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Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira TÓPICOS EM ESTÉTICA E IMAGINOLOGIA REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante Caroline da Silva Marques Eduardo Alves de Oliveira Jéssica Eugênio Azevedo Marcelino Fernando Rodrigues Santos PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos Hugo Batalhoti Morangueira Vitor Amaral Poltronieri ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira Carlos Henrique Moraes dos Anjos Kauê Berto Pedro Vinícius de Lima Machado Thassiane da Silva Jacinto FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP M838t Moreira, Vivian Roberta Tópicos em estética e imaginologia / Vivian Roberta Moreira Paranavaí: EduFatecie, 2024. 91 p.: il. Color. 1. Beleza física (Estética). 2. Fototerapia. I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título CDD: 23. ed. 617.95 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 As imagens utilizadas neste material didático são oriundas do banco de imagens Shutterstock . 2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie. O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. https://www.shutterstock.com/pt/ 3 Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira • Graduada em Biomedicina (CRBM 0681); • Pós-Graduada em Análises - concluído em julho de 2011; • Pós-Graduada em Citologia Clínica - Conclusão em outubro de 2020; • Pós-Graduada em Estética - conclusão ano de 2020; • Vasta experiência em Análises Clínicas, Imagiologia e Estética facial e corporal. • Responsável técnica por laboratório de análises clínicas, proprietária de clínica estética e docente de nível superior e cursos profissionalizantes. Informações e contato: Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3767442060241174. AUTOR http://lattes.cnpq.br/3767442060241174 4 Olá, querido (a) aluno (a), Durante esta disciplina, exploraremos de maneira aprofundada o fascinante universo da estética e imaginologia. Adquiriremos conhecimentos sobre as disfunções estéticas corporais e faciais, assim como suas opções de tratamento. Também compreenderemos o impacto positivo da imaginologia em nossos procedimentos, destacando tecnologias como ultrassom e radiofrequência. Nossa jornada começará na Unidade I, em que abordaremos os conceitos fundamentais da Estética e Imaginologia. Na Unidade II, aprofundaremos nossos estudos nas disfunções estéticas faciais e suas possíveis abordagens terapêuticas. A Unidade III nos guiará pelo universo das disfunções estéticas corporais e suas diversas opções de tratamento. Por fim, na Unidade IV, concluiremos nossa exploração com procedimentos invasivos, fototerapia, laserterapia e alternativas terapêuticas. Cada unidade será essencial e interligada, formando uma sequência crucial para alcançar um entendimento abrangente. Isso nos capacitará a realizar uma anamnese completa e proporcionar tratamentos eficazes para as queixas apresentadas pelos pacientes. Ao dominar os conceitos básicos de estética e imaginologia, estabeleceremos um sólido embasamento científico para compreender as disfunções estéticas, baseando- nos na anatomia e fisiologia da pele. A Unidade II se concentrará nas alterações faciais, fornecendo a segurança necessária para diagnosticar e tratar de forma eficiente essa área delicada do corpo, muitas vezes considerada nosso cartão de visita. Na Unidade III, exploraremos as disfunções corporais e suas diversas opções de tratamento. Os tratamentos corporais, desafiadores para muitos profissionais de estética, exigirão percepção e habilidade tátil para garantir a satisfação do paciente em meio a inúmeras opções de tratamento para cada queixa. Concluiremos nossa jornada com os procedimentos invasivos, fototerapia, laserterapia e tratamentos alternativos, como carboxiterapia e ozonioterapia. Apesar das polêmicas, essas abordagens serão bem-vindas na área estética. Será uma verdadeira honra compartilhar meu conhecimento e paixão por este universo da estética e imaginologia contigo. Espero despertar em você o fascínio por esses campos. Bons estudos! APRESENTAÇÃO DO MATERIAL 5 UNIDADE 4 Procedimentos Invasivos, Fototerapia, Laserterapia, e Tratamentos Alternativos Disfunções Estéticas Corporais e seus Possíveis Tratamentos UNIDADE 3 Disfunções Estéticas Faciais e Possíveis Tratamentos UNIDADE 2 Conceitos Básicos para Estética e Imaginologia UNIDADE 1 SUMÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Histologia da pele e suas funções; • Anatomia do pelo; • Fisiologia do Envelhecimento cutâneo; • Biotipos de pele e escala de Glogau; • Fundamentos básicos de Imaginologia. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar as bases da estética e imaginologia; • Compreender a fisiologia e características da pele; • Estabelecer a importância de saber os fundamentos básicos de imaginologia e como a mesma desempenha função fundamental dentro da estética. Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAIMAGINOLOGIA1UNIDADEUNIDADEmusculares uns sobre os outros, sem comprometer sua integridade funcional. A Adipocina é uma proteína liberada pelo Tecido Adiposo Branco (TAB) e outros tecidos, podendo ser classificada como uma citocina ou uma proteína de baixo peso molecular. Ela desempenha diversas funções metabólicas e endócrinas, contribuindo para processos inflamatórios e a resposta do sistema imunológico. Além disso, atua como um sensor do equilíbrio energético, influenciando não apenas a função adipocitária, mas também a liberação de níveis séricos, afetando diversas vias metabólicas. Quando o adipócito ou outra célula produtora de adipocina é estimulado, são desencadeados diversos sinais na cascata inflamatória, resultando na expressão e secreção de várias proteínas de fase aguda e mediadores da inflamação. A inflamação é uma resposta do sistema imunológico a um agente agressor, envolvendo o recrutamento de leucócitos, desencadeado pela circulação sanguínea de citocinas. As adipocinas e seus marcadores inflamatórios desempenham papéis em diversas patologias, incluindo resistência à insulina e complicações cardiovasculares, respiratórias e doenças inflamatórias autoimunes. Indivíduos obesos exibem elevadas quantidades de adipocinas inflamatórias em seu sangue, indicando que a obesidade é uma condição de inflamação crônica. O tecido adiposo visceral (TAV) é o mais ativo, sendo mais sensível à lipólise via catecolaminas e β-adreno receptores, e mais resistente à ação da insulina, resultando na liberação de uma maior concentração de ácidos graxos livres (AGL) diretamente na veia porta. Além disso, o TAV secreta maiores concentrações de adipocinas associadas a processos pró- inflamatórios, como resistina, angiotensina I, resistina, PAI-1, PCR e IL-6, seguido pelo tecido adiposo subcutâneo abdominal (TASA) e o tecido adiposo subcutâneo glúteo-femural (TASG). Além dos depósitos de tecido adiposo abdominal e subcutâneo, o depósito de gordura intramuscular é associado à resistência à insulina em ratos e humanos obesos, com ou sem diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e hiperinsulinemia, embora os mecanismos ainda não estejam totalmente esclarecidos. O DM2 é caracterizado por uma combinação de resistência à ação da insulina e deficiência na produção desse hormônio, juntamente com alterações na resposta incretínica intestinal, representando o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 95% dos casos globalmente. Lipodistrofia Hipertrófica e Hiperplásica A lipodistrofia hipertrófica e hiperplásica é uma disfunção corporal associada ao tecido adiposo, também conhecido por tecido subcutâneo, a hipoderme. A quantidade 49DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 desse tecido adiposo varia nas diferentes partes do corpo e sua distribuição é diferente nos dois sexos. Há hipertrofia do tecido adiposo quando seu tamanho aumenta e há hiperplasia quando há o aumento da quantidade de células. A hiperplasia dos adipócitos pode acontecer principalmente na infância e na adolescência. Praticamente todo o tecido adiposo presente em humanos adultos é do tipo unilocular, nome que se dá pelo fato de que cada adipócito se encontra repleto de uma única e grande gotícula lipídica de gordura neutra. Já no tecido adiposo multilocular, existem muitos lóculos com coloração parda e distribuição limitada no organismo. É essencial para os recém-nascidos, pois serve como um importante fator de termorregulação. FIGURA 01 - LIPODISTROFIA HIPERTRÓFICA E HIPERPLÁSICA Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-em-forma-de-lingerie-branca_10322345. htm#&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=d94dfeb4-2e81-41ec-a636-c726b819915c. Fibroedema Gelaoide (FEG) Na década de 1920, o termo “celulite” foi utilizado na França pela primeira vez para se referir às alterações estéticas que acometiam a pele. O sufixo “ite” sugere na ideia de inflamação, gerando discussão, já que “celulite” não é um processo inflamatório. A terminologia mais utilizada para explicar a “celulite” é fibroedema geloide (FEG). Essa disfunção é caracterizada por depressões, que ocorrem na pele e são parecidas com o aspecto de casca de laranja, que acomete a maioria das mulheres após a primeira menstruação (menarca). Vários termos já foram criados com o intuito de nominar essa disfunção. Binazzi, em 1977, por exemplo, chamou-a de paniculose ou paniculopatia edematofibroesclerótica; em 1991, Curri chamou-a de lipoesclerose nodular; e, em 1992, Ciporkin e Paschoal chamaram- na de lipodistrofia localizada. Até hoje pode-se encontrar essas nomenclaturas nas literaturas. Essa alteração ocorre devido às modificações na matriz extracelular com o acúmulo excessivo de substâncias no interstício, o que causa uma compressão da região, a aproximação da microcirculação e, por consequência, o acúmulo de gordura e o rompimento de fibras. https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-em-forma-de-lingerie-branca_10322345.htm#&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=d94dfeb4-2e81-41ec-a636-c726b819915c https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-em-forma-de-lingerie-branca_10322345.htm#&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=d94dfeb4-2e81-41ec-a636-c726b819915c 50DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 O fibroedema geloide é uma fisiopatologia complexa, que tem influência de diversos fatores e que afeta o tecido conjuntivo dérmico e o tecido adiposo. Segundo Guirro e Guirro (2012), o processo celulítico resume-se em uma alteração da substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo que pode evoluir para fibrose. A compressão no tecido conjuntivo é uma consequência dessas alterações e que também comprimirá as terminações nervosas, podendo resultar no aparecimento de nódulos na superfície cutânea e fazendo com que a região tenha a aparência inestética, fique dolorosa. Histologicamente, a região acometida possui volume de células adiposas aumentadas e edemaciadas, rompimento das fibras elásticas, aumento e espessamento das fibras colágenas e sistema linfático e circulatório alterados. Apesar da relação do FEG com a quantidade de tecido adiposo e o índice de massa corporal, pessoas com peso normal ou magras também são afetadas pelo FEG, uma desordem que é multifatorial. Para seu tratamento, deve-se levar em consideração os fatores que podem estar associados, como o acúmulo de gordura, a flacidez muscular e tissular, o edema do tecido e até mesmo a fibrose. A herança genética, por exemplo, é um fator que muito influencia no aparecimento ou não do FEG; outro fator desencadeante são os hormônios e, como fatores coadjuvantes, temos os endógenos (ex: obesidade) e exógenos (ex: sedentarismo, alimentação e fumo). Classificação do fibroedema gelaoide (FEG) O fibroedema geloide tende a evoluir quando não é tratado, podendo ser classificado em graus conforme o comprometimento e podendo chegar ao grau irreversível. • Grau I: início do congestionamento no tecido; o edema se instala no meio intersticial, porém o aspecto de ondulação só é observado quando a região é apertada ou contraída. FIGURA 02 - FIBROEDEMA GELOIDE GRAU I Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/fat-woman-pinching-her-leg-showing-529767460. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/fat-woman-pinching-her-leg-showing-529767460 51DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 • Grau II: edema, acúmulo de proteínas e de toxinas, provocando hiperpolimerização da substância fundamental amorfa e transformando-se de um líquido fluido para um material gelatinoso que dificulta as trocas de nutrientes; além disso, ocorre a hipertrofia dos adipócitos, facilitando o acúmulo de gordura na região, a qual é também visualizada sem a necessidade da contração do local. FIGURA 03 - FIBROEDEMA GELOIDE GRAU II Fonte: https://fisiobeauty.blogspot.com/2015/12/fibro-edema-geloide-celulite.html. • Grau III: grande comprometimento do tecido e da quantidadede edema, de substância gelificada e de compressão dos vasos; a formação fibrótica é visível e, quando apalpada, pode-se sentir os nódulos, o aspecto cutâneo com flacidez e as ondulações. Esse estado é grave e irreversível. FIGURA 04 - FIBROEDEMA GELOIDE GRAU III Fonte: https://edenestetica.com.br/celulites/. • Grau IV: o ciclo vicioso está instalado e o congestionamento fica cada vez pior; a troca e a movimentação de substâncias ocorrem com dificuldade graças ao endurecimento do tecido; as terminações nervosas são comprimidas e podem provocar dor pelo simples apalpamento e deformação na região. https://fisiobeauty.blogspot.com/2015/12/fibro-edema-geloide-celulite.html https://edenestetica.com.br/celulites/ 52DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 FIGURA 05 - FIBROEDEMA GELOIDE GRAU IV Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/associa%C3%A7%C3%A3o-entre-altera%C3%A7%C3%B5es-posturais-e- celulite-faculdade-inspirar. • Celulite edematosa: mais frequente nos membros inferiores, acomete regiões com maior presença de edema. Para que seja possível identificar o FEG edematoso, é preciso realizar a palpação da região. • Celulite compacta ou dura: comum em pessoas que praticam atividade física ou em pessoas jovens que apresentam a musculatura e a pele tonificadas e de aspecto firme; também pode aparecer em pessoas com excesso de peso já que, mesmo que exista uma quantidade maior de tecido gorduroso, ele é firme e, quando o tecido é manipulado, é possível sentir os nódulos de gordura. A região apresenta uma diminuição da circulação, deixando a pele com aspecto frio. • Celulite mole ou flácida: ocorre em pessoas com flacidez tissular e muscular que não praticam atividade física, o que causa um desarranjo nas fibras elásticas e colágenas que deixam de sustentar a região; quando a pessoa se mexe, o tecido muda de posição e, para diferenciar a celulite flácida da flacidez, é preciso realizar a palpação da região e sentir os nódulos fibróticos e o edema. Apesar dessas diferenças, as causas e as alterações teciduais são as mesmas em todas as pessoas, mas essas diferentes formas se dão graças ao tecido muscular e aos fatores relacionados a ele. https://pt.linkedin.com/pulse/associa%C3%A7%C3%A3o-entre-altera%C3%A7%C3%B5es-posturais-e-celulite-faculdade-inspirar https://pt.linkedin.com/pulse/associa%C3%A7%C3%A3o-entre-altera%C3%A7%C3%B5es-posturais-e-celulite-faculdade-inspirar FLACIDEZ E ESTRIAS2 TÓPICO 53DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Flacidez Tissular A pele é o maior órgão do corpo e proporciona ao organismo a comunicação entre o meio interno e o externo, desempenhando funções importantes para o organismo, com ser barreira contra agentes agressores externos. Ela é subdividida em duas camadas: a epiderme e a derme. Abaixo desta, encontra-se a tela subcutânea ou hipoderme, como também é chamada, elemento que não faz parte da pele. A flacidez tissular é uma disfunção proveniente de um processo natural de envelhecimento, que acomete a pele. A diminuição da produção de colágeno causa uma redução do metabolismo celular, ocasionando alterações na derme, que modificam sua quantidade e sua qualidade. A rede de colágeno e de elastina promove apoio à epiderme; no entanto, a alteração dessa estrutura ocasiona diversos graus de flacidez. Não apenas o envelhecimento é a causa da flacidez, diversos fatores contribuem para esse processo, por exemplo, o fumo, o álcool, o sedentarismo, os distúrbios hormonais, a obesidade, o emagrecimento rápido em período curto de tempo, entre outros. FIGURA 06 - FLACIDEZ TISSULAR Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/flabby-stomach-elderly-woman-close-on-351068129. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/flabby-stomach-elderly-woman-close-on-351068129 54DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Flacidez Muscular A maioria dos músculos que recobrem o corpo humano são de tecido muscular estriado esquelético, composto por fibras longas e que apresenta potencial de contração voluntária. Na composição da musculatura, as miofibrilas são as fibras dispostas longitudinalmente dentro da fibra muscular, sendo compostas de miosinas e de actinas, proteínas espessas e finas respectivamente. Os músculos do corpo, de maneira geral, precisam estar sempre tensionados para que o formato definido da musculatura seja evidente. Segundo Guirro e Guirro (2010), quando um músculo não possui esse estado de tensão suficiente, a musculatura se apresenta hipotônica, ou seja, menos firme do que deveria ser. Esse fator é mais comum no sexo feminino, porque é natural desse organismo uma menor quantidade de massa muscular. A hipotonia muscular acontece quando os músculos são pouco solicitados, ou seja, a falta de exercícios físicos provoca a atrofia de suas fibras, o que indica que o sedentarismo é a principal causa da flacidez muscular. Para identificá-la, é necessário que a contração da região seja feita. As regiões mais afetadas pela flacidez muscular são os braços, o abdômen, as coxas e o glúteo. Processo de reparo fisiológico O nome dado ao processo de reparação tecidual é cicatrização. Nele há a substituição do tecido lesado por um novo. O processo de reparo fisiológico é formado por uma sequência de fenômenos complexos e conectados, que ocorrem nas seguintes fases: • Fase inflamatória (inicial): dura em média 72 horas. A vasoconstrição seguida de substâncias vasoativas causam um aumento da permeabilidade vascular. Esse processo é limitado pela coagulação do exsudato. • Fase de latência: em torno do sexto dia os fatores de crescimento estão aumentados, atuando na proliferação celular. • Fibroplastia: etapa em que há biossíntese do colágeno e formação do tecido de granulação constituído por macrófagos, fibroblastos e novos vasos. • Fase de contração: entre o sétimo e décimo quarto dia da lesão, ocorre a aproximação das bordas e fechamento da lesão. Estrias, cicatrização e suas classificações As estrias são afecções inestéticas que provocam irregularidades na pele, comprometendo a qualidade de vida do indivíduo. Elas ocorrem paralelamente umas às outras, são perpendiculares às linhas de fenda da pele, sendo descritas como tiras ou 55DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 linhas, com depressão ou elevação do tecido, nas quais há uma mudança de cor e de textura. Inicialmente são avermelhadas e, com a evolução, tornam-se esbranquiçadas. Elas surgem como lesões eritematopurpúricas, que evoluem para alterações brancas e atróficas. São classificadas como uma atrofia tegumentar adquirida, caracterizada pela diminuição da espessura da pele, com aspecto linear, com um ou mais milímetros de largura, e são provenientes do rompimento das fibras elásticas e colágenas. Essas alterações indicam um desequilíbrio estético localizado; são evidenciadas por menor elasticidade, secura e pregas; e são atróficas, uma vez que, na região, é observada uma diminuição da espessura da pele. Estão situadas na derme, onde temos as fibras elásticas e colágenas. Podem ser raras ou numerosas e, geralmente, apresentam caráter de bilateralidade, tendo uma tendência a se distribuírem simetricamente por ambos os lados. Os sintomas variam de indivíduo para indivíduo, sendo que os primeiros sinais clínicos são caracterizados por prurido e por erupção papular plana de aspecto eritematoso. A estria é uma alteração considerada multifatorial, na qual as mudanças nas estruturas que suportam forças tênseis e elasticidade geram um “afinamento” do tecido conectivo que, aliado a maiores tensões sobre a pele, produzem as estriações cutâneas. Existem três teorias para o seu aparecimento: • Teoria mecânica: as estrias aparecem devido ao estiramento repentino da pele em fases específicas da vida, apresentando, nesses momentos, lesões das fibras elásticas e colágenas do tecido, como na adolescência,em virtude do crescimento rápido; como na gestação, em virtude da hipertrofia muscular ou distensão abdominal; e como na obesidade, em virtude do aumento do peso corporal. • Teoria endocrinológica ou hormonal: hormônios, como o cortisol e o adrenocorticotrófico, agem sobre os fibroblastos conduzindo-os ao aumento do catabolismo da proteína, promovendo, assim, alterações nas fibras elásticas e colágenas. • Teoria infecciosa: diversas infecções, como a febre tifoide, a febre reumática e a hanseníase, danificariam as fibras elásticas do corpo, o que originaria as estrias; mas, elas podem ser atribuídas também aos corticoides ministrados durante esses processos infecciosos. Evolução das características das estrias: • Fase inflamatória: é a inicial, quando a derme pode se apresentar edematosa. As estrias são avermelhadas, finas e podem gerar prurido, sendo chamadas de 56DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 estrias rubras. Quando há o rompimento das fibras, ocorre o entorno do sangue e um pequeno hematoma, que reflete uma coloração alterada da pele. FIGURA 07 - ESTRIA RECENTE Fonte: https://clinicanatuee.com.br/estrias-vermelhas/. • Fase atrófica: são as estrias antigas; tornam-se esbranquiçadas, sendo denominadas albas. São mais largas devido ao rompimento das fibras elásticas de colágeno. FIGURA 08 - ESTRIA ANTIGA Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-curvilinea-posando-com-confianca-nua-e-mostrando-sua-pele_18040316. htm#query=estrias&position=19&from_view=search&track=sph&uuid=7ebacabc-49f0-42c5-b9ce-b2110b381f94. As estrias são mais frequentemente encontradas nas seguintes áreas do corpo: 1. Glúteos; 2. Seios; 3. Abdômen; 4. Coxas; 5. Região lombossacral. O tratamento para estrias é desafiador e exige disciplina e persistência por parte do cliente. A finalidade do procedimento é suprimir o tecido fibroso, substituindo-o por células novas, para, enfim, restabelecer a elasticidade e a aparência saudável da pele, como: https://clinicanatuee.com.br/estrias-vermelhas/ https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-curvilinea-posando-com-confianca-nua-e-mostrando-sua-pele_18040316.htm#query=estrias&position=19&from_view=search&track=sph&uuid=7ebacabc-49f0-42c5-b9ce-b2110b381f94 https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-curvilinea-posando-com-confianca-nua-e-mostrando-sua-pele_18040316.htm#query=estrias&position=19&from_view=search&track=sph&uuid=7ebacabc-49f0-42c5-b9ce-b2110b381f94 57DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Eletrolifiting; Laser de baixa potência; Microdermoabrasão; Radiofrequência; Luz intensa pulsada; Peelings químicos e mecânicos. Já as cicatrizes são a resposta do organismo para algum trauma ou lesão na pele. O organismo a utiliza como um meio para fechar as lesões quando não é possível a regeneração perfeita dos tecidos. A cicatrização completa de um ferimento pode levar até seis meses, deixando a pele avermelhada e sensível no começo, mas ganhando uma tonalidade esbranquiçada ou próxima da cor da pele ao longo do processo sem complicações. As cicatrizes podem ser: • Normotróficas – normais. • Atróficas ou hipotróficas – diminuídas, deprimidas. • Contraídas – formam aderência e são comuns em casos de queimaduras; podem causar limitação de movimento se estiverem em região de articulação. • Hipertróficas – aumentadas, porém, seguindo a extensão da cicatriz. • Queloides – crescimento aumentado e irregular, que ocorre mais frequentemente em pessoas orientais ou negras e em meninos na adolescência. As que requerem tratamento são principalmente as hipertróficas e os queloides. A hipotrófica pode dificultar algum movimento dependendo do local onde se encontra, mas o tratamento é mais simples. A cicatriz hipertrófica (Figura 9) é frequentemente confundida com o queloide; no entanto, ela não ultrapassa a direção da ferida inicial. Ela apresenta tendência à regressão e tem melhor prognóstico após a ressecção. O queloide é uma cicatriz espessa e elevada que ocorre apenas em humanos e que se estende lateralmente em relação às margens iniciais da lesão. É caracterizado, primeiramente, pela hiperprodução de fibras colágenas e, secundariamente, pela hiperplasia de fibroblastos, com coloração variável e crescimento contínuo ou intermitente, não apresentando regressão espontânea e apresentando tendência à recidiva após sua ressecção. FIGURA 09 - CICATRIZ HIPERTRÓFICA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/surgery-scar-after-kidney-pyelonephritis-1878295354. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/surgery-scar-after-kidney-pyelonephritis-1878295354 58DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 FIGURA 10 - QUELOIDE Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/cicatriz-queloide-hipertrofica-nas-costas-de-uma-jovem-em-fundo- branco_81264856.htm#query=queloide&position=6&from_view=search&track=sph&uuid=1ecc1373-7c20-49b7-b1fe-13501ee5d80d. https://br.freepik.com/fotos-premium/cicatriz-queloide-hipertrofica-nas-costas-de-uma-jovem-em-fundo-branco_81264856.htm#query=queloide&position=6&from_view=search&track=sph&uuid=1ecc1373-7c20-49b7-b1fe-13501ee5d80d https://br.freepik.com/fotos-premium/cicatriz-queloide-hipertrofica-nas-costas-de-uma-jovem-em-fundo-branco_81264856.htm#query=queloide&position=6&from_view=search&track=sph&uuid=1ecc1373-7c20-49b7-b1fe-13501ee5d80d FUNDAMENTOS E APLICABILIDADE DO ULTRASSOM3 TÓPICO 59DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 O ultrassom é um recurso tecnológico empregado na área da estética corporal com vibração acústica de frequências muito altas, não sendo percebido pelo ouvido humano e podendo produzir alterações nos tecidos por dois mecanismos: mecânicos e térmicos. FIGURA 11 - ULTRASSOM Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hardware-cosmetology-body-care-spa-treatment-1283962144. No efeito mecânico, ocorre uma micromassagem no tecido, a qual favorece o aumento da circulação sanguínea e linfática. Já o efeito térmico ocorre quando as ondas sonoras entram em contato com o organismo, sendo transformadas em ondas de calor. O aparelho que faz isso é considerado um aparelho termoterapêutico. Na estética, utiliza-se o ultrassom de 3MHz, que pode atingir a derme e a hipoderme ou o tecido subcutâneo. As ondas ultrassônicas podem ser propagadas de forma pulsada https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hardware-cosmetology-body-care-spa-treatment-1283962144 60DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 ou contínua. Na primeira forma, a propagação das ondas possui interrupções chamadas de pulsos e, como entre um e outro não existe calor, pode ser utilizado em pós-cirúrgico imediato. Já na segunda, a propagação das ondas acontece sem que exista interrupção, ocorrendo o acúmulo de calor no tecido que está sendo tratado, de modo que há um “amolecimento” na região de nódulos de celulite ou fibroses. • Efeitos fisiológicos: 1. Aumento da circulação sanguínea e linfática; 2. Aumento da permeabilidade da membrana celular; 3. Vasodilatação; 4. Aumento do metabolismo; 5. Aumento de O2; 6. Ação tixotrópica, que envolve a capacidade de amolecer estruturas duras; 7. Aumento da síntese proteica, resultando no aumento de colágeno e elastina. • Indicações: 1. Fibroedema geloide; 2. Lipodistrofias; 3. Tratamentos pós- cirúrgicos; 4. Fibrose. • Contraindicações: 1. Gestantes; 2. Portadores de marca-passo cardíaco; 3. Pele lesionada; 4. Áreas com problemas vasculares severos; 5. Regiões que foram expostas a radiações; 6. Tumores malignos; 7. Processos infecciosos. Deve ser aplicado um gel entre o cabeçote do equipamento e a pele do cliente a fim de conduzir as ondas. Inclusive, pode ser utilizado gel com princípios ativos permeáveis, aumentando a permeabilidade desses produtos com o ultrassom. Assim, ocorre o tratamento de fonoforese. O tempo para a aplicação do ultrassom depende da área detratamento, do tamanho da área efetiva de radiação do transdutor (ERA) e da intensidade predeterminada. Quando o tempo estimado passar de 15 minutos, o ideal é dividir a área total em pequenos quadrantes e realizar um novo cálculo, desta vez, para cada região. Porém, orienta-se que não se ultrapassem 30 minutos em cada sessão. Os movimentos devem ser circulares e não pode haver parada do cabeçote sobre a pele da pessoa para não ocorrerem queimaduras. O aparelho também não deve ficar ligado sem contato com o corpo para que não haja danos ao cristal de quartzo contido no transdutor. A intensidade usada costuma variar entre 1,5W/cm² a 2,0W/cm², sendo necessário um condutor para que não haja presença de ar entre a pele e o transdutor do aparelho, que poderá ser um gel hidrossolúvel ou um que contenha princípios ativos. Para sabermos se o aparelho de ultrassom está funcionando, devemos ligá-lo no modo contínuo a 1W/cm² e colocar gotas de água sobre o cabeçote, sendo que essa água deverá ferver instantaneamente, e, caso isso não ocorra, o aparelho deverá ser encaminhado para assistência técnica por provável dano no cristal. FUNDAMENTOS DA ENDERMOTERAPIA E VACUOTERAPIA4 TÓPICO 61DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 A endermologia e a vacuoterapia são tratamentos estéticos nos quais são utilizadas ventosas, que criam uma pressão negativa na pele, ou seja, uma sucção, funcionando como uma massagem e proporcionando aumento da circulação. Na endermologia são usados aparelhos com cabeçotes que contêm rolos combinados com a pressão do vácuo para a execução da massagem, consistindo, assim, em palpação e rolamento. Pode ser utilizado malha ou não no cliente para auxílio do deslizamento, o que dependerá da marca do equipamento. Já na vacuoterapia, são utilizados cabeçotes sem rolos, e o tratamento é feito com ventosas de vidro ou de plástico em forma de copo. O uso de equipamentos eletrônicos de vácuo padroniza a pressão negativa com a qual é exercida a sucção. FIGURA 12 - ENDERMOLOGIA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/butt-massage-vacuum-head-slimming-anticellulite-655189537. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/butt-massage-vacuum-head-slimming-anticellulite-655189537 62DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Esses equipamentos trabalham com dois modos para a sucção: pulsado e contínuo, sendo que no primeiro existem intervalos e no segundo a sucção é constante. Efeitos fisiológicos da endermologia e da vacuoterapia: 1. Aumento da circulação sanguínea; 2. Aumento da circulação linfática; 3. Aumento da atividade do metabolismo; 4. Melhora de edemas; 5. Melhora nos processos cicatriciais; 6. Melhora no tônus do tecido; 7. Indicações da endermologia: 8. Fibroedemageloide; 9. Lipodistrofia; 10. Fibroses; 11. Edemas; Indicações da vacuoterapia: 1. Extração da acne; 2. Rejuvenescimento; 3. Cicatrizes; 4. Estrias. Contraindicações da endermologia e vacuoterapia: 1. Gestantes; 2. Portadores de marca-passo cardíaco; 3. Problemas circulatórios; 4. Doenças infecciosas; 5. Pele com lesões; 6. Infecções agudas ou inflamações; 7. Hipertensão descompensada; 8. Trombose; 9. Neoplasias. Quanto à dose para a pressão negativa, a sugestão é que o equipamento seja ajustado entre 40 mmHg, para a drenagem linfática, e de 100 mmHg a 200 mmHg para os demais tratamentos, sempre considerando a sensibilidade da cliente. As sessões podem ser realizadas de duas a três vezes por semana. CONCEITOS DA CRIOLIPÓLISE5 TÓPICO 63DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Criolipólise é um equipamento não invasivo indicado para tratamento de gordura localizada. Partindo do princípio de que a gordura é mais sensível à baixa temperatura do que os tecidos vizinhos, esse equipamento só deve ser aplicado em região onde há gordura localizada suficiente para que ele seja acoplado, não sendo indicado para clientes com sobrepeso ou obesos. O equipamento é composto de um console e de um aplicador, sendo que alguns deles podem conter mais de um aplicador, também chamados de manoplas, o que permite tratar mais de uma área ao mesmo tempo. As manoplas são constituídas de placas de Peltier ou de cerâmica. A pele deve ser protegida por uma manta anticongelante, havendo, com o equipamento, um recorte dessa manta, à parte, para ser colocado na região, a fim de impedir o contato direto com as placas de resfriamento. A membrana anticongelante tem características que garantem que o material resista às baixas temperaturas utilizadas durante o procedimento, devendo ser de uso individual e descartada após o procedimento, conforme normas de biossegurança. Em relação ao tempo de aplicação, pesquisas mostram que pode variar de 30 a 60 minutos; a temperatura do equipamento pode variar entre –5 e –15º C, sendo que, quanto menor a temperatura utilizada, maior o quadro inflamatório, maior o dano no tecido adiposo e, consequentemente, melhores os resultados, porém é importante ter cuidado com o risco de queimaduras. Não podemos deixar de lembrá-los da radiofrequência já bordada em unidades anteriores. Esses recursos tecnológicos são o que existe de mais moderno e usual nas clínicas de estética para tratamentos corporais. Espero que tenha absorvido os conceitos. 64DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 A criolipólise é um procedimento estético não invasivo que visa remodelar o corpo ao reduzir camadas de gordura localizada, especialmente em áreas desafiadoras como flancos, coxas internas, abdômen e costas. Fonte: Carnevalli et al. (2018). Refletir sobre a prevenção de estrias destaca a importância de cuidados simples, como a hidratação diária, que preserva a elasticidade da pele. Além disso, uma alimentação balanceada, com nutrientes como colágeno e vitamina C, contribui para resultados positivos, ressaltando a conexão entre hábitos saudáveis e a saúde da pele. Fonte: A autora (2023). 65DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Nesta unidade pudemos aprender sobre algumas disfunções estéticas quem movimentam o campo da estética. A celulite aterroriza muitas mulheres, inclusive em lugares muito quentes em nosso país. Muitas deixam de colocar shorts e vestidos devido ao aspecto de sua perna. Contudo, isso não se aplica somente à celulite; as estrias e cicatrizes também se destacam entre as queixas. Nesse contexto, trabalhamos com alguns procedimentos estéticos muito importantes para a redução de algumas dessas comorbidades. Abordamos os fundamentos e as aplicabilidades do Ultrassom, sempre considerando, as contraindicações de seu uso. Nesse sentido, vimos também os procedimentos de Endermoterapia e Vacuoterapia, bem como os conceitos da criolipólise. O intuito dessa unidade é trazer conhecimento fisiológico de algumas patologias, para que você possa desenvolver o melhor tratamento, baseando-se no conhecimento obtido. CONSIDERAÇÕES FINAIS 66DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Clube da Plástica: Queloides e cicatrizes hipertróficas tem tratamento? • Ano: 2023. • Sinopse: Resenha sobre tratamentos e alternativas de como acabar com o queloide e cicatriz hipertrófica. LIVRO • Título: Celulite - Prevenção e Tratamento 1ª Edição 2010. • Autor: Gislaine Ricci Leonardi, Marlus Chorilli. • Editora: Pharmabooks Editora. • Sinopse: Nos últimos anos, tem-se observado muitas discussões sobre formulações e protocolos adotados para prevenção e tratamento da lipodistrofia ginoide, popularmente conhecida como celulite. Neste livro, serão abordados temas relacionados com a lipodistrofia ginoide, como pele, cosméticos, tratamentos com produtos de uso tópico e não medicamentosos. Também, contém um formulário, bem como orientação nutricional, que é um fator coadjuvante importantíssimopara a beleza e manutenção da saúde da pele. O que desejamos por meio deste livro é oferecer uma referência objetiva, de linguagem simples, os principais assuntos relacionados com a prevenção e tratamento da celulite. É uma obra destinada aos estudantes e profissionais da área da saúde, como médicos, fisioterapeutas, farmacêuticos e tecnólogos em estética. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Carboxiterapia e Ozonioterapia; • Hidrolipoterapia; • Injetáveis não cirúrgicos; • Fototerapia, led e Laserterapia. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar as novas técnicas não cirúrgicas na estética; • Compreender as terapias complementares; • Estabelecer a importância de saber a aplicabilidade dos injetáveis e sua abordagem dentro da estética; • Conhecer e dominar as técnicas para tratamentos mais eficazes. Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira PROCEDIMENTOS PROCEDIMENTOS INVASIVOS, INVASIVOS, FOTOTERAPIA, FOTOTERAPIA, LASERTERAPIA, LASERTERAPIA, E TRATAMENTOS E TRATAMENTOS ALTERNATIVOSALTERNATIVOS UNIDADEUNIDADE4 68COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo (a)! Prezado (a) aluno (a), aqui iniciamos uma jornada repleta de descobertas e aprendizados. Nesta quarta unidade vamos aprender sobre as técnicas mais procuradas dentro da estética, pois são tratamentos não invasivos que garantem maior eficácia nos resultados em tempos mais curtos. Por exemplo, a associação da ozonioterapia aos procedimentos estéticos potencializam os resultados em até 10 vezes, ou a aplicação de soro fisiológico 0,9% antes de passar ultrassom para gordura localizada, conhecida como hidrolipoclasia, diminui a gordura visivelmente na primeira sessão. Sem contar, a laserterapia para tratamentos de manchas, pós-operatório, estrias entre outras técnicas que vamos aprender e discutir agora. Nesta unidade, você conhecerá os recursos da carboxiterapia, hidrolipoterapia, toxina botulínica, intradermoterapia e preenchimentos, além da fototerapia com o laser, LED e Luz Pulsada (LIP). CARBOXITERAPIA E OZONIOTERAPIA1 TÓPICO 69COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Fundamentos da carboxiterapia corporal A Carboxiterapia é definida pelo uso curativo do gás carbônico medicinal, injetado no tecido subcutâneo, propiciando efeitos fisiológicos e tendo como um de seus objetivos a vasodilatação periférica. O gás carbônico injetado é qualificado como um gás incolor, atóxico e inodoro, além de ser um produto de naturalidade do metabolismo, já que é produzido no organismo em quantidade alta, sendo eliminado pelos pulmões no decorrer da respiração. O uso terapêutico do dióxido de carbono (CO2) não é novo, pois na França, em 1932, essa substância era utilizada no tratamento de pacientes com doenças nas artérias periféricas, quando eram submetidos a banho seco ou imersão em água gaseificada. Em 1953, após 20 anos de pesquisa, o cardiologista Jean Baptiste Romuef publicou os resultados do uso terapêutico subcutâneo de CO2. Além de sua ação terapêutica, o CO2 é comumente usado para inflar a cavidade abdominal durante arteriografia de contraste, ventriculopatia, videolaparoscopia e histeroscopia. Reguladores de saúde, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), protocolaram equipamentos para controlar o fluxo de CO2 injetado, o que torna seu uso seguro. Em 2004, demonstrou-se pela primeira vez a infiltração hipodérmica de CO2 como medida alternativa a ser associada aos procedimentos de lipoaspiração, sendo eficaz no tratamento de irregularidades da pele decorrentes do procedimento cirúrgico ou da adiposidade localizada. Desde então, a carboxiterapia (Figura 1) vem sendo utilizado com crescente frequência no tratamento de diferentes formas de lipodistrofias, bem como na medicina estética. 70COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 FIGURA 1 - CARBOXITERAPIA CORPORAL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautician-making-injection-carbon-dioxide-patient-1887061822. Indicações para uso corporal: lipodistrofia localizada, fibroedema geloide, flacidez corporal, microveias varicosas, redução de cicatrizes, estrias. A carboxiterapia também é utilizada como tratamento pós-operatório de lipoaspiração ou cirurgia estética para corrigir irregularidades da pele, prevenir fibrose e melhorar os resultados. Carboxiterapia nas estrias A administração de CO2 no tecido subcutâneo induz hipercapnia e reduz o pH local, resultando em uma resposta vasodilatadora considerável pelo relaxamento do músculo liso pré-arteriolar no local da aplicação. Na lipodistrofia localizada, a carboxiterapia atua em quatro níveis: 1. Melhora os fluxos sanguíneos e linfáticos, facilitando a drenagem do líquido retido; 2. melhora o tom da pele, restaurando na elasticidade e contrariando a flacidez típica da gordura localizada; 3. reduz os depósitos de gordura e, consequentemente, a aparência alaranjada da pele; 4. combate a fibrose, porque melhora a microcirculação sanguínea e restaura a elasticidade da pele. No que diz respeito à segurança do tratamento com carboxiterapia, estudos relatam que o uso de CO2 na angiografia de contraste atesta a segurança desse gás e demonstram não haver probabilidade do desenvolvimento de coágulos. O corpo humano produz cerca de 200 ml de CO2 em repouso. Esse nível aumenta 10 vezes durante a atividade física. Grandes quantidades de CO2 em forma de gás são injetadas durante a cirurgia laparoscópica. A carboxiterapia é um procedimento simples e comprovado. Os pacientes podem sentir queimação, dor e formigamento no local da injeção. Como resultado do aumento de https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautician-making-injection-carbon-dioxide-patient-1887061822 71COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 CO2, ocorre microcirculação na área tratada, onde a temperatura poderá subir por cerca de 10 a 20 min. Após o procedimento, os pacientes poderão apresentar dor e inchaço no local da injeção, sensação de ardência na pele e surgimento de pequenos hematomas na região da aplicação. Contraindicações: 1. Acidente vascular encefálico; 2. Anemia; 3. Câncer; 4. Doenças dos tecidos conjuntivos; 5. Doenças contagiosas; 6. Doenças infecciosas; 7. Doenças de órgãos que participam do metabolismo e eliminação de CO2 do corpo, como insuficiência renal, cardíaca, respiratória e circulatória. O número de sessões de tratamento pode variar, dependendo da disfunção estética e da sua complexidade, sendo geralmente realizada em intervalos semanais. Fundamentos da carboxiterapia facial Na carboxiterapia facial, o gás carbônico é injetado sob a pele e funciona das seguintes formas: mecanicamente - na desconstrução de algum acúmulo de líquido, como no edema; quimicamente - como vasodilatador de pequenos vasos sanguíneos da face. A carboxiterapia melhora a oxigenação e circulação dos tecidos, estimulando a formação de colágeno e de novas fibras elásticas. Indicações: • Flacidez. • Rejuvenescimento. • Olheiras. • Rugas. O efeito da carboxiterapia depende da parte anatômica em que o gás será aplicado. Antes da aplicação, devem-se sempre traçar os objetivos de cada disfunçãoestética, pois a técnica usa volumes de gás, com frequências e fluxos diferentes, de acordo com o objetivo, características individuais, além da sensibilidade do paciente. Frequentemente na carboxiterapia os parâmetros de fluxo de gás variam de 20 ml/ min a 150 ml/min, e em relação ao volume total injetado, este gira em torno de 600 ml a 1 litro. A aplicação na face é feita em áreas como: mandibular, temporal, ao redor dos olhos, sulcos e rugas. A aplicação do gás deve ser executada em planos superficiais e profundos, favorecendo o estímulo de produção de colágeno, de vasodilatação, resultando na melhora da matriz dérmica, além da revitalização dos tecidos. 72COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 FIGURA 2 - CARBOXITERAPIA FACIAL Fonte: https://www.clinicahaut.com.br/images/portfolio/facial/facialcarboxiterapia.jpg. Os resultados da carboxiterapia facial são rápidos, podendo-se observar os efeitos, em média, após a quarta sessão, sendo que o tratamento costuma ter de 10 a 15 sessões, realizadas duas ou três vezes por semana. https://www.clinicahaut.com.br/images/portfolio/facial/facialcarboxiterapia.jpg HIDROLIPOTERAPIA2 TÓPICO 73COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 A hidrolipoterapia é cada vez mais conhecida, principalmente entre o público feminino, por ser uma estratégia para perder lipodistrofia localizada e modelar o corpo sem precisar de internação. Também conhecida como hidrolipoclasia não aspirativa ou hidrolipoclasia ultrassônica, é um processo pouco invasivo cujo objetivo é realizar a quebra do tecido adiposo e diminuir a gordura localizada. O procedimento é realizado por meio da injeção de soro fisiológico ou água destilada no tecido subcutâneo e, logo em seguida, é utilizado o ultrassom terapêutico para produzir efeito potencializado pela quantidade de líquido presente no local. O ultrassom tem seu efeito ampliado porque influencia os adipócitos significativamente, promovendo a quebra do tecido adiposo a partir do seu efeito de cavitação instável. Para obter um resultado significativo, o ultrassom deve ser de 3MHz e estar no modo contínuo, com a intensidade de 2W/cm² a 3W/cm². Dessa forma, a paciente fica acordada durante o procedimento, podendo avisar ao profissional sobre qualquer desconforto. Por isso muitas pessoas optam por tal procedimento, visto que aparenta ter menos riscos à saúde se comparado à lipoaspiração. Exemplificando, a hidrolipoclasia não aspirativa ou a hidrolipoclasia ultrassônica pode ser uma alternativa para o cliente que não quer realizar um procedimento mais invasivo com anestesia geral, por exemplo. Complicações decorrentes da aplicação de carboxiterapia e hidrolipoterapia 74COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Cada paciente possui suas especificidades, ou seja, um metabolismo próprio, e a aplicação da carboxiterapia pode variar de indivíduo para indivíduo. Logo, é possível que o procedimento seja rejeitado no organismo de alguns indivíduos. Existem alguns efeitos colaterais associados à carboxiterapia, os quais podem se manifestar em alguns pacientes. O modo de aplicação do tratamento, por ser preciso e considerar a velocidade e dosagem correta, pode causar complicações se não for feito adequadamente, por isso a importância de contar com um profissional habilitado e uma equipe preparada para realizar o procedimento com responsabilidade. Assim como em qualquer processo inflamatório, pode ocorrer edema na região aplicada, com uma coloração arroxeada, calor na região, dor, perda de função e até mesmo alterações da sensibilidade. A dor é outro fator que deve ser considerado, ao haver pessoas intolerantes a esse tipo de incômodo. Nesse caso, a dor pode ser suscitada no momento do procedimento e, dependendo do local ou da situação da região, pode se tornar intensa, visto que, conforme o gás é injetado, experimenta-se uma sensação de ardência e dor aguda. Quando o gás é aplicado incorretamente, podem ocorrer reações químicas metabólicas no organismo, embolia pulmonar ou acidente vascular encefálico, em função da obstrução causada por esse êmbolo. INJETÁVEIS NÃO CIRÚRGICOS3 TÓPICO 75COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Fundamentos da utilização da toxina botulínica A toxina botulínica é uma toxina descoberta no ano 1895, quando houve um surto de botulismo. É conhecida como Clostridium botulinum, sendo produzida por meio da esporulação de uma bactéria Gram-positiva e anaeróbica. É uma neurotoxina usada em várias áreas, como a oftalmológica, odontológica e neurológica, mas é a sua utilização em tratamentos estéticos que tem ganhado destaque nos últimos anos. O mecanismo de ação consiste em causar paralisia neuromuscular flácida transitória por meio do processo de denervação química. A toxina botulínica é injetada por via intramuscular, ligando-se aos receptores terminais dos nervos motores. Diante disso, ocorre bloqueio muscular quando a substância entra em contato com os terminais nervosos, inibindo o processo de recepção de acetilcolina, neurotransmissor produzido no sistema nervoso central e periférico, fato que provoca a paralisia muscular localizada. Após a aplicação da toxina botulínica, novos receptores para a acetilcolina são restituídos, viabilizando o processo de reversão de inibição. Com isso, a neurotoxina não chega ao sistema nervoso central, realizando o procedimento reversível e reaplicado, caso haja necessidade ao longo do tempo. No processo normal da junção neuromuscular, após a ação na membrana plasmática do neurônio, verifica-se uma transmissão neuromuscular entre as terminações nervosas e as fibras musculares, que resultará em uma despolarização do terminal do axônio. Esse feito promove o ingresso de cálcio através dos canais dependentes de voltagem. 76COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 É um procedimento estético temporário, minimamente invasivo, não cirúrgico, dose-dependente, que abrange desde o rejuvenescimento facial até a redução cicatrizes hipertróficas e queloides, propiciando um alto nível de satisfação por parte dos pacientes. FIGURA 3: APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-plana-leiga-recebendo-tratamento-prp-facial_26388260.htm#query=toxina%20 buton%C3%ADnica&position=19&from_view=search&track=ais&uuid=80e8b024-77c3-4a7d-90af-823c75dd2248. A toxina é injetada em pontos específicos da musculatura facial e paralisa o músculo por um período de 3 a 6 meses, de forma que doses periódicas são necessárias para ocorrer o prolongamento do seu efeito. FIGURA 4: ANTES E DEPOIS DA APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA Fonte: https://i.pinimg.com/736x/44/5b/06/445b06d5e747dcda42fddaf0064f1dbc.jpg. Indicações da toxina botulínica: • Tratamento de rugas. https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-plana-leiga-recebendo-tratamento-prp-facial_26388260.htm#query=toxina buton%C3%ADnica&position=19&from_view=search&track=ais&uuid=80e8b024-77c3-4a7d-90af-823c75dd2248 https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-plana-leiga-recebendo-tratamento-prp-facial_26388260.htm#query=toxina buton%C3%ADnica&position=19&from_view=search&track=ais&uuid=80e8b024-77c3-4a7d-90af-823c75dd2248 https://i.pinimg.com/736x/44/5b/06/445b06d5e747dcda42fddaf0064f1dbc.jpg 77COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 • Rejuvenescimento facial. • Correção do sorriso gengival. • Prevenção e tratamento de queloides. • Prevenção e tratamento de cicatrizes hipertróficas. • Tratamento de hiperidrose. • Rejuvenescimento escrotal. FIGURA 5: APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA PARA O TRATAMENTO DA HIPERIDROSE Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/o-medico-faz-injecoes-intramusculares-de-toxina-botulinica-na- regiao-das-axilas-contra-a-hiperidrose_10497500.htm#query=toxina%20buton%C3%ADnica&position=26&from_vie w=search&track=ais&uuid=3c83de93-b42a-48ab-b9f1-90fe7a1de3a5. Os principais músculos submetidos à aplicação da toxina botulínica são: músculo frontal, corrugador do supercílio, orbicular do olho, prócero, músculonasal, levantador do lábio superior e da asa do nariz, levantador do lábio, zigomático menor, zigomático maior, levantador do ângulo da boca, bucinador, risório, orbicular dos lábios, depressor do ângulo da boca, depressor do lábio inferior e músculo mentoniano. Fundamentos da intradermoterapia (capilar, corporal e facial) A utilização da intradermoterapia para procedimentos médicos foi introduzida por Pistor em 1958, por meio de injeções intradérmicas de fármacos altamente diluídos para o tratamento de processos álgicos. Essa terapia apresenta ação local dos fármacos de forma não sistêmica e, por esse motivo, tornou-se interessante e inovadora. Segundo a história, Pistor tratou um paciente com problemas asmáticos aplicando procaína endovenosa, visando obter a broncodilatação desse indivíduo. No entanto, o paciente também apresentava deficiência auditiva crônica e, após receber a injeção, foi curado. Assim, o médico iniciou uma série de ensaios clínicos com a administração de injeções intradérmicas do mesmo produto na área mastoide e o