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Questões resolvidas

Joana doou a Renata um livro raro de Direito Civil, que constava da coleção de sua falecida avó, Marta. Esta, na condição de testadora, havia destinado a biblioteca como legado, em testamento, para sua neta, Joana (legatária). Renata se ofereceu para visitar a biblioteca, circunstância na qual se encantou com a coleção de clássicos franceses. Renata, então, ofereceu-se para adquirir, ao preço de R$ 1.000,00 (mil reais), todos os livros da coleção, oportunidade em que foi informada, por Joana, acerca da existência de ação que corria na Vara de Sucessões, movida pelos herdeiros legítimos de Marta. A ação visava impugnar a validade do testamento e, por conseguinte, reconhecer a ineficácia do legado (da biblioteca) recebido por Joana. Mesmo assim, Renata decidiu adquirir a coleção, pagando o respectivo preço.
Diante de tais situações, assinale a afirmativa correta.
A) Quanto aos livros adquiridos pelo contrato de compra e venda, Renata não pode demandar Joana pela evicção, pois sabia que a coisa era litigiosa.
B) Com relação ao livro recebido em doação, Joana responde pela evicção, especialmente porque, na data da avença, Renata não sabia da existência de litígio.
C) A informação prestada por Joana a Renata, acerca da existência de litígio sobre a biblioteca que recebeu em legado, deve ser interpretada como cláusula tácita de reforço da responsabilidade pela evicção.
D) O contrato gratuito firmado entre Renata e Joana classifica-se como contrato de natureza aleatória, pois Marta soube posteriormente do risco da perda do bem pela evicção.
E) N.D.A.

Hugo, corretor de imóveis, recebe oferta de contrato, por prazo indeterminado, para intermediar a realização de negócios sobre novo empreendimento imobiliário, cujo lançamento ocorrerá em data próxima, obtendo as seguintes informações: (i) as características gerais do empreendimento, com a descrição da planta, da área e do valor de cada unidade autônoma projetada, em condomínio edilício; (ii) o valor oferecido em remuneração pelos serviços de corretagem correspondente a 4% sobre o valor da venda. Entusiasmado, Hugo entra em contato com diversos clientes (potenciais compradores), a fim de mediar a celebração de compromissos de compra e venda com o dono do negócio. Nesse ínterim, consegue marcar uma reunião entre o incorporador (dono do negócio) e seu melhor cliente, sócio de uma grande rede de farmácias, pretendendo adquirir a loja principal do empreendimento. Após a reunião, em que as partes se mostraram interessadas em prosseguir com as negociações, nenhum dos futuros contratantes tornou a responder ao corretor, que não mais atuou nesse empreendimento, ante a sua dispensa. Soube, meses depois, que o negócio havia sido fechado entre o incorporador e o comprador, em negociação direta, ao valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais).
Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
a) A dispensa do corretor não ilide o dever de pagar a remuneração que lhe era devida, pois o negócio se realizou posteriormente, como fruto de sua mediação.
b) Ainda que tenha iniciado a negociação com a atuação do corretor, uma vez concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida.
c) A ausência do corretor na negociação que resultou no acordo de venda evidencia o descumprimento do dever de diligência e prudência, motivo pelo qual perde o direito à remuneração.
d) O corretor tem direito à remuneração parcial e proporcional, pois, apesar de dispensado, iniciou a intermediação, e o negócio ao final se concretizou.
e) N.D.A.

