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Construção de indutor Bruno Bordignon e Thomas Gomes de Sá Carvalho Departamento de Engenharia Elétrica – Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Curitiba – Av. Sete de Setembro, 3165 Rebouças – 80230-901 – Curitiba – PR - Brasil e-mail:brunobordignon@alunos.utfpr.edu.br e thomascarvalho@alunos.utfpr.edu.br Este relatório mostra como é o funcionamento de indutores atráves da construção de um indutor e atráves de medições feitas com uma ponte RLC. A partir de alterações em um indutor já pronto foi possível ver como o número de espiras pode alterar o valor da indutância. Além disso, também foi possível rever alguns aspectos teóricos acerca dos indutores. Os indutores são de extrema importância pois tem muitas aplicações para a engenharias, como em transformadores por exemplo. Introdução O indutor é um elemento usado em circuitos que tem a função de acumular energia através de um campo magnético e impedir variações na corrente elétrica. Os indutores também são usados para formar um transformador, além disso, também são muito utilizados como filtro do tipo passa baixa (que exclui sinais de alta frequência). Figura 1 – Exemplos de indutor A figura 1 mostra exemplos de indutores dos mais variados tipos - Indutores em circuitos elétricos Figura 2 – Simbologia de indutor em circuitos elétricos A figura 2 é um exemplo da simbologia do indutor em circuitos elétricos. Essas características são obtidas através de um condutor metálico enrolado em uma bobina, que ao receber corrente elétrica variável, induz uma voltagem no condutor de sentido contrário aquela que está originalmente passando, segundo a lei de Lenz. - A propriedade da Indutância A indutância é o parâmetro usado, nos circuitos elétrico/eletrônico/digital para descrever a característica do indutor. A indutância é usada para calcular a voltagem induzida por um campo magnético devido a uma corrente de valor variável, que atravessa os fios da bobina de um indutor. A unidade da indutância é o henry (H), em homenagem ao cientista Joseph Henry, grande estudioso do fenômeno da auto-indutância eletromagnética. - Voltagem induzida Quando uma corrente elétrica atravessa um indutor, induz uma voltagem em seus terminais. O valor dessa voltagem, no sentido da queda de potencial, é dado por: 𝑉 = 𝐿 𝑑𝑖 𝑑𝑡 A unidade da indutância é o henry (H), em homenagem ao cientista Joseph Henry, grande estudioso do fenômeno da auto-indutância eletromagnética. - Corrente que atravessa um indutor e potência no indutor Tendo: 𝑉 = 𝐿 𝑑𝑖 𝑑𝑡 Temos: 𝑉𝑑𝑡 = 𝐿𝑑𝑖 ∫ 𝑉𝑑𝑡 𝑡 𝑡0 = 𝐿 ∫ 𝑑𝑖 𝑖(𝑡) 𝑖(𝑡0) Assim, a corrente no indutor é: 𝑖(𝑡) = 𝑖(𝑡0) + 1 𝐿 ∫ 𝑉𝑑𝑡 𝑡 𝑡0 Sabendo que 𝑃 = 𝑉𝑖 𝑃 = 𝑉 [𝑖(𝑡0) + 1 𝐿 ∫ 𝑉𝑑𝑡 𝑡 𝑡0 ] - Energia armazenada em um indutor Sabendo que: 𝑃 = 𝑑𝜔 𝑑𝑡 = 𝑖𝑣 = 𝐿𝑖 𝑑𝑖 𝑑𝑡 Temos: 𝑑𝜔 = 𝐿𝑖𝑑𝑖 Integrando: ∫ 𝑑𝜔 𝜔 0 = 𝐿 ∫ 𝑑𝑖 𝑖 0 Portanto, a energia no indutor é: 𝜔 = 𝐿𝑖2 2 - Associação de indutores Em série: Figura 3 – Associação de indutores em série A figura 3 mostra a associação de indutores em série, que pode ser calculada pela fórmula a seguir: 𝐿𝑒𝑞 = 𝐿1 + 𝐿2 + ⋯ + 𝐿𝑛 Em paralelo: Figura 4 – Associação de indutores em paralelo A figura 4 mostra a associação de indutores em série, que pode ser calculada pela fórmula á seguir: 1 𝐿𝑒𝑞 = 1 𝐿1 + 1 𝐿2 + ⋯ + 1 𝐿𝑛 Objetivos Este relatório tem como objetivos: 1. Descrever a montagem de um indutor; 2. Comprovar a correspondência da teoria já vista com a prática Materiais utilizados Tabela 1 – Lista de materiais Item Quantidade Descrição 01 1 Núcleo de ferrite NEE-40 /17/12-3560-IP12R 02 1 Carretel CE-40/17/12- 1/12-BAQ 03 - Fio de cobre AWG 27 04 1 Ponte RLC 05 1 Placa de circuito impresso furada 06 2 Bornes banana 07 1 Ferro de solda Na tabela 1 temos uma relação de todos os materiais que foram necessários para a realização deste experimento. Construção do indutor Por falta de material, foi utilizado um indutor já pronto, o qual havia sido construído por outros alunos em semestres anteriores, sendo assim, o indutor não foi construído pela equipe. A equipe apenas modificou o número espiras, diminuindo-o para mudar a indutância, além disso a equipo também soldou o indutor em uma placa de circuito impresso furada onde também foram soldados dois bornes para facilitar a ligação com o restante do circuito. O indutor já pronto está nas figuras abaixo. Figura 5 - Vista superior do indutor Figura 