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Algoritmo e Lógica de programação
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Apostila
Algoritmo e Lógica de Programação
Agosto / 2017
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Capítulo 1 ........................................................................................................... 3
Introdução....................................................................................................... 3
1. Conceito de Algoritmo............................................................................. 3
1.1 Algumas Definições de Algoritmo ......................................................... 3
Capítulo 2 ........................................................................................................... 4
Formas de Representação de Algoritmos....................................................... 4
2.1 Descrição Narrativa............................................................................... 4
2.2 Fluxograma Convencional..................................................................... 4
2.3 Pseudocódigo ....................................................................................... 5
2.4 Síntese .................................................................................................. 6
Capítulo 3 ........................................................................................................... 7
Tipos de Dados............................................................................................... 7
3.1 Dados Numéricos.................................................................................. 7
3.2 Dados Literais ....................................................................................... 8
3.3 Dados Lógicos ...................................................................................... 9
3.4 Síntese .................................................................................................. 9
3.5 Exercício Proposto .............................................................................. 10
Capítulo 4 ......................................................................................................... 11
Variáveis ....................................................................................................... 11
4.2 Armazenamento de Dados na Memória.............................................. 11
4.3 Conceito e Utilidade de Variáveis ....................................................... 13
4.4 Definição de Variáveis em Algoritmos................................................. 14
4.5 Síntese ................................................................................................ 15
4.6 Exercícios Propostos........................................................................... 15
Capítulo 5 ......................................................................................................... 24
Expressões ................................................................................................... 24
5.1 Conceito .............................................................................................. 24
5.2 Operadores ......................................................................................... 24
5.3 Tipos de Expressões........................................................................... 25
5.4 Síntese ................................................................................................ 27
5.6 Exercícios Propostos........................................................................... 28
Capítulo 6 ......................................................................................................... 27
Instruções Primitivas..................................................................................... 27
6.1 Instrução Primitiva de Atribuição......................................................... 28
6.2 Instrução Primitiva de Saída de Dados ............................................... 29
6.3 Instrução Primitiva de Entrada de Dados .............................................. 1
6.4 Síntese ................................................................................................ 32
6.5 Exercícios Resolvidos ......................................................................... 32
6.6 Exercícios Propostos........................................................................... 36
Algoritmo e Lógica de programação
Algoritmo e Lógica de programação
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Capítulo 1
Introdução
1. Conceito de Algoritmo
A automação é o processo em que uma tarefa deixa de ser desempenhada pelo
homem e passa a ser realizada por máquinas, sejam estes dispositivos mecânicos, eletrônicos
(como os computadores) ou de natureza mista.
Para que a automação de uma tarefa seja bem-sucedida é necessário que a máquina
que passará a realizá-la seja capaz de desempenhar cada uma das etapas constituintes do
processo a ser automatizado com eficiência, de modo a garantir a repetibilidade do mesmo.
Assim, é necessário que seja especificado com clareza e exatidão o que deve ser realizado em
cada uma das fases do processo a ser automatizado, bem como a seqüência em que estas
fases devem ser realizadas.
À especificação da seqüência ordenada de passos que deve ser seguida para a
realização de uma tarefa, garantindo a sua repetibilidade, dá-se o nome de algoritmo.
Ao contrário do que se pode pensar, o conceito de algoritmo não foi criado para
satisfazer às necessidades da computação. Pelo contrário, a programação de computadores é
apenas um dos campos de aplicação dos algoritmos. Na verdade, há inúmeros casos que
podem exemplificar o uso (involuntário ou não) de algoritmos para a padronização do exercício
de tarefas rotineiras (vide exemplos da Seção 2.1). No entanto, daqui adiante a atenção desta
apostila estará voltada à automação de tarefas utilizando computadores.
Para que um computador possa desempenhar uma tarefa é necessário que esta seja
detalhada passo-a-passo, numa forma compreensível pela máquina, utilizando aquilo que se
chama de programa. Neste sentido, um programa de computador nada mais é que um
algoritmo escrito numa forma compreensível pelo computador (linguagem de programação).
1.1 Algumas Definições de Algoritmo
"Serve como modelo para programas, pois sua linguagem é intermediária à linguagem
humana e às linguagens de programação, sendo então, uma boa ferramenta na validação da
lógica de tarefas a serem automatizadas."
“Os algoritmos, servem para representar a solução de qualquer problema, mas no caso
do Processamento de Dados, eles devem seguir as regras básicas de programação para que
sejam compatíveis com as linguagens de programação.”
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Capítulo 2
Formas de Representação de Algoritmos
Existem diversas formas de representação de algoritmos, mas não há um consenso
com relação à melhor delas.
O critério usado para classificar hierarquicamente estas formas está diretamente ligado
ao nível de detalhe ou, inversamente, ao grau de abstração oferecido.
Algumas formas de representação de algoritmos tratam os problemas apenas em nível
lógico, abstraindo-se de detalhes de implementação muitas vezes relacionados com alguma
linguagem de programação específica. Por outro lado existem formas de representação de
algoritmos que possuem uma maior riqueza de detalhes e muitas vezes acabam por
obscurecer as idéias principais do algoritmo, dificultando seu entendimento.
Dentre as formas de representação de algoritmos mais conhecidas podemos citar:
Descrição Narrativa;
Fluxograma Convencional;
Pseudocódigo, também conhecido como Linguagem Estruturada ou Portugol.
2.1 Descrição Narrativa
Nesta forma de representaçãoos algoritmos são expressos diretamente em linguagem
natural. Como exemplo, têm-se os algoritmos seguintes:
Receita de bolo:
Misture os ingredientes
Unte a forma com manteiga
Despeje a mistura na forma
Se houver coco ralado
então despeje sobre a mistura
Leve a forma ao forno
Enquanto não corar
deixe a forma no forno
Retire do forno
Deixe esfriar
Troca de um pneu furado:
Afrouxar ligeiramente as porcas
Suspender o carro
Retirar as porcas e o pneu
Colocar o pneu reserva
Apertar as porcas
Abaixar o carro
Dar o aperto final nas porcas
Tomando um banho:
Entrar no banheiro e tirar a roupa
Abrir a torneira do chuveiro
Entrar na água
Ensaboar-se
Sair da água
Fechar a torneira
Enxugar-se
Vestir-se
Cálculo da média de um aluno:
Obter as suas 2 notas de provas
Calcular a média aritmética
Se a média for maior que 7,
o aluno foi aprovado,
senão ele foi reprovado
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Esta representação é pouco usada na prática porque o uso da linguagem natural
muitas vezes dá oportunidade a más interpretações, ambigüidades e imprecisões.
Por exemplo, a instrução "afrouxar ligeiramente as porcas" no algoritmo da troca de
pneus está sujeita a interpretações diferentes por pessoas distintas. Uma instrução mais
precisa seria: "afrouxar a porca, girando-a 30º no sentido anti-horário".
2.2 Fluxograma Convencional
É uma representação gráfica de algoritmos onde formas geométricas diferentes
implicam ações (instruções, comandos) distintos. Tal propriedade facilita o entendimento das
idéias contidas nos algoritmos e justifica sua popularidade.
Esta forma é aproximadamente intermediária à descrição narrativa e ao pseudocódigo
(subitem seguinte), pois é menos imprecisa que a primeira e, no entanto, não se preocupa com
detalhes de implementação do programa, como o tipo das variáveis usadas.
Nota-se que os fluxogramas convencionais preocupam-se com detalhes de nível físico
da implementação do algoritmo. Por exemplo, figuras geométricas diferentes são adotadas
para representar operações de saída de dados realizadas em dispositivos distintos, como uma
fita magnética ou um monitor de vídeo. Como esta apostila não está interessada em detalhes
físicos da implementação, mas tão somente com o nível lógico das instruções do algoritmo,
será adotada a notação simplificada da Figura 2.1 para os fluxogramas. De qualquer modo, o
Apêndice A contém uma tabela com os símbolos mais comuns nos fluxogramas convencionais.
Início e final do fluxograma
Operação de entrada de dados
Operação de saída de dados
Operação de atribuição
Decisão
Figura 2.1 Principais formas geométricas usadas em fluxogramas.
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De modo geral, um fluxograma se resume a um único símbolo inicial por onde a
execução do algoritmo começa, e um ou mais símbolos finais, que são pontos onde a
execução do algoritmo se encerra. Partindo do símbolo inicial, há sempre um único caminho
orientado a ser seguido, representando a existência de uma única seqüência de execução das
instruções. Isto pode ser melhor visualizado pelo fato de que, apesar de vários caminhos
poderem convergir para uma mesma figura do diagrama, há sempre um único caminho saindo
desta. Exceções a esta regra são os símbolos finais, dos quais não há nenhum fluxo saindo, e
os símbolos de decisão, de onde pode haver mais de um caminho de saída (usualmente dois
caminhos), representando uma bifurcação no fluxo.
A Figura 2.2 mostra a representação do algoritmo de cálculo da média de um aluno sob
a forma de um fluxograma.
Início
N1, N2
"Aprovado"
MEDIA aaa
(N1 + N2) / 2
MEDIA >= 7
"Reprovado"
Fim
.V. .F.
Figura 2.2 Exemplo de um fluxograma convencional.
2.3 Pseudocódigo
Esta forma de representação de algoritmos é rica em detalhes, como a definição dos
tipos das variáveis usadas no algoritmo. Por assemelhar-se bastante à forma em que os
programas são escritos, encontra muita aceitação.
