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Cuidados de Enfermagem nas lesões de 
Pele – Prescrição de tecnologias de 
coberturas e cuidados com estomas
Profª Marina Leitão David
Prevenção 
de LPP
As lesões por pressão (LPP) são
danos localizados na pele e/ou
tecidos subjacentes, geralmente
sobre uma proeminência óssea,
resultante de pressão isolada ou
combinada com forças de
cisalhamento e/ ou fricção. Os riscos
aumentam quando somado aos
fatores predisponentes intrínsecos
da pessoa (NPUAP - National
Pressure Ulcer Advisory Panel,
2016).
Objetivos
1. Identificar e classificar os 
clientes com risco para LPP. 
2. Implementar ações 
preventivas nos clientes com 
risco para LPP. 
3. Identificar precocemente 
LPP em estágios iniciais. 
4. Avaliar, tratar e evoluir as 
LPP instaladas. 
5. Otimizar a indicação e uso 
racional dos insumos
Grupos de Risco
• Clientes com mobilidade física
prejudicada (acamados/cadeirantes).
• Clientes com a percepção sensorial
comprometida.
• Clientes submetidos à
procedimentos cirúrgicos (tempo de
cirurgia; posições cirúrgicas e tipo de
anestesia).
• Clientes com dispositivos médicos e
outros artefatos (colar cervical;
órteses; contensores mecânicos;
cateteres; drenos; pronga nasal e
outros).
Fatores Predisponentes 
para LPP
Extrínsecos: umidade; calor; pressão, 
força de cisalhamento e fricção. 
Intrínsecos: índice de massa corporal 
(IMC) > 30 Kg/m2 ou < 18,5 Kg/m2 , 
anemia, deficiência nutricional proteica; 
extremos de idade, hipotensão arterial 
sistêmica, incontinência urinária/fecal, 
edema, hipertermia, tabagismo, 
desidratação; infecções sistêmicas ou 
locais; comorbidades crônicas (diabetes 
mellitus; imunossupressão; doenças 
renal, cardiovascular, neuromuscular, 
gastrointestinal e outras); uso de alguns 
tipos de medicamentos (corticoides; 
sedativos; anestésicos, vasoativas)
Escala de Braden
Utilizado notas para identificar o risco do paciente em desenvolver
úlcera por pressão. Quanto menor for a pontuação, maior será o
risco, ou seja, quanto menor o escore da escala de Braden, maior é o
risco de desenvolvimento de úlcera por pressão.
Optamos por utilizar a escala de Braden por ter sido submetida a
diversos estudos e testes de confiabilidade e validade em diferentes
populações, dentre as escalas mais conhecidas (Norton, Gosnell e
Waterloo). Foi validada também para a Língua Portuguesa.
Utilizamos a Escala de Braden para todos os pacientes admitidos na
UTI-A e na evolução diária do paciente até sua alta.
• A contagem de pontos baixa, indica uma baixa habilidade funcional, estando o 
indivíduo em alto risco para desenvolver a úlcera de pressão;
• A pontuação pode ir de 4 a 23;
• Pacientes adultos hospitalizados, com uma contagem < que 16 pontos, são 
considerados de risco;
• Uma pontuação de 16 é considerada risco mínimo; de 13 a 14, risco moderado 
de 12 ou menos, risco elevado.
Medidas de 
Prevenção e de 
Identificação 
Precoce da 
Lesão por 
Pressão
A- Cuidados com a pele.
B - Redução da 
sobrecarga tissular e 
utilização de superfícies 
especiais de suporte.
C- Cuidados com a 
hidratação e a nutrição.
D- Educação em saúde. 
As intervenções deverão ser
selecionadas/aplicadas de acordo
com a classificação de risco e as
individualidades do cliente.
Cuidados de Enfermagem 
por Risco
RISCO LEVE (15 a 18 pontos na escala Braden)
✓ Manter os lençóis da cama limpos, secos e esticados, sem dobras ou costuras 
em contato com pele, após os atendimentos assistenciais.
