sua exigência, não configura denúncia espontânea(art. 
138 do CTN).
Para que a denúncia espontânea seja eficaz e afaste a incidência da multa, é necessário o preenchi-
mento de três requisitos: a) “denúncia” (confissão) da infração; b) pagamento integral do tributo devido 
com os respectivos juros moratórios; e c) espontaneidade (confissão e pagamento devem ocorrer antes 
do início de qualquer procedimento fiscalizatório por parte do Fisco relacionado com aquela determinada 
infração).
O alienante possui legitimidade passiva para figurar em ação de execução fiscal de débitos 
constituídos em momento anterior à alienação voluntária de imóvel. Ex: em 01/01/2015, data do fato 
gerador do IPTU, João era proprietário de um imóvel; alguns meses mais tarde ele aliena para terceiro; 
Município poderá ajuizar execução fiscal contra João cobrando IPTU do ano de 2015. STJ. 2ª Turma. AgInt 
no AREsp 942940-RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 15/8/2017 (Info 610).
Mesmo que o contribuinte, após ser excluído do REFIS, continue a realizar mensalmente o paga-
mento das parcelas de forma voluntária e extemporâneo, tal fato não tem o condão de estender a 
interrupção do prazo prescricional e nem configurar ato de reconhecimento do débito (confissão de dívi-
da). Assim, não interrompe o prazo prescricional o fato de o contribuinte, após ser formalmente 
excluído do REFIS, continuar efetuando, por mera liberalidade, o pagamento mensal das parcelas 
do débito tributário. STJ. 2ª Turma. REsp 1493115-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 
15/9/2015 (Info 570).
A revogação de liminar que suspendeu a exigibilidade do crédito tributário ocasiona a reto-
mada do lapso prescricional para o Fisco, desde que inexistente qualquer outra medida constante do 
art. 151 do CTN ou recurso especial / extraordinário dotado de efeito suspensivo. STJ. 1ª Seção. EAREsp 
407940-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10/5/2017 (Info 605).
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Súmula Vinculante 28, STF: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito 
de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito 
tributário.
16. Prescrição e decadência.
O lançamento é o marco que separa o prazo decadencial do prescricional. Antes do lançamento, 
temos a obrigação tributária e o ente público tem um prazo decadencial para lançar o crédito. Após este 
lançamento, inicia-se o prazo prescricional para cobrar o crédito já constituído.
Súmula Vinculante 8, STF: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decre-
to-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e 
decadência de crédito tributário.
- A prescrição é o prazo para efetivar a cobrança do tributo;
- A decadência é a perda do direito que o Fisco tinha para lançar e constituir o crédito.
CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA PARA OS TRIBUTOS SUJEITOS À LANÇAMENTO POR 
HOMOLOGAÇÃO
Havendo antecipação total ou parcial do valor do tributo devido:
	Regra mais benéfica (CTN, art. 150, §4º);
	Decadência contada a partir da ocorrência do fato gerador da obrigação.
Não havendo antecipação de nenhuma quantia à título de recolhimento ou na existência de 
dolo, fraude ou simulação:
	Regra geral (CTN, art. 173, I);
	Decadência contada a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lança-
mento poderia ter sido efetuado.
Súmula 555 – STJ: Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o 
Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos casos 
em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame 
da autoridade administrativa.
#SAINDODOFORNO #APOSTACICLOS
Súmula 622-STJ: A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a 
constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do prazo para a 
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impugnação ou com a notificação de seu julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido pela 
Administração para o pagamento voluntário, inicia-se o prazo prescricional para a cobrança judicial. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.
Súmula 625-STJ: O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o 
prazo prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN 
nem o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública.
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.
#DEOLHONAJURIS #AJUDAMARCINHO
Prazo prescricional e tributo declarado inconstitucional
Caso concreto: STF decidiu que determinada contribuição tributária era inconstitucional. Não houve 
modulação dos efeitos.
Contribuinte ajuizou ação pedindo a repetição do indébito, ou seja, a restituição dos valores pagos.
O debate envolve o prazo prescricional para essa pretensão.
No momento em que o contribuinte ajuizou a ação, o entendimento do STJ era no sentido de que 
o prazo prescricional tinha início a partir da data da declaração de inconstitucionalidade da exação pelo 
STF no controle concentrado, ou de resolução do Senado Federal, no controle difuso.
Ocorre que, durante o curso da ação, o STJ promoveu revisão abrupta de sua jurisprudência 
para considerar que, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o transcurso do prazo 
prescricional ocorre a partir do recolhimento indevido, independentemente da data da decisão 
do STF ou da Resolução do SF (REsp 435.835/SC).
Com a aplicação do novo entendimento do STJ, o contribuinte – que já estava com a sua 
ação em curso – teria seu pedido rejeitado por força da prescrição.
O STF, contudo, não concordou com a aplicação imediata do novo entendimento do STJ aos 
processos em curso. Para o Supremo, isso representa retroação da regra de contagem do prazo pres-
cricional às pretensões já ajuizadas, em afronta ao princípio da segurança jurídica e aos postulados da 
lealdade, da boa-fé e da confiança legítima, sobre os quais se assenta o próprio Estado Democrático de 
Direito.
A modificação na jurisprudência em matéria de prescrição não pode retroagir para conside-
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rar prescrita pretensão que não o era à época do ajuizamento da ação, em respeito ao posiciona-
mento anteriormente consolidado.
Toda inflexão jurisprudencial que importe restrição a direitos dos cidadãos deve observar 
certa regra de transição para produção de seus efeitos, levando em consideração os comportamen-
tos então tidos como legítimos, porquanto praticados em conformidade com a orientação prevalecente, 
em homenagem aos valores e princípios constitucionais.
STF. 2ª Turma. ARE 951533/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. acórdão o Min. Dias Toffoli, 
julgado em 12/6/2018 (Info 906).
17. Administração tributária: fiscalização, dívida ativa, certidões negativas.
- SIGILO BANCÁRIO
Qual órgão pode requerer informações bancárias diretamente das instituições financeiras?
Polícia Não pode. Precisa de autorização judicial.
MP
Não pode. Precisa de autorização judicial. Exceção: MP requisita informações 
bancárias de contas de titularidade de órgãos e entidades públicas, visando 
proteger patrimônio público.
TCU Não pode. Precisa de autorização judicial. Exceção: envio de informações ao TCU sobre operações de crédito originária de recurso público.
Receita Federal Sim. Repasse de informações dos bancos para o disco não é quebra de sigilo, pois transmite o sigilo.
Fisco estadual, 
distrital e muni-
cipal
Sim, desde que regulamentem, diante da sua competência.
CPI Sim. CPI federal e estadual podem requerer diretamente. CPI municipal não pode.
18. Impostos da União, impostos do Estado e impostos dos MunicípiosICMS
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO ICMS
ESPÉCIE NORMATIVA FUNÇÃO EXERCIDA
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CONSTITUIÇÃO FEDE-
RAL
•	 Delineamento geral, incluindo as regras que se aplicam a todos os 
tributos e limitações ao poder de tributar.
•	 Critérios da regra matriz de incidência.
LEI COMPLEMENTAR 
(principalmente a LC 
87/96, conhecida como 
Lei Kandir)
•	 Fixar normas gerais do imposto (incluindo sujeitos ativo e passivo, 
substituição tributária, forma de concessão de isenções por convênios, 
etc.)
•	 Mecanismos para evitar guerra fiscal entre Estados.
CONVÊNIOS DO 
CONFAZ •	 Instituir ou revogar isenções, incentivos e benefícios fiscais.
RESOLUÇÕES DO SENA-
DO FEDERAL
•	 Fixação de alíquotas mínima e máxima em operações internas.
•	 Fixação de alíquotas interestaduais.
•	 Fixação de alíquotas em operações externas.
NORMAS ESTADUAIS
•	 Instituição do tributo.
•	 Normas específicas em matéria de ICMS.
•	 Normas sobre sujeição passiva.
•	 Instituição de obrigações acessórias e penalidades.
- REGRAS CONSTITUCIONAIS
O ICMS será não cumulativo, compensando-se o que devido em cada operação com o montante 
cobrado nas anteriores;
A isenção ou não incidência não implicará em crédito para compensação com o montante de 
operações seguintes, e acarretará a anulação do crédito relativo a operações anteriores;
É possível que lei local preveja regime especial de tributação ao contribuinte, com renúncia ao direi-
to ao creditamento.
O ICMS poderá ser seletivo pela essencialidade das mercadorias e serviços;
Segundo a Constituição, 25% do produto do ICMS deve ser repartido aos Municípios do Estado, 
sendo ¾ do valor na proporção do valor adicionado nas operações realizadas em seu território e ¼ 
conforme dispuser a lei estadual. A lei do Estado do RJ excluía totalmente a capital da possibilidade de 
obter parte do 1/4, sob argumento de correção de desigualdades regionais e sociais. No RE 401.953 o STF 
entendeu que tal exclusão total era inconstitucional, a elevada participação no primeiro critério não deve 
aniquilar o direito de concorrer ao segundo.
O ICMS não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante acrescido pelo IPI;
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NÃO INCIDIRÁ ICMS
Sobre prestações de serviço de comunica-
ção na modalidade de radiodifusão de sons e 
imagens de recepção livre e gratuita.
Sobre operações que destinem combustíveis e 
energia elétrica a outros estados destinadas à 
comercialização ou à industrialização.
Sobre o ouro definido como ativo financeiro. Sobre prestação de serviços destinados ao exte-rior.
CONVÊNIOS
Segundo a CF/88, lei complementar deve ““regular a forma como, mediante deliberação dos Estados 
e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.”
A LC 24/75 regulamenta o tema:
a) Para instituição de benefícios é necessário que haja unanimidade entre os Estados.
b) Para revogação de benefícios é necessário quórum de 4/5 dos presentes.
Em regra, a ausência de convênio gera a inconstitucionalidade formal da norma, mas o STF excepcio-
nalmente flexibiliza o preceito quando a isenção não possui qualquer potencial de gerar guerra fiscal, 
como isenções de energia elétrica destinada a templos religiosos.
Benefícios disfarçados, como parcelamentos que excluem multas e acessórios também são inconstitu-
cionais se instituídos sem convênio.
A LC 160/2017 buscou solucionar o problema dos inúmeros benefícios instituídos sem convênio, 
prevendo certa forma de regularização, mas não transforma as leis anteriores em constitucionais, 
apenas possibilita a concessão de remissão (perdão) ao indevidamente isentado, bem como a nova 
instituição do benefício após celebração de convênio.
Apenas os benefícios concedidos até 8 de agosto de 2017 podem ser regularizados. A LC 160/2017 
exigiu para isso que fosse celebrado convênio em até 180 dias de sua publicação, com quórum de no 
mínimo 2/3 das unidades federadas, sendo necessário pelo menos 1/3 de quórum em cada região.
O convênio foi efetivamente celebrado (Convênio 190 do CONFAZ) e garantiu a remissão dos créditos 
anteriores, desde que o Estado cumprisse exigências de transparência fiscal previstas na lei.
Para a reinstituição dos benefícios, o Estado deve publicar novos atos normativos até 28/12/2018, além 
de cumprir as exigências de transparência fiscal. O prazo de fruição desses benefícios varia conforme 
a atividade, variando de 31/12/2018 até 31/12/2032.
#DEOLHONAJURIS
É devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais no regime de substituição tribu-
tária para frente se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à presumida. Em adequação 
ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, é devida a restituição da diferença do Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS pago a mais no regime de substituição tributária para frente 
se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à presumida. STJ. 1ª Turma. REsp 687113-RS, Rel. Min. 
Napoleão Nunes Maia Filho, por unanimidade, julgado em 05/04/2018 (Info 623).
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Responsabilidade pelo pagamento da diferença de alíquota caso tenha havido tredestina-
ção da mercadoria. A empresa vendedora de boa-fé que evidencie a regularidade da operação inte-
restadual realizada com cláusula FOB (Free on Board) não pode ser objetivamente responsabilizada pelo 
pagamento do diferencial de alíquota de ICMS em razão de a mercadoria não ter chegado ao destino 
declarado na nota fiscal. A despeito da regularidade da documentação, o Fisco pode tentar comprovar 
que a empresa vendedora intencionalmente participou de eventual fraude para burlar a fiscalização, 
concorrendo para a tredestinação da mercadoria (mediante simulação da operação, por exemplo). Neste 
caso, sendo feita essa prova, a empresa vendedora poderá ser responsabilizada pelo pagamento dos 
tributos que deixaram de ser oportunamente recolhidos. STJ. 1ª Seção. EREsp 1657359-SP, Rel. Min. Gurgel 
de Faria, julgado em 14/03/2018 (Info 622).
É válida lei estadual que dispõe acerca da incidência do ICMS sobre operações de impor-
tação editada após a vigência da EC 33/2001, mas antes da LC 114/2002. É válida lei estadual que 
dispõe acerca da incidência do ICMS sobre operações de importação editada após a vigência da EC 
33/2001 (12/12/2001), mas antes da LC federal 114/2002, visto que é plena a competência legislativa esta-
dual enquanto inexistir lei federal sobre norma geral, conforme art. 24, § 3º, da CF/88. Nesse sentido, 
o STF julgou válida lei do Estado de SP, editada em 21/12/2001, que prevê a incidência de ICMS sobre 
importação de veículo por pessoa física e para uso próprio. Não há inconstitucionalidade uma vez que a 
lei foi editada após a EC 33/2001, que autorizou a tributação. STF. 2ª Turma.ARE 917950/SP, rel. orig. Min. 
Teori Zavascki, red. p/ ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 5/12/2017 (Info 887).
Inconstitucionalidade de lei estadual que concede vantagens no parcelamento do ICMS 
para empresas que aderirem a programa de geração de empregos. É inconstitucional lei estadual 
que concede, sem autorização de convênio interestadual, vantagens no parcelamento de débitos do 
ICMS para empresas que aderirem a programa de geração de empregos. O Estado-membro só pode 
conceder benefícios de ICMS se isso tiver sido previamente autorizado por meio de convênio celebrado 
com os demais Estados-membros e DF, nos termos do art. 155, § 2º, XII, “g”, da CF/88 e o art. 1º da LC 
24/75. A concessão unilateral de benefícios de ICMS sem previsão em convênio representa um incentivo 
à guerra fiscal. STF. Plenário. ADI 3796/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 8/3/2017 (Info 856).
Constitucionalidade de regime tributárioopcional com redução da base de cálculo condi-
cionada à renúncia ao regime de apuração normal de créditos e débitos. No Rio Grande do Sul foi 
editada uma lei prevendo que as empresas transportadoras teriam duas opções de tributação do ICMS: 
1ª) poderiam continuar com o sistema normal de créditos e débitos inerente ao ICMS; 2ª) poderiam aderir 
a um regime tributário opcional no qual teriam a redução da base de cálculo para o percentual de 80%, 
condicionada ao abandono do regime de apuração normal de créditos e débitos. O STF entendeu que 
não é inconstitucional lei estadual que permita que o contribuinte opte por um regime especial de tribu-
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tação de ICMS com base de cálculo reduzida, mediante expressa renúncia ao aproveitamento de créditos 
relativos ao imposto pago em operações anteriores, ainda que proporcional. Esta norma não viola o 
princípio da não cumulatividade. Assim, se a empresa contribuinte optar pelo sistema da base de cálculo 
reduzida, não terá direito ao creditamento de ICMS. STF. 1ª Turma. AI 765420 AgR-segundo/RS, rel. orig. 
Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Rosa Weber, julgado em 21/2/2017 (Info 855).
Súmula 509-STJ: É lícito ao comerciante de boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de 
nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e 
venda.
#DEOLHONAJURIS #STF #SAINDODOFORNO: O ICMS é um imposto de competência estadual. 
Apesar disso, a CF/88 determina que o Estado deverá repassar 25% da receita do ICMS aos Municí-
pios. Esse repasse será realizado após cálculos que são feitos para definir o valor da cota-parte que 
caberá a cada Município, segundo critérios definidos pelo art. 158, parágrafo único, da CF/88 e pela 
lei estadual. A Constituição do Estado do Amapá previu que seria competência do TCE homologar 
os cálculos das cotas do ICMS devidas aos Municípios. Este dispositivo é inconstitucional. Sujeitar o 
ato de repasse de recursos públicos à homologação do TCE representa ofensa ao princípio 
da separação e da independência dos Poderes. STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de 
Moraes, julgado em 25/10/2018 (Info 921).
ITCMD
IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS OU A DOAÇÃO DE QUAISQUER 
BENS OU DIREITOS
Incide sobre a transmissão de bens, MÓVEIS ou IMÓVEIS, por HERANÇA ou DOAÇÃO, e está clas-
sificado como um tributo estadual, privativo, não vinculado, de arrecadação não vinculada, real, direto, 
ordinário e de função predominantemente fiscal.
Assim como ocorre com o ICMS, a Constituição Federal traz o delineamento geral do tributo, esta-
belecendo critérios para a regra matriz de incidência.
Até o advento da CF de 1988 todas as transmissões de bens imóveis ensejavam receita tributária 
para os Estados. Não havia ITBI (hoje imposto municipal) e não havia tributação na transmissão de bens 
MÓVEIS, apenas imóveis. Por isso, a parte do CTN que trata da tributação sobre bens móveis não está 
regulada pelo CTN.
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#OLHAOGANCHO
O artigo 24 da CF, que trata da competência legislativa concorrente, prevê em seu §3º que “inexis-
tindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender 
as suas peculiaridades”. No caso da tributação de operações sobre bens MÓVEIS, como não há previsão 
em lei federal, pois o CTN não tratou de tal hipótese, os Estados possuem competência legislativa plena 
para reger a matéria. Veja também o teor do artigo 34, §3º, do ADCT: “Promulgada a Constituição, a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão editar as leis necessárias à aplicação do 
sistema tributário nacional nela previsto”.3
ITBI X ITCMD: PRINCIPAIS DIFERENÇAS3
IMPOSTO ITCMD ITBI
COMPETÊNCIA Estados e DF Municípios e DF
TRANSMISSÕES CAUSA 
MORTIS SIM NÃO
TRANSMISSÕES INTER VIVOS SIM, mas apenas nas DOAÇÕES SIM
TRANSMISSÃO DE BENS 
MÓVEIS SIM NÃO
TRANSMISSÃO DE BENS 
IMÓVEIS SIM SIM
Bens imóveis e respectivos 
direitos A competência é do Estado onde se encontra o imóvel
Bens móveis, títulos e crédi-
tos
Causa mortis
A competência é do Estado em 
que for processado o arrola-
mento ou inventário.
Doação A competência é do Estado onde for domiciliado o doador.
Casos do art. 155, §1º, III Definição em lei comple-mentar
Enquanto não editada, cada 
Estado define a competência 
em lei própria.
Quando se tratar de renúncia abdicativa, ou seja, caso o herdeiro abra mão da herança em bene-
fício do monte, não haverá incidência de ITCMD. Por outro lado, se houver renúncia translativa, ou seja, 
3 Tabela adaptada da obra “Tributos em espécie”, Ed. Juspodivm.
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se o herdeiro transferir sua parte para outra pessoa, haverá ITCMD.
#OLHONATABELA
RENÚNCIA ABDICATIVA RENÚNCIA TRANSLATIVA GRATUITA
RENÚNCIA TRANSLATIVA 
ONEROSA
O herdeiro abre mão da heran-
ça em benefício do monte. Em 
tal caso não incide ITCMD.
O herdeiro transfere sua parte 
para outra pessoa de maneira 
gratuita, incide o ITCMD causa 
mortis e mais uma incidência 
do ITCMD doação.
Existe quando há alguma retri-
buição pela renúncia. Em tal 
caso incide o ITCMD causa 
mortis e, sendo bem imóvel, é 
possível caracterizar, conforme 
o caso, a ocorrência do ITBI.
#SURRADESÚMULAS #AQUIÉCESPE
Súmula 115-STF: Sobre os honorários do advogado contratado pelo inventariante, com a homolo-
gação do juiz, não incide o imposto de transmissão “causa mortis”.
Súmula 114-STF: O imposto de transmissão “causa mortis” não é exigível antes da homologação 
do cálculo.
Súmula 112-STF: O imposto de transmissão “causa mortis” é devido pela alíquota vigente ao tempo 
da abertura da sucessão.
