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MICRORGANISMOS PATOGÊNICOS ALUNAS: RAQUEL FIGUEIREDO MARIA VITÓRIA BRITO YASMIN DA COSTA SABRINA MARIA CÂNDIDO TATIANE DOMINGOS VIBRIO CHOLERAE CARACTERÍSTICA Bactéria Gram-negativa; Anaeróbica facultativa e flagelada; Temperatura: 30 e 37 °C Agente causador da Cólera; 1,4 a 2,6 micrômeros de comprimento; Família Vibrionaceae Produz oxidase e calatase. E podem também fermentar glicose sem produção de gás; Faz parte da microbiota marinha ou fluvial; Sorogupos O1 e O139 CARACTERÍSTICA DA DOENÇA Primeiro caso no Brasil foi em Abril de 1991, em Tabatinga (AM); Período de encubação varia de 6 a 5 horas; Indivíduo pode ou não apresentar sintomas, geralmente pode ocorrer uma diarreia aquosa ou moderada; Náuseas; Pressão arterial baixa; Em excesso pode ocorrer a perca de 1 litro de fezes. Assim perdendo líquido, até levar à morte; MECANISMO DE PATOGENICIDADE Penetra-se via oral; Após vencer a acidez estomacal, chega ao intestino delgado; Chegando ao intestino a bactéria produz exotoxina (CTX), atuando na mucosa intestinal; Nesse local ocorre um desequilíbrio com a exotoxina liberada pela bactéria, assim ocorrendo a diminuição do fluxo de íons. Gerando o aumento de água do tecido para o lúmen, resultando em diarreia intensa e alteração no balanço eletrólitos; EPIDEMIOLOGIA A cólera ainda é um fator prejudicial no meio da população, sendo associado há pobreza e falta de saneamento básico; Ainda é uma doença endêmica na Índia, na Ásia e África; Sua transmissão é veiculada com águas contaminadas com fezes; Surtos podem ser veiculados com os alimentos; Essa bactéria pode sobreviver até 45 dias em frutos do mar; EPIDEMIOLOGIA Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Casos confirmados 11.613 155.363 285 864 473 Óbtos 272 1.712 1 47 3 11.613 155.363 285 864 473 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000 Distribuição de Casos e Óbitos no Brasil, 1991- 2018* Fonte: SVS/MS (*) Até maio de 2018 (**) 2 Casos não autóctones MEDIDAS DE CONTROLE Atividades educativas; Saneamento básico; Promover vigilância de casos; Promover medidas que visem à redução do risco de contaminação de alimentos, em especial do comércio de alimentos por ambulantes, ou da venda de frutos do mar; Monitorar a água; CAMPYLOBACTER JEJUNI CAMPYLOBACTER LARI CAMPYLOBACTER CORI CARACTERÍSTICAS São as espécies mais frequentemente isoladas em casos de gastrenterite humana; Bacilos curvos, espiralados, muito finos e compridos, gram- negativos, móveis com um único flagelo polar, não formam esporos; São quimiorganotróficos e não fermentam nem oxidam açúcares; Oxidase positivos e redutores de nitrato. Microaerofilos e capnofílicos; Temperatura de crescimento varia entre 30°C e 47°C , com ótimo de 42°C e são altamente sensíveis ao sal, PH ácido e à desidratação; CARACTERÍSTICA DA DOENÇA A mais comum é a enterocolite. O período de incubação varia normalmente de dois a cinco dias podendo se estender até 10 dias. A doença é caracterizada por causar diarreia acompanhada de febre baixa e dores abdominais, fezes podendo conter sangue, leucócitos e muco. Vômitos são raros. A fase aguda da diarreia dura dois a três dias, mas as dores abdominais podem persistir por até três semanas. MECANISMO DE PATOGENICIDADE Sua patogenicidade é multifatorial. Algumas cepas de C. jejuni são capazes de produzir toxinas, destacando-se uma enterotoxina termolábil e citotoxinas.Tem mecanismo invasivo do cólon, em alguns casos, C. jejuni penetra na mucosa intestinal, multiplicando-se na lâmina própria. EPIDEMIOLOGIA Nos Estados Unidos é mais frequente que Salmonella e Shigella juntos. Na Inglaterra a frequência estimada é semelhante à de Salmonella, e vem aumentando ultimamente. Já no Brasil, o C. jejuni é um importante agente de gastrenterite aguda e crônica, afetando principalmente crianças. Os animais representam a fonte mais importante de transmissão destes patógenos. A maioria dos surtos já descritos foi associado ao consumo de leite cru, tanto de bovinos quanto de outros animais. Entretanto, o leite pasteurizado não representa um veículo importante, visto que o Campylobacter não resiste a pasteurização. MEDIDAS DE CONTROLE São rapidamente destruídos pelo calor.Não sobrevivem ao aquecimento a 60°C por 10 minutos; São altamente sensíveis ao congelamento de alimentos; Acredita-se que sua presença em alimentos prontos para consumo seja consequência de contaminações cruzadas com alimentos crus, principalmente carnes de