✓ Não expor o cliente ao frio.
✓ Manter a cabeceira elevada a 30° (com ou sem travesseiro) 
✓ Utilizar recursos como lençol móvel ou dispositivo de transferência (passante) 
para promover a mobilidade no leito ou transferência, de forma a minimizar 
possíveis lesões na pele devido à fricção. 
✓ Proteger a pele sob dispositivos médicos, que causam pressão e fricção (colar 
cervical; cânula; órteses; tubo traqueal e outros), com gazes, compressas ou 
dispositivos específicos
✓ Inspecionar a pele sobre as áreas suscetíveis ao desenvolvimento de LPP dos 
clientes pertencentes ao grupo de risco a cada 6 horas. Registrar os achados. 
OBS: O enfermeiro deverá reavaliar o plano de cuidados, se identificada a lesão.
Prescrições/ Intervenções
✓ Aplicar solução à base de ácidos graxos essenciais sobre as áreas suscetíveis
ao desenvolvimento de LPP, uma vez por plantão (M/T/N). OBS: Suspender
o uso da solução, quando o cliente apresentar sudorese intensa ou alergia.
✓ Manter o cliente limpo e seco.
✓ Higienizar a pele com sabonete hipoalergênico e água morna, diariamente;
✓ Não massagear a pele sobre proeminências ósseas no banho e na aplicação
de soluções/cremes.
✓ Realizar higiene íntima com água e sabonete líquido e aplicar protetores
cutâneos tópicos, sem excesso, nas regiões genital, inguinal e perianal,
imediatamente, após as eliminações.
✓ Pesar o cliente: Se perda de peso, comunicar ao médico ou ao nutricionista.
✓ Oferecer/Auxiliar na oferta da dieta hospitalar prescrita, quando necessário.
✓ Quantificar/qualificar a aceitação da refeição e de líquidos. Registrar no
prontuário.
✓ Se ingesta insatisfatória, investigar possíveis Investigar presença de dor local. 
✓ Se dor presente, investigar as causas e os fatores que aliviam ou pioram. 
✓ Auxiliar a mudança de decúbito.
✓ Estimular movimentação no leito (utilizar quadros de aviso).
✓ A determinação do decúbito e do tempo deverá atender as necessidades e 
limitações do cliente. 
✓ Promover mudanças posturais, após prévia avaliação, de acordo com as 
necessidades e limitações do cliente.
✓ Sentar a beira leito 
✓ Sentar na poltrona
✓ Posicionar de pé a beira leito 
✓ Não realizar as mudanças posturais, quando houver instabilidade 
hemodinâmica, fraturas não corrigidas, presença de dor e risco de queda. 
✓ Retornar a posição inicial, caso o cliente apresente algum desconforto (dor, 
cansaço, lipotímia, câimbras e outros).
RISCO MODERADO (13 - 14 pontos na escala Braden)
• Realizar mudança de decúbitos (lateral direito, dorsal e lateral
esquerdo), no máximo, a cada 2 horas;
• A determinação do decúbito e do tempo deverá atender as
necessidades e limitações e condições do cliente (fratura instável,
piora do padrão hemodinâmico, presença de LPP, desconforto
respiratório, pós-operatório, fixadores externos e outros);
• Posicionar o cliente em decúbito lateral inclinado em ângulo de 30°
com apoio de um travesseiro entre proeminências ósseas ou entre
áreas do corpo com maior pressão com colchão;
• Colocar bota de proteção para calcâneos e maléolos (espuma ou
gel);
• Utilizar colchão de fluxo de ar;
• Orientar os clientes restritos à cadeira de roda a promover 
a sua mobilização, elevando a região glútea, com apoio dos 
membros superiores, a cada 15 minutos, para aliviar áreas 
sob pressão;
• Posicionar coberturas protetoras (placas de hidrocoloide ou 
filme transparente de poliuretano) na pele sobre 
proeminências ósseas que estão sujeitas às forças de 
fricção e cisalhamento e mantê-las por até 7 dias.