Na verdade, esta representação é suficientemente geral para permitir a tradução de um
algoritmo nela representado para uma linguagem de programação específica seja praticamente
direta.
A forma geral da representação de um algoritmo na forma de pseudocódigo é a
seguinte:
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Algoritmo <nome_do_algoritmo>
<declaração_de_variáveis>
<subalgoritmos>
Início
<corpo do algoritmo>
Fim
Algoritmo é uma palavra que indica o início da definição de um algoritmo em forma de
pseudocódigo.
<nome_do_algoritmo> é um nome simbólico dado ao algoritmo com a finalidade de
distingui-los dos demais.
<declaração_de_variáveis> consiste em uma porção opcional onde são declaradas
as variáveis globais usadas no algoritmo principal e, eventualmente, nos subalgoritmos.
<subalgoritmos> consiste de uma porção opcional do pseudocódigo onde são
definidos os subalgoritmos (Capítulo 8).
Início e Fim são respectivamente as palavras que delimitam o início e o término do
conjunto de instruções do corpo do algoritmo.
Como exemplo, a Figura 2.3 mostra a representação do algoritmo do cálculo da média
de um aluno, na forma de um pseudocódigo.
Algoritmo Calculo_Media
Var N1, N2, MEDIA: real
Início
Leia N1, N2
MEDIA ← (N1 + N2) / 2
Se MEDIA >= 7 então
Escreva “Aprovado”
Senão
Escreva “Reprovado”
Fim_se
Fim
Figura 2.3 Exemplo de um pseudocódigo.
2.4 Síntese
Há diversas formas de representação de algoritmos que diferem entre si pela
quantidade de detalhes de implementação que fornecem ou, inversamente, pelo grau de
abstração que possibilitam com relação à implementação do algoritmo em termos de uma
linguagem de programação específica.
Dentre as principais formas de representação de algoritmos destacam-se: a descrição
narrativa, o fluxograma convencional e o pseudocódigo (ou linguagem estruturada).
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Capítulo 3
Tipos de Dados
Todo o trabalho realizado por um computador é baseado na manipulação das
informações contidas em sua memória. Grosso modo, estas informações podem ser
classificadas em dois tipos:
As instruções, que comandam o funcionamento da máquina e determinam a
maneira como devem ser tratados os dados. As instruções são específicas para
cada modelo de computador, pois são funções do tipo particular de processador
utilizado em sua implementação.
Os dados propriamente ditos, que correspondem à porção das informações a
serem processadas pelo computador.
A maior parte das pessoas não ligadas à área de informática ignora o potencial dos
computadores e imagina que eles são capazes de tratar apenas com dados numéricos. Na
realidade, a capacidade dos mesmos se estende a outros tipos de dados.
O objetivo deste capítulo é justamente o de classificar os dados de acordo com o tipo
de informação contida neles. A classificação apresentada não se aplica a nenhuma linguagem
de programação específica; pelo contrário, ela sintetiza os padrões utilizados na maioria das
linguagens.
3.1 Dados Numéricos
Antes de apresentar formalmente os tipos de dados numéricos, é conveniente recordar
alguns conceitos básicos relacionados à teoria dos números e conjuntos.
O conjunto dos números naturais é representado por N e é dado por:
N = {1, 2, 3, 4, ...}
Algumas correntes de matemáticos teóricos convencionam que o número 0 está
contido neste conjunto; contudo, não convém perder tempo em tais discussões filosóficas, uma
vez que isto não influenciará de forma alguma este estudo.
Na seqüência, encontramos o conjunto dos números inteiros:
Z = {...,-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...}
O conjunto Z contém todos os elementos de N, bem como alguns números que não
pertencem a N (os números negativos e o zero). Portanto, dizemos que N está contido em Z,
ou então, que Z contém N.
Englobando o conjunto dos números inteiros, existe o conjunto dos números
fracionários (Q), dado pelo universo dos números que podem ser expressos na forma de uma
fração, isto é, um quociente onde o numerador e o denominador são números inteiros. Mais
formalmente:
Q = ( p/q | p, q pertencem a Z}
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Por último, surge o conjunto dos números reais (R), formado pela união do conjunto
dos números fracionários Q com o conjunto dos números que não podem ser expressos na
forma de uma fração (os números irracionais). Ex.: 2 = 1.1412... , PI = 3.14159...
3.1.1 Dados Numéricos Inteiros
Os números inteiros são aqueles que não possuem componentes decimais ou
fracionários, podendo ser positivos ou negativos.
Os elementos pertencentes aos conjuntos N e Z, apesar de serem representáveis na
classe dos números reais, são classificados como dados do tipo inteiro, por não possuírem
parte fracionária. Esta possibilidade é interessante por permitir uma economia do espaço de
memória, como veremos adiante.
Por sua vez, os elementos dos conjuntos Q e R, por possuírem parte fracionária, não
podem ser representados na classe inteira, pertencendo necessariamente aos tipos de dados
ditos reais.
Como exemplos de números inteiros temos:
24 - número inteiro positivo
0 - número inteiro
-12 - número inteiro negativo
3.1.2 Dados Numéricos Reais
Os dados de tipo real são aqueles que podem possuir componentes decimais ou
fracionários, e podem também ser positivos ou negativos.
Como dito anteriormente, os elementos dos conjuntos de números fracionários e reais
são necessariamente representados no computador por dados do tipo real.
Exemplos de dados do tipo real:
24.01 - número real positivo com duas casas decimais
144. - número real positivo com zero casas decimais
-13.3 - número real negativo com uma casa decimal
0.0 - número real com uma casa decimal
0. - número real com zero casas decimais
Observe que há uma diferença entre “0”, que é um dado do tipo inteiro “0.” (ou “0.0”)
que é um dado do tipo real. Portanto, a simples existência do ponto decimal serve para
diferenciar um dado numérico do tipo inteiro de um do tipo real.
3.2 Dados Literais
O tipo de dados literal é constituído por uma seqüência de caracteres contendo letras,
dígitos e/ou símbolos especiais. Este tipo de dados é também muitas vezes chamado de
alfanumérico, cadeia (ou cordão) de caracteres, ainda, do inglês, string.
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Usualmente, os dados literais são representados nos algoritmos pela coleção de
caracteres, delimitada em seu início e término com o caractere aspas (").
Diz-se que o dado do tipo literal possui um comprimento dado pelo número de
caracteres nele contido.
Exemplos de dados do tipo literal:
"QUAL ?" - literal de comprimento 6
" " - literal de comprimento 1
"qUaL ?!$" - literal de comprimento 8
" AbCdefGHi" - literal de comprimento 9
"1-2+3=" - literal de comprimento 6
“0” - literal de comprimento 1
Note que, por exemplo, "1.2" representa um dado do tipo literal de comprimento 3,
constituído pelos caracteres "1", "." e "2", diferindo de 1.2 que é um dado do tipo real.
3.3 Dados Lógicos
A existência deste tipo de dado é, de certo modo, um reflexo da maneira como os
computadores funcionam. Muitas vezes, estes tipos de dados são chamados de booleanos,
devido à significativa contribuição de BOOLE à área da lógica matemática.
O tipo de dados lógico é usado para representar dois únicos valores lógicos possíveis:
verdadeiro e falso. É comum encontrar-se em outras referências outros tipos de pares de
valores lógicos como sim/não, 1/0, true/false.
Nos algoritmos apresentados nesta apostila os valores lógicos serão delimitados pelo
caractere ponto (.).
Exemplo:
.V. - valor lógico verdadeiro
.F. - valor lógico falso
3.4 Síntese
Os dados numéricos dividem-se em duas classes:
inteiros, que não possuem parte fracionária e podem ser positivos ou negativos;
reais, que podem possuir parte fracionária e podem ser positivos ou negativos.
Os dados do tipo literal podem conter seqüências de letras, dígitos ou símbolos
especiais, delimitados por aspas ("). Seu comprimento é dado pelo número de caracteres em
string.
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Os dados do tipo lógico só possuem dois valores possíveis (.V. e .F.).
A árvore abaixo resume a classificação dos dados com relação aos tipos de dados
apresentados.
Figura 3.2 Representação dos diversos tipos de dados
3.5 Exercício Proposto
1. Classifique os dados especificados abaixo de acordo com seu tipo, assinalando com I os
dados do tipo inteiro, com R os reais, com L os literais, com B os lógicos (booleanos), e
com N aqueles para os quais não é possível definir a priori um tipo de dado.
( ) 0.21
( ) 1
( ) V
( ) “0.”
( ) 1%
( ) “José”
( ) 0,35
( ) .F.
( ) -0.001
( ) .T.
( ) +3257
( ) “a”
( ) “+3257”
( ) +3257.
( ) “-0.0”
( ) “.F.”
( ) ± 3
( ) .V.
( ) .V
( ) “abc”
( ) F
( ) C
( ) Maria
( ) +36
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Capítulo 4
Variáveis
A todo momento durante a execução de qualquer tipo de programa os computadores
estão manipulando informações representadas pelos diferentes tipos de dados descritos no
capítulo anterior. Para que não se "esqueça" das informações, o computador precisa guardá-
las em sua memória.
Este capítulo é destinado ao estudo da forma como os computadores armazenam e
acessam informações contidas em sua memória.
4.2 Armazenamento de Dados na Memória
Cada um dos diversos tipos de dados apresentados no capítulo anterior necessita de
uma certa quantidade de memória para armazenar a informação representada por eles.