6 - Vista lateral do indutor As figuras 5 e 6 mostram o indutor já pronto e soldado na placa assim como os bornes. Coleta de dados práticos Após o indutor estar pronto, foi obtido o valor da indutância e o valor de 𝑅𝑖 com o auxílio de uma ponte RLC. Este valor encontra-se na imagem abaixo. Figura 7 – Medida da indutância A figura 7 nos mostra o valor da indutância que é de 22mH e de 𝑅𝑖 que é de 2,59Ω. O dado encontrado está na tabela abaixo Tabela 2 – Dados práticos Dado Valor Indutância 22mH 𝑅𝑖 2,59Ω A tabela 2 acima apresenta os dados que foram medidos no indutor com o auxílio de uma ponte RLC. Questões a serem respondidas 1 – Quais são as especificações do fio fornecido? O fio utilizado foi o AWG 27, com as seguintes especificações: Diâmetro do fio esmaltado: 0,360mm. Secção: 0,102mm² Peso por km: 0,923kg/km Ohms por km:169Ω/km Corrente máxima:0,306A 2 – Quais são as especificações do núcleo de ferrite? Como foi informado no item “Construção do indutor”, o indutor não foi construído pela equipe, portanto não é possível conseguir as especificações do núcleo de ferrite, o que faz com que não seja possível responder essa questão. 3 – Qual é a função do entreferro? O entreferro tem duas funções nos indutores: -Sem entreferro a indutância é proporcional apenas à permeabilidade do núcleo, que é um parâmetro extremamente dependente da temperatura e do ponto de operação. A adição do entreferro introduz uma relutância muito maior que a relutância do núcleo fazendo com que o valor de L seja praticamente insensível às variações na permeabilidade do núcleo. -A adição de entreferro permite que o indutor opere com valores maiores de corrente no enrolamento sem que ocorra saturação do núcleo, conforme pode ser observado na figura 8 abaixo: Figura 8 - efeito do entreferro na saturação do núcleo A figura 8 mostra como o entreferro tem efeito sobre a saturação do núcleo. 4 – Determine o circuito equivalente do indutor a baixas frequências. Figura 9 - Circuito de indutor a baixas frequências A figura 9 mostra como é o circuito do indutor a baixas frequências, e o valores de 𝑅𝑖, 2,59Ω, e 𝐿𝑖, 22mH, estão presentes na tabela 2, com isso, o circuito pronto está na figura abaixo Figura 10 - Circuito de indutor a baixas frequências com os valores A figura 10 mostra como é o circuito do indutor abaixas frequências já com os valores. 5 – Determine o circuito equivalente do indutor a altas frequências. Figura 11 - Circuito de indutor a baixas frequências A figura 11 mostra como é o circuito do indutor a baixas frequências, e o valores de 𝑅𝑖, 2,59Ω, e 𝐿𝑖, 22mH, estão presentes na tabela 2, e o valor de 𝐶𝑖 vem da equação: 𝐶𝑖 = 𝐶𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎 𝑁 − 1 Sendo N o número de espiras e 𝐶𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎: 𝐶𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎 = 𝜋2𝐷𝜀0 ln ( 𝑝 2𝑟 + √( 𝑝 2𝑟) 2 − 1) Como não temos os valores de N e p, o valor do capacitor não pode ser calculado. Substituindo estes valores na equação temos: Figura 12 - Circuito de indutor a baixas frequências com os valores A figura 12 mostra como é o circuito do indutor a altas frequências já com os valores. 6 – Compare o número de espiras teórico e o número de espiras prático. Como foi informado no item “Construção do indutor”, o indutor não foi construído pela equipe, portanto não é possível conseguir o número de espiras, o que faz com que não seja possível responder essa questão. 7 – Como influi o valor da indutância do indutor na ondulação da corrente da carga em conversores CC- CC. A ondulação da corrente tende a ser reduzida com o aumento da indutância da carga. 2,59Ω 22mH 2,59Ω 22mH 𝐶𝑖 Resultados e discussões Como foi mostrado neste relatório, o indutor funcionou de forma correta e com valores satisfatórios e de acordo com a teoria. Conclusão Após a análise das medições, chegamos à conclusão que o indutor que foi utilizado operarou da forma esperada. Por meio das desta prática foi possível entender melhor funcionamento e como é construído um indutor Referências - ERICKSON, Robert W.; MAKSIMOVIC, Dragan. Fundamentals of power electronics. New York: Kluwer Academic, 2001. - MOHAN, Ned; UNDELAND, Tore M.; ROBBINS, William P. Power electronics: converters, applications, and design, New York: John Wiley,1995. - AHMED, Ashfaq. Eletrônica de Potência; Editora: Prentice Hall, 1a edição, 2000.