Renato adquiriu de seu amigo Rodolfo, em 13/2/2010, um veículo automotor, que, passados trinta dias da compra, apresentou defeito no motor e parou de funcionar. Em 15/3/2010, o comprador procurou um advogado com o propósito de ajuizar ação para anular o negócio jurídico. Em 13/1/2011, Renato ajuizou ação objetivando a redibição ou o abatimento do preço pago pelo veículo. No entanto, o processo foi extinto com resolução do mérito em razão da decadência do direito do autor. Acerca da situação hipotética acima apresentada e da disciplina jurídica dos vícios redibitórios, das relações de consumo e da responsabilidade civil,
assinale a opção correta.
(a) O prazo decadencial para o adquirente reclamar a existência de vício redibitório seria de trinta dias a contar do conhecimento do vício oculto. No caso de vício oculto de difícil constatação, Renato teria o prazo de até cento e oitenta dias após a tradição, para conhecer o defeito e, uma vez constatado o defeito, teria o prazo de mais trinta dias para ingressar com as ações edilícias.
(b) Em caso de responsabilidade de profissionais da advocacia por condutas consideradas negligentes, as demandas que invocam a teoria da perda de uma chance não passam pela análise das reais possibilidades de êxito do postulante, eventualmente perdidas em razão da desídia do causídico.
(c) O equívoco inerente ao vício redibitório não se confunde com o erro substancial, vício de consentimento previsto na parte geral do Código Civil. O legislador tratou o vício redibitório de forma especial, projetando inclusive efeitos diferentes daqueles previstos para o erro substancial. O vício redibitório, da forma sistematizada pelo Código Civil de 1916, cujas regras foram mantidas pelo Código Civil ora vigente, atinge a psique do agente. O erro substancial, por sua vez, atinge a própria coisa, objetivamente considerada.
(d) Na situação descrita, de fato, Renato decaiu do seu direito de rescindir o negócio em razão do transcurso do prazo de trinta dias previsto no CDC para a reclamação de vício redibitório.
(e) N.D.A.

Lucas, interessado na aquisição de um carro seminovo, procurou Leonardo, que revende veículos usados. Ao final das tratativas, e para garantir que o negócio seria fechado, Lucas pagou a Leonardo um percentual do valor do veículo, a título de sinal. Após a celebração do contrato, porém, Leonardo informou a Lucas que, infelizmente, o carro que haviam negociado já havia sido prometido informalmente para um outro comprador, velho amigo de Leonardo, motivo pelo qual Leonardo não honraria a avença. Frustrado, diante do inadimplemento de Leonardo, Lucas procurou você, como advogado(a), para orientá-lo.
Nesse caso, assinale a opção que apresenta a orientação dada.
A) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, com atualização monetária, juros e honorários de advogado, mas não o seu equivalente.
B) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, mais o seu equivalente, com atualização monetária, juros e honorários de advogado.
C) Leonardo terá de restituir a Lucas apenas metade do valor pago a título de sinal, pois informou, tão logo quanto possível, que não cumpriria o contrato.
D) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, pois este é computado como início de pagamento, o qual se perde em caso de inadimplemento.
E) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, e também não terá que restituir seu equivalente, seja ou não com atualização monetária, juros e honorários de advogado.

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Questões resolvidas

Joana doou a Renata um livro raro de Direito Civil, que constava da coleção de sua falecida avó, Marta. Esta, na condição de testadora, havia destinado a biblioteca como legado, em testamento, para sua neta, Joana (legatária). Renata se ofereceu para visitar a biblioteca, circunstância na qual se encantou com a coleção de clássicos franceses. Renata, então, ofereceu-se para adquirir, ao preço de R$ 1.000,00 (mil reais), todos os livros da coleção, oportunidade em que foi informada, por Joana, acerca da existência de ação que corria na Vara de Sucessões, movida pelos herdeiros legítimos de Marta. A ação visava impugnar a validade do testamento e, por conseguinte, reconhecer a ineficácia do legado (da biblioteca) recebido por Joana. Mesmo assim, Renata decidiu adquirir a coleção, pagando o respectivo preço.
Diante de tais situações, assinale a afirmativa correta.
A) Quanto aos livros adquiridos pelo contrato de compra e venda, Renata não pode demandar Joana pela evicção, pois sabia que a coisa era litigiosa.
B) Com relação ao livro recebido em doação, Joana responde pela evicção, especialmente porque, na data da avença, Renata não sabia da existência de litígio.
C) A informação prestada por Joana a Renata, acerca da existência de litígio sobre a biblioteca que recebeu em legado, deve ser interpretada como cláusula tácita de reforço da responsabilidade pela evicção.
D) O contrato gratuito firmado entre Renata e Joana classifica-se como contrato de natureza aleatória, pois Marta soube posteriormente do risco da perda do bem pela evicção.
E) N.D.A.

