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Fisiologia da secreção salivar e sua importância – PROF RODRIGO 
Lubrifi cação : o corre pela produção de muco . Protege a m ucos a e os dentes da 
Funções da Saliva:
 1. Lubrificação: ocorre pela produção de muco. Protege a mucosa e os dentes da ação mecânica dos alimentos
 2. Gustação e fonação: a solubilização dos alimentos pela saliva estimula as papilas gustativas e o umedecimento da cavidade oral facilita a fonação 
3. Protetora: higiene oral → remoção de restos alimentares; → secreção de íons sulfocianeto (bactericida). → secreção de lisozima (lisa parede de bactérias)
secreção de lactoferrina (ação bacteriostática, limita a multiplicação de patógenos) incorporação de fluor e fosfato aos dentes. ação na cicatrização de ferida
4. Função digestiva: -amilase (ptialina) → quebra o amido em maltose (dissacarídeo >> Ausência de amilase salivar não prejudica absorção de amido (amilase pancreática); Lipase lingual (glândulas de Von Ebner da língua): hidrolisa triacilgliceróis; importante em neonatos.
Caracteristicas das glândulas salivares:
As glândulas salivares consistem em uma série de ductos ramificados, acabando na porção secretora terminal, conhecida como ácino, de formato esférico ou tubular. O ducto excretor principal, que desemboca dentro da cavidade oral, divide-se progressivamente em ductos excretores menores interlobulares, que adentram nos lóbulos das glândulas. O componente predominante do ducto interlobular é o ducto estriado, que determina maior modificação da saliva primária .Assim, os diversos ácinos são ligados por ductos intercalados, e a saliva secretada é drenada para a cavidade oral através de ductos estriados e excretores.
A saliva inicial é produzida nos ácinos das glândulas salivares, e estocada nos grânulos desses ácinos. Tais grânulos são preenchidos com água, nos quais eletrólitos e proteínas são dissolvidos. As células acinares são amplamente divididas em dois tipos: células serosas e mucosas. Assim, cada tipo de glândula produz uma secreção salivar típica. A glândula parótida produz um líquido seroso; a submandibular produz secreção mucoserosa, enquanto que as glândulas sublinguais secretam apenas saliva mucosa. As glândulas menores, situadas na mucosa bucal dos lábios e no palato, produzem secreções viscosas. 
Constituição da saliva:
Segundo Guyton as principais glândulas da salivação são as parótidas, as submandibulares e as sublinguais; mas, além disso, existem outras numerosas e pequenas glândulas orais.
As glândulas parótidas secretam exclusivamente o tipo seroso, enquanto as glândulas submandibulares e sublinguais secretam tanto o tipo seroso quanto o mucoso. As glândulas orais secretam apenas muco. 
A secreção serosa, contendo ptialina (uma a-amilase), que é uma enzima para a digestão dos amidos.
A secreção mucosa, contendo mucina, com função lubrificante. 
Ácino seroso- produz enzimas digestivas 
 +
Ácino mucoso- produz muco
 >>>
SALIVA PRIMÁRIA 
 >>>
Drenada para o sistema de ductos - 
secretam enzimas e íons que 
modificam a saliva ( carreada até a 
cavidade oral) 
 >>>
Saliva Final
 
 Fisiologia da saliva 
Tanto um estímulo parassimpático como um simpático poderão produzir secreções a partir das glândulas parótidas e submandibulares. Raramente suas participações se farão na ausência de um estímulo autonômico, sendo a estimulação parassimpática a predominante . A taxa de secreção salivar aumenta sinergicamente quando as glândulas são expostas simultaneamente a ambas estimulações autonômicas, ou seja, tanto estimulação colinérgica, como também alfa e beta-adrenérgicas das glândulas salivares são possíveis .