Súmula 590-STF: Calcula-se o imposto de transmissão “causa mortis” sobre o saldo credor da 
promessa de compra e venda de imóvel, no momento da abertura da sucessão do promitente 
vendedor.
Súmula 331-STF: É legítima a incidência do imposto de transmissão “causa mortis” no inventário 
por morte presumida.
Súmula 656 - STF - É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de 
transmissão inter vivos de bens imóveis – ITBI com base no valor venal do imóvel.
IPVA - IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA é um tributo estadual, direto, 
privativo, não vinculado, de arrecadação não vinculada e ordinário. Deve observar todos os princípios 
constitucionais relacionados aos tributos (espalhados nos artigos 150 e 151, CF), mas a fixação de sua base 
de cálculo não se submete à noventena (#SELIGA #ISSOCAI - art. 150, §1º, CF).
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O STF entende que o IPVA veio em “substituição” à antiga T.R.U. (Taxa Rodoviária Única). Logo, o 
referido imposto incide sobre a propriedade de veículos automotores terrestres, não podendo incidir 
sobre embarcações e aeronaves.
Apesar de haver previsão na Constituição Federal para que o Senado estabeleça alíquotas mínimas 
do IPVA (art. 155, §6º, I), evitando-se guerra fiscal, até hoje não houve a edição de nenhuma Resolução 
do Senado nesse sentido.
#OLHAOGANCHO
Assim como no caso do ITCMD, aqui também há competência PLENA dos Estados para disciplinar 
a matéria, pois não há previsão de normas gerais relativas ao IPVA no CTN ou outra lei federal. Aplica-se 
o artigo 24 da CF, que trata da competência legislativa concorrente, prevê em seu §3º que “inexistindo lei 
federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender as suas 
peculiaridades”. Lembre-se também do teor do artigo 34, §3º, do ADCT: “Promulgada a Constituição, a 
União, os Estados, oDistrito Federal e os Municípios poderão editar as leis necessárias à aplicação do 
sistema tributário nacional nela previsto”.
#AJUDAMARCINHO #DIZERODIREITO #TUDOMASTIGADO
IPVA
IPVA é a sigla de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.
Trata-se de imposto estadual, previsto no art. 155, III, da CF/88.
Regramento legal
As normas gerais sobre o IPVA (fato gerador, base de cálculo, sujeito passivo etc.) deverão ser previs-
tas em uma lei complementar nacional a ser editada pelo Congresso Nacional (art. 146, III, “a”, da CF/88). 
Ocorre que esta lei ainda não existe. Em razão disso, os Estados-membros podem legislar sobre o tema, 
conforme autorizado pelo art. 24, § 3º da CF/88, desde que respeitadas as demais regras constitucionais.
Fato gerador
É a propriedade de veículo automotor. “Apenas a propriedade gera incidência de IPVA, e não a mera 
detenção do veículo, o próprio uso ou mesmo a posse.” (SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário. 
8ª ed., São Paulo: Saraiva, 2016, p. 1317).
O IPVA só incide sobre veículos automotores terrestres. Assim, é inconstitucional lei estadual que 
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preveja pagamento de IPVA pela propriedade de embarcações ou de aeronaves. Nesse sentido: STF. 
Plenário. RE 379572, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/04/2007.
Base de cálculo
É o valor venal do veículo.
Importante: o art. 150, § 1º da CF/88 prevê que a fixação da base de cálculo do IPVA não está sujeita 
ao princípio da anterioridade nonagesimal. Isso significa que é possível que o Estado, nos últimos dias do 
ano, altere a tabela de valor venal dos veículos e essa mudança já valha a partir de 1º de janeiro do ano 
seguinte.
Alíquotas
As alíquotas serão fixadas por meio de lei de cada Estado-membro.
A CF/88, no entanto, determina que o Senado, mediante Resolução, defina alíquotas mínimas do 
IPVA a fim de evitar a guerra fiscal (art. 155, § 6º, II, da CF/88). Logo, a lei estadual não poderá estipular 
alíquotas menores que aquelas fixadas pelo Senado. Isso com o objetivo de evitar que os Estados come-
çassem a colocar valores muito baixos de IPVA para “incentivar” os proprietários de carros a emplacarem 
seus veículos nesses locais.
A Constituição autoriza que as leis estaduais prevejam alíquotas do IPVA diferenciadas segundo o 
tipo e a utilização do veículo.
Exemplo quanto ao tipo: a lei poderá prever que veículos utilitários poderão pagar alíquotas meno-
res que veículos de passeio.
Exemplo quanto à utilização: táxis poderão pagar alíquotas menores que veículos particulares.
O STF decidiu que é inconstitucional tributar diferentemente veículos nacionais e importados.
Sujeito passivo
É o proprietário do veículo.
Lançamento do IPVA
O IPVA é um imposto sujeito a lançamento de ofício.
O lançamento de ofício (ou direto) é aquele no qual o Fisco, sem a ajuda do contribuinte, calcula o 
valor do imposto devido e o cobra do sujeito passivo. A Administração tributária já possui de antemão os 
elementos informativos para realizar a constituição do crédito tributário, não dependendo de nenhuma 
providência do contribuinte para isso.
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Em outras palavras, o próprio Fisco, sozinho, já calcula quanto o contribuinte deverá pagar e apenas 
o avisa: pague este valor de imposto até o dia XX.
Além do IPVA, outro exemplo de imposto submetido a lançamento de ofício é o IPTU.
Notificação do lançamento
Após o Fisco realizar o lançamento, ele precisa comunicar que fez isso ao sujeito passivo para que 
este possa pagar o tributo ou impugná-lo, caso não concorde com o que está sendo cobrado.
“É a notificação que confere efeitos ao lançamento realizado, pois antes daquela não se conta prazo 
para pagamento ou impugnação.” (ALEXANDRE, Ricardo. Direito tributário esquematizado. 10ª ed., São 
Paulo: Método, 2016, p. 377).
Forma de notificação do contribuinte
O CTN não prevê a forma como o contribuinte deverá ser notificado de que houve o lançamento de 
ofício e de que ele deverá pagar o tributo. Diante dessa lacuna, a jurisprudência entende que a legislação 
que rege cada tributo poderá disciplinar o meio idôneo para essa notificação.
No caso do IPTU, por exemplo, a maioria das leis municipais prevê que a notificação ocorre median-
te o envio de uma correspondência ao sujeito passivo. Esse procedimento é considerado legítimo:
Súmula 397-STJ: O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu 
endereço.
Se o Estado-membro, no início do ano, divulga um calendário informando os proprietários 
dos veículos que deverão efetuar o pagamento do IPVA em cada data, este modo de notificação é 
válido?
SIM. O envio do carnê é apenas uma modalidade, que não exclui outras eventualmente mais conve-
nientes para a Administração, como é o caso da divulgação de um calendário de pagamento, com instru-
ções para os contribuintes fazerem o pagamento. Nesse sentido:
A cientificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA pode ser realizada por qualquer meio 
idôneo, como o envio de carnê ou a publicação de calendário de pagamento, com instruções para o 
pagamento.
STJ. 1ª Seção. REsp 1320825/RJ, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 10/08/2016.
Vale ressaltar, no entanto, que o Min. Gurgel de Faria ressalvou que essa espécie de notificação 
pessoal presumida (por meio da divulgação de “calendário de pagamento”) somente pode ser conside-
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rada válida em relação aos impostos reais, cuja exigibilidade por exercício é de notório conhecimento da 
população. Em outros termos, nos casos de IPTU e IPVA, por exemplo, todo mundo sabe que todo ano 
deverá pagar.
Qual é a principal função da notificação do contribuinte do IPVA?
A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA perfectibiliza a constituição definitiva do 
crédito tributário.
Em outras palavras, com a notificação do contribuinte para o recolhimento da exação (pagamento 
do tributo) ocorre a constituição definitiva do crédito tributário.
Caso o contribuinte, mesmo depois de notificado, não pague o IPVA, o Fisco poderá ajuizar 
execução fiscal cobrando este imposto. A partir de quando é contado o prazo para o ajuizamento 
desta ação?
O prazo prescricional para a execução fiscal inicia-se no dia seguinte à data estipulada para o venci-
mento do imposto. Isso porque, antes dessa data, o pagamento não é exigível do contribuinte.
Assim, por exemplo, se o proprietário recebeu um carnê com data de vencimento para o dia 03/03, 
o prazo prescricional para o Estado-membro ajuizar execução fiscal iniciará no dia 04/03, caso o contri-
buinte não pague na data.
Qual é o prazo que o Fisco estadual possui para cobrar judicialmente o imposto?
O prazo prescricional é de 5 anos (art. 174 do CTN).
Resumindo:
A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA perfectibiliza a constituição definitiva do 
crédito tributário, iniciando-se o prazo prescricional para a execução fiscal no dia seguinte à data estipu-
lada para o vencimento da exação.
STJ. 1ª Seção. REsp 1320825/RJ, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 10/08/2016 (recurso repetitivo) 
(Info 588).
Releitura do art. 174 do CTN pelo STJ
O art. 174 do CTN estabelece o seguinte:
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data 
da sua constituição definitiva.
Para o STJ, a constituição definitiva do IPVA ocorre com a notificação do contribuinte para paga-
mento.
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Desse modo, se fossemos utilizar a redação literal do art. 174, o prazo prescricional teria início na 
data da notificação do sujeito passivo (constituição definitiva).Ex: no dia em que ele recebeu o carnê de 
pagamento ou na data em que foi divulgado o calendário de pagamentos.
Ocorre que o STJ fez uma releitura dessa parte final do dispositivo e decidiu que o prazo prescricio-
nal deverá ser contado a partir do dia seguinte à data estipulada como vencimento do imposto.
O STJ deicidiu assim porque antes de passar a data do vencimento do tributo, o Fisco ainda não 
poderá executar o contribuinte, que ainda nem pode ser considerado devedor.
Até o último dia estabelecido para o vencimento, é assegurado ao contribuinte realizar o recolhi-
mento voluntário, sem qualquer outro ônus, por meio das agências bancárias autorizadas ou até mesmo 
pela internet, ficando em mora tão somente a partir do dia seguinte.
Desse modo, tem-se que a pretensão executória da Fazenda Pública (actio nata) somente surge no 
dia seguinte à data estipulada para o vencimento do tributo.
Assim, o STJ “corrige” a parte final do art. 174, que deve ser lido da seguinte forma: a ação para a 
cobrança do crédito tributário decorrente de IPVA prescreve em cinco anos, contados do dia seguinte à 
data estipulada para o vencimento da exação.
Em concursos, se for cobrada a redação literal do art. 174 em provas objetivas, essa alter-
nativa está correta. No entanto, é possível que o entendimento do STJ seja exigido, especialmente em 
provas discursivas ou orais.
#OLHAOGANCHO #SAINDODOFORNO
O termo inicial do prazo prescricional da cobrança judicial do Imposto Predial e Territorial Urbano - 
IPTU - inicia-se no dia seguinte à data estipulada para o vencimento da exação.
STJ. 1ª Seção. REsp 1.658.517-PA, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 14/11/2018 (recur-
so repetitivo) (Info 638).
IPTU
Súmula 614-STJ: O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária 
de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos.
Súmula 626-STJ: A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local 
como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos 
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elencados no art. 32, § 1º, do CTN.
#DEOLHONAJURIS
Alienante do imóvel continua responsável pelos débitos tributários cujo fato gerador ocor-
reram antes da alienação. O alienante possui legitimidade passiva para figurar em ação de execução 
fiscal de débitos constituídos em momento anterior à alienação voluntária de imóvel. Ex: em 01/01/2015, 
data do fato gerador do IPTU, João era proprietário de um imóvel; alguns meses mais tarde ele aliena 
para terceiro; Município poderá ajuizar execução fiscal contra João cobrando IPTU do ano de 2015. STJ. 2ª 
Turma. AgInt no AREsp 942940-RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 15/8/2017 (Info 610).
Obrigatoriedade da publicação oficial da planta de valores imobiliários para apuração da 
base de cálculo do IPTU. A Planta Genérica de Valores, por conter dados indispensáveis à apuração da 
base de cálculo do IPTU, deve ser objeto de publicação oficial. A mera afixação da Planta de Valores no 
átrio da sede do município não supre essa exigência de publicação oficial. STJ. 2ª Turma. REsp 1645832/SP, 
Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 07/03/2017.
Não se pode aplicar a imunidade tributária recíproca se o bem está desvinculado de finali-
dade estatal. A INFRAERO (empresa pública federal) celebrou contrato de concessão de uso de imóvel 
com uma empresa privada por meio da qual esta última poderia explorar comercialmente um imóvel 
pertencente à INFRAERO. Vale ressaltar que esta empresa é uma concessionária de automóveis. A empre-
sa privada queria deixar de pagar IPTU alegando que o imóvel gozaria de imunidade tributária. O STF não 
aceitou a tese e afirmou que não incide a imunidade neste caso. A atividade desenvolvida pela empresa 
tem por finalidade gerar lucro. Se fosse reconhecida a imunidade neste caso, isso geraria, como efeito 
colateral, uma vantagem competitiva artificial em favor da empresa, que teria um ganho em relação aos 
seus concorrentes. Afinal, a retirada de um custo permite o aumento do lucro ou a formação de preços 
menores, o que provoca desequilíbrio das relações de mercado. Não se pode aplicar a imunidade tribu-
tária recíproca se o bem está desvinculado de finalidade estatal. STF. Plenário. RE 434251/RJ, rel. orig. Min. 
Joaquim Barbosa, red. p/ o ac. Min. Cármen Lúcia, julgado em 19/4/2017 (Info 861).
Se uma pessoa jurídica de direito público faz contrato de cessão de uso de imóvel com 
empresa privada, esta última não goza de imunidade e deverá pagar IPTU. Incide o IPTU, conside-
rado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora 
do tributo. Ex: a União celebrou contrato de concessão de uso de imóvel com uma empresa privada por 
meio da qual esta última poderia explorar comercialmente determinado imóvel pertencente ao patrimô-
nio público federal. A empresa privada queria deixar de pagar IPTU alegando que o imóvel gozaria de 
imunidade tributária. O STF não aceitou a tese e afirmou que não incide a imunidade neste caso. STF. 
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Plenário. RE 601720/RJ, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgado em 6/4/2017 
(repercussão geral) (Infos 860 e 861).
Sociedade de economia mista com finalidade lucrativa e que for arrendatária de imóvel 
público não goza de imunidade tributária. A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, “a”, da 
Constituição Federal, não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja 
ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança 
do IPTU pelo Município. Ex: a União, proprietária de um grande terreno localizado no Porto de Santos, 
arrendou este imóvel para a Petrobrás (sociedade de economia mista), que utiliza o local para armazenar 
combustíveis. Antes do arrendamento, a União não pagava IPTU com relação a este imóvel em virtude 
da imunidade tributária recíproca. Depois que houve o arrendamento, a Petrobrás passa a ter que pagar 
o imposto. STF. Plenário. RE 594015/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 6/4/2017 (repercussão geral) 
(Info 860).
ISS
#DEOLHONAJURIS
ECT tem direito à repetição do indébito relativo ao ISS sem necessidade de prova de ter assu-
mido o encargo pelo tributo e sem autorização dos tomadores dos serviços. Os Correios gozam de 
imunidade tributária recíproca, razão pela qual os Municípios não podem cobrar ISS sobre a prestação 
dos serviços postais. Ocorre que, durante muitos anos, alguns Municípios cobravam o imposto porque 
ainda não se tinha uma certeza, na jurisprudência, acerca da imunidade dos Correios. A ECT pode pleitear 
à repetição do indébito relativo ao ISS cobrado sobre os serviços postais. Para isso, os Correios não preci-
sam provar que assumiram o encargo pelo tributo nem precisam estar expressamente autorizados pelos 
tomadores dos serviços. Presume-se que os Correios não repassaram o custo do ISS nas tarifas postais 
cobradas dos tomadores dos serviços. Isso porque a empresa pública sempre entendeu e defendeu que 
não estava sujeita ao pagamento desse imposto. Não havendo repasse do custo do ISS ao consumidor 
final, os Correios podem pleitear a restituição sem necessidade de autorização do tomador dos serviços. 
STJ. 2ª Turma.REsp 1.642.250-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 16/3/2017 (Info 602).
Lei municipal que veicula exclusão de valores da base de cálculo do ISSQN. É inconstitu-
cional lei municipal que veicule exclusão de valores da base de cálculo do ISSQN fora das hipóteses 
previstas em lei complementar nacional. Também é incompatível com o texto constitucional medida fiscal 
que resulte indiretamente na redução da alíquota mínima estabelecidapelo art. 88 do ADCT, a partir da 
redução da carga tributária incidente sobre a prestação de serviço na territorialidade do ente tributante. 
STF. Plenário. ADPF 190/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 29/09/2016 (Info 841).
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Incidência de ISS sobre montagem de pneus. Incide ISS (e não ICMS) sobre o serviço de monta-
gem de pneus, ainda que a sociedade empresária também forneça os pneus utilizados na montagem. STJ. 
2ª Turma. REsp 1307824-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 27/10/2015 (Info 573).
#ATUALIZANDO O STF, ao julgar embargos de declaração opostos contra acórdão prolatado no 
dia 29/09/2016, alterou a redação da tese fixada para excluir a menção que era feita ao seguro-saú-
de. Assim, a tese do RE 651703/PR passa a ser a seguinte:
As operadoras de planos de saúde realizam prestação de serviço sujeita ao Imposto Sobre 
Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, previsto no art. 156, III, da CF/88. STF. Plenário. RE 651703/PR, 
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 29/09/2016 (repercussão geral) (Info 841). STF. Plenário. RE 651703 ED-pri-
meiros a terceiros/PR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 28/2/2019 (Info 932).
IMPOSTO DE RENDA - IR
Súmula 598-STJ: É desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimen-
to judicial da isenção do Imposto de Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente 
demonstrada a doença grave por outros meios de prova.
Súmula 590-STJ: Constitui acréscimo patrimonial a atrair a incidência do Imposto de Renda, em 
caso de liquidação de entidade de previdência privada, a quantia que couber a cada participante, 
por rateio do patrimônio, superior ao valor das respectivas contribuições à entidade em liquidação, 
devidamente atualizadas e corrigidas.
#APOSTACICLOS
Súmula 627-STJ: O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de 
renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem 
da recidiva da enfermidade.
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.
#APOSTACICLOS
A remuneração percebida pelos atletas profissionais a título de direito de arena sujeita-se à incidên-
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cia do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF.
STJ. 1ª Turma. REsp 1.679.649-SP, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 17/05/2018 (Info 626).
#EXPLICANDOMELHOR #DIZERODIREITO #AJUDAMARCINHO
Arena
O direito de arena é como se fosse o “pagamento” pelo fato de as emissoras de comunicação 
estarem mostrando a imagem do “time” (entidade desportiva) e dos jogadores na “arena” disputando a 
competição.
Assim, por exemplo, para a TV Globo poder transmitir os jogos do Campeonato Brasileiro, ela tem 
que pagar o direito de arena aos clubes de futebol.
Vimos no caput do art. 42 que o direito de arena pertence às entidades de prática desportiva. 
Mas e os jogadores?
As entidades desportivas têm que repassar 5% da receita do direito de arena para os sindicatos de 
atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espe-
táculo, como parcela de natureza civil (art. 42, § 1º).
Obs: esse percentual poderá ser alterado por meio de convenção coletiva.
Exceção ao direito de imagem
“O direito de imagem é amplo e pertence por inteiro ao seu titular. Abre-se, no entanto, uma exce-
ção para o atleta que participa de um espetáculo, reservando-se um percentual maior para a remune-
ração das entidades esportivas, que afinal são as que organizam, investem e remuneram para garantir o 
êxito do empreendimento.” (Min. Ruy Rosado de Aguiar, no REsp 46.420/SP).
Os atletas profissionais devem pagar imposto de renda com relação ao valor que recebem a 
título de direito de arena?
SIM.
A remuneração percebida pelos atletas profissionais a título de direito de arena sujeita-se à incidên-
cia do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF.
STJ. 1ª Turma. REsp 1.679.649-SP, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 17/05/2018 (Info 626).