Hugo, corretor de imóveis, recebe oferta de contrato, por prazo indeterminado, para intermediar a realização de negócios sobre novo empreendimento imobiliário, cujo lançamento ocorrerá em data próxima, obtendo as seguintes informações: (i) as características gerais do empreendimento, com a descrição da planta, da área e do valor de cada unidade autônoma projetada, em condomínio edilício; (ii) o valor oferecido em remuneração pelos serviços de corretagem correspondente a 4% sobre o valor da venda. Entusiasmado, Hugo entra em contato com diversos clientes (potenciais compradores), a fim de mediar a celebração de compromissos de compra e venda com o dono do negócio. Nesse ínterim, consegue marcar uma reunião entre o incorporador (dono do negócio) e seu melhor cliente, sócio de uma grande rede de farmácias, pretendendo adquirir a loja principal do empreendimento. Após a reunião, em que as partes se mostraram interessadas em prosseguir com as negociações, nenhum dos futuros contratantes tornou a responder ao corretor, que não mais atuou nesse empreendimento, ante a sua dispensa. Soube, meses depois, que o negócio havia sido fechado entre o incorporador e o comprador, em negociação direta, ao valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais).
Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
a) A dispensa do corretor não ilide o dever de pagar a remuneração que lhe era devida, pois o negócio se realizou posteriormente, como fruto de sua mediação.
b) Ainda que tenha iniciado a negociação com a atuação do corretor, uma vez concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida.
c) A ausência do corretor na negociação que resultou no acordo de venda evidencia o descumprimento do dever de diligência e prudência, motivo pelo qual perde o direito à remuneração.
d) O corretor tem direito à remuneração parcial e proporcional, pois, apesar de dispensado, iniciou a intermediação, e o negócio ao final se concretizou.
e) N.D.A.

Renato adquiriu de seu amigo Rodolfo, em 13/2/2010, um veículo automotor, que, passados trinta dias da compra, apresentou defeito no motor e parou de funcionar. Em 15/3/2010, o comprador procurou um advogado com o propósito de ajuizar ação para anular o negócio jurídico. Em 13/1/2011, Renato ajuizou ação objetivando a redibição ou o abatimento do preço pago pelo veículo. No entanto, o processo foi extinto com resolução do mérito em razão da decadência do direito do autor. Acerca da situação hipotética acima apresentada e da disciplina jurídica dos vícios redibitórios, das relações de consumo e da responsabilidade civil,
assinale a opção correta.
(a) O prazo decadencial para o adquirente reclamar a existência de vício redibitório seria de trinta dias a contar do conhecimento do vício oculto. No caso de vício oculto de difícil constatação, Renato teria o prazo de até cento e oitenta dias após a tradição, para conhecer o defeito e, uma vez constatado o defeito, teria o prazo de mais trinta dias para ingressar com as ações edilícias.
(b) Em caso de responsabilidade de profissionais da advocacia por condutas consideradas negligentes, as demandas que invocam a teoria da perda de uma chance não passam pela análise das reais possibilidades de êxito do postulante, eventualmente perdidas em razão da desídia do causídico.
(c) O equívoco inerente ao vício redibitório não se confunde com o erro substancial, vício de consentimento previsto na parte geral do Código Civil. O legislador tratou o vício redibitório de forma especial, projetando inclusive efeitos diferentes daqueles previstos para o erro substancial. O vício redibitório, da forma sistematizada pelo Código Civil de 1916, cujas regras foram mantidas pelo Código Civil ora vigente, atinge a psique do agente. O erro substancial, por sua vez, atinge a própria coisa, objetivamente considerada.
(d) Na situação descrita, de fato, Renato decaiu do seu direito de rescindir o negócio em razão do transcurso do prazo de trinta dias previsto no CDC para a reclamação de vício redibitório.
(e) N.D.A.

