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ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 2
 
 
 
PPLLAANNOO DDEE AAUULLAA AAPPOOSSTTIILLAADDOO 
Escola de Teologia do Espírito Santo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AAAAAAAAddddddddmmmmmmmmiiiiiiiinnnnnnnniiiiiiiissssssssttttttttrrrrrrrraaaaaaaaççççççççããããããããoooooooo EEEEEEEEcccccccclllllllleeeeeeeessssssssiiiiiiiiáááááááássssssssttttttttiiiiiiiiccccccccaaaaaaaa 
 
Os aspectos administrativos da vida da igreja 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 3
 
 
 
 
© Copyright 2004, Escola de Teologia do ES 
 
A Escola de Teologia do ES é amparada pelo disposto no parecer 
241/99 da CES – Câmara de Ensino Superior 
O ensino à distância é regulamentado pela lei 9.394/96 – Artº 80 e é 
considerado um dos mais avançados sistemas de ensino da atualidade 
 
■ 
 
Todos os direitos em língua portuguesa reservados por 
 
ESCOLA DE TEOLOGIA DO ES 
Rua Cabo Ailson Simões, 560 - Centro – Vila Velha- ES 
Edifício Antônio Saliba – Salas 802/803 
CEP 29 100-325 
Telefax (27) 3062-0773 
www.esutes.com.br 
 
■ 
 
PROIBIDA A REPRODUÇÃO POR QUAISQUER MEIOS, SALVO EM BREVES 
CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. 
 
Todas as citações bíblicas foram extraídas da Bíblia Versão Almeida 
Corrigida e Fiel(ACF) 
©2008, publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana. 
 
 
 
 
 
O presente material é baseado nos principais tópicos e pontos salientes da matéria em questão. 
A abordagem aqui contida trata-se da “espinha dorsal” da matéria. Anexo, no final da 
apostila, segue a indicação de sites sérios e bem fundamentados sobre a matéria que o módulo 
aborda, bem como bibliografia para maior aprofundamento dos assuntos e temas estudados. 
 
TEOLOGIA DO ES, Escola de - Título original: Administração Eclesiástica, Os aspectos 
administrativos da vida da igreja – Espírito Santo: ESUTES, 2004. 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 4
 
 __________ 
 SSSSSSSSUUUUUUUUMMMMMMMMÁÁÁÁÁÁÁÁRRRRRRRRIIIIIIIIOOOOOOOO 
 ____________________________ 
 
 
 
 
UUUUUUUUNNNNNNNNIIIIIIIIDDDDDDDDAAAAAAAADDDDDDDDEEEEEEEE IIIIIIII 
CCCCCCCCOOOOOOOONNNNNNNNCCCCCCCCEEEEEEEEIIIIIIIITTTTTTTTUUUUUUUUAAAAAAAAÇÇÇÇÇÇÇÇÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO 
Definição..............................................................................................................................................................5 
Objetivos da organização....................................................................................................................................6 
A adiministração Secular.....................................................................................................................................6 
O que é Administrar?...........................................................................................................................................6 
 
UUUUUUUUNNNNNNNNIIIIIIIIDDDDDDDDAAAAAAAADDDDDDDDEEEEEEEE IIIIIIIIIIIIIIII 
AAAAAAAA IIIIIIIIGGGGGGGGRRRRRRRREEEEEEEEJJJJJJJJAAAAAAAA 
Governo Eclesiástico...........................................................................................................................................9 
A igreja no Novo Testemento.............................................................................................................................10 
A base da comunhão na Igreja local..................................................................................................................10 
O que faz a Igreja...............................................................................................................................................10 
O corpo Eclesial.................................................................................................................................................12 
Filiação...............................................................................................................................................................13 
 
UUUUUUUUNNNNNNNNIIIIIIIIDDDDDDDDAAAAAAAADDDDDDDDEEEEEEEE IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
AAAAAAAA IIIIIIIIGGGGGGGGRRRRRRRREEEEEEEEJJJJJJJJAAAAAAAA CCCCCCCCOOOOOOOOMMMMMMMMOOOOOOOO IIIIIIIIGGGGGGGGRRRRRRRREEEEEEEEJJJJJJJJAAAAAAAA JJJJJJJJUUUUUUUURRRRRRRRÍÍÍÍÍÍÍÍDDDDDDDDIIIIIIIICCCCCCCCAAAAAAAA 
O Estatuto..........................................................................................................................................................17 
Estatuto da igreja Evagélica...............................................................................................................................19 
Carimbo Padronizado.........................................................................................................................................27 
Isenção do Imposto de Renda............................................................................................................................27 
Isenção do Imposto sobre Serviços....................................................................................................................27 
 
UUUUUUUUNNNNNNNNIIIIIIIIDDDDDDDDAAAAAAAADDDDDDDDEEEEEEEE IIIIIIIIVVVVVVVV 
AAAAAAAA EEEEEEEESSSSSSSSCCCCCCCCRRRRRRRRIIIIIIIITTTTTTTTUUUUUUUURRRRRRRRÍÍÍÍÍÍÍÍSSSSSSSSTTTTTTTTIIIIIIIICCCCCCCCAAAAAAAA 
Livros..................................................................................................................................................................28 
Modelo de Ata de Igreja......................................................................................................................................30 
O livro de presença.............................................................................................................................................31 
O livro de Registro de Matrimônio......................................................................................................................32 
 
AAAAAAAAPPPPPPPPÊÊÊÊÊÊÊÊNNNNNNNNDDDDDDDDIIIIIIIICCCCCCCCEEEEEEEE 
Regras Palarmentares........................................................................................................................................34 
 
BBBBBBBBIIIIIIIIBBBBBBBBLLLLLLLLIIIIIIIIOOOOOOOOGGGGGGGGRRRRRRRRAAAAAAAAFFFFFFFFIIIIIIIIAAAAAAAA...................................................................................................................................................44 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 5
UUNNIIDDAADDEE II 
CCOONNCCEEIITTUUAAÇÇÃÃOO 
...............................................................“Todo homem procura obter o máximo com o mínimo de esforço”. 
 
.............................................................. 
 
 
 
DDEEFFIINNIIÇÇÃÃOO 
Administração Eclesiástica é o estudo dos diversos assuntos ligados ao trabalho do pastor no que 
tange à sua função de líder ou administrador principal da igreja a que serve. Lembremo-nos de que 
a igreja é, simultaneamente, ORGANISMO e ORGANIZAÇÃO. É o povo de Deus organizado num 
tríplice aspecto: espiritual, social e econômico, para atender à missão para a qual Deus a constituiu. 
 
A Administração Eclesiástica sob o ponto de Vista Bíblico 
Em muitos casos, a Bíblia tem sido citada por sua demonstração de princípios administrativos. Um 
dos exemplos mais notórios é a linha de autoridade estabelecida por Moisés em atenção ao conselho 
de Jetro, seu sogro, cerca de mil e quinhentos anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Veja : Êx 
18.13-27! Outros exemplos são vistos como no sacerdócio aarônico, que foi instituído com um 
sumo sacerdote e ordens de sacerdotes sob sua direção, numa variação de categorias. Davi 
dividiu os sacerdotes em vinte e quatro turnos - maiorais do santuário e maiorais da casa de 
Deus I Cr 24. Segundo o plano de Deus, a autoridade vem dos níveis mais altos para os 
inferiores. Ela traz consigo grande responsabilidade, e as pessoas investidas de autoridade 
são divinamente ordenadas a usá-la responsavelmente, para os propósitos celestiais. Assim, 
a organização é bíblica, é universal; é tão antiga quanto a própria humanidade. A 
Arqueologia o tem comprovado. Desde o princípio, os homens sentiram necessidade de se 
organizarem em sociedades ou grupos, a fim de proverem os meios de subsistência e 
sobrevivência. Deus orientou Noé a construir a Arca, para salvar-se do Dilúvio. Instruiu 
detalhadamente Moisés a conduzir o povo através do deserto. Deu dados completos para a 
construção do tabernáculo, da Arca do Testemunho, e sobre os altares para o cerimonial, etc. 
No A.T., há ainda muitos outros exemplos de organização e técnica administrativa, como a 
administração de José, do Egito, a reconstrução de Jerusalém por Esdras e Neemias, etc. 
Salomão recebeu do Senhor todos os dados necessários para a construção do primeiro 
templo e para a organização do seu reinado (II Cr 3). No período neotestamentário, 
encontramos Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, convocando os seus discípulos e 
auxiliares. Após instruí-los cuidadosamente, outorgou-lhes autoridade e poder, e os enviou 
ao campo. Primeiramente, os doze, "às ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 10.1). Depois, 
mais setenta, "de dois em dois", a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir (Lc 10.1). 
Antes de multiplicar os cinco pães, ordenou a seus discípulos que mandassem a multidão 
assentar-se em grupos de cem e de cinqüenta, naturalmente para lhes facilitar o trabalho. Na 
igreja apostólica, os líderes propuseram à "multidão dos discípulos" a instituição dos 
diáconos, para "servirem às mesas", a fim de que os apóstolos tivessem tempo para se dedicarem 
“à oração e ao ministério da Palavra” (At 6.1-4). Em certa ocasião, Jesus censurou um homem que 
iniciou a construção de uma torre sem verificar se possuía recursos para concluí-la (Lc 14.30). Isto é 
falta de planejamento. Outro fez grandes planos para encher os seus celeiros (obras seculares) e 
esqueceu-se da salvação de sua alma (trabalho espiritual). É importante realizar aquelas, mas sem 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 6
esquecer esta - a principal. O apóstolo Paulo, por onde passava, em suas viagens missionárias, 
organizava novas igrejas e a cada uma enviava um obreiro capaz e cheio do Espírito Santo. O 
mesmo apóstolo, escrevendo aos coríntios, disse que "o nosso Deus não é Deus de confusão", ou de 
desorganização (I Co 14.33), e recomendou: "Faça-se tudo decentemente e com ordem" (I Co 14.40). 
Assim deve ser em todos os tempos e em qualquer lugar, para que em todas as igrejas dos santos 
haja muita paz e prosperidade. Uma boa administração não impede a necessária operação do 
Espírito Santo. Pelo contrário, o Executivo divino deve ser consultado em primeiro lugar, antes de 
qualquer planejamento ou deliberação, pois Ele é o maior interessado no progresso do reino de 
Deus na terra. Não esqueçamos de que somos mordomos de Deus e devemos administrar bem a 
nossa mordomia, porque um dia seremos chamados a prestar contas dela. 
 
OOBBJJEETTIIVVOOSS DDAA OORRGGAANNIIZZAAÇÇÃÃOO 
Simplificar o trabalho 
Há muitas maneiras de se fazer uma coisa. Porém devemos procurar aquela que seja mais prática e 
eficiente, que melhor corresponda à realidade. 
 
Facilitar a produção 
Através da simplificação do trabalho, conseguimos facilitar a sua produção e, conseqüentemente, 
produzir mais e melhor. 
 
AA AADDMMIINNIISSTTRRAAÇÇÃÃOO SSEECCUULLAARR 
Origem 
Desde o início dos primeiros grupos sociais, a fim de conduzir bem os trabalhos, criou-se a 
necessidade de estabelecer uma ESCALA DE COMANDO cuja função seria dirigir e gerir esses 
trabalhos coletivos. Diga-se de passagem, que a Igreja é um agrupamento humano com um objetivo 
a ser alcançado, um propósito a ser atingido, um alvo para cumprir. A administração apareceu 
como ciência independente no fim do século XIX. “Todo homem procura obter o máximo com o 
mínimo de esforço”. Este princípio determinou a procura do rendimento máximo para qualquer 
atividade humana e, conseqüentemente, o estudo de como obter este rendimento. Fredericke W. 
Taylor nos Estados Unidos já no século XVIII comprovou que a baixa produção em qualquer 
atividade se deve à falta de uma metodologia de produção. Embora possamos adotar alguns 
princípios da administração secular, não obstante, a Igreja precisa ser norteada por outros 
princípios. Em virtude de sua natureza, a Igreja não se confunde com nenhuma sociedade ou 
grupos étnicos. A sua corporalidade, organicidade, fraternidade, unicidade e consensualidade 
nascem, estruturam-se e se perpetuam na regeneração em Cristo Jesus, o criador da comunhão dos 
Santos. A missão da Igreja é ser serva de Jesus Cristo pelo culto permanente e exclusivo à Trindade; 
pelo amor interno, que confraterniza seus membros; pela fidelidade às Escrituras; pela igualdade de 
seus componentes; pela missão evangelizadora entre todos os povos; pelo incansável testemunho 
cristão. A administração secular possui três grandes ramos: 
 
Pessoal 
Financeiro 
O&M 
 
Em geral, a empresa é organizada formalmente com estes departamentos. Qual deve ser a 
responsabilidade de cada um deles? 
 
Pessoal 
Cuida das pessoas de que se compõe a firma, preocupando-se com a situação disciplinar, a 
integração, o treinamento, a produtividade, a administração, a demissão, as férias, a substituição, 
etc. 
Financeiro 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 7
Analisa a receita e programa as despesas. 
 
O & M – Organização & Métodos 
Estuda e pesquisa a maneira de a empresa operar, estabelecendo as seqüências mais lógicas e o 
tempo preciso. 
 
OO QQUUEE ÉÉ AADDMMIINNIISSTTRRAARR?? 
Administrar não e fazer "mil coisas". E a "ciência de gerar um organismo retirando-o da inércia, 
levando-o a melhor funcionalização dos recursos que justificaram sua criação, com o menor 
dispêndio (gasto) e sem lhe comprometer o futuro". É distribuir as responsabilidades e não "executar 
todas as tarefas". E fazer com que todos participem do trabalho. Não se deve confundir isso com 
exploração dos outros. O bom administrador leva as pessoas a realizar suas tarefas cada vez melhor 
e a se realizarem no trabalho. Muitos pretendem tratar pessoalmente dos detalhes mínimos da 
organização da igreja, e, diante do total insucesso, passam a expressar sua frustração dizendo: "Esta 
não é a minha missão, meu trabalho é ganhar almas. Abandonarei tudo e me dedicarei inteiramente 
às coisas espirituais". Jesus sempre procurouobter a ajuda de outras pessoas. Quando as talhas 
estavam vazias, Ele disse: "Enchei as talhas" (Jo 2.7). Quando a pedra cobria o túmulo de Lázaro, 
disse: "Tirai a pedra" (Lc 11.39). Quando alimentou as cinco mil pessoas, pediu aos discípulos: 
"Recolhei os pedaços que sobejaram" (Jo 6.12). A realidade do trabalho do administrador é ajudar as 
pessoas a crescer, ajudá-las a fazer o trabalho, em vez de executá-lo ele mesmo. Muitas vezes 
pensamos que o administrador trabalha muito, mas a sua missão principal e motivar outras pessoas 
para o trabalho. Administrar é, a um só tempo: 
 
Prever 
Organizar 
Comandar 
Coordenar 
Controlar 
 
Prever 
É preparar-se para o futuro, com a necessária antecedência, através de programas de ação. É 
predeterminar um curso de ação. Jesus ensinou que é melhor construir sobre uma rocha que sobre a 
areia (Mt 7.24-27). Dentro do planejamento, temos as seguintes atividades: 
Previsão: Estimativa do futuro. 
Estabelecimento de objetivos: Determinar, os resultados finais a serem alcançados. 
Programação: Estabelecimento de seqüência e prioridade dos passos a seguir para atingir os 
objetivos. 
Cronograma: Determinar uma seqüência de prazos para os passos do programa. 
Orçamento: Distribuição dos recursos necessários para atingir os objetivos. 
Determinação dos procedimentos: Desenvolver e aplicar métodos padronizados na execução do 
trabalho especificado. 
Elaboração de políticas: Elaborar e interpretar decisões duradouras que se aplicam as perguntas e 
problemas repetitivos que tem significado para a organização como um todo. 
 