Acréscimo patrimonial
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O direito de arena é um rendimento extra que o esportista participante do espetáculo desportivo 
recebe, possuindo, portanto, nítido conteúdo de acréscimo patrimonial.
Vale ressaltar que somente fará jus à parcela relativa ao direito de arena o esportista profissional 
que mantiver relação laboral com a entidade de prática desportiva, formalizada em contrato de trabalho. 
Desse modo, conclui-se que a verba em questão retribui e decorre da própria existência do contrato de 
trabalho, remunerando e acrescendo os ganhos do atleta em contrapartida pela autorização dada para 
o uso da sua imagem.
Não se trata de verba de caráter indenizatório
Não se pode dizer que o direito de arena possui caráter indenizatório. Isso porque não há dano ou 
lesão passível de reparação econômica.
A rigor, o atleta profissional é pago, antecipadamente, mediante repasse do valor do direito de 
arena, em retribuição a uma prestação consistente na cessão dos seus elementos audiovisuais, indefinida-
mente vinculados a determinado espetáculo esportivo, cuja exibição pode, ou não, protrair-se no tempo.
O esportista profissional, portanto, é remunerado, previamente, para abdicar da exclusividade do 
exercício de um direito disponível, nos termos pactuados.
Súmula Vinculante 31, STF: É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis.
Súmula Vinculante 32, STF: O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas 
seguradoras.
Súmula Vinculante 48, STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a 
cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.
19. Processo administrativo tributário: princípios básicos, determinação e exigência do crédito tribu-
tário, representação fiscal para fins penais.
20. Processo judicial tributário: Lei nº 6.830/1980 e suas alterações (ação de execução fiscal), Lei 
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nº 8.397/1992 (ação cautelar fiscal), ação declaratória da inexistência de relação jurídico-tributária, 
ação anulatória de débito fiscal, Lei nº 12.016/2009 (mandado de segurança), ação de repetição de 
indébito, ação de consignação em pagamento, ações de controle de constitucionalidade, ação civil 
pública.
Ações dos Contribuintes:
Ação Declaratória – declara existência ou não e modo de relação jurídica (declara o direito, em regra 
é antes do lançamento).
Ação Anulatória – para desconstituir ou anular crédito lançado.
Ação Repetitória – após pagamento indevido, ajuíza ação para rever o débito.
Consignação de pagamento – ação para realizar o pagamento em discussão.
Ação do Fisco:
Execução fiscal – rito especial de cobrança de créditos da Fazenda Pública;
Medida Cautelar Fiscal – ação para resguardar pagamento de valores para o fisco.
A Lei nº 6.830/80 estabelece um rito específico para a cobrança de créditos da Fazenda Pública. Os 
entes políticos e as respectivas autarquias possuem a prerrogativa de constituir unilateralmente o título 
executivo que irá lastrear a execução. Essa é a disposição da LEF:
Art. 1º - A execução judicial para cobrança da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Fede-
ral, dos Municípios e respectivas autarquias será regida por esta Lei e, subsidiariamente, pelo Código de 
Processo Civil.
Execução fiscal é uma modalidade de execução por quantia certa, com base em título extraju-
dicial, constituído pela certidão de dívida ativa regularmente inscrita (para possibilitar a execução fiscal, é 
indispensável que a dívida ativa esteja regularmente inscrita), de caráter expropriatório, que se realizano 
interesse da Fazenda Pública.
A dívida ativa poderá compreender qualquer valor e pode ser de natureza tributária e não tribu-
tária. As obrigações contratuais, inclusive, desde que submetidas ao controle de inscrição, podem ser 
exigidas por via de execução fiscal.
A certidão de dívida ativa é um título formal e necessário para o ajuizamento da execução fiscal.
SÚMULA 392 STJ
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A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de 
embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito 
passivo da execução
Diferentemente da maioria dos demais títulos extrajudiciais, é constituído independentemente da 
manifestação da vontade do devedor (como acontece na relação contratual, por exemplo). Desde que 
observados os requisitos legais na sua formação, dentre os quais se insere o direito à ampla defesa no 
correspondente procedimento fiscal, a certidão de dívida ativa goza de presunção de certeza e liquidez, 
sendo apta para lastrear a execução fiscal.
SÚMULA 279 STJ
É cabível execução por título extrajudicial contra a Fazenda Pública.
A regra geral de competência é o domicílio do executado, no de sua residência ou onde for encon-
trado.
SÚMULA 58 STJ
Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a compe-
tência já fixada.
Na execução fiscal, o devedor é citado para, em cinco dias (lembre que na execução comum esse 
prazo é de 3 dias), pagar ou oferecer bens à penhora. Caso pague, o juiz dará vista à Fazenda e, com a 
concordância desta, a execução será extinta.
O despacho que ordena a citação é o responsável por interromper a prescrição! Difere do CPC, 
pois lá a prescrição é interrompida com a citação válida. Na Execução Fiscal o DESPACHO que ordena a 
citação é o marco temporal da interrupção da prescrição, seja das dívidas de natureza tributária (artigo 
174, I, CTN) como as não tributárias (artigo 8º, LEF).
SÚMULA 559 DO STJ
Em ações de execução fiscal, é desnecessária a instrução da petição inicial com o demonstrativo de 
cálculo do débito, por tratar-se de requisito não previsto no art. 6º da Lei n. 6.830/1980.
SÚMULA 558 DO STJ
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Em ações de execução fiscal, a petição inicial não pode ser indeferida sob o argumento da falta de 
indicação do CPF e/ou RG ou CNPJ da parte executada.
Garantido o juízo, é viabilizada a oposição de embargos à execução fiscal. De acordo com a siste-
mática da LEF, a garantia ao juízo é pressuposto de admissibilidade dos embargos à execução fiscal. No 
mais, o prazo para apresentação dos embargos é contado a partir da data em que o devedor é intimado 
do termo de formalização de garantia (depósito, fiança bancária, penhora).
Não embargada a execução ou rejeitados os embargos, passa-se à expropriação dos bens, na forma 
preconizada para a execução comum. Do mesmo modo, não havendo concessão de efeito suspensi-
vo aos embargos ou sendo estes julgados improcedentes, a execução prossegue com venda dos bens 
penhorados em leilão público.
#APOSTACICLOS
O prazo de 1 (um) ano de suspensão do processo e do respectivo prazo prescricional previsto no 
art. 40, §§ 1º e 2º da Lei nº 6.830/80 (LEF) tem início automaticamente na data da ciência da Fazenda 
Pública a respeito da não localização do devedor ou da inexistência de bens penhoráveis no endereço 
fornecido, havendo, sem prejuízo dessa contagem automática, o dever de o magistrado declarar ter 
ocorrido a suspensão da execução. STJ. 1ª Seção. REsp 1.340.553-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
julgado em 12/09/2018 (recurso repetitivo) (Info 635).
- EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
O objetivo é demonstrar a inexequibilidade da CDA e ocasionar a extinção da execução fiscal. Não 
precisa de garantia.
Súmula 393 STJ: A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativa-
mente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória.
Não pode discutir responsabilidade de sócios. Algumas hipóteses de cabimento: modificação do 
crédito tributário (suspensão da exigibilidade, exclusão ou extinção), imunidades e prescrição.
#SOPÃODEJURIS #PRAFINALIZAR
O erro culposo na classificação aduaneira de mercadorias importadas e devidamente declaradas 
ao fisco não se equipara à declaração falsa de conteúdo e, portanto, não legitima a imposição da pena 
de perdimento. STJ. 1ª Turma. REsp 1316269-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 6/4/2017 (Info 604).
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A ausência de prévio processo administrativo não enseja a nulidade da Certidão de Dívi-
da Ativa (CDA) nos casos de tributos sujeitos a lançamento de ofício. STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 
370.295-SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 1º/10/2013 (Info 531).
A cassação de registro especial para a fabricação e comercialização de cigarros, em virtude de 
descumprimento de obrigações tributárias por parte da empresa, não constitui sanção política. STF. 
Plenário. RE 550769/RJ, rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 22/5/2013 (Info 707).
A correção monetária dos depósitos judiciais deve incluir os expurgos inflacionários. STJ. Corte Espe-
cial. REsp 1131360-RJ, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Min. Maria Thereza de Assis 
Moura, julgado em 3/5/2017 (recurso repetitivo) (Info 607).
A irrisoriedade do valor em relação ao total da dívida executada não impede sua penhora via 
BacenJud. STJ. 2ª Turma. REsp 1646531/RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 06/04/2017.
É permitido o redirecionamento da execução fiscal contra o sócio-gerente que, no momen-
to da dissolução, exercia a gerência, mas que não era o gerente no momento do fato gerador 
do tributo? 1ª corrente: NÃO. Posição da 1ª Turma do STJ. AgRg no AREsp 729285/SC, Rel. Min. Sérgio 
Kukina, julgado em 06/08/2015. 2ª corrente: SIM. Posição da 2ª Turma do STJ. REsp 1520257-SP, Rel. Min. 
Og Fernandes, julgado em 16/6/2015 (Info 564).
No caso em que a garantia à execução fiscal tenha sido totalmente dispensada de forma expressa 
pelo juízo competente — inexistindo, ainda que parcialmente, a prestação de qualquer garantia (penho-
ra, fiança, depósito, seguro-garantia) —, o prazo para oferecer embargos à execução deverá ter 
início na data da intimação da decisão que dispensou a apresentação de garantia, não havendo a 
necessidade, na intimação dessa dispensa, de se informar expressamente o prazo para embargar. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1440639-PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 2/6/2015 (Info 563).
Na ação de execução fiscal, frustradas as diligências para localização de outros bens em nome do 
devedor e obedecida a ordem legal de nomeação de bens à penhora, não cabe ao magistrado recusar a 
constrição de bens nomeados pelo credor fundamentando a decisão apenas na assertiva de que a poten-
cial iliquidez deles poderia conduzir à inutilidade da penhora. Isso porque, nos termos do art. 612 do CPC 
1973 (art. 797 do CPC 2015), a execução é realizada no interesse do credor que adquire, pela penhora, o 
direito de preferência sobre os bens indicados. Ademais, conforme preceitua o art. 591 do CPC 1973 (art. 
789 do CPC 2015), todo o patrimônio presente e futuro do devedor pode ser utilizado para pagamento 
de débitos. Ex: a União ajuizou execução fiscal contra João cobrando uma dívida de R$ 20 mil. Foi tentada 
a penhora “on line” (via sistema “Bacen Jud”), não tendo sido localizadas contas bancárias em nome do 
devedor. Buscou-se também a localização de outros bens penhoráveis, mas sem sucesso. Diante disso, a 
União requereu a penhora de um veículo do executado, qual seja, um Volkswagen SANTANA CD (fabrica-
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do em 1985). O juiz indeferiu a constrição do veículo, sob o argumento de que o bem era muito antigo, 
o que ensejaria a inutilidade da penhora. Em uma situação parecida com esta, o STJ deu provimento ao 
recurso e determinou que a penhora fosse realizada. STJ. 1ª Turma. REsp 1523794-RS, Rel. Min. Sérgio 
Kukina, julgado em 19/5/2015 (Info 563).
Em sede de execução fiscal, a Fazenda Pública não tem direito de substituir a fiança bancária presta-
da pela sociedade empresária executada e anteriormente aceita pelo ente público por penhora de depó-
sito de quantia destinada à distribuição de dividendos aos acionistas da devedora, a não ser que a fiança 
bancária se mostre inidônea. STJ. 1ª Seção. EREsp 1163553-RJ, Rel. originário e voto vencedor Min. Arnaldo 
Esteves Lima, Rel. para o acórdão Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 22/4/2015 (Info 569).
O art. 185-A do CTN prevê a possibilidade de ser decretada a indisponibilidade dos bens e direi-
tos do devedor tributário na execução fiscal. Vale ressaltar, no entanto, que a indisponibilidade de que 
trata o art. 185-A do CTN só pode ser decretada se forem preenchidos três requisitos: 1) deve ter havido 
prévia citação do devedor; 2) o executado deve não ter pago a dívida nem apresentado bens à penhora 
no prazo legal; 3) não terem sido localizados bens penhoráveis do executado mesmo após a Fazenda 
Pública esgotar as diligências nesse sentido. Obs.: para que a Fazenda Pública prove que esgotou todas 
as diligências na tentativa de achar bens do devedor, basta que ela tenha adotado duas providências: a) 
pedido de acionamento do Bacen Jud (penhora “on line”) e consequente determinação pelo magistrado; 
b) expedição de ofícios aos registros públicos do domicílio do executado e ao Departamento Nacional ou 
Estadual de Trânsito — DENATRAN ou DETRAN. STJ. 1ª Seção. REsp 1377507-SP, Rel. Min. Og Fernandes, 
julgado em 26/11/2014 (recurso repetitivo) (Info 552).
Súmula 560-STJ: A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-A do 
CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o qual fica caracte-
rizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros e a expedição de ofícios 
aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou Detran.
Quando a sociedade empresária for dissolvida irregularmente, é possível o redirecionamento da 
execução fiscal para o sócio-gerente da pessoa jurídica executada mesmo que se trate de dívida 
ativa NÃO-TRIBUTÁRIA. Assim, por exemplo, a Súmula 435 do STJ pode ser aplicada tanto para execu-
ção fiscal de dívida ativa tributária como também na cobrança de dívida ativa NÃO-TRIBUTÁRIA. STJ. 1ª 
Seção. REsp 1371128-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 10/9/2014 (recurso repetitivo) 
(Info 547).
Nos casos de dissolução irregular da sociedade empresária, o redirecionamento da Execu-
ção Fiscal para o sócio-gerente não constitui causa de exclusão da responsabilidade tributária da 
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pessoa jurídica. Apesar de o art. 135 do CTN falar em “responsabilidade pessoal”, o STJ consolidou o 
entendimento de que essa responsabilidade do sócio-gerente, por atos de infração à lei, é solidária (não 
excluindo a responsabilidade da empresa). Logo, responderão pelo débito o sócio-gerente e a pessoa 
jurídica, figurando ambos na execução fiscal, em litisconsórcio passivo. STJ. 2ª Turma. REsp 1455490-PR, 
Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 26/8/2014 (Info 550).
A garantia do juízo no âmbito da execução fiscal deve abranger honorários advocatícios mesmo 
que eles não constem na CDA? SIM. Há situações em que o valor dos honorários advocatícios já consta 
na própria CDA. Isso ocorre quando a lei que rege o crédito cobrado permite essa inclusão. Nesses casos, 
não há qualquer dúvida de que a garantia oferecida deverá abranger também o montante dos hono-
rários. Existem, contudo, outras hipóteses em que na CDA não vêm previstos os honorários e estes são 
arbitrados pelo juiz ao despachar a petição inicial na execução. Aqui havia dúvida se a garantia deveria 
também englobá-los. O STJ entendeu que sim. Isso porque, como a LEF não trata do assunto, deve-se 
aplicar subsidiariamente o CPC e este determina que a penhora de bens seja feita de modo a incluir o 
principal, os juros, as custas e os honorários advocatícios. Em resumo, a garantia do juízo no âmbito da 
execução fiscal deve abranger honorários advocatícios, sejam eles previstos na CDA ou arbitrados judi-
cialmente. STJ. 2ª Turma. REsp 1409688-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 11/2/2014 (Info 539).
• Se o devedor aderiu a parcelamento administrativo dos débitos tributários, os seus bens penho-
rados na execução fiscal deverão ser liberados? Se a penhora ocorreu ANTES do parcelamento: 
NÃO. Se a penhora ocorreu DEPOIS do parcelamento: SIM. STJ. 2ª Turma. REsp 1421580-SP, Rel. 
Min. Herman Benjamin, julgado em 4/2/2014 (Info 537).
A constatação posterior ao ajuizamento da execução fiscal de que a pessoa jurídica execu-
tada tivera sua falência decretada antes da propositura da ação executiva não implica a extinção 
do processo sem resolução de mérito. Deve ser dada a oportunidade de o exequente retificar a 
CDA, fazendo constar a informação de que a parte devedora se encontra em estado falimentar, e 
emendar a Inicial. STJ. 1ª Seção. REsp 1372243-SE, Rel. originário Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. 
para acórdão Min. Og Fernandes, julgado em 11/12/2013 (recurso repetitivo) (Info 538).
Os valores depositados em contas em nome das filiais estão sujeitos à penhora por dívidas tributá-
rias da matriz. STJ. 1ª Seção. REsp 1.355.812-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 22/5/2013 
(recurso repetitivo) (Info 524).
#chuvadesúmula #nãosaboteassúmulas
Súmula 66 STJ: compete a Justiça Federal processar e julgar execução fiscal promovida por conse-
lho de fiscalização profissional.
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Súmula 515 STJ: A reunião de execuções fiscais contra o mesmo devedor constitui faculdade do 
Juiz.
Súmula 414 STJ: A citação por edital na execução fiscal é cabível quando frustradas as demais 
modalidades.
Súmula 435 STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu 
domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da 
execução fiscal para o sócio-gerente.
#ATENÇÃO: o STJ entende que essa súmula se aplica tanto para dívidas tributárias como 
não-tributárias. Assim, quando a sociedade empresária for dissolvida irregularmente, é possível o 
redirecionamento de execução fiscal de dívida ativa não-tributária contra o sócio-gerente da pessoa 
jurídica executada, independentemente da existência de dolo (REsp 1.371.128-RS, Rel. Min. Mauro 
Campbell Marques, julgado em 10/9/2014).
Súmula 314 STJ: Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo 
por 1 ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente.
Súmula 409 STJ: em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação pode ser 
decretada de ofício. #ATENÇÃO: Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II — decidir, 
de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição;
Súmula 153 STJ: A desistência da execução fiscal, após o oferecimento dos embargos, não exime o 
exequente dos encargos da sucumbência.
Súmula 189 STJ: é desnecessária a intervenção do MP nas execuções fiscais.
Súmula 452 STJ (execução fiscal): A extinção das ações de pequeno valor é faculdade da Adminis-
tração Federal, vedada a atuação judicial de ofício.
Súmula 394 STJ: É admissível, em embargos à execução, compensar os valores de imposto de 
renda retidos indevidamente na fonte com os valores restituídosapurados na declaração anual.
Súmula 121 STJ: Na execução fiscal o devedor deverá ser intimado, pessoalmente, do dia e hora 
da realização do leilão.
Súmula 393 STJ: A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às 
matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória.
Súmula 523-STJ: A taxa de juros de mora incidente na repetição de indébito de tributos estaduais 
deve corresponder à utilizada para cobrança do tributo pago em atraso, sendo legítima a incidência 
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da taxa Selic, em ambas as hipóteses, quando prevista na legislação local, vedada sua cumulação 
com quaisquer outros índices.
Súmula 188-STJ: Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do 
trânsito em julgado da sentença.
Súmula 162-STJ: Na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do paga-
mento indevido.
SÚMULA 429 - STJ: A citação postal, quando autorizada por lei, exige o aviso de recebimento.
#APOSTACICLOS
O prazo de 1 (um) ano de suspensão do processo e do respectivo prazo prescricional previsto no 
art. 40, §§ 1º e 2º da Lei nº 6.830/80 (LEF) tem início automaticamente na data da ciência da Fazenda 
Pública a respeito da não localização do devedor ou da inexistência de bens penhoráveis no endereço 
fornecido, havendo, sem prejuízo dessa contagem automática, o dever de o magistrado declarar ter 
ocorrido a suspensão da execução. STJ. 1ª Seção. REsp 1.340.553-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
julgado em 12/09/2018 (recurso repetitivo) (Info 635).
21. Lei Complementar nº 123/2006 e suas alterações (Estatuto Nacional da Microempresa e da 
Empresa de Pequeno Porte).
Simples Nacional – regime de tratamento diferenciado dispensado às microempresas e empresas de 
pequeno porte. Existe um regime único de arrecadação e de obrigações acessórias.
Com a edição da norma jurídica que instaurou o regime do SIMPLES NACIONAL, concretizou-se a 
diretriz do texto constitucional que institui a obrigatoriedade de tratamento favorecido para as microem-
presas e empresas de pequeno porte (frase CESPE, prova TJDFT).
