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Olá! Este curso foi elaborado com objetivo de informar você sobre os benefícios e serviços previdenciários que podem contribuir com a proteção do trabalhador e da sua família. Ao longo da jornada, veremos alguns dos benefícios não programados, solicitados diante de imprevistos, que acarretam na incapacidade para o trabalho ou redução da capacidade laboral, quais são: 1- Auxílio-doença; 2- Auxílio-acidente; 3- Auxílio-reclusão. Bons estudos! Ao final do curso, você deverá ser capaz de: 1- Compreender o que é o auxílio-doença, o auxílio-acidente e o auxílio-reclusão. 2- Identificar os requisitos e as condições básicas necessárias para ter acesso aos benefícios. Conceito O auxílio-doença é um benefício por incapacidade devido ao segurado do INSS acometido por uma doença ou acidente que o torne temporariamente incapaz para o trabalho. Auxílio-Doença: Comum e Acidentário Você sabia que há duas espécies de auxílio-doença? Vamos conhecê-las? Auxílio-doença comum: ● Identificado pela Previdência pelo código B31; ● Destinado ao segurado que desenvolva doença incapacitante a atividade laborativa, sem ligação de causalidade com a atividade exercida; ● Carência de 12 contribuições mensais. Auxílio-doença acidentário: ● Identificado pela Previdência pelo código B91; ● Concedido ao segurado que ficou incapacitado por algum evento obrigatoriamente relacionado a atividade exercida (acidente de trabalho); ● Não é necessário o cumprimento de carência para que o segurado faça jus ao benefício; ● Garantia da estabilidade de 12 meses após o término do benefício e o retorno ao trabalho. Como ter acesso ao auxílio-doença? O auxílio-doença é um benefício destinado a segurados incapacitados temporariamente para o trabalho. Para ter direito ao auxílio-doença, torna-se necessário o cumprimento dos requisitos básicos estabelecidos na legislação: 1- Cumprimento da carência; 2- Qualidade de segurado; 3- Incapacidade total ou parcial para o trabalho. A carência exigida para a concessão do auxílio-doença comum é de 12 contribuições mensais, sem interrupção que determine a perda da qualidade de segurado Nos casos de perda da qualidade de segurado, o cidadão deverá cumprir novamente a carência exigida antes da ocorrência da incapacidade, ou seja, o número de 12 contribuições. (MP 871/2019) Não será devido o auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício, salvo quando a incapacidade acontecer por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. (Lei n° 8.213/91) O segurado especial (produtor rural que trabalha em regime de economia familiar) deve comprovar que exerceu atividade rural por 12 meses ou, no caso de doença isenta de carência, deve comprovar que exercia a atividade antes de contrair a enfermidade. Doenças que dispensam carência O Auxílio-doença não é devido em decorrência de qualquer doença. O benefício somente é concedido em casos que incapacitem o segurado temporariamente para o exercício de atividade laborativa. Há também o caso das doenças especificas em lei (DEL), que dispensam carência, conforme disposição da Lei nº 8.213/91, artigo 151: 1- Tuberculose ativa; 2- Hanseníase; 3- Alienação mental; 4- Neoplasia maligna; 5- Cegueira; 6- Paralisia irreversível e incapacitante; 7- Cardiopatia grave; 8- Doença de Parkinson; 9- Espondiloartrose anquilosante; 10- Nefropatia grave; 11- Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante); 12- Síndrome da deficiência imunológica adquirida – AIDS. 13- Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada. (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015) Afastamento e Prazo de Espera O Auxílio-doença poderá ser concedido ao segurado empregado em afastamentos superiores a 15 dias, contados a partir do dia seguinte à data do último dia de trabalho. Para concessão do auxílio-doença é necessário observar as seguintes situações: 1- Durante os primeiros quinze dias consecutivos, ou não, de afastamento da atividade por motivo de doença ou acidente, o pagamento do salário do segurado empregado é responsabilidade da empresa. 2- Se o segurado entrar em gozo de férias ou licença-prêmio ou qualquer outro tipo de licença remunerada, o prazo de espera para requerimento de benefício será contado a partir do dia seguinte ao término das férias ou da licença. 3- Quando o segurado não se afastar do trabalho no dia do acidente, os quinze dias de responsabilidade da empresa pela sua remuneração integral serão contados a partir da data em que de fato ele se afastar. 4- Caso o acidente ocorra em período de aviso prévio, haverá interrupção, sendo o restante do aviso prévio cumprido quando o segurado retornar à atividade. 