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MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO: PARTE 2 – PRINCIPAIS TÉCNICAS Prof. Ricardo Viani – UFSCar/Araras I - regeneração natural (espontânea) II – facilitação da regeneração natural III – reconstrução MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA Abordagens previstas no padrão internacional de restauração (SER, 2016) RLAPP IV - plantio intercalado de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, exóticas com nativas de ocorrência regional, em até 50% da área total a ser recomposta (RL ou na APP da pequena propriedade). I - condução de regeneração natural de espécies nativas; II - plantio de espécies nativas; (inclui semeadura) III - plantio + condução da regeneração natural; (inclui semeadura) Abordagens previstas na Lei (n. 12651/2012) MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL* Com introdução direta de propágulos Sem introdução direta de propágulos Eliminação do fator de degradação Remoção de espécies invasoras Condução da regeneração natural Implantação de poleiros artificiais Transposição do solo Semeadura direta de árvores Plantios de mudas de árvores * Em áreas desprovidas de florestas ou com cobertura florestal incipiente 1 – Eliminação do fator de degradação; 2 – Condução da regeneração natural; 3 – Implantação de poleiros artificiais; 4 – Plantios/semeadura de nucleação; 5 – Plantios/semeadura de adensamento; 6 – Plantios/semeadura em área total de espécies recobridoras; 7 – Plantios/semeadura em área total com diversidade (P + D, módulos); 8 – Plantios em elevada densidade (Chinju-no-mori) < custo; < alteração na área > resiliência > custo > alteração < resiliência Ordem lógica de seleção Algumas técnicas podem (ou devem) ser utilizadas conjuntamente! MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL* * Em áreas desprovidas de florestas ou com cobertura florestal incipiente O que buscamos na restauração florestal? Área degradada Cobertura florestal FASE 1 Estruturação do dossel (> 80% de cobertura) FASE 2 Processos ecológicos e diversidade (regeneração natural: > 3000/ha, > 30 spp.) Regeneração natural MÉTODOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO SER - atributo n.7 de um ecossistema restaurado: “Ameaças nas áreas circundantes foram eliminadas ou reduzidas” “Não se alcança a restauração sem que se cesse ou minimize a degradação antrópica” atividade agropecuária (gado ou cultivo) – degradação do solo - fogo Presença do gado na área em restauração: manter gramíneas invasoras baixas versus pisoteamento, pastejo das plântulas e compactação do solo http://www.iflorestal.sp.gov.br/noticias/news18.asp 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO http://www.iflorestal.sp.gov.br/noticias/news18.asp Foto Ricardo Viani 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO Gado na APP, Anhembi, 2013 Pastejo em APP - Ação imediata: retirada do gado e cercamento Foto Ricardo Viani 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO Anhembi, 2019 Cercamento: até R$12/m - contratado Foto Ricardo Viani 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO ocorrência de fogo: áreas próximas de pastagem, cana-de-açúcar, e rodovias 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO Araras-SPErosão: conservação de solo nas áreas agrícolas a montante. Foto Ricardo Viani 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO Erosão: conservação de solo nas áreas agrícolas a montante. Orindiúva-SP Foto Ricardo Viani 1 – ELIMINAÇÃO DOS FATORES DE DEGRADAÇÃO RESTAURAÇÃO PASSIVA X ATIVA 20111980 Evolução da floresta sobre pastagens - Fazenda Figueira, Londrina-PR Mudas plantadas = 0 Obs.: não existe restauração sem interferência humana)!? 