Esta quantidade é função do tipo de dado considerado, do tipo da máquina
(computador) e do tipo de linguagem de programação. Por isso, o que será exposto nos
subitens seguintes não deve ser tomado como padrão, apenas como exemplo.
4.2.1 Armazenamento de Dados do Tipo Literal
Devemos sempre ter em mente que um byte consegue representar 256 (28)
possibilidades diferentes.
Uma informação do tipo literal nada mais é do que um conjunto de caracteres que
podem ser letras, dígitos ou símbolos especiais.
A união de todos os caracteres existentes nos computadores resulta num conjunto com
um número de elementos menor que 256. Deste resultado surgiu a idéia de associar a cada
caractere um número (código) variando de 0 a 255 (256 possibilidades). No princípio, cada
fabricante de computador adotava uma convenção diferente para este código. Mais
recentemente, esta convenção foi padronizada a fim de facilitar a portabilidade (migração) de
programas entre máquinas diferentes. Esta convenção é representada na forma de uma tabela
de mapeamento de caracteres em números. O padrão mais universalmente aceito é o ASCII,
cuja tabela é mostrada no Apêndice B.
Assim, cada célula de memória (byte) pode conter um caractere, representado pelo seu
código ASCII.
Retornando à questão do armazenamento de informações do tipo literal na memória,
deve-se lembrar que um dado deste tipo possui um certo comprimento dado pelo número de
caracteres nele contido. Portanto, para guardar um dado do tipo literal devemos alocar
(reservar) um espaço contíguo de memória igual ao comprimentodo mesmo, destinando um
byte para cada caractere da informação.
Exemplificando, a informação do tipo literal "banana" possui seis caracteres e, portanto,
seis bytes são necessários para reter a referida informação na memória. A princípio, estes
bytes podem estar em qualquer lugar da memória, mas é conveniente que estejam juntos
(posições contíguas). A primeira posição deste conjunto de bytes é absolutamente arbitrária e
sua escolha geralmente é feita automaticamente pelo compilador (isto é, pelo programa que
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traduz um outro escrito em alguma linguagem de programação para outra geral, a linguagem
de máquina do computador com que se trabalha).
A Figura 4.3 mostra o caso em que se armazena a literal "banana" no conjunto de seis
bytes contíguos de memória iniciando pela posição de memória 0. Na verdade, ao invés dos
caracteres da literal, os códigos correspondentes aos mesmos é que são guardados na
memória.
Endereço Informação
0 b (98)
1 a (97)
2 n (110)
3 a (97)
4 n (110)
5 a (97)
Figura 4.3 Armazenamento da literal “banana” na memória de um computador.
4.2.2 Armazenamento de Dados do Tipo Lógico
Uma informação do tipo lógico só possui dois valores possíveis: .V. ou .F.. Assim, a
princípio, um único bit seria suficiente para armazenar uma informação deste tipo. Contudo,
deve-se lembrar que a menor porção de memória que se pode acessar é o byte. Portanto, uma
informação do tipo lógico é armazenada em um byte de memória. De certa forma, se por um
lado isto pode ser como um "desperdício" de memória, por outro simplifica bastante a
arquitetura de memória dos computadores (por motivos que fogem ao contexto desta apostila).
Além do mais, isto não é tão relevante, uma vez que na prática o número de ocorrências de
dados do tipo lógico é bastante inferior ao de ocorrências de dados do tipo literal ou numérico.
4.2.3 Armazenamento de Dados do Tipo Inteiro
O conjunto dos números inteiros (Z) contém um número infinito de elementos:
Z = { -∞, ..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ..., +∞}
Obviamente é inviável o armazenamento de todos os números deste conjunto num
computador. Faz-se necessário realizar um estudo para que se limite o número de elementos
representáveis deste conjunto.
Se apenas um byte fosse utilizado para armazenar os dados do tipo inteiro, existiriam
apenas 256 números diferentes neste conjunto:
{-127, -126, ..., -2, -1, 0, 1, 2, ..., 127, 128)
Esta restrição é bastante forte, uma vez que boa parte das aplicações práticas
necessitam de números inteiros maiores que estes.
Se forem utilizados dois bytes para armazenar um número inteiro, o universo de
números representáveis cresce para 28 x 28 = 216 = 65.536 possibilidades:
{-32767, -32766, ..., -2, -1, 0, 1, 2, ..., 32767, 32768}
Este conjunto satisfaz à grande maioria das necessidades práticas. Assim, em geral
utilizam-se dois bytes para representar os números inteiros em computadores. Contudo, restam
algumas aplicações muito específicas em que se precisa de um conjunto ainda maior. Para
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estes casos, algumas linguagens de programação fornecem mecanismos para trabalhar
números inteiros com quatro bytes. Nestes casos os dados são ditos inteiros longos ou
estendidos.
4.2.4 Armazenamento de Dados do Tipo Real
O conjunto dos números reais (R) contém um número infinito de elementos e, pelas
mesmas razões que o conjunto dos números inteiros, precisa ser limitado.
Para dados deste tipo julgou-se apropriado adotar quatro bytes para sua representação
interna nos computadores.
São muito comuns situações como as aplicações científicas em que é necessária uma
maior precisão de cálculo, intimamente ligada ao número de casas decimais dos dados. Para
este caso, em analogia com o que acontece com os dados do tipo inteiro, algumas linguagens
de programação decidiram criar dados do tipo real estendido (com oito bytes).
4.3 Conceito e Utilidade de Variáveis
Como visto anteriormente, informações correspondentes a diversos tipos de dados são
armazenadas na memória dos computadores. Para acessar individualmente cada uma destas
informações, a princípio, seria necessário saber o tipo de dado desta informação (ou seja, o
número de bytes de memória por ela ocupados) e a posição inicial deste conjunto de bytes na
memória.
Percebe-se que esta sistemática de acesso a informações na memória é bastante
ilegível e difícil de se trabalhar. Para contornar esta situação criou-se o conceito de variável,
que é uma entidade destinada a guardar uma informação.
Basicamente, uma variável possui três atributos: um nome, um tipo de dado
associado à mesma e a informação por ela guardada.
Nome
Tipo de
dado
Informação
Figura 4.4 Atributos de uma variável.
Toda variável possui um nome que tem a função de diferenciá-la das demais. Cada
linguagem de programação estabelece suas próprias regras de formação de nomes de
variáveis. Adotaremos nesta apostila as seguintes regras:
um nome de variável deve necessariamente começar com uma letra;
um nome de variável não deve conter nenhum símbolo especial exceto a sublinha
(_).
Exemplos:
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SALARIO
1ANO
ANO1
A CASA
SAL/HORA
SAL_HORA
_DESCONTO
= correto
= errado (não começou com uma letra)
= correto
= errado (contém o caractere espaço em branco)
= errado (contém o caractere "/”)
= correto
= errado (não começou com uma letra)
4.4 Definição de Variáveis em Algoritmos
Todas as variáveis utilizadas em algoritmos devem ser definidas antes de serem
utilizadas. Isto se faz necessário para permitir que o compilador reserve um espaço na
memória para as mesmas.
Nos algoritmos apresentados nesta apostila será adotada a seguinte convenção:
todas as variáveis utilizadas em algoritmos serão definidas no início do mesmo, por
meio de um comando de uma das formas seguintes:
VAR <nome_da_variável> : <tipo_da_variável>
VAR <lista_de_variáveis> : <tipo_das_variáveis>
a palavra-chave VAR deverá estar presente sempre e será utilizada uma única vez na
definição de um conjunto de uma ou mais variáveis;
numa mesma linha poderão ser definidas uma ou mais variáveis do mesmo tipo. Para
tal, deve-se separar os nomes das mesmas por vírgulas;
variáveis de tipos diferentes devem ser declaradas em linhas diferentes.
A forma de utilização deste comando ficará mais clara quando da utilização da
representação de algoritmos em linguagem estruturada (pseudocódigo).
Esta convenção é válida para a representação de algoritmos na forma de pseudocódigo.
Em termos de fluxograma, não é usual adotar-se qualquer forma de definição de variáveis.
Exemplo de definição de variáveis:
VAR NOME : literal[10]
IDADE : inteiro
SALARIO : real
TEM_FILHOS : lógico
No exemplo acima foram declaradas quatro variáveis:
a variável NOME, capaz de armazenar dados literais de comprimento 10 (dez
caracteres);
a variável IDADE, capaz de armazenar um número inteiro;
a variável SALARIO, capaz de armazenar um número real;
a variável TEM_FILHOS, capaz de armazenar uma informação lógica.
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4.5 Síntese
A memória dos computadores é composta por células numeradas ordenadamente
denominadas bytes. Cada byte é constituído por 8 bits.
Cada tipo de dado requer um número diferente de bytes para armazenar a informação
representada por ele na memória. Esta quantidade também pode variar em função do tipo de
computador considerado.
Uma variável é uma entidade dotada de um nome para diferenciá-ladas demais e um
tipo de dado que define o tipo de informação que ela é capaz de guardar. Uma vez definidos,
o nome e o tipo de uma variável não podem ser alterados no decorrer de um programa. Por
outro lado, a informação útil da variável é objeto de constante modificação durante o decorrer
do programa, de acordo com o fluxo de execução do mesmo.
4.6 Exercícios Propostos
1. Assinale com C os identificadores corretos e com I os incorretos. Explique o que está
errado nos identificadores incorretos.
( ) valor
( ) _b248
( ) nota*do*aluno
( ) a1b2c3
( ) 3 x 4
( ) Maria
( ) km/h
( ) xyz
( ) nome empresa
( ) sala_215
( ) “nota”
( ) ah!
