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Enfo. Esp. Bruno Alves de Almeida
CUIDADOS COM SONDAS E DRENOS
DISCIPLINA
FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM I
SONDA VESICAL DE DEMORA
 Cerca de 15% a 25% dos pacientes hospitalizados são expostos ao
cateterismo urinário (CDC, 2009). Apesar do procedimento de
inserção do cateter ser estéril há risco de infecção, agravado após
72 horas de permanência com o cateter ou, por traumas do tecido
uretral no momento da inserção (JBI, 2006; MAZZO et al, 2011).
MATERIAIS USADOS
 Bandeja;
Pacote estéril de cateterismo vesical com:
✦ 1 cuba rim; 
✦1 pinça Pean; 
✦Gazes;
✦1 cuba redonda pequena;
✦1 Campo fenestrado (opcional).
✦1 Cateter uretral tipo Foley (duas vias) de calibre adequado ao 
paciente;
✦1 Bolsa coletora sistema fechado;
✦Solução anti-séptica aquosa de PVPI tópico a 10% ou solução de 
Clorexidina a 2%;
✦1 Pacote de gaze estéril;
✦1 Agulha 40mm x 12mm;
✦1 Seringa de 20 ml;
✦2 Ampolas de 10 ml ou 01 ampola de 20ml de água destilada;
✦Gel anestésico estéril com seringa aplicadora;
✦ Recipiente com bolas de algodão embebido em álcool a 70%;
✦1 par de luvas estéreis em numeração adequada ao profissional;
✦Fita hipoalergênica ;
✦Material para higiene íntima; 
✦Biombos.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM REFERENTE 
AO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
 Realizar limpeza asséptica da região genital, ao redor e por toda a 
sonda vesical;
 Observar a quantidade da eliminação da diurese;
 Esvaziar a bolsa coletora.
SONDA NASOENTÉRICA
 A sonda nasoenteral é um tubo de silicone usado para alimentação
quando o alimento não pode passar pelo trajeto normal. É
instalado por via nasal ou oral (nariz ou boca) e chega até o
estômago ou intestino, depende da indicação do paciente.
BANDEJA CONTENDO:
 Gazes;
 Esparadrapo;
 Cuba Redonda com água;
 Seringa de 20 ml;
 Xilocaína;
 Sonda Nasoenteral;
 Estetóscopio;
 Pincel.
MATERIAIS USADOS
ALIMENTAÇÃO ENTERAL - GAVAGEM
 Lavar sonda com 20 ml de água
mineral;
 Introduzir a alimentação enteral
diretamente na sonda colocando
frasco de alimentação em
suposte;
 Controlar gotejamento;
 Ao término passar 20 ml de água
mineral ou frasco de água
mineral.
 Não deixar de lavar a sonda nasoenteral;
 Sempre na hora de curativos, banho no leito ou mudança de
décubito do paciente interromper a passagem da alimentação;
 Elevação da cabeceira em Fowler .
CUIDADOS DE ENFERMAGEM REFERENTE 
AO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
SONDA NASOGÁSTRICA
 A sondagem nasogástrica é a passagem de uma sonda através das
fossas nasais até o estômago.
 Além de ser utilizada para a alimentação, pode ser introduzida para
remover secreções do estômago, remover doses excessivas de
medicamentos ingeridos ou venenos, para esvaziamento gástrico
antes de cirurgias e para administração de medicações.
SISTEMAS DA SONDA NASOGÁSTRICA
SISTEMA ABERTO:
 É utilizada para drenar líquidos intra-gástricos que são classificados
conforme sua cor.
- Esverdeado: Bile
- Borra de café: bile + sangue
- Sanguinolenta vivo
- Sanguinolento escuro
- Amarelo
SISTEMA FECHADO:
 Essa sonda é utilizada para alimentação quando por alguma razão não pode
se alimentar pela via oral.
BANDEJA CONTENDO:
 Sonda Nasogástrica;
 Frasco coletor ;
 Seringa de 20 ml; 
 Pacote de gaze;
 Lubrificante; 
 Cuba Redonda com água;
 Esparadrapo; 
 Estetoscópio.
MATERIAIS USADOS
GASTROSTOMIA
 É uma abertura no estômago realizada pelo médico em centro
cirúrgico, onde é passado um tubo de silicone para regularizar a
alimentação e a hidratação do paciente que não está se
alimentando normalmente. Pode ser temporária ou não e existem
vários modelos de tubo.
JEJUNOSTOMIA
 É uma abertura no intestino, também realizada pelo médico no
centro cirúrgico, quando o paciente apresenta alguma dificuldade no
estômago impossibilitando a alimentação via oral e pela
gastrostomia.
