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GRUPO: SUPERAÇÃO O INDIVIDUALISMO PRESENTE NA REFORMA PROTESTANTE E SUA CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DA PSICOLOGIA. Trabalho apresentado à Faculdade Castro Alves, como avaliação de APO da disciplina Antropologia Filosófica. Salvador 2012 O INDIVIDUALISMO PRESENTE NA REFORMA PROTESTANTE E SUA CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DA PSICOLOGIA. Martinho Lutero marcou a chegada dos tempos na Europa, sua vida e sua obra é bastante conhecida nos dias atuais, as abordagens do século XVI permitem nos melhor situa lá na historia, e seu modo de viver em seu tempo. As leituras de suas obras nos fazem compreender o percurso de sua vida. Lutero foi um monge reformador de Witenberg, a sua principal preocupação seria de qual forma ele obteria a salvação, sendo dessa forma decidiu tornar se monge, levando consigo o seguinte pensamento: “Como posso conseguir o amor e o perdão de Deus?”. Lutero descobriu que para se obter o perdão de Deus ,não era necessário sacrifícios como a igreja apresentava ,bastava somente o individuo apresentar fé em Deus . Esse simples pensamento de Lutero deu origem a uma nova compreensão da igreja em relação ao sacerdócio, da espiritualidade e da devoção. Ele acreditava que a igreja necessitava de uma renovação e essa renovação se daria a partir do evangelho de Jesus Cristo e não pelas formas opressoras apresentadas pela a igreja. Com todas essas mudanças a instituição eclesial não foi colocada em questão enquanto tal. É certo reconhecia se em maior ou menor grau o fator de haver abusos, mas a igreja em si não era rejeitada. Os concílios afirmavam que “fora da igreja católica não há salvação” essa foi a tese desfeita por Marinho Lutero, que não acreditava que a salvação estava ligada a igreja católica, mas sim pela fé em Jesus. O autor Walter Waltman no seu livro sobre Lutero dizia que a eclesiástica, ela própria, a hierarquia e o clero apresentavam evidentes sinais de fraqueza. Outro ponto a ser destacado é referente as indulgencias, era algo que ia contra as convenções da Reforma Luterana ,pois segundo Lutero a busca de uma indulgência desferia um duro golpe na sinceridade da penitência. Pois a mesma era interpretada pela igreja como a forma de remissão de uma pena que tinha sido imposta ao penitente, depois que ele tinha compensado sua falta e recebido a sua absolvição. Baseando assim a na ideia de que um ato pecador compreendia não somente uma falta, mas sim uma pena que o pecador devia cumprir sobre a terra ou no purgatório. As atribuições da indulgencias estava atrelada as necessidades financeiras do papado. As indulgências a qual Lutero iria se levantar seria promulgada em 1506 e renovada em 1517. As somas que eram recolhidas eram destinadas a construção de basílicas e uma percentagem cabia ao arcebispo. Lutero sempre insistia na necessidade de m verdadeiro arrependimento, pois esse arrependimento estaria ligado ao valor de sua contribuição. A medida que Lutero e opunha a igreja tradicional ,surgiram de forma gradativa divergências notáveis acerca do evangelho e da igreja ,bem como acerca das reformas que deveriam ser introduzidas . Martinho Lutero no centro do seu pensamento estava convicto de que a reforma da igreja “não era tarefa de uma única pessoa, do pontífice, nem de muitos cardeais, mas unicamente de Deus”. Na Reforma Protestante a liberdade do individuo é uma essência, no protestantismo essa liberdade reside na sua capacidade de sua consciência em julgar e decidir por si mesmo, por esse motivo Lutero é considerado um individualista ,por não ter se deixado levar pela doutrina que era apresentada pela a Igreja Católica, descordando da forma com que a igreja e os membros eclesiásticos agiam. Lutero decidiu o que era melhor para si e o melhor para sociedade, expandindo assim sua visão além dos limites que lhe era apresentado pela igreja. A liberdade individual tem como objetivo a livre prática da fé cristã sem as amarras do catolicismo. A partir do ser humano individual, que na situação de sua vida procura um sentido que lhe permita a plenitude do fracasso. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA. Revista Espaço Academico nº 82 março de 2008 Martinho Lutero: tempo ,vida e mensagem editora Sinadal,autor Walter Altmam Martinho Lutero e a Psicologia ( josef Sidbrack)