Organizar 
É reunir meios e recursos materiais e humanos, distribuídos racionalmente e de tal forma 
harmonizados que possam funcionar como um todo, e sem solução de continuidade. Atividades: 
Desenvolvimento da estrutura da organização: Identificar e agrupar o trabalho a ser executado nos 
diversos cargos. 
Delegação: Confiar responsabilidade e autoridade a outros e exigir prestação de contas pelos 
resultados. 
Estabelecimento de relações: Criar condições necessárias para os esforços mutuamente 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 8
cooperativos do povo. 
 
Comandar 
É determinar as providências, a fim de que toda a organização funcione de acordo com as normas 
vigentes. Atividades: 
Tomada de decisão: Chegar às conclusões e julgamentos. 
Comunicação: Criar compreensão. 
Motivação: Inspirar, estimular e impelir as pessoas a tomarem as medidas necessárias. 
Seleção de material: Envolver pessoas para os cargos existentes na organização. 
Desenvolvimento do pessoal: Ajudar as pessoas a melhorar seus conhecimentos, suas atitudes e 
habilidades. 
 
Coordenar 
É manter o organismo em funcionamento homogêneo e integrado em suas diversas atividades. É 
proporcionar o desenvolvimento de cada órgão, procurando manter o equilíbrio do sistema 
operacional. Dessa forma, evitar-se-ão atritos, perda de tempo e complicações indesejáveis. 
 
Organizar 
Avaliar e regular o trabalho em andamento e acabado. Atividades: 
Estabelecer padrões de execução: Estabelecer os critérios pelos quais se avaliarão os métodos e 
os resultados. 
Medição do desempenho: Registrar e relatar o trabalho em andamento e o acabado. 
Avaliação do Desempenho: Avaliar o trabalho em andamento e os resultados obtidos. Depois de 
executado o “plano”, ele deve ser avaliado. Pergunte-se: 
O nosso método foi bom? 
Em que falhamos? 
Por que não alcançamos melhores resultados? 
Onde falhou o nosso planejamento? 
Correção do desempenho: Regular e aperfeiçoar os métodos e os resultados. 
 
O administrador é um especialista na arte de trabalhar com pessoas. Sente-se vitorioso quando 
ajudam outros a fazer bem o seu trabalho. A administração perfeita esta nos céus. O próprio Deus 
estabeleceu regras fixas para o Universo. O Universo teve o seu planejamento (Pv 8.22). Seis foram 
os dias da criação. Nenhuma igreja vive sem administração. Assim como nenhuma empresa 
sobrevive desorganizada. Muitos exemplos bíblicos têm de homens que foram verdadeiros 
administradores, quer na condução dos assuntos relacionados com a obra de Deus, quanto na 
sobrevivência de seu povo: Jetro, José do Egito, Daniel, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 9
UUNNIIDDAADDEE IIII 
AA IIGGRREEJJAA 
............................................................... 
 
"Naqueles tempos primitivos, cada igreja cristã se compunha do povo, dos oficiais presidentes, e dos 
assistentes ou diáconos. Esses haviam de ser os componentes de cada sociedade". 
 
.............................................................. 
 
 
 
GGOOVVEERRNNOO EECCLLEESSIIÁÁSSTTIICCOO 
Uma igreja cristã é uma sociedade com vida coletiva, organizada de conformidade com algum 
plano definido, adaptado a algum propósito definido, que ela se propõe realizar. Por conseguinte, 
conta com seus oficiais e ordenanças, suas leis e regulamentos, apropriados para a administração de 
seu governo e para cumprimento de seus propósitos. Existem três formas especiais e largamente 
diferentes de governo eclesiástico, que tem obtido prevalência nas comunidades cristãs através dos 
séculos passados, e que continuam sendo mantidas com diferentes graus de sucesso, cada uma das 
quais reivindicando ser a forma original e primitiva: 
 
A Episcopal ou Prelática 
Forma em que o poder de governar descansa nas mãos de prelados ou bispos diocesanos, e no clero 
mais alto; tal como sucede nas igrejas romana, grega, anglicana, e na maior parte das igrejas 
orientais. 
 
A Presbiteriana ou Oligárquica: 
Forma em que o poder de governar reside nas assembléias, sínodos, presbitérios e sessões; é o que 
sucede na igreja escocesa, luterana, e nas varias igrejas presbiterianas. 
 
A Congregacional ou Independente: 
Forma em que a entidade pratica o autogoverno, pois cada igreja individual e local administra seu 
próprio governo mediante a voz da maioria de seus membros; e o que acontece entre os batistas, os 
congregacionais, os independentes, e alguns outros grupos evangélicos. 
Neander, destacado historiador, diz a respeito do período primitivo: "As igrejas eram ensinadas a se 
governarem por si mesmas". "Os irmãos escolhiam seus próprios oficiais dentre seu próprio 
número". "No tocante á eleição de oficiais eclesiásticos, o principio antigo continuou sendo seguido: 
o consentimento da comunidade era necessário para a validade de qualquer eleição semelhante, e 
cada membro tinha a liberdade de oferecer razões por sua oposição”. 
Moshiem diz a respeito do primeiro século: "Naqueles tempos primitivos, cada igreja cristã era 
composta do povo, dos oficiais presidentes, e dos assistentes ou diáconos. Essas devem ser as partes 
componentes de cada sociedade. A voz principal pertencia ao povo, ou seja, a todo o grupo de 
cristãos". "O povo reunido, por conseguinte, elegia seus próprios governantes e mestres". A respeito 
do segundo século, ele acrescenta: "Um presidente, ou bispo, preside sobre cada igreja. Ele era 
criado pelo sufrágio comum do povo". "Durante uma grande parte desse século, todas as igrejas 
continuaram sendo, como no principio, independentes umas das outras. Cada igreja era uma 
espécie de pequena republica independente, governando-se por suas próprias leis, baixadas, ou pelo 
menos sancionadas pelo povo". 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 10 
AA IIGGRREEJJAA NNOO NNOOVVOO TTEESSTTAAMMEENNTTOO 
Métodos de evangelismo 
Pregava-se o Evangelho nos paises onde não era conhecido. Deixaram Jerusalém e Antioquia e 
saíram à Ásia e à Europa, pregando aos judeus e gentios (II Co 8.1; I Ts 2.14); Pregava-se ao publico 
em geral. Serviam-se da casa de um novo crente. Usavam uma sinagoga ou escola (At 17.1). 
Com o decorrer do tempo escolhiam-se anciãos ou presbíteros, e diáconos para a direção, assim 
como os ministériosnecessários ao rebanho, para levar a cabo a obra de evangelização (I Ts 5.12; At 
20.18-85). 
 
Governo próprio 
Desenvolvimento de ministros dentre os membros capacitados para dirigir a igreja. Homens cheios 
do Espírito Santo eram chamados. 
 
A igreja evangelizava por si mesma 
Uma igreja local é o meio divino de evangelizar o território ao seu redor. 
 
A igreja tinha seu sustento próprio 
 
AA BBAASSEE DDAA CCOOMMUUNNHHÃÃOO NNAA IIGGRREEJJAA LLOOCCAALL 
Para formar uma igreja, é preciso que haja como base: 
 
Comunhão 
Acordo entre os membros quanto às doutrinas, propósitos e métodos de que se utilizarão para 
alcançar suas finalidades. 
 
Cooperação 
Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo (Am 3.3)? Ao formar uma igreja, os convertidos 
devem ser instruídos na Palavra de Deus e na vida cristã, de maneira a poderem chegar a um 
acordo e declarar com certeza: "Isto é o que cremos, o que somos e pregamos ”. Deve haver um 
acordo completo quanto às doutrinas fundamentais (I Co 1.10). Têm de ser unidos em um mesmo 
parecer com respeito: 
 
A atividades cristãs 
Ao vício do álcool 
Ao vício do fumo 
Às diversões populares: bailes, teatros, jogos, etc. 
 
Também devem ter um só entendimento com respeito: 
A exigência da lei civil quanto ao matrimônio, capaz de afetar a admissão de membros novos. 
À maneira de tratar com membros que caem em pecado e desonram o nome de Cristo e da igreja 
(Mt 28.19,20). Vemos, pois, que se principia a edificação e a organização duma igreja tendo por base 
o ensinamento bíblico. 
 
OO QQUUEE FFAAZZ AA IIGGRREEJJAA 
A Igreja ajuda o homem a conhecer a grandeza, a majestade, a gloria, o poder e o amor de Deus; 
 
Ajuda o homem a conhecer a pureza, a beleza, a magnificência, o poder e o amor de Cristo, o Filho 
de Deus; 
 
Ajuda o homem a conhecer o caminho da redenção do pecado por intermédio de Cristo, o 
Salvador; 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 11 
Instrui e orienta os homens na adoração de Deus; 
Dá forças e coragem para adorar porque lembra ao homem que milhões de outras pessoas com o 
mesmo pensamento estão reunidas para adorarem a Deus ao mesmo tempo; 
 
Ajuda o homem a conhecer seus deveres e responsabilidades como filho de Deus – o primeiro ser do 
qual Deus recebeu honra; 
 
Ajuda a pessoa a conhecer a Bíblia - que é a luz da qual todo homem necessitam para viver 
retamente; 
 
Ajuda o homem a adquirir uma perspectiva adequada, para ver sua vida como o início de uma 
existência eterna; 
 
Contribui para o crescimento no caráter, tendo uma vida altruísta, útil e radiante; 
 
Ensina a honestidade, a cortesia, a verdade no falar, a diligência no trabalho e a amabilidade no 
trato; 
 
Gera a boa vontade que torna possível haver bancos, governos e outras instituições que exigem 
confiança mútua; 
 
Ministra aos doentes, aos tristes, aos aflitos, trazendo a quem sofre novas forças, vitória e alegria; 
 
Ajuda a pessoa a não se sentir isolada e sozinha, pois, através do espírito sociável e do entusiasmo 
da comunidade, ela sente o amor de Deus; 
 
Ajuda as pessoas menos capazes, menos bem-informadas, e menos corajosas a serem melhores do 
que poderiam ser sozinhas; 
 
Ajuda o homem a vencer o sentimento de medo e frustração, por intermédio de Cristo, o amigo 
sempre presente; 
 
Torna possíveis as amizades que resultam em casamento na elevação de ideais e em lares felizes; 
 
Dá aos pais altos ideais de vida e de amor que tornam o lar um centro do viver firme e nobre; 
 
Ajuda a destruir as causas de toda miséria e infortúnio: o pecado e a ignorância; 
 
Coopera para que haja melhores escolas, política mais sadia, vida social mais pura, e mais justiça 
naciona1; 
 
Está do lado da lei e do direito, e gera respeito pelas coisas que fazem grande uma nação; 
 
Convida todos os homens a uma vida de fé, adoração, e serviço cristão à humanidade; 
 
E este é o modo de servir a Deus. "Ele é a Cabeça do corpo da Igreja" (CI 1.18). "Cristo amou a Igreja, 
e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25). 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 12 
 
OO CCOORRPPOO EECCLLEESSIIAALL 
Constitui-se, biblicamente, de dois ofícios: 
Pastor, Ministro, Ancião, Presbítero, Bispo 
Diácono 
 
Algumas considerações a respeito: 
 
Pastor, Ministro, Ancião, Presbítero, Bispo 
No Novo Testamento, os vocábulos BISPO, PRESBÍTERO e ANCIÃO são empregados para 
designar oficiais eclesiásticos. Todos, entretanto. Designam o mesmo oficio, por isso significam 
oficialmente o mesmo; de fato, são frequentemente aplicados à mesma pessoa. O bispo, também 
chamado presbítero ou ancião, era o pastor ou superintendente do rebanho espiritual, que cuidava, 
vigiava, guiava e alimentava o rebanho, tal como os pastores de ovelhas fazem com seus rebanhos 
(At 20.18,28: I Tm 8.1; Tt 1.5-7). 
Neander escreve: "O vocábulo presbítero ou ancião, indica antes a dignidade do oficio, visto que 
entre os judeus os presbíteros eram usualmente homens idosos e veneráveis; enquanto que o 
vocábulo "episcopos", ou bispo designava a natureza de seu trabalho como supervisores, ou 
pastores das igrejas. O primeiro titulo era empregado pelos judeus cristãos como nome conhecido 
nas sinagogas; enquanto que o ultimo titulo era usado principalmente pelos convertidos gregos ou 
gentios, por ser termo mais familiar e expressivo para eles". "Não eram designados para exercer 
autoridade absoluta, mas antes, para agirem como oficiais presidentes e guias de uma republica 
eclesiástica: para conduzirem todas as coisas, com a cooperação das comunidades, como seus 
ministros, e não como seus senhores". 
Mosheim disse: "Os lideres das igrejas eram algumas vezes denominados presbíteros ou anciãos, 
designação essa tomada dos judeus e que indicava mais a sabedoria que a idade das pessoas, e 
algumas vezes também eram chamados bispos; porém, é mais que evidente que ambos os termos 
são empregados indiferentemente no Novo Testamento para uma só e mesma classe de pessoas". 
"Naqueles tempos primitivos, cada igreja cristã se compunha do povo, dos oficiais presidentes, e dos 
assistentes ou diáconos. Esses haviam de ser os componentes de cada sociedade". 
O Doutor Coleman diz: “E geralmente admitido pelos escritores episcopais sobre esse assunto, que, 
no Novo Testamento bem com nos primeiros escritos eclesiásticos, os termos bispos e presbíteros ou 
anciãos, são sinônimos, e denotam um e o mesmo ofício. O oficio de presbitério era inegavelmente 
idêntico ao oficio de bispo, conforme tem sido demonstrado acima". Somente duas ordens de oficiais 
são conhecidas na Igreja até o fim do segundo século. 
 