CUIDADOS COM A GASTROSTOMIA 
E JEJUNOSTOMIA
 Higienizar as mãos com água e sabão antes e depois da manipulação;
 Higienizar de 02 a 03 vezes ao dia ou quando houver necessidade, sempre
ao redor do orifício com água e sabão, secando posteriormente
cuidadosamente;
 Trocar a gaze que protege a pele ao redor orifício (orifício é onde o
dispositivo entra na pele);
 Não utilizar óleos ao redor do orifício, pois pode facilitar a saída do
dispositivo;
 Manter cabeceira elevada sempre no momento que estiver administrando
alimentação, água ou medicação, para não provocar enjoos e vômitos;
 Após o término da administração, deixar o paciente nesta posição por
aproximadamente 40 minutos;
 Em caso de enjoos e vômitos suspender a administração e relatar à
equipe;
 Após a administração de alimentação e medicação realizar uma
lavagem com 20 ml de água em jato utilizando a seringa;
 Em caso de difi culdade na passagem da alimentação ou medicação,
utilizar água em jato com o auxílio de uma seringa, antes de
administração da alimentação ou medicação;
 Observar o orifício, em caso de vermelhidão, escoriações (pele
ralada) e sangramentos avisar a equipe;
 Observar presença de Granuloma no orifício (Granuloma é uma
inflamação do tecido no nosso organismo);
 Em caso de escape do dispositivo de Gastrostomia do orifício,
realizar higiene com água fria, manter o paciente deitado de barriga
para cima e solicitar o serviço de urgência.
DRENO DE TÓRAX 
 A drenagem torácica está indicada quando se deseja evacuar o
conteúdo aéreo ou líquido anômalo da cavidade pleural.
 As principais indicações incluem: pneumotórax, hemotórax, derrame
parapneumônico complicado, empiema, quilotórax e pós-operatório
de toracotomias.
 Mesa auxiliar;
 Foco auxiliar;
 Caixa de pequena cirurgia ;
 Drenos de tórax compatíveis com a finalidade ;
 Gazes estéreis ;
 Fio de sutura mono-nylon 2,0 ou 3,0 agulhados;
 Seringa 10ml descartável para anestesia ;
 Agulhas para anestesia (40x12 e 30x7);
MATERIAIS USADOS
 Clorexidina alcoólica a 0,5% ;
 Xylocaína 2% sem vasoconstritor ;
 Lâmina de bisturi de acordo com o cabo do bisturi;
 Luvas estéreis;
 Campo fenestrado;
 Frascos de drenagem conforme a solicitação do cirurgião;
 Soro fisiológico ou água estéril para preenchimento do frasco de
drenagem (+500ml) ;
 Fita adesiva;
 Recipiente para lixo
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
 Toda vez que houver necessidade de se elevar o frasco acima do
nível do tórax do paciente (transporte, deambulação, etc),
clampliar os drenos;
 Manter o frasco abaixo do nível do tórax;
 O dreno não pode ficar diretamente no chão, utilizar o cordão para
fixá-lo na lateral da cama;
 Trocar o frasco de drenagem quando este acumular cerca de 2/3 do
volume da capacidade do frasco. O frasco não deve ser esvaziado e
reutilizado. Ele deve ser substituído;
 Frascos de drenagem de pneumotórax não necessitam de troca;
 Observar o funcionamento do sistema de drenagem;
 Estimular o paciente à movimentação no leito;
 Estimular exercício respiratório.
DRENO DE PENROSE
 É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que
implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não,
no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo
e ser posicionado à menor distância do local a ser drenada, não
utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de
uma contraincisão.
 Lavar as mãos;
 Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico;
 Colocar uma gaze na região inferior do dreno, isolando-o da pele;
 O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo (exceto
quando contra -indicado);
 Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando
pinças Kelly;
 Colocar outra gaze sobre o dreno, protegendo-o;
 Fixar as gazes com adesivo;
 Checar o horário e fazer as anotações de enfermagem,
especialmente quanto à evolução da lesão.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
DRENO DE KEHR
 Dreno confeccionado de látex e formado por duas hastes
tubulares. Sua indicação é restrita a drenagem da via biliar. A haste
verticalmede aproximadamente 30 cm e a horizontal 10 cm.
 Observar tipo, localização do dreno, como estão fixados a pele,
características do efluente drenado e tipo de cobertura existente
na ferida;
 Aferir e anotar o volume do efluente drenado de um ou mais
dreno;
 Realizar curativo com técnica asséptica diariamente e sempre que
for necessário;
 Realizar limpeza área peridreno com SF 0,9%.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
DRENO DE PORTOVAC
 É composto por um sistema fechado de drenagem pós-
operatória, de polietileno, com resistência projetada para uma
sucção contínua e suave. Possui uma bomba de aspiração com
capacidade de 500 ml.
 Lavar as mãos;
 Realizar Curativo;
 Mantenha o reservató́rio sanfonado sempre abaixo do local onde o
dreno esta ́ inserido;
 Esvazie a bolsa sanfonada dentro de um frasco graduado;
 Verifique e anote a quantidade de secreção.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
FIM!!!

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