Text Material Preview
<p>76</p><p>uma tomografia computadorizada com contraste, tornando a alternativa “d” incorreta</p><p>(BENTO et al., 2000).</p><p>25. Atualmente, a tomografia computadorizada (TC) é considerada o padrão ouro na</p><p>avaliação das cavidades nasossinusais. É particularmente importante na avaliação pré-</p><p>cirúrgica endonasal, permitindo um adequado mapeamento das estruturas ósseas. A TC</p><p>possibilita adequada avaliação das fossas nasais e cavidades paranasais e de suas</p><p>respectivas vias de drenagem: complexo ostiomeatal, responsável pela drenagem dos</p><p>seios maxilares e células etmoidais anteriores; recessos frontais, responsáveis pela</p><p>drenagem dos seios frontais; e recessos esfenoetmoidais, responsáveis pelas drenagens</p><p>das células etmoidais posteriores e seios esfenoidais. A avaliação das vias de drenagem e</p><p>possíveis obstruções é importante nos processos inflamatórios nasossinusais. Além disso,</p><p>a TC evidencia variantes anatômicas, que podem estar relacionadas com a sinusite. Uma</p><p>desvantagem da TC é a radiação, porém, atualmente, preconiza-se a utilização de</p><p>protocolos de baixa dosagem, que reduzem significativamente a radiação à qual o</p><p>paciente é submetido, sendo comparável a de uma radiografia. A radiografia dos seios</p><p>paranasais tem, atualmente, um papel limitado na avaliação nasossinusal. A radiografia</p><p>evidencia as dimensões e a opacificação das cavidades paranasais e o desvio septal, porém</p><p>a avaliação dos seios etmoidais e esfenoidais é dificultada no método. A Ressonância</p><p>Nuclear Magnética (RNM) tem a vantagem da ausência de radiação ionizante e de</p><p>permitir melhor a diferenciação das estruturas sólidas do que a TC. Mas, por ser mais cara</p><p>e mais demorada, está indicada apenas na suspeita de complicações intracranianas da</p><p>sinusite (PRANDO, 2014) (BENTO et al., 2000).</p><p>26. Os exames utilizados são a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear</p><p>magnética. A mucosa inflamada apresenta impregnação pelo meio de contraste</p><p>caracterizando realce periférico linear na cavidade paranasal acometida tanto na</p><p>Tomografia Computadorizada (TC) como na Ressonância Nuclear Magnética (RNM),</p><p>associada a edema submucoso e à presença de secreção no interior do seio. Outros</p><p>achados são: presença de cisto de retenção e espessamento ósseo decorrente da osteíte</p><p>adjacente à mucosa inflamada. A secreção crônica fica espessa e com alto conteúdo</p><p>proteico, apresentando-se com atenuação maior do que o músculo na TC, com valor de</p><p>atenuação entre +30 e +60 UH. Na RM, o sinal da secreção também depende do conteúdo</p><p>proteico:</p><p>1. Hipossinal em T1 e hipersinal em T2: secreção aquosa, com conteúdo protéico menor</p><p>que 9%</p><p>2. Hipersinal em T1 e hipersinal em T2: secreção com conteúdo proteico leve a moderado</p><p>(20% a 25% de conteúdo proteico)</p><p>3. Hipersinal em T1 e hipossinal em T2: secreção com alto teor proteico (25% a 28% de</p><p>conteúdo proteico)</p><p>4. Hipossinal em T1 e hipossinal em T2: quando a secreção é muito ressecada, quase</p><p>totalmente sólida (conteúdo protéico maior que 28%) (PRANDO et al., 2014).</p><p>27. Paragangliomas são tumores benignos vasculares derivados da crista neural primitiva.</p><p>Podem ser: jugular, vagal ou carotídeo. O jugular tem centro no forame jugular e margens</p><p>ósseas permeativas na Tomografia Computadorizada (TC). O vagal tem centro a cerca de</p><p>2,0 cm abaixo da base do crânio, e afasta a veia jugular interna da artéria carótida interna.</p><p>E o carotídeo é geralmente centrado na bifurcação das artérias carótidas, determinando</p>