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Professor Wagner Damazio 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas) 
 
 
 
 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo 
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a) o Poder Executivo municipal, por meio de Decreto, institua o estado de calamidade pública 
enquanto perdurar a situação que lhe deu ensejo. 
b) o Poder Executivo estadual, por meio de Decreto, institua o estado de calamidade pública 
enquanto perdurar a situação que lhe deu ensejo. 
c) o Poder Executivo estadual, por meio de Medida Provisória, diante dos requisitos de 
relevância e urgência, institua o estado de calamidade pública, enquanto perdurar a situação 
que lhe deu ensejo. 
d) o Poder Legislativo municipal reconheça a ocorrência de calamidade pública, enquanto 
perdurar a situação que lhe deu ensejo. 
e) o Poder Legislativo estadual reconheça a ocorrência de calamidade pública, enquanto 
perdurar a situação que lhe deu ensejo. 
Comentários 
Na ocorrência de calamidade pública, RECONHECIDA PELA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA no caso dos 
Estados ou Municípios, ocorrerá a suspensão de alguns prazos delineados na LRF, conforme caput 
do art. 65: 
Art. 65. Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da 
União, ou pelas Assembléias Legislativas, na hipótese dos Estados e Municípios, enquanto perdurar 
a situação: 
I - serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabelecidas nos arts. 23 , 31 e 70; 
Gabarito: E. 
26. 2017/FGV/ALERJ/Procurador 
Imagine, por hipótese, que a Assembleia Legislativa descumpriu o limite individual de despesas 
a ela determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF - Lei Complementar nº 101/2000). 
Em razão desse fato, a União impôs ao Poder Executivo do Estado restrições em matéria de 
realização de operações de crédito por descumprimento da LRF. 
A esse respeito e à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que a 
União: 
a) não pode impor tais restrições ao Poder Executivo do Estado-membro, pois é necessária a 
deliberação da matéria na Assembleia Legislativa, em razão da autonomia dos Estados 
membros e da ausência de hierarquia entre os entes federados. 
b) não pode impor tais restrições ao Poder Executivo do Estado-membro, pois a independência 
e autonomia entre os Poderes impede que um poder interfira sobre o outro quanto ao uso dos 
recursos públicos destinados a cada um deles. 
c) pode impor tais restrições ao Poder Executivo do Estado-membro, pois este é o responsável 
pela consolidação e elaboração do orçamento de todos os Poderes e órgãos autônomos.