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ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE ÚNICA
CURSO BACHARELADO EM ENFERMAGEM
DISCIPLINA: PROJETO INTEGRADOR IX – ATIVIDADE EXTENSIONISTA: ENVELHECIMENTO HUMANO
RELATÓRIO 
	Nome completo
	EURIDES XAVIER POLAKOWSKI
	RU
	3600809
	Cidade 
	Tijucas do Sul/PR
	Polo 
	Polo Tijucas do Sul/PR
	ENVELHECIMENTO HUMANO
	
Desenvolva a atividade proposta:
Descreva os dados de estratificação da pessoa idosa após a aplicação do IVCF-20:
	
Pontuação
	
6 pontos 
	
Classificação
	
Risco moderado
	
Domínios afetados
	
Autonomia funcional Uso de medicamentos
Rede de suporte social
  
 (O arquivo está disponível em Word e você pode ampliar o quadro conforme a necessidade de texto a ser incluído).
Qual foi o Domínio escolhido para o plano de cuidados:
	Domínio afetado escolhido
	
A escolha do domínio Autonomia funcional para o plano de cuidados fundamenta-se na avaliação multidimensional do idoso João Adir Batista de Andrade, considerando sua condição clínica, psicossocial e funcional após a aplicação do Instrumento de Vigilância à Fragilidade em Idosos (IVCF-20). Embora João apresente aspectos positivos significativos, como consciência preservada, bom humor, boa cognição, ausência de incontinência e de risco de quedas, ele demonstra dependência parcial para a realização de atividades cotidianas, o que caracteriza uma limitação em sua autonomia funcional. Esse domínio refere-se à capacidade do indivíduo de executar, de forma independente e segura, as atividades básicas e instrumentais da vida diária, essenciais para a manutenção da qualidade de vida, da dignidade e da integração social no processo de envelhecimento.
No caso específico de João, a necessidade de auxílio para a realização de algumas tarefas ainda que não especificadas em detalhes, mas indicada pela anotação “Só com ajuda” sugere que ele não é completamente independente. Essa condição pode estar relacionada a fatores físicos, como possível redução de força muscular, equilíbrio ou resistência, ou até mesmo a aspectos psicológicos e motivacionais, apesar de seu humor e cognição estarem preservados. A autonomia funcional é um pilar central para a saúde do idoso, pois sua perda progressiva está associada ao aumento do risco de fragilidade, institucionalização, dependência e redução do bem-estar psicossocial. Portanto, intervir nesse domínio não apenas visa melhorar a capacidade de João de cuidar de si mesmo, mas também prevenir complicações secundárias, como atrofia muscular, isolamento social e depressão.
A autonomia funcional interage diretamente com outros domínios afetados identificados na estratificação: o uso de medicamentos e a rede de suporte social. A polifarmácia (Haldol, bipiridona, hidroclorotiazida e quetiapina) pode causar efeitos colaterais como sedação, tontura ou fraqueza, que limitam ainda mais a funcionalidade. Por outro lado, uma rede de suporte social fortalecida incluindo a equipe da casa de repouso, fisioterapeutas e médicos pode ser estrategicamente mobilizada para promover a reabilitação funcional. João já recebe fisioterapia uma vez por semana e acompanhamento médico mensal, porém a frequência e a abordagem podem ser otimizadas para focar no ganho de autonomia. Dessa forma, ao eleger a autonomia funcional como domínio prioritário, o plano de cuidados assume um caráter integrador, capaz de impactar positivamente os outros domínios vulneráveis.
Outro aspecto relevante é que a perda de autonomia funcional em idosos institucionalizados, como João, que reside em casa de repouso, tende a ser acelerada pelo ambiente que, por vezes, superprotege o idoso, realizando tarefas por ele em nome da eficiência ou segurança. É crucial, portanto, criar um ambiente que incentive a independência dentro das possibilidades individuais, adaptando as rotinas e os espaços para que o idoso possa exercitar suas capacidades residuais. A autonomia funcional também está intimamente ligada à identidade e à autoestima; permitir que João mantenha o controle sobre certas atividades pode reforçar sua sensação de utilidade e propósito, aspectos psicológicos fundamentais para um envelhecimento saudável.
A escolha do domínio “Autonomia funcional” justifica-se por ser uma área-chave onde intervenções de enfermagem e multiprofissionais podem produzir impactos significativos e mensuráveis na qualidade de vida de João. Trabalhar para manter ou restaurar o máximo de independência possível não só respeita seu direito à autodeterminação, como também reduz a carga sobre o sistema de cuidados e previne a progressão para estados de maior fragilidade. Assim, o plano de cuidados será desenhado com ações concretas para avaliar, estimular e monitorar a funcionalidade de João, visando à promoção de um envelhecimento ativo e com maior autonomia dentro de seu contexto de vida atual.
 