Diáconos 
Os diáconos eram escolhidos para atender aos interesses temporais da igreja, conforme fica evidente 
pela escolha dos sete, registrada no capítulo sexto do livro de Atos. Isso foi feito a fim de que os 
apóstolos pudessem estar livres dos cuidados temporais, e, assim, dedicar sua atenção mais 
exclusivamente ao bem-estar espiritual do povo. A palavra diácono significa ministro ou servo. 
Algumas vezes e aplicada aos apóstolos, e até ao próprio Cristo, no sentido geral de um que "não 
veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". Alguns dos primeiros 
diáconos foram também eficientes pregadores do Evangelho, porém, sua obra, como diáconos, 
pertencia a outros serviços nas igrejas. Por outro lado, apesar de ser o diácono um oficial 
eclesiástico, seu ofício não constitui uma ordem ministerial de forma alguma, pois suas funções 
específicas pertencem aos interesses temporais, e não ao serviço espiritual. O serviço usualmente 
realizado por secretários, e outros semelhantes, segundo podemos supor, tanto quanto era 
necessário na administração das primeiras igrejas, recaia sobre os diáconos. A função principal do 
diácono deve ficar clara. 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia doEspírito Santo 13 
 
FFIILLIIAAÇÇÃÃOO 
Os Membros da Igreja Local 
Sabemos que as pessoas se tornam membros da Igreja Universal pela experiência de salvação e não 
pelo batismo em água. Todavia, tornam-se membros da organização, da igreja local, através do 
batismo em água, que nada mais é do que o testemunho público e externo da decisão de continuar 
seguindo a Jesus, identificando-se com Ele e com o seu povo na terra. 
 
Formas de tornar-se membro 
É muito provável que, na era apostólica, quando havia apenas "um Senhor, uma fé, um batismo", e 
não existiam denominações com suas divergências, o batismo do convertido por si o constituía 
membro da igreja, outorgando-lhe, imediatamente, todos os direitos e privilégios de membro em 
plena comunhão. Nesse sentido, "O batismo era a porta de entrada na igreja local". Atualmente, a 
situação é diferente: e ainda que as igrejas desejem receber novos membros, são precavidas e 
cautelosas para não receberem pessoas indignas. As igrejas, portanto, fazem com que os candidatos 
se apresentem a elas, façam sua declaração, testifiquem da sua "experiência" e então sua recepção é 
decidida pelo voto dos membros: embora ninguém possa tornar-se membro sem ser batizado, con-
tudo é o voto da coletividade que os admite á sua comunhão, ao receberem o batismo. 
 
Assim, aceita-se um membro na igreja: 
 
Pelo batismo (Mt 28.19; At 2.38) 
E necessário que seja devidamente casado (I Co 1.2,10,11; Hb 18.4) ou solteiro, e que tenha 
experimentado a salvação pela fé em Jesus. 
 
Por Carta de Transferência 
Quando expedida para igreja da mesma fé e ordem. 
 
Por Aclamação 
Aplica-se a várias situações. Todas, porém, exigem que a igreja que receberá o membro já o tenha 
observado e considerado positivo o seu modo de viver. Pessoas recebidas de outros grupos devem 
ser observadas cuidadosamente, a fim de se descobrir se defendem doutrinas contrarias as doutrinas 
bíblicas que esposamos. Deve haver entendimento bem definido acerca do sustento da igreja, pelo 
membro a ser recebido, pois é possível que não se sinta responsável, quanto aos dízimos e ache que 
outros é que devem levar a carga financeira da obra. O candidato deve estar ciente das normas de 
santidade. Deve o pastor instruir aos novos membros nas verdades essenciais para o 
desenvolvimento da igreja; e somente os que estão plenamente doutrinados poderão ser admitidos 
como membros. A igreja poderá receber, também, por aclamação: 
a) Membros de organizações genuinamente evangélicas. 
b) Membros de igrejas que desapareceram. 
c) Membros de igrejas que não dão carta de transferência. 
d) Membros cujos documentos foram extraviados. 
 
Além do que prescreve o estatuto, deve o membro: 
Consagrar-se. 
Aprender a levar as almas a Cristo. 
Honrar, respeitar, sustentar a obra com dízimos. 
Assistir aos cultos. 
Votar nas várias reuniões. 
Participar da Ceia. 
Visitar e ser visitado. 
Tomar parte nas atividades da igreja. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 14 
Ser separado, eventualmente, para obreiro local. 
Perigos a Serem Evitados 
Pensar o pastor somente no número de membros. 
Pensar demais em apoio financeiro ou social. 
Ter na igreja, como membros, pessoas que não querem se comprometer com o bom exemplo. 
 
Ter a igreja, como membros, pessoas que crêem em doutrinas diferentes: 
Não só falharão como induzirão outros ao erro. 
Em pouco tempo, serão mais prejudiciais que úteis. 
 
Aceitar como membros pessoas que se separaram bruscamente de suas igrejas originais. 
Às vezes são contenciosos por natureza. 
Não se conformam por não serem agraciados com cargos. 
Pessoas excluídas de outras igrejas não devem ser recebidas como membros, exceto após a mais 
cuidadosa investigação de todos os fatos do caso, e, mesmo assim, só quando se tornar manifesto 
que a exclusão era injustificável e que a igreja que a determinou se recusa, tenazmente a fazer justiça 
para com o membro excluído. Em qualquer que seja o caso, a novo ou futuro membro deverá ter 
uma conversa com o pastor, para estar bem-informado do ritmo do trabalho, evitando, assim, 
problemas futuros. Isso se aplica mesmo a pessoas vindas da Assembléia de Deus ou de outras 
regiões. É um direito da nova igreja explicar tudo para que não haja mal-entendido. No trabalho de 
Deus, mais vale a qualidade que a quantidade. Claro que tudo deve ser feito com humildade, 
respeito e mansidão. 
 
Notas 
a) Caso algum membro faça objeção à recepção do candidato, esta deve ser adiada, a fim de que 
sejam estudados os motivos da objeção. As objeções que forem julgadas infundadas ou 
despropositadas não devem impedir a recepção de um candidato qualificado; no entanto, ninguém 
deve ser recebido, a não ser por voto unânime, ou quase unânime; 
 
b) É usual em algumas igrejas que os candidatos, após terem apresentado sua experiência ou suas 
cartas, se retirem enquanto a igreja delibera e resolve seu caso. 
 
Cartas 
Recomendação 
Deve ser expedida apenas para membros em comunhão com a igreja e que farão uma viagem 
temporária a um ou mais lugares. A validade para a primeira apresentação é de 30 dias. Caso o 
membro vá permanecer em lugar fixo, por mais de 3 meses, o ideal é levar carta de mudança. 
 
Mudança 
A carta de mudança é legada a membros em comunhão com a igreja e que estejam transferindo 
residência para outra localidade onde exista igreja da mesma organização. 
 
Declaração 
No caso de um membro querer transferir-se para uma igreja aceita como evangélica, mas que não 
seja da mesma fé e ordem, podemos dar-lhe uma Declaração dizendo que foi membro da igreja de 
tanto a tanto, sendo, agora, desligado do rol de membros a pedido. Todavia, não temos obrigação de 
fornecer esse documento. 
 
Apresentação 
Entre congregações de um mesmo campo ou município pode-se dar uma carta de apresentação. 
Pode ainda ser usada para pessoas que, de passagem ou mudança, são apenas congregados e não 
membros. Em todos os casos ver também questão de prazo, destino e portador. Antes de receber 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 15 
qualquer pessoa de outra igreja, é bom consultar o pastor ou responsável de sua igreja, procurando 
saber, se, na verdade, não expede qualquer documento para pessoas que mudam de organização, ou 
se a pessoa não esta documentada porque não o merece. O tratamento de qualquer destes casos 
deve ser feito com sabedoria. As cartas de mudança ou recomendação podem ser revogadas em 
qualquer ocasião, antes de serem usadas, se, no entender da igreja, houver motivo suficiente para tal 
ação. 
 
Casos de Rebatismo 
Se não foi feito o batismo conforme o modelo bíblico. 
Se foi batizado antes da convicção de salvação. 
Se a pessoa pede por motivo justo. 
 
Disciplina na Igreja 
A disciplina é uma bênção e uma necessidade na igreja (At I 8.6-14; Rm 16.17,18; I Co 5). Jesus falou 
sobre a disciplina (Mt 18.15-17). Deus é um Deus de Ordem. Como um pai disciplina seus filhos na 
família (Hb 12.5-1l), assim deve haver disciplina na igreja. Apesar da igreja não ter condições de 
obrigar a consciência do membro, ela tem de julgar sobre a observação dos ensinos bíblicos e 
cristãos por parte dos que a ela pertencem. 
 
Propósito da disciplina 
Não se deve considerar a disciplina com caráter negativo, castigo por parte da Igreja. A disciplina 
tem caráter positivo: 
 
Corrigir uma má situação (II Co 7.9). 
Restaurar o caído (Gl 6.1; Mt 6.14,15). 
Manter o bom testemunho da igreja (I Tm 8.7; II Tm 1.11). 
Advertir os demais membros para que não se descuidem (I Co 5.6,7). 
Apelar à consciência do ofensor para que pense sobre sua conduta. 
 
Motivos para disciplina 
Conduta desordenada ou desaprovada pela igreja (II Ts 8.11-15). 
Imoralidade (I Co 5). 
Contenciosidade - espírito divisionista - (Rm 16.17,18; II Co 18.1; I Tm 3.15,20). 
Propagação de falsas doutrinas (Tt 8.10,11). 
Filiação a organizações ou igrejasincompatíveis com o cristianismo. 
Outros. 
 
Categorias de Ofensas 
Particulares 
Públicas 
 
Método ou procedimento na disciplina (Jesus ensinou: Mt 18.15-18) 
Na medida do possível, deve-se tratar o problema entre as pessoas afetadas. 
Duas ou três testemunhas. 
Não se arrependendo o ofensor, ou se o caso, tomar proporções e chegar ao conhecimento de 
muitos, deve ser levado à igreja. 
Caso se recuse humildemente a reconhecer sua falta, e a pedir perdão, deve o ofensor ser excluído 
do rol de membros (Mt 18.18: II Ts 1,14: I Co 5.11) Arrependendo-se, que seja perdoado, se a falta 
não for tal que exija exclusão imediata. 
Se o caso for de flagrante escândalo para a igreja, ao ser comprovado, deve ser imediatamente 
excluído, tudo, porém, com justiça. 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 16 
 
 
Como tratar a pessoa sob disciplina 
Não trata-lo como inimigo (II Ts 1.15). 
Em vez disso devemos ganha-lo de novo (Tg 5.19,20). 
Esta é uma tarefa para pessoas espirituais (GI 6.1). 
O disciplinado poderá ser posteriormente restaurado, desde que se revele realmente arrependido. 
 
Casos especiais de disciplina aplicada por muitos 
Casos de perdão para pessoas que exercem cargos na igreja ou liderança. 
É preciso limitar os direitos destas pessoas, para dar tempo a que o publico e as igrejas vejam o 
arrependimento e restabeleçam a confiança de antes. 
É necessário um tempo de prova, no qual a pessoa tem de demonstrar o arrependimento. 
Há igrejas que dão logo a reconciliação, mas suspendem da Ceia por determinado tempo. 
É preciso estar seguro da medida tomada e também nunca se deve facilitar tanto a ponto de se 
pensar que o pecado é coisa tão simples que a igreja nem sequer se incomoda. 
 
Casos de defesa extra-bíblica 
Advogado 
Justiça comum. 
 
Publicidade na disciplina 
Não deve ser aplicada em secreto 
Toda a igreja deve decidir 
Sendo publico, o culpado sentirá melhor a desaprovação da sua conduta. 
Ao voltar, tudo deve ficar sanado; ninguém tem o direito de trazer a memória os fatos perdoados. 
 
Atitude do pastor frente ao procedimento de disciplina do membro: 
Deve ministrá-la com espírito de humildade e de amor (GI 6.1). 
A disciplina não é um castigo, ela visa redimir e restaurar. 
Tudo o que tem espírito de represália ou revanche é carnal e dificulta a submissão da pessoa. 
“O bom pastor dá a vida pela ovelha” e deve estar ansioso pela volta da ovelha que se perdeu, 
mesmo que seja em outra igreja. 
A disciplina deve ser aplicada imparcialmente. 
A disciplina nunca deve se transformar em arma nas mãos do pastor ou do dirigente, como meio de 
impor a sua própria vontade. Nada há mais reprovável que amedrontar membros com disciplina 
para colocá-los na linha. Além do mais, pastor não e ditador. É, sim, um guia e exemplo do redil (I 
Pe 5.1-3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 17 
 
UUNNIIDDAADDEE IIIIII 
AA IIGGRREEJJAA CCOOMMOO PPEESSSSOOAA JJUURRÍÍDDIICCAA 
............................................................... 
 
“O estatuto é o documento fundamental constitutivo do grupo, isto é, o conjunto de normas que estabelecem a 
estrutura e a organização da sociedade ou do grupo”. 
 
.............................................................. 
 
 
 
OO EESSTTAATTUUTTOO 
Diz-nos o doutor Miguel Gonçalves que "desde o momento em que o homem é levado ao desejo 
de se associar, com os mais variados objetivos, tem ele necessidade de que, num documento hábil, 
fiquem estabelecidas as normas concretas das restrições que o seu direito individual sofrerá em 
benefício do direito do grupo, a par das obrigações que, em contrapartida, lhe caberão e aos seus 
companheiros”. O próprio Código Civil Brasileiro, em seus artigos 16 a 22, estabeleceu que 
"nenhuma sociedade pode existir ou funcionar no território nacional sem ser juridicamente 
constituída", e prescreve as condições para a constituição jurídica de qualquer sociedade de 
natureza religiosa, cultural, etc. 
 
Por que uma igreja deve ter um estatuto? 
São vários os motivos. O pastor J.F. Sobrinho apresenta estas quatro razões: 
 
Primeira 
Uma igreja sem estatuto é como uma igreja-fantasma, não existe juridicamente e está sujeita a 
muitos perigos. Uma das conseqüências mais graves da inexistência de estatuto será o conceito que 
os próprios membros farão da sua igreja e o tipo de comprometimento de que se julgarão 
devedores. Uma igreja sem forma jurídica afigura-se, aos olhos dos seus membros, como uma 
entidade abstrata, inobjetiva, com a qual eles deverão manter também compromissos mais ou menos 
abstratos e inobjetivos. Quando a igreja se torna pessoa jurídica, pelo registro do seu estatuto, 
adquire uma conceituação mais concreta, sem nenhum prejuízo para os seus fins espirituais. 
 
Segunda 
Uma igreja sem estatuto não pode ser representada juridicamente. Não pode ser proprietária de 
nada, nem reclamar quaisquer direitos. Ficará sempre dependendo de outras entidades para 
representar-se juridicamente, o que traz inúmeros inconvenientes, além de uma conceituação de 
tutela que, ao menos indiretamente, interfere no princípio de autonomia eclesiástica. 
 