2. Supondo que as variáveis NB, NA, NMAT e SX sejam utilizadas para armazenar a nota
do aluno, o nome do aluno, o número da matrícula e o sexo, declare-as corretamente,
associando o tipo adequado ao dado que será armazenado.
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Capítulo 5
Expressões
5.1 Conceito
O conceito de expressão em termos computacionais está intimamente ligado ao
conceito de expressão (ou fórmula) matemática, onde um conjunto de variáveis e constantes
numéricas relacionam-se por meio de operadores aritméticos compondo uma fórmula que, uma
vez avaliada, resulta num valor.
Figura 5.1 Triângulo de base (B) e altura (H).
Por exemplo, a fórmula de cálculo da área do triângulo da Figura 5.1 é dada por:
AREA = 0.5 x B x H
Esta fórmula utiliza três variáveis: B e H, que contêm as dimensões do triângulo, e
AREA, onde é guardado o valor calculado (resultado da avaliação da expressão). Há, também,
uma constante (0.5) e o operador de multiplicação (x), que aparece duas vezes na expressão.
O conceito de expressão aplicado à computação assume uma conotação mais ampla:
uma expressão é uma combinação de variáveis, constantes e operadores, e que, uma vez
avaliada, resulta num valor.
5.2 Operadores
Operadores são elementos funcionais que atuam sobre operandos e produzem um
determinado resultado. Por exemplo, a expressão 3 + 2 relaciona dois operandos (os números
3 e 2) por meio do operador (+) que representa a operação de adição.
De acordo com o número de operandos sobre os quais os operadores atuam, os
últimos podem ser classificados em:
binários, quando atuam sobre dois operandos. Ex.: os operadores das operações
aritméticas básicas (soma, subtração, multiplicação e divisão);
Algoritmo e Lógica de programação
- 25 -
unários, quando atuam sobre um único operando. Ex.: o sinal de (-) na frente de
um número, cuja função é inverter seu sinal.
Outra classificação dos operadores é feita considerando-se o tipo de dado de seus
operandos e do valor resultante de sua avaliação. Segundo esta classificação, os operadores
dividem-se em aritméticos, lógicos e literais. Esta divisão está diretamente relacionada com
o tipo de expressão onde aparecem os operadores.
Um caso especial é o dos operadores relacionais, que permitem comparar pares de
operandos de tipos de dados iguais, resultando sempre num valor lógico.
Mais adiante serão apresentados os operadores dos diversos tipos acima relacionados.
5.3 Tipos de Expressões
As expressões são classificadas de acordo com o tipo do valor resultante de sua
avaliação.
5.3.1 Expressões Aritméticas
Expressões aritméticas são aquelas cujo resultado da avaliação é do tipo numérico,
seja ele inteiro ou real. Somente o uso de operadores aritméticos e variáveis numéricas é
permitido em expressões deste tipo.
Os operadores aritméticos relacionados às operações aritméticas básicas estão
sumarizados na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 Operadores aritméticos e sua ordem de prioridade.
Operador Tipo Operação Prioridade
+ Binário Adição 4
- Binário Subtração 4
* Binário Multiplicação 3
/ Binário Divisão 3
** Binário Exponenciação 2
+ Unário Manutenção de sinal 1
- Unário Inversão de sinal 1
A prioridade entre operadores define a ordem em que os mesmos devem ser avaliados
dentro de uma mesma expressão. Este assunto será tratado com maior profundidade numa
seção posterior.
O caractere (*) é adotado na maioria das linguagens de programação para representar
a operação de multiplicação, ao invés do caractere (x), devido à possibilidade da ocorrência do
mesmo no nome de variáveis. Pela mesma razão, o símbolo (**) é adotado para representar a
operação de exponenciação. Algumas linguagens de programação adotam o símbolo (^ -
circunflexo) para esta finalidade, mas isto é pouco freqüente.
As variáveis usadas em expressões aritméticas podem somente ser do tipo inteiro ou
real. Se todas as variáveis que aparecem numa expressão são do tipo inteiro, então o valor
resultante da expressão é também do tipo inteiro. Se ao menos uma das variáveis da
expressão aritmética for do tipo real, então o valor resultante da avaliação da expressão é
necessariamente do tipo real.
Nos exemplos seguintes, assumiremos que:
Algoritmo e Lógica de programação
- 26 -
A, B e C são variáveis do tipo inteiro;
X, Y e Z são variáveis do tipo real.
Exemplos:
A + B * C = expressão de resultado inteiro
A + B + Y = expressão de resultado real
A / B = expressão de resultado real
X / Y = expressão de resultado real
5.3.2 Expressões Lógicas
Expressões lógicas são aquelas cujo resultado da avaliação é um valor lógico (.V. ou
.F.).
Os operadores lógicos e suas relações de precedência são mostrados na Tabela 5.2.
Existem outros operadores lógicos, como por exemplo o OU_EXCLUSIVO., mas suas
funções podem ser exercidas por combinações dos três tipos de operadores da Tabela 5.2.
Tabela 5.2 Operadores lógicos e suas relações de prioridade.
Operador Tipo Operação Prioridade
.OU. Binário Disjunção 3
.E. Binário Conjunção 2
.NÃO. Unário Negação 1
Para exemplificar o uso de operadores lógicos, a Tabela 5.3 apresenta duas variáveis
lógicas A e B. Uma vez que cada variável lógica possui somente dois valores possíveis, então
há exatamente quatro combinações para estes valores, razão pela qual a tabela tem quatro
linhas. As diversas colunas contêm os resultados das operações lógicas sobre as combinações
possíveis dos valores das variáveis A e B.
Tabela 5.3 Tabela-Verdade dos operadores apresentados na Tabela 5.2.
A B .NÃO. A .NÃO. B A .OU. B A .E. B
.F. .F. .V. .V. .F. .F.
.F. .V. .V. .F. .V. .F.
.V. .F. .F. .V. .V. .F.
.V. .V. .F. .F. .V. .V.
Tabelas como a da Figura 5.3 são chamadas de Tabelas-Verdade. Convém salientar
as seguintes conclusões que podem ser extraídas por observação da Tabela 5.3:
O operador lógico .NÃO. sempre inverte o valor de seu operando. Ex.: .NÃO. .V. =
.F. e .NÃO. .F. = .V.;
Para que a operação lógica .OU. tenha resultado verdadeiro basta que um de seus
operandos seja verdadeiro; Para melhor visualizar este efeito, podemos imaginar
que as variáveis lógicas A e B são como dois interruptores ligados em paralelo
num circuito de acionamento de uma lâmpada (Figura 5.2).
Algoritmo e Lógica de programação
- 27 -
Nas expressões lógicas onde aparecem apenas os operadores lógicos da Tabela 5.2
somente variáveis do tipo lógico podem ser usadas. Isto parece óbvio, uma vez que os
operadores lógicos somente atuam sobre valores (constantes ou variáveis) lógicos.
Há, ainda, outro tipo de operador que pode aparecer em operações lógicas: os
operadores relacionais, mostrados na Tabela 5.4.
Tabela 5.4 Operadores relacionais.
Operador Operação
= Igual
<> Diferente
< Menor
<= Menor ou igual
> Maior
>= Maior ou igual
Estes operadores são somente usados quando se deseja efetuar comparações.
Comparações sópodem ser feitas entre objetos de mesma natureza, isto é, variáveis do
mesmo tipo de dado. O resultado de uma comparação é sempre um valor lógico.
O uso de operadores relacionais possibilita o aparecimento em expressões lógicas de
variáveis de outros tipos de dados que não o lógico.
5.3.3 Expressões Literais
Expressões literais são aquelas cujo resultado da avaliação é um valor literal. Este tipo
de expressão é bem menos freqüente que os anteriores. Os tipos de operadores existentes
variam de uma linguagem de programação para outra, não havendo uma padronização.
Para que o assunto não passe em branco, considere-se como exemplo a operação de
concatenação de strings: toma-se duas strings e acrescenta-se (concatena-se) a segunda
delas ao final da primeira. Em algumas linguagens esta operação é representada pelo símbolo
(+). Por exemplo, a concatenação das strings "REFRIGERA" e "DOR" é representada por
"REFRIGERA" + "DOR" e o resultado de sua avaliação é "REFRIGERADOR".
5.4 Síntese
Uma expressão é uma combinação de variáveis, constantes e operadores, que resulta
num valor quando avaliada.
Operadores são elementos funcionais que atuam sobre operandos. Segundo o
número de operandos sobre os quais atua, um operador pode ser classificado em unário ou
binário. Segundo os tipos de dados de seus operandos e do valor resultante de sua avaliação,
os operadores podem ser classificados em aritméticos, lógicos ou literais.
Um tipo especial de operador é o relacional, que é usado na comparação de
operandos de um mesmo tipo de dado e cujo resultado da avaliação é sempre um valor lógico.
As expressões são classificadas de acordo com o valor resultante de sua avaliação em:
Aritméticas, que resultam num valor numérico (real ou inteiro);
Algoritmo e Lógica de programação
- 28 -
Lógicas, que resultam num valor lógico;
Literais, que resultam num valor literal.
Há três regras básicas que definem a seqüência correta de avaliação passo a passo de
expressões:
1. Operadores de maior prioridade devem ser avaliados primeiro. Em caso de
empate, a avaliação se faz da esquerda para a direita.
2. O uso de parênteses em subexpressões força a avaliação das mesmas com maior
prioridade.
