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Ana de Luca COMPORTAMENTO DE INGESTA DE LÍQUIDOS: SEDE OSMÓTICA E HIPOVOLÊMICA Sede osmótica: hipertonicidade plasmática (hipernatremia) sinaliza a sede osmótica. Principalmente sódio. Hipovolêmica: volumétrica. Devido a perda de água → sudorese, diarreia, ingestão de álcool, hemorragia. Relacionado a diminuição da PA. Pode comprometer trocas, filtração. - A diminuição de fluxo sanguíneo renal cria uma cascata do SRAA → libera ADH. A angiotensina II, quando passa na circulação encefálica, principalmente telencéfalo para neurônios subforniciais → percebem a diminuição de volume sinalizada pela angiotensina II → estimulam as células hipotalâmicas neurosecretoras magnosecretoras produtoras de ADH que usam o eixo hipotálamo-hipófise para secretar ADH. SRAA: a angiotensina estimula a suprarrenal a produzir e secretar aldosterona. A aldosterona no rim reabsorve sódio e secreta potássio → isso ajuda a sinalizar uma mudança na osmolaridade. O ADH estimula a reabsorção de água no rim que seria secretado na urina. Hipotálamo lateral → centro da sede. Neurônios sensoriais, os osmoceptores, localizados no centro da sede no hipotálamo ou nas proximidades deste, respondem a alterações da osmolalidade extracelular. - As condições acima estimulam o centro da sede e secreta ADH. Existem osmoceptores centrais e periféricos (mucosa de boca, fígado, intestino, rim). A água corporal total varia de acordo com o sexo, o peso e a idade do indivíduo → tecido adiposo/água. Lactentes: 80%. Homens adultos: 60%. Idosos: 50%. Mulheres jovens: 50%. Idosas: 40% Do peso corporal total. O limiar da sede é alcançado com a perda de mais de 0,5% do peso em água (adulto 80 kg = 400mL), aumento de 4mosm/L nos líquidos corporais e perda de 10-15% do volume sanguíneo. A água é perdida pelo organismo por meio de suor, urina, vapor do ar expirado e fezes. Os estímulos são gerados pela diminuição do volume extracelular ou da pressão sanguínea, aumento da pressão osmótica plasmática, angiotensina II, esvaziamento gástrico e fatores psicológicos. Existe ainda a sede decorrente de distúrbios do mecanismo da própria sede ou da regulação do equilíbrio hidroeletrolítico (cólera, diabetes insípidos, etc.), denominada sede clínica. Dois diferentes sinais fisiológicos estimulam o comportamento de beber. 1. Um deles é uma diminuição no volume sanguíneo, ou hipovolemia - SEDE VOLUMÉTRICA OU HIPOVOLÊMICA. 2. Um aumento na concentração de substâncias dissolvidas no sangue (solutos), ou hipertonicidade – SEDE OSMÓTICA. Esses dois estímulos desencadeiam a sede por diferentes mecanismos. • A sede é gerada pelo aumento da pressão osmótica plasmática. • Os receptores são dividos entre centrais, osmorreceptores, localizados na parede anterior do III ventrículo, principalmente no órgão vascular da lâmina terminal (OVLT) e receptores periféricos, que estão localizados na mucosa da boca, hepáticos e intestinais, renais. • As informações seriam enviadas através dos nervos vagos e glossofaríngeo para porções posteriores do cérebro e de lá os circuitos envolvidos na instalação da sede. • Quando o sangue se torna hipertônico, a água deixa as células pelo processo de osmose. • Essa perda de água é transduzida pelos neurônios do OVLT na forma de uma mudança na frequência de disparo dos potenciais de ação. • Os neurônios do OVLT (1) estimulam diretamente as células neurossecretoras magnocelulares que secretam a vasopressina e (2) estimulam a sede osmométrica, a motivação para beber água quando se está desidratado. Tomar cuidado com tomar água quando está com queimaduras, pois tomar água nesse caso provoca edema. Ana de Luca Controle hídrico: ↑ de osmolaridade (osmorreceptores) = ↓H2O + hipotálamo (núcleo supra óptico) via neurohipófise libera ADH e também estimula a sede (Ingestão de H2O) + ADH no rim (néfron) reabsorve H2O + a reabsoção de H2O e ingesta fazem ↑ H2O, portanto ↓ a osmolaridade. Falha na sinalização do centro da sede → processo de envelhecimento. Menos urina, mais concentrada e não percebe que tem que fazer ingesta líquida. ADH Absorve água nos túbulos contorcidos distais e ductos coletores promovendo a anti-diurese. Aumenta permeabilidade tubular. DIABETES INSIPIDUS Alteração central ou periférica relacionada ao ADH. - Central: alteração dos neurônios produtores e secretores do ADH nos núcleos supraópticos e paraventriculares. - Periférica: alteração de ligação enter ADH e receptor. Apresenta poliúria e hipernatremia (maior que 142). Caso clínico: Ana de Luca QUEIMADURA • Trauma térmico. • Exposição do colágeno no tecido. • Ativação e liberação de histamina pelos mastócitos. • Aumento da permeabilidade vascular. • Passagem de filtrado plasmático para o interstício. • Edema tecidual. • Hipovolemia.