Terceira 
Se não bastassem as razões acima, há ainda uma razão mais forte e atual para que cada igreja tenha 
seu estatuto registrado. Trata-se da necessidade de inscrever-se a igreja no CGC - Cadastro Geral de 
Contribuintes, para efeito de inscrição como contribuinte do INPS. Há uma idéia errada por aí de 
que, se a igreja não for inscrita no INPS, estará a salvo de fiscalização. Respondemos: A falta de 
inscrição não isenta a igreja de obrigações sociais. A legalização de qualquer obra que a igreja faça 
dependera da certidão negativa do INPS. Os empregados da igreja, como seres humanos que são, 
precisam ser amparados pela previdência social. E mais: No caso de acidente, doença ou invalidez, 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 18 
qualquer empregado da igreja poderá procurar os seus direitos, e a falta de inscrição no INPS será 
agravante e não atenuante. Por ultimo, qual e o testemunho que uma igreja deve dar na sociedade, 
no que toca ao amparo ao trabalhador? 
 
Quarta 
Um estatuto bem elaborado é uma segurança para a igreja. Sem estatuto, a igreja corre perigo de 
desvios doutrinários e patrimoniais e fica mais sujeita aos caprichos de lideranças mal-informadas 
ou mal-intencionadas. Assim é que a primeira coisa que uma igreja deve fazer é aprovar o seu 
estatuto, passando a existir também como pessoa jurídica. 
 
Denominações usuais em estatutos 
Citaremos, a seguir, algumas denominações usuais em estatutos, podendo divergir em certos casos: 
Nome - com a finalidade de defini-lo. 
Sede e Foro - onde terá sua atividade em caráter principal, onde serão exercidos os seus 
direitos. 
Finalidade - caracterizando as razões de sua existência, o que ira fazer, o que pretende, até que 
ponto terá penetração na vida social. 
Duração - desde os prazos ilimitados aos determinados. 
Membros - suas finalidades, direitos, deveres perante o grupo, condições para admissão e exclusão. 
Diretoria - o órgão que vai gerir os interesses e negócios do grupo, ou que o representará. 
Assembléias Gerais - poderão ser ordinárias (aquelas realizadas em datas fixadas previamente pelo 
estatuto), ou extraordinárias (em datas diversas). Modo de convocação, competência e meios. 
Quorum - número de membros necessariamente presentes nas sessões para deliberar. 
Eleições - processo, período, duração dos mandatos e maioria exigida para a eleição. 
Patrimônio - O seu capital. 
Modificações Estatutárias - regras para se evitarem modificações constantes - exigência de dois 
terços. 
Disposições Gerais - o que não foi explicitado anteriormente. 
Note-se que o estatuto é de natureza constitutiva, estática, sem se deter emestudos minuciosos, pois 
no momento em que os participantes de determinado grupo se reúnem para deliberar, as suas 
normas de trabalho estão estabelecidas no Regimento Interno. 
 
Complementos do estatuto 
Outros elementos necessários devem constar no estatuto, para facilitar as atividades da igreja: 
1º - Administração. 
2º - Responsabilidade. 
3º - Declaração formal de que a igreja não visa a lucros. 
4º - Declaração da origem e aplicação dos bens, e prestação de contas. 
5° - Destinação da sociedade em caso de cisão/dissolução. 
69 - Definição genérica de tarefas da Diretoria. 
7º - Previsão de um Regimento Interno. 
8º - Declaração de que cabe ao pastor a presidência da igreja. 
9º - Quorum para decisões vitais, como compra e venda de imóveis, eleição e demissão do pastor, 
reforma do estatuto, etc. 
 
O que não deve constar no estatuto pode fazer parte de um regimento interno, que não precisa ser 
registrado, mas que terá valor jurídico se for previsto no estatuto e aprovado pela igreja, constando 
das atas: 
1º - Particularidades sobre cultos. 
2º - Organizações internas da igreja. 
3º - Métodos de trabalho, inclusive de contribuição. 
4º - Afirmações de caráter doutrinário. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 19 
5° - Especificação sobre uso de propriedades, com exceção do templo. 
6° - Especificações sobre entidades filiadas à igreja (estas, se necessário, poderão reger-se por 
estatuto próprio). 
7° - Especificação sobre modo de recebimento ou exclusão de membros. 
 
Modelo de Estatuto 
Entre as muitas variadas formas de composição de estatuto, apresentarmos, a seguir um modelo: 
 
EESSTTAATTUUTTOO DDAA IIGGRREEJJAA EEVVAANNGGÉÉLLIICCAA...... 
CAPÍTULO I 
DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS. 
 
Art.1º - Constitui-se na cidade... , na data de... , a IGREJA EVANGÉLICA... neste estatuto doravante 
designada simplesmente por "Igreja". 
Art. 2º - Trata-se de uma entidade religiosa, sem fins lucrativos, constituída por tempo 
indeterminado e número ilimitado de membros. 
* Parágrafo único. São membros fundadores todos aqueles que assinam a ata de fundação da Igreja. 
Art. 3º - Tem sua sede na... 
Art. 4º - A Igreja tem seu foro na cidade de... 
Art. 5º - São objetivos da Igreja: 
a) Promover cultos de adoração a Deus. 
b) Divulgar o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em todo o território nacional e no 
exterior. 
c) Fomentar o estudo da Bíblia Sagrada e da educação em todos os graus. 
d) Cooperar com outras igrejas e instituições que tenham as mesmas finalidades. 
e) Cuidar dos pobres, enfermos necessitados, dos órfãos, das viúvas e da velhice desamparada. 
 
 
CAPÍTULO II 
DOS MEMBROS 
 
Art. 69 - São membros da Igreja pessoas de qualquer nacionalidade, sexo, ou cor, que aceitem 
voluntariamente as suas doutrinas e disciplina e que, em reunião ordinária, forem aceitas como 
membros. 
 
CAPÍTULO III 
DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA 
 
Art. 7º - A Igreja é composta de Sede e Congregações, que tomarão o nome de lugar onde se 
encontrarem, exceto a congregação em que funcionar a Sede da Igreja que denominar-se-á "Sede". 
 
Art. 8º - São órgãos dirigentes da Igreja: 
 
a) Diretoria 
b) Assembléia Geral 
 
Art. 9º - A Diretoria da Igreja será composta de 8 (oito) membros: 
a) Presidente 
b) 1º Vice-Presidente 
c) 2º Vice-presidente 
d) 1ºSecretário 
e) 2º Secretário 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 20 
f) 3º Secretário 
g) 1º Tesoureiro 
h) 2º Tesoureiro 
Art. 10º - Nenhuma remuneração será concedida a qualquer dos membros da Diretoria pelo 
exercício de suas funções. 
 
Art. 11º - Só poderão ser membros da Diretoria os membros em comunhão com a Igreja. 
 
Art. 12º - No caso de vacância de um ou mais cargos da Diretoria, esta, juntamente com o presbitério, 
reunir-se-á extraordinariamente para a escolha e preenchimento do cargo ou dos cargos. 
 
Art. 13º - A Diretoria reunir-se-á, quando necessário, por convocação do Presidente no púlpito da 
Igreja e em edital afixado no local de avisos, num prazo não inferior a 8 (oito) dias. 
 
Art. 14º - O quorum para as sessões da Diretoria será de 5 (cinco) membros e as decisões far-se-ão 
por maioria simples e por escrutínio e, em caso de empate, caberá ao Presidente o voto de 
desempate. 
 
Art. 15º - A Assembléia que eleger a Diretoria elegerá a Comissão de Contas, que será composta de 
3 (três) membros, cujas atribuições acham-se contidas no Regimento Interno. 
 
CAPÍTULO IV 
DA COMPETÊNCIA 
 
Art. 16º - O pastor da igreja deverá ser o seu presidente, e servirá por tempo indeterminado, a 
critério da igreja, e os demais membros da Diretoria terão mandato de 1 (um) ano, podendo ser 
reeleitos. 
 
§ 1ª - O pastorado da Igreja será exercido pelo Pastor, bem como a orientação da Igreja e a 
direção dos atos de culto e das reuniões solenes, por tempo indeterminado e enquanto bem 
servir, a critério da própria igreja; 
 
§ 2ª - O Pastor da Igreja deverá receber o seu sustento pelo exercício deste Ministério. 
Art. 17º - São deveres e atribuições do Presidente: 
a) Convocar e presidir as Assembléias, bem como as reuniões da Diretoria. 
b) Decidir, nas Assembléias e reuniões da Diretoria, com voto de Minerva. 
c) Assinar com o secretário, as atas das Assembléias depois de devidamente aprovadas. 
d) Assinar cheques e demais documentos de crédito com o 1º Tesoureiro, em conta conjunta. 
e) Assinar, com o 1º Secretário, as notas e documentos da Igreja. 
f) Assinar escrituras de compra e venda, de hipotecas, de compromisso; bem como quaisquer 
outros documentos, sempre mediante prévia autorização da Igreja, em Assembléia. 
g) Autorizar, com o 1º Tesoureiro, todas as contas e gastos, assinando os recibos e demais 
documentos da Tesouraria, de acordo com o resolvido pela Diretoria. 
h) Dirigir e manter a ordem nas discussões. 
i) Velar pelo bom desempenho da Igreja, observar e fazer cumprir o estatuto, o Regimento 
Interno e as Resoluções da Assembléia. 
j) Representar, de fato, a Igreja perante as suas co-irmãs, e Convenções sendo que, a sua 
atuação nesse sentido será sujeita a "referendum" da Assembléia. 
k) Representar a Igreja ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente. 
 
Art. 18º - O 1º Vice-Presidente assumirá as atribuições e deveres do Presidente, por ausência 
ou impedimento legal deste. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 21 
Art. 19º - Compete ao 2º Vice-presidente auxiliar o Presidente e o 1º Vice-presidente e 
substituí-los em caso de ausência ou impedimento legal. 
Art. 20º - São deveres e atribuições do 1º Secretário: 
a) Assistir às Assembléias Ordinárias e Extraordinárias e as Reuniões da Diretoria e outras, 
redigindo as atas respectivas, em livros próprios, para aprovação da Igreja, assinando-as com 
o Presidente. 
b) Assinar, com o Presidente, a correspondência e documentos da Igreja. 
c) Cuidar do Livro de Presença das Assembléias Ordinárias. 
d) Encarregar-se do registro de membros, expedição de cartões, fazendo os devidos 
assentamentos individuais, em arquivos próprios. 
e) Preparar o relatório anual e submetê-lo à Assembléia em reunião administrativa realizada 
na primeira quinzena de janeiro de cada ano, de acordo com as instruções do Presidente. 
Art. 21º - Compete ao 2º Secretário auxiliar o 1º Secretário em suas funções e substituí-Io em sua 
ausência ou em seu impedimento. 
Art. 22º - O 3º Secretário assumirá as atribuições e deveres do 1º Secretário por impedimento 
deste e dos 2º Secretário. 
Art. 23º - São atribuições do 1º Tesoureiro: 
a) Assistir às reuniões da Diretoria e Assembléias. 
b) Contabilizar todas as entradas e saídas, na forma da lei e em livros próprios, das 
contribuições recebidas dos membros da Igreja, ou não, e subvenções governamentais para os 
fins a que se destinam. 
c) Abrir e manter as contas correntes embancos autorizados, e, em nome da Igreja, depositar 
somas, títulos e valores diversos; liquidar os gastos inerentes à Igreja, cujos pagamentos e 
retiradas serão feitos através de cheques assinados em conta conjunta com o Presidente. 
d) Apresentar o balanço mensal à Assembléia Geral Ordinária, bem como assim a prestação 
de contas de sua gestão em balanço anual, em reunião administrativa, realizada na primeira 
quinzena de janeiro. 
Art. 24º - Compete ao 2º Tesoureiro auxiliar o 1º Tesoureiro em suas funções e substituí-lo em 
seus impedimentos. 
 
CAPITULO V 
DAS ASSEMBLÉIAS 
 
Art. 25º - As Assembléias podem ser Ordinárias e Extraordinárias, lideradas pelo Presidente. 
* Parágrafo único. Integram a Mesa da Assembléia os demais membros da Diretoria. 
Art. 26º - A Assembléia Ordinária reunir-se-á mensalmente na Sede, em datas e condições 
previstas no Regimento Interno, para tratar de assuntos da vida administrativa da Igreja, 
sendo a Assembléia o poder máximo da Igreja. 
Art. 27º - A eleição da Diretoria realizar-se-á na Sede da Igreja, na primeira quinzena do mês de 
janeiro de cada ano, quando a Diretoria será imediatamente empossada. 
Art. 28º - As Assembléias Extraordinárias serão convocadas pelo Presidente, do púlpito da Igreja, 
com, pelo menos, 8 (oito) dias de antecedência, e com a menção dos assuntos a serem tratados. 
Art. 29º - O quorum para as Assembléias Extraordinárias será metade mais um dos membros da 
Igreja, em primeira convocação, e de uma quinta parte dos membros, em segunda convocação 30 
(trinta) minutos depois, sendo as decisões tomadas pelo voto da maioria de 2/3 (dois terços) dos 
membros presentes. 
Art. 30º - A Assembléia Extraordinária reunir-se-á para considerar os seguintes assuntos: 
a) Eleição posse, e demissão do pastor. 
b) Aquisição, oneração e alienação de imóveis. 
c) Eleição e posse da Diretoria da Igreja, pelo período correspondente. 
d) Reforma deste estatuto e aprovação e reforma do Regimento Interno. 
e) Discutir, aprovar, modificar ou rejeitar o Balanço Anual. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 22 
 
Art. 31º - As resoluções da Assembléia Ordinária são tomadas por maioria simples de votos, salvo 
nos casos em que o estatuto preveja maioria especial. 
 
CAPITULO VI 
DA RECEITA, DESPESA E PATRIMÔNIO 
 
Art. 32º - A receita da Igreja será constituída das contribuições, dos dízimos e ofertas voluntárias de 
seus membros ou não, incluindo-se subvenção ou auxílio dos Poderes Públicos ou entidades 
privadas, 
* Parágrafo único. Toda a receita será aplicada exclusivamente na consecução das finalidades a que a 
Igreja se destina. 
Art. 33º - O patrimônio da Igreja será constituído de doações, legados, bens móveis, imóveis ou 
semoventes que possua ou venha a possuir, e que serão registrados em seu nome e utilizados tão-
somente para a consecução dos seus fins dentro do território nacional e no exterior. 
Art. 34º - Os membros da Igreja não responderão individual e subsidiariamente pelas obrigações 
que seus administradores porventura contraírem, porém, responderá a Igreja com seus bens, por 
intermédio da Diretoria. 
• Parágrafo único - A Igreja não responderá por dívidas contraídas por qualquer de seus 
membros, sem que para isso tenha dado a prévia autorização por escrito. 
 