#DEOLHONAJURIS
O Simples Nacional surgiu da premente necessidade de se fazer com que o sistema tributário 
nacional concretizasse as diretrizes constitucionais do favorecimento às microempresas e às empresas de 
pequeno porte. A LC 123, de 14-12-2006, em consonância com as diretrizes traçadas pelos arts. 146, III, d, 
e parágrafo único; 170, IX; e 179 da CF, visa à simplificação e à redução das obrigações dessas empresas, 
conferindo a elas um tratamento jurídico diferenciado, o qual guarda, ainda, perfeita consonância com os 
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princípios da capacidade contributiva e da isonomia.
Ausência de afronta ao princípio da isonomia tributária. O regime foi criado para diferenciar, em 
iguais condições, os empreendedores com menor capacidade contributiva e menor poder econômico, 
sendo desarrazoado que, nesse universo de contribuintes, se favoreçam aqueles em débito com os fiscos 
pertinentes, os quais participariam do mercado com uma vantagem competitiva em relação àqueles que 
cumprem pontualmente com suas obrigações. [RE 627.543, rel. min. Dias Toffoli, j. 30-10-2013, P, DJE de 
29-10-2014, com repercussão geral].
É o princípio da isonomia tributária que impõe a desigualdade de tratamento entre os sujeitos passi-
vos que estejam em situação desigual. No caso do Simples, observa a capacidade contributiva, que é o 
que justifica o tratamento diferenciado.
22. Ilícito tributário: ilícito administrativo tributário, ilícito penal tributário, Lei nº 8.137/1990 e suas 
alterações (crimes contra a ordem tributária).
Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social 
e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:
I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;
II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer 
natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;
III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento 
relativo à operação tributável;
IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexa-
to;
V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa 
a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com 
a legislação.
Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias, que 
poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade 
quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso V.
Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:
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I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, 
para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobra-
do, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;
III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre 
a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;
IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de impos-
to liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;
V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obri-
gação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Art. 10. Caso o juiz, considerado o ganho ilícito e a situação econômica do réu, verifique a insuficiên-
cia ou excessiva onerosidade das penas pecuniárias previstas nesta lei, poderá diminuí-las até a décima 
parte ou elevá-las ao décuplo.
Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os crimes defi-
nidos nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade.
Parágrafo único. Quando a venda ao consumidor for efetuada por sistema de entrega ao consumo 
ou por intermédio de outro em que o preço ao consumidor é estabelecido ou sugerido pelo fabricante ou 
concedente, o ato por este praticado não alcança o distribuidor ou revendedor.
Art. 12. São circunstâncias que podem agravar de 1/3 (um terço) até a metade as penas previstas nos 
arts. 1°, 2° e 4° a 7°:
I - ocasionar grave dano à coletividade;
II - ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções;
III - ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida 
ou à saúde.
Art. 15. Os crimes previstos nesta lei são de ação penal pública, aplicando-se-lhes o disposto no art. 
100 do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal.
23. Lei Complementar nº 101/2000 e suas alterações (Lei de Responsabilidade Fiscal).
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A Lei de Responsabilidade Fiscal atribui caráter gerencial e de transparência para os fatos públicos. 
A lei regulamenta a conduta gerencial dos administradores públicos, em todas as esferas de Poder.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como:
I - ente da Federação: a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município;II - empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta 
ou indiretamente, a ente da Federação;
III - empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador recursos finan-
ceiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último 
caso,
aqueles provenientes de aumento de participação acionária;
IV - receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, indus-
triais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos:
a) na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou 
legal, e as contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195, e no art. 239 da 
Constituição;
b) nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;
c) na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema 
de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9º do 
art. 201 da Constituição.
§ 1º Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valores pagos e recebidos em decor-
rência da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do Ato das 
Disposições
Constitucionais Transitórias.
§ 2º Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá 
e de Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 
1o do art. 19.
§ 3º A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referên-
cia e nos onze anteriores, excluídas as duplicidades.
Em caso de descumprimento da LRF aplica-se sanções institucionais (para o ente público) ou sanções 
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pessoais (dirigida à pessoa física que praticou a conduta).
Sanções institucionais Sanções pessoais
•	 Proibição do recebimento de transferên-
cias voluntárias;
•	 Proibição de contratação de operações de 
crédito;
•	 Proibição de obtenção de garantias para a 
contratação de operações de crédito.
•	 Penais: Previstas no Código Penal, tipifican-
do como crimes comuns condutas denominadas 
“crimes contra as finanças públicas”;
•	 Políticas: Visam à punição dos chamados crimes 
de responsabilidade, previstos na Lei n. 1.079/1950;
•	 Administrativas: A Lei n. 10.028/2000 previu uma 
série de infrações administrativas contra as finanças 
públicas:
•	 Civis: A infração aos dispositivos da LRF também 
sujeita os infratores às penalidades estabelecidas na 
Lei de Improbidade Administrativa (lei n. 8.429/1992).
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DIREITO AMBIENTAL4
1. Meio Ambiente. Teoria Geral do Direito ambiental. Conceito. Natureza. Fontes e Princípios.
A teoria adotada pelo artigo 225 da Constituição é do Antropocentrismo protecionista: o meio 
ambiente é um bem coletivo e necessário ao homem. Deve ser preservado, considerando o desenvolvi-
mento humano e econômico.
“O Meio Ambiente, bem de uso comum do povo, consistente no equilíbrio ecológico e na higi-
dez do meio e dos recursos naturais, é bem comum, geral, difuso, indivisível, indisponível e impe-
nhorável”. #CESPE
O meio ambiente saudável é um direito fundamental, imprescindível para a qualidade de vida. Para 
o STF: direito ao meio ambiente equilibrado é direito fundamental de terceira geração e titularidade tran-
sindividual.
Princípios:
Prevenção O perigo de dano é concreto. Já se conhece os riscos e impactos e por isso deve-se preveni-los.
Precaução Não se sabe qual é o perigo de dano, pois há incerteza científica. É uma garan-tia a riscos potenciais e não identificados.
Desenvolvimento 
Sustentável
Noção da necessidade da coexistência harmônica do desenvolvimento econô-
mico com os limites ambientais, para que estes não se esgotem e fiquem 
preservados para as futuras gerações, sem deixar de desenvolver a economia.
Poluidor-pagador
Conhecido também como princípio da reparação integral e princípio da 
responsabilidade. Imputa ao poluidor o custo social da poluição por ele gerada, 
engendrando um mecanismo de responsabilidade por dano ecológico. Não é 
permissão à degradação. O objetivo é evitar a degradação. Impõe a obrigação 
de recuperar e indenizar danos causados.
Usuário-pagador
É de obrigação dos usuários de recursos ambientais contribuir quando os usam. 
Busca-se evitar que o “custo zero” dos serviços e recursos naturais uma explora-
ção desenfreada do meio ambiente.
4 Por Bianca Zanardi.
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Cooperação
Tanto diz respeito à cooperação internacional entre as nações, como inter-
namente, a cooperação entre os entes federativos e, ainda, a sociedade civil 
organizada, conforme contemplado genericamente no art. 225 da Constituição 
Federal, quando ali se prescreve que se impõe ao Poder Público e à coletivida-
de o dever de defender o meio ambiente e preservá-lo.
Proibição do retro-
cesso
Não é possível regredir em termos de proteção ambiental. O direito já obtido 
passa a constituir uma garantia institucional e um direito subjetivo.
Participação Comu-
nitária
A resolução dos problemas ambientais deve envolver o Estado e a sociedade, 
em cooperação.
Função socioam-
biental da proprie-
dade
O uso da propriedade está condicionado à preservação do meio ambiente e ao 
bem-estar social, limitando o direito fundamental da propriedade, tanto rural 
como urbana, à sua finalidade social.
Ubiquidade
A proteção ambiental deve ser levada em conta toda vez que uma política, 
atuação, legislação sobre qualquer tema, atividade, obra, etc, tiver que ser cria-
da e desenvolvida.
Solidariedade inter-
geracional
Assegura a solidariedade da presente geração em relação às futuras, para que 
também estas possam usufruir de forma sustentável dos recursos naturais.
Subsidiariedade
O ente político centralizador, no caso a União, somente deve agir quando o 
regional, no caso estadual, ou local – municipal, não for capaz de realizar deter-
minada ação.
Hermenêutica ambiental – in dubio pro natura. Leva-se em conta a regra mais protetiva para o 
meio ambiente.
#SÚMULASNOVAS #APOSTACICLOS
- Súmula 618-STJ: A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental. STJ. 
Corte Especial. Aprovada em 24/10/2018, DJe 30/10/2018.
- Súmula 613-STJ: Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de Direito 
Ambiental. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018 (Info 624).
#DEOLHONAJURIS
STJ: O princípio da precaução pressupõe a inversão do ônus probatório, competindo a quem 
supostamente promoveu o dano ambiental comprovar que não o causou ou que a substância lançada ao 
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meio ambiente não lhe é potencialmente lesiva. (Jurisprudência em teses) #VAICAIR
Princípio da precaução, campo eletromagnético e legitimidade dos limites fixados pela Lei 
11.934/2009 - No atual estágio do conhecimento científico, que indica ser incerta a existência de efeitos 
nocivos da exposição ocupacional e da população em geral a campos elétricos, magnéticos e eletro-
magnéticos gerados por sistemas de energia elétrica, não existem impedimentos, por ora, a que sejam 
adotados os parâmetros propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conforme estabelece a 
Lei nº 11.934/2009. STF. Plenário. RE 627189/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 8/6/2016 (repercussão 
geral) (Info 829).
2. Política ambiental constitucional. Deveres ambientais. Deveres ecológicos e regulamentação daatividade econômica na Constituição Federal.
Meio ambiente – bem comum do povo – é de uso coletivo e patrimônio público, cuja titularidade 
não é da pessoa jurídica de direito público e sim do próprio povo.
A responsabilidade pelo meio ambiente saudável não é apenas do Poder Público. É dever também 
da sociedade preservar os recursos naturais para esta e próximas gerações.
É preciso racionalizar o uso do meio ambiente, fiscalizar e proteger.
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem 
por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes 
princípios:
(...) VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto 
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
3. Direito Ambiental Constitucional. Constituição Federal art. 225. Competência legislativa em 
matéria ambiental. Competências legislativas exclusivas e concorrentes.
#NAPONTADALÍNGUA
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defen-
dê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
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I - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies 
e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades 
dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qual-
quer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de signi-
ficativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que 
comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua 
função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de 
acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas 
físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os 
danos causados.
§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense 
e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições 
que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais
§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, 
necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.
§ 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem 
o que não poderão ser instaladas.
§ 7º Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis 
as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1º do 
art. 215 desta Constituição Federal, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio 
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cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais 
envolvidos.
- COMPETÊNCIA
EXCLUSIVA:
Atribuída a um ente com a exclusão dos demais. É INDELEGÁVEL (art. 25, §§ 1º e 
2º da CF).
→	 Competência EXCLUSIVA da União
•	 Elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de 
desenvolvimento econômico e social;
•	 Planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, espe-
cialmente as secas e inundações;
•	 Instituir um sistema nacional de gerenciamento de recursos híbridos e definir 
critérios de outorga de direitos de seu uso;
•	 Instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, sanea-
mento básico e transportes urbanos;
•	 Explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer o 
monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, 
a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos 
princípios e condições estabelecidos pela própria Constituição.
PRIVATIVA:
É atribuída a um ente. É DELEGÁVEL e pode haver SUPLEMENTAÇÃO de competên-
cia (art. 22, parágrafo único, CF).
Competência Legislativa (PRIVATIVA) da União:
•	 Águas e energia;
•	 Jazidas, minas e outros recursos minerais; e
•	 Atividades nucleares de qualquer natureza.
CONCOR-
RENTE:
União, Estados e DF podem dispor sobre a mesma matéria. União legisla sobre 
normas gerais (art. 24 CF). ATENÇÃO – Os Municípios não aparecem aqui.
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
•	 Florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos 
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
•	 Proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
•	 Responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos 
de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
SUPLEMEN-
TAR:
Art. 24, §2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a 
competência suplementar dos Estados.
Art. 30. Compete aos Municípios: (...) II – suplementar a legislação federal e a esta-
dual no que couber.
Competência administrativa comum – O artigo 23 da Constituição estabelece como sendo dever 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de forma cooperativa:
proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumen-
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tos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor 
histórico, artístico e cultural;
proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; preservar as flores-
tas, a fauna e a flora;
e, por fim, registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de 
recursos híbridos e minerais em seus territórios.
As normas de cooperação entre os entes federativos deverão ser fixadas por Lei Comple-
mentar (LC 140/11).
São instrumentos de cooperação previstos na LC 140/2011:
Art. 4º Os entes federativos podem valer-se, entre outros, dos seguintes instrumentos de cooperação 
institucional:
I - consórcios públicos, nos termos da legislação em vigor;
São criados pelas entidades políticas para atender a objetivos comuns.
II - convênios, acordos de cooperação técnica e outros instrumentos similares com órgãos e 
entidades do Poder Público, respeitado o art. 241 da Constituição Federal;
- Competência dos Estados
Além da competência concorrente disciplinada no art. 24 da CF e da competência executiva comum 
disciplinadano art. 23, CF, os Estados também possuem:
Competência executiva exclusiva – A Constituição não enumera as competências executivas 
exclusivas dos Estados, somente as dos Municípios e da União. A competência que lhe sobra é a rema-
nescente, ou seja, aquelas que não foram designadas para outro ente público.
A Constituição ainda dispõe aos Estados o poder de explorar diretamente, através de concessão, 
os serviços de gás canalizado e instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e micror-
regiões, constituídas por agrupamento de Municípios limítrofes, para integrar a organização, o 
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
Competência legislativa – Também se trata de competência remanescente. Cabe ao Estado legis-
lar tudo aquilo que a Constituição não atribuiu aos Municípios ou à União.
- COMPETÊNCIA DOS Municípios
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Competência executiva exclusiva – Além da Competência comum, descrita no artigo 23, os 
Municípios são dotados de competência exclusiva em matéria ambiental, cabendo-lhes, conforme o art. 
30 da CF:
Promover o adequado ordenamento territorial, o que deve ser feito mediante planejamento e 
controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, feita em conjunto com a da União de 
executar planos elaborados para a ordenação do território regional.
Proteger o patrimônio histórico-cultural local com observância da legislação e da ação fiscalizadora 
da União e dos Estados.
Competência legislativa – O artigo 30, inciso I da Constituição estabelece que é competência 
municipal legislar sobre:
Assuntos de interesse local – Deve-se buscar por uma predominância de interesse. Essa predo-
minância é o que propõe Paulo Machado, ao lecionar que “caberá aos Municípios legislar sobre todas 
aquelas matérias em que seu interesse prevalece sobre os interesses da União e dos Estados”.
#DEOLHONAJURIS
É inconstitucional lei estadual que prevê a supressão de vegetal em APP para a realização de 
atividades exclusivamente de lazer – É inconstitucional lei estadual prevendo que é possível a supres-
são de vegetal em Área de Preservação. Há inconstitucionalidade formal porque o Código Florestal (lei 
federal que prevê as normas gerais sobre o tema, nos termos do art. 24, § 1º, da CF/88) não permite a 
instalação em APP de qualquer tipo de edificação com finalidade meramente recreativa. Existe também 
inconstitucionalidade material porque houve um excesso e abuso da lei estadual ao relativizar a prote-
ção constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, cujo titular é a coletividade, em face 
do direito de lazer individual. STF. Plenário. ADI 4988/TO, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
19/9/2018 (Info 916).
É inconstitucional lei estadual que remete o regramento do cultivo comercial e das ativi-
dades com organismos geneticamente modificados à regência da legislação federal – A compe-
tência para legislar sobre as atividades que envolvam organismos geneticamente modificados (OGM) 
é concorrente (art. 24, V, VIII e XII, da CF/88). No âmbito das competências concorrentes, cabe à União 
estabelecer normas gerais e aos Estados-membros editar leis para suplementar essas normas gerais (art. 
24, §§ 1º e 2º). Determinado Estado-membro editou lei estabelecendo que toda e qualquer atividade 
relacionada com os OGMs naquele Estado deveria observar “estritamente à legislação federal específica”. 
O STF entendeu que essa lei estadual é inconstitucional porque significou uma verdadeira “renúncia” ao 
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exercício da competência legislativa concorrente prevista no art. 24, V, VIII e XII, da CF/88. Em outras pala-
vras, o Estado abriu mão de sua competência suplementar prevista no art. 24, § 2º da CF/88. Essa norma 
estadual remissiva fragiliza a estrutura federativa descentralizada, e consagra o monopólio da União, sem 
atentar para nuances locais. STF. Plenário. ADI 2303/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 5/9/2018 (Info 
914).
Compete aos Municípios legislar sobre meio ambiente em assuntos de interesse local - O 
Município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle da poluição, quando se tratar 
de interesse local. Ex: é constitucional lei municipal, regulamentada por decreto, que preveja a aplicação 
de multas para os proprietários de veículos automotores que emitem fumaça acima de padrões consi-
derados aceitáveis. STF. Plenário. RE 194704/MG, rel. orig. Min. Carlos Velloso, red. p/ o ac. Min. Edson 
Fachin, julgado em 29/6/2017 (Info 870)
Inconstitucionalidade de lei que proíbe a queima da cana - O Município é competente para 
legislar sobre o meio ambiente, juntamente com a União e o Estado-membro/DF, no limite do seu interes-
se local e desde que esse regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais 
entes federados (art. 24, VI, c/c o art. 30, I e II, da CF/88). O STF julgou inconstitucional lei municipal 
que proíbe, sob qualquer forma, o emprego de fogo para fins de limpeza e preparo do solo no referido 
município, inclusive para o preparo do plantio e para a colheita de cana-de-açúcar e de outras culturas. 
STF. Plenário. RE 586224/SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 5/3/2015 (repercussão geral) (Info 776).
Competência legislativa suplementar – A Constituição possibilita aos Municípios preencher 
lacunas de normas estaduais ou federais ou adaptá-las ao contexto local. A suplementação envol-
ve tanto o próprio caráter supletivo, que é o de erradicar as lacunas, como o complementar, que é o de 
detalhar as normas existentes. No exercício desta competência, os Municípios podem criar normas sobre 
assuntos que não existem nas esferas superiores.
#DEOLHONAJURIS
Os Municípios podem legislar sobre Direito Ambiental, desde que o façam fundamentadamente. 
STF. 2ª Turma. ARE 748206 AgR/SC, Rel Min. Celso de Mello, julgado em 14/3/2017 (Info 857).
É proibida a utilização de qualquer forma de amianto. As leis estaduais que proíbem o uso do 
amianto são constitucionais. O art. 2º da Lei federal nº 9.055/95, que autorizava a utilização da crisotila 
(espécie de amianto), é inconstitucional. Houve a inconstitucionalidade superveniente (sob a óptica mate-
rial) da Lei nº 9.055/95, por ofensa ao direito à saúde (art. 6º e 196, CF/88); ao dever estatal de redução 
dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança (art. 7º, inciso XXII, 
CF/88); e à proteção do meio ambiente (art. 225, CF/88). STF. Plenário. ADI 3937/SP, rel. orig. Min. Marco 
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Aurélio, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 24/8/2017 (Info 874)
Viola a Constituição Federal lei municipal que proíbe o trânsito de veículos, sejam eles motoriza-
dos ou não, transportando cargas vivas nas áreas urbanas e de expansão urbana do Município. Essa lei 
municipal invade a competência da União. O Município, ao inviabilizar o transporte de gado vivo na 
área urbana e de expansão urbana de seu território, transgrediu a competência da União, que já esta-
beleceu, à exaustão, diretrizes para a política agropecuária, o que inclui o transporte de animais vivos e 
sua fiscalização. Além disso, sob a justificativa de criar mecanismo legislativo de proteção aos animais, o 
legislador municipal impôs restrição desproporcional. Esta desproporcionalidade fica evidente quando se 
verifica que a legislação federal já prevê uma série de instrumentos para garantir, de um lado, a qualida-
de dos produtos destinados ao consumo pela população e, de outro, a existência digna e a ausência de 
sofrimento dos animais, tanto no transporte quanto no seu abate. STF. Plenário. ADPF 514 e ADPF 516 
MC-REF/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgados em 11/10/2018 (Info 919).