2017 cobertura serrapilheira biomassa densidade altura 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL Regeneração natural: processo em que a vegetação nativa cresce espontaneamente Condução da regeneração natural (regeneração natural assistida): práticas para estimular a regeneração florestal existente, sem introdução de mudas ou sementes. ≠ 1 - coroamento dos indivíduos regenerantes 2 – controle das gramíneas na área 3 - adubação dos regenerantes > 50 cm Coroa: área livre de competidores ao redor dos regenerantes Coroamento manual, mecânico ou químico 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL • Baixo custo (sem plantio de mudas); • Maior probabilidade de sucesso • Comunidades estrutura e floristicamente mais próximas da natural • Espécies regenerantes locais e adaptadas • Genótipos locais e adaptados • Evita introdução de espécies e genes exóticos • Depende de uma boa resiliência e uma regeneração natural expressiva. Vantagens 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL Quando usar? • Alta resiliência: áreas “novas”, pouco degradadas, e/ou próximas de florestas naturais • Sugestão: mais de 3.000 árvores nativas > 50 cm/ha • Se possível: esperar 1-3 anos para expressão da regeneração 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL Visualmente Parcelas no campo • Parcelas: 2x50m; 2x2m, 1x1m, 4x25m; • Registro de todas as árvores com mais de 50 cm; • Calcular a média de plantas por hectare; • Sugestão do número de parcelas (N) N = área em ha + 4 Como avaliar a regeneração natural ? 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL Foto Ricardo Viani 2 - CONDUÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL Como identificar se a área tem alto potencial de regeneração natural? QUESTIONAMENTO: MMA 1985 Agropecuária 2019 Floresta 4.117,432 ha Mata Atlântica 4.426,837 ha https://mapbiomas.org/ Indicadores para avaliar potencial de regeneração natural Bons: • Cobertura por gramíneas • Rápido recobrimento por copas • Tempo após desmatamento Pouco eficazes: • % cobertura florestal • Variáveis de solo • Tempo de uso como pasto 3 – IMPLANTAÇÃO DE POLEIROS ARTIFICIAIS Técnicas de nucleação • Conjunto de técnicas que visam formar pequenos núcleos de vegetação que irradiarão a regeneração florestal • Podem ou não ter introdução direta de propágulo Núcleos de vegetação que irradiarão a regeneração florestal t0 t1 t2 ... tn Técnicas de nucleação 3 – IMPLANTAÇÃO DE POLEIROS ARTIFICIAIS fixados no solo, com hastes transversais: pouso de aves dispersoras (sementes na área) 3 – IMPLANTAÇÃO DE POLEIROS ARTIFICIAIS Avaliação em Piracaia-SP • 40 poleiros avaliados, • 9 regenerantes zoocóricos sob os poleiros. • > 15% dos poleiros quebrados após um ano poleiro artificial x poleiro natural 3 – IMPLANTAÇÃO DE POLEIROS ARTIFICIAIS Principal método de restauração florestal Diferem quanto a: •densidade •diversidade •composição de espécies e grupos funcionais •% de área plantada •objetivos secundários Plantio de mudas de espécies arbóreas (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Que espécies plantar na restauração? 49 respostas: Todas sim! É relevante selecionar espécies arbóreas de acordo com suas características Nota média de características indicadas para seleção de espécies usadas na restauração da Mata Atlântica (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Que espécies plantar na restauração? nativas exóticas invasoras ocorrem naturalmente na região, sem terem sido introduzidas, intencionalmente ou não. não ocorre naturalmente na região exótica que tem altas taxas de crescimento, reprodução e dispersão espontânea Toda invasora é exótica, mas nem toda exótica é invasora Você concorda com uso de espécies exóticas na restauração florestal? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Sim ou talvez: • Em áreas de RL • Em áreas fora de Ucs • Em SAFs • Espécies que auxiliem a restauração • Espécies de interesse econômico • Espécies não invasoras • Espécies com beleza cênica ESPÉCIES EXÓTICAS X RESTAURAÇÃO Viani, Durigan & Melo (2010) - A regeneração natural sob plantações florestais: desertos verdes ou redutos de biodiversidade? Revista Ciência Florestal. 