• Retirar a cobertura protetora, antes do prazo estabelecido, 
se bordas soltas e mudança de coloração.
RISCO ALTO / MUITO ALTO (≤ 12 pontos na escala Braden)
Utilizar colchão pneumático
Avaliação da Lesão por Pressão
Tratamento da LPP
O tratamento da LPP instalada deverá ser implementado em conjunto com as
medidas preventivas.
Os tratamentos tópico e sistêmico da LPP considerarão:
1. Procedimentos de limpeza e de desbridamento;
2. Aplicação de terapia tópica (coberturas primárias, secundárias e de
fixação) e
3. Intervenção sistêmica.
Tratamento Tópico 
1 Procedimentos de limpeza e de desbridamento
A técnica de limpeza da lesão e da pele adjacente visa remover secreções,
tecidos desvitalizados soltos, micro-organismos e resíduos das coberturas
tópicas, preservando o tecido de granulação e minimizando riscos de trauma
e/ou infecção.
A técnica deverá ser asséptica e limpeza com soro fisiológico (SF) 0,9% morno e
em jato.
A solução aquosa de polihexanida 0,1% (PHMB) poderá serindicada também para limpeza da ferida, quando for necessário 
uma limpeza mais profunda e controle antimicrobiano. 
A remoção do tecido desvitalizado, quando houver, ocorrerá 
após a limpeza, sem agredir o tecido de granulação, por meio 
dos processos: 
1° opção: Mecânico (jato de SF 0,9% ou gazes) 
2° opção: Enzimático (cobertura tópica primária com enzimas 
proteolíticas) ou Autolítico (cobertura tópica primária com 
facilitadores da ação dos macrófagos e da atividade proteolítica 
endógena) 
3° opção: Instrumental conservador (tesoura/bisturi) 
4° opção: Cirúrgico
Aplicação 
de terapias 
tópicas
A prescrição das coberturas será
embasada nas recomendações do
preparo do leito da lesão que
preconizam fazer as seguintes
observações clínicas: tipo de
tecido; estadiamento da lesão;
quantidade de exsudato; presença
de sangramento; sensibilidade à
dor e presença de infecção. As
coberturas incluem: as primárias,
as secundárias e os dispositivos
de fixação/suporte
Bota de Unna
Bandagem de algodão puro ou misto impregnada com óxido de
zinco, glicerina, óleo de castor ou mineral.
• Tipo de tratamento: Cobertura primária ou secundária
• Tipo de ferida: Feridas decorrente de insuficiência venosa
Mecanismo de ação Possui atividade cicatrizante e
reepitelizante, atuando na contenção de edema ao auxiliar no
melhor retorno venoso e redução de exsudato.
• Indicação: Úlceras Venosas de MMII
• Contraindicação: Hipersensibilidade aos componentes do
produto, contraindicada para úlcera arterial. No caso de úlcera
mista encaminhar para avaliação médica.
Modo de Uso
Aplicar preferencialmente no período da manhã, Solicitar ao paciente
manter os membros afetados elevados acima do nível do corpo por no
mínimo 15 minutos, antes do procedimento, na primeira aplicação e
sempre que necessário na presença de edema.
Avaliar a ferida e a necessidade de associação com outra cobertura
primária, realizar o curativo.
Iniciar o enfaixamento da bandagem pelos artelhos, aplicando
progressivamente até a tuberosidade tibial. Na presença de muito
exsudato, principalmente nas primeiras trocas, colocar gaze ou
chumaço por cima da bota no local da lesão e enfaixar com atadura de
crepe sobre a bota de unna.
• Período de troca Após 1ª colocação, avaliação clínica em 24hs ou
48hs e 1ª troca em 4 dias. Após controle do exsudato deve
permanecer até 7 dias. Trocar a cobertura secundária sempre que
saturada
Gaze com SF 0,9%
Cobertura primária, indicado para todas as lesões.