3. Os diversos tipos d operadores devem ser avaliados na seguinte seqüência dentro
de uma expressão complexa: primeiro os aritméticos e literais; a seguir, os
relacionais e, por último, os lógicos.
5.6 Exercícios Propostos
1. Dada a declaração de variáveis:
VAR A, B, C : inteiro
X, Y, Z : real
NOME, RUA : literal[20]
L1, L2 : lógico
Classifique as expressões seguintes de acordo com o tipo de dado do resultado de sua
avaliação, em I (inteiro), R (real), L (literal), B (lógico) ou N (quando não for possível
defini-lo):
( ) A + B + C
( ) A + B + Z
( ) NOME + RUA
( ) A B
( ) A Y
( ) NOME RUA
( ) L1 .OU. L2
( ) RUA <> NOME
( ) A + B / C
( ) A + X / Z
( ) A + Z / A
( ) A B = L1
( ) (A = B)
( ) X + Y / Z
( ) X = Z / A
( ) L1 ** L2
( ) A + B / L2
( ) X < L1 / RUA
2. Para as mesmas variáveis declaradas no exercício 1, às quais são dados os valores
seguintes:
A = 1
B = 2
C = 3
X = 2.0
Y = 10.0
Z = -1.0
L1 = .V.
NOME = “PEDRO”
RUA = “PEDRINHO”
L2 = .F.
Determine o resultado da avaliação das expressões abaixo:
A + C / B → ___________________________________________________________
A + B + C → __________________________________________________________
C / B / A → ___________________________________________________________
Algoritmo e Lógica de programação
- 26 -
-X ** B → _____________________________________________________________
- (X ** B) → ___________________________________________________________
(-X) ** B → ____________________________________________________________
NOME + RUA → _______________________________________________________
NOME = RUA → _______________________________________________________
L1 .OU. L2 → _________________________________________________________
(L1 .E.(.NÃO. L2)) → ____________________________________________________
(L2 .E. (.NÃO. L1)) → ___________________________________________________
(L1 .E. (.NÃO. L2)) .OU. (L2 .E. (.NÃO. L1)) → ________________________________
_____________________________________________________________________
X Y .E. C = B → ________________________________________________________
_____________________________________________________________________
(C - 3 * A) (X + 2 * Z) → _________________________________________________
_____________________________________________________________________
Algoritmo e Lógica de programação
- 27 -
Capítulo 6
Instruções Primitivas
Como o próprio nome diz, instruções primitivas são os comandos básicos que
efetuam tarefas essenciais para a operação dos computadores, como entrada e saída de
dados (comunicação com o usuário e com os dispositivos periféricos), e movimentação dos
mesmos na memória. Estes tipos de instrução estão presentes na absoluta maioria das
linguagens de programação. De fato, um programa que não utiliza nenhuma instrução primitiva
- como as que serão definidas neste capítulo - é incapaz de se comunicar com o mundo
exterior e, portanto, não tem utilidade alguma.
Antes de passar à descrição das instruções primitivas, é necessária a definição de
alguns termos que serão utilizados mais à frente:
Dispositivo de entrada é o meio pelo qual as informações (mais especificamente
os dados) são transferidas pelo usuário ou pelos níveis secundários de memória ao
computador. Os exemplos mais comuns são: o teclado, o cartão perfurado (já
obsoleto), as fitas e os discos magnéticos, entre outros;
Dispositivo de saída é o meio pelo qual as informações (geralmente, os
resultados da execução de um programa) são transferidas pelo computador ao
usuário ou aos níveis secundários de memória. Exemplos: monitor de vídeo,
impressora, fitas e discos magnéticos, entre outros;
Sintaxe é a forma como os comandos devem ser escritos, a fim de que possam ser
entendidos pelo tradutor de programas. A violação das regras sintáticas é
considerada um erro sujeito à pena do não-reconhecimento do comando por parte
do tradutor;
Semântica é o significado, ou seja, o conjunto de ações que serão exercidas pelo
computador durante a execução do referido comando.
Daqui por diante, todos os comandos novos serão apresentados por meio de sua
sintaxe e sua semântica, isto é, a forma como devem ser escritos e a(s) ação(ões) que
executam.
Algoritmo e Lógica de programação
- 28 -
6.1 Instrução Primitiva de Atribuição
A instrução primitiva de atribuição, ou simplesmente atribuição, é a principal
maneira de se armazenar uma informação numa variável. Sua sintaxe é:
<nome_de_variável> ← <expressão>
Em termos de fluxograma, os comandos de atribuição são representados como na
Figura 6.1.
<variável> aa
<expressão>
Figura 6.1 Forma de representação de comandos de atribuição em fluxogramas.
O modo de funcionamento (semântica) de uma atribuição consiste 1) na avaliação da
expressão e 2) no armazenamento do valor resultante na posição de memória correspondente
à variável que aparece à esquerda do comando.
Fluxograma
Início
PRECO_UNIT aaa 5.0
QUANT aaa 10
PRECO_TOT aaa
PRECO_UNIT *
QUANT
Fim
Pseudocódigo
Algoritmo EXEMPLO_6.1
Var PRECO_UNIT, PRECO_TOT : real
QUANT : inteiro
Início
PRECO_UNIT ← 5.0
QUANT ← 10
PRECO_TOT ← PRECO_UNIT * QUANT
Fim.
Figura 6.2 Exemplo de aplicação de comandos de atribuição.Técnicas de Programação
- 29 -
6.2 Instrução Primitiva de Saída de Dados
As instruções primitivas de saída de dados são o meio pelo qual informações contidas
na memória dos computadores são colocadas nos dispositivos de saída, para que o usuário
possa visualizá-las.
Há duas sintaxes possíveis para esta instrução:
Escreva <lista de variáveis>
ou
Escreva <literal>
Daqui por diante, Escreva será considerada uma palavra reservada e não mais poderá
ser utilizada como nome de variável, de modo que toda vez que for encontrada em algoritmos
será identificada como um comando de saída de dados.
Uma lista_de_variáveis é um conjunto de nomes de variáveis separados por vírgulas.
Um literal é simplesmente um dado do tipo literal delimitado por aspas.
Em termos de fluxograma, uma instrução de saída de dados é representada como na
Figura 6.3.
<lista_de_
variáveis>
ou
<literal>
Figura 6.3 Forma de representação de uma instrução de saída de dados em fluxogramas.
Repare que a representação no fluxograma dispensa o uso da palavra reservada
Escreva, uma vez que a mesma já está embutida na forma geométrica da figura.
A semântica da instrução primitiva de saída de dados é muito simples: os argumentos
do comando são enviados para o dispositivo de saída. No caso de uma lista de variáveis, o
conteúdo de cada uma delas é pesquisado na posição de memória correspondente à variável e
depois enviado para o dispositivo de saída. No caso de argumentos do tipo string, estes são
enviados diretamente ao referido dispositivo.
Há, ainda, a possibilidade de se misturar nomes de variáveis com literais na lista de um
mesmo comando. O efeito obtido é bastante útil e interessante: a lista é lida da esquerda para
a direita e cada elemento da mesma é tratado separadamente; se um nome de variável for
encontrado, então a informação da mesma é pega da memória e colocada no dispositivo de
saída; no caso de um literal, o mesmo é escrito diretamente no dispositivo de saída.
O exemplo da Figura 6.2 torna-se muito mais interessante com a aplicação de
instruções de saída de dados, como na Figura 6.4.
Técnicas de Programação
- 1 -
Fluxograma
Início
PRECO_UNIT aaa 5.0
QUANT aaa 10
PRECO_TOT aaa
PRECO_UNIT *
QUANT
Fim
PRECO_TOT
Pseudocódigo
Algoritmo EXEMPLO_6.4
Var PRECO_UNIT, PRECO_TOT : real
QUANT : inteiro
Início
PRECO_UNIT ← 5.0
QUANT ← 10
PRECO_TOT ← PRECO_UNIT * QUANT
Escreva PRECO_TOT
Fim.
Figura 6.4 Exemplo de aplicação da instrução primitiva de saída de dados.
6.3 Instrução Primitiva de Entrada de Dados
O algoritmo da Figura 6.4 ainda necessita de uma melhoria essencial. Toda vez que ele
é executado, o mesmo valor é calculado, já que os valores das variáveis PRECO_UNIT e
QUANT permanecem inalterados. Seria interessante que estes valores pudessem ser
fornecidos ao computador pelo usuário do programa toda vez que o programa fosse executado,
para que o usuário tivesse um maior controle sobre o valor calculado. A instrução primitiva de
entrada de dados foi criada para suprir esta necessidade.
Sua sintaxe é:
Leia <lista_de_variáveis>
Da mesma forma que Escreva, daqui em diante Leia será tratada como uma palavra-
reservada e não mais poderá ser usada como nome de variável em algoritmos. A
lista_de_variáveis é um conjunto de um ou mais nomes de variáveis, separados por vírgulas.
A Figura 6.5 mostra como uma instrução de entrada de dados é representada em
fluxogramas. Esta representação dispensa o uso da palavra-reservada Leia, pelo fato da
mesma já estar de certo modo embutida na forma geométrica da figura.
<lista_de_
variáveis>
Algoritmo e Lógica de Programação
- 30 -
Figura 6.5 Forma de representação de uma instrução de entrada de dados em fluxogramas.
A semântica da instrução de entrada (ou leitura) de dados é, de certa forma, inversa à
da instrução de escrita: os dados são fornecidos ao computador por meio de um dispositivo de
entrada e armazenados nas posições de memória das variáveis cujos nomes aparecem na
lista_de_variáveis.
