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CONTRATOS DE TRANSPORTE Regras diferem de acordo com o modal (rodoviário, aéreo, ferroviário, fluvial ou marítimo); Pode ser intermodal (um conhecimento de transporte por modal) ou multimodal (um conhecimento de transporte único); Na multimodalidade, o operador logístico é quem assume a responsabilidade de todo o processo, independentemente dos modais determinados para a entrega. Já a intermodalidade tem uma divisão clara das responsabilidades a cada meio de transporte apontado para cada trecho; Atenção para os Inconterms de cada modal. CONTRATOS DE SEGURO Assegura a carga durante o transporte; Pode ser realizado com intermédio de seguradoras convencionais ou Grupos de P&I; Cláusulas essenciais: a) Valor do Prêmio; b) Franquia da apólice; c) Verbas seguradas; d) Prazo de vigência; e) Lista de itens não abrangidos na apólice de seguro; f) Limite máximo de garantia; g) Riscos cobertos pela apólice. CONTRATOS DE SEGURO Especificidades O contrato de seguro geralmente é feito em apartado; IMPORTANTE: analisar os Inconterms previstos no contrato; É possível ter coberturas distintas para o mesmo objeto do contrato; Seguro de cargas ≠ Seguro Viagem; Atualmente há apenas 12 Clubes de P&I no mundo (IGP&I, 2024) Ramo pertencente ao Direito Público, que se encarrega de cuidar da entrada e saída de bens, veículos e pessoas do território nacional, fazendo prevalecer interesses de política interna e externa. Também conhecido como Direito Alfandegário. DIREITO ADUANEIRO 1. Constituição Federal; 2. Tratados internacionais firmados pelo Brasil; 3. Código Tributário Nacional; 4. Decreto n. 4.345/2002, Regulamento Aduaneiro; 5. Atos normativos. 6. Lex Mercatoria, seus procedimentos, costumes e conceitos. * Legislação aduaneira de determinado país ou bloco comercial oriundos de acordos comerciais, como o Código Aduaneiro do Mercosul e o Código aduaneiro comunitário da União Europeia. PRINCIPAIS FONTES DO DIREITO ADUANEIRO Princípios, em tese, correspondem aos princípios dos tributos em espécie (legalidade, anterioridade, anterioridade nonagesimal etc). Elementos essenciais: (a) entrada/saída (ou seja, importação ou exportação), (b) mercadoria (em sentido amplo, tudo aquilo pode ser objeto de classificação aduaneira), c) território aduaneiro (espaço delimitado com entrada e saída controlada por um ou mais Estados). PRINCÍPIOS E ELEMENTOS DIREITO ADUANEIRO, SUAS RELAÇÕES COM O DIREITO TRIBUTÁRIO E O REGULAMENTO ADUANEIRO. TÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS Art. 237. A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais, serão exercidos pelo Ministério da Fazenda. DIREITO ADUANEIRO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Anotação Vinculada - art. 237 da Constituição Federal - "Constitucionalidade de atos normativos proibitivos da importação de pneus usados. Reciclagem de pneus usados (...). (...) Arguição de descumprimento dos preceitos fundamentais constitucionalmente estabelecidos: decisões judiciais nacionais permitindo a importação de pneus usados de países que não compõem o Mercosul: objeto de contencioso na Organização Mundial do Comércio, a partir de 20-6-2005, pela Solicitação de Consulta da União Europeia ao Brasil. (...) Portarias emitidas pelo Departamento de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior harmonizadas com o princípio da legalidade; fundamento direto no art. 237 da Constituição da República.[ADPF 101, rel. min. Cármen Lúcia, j. 24-6-2009, P, DJE de 4-6- 2012.]" DIREITO ADUANEIRO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Anotação Vinculada - art. 237 da Constituição Federal - "Importação de veículos usados. Proibição estabelecida em ato do Ministério da Fazenda. Inocorrência de ofensa aos postulados constitucionais da igualdade e da reserva de lei formal. (...) Legitimidade jurídico-constitucional da resolução administrativa que veda a importação de veículos usados.[RE 209.635, rel. min. Celso de Mello, j. 20-5- 1997, 1ª T, DJ de 29-8-1997.]= RE 226.461, rel. min. Marco Aurélio, j. 21-9-1998, 2ª T, DJ de 13-11-1998" Anotação Vinculada - art. 237 da Constituição Federal - "Veículos usados. Proibição de sua importação (Portaria do Decex [Departamento de Comércio Exterior] 8/1991). É legítima a restrição imposta à importação de bens de consumo usados pelo Poder Executivo, ao qual foi claramente conferida, pela Constituição, no art. 237, a competência para o controle do comércio exterior, além de guardar perfeita correlação lógica e racional o tratamento discriminatório, por ela instituído.