Mecanismo de ação: Contribui para a umidade da lesão, favorece a
formação de tecido de granulação, estimula o desbridamento
autolítico/mecânico e absorve exsudato.
Indicação: Contribuir para a umidade da lesão; Proteger o tecido;
Contraindicação:
• Feridas que cicatrizam por primeira intenção;
• Lesões com excesso de exsudato e secreção purulenta;
• Locais de inserção de cateter;
• Drenos;
• Fixador externo.
Modo de usar
✓ Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9%, preferencialmente
morno, utilizando o método de irrigação em jato;
✓ Recobrir toda a superfície com a gaze umedecida ao leito da
lesão não fazendo compressão e atrito;
✓ Ocluir com cobertura secundária de gaze, chumaço ou
compressa, fixar com atadura, fita hipoalergênica ou
esparadrapo;
✓ Ao trocar as gazes se necessário umedecer com SF 0,9%.
• Período de troca : O curativo deve ser trocado toda vez que
estiver saturado com a secreção ou, no máximo, a cada 24
horas. Quando na presença de pouco exsudato, a gaze
deverá ser umedecida duas a três vezes ao dia, com SF0,9%.
Rayon – Cobertura não aderente
Tecido em malha não aderente usado como cobertura primária para 
feridas agudas ou crônicas de qualquer etiologia, protege a lesão 
preservando tecido e evitando aderência no leito da ferida
Indicação: Lesões na qual se objetiva evitar trauma no leito e 
preservar o tecido viável
Contraindicação: Lesões com tecido desvitalizado ou inviável
Modo de usar: Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% 
preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação em jato;
✓ Associar a cobertura indicada; 
✓ Recobrir toda a superfície da lesão não fazendo compressão e 
atrito; 
✓ Ocluir com cobertura secundária de gaze, chumaço ou compressa, 
fixar com atadura, fita hipoalergênica ou esparadrapo.
Ácido Graxos Essencial - AGE
Óleo vegetal composto de ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cáprico, 
vitamina A, E e lecitina de soja. Utilizado para cobertura primaria em Feridas 
agudas ou crônicas com perda de tecido superficial ou parcial.
Mecanismo de ação: Protege a ferida preservando o tecido vitalizado e 
mantendo meio úmido proporcionando nutrição celular local. Acelera o 
processo de granulação tecidual. Evita a aderência ao leito da lesão e em 
lesões exsudativas atua como proteção de borda da lesão.
Indicação: Tratar feridas abertas vitalizadas, não infectadas, em fases de 
granulação e epitelização (com ou sem exsudato); Proteção da pele peri-
lesão; *Prevenção de úlcera por Pressão
Contraindicação:Tecido desvitalizados, hipergranulação, lesões infectadas, 
feridas oncológicas, 
Modo de usar
➢ Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% 
preferencialmente morno, utilizando o método de 
irrigação em jato; 
➢ Aplicar o AGE topicamente sob a lesão; 
➢Ocluir com cobertura secundária de gaze, chumaço ou 
compressa, fixar com atadura, fita hipoalergênica ou 
esparadrapo.
Período de troca: O curativo deve ser trocado toda vez 
que estiver saturado com a secreção ou, no máximo, a 
cada 24 horas. 
Hidrocolóide em Placa
Curativo estéril recortável composto internamente por no mínimo
carboximetilcelulose. Camada externa composta por espuma ou
filme de poliuretano, impermeável.
Cobertura primária para Lesões vitalizadas ou com necrose com
pouco/médio exsudato. Ex: escoriações, queimaduras de 1º e 2º
grau e skin tears (lesões por fricção e pequenos traumas em pele).
*Prevenção ou tratamento de úlceras por pressão não infectadas.
Mecanismo de ação: As partículas de celulose se expandem ao
absorver líquidos e criam um ambiente úmido, que permite às
células do microambiente da úlcera fornecer um desbridamento
autolítico. Esta condição estimula a angiogênese, tecido de
granulação e protege as terminações nervosas. Ele mantém o
ambiente úmido, enquanto protege as células de traumas, da
contaminação bacteriana, e mantém também o isolamento
térmico.
