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Maria Clara Coutinho – Turma IX 
 
COR PULMONALE 
O termo cor pulmonale foi definido pela Organização Mundial de Saúde como 
uma síndrome, caracterizada pela hipertrofia de VD decorrente de doenças que 
afetam a função e/ou a estrutura dos pulmões, exceto quando as alterações 
pulmonares são secundárias a doenças que afetam o lado esquerdo do coração ou a 
cardiopatias congênitas. Em outras palavras, é o coração que reflete o pulmão, ou seja, 
é uma condição decorrente de alterações que tiveram inicio no pulmão. 
Inicialmente, há aumento apenas de VD secundário a hipertensão pulmonar 
causada por doenças dos pulmões ou dos seus vasos, que pode cursar com hipertrofia ou 
dilatação. No caso da hipertrofia, ela é concêntrica fala-se cor pulmonale compensado. 
Quando o paciente não conseguir mais manter essa hipertrofia e o coração começar a se 
dilatar (hipertrofia excêntrica), chama-se cor pulmonale descompensado. 
Também pode ser classificada de acordo com o tempo de instalação da 
hipertensão pulmonar. Se o aumento da pressão ocorreu de maneira súbita (cor 
pulmonale aguda) ou crônica (cor pulmonale crônica). 
Na cor pulmonale aguda ocorre uma falência súbita de VD, uma vez que não deu 
tempo de ele compensar e sofrer uma hipertrofia concêntrica já que o aumento de 
pressão ocorre rapidamente. Isso ocorre na embolia pulmonar maciça em que há esse 
aumento súbito. Na macroscopia observa-se dilatação das cavidades direitas e 
congestão visceral generalizada. É aquele paciente que teve tromboembolismo 
pulmonar (TEP), evoluiu com congestão generalizada e foi a óbito. Caso ele não tenha 
nenhuma outra cardiopatia previa, o lado esquerdo está preservado. 
Já na cor pulmonale crônica a hipertensão se instala de maneira crônica. Então, 
inicialmente o VD vai sofrer a hipertrofia concêntrica progressiva, podendo atingir 
até 1 cm ou mais, e depois evolui com dilatação. Esse tipo evolui da seguinte maneira:
 
VD DILATADO 
INSUFICIÊNCIA 
TRICÚSPIDE E 
DILATAÇÃO DE 
AD 
CONGESTÃO 
PASSIVA 
CRÔNICA 
SISTÊMICA* 
 Maria Clara Coutinho – Turma IX 
 
*Nesse caso é principalmente congestão do fígado. Se o paciente falecer, são 
observadas nesse órgão extensas áreas de colapso do parênquima (necrose do 
parênquima) associada à áreas de regeneração do hepatócito. 
A DPOC é a causa mais frequente de cor pulmonale crônica. Outras causas 
são: esquistossomose pulmonar, embolia pulmonar, fibrose intersticial pulmonar difusa, 
arterites e hipertensão pulmonar primária. 
MACROSCOPIA (depende da fase em que o paciente se encontra) 
 Coração aumentado de volume e globoso, por conta do aumento das câmaras 
direitas e VD é a câmara predominante. A espessura de VD pode, inclusive, superar 
a espessura de VE, o que não acontece em condições normais. 
 Hipertrofia acentuada de VD, na fase compensada. No entanto, se já estiver na fase 
descompensada surge a dilatação dessa cavidade, promovendo o afastamento da 
tricúspide. 
 Insuficiência funcional da tricúspide → Dilatação do AD 
 Se ele tiver APENAS cor pulmonale, VE e AE estarão normais. 
 
 
 
 Maria Clara Coutinho – Turma IX 
 
EVOLUÇÃO DA COR PULMONALE CRÔNICA 
 Compensado: 
∟ Hipertrofia concêntrica de VD em que se tem a compensação do estado clinico 
do paciente 
 Descompensada 
∟ Dilatação da câmara cardíaca com espessamento do músculo papilar, por conta 
do afastamento da tricúspide, com consequente insuficiência dessa valva, e 
dilatação da luz. 
 
Como essa doença acomete exclusivamente o lado direito do coração, o paciente 
apresentará alterações clínicas associadas à insuficiência cardíaca direita. São elas: 
fadiga, aumento da pressão 
venosa periférica, ascite, 
hepatoesplenomegalia, ganho de 
peso, edema, alterações gastro 
intestinais, anorexia, veias 
jugulares distendidas e edema 
pulmonar.

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