O algoritmo da Figura 6.4, modificado para que os valores das variáveis PRECO_UNIT
e QUANT sejam lidos no dispositivo de entrada, está na Figura 6.6.
Pseudocódigo
Algoritmo EXEMPLO_6.6
Var PRECO_UNIT, PRECO_TOT : real
QUANT : inteiro
Início
Leia PRECO_UNIT, QUANT
PRECO_TOT ← PRECO_UNIT * QUANT
Escreva PRECO_TOT
Fim.
Fluxograma
Início
PRECO_TOT aaa
PRECO_UNIT *
QUANT
PRECO_UNIT,
QUANT
Fim
PRECO_TOT
A
B
Figura 6.6 Exemplo de aplicação da instrução primitiva de
entrada de dados num algoritmo.
O algoritmo da Figura 6.6 ainda precisa sofrer algumas modificações para ficar perfeito.
Em sua forma atual, ao início de sua execução, ele procura ler os valores para as variáveis
PRECO_UNIT e QUANT.Um usuário diferente daquele que criou o programa, a não ser que
esteja bem treinado no uso do mesmo, poderá encontrar dificuldades na interação com o
programa. Ele pode confundir a ordem em que os dados devem ser fornecidos ou
simplesmente esquecer o que o programa deseja que ele digite. Ao término da execução o
programa escreve como resultado um número que pode não possuir nenhum significado ao
usuário se este não souber a finalidade para a qual o algoritmo foi concebido.
Uma preocupação constante de um bom programador deve ser a de conceber um
programa "amigo do usuário". Esta preocupação é traduzida no planejamento de urna
interface com o usuário (meio pelo qual um programa e o usuário "conversam") bastante
amigável. Em termos práticos, isto se resume à aplicação de duas regras básicas:
Algoritmo e Lógica de Programação
- 31 -
toda vez que um programa estiver esperando que o usuário forneça a ele um
determinado dado (operação de leitura), ele deve antes enviar uma mensagem
dizendo ao usuário o que ele deve digitar, por meio de uma instrução de saída de
dados;
antes de enviar qualquer resultado ao usuário, um programa deve escrever uma
mensagem explicando o significado do mesmo.
Estas medidas tornam o diálogo entre o usuário e o programador muito mais fácil.
A versão final do algoritmo estudado é mostrada na Figura 6.7.
Fluxograma
Início
PRECO_UNIT
"Digite o preço
unitário:"
"Digite a quantidade:"
PRECO_TOT aaa
PRECO_UNIT *
QUANT
Fim
"Preço total: ",
PRECO_TOT
QUANT
A
A
Pseudocódigo
Algoritmo EXEMPLO_6.7
Var PRECO_UNIT, PRECO_TOT : real
QUANT : inteiro
Início
Escreva “Digite o preço unitário: ”
Leia PRECO_UNIT
Escreva “Digite a quantidade: ”
Leia QUANT
PRECO_TOT ← PRECO_UNIT * QUANT
Escreva “Preço total: “, PRECO_TOT
Fim.
Figura 6.7 Exemplo de aplicação das instruções primitivas de atribuição,
Algoritmo e Lógica de Programação
- 32 -
entrada e saída de dados num algoritmo.
6.4 Síntese
A instrução primitiva de atribuição avalia uma expressão e armazena o valor
resultante numa variável. O valor resultante da expressão e a variável devem ter tipos
compatíveis.
A instrução primitiva de saída de dados admite como argumentos uma lista de
variáveis, um literal, ou uma mistura de ambos. No primeiro caso, o valor de cada uma das
variáveis é buscado na memória e colocado no dispositivo de saída. No caso de literais, estes
são copiados diretamente no dispositivo de saída.
A instrução primitiva de entrada de dados busca, no dispositivo de entrada, dados
que são guardados nas posições de memória correspondentes às variáveis da lista que lhe são
passadas como argumento.
6.5 Exercícios Resolvidos
1. Escreva um algoritmo (fluxograma e pseudocódigo) para calculara média entre dois
números quaisquer.
Solução:
A idéia principal do algoritmo está centrada na expressão matemática utilizada no
cálculo da média (M) entre dois números, N1 e N2, dada por:
M = (N1 + N2) / 2
Para que o valor de M possa ser calculado pelo algoritmo, é necessário que os valores
de N1 e N2 tenham sido fornecidos ao mesmo com antecedência. Portanto, a primeira
etapa do algoritmo consiste da obtenção (leitura) dos valores de N1 e N2 e
armazenamento dos mesmos em posições distintas de memória (variáveis).
Na seqüência, o valor da média deve ser calculado por meio de uma expressão
apropriada e atribuído a uma terceira variável (M).
Por fim, deve-se relatar ao usuário o valor calculado por meio de uma instrução
primitiva de saída de dados.
O fluxograma do algoritmo descrito é mostrado a seguir. Note que ele está enriquecido
com instruções para informar sua finalidade, os dados que devem ser fornecido ao
usuário e o significado do valor calculado.
Algoritmo e Lógica de Programação
- 33 -
Início
N1
"Digite o primeiro
número: "
"Digite o segundo
número: "
"Algoritmo para calcular
a média entre dois
números"
M aaa (N1 + N2) / 2
Fim
"A média é ", M
N2
A
A
Algoritmo e Lógica de Programação
- 34 -
A transformação do fluxograma em pseudocódigo exige a disponibilidade de algumas
informações adicionais concernentes ao tipo das variáveis utilizadas. Como o algoritmo
opera apenas com dados numéricos, certamente as variáveis utilizadas serão do tipo
inteiro ou real. Como se deseja calcular a média entre dois números quaisquer, então
as variáveis N1 e N2 devem ser capazes de armazenar números com ou sem parte
fracionária e, portanto, é necessário que estas sejam do tipo real. Como o valor médio
entre dois números reais é um número que pode ou não ter parte fracionária, então a
variável M também deve ser do tipo real.
De posse dessa informação, pode-se escrever o pseudocódigo do algoritmo em
questão, a partir de seu fluxograma.
Algoritmo MEDIA
Var N1, N2, M : real
Início
Escreva “Algoritmo para calcular a média entre dois números”
Escreva “Digite o primeiro número: ”
Leia N1
Escreva “Digite o segundo número: ”
Leia N2
M ← (N1 + N2) / 2
Escreva “O valor da média é:”, M
Fim.
2. Escreva um algoritmo para calcular o valor de y como função de x, segundo a função
y(x) = 3x + 2, num domínio real.
Solução:
Essencialmente o algoritmo usado na solução deste problema consiste na obtenção do
valor de x para o qual se deseja calcular a função, o cálculo desta propriamente dito e
a mostra do resultado obtido ao usuário:
Veja fluxograma correspondente a seguir:
Início
"X:"
"Algoritmo para
calcular
y = 3x + 2"
Y aaa 3 * X + 2
Fim
"Y = ", Y
A
A
X
Algoritmo e Lógica de Programação
- 35 -
Para que se possa escrever o pseudocódigo do algoritmo deve-se decidir qual será o
tipo das variáveis X e Y. Como especificado no enunciado do problema, o algoritmo
deve operar num domínio real e, portanto, as variáveis X e Y devem ser do tipo real.
Então, o pseudocódigo fica assim:
Algoritmo FUNCAO_DE_X
Var X, Y : real
Início
Escreva “Algoritmo para calcular
y = 3x +2”
Escreva “X: ”
Leia X
Y ← 3 * X + 2
Escreva “Y = ”, Y
Fim.
3. Escreva um algoritmo para calcular o consumo médio de um automóvel (medido em
Km/l), dado que são conhecidos a distância total percorrida e o volume de combustível
consumido para percorrê-la (medido em litros).
Solução:
A principal questão a ser levantada na obtenção do algoritmo pedido consiste na
formulação da expressão usada para calcular o consumo médio (CM) a partir da
distância total percorrida (DIST) e do volume de combustível consumido (VOL), que é
dada por:
CM = DIST / VOL
Uma vez obtida esta expressão, a formulação do algoritmo desejado consiste em uma
simples repetição daqueles apresentados nas questões anteriores: deve-se obter o
valor das variáveis DIST e VOL, calcular o consumo pela expressão acima e,
finalmente, mostrar ao usuário o valor calculado.
O fluxograma correspondente ao algoritmo é o seguinte:
Início
"Distância total
percorrida (Km):"
"Algoritmo para calcular
o consumo"
CM aaa DIST / VOL
Fim
"Consumo médio = ",
CM, "Km/l"
A
B
DIST
"Volume de
combustível
gasto (L):"
B
A
VOL
Algoritmo e Lógica de Programação
- 36 -
Assumindo que todas as variáveis utilizadas (CM, DIST e VOL) são do tipo real, pode-
se escrever o pseudocódigo seguinte para o fluxograma anterior:
Pseudocódigo
Algoritmo CONSUMO_MEDIO
Var CM, DIST, VOL : real
Início
Escreva “Algoritmo para calcular o consumo”
Escreva “Distância total percorrida (Km): ”
Leia DIST
Escreva “Volume de combustível gasto (L): ”
Leia VOL
CM ← DIST / VOL
Escreva “Consumo médio =”, CM, “Km/l”
Fim.
6.6 Exercícios Propostos
Para cada um dos problemas propostos a seguir, expresse um algoritmo que pode ser
usado em sua solução na forma de fluxograma e pseudocódigo.