Indicação: Tratamento de feridas abertas não infectadas com leve a 
moderada exsudação. 
Contraindicação: Lesões infectadas e queimaduras de 3º ou 4º grau. 
Modo de usar: Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente 
morno, utilizando o método de irrigação em jato; 
✓ Recortar o hidrocolóide com diâmetro que ultrapasse a borda da lesão 
pelo menos 2 a 3 centímetros; · Aquecer o hidrocolóide entre as mãos, 
retirar o papel protetor e aplicar o hidrocolóide segurando-o pelas bordas 
da placa; 
✓ Pressionar firmemente as bordas e massagear a placa, para perfeita 
aderência. Se necessário, reforçar as bordas com fita hipoalergênica. 
✓ Realizar escarificação em tecido necrótico, antes de aplicar.
Período de troca A cada sete dias ou quando saturado. Em caso de necrose 
a troca deverá ser realizada em até 3 dias.
Hidrogel com ou sem alginato de cálcio e sódio
Gel transparente e incolor composto por água e no mínimo
carboximetilcelulose. Encontram-se apresentações com ou sem
alginato de cálcio e sódio associados. Usadas como cobertura
primária para Lesões com pouca exsudação ou seca.
Mecanismo de ação Possibilita um ambiente úmido que
promove o desbridamento autolitico, estimulando a cicatrização.
Indicação:
✓ Feridas abertas com tecido vitalizado ou desvitalizado;
✓ Queimaduras de 2º e 3º grau;
✓ Úlceras venosas e ulceras por pressão.
Contraindicação: Pele íntegra; · Feridas operatórias fechadas; ·
Feridas muito exsudativas; · Fístulas.
Modo de Usar
➢ Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente 
morno, utilizando o método de irrigaçãoem jato; 
➢ Aplicar fina camada do gel sobre a ferida ou introduzir na 
cavidade assepticamente; 
➢ Ocluir a ferida com cobertura secundária estéril. 
➢ Recomenda-se umedecer levemente a gaze quando esta for 
utilizada como cobertura secundária. 
Período de troca Quando utilizado com gaze como cobertura
troca a cada 24hs. Pode permanecer por até 7 dias quando
associado com algumas coberturas como por exemplo
hidrocolóide ou hidrofibra. Feridas infectadas troca no máximo a
cada 24hs. Feridas com necrose troca no máximo cada 72hs.
OBS: gel de barreira nas bordas
Hidrofibra sem Prata
Curativo absorvente composto por fibras de
carboximetilcelulose sódica, usado como cobertura
primária nas Úlceras por pressão grau III e IV, úlceras
diabéticas, feridas operatórias, queimaduras 2º grau.
Mecanismo de ação: Auxiliar o desbridamento osmótico
autolítico ao manter o meio úmido, induz hemostasia,
possui alta capacidade de absorção de exsudato e sua
retirada é atraumática preservando o tecido vitalizado.
Indicação: Feridas com exsudato moderado a alto,
feridas cavitárias.
Contraindicação: Feridas com pouca exsudação e uso
limitado em feridas superficiais.
Modo de Usar
✓ Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente
morno, utilizando o método de irrigação em jato;
✓ Secar a pele ao redor, modelar a hidrofibra no interior
da ferida, deixando uma margem de 1 centímetro a
mais, se necessário recortar a placa antes de aplicá-la;
✓ Ocluir com curativo secundário (gazes ou chumaço).
Período de troca: Trocar curativo secundário quando saturado
ou em até 24 horas, a placa de hidrofibra poderá permanecer na
ferida por até 7 dias.
Observação O curativo pode ser usado sob compressão e se 
necessário pode ser previamente umedecido com SF 0,9%
Hidrofibra com Prata
Curativo absorvente composto por fibras de carboximetilcelulose
sódica e prata (Ag), usada como cobertura primária para Úlceras
por pressão grau III e IV, úlceras diabéticas, feridas operatórias,
queimaduras 2º grau.