A inervação parassimpática >>
 PRIMEIRO PASSO- via receptores colinérgicos acinares, é a responsável principal pela secreção de água e eletrólitos, enquanto a inervação simpática é responsável principalmente pela secreção de proteínas, acompanhadas por exocitose nas células acinares. A estimulação autonômica parassimpática, principalmente por ativação de receptores colinérgicos muscarínicos M3 e, em menor extensão, M1, envolve o sistema de transdução de sinais com liberação dos estoques intracelulares de Ca2+. O aumento dos níveis de Ca2+ intracelular conduz à abertura dos canais de Cl- na membrana apical e consequente secreção de Cl- no lúmen. A partir de então, por causa da eletronegatividade causada pela secreção de Cl-, ocorre a passagem de Na+ através das zonas de oclusão permeáveis a cátions nas células acinares, a fim de se preservar a eletroneutralidade. A secreção de NaCl cria, então, um gradiente osmótico através dos ácinos, o qual arrasta água a partir do suprimento sanguíneo. Desse modo, a saliva inicial secretada no lúmen (saliva primária) consiste em um fluido líquido com isotonicidade semelhante à do plasma.
 SEGUNDO PASSO- Tal composição é modificada nos sistemas de ductos. Assim, durante a passagem da saliva por tais ductos, as concentrações de eletrólitos apresentam várias alterações devido ao transporte iônico. Embora a secreção primária da saliva seja um ultrafiltrado plasmático, portanto, isotônico, a reabsorção dependente de energia de Na+ e Cl- no sistema de ductos salivares e porque o epitélio do ducto é pobremente permeável a água, torna a secreção da saliva final marcantemente hipotônica. Tal hipotonicidade, no entanto, facilita a percepção dos sabores.
A estimulação simpática >>
via receptores beta-adrenérgicos, causa exocitose, porém menos fluido é secretado. A ativação desses receptores aumenta os níveis intracelulares de adenosina 3’, 5’-monofosfato cíclico (AMPc), o qual é primariamente um segundo mensageiro para a secreção de amilase. Tem sido descrito que o AMPc ativa proteínas quinases A (PKA), cujos alvos, embora não estejam completamente identificados, elas podem regular os processos pelos quais ocorrem liberação do conteúdo de seus grânulos secretórios. Sabe-se ainda que o conteúdo liberado compreende uma ampla variedade de proteínas, as quais são únicas para a saliva, com funções biológicas particularmente importantes para a homeostasia da cavidade oral . Não apenas o volume, mas também a composição da saliva final podem variar dependendo da contribuição das diferentes glândulas salivares durante uma estimulação reflexa. As glândulas parótidas contribuem com baixa taxa de salivação sob condições de repouso (de não estimulação), quando comparadas a situações de estimulação de tais glândulas. Em contraste, as glândulas submandibulares e sublinguais secretam relativamente mais saliva sob condições de repouso . Porém, mesmo quando não estimuladas, tais glândulas secretam um fluido, o qual é produzido por meio de vesículas
CONTROLE NEURAL DA FUNÇÃO SALIVAR:
As excitações salivares ocorrem através de dois mecanismos reflexos básicos que pode ser divididos em :
§         Reflexos salivares não condicionados : são aqueles que ocorrem sem treino prévio em todos os indivíduos da espécie  (estímulos térmicos , mecânicos e químicos ).
§         Reflexos salivares condicionados : as repostas salivares precisam de treino repetitivo , sendo que a origem do estímulo não está na boca , mas em outro órgão sensorial , sobretudo na olfação e na visão . Por exemplo ,”ficar de água na boca” ao se ver ou se pensar num alimento apetitoso. 
Controle da secreção salivar
            Todo aparato secretório está sobre controle do sistema nervoso autônomo , sendo que os nervos simpáticos e parassimpáticos trabalham de maneira complexa e conjunta .A estimulação das fibras eferentes parassimpáticas produz o maior fluxo salivar capaz de se obter de uma glândula .
a)      Ação do sistema parassimpático 
Esse sistema de controle tem origem no bulbo cerebral , nos chamados núcleos salivares superior e inferior . Esses núcleos possuem íntima relação com os neurônios motores dos nervos glossofaríngeo e facial , respectivamente IX e VII pares cranianos .