“Energia nuclear. Competêncialegislativa da União. Artigo 22, XXVI, da Constituição Federal. É 
inconstitucional norma estadual que dispõe sobre atividades relacionadas ao setor nuclear no âmbito 
regional, por violação da competência da União para legislar sobre atividades nucleares, na qual se inclui 
a competência para fiscalizar a execução dessas atividades e legislar sobre a referida fiscalização. Ação 
direta julgada procedente.” (ADI 1.575, de 07.04.2010) –
ATENÇÃO: a localização de usina nuclear deve ser prevista em lei federal.
4. Bens Ambientais. Águas, cavidades naturais subterrâneas. Energia. Espaços territoriais prote-
gidos e seus componentes: Fauna, Flora, Florestas, Ilhas, Paisagem, Mar Territorial, Praias fluviais, 
Praias marítimas. Recursos naturais da plataforma continental. Recursos da zona econômica exclusi-
va. Sítios arqueológicos e pré-históricos. Terrenos de marinha e seus acrescidos. Terrenos marginais. 
Meio Ambiente Natu-
ral
Meio Ambiente Arti-
ficial
Meio Ambiente 
Cultural
Meio Ambiente 
Trabalho
Conjunto de recur-
sos naturais bióticos e 
abióticos. Art. 225.
O que foi construído 
ou alterado pelo ser 
humano. Envolve polí-
tica urbana.
Patrimônio histórico, 
artístico, paisagístico, 
ecológico, científico e 
turístico. É construído.
Conjunto de fatores 
que se relacionam às 
condições do trabalho.
Pertence ao ente público o domínio eminente dos bens situados em seu território. Difere do domí-
nio patrimonial.
5. Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Princípios da PNMA. Objeto. Finalidade. Instru-
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mentos da PNMA.
#PRINCÍPIOS
Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recu-
peração da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento 
sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, aten-
didos os seguintes princípios:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como 
um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos 
recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas; (Regulamento)
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando 
capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.
#OBJETIVOS
Art 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do 
meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecoló-
gico, atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
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III - ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e 
manejo de recursos ambientais;
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de 
recursos ambientais;
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações 
ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade 
ambiental e do equilíbrio ecológico;
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua utilização racional e dispo-
nibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos 
causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos.
#INSTRUMENTOS
Art 9º - São instrumentos da Política 
Nacional do Meio Ambiente:
I
o estabelecimento de padrões de qualida-
de ambiental;
Limite e controle para desenvolvimento 
sustentável.
II o zoneamento ambiental;
Instrumento para organizar o territó-
rio – padrões de proteção. Ordenar uso 
e ocupação. Competência comum dos 
entes.
III a avaliação de impactos ambientais;
EIA – subsidia procedimento de licencia-
mento – não vincula decisão.
RIMA – resultado do Estudo.
IV
o licenciamento e a revisão de ativida-
des efetiva ou potencialmente poluido-
ras;
Procedimento administrativo para a opera-
ção de atividades potencialmente poluido-
ras.
V
os incentivos à produção e instalação de 
equipamentos e a criação ou absorção de 
tecnologia, voltados para a melhoria da 
qualidade ambiental;
Poder Público deve fomentar. Há trata-
mento diferenciado para menor impacto 
ambiental.
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VI
a criação de espaços territoriais espe-
cialmente protegidos pelo Poder Público 
federal, estadual e municipal, tais como 
áreas de proteção ambiental, de rele-
vante interesse ecológico e reservas 
extrativistas;
Espaços territorialmente protegidos – 
Área de Proteção Ambiental, Unidade de 
Conservação.
VII o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente;
SISNIMA – informações do meio ambiente 
– banco de dados – Cadastro Ambiental 
Rural (CAR).
VIII
o Cadastro Técnico Federal de Ativida-
des e Instrumentos de Defesa Ambien-
tal;
Consultoria técnica – registro no IBAMA.
IX
as penalidades disciplinares ou compen-
satórias ao não cumprimento das medidas 
necessárias à preservação ou correção da 
degradação ambiental.
Punir os infratores.
X
a instituição do Relatório de Qualida-
de do Meio Ambiente, a ser divulgado 
anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - 
IBAMA;
Este relatório ainda não foi regulamenta-
do.
XI
a garantia da prestação de informações 
relativas ao Meio Ambiente, obrigando-se o 
Poder Público a produzi-las, quando inexis-
tentes;
Obrigação de divulgar informações.
XII
o Cadastro Técnico Federal de atividades 
potencialmente poluidoras e/ou utiliza-
doras dos recursos ambientais.
Registro junto ao IBAMA – Município e 
Estado podem ter cadastro próprio.
XIII
instrumentos econômicos, como conces-
são florestal, servidão ambiental, seguro 
ambiental e outros
Rol exemplificativo. Intervenção do Estado 
na economia.
Concessão 
Florestal
Contrato Administrativo – outorga exploração de floresta pública – delegação 
onerosa – manejo para explorar, mediante licitação.
Seguro Ambiental Para reparar o dano. Não foi criado ainda. Valor concedido após o dano efeti-vado para amenizar o imediato impacto causado.
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Servidão Ambien-
tal
Onerosa ou gratuita. Pode ser alienada, cedida, transferida, de forma total ou 
parcial. Averbada no registro de imóvel. Não se aplica para APP e RL Mínima.
Compensação 
Ambiental
Empreendedor apoia e financia Unidade de Conservação do Grupo de Prote-
ção Integral nos casos de empreendimento que causem significativo impacto 
ambiental com fundamento no EIA/RIMA. Princípio do usuário-pagador.
#DEOLHONAJURIS
O STF na ADI 3.378-6 entendeu que a compensação ambiental é constitucional, ela não ofende o 
princípio da legalidade e tambémnão há violação ao princípio da separação dos Poderes. Contudo, à luz 
do princípio da proporcionalidade, o STF entendeu inconstitucional a fixação de percentual mínimo para 
reparação. O valor da compensação-compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto 
ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa.
6. Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). Objeto. Órgãos integrantes. Órgão Superior. 
Conselho de Governo.
A Lei nº 6.938/81 institui a Política Nacional do Meio Ambiente, atentando-se para as competências 
dos seguintes órgãos:
QUADRO DO SISNAMA
Órgão superior Conselho de Governo
Órgão Consultivo e Deliberativo CONAMA
Órgão Central Ministério do Meio Ambiente
Órgãos Executores IBAMA e ICMBIO
Órgãos Seccionais Órgãos Ambientais dos Estados e do DF
Órgãos Locais Órgãos Ambientais Municipais
#ATENÇÃO
No texto da Lei 6.938/81 consta como órgão central a “Secretaria de Meio Ambiente”. Contudo, em 
1992, esta secretaria foi transformada em Ministério do Meio Ambiente. Consequentemente, o presidente 
do CONAMA que era o Secretário passou a ser o Ministro.
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#ATENÇÃO!
O Ibama, atuará em caráter supletivo! Podem integrar o SNUC, excepcionalmente e a critério do 
Conama, unidades de conservação estaduais e municipais que, concebidas para atender a peculiarida-
des regionais ou locais, possuam objetivos de manejo que não possam ser satisfatoriamente atendidos 
por nenhuma categoria prevista nesta Lei e cujas características permitam, em relação a estas, uma clara 
distinção.
CÓDIGO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE
Art. 10. Os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta do Estado e dos Municípios 
responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental constituem o Sistema Estadual do Meio 
Ambiente - SEMA, estruturado nos seguintes termos:
I - órgão consultivo e deliberativo: Conselho Estadual do Meio Ambiente - CONSEMA;
II - órgão central: a Secretaria de Estado responsável pelo meio ambiente;
III - órgãos executores: a Fundação do Meio Ambiente - FATMA e a Polícia Militar Ambiental - PMA;
IV - órgão julgador intermediário: as Juntas Administrativas Regionais de Infrações Ambientais; e
V - órgãos locais: os órgãos ou entidades municipais responsáveis pela execução de programas, 
projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental.
Parágrafo único. Os órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente – SEMA devem buscar a unifor-
midade na interpretação da legislação e a disponibilização das informações constantes nos respectivos 
bancos, visando ao funcionamento harmonioso do sistema.
#ATENÇÃO
Estado de Santa Catarina não tem Secretaria Estadual do Meio Ambiente, de pasta exclusiva, 
que trate apenas de assuntos ambientais. A lei diz que o órgão central é a Secretaria que tem atribuição 
para tratar de assuntos ambientais “Secretaria do Estado responsável pelo meio ambiente”. A Secretaria 
que cuida das questões ambientais no Estado de Santa Catarina é a Secretaria de Estado do Desen-
volvimento Econômico Sustentável. Logo, este é o órgão central do Sistema Estadual do Meio 
Ambiente.
#Atenção!
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A FATMA, inciso III, transformou-se em IMA – Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina. Este é 
o órgão responsável por executar a política estadual do meio ambiente, juntamente com a polícia militar 
ambiental. O IMA foi criado em 2017, em substituição à FATMA (que atuou por 42 anos no Estado).
7. Órgão Consultivo e Deliberativo (CONAMA). Órgão Central – Ministério do Meio Ambiente. 
Recursos Hídricos e Amazônia legal. Órgão executor – IBAMA. Órgãos Setoriais. Órgãos Seccionais 
e órgãos locais. Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). Licenciamento Ambiental. Sistema de 
Licenciamento.
- RECURSOS HÍDRICOS
Prioridade para o consumo humano e dessedentação de animais (estes são motivos que suspen-
dem a outorga).
É bem de domínio público, domínio estatal (União, Estados e Distrito Federal).
Uso da água, em geral, requer outorga e será onerosa. Não outorga para uso insignificante e uso 
por pequeno núcleo de população rural.
Insuscetível de desapropriação.
Particular só explora com autorização.
Tem valor econômico (valor para racionalizar e para proteger)
Comitê da Bacia Hidrográfica – não tem competência para exercer poder de polícia (fiscalização). 
Tem competência para deliberar.
Recurso Hídrico não integra serviço de saneamento básico
Pode cobrar manejo de água pluvial
União é quem define padrão de potabilidade da água.
- AMAZÔNIA LEGAL
Código Florestal – Lei nº 12.651/2012:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
I - Amazônia Legal: os Estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso 
e as regiões situadas ao norte do paralelo 13° S, dos Estados de Tocantins e Goiás, e ao oeste do meridiano 
de 44° W, do Estado do Maranhão;
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Reserva Legal, na Amazônia Legal:
- 80% - área de floresta
- 35% - área de cerrado
- 20% - área de campos gerais
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
LEI COMPLEMENTAR 140/2011: COMPETÊNCIA PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Apenas um ente político (U, E, DF ou M) expede a licença.
Não há possibilidade de mais de um ente expedir licença para o mesmo empreendimento.
UNIÃO
(art. 7º, XIV)
XIV - promover o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades:
a) localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe;
b) localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na 
zona econômica exclusiva;
c) localizados ou desenvolvidos em terras indígenas;
d) localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pela 
União, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);
e) localizados ou desenvolvidos em 2 (dois) ou mais Estados;
f ) de caráter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental, nos termos de ato 
do Poder Executivo, aqueles previstos no preparo e emprego das Forças Armadas, 
conforme disposto na Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999;
g) destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e 
dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear 
em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional 
de Energia Nuclear (Cnen); ou
h) que atendam tipologia estabelecida por ato do Poder Executivo, a partir de 
proposição da Comissão Tripartite Nacional, assegurada a participação de um 
membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e considerados os 
critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou empreendimento.
ESTADOS
(art. 8º, XIV e 
XV)
XIV - promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utili-
zadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, 
sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, ressalvado o disposto nos 
arts. 7o e 9o;
REGRA GERAL: Trata-se de competência residual, isto é, a competência do ente 
estadual para licenciar surge nos casos não tipificados como da competência da 
União ou dos Municípios.
XV - promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos 
localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pelo Estado, 
exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs).
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MUNICÍPIOS
(art. 9º, XIV)
XIV - observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei 
Complementar, promover o licenciamento ambiental das atividades ou empreen-
dimentos:
a) que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local,conforme 
tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, consi-
derados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade; ou
b) localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em 
Áreas de Proteção Ambiental (APAs).
DISTRITO 
FEDERAL
(art. 10)
Engloba as competências para o licenciamento em empreendimentos no seu terri-
tório nas hipóteses em que competente Estado ou Município. Nesse sentido, o art. 
10 dispõe: São ações administrativas do Distrito Federal as previstas nos arts. 8o e 
9o.
APAS:
REGRA ESPECÍ-
FICA
Art. 12. Para fins de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimen-
tos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou 
capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, e para autorização 
de supressão e manejo de vegetação, o critério do ente federativo instituidor da 
unidade de conservação não será aplicado às Áreas de Proteção Ambiental (APAs).
Parágrafo único. A definição do ente federativo responsável pelo licenciamento e 
autorização a que se refere o caput, no caso das APAs, seguirá os critérios previstos 
nas alíneas “a”, “b”, “e”, “f” e “h” do inciso XIV do art. 7o , no inciso XIV do art. 8o e 
na alínea “a” do inciso XIV do art. 9o .
Assim, poderá a União (IBAMA), o Estado ou mesmo o Município ser competente 
para licenciar empreendimento no interior de APAs. Apenas não se definirá tal 
competência exclusivamente em face do ente que instituiu a unidade. Será preciso 
avaliar a competência de acordo com os demais critérios definidos nos arts. 7º, 8º 
e 9º da norma. Nesse sentido, a competência será, em regra, do Estado, tendo em 
vista a previsão genérica contida no inciso XIV do art. 8º, segundo o qual:
Art. 8o São ações administrativas dos Estados: (...) XIV - promover o licenciamento 
ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, 
efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar 
degradação ambiental, ressalvado o disposto nos arts. 7º e 9º;
A competência para licenciar empreendimento em APA poderá ser, contudo, do 
Município, no caso de atividade que cause impacto de âmbito local (art. 9º, XIV).
8.Tipos de Licenciamento (Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação). Outorgas 
das Licenças. Licença Ambiental para fins específicos. Função e Natureza Jurídica do Estudo de 
Impacto Ambiental. 
LICENCIAMENTO LICENÇA
Procedimento administrativo Ato administrativo
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LICENCIAMENTO 
ORDINÁRIO
LICENÇA PRÉVIA
Concedida na fase preliminar;
Aprova a localização do empreendimento;
Atesta a viabilidade ambiental.
LICENÇA DE INSTA-
LAÇÃO Autoriza a instalação do empreendimento.
LICENÇA DE OPERA-
ÇÃO
Autoriza a operação ou funcionamento do 
empreendimento.
PRAZOS DE VALI-
DADE
LICENÇA PRÉVIA PRAZO MÍNIMO  aquele previsto no cronograma.
PRAZO MÁXIMO  05 anos.
LICENÇA DE 
INSTALAÇÃO
PRAZO MÍNIMO  aquele previsto no cronograma.
PRAZO MÁXIMO  06 anos.
LICENÇA DE 
OPERAÇÃO
PRAZO MÍNIMO  04 anos.
PRAZO MÁXIMO  10 anos.
RENOVAÇÃO DO 
LICENCIAMENTO
(LC 140/2011 e 
Res. CONAMA 
237/97)
O pedido de renovação deve ser feito com antecedência MÍNIMA de 120 dias.
O prazo de validade ficará AUTOMATICAMENTE renovado até manifestação 
definitiva do órgão ambiental competente, desde que o requerimento tenha 
sido formulado com a antecedência indicada acima.
Tipo de Licença Características
Licença Prévia – LP - Fase Preliminar. Estabelece a viabilidade e requisitos para a próxima etapa.
Licença de Instalação 
– LI - Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade.
Licença de Operação 
– LO - Autoriza o início da atividade ou do empreendimento.
Licença Simplificada - Para atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental. - Apenas uma etapa.
- ATUAÇÃO SUPLETIVA X SUBSIDIÁRIA
Atuação supletiva: um ente se substitui ao ente federativo originariamente detentor das atribui-
ções, nas hipóteses definidas na Lei Complementar 140;
Atuação subsidiária: um ente visa auxiliar no desempenho das atribuições decorrentes das compe-
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tências comuns, quando solicitado pelo ente federativo originariamente detentor das atribuições. (Dica 
para lembrar - Subsidiária  Solicitar).
- TAXA DE LICENCIAMENTO X TCFA
Taxa de
 licenciamento
Refere-se ao procedimento licenciatório, que culmina na expedição da licen-
ça ambiental.
É paga pelo empreendedor (que pretender obter a licença) ao órgão ambien-
tal competente (que irá licenciar).
TCFA
Tem como fato gerador o exercício do poder de polícia sobre os empreendi-
mentos já licenciados e em atividade.
É cobrada de empreendimentos já licenciados e em atividade.
9. Conceito jurídico de impacto ambiental. Exigência Constitucional dos Estudos de Impacto 
Ambiental. O EIA na legislação nacional. Competência Legislativa sobre o EIA. Competência para 
exigir o EIA. Estados e Municípios. Competência do CONAMA para estabelecer as diretrizes sobre o 
EIA. Normas Gerais. Conteúdo do EIA. RIMA. Audiência Pública. As licitações e o EIA.
- ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL
Analisa a alteração das propriedades do meio ambiente.
Análise, relatório, plano, controle.
Exigido para obra ou atividade potencialmente poluidora causadora de significativa degradação 
ambiental.
É prévio e deve-se dar publicidade.
Não vincula decisão de órgão ambiental – este deve fundamentar caso discorde do estudo.
Não há discricionariedade sobre necessidade do EIA – a dispensa do EIA é vinculada.
Não cabe ao legislador estadual criar exceções à necessidade de EIA/RIMA.
Conteúdo mínimo: diagnóstico, análise de impacto (positivo e negativo), definição de medidas miti-
gadoras, elaboração de programas de acompanhamento, monitoramento do impacto.
Elaborado por equipe multidisciplinar contratada pelo empreendedor. Responsabilidade da equipe 
é ulterior e solidária.
RIMA – Relatório com as conclusões do EIA – não vincula órgão ambiental. É mais simples do que 
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o EIA.
Pode-se exigir audiência pública, a critério do órgão licenciador. Audiência pode ser solicitada por 
entidade civil, MP ou 50 cidadãos (se solicitada, audiência pública se torna obrigatória).
Estudo prévio de impacto ambiental é obrigatório no caso de atividades consideradas potencial-
mente ou efetivamente causadoras de significativa degradação do meio ambiente. É inconstitucional 
norma que dispensa o EIA legalmente exigido (ADI 1.086).
#DEOLHONAJURIS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. AMBIEN-
TAL. IMPOSSIBILIDADE DE LEI ESTADUAL DISPENSAR ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL. 
AGRAVO IMPROVIDO. I – O Plenário desta Corte, ao julgar a ADI 1.086/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão, assen-
tou que a previsão, por norma estadual, de dispensa ao estudo de impacto ambiental viola o art. 
225, § 1º, IV, da Constituição Federal. II – Agravo regimental improvido. (STF - RE: 631753 RJ, Relator: 
Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 07/06/2011)
10. Conceito de Zoneamento Ambiental. Finalidade. Natureza jurídica. Zoneamento Ambiental 
Urbano. Zonas do Uso Industrial (ZUI). Zonas de Uso Estritamente Industrial (ZUEI). Zona de Uso 
Predominantemente Industrial (ZUPI). Zona de Uso Diversificado (ZUD). Zoneamento Ambiental 
Agrícola e Zoneamento Ambiental Costeiro.
Zoneamento Ambiental – é a divisão do território em zonas, de acordo com a necessidade de 
proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais, baseada no desenvolvimento 
sustentável. Em algumas zonas permite-se ou proíbe-se determinadasatividades, de forma parcial ou 
total, em caráter relativo ou absoluto, de acordo com as normas que regulamentam o uso das diferentes 
zonas, que estabelecem diretrizes gerais, objetivos e aspectos que devem ser levados em consideração 
para garantir a proteção ao meio ambiente.
11. Dano Ambiental. Apuração do Dano Ambiental. Reparação do Dano Ambiental. Responsabili-
dade Administrativa, Civil e Penal por danos ao Meio Ambiente. Infrações Administrativas Ambien-
tais. Sanções para as Infrações administrativas ambientais. O Poder de Polícia e Direito Ambiental.
