Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CURSO DE DIREITO MATUTINO 
 
NOME: JAIR AFONSO HECK PERÍODO: 7º RA: 01560000359 
CURSO: DIREITO CAMPUS: FOZ DO IGUAÇU SEMESTRE: 2018/1 
PROFESSOR: WALDEMAR ERNESTO FEIERTAG JUNIOR 
DISCIPLINA: DIREITO CIVIL – CONTRATOS EM GERAL 
 
 
DOUTRINA SOBRE CONTRATOS DE EMPREITADA 
1. Qual o conceito do contrato de empreitada? 
 R. De acordo com DINIZ (2009) contrato de empreitada é o contrato pelo qual um dos 
contratantes (empreiteiro) se obriga, sem subordinação, a realizar, pessoalmente ou por meio de 
terceiro, certa obra (Ex.: construção de uma casa, muro, represa ou ponte; composição de uma 
música) para outro (dono da obra), com material próprio ou por este fornecido, mediante 
remuneração determinada ou proporcional ao trabalho executado. 
 
2. Quais as espécies? 
 R. As empreitadas podem ser contratadas considerando duas modalidades: a empreitada somente 
da mão-de-obra (lavor) ou a empreitada mista, incluindo materiais. 
Desta matéria trata o código civil em seus artigos 610 a 613. Por este diploma legal, o empreiteiro 
de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os materiais. A obrigação 
de fornecer os materiais não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes. Por outro lado, o 
contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo, ou de fiscalizar lhe 
a execução. 
 
3. Como se dá a entrega da obra? 
R. A entrega da obra pode ser feita por partes, a medida que for sendo parcialmente concluída ou 
somente após a conclusão. 
Estabelece o código civil (artigo 614 e seguintes) que se a obra constar de partes distintas, ou for 
de natureza das que se determina por medida, o empreiteiro terá direito a que também se verifique 
por medida, ou segundo as partes em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção da 
obra executada. 
 
Antes que seja efetuado o pagamento é importante que seja devidamente dimensionado e 
examinado o que está sendo pago, pois, segundo o código, tudo o que se pagou presume-se 
verificado. E mais, o que se mediu presume-se verificado se, em 30 (trinta) dias, a contar da 
medição, não forem denunciados os vícios ou defeitos pelo dono da obra ou por quem estiver 
incumbido da sua fiscalização. 
 
Ainda por determinação legal, concluída a obra de acordo com o ajuste, ou o costume do lugar, o 
dono é obrigado a recebê-la. Esta obrigação, porém, não é absoluta, pois poderá o proprietário 
rejeitá-la, ou exigir abatimento no preço, se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas e 
dos planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza. 
 
 
 
 
FACULDADE DE FOZ DO IGUAÇU - FAFIG 
 
4. Como ficam as modificações do projeto e acréscimos realizados na obra para fins de preço? 
R. OBRA ACRESCIDA 
Salvo estipulação em contrário, o empreiteiro que se incumbir de executar uma obra, segundo 
plano aceito por quem a encomendou, não terá direito a exigir acréscimo no preço, ainda que 
sejam introduzidas modificações no projeto, a não ser que estas resultem de instruções escritas do 
dono da obra. 
Ainda que não tenha havido autorização escrita, o dono da obra é obrigado a pagar ao empreiteiro 
os aumentos e acréscimos, segundo o que for arbitrado, se, sempre presente à obra, por 
continuadas visitas, não podia ignorar o que se estava passando, e nunca protestou. 
 
VARIAÇÕES DE PREÇOS 
Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décimo do preço 
global convencionado, poderá este ser revisto, a pedido do dono da obra, para que se lhe assegure 
a diferença apurada. 
 
MODIFICAÇÕES NO PROJETO 
Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações no projeto 
por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por motivos 
supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a inconveniência ou a excessiva 
onerosidade de execução do projeto em sua forma originária. 
A proibição não abrange alterações de pouca monta, ressalvada sempre a unidade estética da obra 
projetada. 
 
5. Classifique o contrato de empreitada. 
R. 1. Quanto ao modo de fixação do preço 
a) A preço fixo (marché à forfait) - Retribuição estipulada para a obra inteira, de antemão, em 
quantia certa e invariável, sem considerar o fracionamento da atividade. Divide-se em: 
- a preço fixo absoluto: não admite qualquer alteração na remuneração, seja qual for o custo da 
mão-de-obra ou dos materiais; 
- a preço fixo relativo: permite variação em decorrência do preço de algum dos componentes da 
obra ou de alterações que já estejam programadas por influência de fatos previsíveis, ainda que 
não constatados. 
b) Por medida (ad mensuram ou marché sur dévis) - O preço atende ao fracionamento da obra, 
considerando-se as partes em que ela se divide. Estipula-se o pagamento por parte concluída. 
c) Por valor reajustável - O preço varia dado o aumento ou a diminuição valorativa da mão-de-
obra e materiais. Possibilita que o preço varie segundo índices oficiais, procedendo-se à revisão 
periódica em datas preestabelecidas. Protege o empreiteiro em períodos de grande inflação. 
d) Por preço máximo - Estabelece-se limite de valor não ultrapassável pelo empreiteiro. 
e) A preço de custo - O empreiteiro realiza o trabalho, responsabilizando-se pelo fornecimento 
de materiais e pagamento da mão-de-obra, mediante reembolso do despendido, acrescido do lucro 
assegurado. 
 