1. Calcule a média de quatro números inteiros dados.
2. Leia uma temperatura dada na escala Celsius (C) e imprima o equivalente em
Fahrenheit (F). (Fórmula de conversão: F = 9/5 * C + 32)
3. Leia uma quantidade de chuva dada em polegadas e imprima o equivalente em
milímetros (25,4 mm = 1 polegada).
4. Calcule o quadrado de um número, ou seja, o produto de um número por si mesmo.
5. O custo ao consumidor de um carro novo é a soma do custo de fábrica com a
porcentagem do distribuidor e dos impostos, ambos aplicados ao custo de fábrica.
Supondo que a porcentagem do distribuidor seja de 12% e a dos impostos de 45%,
prepare um algoritmo para ler o custo de fábrica do carro e imprimir o custo ao
consumidor.
6. O cardápio de uma lanchonete é dado abaixo. Prepare um algoritmo que leia a
quantidade de cada item que você consumiu e calcule a conta final.
Hambúrguer................. R$ 3,00
Cheeseburger.............. R$ 2,50
Fritas............................ R$ 2,50
Refrigerante................. R$ 1,00
Milkshake..................... R$ 3,00
7. Uma companhia de carros paga a seus empregados um salário de R$ 500,00 por mês
mais uma comissão de R$ 50,00 para cada carro vendido e mais 5% do valor da
venda. Elabore um algoritmo para calcular e imprimir o salário do vendedor num dado
mês recebendo como dados de entrada o nome do vendedor, o número de carros
vendidos e o valor total das vendas.
8. Calcule a média de um aluno na disciplina de MDS. Para isso solicite o nome do aluno,
a nota da prova e a nota qualitativa. Sabe-se que a nota da prova tem peso 2 e a nota
qualitativa peso 1. Mostre a média como resultado.
Algoritmo
- 37 -
Capítulo 7
Controle de Fluxo de Execução
Até o momento os algoritmos estudados utilizam apenas instruções primitivas de
atribuição, e de entrada e saída de dados. Qualquer conjunto de dados fornecido a um
algoritmo destes será submetido ao mesmo conjunto de instruções, executadas sempre na
mesma seqüência.
No entanto, na prática muitas vezes é necessário executar ações diversas em função
dos dados fornecidos ao algoritmo. Em outras palavras, dependendo do conjunto de dados de
entrada do algoritmo, deve-se executar um conjunto diferente de instruções. Além disso, pode
ser necessário executar um mesmo conjunto de instruções um número repetido de vezes. Em
resumo, é necessário controlar o fluxo de execução das instruções (a seqüência em que as
instruções são executadas num algoritmo) em função dos dados fornecidos como entrada ao
mesmo.
Neste capítulo serão estudadas as estruturas básicas de controle do fluxo de
instruções de um algoritmo. De acordocom o modo como este controle é feito, estas estruturas
são classificadas em:
estruturas seqüenciais;
estruturas de decisão;
estruturas de repetição.
7.1 Comandos Compostos
Um comando composto é um conjunto de zero ou mais comandos (ou instruções)
simples, como atribuições e instruções primitivas de entrada ou saída de dados, ou alguma das
construções apresentadas neste capítulo.
Este conceito é bastante simples e será útil e conveniente nos itens seguintes, na
definição das estruturas básicas de controle de execução.
7.2 Estrutura Seqüencial
Na estrutura seqüencial os comandos de um algoritmo são executados numa
seqüência pré-estabelecida. Cada comando é executado somente após o término do comando
anterior.
Em termos de fluxogramas, a estrutura seqüencial é caracterizada por um único fluxo
de execução (um único caminho orientado) no diagrama. Em pseudocódigos, a estrutura
seqüencial caracteriza-se por um conjunto de comandos dispostos ordenadamente. Como
exemplos de aplicação desta estrutura de controle tem-se os algoritmos do capítulo anterior,
onde não há estruturas de decisão ou de repetição.
Algoritmo
- 38 -
Fluxograma
<comando 1>
<comando 2>
<comando 3>
Pseudocódigo
...
<comando 1>
<comando 2>
<comando 3>
...
Figura 7.1 Trecho seqüencial de um algoritmo.
7.3 Estruturas de Decisão
Neste tipo de estrutura o fluxo de instruções a ser seguido é escolhido em função do
resultado da avaliação de uma ou mais condições. Uma condição é uma expressão lógica.
A classificação das estruturas de decisão é feita de acordo com o número de condições
que devem ser testadas para que se decida qual o caminho a ser seguido. Segundo esta
classificação, têm-se dois tipos de estruturas de decisão:
Se
Escolha
7.3.1 Estruturas de Decisão do Tipo Se
Nesta estrutura uma única condição (expressão lógica) é avaliada. Se o resultado
desta avaliação for verdadeiro (.V.), então um determinado conjunto de instruções (comando
composto) é executado. Caso contrário, ou seja, quando o resultado da avaliação for falso (.F.),
um comando diferente é executado.
Em termos de fluxogramas, uma construção do tipo Se pode ser encarada como uma
bifurcação onde há dois caminhos que podem ser seguidos (Figura 7.2). A execução do
algoritmo prosseguirá necessariamente por um deles. Esta escolha é feita em função do
resultado da expressão: um dos caminhos é rotulado com (.V.) e será seguido quando a
condição for falsa.
Algoritmo
- 39 -
A sintaxe da estrutura de decisão do tipo Se é mostrada na Figura 7.2.
Fluxograma
<condição>
<comando_
composto_1>
<comando_
composto_2>
.V. .F.
Pseudocódigo
Se <condição>
Então
<comando_composto_1>
Senão
<comando_composto_2>
Fim_se
Figura 7.2 Sintaxe da estrutura de decisão Se-Então-Senão-Fim_se.
Note-se o aparecimento de novas palavras-reservadas Se, Então, Senão e Fim_se.
A semântica desta construção é a seguinte: a condição é avaliada. Se o resultado for
verdadeiro, então o comando_composto_1 é executado. Ao término de sua execução o fluxo
do algoritmo prossegue pela instrução seguinte à construção, ou seja, o primeiro comando
após o Fim_se.
Nos casos em que a condição é avaliada como falsa, o comando_composto_2 é
executado e, ao término do mesmo, o fluxo de execução prossegue pela primeira instrução
seguinte ao Fim_se.
Há casos particulares e muito comuns desta construção, onde o comando composto 2
é um conjunto vazio de instruções. Neste caso, a porção relativa ao Senão pode ser omitida,
resumindo a sintaxe da construção à forma mostrada na Figura 7.3.
Algoritmo
- 40 -
Fluxograma
<condição>
<comando_
composto_1>
.V.
.F.
Pseudocódigo
Se <condição>
Então
<comando_composto_1>
Fim_se
Figura 7.3 Sintaxe da estrutura de decisão Se-Então-Fim_se.
A semântica desta construção é a seguinte: no caso da condição ser verdadeira, o
Comando_composto_1 é executado e, após seu término, o fluxo de execução prossegue pela
próxima instrução após o Fim_se. Quando a condição é falsa, o fluxo de execução prossegue
normalmente pela primeira instrução após o Fim_se.
A Figura 7.4 exemplifica o uso da construção Se-Então-Senão-Fim_se num algoritmo
para determinar se uma pessoa é maior ou menor de idade.
Fluxograma
Início
IDADE
"Maior de idade"
IDADE >= 18
"Menor de idade"
Fim
.V. .F.
Algoritmo
- 41 -
Pseudocódigo
Algoritmo Exemplo_7.4
Var IDADE : inteiro
Início
Leia IDADE
Se IDADE >= 18
Então
Escreva “Maior de idade”
Senão
Escreva “Menor de idade”
Fim_se
Fim.
Figura 7.4 Exemplo de aplicação da estrutura de decisão Se-Então-Senão-Fim_se.
7.3.2 Estruturas de Decisão do Tipo Escolha
Este tipo de estrutura é uma generalização da estrutura Se, onde somente uma
condição era avaliada e dois caminhos podiam ser seguidos. Na estrutura de decisão do tipo
Escolha pode haver uma ou mais condições a serem testadas e um comando composto
diferente associado a cada uma destas.
Fluxograma
<condição_1> <comando_composto_1>.V.
.F.
<condição_2> <comando_composto_2>.V.
.F.
<condição_n> <comando_composto_n>.V.
.F.
<comando_composto_s>
Algoritmo
- 42 -
Pseudocódigo
Escolha
Caso <condição_1>
<comando_composto_1>
Caso <condição_2>
<comando_composto_2>
Caso <condição_n>
<comando_composto_n>
Senão
<comando_composto_s>
Fim_escolha
Figura 7.5 Sintaxe usada em fluxograma e pseudocódigo para construção Escolha.
Seu funcionamento é o seguinte: ao entrar-se numa construção do tipo Escolha, a
condição_1 é testada: se for verdadeira, o comando_composto_1 é executado e, após seu
término, o fluxo de execução prossegue pela primeira instrução após o final da construção
(Fim_escolha); se a condição_1 for falsa, a condição_2 é testada: se esta for verdadeira, o
comando_composto_2 é executado e, ao seu término, a execução prossegue normalmente
pela instrução seguinte ao Fim_escolha. O mesmo raciocínio é estendido a todas as
condições da construção. No caso em que todas as condições são avaliadas como falsas, o
comando_composto_s (correspondente ao Senão da construção) é executado.
Um exemplo de aplicação desta construção é mostrado na Figura 7.6, baseado num
algoritmo de reajuste salarial variável em função da profissão.