#APOSTACICLOS #SUMULASNOVAS
Súmula 623-STJ: As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo admissível 
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cobrá-las do proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor. Importante. 
Aprovada em 12/12/2018.
Súmula 629-STJ: Quanto ao dano ambiental, é admitida a condenação do réu à obrigação de 
fazer ou à de não fazer cumulada com a de indenizar. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 
17/12/2018.
Veja que o condenado por dano ambiental pode ter que, cumulativamente, recompor o meio 
ambiente degradado, além de pagar quantia em dinheiro a título de compensação por dano moral cole-
tivo. (Info 526).
Deste modo, pode uma empresa ser condenada a recompor o meio ambiente e também pagar 
danos morais em favor da coletividade. O causador do dano deve ser responsabilizado por todas as 
consequências oriundas de sua conduta lesiva, podendo acumular obrigações de fazer, de não fazer e de 
indenizar, reparando, ainda, os danos sociais causados pela conduta lesiva.
#AJUDAMARCINHO
Danos sociais, segundo Antônio Junqueira de Azevedo, “são lesões à sociedade, no seu nível de 
vida, tanto por rebaixamento de seu patrimônio moral — principalmente a respeito da segurança — 
quanto por diminuição na qualidade de vida. Os danos sociais são causa, pois, de indenização punitiva 
por dolo ou culpa grave, especialmente, repetimos, se atos que reduzem as condições coletivas de segu-
rança, e de indenização dissuasória, se atos em geral da pessoa jurídica, que trazem uma diminuição do 
índice de qualidade de vida da população.” (p. 376).
O dano social seria uma outra espécie de dano, que não se confunde com os danos materiais, 
morais e estéticos. Os danos sociais são causados por comportamentos exemplares negativos ou condu-
tas socialmente reprováveis. Alguns exemplos dados por Junqueira de Azevedo: o pedestre que joga 
papel no chão, o passageiro que atende ao celular no avião, o pai que solta balão com seu filho. Tais 
condutas socialmente reprováveis podem gerar danos como o entupimento de bueiros em dias de chuva, 
problemas de comunicação do avião causando um acidente aéreo, o incêndio de casas ou de florestas 
por conta da queda do balão etc. Diante da prática dessas condutas socialmente reprováveis, o juiz deve-
rá condenar o agente a pagar uma indenização de caráter punitivo, dissuasório ou didático, a título de 
dano social.
Súmula 618-STJ: A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental.
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A inversão do ônus da prova é motivada pelo interesse público. Advém do princípio da precau-
ção e impõe ao potencial causador do dano a obrigação de demonstrar que sua atividade não é 
penosa. A inversão do ônus advém da presunção do perigo.
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
Poluidor é pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indi-
retamente, por atividade causadora de degradação ambiental.
#DEOLHONAJURIS
O particular que deposita resíduos tóxicos em seu terreno, expondo-os a céu aberto, em local onde, 
apesar da existência de cerca e de placas de sinalização informando a presença de material orgânico, o 
acesso de outros particulares seja fácil, consentido e costumeiro, responde objetivamente pelos danos 
sofridos por pessoa que, por conduta não dolosa, tenha sofrido, ao entrar na propriedade, graves quei-
maduras decorrentes de contato com os resíduos. STJ (Info 544).
- TRÍPLICE RESPONSABILIZAÇÃO DA PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA
Penal
Cível
Administrativa
Art. 225, § 3º da CF/88. As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão 
os infratores, pessoas físicas ou JURÍDICAS, a sanções penais e administrativas, independentemente 
da obrigação de reparar os danos causados [cível].
#DEOLHONAJURIS
Na hipótese de ação civil pública proposta em razão de dano ambiental, é possível que a sentença 
condenatória imponha ao responsável, cumulativamente, as obrigações de recompor o meio ambiente 
degradado e de pagar quantia em dinheiro a título de compensação por dano moral coletivo. STJ (Info 
526).
#DEOLHONAJURIS
Determinada empresa de mineração deixou vazar resíduos de lama tóxica (bauxita), deixando 
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inúmeras famílias desabrigadas e sem seus bens móveis e imóveis. O STJ, ao julgar a responsabilidade civil 
decorrente desses danos ambientais, fixou as seguintes teses em sede de recurso repetitivo: a) a respon-
sabilidade por dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do risco integral b) em decorrência do 
acidente, a empresa deve recompor os danos materiais e morais causados e c) na fixação da indenização 
por danos morais, recomendável que o arbitramento seja feito caso a caso e com moderação, propor-
cionalmente ao grau de culpa, ao nível socioeconômico do autor, e, ainda, ao porte da empresa, orien-
tando-se o juiz pelos critérios sugeridos pela doutrina e jurisprudência, com razoabilidade, valendo-se de 
sua experiência e bom senso, atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso, de modo que, 
de um lado, não haja enriquecimento sem causa de quem recebe a indenização e, de outro, haja efetiva 
compensação pelos danos morais experimentados por aquele que fora lesado. STJ. (Info 545).
- RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA
#DEOLHONAJURIS
- A responsabilidade por dano ambiental é OBJETIVA, informada pela teoria do RISCO INTEGRAL. 
Não são admitidas excludentes de responsabilidade, tais como o caso fortuito, a força maior, fato de 
terceiro ou culpa exclusiva da vítima. O valor a ser arbitrado como dano moral não deverá incluir um 
caráter punitivo. É inadequado pretender conferir à reparação civil dos danos ambientais caráter puni-
tivo imediato, pois a punição é função que incumbe ao direito penal e administrativo. Assim, não há que 
se falar em danos punitivos (punitive damages) no caso de danos ambientais. STJ, julgado em 26/3/2014 
(recurso repetitivo) (Info 538).
- As empresas adquirentes da carga transportada pelo navio Vicuña no momento de sua explosão, 
no Porto de Paranaguá/PR, em 15/11/2004, não respondem pela reparação dos danos alegadamente 
suportados por pescadores da região atingida, haja vista a ausência de nexo causal a ligar tais prejuí-
zos (proibição temporária da pesca) à conduta por elas perpetrada (mera aquisição pretérita do metanol 
transportado). Situação concreta: três indústrias químicas adquiriam uma grande quantidade de “meta-
nol”, substância utilizada como matéria-prima para a produção de alguns medicamentos. Elas adquiriram 
o metanol da METHANEX CHILE LIMITED, empresa chilena que ficou responsável tanto pela contratação 
quanto pelo pagamento do frete marítimo. O navio contratado pela empresa chilena para o transporte foi 
o “BTG Vicuña”, de bandeira do Chile. Ocorre que quando já estava atracado no porto de Paranaguá/PR, 
o navio explodiu. Isso provocou uma tragédia ambiental porque houve o vazamento de milhões de litros 
de óleo e de metanol. Em razão do derramamento, a pesca na região ficou temporariamente proibida. 
STJ. 2ª Seção. REsp 1602106-PR, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 25/10/2017 (Info615).5
5 Como se vê nos julgados acima, em que pese a responsabilidade ser objetiva e informada pela teoria do risco integral, 
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- João é pescador artesanal e vive da pesca que realiza no rio Paranapanema, que faz a divisa dos 
Estados de São Paulo e Paraná. A empresa “XXX”, após vencer a licitação, iniciou a construção de uma 
usina hidrelétrica neste rio. Ocorre que, após a construção da usina, houve uma grande redução na quan-
tidade de alguns peixes existentes no rio, em especial “pintados”, “jaú” e “dourados”. Vale ressaltar que 
estes peixes eram os mais procurados pela população e os que davam maior renda aos pescadores do 
local. Diante deste fato, João ajuizou ação de indenização por danos morais e materiais contra a empresa 
(concessionária de serviço público) sustentando que a construção da usina lhe causou negativo impacto 
econômico e sofrimento moral, já que ele não mais poderia exercer sua profissão de pescador. O pesca-
dor terá direito à indenização em decorrência deste fato? Danos materiais: SIM. Danos morais: NÃO. STJ. 
4ª Turma. REsp 1371834-PR, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 5/11/2015 (Info 574)
Qualquer que seja a qualificação jurídica do degradador, público ou privado, no Direito brasileiro 
a responsabilidade civil pelo dano ambiental é de natureza objetiva, solidária e ilimitada, sendo regida 
pelos princípios do poluidor pagador, da reparação in integrum, da prioridade da reparação in natura, e 
do favor debilis, este último a legitimar uma série de técnicas de facilitação do acesso à Justiça, entre as 
quais se inclui a inversão do ônus da prova em favor da vítima ambiental. Precedentes do STJ.
5. Ordinariamente, a responsabilidade civil do Estado, por omissão, é subjetiva ou por culpa, regime 
comum ou geral esse que, assentado no art. 37 da Constituição Federal, enfrenta DUAS exceções princi-
pais. Primeiro, quando a responsabilização objetiva do ente público decorrer de expressa previsão legal, 
em microssistema especial, como na proteção do meio ambiente (Lei 6.938/1981, art. 3.º, IV, c/c o art. 14, 
§ 1.º). Segundo, quando as circunstâncias indicarem a presença de um standard ou dever de ação estatal 
mais rigoroso do que aquele que jorra, consoante a construção doutrinária e jurisprudencial, do texto 
(REsp 1.071.741, de 24.03.2009)
1. A jurisprudência predominante no STJ é no sentido de que, em matéria de proteção ambiental, há 
responsabilidade civil do Estado quando a omissão de cumprimento adequado do seu dever de fiscalizar 
for determinante para a concretização ou o agravamento do dano causado pelo seu causador direto. 
Trata-se, todavia, de responsabilidade subsidiária, cuja execução poderá ser promovida caso o degrada-
dor direto não cumprir a obrigação, “seja por total ou parcial exaurimento patrimonial ou insolvência, seja 
por impossibilidade ou incapacidade, por qualquer razão, inclusive técnica, de cumprimento da presta-
ção judicialmente imposta, assegurado, sempre, o direito de regresso (art. 934 do Código Civil), com a 
desconsideração da personalidade jurídica, conforme preceitua o art. 50 do Código Civil” (REsp 1.071.741/
SP, 2.ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 16.12.2010).
No dano ambiental e urbanístico, a regra geral é a do litisconsórcio facultativo. Segundo a juris-
ainda assim há de ser comprovado o nexo de causalidade.
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prudência do STJ, nesse campo a “responsabilidade (objetiva) é solidária” (REsp 604.725/PR, Rel. Ministro 
Castro Meira, Segunda Turma, DJ 22.8.2005, p. 202); logo, mesmo havendo “múltiplos agentes poluido-
res, não existe obrigatoriedade na formação do litisconsórcio”, abrindo-se ao autor a possibilidade de 
“demandar de qualquer um deles, isoladamente ou em conjunto, pelo todo” (STJ, 2010. Recurso Especial 
880.160-RJ. Relator: Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 27/5/2010).
- RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA
#DEOLHONAJURIS
Configurada infração ambiental grave, é possível a aplicação da pena de multa sem a necessidade 
de prévia imposição da pena de advertência (art. 72 da Lei 9.605/98). STJ. (Info 561).
A responsabilidade administrativa ambiental, como regra, apresenta caráter subjetivo, exigindo 
dolo ou culpa para sua configuração. STJ. 2ª Turma. REsp 1640243/SC, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado 
em 07/03/2017.
Súmula 467 do STJ: Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a 
pretensão da Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental.
- REPONSABILIDADE PENAL
CF/88:
Art. 225 (...) § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da 
obrigação de reparar os danos causados.
Lei n.º 9.605/98:
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente confor-
me o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal 
ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.
Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, 
co-autoras ou partícipes do mesmo fato.
A responsabilidade criminal ambiental é subjetiva. Imprescindível que se comprove dolo e 
culpa. O objetivo é punir quem causou o dano ambiental.
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A responsabilização penal da pessoa jurídica é constitucional e não exige a “dupla imputa-
ção”. Ou seja, não é necessário que haja a responsabilização, ao mesmo tempo, da pessoa jurídica e de 
uma pessoa física.
A teoria da dupla imputação que era aplicada pelo STJ, que entendia só ser possível a persecução 
penal da pessoa jurídica quando uma pessoa física também fosse denunciada, foi superada pelo STF. 
Não existe necessidade de persecução penal concomitante.
Mesmo sendo possível ação penal contra a pessoa jurídica, não se admite o uso de HC, já que o 
remédio constitucional tutela a liberdade de locomoção.
#DEOLHONAJURIS
É possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente 
da responsabilização concomitante da pessoa física que agia em seu nome.
A jurisprudência não mais adota a chamada teoria da “dupla imputação”.
STJ. 6ª Turma. RMS 39.173-BA, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 6/8/2015 (Info 566).
STF. 1ª Turma. RE 548181/PR, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 6/8/2013 (Info 714).
DOSIMETRIA DAS SANÇÕES – CRITÉRIOS:
a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas consequências para a saúde pública 
e para o meio ambiente;
os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental;
a situação econômica do infrator, no caso de multa.
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO – PESSOAS FÍSICAS:
I - prestação de serviços à comunidade;
II - interdição temporária de direitos;
III - suspensão parcial ou total de atividades;
IV - prestação pecuniária;
V - recolhimento domiciliar.
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO – PESSOAS JURÍDICAS:
I - suspensão parcial ou total de atividades;
II - interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade;
III - proibição de contratar com o Poder Público, bem como dele obter subsídios, subvenções ou 
doações.
OBS: Embora não listada expressamente como sanção, o art. 24 da lei n. 9605 permite a liquidação 
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forçada da pessoa jurídica, quando esta tiver sido constituída preponderantemente com a finalidade de 
praticar delitos ambientais, sendo o patrimônio considerado instrumento do crime:
Art. 24. A pessoa jurídica constituída ou utilizada,preponderantemente, com o fim de permitir, facilitar 
ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada sua liquidação forçada, seu patrimônio será 
considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional.
De acordo com o STJ, a liquidação forçada, presentes os seus requisitos, é modalidade de pena 
autônoma adequada à natureza das PJ’s (REsp 610.114).
#DEOLHONAJURIS
É possível aplicar o princípio da insignificância para crimes ambientais. Ex: pessoa encontrada 
em uma unidade de conservação onde a pesca é proibida, com vara de pescar, linha e anzol, conduzindo 
uma pequena embarcação na qual não havia peixes. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 1°/3/2016 (Info 816).
O STF entendeu que não existia, no caso concreto, o requisito da justa causa a propiciar o prosse-
guimento da ação penal, especialmente pela mínima ofensividade da conduta do agente, pela ausência 
de periculosidade social da ação, pelo reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e pela inex-
pressividade da lesão jurídica provocada. Assim, apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipi-
cidade formal e subjetiva, o STF entendeu que não havia a tipicidade material, consistente na relevância 
penal da conduta e no resultado típico, em razão da insignificância da lesão produzida no bem jurídico 
tutelado. A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes 
ambientais, tanto com relação aos de perigo concreto — em que haveria dano efetivo ao bem jurídico 
tutelado —, quanto aos de perigo abstrato, como no art. 34, caput, da Lei nº 9.605/98. No processo em 
exame, não se produziu prova material de que tenha havido qualquer dano efetivo ao meio ambiente. 
Ademais, mesmo diante de crime de perigo abstrato, não é possível dispensar a verificação “in concreto” 
do perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado com relação ao bem jurídico 
tutelado. Esse perigo real não se verificou no caso concreto.
No mesmo sentido, STJ: Não se configura o crime previsto no art. 34 da Lei nº 9.605/98 na hipó-
tese em que há a devolução do único peixe – ainda vivo – ao rio em que foi pescado. STJ. 6ª Turma. REsp 
1.409.051-SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 20/4/2017 (Info 602).
A pesca ilegal realizada em uma Estação Ecológica deve, em princípio, receber a tutela penal pres-
tada pelo Estado, pois se trata de intervenção humana presumidamente danosa a uma Unidade de Prote-
ção Integral, que tem como objetivo “a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas” 
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(art. 9º da Lei nº 9.985/2000). No entanto, a intervenção do Direito Penal deve ser sempre a ultima ratio, 
somente atuando quando os demais ramos do Direito não forem suficientes. Trata-se do princípio da 
intervenção mínima. Neste caso específico, embora a pesca tenha ocorrido numa Estação Ecológica, a 
conduta em si não causou lesão ao bem jurídico, pois o único bagre encontrado com o denunciado no 
momento da autuação estava vivo e, por isso, foi devolvido ao rio.
12. Meios processuais para a defesa ambiental. Ação Popular. Ação Civil Pública (Lei nº 7.347/1985 
e suas alterações). Competência para o processamento e julgamento das ações civis públicas por 
danos ao meio ambiente. Legitimidade ativa. Mandado de Segurança Coletivo. Desapropriação. 
Tombamento. A tutela inibitória em matéria de proteção ao meio ambiente. A tutela de urgência no 
direito ambiental. O acesso coletivo à tutela jurisdicional em matéria ambiental. Lei nº 9.605/1998 e 
suas alterações (Crimes contra o meio ambiente). Responsabilidade penal ambiental. Responsabi-
lidade penal da pessoa jurídica. Ação e processo penal. Competência para julgar os crimes contra 
o meio ambiente. Crimes contra a fauna. Crimes contra a flora. Crimes contra o ordenamento 
urbano e patrimônio cultural. Crimes de poluição. Direito ambiental internacional. Conceito. Fontes 
do direito ambiental internacional. Princípios gerais do direito ambiental internacional. MERCOSUL 
e direito ambiental internacional. Procedimentos administrativos de prevenção de dano ambiental 
transfronteriço. As Organizações não governamentais (ONGs).
O Meio Ambiente é direito difuso e coletivo. Aplica-se a legislação atinente ao tema, atraindo, 
portanto, peculiaridades a respeito da competência jurisdicional, coisa julgada, efeitos das decisões judi-
cial, litispendência e ônus da prova.
Ação Civil pública por dano ambiental é de competência absoluta do local do dano.
O princípio da insignificância PODE ser aplicado para o caso de crimes ambientais, apesar da 
importância do bem protegido.
13. Conceito de Poluição. Poluição das águas. Poluição Atmosférica. Poluição por resíduos sólidos. 
Poluição por rejeitos perigosos. Poluição por agrotóxicos. Poluição sonora. Áreas de Preservação 
Permanente e Unidades de Conservação: Fundamento Constitucional. Mudança do Clima e Merca-
do de Carbono.
Ninguém tem direito adquirido para poluir. Inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado. (Não 
importa se situação já está consolidada).
- Súmula 613-STJ: Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de Direito 
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Ambiental. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018 (Info 624).
Área de Preservação Permanente - APP: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, 
com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a 
biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das 
populações humanas;
Art. 4o Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efei-
tos desta Lei:
I - as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, 
desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:
a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;
b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de 
largura;
c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de 
largura;
d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros 
de largura;
e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;
II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de:
a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte) hectares de super-
fície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros;
b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;
III - as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento 
de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do empreendimento; (Incluído pela Lei 
nº 12.727, de 2012).
IV - As áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua situação topo-
gráfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros; (Redação dada pela Lei nº 12.727, de 2012).
V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% (cem por cento) na 
linha de maior declive;
VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
VII - os manguezais, em toda a sua extensão;
VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 
100 (cem) metros em projeções horizontais;
IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e incli-
nação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois 
terços) da altura mínima da elevaçãosempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizon-
tal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto 
de sela mais próximo da elevação;
X - as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação;
XI - em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) metros, 
a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado.
OBS: § 1o Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de reservatórios artificiais de 
água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d’água naturais. (Redação dada pela 
Lei nº 12.727, de 2012).
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Art. 6o Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando declaradas de interesse social 
por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação 
destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades:
I - conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha;
II - proteger as restingas ou veredas;
III - proteger várzeas;
IV - abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção;
V - proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico;
VI - formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
VII - assegurar condições de bem-estar público;
VIII - auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares.
IX - proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional. (Incluído pela Lei nº 12.727, 
de 2012).
No artigo 4º, a área já existe, lei institui. Não indeniza. Já no artigo 6º, a área de preservação é criada 
pelo Poder Executivo, ainda que não tenha finalidade ambiental. Pode gerar indenização.