Lucas, interessado na aquisição de um carro seminovo, procurou Leonardo, que revende veículos usados. Ao final das tratativas, e para garantir que o negócio seria fechado, Lucas pagou a Leonardo um percentual do valor do veículo, a título de sinal. Após a celebração do contrato, porém, Leonardo informou a Lucas que, infelizmente, o carro que haviam negociado já havia sido prometido informalmente para um outro comprador, velho amigo de Leonardo, motivo pelo qual Leonardo não honraria a avença. Frustrado, diante do inadimplemento de Leonardo, Lucas procurou você, como advogado(a), para orientá-lo.
Nesse caso, assinale a opção que apresenta a orientação dada.
A) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, com atualização monetária, juros e honorários de advogado, mas não o seu equivalente.
B) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, mais o seu equivalente, com atualização monetária, juros e honorários de advogado.
C) Leonardo terá de restituir a Lucas apenas metade do valor pago a título de sinal, pois informou, tão logo quanto possível, que não cumpriria o contrato.
D) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, pois este é computado como início de pagamento, o qual se perde em caso de inadimplemento.
E) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, e também não terá que restituir seu equivalente, seja ou não com atualização monetária, juros e honorários de advogado.

Prévia do material em texto

1. Joana doou a Renata um livro raro de Direito Civil, que constava da coleção de 
sua falecida avó, Marta. Esta, na condição de testadora, havia destinado a 
biblioteca como legado, em testamento, para sua neta, Joana (legatária). Renata se 
ofereceu para visitar a biblioteca, circunstância na qual se encantou com a coleção 
de clássicos franceses. Renata, então, ofereceu-se para adquirir, ao preço de R$ 
1.000,00 (mil reais), todos os livros da coleção, oportunidade em que foi informada, 
por Joana, acerca da existência de ação que corria na Vara de Sucessões, movida 
pelos herdeiros legítimos de Marta. A ação visava impugnar a validade do 
testamento e, por conseguinte, reconhecer a ineficácia do legado (da biblioteca) 
recebido por Joana. Mesmo assim, Renata decidiu adquirir a coleção, pagando o 
respectivo preço. Diante de tais situações, assinale a afirmativa correta. 
A) Quanto aos livros adquiridos pelo contrato de compra e venda, Renata não pode 
demandar Joana pela evicção, pois sabia que a coisa era litigiosa. 
B) Com relação ao livro recebido em doação, Joana responde pela evicção, 
especialmente porque, na data da avença, Renata não sabia da existência de litígio. 
C) A informação prestada por Joana a Renata, acerca da existência de litígio sobre 
a biblioteca que recebeu em legado, deve ser interpretada como cláusula tácita de 
reforço da responsabilidade pela evicção. 
D) O contrato gratuito firmado entre Renata e Joana classifica-se como contrato de 
natureza aleatória, pois Marta soube posteriormente do risco da perda do bem pela 
evicção. 
E) N.D.A. 
 
2. Questão da OAB aplicada no ano de 2018 no XXVII Exame de Ordem 
Renata financiou a aquisição de seu veículo em 36 parcelas e vinha pagando 
pontualmente todas as prestações. Entretanto, a recente perda de seu emprego fez 
com que não conseguisse manter em dia a dívida, tendo deixado de pagar, 
justamente, as duas últimas prestações (35ª e 36ª). O banco que financiou a 
aquisição, diante do inadimplemento, optou pela resolução do contrato. Tendo em 
vista o pagamento das 34 parcelas anteriores, pode-se afirmar que a conduta da 
instituição financeira viola o princípio da boa-fé, em razão do(a): 
A) dever de mitigar os próprios danos. 
B) proibição de comportamento contraditório (venire contra factum proprium). 
C) adimplemento substancial. 
D) dever de informar. 
E) N.D.A. 
 
