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Aférese O que são Plaquetas? - São células do sangue responsáveis pela coagulação, também chamadas de Trombócito. - São corpúsculos anucleados, pequenos fragmentos de citoplasma que derivam de grandes células poliploides da medula óssea, os megacariócitos. - A formação de plaquetas ocorre a partir da separação de pequenas partes de citoplasma das regiões periféricas dos megacariócitos, através de canais de demarcação plaquetária que formam um sistema canalicular aberto, que se comunica com invaginações da membrana plasmática. - Nos esfregaços sanguíneos, as plaquetas podem ser observadas, geralmente, agrupadas (final do esfregaço). - No sangue estão em número variável de 150.000 a 400.000/mL e permanecem, nele, cerca de 10 dias. - Quando um vaso ou órgão é lesado, as plaquetas se prendem ao local formando uma barreira que evita o sangramento. Função: - Reparação de vasos sanguíneos, coagulação do sangue para evitar perda de sangue e, ainda, liberam enzimas lisossomais que auxiliam na remoção do coágulo sanguíneo. - Estas atividades ocorrem devido aos conteúdos dos grânulos alfa, delta (ou densos) e lambda das plaquetas. - Os grânulos alfa contêm fibrinogênio e fator de crescimento plaquetário. - Os grânulos delta contêm serotonina, ADP e ATP e, por fim. - Os grânulos lambda contêm enzimas lisossomais das plaquetas. - Quando há rompimento de um vaso sanguíneo, as plaquetas aderem ao tecido lesado e liberam os conteúdos dos grânulos que atuam na área da lesão. - Estes conteúdos podem: estimular as mitoses do músculo liso dos vasos sanguíneos e a cicatrização de feridas (fator de crescimento plaquetário); provocar vasoconstrição e diminuir o fluxo sanguíneo no local da lesão (serotonina); iniciar a reação em cascata para formar coágulo; induzir a retração e remoção do coágulo. Outras informações - Um megacariócito pode dar origem a aproximadamente 1.000 a 3000 plaquetas - Aproximadamente 1 x 108 megacariócitos são gerados na MO a cada dia - A cada dia são produzidas 1x 1011 plaquetas/dia - O número de megacariócitos aumenta na MO se a demanda de plaquetas aumenta. O que é doação por Aférese? - Aférese é um tipo especial de doação. - Ao invés de doar uma bolsa de sangue total (como na doação regular), o doador por aférese doa apenas uma parte especifica do sangue. - Plaquetas são produzidas na medula óssea e ajudam a controlar o sangramento. Como é realizada a Aférese? - Um circuito plástico descartável e estéril é acoplado ao equipamento de aférese. - O sangue circula exclusivamente nesse circuito, não entrando em contato direto com o equipamento. - O equipamento mostra o passo a passo que o enfermeiro deve seguir para instalar o kit de doação e o anti-coagulante. - Uma solução anticoagulante (citrato de sódio) é utilizada, para evitar que o sangue coagule no circuito extracorpóreo. - No equipamento, o enfermeiro coloca os dados do paciente, como peso, altura e quantidade de plaquetas (que o setor de Hematologia já faz na hora e manda os resultados) e o próprio aparelho já calcula qual é o volume a ser doado e o tempo da doação. - Ele também informa características da bolsa, como por exemplo o volume de anticoagulante presente. - A punção de uma veia calibrosa é necessária para a execução do procedimento. - O sangue é retirado pela veia, separado, o componente desejado é retido pelo equipamento e os demais são devolvidos ao paciente pela mesma veia. - O sangue total sai da veia do doador, e é armazenado em uma pequena “bolsa”, onde o enfermeiro vai coletar os exames que serão feitos para a doação. - São coletados 8 ml para sorologia, 8 ml para a Tipagem e 4 ml para o Hemograma, que dirá qual é o volume de plaquetas que o doador tem para calcularmos o que pode ser retirado. - Logo após a coleta dos exames, o equipamento mostra ao enfermeiro como fechar o sistema para o início da doação. - Quando esse pequeno reservatório enche, o sangue volta para o doador através da mesma agulha. - E o Plasma retirado sobe para uma bolsa. - Dependendo da quantidade de plaquetas (acima de 300.000 mm³ / O normal é 150.000 mm³) o doador pode doar até 3 bolsas. - Logo após a doação, o sistema