20:533-552. Plantios florestais: mais permeáveis a faunae flora nativa em paisagens originalmente florestais ESPÉCIES EXÓTICAS X RESTAURAÇÃO Regeneração natural sob plantio de eucalipto com 40 anos. Itatinga-SP ESPÉCIES EXÓTICAS X RESTAURAÇÃO RL: plantio intercalado de nativas x eucalipto: “pioneira econômica (Espírito Santo) ESPÉCIES EXÓTICAS X RESTAURAÇÃO Taungya: cultivo nas entrelinhas nos primeiros anos de um plantio de restauração ESPÉCIES EXÓTICAS X RESTAURAÇÃO SAF na RL: café com floresta no Pontal do Paranapanema Restoration Ecology, 2020 Restoration Ecology, 2020 Condições em que espécies exóticas seriam aceitas: 1. Valor econômico: superar gargalo financeiro à restauração 2. Desempenham função exclusiva e favorável, não encontradas nas espécies nativas (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO Tecoma stans – ipê-de-jardimLeucaena leucocephala - leucena Ruderal: exótica que se prolifera em áreas perturbadas, prejudicando estabelecimento das nativas, mas que não invade florestas ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO Clausena excavata (Ásia) ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO Schyzolobium parahyba (Brasil - guapuruvu), em floresta e invadindo área em restauração (direita), Araras-SP ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO Corymbia torelliana invadindo área em restauração, Araras-SP - 2015 Fontes para reconhecer invasoras: • Instituto Horus: http://www.institutohorus.org.br/ • Listas oficiais de estados e municípios: exemplo: lista oficial de invasoras do estado do PR Espécies invasoras não devem ser usadas!!! ESPÉCIES INVASORAS X RESTAURAÇÃO http://www.inputbrasil.org/wp- content/uploads/2018/03/guia-plantas- nao-desejaveis.pdf http://www.institutohorus.org.br/ http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Legislacao_ambiental/Legislacao_estadual/PORTARIAS/PORTARIA_IAP_125_2009_ESPECIES_EXOTICAS.pdf http://www.inputbrasil.org/wp-content/uploads/2018/03/guia-plantas-nao-desejaveis.pdf Restauração Florestal - O que buscamos? 1. Eliminar gramíneas invasoras 2. Sombrear o solo 3. Criar condição favorável à sucessão florestal e à regeneração natural Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Contínuo de distribuição das espécies Pioneiras Secundárias iniciais Secundárias tardias Climácicas Que espécies nativas plantar? • difícil classificação e subjetividade, • nem sempre reflete o comportamento em plantios 1 – de rápido crescimento e bom sombreamento do solo (1) rápido crescimento (2) copa grande recobrindo o solo (3) alta interceptação da RFA pela copa (4) perenidade da copa ao longo do ano Usualmente poucas espécies, mas usadas com muitos indivíduos nos plantios Grupo de plantio de recobrimento (preenchimento, sombreadoras) Que espécies nativas plantar? Algodoeiro – Heliocarpus popayanensis Fotos Ricardo Viani Radiação Fotossintéticamente Ativa (RFA) Embaúba – Cecropia pachystachya Nem toda pioneira é de recobrimento e nem toda recobridora é pioneira Plantio de restauração com aproximadamente 2 anos, em Iepê-SP Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Recobridora Diversidade AC: A. colubrina, BF: B. forficata; CF: C. floribundus; CM: C. myrianthum; EC: E. contortisiliquum; GU: G. ulmifolia; HP: H. popayanensis; IV: I. vera; PD: P. dubium; SG: S. granulosoleprosum; SMA: S. macranthera; SMU: S. multijuga; SP: S. polyphylla e ST: S. terebinthifolius. Interceptação da radiação por 14 espécies em plantio de 3 anos Quais as melhores recobridoras na Mata Atlântica? Quais as melhores recobridoras na Mata Atlântica? Espécie Constância da interceptação Nível de interceptação mínimo ao longo do ano Anadenanthera colubrina Perene Baixo (copa rala) Bauhinia forficata Sazonal Baixo (copa rala) Citharexylum myrianthum Sazonal Baixo (copa rala) Croton floribundus Sazonal Alto (copa densa) Enterolobium contortisiliquum Sazonal Baixo (copa rala) Guazuma ulmifolia Perene Baixo (copa rala) Heliocarpus popayanensis Sazonal Baixo (copa rala) Peltophorum dubium Perene Baixo (copa rala) Schinus terebinthifolius Perene Alto (copa densa) Senegalia polyphylla Sazonal Baixo (copa rala) Senna macranthera Sazonal Baixo (copa rala) Senna multijuga* Perene Baixo (copa rala) Solanum granulosoleprosum Perene Alto (copa densa) Avaliação da interceptação mensal por 1 ano. Alto = > 70% em todos os meses Fontes: 1 - Daiane Guimarães, Crislaine de Almeida e Ricardo Viani – dados não publicados 2 – Almeida & Viani (2019) O potencial como recobridora pode variar de local para local: CM: C. myrianthum IV: I. vera SG: S. granulosoleprosum ST: S. terebinthifolius Itu Araras Quais as melhores recobridoras na Mata Atlântica? Todas as espécies que não são de recobrimento Usadas em menor densidade, mas com um maior número de espécies em plantios de restauração. Peroba-rosa – Aspidosperma polyneuron Grupo de plantio de diversidade Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 1 – Espécies de rápido crescimento e bom sombreamento do solo Que espécies nativas plantar? 