Fluxograma
Início
Fim
"Salário Reajustado = ",
SAL_REAJ
SALARIO, PROF
PROF =
"Técnico" SAL_REAJ aaa 1.5 * SALARIO
.V.
.F.
PROF =
"Gerente" SAL_REAJ aaa 1.3 * SALARIO
.V.
.F.
SAL_REAJ aaa 1.1 * SALARIO
Algoritmo
- 43 -
Pseudocódigo
Algoritmo Exemplo_7.6
Var SALARIO, SAL_REAJ : real
PROF : literal[20]
Início
Leia SALARIO, PROF
Escolha
Caso PROF = “Técnico”
SAL_REAJ ← 1.5 * SALARIO
Caso PROF = “Gerente”
SAL_REAJ ← 1.3 * SALARIO
Senão
SAL_REAJ ← 1.1 * SALARIO
Fim_escolha
Escreva “Salário Reajustado = “, SAL_REAJ
Fim.
Figura 7.6 Exemplo de aplicação da construção Escolha.
Um caso particular desta construção é aquele em que o Comando_composto_s não
contém nenhuma instrução. Isto ocorre nas situações em que não se deseja efetuar nenhuma
ação quando todas as condições testadas são falsas. Assim, pode-se dispensar o uso do
Senão na construção, como acontece também na construção Se.
7.4 Estruturas de Repetição
São muito comuns as situações em que se deseja repetir um determinado trecho de
um programa certo número de vezes. Por exemplo, pode-se citar o caso em que se deseja
realizar um mesmo processamento para conjuntosde dados diferentes. Exemplo:
processamento de folha de pagamentos de uma empresa em que o mesmo cálculo é efetuado
para cada um dos funcionários.
As estruturas de repetição são muitas vezes chamadas de Laços ou, também, de
Loops.
A classificação das estruturas de repetição é feita de acordo com o conhecimento
prévio do número de vezes que o conjunto de comandos será executado. Assim, os laços
dividem-se em:
laços contados, quando se conhece previamente quantas vezes o comando
composto no interior da construção será executado;
laços condicionais, quando não se conhece de antemão o número de vezes que
o conjunto de comandos no interior do laço será repetido, pelo fato de o mesmo
estar amarrado a uma condição sujeita à modificação pelas instruções do interior
do laço.
7.4.1 Laços Contados
Os laços contados são úteis quando se conhece previamente o número de vezes que
se deseja executar um determinado conjunto de comandos. Então, este tipo de laço nada mais
é que uma estrutura dotada de mecanismos para contar o número de vezes que o corpo do
laço (ou seja, o comando composto em seu interior) é executado. A sintaxe usada em
pseudocódigos para os laços contados é mostrada na Figura 7.7.
Algoritmo
- 44 -
Fluxograma
<var> = <ínicio>
<fim> <inc>
<comando_
composto>
Pseudocódigo
Para <var> de <início> até <final> incr de <inc> faça
<comando_composto>
Fim_para
Figura 7.7 Sintaxe usada para os laços contados.
A semântica do laço contado é a seguinte: no início da execução da construção o valor
<início> é atribuído à variável <var>. A seguir, o valor da variável <var> é comparado com o
valor <final>. Se <var> for maior que <final>, então o comando composto não é executado e a
execução do algoritmo prossegue pelo primeiro comando seguinte ao Fim_para. Por outro
lado, se o valor de <var> for menor ou igual a <final>, então o comando composto no interior
da construção é executado e, ao final do mesmo, o valor é adicionado à variável <var>. Feito
isso, retorna-se à comparação entre <var> e <final> e repete-se o processo até que <var>
tenha um valor maior que <final>, quando o laço é finalizado e a execução do algoritmo
prossegue pela instrução imediatamente seguinte ao Fim_para.
Algumas observações interessantes devem ser feitas:
<var> é necessariamente uma variável, uma vez que seu valor é alterado a cada
iteração (volta do laço);
<início>, <fim> e <inc> podem ser constantes ou variáveis. No segundo caso
(variáveis), algumas linguagens de programação proíbem que seus valores sejam
modificados durante a execução do laço;
<inc> é o valor que é adicionado à variável <var> ao final de cada iteração do laço.
Há linguagens de programação que permitem que lhe seja atribuído um valor
negativo, de modo que o valor da variável <var> diminui a cada iteração. Neste
caso, deve-se atentar à necessidade de inversão do sinal da comparação (de >
para <) que é feito a cada volta do laço, para seu correto funcionamento. Contudo,
este texto assumirá que <inc> possui um valor sempre positivo, o que não causa
perda de generalidade, já que um resultado análogo pode ser obtido com o uso das
construções enquanto e repita, apresentadas a seguir;
na grande maioria dos casos <inc> tem o valor 1 (incremento unitário). Portanto,
admite-se a omissão do trecho incr de <inc> da sintaxe do comando Para e,
quando isto ocorre, assume-se um incremento de 1.
Algoritmo
- 45 -
7.4.2 Laços Condicionais
Laços condicionais são aqueles cujo conjunto de comandos em seu interior é
executado até que uma determinada condição seja satisfeita. Ao contrário do que acontece nos
laços contados, nos laços condicionais não se sabe de antemão quantas vezes o corpo do laço
será executado.
As construções que implementam laços condicionais mais comuns nas linguagens de
programação modernas são:
Enquanto
Repita
7.4.2.1 Construção Enquanto
Sua semântica é a seguinte: ao início da construção Enquanto a condição é testada.
Se seu resultado for falso, então o comando composto no seu interior não é executado e a
execução prossegue normalmente pela instrução seguinte ao Fim_enquanto.
Se a condição for verdadeira o comando composto é executado e ao seu término
retorna-se ao teste da condição. Assim, o processo acima será repetido enquanto a condição
testada for verdadeira. Quando esta for falsa, o fluxo de execução prosseguirá normalmente
pelas instruções posteriores ao Fim_enquanto.
Fluxograma
<comando_
composto>
.V.
.F.<condição>
Pseudocódigo
Enquanto <condição> faça
<comando_composto>
Fim_enquanto
Figura 7.8 Sintaxe da construção Enquanto para laços condicionais.
Uma vez dentro do corpo do laço, a execução somente abandonará o mesmo quando a
condição for falsa. O usuário deste tipo de construção deve estar atento à necessidade de que
em algum momento a condição deverá ser avaliada como falsa. Caso contrário, o programa
permanecerá indefinidamente no interior do laço, o que é conhecido como laço infinito.
7.4.2.2 Construção Repita
Seu funcionamento é bastante parecido ao da construção Enquanto. O comando é
executado uma vez. A seguir, a condição é testada: se ela for falsa, o comando composto é
executado novamente e este processo é repetido até que a condição seja verdadeira, quando
então a execução prossegue pelo comando imediatamente seguinte ao final da construção.
Algoritmo
- 46 -
Fluxograma
<comando_
composto>
.V.
.F. <condição>
Pseudocódigo
Repita
<comando_composto>
Até que <condição>
Figura 7.9 Sintaxe da construção Repita para laços condicionais.
Esta construção difere da construção Enquanto pelo fato de o comando composto ser
executado uma ou mais vezes (pelo menos uma vez), ao passo que na construção Repita o
comando composto é executado zero ou mais vezes (possivelmente nenhuma). Isto acontece
porque na construção Repita o teste da condição é feito ao final da construção, ao contrário do
que acontece na construção Enquanto, onde o teste da condição é feito no início da mesma.
7.5 Aninhamentos
Um aninhamento ou embutimento é o fato de se ter qualquer um dos tipos de
construção apresentados anteriormente dentro do conjunto de comandos (comando composto)
de uma outra construção.
Em qualquer tipo de embutimento é necessário que a construção interna esteja
completamente embutida na construção externa.
A Figura 7.10 ilustra aninhamentos válidos e inválidos.
(a) (b)
Figura 7.10 Exemplos de aninhamentos (a) válidos e (b) inválidos.
Algoritmo
- 47 -
7.6 Síntese
As estruturas de controle do fluxo de execução são essenciais para que se possa
alterar a seqüência de execução dos comandos de um programa em função dos dados do
mesmo.
Um comando composto é um conjunto de zero ou mais comandos simples, sejam
eles instruções primitivas ou construções como as estudadas neste capítulo.
Uma estrutura seqüencial é aquela em que os comandos vão sendo executados
numa seqüência pré-estabelecida, um após o outro.
As estruturas de decisão permitem escolher qual o caminho a ser seguido num
algoritmo em função de uma ou mais condições. A construção Se utiliza apenas uma condição,
ao passo que a construção Escolha utiliza uma ou mais condições.
As estruturas de repetição são usadas quando se deseja repetir um trecho de um
algoritmo (comando composto). Quando o número de vezes que o trecho será repetido é
conhecido diz-se que o laço é do tipo contado (construção Para). Quando este número não é
conhecido, mas é função de uma determinada condição, então têm-se os laços condicionais
(construção Enquantoe Repita).
As construções Repita e Enquanto diferem uma da outra pelo fato de a primeira
efetuar o teste da condição no final da construção e, portanto, executar o comando composto
ao menos uma vez. Por outro lado, a construção Enquanto efetua o teste da condição em seu
início e executa o comando composto zero ou mais vezes.
Os aninhamentos podem usar qualquer uma das construções apresentadas neste
capítulo; desde que atendam a uma regra única: a construção mais interna deve estar
inteiramente contida na construção imediatamente mais externa.