é descartado. - O equipamento mostra dados da bolsa já completa de plaquetas. - Quando a bolsa está cheia (aproximadamente 200 a 250 ml), a doação é finalizada. - O enfermeiro retira a agulha da veia, coloca o curativo. - O doador se direciona até a cantina, onde entregam-lhe o lanche, e ele pode ir embora. Utilização de Aférese - Pacientes com Leucemias, tumores, transplantados, que fazem quimioterapia, não tem plaquetas suficientes porque sua medula óssea foi danificada pela doença ou pelo tratamento do câncer à hemorragia. - Transfusões de plaquetas doadas por aférese ajudam a manter estes pacientes vivos adicionando mais tempo ao tratamento na luta contra o câncer. Aférese na doação - Plaquetaférese - doação de plaquetas – as plaquetas são células sanguíneas que controlam a hemorragia. - Destinam-se a doentes com leucemia, linfoma, câncer, doentes sujeitos a cirurgia cardíaca ou transplante de medula óssea. Pois o paciente não tem defesa nenhuma - São substituídas 48 horas após a doação. - Eritraférese - doação de glóbulos vermelhos – transportar o oxigénio. - Destinam-se a doentes politraumatizados, submetidos a cirurgias, doentes transplantados, com doenças crónicas como leucemia ou outra forma de câncer. - Plasmaférese - doação de plasma – proteínas plasmáticas. - É administrado a doentes traumatizados queimados, receptores de transplante de órgãos e doentes com alterações de coagulação. Hemaférese Terapêutica - Empregado no tratamento de um grande número de patologias com o objetivo de remover um elemento patogênico ou uma substância fisiológica presente em concentrações indesejáveis na circulação. Indicações de uso: - Plaquetaferese: Utilizados em sangramentos devido a baixa concentração de plaquetas, que são ocasionadas por acidentes, leucemias, câncer, anemias, e transplantes de medula óssea. - Plasmaferese: Empregada no tratamento de um grande número de patologias com o objetivo de remover um elemento patogênico ou uma substância fisiológica presente em concentrações indesejáveis na circulação. - Leucaférese: Separação de leucócitos. Está indicado nas seguintes situações: - Leucemias agudas com número de blastos no sangue periférico superior a 100 x 10 9. - Sinais e/ou sintomas de leucostase, independentemente do número de leucócitos. - Controle temporário de leucometria durante a gravidez em pacientes portadores de leucemias agudas ou crônicas. - Controle do número de leucócitos em pacientes refratários ou resistentes ao tratamento habitual ou em outras situações em que haja contra-indicação temporária ao uso de drogas quimioterápicas. - Trombocitaférese. Trata-se da retirada de plaquetas de pacientes nos quais o número é extremamente alto e o paciente apresenta-se sintomático. - Eritrocitaférese: A eritrocitaférese pode ser definida como a remoção dos eritrócitos (hemácias) qualitativamente ou quantitativamente anormais de um paciente, com concomitante substituição por concentrado de hemácias homólogas ou por solução salina. Algumas indicações estão listadas abaixo: - Hemoglobinopatias (SS e S/C) - Malária Grave Plasmaferese - Procedimento através do qual o plasma é separado e extraído do sangue total não coagulado e as células vermelhas são retransferidas ao doador. - A plasmaferese é também empregada para uso terapêutico. Principais indicações - Púrpura Trombocitopênica Trombótica. Doença agudaem que há instalação de anemia hemolítica intravascular, plaquetopenia, alterações renais e diferentes níveis de alterações neurológicas, podendo levar ao coma. - Síndromes de hiperviscosidade. Mieloma múltiplo, e Macroglobulinemia de Waldenströn, acompanham-se de aumento da viscosidade pela produção anormal de paraproteínas que levam a sintomas diversos, tais como circulatórios e neurológicos. Informações ao doador - A triagem do doador de plaquetas deve seguir todos os pré-requisitos da doação de sangue: pesar mais de 50kg, ter entre 18 e 65 anos, estar saudável e apresentar documento de identificação oficial com foto. - O doador deve estar com uma contagem de plaquetas superior a 150.000/mm3 no momento da doação. - Alguns equipamentos necessitam de dupla punção venosa para realizar a coleta. O doador permanece ligado