2 – Atrativas da fauna dispersora de sementes (árvores zoocóricas) (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES • Aumentam o fluxo gênico; • Trazem novas espécies para a área; • Aumentam diversidade genética • Incrementam a regeneração natural (essencial para a sustentabilidade temporal) 2 – Atrativas da fauna dispersora de sementes Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Como aumentar chances de atração dos dispersores nos plantios usando zoocóricas ? 1 – usar alta proporção de espécies e indivíduos zoocóricos 2 – usar zoocóricas que ofertem frutos em quantidade 3 – usar espécies que mantenham oferta de frutos ao longo do ano 3 – usar zoocóricas com reprodução precoce 4 – usar zoocóricas com fauna dispersora ainda existente na região 5 – usar zoocóricas com frutos mais atrativos (cor, odor, nutrientes) 6 – combinar essas diferentes espécies para maximizar resultados (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 16 espécies em plantios de 3-9 anos: • Predomina frutificação sazonal (verão). • Várias com frutos aos 3 anos, outras sem até 9 anos (ex. jenipapo e jatobá) • 5 espécies dioicas • Cecropia pachystachya e Ficus guaranitica: frutificação contínua • Schinus terebinthifolia e Dendropanax cuneatus: frutificação no inverso 2020 Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 2 – Atrativas da fauna dispersora de sementes (árvores zoocóricas) 1 – Espécies de rápido crescimento e bom sombreamento do solo 3 – Promovem melhoria em solos degradados Quando priorizar: solos degradados, alterados ou com camada superficial removida. 3 – Leguminosas com associação com fixadores de N: Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Toda árvore leguminosa é fixadora? • Faboideae e Mimosoideae geralmente são: angicos, ingás, corticeiras, mulungus, pau-jacaré, monjoleiro, timburi, araribá, cabreúva, etc. • Caesalpinoideae geralmente não são: guapuruvu, pau- brasil, pau-ferro, canafístula, jatobá, pau-cigarra, etc. (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Tedersoo, L., Laanisto, L., Rahimlou, S., Toussaint, A., Hallikma, T., & Pärtel, M. (2018). Global database of plants with root‐symbiotic nitrogen fixation: Nod DB. Journal of Vegetation Science, 29(3), 560-568. Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 2 – Atrativas da fauna dispersora de sementes (árvores zoocóricas) 1 – Espécies de rápido crescimento e bom sombreamento do solo 3 – Promovem melhoria em solos degradados 4 – Toleram ou não são atrativas para pragas Controle cultural de formigas-cortadeiras Fonte: Ferreira et al. (2013) Formigas-cortadeiras têm preferência por espécies PaineiraAroeira-verdadeira Controle cultural de formigas-cortadeirasFormigas têm preferência por espécies Dados preliminaries: M. B. DIB, R. A. G. VIANI, R. T. FUJIHARA Preferidas Menos preferidas https://drive.google.com/file/d/1JaMCZ2seAwp3Hd 4ng4aSTMh-3QRvdIGe/view https://drive.google.com/file/d/1JaMCZ2seAwp3Hd4ng4aSTMh-3QRvdIGe/view Que espécies nativas plantar? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 2 – Atrativas da fauna dispersora de sementes (árvores zoocóricas) 1 – Espécies de rápido crescimento e bom sombreamento do solo 3 – Promovem melhoria em solos degradados 4 – Toleram ou não são atrativas para pragas 5 – Fornecem recursos para polinizadoras (polinização biótica) Que espécies nativas plantar? 