CAPÍTULO VII 
DA REFORMA DO ESTATUTO 
 
Art. 35º - A reforma do estatuto só poderá ser feita por proposta da Diretoria ou por iniciativa de 
1/3 (um terço) dos membros da Igreja. A convocação da Assembléia Extraordinária para esse fim 
será feita nos termos gerais dos Artigos 31º, 32º e 33º deste estatuto. 
Art. 36º - Para o disposto no Artigo anterior, serão exigidos 2/3 dos membros presentes, para cada 
artigo, separadamente, que deva ser modificado, suprimido ou acrescentado. 
CAPITULO VIII 
DISPOSIÇÚES GERAIS 
 
Art. 37º - Os casos omissos neste estatuto serão resolvidos em Assembléia Geral. 
Art. 38º - A Igreja, para facilitar a consecução de suas finalidades, deverá criar interna e 
externamente, tantas comissões, organizações e congregações quantas forem necessárias, de acordo 
com o presente Estatuto. 
Art. 39º - A Igreja deverá ter um regimento interno aprovado em Assembléia 
Extraordinária e de acordo com o presente estatuto. 
Art. 40º - Todo movimento de reforma doutrinária, ainda que surja por 1 (um) ou por maioria dos 
membros, e que fuja aos preceitos bíblicos ou aos costumes da igreja, será considerado ilegal, dando 
este estatuto amparo legal aos que permanecerem fiéis aos princípios e à tradição da Igreja bem 
como a todos os direitos sobre os bens móveis a seu cargo. 
Art. 41º - A Assembléia Geral que porventura resolver a dissolução da Igreja resolverá também 
quanto ao destino de seus bens, depois de solvidos seus compromissos. 
O presente estatuto foi aprovado em sua íntegra pela Igreja em Assembléia Extraordinária de... 
(data). Assinam: 
Presidente 
1º Vice-Presidente 
2º Vice-Presidente 
1º Secretário 
2º Secretário 
3º Secretário 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 23 
1º Tesoureiro 
2º Tesoureiro 
 
Registro do Estatuto 
Vamos ver agora os procedimentos para o registro de um Estatuto em Cartório. 
Uma vez elaborado o estatuto, por Comissão competente, o pastor da Igreja convocará uma 
Assembléia Geral Extraordinária para a sua aprovação. 
Havendo quorum (metade mais um) suficiente para a abertura da sessão, o secretário fará a leitura 
do estatuto, capítulo por capítulo, e o presidente pedirá a aprovação. Caso haja emendas, estas serão 
registradas, seguindo-se a leitura até o final. 
Aprovado na sua íntegra, deve o secretário transcrevê-lo no livro de atas da igreja, não incluindo as 
discussões sobre o assunto, somente o preâmbulo e o texto do estatuto. O modelo da Ata para a 
aprovação do estatuto pode ser o seguinte: 
 
 
 
Toda a diretoria da Igreja deve assinar essa ata, que pode ser aprovada na mesma sessão. Deixar, ao 
final, 12/15 linhas para os carimbos do Cartório. 
Para o competente registro em cartório, deve-se: 
Datilografar/digitar a ata que contém a transcrição do estatuto, em 3 vias de preferência em papel 
timbrado da Igreja devendo ser assinada por toda a Diretoria. 
Ofício ao Cartório Deve ser redigido (datilografado/digitado) um ofício, nos seguintes termos: 
Datilografar/digitar uma relação com os nomes dos membros da diretoria conforme abaixo: 
 
 
 
Relações dos Membros da Diretoria da Igreja 
A) Presidente 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
B) 1º Vice Presidente 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
“Ata nº... Aos... dias do mês de..., do ano de..., a Igreja..., reunida em sessão convocada 
especificamente para esse fim, aprovou o seguinte estatuto: ‘Estatuto da Igreja... Art. 19 - com o 
nome de Igreja..., (transcrever todo o texto do estatuto, sem espaço, nem linhas em branco)’. 
Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião com orações e graças a Deus, lavrando-se, 
para constar, a presente ata, que vai subscrita por mim, secretário, e por todos os membros da 
Diretoria”. 
Ilustríssimo Senhor Oficial de Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas. 
A Igreja... , com sede na rua... , nesta cidade, vem mui respeitosamente solicitar a V.S. que se 
digne mandar registrar a ata da Igreja... nesse cartório. 
Local. Data 
Presidente 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 24 
e origem e CIC (CPF) nº. 
C) 2º Vice-Presidente 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
d) 1º Secretário 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa,identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
E) 2º Secretário 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
F) 3º Secretário 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
G) 1º Tesoureiro 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
H) 2º Tesoureiro 
* Nome, nacionalidade, estado civil, filiação, data de nascimento, residência completa, identidade nº 
e origem e CIC (CPF) nº. 
Datilografar/digitar, num formulário especial da Imprensa Nacional um resumo do estatuto, com as 
seguintes indicações: nome, sede, finalidade, composição da diretoria, representação em juízo, 
administração e destinação do patrimônio em caso de dissolução. Exemplo do resumo: 
 
 
 
 
Juntar todos esses documentos e dar entrada no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas. Em 
poucos dias, o Cartório registrará o estatuto em livro próprio e fornecerá quantas certidões forem 
solicitadas. Recomenda-se pedir ao Cartório mais de 3 vias do Estatuto autenticadas, para registrar 
no CGC e outros órgãos. 
 
Reforma do Estatuto 
Justificativa 
A reforma do estatuto de uma igreja pode ser imposta por vários motivos. Mencionamos os 
mais comuns. 
 
Mudança de nome 
A própria igreja pode mudar seu nome, conforme a conveniência. O município onde ela se 
localiza, mencionado no estatuto, pode mudar seu nome ou condição, como aconteceu 
recentemente com Estado da Guanabara, que passou a ser Município do Rio de Janeiro. A 
Convenção, que obrigatoriamente deve ser mencionada como destinatária do patrimônio em 
caso de dissolução, também pode alterar seu nome. 
 
A Igreja..., fundada em..., tendo sua sede na..., é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, 
cuja finalidade é,... é composta de número ilimitado de membros que aceitam suas 
doutrinas e disciplinas. Será administrada por uma diretoria eleita anualmente e 
representada pelo seu presidente, tendo a Assembléia como órgão máximo, em que 
todos os membros têm voto e voz. Em caso de dissolução, os bens remanescentes serão 
entregues à... 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 25 
 
Atualização da metodologia 
Estatutos antigos continham normas de trabalho que se tornaram obsoletas ou então eram 
omissos em setores importantes para a vida da igreja. 
 
Imposições legais 
Muitos estatutos de igrejas não se enquadram nos dispositivos legais, especialmente no que se 
refere à imunidade tributária, que é um direito constitucional. Para gozar de imunidade 
tributária, a igreja precisa ser caracterizada como uma entidade que: 
a) Não tem fins lucrativos; 
b) Não remunera os membros da diretoria; 
c) Não distribui rendas ou dividendos; 
d) Aplica no território nacional a sua receita e patrimônio. Se essas cláusulas não constarem do 
estatuto, a igreja terá de fazer anualmente uma declaração por escrito sobre cada item. 
 
Procedimento 
Como reformar o estatuto de uma igreja? 
A primeira medida é convocar uma assembléia geral da igreja nos termos do estatuto em vigor, 
tendo como finalidade específica a reforma do estatuto. 
Pode-se nomear uma comissão de estatuto em uma sessão mensal. Essa comissão facilitará o 
trabalho da assembléia geral se já tiver um projeto pronto para que a Igreja possa discutir e 
votar. 
A igreja, reunida em assembléia geral, aprova a reforma. É lavrada uma ata contendo apenas os 
artigos reformados, mesmo que a numeração seja toda alterada. Neste caso, basta inserir no 
apêndice após o último artigo, onde se diz "Este estatuto foi aprovado, registrado no cartório, 
etc.", uma declaração de que, em face dessa reforma, a numeração dos artigos foi alterada. 
Dessa ata não deve constar o processo de votação nem as emendas não aprovadas, mas 
exclusivamente o novo texto aprovado. 
 
Registro 
Após a aprovação da reforma e da respectiva ata, deve ser providenciado o seu registro, o mais 
breve possível. 
Datilografar/digitar em 3 vias a ata da Assembléia que reformou o estatuto. 
Anexar um requerimento solicitando que seja registrada a reforma do estatuto no referido 
cartório. Este fará a publicação no Diário Oficial. 
O cartório dará certidão da reforma. O novo texto do estatuto entra em vigor em seus próprios 
termos. Se o texto diz que "esta reforma entra em vigor na data de sua aprovação, ou de sua 
publicação" - será conforme constar. 
 
Divulgação 
Efetivada a reforma, e só depois disso, deve ser providenciada a divulgação entre os membros 
da igreja. 
Se não for possível a impressão/fotocópia do estatuto reformado em número suficiente para 
todos os membros, uma cópia datilografada/digitada deve ser afixada em local visível. 
A divulgação para a igreja deve ser do inteiro teor do novo estatuto e não apenas dos artigos 
reformados. 
Caso tenha sido alterado o nome da igreja, é recomendável publicar a mudança na imprensa 
denominacional para conhecimento das demais igrejas. Informações detalhadas quanto ao 
custo da publicação oficial e do registro, número de cópias da ata, prazos, etc..., poderão ser 
obtidas diretamente no Cartório do Registro de Pessoas Jurídicas. 
Segui-se abaixo o Modelo de Ata de Reforma do Estatuto: 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 26 
 
 
 
 
 
Modelo de Extrato de Estatuto para Publicação no Diário Oficial: 
 
2) INSCRIÇÃO DA IGREJA NO CGC 
 
 
As entidades religiosas que têm personalidade jurídica são obrigadas por lei a se inscreverem 
no CGC - Cadastro Geral de Contribuintes. A inscrição no CGC é de suma importância. 
A igreja não inscrita: 
a) Estará impedida de inscrever-se no INPS, FGTS, PIS, e conseqüentemente, não poderá 
fazer nenhum recolhimento destas obrigações sociais. 
b) Não poderá apresentar Declaração de Rendimentos ao Imposto de Renda. 
c) Não poderá ter zelador ou outro qualquer empregado registrado. 
d) Não poderá efetuar transações comerciais a prazo. 
e) Não poderá levantar empréstimos, nem mesmo na Junta Patrimonial, pois que essa Junta, 
sendo regida pelas mesmas normas, exige o número de inscrição da Igreja, para imprimi-lo 
nas notas promissórias e outros documentos do empréstimo. 
A inscrição no CGC, como declara o citado manual, é pré-requisito obrigatório para inscrição 
em qualquer outro órgão de registro, e deve, por isso, ser feita antes de qualquer outra 
inscrição. Como já vimos, a igreja que não se inscrever no CGC, estará grandemente limitada 
em suas transações para com terceiros. 
 
Como inscrever-se no CGC (Documentos): 
Ficha de inscrição, devidamente preenchida em 3 vias. São encontradas em papelaria. 
Estatuto registrado no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas. 
Cópia da ata de eleição da Diretoria. 
Relação dos membros da Diretoria (Veja item 4º do Registro do Estatuto!). 
Seguindo as instruções da SRF, a igreja deve inscrever-se junto ao órgão da Secretaria da 
Receita Federal do município em que está localizada. 
São órgãos locais da Secretaria da Receita Federal: 
a) Delegacia da Receita Federal (exceto nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) 
b) Inspetoria da Receita Federal (nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) 
c) Agência da Receita Federal 
Ata número... da Assembléia Plenária de reforma do estatuto. Aos dezenove dias do mês de..., a 
Igreja... reuniu-se em sua sede em Assembléia Geral, nos termos do estatuto em vigor. Para 
tratar da reforma do estatuto. Foi aprovada a reforma dos artigos abaixo mencionados, que 
passam a ter a seguinte redação: (Segue-se a nova redação dos artigos reformados.) Tendo sido 
convocada para esse fim, concluída a matéria, foi a sessão encerrada após a aprovação desta ata 
que vai assinada pelos membros da Diretoria. 
"Reforma de estatuto. A igreja...,com sede na Rua..., reunida em sua sede nos termos do 
estatuto em vigor, aprovou a reforma dos artigos abaixo mencionados de seu estatuto, que 
passaram a ter a seguinte redação: ...” (Segue-se o novo texto dos artigos reformados.) A seguir, 
a data e as assinaturas. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 27 
d) Postos da Receita Federal 
CCAARRIIMMBBOO PPAADDRROONNIIZZAADDOO 
Uma vez inscrita no CGC, a igreja deverá mandar confeccionar o Carimbo Padronizado, que 
deverá constar em todas as guias de recolhimento de obrigações sociais e em outros docu-
mentos de importância que tragam explicitamente sua exigência. Os dados desse carimbo são 
tirados da Ficha de Cadastramento, após devidamente autenticada pelo órgão da SRF. As 
casas especializadas em carimbos saberão como proceder na sua confecção, bastando para 
isto que se entregue ao profissional uma cópia xerográfica da ficha. 
Veja como é indispensável a inscrição da Igreja no CGC-MF: 
Na apresentação de documentos perante o Ministério da Fazenda. 
Na abertura de contas bancárias, quando, juntamente, deve-se apresentar ao banco cópia da ata da 
eleição da Diretoria; cópia do estatuto e xérox do CGC. 
Na lavratura de atos em cartórios, no licenciamento de veículos automotores, sempre que solicitado 
pela fiscalização e nas relações com terceiros, sempre que o terceiro o exigir e tiver legítimo interesse 
em comprovar o número declarado (IN SRF nº. 24/73). 
Cheque 
 
IISSEENNÇÇÃÃOO DDOO IIMMPPOOSSTTOO DDEE RREENNDDAA 
Documentos exigidos: 
Requerimento ao Delegado da Receita Federal, solicitando reconhecimento da isenção. 
Cópia do Estatuto atualizado, autenticada. 
Balanços Contábeis e Demonstrativos da Receita e Despesas dos últimos cinco anos, assinados por 
Contador ou Técnico de Contabilidade registrado. 
Número e ano de sua inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes - Ministério da Fazenda. 
Prova do reconhecimento de Utilidade Pública da União e dos Estados (hoje não exigida). 
* Observação: A isenção poderá ser concedida sem as provas mencionadas no item acima, mas as 
doações feitas não serão abatidas na renda bruta se as instituições não fizerem prova da Utilidade 
Pública. 
Prova de que publica semestralmente a documentação da Receita obtida e da Despesa realizada no 
período anterior, sem o que as doações recebidas não serão abatidas na renda bruta. 
 
Declaração 
a) De que aplica todos os recursos no atendimento de suas finalidades sociais. 
b) De que mantém escrita em livros revestidos das formalidades legais. 
c) De que não remunera os membros da Diretoria, não distribui lucros ou dividendos, sob nenhuma 
forma. 
Relação da Diretoria nos últimos cinco anos. 
Prova de que prestou as informações dos rendimentos pagos no último qüinqüênio e recolheu o 
Imposto de Renda na fonte dos rendimentos pagos a terceiros. 
 