ao equipamento durante aproximadamente uma hora. - O intervalo mínimo entre duas coletas de plaquetas por aférese é de 48 horas, não sendo permitido ultrapassar 4 doações a cada 60 dias e 12 doações por ano. - O intervalo mínimo para a doação de plaquetas por Aférese após a coleta de sangue total é de 8 semanas. - O doador de plaquetas por aférese não deve utilizar medicamentos que possam interferir na função das plaquetas, como ácido acetil salicílico, sais de frutas e anti-inflamatórios nos 7 dias que antecedem à doação. CRIOGENIA DE CÉLULAS TRONCO CÉLULAS-TRONCO - Também chamadas de células mãe - São delas que derivam as 330 linhagens celulares do organismo humano. - Capacidade de auto renovação. - Capacidade de diferenciação em pelo menos uma linhagem celular. - Após o nascimento, são encontradas em concentração adequada na medula, no sangue periférico e no cordão umbilical. TIPOS - TOTIPOTENTES - Se transformam em todos os tecidos do corpo humano (216 tipos) e também a placenta e os anexos embrionários. Ex: Embrião nas primeiras divisões (16-32 células/ 3-4 dias de vida). Se transforma em qualquer célula presente no corpo, se auto renova. - PLURIPOTENTES - Se transformam em todos os tecidos do corpo humano, não formando a placenta e os anexos. Ex: Embrionárias (32-64 células/ 4-5 dias de vida). - MULTIPOTENTES - Quase todos os tecidos do corpo humano. Ex: Polpa Dentária, Tecido Adiposo, Medula Óssea e Sangue/Tecido do Cordão Umbilical. Porem ela não se transforma em célula da placenta, embrionaria.. - OLIGOPOTENTES - Poucos tecidos do corpo humano. Ex: Células do Trato intestinal, Fígado, entre outras. - ONIPOTENTES - Um único tipo de tecido. Ex. Células Progenitoras APLICAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO - Doenças do sangue – Leucemias; Anemia Aplástica, entre outras. - Doenças auto-imune – Artrite Reumatóide; Lúpus; Esclerose Múltipla; Miastenia; Distrofias Musculares. - Doenças neurológicas – Alzheimer; Parkinson; Derrame. - Regeneração de tecidos – Diabetes tipo l; Insuficiência Cardíaca; Infarto Agudo(pós); Trauma Raqui-medular; regeneração hepática; regeneração osteo-condral; entre outras. ORIGEM - EMBRIONÁRIA – Derivam de embriões na fase blastocística (120 células). São totipotentes, isto é, tem a capacidade de formar todas as células de todos tecidos somáticos do organismo alem de cordão umbilical e placenta. - CORDÃO UMBILICAL – Surgem em fases mais tardias da embriogênese. São multipotentes, isto é, podem produzir todos os tipos de células exceto cordão umbilical e placenta. - MEDULA OSSEA – São semelhantes a do SCU, porém sua extração é difícil, (procedimento cirúrgico) necessita aproximadamente 200 punções na crista ilíaca (bacia). No sangue periférico através de quimioterapia. (cara; menor quantidade;dores; febre; artralgia; quadros gripais; leucemia) São multipotentes. MECANISMOS DE AÇÃO - Pode ser aplicada diretamente no local lesado ou no sangue periférico - O tecido lesado produz sinais bioquímicos específicos para as células-tronco se estabelecerem na lesão e se diferenciarem no respectivo tecido. - A explicação para que uma célula-tronco multipotente hematopoiética se transforme em célula de uma outra linhagem, como a muscular (cardíaca) é vaga. - Volume mínimo: 70ml - Quantidade de célulastronco mínima: 500 mil. PROCESSAMENTO - Esta etapa deve começar no máximo 48hs após a coleta. - Nesse período, o SCU deve permanecer entre 4° e 20°C. - Após a retirada do plasma e hemácias, as células-tronco são colocadas em bolsa criogênica junto com DMSO (liquido protetor). CONGELAMENTO - Um equipamento computadorizado efetua o congelamento programado em 90 min, levando estas células a – 110°C. - Devidamente protegidas por envelope de alumínio, são transportadas para os contêineres. - Bolsas, racks e canisteres duplamente identificados por tinta resistente, e etiquetas metálicas com código de barras para maior segurança. - Cada contêiner armazena seiscentos cordões a –196°C - Esses contêineres são controlados por válvulas solenóides, garantindo assim a sua segurança por tempo indeterminado. - Software CoolBase, desenvolvido para gerenciar armazenamento de amostras nos contêineres de N2.