5 – Fornecem recursos para polinizadoras: diversidade e intensidade de floração o ano todo para: • conservação da biodiversidade • SE de suporte • SE de polinização 2020 CP: Cecropia pachystachya CM: Citharexylum myrianthum CS: Cordia superba DC: Dendropanax cuneatus SG: Solanum granulosoleprosum espécies com características funcionais desejáveis que, num curto espaço de tempo, estruturam a floresta em restauração 1. Atraem a fauna dispersora de sementes; 2. Crescem rápido e tem bom sombreamento do solo; 3. Têm disponibilidade de mudas e/ou sementes Espécies estruturantes (framework species): (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Que espécies nativas plantar? Exemplos de espécies estruturantes (framework species): (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Que espécies nativas plantar? Aroeira-pimenteira – Schinus terebinthifolia Fumo-bravo – Solanum granulosoleprosum Plantios de 2002 a 2018 – click Árvore; 29 viveiros, 350 municípios, 7 estados; Mais de 16 milhões de mudas; 1073 plantios Comparação com flora dos remanescentes florestais O que se planta na Mata Atlântica? Mapa: Victor Rosário Fonte: Almeida & Viani (2020): Espécies arbóreas plantadas na restauração da Mata Atlântica: análise florística e funcional. Disponível em https://laspef.com.br/publicacoes/ Figura: Matheus Santos Fuza Resultados preliminares: 423 espécies (12,7% das árvores da Mata Atlântica) Super-representadas: pioneiras e fixadoras de N Sub-representadas: espécies e indivíduos de zoocóricas, espécies ameaçadas de extinção (18 espécies), espécies raras Concentração das mesmas espécies por toda a Mata Atlântica O que se planta na Mata Atlântica? Espécies arbóreas plantadas na restauração da Mata Atlântica: análise florística e funcional (versão 1 – maio de 2020) Crislaine de Almeida1, Ricardo Augusto Gorne Viani2 A sub-representação de grupos nos plantios é relevante? O número de espécies plantadas num projeto específico de restauração florestal interfere no sucesso e custo? Como? QUESTIONAMENTOS? Na prática da restauração, devidamente consideramos ou subestimamos o potencial de regeneração natural das áreas? Por que? • Atenção: serão formados grupos com salas de discussão específicas SIGA SEU GRUPO! • Cada grupo deve anotar respostas no Jamboard na frame do seu grupo: https://jamboard.google.com/d/1L6RwhFdLTAScCqTmcawjPSfmXaSBriQAH9aJBinP6Cg/edit?usp=sharing https://jamboard.google.com/d/1L6RwhFdLTAScCqTmcawjPSfmXaSBriQAH9aJBinP6Cg/edit?usp=sharing Números mínimos sugeridos: 5, 10, 40, 4-60, 50, 80 (resolução SMA 32-14), 100 Resolução SMA32/14 - https://smastr16.blob.core.windows.net/legislacao/2016/12/Resolução-SMA-032-2014-a.pdf DIVERSIDADE EM PLANTIOS DE RESTAURAÇÃO? https://smastr16.blob.core.windows.net/legislacao/2016/12/Resolução-SMA-032-2014-a.pdf Sim: O que se planta é o que fica e se regenera na área! Alto número de espécies na implantação DIVERSIDADE EM PLANTIOS DE RESTAURAÇÃO? Não: Damos o pontapé inicial! Construa a estrutura e elas virão (“Field of dreams hypothesis”) X módulos com cinco mudas muda central: secundária tardia ou climácica mudas do entorno: pioneiras de rápido crescimento 1m 1m pioneira tardia Técnica de nucleação: plantio só em parte da área Vantagens e desvantagens? Plantio em ilhas (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES • Plantio de árvores em núcleos, distribuídos ao longo da área de restauração.. • Variação nas formas, densidade e tamanho dos núcleos Técnica de nucleação: plantio só em parte da área Vantagens e desvantagens? Núcleos de Anderson (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES 1. Dependem da mesma atenção que as outras com controle de competidores (gramíneas); 2. Dependem de paisagens com baixa limitação de dispersão na paisagem do entorno (boa resiliência); 3. Grandes experimentos na Costa Rica: maior recrutamento em núcleos de ca. de 100m2. Plantios de nucleação são eficazes? (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Antes Depois mudas plantadas regenerantes (copas) Regenerantes são bem-vindos! Plantio só em parte da área (geralmente recobridoras) Plantio de adensamento: plantios de árvores nos trechos sem regeneração natural Áreas recomendadas: com regeneração existente, mas com falhas (geralmente por limitações de sítio). Espaçamento e densidade de mudas variável. Vantagens e desvantagens? Plantio de adensamento (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Plantio em área total: mudas de espécies arbóreas nativas são plantadas em toda a extensão da área a ser restaurada. Método de plantio para restauração florestal mais usado (4 - 8) – PLANTIOS OU SEMEADURA DE ÁRVORES Espaçamento variável: 3x2m (1667 mudas/ha), 