Prévia do material em texto
2° bimestre Síndrome de Down ➩ INTRODUÇÃO → Primeira condição clínica que se acompanha por graus variáveis de Deficiência Mental identificada; → Causa primária uma anormalidade cromossômica.; → Descrita clinicamente pela primeira vez pelo médico inglês John Langdon Down em 1866; → Mas, apenas em 1959, o francês Jerome Lejeune foi quem identificou as causas genéticas da mesma. ➩ DIAGNÓSTICO → Deve se basear no fenótipo e o genótipo do individuo → GENÓTIPO: SD: desequilíbrio da constituição cromossômica, a trissomia do cromossomo 21, que pode ocorrer por trissomia simples, translocação ou mosaicismo → FENÓTIPO: • pregas palpebrais oblíquas para cima; • epicanto (prega cutânea no canto interno do olho); • sinófris (união das sobrancelhas); • base nasal plana; • face aplanada; • protusão lingual; • palato ogival (alto); • orelhas de implantação baixa; • pavilhão auricular pequeno; • cabelo fino; • clinodactilia do 5º dedo da mão (5º dedo curvo). • braquidactilia (dedos curtos); • afastamento entre o 1º e o 2º dedos do pé; • pé plano; • prega simiesca (prega palmar única); • hipotonia; • frouxidão ligamentar; • excesso de tecido adiposo no dorso do pescoço; • retrognatia; • diástase (afastamento) dos músculos dos retos abdominais; • hérnia umbilical. ➩ CLASSIFICAÇÃO PARA A SÍNDROME DE DOWN CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID) Q – 90 Subgrupos: • Q 90.0 - Síndrome de Down, trissomia do 21, por não disjunção meiótica • Q 90.1 - Síndrome de Down, trissomia do 21, mosaicismo por não disjunção mitótica • Q 90.2 - Síndrome de Down, trissomia 21, translocação • Q 90.9 - Síndrome de Down, não específica. ➩ INCIDÊNCIA ✓ No Brasil nasce 1 criança com SD a cada 600 e 800 nascimentos, independente de etnia, gênero ou classe social. Apenas genética, não apresentando diferenças no crescimento ou desenvolvimento nos indivíduos. ➩ CAUSAS → A síndrome de down é decorrente de um erro genético presente desde o momento da concepção ou imediatamente após (…)”. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 3). → Não existe uma causa. O risco está relacionado à idade materna e é maior nos extremos da vida reprodutiva. → Mulheres de 19 a 24 anos dão à luz um bebê Down a cada 1.752 nascidos vivos. Aos 46 anos, a probabilidade é de um Down a cada 33. ➩ MOMENTO DA NOTÍCIA Ao nascimento de uma criança com SD, as dúvidas, incertezas e inseguranças são muitas, tanto no que tange à saúde da criança como sobre o seu potencial de desenvolvimento imediato quanto às possibilidades de autonomia futura e qualidade de vida Apoio de profissionais capacitados Com uma postura humana e ética, que garanta acolhida e informação adequada à família → Durante o atendimento e o acompanhamento de uma criança com SD é importante ressaltar que a palavra “síndrome” significa um conjunto de sintomas e “Down” é o nome do médico que pela primeira vez o descreveu. → Recomenda-se ainda evitar a palavra “portador”, pois a SD não é algo que se leva junto a si, como uma mochila, mas sim é um jeito diferente de estar na vida, ou seja, é uma condição de vida ➩ AS PESSOAS COM SD APRESENTAM UM DÉFICT DE DESENVOLVIMENTO Intelectual; Psicomotor; Pondero-estatural ➩ DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR NA CRIANÇA COM SD → O desenvolvimento motor depende de fatores como: Alterações genéticas; Dificuldades de integração perceptiva; Dificuldades de integração cognitiva; Dificuldades de integração proprioceptiva Figura 1Síndrome de Down: crescimento, maturação e atividade física ➩ FISIOTERAPIA NA SD → PRINCIPAIS OBJETIVOS: ✓ auxiliar na aquisição de padrões essenciais e fundamentais do desenvolvimento; ✓ direcionar nas etapas do desenvolvimento motor; ✓ criar condições para explorar o potencial motor da criança → NA UBS: ✓ Encaminhar equipe técnica ✓ Orientações a família ➩ ATENÇÃO À SAÚDE DA PESSOA COM SD → Recomenda-se que o cuidado com a saúde da pessoa com SD seja norteado pelas políticas públicas do Ministério da Saúde, como: • Política Nacional de Humanização; • Política Nacional da Atenção Básica; • Programas de Saúde da Criança e do Adolescente; • Saúde da Mulher e do Homem; • Saúde do Idoso; • Saúde Mental e no Relatório Mundial sobre a Deficiência. → E que utilize os pressupostos teóricos da: → A PROPOSTA DE CUIDADO PARA A PESSOA COM SD SEGUE AS SEGUINTES DIRETRIZES HUMANIZAÇÃO AUTONOMIA PROTAGONISMO CLÍNICA AMPLIADA INTEGRALIDADE CUIDADO COMPARTILHADO 1- compreensão ampliada do processo saúde e doença; 2- construção compartilhada pela equipe multiprofissional do diagnóostico situacional; e do Plano de Cuidado Individual; 3- Definição compartilhada das metas terapêuticas; 4- comprometimento dos profissionais, da familia e do individuo com as metas terapêuticas → O cuidado com a saúde na SD deve ser singularizado em modelos por ciclo vital. → Em cada ciclo o atendimento visa a manutenção da saúde com vistas ao melhor desenvolvimento das potencialidades da pessoa com