IISSEENNÇÇÃÃOO DDOO IIMMPPOOSSTTOO SSOOBBRREE SSEERRVVIIÇÇOOSS 
Documentos exigidos: 
Requerimento ao Prefeito Municipal. 
Estatutos registrados em Cartório de Registro Público das Pessoas Jurídicas (fotocópia autenticada 
ou impresso do Diário Oficial). 
Atestado da Diretoria em exercício, semelhante ao da Entidade Filantrópica. 
Número do CGC e número do INPS. 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 28 
 
UUNNIIDDAADDEE IIVV 
AA EESSCCRRIITTUURRÍÍSSTTIICCAA 
............................................................... 
 
 “O senhor presidente chamou, digo, falou sobre o novo plano...”. 
 
.............................................................. 
 
 
 
LLIIVVRROOSS 
O livro de Atas 
É nas atas que se farão os registros das ocorrências verificadas durante as reuniões, e, por terem 
valor legal, devem ser redigidas em livros próprios e jamais em folhas avulsas. São, para o futuro, a 
base supletiva da organização do grupo, pois irão conter a jurisprudência das decisões adotadas 
pela presidência e pelo grupo, em grau de recurso, nos casos em que os Estatutos e o Regimento 
Interno sejam lacunosos ou omissos. As atas servem, nestes casos, como suplemento do Regimento 
Interno. 
 
Aspectos do livro de Atas: 
a) Deve ser registrado no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas. 
b) Suas folhas devem ser numeradas e rubricadas (geralmente vêm numeradas). 
c) Deve conter o Termo de Abertura e Termo de Encerramento. Ex.: Igreja Evangélica... 
d) O livro de atas deve ser no tamanho 22x33cm, sendo os textos manuscritos. 
e) Nos cultos, faz-se somente um rascunho dos acontecimentos para, mais tarde, consigna-los no 
livro de Atas. 
Consideremos os pontos: 
 
Termo de Abertura 
Contem este livro (50 ou 100 ou mais) folhas tipograficamente numeradas e por mim rubricadas 
com a rubrica (constar neste parêntese a rubrica) que uso como 1º secretario, as quais servirão para o 
registro das atas das sessões ordinárias (ou extraordinárias) da Igreja Evangélica..., tomando este o 
nº. 01 (etc.). Local e data. Assinatura e carimbo da Igreja. 
 
Termo de Encerramento (última página) 
Repetir o mesmo, alterando somente a expressão “servirão” para “serviram”. 
Devem as atas conter o seguinte roteiro: 
a) Cabeçalho 
b) Corpo 
c) Fecho (encerramento) 
 
Cabeçalho 
•••• Constar o numero da ata, obrigatoriamente o nome da associação, o local, data e hora da reunião, 
com a indicação de seu inicio e seu término, bem como a finalidade da reunião. 
•••• Se a reunião é ordinária ou extraordinária e, neste caso, quem a convocou, esclarecendo-se o 
indispensável para a sua validade. 
•••• O numero de membros presentes para que se constate a verificação do "quorum". 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 29 
 
Corpo 
É o registro dos assuntos, à medida que vão sendo tratados; devem ser numerados estes assuntos. 
As deliberações tomadas em relação a cada um dos itens do temário, a autoria e as propostas devem 
ser registradas para reconhecimento futuro. Em casos especiais, as propostas são transcritas na 
integra. 
 
Encerramento ou Fecho 
A ata deve ser assinada apenas pelo Secretario, que a lavrou, e pelo Presidente da reunião na qual a 
ata é aprovada, e o seu fecho habitual é: “Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão com 
orações e graças a Deus, lavrando-se, para constar, a presente ata, que vai assinada por mim 
(primeiro, segundo ou “ad hoc” 1) secretario, e pelo presidente desta igreja”. 
 
Devido à sua importância entre as muitas recomendações existentes, registremos as que se 
seguem: 
a) A ata deve ser resumida, sem que sua elaboração tenha caráter literário; opiniões ou 
comentários do Secretário sobre os registros são dispensáveis. Em casos especiais, o 
Presidente pode autorizar transcrições fundamentais para que fiquem registrados pontos 
importantes sobre propostas de grande valor. 
b) A ata é impessoal. Expressões como: “O irmão Fulano apresentou brilhante proposta...” 
devem ser suprimidas. O correto é: "O irmão Fulano apresentou proposta...”. 
c) Números e datas devem ser escritos por extenso, o mesmo ocorrendo com nomes com 
siglas. Deve-se grafar, por extenso, os números considerados fundamentais, e repeti-los em 
algarismos para facilidade da leitura, entre parênteses. 
d) A ata não deve conter espaços vagos, linhas em branco, rasuras ou entrelinhas. Ocorrendo 
rasuras ou entrelinhas, estas devem ser ressalvadas no fim da ata, com a assinatura do 
presidente. 
e) Quando ocorrer algum erro, deve o Secretário usar a expressão "digo" e prosseguir a 
redação. Exemplo: “O senhor presidente chamou, digo, falou sobre o novo plano...”. Quando, 
após o fecho da ata, for notado erro de redação, usa-se o resumo: "em tempo", seguindo-se o 
que se deseja acrescentar ou retificar. 
f) A aprovação da ata é dada na reunião seguinte, devendo os membros prestarem atenção à 
sua leitura. Cabendo correções admitidas, devem constar na ata seguinte. Ex.: "Cedida a 
palavraao 1º Secretário, foi lida a ata no dia... , sem emendas (ou com a seguinte emenda: 
onde se lê... , leia-se... ). Após a leitura da ata, o senhor presidente pergunta se há alguma 
emenda a fazer. Não havendo, ele mesmo a declara aprovada. 
g) Devem constar das atas relatórios dos conselhos e comissões, em resumo, com as 
respectivas deliberações. Há exceções, quando os relatórios constam na íntegra. 
h) Deve haver dois livros distintos: um para a lavratura das atas, outro para o registro da 
presença (conforme determinar o Estatuto). 
i) As propostas não aprovadas não necessitam ser registradas em ata, a não ser em casos 
especiais. 
 
Assim, das atas constarão necessariamente: 
1º) A natureza da reunião. 
2º) A hora, dia, mês, ano e local da sua realização. 
3º) O nome de quem a presidiu. 
4º) Os membros presentes e ausentes, com justificativa (em Assembléias Gerais, não). 
5º) O expediente recebido e remetido. 
6º) A síntese das resoluções tomadas. 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 30 
7º) O resultado das votações. 
8º) Se solicitado, declaração de voto. 
9º) Qualquer outro fato tratado na reunião. 
 
A Linguagem da Ata 
Ata é, pois, o registro de decisões. “O registro no qual se relata o que se passou numa sessão, 
convenção, congresso, etc...”. 
É necessário que haja fidelidade no resumo dos assuntos, pois apesar de em alguns casos 
muito se falar, realmente os fatos e decisões são poucos. 
O professor Gilberto Maia, falando sobre a linguagem da ata, diz: “O cuidado com a 
linguagem, se não constitui o ponto principal, é, em ordem decrescente de importância, o 
segundo colocado”. 
"Palavras há que escapam ao controle do defensor de uma causa justa ou injusta, as quais 
nunca teriam sido pronunciadas se o tempo fosse suficiente para a contagem de um a dez. No 
dia seguinte, tudo serenará, a cabeça esfriará e o ímpeto de ontem cederá lugar ao bom-senso 
de hoje". 
"Além de deixar do lado de fora a aspereza de linguagem, o secretário, se não for taquígrafo, 
abandonará os adjetivos, os advérbios, que não sejam essenciais; as preposições e as locuções 
prepositivas, à semelhança do que se faz nos termos dos telegramas". Essa medida em muito 
ajudará o secretário a anotar mais rapidamente o que estiver sendo dito para, mais tarde, em 
sua linguagem concluir a ata. 
Geralmente, as igrejas têm seus cultos de membros às terças-feiras e, algumas delas, fazem 
atas em todos eles. Todavia, este processo pode ser mudado, lendo-se a ata, apenas, uma vez por 
mês, em dia estabelecido no Estatuto (primeiro dia do mês ou outro), condensando-se todos os 
assuntos das quatro semanas. 
Não são todos os cultos ou reuniões em que se registra uma ata. Apenas nos de membros, nas 
Assembléias Gerais Extraordinárias, na Ordenação de Ministros, na Jubilação de pastor, nas 
reuniões do ministério (ou presbitério) ou diretoria. 
 
MMOODDEELLOO DDEE AATTAA DDEE IIGGRREEJJAA 
 
Atas com implicações legais 
 
 
Há estatutos cujos artigos exigem uma categoria de atas que são de implicações legais, como: 
eleição, posse, jubilação e demissão de pastor; aquisição, oneração e alienação de imóveis; eleição e 
posse da diretoria da Igreja; reforma de estatuto; balanço anual. Registre-se que são atas normais, 
numeradas na mesma seqüência em que entram as demais. O pastor Falcão Sobrinho observa o 
seguinte em relação a elas: 
Ata nº... 
Aos seis dias do mês de fevereiro de mil novecentos e setenta e nove, reuniram-se os membros da 
Igreja Evangélica... , em sua sede, na Rua..., nesta cidade; às vinte horas, o irmão presidente, 
pastor..., declarou aberta a sessão, a fim de tratar de assuntos gerais de competência da igreja e de 
seus membros. Após os hinos... e a leitura da Palavra de Deus, feita pelo irmão ... , foi cedida a 
palavra ao irmão Secretário... , que leu a ata do dia... , aprovada sem emendas (ou com a emenda...) 
Em seguida, (seguem-se os assuntos enumerados). Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a 
sessão com orações e graças a Deus, lavrando-se, para constar, a presente ata, que vai assinada 
por mim (primeiro, segundo "ad hoc") secretário, e pelo presidente desta Igreja. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 31 
Se forem realizadas dentro do curso de uma sessão regular deve-se: 
a)Anotar na ata da sessão regular a interrupção dos trabalhos para a sessão especial e depois seu 
reinício. 
b) Registrar a ata da sessão especial em separado, em seqüência à regular, e com seu próprio 
número. 
Depois, no final da ata da sessão especial, deixar doze linhas em branco para uso do cartório (visto 
que tais atas deverão ser registradas em cartório, logo depois de sua aprovação). 
Exemplo 
 
OO LLIIVVRROO DDEE PPRREESSEENNÇÇAA 
De acordo com o disposto no Estatuto sobre as Assembléias, que podem ser Ordinárias ou 
Extraordinárias, deve o secretário observar: 
 
Assembléias Gerais Ordinárias 
Em geral, são realizadas uma vez por mês, para tratar dos assuntos administrativos da igreja. Para 
que as decisões tomadas produzam seus efeitos legais, nas atas, a maioria estatutária será 
comprovada pelas assinaturas no LIVRO DE PRESENÇA DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS 
ORDINÁRIAS. A cada mês, o secretário colocará uma mesa, no “hall” de entrada da igreja, ou outro 
local apropriado, para que os membros possam assinar o livro de presença. Na folha respectiva, 
deverá constar um cabeçalho: Assembléia Geral Ordinária do dia __/__/__ ,... horas, realizada na... 
(igreja ou outro local). 
Nota: Se, porém, o Estatuto dispuser que a maioria, para funcionamento, é a dos presentes, 
dispensa-se o Livro de Presença. 
 
Assembléias Gerais Extraordinárias 
As Assembléias Gerais Extraordinárias reúnem-se, comumente, para tratar de assuntos como: 
a) Eleição, posse e demissão do pastor. 
b) Aquisição de imóveis. 
c) Reforma de Estatuto e Regimento Interno. 
d) Discursão do Balanço Anual. 
São reuniões, portanto, de convocação específica com seu “quorum” próprio. Estes assuntos são, em 
geral, da mais alta importância com implicações que envolvem a justiça em geral. 
Nas Assembléias Ordinárias ou Extraordinárias, deve o presidente ter a pauta dos trabalhos (Ordem 
do Dia) para a sua orientação. 
a) Convocação (citar motivo). 
b) Instalação dos trabalhos, ou abertura da sessão. 
c) Leitura, discussão e aprovação da ata da sessão anterior. 
d) Leitura do expediente. 
Ata nº. 02 
Aos seis dias do mês de fevereiro de mil novecentos e oitenta e cinco, reuniram-se os membros da 
Igreja Evangélica... , em sua sede, na... , nesta cidade. Às dezenove horas e trinta minutos são 
interrompidos os trabalhos da sessão regular da igreja e o presidente, pastor... , declara aberta a 
sessão para a... (citar o fim para o qual foi convocada: eleição, posse, reforma de estatuto, etc.). Não 
esquecer de citar a aprovação. Tendo sido a presente sessão convocada exclusivamente para esse 
fim, o senhor presidente declara o encerramento desta sessão, seguindo-se a sessão regular da igre-
ja. Para que esta tenha validade em todos os seus termos, eu, 1º secretário, lavrei a presente ata, 
que vai subscrita por mim e pelo presidente da igreja. (NB - Deixar 12 linhas em branco para uso 
do cartório). 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 32 
e) Ordem do dia (agenda, roteiro, isto é, contém a disposição dos assuntos a serem tratados na 
reunião). 
f) Encerramento da sessão. 
O livro de Presença não pode ser esquecido, procedendo-se da mesma forma como o das 
Assembléias Gerais Ordinárias. 
 
Outras Reuniões 
É comum o registro de assinaturas em livros de presença para reuniões de: 
a) Diretoria da Igreja 
b) Ministério ou Presbitério 
c) Obreiros em Geral 
d) Sociedade de Senhoras 
e) Diretoria de Mocidade, etc... 
 