3. (Questão da OAB aplicada no ano de 2021 no XXXII Exame de Ordem) Hugo, 
corretor de imóveis, recebe oferta de contrato, por prazo indeterminado, para 
intermediar a realização de negócios sobre novo empreendimento imobiliário, cujo 
lançamento ocorrerá em data próxima, obtendo as seguintes informações: (i) as 
características gerais do empreendimento, com a descrição da planta, da área e do 
valor de cada unidade autônoma projetada, em condomínio edilício; (ii) o valor 
oferecido em remuneração pelos serviços de corretagem correspondente a 4% 
sobre o valor da venda. Entusiasmado, Hugo entra em contato com diversos 
clientes (potenciais compradores), a fim de mediar a celebração de compromissos 
de compra e venda com o dono do negócio. Nesse ínterim, consegue marcar uma 
reunião entre o incorporador (dono do negócio) e seu melhor cliente, sócio de uma 
grande rede de farmácias, pretendendo adquirir a loja principal do 
empreendimento. Após a reunião, em que as partes se mostraram interessadas em 
prosseguir com as negociações, nenhum dos futuros contratantes tornou a 
responder ao corretor, que não mais atuou nesse empreendimento, ante a sua 
dispensa. Soube, meses depois, que o negócio havia sido fechado entre o 
incorporador e o comprador, em negociação direta, ao valor de R$ 5.000.000,00 
(cinco milhões de reais). Diante do exposto, assinale a afirmativa correta. 
a) A dispensa do corretor não ilide o dever de pagar a remuneração que lhe era 
devida, pois o negócio se realizou posteriormente, como fruto de sua mediação. 
b) Ainda que tenha iniciado a negociação com a atuação do corretor, uma vez 
concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será 
devida. 
c) A ausência do corretor na negociação que resultou no acordo de venda evidencia 
o descumprimento do dever de diligência e prudência, motivo pelo qual perde o 
direito à remuneração. 
d) O corretor tem direito à remuneração parcial e proporcional, pois, apesar de 
dispensado, iniciou a intermediação, e o negócio ao final se concretizou. 
e) N.D.A. 
 
4. (CESPE - 2012 - DPE-AC) Renato adquiriu de seu amigo Rodolfo, em 13/2/2010, 
um veículo automotor, que, passados trinta dias da compra, apresentou defeito no 
motor e parou de funcionar. Em 15/3/2010, o comprador procurou um advogado 
com o propósito de ajuizar ação para anular o negócio jurídico. Em 13/1/2011, 
Renato ajuizou ação objetivando a redibição ou o abatimento do preço pago pelo 
veículo. No entanto, o processo foi extinto com resolução do mérito em razão da 
decadência do direito do autor. Acerca da situação hipotética acima apresentada e 
da disciplina jurídica dos vícios redibitórios, das relações de consumo e da 
responsabilidade civil, assinale a opção correta. 
(a) O prazo decadencial para o adquirente reclamar a existência de vício redibitório 
seria de trinta dias a contar do conhecimento do vício oculto. No caso de vício 
oculto de difícil constatação, Renato teria o prazo de até cento e oitenta dias após 
a tradição, para conhecer o defeito e, uma vez constatado o defeito, teria o prazo de 
mais trinta dias para ingressar com as ações edilícias. 
(b) Em caso de responsabilidade de profissionais da advocacia por condutas 
consideradas negligentes, as demandas que invocam a teoria da perda de uma 
chance não passam pela análise das reais possibilidades de êxito do postulante, 
eventualmente perdidas em razão da desídia do causídico. 
(c) O equívoco inerente ao vício redibitório não se confunde com o erro substancial, 
vício de consentimento previsto na parte geral do Código Civil. O legislador tratou o 
vício redibitório de forma especial, projetando inclusive efeitos diferentes daqueles 
previstos para o erro substancial. O vício redibitório, da forma sistematizada pelo 
Código Civil de 1916, cujas regras foram mantidas pelo Código Civil ora vigente, 
atinge a psique do agente. O erro substancial, por sua vez, atinge a própria coisa, 
objetivamente considerada. 
(d) Na situação descrita, de fato, Renato decaiu do seu direito de rescindir o negócio 
em razão do transcurso do prazo de trinta dias previsto no CDC para a reclamação 
de vício redibitório. 
(e) N.D.A. 
 
5. Questão 08 (2015 – CESPE - DPE-RN) No tocante à extinção dos contratos, 
assinale a opção correta. 
(a) Nos contratos bilaterais, o credor pode exigir a realização da obrigação pela 
outra parte, ainda que não cumpra a integralidade da prestação que lhe caiba. 
(b) A extinção do contrato decorrente de cláusula resolutiva expressa configura 
exercício do direito potestativo de uma das partes do contrato de impor à outra sua 
extinção e depende de interpelação judicial. 
(c) Situação hipotética: Joaquim, mediante contrato firmado, prestava serviços de 
contabilidade à empresa de Joana. Joaquim e Joana decidiram encerrar, 
consensualmente, o pactuado e dar fim à relação contratual. Assertiva: Nessa 
situação, configurou-se a resilição do contrato por meio de denúncia de uma das 
partes. 
(d) A resolução do contrato por onerosidade excessiva não se aplica aos contratos 
de execução instantânea, pois ocorre quando, no momento da efetivação da 
prestação, esta se torna demasiadamente onerosa para uma das partes, em virtude 
de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. 
(e) N.D.A. 
 