Elabore uma proposta de plano de cuidados com pelo menos 3 medidas/orientações para melhoria nesse domínio. 
	Plano de cuidados de enfermagem
	
Com base na avaliação multidimensional e na escolha do domínio Autonomia funcional como foco de intervenção, propõe-se o seguinte plano de cuidados de enfermagem para o paciente João Adir Batista de Andrade, visando à promoção da independência, à manutenção das capacidades residuais e à melhoria da qualidade de vida no contexto de residência em casa de repouso. O plano é estruturado em três medidas/orientações principais, articuladas com a equipe multiprofissional e adaptadas à realidade do paciente.
1. Implementação de um programa de estimulação funcional progressiva e individualizado
Objetivo: Aumentar gradualmente a capacidade de João realizar atividades básicas e instrumentais da vida diária com menor auxílio, fortalecendo a musculatura, o equilíbrio e a coordenação.
Ações propostas:
· Ampliação e focalização da fisioterapia: Além da sessão semanal existente, incluir mais uma sessão focada especificamente em exercícios de fortalecimento muscular de membros inferiores e superiores, treino de transferências (sentar/levantar) e exercícios de equilíbrio estático e dinâmico. A fisioterapeuta deve estabelecer metas semanais mensuráveis, como: “levantar da cama com uso apenas do apoio do corrimão adaptado” ou “caminhar até o banheiro com supervisão, mas sem apoio físico”.
· Introdução da terapia ocupacional (TO) semanal: A TO atuará no treino de atividades instrumentais da vida diária (AIVDs), como: higiene pessoal no lavatório, vestir-se com roupas adaptadas (com velcro, por exemplo), organizar objetos pessoais no quarto e participar de pequenas tarefas da dinâmica da casa de repouso (como regar plantas ou organizar livros). O terapeuta ocupacional fará uma análise das dificuldades específicas e proporá adaptações e técnicas de economia de energia.
· Envolvimento da equipe de enfermagem da instituição: A equipe de enfermagem será orientada a adotar uma postura de “ajuda mínima necessária”. Em vez de realizar a tarefa por ele, devem encorajá-lo, dar tempo suficiente e oferecer apoio apenas quando claramente necessário, registrando os progressos e dificuldades em um diário funcional.
2. Adaptação ambiental e de recursos assistivos para promoção da independência
Objetivo: Modificar o ambiente imediato de João para que seja seguro, acessível e estimulante, reduzindo barreiras à sua autonomia.
Ações propostas:
· Avaliação e adequação do quarto e banheiro: Instalar barras de apoio ao lado do vaso sanitário e no box do chuveiro. Garantir que a cama tenha altura adequada para facilitar o levantar. Disponibilizar uma cadeira estável para o vestir. Organizar móveis e objetos de uso diário (roupas, utensílios de higiene, água) em prateleiras e gavetas de fácil alcance, sem necessidade de agachamento ou alongamento excessivo.
· Fornecimento de dispositivos de auxílio: Avaliar a necessidade e introduzir o uso de bengala ou andador, se julgado seguro e benéfico para aumentar a mobilidade dentro do ambiente. Oferecer talheres com cabos engrossados, pratos antiderrapantes e copos com alças, caso haja dificuldade motora fina durante as refeições.
· Sinalizaçãoe iluminação: Melhorar a iluminação do caminho entre o quarto e o banheiro, inclusive para deslocamentos noturnos. Utilizar fitas antiderrapantes no chão do banheiro e cores contrastantes nas bordos dos degraus (se houver) para melhorar a percepção visual e a segurança.
3. Educação em saúde e empoderamento do paciente e da equipe cuidadora
Objetivo: Capacitar João e os cuidadores sobre a importância da autonomia funcional, criando uma rede de suporte coesa e motivada que atue de forma congruente com os objetivos do plano.
Ações propostas:
· Sessões educativas individuais com João: Realizar conversas semanais com o enfermeiro responsável para discutir seus objetivos pessoais, esclarecer dúvidas sobre sua condição, explicar a finalidade de cada exercício e medicação, e reforçar a importância da sua participação ativa no processo. Trabalhar aspectos motivacionais, valorizando cada pequeno progresso.
· Treinamento da equipe da casa de repouso: Realizar uma pequena capacitação com auxiliares e cuidadores para uniformizar a conduta de estímulo à independência. Ensinar técnicas seguras de supervisão sem superproteção, comunicação encorajadora e identificação de sinais de fadiga ou dor que exijam interrupção da atividade.
· Estímulo à participação em atividades sociais da instituição: Incentivar João a participar de atividades grupais oferecidas pela casa de repouso (como oficinas de artesanato, música ou jogos), pois a interação social é um potente motivador para a mobilidade e o engajamento, componentes essenciais da autonomia funcional.
Avaliação e monitoramento: O progresso será avaliado mensalmente por meio de reavaliação com escalas funcionais simples (como o Índice de Katz ou Lawton adaptado), observação direta do desempenho nas atividades e feedback do próprio João e da equipe. O plano será revisto e ajustado a cada três meses ou sempre que houver mudança significativa no estado de saúde do paciente. Este plano de cuidados integrado visa não apenas melhorar a capacidade funcional de João, mas também promover um envelhecimento mais ativo, digno e com maior qualidade de vida dentro do seu contexto.
 
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