[RE 224.861, rel. min. Octavio Gallotti, j. 7-4-1998, 1ª T, DJ de 6-11- 1998.]" DIREITO TRIBUTÁRIO: incidência de tributos referentes a atividade do comércio exterior, como o Imposto de Importação, Imposto de Exportação, Imposto de Produtos Industrializados, PIS/COFINS- Importação, ICMS- Importação e CIDE- Importação. DIREITO ADMINISTRATIVO: atos autorizativos ou proibitivos que dependem de autoridade pública, como a Receita Federal do Brasil, para atuação no COMEX. * Regulamento Aduaneiro: suspensão, exclusão e isenção de tributos, de modo, a utilizar ferramentas jurídicas (drawback, entreposto aduaneiro, zona franca etc) conforme o caso. DIREITO ADUANEIRO E OS DEMAIS RAMOS http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103882/lei-de-criacao-do-pis-lei-complementar-7-70 DIREITO PENAL: legislação especifica sobre crimes aduaneiros ou com repercussão no COMEX: contrabando, sonegação fiscal, descaminho, superfaturamento (Lei n. 8.137/90 e Decreto n. 2.781/98). DIREITO CIVIL: contratos internacionais. O desconhecimento do Direito Aduaneiro pode acarretar prejuízos enormes aos players do COMEX. DIREITO ADUANEIRO E OS DEMAIS RAMOS http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103291/lei-de-crimes-contra-a-ordem-tribut%C3%A1ria-lei-8137-90 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111572/decreto-2781-98 Artigo 22 da Constituição Federal: "Compete privativamente à União legislar sobre: I — direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) VIII — comércio exterior e interestadual; (...) X — regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; LEGISLAÇÃO ADUANEIRA ATENÇÃO: a legislação aduaneira tem estreita relação com o direito marítimo e o o direito aeronáutico, pois se referem as áreas de acesso ou saída do país, considerados pontos alfandegados, ou seja, locais sob controle da administração aduaneira. * PARA FINS DIDÁTICOS ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ADUANEIRA PRESSUPÕE A CONSIDERAÇÃO DE ALGUNS PRINCÍPIOS (CAPARROZ, 2018). LEGISLAÇÃO ADUANEIRA* Princípio da Transparência (prévia comunicação aos players) Princípio da boa-fé nas transações comerciais Prevalência das Normas de Direito Internacional (artigo 98 do CTN) Universalidade do controle aduaneiro (exceção "malas diplomáticas e consulares da Convenção de Viena, dispensada do despacho) Discricionariedade na solução de questões de caráter não tributário (antidumping) Princípio da circulação econômica (tributar somente se circular, regime de admissão temporária) Princípio da integridade territorial e da uniformização jurídica Princípio da Extrafiscalidade (indução de condutas) LEGISLAÇÃO ADUANEIRA* Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759/09, de 05 de fevereiro de 2009) LIVRO I - DA JURISDIÇÃO ADUANEIRA E DO CONTROLE ADUANEIRO DE VEÍCULOS - Artigos 2º ao 68 LIVRO II - DOS IMPOSTOS DE IMPORTAÇÃO E DE EXPORTAÇÃO - Artigos 69 ao 236 LIVRO III - DOS DEMAIS IMPOSTOS, E DAS TAXAS E CONTRIBUIÇÕES, DEVIDOS NA IMPORTAÇÃO - Artigos 237 ao 306 LIVRO IV - DOS REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS E DOS APLICADOS EM ÁREAS ESPECIAIS - Artigos 307 ao 541 LIVRO V - DO CONTROLE ADUANEIRO DE MERCADORIAS - Artigos 542 ao 672 LIVRO VI - DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES - Artigos 673 ao 743 LIVRO VII - DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, DO PROCESSO FISCAL E DO CONTROLE ADMINISTRATIVO ESPECÍFICO - Artigos 744 ao 815 LIVRO VIII - DAS DISPOSIÇÕESFINAIS E TRANSITÓRIAS - Artigos 816 a 820 LEGISLAÇÃO ADUANEIRA A Receita Federal do Brasil, órgão do Ministério da Fazenda, é composta das unidades centrais, de decisão e coordenação, e unidades descentralizadas, divididas em dez regiões fiscais que abrangem todo o território nacional. RN, integra a 4ª região, junto com a PB, PE e AL. Responsável pelo controle aduaneiro do país, conforme estabelecido no artigo 237 da Constituição da República. Focos de atuação: arrecadação dos tributos internos e outro responsável pelo controle do comércio exterior, relativo a questões tributárias e administrativas que envolvam a entrada e a saída de mercadorias, pessoas ou veículos. A jurisdição da Receita Federal abrange todo o território brasileiro, que, para fins da legislação aduaneira, se divide em zona primária e zona secundária. A RECEITA FEDERAL ZONA PRIMÁRIA E ZONA SECUNDÁRIA (artigo 3º do Regulamento Aduaneiro). Art. 3º A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se por todo o território aduaneiro e abrange (Decreto-Lei no 37, de 18 de novembro de 1966, art. 33, caput): I - a zona primária, constituída pelas seguintes áreas demarcadas pela autoridade aduaneira local: a) a área terrestre ou aquática, contínua ou descontínua, nos portos alfandegados; b) a área terrestre, nos aeroportos alfandegados; e c) a área terrestre, que compreende os pontos de fronteira alfandegados; e II - a zona secundária, que compreende a parte restante do território aduaneiro, nela incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo. A RECEITA FEDERAL http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0037.htm#art33 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0037.htm#art33 Procedimento fiscal pelo qual toda mercadoria proveniente do ou destinada ao exterior deve ser submetida perante a Receita Federal. SISCOMEX. Esse procedimento é necessário para nacionalizar (Importação) ou desnacionalizar (Exportação) a mercadoria cada um possui suas particularidades. Despacho de Importação: artigo 542 e seguintes do Regulamento. Despacho de Exportação: artigo 580 e seguintes do Regulamento. DESPACHO ADUANEIRO Fonte: RFB