Mecanismo de ação: Auxiliar o desbridamento osmótico
autolítico ao manter o meio úmido, induz hemostasia, possui alta
capacidade de absorção de exsudato e sua retirada é atraumática
preservando o tecido vitalizado. É bactericida e fungicida. Mantém
atividade antimicrobiana através da liberação controlada da prata.
Indicação: Feridas com exsudato moderado a alto, feridas
cavitárias e altamente colonizadas ou infectadas
Contraindicação:
• Feridas com pouca exsudação e uso limitado em feridas
superficiais.
• Feridas com necrose seca ou tecido inviável.
• Hipersensibilidade a prata Modo de usar
Modo de Usar
Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente
morno, utilizando o método de irrigação em jato; Secar a
pele ao redor, modelar a hidrofibra no interior da
ferida, deixando uma margem de 1 centímetro a
mais, se necessário recortar a placa antes de aplicá-la.
Ocluir com curativo secundário (gazes ou chumaço).
Período de troca:
Trocar curativo secundário quando saturado ou em até
24 horas. A placa de hidrofibra poderá permanecer na
ferida por até 7 dias.
Nos casos de queimadura 2º grau a hidrofibra com AG
pode permanecer até 14 dias na ferida. Nestes casos
recortar a hidrofibra que se desprende da pele ao redor
da ferida conforme a epitelização do tecido.
Observação O curativo pode ser usado sob
compressão e se necessário pode ser
previamente umedecido com SF 0,9%
Carvão Ativado
Curativo composto por carvão ativado, impregnado por íons
de prata, envolto por uma camada de não tecido, usado como
cobertura primária em Feridas altamente colonizadas ou
infectadas, neoplásicas, pé diabético, crônicas ou agudas.
Mecanismo de ação: O carvão ativado é responsável por
neutralizar o odor através do mecanismo de adsorção. A prata
exerce ação bactericida.
Indicação: Feridas exsudativas e infectadas, com ou sem odor
Contraindicação: Hipersensibilidade a prata, Feridas com
sangramento, Aplicação direta em tumor, Feridas limpas e
secas
Modo de usar: Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9%
preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação
em jato; Remover exsudato e tecido desvitalizado se
necessário, não secar o leito da ferida. Colocar o curativo de
carvão ativado sobre a ferida. Ocluir com cobertura
secundária
Período de troca: O curativo pode permanecer até 7 dias.
As trocas ocorrem em média de 3 a 7 dias dependendo da
capacidade de adsorção. Trocar a cobertura secundária
sempre que estiver saturada.
Observações O curativo não pode ser cortado. Na presença de
pouco exsudato e tecido de granulação avaliar a troca para
outro tipo de cobertura para manutenção do meio úmido.
Hidroalginato de Cálcio com Prata
Curativo composto de fibras de alginato de cálcio,
carboximetilcelulose e prata usado como cobertura primária
em Feridas agudas ou crônicas como úlceras por pressão,
úlceras venosas feridas traumáticas, deiscências, pé
diabético, queimaduras
Mecanismo de Ação: Absorve e retém o exsudato, controla
a atividade microbiana através da liberação sustentada da
prata, promove hemostasia. Em contato com o exsudato
gelifica minimizando dor e traumas durante as trocas.
Indicação: Tratamento de feridas infectadas ou com um alto
risco de infecção e exsudato de moderado a alto
Contraindicação: Feridas com pouca exsudação e uso limitado em
feridas superficiais, Feridas com necrose seca ou tecido inviável,
Hipersensibilidade a prata e ao alginato
Modo de usar
• Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente
morno, utilizando o método de irrigação em jato; secar a pele ao
redor.
• Modelar o hidroalginato com prata no interior da ferida, deixando
uma margem de 1 centímetro a mais. Se necessário recortar a
placa antes de aplicá-la.