2. Quanto à execução do trabalho 
a) Lavor - O empreiteiro assume a obrigação de prestar o trabalho, fornecendo apenas mão-de-
obra. 
b) Mista - O empreiteiro fornece mão-de-obra e materiais. 
Observação: nos contratos de empreitada de edifícios ou construções consideráveis, o empreiteiro 
de materiais e o de lavor responderão durante cinco anos pela solidez e segurança do trabalho. 
 
6. Quais as formas de extinção do contrato de empreitada? Defina a interpretação e a diferencie 
de integração na norma contratual. 
R. A maneira comum e natural de extinção do contrato de empreitada ocorre com a sua execução, 
com a entrega da obra e o recebimento do preço. Mas deve-se ressaltar que com a finalização da 
empreitada deve ocorrer a verificação. 
O contrato de empreitada pode ser extinto de diversas formas. 
1- Pelo cumprimento: a forma natural de extinção do contrato, com a entrega da obra e 
pagamento do preço. 
2- Morte do empreiteiro, caso a obrigação seja intuitu personae. 
3- Pela resilição bilateral, exercendo a autonomia da vontade no contrato. 
4- Pela resolução, se um dos contraentes deixar de cumprir sua obrigação. 
5- Pela resilição unilateral, por parte do dono da obra 
6- Pela excessiva onerosidade superveniente da obra 
7- Pelo perecimento da coisa, por força maior ou caso fortuito 
8- Pela falência do empreiteiro ou insolvência do proprietário 
 
 
EMPREITADA - ACORDÃO PARA ANÁLISE EM SALA 
 
1. Qual a questão principal sobre empreitada que restou controvertida entre as partes? 
R. 1. Indenização (restituição de valores) por obra inadequada; 
2. Pagamento por acréscimo, aceito tacitamente pelo contratante, na obra e realizado pelo 
contratado. 
 
2. Qual o fundamento utilizado pelo julgado para negar o acréscimo no pagamento dos valores da 
empreitada? Qual o fundamento no Código Civil que foi abordado? 
R. Nesse contexto de excesso de valores para consecução de obra em regime de empreitada 
decorrente de alteração do projeto inicial indevidamente não há que se falar da exigibilidade de 
débitos superiores àqueles contratados. 
 
No caso dos autos o conhecimento técnico acerca da adequação do serviço nos limites do 
contratado não pode ser repassado ao comitente, porque os limites do contrato foram bemestabelecidos pelas partes e, conforme leciona Caio Mário da Silva Pereira “[sendo] o empreiteiro 
um especialista, presume-se que a terá calculado [variação] na previsão dos acontecimentos, e não 
pode surpreender a outra parte com a exigência de quantia a maior do que o preço ajustado” ( 
Instituições de Direito Civil, Contratos, v. III, 15. ed., Forense, 2011, p. 279). 
 
A decisão acima está fundamentada no art. 619 do C.C. 
Art. 619. Salvo estipulação em contrário, o empreiteiro que se incumbir de executar uma obra, 
segundo plano aceito por quem a encomendou, não terá direito a exigir acréscimo no preço, ainda 
que sejam introduzidas modificações no projeto, a não ser que estas resultem de instruções 
escritas do dono da obra. 
Parágrafo Único: ainda que não tenha havido autorização escrita, o dono da obra é obrigado a 
pagar ao empreiteiro os aumentos e acréscimos, segundo o que for arbitrado, se, sempre presente 
à obra, por continuadas visitas, não podia ignorar o que se estava passando e nunca protestou. 
 
3. Explique o aluno se concorda ou não com o resultado do julgamento do caso. 
R. Sim, concordo com a decisão posto que o empreiteiro detinha o conhecimento técnico 
necessário para dimensionar o custo da obra bem como o conhecimento do projeto para propor as 
adequações necessárias. Somado a isto há que se levar em conta que as alterações introduzidas 
restaram inoperante por falha na execução (válvula hidráulica) e, no caso dos drenos, também não 
houve a melhoria da eficiência.

Mais conteúdos dessa disciplina