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Questoes-Comentadas-de-Otorrinolaringologia-Versao-Final_pag48_pag1

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<p>46</p><p>RESPOSTAS E COMENTÁRIOS</p><p>1. A resposta é c). Dentre os atendimentos em pronto-socorro de Otorrinolaringologia</p><p>avaliados no estudo, 62,77% correspondem a casos de urgência/emergência, com</p><p>predomínio na subespecialidade de otologia. Entre os atendimentos urgência/emergência,</p><p>foi observado predomínio de casos de etiologia inflamatório/infecciosa, houve baixa</p><p>prevalência de casos com necessidade de internação e intervenção cirúrgica (ANDRADE,</p><p>2013).</p><p>2. A resposta é a). Alguns corpos estranhos são inertes e podem permanecer na cavidade</p><p>nasal por anos sem causar alterações na mucosa. Entretanto, a maioria dos objetos</p><p>inalados provoca congestão da mucosa, com a possibilidade de causar necrose, ulceração</p><p>e/ou epistaxe. A retenção de secreção, a decomposição do corpo estranho e a ulceração</p><p>podem resultar em odor fétido. Assim como em outras patologias nasossinusais, os</p><p>sintomas se repetem com pouca especificidade, mas a unilateralidade em crianças com</p><p>secreção fétida deve ser considerada, a prova em contrário, indicativo da presença de</p><p>algum corpo estranho (PILTCHER, 2015).</p><p>3.A resposta é c). A lavagem otológica está contraindicada nos casos de perfuração da</p><p>membrana timpânica, corpo estranho orgânico ou vegetal e pilhas ou baterias. No caso de</p><p>vegetais, a explicação é que eles podem absorver a água, inchando e piorando a</p><p>impactação. Quanto às baterias, há aumento do extravasamento de seu conteúdo e</p><p>possível necrose de liquefação (PILTCHER, 2015).</p><p>4. A resposta é a). O corpo estranho tem maior prevalência na orelha externa, mas pode</p><p>acometer também a média e, mais raramente, a interna. O corpo estranho de ouvido é</p><p>mais prevalente na infância. Na maioria das vezes, é assintomático ou pouco sintomático</p><p>(PILTCHER, 2015).</p><p>5. A resposta é e). A queixa clínica de disacusia (termo aplicável a qualquer alteração da</p><p>percepção sonora) é a mais comum, podendo ser caracterizada ainda, na história,</p><p>hipoacusia (sensação de percepção em volume diminuído da fonte externa), autofonia</p><p>(percepção aumentada da própria voz) e/ou percepção exacerbada de sons corpóreos</p><p>(mastigação/pulsação de vasos sanguíneos). Sintomas de dor, otorragia e incômodo pela</p><p>sensação de corpo estranho também podem ocorrer (PILTCHER, 2015).</p><p>6. A resposta é d). Uma abordagem bastante criteriosa e cuidadosa deve ser adotada,</p><p>tanto por questões médicas como legais, sobretudo, em casos de manipulação prévia por</p><p>outro profissional, sendo fundamental o registro correto dos dados no prontuário,</p><p>sobretudo referente aos achados antes e após a retirada do corpo estranho. Otorragia pode</p><p>estar relacionada com lesão de membrana timpânica e de outras estruturas da orelha</p><p>média, mas geralmente reflete uma lesão no conduto auditivo externo causado pela</p><p>introdução do objeto ou tentativa de retirada. A mastoidite não é uma complicação</p><p>esperada para um corpo estranho em orelha externa. O diagnóstico dos CE’s de ouvido</p><p>em geral é definido pela simples otoscopia, que flagra a presença dele no MAE.</p><p>Raramente são necessários exames de imagem para seu diagnóstico, mas estes podem ser</p><p>úteis para uma avaliação mais detalhada e planejamento de sua retirada, sobretudo em</p>