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FACULDADES FANPADRÃO
FABIANA SILVA RIBEIRO
	
GRÁFICOS DE LEWIN JENNINGS E REGRAS DE WESTGARD
GOIÂNIA – 2019
Introdução:
Gráficos de Lewin Jennings
É uma maneira de avaliar e documentar os resultados dos controles realizados diariamente.
Em 1981, James Westgard publicou um artigo sobre controle de qualidade em laboratórios clínicos em que apresentava uma série de bases para avaliar se os resultados das análises eram confiáveis. A partir destas bases foram criadas as regras de Westgard, que são seguidas atualmente de forma rotineira na avaliação da qualidade de um método analítico.
Regras de Westgard
 É uma combinação de critérios para verificar se uma corrida analítica está dentro ou fora do esperado. As regras múltiplas de Westgard proporcionam maior sensibilidade do sistema de controle interno da qualidade na detecção de problemas. Sua utilização ajuda a todos no reconhecimento da eventual situação de perda de controle diminuindo bastante a natural complexidade dessa operação nos laboratórios 
Como os sistemas analíticos têm características próprias, deve-se adotar um conjunto de regras mais adequado para cada exame. O conhecimento de comportamento dos sistemas é fator importante para as especificações das estratégias de controle e quais regras adotar. O uso adequado das regras do controle melhora o índice de detecção de erros, com menor índice de falsa rejeição.
A aplicação destas regras estatísticas é uma ferramenta importante que permite determinar se um processo pode ser considerado estável ou imprevisível. A análise gráfica dos resultados pelas regras múltiplas de Westgard reduz falsas rejeições, apresenta melhor capacidade de identificação de erros analíticos e fornece indicações dos tipos de erros presentes.
Confecção e Interpretação dos Gráficos de Lewin Jennings 
O Gráfico de Lewin-Jennings é um gráfico de controle em que os resultados da corrida analítica são plotados em função do tempo, ou número de corridas. Os profissionais de laboratório clínico poderão identificar se os pontos estão dentro dos limites de controle estabelecidos.
Para confeccionar o gráfico de Lewin-Jennings, o laboratório deve adquirir amostras-controle no mercado (entidades, empresas) ou prepará-las.
O gráfico é confeccionado através de linhas especificando o valor médio para o analito na linha central e os limites de controle estabelecidos ( 1, 2 e 3 desvios padrão à Linha vertical) para identificar e mostrar tendências dos resultados encontrados. Os resultados são plotados todos os dias conforme a linha horizontal.
O centro do gráfico é a média;
10 mm acima ou abaixo à linha azul à 1 desvio padrão;
20 mm acima ou abaixo à linha amarela à 2 desvios padrão;
30 mm acima ou abaixo à linha vermelha à 3 desvios padrão
	