Intervenção ou supressão de vegetação nativa em APP só ocorre se houver utilidade pública, 
interesse social ou baixo impacto ambiental.
Pode Estado e Município criar APP se afeto a seus interesses locais – não pode reduzir proteção. Pode 
aumentar proteção.
Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, delimitada nos 
termos do art. 12, com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos 
naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover 
a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa;
Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva 
Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente, obser-
vados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel, excetuados os casos previstos no 
art. 68 desta Lei:
I - localizado na Amazônia Legal:
a) 80%, no imóvel situado em área de florestas;
b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado;
c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais;
II - localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento).
(...)
§ 5o Nos casos da alínea a do inciso I, o poder público estadual, ouvido o Conselho Estadual de Meio 
Ambiente, poderá reduzir a Reserva Legal para até 50% (cinquenta por cento), quando o Estado tiver 
Zoneamento Ecológico-Econômico aprovado e mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do seu território 
ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio público, devidamente regularizadas, e 
por terras indígenas homologadas.
Art. 14. A localização da área de Reserva Legal no imóvel rural deverá levar em consideração os seguintes 
estudos e critérios:
I - o plano de bacia hidrográfica;
II - o Zoneamento Ecológico-Econômico
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III - a formação de corredores ecológicos com outra Reserva Legal, com Área de Preservação Permanen-
te, com Unidade de Conservação ou com outra área legalmente protegida;
IV - as áreas de maior importância para a conservação da biodiversidade; e
V - as áreas de maior fragilidade ambiental.
Art. 15. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da 
Reserva Legal do imóvel, desde que:
I - o benefício previsto neste artigo não implique a conversão de novas áreas para o uso alternativo do 
solo;
II - a área a ser computada esteja conservada ou em processo de recuperação, conforme comprovação 
do proprietário ao órgão estadual integrante do Sisnama; e
III - o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural - CAR, 
nos termos desta Lei.
§ 1o O regime de proteção da Área de Preservação Permanente não se altera na hipótese prevista neste 
artigo.
Art. 16. Poderá ser instituído Reserva Legal em regime de condomínio ou coletiva entre propriedades 
rurais, respeitado o percentual previsto no art. 12 em relação a cada imóvel.
A reserva legal é uma limitação administrativa (genérica e gratuita). Não gera indenização.
Se registra Reserva Legal acima do mínimo exigido pode criar servidão ambiental e obter remu-
neração por isso. Ou Criar Cota de Reserva Ambiental (CRA) – título nominativo (“moeda verde”).
AMAZÔNIA LEGAL
ÁREA DE FLORESTAS 80% DE RLF
Área de cerrado 35% de RLF
Campos gerais 20% de RLF
DEMAIS REGIÕES 20% de RLF
REGIME DE PROTEÇÃO - APP REGIME DE PROTEÇÃO – RESERVA LEGAL
Art. 7o A vegetação situada em Área de Preserva-
ção Permanente deverá ser mantida pelo proprie-
tário da área, possuidor ou ocupante a qualquer 
título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou 
privado.
§ 1o Tendo ocorrido supressão de vegetação situa-
da em Área de Preservação Permanente, o proprie-
tário da área, possuidor ou ocupante a qualquer 
título é obrigado a promover a recomposição da 
vegetação, ressalvados os usos autorizados previs-
tos nesta Lei. (...)
Art. 17. A Reserva Legal deve ser conservada com 
cobertura de vegetação nativa pelo proprietário do 
imóvel rural, possuidor ou ocupante a qualquer 
título, pessoa física ou jurídica, de direito público 
ou privado.
§ 1o Admite-se a exploração econômica da Reserva 
Legal mediante manejo sustentável, previamente 
aprovado pelo órgão competente do Sisnama, de 
acordo com as modalidades previstas no art. 20.
Art. 19. A inserção do imóvel rural em perímetro 
urbano definido mediante lei municipal não deso-
briga o proprietário ou posseiro
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Art. 8o A intervenção ou a supressão de vege-
tação nativa em Área de Preservação Perma-
nente somente ocorrerá nas hipóteses de utili-
dade pública, de interesse social ou de baixo 
impacto ambiental previstas nesta Lei.
§ 1o A supressão de vegetação nativa protetora de 
nascentes, dunas e restingas somente poderá ser 
autorizada em caso de utilidade pública.
§ 2o A intervenção ou a supressão de vegetação 
nativa em Área de Preservação Permanente de que 
tratam os incisos VI e VII do caput do art. 4o poderá 
ser autorizada, excepcionalmente, em locais onde 
a função ecológica do manguezal esteja compro-
metida, para execução de obras habitacionais e de 
urbanização, inseridas em projetos de regulariza-
ção fundiária de interesse social, em áreas urbanas 
consolidadas ocupadas por população de baixa 
renda.
§ 3o É dispensada a autorização do órgão ambiental 
competente para a execução, em caráter de urgên-
cia, de atividades de segurança nacional e obras de 
interesse da defesa civil destinadas à prevenção e 
mitigação de acidentes em áreas urbanas.
§ 4o Não haverá, em qualquer hipótese, direito à 
regularização de futuras intervenções ou supres-
sões de vegetação nativa, além das previstas nesta 
Lei.
Art. 9o É permitido o acesso de pessoas e animais 
às Áreas de Preservação Permanente para obten-
ção de água e para realização de atividades debaixo impacto ambiental.
da manutenção da área de Reserva Legal, que só 
será extinta concomitantemente ao registro do 
parcelamento do solo para fins urbanos aprova-
do segundo a legislação específica e consoante as 
diretrizes do plano diretor de que trata o § 1o do 
art. 182 da Constituição Federal.
Art. 21. É livre a coleta de produtos florestais não 
madeireiros, tais como frutos, cipós, folhas e 
sementes, devendo-se observar:
I - os períodos de coleta e volumes fixados em 
regulamentos específicos, quando houver;
II - a época de maturação dos frutos e sementes;
III - técnicas que não coloquem em risco a sobrevi-
vência de indivíduos e da espécie coletada no caso 
de coleta de flores, folhas, cascas, óleos, resinas, 
cipós, bulbos, bambus e raízes.
Art. 23. O manejo sustentável para exploração 
florestal eventual sem propósito comercial, para 
consumo no próprio imóvel, independe de auto-
rização dos órgãos competentes, devendo apenas 
ser declarados previamente ao órgão ambiental a 
motivação da exploração e o volume explorado, 
limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros 
cúbicos.
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- UNIDADE DE CONSERVAÇÃO – LEI Nº 9985/00
Veja as características em comum de cada uma delas, nesta legenda que montamos aqui.
DOMÍNIO E POSSE
PRIVADO PÚBLICO OU PRIVADO PÚBLICO
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Reserva Particular do Patrimô-
nio Sustentável (RPPN)
Monumento Natural (MONA) Estação Ecológica (EE)
Refúgio da Vida Silvestre (RVS) Reserva Biológica (RB)
Área de Proteção Ambiental 
(APA) Parque Nacional (PARNA)
Área de Relevante Interesse 
Ecológico (ARIE)
Floresta Nacional (FLONA)
Reserva Extrativista (RESEX)
Reserva de Fauna (REFAU)
Reserva de Desenvolvimento 
Sustentável (RDS)
#NÃOCONFUNDIR
Todas as “reservas”, com exceção da RPPN, são de domínio público.
Todas as “áreas” podem ser de domínio público ou privado.
#DEOLHONAJURIS
Inconstitucionalidade da redução de unidade de conservação por medida provisória.
É inconstitucional a redução ou a supressão de espaços territoriais especialmente protegidos, como 
é o caso das unidades de conservação, por meio de medida provisória. A redução ou supressão de unida-
de de conservação somente é permitida mediante lei em sentido formal (STF - Info 896).
É possível afirmar, portanto, que a proteção do meio ambiente, nesse caso, representa um limite 
material implícito à edição de medida provisória.
#ATENÇÃO
É possível a transformação de UC de uso sustentável em UC de proteção integral, total ou 
parcialmente, por meio de instrumento normativo de mesmo grau hierárquico que o da criação, 
obedecendo os procedimentos de prévio estudo técnico e consulta pública. A transformação de UC de 
proteção integral para UC de uso sustentável, por sua vez, depende de lei. A desafetação ou redução 
dos limites de uma UC apenas pode se dar por meio de lei específica (exceção ao princípio do parale-
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lismo das formas, caso a unidade de conservação tenha sido instituída por outro instrumento normativo), 
já que o art. 225, §1º, III, CRFB, afirma que alteração e supressão somente podem ser feitas por lei.
#DEOLHONAJURIS
O processo de criação e ampliação das unidades de conservação deve ser precedido da regula-
mentação da lei, de estudos técnicos e de consulta pública. O parecer emitido pelo Conselho Consultivo 
do Parque não pode substituir a consulta exigida na lei. O Conselho não tem poderes para representar a 
população local. STF. Plenário. MS 24184, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 13/08/2003.
#ATENÇÃO
A consulta não tem natureza de plebiscito, pois a criação e ampliação das unidades protegidas são 
decididas pelo Poder Executivo. A consulta significa que o gestor tem a obrigação de ouvir o povo, mas 
não precisa decidir de acordo com ele. A consulta pública é necessária, mas não é vinculativa.
Quando a unidade de conservação criada for Estação Biológica e reserva biológica não é necessária 
a consulta prévia dos interessados.
Zona de amortecimento: é o entorno de uma UC, onde as atividades humanas estão sujeitas 
a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a UC 
(art. 2º, XVIII, Lei do SNUC). Todas as UC devem possuir uma zona de amortecimento, salvo as Áreas de 
proteção ambiental e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (art. 25, caput).
Corredor ecológico: São porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de 
conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a 
dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações 
que demandam, para a sua sobrevivência, áreas com extensão maior do que aquelas da UC individual.
AGROTÓXICOS
O tema é regulado pela Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989:
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se:
I - agrotóxicos e afins:
a) os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores 
de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de 
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florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e 
industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação 
danosa de seres vivos considerados nocivos;
b) substâncias e produtos, empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores 
de crescimento;
II - componentes: os princípios ativos, os produtos técnicos, suas matérias-primas, os ingredientes 
inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e afins.
Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta Lei, só 
poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados 
em órgão federal, de acordo com as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores 
da saúde, do meio ambiente e da agricultura.
- LEGITIMIDADE PARA REQUERER O CANCELAMENTO OU A IMPUGNAÇÃO DO REGISTRO 
DE AGROTÓXICOS
Art. 5º Possuem legitimidade para requerer o cancelamento ou a impugnação, em nome próprio, 
do registro de agrotóxicos e afins, arguindo prejuízos ao meio ambiente, à saúde humana e dos animais:
I - entidades de classe, representativas de profissões ligadas ao setor;
II - partidos políticos, com representação no Congresso Nacional;
III - entidades legalmente constituídas para defesa dos interesses difusos relacionados à prote-
ção do consumidor, do meio ambiente e dos recursos naturais.
Art. 14. As responsabilidades administrativa, civil e penal pelos danos causados à saúde das pessoas e 
ao meio ambiente, quando a produção, comercialização, utilização, transporte e destinação de emba-
lagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins, não cumprirem o disposto na legislação pertinente, 
cabem:
a) ao profissional, quando comprovada receita errada, displicente ou indevida;
b) ao usuário ou a prestador de serviços, quando em desacordo com o receituário;
b) ao usuário ou ao prestador de serviços, quando proceder em desacordo com o receituário ou 
as recomendações do fabricante e órgãos registrantes e sanitário-ambientais;
c) ao comerciante, quando efetuar venda sem o respectivo receituário ou em desacordo com 
a receita;
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c) ao comerciante, quando efetuar venda sem o respectivo receituário ou em desacordo com a 
receita ou recomendações do fabricante e órgãos registrantes e sanitário-ambientais;d) ao registrante que, por dolo ou por culpa, omitir informações ou fornecer informações incor-
retas;
e) ao produtor que produzir mercadorias em desacordo com as especificações constantes do 
registro do produto, do rótulo, da bula, do folheto e da propaganda;
e) ao produtor, quando produzir mercadorias em desacordo com as especificações constantes do 
registro do produto, do rótulo, da bula, do folheto e da propaganda, ou não der destinação às embala-
gens vazias em conformidade com a legislação pertinente;
f ) ao empregador, quando não fornecer e não fizer manutenção dos equipamentos adequa-
dos à proteção da saúde dos trabalhadores ou dos equipamentos na produção, distribuição e aplicação 
dos produtos.
14.Parcelamento e loteamento do solo urbano. Lei nº 6.938/1981 e suas alterações (política nacional 
do meio ambiente). Estatuto da Cidade. Lei nº 12.651/2012 e suas alterações (código florestal). Lei nº 
16.342/2014 (altera a Lei nº 14.675/2009, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente).
- LEI Nº 6.766 – PARCELAMENTO DO SOLO URBANO E A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Art. 2º O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento, 
observadas as disposições desta Lei e as das legislações estaduais e municipais pertinentes.
§ 1º Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com abertura 
de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias 
existentes.
§ 2º Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com 
aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradou-
ros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.
#JURISPRUDÊNCIANOVA #AJUDAMARCINHO
O STF analisou a constitucionalidade do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e decidiu:
1) declarar a inconstitucionalidade das expressões “gestão de resíduos” e “instalações necessárias 
à realização de competições esportivas estaduais, nacionais ou internacionais”, contidas no art. 3º, VIII, b, 
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da Lei nº 12.651/2012;
2) dar interpretação conforme a Constituição ao art. 3º, VIII e IX, da Lei, de modo a se condicio-
nar a intervenção excepcional em APP, por interesse social ou utilidade pública, à inexistência de 
alternativa técnica e/ou locacional à atividade proposta;
3) deve-se dar interpretação conforme a Constituição ao art. 3º, XVII e ao art. 4º, IV, para fixar a 
interpretação de que os entornos das nascentes e dos olhos d´água intermitentes configuram área de 
preservação permanente;
4) declarar a inconstitucionalidade das expressões “demarcadas” e “tituladas”, contidas no art. 3º, 
parágrafo único;
5) deve-se dar interpretação conforme a Constituição ao art. 48, § 2º, para permitir compensação 
apenas entre áreas com identidade ecológica;
6) deve-se dar interpretação conforme a Constituição ao art. 59, §§ 4º e 5º, de modo a afastar, no 
decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental, 
o risco de decadência ou prescrição, seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22.7.2008, seja das 
sanções deles decorrentes, aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. 60 da Lei 12.651/2012, 
segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”.
Todos os demais dispositivos da Lei foram considerados constitucionais. STF. Plenário. ADC 42/DF, 
ADI 4901/DF, ADI 4902/DF, ADI 4903/DF e ADI 4937/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 28/2/2018 (Info 
892).
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DIREITO ADMINISTRATIVO6
1. Princípios do Direito Administrativo. Origens, objeto e conceito. Noção. Relevância. Tipologia. 
Princípios constitucionais e infraconstitucionais regedores da atividade administrativa. Legalidade. 
Impessoalidade. Moralidade. Publicidade. Eficiência. Preponderância e indisponibilidade do interes-
se público. Proporcionalidade. Razoabilidade. Motivação. Continuidade. Presunção de veracidade e 
de legalidade. Autoexecutoriedade. Autotutela. Segurança jurídica. Proteção à confiança. Boa-fé.
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIOS MAIS RELEVANTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
LEGALIDADE
A atuação da Administração Pública deve ser norteada por lei.
#ATENÇÃO: Hoje em dia, a doutrina mais moderna entende que o princípio 
da legalidade cede espaço ao PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE, segundo o qual 
a Administração se vincula a todo o ordenamento jurídico e não apenas a lei 
em sentido formal.
IMPESSOALIDADE
Pode ser analisado sob duas perspectivas:
(a) Isonomia: a Administração deve tratar todos os administrados da mesma 
forma. Obs: a isonomia em seu aspecto material em determinadas situações 
demanda tratamento diferenciado em relação a pessoas que estão em situa-
ção fática de desigualdade (Ex. reserva de vagas para portadores de deficiên-
cia).
(b) Atendimento do interesse público (não do interesse pessoal do adminis-
trador, que não pode se valer das realizações públicas para se promover, nem 
praticar desvios de finalidade nos atos).
MORALIDADE
O administrador deve se pautar de acordo com padrões éticos.
#SELIGA: Súmula vinculante 13-STF: A nomeação de cônjuge, companhei-
ro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, 
inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica 
investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício 
de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na 
administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste 
mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
#SELIGA2: A vedação ao nepotismo não alcança: (1) os servidores efetivos 
admitidos mediante prévia aprovação em concurso público, (2) Cargos Políti-
cos (como secretário de estado), (3) quando o parente não detém poder de 
influência na nomeação, apesar de trabalhar no mesmo órgão.
6 Por Bianca Zanardi
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#JURISNOVA #APOSTACICLOS: A nomeação do cônjuge de prefeito para 
o cargo de Secretário Municipal, por se tratar de cargo público de natureza 
política, por si só, não caracteriza ato de improbidade administrativa. STF. 
Julgado em 4/9/2018 (Info 914).
EXCEÇÃO: poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando 
de cargo político caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade 
na nomeação por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade 
moral do nomeado. STF. 1ª Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 29/05/2018
PUBLICIDADE
Os atos da Administração devem ser públicos, para maior controle pelo povo.
Estreita relação como o princípio democrático (CF, art. 1º), ao possibilitar o 
controle social dos atos da administração.
O STF considerou legitima a divulgação dos nomes e remunerações dos 
servidores públicos.
EFICIÊNCIA
Introduzido pela EC 19/00, esse princípio impõe a busca por melhores resul-
tados, com o menor custo possível.
#ATENÇÃO: É muito comum a afirmação de que o princípio da eficiência 
busca promover a substituição da Administração BUROCRÁTICA pela Admi-
nistração GERENCIAL (ou de RESULTADOS).
RAZOABILIDADE
PROPORCIONALIDA-
DE
É a mesma ideia que aprendemos em direito constitucional, no sentido de 
que a atuação administrativa deve respeitar os subprincípios da (i) adequa-
ção; (ii) necessidade e (iii) proporcionalidade em sentido estrito. Muito atre-
lado ao controle de atos discricionários (as escolhas, ainda que “dentro” da 
margem de liberdade da lei, devem ser razoáveis eproporcionais).
AUTOTUTELA
A Administração possui o poder-dever de anular seus atos ilegais e revo-
gar os inconvenientes. Súmula 473/STF: A administração pode anular seus 
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles 
não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou opor-
tunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, 
a apreciação judicial.
O Judiciário somente pode anular os atos da administração ilegais.
A revogação por razões de conveniência e oportunidade cabe somente 
a própria Administração.
Princípio da intranscendência das sanções
Súmula 615-STJ: Não pode ocorrer ou permanecer a inscrição do município em cadastros restri-
tivos fundada em irregularidades na gestão anterior quando, na gestão sucessora, são tomadas as 
providências cabíveis à reparação dos danos eventualmente cometidos.
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STJ. 1ª Seção. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018 (Info 624).
Princípio da intranscendência e atos praticados pelas gestões anteriores
Segundo a posição que prevalece no STF, se a irregularidade no convênio foi praticada pelo gestor 
anterior e a gestão atual, depois que assumiu, tomou todas as medidas para ressarcir o erário e corrigir as 
falhas (exs: apresentou todos os documentos ao órgão fiscalizador, ajuizou ações de ressarcimento contra 
o antigo gestor etc.), neste caso, o ente (Estado ou Município) não poderá ser incluído nos cadastros de 
inadimplentes da União.
Assim, de acordo esta acepção, o princípio da intranscendência subjetiva das sanções proíbe a 
aplicação de sanções às administrações atuais por atos de gestão praticados por administrações ante-
riores. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. AC 2614/PE, AC 781/PI e AC 2946/PI, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 
23/6/2015 (Info 791).
Vale ressaltar, no entanto, que o Min. Marco Aurélio recentemente manifestou-se contrariamente à 
tese afirmando que: “a inscrição do nome do Estado-Membro em cadastro federal de inadimplentes em 
face de ações e/ou omissões de gestões anteriores não configura ofensa ao princípio da intranscendên-
cia.” (STF. 1ª Turma. ACO 732/AP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/5/2016. Info 825).