SD, visando sua qualidade de vida e inserção social e econômica. → A saúde da pessoa com SD está diretamente relacionada aos seus hábitos de vida, portanto, o trabalho dos profissionais da saúde deve se direcionar à promoção de estilos de vida saudáveis no núcleo familiar. ➩ FISIOTERAPIA – HOSPITALAR ✓ Posicionamento; ✓ Técnicas de reexpansão pulmonar ✓ Higiene brônquica; ✓ Orientação aos familiares ➩ CUIDADO COM A SAÚDE DO LACTANTE DE 0 A 2 ANOS → O CUIDADO COM A SAÚDE DA CRIANÇA COM SD DEVE ESTAR FOCADO: ⤷ INICIALMENTE: - Apoio e informação à família - Diagnostico de patologias associadas ⤷ APÓS: - Estimulação global; - Imunização; - Estímulo ao aleitamento materno; - Manutenção da saúde → Após comunicar o diagnóstico, o pediatra ou clínico geral deve orientar a família e solicitar os exames complementares necessários • cariótipo • ecocardiograma (50% das crianças apresentam cardiopatias) • hemograma • TSH (Hormônio Estimulante da Tireóide) • hormônios tireoidianos (T3 e T4). → Nesta fase inicial devem ser afastadas patologias associadas do sistema digestório. → São necessárias avaliações de acuidade auditiva e visual aos 6 e aos 12 meses, e posteriormente anualmente. → Nesta fase de zero a 2 anos é importante o cuidado com doenças respiratórias de repetição, constipação e refluxo gastroesofágico. → HIPOTONIA MUSCULAR A presença de hipotonia altera o desenvolvimento da criança atrasando a aquisição das competências motoras: sustentar a cabeça, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar e correr. Pode ter também, instabilidade do quadril. HIPOTONIA MUSCULAR Presente em 100% dos recém-natos com SD Tende a diminuir com a idade Característica individual Apresenta variações → NA PRIMEIRA INFÂNCIA E EM OUTRAS FASES DA VIDA DEVE-SE ORIENTAR A FAMÍLIA E O PACIENTE: → Estimulação global deve ser iniciada rapidamente; → Auxiliar a aquisição dos marcos motores, psicológicos e sócio-afetivos. ➩ CUIDADOS COM A SAÚDE DO ADOLESCENTE DE 10 A 19 ANOS → O CUIDADO COM A SAÚDE DO ADOLESCENTE COM SD DEVE ESTAR FOCADO NA MANUTENÇÃO: • estilo de vida saudável; • desenvolvimento da autonomia para as AVDs e AIVDs; • autocuidado; • socialização; • escolaridade; • orientação vocacional. Atenção: aos distúrbios emocionais/ psiquiátricos (ex.: TOC). Devem ser orientados quanto à sexualidade e prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Para o correto posicionamento do pescoço; Devem ser rigorosamente evitados movimentos de flexão e extensão total da coluna cervical; Recomenda-se radiografia da coluna cervical a partir dos 3 anos de idade LESÃO MEDULAR ➩ CUIDADOS COM A SAÚDE DO ADULTO E IDOSO → O CUIDADOCOM A SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO COM SD DEVE ESTAR FOCADO NA MANUTENÇÃO: • estilo de vida saudável; • desenvolvimento da autonomia para as AVDs e AIVDs; • autocuidado; • socialização; • inclusão social e econômica → NESTA FASE DEVE-SE DISCUTIR QUESTÕES, COMO: Independência, planejamentos futuros e manutenção financeira Sexualidade, prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Planejamento familiar. → ORIENTAR A FAMÍLIA QUANTO ÀS QUESTÕES DE SAÚDE GERAL: Nos casos de obesidade devem ser solicitados também glicemia de jejum, triglicerídeos e lipidograma. Hemograma, dosagem de Hormônio Estimulante da Tireóide (TSH) e de hormônios tireoidianos (T3 e T4). Avaliações de acuidade auditiva, anualmente e visual no mínimo trianual Manter as orientações de postura cervical → O ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DEVE SER MANTIDO COM PERIORIDICIDADE ANUAL → ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO SÃO MAIS COMUNS NA VIDA ADULTA E MERECEM ATENÇÃO ESPECIAL, PORQUE PODEM SIGNIFICAR: DEPRESSÃO DETERIORAÇÃO MENTAL ALZHEIMER ENVELHECIMENTO PRECOCE RISCO AUMENTADO • deve ser mantida a hidratação e integridade da pele. ♀ Devem seguir uma rotina de acompanhamento ginecológico anual ♂ Devem seguir rotina de acompanhamento urológico ➩ BENEFÍCIOS ESPERADOS → Espera-se que o cuidado integral com a saúde da pessoa com SD tenha como resultado final a manutenção da sua saúde física e mental, bem como o desenvolvimento da sua autonomia e inclusão social. → Que em última análise se concretize em uma vida plena . ⤷ Uma revisão sistemática foi realizada nas bases de dados PubMed, PubMed Central e Web of Science e dos 271 estudos, 13 foram incluídos. Estes foram realizados com voluntários de ambos os sexos, e não tomando medicamentos. Apnéia do sono é comum Causa principal: obesidade Indica-se polissonografia Qualidade e quantidade do sono são importantes Alterações: humor, concentração e aprendizagem ⤷ A Meta-análise mostrou que não houve diferenças significativas entre os grupos em repouso, exceto o RMSSD, que revelou um efeito principal, indicando diferença em indivíduos com SD em comparação com controles. Existe disfunção autonômica em indivíduos com SD, que pode ou não ser expressa em repouso, mas geralmente é demonstrada em uma tarefa autonômica.