https://br.freepik.com/fotos-premium/o-medico-faz-injecoes-intramusculares-de-toxina-botulinica-na-regiao-das-axilas-contra-a-hiperidrose_10497500.htm#query=toxina buton%C3%ADnica&position=26&from_view=search&track=ais&uuid=3c83de93-b42a-48ab-b9f1-90fe7a1de3a5 https://br.freepik.com/fotos-premium/o-medico-faz-injecoes-intramusculares-de-toxina-botulinica-na-regiao-das-axilas-contra-a-hiperidrose_10497500.htm#query=toxina buton%C3%ADnica&position=26&from_view=search&track=ais&uuid=3c83de93-b42a-48ab-b9f1-90fe7a1de3a5 https://br.freepik.com/fotos-premium/o-medico-faz-injecoes-intramusculares-de-toxina-botulinica-na-regiao-das-axilas-contra-a-hiperidrose_10497500.htm#query=toxina buton%C3%ADnica&position=26&from_view=search&track=ais&uuid=3c83de93-b42a-48ab-b9f1-90fe7a1de3a5 78COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 receptáculo apresentava uma recuperação temporária da audição. Prosseguiu em suas investigações com diversos pacientes e, em 1958, publicou um artigo sobre o tratamento de cefaleia, vertigem, surdez e presbiopia por meio de injeções subcutâneas com procaína no local afetado. A pesquisa sugeria que os efeitos aconteciam devido a um estímulo neurossensorial de curta duração, denominado como mesoterapia, nome dado em função da origem embriológica da derme, local de aplicação. Na mesoterapia ou intradermoterapia, o medicamento é injetado na derme reticular, onde se localizam os plexos capilares superficiais e profundos, a aproximadamente 4 mm de profundidade, sendo um fator importante para uma maior absorção dos medicamentos. Presentemente, diversos profissionais da área de saúde utilizam a intradermoterapia para tratamentos estéticos de: 1. afecções capilares; 2. alopecia (redução de pelos/cabelos); 3. rejuvenescimento facial; 4. flacidez tissular; 5. hipercromias; 6. cicatriz atrófica; 7. lipodistrofia; 8. libroedema geloide; 9. estrias; 10. emagrecimento; 11. ganho de massa magra. Fundamentos do preenchimento com injetáveis Os preenchedores e bioestimuladores faciais criam sustentação e proporcionam volume para melhorar o contorno e forma facial, estimulando a produção de colágeno. O preenchimento pode ser utilizado para o tratamento do envelhecimento, com resultados imediatos da correção de volume perdido. Ao mesmo tempo, consegue proporcionar o estímulo do colágeno de forma lenta e delicada. Já os bioestimuladores são substâncias que, ao serem injetadas na pele, também estimulam a produção das fibras de colágeno. O ácido hialurônico é um importante preenchedor, ao ser um polissacarídeo já existente na nossa pele, com propriedade de adesão à água, promovendo hidratação e contribuindo para a elasticidade da pele. Pode ser utilizado como um hidratante profundo, para o tratamento de rugas finas e superficiais, mas também como volumizador, preenchendo depressões mais profundas. O tratamento com ácido hialurônico tem duração média de 1 ano. Atualmente, existem três substâncias com a função bioestimuladora: Ácido poli-L- lático, Hidroxiapatita de cálcio e Policaprolactona. O ácido poli-L-lático é um bioestimulador de colágeno injetável. Promove resultados graduais e naturais, que começam a ser percebidos a partir da terceira semana, permanecendo por até dois anos, sendo necessárias duas a três sessões em média, com intervalos de 40 dias. A hidroxiapatita de cálcio possui efeito de preenchimento imediato e estimula a produção natural de colágeno, recuperando a firmeza e a elasticidade. É utilizada no 79COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 rejuvenescimento facial e representa a principal opção para o rejuvenescimento das mãos. Os resultados duram por aproximadamente dois anos. A policaprolactona é um preenchedor, com efeito bioestimulador e, ao ser aplicada, confere um resultado imediato por meio do preenchimento de rugas e sulcos profundos, somado a um efeito posterior de bioestimulação da produção de colágeno. Complicações decorrentes a aplicação de injetáveis Dentre as principais complicações causadas pela aplicação de injetáveis, podemos citar: Hematomas; Dor; Parestesia; Sensibilidade; Inflamação; Hipoestesia; Edema; Infecção localizada; Eritema; Hemorragia; Ardor associado à injeção; Fraqueza no músculo local e também adjacente. Complicações tardias Diplopia (visão dupla); ptose palpebral, que geralmente regride de forma espontânea entre 2 a 4 semanas; excessiva elevação de sobrancelhas; ptose do lábio superior e dificuldade de movimentação; formação de anticorpos: é principalmente relatada em pacientes que receberam altas doses de toxina botulínica por longos períodos. No caso da intradermoterapia, ainda pode ocorrer a infecção por microbactérias, que pode exigir meses de tratamento com múltiplas drogas e, geralmente, resulta em cicatrizes inestéticas. Aparentemente, a infecção secundária poderia ser explicada por uma assepsia inadequada antes do procedimento ou pela contaminação do produto utilizado. Outras complicações relatadas são: urticária, acromia, atrofia, necroses cutâneas, lúpus sistêmicos, paniculite, erupção liquenoide e indução de psoríase. Atribui-se o surgimento desses eventos adversos ao uso de técnica inadequada ou ao efeito do medicamento em si. Os tratamentos injetáveis podem trazer ótimos e rápidos resultados quando bem desenvolvidos! FOTOTERAPIA, LED E LASERTERAPIA4 TÓPICO 80COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Fundamentos da laserterapia (ablasivo e não ablasivo) Laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) é uma sigla cuja tradução para o português significa “amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação”. Pode ser classificado como: De alta potência (quando o comprimento de onda pode chegar a até 10.600 nm) – com potencial destrutivo. De baixa potência (quando o comprimento de onda varia de 630 nm a 1.300 nm) – sem potencial destrutivo. O laser emite um feixe de luz monocromático, com um único comprimento de onda e em uma única direção. A luz do laser é uma forma de energia artificial. A fonte de energia é lançada dentro da câmara do laser, onde se encontra o meio a ser ativado. Ela excita os elétrons que passam para uma órbita de alta energia em um estado mais instável, denominado estado excitável, e o elétron libera um fóton de energia, que é a origem do laser. Os fótons liberados são refletidos pelos espelhos e encaminhados em uma única direção, e a soma de vários fótons liberados é a origem do feixe de laser. FIGURA 6: APLICAÇÃO DE LASER Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/closeup-beautician-using-laser-therapy-facial-1915421989. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/closeup-beautician-using-laser-therapy-facial-1915421989 81COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Os aparelhos de laser têm como seu princípio de funcionalidade a fototermólise seletiva. Isso significa que a luz de um comprimento de onda específico é seletivamente absorvida poruma lesão cutânea indesejada, realizando o aquecimento, a danificação e a eliminação da lesão enquanto o redor dessa lesão não é afetado. Os cromóforos da pele, água, proteínas, melanina, carotenos, oxi-hemoglobina, desoxi-hemoglobina são os alvos dos lasers, pois se depende deles para haver a absorção da energia dissipada pelo laser, visto que essas estruturas moleculares absorvem a luz. Alguns fatores influenciam os efeitos terapêuticos esperados, como: comprimento de onda; duração do impulso; tamanho; tipo e profundidade do alvo; interação entre a luz emitida pelo laser e o alvo determinado. Sobre os efeitos bioquímicos, a energia da irradiação de laser absorvida pelos tecidos pode atuar de duas maneiras: estimulando a liberação de substâncias pré-formadas, como a histamina, serotonina, bradicinina; ou modificando as reações enzimáticas normais, tanto no sentido de excitação como de inibição. As respostas decorrentes dos tratamentos por laser também podem ser divididas em primárias e secundárias. As respostas primárias são as respostas celulares subsequentes da absorção da energia, e as respostas secundárias são as alterações fisiológicas que afetam todo o tecido. São exemplos de efeitos secundários relacionados à reparação tecidual: 1. Aumento do tecido de granulação; 2. Aceleração do processo de cicatrização; 3. Incremento da atividade fagocitária dos linfócitos e macrófagos; 4. Proliferação dos fibroblastos; 5. Neoformação de vasos sanguíneos; 6. Regeneração de linfáticos; 7. Aumento do colágeno. Os lasers não ablativos preservam a integridade da epiderme estimulando a produção de colágeno na derme, sendo indicados para o rejuvenescimento e a prevenção do envelhecimento cutâneo. Esses tipos de lasers são recomendados para pacientes que não querem perder períodos muito extensos de suas atividades de rotina, mas também desejam melhorar a pele danificada. Os lasers ablativos vaporizam e destroem por fototermólise a epiderme e a derme superficial. Os cromóforos-alvo desse tipo de laser são a água intracelular da epiderme e a água extracelular da derme. Atuam não somente nesse nível, mas também a um nível cutâneo mais profundo, pois a lesão térmica variável resultante da sua utilização induz à retração e remodelação do colágeno e à neoformação de fibras de colágeno e elásticas. Os lasers usados para esse efeito são os de CO2 (comprimento de onda de 10.600 nm) e o laser Erbium (2.940 nm), os quais destroem as várias camadas de pele até a derme. 82COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Em geral, o mecanismo de ação dos lasers se dá por meio da produção de calor: pequenas elevações de temperatura produzem bioestimulação; elevações entre 60 °C e 85 °C provocam a coagulação; acima de 85 °C, a carbonização; e a vaporização ocorre com temperatura próxima dos 100 °C. A desnaturação do colágeno contribui para a contração em si do tecido, melhorando as rugas e a flacidez que ocorre após o procedimento. Esse fenômeno também induz a uma reação tecidual que gera neocolagênese nos seis meses posteriores ao procedimento. Melhores indicações: fotoenvelhecimento severo, lesões pigmentadas, ceratoses actínicas e contração do colágeno. Vantagens da técnica: resultados após uma única sessão. Desvantagens e limitações: técnica muito agressiva, pós-procedimento longo e desconfortável, com risco relativamente alto de cicatrizes. Passo a passo da técnica 1. Um mês antes: recomendar o uso de filtro solar, ácido retinoico, glicólico ou vitamina C, sendo controverso o uso prévio de hidroquinona. 2. No dia anterior ao procedimento: uso de antiviral sistêmico para a prevenção de herpes simples na face, sendo discutível o uso de antifúngicos e antibióticos profiláticos. 3. Procedimento: anestesia tópica 1 hora antes da sessão, com uso de sedativos orais e analgésicos. Dependendo do nível de ansiedade do paciente, indica-se anestesia geral ou sedação. O aspirador de fumaça deve ser usado no procedimento após a limpeza da pele, eliminando resquícios de creme anestésico. O resfriamento da pele com ar frio alivia muito a sensação de queimadura que o laser de CO2 produz. 4. Após o procedimento: o paciente deve ser mantido em local resfriado, com máscara fria e, se necessário, deve-se prescrever um analgésico oral. 5. O paciente deve deixar o consultório após o alívio da dor. Utilizam-se compressas de solução salina para limpeza, creme cicatrizante e antiviral sistêmico até a epitelização completa. 6. O paciente deve ser visto pelo médico diariamente ou em dias alternados. Antibióticos e antifúngicos sistêmicos devem ser imediatamente prescritos se houver indícios clínicos de infecção bacteriana ou monilíase. Epilação (diodo, alexandrite, rubi) Diversas técnicas vêm sendo utilizadas para a epilação, ou seja, para a eliminação dos pelos indesejáveis, as quais contam com intervenções rápidas e definitivas, como os lasers de Diodo, Alexandrite, Rubi, etc. Contudo, o paciente precisa ter pele clara e pelos 83COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 escuros, pois na fototermólise seletiva há uma grande produção de calor, que pode destruir a melanina da epiderme e alterar outras células, resultando em efeitos contrários, como queimaduras, cicatrizes e alteração na pigmentação. É importante o conhecimento da fisiologia, anatomia do pelo e seu crescimento para compreender como deve ser feita a remoção dos pelos por meio da depilação a laser. O ciclo de crescimento do pelo se apresenta em três fases: anágena, catágena e telógena. A fase anágena é o estágio de formação do crescimento do pelo baseado em células germinativas. É nessa etapa que ocorrerá concentração de melanina no bulbo piloso, estrutura que apresenta alta função na absorção do laser. Diante disso, tem-se como resultado a destruição do bulbo piloso. FIGURA 7: PROCEDIMENTOS DE EPILAÇÃO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautician-doing-epilation-on-beautiful-girls-1804400680. O mecanismo de ação do laser tem como alvo a melanina e a fototermólise seletiva. A melanina é encontrada no bulbo piloso, na fase anágena. A depilação com o laser será eficaz quando o laser atingir o bulbo a um determinado parâmetro de potência e sob temperatura média de 60 °C, causando a fototermólise seletiva e a destruição completa do pelo. Contraindicações: pacientes com fototipo cutâneo VI, pelos muito finos e claros, pelos brancos, pessoas com dermatite e gestantes. Fundamentos do led e luz intensa pulsada (LIP) O LED (Light Emitting Diode, em português Diodo Emissor de Luz) é um recurso fototerápico utilizado nas alterações cutâneas, com diferentes comprimentos de onda, as quais são absorvidas por células específicas. Esse processo recebe o nome de fotobiomodulação, promovendo um tratamento seguro, não invasivo e indolor, além de apresentar custo mais acessível em relação ao laser. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautician-doing-epilation-on-beautiful-girls-1804400680 84COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 FIGURA 8: LED Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/woman-led-light-therapy-facial-beauty-1506384749. A cor do LED varia conforme o comprimento de onda e essas tonalidades se diferem em azul, verde, violeta e vermelho, por exemplo, cada qual com seus respectivos efeitos: • LED azul: ação bactericida, fungicida, promove a hidratação e limpeza dos tecidos, previne e trata infecções, tem efeito clareador, fotopolimerizador, traz brilho e sedosidade para os fios na terapia capilar. • LED amarelo: desintoxicante, estimula a produção de elastina e colágeno. • LED verde: rejuvenescedor, atuando na síntese de fibroblastos, produção de colágeno e elastina da derme, além de eliminar manchas. • LED vermelho: cicatrizante, regenerador, anti-inflamatório, produz colágeno, rejuvenescedor e bioestimulante. • LED âmbar: promove a síntese de colágeno, estimula o metabolismo celular, auxilia no tratamento defibroedema geloide, lipodistrofia localizada, estrias e oferece hidratação. Já a Luz Intensa Pulsada (LIP) funciona de maneira diferente dos lasers pelo fato de seus raios serem liberados difusamente. É um dispositivo que emite luz de alta intensidade, policromática, não coerente e não colimada, incluindo feixe de luz com comprimentos de onda que variam de 400 a 1200 nm, com duração de pulso de 2 a 200 ms. Efeitos: aumenta a espessura da pele, estimula a produção e reorganiza uniformemente as fibras colágenas e elásticas, além de elevar a atividade dos fibroblastos, sendo muito benéfica no rejuvenescimento da pele. Indicações da LIP: efélides, melasma, acne, melanoses solares, mancha de vinho do Porto, rejuvenescimento da pele, telangiectasia, hiperpigmentação infraorbitária (olheiras), tratamento de lesões pigmentadas, onicomicose, estrias, cicatriz hipertrófica, queloide, epilação e drug delivery. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/woman-led-light-therapy-facial-beauty-1506384749 85COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Fundamentos da remoção de tatuagens e maquiagem definitiva A maquiagem definitiva é feita com a aplicação de pigmentos na camada superficial da pele, a partir de uma técnica semelhante à da tatuagem. É aplicada por meio de uma agulha, traço por traço. Nesse sentido, para remover qualquer uma das duas inserções (tatuagem e maquiagem), é necessário realizar uma espécie de despigmentação. A forma mais segura e eficaz de efetuar a remoção de maquiagem definitiva é por intermédio dos lasers. Alguns dos mais utilizados são o Q-Switched Nd-YAG e Alexandrite, cuja finalidade é fragmentar o pigmento em diversas partículas para que o organismo do próprio paciente faça a eliminação. É um procedimento minimamente invasivo, que utiliza um feixe de luz para quebrar as moléculas de pigmento e expulsá-las gradualmente do organismo. É realizado no próprio consultório médico, com anestesia tópica. O resultado e o número de sessões dependem da qualidade e quantidade de tinta e do quão profundo o pigmento está na pele, bem como da idade do desenho e das cores utilizadas. A fototerapia pode ser utilizada para vários tratamentos estéticos a partir de uma boa avaliação do seu paciente. Fundamentos da Ozonioterapia O ozônio é a forma triatômica do oxigênio. É uma molécula altamente reativa, porém instável. Pode ser produzida artificialmente, por geradores medicinais, industriais ou naturalmente. Recentes avanços nas áreas de bioquímica, imunologia e microbiologia sugerem esse recurso como importante alternativa em uma série de condições clínicas, as quais vão desde disfunções estéticas a tratamento complementar de várias enfermidades. Dentro do campo da estética, a ozonioterapia vem ganhando muito espaço nas clínicas, pois quando administrada na concentração correta e na via correto entrega muito resultado. Utilizamos ela para tratamento de estrias, gordura localizada, flacidez, manchas, emagrecimento, celulite, feridas, processo alérgicas, pós-operatório e muitos outros. As doses terapêuticas são divididas em três tipos segundo o seu mecanismo de ação: • Dose baixa: estas doses têm um efeito imunomodulador e utilizam-se nas doenças onde há suspeitas de compromisso do sistema imunológico. • Dose média: são imunomoduladoras e estimuladoras do sistema enzimático de defesa antioxidante e de grande utilidade nas doenças crônico-degenerativas 86COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 tais como, diabetes, arteriosclerose, DPOC, doença de Parkinson, Alzheimer e demência senil. • Doses altas: se utilizam especialmente em úlceras ou feridas infectadas. Também para ozonizar azeite e água. A ozonização de azeite nunca pode ser produzido com um gerador médico, porque não se pode evitar que o vapor do azeite se difunda nos tubos de alta tensão. O resultado é a produção de diversas substâncias muito tóxicas! Exceto nos geradores com válvula que cortam a saída do ozônio. Existem concentrações placebo, terapêuticas e tóxicas. Tem-se demonstrado que concentrações de 10 ou 5 µ/ml, ou ainda doses mais pequenas exercem efeitos terapêuticos com uma ampla margem de segurança, por isso atualmente se aceita concentrações terapêuticas que variam dos 5-60 µ g/ml. Para esta escala de doses incluímos tanto técnicas de aplicação local como sistêmica. Atualmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma Lei que autoriza o uso da ozonioterapia em território nacional. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, mas a técnica só poderá ser realizada seguindo certas condições, sendo que o procedimento possui caráter complementar. Segundo a Lei, a ozonioterapia só poderá ser realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito no Conselho de Fiscalização Profissional e só pode ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou órgão que a substitua. 87COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 A radiação emitida pelo laser terapêutico afeta os processos metabólicos das células-alvo, produzindo efeitos bioestimulantes que resultam na ocorrência de eventos celulares e vasculares, os quais parecem interferir diretamente no processo de reparo. Fonte: Lins et al. (2010). O tratamento utilizando a Toxina Botulínica (TB) está ganhando forte presença na atualidade, principalmente devido a sua grande aplicabilidade e raros efeitos colaterais. Fonte: Santos et al. (2015). 88COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 Antigamente, quando se falava de estética, mundo da beleza e cuidados com o corpo, estamos falando em massagens, aparelhos estéticos e limpeza de pele. Hoje nossa realidade mudou, novas técnicas surgiram e o campo da estética ganhou novos rumos e a tecnologia se instalou e precisamos dominá-la para ser destaque nesta área. Você, aluno (a), após essa unidade, passou a dominar os procedimentos invasivos não cirúrgicos e a fototerapia. Isso significa que a partir dos conhecimentos adquiridos, você está preparado para realizar técnicas mais agressivas, tanto pelo embasamento teórico e prático como também pelo desenvolvimento do seu pensamento, na intenção de escolher o tratamento mais indicado ao seu paciente. Na sua vida profissional, você observará pacientes que solicitarão tratamentos mais invasivos, porém nem sempre essa abordagem será a mais recomendada para o caso deles. Fica a seu critério, como profissional responsável pelo procedimento, verificar as vantagens que o indivíduo receberá com o devido tratamento. No entanto, em outros casos, o método invasivo será necessário. Diante disso, você agora possui um maior suporte de opções tanto para oferecer ao cliente como para trabalhar. Os procedimentos com agulha são um diferencial para a sua área. Você provavelmente já está habituado a trabalhar com elas, mas agora associamos a utilização desses instrumentos a outro objetivo, pertinente à área de estética. A fototerapia encerra o nosso conteúdo. Essa abordagem pode apresentar muitas opções de tratamento dependendo do comprimento de luz que você for utilizar, mas vale lembrar que o conhecimento nunca acaba, sempre precisamos nos atualizar. O ramo da estética nunca para de surgir coisas novas e formas diferentes de aplicar o básico e conseguir melhores resultados. CONSIDERAÇÕES FINAIS 89COMPOSIÇÃO DA CERVEJAUNIDADE 4 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: 5 Mitos e Verdades Sobre Depilação a Laser - Dr Lucas Fustinoni. • Ano: 2014. • Sinopse: Trata-se de vídeo meramente educativo, objetivando instruir a população sobre diversos assuntos que envolvem a medicina. LIVRO • Título: OZONIOTERAPIA NA ESTÉTICA. • Autor: Leidiane Vila de Souza. • Editora: eBook Kindle. • Sinopse Ozonioterapia na Estética, histórico, conceito, indicações, vias de administração e aplicações. Conheça um pouco dessa técnica descrita há mais de 100 anos e que agora chega no Brasile na área estética com força total. Conhecida como “molécula da vida” ou gás da beleza, essa técnica trata mais de 300 patologias de forma natural e simples. E ainda atua em todas as disfunções estéticas. 90 Querido(a) aluno(a), Durante esta disciplina, exploramos de maneira aprofundada o fascinante universo da estética e imaginologia. Adquirimos conhecimentos sobre as disfunções estéticas corporais e faciais, assim como suas opções de tratamento. Também compreendemos o impacto positivo da imaginologia em nossos procedimentos, destacando tecnologias como ultrassom e radiofrequência. Nossa jornada começou na Unidade I, onde abordamos os conceitos fundamentais da Estética e Imaginologia. Na Unidade II, aprofundamos nossos estudos nas disfunções estéticas faciais e suas possíveis abordagens terapêuticas. A Unidade III nos guiou pelo universo das disfunções estéticas corporais e suas diversas opções de tratamento. Por fim, na Unidade IV, concluímos nossa exploração com procedimentos invasivos, fototerapia, laserterapia e alternativas terapêuticas. Cada unidade foi essencial e interligada, formando uma sequência crucial para alcançar um entendimento abrangente. Isso nos capacitou a realizar uma anamnese completa e proporcionar tratamentos eficazes para as queixas apresentadas pelos pacientes. Ao dominar os conceitos básicos de estética e imaginologia, estabelecemos um sólido embasamento científico para compreender as disfunções estéticas, baseando-nos na anatomia e fisiologia da pele. A Unidade II concentrou-se nas alterações faciais, fornecendo a segurança necessária para diagnosticar e tratar de forma eficiente essa área delicada do corpo, muitas vezes considerada nosso cartão de visita. Na Unidade III, exploramos as disfunções corporais e suas diversas opções de tratamento. Os tratamentos corporais, desafiadores para muitos profissionais de estética, exigiram percepção e habilidade tátil para garantir a satisfação do paciente em meio a inúmeras opções de tratamento para cada queixa. Concluímos nossa jornada com os procedimentos invasivos, fototerapia, laserterapia e tratamentos alternativos, como carboxiterapia e ozonioterapia. Apesar das polêmicas, essas abordagens foram bem-vindas na área estética. Foi uma verdadeira honra compartilhar meu conhecimento e paixão por este universo da estética e imaginologia contigo. Até a próxima. CONCLUSÃO GERAL 91 BARCAUI, E. O. et al. Estudo da anatomia cutânea com ultrassom de alta frequência (22 MHz) e sua correlação histológica. Radiologia Brasileira. 2015, v. 48, n. 5, p. 324-329. Disponível em: https://bit.ly/3xvwSpH. Acesso em: 28 maio 2023. CARNEVALLI, N. R.; VIEIRA, J. A.; ASSIS, I.; PEREIRA, L. Criolipólise: tratamento para o congelamento da gordura localizada – revisão da literatura. Revista Saúde em Foco – Edição n.º 10, 2018. FACCHINETTI, C., PEREIRA DA SILVA, M. V., CASTRO, A. C., MONTEIRO, R.; CHOUSA, A. A Rede Iberoamericana de Pesquisadores em História da Psicologia: o perfil dos investigadores. Rev. Guillermo de Ockham, 2017. Vol. 15 nº. 2. GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato-funcional. São Paulo: Manole, 2010. GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato-funcional. São Paulo: Manole, 2012. JUNQUEIRA, L. C. 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Fator de proteção solar: significado e controvérsias. Anais Brasileiros de Dermatologia, n. 3, v. 86, 2011, p. 507-515. Disponível em: https://bit. ly/3I3qvyS. Acesso em: 01 jul. 2021. TAGLIOLATTO, S. Radiofrequência: método não invasivo para tratamento da flacidez cutânea e contorno corporal. Surgical & Cosmetic Dermatology, vol. 7, nº. 4, 2015, p. 332-338. Sociedade Brasileira de Dermatologia, Rio de Janeiro TESTON, A. P.; NARDINO, D.; PIVATO, L. Envelhecimento Cutâneo: Teoria dos Radicais Livres eTratamentos Visando a Prevenção e o Rejuvenescimento. UNINGÁ Review. 2010, Jan. N.º 01. p. 71-84. https://bit.ly/3I3qvyS https://bit.ly/3I3qvyS ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE Praça Brasil , 250 - Centro CEP 87702 - 320 Paranavaí - PR - Brasil TELEFONE (44) 3045 - 9898 Shutterstock Site UniFatecie 3:INTRODUÇÃO 7CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Seja muito bem-vindo (a)! A estética vem evoluindo ao longo dos anos, porém tem algo que sempre se faz necessário, que o profissional tenha total domínio sobre a fisiologia básica que envolve todo esse mundo e técnicas básicas de trabalho. Nesta unidade, compreenderemos a base dos conhecimentos necessários para desenvolver um bom tratamento, além de abordar os conceitos que envolvem a imagiologia, que hoje é uma grande aliada à estética convencional. De forma mais específica, no decorrer deste material, vamos adquirir os conhecimentos básicos sobre anatomia da pele, seus anexos e funções com a finalidade de começar a entender o funcionamento e ação dos aparelhos e tratamentos estéticos. Lembrando que é de fundamental importância entender o mecanismo de ação e efeitos que cada protocolo proporcionará à pele. Convido-lhe a construirmos, juntos, uma base sólida de conhecimentos básicos ao decorrer desta unidade, para que ao longo da disciplina você possa descobrir e aplicar do conhecimento absorvido e posteriormente estar apto para criar seus próprios protocolos de tratamento. HISTOLOGIA DA PELE E SUAS FUNÇÕES 1 TÓPICO 8CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 A pele é um órgão altamente complexo que cobre toda a superfície do corpo e desempenha funções vitais no organismo. Ela atua na proteção e na regulação da temperatura, além de revestir as membranas mucosas dos orifícios corporais. FIGURA 1 – DIVISÃO DA PELE Fonte: https://www.massagemsaopaulo.com.br/beneficios-fisiologicos-da-massagem-corporal/. https://www.massagemsaopaulo.com.br/beneficios-fisiologicos-da-massagem-corporal/ 9CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Tecido epitelial: Os epitélios são constituídos por células quase na totalidade poliédricas, justapostas, entre as quais se encontra pouca matriz extracelular. Como suas células não possuem vasos sanguíneos, os nutrientes são recebidos através do tecido conjuntivo subjacente. FIGURA 02 - TECIDO EPITELIAL Fonte: Junqueira e Carneiro (p. 524, 2008). O tecido epitelial é classificado de acordo com seu número de camadas: epitélio simples, epitélio estratificado e pseudoestratificado; e ainda quanto à sua forma, em: epitélio pavimentoso, cúbico e cilíndrico. Os epitélios estão em constante renovação, desta forma acabam sendo empurrados pelas células para a superfície. Tecido conjuntivo: O tecido conjuntivo é um tecido de conexão composto por uma grande quantidade de matriz extracelular, células e fibras. Ele regula o colágeno em diferentes órgãos e tecidos, e também armazena quantidades relativas de proteínas. Além disso, possui uma notável capacidade de regeneração, embora possa ser influenciado por diversos tipos de hormônios, como o cortisol, que inibe a síntese de fibras nesse tecido. O tecido conjuntivo é classificado em três categorias principais: tecido conjuntivo denso, tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo de propriedades especiais. A substância fundamental amorfa preenche os espaços entre as células e as fibras do tecido conjuntivo, funcionando como uma barreira contra a penetração de substâncias estranhas. A água atua nesse espaço como um veículo para a difusão de substâncias hidrossolúveis, permitindo que essas substâncias se espalhem pelo tecido conjuntivo sem a necessidade de movimento de líquido. Diversos fatores podem afetar a quantidade de líquido nos espaços entre as células, como a redução da absorção na idade avançada ou o aumento durante a gestação. 10CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Fibras de colágeno As fibras colágenas são as mais frequentes do tecido conjuntivo, formadas por uma proteína chamada colágeno, que proporciona o arcabouço extracelular. O colágeno é a proteína mais abundante do corpo humano, representando 30% do total. Foram isolados e caracterizados cinco tipos de colágeno, porém os mais conhecidos são os tipos I, II e III. O colágeno tipo I é o principal constituinte da pele, dos tendões, dos ossos e das paredes dos vasos, sendo sintetizado por fibroblastos, células do músculo liso e osteoblastos. O colágeno tipo II é a principal proteína estrutural na cartilagem, sendo responsável pela sua resistência, tração e firmeza. O colágeno tipo III, é encontrado na pele, mais especificamente nos órgãos internos, como o útero da mulher e os intestinos. Fibras elásticas O componente principal das fibras elásticas é a elastina, a proteína mais resistente do organismo, encontrada em pequena quantidade (2% a 4%) na pele, e é um dos componentes do tecido conjuntivo. Com o envelhecimento, ocorre uma diminuição das fibras elásticas na derme superficial e o aumento dos lipídios, fase caracterizada por cistos e lacunas nesse tecido, resultando em separação das células. Isso também acontece na pele de diabéticos jovens e de portadores de estrias atróficas. Fibras reticulares As fibras reticulares são curtas, finas e inelásticas, compostas principalmente por um tipo de colágeno conhecido como reticulina. Elas desempenham um papel fundamental na formação do arcabouço dos órgãos hematopoiéticos e na criação de redes ao redor das células musculares e epiteliais em muitos órgãos. Fibroblastos É a célula mais comum no tecido, responsável pela formação das fibras e de material intercelular amorfo e pela síntese de colágeno e fibras elásticas. Macrófagos São importantes na defesa, fagocitando restos de células, bactérias e partículas que penetram no organismo. Célula adiposa Os adipócitos ou células adiposas estão, isoladamente ou em grupo, nas malhas de muitos tecidos conjuntivos, sendo mais numerosos no tecido adiposo. 11CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 À medida que a gordura se acumula, as células aumentam de tamanho, até se romper e formar novas células que também podem ir aumentando de tamanho. Esse é o principal reservatório energético do organismo, especializado na produção de calor (termogênese), participando ativamente da regulação da temperatura corporal. FIGURA 03 - REPRESENTANDO UMA CÉLULA DE GORDURA Fonte: https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/tecido-adiposo/. Pele A pele é o nosso maior órgão e representa 12% do peso seco do corpo, ou seja, aproximadamente 4,5 quilos. “Um pedaço de 3 cm de diâmetro de pele possui mais de 3 milhões de células, entre 100 e 340 glândulas sudoríparas, 50 terminações nervosas e 90 cm de vasos” (GUIRRO e GUIRRO, 2010, p. 17). A pele é composta pela epiderme e pela derme, sendo que o limite entre elas não é regular, caracterizando-se pela presença de saliências e reentrâncias entre as duas. A pele tem importante função na regulação térmica, que acontece pela evaporação. A cor da pele é definida por alguns pigmentos, sendo o mais importante a melanina, um pigmento escuro produzido pelos melanócitos, que migram na epiderme e o transferem para a camada germinativa, sendo a diferença de cor da pele devida principalmente à quantidade de melanina produzida pelas células e sua distribuição. Já a aparência da pele depende de uma série de fatores, como gênero, idade, alimentação, clima e estado de saúde do indivíduo. A pele é o nosso maior órgão sensorial para percepção de estímulos táteis, térmicos e dolorosos. O seu teor de água é de 70% do peso do órgão, contendo 20% do total de água do organismo. Sua espessura está entre 0,5 e 4 milímetros. Funções da pele incluem: 1. Base dos receptores sensoriais; 2. Fonte organizadora e processadora de informações; 3. Mediação de sensações; 4. Regulação da pressão; 5. Regulação do fluxo sanguíneo e linfático; 6. Regulação da temperatura; 7. Barreira contra microrganismos; 8. Metabolismo e armazenamento de gordura; 9. Reserva de nutrientes e água; 10. Importante na respiração; 11. Síntese de vitamina D; 12. Proteção contra radiação; 13. Proteção contra traumas mecânicos;14. Proteção contra traumas elétricos; 15. Fonte imunológica de hormônios. https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/tecido-adiposo/ ANATOMIA DO PELO2 TÓPICO 12CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Os pelos originam-se de uma invaginação da epiderme, o folículo piloso. Eles estão distribuídos por todo o corpo e são visíveis externamente apenas pela sua haste. O pelo é composto por três partes básicas: a cutícula, o córtex e a medula. • Cutícula: parte mais externa, formada por camadas de células sobrepostas sem pigmentos parecidas com escamas, ela protege a região do córtex contra a ação de produtos químicos. • Córtex: formado por células com aspecto de fibras, responsáveis por 90% do peso do pelo. A cor do pelo é determinada pela melanina encontrada nessa porção do fio. • Medula: parte mais interior do pelo, formada por células e porções de ar entre elas. Nos pelos mais finos não encontramos a medula. A haste está situada no interior da pele, é a parte do pelo que pode ser observada externamente à raiz, denominada folículo piloso. Os folículos pilosos têm formato de taça de vinho invertida, são invaginações do epitélio e estima-se que, na pele humana, haja 5 milhões de folículos pilosos. O bulbo está na base do folículo piloso e contém a matriz germinativa, responsável pelo crescimento do pelo. A matriz germinativa recobre a papila dérmica, uma região onde encontramos uma grande quantidade de terminações nervosas e vasos sanguíneos. 13CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 FIGURA 4 - PARTES DO PELO Fonte: FONSECA, A. M.; et al. Tratamento hormonal do hirsutismo baseado em evidências. FEMINA, vol. 38, n.º 8, 2010. Disponível em: https://www.massagemsaopaulo.com.br/beneficios-fisiologicos-da-massagem-corporal/. Acesso em: 01 jul. 2023. 2.1 Anexos Cutâneos As glândulas sebáceas são encontradas em todas as regiões do corpo, com raras exceções, em geral, anexas aos pelos, situando-se na derme. Sua secreção é uma mistura complexa de lipídios, com função bactericida e de lubrificação da pele. As glândulas sudoríparas também estão em quase todo o corpo, sua quantidade varia pela região e diminui com os anos, sendo mais numerosas em indivíduos de pele negra. O suor secretado também tem relação com temperatura, umidade do meio, atividade física e condições que causem fadiga. Glândulas especializadas localizadas nas extremidades dos dedos secretam grossas camadas de queratina, produzindo as unhas, que permanecem aderidas à pele até a sua extremidade, sendo formada por três camadas: superficial, intermediária e profunda. A unha divide-se em três partes: corpo (parte visível), raiz (inserida na pele) e borda livre (parte final da placa). Existem ainda dois plexos arteriais que suprem a pele, um no limite da derme e hipoderme e outro entre a camada papilar e reticular. Distinguem-se três plexos venosos e o sistema linfático inicia-se nas pápulas dérmicas. As sensações cutâneas, como calor, frio, dor e tato, são captadas por vários receptores que estão abaixo da camada profunda da epiderme, sendo os receptores táteis e de vibração os corpúsculos de Paccini, de Meissner e as fibras nervosas que circulam os folículos pilosos, as sensações de frio e de calor são captadas respectivamente pelos corpúsculos de Krause e de Ruffini. 14CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 O estudo de histologia e fisiologia da pele é fundamental para o profissional atender o seu cliente de forma correta, personalizada e individualizada. FIGURA 5 - CAMADAS DA PELE E ANEXOS Fonte: https://planetabiologia.com/sistema-tegumentar-a-pele-humana/. FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO3 TÓPICO 15CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 O envelhecimento cutâneo é um processo natural que ocorre com o passar dos anos, sendo influenciado por fatores internos e externos. A pele é o maior órgão do corpo humano e é responsável por proteger o corpo contra agressões externas, regular a temperatura corporal e permitir a percepção de sensações. Com o envelhecimento, a pele perde sua elasticidade e firmeza, tornando-se mais fina e frágil. Isso ocorre devido à diminuição na produção de colágeno e elastina, proteínas responsáveis pela sustentação da pele. Além disso, a renovação celular diminui, o que leva ao aparecimento de rugas e linhas de expressão. Fatores externos, como exposição excessiva ao sol, poluição, tabagismo e alimentação inadequada, também podem acelerar o processo de envelhecimento cutâneo. A radiação ultravioleta do sol é especialmente prejudicial, pois pode causar danos ao DNA das células da pele, levando ao envelhecimento precoce e aumentando o risco de câncer de pele. Para prevenir o envelhecimento cutâneo, é importante adotar hábitos saudáveis, como usar protetor solar diariamente, evitar o tabagismo, ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente. Além disso, existem tratamentos dermatológicos que podem ajudar a retardar os sinais do envelhecimento, como peelings químicos, preenchimentos e toxina botulínica. 3.1 Envelhecimento Intrínseco e Extrínseco As pessoas no mundo todo estão vivendo mais intensamente suas fases da vida, e com isso encontramos, entre os mais idosos, indivíduos que querem estar bem por dentro e por fora, sendo que muitos não querem aparentar a idade real. O envelhecimento é um processo biológico, universal, estocástico, dinâmico e progressivo, período em que ocorrem modificações morfológicas, funcio- 16CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 nais, bioquímicas e psicológicas que reduzem a capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, altera suas atividades diárias e afeta sua integri- dade, permitindo o surgimento das doenças crônicas, impactando a saúde e a qualidade de vida do idoso (BOSI, 2018, p. 21). FIGURA 06 - ENVELHECIMENTO CUTÂNEO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beauty-concept-skin-aging-antiaging-procedures-218870788. O envelhecimento intrínseco é o envelhecimento biológico, pelo qual todos passaremos, relacionado a fatores genéticos e causado pelo desgaste dos sistemas orgânicos. Naturalmente, a composição da pele vai se modificando, as fibras elásticas vão perdendo parte da elasticidade, as fibras de colágeno ficam grossas, há diminuição do metabolismo, diminuição da água no organismo, redução de massa muscular esquelética, entre outras modificações. Entre as mulheres, essas alterações começam por volta dos 40 anos, devido às alterações hormonais, principalmente as relacionadas ao estrogênio, que causam uma aparência desvitalizada à pele, com flacidez tissular e linhas de expressão. Outro fator que influencia nesse processo é a glicação – a exposição a níveis altos de glicose no sangue, que pode ser exógena, causada pela ingestão de alimentos com altos índices de açúcar, ou endógena, como no caso dos diabéticos, levando a um estresse oxidativo. Já o envelhecimento extrínseco está associado a diversos fatores externos, tais como: 1. Exposição solar; 2. Tabagismo; 3. Fatores nutricionais (carência de vitaminas); 4. Ingestão de álcool; 5. Movimentos faciais repetitivos (como o franzir da testa); 6. Bronzeamento artificial; 7. Agressões ambientais (calor, frio e poluição); 8. Alterações psicológicas, como estresse excessivo e depressão; 9. Rugas; 10. Ptose; 11. Menor elasticidade; 12. Menor extensibilidade; 13. Distribuição irregular do panículo adiposo da face; 14. Diminuição da renovação de queratinócitos; 15. Diminuição do tônus muscular; 16. Diminuição da termorregulação; 17. Menor resistência imunológica; 18. Menor resistência da pele a agressões físicas externas. 3.2 Fotoenvelhecimento https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beauty-concept-skin-aging-antiaging-procedures-218870788 17CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 A radiação ultravioleta é a região do espectro eletromagnéticoemitido pelo Sol que compreende os comprimentos de onda de 100 nm a 400 nm. Essa radiação pode ser dividida em três faixas: • UVA (320 nm a 400 nm); • UVB (290 nm a 320 nm); • UVC (100 nm a 290 nm). A radiação UVA tem penetração mais profunda que atinge tecidos dérmicos e danifica queratinócitos da epiderme e fibroblastos da derme, agindo indiretamente na geração de radicais livres que atuam na ativação de fatores envolvidos na mutação do DNA. Já a radiação UVB tem penetração mais superficial, porém é responsável pelas queimaduras solares e induz ao bronzeamento da pele, além de causar envelhecimento precoce, pode aumentar o risco de mutações fatais que se manifestam em forma de câncer de pele, diminuir a resposta imunológica da pele e causar lesões no DNA. A mais danosa e energética é a UVC que, felizmente, não atinge a superfície da Terra, ao ser filtrada pela camada de ozônio. E esse é mais um problema sério que pode ser causado pela destruição da camada de ozônio, pois sem ela a radiação poderá atingir a superfície terrestre, matar organismos unicelulares e prejudicar a córnea dos olhos. A pele tem três sistemas de proteção contra a radiação solar: camada córnea, suor e melanina. O uso de filtro solar com fator de proteção adequado ao fotótipo e com base ideal para o tipo de pele ajuda na prevenção do fotoenvelhecimento e do câncer de pele. FIGURA 07 - PROTEÇÃO SOLAR Fonte: https://www.123rf.com/photo_55350304_skin-compare-between-skin-with-broa- d-spectrum-sunscreen-which-protect-uva-and-uvb-to-uvb-protecting.html. 18CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 3.3 Disfunções decorrentes do envelhecimento Já vimos que, no processo de envelhecimento, a pele vai perdendo a elasticidade com a diminuição das fibras elásticas, do espessamento e da rigidez das fibras colágenas. Outra alteração decorrente do processo de envelhecimento é a irregularidade do tecido adiposo, originando as rugas gravitacionais. FIGURA 08 - DISFUNÇÕES DO ENVELHECIMENTO Fonte: https://luminalaser.com.br/como-ocorre-o-envelhecimento-da-pele/. As rugas podem ser classificadas em superficiais e profundas: Rugas superficiais ou finas - ocorrem quando há diminuição das fibras elásticas na derme papilar e desaparecem quando são submetidas ao estiramento da pele. São mais perceptíveis na contração dos músculos quando sorrimos ou quando estamos cansados. Rugas profundas - ficam visíveis mesmo em repouso e não desaparecem com o estiramento do tecido. Além disso, as rugas podem ser classificadas em dinâmicas, estáticas e gravitacionais. Rugas dinâmicas - são decorrentes do movimento muscular da expressão facial. Rugas estáticas - aparecem independentemente de repouso ou movimento. Rugas gravitacionais - as alterações do tecido adiposo são responsáveis por essa alteração, pois são ocasionadas pelo excesso de movimentação, associado à ptose tissular e muscular. BIOTIPOS DE PELE E ESCALA DE GLOGAU4 TÓPICO 19CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 A classificação da pele é feita durante a avaliação por inspeção visual, com auxílio de lupa, lâmpada de Wood e palpação. Nesse processo, também deve ser avaliado o equilíbrio fisiológico da pele, que está relacionado ao seu manto protetor ou manto hidrolipídico. O pH (potencial hidrogeniônico) é determinado em uma escala que vai de 0 a 14 e, conforme seu valor, identificam-se as características do meio observado, podendo ser ácido, neutro ou alcalino. Uma pele saudável apresenta um pH em torno de 4,6 e 5,8, isto é, um pH levemente ácido, contribuindo para a proteção bactericida e fungicida. FIGURA 09 - O PH DA PELE Fonte: https://blog.extratosdaterra.com.br/pele-do-corpo-quais-as-diferencas/. 4.1 Pele normal ou Eudérmica https://blog.extratosdaterra.com.br/pele-do-corpo-quais-as-diferencas/ 20CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Esse tipo de pele é semelhante à de um bebê, é raramente encontrada em adultos. É uma pele é macia e suave, sedosa ao toque, com boa flexibilidade e elasticidade. A principal característica dessa pele são os poros são diminutos e pouco visíveis. Nela, os processos biológicos (Perda de água, queratinização, descamação, e as secreções sebáceas e sudoríparas) estão em equilíbrio. A pele em equilíbrio também tem um pH denominado de fisiológico, e suas glândulas sebáceas apresentam uma secreção normal. 4.2 Pele Oleosa ou Lipídica A pele oleosa é bem característica do clima tropical, é brilhante, com excesso de brilho por toda a face, com os poros dilatados, espessa, áspera (espículas salientes), resistente e pode apresentar comedões abertos e fechados. É uma pele comum entre adolescentes e pessoas mais jovens, devido às alterações hormonais que afetam a produção de sebo das glândulas sebáceas, havendo predisposição ao desenvolvimento da acne. Esse tipo de pele apresenta um pH alcalino ou básico, uma vez que a secreção sebácea é abundante, pois as glândulas produzem sebo em excesso. 4.3 Pele Seca ou Alípica A pele alípica é descamativa, com sensação de estiramento, áspera, seca, fragilizada, opaca, com tendência a rugas e flacidez tissular, tem um pH ácido e deficiência de secreção sebácea. De maneira geral, ocorre uma diminuição da função da barreira e consequente aumento no fluxo passivo de perda transepidérmica de água e diminuição da secreção sebácea. Os cosméticos que devem ser usados nesse tipo de pele são aqueles que hidratem o estrato córneo mediante oclusão, umectação e hidratação ativa. 4.4 Pele Mista Esse tipo de pele é frequentemente encontrado nos indivíduos e se caracteriza por reunir, no rosto, áreas com pele oleosa e outras com pele seca. Na região T, que compreende a testa, o nariz e o mento, são observadas as características da pele oleosa, como poros dilatados, pele com brilho excessivo e grossa; e na região das bochechas, uma pele seca com uma espessura mais fina e com tendência à descamação. FUNDAMENTOS BÁSICOS DE IMAGINOLOGIA5 TÓPICO 21CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 A imaginologia tem sido de grande valia para auxiliar nos tratamentos de pele. A estética usufrui significativamente desse artificio tanto em ultrassom, como em radiofrequência. Vamos iniciar uma jornada de conhecimento desse mundo da imaginologia x estética. O ultrassom é utilizado na dermatologia desde os anos 70 para avaliar o espessamento cutâneo. O surgimento desses aparelhos, com frequência maior que 15 MHz, permitiu a identificação das diferentes camadas e estruturas da pele e anexos, sendo de grande valia para área estética. Os equipamentos de alta frequência têm baixa penetração e, consequentemente, excelente resolução para visualização de estruturas superficiais. Cada região da pele tem características próprias de acordo com sua localização geográfica, idade e raça. O conhecimento anatômico e morfológico é crucial para uma boa avaliação das estruturas vistas na ultrassonografia (BARCAUI, 2015). Imaginologia é o estudo dos órgãos e sistemas do corpo humano através das diversas modalidades de exames de imagem, dentre as quais se destacam a radiologia convencional (raios-X, radiografia simples ou contrastada), mamografia, ecografia ou ultrassonografia, densitometria óssea, tomografia, ressonância magnética, angiografia e arteriografia, medicina nuclear. 22CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 “A beleza genuína transcende o exterior cuidadosamente moldado; reside na autenticidade e no amor próprio que cultivamos, lembrando-nos de que os cuidados estéticos podem realçar, mas é a essência que verdadeiramente brilha.” Fonte: A autora (2023). Algo inevitável é o envelhecimento, definido como um processo lento, progressivo e contínuo resultante de alterações bioquímicas, morfológicas e fisiológicas que acometem a estética da pele, dividido em envelhecimento intrínseco ou cronológico e extrínseco. Fonte:Teston, Nardino e Pivato (2010) 23CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 24CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 Nesta unidade abordamos assuntos básicos, porém de suma importância para nossos próximos conteúdos. Podemos aprender sobre a anatomia da pele, suas características e anexos. Descobrindo como esse órgão trabalha e seu mecanismo de ação/ defesa frente a agentes externos e até mesmo frente aos tratamentos estéticos. Uma das principais questões é compreender a anatomia e as suas características, uma vez que nossa função é lidar de forma direta com a pele. Muitas vezes, é necessário empregar todo o nosso conhecimento básico para elaborar protocolos adequados e, dessa forma, tratar as possíveis disfunções que podem afetar a nossa pele. Não podemos deixar de mencionar sobre a introdução do ultrassom, o qual é grande aliado frente à estética. Muitos protocolos giram em torno dessa tecnologia e, de forma geral, todo bom profissional da área da beleza tem um ultrassom a seu dispor. Finalizamos nossa primeira unidade e vamos juntos rumo a novas descobertas. CONSIDERAÇÕES FINAIS MATERIAL COMPLEMENTAR 25CONCEITOS BÁSICOS PARA ESTÉTICA E IMAGINOLOGIAUNIDADE 1 FILME/VÍDEO • Título: Envelhecimento da pele: Escala de Glolau. • Ano: 2023. • Sinopse: A Escala de Glogau é uma ferramenta comumente usada por dermatologistas e profissionais de saúde para classificar o envelhecimento da pele com base em diferentes graus de dano e sinais de envelhecimento. Ela é amplamente reconhecida na área de dermatologia e é útil para avaliar os efeitos do envelhecimento cutâneo, bem como para ajudar a determinar os melhores tratamentos estéticos para cada estágio do envelhecimento. Isso ajuda os profissionais a personalizar os cuidados com a pele e os procedimentos para atender às necessidades individuais de cada paciente. LIVRO • Título: Histologia - Texto, atlas e roteiro de aulas práticas. • Autor: Tatiana Montanari. • Editora: UFRGS - 3ª edição 2016. • Sinopse: Histologia: texto, atlas e roteiro de aulas práticas pretendem contribuir para o processo de ensino aprendizagem de Histologia nos cursos de graduação nas áreas das Ciências Biológicas e da Saúde. Apresenta um texto conciso que agrega os avanços no conhecimento da Biologia celular e molecular à Histologia descritiva tradicional. É ilustrado com fotografias dos tecidos e órgãos observados na microscopia de luz e na microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. Inclui relações clínicas e, ao final do capítulo, questionário para revisão do conteúdo. De forma inédita, contém sugestão de lâminas para representação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Disfunções relacionadas à Pigmentação; • Exposição Solar; • Fundamentos da Radiofrequência; • Tratamentos Faciais; Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar as disfunções relacionadas ao envelhecimento e pigmentação da pele; • Compreender os agravantes da exposição solar em nossa pele; • Estabelecer a importância de saber os fundamentos básicos de radiofrequência e sua abordagem dentro da estética; • Conhecer e dominar as técnicas para tratamentos faciais. Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira DISFUNÇÕES DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSTRATAMENTOS2UNIDADEUNIDADE INTRODUÇÃO 27DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Muitos profissionais têm o hábito de seguir um conjunto fixo de técnicas, como se seguissem uma “receita de bolo”, quando trabalham em clínicas estéticas, em vez de se esforçarem para compreender cada paciente de maneira personalizada. Cada indivíduo que entra na nossa sala de cuidados merece um tratamento único e individualizado. O protocolo a ser seguido para cada um deve ser determinado pelo próprio profissional, com base em uma cuidadosa anamnese e avaliação detalhada. Nesta unidade, exploraremos algumas das disfunções com as quais frequentemente nos deparamos na nossa prática clínica diária. Isso inclui questões relacionadas à pigmentação da pele, envelhecimento cutâneo e muitas outras causadas pela exposição solar. Além disso, vamos adquirir conhecimentos sobre a radiofrequência, uma técnica que tem ganhado destaque e relevância nas clínicas de estética. Bons estudos! 28DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 DISFUNÇÕES RELACIONADAS À PIGMENTAÇÃO1 TÓPICO Discromias Pigmentares Discromias são alterações na coloração da pele ligadas a da diminuição (hipomelanoses) ou do aumento (hipermelanoses) da melanina e da deposição de substâncias endógenas ou exógenas na derme (hipercromias). As discromias pigmentares podem ser: melanoses, efélides, melasma, ceratose e lentigo senil. Melanose A melanose surge com o passar dos anos em pessoas acima de 50 anos. São manchas escuras e arredondadas que revelam o tempo de exposição solar da pessoa. FIGURA 1: REPRESENTAÇÃO DO MELASMA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/problem-skincare-health-concept-wrinkles-melasma-1398517817. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/problem-skincare-health-concept-wrinkles-melasma-1398517817 29DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 As lesões que surgem em áreas expostas ao sol de maneira crônica são geralmente benignas e resultam da exposição à radiação ultravioleta, que afeta os melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Isso, por sua vez, leva à formação de manchas na pele, como parte de um sistema de defesa do nosso corpo. Quando nossas células são agredidas, desencadeiam mecanismos de defesa, e nos melanócitos, esse mecanismo se manifesta como uma produção exagerada de melanina, resultando no surgimento dessas manchas na pele. A melanose solar pode se manifestar em diferentes tonalidades de marrom na região que foi excessivamente exposta ao sol, sem proteção, ao longo de um período prolongado. Isso ocorre principalmente em áreas como o rosto, colo, dorso das mãos, braços e ombros. O diagnóstico do melasma é clínico, podendo ser utilizada a luz de Wood, classificado em quatro tipos: • Epidérmico: mais frequente (70%) e com melhor prognóstico, de cor mais evidente à luz de Wood. • Dérmico: nenhuma ou pouca mudança na cor. • Misto: com áreas de acentuação e de atenuação da cor. • Inaparente: as lesões tornam-se imperceptíveis, isso ocorre nas peles fototipo V ou VI. Efélides As efélides surgem nas crianças e jovens de pele muito clara e após a exposição solar. São manchas arredondadas e acastanhadas. FIGURA 2: REPRESENTAÇÃO DO EFÉLIDES Fonte: https://sbdrj.org.br/o-que-sao-e-como-surgem-as-sardas/. https://sbdrj.org.br/o-que-sao-e-como-surgem-as-sardas/ 30DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Ceratose Senil Queratose solar ou ainda actínica, é uma lesão pré-maligna que afeta a camada córnea, a mais superficial da pele. Muitas vezes considerada uma lesão pré-maligna, evolui em carcinoma espinocelular. Esta é uma lesão com hipertrofia e aspecto de escamas secas, endurecidas eásperas, apresenta-se na pele como manchas amareladas ou castanho- escuras, localizadas nas áreas expostas ao sol, como couro cabeludo, face, orelhas, antebraços e dorso das mãos. Pessoas com fotótipos cutâneos mais baixos, cabelos e olhos claros são as mais predispostas a apresentar essas lesões. FIGURA 3: REPRESENTAÇÃO DA CERATOSE SENIL Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/ rea%C3%A7%C3%B5es-%C3%A0-luz-solar/queratoses-act%C3%ADnicas. Lentigo Senil Essa condição, também conhecida como mancha senil ou melanose solar, é resultado da exposição prolongada ao sol, o que leva ao aumento na quantidade e atividade dos melanócitos. Essas manchas se desenvolvem ao longo do tempo e são mais frequentes em indivíduos de pele clara que passam longos períodos sob o sol na busca por um bronzeado, sendo, por isso, frequentemente associadas à fase idosa, justificando o termo “mancha senil”. FIGURA 4: REPRESENTAÇÃO DO LENTIGO SENIL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/small-brown-patches-called-age-spots-2125037438. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/rea%C3%A7%C3%B5es-%C3%A0-luz-solar/queratoses-act%C3%ADnicas https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/rea%C3%A7%C3%B5es-%C3%A0-luz-solar/queratoses-act%C3%ADnicas https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/small-brown-patches-called-age-spots-2125037438 31DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Discromias Vasculares FIGURA 5: REPRESENTAÇÃO DAS DISCROMIAS VASCULARES Fonte: http://www.semioblog.website/2014/02/discromias-da-pele.html. As discromias vasculares podem ser telangectasias, rosácea, olheiras, entre outros. Telangectasias São vasos de fino calibre localizados na derme, de coloração azulada ou avermelhada, mais frequentes na face, ao redor do nariz e no branco dos olhos, mas podem aparecer em qualquer região do corpo. Aparecem mais com o envelhecimento, devido à diminuição da quantidade de fibras elásticas e colágenas, responsáveis pela sustentação da pele. FIGURA 6: REPRESENTAÇÃO DA TELANGECTASIA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/case-early-rosacea-on-womans-face-1334719205. A rosácea é uma doença da pele que geralmente compromete o rosto, sendo as regiões mais afetadas o nariz, as maçãs do rosto, a testa e o queixo. Os sinais e os sintomas são a vermelhidão difusa e persistente, inchaço, calor e/ou repuxar no rosto, dilatação dos pequenos vasos sanguíneos à superfície e ardor, comichão ou sensação de picadas. http://www.semioblog.website/2014/02/discromias-da-pele.html https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/case-early-rosacea-on-womans-face-1334719205 32DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Não há consenso sobre as causas, alguns autores propõem que seja causada por ácaros, enquanto outros afirmam que o problema deve-se a múltiplos fatores genéticos, congênitos e hormonais. Alguns pacientes relatam agravamento das rosáceas diante de estímulos como exposição prolongada ao Sol, estresse emocional, clima muito quente, vento forte, exercício extenuante, consumo de álcool, banhos quentes, clima muito frio, entre outros. FIGURA 7: REPRESENTANDO O ROSÁCEA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-caucasian-woman-seen-closeup-side-1497569468. Olheiras As olheiras manifestam-se por um tom escurecido abaixo da região ocular, um aspecto devido à concentração anormal de vasos sanguíneos ou de melanina sob a pálpebra inferior. Existem cinco causas possíveis para a existência de olheiras numa pessoa: hereditariedade, sono, cansaço, tensão pré-menstrual e alergia. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-caucasian-woman-seen-closeup-side-1497569468 33DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 EXPOSIÇÃO SOLAR2 TÓPICO O Sol é fonte de energia, e dependemos da radiação solar para o nosso metabolismo funcionar, sendo essa exposição importante para a calcificação óssea, o processo de liberação de hormônios e a ativação de algumas enzimas. Porém, a exposição descuidada ao Sol pode trazer danos para o organismo, como envelhecimento precoce, queimaduras e até câncer de pele. O efeito cumulativo da radiação solar na pele é o principal fator de risco, tanto para o envelhecimento como para o câncer de pele. Por esse motivo, mesmo em um dia nublado, se a pessoa precisa ficar mais tempo ao ar livre, é necessário o uso de proteção. Fator de proteção solar “O fator de proteção solar quantifica a proteção que um determinado produto é capaz de oferecer, em termos de tempo de exposição, contra a queimadura solar se comparado à exposição desprotegida” (SCHALKA; REIS, 2011, p. 514). Cada fototipo cutâneo precisa de uma proteção específica, sendo importante observar e seguir esses critérios a fim de proteger a pele para não aumentar o risco de adquirir fotodermatoses, além da queimadura solar e mesmo câncer de pele. Quanto menor o fototipo cutâneo, maiores são os riscos de problemas de pele e maiores devem ser os cuidados com a proteção solar. Pessoas com peles fototipos I, II, III devem prioritariamente usar protetores com FPS alto, além de proteção física (chapéu, barracas, etc.) para evitar as queimaduras solares. Pessoas com fototipos IV, V e VI podem usar filtros solares com FPS mais baixos, pois a pele é naturalmente mais resistente ao sol. 34DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 TABELA 01 - TEMPO DE EXPOSIÇÃO X FATOR DE PROTEÇÃO Fototipo Tempo de exposição Fator de proteção I 5 min 60 II 5 min 40 – 60 III 15 min 30 – 50 IV 20 min 30 – 50 V 25 min 20 – 40 VI 30 min 15 – 30 Fonte: A autora (2023). O fator de proteção solar é ainda a principal informação acerca da eficácia fotoprotetora de um filtro solar, mas a sua interpretação não deve ser ba- seada somente no valor numérico em si, devendo-se também considerar a adequada forma de uso do produto, em termos de quantidade aplicada e regularidade na reaplicação (SCHALKA; REIS, 2011, p. 514). Para a escolha de um agente fotoprotetor, além do FPS, devem ser considerados dados como resistência à água, proteção UVA e fotoestabilidade, ou seja, quando o produto é exposto à luz, mantém-se dentro das especificações. O fator de proteção solar quantifica a proteção que um determinado produto é capaz de oferecer, em termos de tempo de exposição, contra a queimadura solar se comparado à exposição desprotegida. Assim, se um determinado protetor apresenta o valor de FPS 30, isso significa, na prática, que é necessária uma exposição solar 30 vezes maior para produzir eritema, se comparada à situação em que a pessoa não estaria usando aquele protetor. Espero que você tenha se conscientizado da necessidade do uso do filtro solar e da importância de orientar o seu cliente sobre seu uso correto, tanto em relação ao fator de proteção como à forma de aplicar. Cada fototipo cutâneo tem uma necessidade de fotoproteção e, por esse motivo, também é necessário avaliar a pele antes de indicar um produto ou aplicá-lo no seu cliente. 35DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 FUNDAMENTOS DA RADIOFREQUÊNCIA3 TÓPICO Na radiofrequência é utilizado um aplicador específico para cada região, que aumenta a temperatura do tecido, alcançando até 42°C. Durante a aplicação do procedimento, a alta temperatura estimula a circulação sanguínea no local, produzindo colágeno, resultando na melhora da aparência da pele. Ao iniciar o processo de aplicação da Radiofrequência é passado um gel condutor específico sobre a área a ser tratada e o aparelho irá deslizar sobre o local realizando movimentos circulares, favorecendo o aquecimento das fibras elásticas. Como a radiofrequência é indicada para várias regiões, a forma de aplicação sempre será a mesma, a única diferença será a ponteira utilizada para cada queixa. Existemprotocolos variados de tratamento, com distintos tempo de aplicação, isso depende do tamanho da área e queixa do paciente. Um protocolo comumente usado é aquecer o tecido até atingir 40°C e manter essa temperatura por 15 min na região. Existem dois tipos de radiofrequência: a invasiva, utilizada em pacientes com câncer ou patologias crônicas; e a não invasiva, usada com propósito estético. A ativação da radiofrequência pode atingir, dependendo da potência do equipamento, até as células musculares. Sua energia vai além do ponto celular na epiderme, na derme e na hipoderme. Além disso, ela promove uma hiperemia superficial e profunda, aumentando a oxigenação e a nutrição dos tecidos, a distensibilidade do colágeno, a atividade do sistema nervoso autônomo, melhora a circulação sanguínea e drenagem linfática, auxilia o rompimento de fibroses e acelera a absorção de equimoses e de hematomas. 36DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Sob temperaturas de 38 °C a 40 °C, ocorrem mudanças na pele, pelo estímulo do neocolágeno e das fibras elásticas, o que melhora o tônus e diminui a flacidez da região. Temperaturas superiores a essa podem degradar a proteína da pele. Nos tratamentos estéticos faciais, a radiofrequência é indicada para tratar flacidez de pele, marcas de expressão, rugas, cirurgias faciais, cicatrizes e sequelas de acne. Como contraindicação para a radiofrequência, temos câncer, marca-passo, processos infecciosos, diabetes, tuberculose, imunidade baixa, gravidez, alteração da sensibilidade, alteração vascular, ingestão de vasodilatadores ou anticoagulantes, além de alguns tratamentos estéticos, como paciente que esteja realizando peeling ou aplicado botox. Existem, no mercado, alguns tipos de radiofrequência: a monopolar, a bipolar e a tripolar, que podem apresentar os eletrodos no mesmo cabeçote ou separados. Quando os eletrodos são separados, deve-se posicioná-los de forma contraplanar, próximo da região que será tratada e longe de extremidades ósseas. Dependendo da marca do equipamento, é indicado o uso de uma substância de acoplamento, gel ou glicerina. É importante destacar que, para se obter o resultado desejado, dados como parâmetros do aparelho, temperatura, tempo, quantidade de sessões e intervalos entre elas devem ser analisados de acordo com o equipamento e características cutâneas do paciente. As primeiras duas ou três sessões devem ser realizadas com um intervalo de sete a dez dias, evitando que haja duas sessões na mesma semana. O efeito já é visível no dia seguinte ao tratamento. Nas primeiras sessões, acontece o efeito imediato da retração do colágeno e, por essa razão, não há necessidade de repetição do tratamento para esse objetivo. Esse efeito é procurado por pacientes de pele jovem, que ainda estão em fase produtiva de colágeno. Na aplicação, os movimentos circulares devem ser feitos até que ocorra a hiperemia e que se alcance a temperatura adequada, a qual deve ser verificada usando termômetro digital, e realizada por áreas, ficando geralmente de dois a cinco minutos em cada área, que deve ser dividida por quadrante, conforme a potência e intensidade do equipamento, sempre explicando para a paciente o que ela deve sentir e solicitando a ela um feedback. Marchi et al. (2016), selecionaram oito voluntárias, sendo quatro tabagistas e quatro não tabagistas, com idades entre 47 e 53 anos, fototipos cutâneos II e III, na escala de Fitzpatrick, sem histórico de patologias ou de tratamentos recentes e sem restrições dietéticas. O protocolo de tratamento foi realizado duas vezes por semana, por 10 sessões, sendo a radiofrequência aplicada com amplitude com 80%, sugestão de duração de 25 minutos e temperatura de 40 °C, com auxílio de gel de contato. A avaliação da flacidez 37DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 cutânea foi feita com paquímetro, sendo que a primeira medição utilizou o canto externo do olho como referência e seguiu em linha reta até a região maxilar. A segunda medição foi feita no canto externo da boca como ponto referencial e seguiu até o trago, além do comprimento da ruga, que foram analisados pela estatística, sendo considerados estatisticamente significantes. Também foi feito o registro fotográfico com as voluntárias em posição ortostática anterior e laterais. Os resultados obtidos foram aumento nos níveis de hidratação e de nutrição tecidual, minimização de flacidez cutânea, redução da extensão e profundidade das rugas e clareamento facial, melhorando o aspecto da face e mostrando que a radiofrequência é um procedimento seguro e eficaz para o tratamento facial. Facchinetti, Souza e Santos (2017) realizaram 10 sessões de radiofrequência, uma vez por semana, em oito indivíduos do sexo feminino com idade superior a 40 anos, com rugas glabelares e frontais. O procedimento iniciava com higienização da pele, seguida de aplicação de um gel glicerinado na área de tratamento, onde foi aplicado o aparelho no modo bipolar com uma frequência de 2,4 MHz, adequada para o tratamento da derme e da epiderme, com uma intensidade inicial (rampa de subida) de 40% até atingir uma média de 40 °C de temperatura, por cinco minutos em cada área, respeitando a sensibilidade da paciente. O resultado dos tratamentos foi mensurado pela redução da área em mm², tendo sido verificada uma redução média das áreas afetadas de 52,25 (±41,38) mm² correspondente a 36% de melhora. Esse estudo mostrou minimização na flacidez cutânea e nas rugas frontais e glabelares, melhora na coloração e na textura da pele, verificando que a radiofrequência apresentou-se eficaz para redução das rugas. 38DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 TRATAMENTOS FACIAIS4 TÓPICO Peeling físico e enzimático Os peelings são tratamentos realizados com o objetivo de afinar a pele, melhorar o aspecto estético, estimular a renovação celular e a produção de colágeno, além auxiliar no tratamento de cicatrizes, estrias, entre outros. Os peelings físicos são: peeling de cristal, peeling de diamante e peeling ultrassônico. O peeling de cristal é indicado para rejuvenescimento e aumento da permeação cutânea. O aparelho para o procedimento tem uma ponteira onde estão os microcristais (normalmente de óxido de alumínio), a qual, ao ser colocada sobre a pele, aspira pelo próprio equipamento a vácuo, causando uma esfoliação da pele. Os microcristais de óxido de alumínio não podem ser reutilizados, sob o risco de contaminação. A ponteira desliza pela extensão da ruga de cinco a dez vezes, com pressão de 200 mmHg, podendo ser adaptada para cada cliente. Quanto maior o número de repetições em uma mesma região, maior a abrasão; como também quanto mais lento o movimento com a ponteira sobre o tecido, maior a abrasão. Como efeito, acontece o incremento na mitose celular, proporcionando uma renovação epitelial mais acelerada, evitando o depósito de células mortas. O peeling de diamante promove a esfoliação mecânica da pele, sendo também indicado para o rejuvenescimento. Esse tipo de esfoliação provoca uma abrasão na pele, com uso de um equipamento acoplado a uma ponteira metálica onde são anexadas lixas de diferentes granulações mantidas em contato com a pele por meio de sucção (pressão negativa), promovendo assim a esfoliação cutânea. Sua ação é remover a camada superficial da pele, realizando uma esfoliação não dolorosa e não invasiva, a fim de estimular a regeneração de tecidos novos. 39DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Quanto mais rápido o deslizamento da caneta, menos profunda será a abrasão, e quanto maior for o número de movimentos em uma mesma região, maior a abrasão. As ponteiras de 100 e 150 mícrons fazem uma esfoliação mais suave. Já as de granulação de 75, por promover maior abrasão, agem de maneira mais profunda na pele, com sucção mais intensa. Após a aplicaçãodo peeling diamantado, o uso de bloqueadores solares é imprescindível para não ocorrer hiperpigmentações indesejadas. Indicado no envelhecimento, o peeling ultrassônico utiliza ondas ultrassônicas emitidas por um transdutor em forma de espátula para extrair a camada mais superficial da pele, eliminando células mortas. Essa espátula, por meio de um sistema de vibração mecânica, quando entra em contato direto com a pele, causa uma elevada frequência, eliminando as células mais superficiais da pele. A espátula utilizada não é plana, apresentando no centro um ângulo aberto, com a finalidade de, ao inverter sua posição, criar duas áreas de aplicação. Com essa estrutura, a espátula permite dois efeitos: • Aplicação com a ponta da espátula: ao tocar na pele, a ação de vibração do equipamento faz com quem as partículas semidesprendidas da superfície cutânea sejam retiradas, eliminando as células mortas da pele. • Aplicação da parte plana da espátula: a espátula deve ser invertida, realizando com a parte plana da espátula uma micropercussão na pele, que proporciona uma micromassagem cutânea que facilita a permeação de ativos através da pele. Essa é uma função capaz de gerar uma corrente galvânica unidirecional, constante, direta, de baixa amperagem e voltagem. Tem polaridade distinta (polo negativo e positivo) e, devido a esse fator, os elétrons se deslocam em um único sentido. Essa propriedade é denominada ionização e tem a finalidade de aumentar a penetração de micromoléculas dos cosméticos sob a forma aquosa através da epiderme. Os produtos cosméticos ativos são representados por íons previamente escolhidos por suas propriedades e colocados com os determinados objetivos em soluções aquosas. Os peelings enzimáticos são indicados para deixar mais superficiais as rugas e os sulcos cutâneos, afinar o tecido epitelial, atenuar hiperqueratoses e cicatrizes superficiais, eliminar cistos de milium, tratar elastoses, entre outros cuidados faciais; no corpo, é usado para amenizar as estrias. A microdermoabrasão é um peeling enzimático cuja profundidade poderá atingir a camada espinhosa da epiderme, aumentando assim a nutrição epidérmica por meio do estímulo da derme. A camada do epitélio a ser atingida depende da técnica de aplicação, assim como da potência estabelecida do aparelho e do número de vezes que ocorrerá abrasão no local de aplicação. Peeling Químico (superficial, médio e profundo) 40DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 O peeling químico é um procedimento antigo, que se iniciou na Antiguidade, com os egípcios, que tomavam banho com leite fermentado para amaciar a pele, assim já fazendo uso das propriedades de um alfa-hidroxiácido, o ácido lático. Esse tratamento consiste no uso de um ou mais agentes químicos sobre a pele para melhorar a aparência quando essa é danificada por fatores extrínsecos ou intrínsecos. Geralmente, o peeling é feito na pele do rosto, mãos e pescoço, mas também pode ser feito no corpo. Entre os benefícios dos peelings químicos, podemos citar: melhora na aparência e textura da pele, redução da oleosidade, clareamento de vários tipos de discromias, diminuição de cicatrizes de acne, melhora na aparência das estrias e das rugas. De acordo com o grau de penetração na pele, o peeling pode ser: • Muito superficial: age na camada córnea, sendo indicado para pele seca e aspereza, pele sem brilho, peles descamativas, cansadas e maltratadas. • Superficial: atua do estrato granuloso até a camada de células basais e é indicado para manchas superficiais, asperezas, rugosidades finas, acne ativa. Geralmente são utilizados os alfa-hidroxiácidos (AHAs) em concentrações baixas. Podem ser realizados com as seguintes substâncias: ácido retinoico, ácido glicólico 30% a 50%, ácido tricloroacético 10%, ácido salicílico14% e pasta de resorcina. • Médio: age da derme papilar até a derme reticular superior, indicado para envelhecimento total da pele, cicatrizes profundas de acne, manchas. Ele causa necrose da epiderme, de parte ou de toda a derme superficial, ou papilar. Podem ser realizados com as seguintes substâncias: ácido glicólico 40 a 70% (2 a 20 minutos), ácido tricloroacético 35% + solução de Jessner, ácido mandélico 50%, ácido tricloroacético 35% + ácido glicólico e ácido pirúvico 60 a 90%. • Profundo: ação na derme reticular média e profunda. É extremamente agressivo, causa necrose na epiderme, atingindo as camadas mais profundas da pele. Indicado para peles muito envelhecidas, rugas profundas, periorais e para tratar as queratoses mais severas. Os peelings profundos podem ser realizados com as seguintes substâncias: ácido tricloroacético 50% ou fenol 88%. O tamanho da molécula do ácido escolhido interfere na sua permeação: quanto mais alto o peso molecular do ácido, menor a permeação, ou seja, a permeação é mais gradativa, e quanto mais baixo é o peso molecular a permeação é mais rápida. Microagulhamento O microagulhamento é uma técnica se utiliza de um dispositivo chamado dermaroller, que é um rolinho com agulhas que provoca microperfurações múltiplas, visando estimular a pele a produzir colágeno em maior quantidade. O organismo entende o procedimento como uma agressão e começa a responder a isso. A sua aplicação inicia com passadas na vertical, depois na horizontal, fazendo uma “cruz”. Em seguida, deve-se passar nas 41DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 diagonais fazendo um “X”. Sempre que for trocar o sentido da aplicação, é necessário levantar o rolo. Para isso, entre dez passadas numa mesma direção e pelo menos quatro cruzamentos das áreas de rolagem são suficientes para inverter os sentidos. O microagulhamento também tem a função de drug delivery que permite a penetração de drogas de alto peso molecular, criando microcanais de transporte aquoso e transitório através do estrato córneo, aumentando assim a permeabilidade transcutânea. Existem três fases do processo de reparo tecidual que previsivelmente se sucedem ao procedimento de microagulhamento: 01. Inflamatória – momento da lesão tecidual e dura entre 24 e 48 horas. Nessa fase, a pele apresenta calor, rubor, edema e dor, podendo haver perda parcial ou total das funções celulares. 02. Proliferativa – aparecimento dos tecidos de granulação, duração de três dias a três semanas, ocorre o preenchimento da lesão pelos macrófagos, fibroblastos, novos vasos, tecido de granulação e células epiteliais. Neste período, o colágeno é imaturo e tem pouca resistência. 03. Remodelamento – cicatrização, pode durar anos, realinhamento das fibras de colágeno que compõem o tecido cicatricial de acordo com as forças de tensão, as quais a cicatriz é submetida. O procedimento é contraindicado em caso de vitiligo, líquen, psoríase, distúrbios de coagulação do sangue, rosácea cutânea, verrugas, queratose solar, eczema, uso de isotretinoína no período de seis meses, regiões infectadas, herpes labial, paciente em quimioterapia ou radioterapia. As complicações que o microagulhamento pode trazer são: dor, reativação de herpes simples, impetigo, dermatite de contato alérgica ao material usado em agulhas, exposição ao sangue. Permeação de Ativos A permeação acontece quando um ativo cosmético consegue agir em mais camadas, chegando até a derme, sem alcançar os vasos sanguíneos. A administração de fármacos pela via transdérmica constitui uma alternativa viável para ultrapassar as limitações das vias mais comuns, tendo-se revelado uma área de investigação, atrativa e desafiante. A fim de diminuir a função barreira da camada córnea da pele e aumentar a permeação dos fármacos, várias estratégias têm sido desenvolvidas nas últimas décadas. Como exemplo, podemos citar o peeling ultrassônico que tem duas funções, havendo antes a retirada das células mortas e depois o aumento de permeação de cosmético, desde que esse produto tenha a finalidade de ionização. Com tantos tratamentos estéticos,devemos fazer uma boa avaliação e verificar a queixa principal do paciente e seu biotipo cutâneo para optar pela melhor técnica. 42DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 A rosácea geralmente acontece em mulheres mais velhas com pele clara e pode parecer com acne ou outros problemas de pele. Os sinais incluem vermelhidão no rosto, inchaços vermelhos e pequenos vasos sanguí- neos visíveis. Antibióticos ou remédios anti-acne podem ajudar a controlar os sintomas. Se não for tratada, a condição pode ficar pior com o tempo. Fonte: a autora (2023). O calor gerado pela radiofrequência leva à retração do colágeno, melhorando a firmeza e a elasticidade da pele. Além disso, o aquecimento induz a ativação dos fibroblastos, levando à neocolagenização (alterada em diâmetro, espessura e periodicidade), com subsequente remodelamento do tecido. Fonte: Tagliolatto (2015). 43DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 Nesta unidade podemos aprender sobre as principais disfunções relacionadas à pigmentação da pele. De acordo com nosso estudo, os melanócitos estão diretamente ligados a essas disfunções, e a partir deste momento você profissional se encontra apto a desenvolver tratamentos e protocolos para desenvolver em seu paciente. Outro fator de grande importância é o entendimento sobre os fatores solares, e como eles afetam nossa pele. Este se faz tão importante porque está diretamente ligado ao surgimento do câncer de pele, uma doença que acomete grande parte da população. Por compreendemos como a radiofrequência funciona e como utilizá-la no campo da estética da forma correta para nos garantir os melhores resultados. Os tratamentos faciais descritos na unidade estão dentro dos mais procurados, pois de uma forma segura e eficaz tratam as disfunções estéticas faciais. CONSIDERAÇÕES FINAIS 44DISFUNÇÕES ESTÉTICAS FACIAIS E POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 2 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Peeling antes e depois - Bruna Harmel. • Ano: 2020. • Sinopse: Vídeo ilustrando um peeling facial , por meio do qual você pode acompanhar todo o processo do antes e depois do procedimento. LIVRO • Título: Exposição solar e envelhecimento cutâneo. • Autor: Luiz Henrique Almeida Castro. • Editora: Atena. • Sinopse: O envelhecimento cutâneo é caracterizado por um processo evolutivo e natural que ocorre na pele do corpo e da face de uma pessoa, sendo notado por alterações fisiológicas e morfológicas, impactando na estética da pele. Propõe-se identificar os fatores responsáveis pelo envelhecimento, que pode surgir de forma intrínseca, que é o envelhecimento pela idade e genética; e de forma extrínseca, que pode surgir por poluição, estresse e principalmente pela radiação UVA e UVB. A radiação ultravioleta é responsável por causar fotoenvelhecimento, queimaduras, manchas, dermatoses e inclusive o câncer de pele, sendo estes podendo ser evitados com o uso correto do filtro solar e hábitos simples que não expõe a pele a tantas agressões. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Lipodistrofias e Fibroedema Geloide (FEG); • Flacidez e Estrias; • Fundamentos e aplicabilidade do Ultrassom; • Fundamentos da endermoterapia e da vacuoterapia; • Conceitos da Criolipólise. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar as disfunções relacionadas a gordura localizada e celulite; • Compreender a disfunção da flacidez de pele e como tratá-la; • Estabelecer a importância de saber a aplicabilidade o ultrassom e sua abordagem dentro da estética; • Conhecer e dominar as técnicas para tratamentos corporais. Professor(a) Esp. Vivian Roberta Moreira DISFUNÇÕES DISFUNÇÕES ESTÉTICAS ESTÉTICAS CORPORAIS E CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSTRATAMENTOS UNIDADEUNIDADE3 46DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 INTRODUÇÃO Seja muito bem-vindo (a)! Prezado (a) aluno (a), aqui iniciamos uma jornada repleta de descobertas e aprendizados. Nesta terceira unidade iremos nos lançar no corpo, descobrindo quais são as principais disfunções que acometem o corpo e seus possíveis tratamentos. Um dos erros mais comuns dentro da área da estética é seguir “receitas” como se todos os pacientes fossem iguais, quando, na verdade, cada um tem suas peculiaridades, e devem ser desenvolvidos protocolos de tratamento individualizados. Acredito que aí esteja o grande segredo do sucesso nesta área. Venha comigo nesta jornada de descobertas e aprendizado! Essa busca se concentra em grande parte no corpo, a busca pelo corpo sem gordura localizada, sem celulite, sem estrias e sem flacidez se tornou meta de vida para muitos. Quando isso tudo vem acompanhado por uma alimentação saudável, hidratação adequada, suplementação necessária e a estética ocupa um papel coadjuvante ótimo, sabemos que será um sucesso! Mas, infelizmente, não é sempre assim que acontece. As pessoas usam os procedimentos estéticos como protagonista, colocando todo o sucesso nos resultados que esses protocolos oferecem, como profissional da área devemos entender que temos limitações e que devemos respeitar e compreender que não conseguimos sozinhos. Nesta unidade conheceremos as principais queixas corporais e quais tratamentos podemos oferecer para os mesmos. LIPODISTROFIAS E FIBROEDEMA GELOIDE (FEG)1 TÓPICO 47DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 Fisiologia do tecido adiposo subcutâneo e visceral Antigamente, acreditava-se que o tecido adiposo era um tecido inerte do corpo, que tinha basicamente a função de armazenar energia, porém estudos demostraram que ele é um complexo reservatório energético regulado por nervos, hormônios, nutrientes e mecanismos autócrinos (acontece quando as células lançam seus hormônios para si mesmas) e parácrinos (quando a célula é capaz de enviar hormônios para as células vizinhas, isto é, que se encontram nas imediações). Existem dois tipos de tecido adiposo: o tecido adiposo marrom (TAM) e o tecido adiposo branco (TAB). Suas principais diferenças estão entre os adipócitos que os constituem: • Adipócito marrom: tem como característica a termogênese, ou seja, regular a produção de calor e de temperatura corporal. Ao contrário do que se pensava, que esse tipo de adipócito estava ausente em adultos, novos estudos mostram hoje que a quantidade desses adipócitos em adultos não é tão pequena. A coloração escurecida, que deu origem ao nome, deve-se à alta concentração de citocromo oxidase dessas mitocôndrias. • Adipócito branco maduro: armazena os triglicerídeos em uma única e grande gota lipídica; apresenta volumes variáveis, mas normalmente é uma célula grande que pode alterar seu tamanho; e possui distribuição generalizada pelo organismo, de modo que se infiltra por quase toda a região subcutânea, por órgãos e vísceras ocas da cavidade abdominal ou do mediastino e por diversos grupamentos musculares. A função dele é fornecer proteção mecânica, amenizando o impacto 48DISFUNÇÕES ESTÉTICAS CORPORAIS E SEUS POSSÍVEIS TRATAMENTOSUNIDADE 3 de choques e permitindo um adequado deslizamento de feixes