As fibras motoras do glossofaríngeo saem do núcleo salivar inferior , fazem sinapse no gânglio ótico e inervam as glândulas parótidas.As fibras motoras do nervo facial emergem do núcleo salivar e , através do nervo lingual  e posteriormente do corda do tímpano , inervam as glândulas submandibular e sublingual..
Considerando os nervos corda do tímpano e glossofaríngeo como integrantes do sistema parassimpático , a excitação desse sistema determina a estimulação da glândula salivar através do aumento da velocidade na formação da saliva , do consumo de oxigênio e da irrigação sanguínea da glândula 
b)      Ação do sistema simpático
O sistema simpático estimula a contratilidade de certas células (mioepiteliais) que envolvem as regiões responsáveis pela produção de saliva . O resultado dessa estimulação é a expulsão da saliva pré-formada , aumentando transitoriamente o fluxo salivar . Após alguns instantes , o fluxo salivar começa a diminuir devido à redução da irrigação sanguínea determinada pela vasoconstrição simpática (redução do calibre do vaso e conseqüente diminuição da irrigação sanguínea ) . Sendo assim, quando há uma hiperatividade simpática a boca fica seca , podendo até ocorrer dor e dificuldade na deglutição .
 
 
CURIOSIDADES:
Por que as ânsias, que precedem o vômito, geram grande salivação? Uma reação para tentar impedir o vômito. Nosso processo digestivo começa na boca com a saliva, que é rica em amilase, enzima digestiva importante que ajuda a quebrar carboidratos. Então, como parte do processo digestivo desencadeado pelo que está causando a náusea, temos um aumento da salivação. O organismo está tentando “resolver o problema” que está causando a náusea e, de certa forma, “digerí-lo.”
Xerostomia : ocorre quando o fluxo salivar é reduzido ao ponto de causar secura da boca . É causada por : nos pacientes diabéticos ; na menopausa ; na ansiedade ; o álcool e a cafeína podem reduzir o fluxo salivar ; e nos idosos a saliva é mais viscosa e em menor quantidade , causando-lhes uma halitose característica .
Sialorréia (sialismo / ptialismo) : ocorre quando a saliva é produzida em grande abundância.
REFLEXO DE PAVLOV 
Explicando melhor: um estímulo indiferente, combinado com um estímulo capaz de ativar um reflexo incondicionado, gera uma resposta incondicionada e, depois de algum tempo, o estímulo indiferente, por si só, é capaz de provocar resposta que pode, então, ser considerada como condicionada. Esses estímulos indiferentes podem vir tanto do meio externo (estímulos sonoros, luminosos, olfativos, táteis, térmicos) como do meio interno (vísceras, ossos, articulações). 
As respostas condicionadas podem ser motoras, secretoras ou neurovegetativas. Podem, pois, ser condicionadas reações voluntárias ou reações vegetativas involuntárias. Podemos fazer com que respostas involuntárias apareçam de acordo com a nossa vontade, se usarmos o condicionamento adequado. As respostas condicionadas podem ser excitadoras (com aumento de função) ou inibidoras (com diminuição de função).
EFEITO DA ATROPINA E SECREÇÃO SALIVAR
Bloqueia a acetilcolina no parassimpático em receptores presentes em músculos lisos, músculo cardíaco, nodos sinoatrial e átrio-ventricular do coração e glândulas exócrinas; inibe as secreções salivar e brônquica e a sudorese;
SÍNDROME DE Sjögren
É uma doença auto-imune de causa desconhecida que afeta as glândulas exócrinas, sobretudo as lacrimais e salivares, causando olho e boca seca. A boca seca leva a  dificuldade de comer alimentos secos sem ingerir líquido, língua grudada no céu na boca pela manhã, feridas pequenas nos cantos da boca, cáries freqüentes e quebra fácil dos dentes.

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