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10:58 71 modo de navegação anônima está ativado X i www.gonzaga.com.br Isso significa que na Idade Média européia, não haviam Exércitos Permanentes, as forças militares sendo compostas eranos e seus vassalos. Em geral, reis, ou mesmo aqueles que ainda detinham títulos de reis eram os nobreza, aqueles que possuíam a maior quantidade de vassalos, O que não significa que pudessem mesmos. Na prática, todo nobre fazia parte de uma relação de suserania e vassalagem, porém, cada plena em seu respectivo feudo. Um suserano poderia ter muitos vassalos, mas um vassalo só podena um Os vassalos de meu vassalo não eram obrigados a prestar auxílio ao suserano mais acima da relação, a menos que seus suseranos quisessem. Crise do Feudalismo A crise do feudalismo ocorreu durante a chamada Baixa Idade Média, dos séculos X a XV. Trata-se de um longo processo que levou à formação das Monarquias Nacionais Europeias e consequentemente, do Estado Moderno. Para entendermos tal crise é preciso inicialmente retomarmos alguns pontos específicos da Alta Idade Média. Antecedentes Ao longo da Alta Idade Média, O ocidente foi assolado por constantes invasões de povos e etnias diferentes. Os bárbaros germânicos devastaram Império Romano. Eles seram muitas vezes empurrados por outros povos mais perigosos que também viviam da pilhagem e do saque. No século V, ocorreram as incursões dos hunos, um povo asiático, conhecido por sua perícia na arte de cavalgar e no uso de arco e flecha, seu principal líder chamado de Átila, Flagelo de Deus. Os próprios germânicos, tal como vimos anteriormente, pilharam territórios ocidentais do antigo Império Romano, aos poucos se sedentarizando. Nos séculos VIII e IX, os normandos (homens do norte), naturais da Escandinávia (Suécia, Noruega, Dinamarca) começaram a atacar feudos medievais, principalmente as igrejas e OS mosteiros cristãos, causando medo e insegurança entre os povos europeus. Além dos vikings (como se autodenominavam normandos em condição de pirataria), havia incursões dos magiáres (húngaros) e dos eslavos, povos naturais das extensas planícies da Europa Oriental a competir por territórios. Todas essas invasões geravam não somente um clima de insegurança, como também mantinham a mortandade das populações europeias em níveis elevados, assegurando a subsistência mínima dos camponeses, alocados em feudos quase Junte-se a isso, temor infundado dos ocidentais aos muçulmanos, chamados também de sarracenos ou mouros (nesse último caso, muçulmanos da Península Ibérica e do norte da Africa), fazendo com que servos procurassem cada vez mais a proteção dos senhores feudais. Os nobres europeus, em razão das ameaças externas, podiam assim, cumprir seu papel social de guerreiros e defensores dos feudos, unindo-se cava vez mais em laços de vassalagem para enfrentar inimigos comuns. problema, é que as incursões de pilhagem diminuíram a partir do final do ano 1000. Muitos saqueadores, como normandos, começaram a procurar novas rotas e territórios, muitas vezes sedentarizando-se e tornando-se senhores feudais, como comprova a ocupação normanda do norte da França em 911 (território denominado de Normandia). Com fim das invasões vikings, os feudos se estabilizaram e a mortalidade da população caiu, processo esse que levou ao advento da crise do feudalismo. Crescimento Demográfico crescimento demográfico foi, portanto bastante expressivo no Ocidente europeu ao início da Baixa Idade Média. Só para termos uma ideia, no século X haviam 18 milhões de pessoas no Velho Continente, aumentando para 26 milhões no século XI e 34 milhões no século XII. problema estava na baixa produtividade agrícola dos feudos, levando à falta de alimento para famílias camponesas cada vez mais numerosas. Para tentar solucionar problema, a nobreza senhorial decidiu procurar novas terras para plantar, na tentativa de incorporá-las a seus feudos e aumentar sua produtividade. Expansão das terras cultiváveis Como não poderia deixar de ser diferente, a nobreza, na falta de alimentos disponíveis para a crescente população camponesa, começou a procurar novas terras para ocupar. Diante do grande número de feudos já ocupados por outros senhores, tornou-se comum aterramento de pântanos e a derrubada de florestas nativas, um empreendimento insuficiente diante das altas taxas de natalidade da época. Expulsão dos servos Logo, nobres perceberam sua impotência para solucionar problema da fome. Como as tecnologias agrícolas eram muita atrasadas para permitir O aumento da produtividade dos campos, senhores feudais, de forma arbitrária, começaram a expulsar alguns servos de suas terras. Esses servos deslocaram-se para as cidades, muitas vezes vagando pelas estradas como mendigos e/ou bandidos, aumentando ainda mais clima de insegurança. A sensação de crise se tornou cada vez mais intensa, se acirrando ainda mais devido ao grande número de cavaleiros errantes perambulando pelo ocidente. Disputas entre a nobreza crescimento demográfico não aumentou somente número de servos e camponeses, mas também a quantidade de filhos de cada senhor feudal. Diante do tradicional direito de primogenitura, que concedia ao filho mais velho a prerrogativa de herdar feudo e títulos do pai, muitos jovens da nobreza passaram a perambular pelo ocidente à procura de suseranos que pudessem lhes conceder algum território. o clima entre a nobreza se tornou ainda mais tenso, já que faltava um inimigo comum para unir a todos em uma mesma causa. Alguns conflitos entre senhores feudais e cavaleiros errantes foram observados na época, e Contos de Cavalaria medievais atestam tais disputas. Para tentar solucionar conflitos, a Igreja Católica Romana passou a organizar torneios de espadas e justas (lanças de cavalaria) entre nobres, muitas vezes prometendo terras para vencedores. Não sendo suficientes para todos, muitos nobres se dirigiram para territórios distantes, principalmente para a Rússia, levando para lá seu modo de vida, movimento esse denominado de Expansão Germânica dos Cavaleiros Teutônicos. Movimento Cruzadista Download X Movimento Cruzadista: 1