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<p>77</p><p>desvio posterolateral da artéria carótida interna. Essas lesões apresentam sinal de alto</p><p>fluxo em T1 na Ressonância Nuclear Magnética (RNM) (aspecto de “sal e pimenta”, mais</p><p>evidente nas grandes lesões relacionadas a focos de hemorragias). As características de</p><p>imagem podem diferenciar a origem do tumor com relação à localização. Na TC, observa-</p><p>se lesão lítica permeativa no forame jugular. Pode haver erosão da parede posterior do</p><p>segmento vertical intrapetroso da artéria carótida interna. Após a injeção venosa do meio</p><p>de contraste, a lesão apresenta intenso realce. Na RNM, observa-se lesão com aspecto de</p><p>“sal e pimenta” com intenso realce pós contraste. A lesão tende a se estender pelos planos</p><p>de menor resistência, insinuando-se ao longo de fissuras, células, canais vasculares e</p><p>forames. O tumor geralmente se estende pela veia jugular e pode invadir o sistema</p><p>nervoso central. No paraganglioma timpânico, a lesão origina-se no promontório, e o</p><p>assoalho do mesotímpano continua intacto. Nas lesões maiores, pode haver erosão da</p><p>cadeia ossicular (PRANDO et al., 2014).</p><p>28. O colesteatoma apresenta as seguintes características na Ressonância Nuclear</p><p>Magnética (RNM): ausência de impregnação pelo meio de contraste (já que é uma lesão</p><p>avascular) e restrição à movimentação das moléculas de água na sequência difusão</p><p>(DWI). Na avaliação pós-operatória dos pacientes tratados cirurgicamente a RNM é uma</p><p>ferramenta importante, pois permite a diferenciação entre tecido de granulação e</p><p>colesteatoma persistente ou recidivado (o tecido de granulação, ao contrário do</p><p>colesteatoma, apresenta impregnação pelo meio de contraste e não restringe a</p><p>movimentação das moléculas de água na sequência difusão). Na avaliação inicial do</p><p>colesteatoma a RNM pode ser realizada ou não, sendo útil particularmente na avaliação</p><p>de: extensão intracraniana da lesão quando houver erosão do tégmen timpânico, presença</p><p>de meningoceles ou encefaloceles associadas, comprometimento do nervo facial em caso</p><p>de deiscência do seu canal evidenciada pela Tomografia Computadorizada (TC) e fístulas</p><p>labirínticas quando houver comprometimento dos canais semicirculares à TC. Com</p><p>relação à sequência de difusão, deve-se optar pelo uso de técnicas non-EPI, que</p><p>demonstram vantagens sobre as técnicas EPI por permitirem a realização de cortes mais</p><p>finos e redução dos artefatos de suscetibilidade, além de apresentarem melhor resolução,</p><p>aumentando a sensibilidade para lesões menores que 5 mm (e de até 2 mm) (PRANDO</p><p>et al., 2014).</p><p>29. O significado da presença de nível hidroaéreo é variável dependendo da cavidade</p><p>paranasal acometida. Alguns estudos mostram que, em algumas situações, o líquido no</p><p>interior de uma cavidade paranasal pode ser estéril. Nos seios frontal e maxilar, o nível</p><p>hidroaéreo sugere sinusite aguda, desde que associado a quadro clínico compatível com</p><p>esse diagnóstico. No caso do seio maxilar, é importante descartar se houve realização de</p><p>lavagem antral nos dias anteriores. A presença de nível hidroaéreo no seio esfenoidal em</p><p>um paciente inconsciente, em decúbito dorsal, pode significar dificuldade da drenagem</p><p>desse seio, e não necessariamente sinusite aguda (PRANDO et al., 2014).</p><p>30. Presença de formações nodulares nas fossas nasais, alargamento dos óstios dos seios,</p><p>deformidade das paredes das cavidades paranasais com abaulamento das suas paredes</p><p>ósseas e remodelagem dos septos etmoidais. O acometimento é geralmente bilateral. As</p><p>localizações mais frequentes são no meato médio, nas porções superiores das cavidades</p><p>nasais e nos seios etmoidais (PRANDO et al., 2014).</p>