• Ocluir com curativo secundário.
Período de Troca: Pode permanecer por até 7 dias. As trocas variam
dependendo da saturação do curativo. Trocar o curativo secundário
sempre que saturado. No caso de queimaduras de 2º grau alguns
fabricantes orientam a troca até 14 dias. Consultar bula do produto.
Hidropolímero/ espuma não adesiva
Curativo composto de uma camada interna de espuma de
poliuretano, absorvente, revestido externamente de filme de
poliuretano sendo permeável a trocas gasosas e impermeável
a água e microrganismos, usado para cobertura primária em
Feridas crônicas ou agudas, úlceras venosas, úlceras por
pressão estagio III ou IV, pé diabético, deiscências,
traqueostomia.
Mecanismo de ação: Manutenção do ambiente úmido
favorável a cicatrização. Controla o exsudato permitindo a
transmissão da umidade por vapores para meio externo.
Impede a passagem de água e bactérias para o interior da
ferida.
Indicação: Feridas sem infecção com exsudato moderado a
intenso · Feridas abertas com tecido vitalizado ou
desvitalizado;
Contraindicação: Necrose seca (Tecido desvitalizados),
hipergranulação e feridas com pouca exsudação.
Modo de usar: Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9%
preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação
em jato; Recortar a espuma do tamanho da ferida; Ocluir a
ferida com cobertura secundária estéril.
Período de troca: Pode permanecer por até 7 dias. As
trocas variam dependendo da saturação do curativo. Trocar
o curativo secundário sempre que saturado.
Curativo com Pressão Negativa
Técnica
• Espuma de poliuretano recortada no tamanho 
da lesão, filme plástico, aparelho gerador de 
pressão sub-atmosférica (125mmhg abaixo da 
pressão ambiente) com um dreno.
• Reduz edemas, drena fluidos, melhora a 
circulação local, o que leva a maior granulação 
e aceleração do fechamento da ferida
• Contra indicado em necroses!!
Papaína 10%
Enzimas proteolíticas do látex do mamão papaia, usado 
como cobertura primária em lesões com necrose seca 
Mecanismo de ação: Dissociação das moléculas de 
proteína (desbridamento químico). Anti-inflamatório, 
bactericida e bacteriostático. Estimula a força tensil e 
acelera o processo cicatricial. 
Indicação: Tratamento de feridas abertas com tecido 
inviável seco
Contraindicação:Desde que usada a concentração 
adequada não há contraindicação. 
Modo de Usar
Aplicar topicamente sobre o ferimento 1 vezes 
ao dia. 
Período de troca: Sempre que o curativo 
secundário estiver saturado ou no máximo a 
cada 24hs. 
Observação Conservar sempre no interior da 
geladeira.
Evolução 
da Lesão 
por 
Pressão
O registro da evolução da LPP
deverá ser realizado a cada 7 dias,
considerando os parâmetros: área
da lesão; tipo de tecido e
quantidade de exsudato.
Como medir a área da LPP?
ESFACELO
Necrose seca
ESCARA
Diferença entre úlcera Venosa e Arterial
Ulcera Varicosa
Úlcera Arterial
ENTEROSTOMIA
É UM PROCEDIMENTO CIRÚRGICO QUE ENVOLVE 
A CRIAÇÃO DE UMA ABERTURA ARTIFICIAL NO 
EXTERIOR DO CORPO, A FIM DE DESVIAR O 
INTESTINO. 
ESSAS ABERTURAS- ESTOMAS, SÃO USADAS PARA 
AJUDAR A ELIMINAR AS FEZES DO CORPO.
ESTE PROCEDIMENTO GERALMENTE É 
REALIZADO QUANDO UMA DOENÇA DO 
INTESTINO TORNA DIFÍCIL OU IMPOSSÍVEL PARA 
OS RESÍDUOS DE EVACUAR NATURALMENTE.
ESTOMAS GERALMENTE ESTÃO LOCALIZADOS 
EM ALGUM LUGAR DO ABDÔMEN, DEPENDENDO 
DO TIPO DE DOENÇA OU PROCEDIMENTO.