OO LLIIVVRROO DDEE RREEGGIISSTTRROO DDEE MMAATTRRIIMMÔÔNNIIOOA igreja pode dispor de dois livros para o registro dos matrimônios que efetua: 
 
a) Um livro onde apenas constar a cerimônia de realização do matrimônio, com o número de 
ordem, data, nome dos noivos, quem efetuou o casamento e o local. Estes registros auxiliam as 
informações prestadas ao IBGE, anualmente, bem como para o relatório da Secretaria no fim de cada 
gestão. 
 
b) O livro Especial para transcrição de termo de casamento com efeito civil. 
Cabe à Secretaria providenciar um livro de atas para assentar os termos de casamentos realizados na 
igreja ou sob sua responsabilidade, com efeitos civis. Este livro pode ter suas páginas impressas, da 
seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 33 
 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS 
 
TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO 
COM EFEITO CIVIL 
 
(Lei 1110 de 23-05-1950) 
 
 
Aos...................................................... dias de.......................................................................de dois mil 
e...................................................., às...........................horas, nesta cidade do Rio de Janeiro – RJ, perante 
mim........................................................................................................, celebrante e as 
testemunhas........................................................................................, nacionalidade...........................estado 
civil.................................................., idade..................., 
profissão....................................................,residente.......................................................................................e...
......................................................................................................................., 
nacionalidade................................................................................................................, estado 
civil.......................................................................................................,idade............................, 
profissão...............................................................,residente.................................................................................
...........................após habilitação na forma da lei civil e segundo os cânones da igreja Evangélica 
Assembléia de Deus, sob regime da 
.................................................................................................................................................................................
................................................................receberam-se em matrimônio os 
nubentes.......................................................................................................................e........................................
........................................................, que passa a adotar o nome de 
.............................................................................................. O noivo, nascido aos........... 
de......................................de................................, estado civil.................................................. 
profissão......................................................................................................................., natural 
de........................................, filho de.......................................................................................e 
de..............................................., residente............................................................................. A noiva, nascida 
aos................ de..........................de.........................................................., estado 
civil........................................, profissão......................................................................., natural 
de..........................................., filha de........................................................................ e 
de..............................................................., residente...........................................................Os nubentes 
apresentaram Certidão de Habilitação Civil nº.......................................................... 
da...................................................................................... Circunscrição deste Estado, datada 
de.......................................................... para constar foi lavrado o presente termo, que será registrado 
em livro próprio e servirá de prova para a inscrição do casamento no Registro Civil e vai assinado 
por mim, celebrante, nubentes e testemunhas. 
 
Celebrante: .................................................................................................... 
Noivo: ............................................................................................................ 
Noiva: ............................................................................................................ 
Testemunhas: ................................................................................................ 
................................................................................................. 
 
 
A igreja que não desejar imprimir um livro especial poderá transcrever num livro de atas os 
dados indicados no modelo e com suas respectivas assinaturas. 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 34 
 
AAPPÊÊNNDDIICCEE 
 
RREEGGRRAASS PPAARRLLAAMMEENNTTAARREESS 
 
IINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO 
Apesar de tomarmos nossas decisões livremente, somos compelidos a integrar grupos e neles 
deliberar. Segundo Homero, "A civilização progride em razão de um sistema de organização social 
fundado em assembléias, com o poder de decidir, depois de discutir". O direito que o homem tem 
de participar, debater, deliberar, e intocável. Todavia a falta de ordem dentro dos grupos pode gerar 
a desunião. O emprego de normas adequadas ao grupo deliberativo, e a observância de normas 
técnicas objetivas, antes de mais nada, resulta no melhor aproveitamento do tempo gasto numa 
reunião. A inobservância dos horários, as discussões e apartes simultâneos, que impedem tomadas 
de decisão, desgastam os participantes que tem que duplicar a paciência até o final da reunião em 
clima tumultuado. Vimos, então, que Regras Parlamentares "são certas regras ou leis que regem a 
palestra em conjunto". Apresentamos aqui, três regras fundamentais para se obter a ordem nas 
discussões em grupo: 
1ª) falar um de cada vez; 
2ª) ir diretamente ao assunto; 
3ª) decidir, tão logo haja opinião formada. 
Claro está que o entendimento deve vir quando cada elemento do grupo, por sua vez, expõe o 
assunto, abordando-o diretamente sem delongas ou tergiversações. Após o assunto amadurecido, 
vota-se, ganhando a maioria. Apresentamos a seguir algumas regras para serem utilizadas em 
reuniões deliberativas. 
 
ORDEM 
A ordem é que possibilita a coordenação técnica dos trabalhos no período da reunião. “É a aplicação 
constante, invariável, das normas, durante todo o tempo que durar a reunião”. Cabe à direção 
cuidar, para que os participantes que estão e uma reunião tomem conhecimento prévio das matérias 
a fim de estudá-las e preparar sugestões a respeito. E o sucesso da orientação dos trabalhos está no 
perfeito conhecimento das normas técnicas, pelo presidente, que não deve permitir o desvio da 
discussão dos assuntos tratados, devendo a seu tempo, conceder a palavra ao orador que a solicitar, 
assegurando, assim, a ordem dos debates. Deve cada participante observar como se pede a palavra, 
uma vez que é este o primeiro principio essencial para a ordem. Pedir a palavra não significa gritar 
ao presidente: "QUERO FALAR...”, ou um "PSIU". O procedimento ideal é: Pede-se a palavra 
levantando-se e, com a voz clara,dizendo: “Senhor Presidente...” (até notar que o presidente o 
ouviu)... “Peço a palavra” e declinando o seu nome. Uma vez o orador com a palavra, deverá se 
dirigir não aos outros, mas, sim, ao Presidente, dando ao debate uma constante de impessoalidade. 
"Quando se discordar da proposta de um companheiro do grupo, não se deve fazer referenda ao 
autor e sim a sua idéia contida na proposta." E, cerimoniosamente, quando fizer referencia ao nome 
do companheiro, este deve ser precedido do tratamento "senhor".Durante as discussões, surgem 
situações não previstas no Regimento Interno. Cabe, então, ao Presidente decidir estas questões de 
ordem. 
 
Questão de Ordem 
É toda duvida ou erro na observância das normas regimentais, levantadas por qualquer membro do 
grupo e resolvidos pelo presidente, não sendo discutida, emendada, nem votada. Na maioria dos 
casos, pode haver recurso dessas decisões para o próprio grupo deliberativo, que será o órgão que 
irá decidir a respeito. E bom notar que, para se levantar uma questão de ordem, observa-se a mesma 
regra para pedir a palavra: "Senhor Presidente..., para uma (1) questão de ordem”... (citar o seu 
nome). 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 35 
 
PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES 
Ordem dos Trabalhos 
Toda reunião deve ter um horário de inicio e de término. Porém, no transcorrer dos fatos, estes 
devem obedecer a uma sucessão de partes programadas, que vem a ser o que denominamos "ordem 
dos trabalhos". 
 
Constituição da Mesa 
Havendo uma diretoria e em exercício de suas funções, o inicio da reunião é imediato. Se, ao 
contrário a diretoria não esta constituída, através de consultas informais aos participantes, deve-se 
saber quem ira presidir os trabalhos. Não existindo um critério preestabelecido, o mais idoso 
presidirá a reunião. 
 
Quorum 
Uma vez constituída a mesa, verifica-se a presença (pelo nome, quando o grupo é pequeno, ou pelo 
livro de presença, quando é grande) para saber se há quorum indispensável à abertura dos 
trabalhos. 
 
Ordem da Reunião 
 
Verificação de quorum 
Declaração da abertura da sessão pelo senhor Presidente, da seguinte forma: "Havendo numero 
legal, declaro aberta a sessão de... (segue-se a especificação da reunião). 
 
Leitura da ata 
 O secretario, por ordem do senhor Presidente, lê a ata da sessão anterior. 
 
Leitura do expediente recebido 
a) avisos 
b) relatórios das comissões 
c) pedidos 
 
Ordem do Dia 
a) Questões pendentes. Começa-se a deliberar pelo que ficou pendente da ultima reunião. As 
questões não terminadas têm preferência sobre as novas. 
b) Novos assuntos. Podem surgir estes dos próprios despachos da mesa ou de comissões especiais a 
serviço do grupo. 
c) Pauta do Dia. Constitui-se do temário predeterminado, do conhecimento de todos (pelo aviso 
recebido ou pela leitura, do expediente, após a ata). 
 
Anúncios 
Após a hora fixada para o término da reunião, o senhor Presidente, antes de encerrá-la faz os 
anuncio cabíveis e relacionados com o período de recesso 2 e com a próxima reunião. 
3.2.7) Encerramento 
Esgotadas as matérias da Ordem do Dia ou a hora aprazada para a reunião, e, feitos os avisos e 
anúncios, encerra-se a sessão. (Prorrogação só se justifica em casos excepcionais). 
 
* Observações: 
1ª) "Usa-se entre nós incluir um item denominado 'Assuntos Gerais' na Ordem do Dia. Aí entram as 
demais propostas que não puderam ser relacionadas com um dos pontos de Ordem do Dia. Isto dá 
margem a abusos, arriscando-se o membro que não compareceu a reunião, a saber, depois, que nos 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 36 
'assuntos gerais' foram aprovadas matérias que não tinham relação com a Ordem do Dia e com as 
quais não estava de acordo, nem delas teve prévio conhecimento." Cabe ao Presidente a vigilância 
na manutenção das normas realmente democráticas, impedindo que se delibere matéria estranha à 
Ordem do Dia. 
2ª) Existe o procedimento de se investir na ordem, conforme foi constituída, a pauta da Ordem do 
Dia. 
Cabe então, "pedir a Ordem do Dia": 
a) Quando se está considerando algum assunto fora da sua vez na Ordem do Dia; 
b) Quando há chegado à hora marcada numa Ordem Especial 3 para consideração de determinado 
assunto. 
 
FUNÇÕES DO PRESIDENTE 
O presidente é aquele que ocupa a posição mais difícil dentro do grupo, devendo ser imparcial não 
deixando transparecer seus pontos de vista com relação às matérias em debate. Ele é o servidor da 
entidade. Requer-se do presidente paciência nas discussões demoradas nas Assembléias. Em casos 
raríssimos, permite-se ao Presidente participar dos debates e das deliberações. Não tem como 
missão impor normas; faz-se respeitá-las sem que ninguém sinta, de tal modo que todos tenham 
seus direitos respeitados e cumpram seus deveres. Será licito ao presidente debater um assunto, 
porém passará a presidência ao seu substituto legal e só poderá voltar à presidência após a votação 
da matéria que entendeu discutir. O "ganhar" e o "perder" são circunstâncias do momento e 
mutáveis. Uma proposta hoje aceita pela maioria, e vencedora; amanhã, defendendo o membro 
outro ponto de vista, poderá ser sua proposta perdedora. O que ocupa a presidência hoje voltará 
amanhã ao plenário para participar com os demais dos debates e deliberações ordenados por outro 
Presidente. Dessa forma, deve o Presidente se curvar sempre à vontade da maioria. 
Entre outras, as funções do Presidente são as seguintes: 
Abrir e encerrar as reuniões, nos termos regimentais. 
Conceder a palavra. 
Manter a ordem e aplicar as normas. 
Interromper o orador, quando necessário. 
Advertir o orador e quando este infringir o regimento (em casos extremos, cassar-lhe a palavra). 
Decidir quanto a Questões de Ordem. 
Anunciar ao plenário as matérias, de acordo com a ordem regimental dos trabalhos e de seu 
temário. 
Limitar o debate ao assunto em consideração. 
Organizar a Ordem do Dia da sessão imediata, anunciando-a no final da reunião. 
Esclarecer os pontos duvidosos de uma proposta, a fim de que o grupo possa votar com exatidão; 
poderá recorrer ao autor. 
Submeter à votação as proposta em discussões. 
Anunciar o resultado da votação. 
Assinar as atas e documentos da instituição. 
Designar Comissões. 
Votar: 
a) Em caso de empate (vota duas vezes); 
b) Quando a votação é secreta; 
c) Quando a votação for nos corpos constitutivos e o presidente levar a representação de um deles. 
d) Nos casos previstos no Regimento. 
Deve ainda, o Presidente. 
a) Conhecer bem os estatutos e o regimento da instituição que dirige. 
b) Estar familiarizado com as regras parlamentares; 
c) Mostrar-se amável e cortes com os participantes, assegurando-lhes seus direitos individuais; 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 37 
d) Respeitar a minoria, que também tem o direito de ser ouvida; 
e) Manter a discussão livre, alternando-a, a fim de mostrar os dois lados da questão. 
 
ATRIBUIÇÕES DO VICE-PRESIDENTE 
A este, ou por sua ordem, se houver mais de um, cabe substituir o Presidente, nas suas faltas ou 
impedimentos. Na falta do(s) vice-presidente(s), o(s) secretario(s) assumirá (ão) a presidência. Em 
estando ausentes, um membro chamará à ordem a assembléia para a eleição de um presidente "ad 
hoc", que assumira a presidência até a chegada do presidente. 
 
ATRIBUIÇÕES DO SECRETÁRIO 
Entre outras, compete ao secretario: 
a) Fazer o registro em ata de todas as ocorrências da reunião, e rubricar todas as suas folhas para 
dar-lhes autenticidade. 
b) Executar as instruções da Assembléia. 
c) Conhecer os estatutos, regimento e regras parlamentares, a fim de aconselhar o presidente. 
d) Ter a lista nominal dos membros e delegados para verificação de quorum.DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS 
Receber as convocações das reuniões e o seu temário. 
No caso de o membro não comparecer à reunião, será obrigado a acatar e cumprir as decisões 
tomadas em assembléia. 
Participar das assembléias, condição esta que deve ficar estatutariamente clara. 
Discutir as matérias e votá-las. Há entidades que restringem a votação, que, assim, se constitui 
direitos de alguns. 
Apresentar proposta, a qual deverá ter o apoio de outro membro do grupo. 
Direito de candidatar-se aos postos de direção, aos conselhos, as comissões (quando preenchidas 
por eleição). 
Direito de exigir o cumprimento das normas estatutárias e regimento. 
Postura do membro em assembléia 
a) Aguardar a sua vez para falar, não interrompendo o orador indevidamente. Levante-se e diga: 
Peço a palavra, senhor Presidente. 
b) Não monopolizar a discussão, pois todos têm o direito de participação. 
c) Não causar embaraços parlamentares ao presidente, antes, mostrar-se respeitoso no proceder. 
d) Sempre que desejar propor, dizer: “Proponho que...”. 
e) Não ser “esperto” ou “sábio”, atitudes estas que não dignificam. 
f) Não se aparteia o Presidente, enquanto este usa a palavra. 
 
PROPOSTAS 
As propostas são o ponto básico das reuniões, e delas surgem a adoção das resoluções adotadas pelo 
grupo. Recebidas pela mesa, são classificadas para que se possa assegurar a ordem de preferência. 
 
Classificação das Propostas 
Proposta Principal 
É a que traduz a idéia sobre matéria constante dos itens da Ordem do Dia da reunião do grupo. 
 
Proposta Acessória 
É a que se prende a uma proposta principal. 
 
Proposta Eventual 
E aquela que, podendo ou não se referir a outras, tem características próprias que lhe permitem 
existir isoladamente, dando-lhe caráter preferencial. 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 38 
 
Quadro Geral de Classificação das Propostas 
Exame das Propostas 
Eventuais 
a) Emergência 
A apresentada pelos meios mais rápidos, prendendo as demais. 
Questão de Ordem 
E resolvida pelo presidente, não sendo discutida, emendada ou votada. 
b) Intervalo ou Recesso 
É o período de descanso, dentro de uma mesma reunião, em que os trabalhos são suspensos para 
continuarem pouco depois, sem o esgotamento físico de seus integrantes. 
 
