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Classificar, definir, exemplificar os tipos de dor. Como abordar um paciente que se queixa de dor? como classificar? quais perguntas fazer? como intensifica essa dor?
1- Definição de Dor. É sinal de alarme e um mecanismo essencial de defesa. A dor é definida pela IASP (International Society for the Study of Pain) como experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual já existente, real ou potencial, ou relatada como se uma lesão existisse. É uma função complexa modulada por condições fisiológicas, emocionais, motivacionais e psicológicas, além de experiências prévias de vida.
2- Como classificar a Dor?
 A dor pode ser classificada segundo vários aspectos: quanto ao modo de início e evolução (Dor aguda ou Dor crônica); do ponto de vista fisiopatológico( Dor nociceptiva, Dor constante, Dor intermitente, Dor neuropática, Dor mista, Dor psicogênica) ; e com relação às estruturas onde se origina (Dor somática superficial, Dor somática profunda, Dor visceral, Dor referida, Dor irradiada).
3- Quais os tipos de dor existente ?
Dor aguda. Uma dor aguda indica que o organismo está sendo agredido ou que sua integridade está em risco. Pode durar de fração de segundo a semanas. Se não for tratada adequadamente, pode se tornar crônica.
Dor crônica. Considera-se dor crônica a que dura no mínimo 3 meses, mas que pode causar sofrimento por anos, demandando tratamento farmacológico adequado e terapias múltiplas.
Dor nociceptiva. É causada pela ativação dos nociceptores. A transmissão dos impulsos é conduzida pelas vias nociceptivas até as regiões do sistema nervoso central, onde são interpretados, pode ser espontânea ou evocada.
Dor constante é aquela que ocorre continuamente, podendo variar de intensidade, mas sem desaparecer completamente. O indivíduo dorme e acorda com dor. 
A dor neuropática costuma ser descrita como em queimação ou dormência e formigamento (disestesia). 
Dor intermitente é aquela que ocorre episodicamente, sendo sua frequência e duração bastante variáveis. Em geral, é descrita como dor em choque, aguda, pontada, facada, fisgada. 
Dor neuropática. Também denominada dor por lesão neural ou por desaferentação, que é a privação de um neurônio de suas aferências, ou central quando é secundária a lesões do sistema nervoso central. 
Dor mista. É a que decorre por mecanismos nociceptivo e neuropático, conjuntamente. Ocorre, por exemplo, em certos casos de dor causada por neoplasias malignas. 
Dor psicogênica. Toda dor tem um componente emocional associado, o que varia é sua magnitude. 
4- Como classificar a Dor ?
Escalas de intensidade da dor: Escala subjetiva, Escala analógica, Escala de expressão facial (não numérica). As escalas com expressões, tais como sem dor, dor leve, dor moderada, dor intensa, dor muito intensa e pior dor possível, de amplo uso, têm a desvantagem de serem subjetivas. É solicitado ao paciente que indique a intensidade da dor em algum ponto dessa linha. O resultado é registrado com um valor de zero a dez. Esta escala não exclui o componente subjetivo, mas melhora a avaliação da intensidade.
Em adultos, prefere-se, uma escala analógica, a qual consiste em uma linha reta com um comprimento de 10 centímetros, tendo em seus extremos as designações sem dor e pior dor possível.
Para adultos com baixa escolaridade, crianças e idosos, para os quais a compreensão da escala analógica visual pode ser difícil, podem-se utilizar as escalas de representação gráfica não numérica, como a de expressões faciais de sofrimento: sem dor, dor leve, dor moderada e dor intensa.
5- Como abordar um paciente que se queixa de dor? 
 Para realizar uma boa avaliação da dor, torna-se essencial o conhecimento de suas principais características. Para tanto, deve ser realizada uma avaliação completa da dor, incluindo história detalhada e exame físico completo.
 Tipo (pontada, queimação, aperto, facada, cólica); 
 Localização (Refere-se à região onde o paciente sente a dor. Deve-se solicitar ao paciente que aponte com o dedo ou a mão a área onde sente a dor); 
 Há quanto tempo; 
 Intensidade (escala de 0 a 10, em que 0 é ausência de dor e 10 é a pior dor que possa existir); 
 Frequência (de quanto em quanto tempo);
 Duração; 
 Irradiação (é uma dor localizada ou ela se irradia); 
 Fator desencadeante (exemplo: quando se movimenta); 
 Fator de melhora (exemplo: alguma posição ou uso de determinada medicação). Perguntar ao paciente, se a dor melhora, de acordo com alguma posição ou comendo algum tipo de alimento ou de acordo com o uso de algum medicamento).
 Fator de piora; (Perguntar ao paciente, se a dor piora, de acordo com alguma posição ou comendo algum tipo de alimento ou algum esforço físico).
 Sintomas que podem estar associados (exemplo: sudorese, náuseas)
A elaboração dessas preguntas devem ser narrados, evitando o uso de tópicos. Evitando repetição de termo, deve-se induzir respostas (ao invés de perguntar: “você não teve febre, teve? ”, fazer perguntas abertas: “você teve febre? ”) Deixar o paciente à vontade para se expressar.
Quanto aos fatores que intensificam a dor devemos investigar quanto as funções orgânicas estão entre estes fatores, porém outros podem ser identificados. Devem ser procurados ativamente, pois, além de ajudarem a esclarecer o diagnóstico, seu afastamento constitui parte importante do tratamento. Exemplos: alimentos ácidos e picantes, bebidas alcoólicas etc.

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