Quando os resultados estiverem “dentro dos Limites Aceitáveis de Erro (LAE)” (média ± 2 desvios-padrão), o resultado do exame é liberado. Quando os resultados do controle estiverem “fora dos LAE”, não liberar o resultado do exame. Inspecionar o método para tentar descobrir a causa do problema e repetir os testes. Se os resultados do controle estiverem “dentro dos LAE”, liberar os resultados dos pacientes. Caso contrário, inspecionar novamente todas as variáveis (estabelecidas e documentadas pelo laboratório).
Os Mapas de Controle são confeccionados com intuito de fazer avaliações diária, semanal e mensal dos Limites Aceitáveis de Erro para cada analito. Os sistemas de controle interno mais empregados são: Sistema de Controle de Lewin-Jennings; e Sistema de Controle através das Regras de Westgard. 
Na avaliação diária devem ser colocados no mapa os valores obtidos no ensaio do analito na amostra controle, examinando quais estão "dentro" e "fora" do controle. Quando o resultado estiver "fora do controle" não devem ser liberados resultados de exames, deve-se achar a causa e solucionar o problema. E, então liberar os resultados. 
Semanalmente, o gráfico controle deve ser examinado a fim de detectar se está ocorrendo tendência, desvio, perda de exatidão ou perda de precisão. Através do Lewin-Jennings é possível detectar:
Tendência: ocorrência de alguns resultados (6 ou mais) da amostra controle com valores consecutivos aumentados ou diminuídos continuamente. Podem causar tendência: padrão deteriorado, reagente deteriorado, aparelho com defeito.
Desvio: quando os resultados do controle (6 ou mais) estiverem de um só lado da média e guardando entre si pequenas variações. São causas de desvio: variação na concentração do padrão e mudança na sensibilidade de um ou mais reagentes.
Perda de exatidão: ocorrência de desvio em que os pontos próximos estão próximos de um dos LAE. É causada por erro sistemático, concentração do controle diferente da anterior, sensibilidade do reagente diferente da anterior, temperatura diferente da recomendada, tempo diferente do indicado para repouso ou incubação, comprimento de onda diferente do recomendado.
Na avaliação mensal, deve-se calcular nova média, desvio padrão e coeficiente de variação. Comparar a nova média e CV com os do período anterior. Variações significativas sugerem correções nos reagentes e/ou instrumentos.
Aplicação das Regras de Westgard na Rotina Laboratorial
Dentro do processo de Controle Interno da Qualidade, é fundamental o conhecimento das Regras Múltiplas de Westgard, como fator responsável pela garantia dos resultados de análises clínicas.
As Regras Múltiplas de Westgard são utilizadas para interpretar os resultados no sistema de Controle Interno da Qualidade (CIQ). Para tanto, utiliza-se uma combinação de critérios de decisão, com o objetivo de perceber comportamentos inadequados em uma ou mais corridas analíticas. Em geral, a forma mais empregada na descrição das regras e descrita por Westgard se dá por meio da indicação do número de vezes que uma situação ocorre e pelo limite no gráfico de controle.
Com isso, essas regras ajudam a entender as não conformidades, assim como, esclarecer informações sobre o tipo de erro apresentado, podendo ser sistemático ou aleatório, possibilitando, então, a revelação da causa raiz do problema.
Contudo, sempre deverá haver o juízo do profissional sobre qual conjunto de regras melhor se aplica a diferentes sistemas analíticos.
As Regras de Westgard proporcionam maior sensibilidade do sistema na detecção de perdas de estabilidade. Elas traduzem probabilidade estatística e, quando violadas, deve-se analisar para encontrar a causa do problema e promover ações corretivas.
Regra 1:2s
Regra de Alerta:
Representa a regra de controle onde o valor de um dos controles excede o limite de Xm ±2s. Não implica em rejeição. A ocorrência de 1:2s é o sinal de alerta e indica que devem ser realizadas inspeções adicionais em todos os dados.
Regra 2:2s
Regra de Rejeição:
A regra é inicialmente aplicada em uma mesma batelada para os valores de 2 controles (2 níveis). Os resultados não são liberados quando os valores de 2 controles excedem os limites de + 2s ou – 2s, no mesmo dia. A violação indica um erro sistemático.
Regra 1:3s
Regra de Rejeição:
Significa que os resultados devem ser rejeitados porque o valor de um dos controles excede o limite de Xm ± 3s. A violação dessa regra indica um aumento do erro aleatório, mas pode significar eventualmente um erro sistemático de grandes dimensões.
Regra R:4s
Regra de Rejeição:
Os valores obtidos devem ser rejeitados quando a diferença entre os dados dos 2 controles é maior que 4s, sendo aplicável somente quando há 2 níveis numa mesma corrida instalados. É indicadora da ocorrência de erros aleatórios.
Regra 4:1s
Regra de Rejeição:
Os resultados devem ser rejeitados quando 4 valores consecutivos de um controle excedem os mesmos limites ou seja Xm +1s ou Xm 1s. Essas observações requerem análise por 4 dias consecutivos, ou em 2 níveis. A violação indica um erro sistemático.
IndicadoresLaboratoriais
Indicadores são medidas - dados quantitativos - que permitem a avaliação dos processos da empresa, como resultados, impactos em programas, políticas e outros, servindo de referência para intervenções na prática. São fundamentais para um laboratório, pois possibilitam o acompanhamento e monitoramento das metas e a identificação dos avanços, da correção de problemas e das necessidades de mudanças.

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