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Errado. Todos os crimes da lei 9.455 são de ação pública incondicionada.
SOLUÇÃO COMPLET
De acordo Renato Brasileiro (p. 989, 2020) com o advento da Constituição Federal de 1988 após 
um longo período de ditadura militar, durante o qual inúmeras pessoas foram torturadas, era de 
se esperar uma nítida preocupação do constituinte em coibir tal prática. Essa expectativa restou 
consolidada em alguns dispositivos constitucionais, quais sejam: a) o art. 5°, inciso III, dispõe que 
ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante; b) o mandado 
de criminalização do inciso XLIII do art. 5° determina que a lei deverá considerar inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, 
os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem.
Em relação à classificação do crime de tortura, afirma-se que trata-se de delito comum e todos 
os crimes da 9.455 serão de ação pública incondicionada, não existindo hipóteses de tortura de 
ação publica condicionada.
5. Julgue a assertiva abaixo:
Não se admite tortura culposa.
GABARITO: CERTO.
SOLUÇÃO RÁPIDA
Certo. O tipo subjetivo do crime de tortura é o dolo.
SOLUÇÃO COMPLETA
De acordo com Renato Brasileiro (p. 991, 2020) a modalidade típica de tortura ora sob comento 
está informada de um dado de subjetividade comum: o dolo (direto ou eventual). O agente 
empreende a ação típica com a consciência e vontade endereçadas à realização da tortura. 
Não se admite a modalidade culposa. Todavia, para fins de tipificação de um dos crimes de 
tortura previsto no art. 1 °, inciso I, da Lei n. 9.455/97, não basta o constrangimento de alguém 
com o emprego de violência ou grave ameaça, com a produção de sofrimento físico ou mental. 
Para além disso, o delito deve ser praticado com um dos especiais fins de agir das alíneas “a” 
(“com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”) 
e “b” (“para provocar ação ou omissão de natureza criminosa”), ou com o especial motivo de 
agir da alínea “c” (“em razão de discriminação racial ou religiosa”). Verificada a ausência desses 
dados anímicos, o crime de tortura do art. 1°, inciso I, não se completa, do ponto de vista típico, 
embora possa dar origem a fato criminoso de qualificação jurídica diversa, como, por exemplo, 
lesão corporal, constrangimento ilegal, sequestro, etc. É o que ocorre, por exemplo, num trote 
em faculdade.
6. Em relação ao crime de tortura e seu elemento subjetivo, analise o item que segue abaixo:
Para fins de tipificação de um dos crimes de tortura, o constrangimento de alguém com o 
emprego de violência ou grave ameaça, com a produção de sofrimento físico ou mental é o sufi-
ciente para tipificar a conduta.
GABARITO: ERRADO.
SOLUÇÃO RÁPIDA
Errado. É preciso especial fim de agir.
SOLUÇÃO COMPLETA