6. (XXX Exame da OAB) Lucas, interessado na aquisição de um carro seminovo, 
procurou Leonardo, que revende veículos usados. Ao final das tratativas, e para 
garantir que o negócio seria fechado, Lucas pagou a Leonardo um percentual do 
valor do veículo, a título de sinal. Após a celebração do contrato,porém, Leonardo 
informou a Lucas que, infelizmente, o carro que haviam negociado já havia sido 
prometido informalmente para um outro comprador, velho amigo de Leonardo, 
motivo pelo qual Leonardo não honraria a avença. Frustrado, diante do 
inadimplemento de Leonardo, Lucas procurou você, como advogado(a), para 
orientá-lo. Nesse caso, assinale a opção que apresenta a orientação dada. 
A) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, com atualização 
monetária, juros e honorários de advogado, mas não o seu equivalente. 
B) Leonardo terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, mais o seu 
equivalente, com atualização monetária, juros e honorários de advogado. 
C) Leonardo terá de restituir a Lucas apenas metade do valor pago a título de sinal, 
pois informou, tão logo quanto possível, que não cumpriria o contrato. 
D) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, pois este é 
computado como início de pagamento, o qual se perde em caso de 
inadimplemento. 
E) Leonardo não terá de restituir a Lucas o valor pago a título de sinal, e também 
não terá que restituir seu equivalente, seja ou não com atualização monetária, juros 
e honorários de advogado. 
 
7. (OAB/VI EXAME) A condição, o termo e o encargo são considerados elementos 
acidentais, facultativos ou acessórios do negócio jurídico, e têm o condão de 
modificar as consequências naturais deles esperadas. A esse respeito, é correto 
afirmar que 
A) Se considera condição a cláusula que, derivando da vontade das partes ou de 
terceiros, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
B) Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, não vigorará o negócio 
jurídico, não se podendo exercer desde a conclusão deste o direito por ele 
estabelecido. 
C) O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito e, salvo 
disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, incluindo 
o dia do começo e excluindo o do vencimento. 
D) Se considera não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o 
motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico. 
E) N.D.A. 
 
8. (OAB/VIII EXAME) Embora sujeito às constantes mutações e às diferenças de 
contexto em que é aplicado, o conceito tradicional de contrato sugere que ele 
representa o acordo de vontades estabelecido com a finalidade de produzir efeitos 
jurídicos. Tomando por base a teoria geral dos contratos, assinale a afirmativa 
correta. 
A) A celebração de contrato atípico, fora do rol contido na legislação, não é lícita, 
pois as partes não dispõem da liberdade de celebrar negócios não expressamente 
regulamentados por lei. 
B) A atipicidade contratual é possível, mas, de outro lado, há regra específica 
prevendo não ser lícita a contratação que tenha por objeto a herança de pessoa 
viva, seja por meio de contrato típico ou não. 
C) A liberdade de contratar é limitada pela função social do contrato e os 
contratantes deverão guardar, assim na conclusão, como em sua execução, os 
princípios da probidade e da boa-fé subjetiva, princípios esses ligados ao 
voluntarismo e ao individualismo que informam o nosso Código Civil. 
D) Será obrigatoriamente declarado nulo o contrato de adesão que contiver 
cláusulas ambíguas ou contraditórias. 
E) N.D.A. 
 
9. (OAB/XI EXAME) A Lanchonete Mirim celebrou contrato de fornecimento de 
bebidas com a Distribuidora Céu Azul, ficando ajustada a entrega mensal de 200 
latas de refrigerante, com pagamento em 30 dias após a entrega. Para tanto, 
Luciana, mãe de uma das sócias da lanchonete, sem o conhecimento das sócias 
da sociedade e de seu marido, celebrou contrato de fiança, por prazo 
indeterminado, com a distribuidora, a fim de garantir o cumprimento das 
obrigações assumidas pela lanchonete. Diante desse quadro, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Luciana não carece da autorização do cônjuge para celebrar o contrato de fiança 
com a sociedade Céu Azul, qualquer que seja o regime de bens. 
B) Pode-se estipular a fiança, ainda que sem o consentimento do devedor ou 
mesmo contra a sua vontade, sendo sempre por escrito e não se admitindo 
interpretação extensiva. 
C) Em caso de dação em pagamento, se a distribuidora vier a perder, por evicção, o 
bem dado pela lanchonete para pagar o débito, remanesce a obrigação do fiador. 
D) Luciana não poderá se exonerar, quando lhe convier, da fiança que tiver 
assinado, ficando obrigada por todos os efeitos da fiança até a extinção do contrato 
de fornecimento de bebidas. 
E) N.D.A. 
 