Encerramento da Reunião 
É aquela que um membro, propõe verificando que não há polarização das opiniões, e que num 
intervalo os grupos podem chegar a um entendimento. 
 
Recurso 
Visa submeter a outro grupo ou a outra autoridade uma matéria já decidida, conforme estabelecer o 
Regimento. 
 
Reconsideração 
Trata-se do pedido de reexame do caso, pelo mesmo órgão deliberativo. 
 
Esclarecimento 
O pedido e feito ao Presidente, que poderá recorrer ao autor para esclarecimento do assunto. 
 
 Verificação de votação 
É feita através de solicitação imediatamente após a proclamação do resultado da votação sobre o 
qual se tem dúvida. 
 
Método ou Processo de Votação 
É a proposta que é votada antes da proposta ou do assunto que se vai decidir. 
 
Inclusão ou volta à Ordem do Dia 
Pode ser incluída, se proposta por algum membro, matéria adiada em reunião anterior ou que ainda 
não tenha sido objeto de discussão pelo grupo nem inclusa na Ordem do Dia. Essa deliberação só 
produzirá efeito na reunião seguinte, pois as matérias consideradas em determinada reunião são 
aquelas constantes da Ordem do Dia respectiva e preparada anteriormente. 
 
Acessórias 
Objeção à consideração da proposta 
Esta proposta destina-se a evitar a perda de tempo com proposta descabida. Há casos em que a 
Questão de Ordem resolve. Caso contrário, dois terços tem de aprová-la. 
 
Divisão ou destaque de parte da proposta 
Trata-se de proposta que contem várias idéias em diferentes partes e se deseja aprovar umas e 
rejeitar outras, em separado. 
 
Retirada da Ordem do Dia 
Destina-se a evitar o exame da proposta na reunião em que é apresentada, devendo haver um prazo 
para o adiamento. 
 
Audiência de Comissão ou pedido de informações que impute em consulta posterior 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 39 
Quando o Presidente não tem condição de prestar as informações requeridas e, pela grande 
complexidade do assunto, resolve o plenário ouvir um órgão técnico para deliberar sobre a matéria 
abalizada. 
 
Retirada da proposta pelo autor. 
Quando o próprio autor reconhece que sua proposta não tem utilidade para o grupo. 
 
Encerramento da Discussão para votação imediata 
Visa passar a votação imediata de matéria de discussão prolongada. Visto cercear a liberdade que 
todos têm de discutir os assuntos enquanto houver dúvidas, exige-se maioria de 2/3. 
 
Subemenda 
É a emenda a uma emenda. Podem ser: 
a) Supressiva 
b) Substitutiva 
c) Modificativa 
d) Aditiva 
 
Emendas 
São as que aparecem depois das propostas principais. "Quando uma emenda visa substituir no seu 
todo a proposta principal, tem o nome de Substitutivo e tem preferência na votação sobre aquela". 
Podem ser: 
a) Supressiva - retira-se apenas parte da proposta; 
b) Substitutiva - substituir parte da proposta por outra', 
c) Modificativa - e a alteração da redação da proposta principal sem substituição. 
d) Aditiva - quando há acréscimo a proposta principal. 
Votação das emendas 
a) Subemenda 
b) Emendas 
c) Principal 
 
Principais 
Em sua essência, é a proposta pura. As emendas só devem ser aceitas e apresentadas durante o 
período da discussão. 
 
Apresentação, discussão e votação de propostas 
Apresentação 
Vejamos como as propostas podem ser apresentadas. 
Pedir a palavra ao presidente: Senhor Presidente... Peço a palavra... fulano de tal... Sendo concedida, 
discorrer sobre o assunto e, após a justificação, terminar por dizer: - Proponho o seguinte... (como se 
segue). 
Segue o Presidente enunciando a proposta, dizendo: O Senhor... apresenta à consideração da 
assembléia a seguinte proposta... Com isto, irá classificando as propostas para submetê-las de 
acordo com sua ordem de preferência. 
Em muitos casos, o membro do grupo apresenta a proposta de maneira incorreta, fazendo com que 
o Presidente habilidosamente possa enunciá-la de forma sucinta, para imediata discussão. 
Só dessa forma deve o secretario registrar a proposta para discussão e Votação. 
Recomendam-se propostas escritas, a fim de se evitarem duvidas em sua formulação, possibilitando 
estarem sobre a mesa enquanto durarem as deliberações. 
 
Apoio 
O Senhor Presidente indagará se alguém apóia a proposta. 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 40 
a) Se não faz isto, permite que se inicie uma discussão sem que a proposta seja devidamente 
apoiada. Cabe aqui Questão de Ordem. 
b) O presidente, após perguntar: “Alguém deseja apoiá-la?”... ou “Ninguém lhe dá o seu 
apoiamento?”... , esperará um pouco, e, se ninguém se manifestar, dirá: - A proposta não foi 
apoiada, logo não poderá ser discutida. E passa a matéria seguinte. 
 
Discussão 
Apoiada a proposta, o Presidente a lerá e anunciará a discussão, dizendo: “Em discussão a proposta 
do senhor... ”. 
Nos grupos maiores, deve-se estabelecer a inscrição de oradores e limitar o tempo de que poderá 
dispor. 
O Presidente fiscalizará os oradores para que a discussão se mantenha impessoal, e o assunto gire 
em torno da idéia contida na proposta. 
A discussão tem por fim examinar a proposta sob todos os ângulos, para que todos votem sabendo 
exatamente o que estão votando. 
O encerramento da discussão se dá quando não há mais oradores inscritos, ocasião em que todos 
estão com suas opiniões formadas sobre o assunto da deliberação. 
 
Votação 
É a fase da deliberação. Os tipos de maioria são muito variados, e, ao se passar a votação, deve 
saber-se qual a estabelecida no Regimento Interno. 
 
Os tipos mais comuns de maioria são: 
a) Maioria deMembros: Metade mais um dos membros efetivos do grupo 
b) Totalidade: Para que a matéria seja considerada aprovada, é preciso unanimidade de votos. 
c) Maioria dos presentes: Calcula-se em relação aos presentes, votando ou não. 
d) Maioria dos votantes: Não importando o número de membros presentes que votam, a maioria 
será calculada sobre o número de votantes. 
e) Maioria dos votos válidos: Em havendo votos nulos, após a computação dos votos, a maioria será 
dos votos válidos. 
 
Modos de votação 
1º) Nominal 
Chamada dos membros pela lista de presença ou pela lista de votação. Os Presentes, atendendo a 
chamada, respondem "SIM" ou "NÃO", segundo desejem aprovar ou rejeitar a proposta. 
2º) Secreta 
•••• Determina-se o número de votantes e o número necessário para a eleição. 
•••• Repartem-se as cédulas entre os presentes. 
•••• Cada membro manifesta a sua vontade na cédula, dobrando-a e depositando-a na urna. 
•••• As cédulas em branco não são contadas como votos. 
•••• O presidente designará os escrutinados. 
•••• Após a contagem, os fiscais devem apresentar o seguinte relatório. 
 
a) Nº de votantes 
b) N° de votos necessários para a eleição 
c) N° de votos do candidato A (ou chapa A) 
d) Nº de votos do candidato B (ou chapa B) 
e) Nº de votos nulos 
f) N° de votos em branco 
 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 41 
 
3º) Mecânica 
Processo moderno de toque de botões. Por correspondência ou por procuração. 
 
4º) Simbólica 
É feita através de um sinal ou da voz. O Presidente dirá: "Os que são a favor, levantem o braço", ou 
pelo enunciado de um "SIM", dito em voz alta; pelo levantar-se; pela permanência na posição em 
que se encontram os membros do grupo, sem manifestar sinal de desaprovação. 
 
Encaminhamento da votação 
É uma fala rápida, que se faz antes da votação, mesmo depois de encerrada a discussão, levando os 
companheiros a determinado sentido: votar a favor ou contra a proposta. 
 
Verificação de votação 
É o pedido feito imediatamente após a proclamação do resultado. A verificação de votação só cabe 
na votação simbólica. Nos demais casos, quando houver duvidas, podem-se pedir recontagem dos 
votos. Depois de iniciada uma votação, não poderá esta ser adiada. 
 
GLOSSÁRIO 
a) Aparte 
Breve interrupção solicitada e obtida do orador para lhe dirigir indagação ou solicitar 
esclarecimento relativo à matéria em debate. 
b) Assembléia Geral (AG) 
É a reunião de todos os membros que integram a organização. 
c) Cair a Sessão 
É a constatação de que não há mais quorum para o funcionamento de uma sessão, procedida a uma 
verificação de votação. 
d) Encaminhar à mesa 
É fazer a entrega de determinada matéria ao presidente ou ao secretário. 
e) Item 
As propostas com varias idéias ou sucessão ordenada destas, precisam tê-las divididas de modo que 
possam ser objeto de emendas e da apreciação dos membros. Desta forma, são divididas 
sucessivamente em: artigos, parágrafos, itens e letras. 
Art. 1º ••• (artigo) 
§ 1º ••• (parágrafo) 
1º ••• (item) 
a) (letras) 
b) 
c) 
f) Quorum 
E o número legal mínimo para que a assembléia possa se reunir e deliberar. 
g) Redação Final 
É a forma definitiva do resultado de deliberação, fruto de fusão das propostas principal e acessória. 
h) Sobre a Mesa 
Significa que a proposta está com o Presidente, no local de onde este dirige os trabalhos. 
i) Súmula 
Resenha resumida do que será deliberado numa reunião. Temário ou Ordem do Dia. 
j) Voto de Minerva 
Num órgão técnico em que o Presidente já deu seu voto, verifica-se empate na votação. O presidente 
votara outra vez, desempatando. Vota duas vezes, sendo o segundo chamado voto de qualidade ou 
"voto de Minerva". 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 42 
 
Como estar preparado para liderar uma reunião 
Faça um resumo 
a) Prepare um resumo detalhado dos tópicos a serem discutidos. 
b) Determine os objetivos a serem alcançados. Faça uma lista dos pontos a serem salientados. 
 
Planeje a direção da reunião 
a) Determine qual a aproximação a ser usada: 
•••• O que dizer 
•••• Como dizer 
•••• Como introduzir tópicos e idéias 
•••• Como controlar a discussão 
b) Estabeleça um horário: qual a duração da discussão de cada tópico e de cada problema. 
 
Tenha pronto todo o material 
a) Os panfletos, as folhas de informação, os materiais de referência que deverão ser usados. 
b) Cartões, diagramas, gráficos, cartazes, suficiente espaço de quadro-negro (lousa branca), giz 
(pincel), apagador e todo o material necessário às demonstrações. 
 
Mantenha o local de reunião convenientemente arrumado 
a) Certifique-se de que todos se sentem confortavelmente: mesa, cadeiras em número suficiente, 
temperatura ambiente, luz e ventilação adequadas, ausência de ruídos, etc. 
 
Como liderar uma Reunião 
Inicie a reunião 
a) Cumprimente o grupo 
b) Faça observações de introdução 
c) Coloque o grupo à vontade 
d) Mostre qual o objetivo da reunião, qual o problema a ser discutido e quais os objetivos que se 
deseja alcançar. 
 
Oriente a discussão 
Inicie a discussão 
a) Exponha os fatos 
b) Faça perguntas diretas ou gerais 
c) Dê uma opinião 
d) Use demonstrações, filmes ou auxílios visuais de qualquer espécie. 
 
Encoraje a participação 
a) Troca de idéias e de experiências: faça com que todos sejam participantes. 
b) Controle a discussão - evite os ressentimentos que possam surgir dos argumentos apresentados; 
evite que um membro do grupo monopolize a discussão utilizando por muito tempo a fala. 
c) Mantenha a discussão dentro do assunto - resuma com freqüência, analise o 
desenvolvimento da discussão. 
 
Consiga aceitação dos resultados 
a) Reajuste as idéias e as opiniões de modo que a maior parte do grupo as aceite. 
b) Peça constantemente com que as opiniões e as idéias apresentadas sejam expressas 
novamente. 
c) Faça muitas tentativas até que as conclusões sejam aceitas pela maioria do grupo. 
 
 
ESUTES – Escola de Teologia do Espírito Santo 43 
 
Resuma a discussão 
a) Mostre os pontos altos da reunião 
b) Faça uma avaliação das idéias, das opiniões, das sugestões e das experiências apresentadas. 
c) Chegue a conclusões ou a soluções - indique o que foi conseguido com a reunião. 
d) Determine um plano de ação a ser tomado. 
 
Seguindo estas normas, cremos que você terá uma reunião produtiva e edificante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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KESSLER, Nemuel. Administração Eclesiástica. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias 
de Deus, 1987. 
 
REIS, Gildásio J.B. Apostila de Administração Eclesiástica. Seminário Presbiteriano Rev. José 
Manoel da Conceição (JMC). Disponível em: 
<http://www.seminariojmc.br/noticia.asp?codigo=400&COD_MENU=165>. Acesso em: 10 de 
março de 2009 
Sugestão Bibliográfica: 
1. FARIA, A. Nogueira de. A Secretária Executiva. São Paulo, SP: LTCE S/A, 1986. 
2. SEITZ, Bruno Teodoro. Secretária Eficiente. Rio de Janeiro, RJ. Administração Eclesiástica 
V9N3 (24): Juerp, 1982. 
Todos os manuais de estudo (apostilas) da ESUTES encontram-se devidamente registrados na 
Biblioteca Nacional – Escritório de Direitos Autorais, e estão protegidos pela Lei nº. 9.610, lei que 
regula os direitos Autorais no Brasil. Sendo assim, é proibida sua reprodução por qualquer meio, sem 
a autorização por escrito da ESUTES. Todas as citações bíblicas feitas nos manuais de estudo foram 
extraídas da Bíblia Versão Almeida Corrigida e Fiel(ACF), publicada pela Sociedade Bíblica 
Trinitariana,considerada a tradução em português mais fiel aos Manuscritos hebraicos e gregos. 
 
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ORIENTAÇÕES PARA A AVALIAÇÃO ON LINE 
 
 
Agora que terminou o estudo de sua apostila, é necessário que sua AVALIAÇÃO seja respondida. TODAS 
AS AVALIAÇÕES do seu curso serão respondidas através do CAMPUS ON LINE. 
Para resolver as questões, proceda da seguinte maneira: 
a) Acesse o site da escola: www.esutes.com.br , vá até o CAMPUS ON LINE e entre usando seu LOGIN e 
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primeiro acesso ao campus on line, solicitamos que o(a) irmão(a) modifique sua senha de acesso. 
 
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A AVALIAÇÃO contém 10 (dez) questões objetivas e é feita sem limite de tempo. Resolvida a avaliação, 
sua nota será informada no mesmo instante e irá direto para sua SITUAÇÃO ACADÊMICA. 
Caso não atinja a média do curso (7.0), a avaliação poderá ser repetida após Sete (07) dias.

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