#OLHAOGANHO
É necessária a observância da garantia do devido processo legal, em especial, do contraditório e da 
ampla defesa, relativamente à inscrição de entes públicos em cadastros federais de inadimplência.
Assim, a União, antes de incluir Estados-membros ou Municípios nos cadastros federais de inadim-
plência (exs: CAUC, SIAF) deverá assegurar o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
STF. Plenário. ACO 1995/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 26/3/2015 (Info 779).
STF. 1ª Turma. ACO 732/AP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/5/2016 (Info 825).
“PEDRAS DE TOQUE” DO REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
(CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO)
Indisponibilidade do 
interesse público
À medida que o administrador exerce função pública (múnus público – 
atividade em nome do interesse do povo), ele não pode abrir mão desse 
interesse (direito), justamente porque tal direito não o pertence. Presente 
em qualquer ato.
Supremacia do interesse 
público sobre o privado
Quando em confronto, o interesse público se sobrepõe ao interesse parti-
cular. É esse o princípio que justifica, por exemplo, a intervenção do Estado 
na propriedade privada.
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INTERESSE PÚBLICO
PRIMÁRIO Relaciona-se com a necessidade de satisfação das necessidades cole-tivas
SECUNDÁRIO Interesse do próprio Estado enquanto sujeito de direitos e obriga-ções. Ex. interesse patrimonial
 2. Administração Pública. Noção. Relação com legislação e jurisdição. Governo. Constituição. 
Federação. Personalidade jurídica. Estrutura fundamental no Brasil. Desconcentração. Descentrali-
zação. Órgãos públicos. Hierarquia. Delegação. Avocação.
CONCEITOS BÁSICOS EM DIREITO ADMINISTRATIVO
Administração Pública em 
sentido Formal/Subjetivo/
Orgânico:
Refere-se a quem é a Administração Pública, ou seja, o conjunto de 
órgãos, entidades e agentes.
Administração Pública em 
sentido Material/Objetivo/
Funcional:
Refere-se a o que é a Administração (ato de administrar), ou seja, as 
atividades que são desempenhadas no intuito de gerir a coisa pública 
ou os interesses públicos
Administração Extroversa Relacionamento entre a Administração Pública (sentido subjetivo) e os administrados.
Administração Pública Intro-
versa
Relacionamento da Administração Pública (sentido subjetivo) para 
com ela mesma (ex: um consórcio entre dois Municípios).
CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO
Definição Trata-se de processo dinâmico de releitura dos institutos tradicionais do direito administrativo à luz das normas constitucionais
Consequências
Redefinição da ideia de supremacia do interesse público, que deve 
harmonizar-se com os direitos fundamentais.
Superação da concepção do princípio da legalidade como vinculação 
positiva à lei; consagração da vinculação direta à Constituição.
Possibilidade de controle judicial da discricionariedade a partir dos 
princípios constitucionais, deixando de lado o dogma da insindicabili-
dade absoluta do mérito administrativo.
Releitura da legitimidade democrática da Administração, com a 
previsão de instrumentos de participação dos cidadãos na tomada 
de decisões administrativas. Ex. Orçamento participativo, consultas, 
audiências públicas.
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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
DESCENTRALIZAÇÃO DESCONCENTRAÇÃO
Transferência da atividade administrativa para 
outra pessoa, física ou jurídica, integrante ou 
não do aparelho estatal.
Distribuição interna (dento de mesma pessoa 
jurídica) de atividade dentro de uma mesma PJ, 
resultando na criação de órgãos públicos (centros 
de competências dentro de uma mesma estrutu-
ra hierárquica).
Não há hierarquia, apenas controle e fiscalização Há hierarquia
Relação de vinculação/ “tutela” / “supervisão” Relação de subordinação
- DELEGAÇÃO E AVOCAÇÃO
#OLHAOMACETE: Não posso delegar a CENORA! CENORA = Competência Exclusiva + Atos 
Normativos + Recursos Administrativos.
AVOCAÇÃO - ocorre quando a autoridade hierarquicamente superior decide alguma questão que 
seria da alçada de algum agente de menor hierarquia. A intenção aqui é evitar que cada autoridade deci-
da de uma forma, o que poderia resultar em decisões contraditórias. É situação excepcional, pois a regra 
é não haver transferência de competência.
é temporária;
deve ser justificada de forma devida;
precisa haver subordinação hierárquica.
3. Administração direta e indireta. Noções. Características. Autarquias. Fundações públicas. 
Empresas públicas. Sociedades de economia mista. Entes com situação peculiar (ordens e conselhos 
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profissionais, fundações de apoio, empresas controladas pelo poder público, serviços sociais autô-
nomos, organizações sociais, organizações da sociedade civil de interesse público).
Estatais
• pessoa jurídica de direito privado;
• Criação autorizada em lei;
• Os bens não são públicos;
• Tem concurso – regime CLT;
• Licitação pela Lei das Estatais.
Empresa Pública
• Capital social integralmente público.
Sociedade de Economia Mista
• Sociedade Anônima.
Agência Reguladora
• Natureza Jurídica de Autarquia;
• Regime especial – alto grau de autonomia;
• Mandato fixo e estabilidade dos seus dirigentes;
• Poder de regulação – edita normas abstratas de natureza infralegal.
Agência Executiva
• Qualificam de entidades (autarquias e fundações) que celebram contrato de gestão.#DEOLHONAJURIS – Regime de Precatórios das estatais
Não se submetem ao regime de precatório as empresas públicas dotadas de personalidade 
jurídica de direito privado com patrimônio próprio e autonomia administrativa que exerçam atividade 
econômica sem monopólio e com finalidade de lucro.
STF. 1ª Turma. RE 892727/DF, rel. orig. Min. Alexandre de Morais, red. p/ o ac. Min. Rosa Weber, 
julgado em 7/8/2018 (Info 910).
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É aplicável o regime dos precatórios às sociedades de economia mista prestadoras de servi-
ço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial. STF. Plenário. ADPF 387/PI, Rel. Min. 
Gilmar Mendes, julgado em 23/3/2017 (Info 858). É inconstitucional determinação judicial que decreta 
a constrição de bens de sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos em regime não 
concorrencial, para fins de pagamento de débitos trabalhistas. Sociedade de economia mista prestadora 
de serviço público não concorrencial está sujeita ao regime de precatórios (art. 100 da CF/88) e, por isso, 
impossibilitada de sofrer constrição judicial de seus bens, rendas e serviços, em respeito ao princípio da 
legalidade orçamentária (art. 167, VI, da CF/88) e da separação funcional dos poderes (art. 2º c/c art. 60, 
§ 4º, III). STF. Plenário. ADPF 275/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 17/10/2018 (Info 920).
Os Conselhos Profissionais são criados por lei e possuem personalidade jurídica de direito público, 
exercendo uma atividade tipicamente pública, qual seja, a fiscalização do exercício profissional. Os Conse-
lhos são dotados de poder de polícia e poder arrecadador. STF. 1ª Turma. MS 28469, Rel. Min. Luiz Fux, 
julgado em 09/06/2015.
4. Atividades da Administração Pública. Tipologia. Poder e função. Poder normativo. Poder disci-
plinar. Poder decorrente de hierarquia. Poder vinculado. Poder discricionário (evolução conceitual, 
mérito, justificativa, campos de exercício, parâmetros, conceitos jurídicos indeterminados). Poder 
regulamentar. Poder normativo. Poder hierárquico. Poder disciplinar.
5. Poder de polícia. Noções gerais. Síntese evolutiva. Fundamentos e finalidades. Polícia adminis-
trativa. Regime jurídico geral. Campo de atuação. Meios de atuação. Limites. Possibilidade de dele-
gação. Características (discricionariedade/vinculação, autoexecutoriedade e coercibilidade). Requi-
sitos de validade. Proporcionalidade. Sanções. Prescrição.
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PODERES ADMINISTRATIVOS
-Sanções: podem decorrer da mera condição de sujeição do administrado à normas gerais editadas 
pela administração (sanção de polícia) ou de um vínculo específico, como o funcional ou o contrato 
administrativo (sanção do poder disciplinar).
- Ao contrário do poder de polícia, exercido no âmbito de relações jurídicas genéricas entre 
Estado e cidadão, o poder disciplinar refere-se às relações de sujeição especial, decorrentes de víncu-
los jurídicos específicos entre Estado e particular.
SUBORDINAÇÃO VINCULAÇÃO
-Decorre da HIERARQUIA.
-Tem caráter interno (órgão e agentes da mesma 
pessoa jurídica.
-Recurso hierárquico próprio.
- NÃO há hierarquia.
- Relação externa – PJ’s com personalidade jurídi-
ca própria e autonomia
- Relação entre entidades da administração indi-
reta e respectivos entes federados.
- Recurso hierárquico impróprio.
-Regulamentos autorizados: normas que “inovam” no ordenamento, mas apenas sob aspecto técni-
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co e nos estritos limites autorizados pela lei (são atos normativos secundários, portanto)
Código Tributário nacional
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou discipli-
nando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse 
público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, 
ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tran-
quilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo 
órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de ativida-
de que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.
Ciclo do Poder de Polícia:
É possível delegar a fiscalização e o consentimento para Empresa Pública e Sociedade de Economia 
Mista (STJ)
#DEOLHONAJURIS
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) tem competência para autuar 
e aplicar sanções por excesso de velocidade em rodovias e estradas federais. A competência da Polícia 
Rodoviária Federal para aplicar multas de trânsito nas rodovias federais não é exclusiva.. STJ. 1ª Turma. 
REsp 1.583.822-RS, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 23/6/2016 (Info 586).
Havendo omissão do órgão estadual na fiscalização, mesmo que outorgante da licença ambiental, o 
IBAMA pode exercer o seu poder de polícia administrativa, porque não se pode confundir competência 
para licenciar com competência para fiscalizar. STJ. 1ª Turma. AgInt no REsp 1484933/CE, Rel. Min. Regina 
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Helena Costa, julgado em 21/03/2017. (STJ)
O PROCON detém poder de polícia para impor multas (art. 57 do CDC) decorrentes de transgres-
são às regras ditadas pela Lei n.º 8.078/90.
Assim, a sanção administrativa aplicada pelo PROCON reveste-se de legitimidade, em virtude de seu 
poder de polícia (atividade administrativa de ordenação) para cominar multas relacionadas à transgressão 
do CDC.STJ. 1ª Turma. AgInt no REsp 1594667/MG, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 04/08/2016.
As guardas municipais, desde que autorizadas por lei municipal, têm competência para fiscalizar o 
trânsito, lavrar auto de infração de trânsito e impor multas. O STF definiu a tese de que é constitucional a 
atribuição às guardas municipais do exercício do poder de polícia de trânsito, inclusive para a imposição 
de sanções administrativas legalmente previstas (ex: multas de trânsito).
STF. Plenário. RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, 
julgado em 6/8/2015 (repercussão geral) (Info 793).
6. Ato administrativo. Estado de Direito. Noção. Elementos (agente competente, objeto, forma, 
motivo, finalidade). Atributos (presunção de legitimidade/veracidade, imperatividade, autoexecu-
toriedade e tipicidade). Perfeição, vigência e eficácia. Retroatividade e irretroatividade. Tipologia. 
Legalidade. Mérito. Ato de governo. “Não ato”. Vícios e defeitos. Desfazimento. Nulidades. Anulação 
e revogação. Cassação. Preservação (convalidação, ratificação e conversão).
ATOS ADMINISTRATIVOS
-Noção conceitual: manifestação unilateral e expressa de vontade da Administração Pública, sob 
o regime de direito público, orientada à produção de efeitos jurídicos.
- “Atos da Administração”: atos praticados pela Administração Pública do qual os “atos administra-
tivos” são uma espécie.
Silêncio Administrativo
-Não é um ato administrativo, pois não há manifestação expressa de vontade por parte da Admi-
nistração Pública.
- Em regra, o silêncio não representa qualquer espécie de consentimento por parte da Administração; 
o silêncio só tem relevância jurídica, ou seja, só representa manifestação de vontade quando houver 
previsão legal expressa nesse sentido.
ATENÇÃO: Em caso de omissão ilegítima da Administração, poderá o interessado provocar o Poder 
Judiciário, que, no entanto, somente poderá exigir da Administração que manifeste sua vontade, 
fixando-lhe prazo para tanto; não cabe aoJuiz, contudo, substituir a manifestação de vontade 
da Administração e praticar diretamente o ato requerido.
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ATRIBUTOS
PRESUNÇÃO DE 
LEGITIMIDADE
-O ato presume-se válido (presunção de legitimidade stricto sensu) e 
verdadeiro (presunção de veracidade).
-Ônus de prova do administrado.
-Todos os Atos o possuem.
TIPICIDADE
-Os atos devem corresponder a “tipos” legais (expressos ou implíci-
tos), tal qual ocorre no direito penal.
-Fundamento: princípio da legalidade: Administração Pública não 
pode praticar atos não determinados ou autorizados em lei.
COERCIBILIDADE OU
 EXIGIBILIDADE
-Possibilidade de imposição/obrigação em face do administrado.
-Através de meios de coerção indiretos (ex: multas)
-Presente apenas nos atos imperativos
AUTOEXECUTORIEDADE OU 
EXECUTORIEDADE
-Possibilidade de execução (e não apenas imposição) do ato em face 
dos particulares sem a necessidade de prévia determinação judicial.
-Meios de coerção diretos
-Presentes apenas nas hipóteses urgentes ou expressamente autori-
zadas em lei.
ELEMENTOS ESSENCIAIS
COMPETÊNCIA
-É o poder ou atribuição para a 
prática do ato.
-É irrenunciável e intransferível, 
mas pode ser delegada.
- Elemento vinculado.
-Vícios relacionados:
-Usurpação de Função Pública: ato de 
pessoa não investida na função pública 
(ato é inexistente)
-Função de Fato: ato de pessoa irregu-
larmente investida (mas investida!) na 
função pública. Ato é inválido.
-Excesso de Poder: Agente (regularmente 
investido) pratica ato fora da sua compe-
tência
FINALIDADE
- O ato tem uma finalidade geral/
mediata (atender o interesse públi-
co) e uma específica/imediata 
(própria de cada ato) a atender.
- Elemento vinculado
- Vícios relacionados:
-Desvio de poder ou desvio de finalidade: 
pratica ato com finalidade diversa (seja a 
geral, seja a específica) da visada no tipo 
legal. Ex: remoção para punir servidor.
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MOTIVO
- É o pressuposto fático e jurídico 
que justifica a prática do ato (igual 
a causa de pedir do processo civil).
-MOTIVO X MOTIVAÇÃO: motivo 
é o pressuposto; a motivação é a 
exteriorização desse pressuposto 
(desse motivo).
-MOTIVO X MÓVEL: motivo são os 
elementos externos (o que ocorreu 
e o que está na norma) e móvel são 
os elementos internos ao agente (o 
que o agente, de fato, pensou ou 
desejou quando praticou o ato).
-Elemento que pode ser discricio-
nário (nos atos discricionários).
-Vícios relacionados:
- Motivo ou fato inexistente: o pressupos-
to fático do ato não existe (ex: não houve 
a infração administrativa que ensejou a 
aplicação de sanção);
- Motivo ilegítimo: o tipo legal não serve 
para justificar juridicamente o ato prati-
cado (ex: concedeu aposentadoria com 
base em norma que determina a conces-
são de licença saúde);
- Atenção: ausência de motivação é vício 
de forma! #SELIGA #PEGADINHA
-Teoria dos motivos determinantes: o ato 
se vincula aos seus motivos, de modo 
que se um deles “cai” (a norma é decla-
rada inconstitucional ou o fato é inexis-
tente), o ato também “cai”. Ex. típico é a 
exoneração de comissionado, embora 
sejam demissíveis ad nutum, isto é, sem 
necessidade de expor os motivos, sendo 
estes exteriorizados, a validade do ato se 
vincula a existência dos motivos indica-
dos.
OBJETO
-É o conteúdo do ato
-Elemento que pode ser discricio-
nário (nos atos discricionários).
-Vícios relacionados:
-Objeto não previsto em lei (ex: suspen-
são de 100 dias, quando a norma deter-
minada que seja de até 90);
-Objeto diverso do previsto em lei para 
aquela hipótese (Ex: suspensão quando a 
lei manda demitir).
FORMA
- É o modo pelo qual o ato é exte-
riorizado.
- Aplica-se a instrumentalidade 
das formas (o ato é válido ainda 
que praticado de forma diversa da 
prevista no tipo legal se atinge a 
finalidade almejada).
- O elemento “forma” é tradicio-
nalmente classificado como vincu-
lado.
-Vício: utilização de forma diversa da 
prevista no tipo legal, em tese ensejaria 
a invalidade do ato, salvo se atingida a 
finalidade prevista (instrumentalidade das 
formas)
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CONVALIDAÇÃO
NOÇÕES GERAIS
-Sana o ato viciado desde o seu nascedouro, como se nunca tivesse sido vicia-
do (ex tunc).
-É ato discricionário.
HIPÓTESES DE 
CABIMENTO
-Apenas os Atos “anuláveis”.
-Vícios que admitem convalidação: quanto à competência (salvo a exclusiva ou 
quanto à matéria) e quanto à forma (salvo a essencial à validade do ato).
REQUISITOS -Não causar prejuízos a terceiros;-Não causa prejuízos ao interesse público;
CONVERSÃO CONVALIDAÇÃO
É a transformação de um ato em outro, para 
aproveitar o que for válido.
Ex tunc (retroativo).
Correção feita no ato, que continua a ser o 
mesmo.
Ex tunc (retroativo).
- Obs.: Decadência administrativa - perda do direito de anular o ato administrativo ilegal, tendo 
em vista o decurso do tempo (convalidação involuntária). Ex.: no âmbito federal, art. 54 da Lei n. 9.784/99, 
que afirma que o direito da Administração de anular atos de que decorram efeitos favoráveis aos desti-
natários decai em cinco anos.
7. Processo Administrativo. Tratamento constitucional e infraconstitucional. Finalidades. Devido 
processo legal no âmbito administrativo. Princípios específicos (contraditório, ampla defesa, duração 
razoável, formalismo moderado, verdade material, oficialidade, gratuidade, pluralidade de instân-
cias, participação popular). Tipologia. Fases. Lei nº 9.784/1999 e suas alterações. Reformatio in pejus. 
Processo administrativo disciplinar. Processo sumário. Sindicância. Verdade sabida.
PROCESSO ADMINISTRATIVO
De acordo com a doutrina, processo administrativo se configura como uma série concatenada de 
atos administrativos, de acordo com a ordem posta por lei e com uma finalidade específica, gerando a 
prática de um ato final.
#NÃOCONFUNDIR – Processo x Procedimento: o procedimento administrativo se traduz na 
forma pela qual os atos do processo se desenvolvem. O procedimento é o rito respeitado pela 
Administração para se alcançar a finalidade do processo.
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Obs.: Coisa julgada administrativa: tem sentido restrito, definindo somente uma situação que não 
pode mais ser arguida e analisada em sede administrativa. Isto é, não se confere a esta decisão o caráter 
de definitividade plena, haja vista a possibilidade de a situação ser levantada na esfera judicial. Isso ocorre 
porque o Brasil adotou o sistema inglês, de jurisdição única (também designado de sistema da unicidade 
de jurisdição), que é aquele no qual todos os litígios, sejam eles administrativos ou privados, podem ser 
levados à justiça comum, ou seja, ao Poder Judiciário, que formalizará direito aplicável aos casos litigiosos, 
de forma definitiva, com força de coisa julgada material.
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS
Impulso oficial 
(oficialidade)
A Administração Pública pode atuar, de ofício, na condução de todas as fases 
do processo, inclusive com iniciativa de investigação dos fatos e da produção 
de provas.
Devido processo 
legal
Garantia de transparência na condução do processo, com a finalidade de se 
evitar o cometimento de abusos e arbitrariedades.
Contraditório e 
Ampla Defesa
Direito conferido ao administrado de influenciar na decisão administrativa de 
seu interesse, manifestando-se na relação processual, requerendo a produ-
ção de provas e provocando sua tramitação. Aqui, temos algumas súmulas 
vinculantes de destaque:
Súmula Vinculante 5: A falta de defesa técnica por advogado no processo 
administrativo disciplinar não ofende a Constituição.
Súmula Vinculante