aves. AEROMONAS HYDROPHILA CARACTERÍSTICAS São bacilos Gram-negativos; Anaeróbios facultativos; O flagelo é polar, geralmente monotríquio; São heterotróficas; Produtoras de oxidase e catalase; Fermentadoras de carboidratos, com produção de ácido e gás; Mesófilas; São tolerantes ao sal; CARACTERÍSTICA DA DOENÇA São causadores de dois tipos de doença gastrintestinal: a mais comum apresenta diarréia aquosa e febre moderada. O segundo tipo é caracterizado pela presença de muco e sangue nas fezes. EPIDEMIOLOGIA São microrganismos aquáticos que ocorrem em águas doces, marinhas e estuários; Em alimentos estão presentes nos de origem animal como peixes, camarões, ostras, caranguejos, carnes, frangos e leite cru, além de carne de porco e de vaca embaladas a vácuo; MECANISMO DE PATOGENICIDADE Produzem dois tipos de enterotoxina: uma citotônica e uma citotoxina. MEDIDAS DE CONTROLE A refrigeração não é, por si só, um método adequado de prevenção da transmissão desta bactéria pelos alimentos. Consequentemente, outros métodos como o termoprocessamento são necessários. VIBRIO PARAHAEMOLYTICAS CARACTERÍSTICAS É um bacilo reto ou curvo, Gram-negativo, não formador de esporos e apresenta um flagelo polar. Pertence a familia vibrionaceae. Bactéria facultativa anaérobica com metabolismo respiratório e fermentativo. Temperatura ótima de crescimento é de 37°C, no entanto esta bactéria cresce na faixa de 5°C a 43°C. É um microrganismo relativamente frágil, sendo muito sensível á desidratação e ao calor. CARACTERÍSTICA DA DOENÇA A doença é caracterizada por causa de diarreia, acompanhada de cãibras abdominais, náuseas, vomitos, dor de cabeça, febre baixa e calafrios; Período de incubação varia de 4 a 96 horas; Pode causar infecções extra-intestinais, tendo sido isolado de feridas extremidades dos olhos, ouvido e sangue; Casos severos, em vez de diarreia ocorre á disenteria com fezes mucóides e sanguinolentas; MECANISMO DE PATOGENICIDADE Cepas de Vibrio Parahaemolyticus são capazes de aderir á superficie epitelial da mucosa e penetra no epitélio intestinal produzindo bacteremia; A hemolisina de Kanagawa termoestável é considerada o principal fator de virulência para Vibrio Parahaemolyticus, é letal citotóxica, é uma enterotoxina citotóxica; EPIDEMIOLOGIA Primeiro surto de toxifecção causado por V. parahaemolyticus data de 1950, quando o microorganismo foi isolados de um alimento japonês shirasu constituidos por sardinhas fervidas em salmouras, parcialmente desidratada, e das fezes de pacientes na cidade de Osaka, Japão neste surto ocorreram 20 óbitos entre os 272 casos. A maioria dos sutos resultou do consumo de alimentos marinhos crus ou parcialmente cozidos. A frequência de isolamento é maior durante os meses de verão, quando a temperatura da água é mais elevadas. MEDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle baseiam-se, no que diz respeitos a produtos de origem marinha, no cozimento, na refrigeração e no congelamento adequados de maneira a impedir que a bactéria atinja números elevados através de sua multiplicação. VIBRIO VULNIFICUS CARACTERÍSTICAS Bactérias Gram-negativas; Pertencentes à família Vibrionaceae; Células têm a forma de bastonetes (bacilos); Vive em ambiente marinhos; CARACTERÍSTICADA DOENÇA V. vulnificus, foi relatado pela primeira vez em 1976 como vibrio lactose-positivo; Vulnificus significa causador de feridas, o que reflete a habilidade do microrganismo em invadir e destruir tecidos; O início dos sintomas ocorre cerca de 24 horas; (a partir de 12 horas até vários dias) após a ingestão de frutos do mar crus contaminados (especialmente ostras); MECANISMO DE PATOGENICIDADE O V. vulnificus produz uma citotoxina extracelular e uma série de enzimas hidrolíticas responsáveis pela rápida degradação do tecido muscular; durante a infecção.V. vulnificus produz pelo menos dois tipos de hemolisinas. A primeira, chamada de citolisina, é termolábil; Vibrio vulnificus é uma bactéria Gram-negativa que habita águas marinhas. É patogênica para o homem e a doença está associada ao consumo de frutos do mar; MEDIDAS DE CONTROLE A ocorrência de surtos (2 ou mais casos) requer a notificação imediata às autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central, para que se desencadeia a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão através de medidas preventivas e educativas; Investigação dos surtos e identificação de fontes de transmissão; Conscientização da população sobre os riscos de ingestão de produtos do mar crus;