3x1,5, 2x2, 3x3... Plantio apenas de espécies de recobrimento. Uso de poucas espécies (não mais que 20 – as melhores recobridoras). PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO Linha Entrelinha Linha Linha Entrelinha Situações ambientais recomendadas: Vantagens (em relação à outras formas de plantio total): • Maior rapidez no recobrimento do solo; • Menor mortalidade; • Menor gasto com manejo de gramíneas e outras plantas competidoras; • Áreas sem limitação de dispersão pelo entorno, mas com sítio limitante à regeneração natural. PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO CCA/UFSCar, Araras-SP03/2014 Foto Ricardo Viani PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO CCA/UFSCar, Araras-SP03/2014 Foto Ricardo Viani PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO CCA/UFSCar, Araras-SP03/2016 Foto Ricardo Viani PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO CCA/UFSCar, Araras-SP03/2016 Foto Ricardo Viani PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO ABRIL/2016: 2 anosJUN/2013 CCA/UFSCar, Araras-SP PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO Foto Ricardo Viani PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO Indicador Valores mensurados (2 anos) Valores adequados (SMA/SP* 3 anos) Cobertura por vegetação nativa 77% > 80% Densidade de regenerantes 430 plantas/ha > 200 plantas/ha Riqueza de regenerantes 6 > 3 *RESOLUÇÃO SMA 32/14 - Orientações, diretrizes e critérios sobre restauração ecológica no Estado de São Paulo Indicador Valores mensurados (3,5 anos) Valores adequados (SMA/SP* 20 anos) Cobertura por vegetação nativa 96% > 80% Densidade de regenerantes 4333 plantas/ha > 3000 plantas/ha Riqueza de regenerantes 13 (em apenas 3 parcelas) > 30 PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO *RESOLUÇÃO SMA 32/14 - Orientações, diretrizes e critérios sobre restauração ecológica no Estado de São Paulo Plantios da CESP: morte das pioneiras sem regeneração natural - reocupação por invasoras Desvantagens ou riscos associados? PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE ESPÉCIES DE RECOBRIMENTO • Espaçamento variável: 3x2m (1667 mudas/ha), 3x1,5, 2x2... • Configurações variáveis • Técnica que tem sido mais adotada Plantios em linhas de espécies de recobrimento e de diversidade Linha de recobrimento Linha de diversidade PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE RECOBRIDORAS + DIVERSIDADE Que outras configurações ocupariam melhor o solo? Plantios de recobrimento e de diversidadealternadas na linha PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE RECOBRIDORAS + DIVERSIDADE recobrimento diversidade Plantios de recobrimento e de diversidade alternadas na linha PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE RECOBRIDORAS + DIVERSIDADE recobrimento diversidade Plantios de recobrimento e de diversidade em quincôncio alternadas na linha PLANTIO EM ÁREA TOTAL DE RECOBRIDORAS + DIVERSIDADE Linha de recobrimento Linha de diversidade Situações ambientais recomendadas: Vantagens: • < risco de reocupação por gramíneas após morte de recobridoras ou pioneiras; • > diversidade funcional (geralmente) • Áreas com limitação de dispersão e com sítio limitante à regeneração natural. • Quanto > limitação de dispersão, mais a seleção de espécies e a diversidade genética é importante PLANTIO EM ÁREA TOTAL COM ALTA DIVERSIDADE Desvantagens: • > mortalidade, • < velocidade recobrimento • > custo de manutenção Dica: a área será bem cuidada? Sim: ok, invista em diversidade Não: pense bem. Melhor recobrir a área... Plantios de módulos com categorias sucessionais Pioneiras Secundárias Climácica • Espaçamento variável: 3x2 m (1667 mudas/ha), 3x1,5, 2x2, 3X3 m... • Configurações e composição de grupos sucessionais variáveis PLANTIO EM ÁREA TOTAL COM ALTA DIVERSIDADE PLANTIOS EM ELEVADAS DENSIDADES • Método "Chinju-no-mori de Akira Miyawaki: o melhor manejo é o da natureza, sem interferência do homem. “Morizukuri” • Até 10 plantas/m2, com elevada diversidade • Pequenas áreas (urbanas)? Plantio 0,5 x 1 m – Parque da biodiversidade – Sorocaba-SP. 3 anos Megaplantio 0,3 x 0,3 m – Parque da biodiversidade - Sorocaba PLANTIOS EM ELEVADAS DENSIDADES