Cuidados com 
pacientes 
Osmomizados
A PARTE VISÍVEL DE UMA COLOSTOMIA É CHAMADA DE ESTOMA. A 
LOCALIZAÇÃO DO ESTOMA NO ABDÔMEN VARIA DEPENDENDO DE 
ONDE NO COLO A COLOSTOMIA É CRIADA .
PARA CRIAR O ESTOMA, O CIRURGIÃO TRAZ O CÓLON PARA O 
EXTERIOR DO ABDÔMEN E COMO RESULTADO A PARTE VISÍVEL OU 
ESTOMA, NO ABDÔMEN É O REVESTIMENTO INTERNO DO CÓLON.
O ESTOMA É MACIO, ÚMIDO E ROSADO- VERMELHO NA COR 
SEMELHANTE AO TECIDO DENTRO DA BOCA. O TAMANHO DE UM
ESTOMA VARIA DEPENDENDO DO INDIVÍDUO E DA NATUREZA
DA CIRURGIA. PODE SANGRAR LIGEIRAMENTE QUANDO, TOCADO, 
UMA VEZ QUE MUITOS PEQUENOS VASOS SANGUÍNEOS
ESTÃO MUITO PERTO DA SUPERFÍCIE. NÃO FAZ MAL QUANDO 
TOCADO OU QUANDO FEZES E GÁS SÃO PASSADOS.
VOCÊ NÃO PODE CONTROLAR O MOVIMENTO DE FEZES E
GÁS ATRAVÉS DO ESTOMA.
PORTANTO UM SISTEMA DE BOLSA DEVE SER USADO EM TODOS OS 
MOMENTOS.
Cuidando da pele periestoma
• O cuidado com o ostoma ou estoma envolve também o cuidado 
periestoma, ou seja, ao redor do estoma, essa pele precisa estar 
preparada e muito saudável para receber a placa que será acoplada 
à bolsa.
• Então, segue algumas dicas importantes:
• Lavar as mãos antes e após a lavagem da bolsa;
• Lavar a região da pele periostomal com água limpa, sabão neutro;
• Secar suavemente a pele com uma toalha fina ou lenço de papel;
• Sempre que possível expor a região periestomal (protegendo a 
ostomia) ao sol da manhã durante um minuto;
• Evitar o uso do álcool, éter ou soro fisiológico, podem ressecar a 
pele e irritar;
• Despregar a bolsa de cima para baixo, empurrando a pele para o lado 
com o crescimento dos pelos;
• Quando a pele apresentar coceira na região ao redor do estoma, 
imediatamente retirar a bolsa;
• Quando a pele periestomal tiver pelos, cortá-los com uma tesoura rente 
a pele. Se usar barbeador corre-se o risco de cortar a pele e usar 
inflamação nos pelos.
• Trocar a bolsa de preferência durante o banho, aproveitando para tocar 
seu estoma;
• Manter o corte da bolsa próximo ao ostoma;
• Não furar a bolsa;
• Ao fazer a limpeza da bolsa drenável usar água normal e sabão líquido 
de preferência com a ducha ou spray;
• Manter a pele periestomal sempre limpa e seca;
• Usar a bolsa até enquanto a pele não apresentar reação adversa;
• Evitar trocar a bolsa com muita freqüência (o mínimo para manter são 3 
dias);
• Sempre esvaziar a bolsa quando for dormir para sua segurança;
• Sempre após a limpeza da bolsa, lavar e enxugar com papel higiênico, 
gaze ou pano, a abertura da bolsa;
• Após a limpeza, sugerimos para enxugar a pele, materiais delicados como 
papel (fino), gaze ou pano macio para não irritar a pele;
• O uso de barreiras protetoras (seja em forma de spray ou lenços) na pele 
periestoma, após a higienização da pele ajuda na proteção dessa pele 
evitando dermatites (irritações).

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