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<p>49</p><p>membrana timpânica ou no meato acústico externo ósseo, onde, devido à maior</p><p>sensibilidade, pode desencadear dor intensa. Dentre as complicações mais frequentes</p><p>pode-se encontrar: laceração do meato acústico externo, perfuração timpânica, otite</p><p>externa e hematoma (PILTCHER, 2015).</p><p>22. A resposta é d). Em relação ao diagnóstico, observa-se que a história clínica dos</p><p>corpos estranhos situados na rinofaringe pode variar desde a ausência de sinais e sintomas</p><p>até epistaxis e franca rinorreia purulenta, uni ou bilateral. Naqueles pacientes, ao exame</p><p>físico, um objeto com dimensões suficientes pode abaular o palato mole e ter sua presença</p><p>sugerida à orofaringoscopia. Por sua vez, a impactação de corpos estranhos no esôfago</p><p>pode levar à sialorreia, alterações da lordose cervical, disfonia, disfagia e dor local que</p><p>pode limitar a mobilização cervical passiva ou ativa. Finalmente, uma rinorreia purulenta</p><p>e fétida unilateral ou epistaxe pode ser o único achado na presença de um corpo estranho</p><p>na fossa nasal (PILTCHER, 2015).</p><p>23. A resposta é c). É discutível se o cerúmen pode ser considerado corpo estranho, pois</p><p>sua presença é normal no meato acústico externo. Porém, no caso de oclusão total do</p><p>meato, ele deve ser removido por lavagem otológica ou manipulação instrumental,</p><p>eventualmente precedida do uso de emolientes. Uma atenção especial deve ser dada em</p><p>situações de imunossupressão que aumentam risco de ocorrência de infecção após a</p><p>remoção. O uso de hastes flexíveis deve ser formalmente contraindicado (PILTCHER,</p><p>2015).</p><p>24. A resposta é e). Os corpos estranhos são mais comuns na faixa etária pediátrica, entre</p><p>2 e 8 anos, pois os primeiros anos da criança são de exploração e interação com o</p><p>ambiente, e ela passa a ter acesso a uma variedade de objetos. Em adultos, os casos podem</p><p>ser voluntários ou acidentais. Os acidentais são causados por objetos animados que</p><p>penetram nas fossas nasais, principalmente insetos. Faltam informações sobre a</p><p>verdadeira prevalência desse problema na população brasileira. As principais</p><p>complicações dos corpos estranhos nasais são epistaxe, asma e infecções</p><p>broncopulmonares decorrentes de sua aspiração. Podem ser encontrados em qualquer</p><p>porção da cavidade nasal, apesar de frequentemente serem descobertos no assoalho nasal,</p><p>logo abaixo da concha inferior. Outra localização comum é imediatamente anterior à</p><p>concha nasal média (GONÇALVES; CARDOSO; RODRIGUES, 2011).</p><p>25. O diagnóstico mais provável é de tétano. O quadro clínico (presença de espasmos,</p><p>rigidez de nuca, trismo e contratura dos membros e musculatura abdominal) é sugestivo</p><p>de tétano. A associação com o corpo estranho (bateria) e tétano é rara, porém pode</p><p>ocorrer. A pilha extravasa espontaneamente quando exposta à umidade e sua exposição</p><p>ao meio nasal ácido pode provocar a corrosão e dissolução de seu envoltório, que é</p><p>formado de ferro. Essa reação aumenta a saída de conteúdo da pilha, o qual é altamente</p><p>alcalino, promovendo necrose liquefativa e dano tecidual através de queimaduras</p><p>elétricas e químicas. Associado ao fato de que a presença de ferro no meio diminui o</p><p>potencial de óxido redução, o ambiente torna-se pobre em oxigênio, condição ideal para</p><p>o crescimento do Clostridium e produção de tetanospasmina, causando o tétano</p><p>(PILTCHER, 2015).</p>