10. (Analista Judiciário/CE/2003, com ajustes) Se o electus era insolvente, fato esse 
desconhecido, no momento de sua indicação: 
A o contrato com pessoa a declarar não irradiará qualquer efeito. 
B o contrato com pessoa a declarar só vinculará os contratantes originários. 
C liberado estará o indicante. 
D a efetivação da nomeação terá efeito ex tunc e o nomeado será tido como 
contratante originário. 
E ter-se-á a eficácia do contrato com pessoa a declarar, se o indicado aceitar sua 
nomeação, caso em que ficará adstrito à prestação obrigacional. 
 
11. Ano: 2012 Banca: PGM-RJ Órgão: PGM - RJ Prova: PGM-RJ - 2012 - PGM - RJ - 
Estágio Forense (com modificações) Manoel, de 16 anos, celebrou contrato de 
compra e venda com Rosa, de 32 anos. Nos termos do Código Civil, esse contrato 
é: 
A anulável. 
B nulo. 
C inexistente. 
D imperfeito. 
E válido. 
 
12. (TJ-SC - 2010 - ADAPTADA) O Título VI Código Civil disciplina diversos contratos 
em espécie a partir do art. 481. O contrato pelo qual uma pessoa garante ao credor 
uma obrigação assumida pelo devedor caso este não a cumpra, denomina-se: 
A Seguro. 
B Aval. 
C Mandato. 
D Fiança. 
E Gestão de negócios. 
 
13. (CESPE / CEBRASPE - 2019 - ADAPTADA) Segundo o art. 85 do Código Civil, são 
fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, 
qualidade e quantidade. De acordo com o Código Civil, o empréstimo de coisa 
fungível constitui: 
A comodato, não sendo o comodatário obrigado a conservar a coisa como se sua 
fosse. 
B mútuo, podendo o mutuário restitui-la em gênero e qualidade diversos da sua 
forma original. 
C mútuo, que não pode ser feito a pessoa menor de idade. 
D mútuo, de modo a transferir o domínio da coisa emprestada ao mutuário. 
E comodato, podendo o comodatário recobrar do comodante as despesas feitas 
com uso e gozo da coisa emprestada. 
 
14. Os contratos de arrendamento e comodato rural são espécies de contratos 
recorrentes na atividade do agronegócio. Sobre o tema, assinale a alternativa 
correta: 
A o comodato rural tem como objeto a cessão da posse da terra para que o 
cessionário a explore, remunerando o cedente sobre os frutos, produtos ou lucros 
da atividade exercida sobre a coisa em um percentual máximo de 75% (setenta e 
cinco por cento). 
B o comodato rural, regido pela Lei nº 4.504/1964, tem como objeto a cessão 
temporária da posse de um bem imóvel para exploração da terra pelo comodatário, 
que deverá pagar certo preço em dinheiro ou um aluguel, cujos valores são 
estipulados na referida lei. 
C o arrendamento rural tem como objeto a obrigação, do arrendador, de transferir 
a propriedade de um bem imóvel rural, mediante o pagamento de certo preço em 
dinheiro, para que o arrendatário explore no imóvel uma atividade rural. 
D o arrendamento rural, quando celebrado na modalidade ad mensuram, confere 
ao arrendatário o direito de reclamar do arrendador a complementação da área, 
caso se verifique que ela é inferior do que fora previsto no contrato. 
E pelo contrato de comodato rural, o comodatário rural recebe gratuitamente a 
posse de um bem imóvel rural para nele explorar uma atividade agrícola, devendo 
devolvê-lo ao final do prazo estipulado pelas partes.

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