5- Se concedido novo benefício de igual espécie, decorrente da mesma doença dentro de 60 dias contados da cessação do benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o caso. Perícia Médica- Concessão O segurado da Previdência Social que ficar incapacitado temporariamente para o trabalho, terá direito ao auxílio-doença. Para isso, ele deverá agendar a Perícia Médica no INSS por meio do telefone 135 ou MEU INSS (meu.inss.gov.br). A empresa poderá requerer o auxílio-doença para seu empregado ou contribuinte individual prestador de serviço e, nesse caso, terá acesso às decisões referentes ao benefício. As informações também estão disponíveis no site do INSS. Cabe à Perícia Médica do INSS, realizar a avaliação da capacidade laborativa dos segurados para fins de concessão dos benefícios decorrentes de incapacidade. O exame médico pericial é realizado nas Agências da Previdência Social. O médico perito do INSS é responsável pela avaliação técnica, que pode se basear também em pareceres especializados e exames complementares, aos quais o segurado já tenha se submetido. Por isso, sempre que comparecer à perícia, o segurado deve apresentar os exames e outros documentos médicos. Perícia Médica - Concessão O médico perito avalia cada caso individualmente. Muitas vezes, o problema de saúde que incapacita uma pessoa para uma atividade de trabalho não incapacita outra. Cabe ao perito avaliar tais situações, levando sempre em consideração o tipo de enfermidade, se a incapacidade é temporária ou permanente, se há ou não existência de sequelas e a natureza do trabalho exercido pelo segurado. Por ocasião da perícia, o segurado pode apresentar ainda informações detalhadas sobre as causas da incapacidade para o trabalho, suas consequências, o tratamento indicado e outras informações importantes fornecidas pelo médico assistente (médico do segurado). A Perícia Médica do INSS deve identificar se o segurado, apesar dos problemas de saúde, tem capacidade para o trabalho ou está incapacitado em caráter temporário para a atividade que exerce habitualmente. O período de duração do benefício é definido com base nessa avaliação. Caso não possa comparecer à Perícia Médica no dia marcado, o segurado pode solicitar a remarcação, uma única vez, até três dias antes da data agendada, por meio da Central de Atendimento 135. Valor do benefício - Quanto será devido? A Renda Mensal Inicial (RMI) do auxílio-doença corresponde a 91% do salário de benefício, não podendo exceder a média dos últimos 12 salários de contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média simples dos salários de contribuição existentes, de acordo com a Lei 13.135, de 17 de junho de 2015. O auxílio-doença não poderá ser inferior ao salário mínimo e nem superiorao teto previdenciário vigente. O auxílio-doença será devido a partir do 16º dia do afastamento do segurado empregado. Para os demais segurados, será devido desde a data do início da incapacidade. O período em que o segurado esteve recebendo o benefício é contado como tempo de contribuição para aposentadoria, entre períodos de atividade. O segurado especial (trabalhador rural) terá direito ao auxílio-doença no valor de um salário mínimo, caso tenha contribuído como segurado facultativo, o valor do Benefício será calculado de acordo com o salario de contribuição Acesse a Biblioteca do curso, onde encontrará exemplos de como calcular o valor do auxílio- doença. Para sua melhor compreensão é importante que você os conheça. O segurado em gozo de auxílio-doença, insuscetível de recuperação para sua atividade habitual, deverá submeter-se a processo de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade, quando identificada essa possibilidade. (Lei n° 13.457 de 26/06/2017). Quando o benefício deixa de ser pago? O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retorna ao trabalho ou quando o benefício se transforma em aposentadoria por invalidez. Prorrogação Segundo a Portaria Ministerial n° 152 de 25/08/2016 - o segurado que não se considerar recuperado para o trabalho no prazo estabelecido, poderá solicitar nova avaliação de sua capacidade laborativa, para fins de prorrogação do benefício. O prazo para requerer a perícia de prorrogação se inicia 15 dias antes do término do auxílio e se estende até a data da cessação do benefício. Caso o segurado não concorde com o indeferimento emitido pela Perícia Médica do INSS, poderá interpor recursos à Junta do Conselho de Recursos do Seguro Social. O pedido de prorrogação poderá ser agendado por meio da Central de Atendimento 135 ou no Meu INSS (meu.inss.gov.br). Finalizando Chegamos ao término desta aula e esperamos que você tenha conhecido um pouco mais sobre o auxílio-doença e os requisitos necessários para ter acesso ao benefício. Na próxima aula, você vai estudar o Auxílio-acidente. Caso tenha ficado com alguma dúvida sobre o Auxílio-doença, reveja as aulas ou poste seu questionamento no Fórum de Dúvidas. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14